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Perguntar Não Ofende

Perguntar Não Ofende

229 episodes — Page 2 of 5

Vera Ferreira: a descarbonização ainda pode ser justa?

As alterações climáticas provocadas pelo efeito humano já não são uma discussão científica, dado o consenso existente. Têm de ser política. Os efeitos não são iguais para todos. Vão empobrecer ainda mais o sul global, que quase nada contribuiu para o estado a que chegámos. E a transição energética vai gerar milhões de empregos qualificados, deixando pelo caminho um rasto de destruição de empregos e territórios dependentes das energias fósseis. Como compensar estes efeitos é uma discussão política, que convém ter quanto antes, sem esperar que as populações reconheçam uma suposta generosidade das medidas para descarbonizar o planeta que as deixa pelo caminho. Ou há equidade nas respostas, não sendo aceitável que se permita a proliferação de jatos particulares enquanto se limita o acesso dos carros ao centro das cidades, ou é nas democracias que a derrota desta agenda será mais violenta. Vera Ferreira, mestre em relações internacionais, onde trabalhou sobre "Migrações Climáticas e Segurança Humana", está a concluir o doutoramento em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. A sua tese, “transição energética em Portugal no horizonte 2050”, centra-se na discussão sobre uma transição energética justa em Portugal. É ela a convidada deste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 19, 20231h 21m

Mariana Cabral: o que diz um beijo sobre o futebol feminino?

No momento mais importante das suas vidas desportivas, as mulheres da seleção espanhola de futebol viram o palco ocupado por um homem. Com um beijo na boca de uma jogadora que, para todos os efeitos, era sua subordinada, totalmente despropositado e abusivo em contexto profissional, abriu-se um debate que pode parecer exagerado, pelo momento emocional em que o episódio se deu, mas que é muitíssimo relevante. Porque os pequenos episódios com grande visibilidade são, muitas vezes, os que permitem sublinhar que não é natural o que muitos julgam ser. Nos últimos anos de jornalista, Mariana Cabral acumulou a atividade no Expresso com o treino das equipas de juvenis femininas do Sporting, até se ter dedicado a 100% como treinadora, agora com a equipa sénior feminina do SCP. Mulher, treinadora de futebol e feminista, fala sobre desporto, igualdade e sobre o beijo despropositado e abusivo de Luis Rubiales neste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 5, 202359 min

Alfredo Cunhal Sendim: há uma agropecuária sustentável e capaz de nos alimentar? [21 de outubro de 2019]

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Para o mês de agosto, enquanto estamos de férias, escolhemos quatro episódios anteriores à chegada do Perguntar Não Ofende ao Expresso. A qualidade de som não será exatamente a mesma, uma ou outra coisa pode estar ultrapassada. Mas são quatro entrevistas quase que considero exemplares das pessoas que demos a conhecer e dos debates que aqui tivemos. Não são o Presidente da República, o primeiro-ministro, os líderes dos partidos, Dilma Rousseff ou grandes figuras da cultura portuguesa, que por aqui passaram e que pode procurar na secção o Perguntar Não Ofende na página do Expresso. São quatro conversas exemplares dos últimos anos, para ir ouvindo durante as férias. Voltamos em setembro com novas conversas. Em outubro de 2019 fomos até ao Montado do Freixo do Meio para uma conversa ao ar livre com Alfredo Cunhal Sendim. Esta herdade é a materialização de um tratado político. Trabalha-se para criar um sistema de produção alimentar e de distribuição capaz de combater as alterações climáticas, contrariando a lógica da produção intensiva. Alfredo recuperou o montado, que permite uma exploração multifuncional, integral e sustentada dos recursos, sem os esgotar. Um bom símbolo para recordar uma coisa que não está na moda: que uma alimentação sustentável é equilibrada e integral. Para compreender como é possível um projeto que parece alternativo e marginal ter ganho a dimensão que tem, foi com ele que falámos há quase quatro anos. Neto de um latifundiário de Montemor. Era ele ainda uma criança, as terras foram ocupadas pela Reforma Agrária. Quando a família as recebeu de volta, Alfredo era um jovem universitário em Évora, que vinha de uma vida urbana e despreocupada da Avenida de Roma. Quando as terras lhe caíram no colo, começou por fazer o que sempre se tinha feito. Comprou mais ovelhas, que alimentava com o que vinha de fora, produzia trigo e a cortiça pagava os prejuízos do resto. Foi a aprendizagem através do erro que o fez repensar tudo. E tinha a escala que lhe permitia ser mais ambicioso. Hoje, a Herdade do Freixo é um exemplo incontornável para quem queira pensar alternativas para uma agropecuária sustentável. Recuperou o montado, um sistema agro-silvo-pastoril criado e mantida pelo homem durante oito séculos, para aproveitar de forma sustentada solos pobres e um clima hostil. Um sistema que foi destruído pelo uso industrializado, intensivo e insustentável dos solos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 21, 20231h 19m

Miguel Vale de Almeida: as políticas de identidade estão a destruir a esquerda? [18 de outubro de 2018]

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Para o mês de agosto, enquanto estamos de férias, escolhemos quatro episódios anteriores à chegada do Perguntar Não Ofende ao Expresso. A qualidade de som não será exatamente a mesma, uma ou outra coisa pode estar ultrapassada. Mas são quatro entrevistas quase que considero exemplares das pessoas que demos a conhecer e dos debates que aqui tivemos. Não são o Presidente da República, o primeiro-ministro, os líderes dos partidos, Dilma Rousseff ou grandes figuras da cultura portuguesa, que por aqui passaram e que pode procurar na secção o Perguntar Não Ofende na página do Expresso. São quatro conversas exemplares dos últimos anos, para ir ouvindo durante as férias. Voltamos em setembro com novas conversas. Antigo dirigente do Bloco de Esquerda, deputado do Partido Socialista e um dos mais notáveis ativistas dos direitos LGBT, o professor e antropólogo Miguel Vale de Almeida trabalha em questões de género e sexualidade, assim como de raça e pós-colonialismo. Foi com ele que gravamos há quase cinco anos, nos primeiros meses de existência do podcast, em casa. Estará a esquerda, com a sua concentração nas políticas de identidade, a desfocar do combate à desigualdade social e económica que poderia mobilizar uma grande maioria? Será que essa estratégia não a atirará para uma derrota histórica que deixará a direita neoliberal e a extrema-direita sozinhas no confronto político fundamental? Sim, é verdade que a luta pelo poder está em todos os aspetos da vida, do Estado à casa, da empresa à cama. Mas é uma verdade politicamente inútil, porque ela balcaniza os atores políticos e as suas causas. E esta esquerda não se limitou a somar minorias de oprimidos, também somou maiorias de opressores. Que somos, de alguma forma e em alguma das nossas identidades, todos nós. E que tem no discurso da culpa a resposta para a superação dessas opressões. O argumento é substituído pelo tabu que torna qualquer debate num campo de minas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 14, 20231h 12m

Maria Gil: os ciganos são inassimiláveis? [18 de julho de 2019]

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Para o mês de agosto, enquanto estamos de férias, escolhemos quatro episódios anteriores à chegada do Perguntar Não Ofende ao Expresso. A qualidade de som não será exatamente a mesma, uma ou outra coisa pode estar ultrapassada. Mas são quatro entrevistas quase que considero exemplares das pessoas que demos a conhecer e dos debates que aqui tivemos. Não são o Presidente da República, o primeiro-ministro, os líderes dos partidos, Dilma Rousseff ou grandes figuras da cultura portuguesa, que por aqui passaram e que pode procurar na secção o Perguntar Não Ofende na página do Expresso. São quatro conversas exemplares dos últimos anos, para ir ouvindo durante as férias. Voltamos em setembro com novas conversas. Há quatro anos, fomos até ao Porto conversar com Maria Gil, também conhecida como Maria da Fronteira. Mulher, cigana, feminista e ativista antirracista. A sua história de ativismo e luta é longa e teve muitas frentes. Passou por trabalho social dirigido a todas as comunidades, pela representação da comunidade cigana e pelo teatro. Este é o segundo episódio antigo que recuperamos este mês, gravado durante a primeira temporada do podcast, ainda sem estúdio fixo e com outros meios. A exclusão dos ciganos tem um lastro histórico. Foram quinhentos anos de perseguição, com açoitamentos públicos, sedentarizações forçadas, institucionalização de crianças para instrução e proibição do uso da sua língua, dos seus trajes e das suas celebrações. Só em 1822 lhes foi atribuída a cidadania portuguesa e, mesmo assim, uma portaria de 1848 exigiu que usassem passaporte. Mesmo depois do 25 de abril, no final dos anos 90, houve uma autarquia que decretou a sua expulsão do concelho. E estamos apenas a falar de racismo explícito e institucional. O outro, disseminado por toda a sociedade, dura quase intocado até hoje. O Holocausto Judeu marcou para sempre a forma como lidamos com o antissemitismo. Estranhamente, o Holocausto cigano foi apagado da memória, permitindo que se perpetuasse a perseguição, a exclusão e o preconceito. É raro que os próprios ciganos sejam chamados a um debate que lhes diz antes de todos respeito. E é por isso que neste episódio falamos com Maria Gil, mulher, cigana, feminista e ativista antirracista. A sua história de ativismo e luta é longa e teve muitas frentes. Passou por trabalho social dirigido a todas as comunidades, pela representação da comunidade cigana e pelo teatro. Filha de pai e mãe ciganos, crescida dentro da comunidade, vive com um pé dentro e outro fora. Por isso a conhecem como Maria da Fronteira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 7, 20231h 22m

Padre Constantino Alves: quem procura a caridade da Igreja nesta crise? [17 de março de 2021]

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Para o mês de agosto, enquanto estamos de férias, escolhemos quatro episódios anteriores à chegada do Perguntar Não Ofende ao Expresso. A qualidade de som não será exatamente a mesma, uma ou outra coisa pode estar ultrapassada. Mas são quatro entrevistas quase que considero exemplares das pessoas que demos a conhecer e dos debates que aqui tivemos. Não são o Presidente da República, o primeiro-ministro, os líderes dos partidos, Dilma Rousseff ou grandes figuras da cultura portuguesa, que por aqui passaram e que pode procurar na secção o Perguntar Não Ofende na página do Expresso. São quatro conversas exemplares dos últimos anos, para ir ouvindo durante as férias. Voltamos em setembro com novas conversas. Há mais de dois anos, ainda durante a pandemia, fomos até Setúbal conversar com o padre Constantino Alves. Na paróquia de Nossa Senhora da Conceição há um restaurante social, uma clínica social dentária e até um espaço ecuménico de culto. Os pobres estão no centro da ação pastoral, como é suposto que aconteça para qualquer cristão. Com a pandemia, aumentou a procura de apoio social, sobretudo de imigrantes, num contexto onde há muitos bairros sociais. O padre Constantino Alves, convidado deste episódio de 17 de março de 2021, não é apenas o motor de uma rede que garante apoio alimentar e médico a partir da sua paróquia. Ele é, muitas vezes, a voz dos que vivem em bairros clandestinos e resistem à demolição das suas casas. Já como padre, foi operário e sindicalista. E, antes do 25 de abril, esteve envolvido na resistência à ditadura e na solidariedade com os presos políticos. A sua história é longa, inesperada e extraordinária. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 1, 20231h 30m

André Carrilho, António, Cristina Sampaio e Nuno Saraiva: o cartoon ofende?

