
Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
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Os livros da semana: títulos a publicar em 2024
Na estante desta semana, à entrada de 2024, fica a proposta de livros que ainda cá não chegaram, mas que no ano que está a chegar merecem tradução e publicação. O relato de dois julgamentos menos icónicos mas tão interessantes como o de Nuremberga: ´Judgement of Tokyo’, de Gray J. Boss, e ‘France on Trial’, de Julián Jackson. Uma espécie de autobiografia cinéfila: ‘Cinema Speculation’ de Quentin Tarantino. A biografia de um judeu nada ortodoxo: ‘Mel Brooks. Disobedient Jew’, de Jeremy Dauber. E, em ano de eleições, um clássico que nos permitirá uma vigilância activa sobre aquilo que nos querem vender: ‘Propaganda’, de Edward Bernays.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sobre Fantasmas de Natais Passados (e, quiçá, futuros)
Vem aí uma nova AD. Desta vez sem monárquicos. O PPM já protestou. Não estará a sigla registada? É melhor que PSD e CDS verifiquem isso e, em caso extremo, se a coisa der para o torto, podem passar a chamar-se (não nos oporemos) ‘Coligação Cuja Sigla Estamos Legalmente Impedidos de Usar’. Fica no ouvido. Entretanto, Pedro Nuno Santos já é oficialmente aquilo que se diz que sempre quis ser. E na primeira grande entrevista como secretário-geral do PS foi ao programa de Júlia Pinheiro. Em pose humilde e conciliatória. Como é Natal, regressaram à ribalta duas ricas prendas: Sócrates e Passos Coelho. Vai haver quem diga, maldosamente, que andam por aí fantasmas de Natais passados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Arrabal, Szymborska, Montesquieu e uma porca
Caro leitor/ouvinte, a estante desta semana chamou-lhe a atenção, confesse. A par de três grandes nomes da literatura aparece uma porca. É capaz de ser coisa para intrigar o mais fleumático. Para que conste, a porca chama-se Olívia e é a personagem que tornou famoso o ilustrador Ian Falconer em coloridos álbuns para os mais novos. Entretanto, regista-se a chegada do segundo volume dos Ensaios, de Montesquieu, o inventor do género - um acontecimento editorial. Este ano comemora-se o centenário de uma voz poética vinda de um país de poetas, a Polónia; efeméride que não seria necessária para tornar oportuna a leitura da breve uma nova antologia de poemas de Wislawa Szymborska, sob o título Um Inconcebível Acaso. Finalmente, como é tempo de presentes, que cada um elabore a sua lista de pedidos. O surrealista Fernando Arrabal fá-lo em Carta aos Reis Magos, sempre com um pé no absurdo, esse espelho da vida.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Roupa suja e traquinices
Zangam-se as comadres, sabem-se as verdades. A campanha interna para a sucessão de Costa, trouxe alguma roupa suja e episódios pouco edificantes. O caso mais recente é uma insinuação de Porfírio Silva em que este vice-presidente da bancada parlamentar do PS sugere que José Luís Carneiro usou meios do Estado para que o cantor Tony Carreira lhe declarasse apoio político. Valha o que valer o apoio de Tony Carreira, este fim de semana se saberá quem sucede a Costa. Quem não tem dúvidas sobre as suas preferências é o Presidente da República; Marcelo gostaria que Costa continuasse líder do PS. Ironia ou traquinice? Que cada um decida por si. Em simultâneo, o caso do pistolão, que começou com Marcelo no papel de protagonista, tem agora como personagem principal Lacerda Sales; e em breve, quiçá, a própria secretária do ex-secretário de Estado. Há ainda as declarações de Rui Rio, exigindo a demissão da Procuradora-Geral da República, sem receio de entalar o seu sucessor na liderança do PSD. E há a “barafunda” dos Açores (expressão de António Costa), que provocou a marcação de eleições um mês antes das legislativas, com leituras inevitáveis a nível nacional. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Monbiot, Kaminsky, Thomaz e Hélia Correia
Na estante desta semana, uma recolha de contos de uma das maiores escritoras portuguesas vivas: Hélia Correia; um ensaio histórico de Luís Filipe Thomaz sobre os ‘Namban-Jin’, os portugueses que levaram o mundo ao Japão; a poesia de um autor ucraniano premiado, Ilya Kaminskinky, publicada pela Cutelo, uma pequena editora de Guimarães; e um ensaio - Regenesis - sobre a exaustão agrícola que está a devorar a Terra.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: os românticos, a tentação de Cristo, uma novela gráfica e o riso de Rabelais
Na estante desta semana, há um romance, uma novela gráfica, um ensaio histórico e um grande clássico. Este último é o segundo volume de “Gargântua e Pantagruel”, de Rabelais. O ensaio chama-se “Rebeldes Magníficos” e a autora, Andrea Wulf, conta a história do círculo de Jena, o grupo de génios que deu origem ao romantismo e que “inventou o Eu”. A novela gráfica, coreana, de Keum Suk Gendry-Kim, chama-se “A Espera”. Da Grécia, chega o romance de Nikos Kazentzákis que já deu origem a um filme de Martin Scorsese: “A Última Tentação de Cristo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Dr. Meu Filho e o pistolão, Montenegro e o grupo de trabalho
