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Marcel Borges: porque lutam os estafetas?

Marcel Borges: porque lutam os estafetas?

Perguntar Não Ofende · Daniel Oliveira

May 16, 20231h 3m

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Show Notes

No dia 8 de maio, algumas centenas de estafetas fizeram uma espécie de greve, não aceitando encomendas em restaurantes como o McDonald’s. Apesar da paralisação ter acontecido em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Sintra, Figueira da Foz, Setúbal, Guimarães, Guarda, Almada e Chaves, teve pouca atenção mediática. Durante a pandemia, os estafetas permitiram que a restauração continuasse a funcionar. Fazem parte da paisagem urbana, com as suas motos e bicicletas, mas são invisíveis. Não têm salário mínimo, férias, seguro de acidentes de trabalho, regras para despedimentos, transparência do algoritmo que os avalia ou controlo sobre períodos máximos de trabalho. Querem direitos básicos, mas temem contratos que lhes tirem rendimento. Só que, na verdade, reconhecer o estatuto de trabalhador não significa anular as especificidades do trabalho em plataforma. Implica regular esta modalidade de trabalho, como se fez com tantas outras, para a compatibilizar com segurança e direitos. O trabalho sempre teve diferentes modalidades. E não deixou de ser trabalho e exigir direitos por isso. Marcel Borges é brasileiro, tem 40 anos, nasceu no Rio de Janeiro e veio para Portugal em 2019, em busca de uma vida melhor e em fuga da insegurança. No Brasil, era advogado desde 2011. Em Portugal, manteve ativa a advocacia, trabalhando no apoio à regularização de imigrantes e em tudo o que envolve acidentes com estafetas. Para alem da advocacia, foi estafeta até há seis meses, mantendo a atividade aberta, e é motorista de TVDE. Tem sido porta-voz dos “Estafetas em Luta”.

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No dia 8 de maioalgumas centenas de estafetas fizeram uma espécie de grevenão aceitando encomendas em restaurantes como o McDonald’s. Apesar da paralisação ter acontecido em LisboaPortoCoimbraBragaSintraFigueira da FozSetúbalGuimarãesGuardaAlmada e Chavesteve pouca atenção mediática. Durante a pandemiaos estafetas permitiram que a restauração continuasse a funcionar. Fazem parte da paisagem urbanacom as suas motos e bicicletasmas são invisíveis. Não têm salário mínimofériasseguro de acidentes de trabalhoregras para despedimentostransparência do algoritmo que os avalia ou controlo sobre períodos máximos de trabalho. Querem direitos básicosmas temem contratos que lhes tirem rendimento. Só quena verdadereconhecer o estatuto de trabalhador não significa anular as especificidades do trabalho em plataforma. Implica regular esta modalidade de trabalhocomo se fez com tantas outraspara a compatibilizar com segurança e direitos. O trabalho sempre teve diferentes modalidades. E não deixou de ser trabalho e exigir direitos por isso. Marcel Borges é brasileirotem 40 anosnasceu no Rio de Janeiro e veio para Portugal em 2019em busca de uma vida melhor e em fuga da insegurança. No Brasilera advogado desde 2011. Em Portugalmanteve ativa a advocaciatrabalhando no apoio à regularização de imigrantes e em tudo o que envolve acidentes com estafetas. Para alem da advocaciafoi estafeta até há seis mesesmantendo a atividade abertae é motorista de TVDE. Tem sido porta-voz dos “Estafetas em Luta”.Marcel Borges: porque lutam os estafetas?estafetasuberglovobolttvdeprecariedadecondições laboraisem lutario de janeiromarcel borgessegurolegislaçãolaboral