31 anos desde que 28 mil portugueses assinaram uma petição contra um cartoon em que António enfiou o nariz de João Paulo II num preservativo, oito anos desde que milhões de europeus disseram “Je suis Charlie", poucas vezes se deve ter falado tanto de cartoons em Portugal como no último mês. É sobre ele, mas também sobre indignação, tentativas de censura e as redes sociais que conversamos com a sua autora Cristina Sampaio, André Carrilho, António e Nuno Saraiva. Quatro dos melhores cartunistas portugueses. Cristina Sampaio começou a ilustrar livros infantis e a fazer ilustração e cartoons na imprensa em meados dos anos 80, com presença regular no Independente, Expresso e Público e, a nível internacional, no Boston Globe, Washington Post, Wall Street Journal e New York Times. Com ilustrações e cartoons publicados no Diário de Notícias, o grosso do trabalho de André Carrilho tem sido editado internacionalmente, na The New Yorker, Vanity Fair, The New Statesman, The New Republic ou Harper's Magazine. Publicou livros de ilustração e infantis. Nuno Saraiva concebeu, com Júlio Pinto, a Filosofia de Ponta, publicada semanalmente no Independente e posteriormente editada em livro. É ilustrador regular em jornais como o Público e o Expresso e autor de várias capas ou ilustrações para livros. O nome de António confunde-se com o do Expresso, onde publica regularmente há 49 anos, e com a própria democracia portuguesa. Colaborou com o Diário de Notícias, A Capital e a Vida Mundial, sendo publicado de forma regular por algumas das mais destacadas publicações internacionais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 18, 20231h 37m

Laura Sanches, Mónica Almeida e Mónica Pereira: devemos banir telemóveis das escolas básicas?

Ter um tempo no dia em que os telemóveis estão inacessíveis é a melhor forma de ensinar a gerir a frustração e a ansiedade. Inevitavelmente descobrirão outras formas de divertimento, interagindo entre si, expressando emoções, reforçado lanços empatia. Também vai ensinar os adultos a interromper o obsessivo controlo sobre os seus filhos. Cada pai e mãe decidirá como gerir o acesso dos seus filhos a telemóveis. Só que a escola é um espaço comunitário onde cada criança é individualmente educada, mas também se educa uma geração. E isso diz-nos respeito a todos. É por isso que um grupo de pais lançou uma petição pública para restringir o uso do telemóvel nas escolas. Neste episódio contamos com Mónica Pereira, uma das primeiras peticionárias. É professora de yoga para crianças, formada em ciências de comunicação e tem uma filha que vai entrar agora para o segundo ciclo, na escola pública. Uma das inspirações para esta petição foi a única escola pública que baniu os telemóveis no recreio, coisa que vários colégios privados já faziam: a EB 2/3 da Lourosa. Foi há seis anos e já é possível fazer um balanço. Nesta conversa também temos Mónica Almeida, diretora do agrupamento António Alves Amorim, em Lourosa, e professora de matemática. Por fim, para debatermos os efeitos da omnipresença destes aparelhos na vida de jovens e adolescentes, participa Laura Sanches, psicóloga clínica e autora de vários livros sobre parentalidade positiva. Dedica-se, entre outras coisas, ao desenvolvimento infantil e aconselhamento parental. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 3, 20231h 14m

Sara Rocha, presidente da Voz do Autista: o que é ser autista?

As ideias feitas que temos do autismo vêm, quase todas, dos filmes de Hollywood, que refletem e perpetuam simplificações, estabelecendo uma associação automática do autismo com comportamentos violentos de pessoas presas nelas próprias, agarradas aos mesmos gestos mecanicamente repetidos até à exaustão e incapazes de cultivar relações humanas ou viver autonomamente. Uma imagem que afasta as pessoas, legitimando comportamentos violentos contra as pessoas com transtorno do espectro do autismo. O desconhecimento e as ideias formadas sobre o tema agravam os problemas de integração nas escolas e no mercado de trabalho, onde o estigma criado associa o desempenho cerebral das pessoas com autismo a trabalhos ligados às tecnologias de informação. Sara Rocha é licenciada em Análises Clínicas e Saúde Pública, e mestre em Gestão e Economia dos Serviços de Saúde. Vive no Reino Unido, onde trabalha como gestora de dados em investigação médica, na área cardiovascular, para a Universidade de Cambridge. Preside à Associação Portuguesa a Voz do Autista, uma organização composta exclusivamente por pessoas com autismo, numa autorrepresentação de quem se sente excluído do discurso público sobre a realidade que vivem quotidianamente. Com ela, tentamos perceber um pouco mais sobre a forma como vive uma pessoa com autismo. Que dificuldades sente, que apoios tem, como é que escolas, empresas e sociedade respondem à diferença quando a têm ao seu lado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 20, 20231h 18m

Mariana Mortágua: Como virar a página no Bloco de Esquerda?

O descontentamento cresce, mas a extrema-direita parece ser quem mais ganha com isso. Não vivemos o tempo das grandes manifestações contra a troika e o Bloco de Esquerda continua a ter dificuldade na sua implantação social. É neste contexto que Mariana Mortágua sucede a Catarina Martins, a primeira vez que uma mulher substitui outra mulher na liderança de um partido, em Portugal. E pouco usual no mundo. Economista, deputada do Bloco de Esquerda há dez anos – chegou pela primeira vez a deputada por escolha da direção, depois de ter concorrido em 14º lugar. Notabilizou-se nas comissões de inquérito à banca, onde mostrou a sua preparação, capacidade de trabalho e combatividade. Apesar de ter apenas 36 anos, é uma tribuna experimentada. Ninguém duvida da sua capacidade mediática e técnica como líder. Mas coordenar um partido com as particularidades do Bloco de Esquerda, construído de várias sensibilidades e culturas, é coisa que só se sabe fazer com o tempo. Regressa hoje ao Perguntar Não Ofende, desta vez como nova Coordenadora do BE.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 6, 20231h 32m

Marcel Borges: porque lutam os estafetas?

No dia 8 de maio, algumas centenas de estafetas fizeram uma espécie de greve, não aceitando encomendas em restaurantes como o McDonald’s. Apesar da paralisação ter acontecido em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Sintra, Figueira da Foz, Setúbal, Guimarães, Guarda, Almada e Chaves, teve pouca atenção mediática. Durante a pandemia, os estafetas permitiram que a restauração continuasse a funcionar. Fazem parte da paisagem urbana, com as suas motos e bicicletas, mas são invisíveis. Não têm salário mínimo, férias, seguro de acidentes de trabalho, regras para despedimentos, transparência do algoritmo que os avalia ou controlo sobre períodos máximos de trabalho. Querem direitos básicos, mas temem contratos que lhes tirem rendimento. Só que, na verdade, reconhecer o estatuto de trabalhador não significa anular as especificidades do trabalho em plataforma. Implica regular esta modalidade de trabalho, como se fez com tantas outras, para a compatibilizar com segurança e direitos. O trabalho sempre teve diferentes modalidades. E não deixou de ser trabalho e exigir direitos por isso. Marcel Borges é brasileiro, tem 40 anos, nasceu no Rio de Janeiro e veio para Portugal em 2019, em busca de uma vida melhor e em fuga da insegurança. No Brasil, era advogado desde 2011. Em Portugal, manteve ativa a advocacia, trabalhando no apoio à regularização de imigrantes e em tudo o que envolve acidentes com estafetas. Para alem da advocacia, foi estafeta até há seis meses, mantendo a atividade aberta, e é motorista de TVDE. Tem sido porta-voz dos “Estafetas em Luta”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 16, 20231h 3m

Augusto Santos Silva: o Partido Socialista é o regime?

A poucos dias de mais um aniversário do 25 de abril e exatamente cinquenta anos depois da fundação do Partido Socialista, Augusto Santos Silva regressa ao Perguntar Não Ofende, desta vez como Presidente da Assembleia da República. Não esteve na fundação do PS nem nele militou nos primeiros anos de democracia. Estava, na sua juventude, noutro campo político. Mas é uma das principais figuras do partido, conotado com a ala mais centrista. É na instituição a que preside que a democracia portuguesa lida com um fenómeno que, apesar de tardio, era previsível que chegasse a Portugal: uma extrema-direita que desafia as regras de convivência democrática que, pelo menos desde finais dos anos 70, eram aceites por todos. Tem sido, aliás, protagonista de vários confrontos com o Chega e não falta quem identifique, na forma como o faz, uma vontade de valorizar este adversário para tornar a direita sua refém e a esquerda refém do PS, único que pode impedir André Ventura de se aproximar do poder.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 19, 20231h 39m

Tiago Mota Saraiva: com a crise da habitação, é precisa uma arquitetura política?