Na semana em que foi consumada a demissão do governo, o Presidente da República sentiu necessidade de vir explicar o seu envolvimento no “caso do pistolão”. Entrou em cena o Dr. Meu Filho. Um caso que também está a fazer mossa entre os socialistas, que parecem ter um problema com Lacerda: depois do “melhor amigo” Lacerda Machado, o ex-secretário de estado Lacerda Sales. Tudo isto em simultâneo com aquele que se julgava poder ser o último acto no, já longo de décadas, debate em torno do futuro aeroporto: a divulgação do relatório da comissão independente nascida de um acordo entre PS e PSD. Mas o folhetim afinal não acabou; o líder do PSD anunciou agora que depois das conclusões da comissão independente, se vier a ser primeiro-ministro, promoverá a criação de um grupo de trabalho. Também se fala, esta semana, de ferroadas entre socialistas, dos resultados desastrosos da avaliação do desempenho escolar e da ADSE. Não, não é essa; é a Aliança Democrática em situação de emergência. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oxímoros e tautologias entre a juventude de Évora
Perante uma plateia de jovens de Évora, no encerramento da Expo Estudante, o programa cujo nome, etc. voltou a ter direito à designação antiga que nós não podemos usar mas que a plateia não esqueceu e soube pronunciar. Falou-se, claro, da actualidade pré-eleitoral, com recurso a vocabulário que não costuma fazer parte dos debates políticos. Houve oxímoros, tautologias e trocadilhos com alusões históricas que obrigarão a estudantada a ir ao Google. Montenegro, Carneiro e um Santos que por qualquer razão costuma ser sempre referido pelos nomes próprios e não pelo apelido estiveram na berlinda. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: fascistas russos, atraso português, mitos da história de Portugal e o quotidiano à luz dos clássicos
Na estante, desta vez, predomina a não-ficção. O historiador britânico Ian Garner traça um retrato perturbante da Geração Z, os jovens russos inclinados para uma estética fascista aliada ao militarismo de Putin. Outro historiador, o português Nuno Palma, identifica aquilo que entende serem As Causas do Atraso Português. A nosso passado é ainda objecto da análise do historiador francês Yves Léotard em História da Nação Portuguesa. E a filóloga e classicista espanhola Irene Vallejo identifica, no passado clássico, elementos de uma sabedoria que continua a descodificar muito do que somos hoje; por isso, conclui que nesse tempo já longínquo Alguém Falou de Nós.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: nomadismo, colonialismo, surrealismo e loucura
Esta semana, temos o caso da invulgar antologia inédita, assinada por Mário Cesariny logo a seguir ao 25 de Abril, intitulada “Poemas do Amor, da Revolta e da Náusea”. Também histórico é o clássico “O Elogio da Loucura”, de Erasmo de Roterdão, traduzido pela primeira vez do latim em que foi escrito. Depois, há ainda dois ensaios de autores britânicos sobre temas históricos: “Colonialismo, Um Juízo Moral”, de Nigel Biggar, e “Nómadas. Povos em movimento, uma história por contar”, de Anthony Sattin. Boas leituras.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Da conxiunalidade da zaragata nas inxuições
Foi uma semana de intensa intriga política. Só com uma dedicação a tempo inteiro é possível seguir a par e passo os episódios da zaragata inxiunal, para citarmos o ainda primeiro-ministro, entre Belém e São Bento. Apanhada no furacão da intriga, a Procuradora-Geral da República quebrou finalmente o silêncio. Mas foi mais o que deixou por dizer do que aquilo que esclareceu. Enquanto isso, os socialistas, em campanha para a escolha de um novo líder, têm pelo menos o conforto de uma sondagem segundo a qual qualquer dos dois principais candidatos à liderança do PS tem condições para derrotar Montenegro e o PSDSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Rei (quase) morto, rei (em breve) posto
A semana não correu bem ao Ministério Público e a Procuradora-Geral da República continua em silêncio. Mesmo depois de se saber que foi de sua autoria o parágrafo que António Costa invocou para se demitir. Mesmo depois dos erros detectados no processo de investigação. Incompetência ou malevolência? Calma, talvez a procissão ainda vá no adro. E com tudo o que esta crise política tem de original, houve esta semana uma originalidade adicional: um ministro a demitir-se de um governo, ele próprio, demissionário. Enquanto isso, os socialistas preparam-se para praticar a velha máxima de “rei morto, rei posto” e animam-se na escolha do sucessor de Costa. Pelo mundo, as guerras continuam, agora já quase só em rodapé, e em Espanha há uma geringonça que inclui gente até ainda há bem pouco tempo fugida à polícia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Baptista, Raposo, Baldwin e Tolstói (aliás, Saramago)
Esta semana, a estante do “Programa Cujo Nome (ainda) etc. e Tal” reúne ficção, poesia e ensaio. A poesia ganha (pelo menos em volume) porque é uma antologia pessoal de Amadeu Baptista com quase mil páginas; chama-se Danos Patrimoniais. A secção de ensaio conta com um título que foi importante no movimento pelos direitos civis na América: “Da Próxima Vez, o Fogo”, de James Baldwin. Na ficção, temos um clássico e uma estreia. A estreia do cronista Henrique Raposo no romance com “As Três Mortes de Lucas Andrade”. E uma nova versão do imortal “Anna Karenina”, de Tolstói na tradução, a partir da língua francesa, de José Saramago. Boas leituras.See omnystudio.com/listener for privacy information.

