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Laura Sanches, Mónica Almeida e Mónica Pereira: devemos banir telemóveis das escolas básicas?

Laura Sanches, Mónica Almeida e Mónica Pereira: devemos banir telemóveis das escolas básicas?

Perguntar Não Ofende · Daniel Oliveira

July 3, 20231h 14m

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Show Notes

Ter um tempo no dia em que os telemóveis estão inacessíveis é a melhor forma de ensinar a gerir a frustração e a ansiedade. Inevitavelmente descobrirão outras formas de divertimento, interagindo entre si, expressando emoções, reforçado lanços empatia. Também vai ensinar os adultos a interromper o obsessivo controlo sobre os seus filhos. Cada pai e mãe decidirá como gerir o acesso dos seus filhos a telemóveis. Só que a escola é um espaço comunitário onde cada criança é individualmente educada, mas também se educa uma geração. E isso diz-nos respeito a todos.  É por isso que um grupo de pais lançou uma petição pública para restringir o uso do telemóvel nas escolas. Neste episódio contamos com Mónica Pereira, uma das primeiras peticionárias. É professora de yoga para crianças, formada em ciências de comunicação e tem uma filha que vai entrar agora para o segundo ciclo, na escola pública. Uma das inspirações para esta petição foi a única escola pública que baniu os telemóveis no recreio, coisa que vários colégios privados já faziam: a EB 2/3 da Lourosa. Foi há seis anos e já é possível fazer um balanço. Nesta conversa também temos Mónica Almeida, diretora do agrupamento António Alves Amorim, em Lourosa, e professora de matemática. Por fim, para debatermos os efeitos da omnipresença destes aparelhos na vida de jovens e adolescentes, participa Laura Sanches, psicóloga clínica e autora de vários livros sobre parentalidade positiva. Dedica-se, entre outras coisas, ao desenvolvimento infantil e aconselhamento parental. 

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Topics

Laura SanchesMónica Almeida e Mónica Pereira: devemos banir telemóveis das escolas básicas? Os nossos filhos e netos não nasceram viciados em ecrãs e telemóveis. Fomos nósos adultosque os expusemos a um comportamento compulsivo que coloniza toda a sua vida e desenvolvimento. Por issosomos nós que os temos de livrar de um fardo que lhe tira o direito a brincarconviver e crescer. E devemos preparar os espaços comuns das escolas para isso. É na escola que crianças e adolescentes aprendem a socializar com os seus pares. É no recreio que aprendem a brincar e é brincar que se preparam para coisas muito sérias. É ali que aprendem a integrar-sea integrar os outrosa resolver conflitosa ser tolerantesa medir forças. A ideia de que a escola deixa de cumprir a sua função nos intervalos das aulas é um apelo à negligência. A escola não deve ser um espaço anacrónicoonde a tecnologia está interdita. Pelo contrárioé ali que as novas gerações aprendem a integrar a tecnologia que usarão nas suas vidas sem que tudo o resto desapareça. A controlar a tecnologia em vez de ser controlado por ela. A escola não pode ser uma bolha no quotidiano de crianças e jovens. Mas também não deve ser a mera repetição do que está errado na sua vida. Por issomesmo que crianças só comam porcaria em casaa escola só deve ter disponível alimentação saudável. Porque a saúde também se educacom a experiência. A física e a mental. Ter um tempo no dia em que os telemóveis estão inacessíveis é a melhor forma de ensinar a gerir a frustração e a ansiedade. Inevitavelmente descobrirão outras formas de divertimentointeragindo entre siexpressando emoçõesreforçado lanços empatia. Também vai ensinar os adultos a interromper o obsessivo controlo sobre os seus filhos. Cada pai e mãe decidirá como gerir o acesso dos seus filhos a telemóveis. Só que a escola é um espaço comunitário onde cada criança é individualmente educadamas também se educa uma geração. E isso diz-nos respeito a todos. É por isso que um grupo de pais lançou uma petição pública para restringir o uso do telemóvel nas escolas. Para falar comigo tenho comigo Mónica Pereirauma das primeiras peticionárias. É professora de yoga para criançasformada em ciências de comunicação e tem uma filha que vai entrar agora para o segundo ciclona escola pública. Uma das inspirações para esta petição foi a única escola pública que baniu os telemóveis no recreiocoisa que vários colégios privados já faziam: a EB 2/3 da Lourosa. Foi há seis anos e já é possível fazer um balanço. Nesta conversa teremos Mónica Almeidadiretora do agrupamento António Alves Amorimem Lourosae professor de matemática. Por fimpara debatermos os efeitos da omnipresença destes aparelhos na vida de jovens e adolescentesconvidei Laura Sanchespsicóloga clínica e autora de vários livros sobre parentalidade positiva. Dedica-seentre outras coisasao desenvolvimento infantil e aconselhamento parental. Obrigado às três por terem aceitado este meu convite.