Portugal é um dos países europeus com menor percentagem de habitação pública. Extintas as barracas que enxameavam as áreas metropolitanas, o Estado deixou de olhar para a habitação como uma política pública. A galopante subida mundial do preço da habitação, com o preço das casas a subir duas e três vezes mais rápido do que os rendimentos do trabalho nas últimas décadas, afetou mais seriamente o nosso país pela ausência de resposta pública. No último mês e meio, a propósito das medidas anunciadas pelo Governo, discutiu-se como raras vezes aconteceu, a política de habitação. O debate centrou-se quase exclusivamente nos interesses de investidores e no direito à propriedade, ignorando os afetados: as famílias que não conseguem encontrar uma casa e que não podem estar anos à espera da construção pública que tarda em aparecer. Tiago Mota Saraiva concluiu o curso de Arquitetura na Universidade de Lisboa, onde é professor convidado, foi da direção da Ordem dos Arquitetos e tem um já longo caminho de participação cívica e pública sobre a forma de fazer cidade e, como tal, política. Defende uma prática politizada da arquitetura, relacionando o seu trabalho com o envolvimento das populações mais desfavorecidas, num processo participado de construção de comunidades. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 3, 20231h 32m

Alexandra Leitão: o Governo está esgotado?

Conotada com os setores mais à esquerda do PS, foi com espanto que Alexandra Leitão não foi nomeada para o governo da maioria absoluta. Talvez um sinal do que viria. As notícias deram conta que teria sido convidada para ser líder parlamentar e que terá recusado. É das poucas vozes que, mantendo apoio inequívoco, vai fazendo críticas pela esquerda ao governo, dentro do PS. O cargo que foi ocupar no Governo não previa grande destaque público. Mas a revisão dos contratos de associação com os colégios, que subsistiram apenas onde o Estado não tinha ofreta pública, acabaram por lhe dar visibilidade. A reação dos colégios e o apoio público que contou na defesa da Escola Pública e da racionalização do uso dos recursos do Estado, assim como a forma aguerrida como se bateu, acabou por lhe dar popularidade no primeiro governo apoiado pelo conjunto dos partidos de esquerda. Em 2019, tornou-se ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública durante o tempo de pandemia, onde se tornou difícil fazer qualquer reforma.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 21, 20231h 33m

Ana Nunes de Almeida: a Igreja está do lado das vítimas?

Bastou ouvir a conferência de imprensa de 3 de março para perceber porque foi possível tantos anos de ocultação: mesmo depois de o Papa Francisco ter declarado “tolerância zero” com os abusos sexuais, mesmo depois do relatório Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças que a Conferência Episcopal Portuguesa quis criar, o sofrimento das crianças continua a não estar no centro do discurso dos bispos portugueses. Está a defesa da imagem da Igreja. Só que não se volta a fechar a caixa de Pandora que se abriu. Seguindo o exemplo francês e respondendo ao apelo de 276 católicos, D. José Ornelas convidou Pedro Strecht a formar uma equipa independente. Ao pedopsiquiatra juntaram-se o juiz Laborinho Lúcio, o psiquiatra Daniel Sampaio, a assistente social Filipa Tavares, a cineasta Catarina Vasconcelos e a socióloga Ana Nunes de Almeida, que hoje temos connosco. É investigadora na área da sociologia da infância e da criança. Coordenou, em 1999, um estudo sobre maus-tratos a crianças na Família. É presidente do Conselho Científico do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e membro do Conselho Consultivo do Instituto de Apoio à Criança.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 7, 20231h 34m

Marina Gonçalves: o pacto da habitação é radical? E eficaz?

Ministra há pouco mais de dois meses, Marina Gonçalves tem uma prova de fogo logo no início do seu mandato. Uma recente sondagem do Instituto de Ciências Sociais, publicada pelo Expresso, mostrou que a crise na habitação é um dos raros temas transversais na nossa sociedade, apresentando valores similares em todos os quadrantes políticos, sociais, económicos e até entre inquilinos e senhorios. Mas se o ponto de partida é este, o pacote de medidas apresentado pelo Governo parece ter gerado outro raro consenso, mas em sentido contrário. O coro de críticas tem sido avassalador e quase unânime. No centro da polémica, duas propostas que procuram aumentar a oferta de habitação no mercado de arrendamento. Uma, através do arrendamento coercivo de casas devolutas, estejam elas em ruína ou não. Uma proposta que existe há muito na Dinamarca ou em Amesterdão, ou dá origem a pesados impostos em França, entre nós foi tratada como comunista e gonçalvista. A outra tem a ver com o Alojamento Local, uma atividade que reabilitou o centro histórico das cidades e complementou o rendimento de uma classe média empobrecida pela crise que vivemos há mais de uma década, mas que cresceu demasiado depressa até tornar Lisboa na capital europeia com maior oferta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 22, 20231h 28m

Mário Nogueira: De onde vem a revolta dos professores?

Um quinto dos professores é precário e podem demorar quase duas décadas a aceder ao quadro, vinculando-se, em média, depois dos 46 anos e com mais de 16 anos de serviço. Mesmo dentro da carreira, andam a passear por enormes zonas pedagógicas, chegando a 200 quilómetros de viagem. Como a evolução na carreira é afunilada no 5º e 7º escalões, o topo é uma miragem mesmo para bons professores. É natural que a paciência se esgote, dando lugar à revolta, ainda antes de se iniciar o processo negocial. As recentes manifestações só têm paralelo com os tempos de Maria de Lurdes Rodrigues, uma ministra mais hostil do que João Costa. Em causa estão exigências antigas: colocação, vínculo e carreira. E derrotas que se julgavam definitivas, como a recuperação do tempo de carreira perdido com os sucessivos congelamentos. Um descontentamento que um pequeno sindicato dominado por militantes de um partido que teve 0,1% nas últimas legislativas conseguiu fazer explodir o descontentamento enquanto a Fenprof esperava para negociar, seguindo os calendários habituais. As perguntas difíceis para o Ministério, para os sindicatos e para os professores, num confronto que se torna cada vez mais complexo, são feitas neste episódio a Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 6, 20231h 39m

João Gabriel Ribeiro: o que é o ChatGPT? devemos temer a Inteligência Artificial?

O interesse mediático e a discussão pública em torno da Inteligência Artificial têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, especialmente com o lançamento do ChatGPT, um modelo de linguagem pré-treinado que tem gerado muita expectativa e controvérsia. O ChatGPT é considerado um marco na Inteligência Artificial, pois é capaz de realizar uma ampla variedade de tarefas de linguagem natural com um nível de precisão e flexibilidade impressionantes. O ChatGPT tem sido alvo de críticas por refletir os preconceitos e desigualdades presentes na sociedade, o que tem suscitado debates sobre a responsabilidade dos criadores de IA em evitar esses problemas. Formado em Publicidade e Marketing, João Gabriel Ribeiro enveredou pelo jornalismo, onde se especializou em temas como o cruzamento entre a sociedade e a tecnologia, capitalismo digital e arte. Dirige o site informativo Shifter e é o convidado para uma conversa sobre o potencial de transformação e os dilemas éticos da Inteligência Artificial. Segundo algumas poucas linhas de comando que foram digitadas sobre o tema em debate e as informações curriculares do convidado deste episódio, esta descrição não foi escrita por um ser humano. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 18, 20231h 42m

Isabel Moreira: Devemos ser a vanguarda na eutanásia?

Há cerca de 10 anos, um conjunto de cidadãos, em que João Semedo teve um papel central, liderou um movimento para a regulação da morte medicamente assistida. Do início deste processo até hoje, percorreu-se uma autêntica via sacra legislativa, com vetos presidenciais e declarações de inconstitucionalidade, um processo interrompido por uma dissolução do Parlamento e a pressão legitima e saudável de movimentos cívicos contra a lei, com propostas de referendo e promessas de reversão. Há 27 anos que debatemos uma tema que, para além das fraturas políticas habituais entre mais conservadores e mais liberais, levanta questões complexas sobre o papel dos médicos e dos sistemas de saúde na defesa da vida ou da sua qualidade. Hoje regressamos no Perguntar Não Ofende ao tema da eutanásia, desta vez com Isabel Moreira, deputada do Partido Socialista, tentando explicar algumas dessas questões, pormenores e conceitos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 19, 20221h 18m

Consórcio de Jornalistas: As redações já não chegam para fazer investigação?

Vários órgãos de comunicação social divulgaram uma investigação sobre o discurso de ódio nas forças de segurança. “O Ódio Veste Farda” obrigou a reações de várias forças políticas e terá sido a primeira vez que a mesma investigação foi publicada num diário, num semanário, numa televisão e num jornal digital. Foi o primeiro trabalho do primeiro Consórcio de Jornalistas, que se junta à academia para ganhar densidade e credibilidade, e agrega 15 pessoas, entre investigadores académicos, jornalistas e vários que acumulam as duas condições. Hoje conversamos com quatro dos seus elementos. Marisa Torres da Silva é professora auxiliar no departamento de Ciências da Comunicação da NOVA FCSH e trabalha sobretudo em torno do discurso de ódio. Paulo Pena é cofundador do consórcio internacional "Investigate Europe", recebeu dois prémios Gazeta e já aqui esteve para falar do seu livro sobre fake news. Pedro Coelho é jornalista da SIC, professor e investigador na NOVA FCSH, também recebeu dois prémios Gazeta, e é presidente da Comissão Organizadora do 5.º Congresso de Jornalistas. Por fim, Ricardo Cabral Fernandes, que é jornalista do Setenta e Quatro e tem-se dedicado a investigar a extrema-direita portuguesa e as suas ligações internacionais. Não estão aqui para falar do trabalho que fizeram sobre o discurso de ódio nas forças de segurança. Para isso, basta lerem ou verem as reportagens do Expresso, Público, SIC e Setenta e Quatro. Hoje, estão aqui para falar do seu consórcio e, mais importante ainda, do estado do jornalismo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 5, 20221h 28m

Paulo Raimundo: Com novo líder, que força terá o PCP?