E de repente… acabaram as guerras
O Ministério Público entrou pela residencial Primeiro Ministro adentro e descobriu o pé-de-meia do chefe doo gabinete guardado em livros e caixas de garrafas de vinho. Foi o parágrafo, no entanto, que precipitou a demissão de António Costa e, com ela, a decisão do Presidente da República de deitar abaixo a maioria absoluta socialista. Quanto saberia Costa do que se passava no seu círculo mais próximo é a questão que cabe à Justiça apurar. E ao Ministério Público cabe provar que estão reunidas provas sólidas para que tenha sido possível derrubar o governo. Enquanto isso, as máquinas partidárias já estão a aquecer os motores para uma corrida eleitoral que será longa. Consequência imediata da crise política: as guerras acabaram (nas televisões).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Trolai-vos uns aos outros
Quem sabe conjugar o verbo trolar? Esta semana percebeu-se que não é só Marcelo, o traquinas, que os amigos recordam a tocar às campainhas das portas e a fugir. João Galamba, o ministro que o Presidente da República quis ver despedido, e o próprio primeiro-ministro, ao escolhê-lo para encerrar o debate da proposta de orçamento na generalidade, demonstraram que trolam e trolarão com tanto à vontade como trolou em tempos o agora mais alto magistrado da nação. Nesta conversa também se fala da guerra de palavras que a tragédia da guerra está a provocar; da vantagem dos médicos em longas maratonas negociais de horas e horas a fio; e de uma pergunta que vem substituir a clássica “comprava um carro a este homem?”: actualmente o que há a perguntar é: “deixava este homem vender um avião usado?”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Montefiore, Jähner, Fleur e Horácio
Esta semana, descobrimos que Horário, o poeta latino do celebrado “carpe diem”, não gostava de alho; ler a poesia completa deste clássico, em mais uma tradução esmerada de Frederico Lourenço, dá-nos, pois, ensinamentos valiosos. Nos livros aprende-se muito; lendo A Hora dos Lobos, de Harald Jähner, por exemplo, ficamos com uma ideia do que fez dos alemães, depois da devastação do nazismo, o povo mais rico da Europa. Simon Sebag Montefiores estuda, no livro “O Mundo”, com mais de 1300 páginas de sabedoria, como as dinastias moldaram o mundo. Mas uma vez que nem só de não-ficção vive uma estante há uma autora nunca antes traduzida em Portugal que promete alegrias literárias a quem a ler: a italiana Fleur Jaeggy, autora de Felizes Anos de Castigo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: Lobo Antunes, Gramsci, guerra fria e algoritmos
Na estante desta semana, a ficção foi posta de lado. As “Outras Crónicas”, de António Lobo Antunes, surgem como uma espécie de despedida do autor à “piscina para crianças” onde exercitava a mão para a arte (para ele) maior do romance. Um ensaio de grande fôlego contribui para se entender melhor como os Estados Unidos se tornaram a potência cultural dominante no período da Guerra Fria: chama-se “O Mundo Livre” e é da autoria de Louis Menand. Um outro ensaio monumental tem agora um primeiro volume em português; trata-se do clássico “Cadernos do Cárcere”, do marxista italiano Antonio Gramsci. Por fim, uma síntese breve sobre o elemento mais discreto (mas decisivo) da tecnologia que usamos diariamente: “Algoritmo”, aquela coisa (palavra que dá para tudo) que sabe mais sobre nós do que nós próprios.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vácuo, trincheiras, abacates e melancias
Foram apenas dez palavras, em inglês: “the attacks by Hamas did not happen in a vacuum.” Em torno desta declaração do secretário-geral das Nações Unidas, desatou-se uma controvérsia que cavou trincheiras, uma vez mais, também em Portugal. Foi também no fosso dessas trincheiras que caiu o responsável pela Web Summit, vítima de um processo que volta a colocar na ordem do dia a chamada cultura de cancelamento. Na frente do activismo climático, os jovens que gostam de pintar ministros de verde perceberam esta semana que não contam com o apoio do Bloco de Esquerda; vale a pena ir ler o que propõem e perceber que não é apenas o clima que os move. Está lançado o mote para uma salada de frutas que mete melancias e abacates.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Rituais, política decente, mulheres iranianas e Dom Camilo
