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Sara Rocha, presidente da Voz do Autista: o que é ser autista?

Sara Rocha, presidente da Voz do Autista: o que é ser autista?

Perguntar Não Ofende · Daniel Oliveira

June 20, 20231h 18m

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Show Notes

As ideias feitas que temos do autismo vêm, quase todas, dos filmes de Hollywood, que refletem e perpetuam simplificações, estabelecendo uma associação automática do autismo com comportamentos violentos de pessoas presas nelas próprias, agarradas aos mesmos gestos mecanicamente repetidos até à exaustão e incapazes de cultivar relações humanas ou viver autonomamente. Uma imagem que afasta as pessoas, legitimando comportamentos violentos contra as pessoas com transtorno do espectro do autismo. O desconhecimento e as ideias formadas sobre o tema agravam os problemas de integração nas escolas e no mercado de trabalho, onde o estigma criado associa o desempenho cerebral das pessoas com autismo a trabalhos ligados às tecnologias de informação. Sara Rocha é licenciada em Análises Clínicas e Saúde Pública, e mestre em Gestão e Economia dos Serviços de Saúde. Vive no Reino Unido, onde trabalha como gestora de dados em investigação médica, na área cardiovascular, para a Universidade de Cambridge. Preside à Associação Portuguesa a Voz do Autista, uma organização composta exclusivamente por pessoas com autismo, numa autorrepresentação de quem se sente excluído do discurso público sobre a realidade que vivem quotidianamente. Com ela, tentamos perceber um pouco mais sobre a forma como vive uma pessoa com autismo. Que dificuldades sente, que apoios tem, como é que escolas, empresas e sociedade respondem à diferença quando a têm ao seu lado.

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Topics

As ideias feitas que temos do autismo vêmquase todasdos filmes de Hollywoodque refletem e perpetuam simplificaçõesestabelecendo uma associação automática do autismo com comportamentos violentos de pessoas presas nelas própriasagarradas aos mesmos gestos mecanicamente repetidos até à exaustão e incapazes de cultivar relações humanas ou viver autonomamente. Uma imagem que afasta as pessoaslegitimando comportamentos violentos contra as pessoas com transtorno do espectro do autismo. O desconhecimento e as ideias formadas sobre o tema agravam os problemas de integração nas escolas e no mercado de trabalhoonde o estigma criado associa o desempenho cerebral das pessoas com autismo a trabalhos ligados às tecnologias de informação. Sara Rocha é licenciada em Análises Clínicas e Saúde Públicae mestre em Gestão e Economia dos Serviços de Saúde. Vive no Reino Unidoonde trabalha como gestora de dados em investigação médicana área cardiovascularpara a Universidade de Cambridge. Preside à Associação Portuguesa a Voz do Autistauma organização composta exclusivamente por pessoas com autismonuma autorrepresentação de quem se sente excluído do discurso público sobre a realidade que vivem quotidianamente. Com elatentamos perceber um pouco mais sobre a forma como vive uma pessoa com autismo. Que dificuldades senteque apoios temcomo é que escolasempresas e sociedade respondem à diferença quando a têm ao seu lado.Sara Rochapresidente da Voz do Autista: o que é ser autista?presidente da Voz do Autista: O que é ser autista? As ideias feitas que temos do autismo vêmque refletem e perpetuam siplificaçõesagarradas aos mesmos gestos mecanicamente repetidos até à exaustão e incapazes de cultivar relações humanas ou viver autonomamente. Uma imagem que afasta as pessoaslegitimando comportamentos violentos contra as pessoas com transtorno do espectro do autismo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde esta perturbação do neurodesenvolvimento não é uma doençaé uma condição de uma em cada 160 crianças com algum grau de comprometimento no comportamento socialna comunicação e na linguagem. Uma estimativa que tem vindo a aumentarcom uma definição menos restrita de um diagnóstico que não é simples. Não há um marcador biológicocomo testes de sangue ou uma TACque indique que uma criança é autista. O desconhecimento e as ideias formadas sobre o tema agravam os problemas de integração nas escolas e no mercado de trabalhoonde o estigma criado associa o desempenho cerebral das pessoas com autismo a trabalhos ligados às tecnologias de informação. Uma das campanhas publicitárias mais famosas da Apple tinha como mote a expressão Think Different. Pensar de forma diferente é quase uma definição do espectro do autismo. No entantoa valorização comercial da diferença esbarra nas dificuldades de aceitação laboral de quem pensa de forma diferente. Na próxima hora vamos tentar perceber um pouco mais sobre a forma como vive uma pessoa com autismo. Que dificuldades senteempresas e sociedade respondem à diferença quando a têm ao seu lado. Comigo está Sara Rochalicenciada em Análises Clínicas e Saúde Pública e mestre em Gestão e Economia dos Serviços de Saúde. Vive no Reino Unidopara a Universidade de Cambridge. Sara Rocha preside à Associação Portuguesa a Voz do Autistanuma autorrepresentação de quem se sente excluído do discurso público sobre a realidade que vivem quotidianamente.