A escolha de Paulo Raimundo não foi apenas uma surpresa para a bolha mediática e política. Mesmo muitos militantes do PCP, que conhecem bem um dos cinco dirigentes que acumulava a presença no Secretariado e na Comissão Política, ficaram espantados. Paulo Raimundo entra para a liderança do partido depois de várias derrotas. A geringonça parece ter sido um péssimo negócio eleitoral para o PCP. A juntar a isto, a posição dos comunistas sobre a guerra da Ucrânia alimentou um coro de críticas que não sabemos até que ponto abalou a sua base de apoio. Estes são momentos difíceis para um dos poucos partidos comunistas que mantém uma força eleitoral autónoma na Europa. Mantém uma grande influência no mundo sindical, mas a força dos sindicatos é muito inferior à do passado. O que está em causa não é apenas uma perda eleitoral, mas, ao contrário do que aconteceu na crise dos anos 90, uma perda de influência social. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 22, 20221h 41m

Alice, Leonor e Ideal: Até onde tem de ir o ativismo climático para o ouvirmos?

Duas jovens ativistas do Just Stop Oil atiraram uma sopa de tomate contra o famoso quadro dos girassóis, de Van Gogh, que estava protegido por um vidro. Conseguiram que o assunto voltasse ao debate. Alice Gato, 20 anos e estudante de comunicação no ISCTE, Ideal Maia, 21 anos, estudante de física na Faculdade de Ciências, e Leonor Chicó, 17 anos, acabou o 12º ano na Escola Secundária Camões, são ativistas da Greve Climática Estudantil de Lisboa. Recebemos, em 2020, três jovens ativistas ambientais. Mas Alice, Leonor e Ideal estão aqui por uma razão muito específica. No primeiro semestre deste ano letivo, milhares de jovens do End Fossil Occupy vão ocupar centenas de escolas e universidades de todo o mundo. Hoje, 7 de novembro, estão, num ato de desobediência civil, a dar início à ocupação de quatro faculdades de Lisboa – a de Ciências, a de Letras, o Instituto Superior Técnico e a FCSH – e duas escolas secundárias, também em Lisboa – o Camões e a António Arroio. E esperam que o movimento alastre enquanto a 27ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas decorre no Egito. Uma coisa é certa: não fossem estes e estas jovens e o debate sobre a sobrevivência da humanidade dificilmente teria passado da ciência para a política.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 7, 20221h 18m

Dino D’Santiago: de quantos lugares é este “preto em construção”?

D’Santiago porque é a ilha onde os pais nasceram. Não é Dino de Quarteira, terra onde ele próprio nasceu em 1982. De onde realmente é Dino D´Santiago, um dos músicos com mais sucesso em Portugal, que cada vez mais usa o palco que tem para fazer da arte política. Um “preto em construção”, nas suas próprias palavras. Que se tem vindo a construir como sujeito político quase em público. Educado num ambiente profundamente católico, é no coro da igreja, seguindo o exemplo dos pais, que Dino começa a cantar. Ainda adolescente, é com os jovens rappers do bairro dos Pescadores, onde nasceu, que se aproxima das sonoridades do hip hop que viriam a marcar a sua carreira. A conversa neste episódio é, porque é disso que mais falamos aqui, sobre a política que faz com a música. E de como desvia os holofotes para mais do que si próprio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 24, 20221h 35m

António Marujo: o que os abusos de menores nos dizem da Igreja Católica? E o que mudará nela?

O abuso pode acontecer em qualquer instituição. Mas, talvez por serem menos centralizadas, em poucas se tornou tão evidente um encobrimento tão generalizado, sistemático e ao mais alto nível como na Igreja Católica. E esse é o verdadeiro escândalo. Para além dos julgamentos dos tribunais e da opinião pública, a Igreja tem pela frente um desafio interno que ultrapassa os abusos sexuais. O desafio existencial foi resumido pelo Papa Francisco quando, depois de uma visita ao Chile em que defendeu um bispo acusado de encobrimento, se apercebeu do seu erro de avaliação e, aceitando umas quantas renúncias, criticou o messianismo, o elitismo e o clericalismo. Ou seja, não chega mudar as pessoas, é preciso mudar a Igreja. Para falar do vendaval que tem varrido a instituição, e que estão finalmente a chegar a Portugal, recebemos António Marujo, jornalista veterano e especializado em temas religiosos. Diretor do site de informação 7 Margens, que se dedica a temas religiosos, passou ainda pelo Expresso, revista Cáritas, Diário de Lisboa e Público. Venceu o Prémio Europeu de Jornalismo Religioso na imprensa não confessional e é autor e co-autor de larga bibliografia sobre a Igreja Católica.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 10, 20221h 25m

Cyntia de Paula: porque chegam tantos brasileiros a Portugal?

Sem contar com todos os que se naturalizaram ou os que aqui vivam sem estarem regularizados, há mais de 250 mil brasileiros em Portugal. No total, poderão chegar aos 400 mil. Mais qualificados do que em vagas de migração anteriores, não têm facilidade em encontrar saídas profissionais em Portugal nas suas áreas. Mas, num momento em que setores menos qualificados têm falta de mão de obra, a imigração tende a ser usada para reduzir a pressão sobre os salários, dando força ao discurso xenófobo. Seja como for, este país envelhecido precisa de imigrantes. Sem eles, a nossa segurança social, a nossa pirâmide demográfica e a nossa economia estão condenadas. Sem eles, seríamos um país culturalmente mais pobre e estreito. A uma semana das eleições brasileiras, quando o país de origem desta importante comunidade está politicamente polarizado e vive a possibilidade de pôr fim ao mandato de um populista de extrema-direita, conversamos com Cyntia de Paula, a presidente da Casa do Brasil de Lisboa há cinco anos, uma instituição com décadas de defesa da comunidade brasileira em Portugal. É feminista e ativista pelos direitos dos migrantes, veio para Portugal há 13 anos para fazer o mestrado e doutoramento em psicologia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 26, 20221h 20m

João Costa: porque nos faltam professores?

É neste período de transformação, entre a pandemia e as marcas que deixou em milhares de jovens, que começa mais um ano letivo marcado pelo debate sobre a falta de professores. Seja pelas mudanças na própria sociedade, onde os cursos tradicionalmente ligados ao conhecimento encontram muito mais saídas profissionais, ou de anos de congelamento de carreira e das imagens do professor com a casa às costas à procura de colocação, a profissão parece ter deixado de ser atraente para os jovens. E nunca precisámos tanto que a escola pública estivesse preparada para corrigir os efeitos sociais da pandemia. É neste momento marcante na vida de milhares de crianças e jovens, e com um profundo impacto na vida e futuro do país, que hoje voltamos a receber João Costa, agora como ministro da Educação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 12, 20221h 26m

José Theotónio, CEO do Grupo Pestana: O turismo salva-nos ou condena-nos?

Portugal, longe da guerra e costumeiro refúgio de estabilidade, é um dos países onde o regresso do turismo é mais visível. Porque somos a economia europeia que mais depende dele, a expansão fulgurante do turismo contribuiu para recuperação económica que o país viveu depois da crise financeira e da dívida. O reverso desta dependência é que concentra cada vez mais o escasso investimento empresarial em Portugal, secando oportunidades noutros sectores com maior valor acrescentado e concentra emprego e recursos num sector que não se destaca pela inovação e capacidade salarial. Qual será o futuro do turismo em Portugal e como se destacará? Pela qualidade ou pelo preço baixo? No último episódio antes das férias, conversamos com José Theotónio. Natural de Beja, fez o ensino superior na Universidade Católica, onde deu aulas até à viragem do século. Administrador de várias empresas, foi adjunto do Secretário de Estado das Finanças e Chefe de Gabinete do Secretário de Estado do Turismo durante os governos de Cavaco Silva.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 18, 20221h 18m

Ricardo Paes Mamede: Para onde vai a economia depois desta tempestade perfeita?

As principais cadeias de distribuição e produção mundiais continuam a sofrer interrupções e a guerra desencadeou uma crise energética e alimentar de consequências mundiais. Esta tempestade perfeita não podia deixar de ter consequências políticas. Para saber se faz sentido responder com os instrumentos monetários de sempre a uma inflação que é motivada pela guerra e crise alimentar que os juros não podem controlar, e se há respostas económicas que não passem pela contenção salarial, Ricardo Paes Mamede regressa ao Perguntar Não Ofende para nos tentar dar respostas. Doutorado em economia, pela Universidade Bocconi, em Itália, integrou o Conselho Económico e Social entre 2017 e 2020, e é Presidente da Direção do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais, do ISCTE. Professor, investigador e comentador, há muito que assume um papel de relevo na divulgação de temas económicos e na desmistificarão de muitas das ideias feitas sobre a economia nacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 4, 20221h 26m

Pedro Gomes: A sexta-feira será o novo sábado?

Uma semana de trabalho de segunda a quinta-feira. Um fim de semana de três dias. A proposta está longe de ser nova. É prática em algumas empresas, foi proposta do programa Jeremy Corbyn e defendida por Jacinda Ardern. A proposta defendida por Pedro Gomes, economista e professor na Universidade de Birkbeck, tem três pressupostos. Que a sexta-feira e não outro dia qualquer passe a fazer parte do fim de semana. Que seja legislativamente decidido pelo governo e não uma decisão de uma ou outra empresa. E que seja generalizado. Ou seja, que haja uma coordenação no aproveitamento das vantagens da medida. E acredita que esta proposta aparentemente simples representará uma revolução semelhante à permitida pelos cinco dias de trabalho por semana. Que aumentará a produtividade, estimulará o consumo e o crescimento económico, contribuirá para a inovação, reduzirá o desemprego tecnológico, ajudará a aumentar salários e a melhorar a vida da esmagadora maioria das pessoas e dará mais liberdade de escolha a todos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 13, 20221h 28m

Teresa Almeida Cravo: Como ganhar a paz?