Na estante da semana, há um ensaio sobre comportamentos humanos que aparentemente não produzem qualquer resultado prático no mundo exterior: chama-se simplesmente “Ritual”; a autora do famoso Persépolis, Marjane Satrapi, regressa à banda desenhada com uma homenagem às mulheres iranianas em “Mulher Vida Liberdade”; no domínio da filosofia política, há um ensaio que usa a designação de “liberal” como adjectivo: chama-se “A Luta por uma Política Decente”; e com a reedição de “Dom Camilo e o seu Pequeno Mundo” regressa um clássico do humor que junta, numa aldeia italiana, o padre Dom Camilo e o Peppone, o presidente de câmara comunista, numa relação de inimigos íntimos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

O rei vai seminu… e outras pérolas da semana
Por vezes é impossível evitar os lugares comuns. O desta semana voltou a ser este: a primeira vítima da guerra é a verdade. Esta semana, com o episódio do ataque a um hospital de Gaza, foi eloquente a esse respeito. Na frente interna, o regresso dos debates quinzenais no Parlamento proporcionou um curioso emendar de mão do primeiro-ministro. Em tribunal, um antigo ministro tornou possível que se deixe cair a palavra “alegadamente” quando alguém se referir a ele como “aldrabão”. E o PSD assumiu o voto contra a proposta de orçamento do Governo, mas com a afirmação pífia de que “o rei vai… seminu”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aqui há pipis (e não se evita a palavra massacre)
Há quem tenha dificuldade em chamar massacre a um massacre. O estado de guerra no Médio Oriente trouxe à tona velhas clivagens e reactivou uma animosidade malsã. Enquanto, no xadrez geopolítico, há agora mais uma guerra a pôr em causa a precária estabilidade mundial, nós por cá entretemo-nos com as minudências da chamada bolha político-mediática. O orçamento da maioria absoluta - entregue desta vez a tempo e horas e em horário diurno - deixou a direita à procura de discurso. O PSD, pela voz de Montenegro, encontrou-o na palavra pipi. Mas como adjectivo, atenção, não enquanto substantivo. Também se fala de elogios envenenados, de sondagens e do ex-ministro ainda a aprender a ser comentador.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: jazz, Fernão Mendes, uma pessoa comum e o estigma da depressão
bonusNa estante desta semana, Andrew Solomon demonstra em O Demónio da Depressão que o sentido de humor não está obrigatoriamente arredado de um tema de tal gravidade; um neto, Jorge Pinto, homenageia uma avó, pessoa comum, especial como todas as avós para os seus netos, em “Tamem Digo”; a Peregrinação volta a levar-nos por este rio acima, como grande clássico que é; e o segredo mais bem guardado da música que se faz em Portugal - a Orquestra de Jazz de Matosinhos - festeja 25 anos de existência com uma biografia assinada pelo escritor Paulo Moura.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: arquitectura, paisagem nas artes, guerras culturais e um clássico
As propostas de leitura da semana trazem-nos títulos surpreendentes e com que muito se aprende. Aprende-se, por exemplo, que os peixes influenciam a arquitectura, como se descobre em Arquitectura do Bacalhau. Aprende-se, em Ecofagias, de que modo a paisagem natural é mitificada na literatura e nas artes do último século. Também se descobre que há uma componente religiosa na cultura do activismo; ideia expressa em A Religião Woke. E regressa-se com o mesmo prazer de sempre ao panteonável Eça de Queirós numa nova edição de O Conde d’Abranhos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Não é o futebol que nos vai salvar? Pois não, agora só nos falta saber o que será
No meio do entusiasmo pela organização (conjunta) do mundial de futebol de 2030, o ministro da economia não teve acesso ao argumentário oficial e soltou uma das frases da semana: “não é o futebol que nos vai salvar”. A outra declaração dos últimos dias que merece registo é do primeiro-ministro, frustrado por ver que “a realidade” tem sido “muito mais dinâmica do que a capacidade de resposta política”. Será isto humildade ou passa-culpas. Também se falará de mais um momento político-teatral do Chega, do sínodo dos bispos católicos onde pela primeira vez há mulheres com direito de voto e do activismo climático, que se tornou actividade quotidiana. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fanáticos de todo o mundo, uni-vos
Foi uma semana belissimamente recheada de vibrantes fanatismos: gente convencida daqui que julga ser a sua razão, de megafone em punho, tentou censurar um livro; outra gente, empanturrada de boas razões, foi atirar bolas de tinta verde contra um ministro, quando ele se preparava para falar num evento patrocinado por empresas do sector energético; e ainda uma terceira categoria de pessoas decidiu, sem o citar, evocar Lenine e a frase em que ele defendia “liberdade de expressão absoluta, excepto para os nossos inimigos”. Enquanto isso, a Madeira foi a votos, Miguel Albuquerque desdisse-se, o PAN tornou-se o azimute da estabilidade regional e António Costa, na noite da hecatombe socialista, nem vê-lo. Esta é a ementa da semana; e parafraseando o velho Marx (calma, não é esse): são estes os nossos temas, mas se não gostarem deles temos outros.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Martim Moniz, Gabo, mulheres atrás das câmaras e o fim de um regime
