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Miguel Vale de Almeida: as políticas de identidade estão a destruir a esquerda? [18 de outubro de 2018]

Miguel Vale de Almeida: as políticas de identidade estão a destruir a esquerda? [18 de outubro de 2018]

Perguntar Não Ofende · Daniel Oliveira

August 14, 20231h 12mbonus

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Show Notes

Para o mês de agosto, enquanto estamos de férias, escolhemos quatro episódios anteriores à chegada do Perguntar Não Ofende ao Expresso. A qualidade de som não será exatamente a mesma, uma ou outra coisa pode estar ultrapassada. Mas são quatro entrevistas quase que considero exemplares das pessoas que demos a conhecer e dos debates que aqui tivemos. Não são o Presidente da República, o primeiro-ministro, os líderes dos partidos, Dilma Rousseff ou grandes figuras da cultura portuguesa, que por aqui passaram e que pode procurar na secção o Perguntar Não Ofende na página do Expresso. São quatro conversas exemplares dos últimos anos, para ir ouvindo durante as férias. Voltamos em setembro com novas conversas.

Antigo dirigente do Bloco de Esquerda, deputado do Partido Socialista e um dos mais notáveis ativistas dos direitos LGBT, o professor e antropólogo Miguel Vale de Almeida trabalha em questões de género e sexualidade, assim como de raça e pós-colonialismo. Foi com ele que gravamos há quase cinco anos, nos primeiros meses de existência do podcast, em casa.

Estará a esquerda, com a sua concentração nas políticas de identidade, a desfocar do combate à desigualdade social e económica que poderia mobilizar uma grande maioria? Será que essa estratégia não a atirará para uma derrota histórica que deixará a direita neoliberal e a extrema-direita sozinhas no confronto político fundamental? Sim, é verdade que a luta pelo poder está em todos os aspetos da vida, do Estado à casa, da empresa à cama. Mas é uma verdade politicamente inútil, porque ela balcaniza os atores políticos e as suas causas. E esta esquerda não se limitou a somar minorias de oprimidos, também somou maiorias de opressores. Que somos, de alguma forma e em alguma das nossas identidades, todos nós. E que tem no discurso da culpa a resposta para a superação dessas opressões. O argumento é substituído pelo tabu que torna qualquer debate num campo de minas.

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Para o mês de agostoenquanto estamos de fériasescolhemos quatro episódios anteriores à chegada do Perguntar Não Ofende ao Expresso. A qualidade de som não será exatamente a mesmauma ou outra coisa pode estar ultrapassada. Mas são quatro entrevistas quase que considero exemplares das pessoas que demos a conhecer e dos debates que aqui tivemos. Não são o Presidente da Repúblicao primeiro-ministroos líderes dos partidosDilma Rousseff ou grandes figuras da cultura portuguesaque por aqui passaram e que pode procurar na secção o Perguntar Não Ofende na página do Expresso. São quatro conversas exemplares dos últimos anospara ir ouvindo durante as férias. Voltamos em setembro com novas conversas. Antigo dirigente do Bloco de Esquerdadeputado do Partido Socialista e um dos mais notáveis ativistas dos direitos LGBTo professor e antropólogo Miguel Vale de Almeida trabalha em questões de género e sexualidadeassim como de raça e pós-colonialismo. Foi com ele que gravamos há quase cinco anosnos primeiros meses de existência do podcast. Estará a esquerdacom a sua concentração nas políticas de identidadea desfocar do combate à desigualdade social e económica que poderia mobilizar uma grande maioria? Será que essa estratégia não a atirará para uma derrota histórica que deixará a direita neoliberal e a extrema-direita sozinhas no confronto político fundamental? Simé verdade que a luta pelo poder está em todos os aspetos da vidado Estado à casada empresa à cama. Mas é uma verdade politicamente inútilporque ela balcaniza os atores políticos e as suas causas. E esta esquerda não se limitou a somar minorias de oprimidostambém somou maiorias de opressores. Que somosde alguma forma e em alguma das nossas identidadestodos nós. E que tem no discurso da culpa a resposta para a superação dessas opressões. O argumento é substituído pelo tabu que torna qualquer debate num campo de minas.