Se o objetivo da Rússia era a neutralidade da Ucrânia, ela já está em cima da mesa há muito tempo. É difícil negociar com quem não deixa claro os seus objetivos, por mais indecentes que sejam. Está moralmente certo não ceder ao atacante, até por não sabermos onde ele parará. Mas a correção moral levanta um dilema: espera-se que um quinto da população caia na fome por causa desta guerra. O que diremos àqueles que, nos países mais pobres e martirizados por tantas guerras que ignorámos, pagarão por um conflito que nada lhes diz? Neste episódio, para variar, falamos de paz. Dos caminhos, obstáculos e passos para a procurar. E para não variar, falamos da Ucrânia. Teresa Almeida Cravo é doutorada pela Universidade de Cambridge, investigadora do Centro de Estudos Sociais e professora de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. O seu trabalho centra-se em estudos críticos sobre paz e violência, segurança, desenvolvimento, intervencionismo global e política externa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 1, 20221h 35m

João Rodrigues: O neoliberalismo é um slogan?

"Neoliberal" não nasceu como insulto, mas como autodenominação, que viria a ser abandonada, numa tentativa de criar uma continuidade com o liberalismo clássico, como se o intervencionismo do Estado tivesse sido um parêntesis na História. O consenso de Washington, que simboliza o poder global neoliberal, tem três elementos centrais: desregular, liberalizar e privatizar. Todos estão presentes na construção da União Europeia e do euro, o mais bem-sucedido projeto neoliberal. Disso e do seu impacto em Portugal também é discutido neste episódio com João Rodrigues, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e doutorado pela Universidade de Manchester. Tem-se dedicado à economia política, história do neoliberalismo e financeirização do capitalismo em Portugal. É autor do novo livro "O Neoliberalismo Não É Um Slogan".See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 17, 20221h 44m

Viriato Soromenho-Marques: Como evitar a escalada até à guerra nuclear?

Os brutais efeitos económicos da guerra entre Rússia e Ucrânia podem pôr em perigo as cada vez mais frágeis democracias europeias. E podem determinar o fim da cooperação no combate às alterações climáticas, o que corresponde a condenar o planeta, de qualquer das formas. Chegados a este conflito, a questão difícil é a que conta: como encontrar uma paz que não seja a dos cemitérios ou a mera rendição da Ucrânia? Quais são os limites de uma paz injusta? Doutorado em filosofia, professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Viriato Soromenho-Marques tem dedicado grande parte da sua intervenção pública e académica aos caminhos da Europa, aos direitos humanos e às questões ambientais. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 27, 20221h 38m

Raquel Vaz-Pinto: Que papel terá a China na guerra?

Parceiro estratégico da Rússia, com quem assinou um acordo há dois meses, celebrando uma nova ordem internacional que desafie a hegemonia dos Estados Unidos, muitos analistas consideram que só a China tem capacidade para travar as aspirações bélicas de Putin. É o elefante na sala. Que papel pode ou quererá desempenhar na resolução da guerra entre Rússia e Ucrânia? Qual a influência do Congresso do Partido Comunista, que tem lugar no final deste ano, para a posição a tomar por Xi Jinping? Até onde é que esta potência global permanecerá em cima do muro, num apoio implícito a Putin, e o que a poderá fazer mudar de posição? E o que ganha com este conflito? Investigadora e professora na Universidade Nova de Lisboa, Raquel Vaz-Pinto é doutorada em Ciência Política e é autora, entre outros livros, de "A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen". See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 12, 20221h 39m

Daniel Pinéu: Como sair do impasse da guerra?

As forças russas estão a reagrupar e a tentar, sem sucesso aparente, substituir as perdas materiais e humanas no terreno. Embora com números muito divergentes e ainda menos precisos, parece ser claro que o número de baixas russas caminha a passos largos para os que a União Soviética sofreu em dez anos no Afeganistão. As dificuldades parecem estar a conduzir a Rússia para um reposicionamento das suas ambições políticas, declarando agora que o objectivo sempre foi a autonomia das regiões separatistas. A viragem dos EUA para a Europa será estrutural ou apenas uma oportunidade circunstancial de derrotar o velho inimigo? E que papel terá a China, no mundo que herdaremos desta guerra? Em mais um episódio dedicado à guerra na Ucrânia conversamos com Daniel Pinéu, especialista em Relações Internacionais, professor e investigador na Universidade de Amesterdão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 28, 20221h 59m

Pedro Caldeira Rodrigues: Para onde vai a guerra na Ucrânia?

O impensável aconteceu. Temos uma guerra de larga escala em território europeu, a maior desde o fim da segunda grande guerra entre duas nações independentes, ressuscitando a lógica, linguagem e riscos de escalada da guerra fria. A violência do conflito já levou dois milhões de ucranianos a entrar, como refugiados, nas fronteiras da União Europeia. Na Ucrânia, jogam-se os interesses conflituais entre o regime de Putin, a Europa e os Estados Unidos. As relações de força internacionais não serão as mesmas depois desta guerra. É sobre isso que falamos com Pedro Caldeira Rodrigues, fundador do Público e jornalista internacional da Lusa que acompanhou de muito perto a crise nos Balcãs. Voltou da Ucrânia no início de março e esteve na região do Donbas em janeiro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 14, 20221h 50m

Maria Raquel Freire: Para onde vai a Rússia na tensão com a Ucrânia?

O desmantelamento do Pacto de Varsóvia e a reunificação da Alemanha tinham como pressuposto que a NATO nunca se expandiria para leste. Expandiu. E a questão é saber onde acaba essa expansão. Sobretudo tendo em conta a importância estratégica da Ucrânia, a sua centralidade na história russa e a existência de uma fronteira comum de 1580 quilómetros. Sobre a tensão que reina entre Kremlin e Kiev, conversamos com Maria Raquel Freire, doutorada em Relações Internacionais pela Universidade de Kent, investigadora do Centro de Estudos Sociais, professora Catedrática de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, especialista em Rússia e espaço pós-Soviético. Episódio gravado na tarde de dia 18 de fevereiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 21, 20221h 24m

Pedro Magalhães: Porque falharam as sondagens?

Como muita gente do PS responsabilizou as sondagens pelo desfecho de Lisboa, muitos bloquistas e comunistas responsabilizam-nas pela estocada final. E parece incontestável que elas foram determinantes para uma maioria absoluta que já ninguém esperava. Não está todo o processo democrático inquinado quando sondagens e tracking polls marcam diariamente o ritmo e as táticas de campanha? É necessário apertar a regulação da utilização destes instrumentos ou proibir a sua utilização em determinada fase da campanha eleitoral? Neste episódio conversamos com Pedro Magalhães, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e coordenador das sondagens ICS/ISCTE para o Expresso e para a SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 7, 20221h 50m

Joana Gonçalves de Sá: Porque tantos deixaram de confiar na ciência? O que pode fazer o Big Data por nós?

Todas as pequenas decisões da nossa vida deixam um rasto digital. Da hora a que acordamos, ao caminho que seguimos para o emprego, se escolhemos o transporte público a determinados dias ou o carro noutros. Tudo é quantificável. Nós somos o maior produto comercial do século XXI. Porque preferimos notícias falsas a verdadeiras? Porque as partilhamos a um ritmo muito superior, memorizando-as durante mais tempo? Joana Gonçalves de Sá é professora universitária, cientista e tem investigado as notícias falsas e a sua disseminação, socorrendo-se dos dados disponibilizados pela revolução digital para estudar os padrões comportamentais que explicam as nossas principais decisões e motivações.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 10, 20221h 49m

Miguel Salazar e Pedro Alexandre Costa: A conversão de homossexuais é tortura?

Apesar da Associação Americana de Psicologia e da OMS terem desclassificado, há décadas, a homossexualidade como doença, ainda há psicólogos que se dedicam a práticas de conversão, a que chamam de “terapias”. É em espaços religiosos que hoje mais acontecem. Segundo números internacionais, 20% das pessoas LGBT+ que procuram apoio psicológico são coagidas a práticas de conversão. Num estudo do psicólogo Pedro Alexandre Costa esse número pode chegar, em Portugal, a 8%. Ficam de fora os casos que acontecem em contexto religioso. Miguel Salazar cresceu numa família evangélica muito conservadora e sempre se soube homossexual. O pai e a mãe comunicaram-lhe que tinham uma solução para o seu "problema". Ir a um psicólogo da Assembleia de Deus, a sua Igreja.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 20, 20211h 25m

Francisco Assis: Está na altura de o PS virar ao centro?

Em 2015, era então eurodeputado, Francisco Assis foi uma das poucas vozes que se opôs à geringonça. É esse o centro desta conversa. O passado, a crise por que passamos e o futuro que se avizinha. A sua posição passada parece reforçada pela atual crise, mas a verdade é que as suas previsões falharam. Esta foi uma das soluções governativas mais longas da nossa história democrática e não se pode dizer que tenha saído cara ao PS. E terá razão quando diz que os entendimentos à esquerda só são possíveis em circunstâncias económicas muito positivas? E que alternativa tem essa suposta impossibilidade num país e numa Europa onde a tendência já não é para a bipolarização política, mas para a fragmentação partidária?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 6, 20211h 28m

Duarte Cordeiro: quem matou a “geringonça”?

Duarte Cordeiro é o primeiro convidado da nova vida do Perguntar Não Ofende, a partir desta segunda-feira disponível no Expresso. Foi ele que substituiu Pedro Nuno Santos na espinhosa tarefa de garantir o diálogo parlamentar, que até 2019 se concentrou na esquerda. No momento em que descobrimos que PS e PSD podem estar disponíveis para viabilizar governos minoritários um do outro, tentaremos perceber porque não o fizeram agora e fomos para eleições. E imaginaremos o cenário em que a responsabilidade do chumbo do orçamento também pode ser de quem quis governar em minoria e não conseguiu os votos suficientes para o orçamento que apresentou.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 22, 20211h 25m

Sérgio Tréfaut: Ainda sobram paraísos onde nos encontramos?