Um livro sobre o Martim Moniz trazido por Carlos Vaz Marques, Memórias de Gabriel García Marques sugerido por José Miguel Tavares, Cinema Português no Feminino recomendado por Pedro Mexia e memórias de um jornalista como sugestão de Ricardo Araújo PereiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Almodovar, design gráfico, o primeiro ludita e o diabo de Marketing Twain
Na estante desta semana, Carlos Vaz Marques traz O Último Sonho, de Pedro Almodôvar, João Miguel Tavares está a ler O Mundo Vai Continuar a Não Ser Como Era, 100 anos de design gráfico na coleção Carlos Rocha, Pedro Mexia traz um livro sobre o primeiro ludita, o "Ned Ludd e a Rainha Mab", de Peter Linebaugh, e Ricardo Araújo Pereira traz Mark Twain e o livro chama-se "Cartas da Terra"See omnystudio.com/listener for privacy information.

Camilo, a censura e a TAP
Impávida e serena, a estátua assistiu a tudo com a maior tranquilidade. Horror: tira. Abaixo-assinado: deixa ficar. No entretanto, o primeiro-ministro anunciou a privatização das “novas caravelas”, perdão, da TAP. Fê-lo durante do debate que o Chega apresentou ao PSDSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Os Livros da semana: Coreias, Mulheres, Teatro e Machado de Assis
A estante desta semana reparte-se junta um clássico extraordinário da língua portuguesa, as ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’, a três outras propostas mais recentes. Uma delas não tão recente assim: a ‘Longa Jornada para a Noite’, do Nobel Eugene O’Neill. Depois, um romance francês com um título sugestivo - ‘O Sexo das Mulheres’ - e uma radiografia da zona onde decorre o mais antigo estado de guerra do mundo: a península da Coreia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Macavaquiavel e outros comandantes supremos
O mais alto magistrado da nação é o mais recente reforço da equipa de comentadores desportivos da televisão pública. Faremos o devido enquadramento técnico-táctico da questão. O anterior mais alto magistrado da nação escreveu mais um livro sobre “a arte de governar” com bom senso e alfinetadas políticas; veremos como virá a ser acolhida a lição do Macavaquiavel do Possolo. Um antigo professor de Direito admitiu em tribunal ter posto a circular calúnias sobre Pacheco Pereira; mais do que os 10 mil euros que terá de pagar ao ofendido, que seja a vergonha do acto o maior castigo do caluniador. Mas ainda há mais dois alto magistrado das respectivas nações na conversa desta semana; o do Brasil, reclamou firmemente o respeito pela independência do seu país, mas não respeitou, ele próprio, a independência do poder judicial brasileiro. Garantiu que vai convidar Putin e que no Brasil (mesmo sendo o Brasil país signatário do Tribunal Penal Internacional) ninguém há-de prender o mais alto magistrado da nação russa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Silêncio que se vai falar do silêncio
Há silêncios e silêncios. E silêncios que dão que falar. Falemos então do silêncio de Costa e do que se disse sobre ele. Como havemos de falar igualmente do género epistolar. Neste caso não há relutância em meter o nariz em correspondência alheia porque o remetente a fez chegar ao destinatário e a quem a tornasse pública. Do que se continua a falar é de presidenciáveis. Pelo menos desta vez – num país em que tão frequentemente se critica o improviso – as coisas estão a ser preparadas com tempo. Há ainda a questão promiscuidade entre futebol e política; por uma vez, uma oportunidade para a política sair valorizada pela comparação. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Pina, Flaubert, BD e poesia
Na estante, desta vez, o "Teatro" que Manuel António Pina escreveu para o público infanto-juvenil, pela primeira reunido e, livro, o clássico póstumo "Bouvard et Pécuchet", de Gustave Flaubert, a arte da artista visual Joana Mosi em "O Mangusto" e poesia só de mulheres traduzida por um poeta que, como obstetra, as conhece bem: Jorge Sousa Braga.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Pinóquio, o “piquito” e a crise da habitação