Em “Paraíso”, o realizador Sérgio Tréfaut regressa ao país que desejava reencontrar. Filmado nos jardins do Palácio do Catete, antiga sede do governo brasileiro no Rio de Janeiro e hoje Museu da República, Sérgio encontra homens e mulheres quase centenários que, todos os fins de tarde, se juntam para partilhar antigas canções de amor. Todos os filmes de Sérgio Tréfaut são, como ele, filmes do mundo. Nasceu em São Paulo, em 1965. É filho de Miguel Urbano Rodrigues, jornalista, alentejano e militante comunista que se exilou no Brasil no final dos anos 50. A mãe é francesa. Sérgio é de muitos lados e isso marca a sua obra. Saiu do Brasil com 10 anos, depois de uma experiência traumática familiar, quando o seu irmão foi torturado e quase morto pela ditadura brasileira. Esteve dois anos em França e chegou a Portugal em 1977. Viveu aqui até há poucos anos, tendo estudado, no meio, filosofia em França. Decidiu, numa altura pouco óbvia, regressar ao país onde nasceu. É lá que está hoje. Novidades sobre o Perguntar Não Ofende no fim deste episódio, a partir de 1:21:59 A todos os patronos que ao longo destes três anos apoiaram pelo menos uma vez este podcast, o nosso agradecimento. O Perguntar Não Ofende é deles. www.perguntarnaoofende.pt Feed RSS:http://bit.ly/perguntarnaoofende iTunes:http://bit.ly/itunesperguntarnaoofende Spotify:http://bit.ly/spotifyperguntarnaoofende Mixcloud:http://bit.ly/mixcloudperguntarnaoofende SoundCloud:http://bit.ly/soundcloudperguntarnaoofende Produção: João Martins Música: Mário Laginha Ilustração: Vera Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 20, 20211h 24m

Autárquicas 2021: Beatriz Gomes Dias conversa com Daniel Oliveira, em Lisboa

Este podcast é patrocinado mensalmente pelos seus ouvintes. Quer também fazer parte da nossa comunidade no Patreon? Apoie em www.patreon.com/perguntarnaoofende As eleições autárquicas mobilizam muitos milhares de portugueses em candidaturas partidárias e independentes às assembleias de freguesia, assembleias municipais e câmaras municipais. Se há uma festa da democracia, é esta. O “Perguntar Não Ofende” ainda não tem condições humanas e materiais para corresponder à riqueza e diversidade destas eleições. Esperemos que o venha a ter no futuro. Optou, por isso, por se concentrar nas duas autarquias politicamente mais relevantes: Lisboa e Porto. Esperando, daqui a quatro anos, ter capacidade para muito mais. São oito entrevistas, mais curtas do que o habitual, como fizemos nas últimas legislativas. O critério para a escolha dos entrevistados foi a sua atual representação nas duas câmaras municipais. Mas a grande novidade desta série de entrevistas deste podcast é a participação especial do jornalista Paulo Baldaia, que faz as quatro entrevistas aos candidatos do Porto. É com orgulho que contamos com o seu profissionalismo. As de Lisboa ficarão a cargo, como é costume, de Daniel Oliveira. A entrevista de hoje, conduzida por Daniel Oliveira, é a Beatriz Gomes Dias, cabeça de lista do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Lisboa. Saiba como votar antecipadamente http://www.votoantecipado.mai.gov.pt/ ou onde votar no dia 26 http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ www.perguntarnaoofende.pt Vacine-se: http://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/ Obrigado a todos os patronos que apoiam mensalmente o podcast, em especial a Carlos Martins, Dina Ferreira, Fernando Dias, Inês Cisneiros, Paulo Pinto, Joana Palmeira, Lígia Violas, João Marques, José Luís Queiró, Carolina Pereira, Filipe Belga, Pedro Ribeiro, José Moreira, Pedro Casalinho, Mário Inocêncio, Bruno Bento, João Ribeiro, Pedro Lamares, Maria Leonor Faustino, Carlos Coutinho Vilhena, Rui Cruzeiro, João Valente, Alice Vieira, Maria Manuel Baptista, José Manuel Sobral, Maria da Paz Lima, Luís Campos, José Ponte, Carla Santana, Marco Freire, Eduardo Correia de Matos, Daniel Silva, Daniela Rodrigues, João Moreira de Campos, Paulo Cenicante, Manuel Mosteiro, João Machado, Ana Priscila Alves, Susana Mateus, Eduardo Fonseca, Joyce Cardoso, Filipe Vieira, João Lousada Soares, Pedro Pinto, Hugo Correia, Sérgio Lourenço, Maria Cândida Costa Pereira Leal, Galaró family, Cristina Machado, Nuno Costa, Luís Marques, Nuno Lopes, João Barbosa, João Salgueira, Rafael Remondes, Vasco Sá Pinto, Eva Falcão, João Caetano, José Reis, Teresa Jorge, João Peixoto, RCBugman, Mário Nzualo, João Silva, Tony Macedo. Feed RSS:http://bit.ly/perguntarnaoofende iTunes:http://bit.ly/itunesperguntarnaoofende Spotify:http://bit.ly/spotifyperguntarnaoofende Mixcloud:http://bit.ly/mixcloudperguntarnaoofende SoundCloud:http://bit.ly/soundcloudperguntarnaoofende Produção: João Martins Pesquisa: Filipa Vala Música: Mário Laginha Ilustração: Vera Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 22, 202144 min

Autárquicas 2021: Rui Moreira conversa com Paulo Baldaia, no Porto

Emissão conduzida pelo jornalista Paulo Baldaia. Este podcast é patrocinado mensalmente pelos seus ouvintes. Quer também fazer parte da nossa comunidade no Patreon? Apoie em www.patreon.com/perguntarnaoofende As eleições autárquicas mobilizam muitos milhares de portugueses em candidaturas partidárias e independentes às assembleias de freguesia, assembleias municipais e câmaras municipais. Se há uma festa da democracia, é esta. O “Perguntar Não Ofende” ainda não tem condições humanas e materiais para corresponder à riqueza e diversidade destas eleições. Esperemos que o venha a ter no futuro. Optou, por isso, por se concentrar nas duas autarquias politicamente mais relevantes: Lisboa e Porto. Esperando, daqui a quatro anos, ter capacidade para muito mais. São oito entrevistas, mais curtas do que o habitual, como fizemos nas últimas legislativas. O critério para a escolha dos entrevistados foi a sua atual representação nas duas câmaras municipais. Mas a grande novidade desta série de entrevistas deste podcast é a participação especial do jornalista Paulo Baldaia, que faz as quatro entrevistas aos candidatos do Porto. É com orgulho que contamos com o seu profissionalismo. As de Lisboa ficarão a cargo, como é costume, de Daniel Oliveira. A entrevista de hoje, conduzida por Paulo Baldaia, é a Rui Moreira, cabeça de lista independente Porto, o Nosso Movimento e atual presidente da Câmara Municipal do Porto. Saiba como votar antecipadamente http://www.votoantecipado.mai.gov.pt/ ou onde votar no dia 26 http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ www.perguntarnaoofende.pt Vacine-se: http://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/ Obrigado a todos os patronos que apoiam mensalmente o podcast, em especial a Carlos Martins, Dina Ferreira, Fernando Dias, Inês Cisneiros, Paulo Pinto, Joana Palmeira, Lígia Violas, João Marques, José Luís Queiró, Carolina Pereira, Filipe Belga, Pedro Ribeiro, José Moreira, Pedro Casalinho, Mário Inocêncio, Bruno Bento, João Ribeiro, Pedro Lamares, Maria Leonor Faustino, Carlos Coutinho Vilhena, Rui Cruzeiro, João Valente, Alice Vieira, Maria Manuel Baptista, José Manuel Sobral, Maria da Paz Lima, Luís Campos, José Ponte, Carla Santana, Marco Freire, Eduardo Correia de Matos, Daniel Silva, Daniela Rodrigues, João Moreira de Campos, Paulo Cenicante, Manuel Mosteiro, João Machado, Ana Priscila Alves, Susana Mateus, Eduardo Fonseca, Joyce Cardoso, Filipe Vieira, João Lousada Soares, Pedro Pinto, Hugo Correia, Sérgio Lourenço, Maria Cândida Costa Pereira Leal, Galaró family, Cristina Machado, Nuno Costa, Luís Marques, Nuno Lopes, João Barbosa, João Salgueira, Rafael Remondes, Vasco Sá Pinto, Eva Falcão, João Caetano, José Reis, Teresa Jorge, João Peixoto, RCBugman, Mário Nzualo, João Silva, Tony Macedo. Feed RSS:http://bit.ly/perguntarnaoofende iTunes:http://bit.ly/itunesperguntarnaoofende Spotify:http://bit.ly/spotifyperguntarnaoofende Mixcloud:http://bit.ly/mixcloudperguntarnaoofende SoundCloud:http://bit.ly/soundcloudperguntarnaoofende Produção: João Martins Pesquisa: Filipa Vala Música: Mário Laginha Ilustração: Vera Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 19, 202148 min

Autárquicas 2021: Tiago Barbosa Ribeiro conversa com Paulo Baldaia, no Porto

Emissão conduzida pelo jornalista Paulo Baldaia. Este podcast é patrocinado mensalmente pelos seus ouvintes. Quer também fazer parte da nossa comunidade no Patreon? Apoie em www.patreon.com/perguntarnaoofende As eleições autárquicas mobilizam muitos milhares de portugueses em candidaturas partidárias e independentes às assembleias de freguesia, assembleias municipais e câmaras municipais. Se há uma festa da democracia, é esta. O “Perguntar Não Ofende” ainda não tem condições humanas e materiais para corresponder à riqueza e diversidade destas eleições. Esperemos que o venha a ter no futuro. Optou, por isso, por se concentrar nas duas autarquias politicamente mais relevantes: Lisboa e Porto. Esperando, daqui a quatro anos, ter capacidade para muito mais. São oito entrevistas, mais curtas do que o habitual, como fizemos nas últimas legislativas. O critério para a escolha dos entrevistados foi a sua atual representação nas duas câmaras municipais. Mas a grande novidade desta série de entrevistas deste podcast é a participação especial do jornalista Paulo Baldaia, que faz as quatro entrevistas aos candidatos do Porto. É com orgulho que contamos com o seu profissionalismo. As de Lisboa ficarão a cargo, como é costume, de Daniel Oliveira. A entrevista de hoje, conduzida novamente por Paulo Baldaia, é a Tiago Barbosa Ribeiro, cabeça de lista do PS à Câmara Municipal do Porto. Saiba como votar antecipadamente http://www.votoantecipado.mai.gov.pt/ ou onde votar no dia 26 http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ www.perguntarnaoofende.pt Vacine-se: http://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/ Obrigado a todos os patronos que apoiam mensalmente o podcast, em especial a Carlos Martins, Dina Ferreira, Fernando Dias, Inês Cisneiros, Paulo Pinto, Joana Palmeira, Lígia Violas, João Marques, José Luís Queiró, Carolina Pereira, Filipe Belga, Pedro Ribeiro, José Moreira, Pedro Casalinho, Mário Inocêncio, Bruno Bento, João Ribeiro, Pedro Lamares, Maria Leonor Faustino, Carlos Coutinho Vilhena, Rui Cruzeiro, João Valente, Alice Vieira, Maria Manuel Baptista, José Manuel Sobral, Maria da Paz Lima, Luís Campos, José Ponte, Carla Santana, Marco Freire, Eduardo Correia de Matos, Daniel Silva, Daniela Rodrigues, João Moreira de Campos, Paulo Cenicante, Manuel Mosteiro, João Machado, Ana Priscila Alves, Susana Mateus, Eduardo Fonseca, Joyce Cardoso, Filipe Vieira, João Lousada Soares, Pedro Pinto, Hugo Correia, Sérgio Lourenço, Maria Cândida Costa Pereira Leal, Galaró family, Cristina Machado, Nuno Costa, Luís Marques, Nuno Lopes, João Barbosa, João Salgueira, Rafael Remondes, Vasco Sá Pinto, Eva Falcão, João Caetano, José Reis, Teresa Jorge, João Peixoto, RCBugman, Mário Nzualo, João Silva, Tony Macedo. Feed RSS:http://bit.ly/perguntarnaoofende iTunes:http://bit.ly/itunesperguntarnaoofende Spotify:http://bit.ly/spotifyperguntarnaoofende Mixcloud:http://bit.ly/mixcloudperguntarnaoofende SoundCloud:http://bit.ly/soundcloudperguntarnaoofende Produção: João Martins Pesquisa: Filipa Vala Música: Mário Laginha Ilustração: Vera Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 15, 202141 min

Autárquicas 2021: João Ferreira conversa com Daniel Oliveira, em Lisboa

Este podcast é patrocinado mensalmente pelos seus ouvintes. Quer também fazer parte da nossa comunidade no Patreon? Apoie em www.patreon.com/perguntarnaoofende As eleições autárquicas mobilizam muitos milhares de portugueses em candidaturas partidárias e independentes às assembleias de freguesia, assembleias municipais e câmaras municipais. Se há uma festa da democracia, é esta. O “Perguntar Não Ofende” ainda não tem condições humanas e materiais para corresponder à riqueza e diversidade destas eleições. Esperemos que o venha a ter no futuro. Optou, por isso, por se concentrar nas duas autarquias politicamente mais relevantes: Lisboa e Porto. Esperando, daqui a quatro anos, ter capacidade para muito mais. São oito entrevistas, mais curtas do que o habitual, como fizemos nas últimas legislativas. O critério para a escolha dos entrevistados foi a sua atual representação nas duas câmaras municipais. Mas a grande novidade desta série de entrevistas deste podcast é a participação especial do jornalista Paulo Baldaia, que faz as quatro entrevistas aos candidatos do Porto. É com orgulho que contamos com o seu profissionalismo. As de Lisboa ficarão a cargo, como é costume, de Daniel Oliveira. A entrevista de hoje, conduzida por Daniel Oliveira, é a João Ferreira, cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Lisboa. Saiba como votar antecipadamente http://www.votoantecipado.mai.gov.pt/ ou onde votar no dia 26 http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ www.perguntarnaoofende.pt Vacine-se: http://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/ Obrigado a todos os patronos que apoiam mensalmente o podcast, em especial a Carlos Martins, Dina Ferreira, Fernando Dias, Inês Cisneiros, Paulo Pinto, Joana Palmeira, Lígia Violas, João Marques, José Luís Queiró, Carolina Pereira, Filipe Belga, Pedro Ribeiro, José Moreira, Pedro Casalinho, Mário Inocêncio, Bruno Bento, João Ribeiro, Pedro Lamares, Maria Leonor Faustino, Carlos Coutinho Vilhena, Rui Cruzeiro, João Valente, Alice Vieira, Maria Manuel Baptista, José Manuel Sobral, Maria da Paz Lima, Luís Campos, José Ponte, Carla Santana, Marco Freire, Eduardo Correia de Matos, Daniel Silva, Daniela Rodrigues, João Moreira de Campos, Paulo Cenicante, Manuel Mosteiro, João Machado, Ana Priscila Alves, Susana Mateus, Eduardo Fonseca, Joyce Cardoso, Filipe Vieira, João Lousada Soares, Pedro Pinto, Hugo Correia, Sérgio Lourenço, Maria Cândida Costa Pereira Leal, Galaró family, Cristina Machado, Nuno Costa, Luís Marques, Nuno Lopes, João Barbosa, João Salgueira, Rafael Remondes, Vasco Sá Pinto, Eva Falcão, João Caetano, José Reis, Teresa Jorge, João Peixoto, RCBugman, Mário Nzualo, João Silva, Tony Macedo. Feed RSS:http://bit.ly/perguntarnaoofende iTunes:http://bit.ly/itunesperguntarnaoofende Spotify:http://bit.ly/spotifyperguntarnaoofende Mixcloud:http://bit.ly/mixcloudperguntarnaoofende SoundCloud:http://bit.ly/soundcloudperguntarnaoofende Produção: João Martins Pesquisa: Filipa Vala Música: Mário Laginha Ilustração: Vera Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 12, 202143 min

Autárquicas 2021: Vladimiro Feliz conversa com Paulo Baldaia, no Porto

Emissão conduzida pelo jornalista Paulo Baldaia. Este podcast é patrocinado mensalmente pelos seus ouvintes. Quer também fazer parte da nossa comunidade no Patreon? Apoie em www.patreon.com/perguntarnaoofende As eleições autárquicas mobilizam muitos milhares de portugueses em candidaturas partidárias e independentes às assembleias de freguesia, assembleias municipais e câmaras municipais. Se há uma festa da democracia, é esta. O “Perguntar Não Ofende” ainda não tem condições humanas e materiais para corresponder à riqueza e diversidade destas eleições. Esperemos que o venha a ter no futuro. Optou, por isso, por se concentrar nas duas autarquias politicamente mais relevantes: Lisboa e Porto. Esperando, daqui a quatro anos, ter capacidade para muito mais. São oito entrevistas, mais curtas do que o habitual, como fizemos nas últimas legislativas. O critério para a escolha dos entrevistados foi a sua atual representação nas duas câmaras municipais. Mas a grande novidade desta série de entrevistas deste podcast é a participação especial do jornalista Paulo Baldaia, que faz as quatro entrevistas aos candidatos do Porto. É com orgulho que contamos com o seu profissionalismo. As de Lisboa ficarão a cargo, como é costume, de Daniel Oliveira. A entrevista de hoje, conduzida novamente por Paulo Baldaia, é a Vladimiro Feliz, cabeça de lista do PSD à Câmara Municipal do Porto. Saiba como votar antecipadamente http://www.votoantecipado.mai.gov.pt/ ou onde votar no dia 26 http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ www.perguntarnaoofende.pt Vacine-se: http://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/ Obrigado a todos os patronos que apoiam mensalmente o podcast, em especial a Carlos Martins, Dina Ferreira, Fernando Dias, Inês Cisneiros, Paulo Pinto, Joana Palmeira, Lígia Violas, João Marques, José Luís Queiró, Carolina Pereira, Filipe Belga, Pedro Ribeiro, José Moreira, Pedro Casalinho, Mário Inocêncio, Bruno Bento, João Ribeiro, Pedro Lamares, Maria Leonor Faustino, Carlos Coutinho Vilhena, Rui Cruzeiro, João Valente, Alice Vieira, Maria Manuel Baptista, José Manuel Sobral, Maria da Paz Lima, Luís Campos, José Ponte, Carla Santana, Marco Freire, Eduardo Correia de Matos, Daniel Silva, Daniela Rodrigues, João Moreira de Campos, Paulo Cenicante, Manuel Mosteiro, João Machado, Ana Priscila Alves, Susana Mateus, Eduardo Fonseca, Joyce Cardoso, Filipe Vieira, João Lousada Soares, Pedro Pinto, Hugo Correia, Sérgio Lourenço, Maria Cândida Costa Pereira Leal, Galaró family, Cristina Machado, Nuno Costa, Luís Marques, Nuno Lopes, João Barbosa, João Salgueira, Rafael Remondes, Vasco Sá Pinto, Eva Falcão, João Caetano, José Reis, Teresa Jorge, João Peixoto, RCBugman, Mário Nzualo, João Silva, Tony Macedo. Feed RSS:http://bit.ly/perguntarnaoofende iTunes:http://bit.ly/itunesperguntarnaoofende Spotify:http://bit.ly/spotifyperguntarnaoofende Mixcloud:http://bit.ly/mixcloudperguntarnaoofende SoundCloud:http://bit.ly/soundcloudperguntarnaoofende Produção: João Martins Pesquisa: Filipa Vala Música: Mário Laginha Ilustração: Vera Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 7, 202134 min