No regresso depois de um mês de ausência, constatamos que, apesar de nós pararmos, o mundo não abranda. Já que a actualidade cometeu a deselegância de continuar a fornecer material de análise à nossa revelia, passamos em revista, retroactivamente, alguns dos momentos marcantes de Agosto; a apicultura do PS em resposta ao veto presidencial do pacote para a habitação: “tá bem, abelha”; o “índice Pinóquio” com que Moedas respondeu à escassez de notas deixadas pelos peregrinos da Jornada papal no comércio de Lisboa; o modo eficiente como o Kremlin organiza coincidências letais; o “piquito” de um dirigente espanhol do mundo da bola que não sabe comportar-se como o cavalheiro que não é nem na presença da família real; e o extraordinário filme de antecipação política em busca de um inquilino novo para o Palácio de Belém… em 2026. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: O mar, a fé, o filósofo conservador e contos para dormir descansado
Depois das férias, tempo para olhar a história a partir do mar com “O Mar e a Civilização - Uma História Marítima do Mundo”, tempo também para olhar para a fé com “Um Cristianismo Sinodal em Construção - a Fé Cristã na Atual Sociedade”, e escutar Roger Scruton, filósofo conservador e, para dormir em paz, “Uma Noite Descansada - Dez Contos Tradicionais Politicamente Correctos”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: Geoff Dyer, Voltaire, Aretino e uma novela gráfica
Na estante da semana, a última antes de férias, há poesia badalhoca com um clássico de Pierro Aretino, há o Mar Negro numa novela gráfica sobre o fim do verão, há uma deambulação sobre o modo como tudo acaba na acumulação de pequenas histórias do inglês Geoff Dyer e há uma reflexão poética de Voltaire sobre o terramoto de Lisboa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

O perde-ganha, o Professor Marcelo e a maldição de Picoas
Os espanhóis vetaram o Vox no governo e deram à direita uma vitória inútil. A incógnita do momento é saber se Sánchez consegue manter-se na Moncloa - e a que preço - ou se ainda este ano terá de haver novas eleições. Apesar de Espanha ainda não ter conseguido assimilar o que aconteceu, será possível extrair ilações da situação espanhola na política portuguesa? E que ilações retirar de mais um desentendimento institucional entre Belém e S. Bento. Uma coisa é certa, a popularidade de Marcelo deve ter aumentado em flecha esta semana entre a classe docente. Em contrapartida, vai ser necessário um estudo aturado para entender aquilo a que já se pode chamar “a maldição de Picoas”. Até há já quem sugira - como vão poder ouvir aqui - que se há ocasião em que é lícito usar o verbo “mamar”, esta é uma delas. E para mamar é preciso uma teta: seja a AlTetice ou a PTeta. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Diagnósticos ao cair do pano
Houve desagrado ou não houve desagrado. O Ministro da Cultura diz que não. A frase do colega de governo demonstra que sim. Um ministro a manifestar desagrado por um conteúdo editorial não é coisa bonita de se ver. Isto numa altura em que se instalou o deixa-dar. As pessoas não gostam do governo? As pessoas querem trocar o governo por outro? Tal como as coisas estão, também não. Está feito o resumo do estado da nação. Falta saber se o diagnóstico deve ser considerado derrotista ou apenas melancólico. E depois há Rio,as buscas ao nascer do sol e os tampões nos ouvidos para dormir. Foi uma semana com muitas decisões sobre decisões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da Semana: Repouso, Direita, alimentação e progressiva
Nos Livros da Semana do Programa Cujo Nome…, Carlos Vaz Marques traz “Uma História de Repouso”, João Miguel Tavares fala na obra “História Global da Alimentação Portuguesa”, Pedro Mexia divulga “Cultura de Direita” e Ricardo Araújo Pereira refere a obra de Susan Neiman, ainda sem tradução portuguesa, “Left is not Woke”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ministros loquazes e lições de ironia
Filmes de série b e buscas domiciliárias combinam bem. E, para ajudar ao espectáculo, uma polémica sobre um cartoon. Onde a coisa já começa a tomar outras proporções é quando um ministro liga para a administração da televisão pública a dizer que não gosta da programação. Será que esse membro do Governo tem condições para continuar a exercer funções como se nada fosse? Já é normal um ministro interferir em critérios de programação? Enquanto isso, o país discutia acaloradamente se um outro ministro devia ou não ter criticado, nos termos em que criticou, os deputados da comissão de inquérito à TAP. E um político na reforma foi arrancado à sua tranquilidade por buscas domiciliárias. O espectáculo de ironia que entretanto proporcionou foi a demonstração prática de que quem ler aquilo que vem a público demasiado ao pé da letra pode não entender nada da realidade em que vivemosSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Moscatel, fortimel e outras coisas sérias
A comissão de inquérito à TAP, conclui-se do relatório preliminar, não encontrou razões para a realização de uma comissão de inquérito. Como também não terá havido razões para a demissão do ministro da tutela que se demitiu. António Costa, que prometeu tirar ilações no fim dos trabalhos, talvez devesse pedir a Pedro Nuno Santos que reconsidere e regresse ao cargo. Em França, a polícia cometeu um crime, a raiva juvenil partiu montras e incendiou carros e durante uma semana houve um cheirinho a guerra civil. Nos Açores, um chefe de gabinete do governo regional não gostou de um livro e ameaçou um escritor. E o bispo que preside à Jornada Mundial da Juventude achou por bem confessar em público os seus delitos automobilísticos à espera de perdão com a vinda do Papa a Portugal. Que ninguém diga deste moscatel (e deste fortimel) não beberei.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Patricia Highsmith, Montefiore, Proust e um treinador de futebol
Na estante da semana há uma ciência nova, só para fanáticos da bola, com nome de treinador de futebol: a Schmitologia. Há Proust em registo breve. Há pequenas biografias de grandes figuras por um historiador que oferece melhores serviços do que a Wikipedia. E há a mente tortuosa de uma autora que deixou nos diários pessoais a confissão de que pode ser ténue, por vezes, a fronteira entre o crime e a literatura.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Javardeira e brincadeiras parvas
Escoltados pela autoridade do Estado e envergando a farda GNR, sete militares agrediram e humilharam imigrantes estrangeiros em Vila Nova de Milfontes. O tribunal de Beja condenou-os, a relação de Évora reduziu-lhes as penas e considera aceitável que continuem na Guarda. Brincadeiras parvas, disseram eles. E não se estavam a referir à nova sentença. Talvez também tenha sido só uma brincadeira parva, a agressão de um deputado do Chega a um jovem árbitro num jogo dos infantis. Parece que se exaltou por ter um filho em campo. Javardeira no hemiciclo ainda é como o outro, agora ofender assim a dignidade do desporto é que não se aceita. Também se fala, esta semana, de Centeno, Santos Silva e até há espaço para reles uma imitação de Rogeiros e Milhazes. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Rulfo, Sousa Lobo, Mandelstam e Sontag
Duas reedições de textos já consagrados preenchem metade da estante desta semana. A cidade fantasma de “Pedro Páramo” e o modo como encaramos a doenças, analisado pela inteligência fulgurante de Susan Sontag, são leituras ou releitura sempre oportunas. A descoberta dos ensaios gráfico de um expatriado, dividido entre Portugal e a Inglaterra vai surpreender muita gente. E a desesperançada autobiografia de Nadejda Mandelstam, viúva do grande poeta russo Osip Mandelstam, é a prova de que mesmo a mais feroz ditadura nada pode contra a conjugação da memória com a coragem.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Costa foi à bola e outros temas candentes
O primeiro-ministro foi à bola com Órban, mas não disse nada a ninguém. O Presidente voltou a tomar o papel de porta-voz de Costa e forneceu duas explicações diferentes. Foi este o casinho da semana. Uma semana em que foi desmantelada uma academia de futebol, sob a suspeita de tráfico de seres humanos. E uma semana em que o governo teve falta de comparência na homenagem às vítimas dos incêndios de Pedrógão. Mas por mais palpitante que possa ser a actualidade nacional, os olhos do mundo estão a leste. A insurreição dos mercenários do grupo Wagner é um assunto em desenvolvimento. Russos contra russos - um filme que altera por completo o guião da guerra tal como o conhecemos até agora.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Rui Cardoso Martins, Patrícia Mamona, Voltaire e uma comédia racial
Um livro de fotografia sobre a campeã Patrícia Mamona dá a ver a arte fotográfica de José Pedro Cortes; Voltaire escreveu um “Tratado sobre a tolerância” talvez mais citado do que lido; o escritor negro George Schuyler criou uma distopia que põe em causa as noções de identidade racial em “Negro nunca mais”; e Rui Cardoso Martins reuniu os contos que escreveu nos últimos vinte anos em “Passagem pelo vazio e outros contos” e publicou-os numa pequena editora alentejana, a Filigrana.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ramos mortos, caricaturas e funerais políticos