Autárquicas 2021: Fernando Medina conversa com Daniel Oliveira, em Lisboa

Este podcast é patrocinado mensalmente pelos seus ouvintes. Quer também fazer parte da nossa comunidade no Patreon? Apoie em www.patreon.com/perguntarnaoofende As eleições autárquicas mobilizam muitos milhares de portugueses em candidaturas partidárias e independentes às assembleias de freguesia, assembleias municipais e câmaras municipais. Se há uma festa da democracia, é esta. O “Perguntar Não Ofende” ainda não tem condições humanas e materiais para corresponder à riqueza e diversidade destas eleições. Esperemos que o venha a ter no futuro. Optou, por isso, por se concentrar nas duas autarquias politicamente mais relevantes: Lisboa e Porto. Esperando, daqui a quatro anos, ter capacidade para muito mais. São oito entrevistas, mais curtas do que o habitual, como fizemos nas últimas legislativas. O critério para a escolha dos entrevistados foi a sua atual representação nas duas câmaras municipais. Mas a grande novidade desta série de entrevistas deste podcast é a participação especial do jornalista Paulo Baldaia, que faz as quatro entrevistas aos candidatos do Porto. É com orgulho que contamos com o seu profissionalismo. As de Lisboa ficarão a cargo, como é costume, de Daniel Oliveira. A entrevista de hoje, conduzida por Daniel Oliveira, é a Fernando Medina, cabeça de lista da coligação entre Partido Socialista e Livre e atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Saiba como votar antecipadamente http://www.votoantecipado.mai.gov.pt/ ou onde votar no dia 26 http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ www.perguntarnaoofende.pt Vacine-se: http://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/ Obrigado a todos os patronos que apoiam mensalmente o podcast, em especial a Carlos Martins, Dina Ferreira, Fernando Dias, Inês Cisneiros, Paulo Pinto, Joana Palmeira, Lígia Violas, João Marques, José Luís Queiró, Carolina Pereira, Filipe Belga, Pedro Ribeiro, José Moreira, Pedro Casalinho, Mário Inocêncio, Bruno Bento, João Ribeiro, Pedro Lamares, Maria Leonor Faustino, Carlos Coutinho Vilhena, Rui Cruzeiro, João Valente, Alice Vieira, Maria Manuel Baptista, José Manuel Sobral, Maria da Paz Lima, Luís Campos, José Ponte, Carla Santana, Marco Freire, Eduardo Correia de Matos, Daniel Silva, Daniela Rodrigues, João Moreira de Campos, Paulo Cenicante, Manuel Mosteiro, João Machado, Ana Priscila Alves, Susana Mateus, Eduardo Fonseca, Joyce Cardoso, Filipe Vieira, João Lousada Soares, Pedro Pinto, Hugo Correia, Sérgio Lourenço, Maria Cândida Costa Pereira Leal, Galaró family, Cristina Machado, Nuno Costa, Luís Marques, Nuno Lopes, João Barbosa, João Salgueira, Rafael Remondes, Vasco Sá Pinto, Eva Falcão, João Caetano, José Reis, Teresa Jorge, João Peixoto, RCBugman, Mário Nzualo, João Silva, Tony Macedo. Feed RSS:http://bit.ly/perguntarnaoofende iTunes:http://bit.ly/itunesperguntarnaoofende Spotify:http://bit.ly/spotifyperguntarnaoofende Mixcloud:http://bit.ly/mixcloudperguntarnaoofende SoundCloud:http://bit.ly/soundcloudperguntarnaoofende Produção: João Martins Pesquisa: Filipa Vala Música: Mário Laginha Ilustração: Vera Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 5, 202141 min

Autárquicas 2021: Carlos Moedas conversa com Daniel Oliveira, em Lisboa

Este podcast é patrocinado mensalmente pelos seus ouvintes. Quer também fazer parte da nossa comunidade no Patreon? Apoie em www.patreon.com/perguntarnaoofende As eleições autárquicas mobilizam muitos milhares de portugueses em candidaturas partidárias e independentes às assembleias de freguesia, assembleias municipais e câmaras municipais. Se há uma festa da democracia, é esta. O “Perguntar Não Ofende” ainda não tem condições humanas e materiais para corresponder à riqueza e diversidade destas eleições. Esperemos que o venha a ter no futuro. Optou, por isso, por se concentrar nas duas autarquias politicamente mais relevantes: Lisboa e Porto. Esperando, daqui a quatro anos, ter capacidade para muito mais. São oito entrevistas, mais curtas do que o habitual, como fizemos nas últimas legislativas. O critério para a escolha dos entrevistados foi a sua atual representação nas duas câmaras municipais. Mas a grande novidade desta série de entrevistas deste podcast é a participação especial do jornalista Paulo Baldaia, que faz as quatro entrevistas aos candidatos do Porto. É com orgulho que contamos com o seu profissionalismo. As de Lisboa ficarão a cargo, como é costume, de Daniel Oliveira. A segunda entrevista desta série, conduzida por Daniel Oliveira, é a Carlos Moedas, cabeça de lista da coligação que junta PSD, CDS, PPM, MPT e Aliança, à Câmara Municipal de Lisboa. Saiba como votar antecipadamente http://www.votoantecipado.mai.gov.pt/ ou onde votar no dia 26 http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ www.perguntarnaoofende.pt Vacine-se: http://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/ Obrigado a todos os patronos que apoiam mensalmente o podcast, em especial a Carlos Martins, Dina Ferreira, Fernando Dias, Inês Cisneiros, Paulo Pinto, Joana Palmeira, Lígia Violas, João Marques, José Luís Queiró, Carolina Pereira, Filipe Belga, Pedro Ribeiro, José Moreira, Pedro Casalinho, Mário Inocêncio, Bruno Bento, João Ribeiro, Pedro Lamares, Maria Leonor Faustino, Carlos Coutinho Vilhena, Rui Cruzeiro, João Valente, Alice Vieira, Maria Manuel Baptista, José Manuel Sobral, Maria da Paz Lima, Luís Campos, José Ponte, Carla Santana, Marco Freire, Eduardo Correia de Matos, Daniel Silva, Daniela Rodrigues, João Moreira de Campos, Paulo Cenicante, Manuel Mosteiro, João Machado, Ana Priscila Alves, Susana Mateus, Eduardo Fonseca, Joyce Cardoso, Filipe Vieira, João Lousada Soares, Pedro Pinto, Hugo Correia, Sérgio Lourenço, Maria Cândida Costa Pereira Leal, Galaró family, Cristina Machado, Nuno Costa, Luís Marques, Nuno Lopes, João Barbosa, João Salgueira, Rafael Remondes, Vasco Sá Pinto, Eva Falcão, João Caetano, José Reis, Teresa Jorge, João Peixoto, RCBugman, Mário Nzualo, João Silva, Tony Macedo. Feed RSS:http://bit.ly/perguntarnaoofende iTunes:http://bit.ly/itunesperguntarnaoofende Spotify:http://bit.ly/spotifyperguntarnaoofende Mixcloud:http://bit.ly/mixcloudperguntarnaoofende SoundCloud:http://bit.ly/soundcloudperguntarnaoofende Produção: João Martins Pesquisa: Filipa Vala Música: Mário Laginha Ilustração: Vera Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 2, 202136 min

Autárquicas 2021: Ilda Figueiredo conversa com Paulo Baldaia, no Porto

Emissão conduzida pelo jornalista Paulo Baldaia. Este podcast é patrocinado mensalmente pelos seus ouvintes. Quer também fazer parte da nossa comunidade no Patreon? Apoie em www.patreon.com/perguntarnaoofende As eleições autárquicas mobilizam muitos milhares de portugueses em candidaturas partidárias e independentes às assembleias de freguesia, assembleias municipais e câmaras municipais. Se há uma festa da democracia, é esta. O “Perguntar Não Ofende” ainda não tem condições humanas e materiais para corresponder à riqueza e diversidade destas eleições. Esperemos que o venha a ter no futuro. Optou, por isso, por se concentrar nas duas autarquias politicamente mais relevantes: Lisboa e Porto. Esperando, daqui a quatro anos, ter capacidade para muito mais. São oito entrevistas, mais curtas do que o habitual, como fizemos nas últimas legislativas. O critério para a escolha dos entrevistados foi a sua atual representação nas duas câmaras municipais. Mas a grande novidade desta série de entrevistas deste podcast é a participação especial do jornalista Paulo Baldaia, que faz as quatro entrevistas aos candidatos do Porto. É com orgulho que contamos com o seu profissionalismo. As de Lisboa ficarão a cargo, como é costume, de Daniel Oliveira. A primeira entrevista, conduzida por Paulo Baldaia, é a Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal do Porto. Saiba como votar antecipadamente http://www.votoantecipado.mai.gov.pt/ ou onde votar no dia 26 http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ www.perguntarnaoofende.pt Vacine-se: http://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/ Obrigado a todos os patronos que apoiam mensalmente o podcast, em especial a Carlos Martins, Dina Ferreira, Fernando Dias, Inês Cisneiros, Paulo Pinto, Joana Palmeira, Lígia Violas, João Marques, José Luís Queiró, Carolina Pereira, Filipe Belga, Pedro Ribeiro, José Moreira, Pedro Casalinho, Mário Inocêncio, Bruno Bento, João Ribeiro, Pedro Lamares, Maria Leonor Faustino, Carlos Coutinho Vilhena, Rui Cruzeiro, João Valente, Alice Vieira, Maria Manuel Baptista, José Manuel Sobral, Maria da Paz Lima, Luís Campos, José Ponte, Carla Santana, Marco Freire, Eduardo Correia de Matos, Daniel Silva, Daniela Rodrigues, João Moreira de Campos, Paulo Cenicante, Manuel Mosteiro, João Machado, Ana Priscila Alves, Susana Mateus, Eduardo Fonseca, Joyce Cardoso, Filipe Vieira, João Lousada Soares, Pedro Pinto, Hugo Correia, Sérgio Lourenço, Maria Cândida Costa Pereira Leal, Galaró family, Cristina Machado, Nuno Costa, Luís Marques, Nuno Lopes, João Barbosa, João Salgueira, Rafael Remondes, Vasco Sá Pinto, Eva Falcão, João Caetano, José Reis, Teresa Jorge, João Peixoto, RCBugman, Mário Nzualo, João Silva, Tony Macedo. Feed RSS:http://bit.ly/perguntarnaoofende iTunes:http://bit.ly/itunesperguntarnaoofende Spotify:http://bit.ly/spotifyperguntarnaoofende Mixcloud:http://bit.ly/mixcloudperguntarnaoofende SoundCloud:http://bit.ly/soundcloudperguntarnaoofende Produção: João Martins Pesquisa: Filipa Vala Música: Mário Laginha Ilustração: Vera Tavares See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 31, 202134 min