A semana começou vitivinícola, mas para os “ramos mortos” a que aludiu o Presidente da República foi necessária exegese. A política está a ficar recheada de figuras de estilo e talvez fosse útil que, por uns tempos, se tornasse meramente literal. Para que se perceba se andamos todos a falar das mesmas coisas. Agora que terminaram os trabalhos da comissão de inquérito à gestão pública da TAP é altura do lavar dos cestos e de começar a pensar na próxima vindima (o 10 de Junho na Régua continua presente a nível metafórico); uma coisa já nos foi garantida: o lavar dos cestos não implica remodelação governamental: João Galamba está de pedra e cal no governo. Tal como Pedro Nuno Santos está de pedra e cal na política. Quem lhe fez um funeral político ainda recentemente estava bem enganado. Talvez seja esta a principal conclusão a retirar das três últimas audições na comissão de inquérito. No meio de tudo isto, uma caricatura grosseira do primeiro-ministro deu azo a uma polémica em que o racismo foi chamado à baila. Também se fala disso, nesta conversa em que ainda passamos pela morte do pioneiro Berlusconi, pelo pedido de intervenção da Interpol na tentativa de sancionar uma piada e pela guerra, em que sobra sofrimento e começa a faltar jornalismo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da Semana: Nada, Nada, Nada, Ensaio Histórico, Salazar Confidencial e A Vida Airada de Dom Perdigote
Carlos Vaz Marques aconselha um livro do pintor e escritor francês Francis Picabia que passou por tudo, pelo dadaísmo, pelo cubismo, até pelo surrealismo e sempre com um espírito provocatório e capaz de dinamitar mesmo aquilo em que se metia. Este livro – “Nada, nada, nada” – reúne textos em prosa do período dadaísta de Picabia e é uma boa introdução ao espírito de um autor ainda hoje desconcertante. Pedro Mexia aconselha “Ensaio Histórico sobre a Revolução de 25 de Abril” de José Medeiros Ferreira, José Miguel Tavares trás o livro de Marco Alves, “Salazar Confidencial” e Ricardo Araújo Pereira aconselha A “Vida Airada de Dom Perdigote” de Paulo Moreiras.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O xerife, os aforradores e o machismo cronológico
Aforradores (ou aforristas), este programa não é para vós. Procurai ajuda especializada. Ainda assim, a decisão do Governo de alterar as regras dos certificados de aforro proporcionou, esta semana, um raro momento de desenjoo, no topo da actualidade, dos casos decorrentes do inquérito à TAP. Mas foi sol de pouca dura. O regresso de Pedro Nuno Santos, depois de meses fora dos holofotes, demonstrou que o ex-ministro mantém, apesar das vicissitudes políticas por que passou, uma atitude de xerife. E o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro deu provas de que sabe responder a perguntas de sim e não, depois de semanas repletas de respostas evasivas. Mas sins e não também eles calculadamente evasivos. Para a história desta entrada em Junho fica ainda um capítulo novo na história do #MeToo: chamemos-lhe machismo cronológico. Que o ano de 1940 peça desculpas pelo que fez ao Professor Boaventura, sociólogo da sua circunstância.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da Semana: Nada Mais do Que a Verdade, o Árabe do Futuro, Uma Família em Bruxelas e uma antologia de Osip Mandelstam
Carlos Vaz Marques traz um livro que é uma coletânea de artigos encontrados no computador de Anna Politkovskaia, a escritora e jornalista russa assassinada à porta de casa, em Moscovo. "Um livro que é uma espécie de libelo póstumo contra Vladimir Putin", diz o moderador do Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer. João Miguel Tavares traz o Árabe do Futuro, uma novela gráfica de Riad Sattouf, Pedro Mexia aconselha Uma Família em Bruxelas e Ricardo Araújo Pereira andou a ler Osip Mandelstam. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Drones, politiquice e ventos de Espanha
Parecendo que não há uma guerra na Europa. E a ameaça de uma escalada militar, agora que vemos drones a atacar Kyiv mas também Moscovo. Por quanto tempo estará a maior central nuclear do mundo em segurança? Enquanto isso, as minudências sobressaltadas da nossa politicazinha dominam as parangonas: a troca de líder no Bloco de Esquerda, as operações Vórtex e Tuti Frutti, os radicais de direita que prometem tomar as ruas e juntam apenas o equivalente a assembleias de condóminos. Sobra da semana que termina ainda uma pergunta: que semelhanças e diferenças haverá entre os cenários políticos espanhol e português?See omnystudio.com/listener for privacy information.