
Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
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Uma semana de estalo
Agora que já há governo, voltaram os factos políticos. Ou serão os “factos polîticos”? Parecendo que não as aspas podem fazer a diferença. O criador da figura voltou a surpreender esta semana ao aproveitar o discurso na posse do executivo para tratar de um assunto que era até agora apenas um rumor. Marcelo amarrou Costa aos quatro anos e meio de mandato e não se fala mais nisso. Do que não vai deixar de se falar tão depressa é da guerra de Putin, que não parece ter fim à vista, por mais adjectivos que Biden use para caracterizar Putin. Mas o tema mais surpreendente da semana foi um estalo. O óscar da grunhice vai para Will Smith, embora a agressão no palco da festa de Hollywood tenha revelado o preocupante sintoma de ainda nem toda a gente percebeu que uma piada é uma piada e um murro é uma agressão. Punida por lei, aliás.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os impasses da guerra e os entretenimentos da paz
Portugal tem pela primeira vez um governo paritário, com tantas mulheres como homens. E tem agora mais tempo vivido em liberdade do que o número de dias da ditadura. Pequenos factos comparados com o horror da guerra, entretanto atolada numa indefinição militar que não afasta, contudo, bem pelo contrário, os receios de uma escalada com resultados trágicos. Antes que tal aconteça, entretenhamo-nos em conjecturas sobre os delfins convocados pelo primeiro-ministro para disputarem entre si o futuro a partir de cargos de governo, a última derrota de um líder do PSD que não ficará na história e a ex-deputada que tem de ganhar a vidaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A ameaça da folha em branco, um oligarca pelintra e o photo finish de Marcelo
O Conselho de Estado foi unânime na condenação da invasão russa; a voz que poderia ter destoado faltou à reunião e não custa imaginar o alívio com que Marcelo saudou o facto de aquela cadeira ter ficado vazia. Assim sendo, no photo finish das condenações, o Presidente atribui a Portugal o primeiro lugar. Outro sinal claro de repúdio pela invasão: a notícia de que o Banco de Portugal congelou os 242 euros de uma conta em nome de um cidadão cujo nome foi incluído lista dos amigos de Putin; como não se lhe conhece o nome, chamemos-lhe apenas o oligarca pelintra. Ao fim da terceira semana de guerra, Putin coreografou um comício da milhares de pessoas, depois de ter ameaçado (num discurso que meteu “ostras, caviar e liberdade de género”) os “mosquitos” que o estão a incomodar. Entre eles, provavelmente, cidadãos que saem à rua com uma folha em branco e que, por essa extraordinária ousadia, acabam a ser levados pela polícia para parte incerta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Horrores da guerra, um português em dificuldades e uma ideia do Kirill
O português mais rico do mundo está em apuros. O que poderá o país fazer por ele? É verdade que só é português há um ano e que o processo que lhe deu a nacionalidade portuguesa está sob investigação da Judiciária, mas nem por isso deixa de ser significativo constatar que a vida só começou a correr mal a Roman Abramovich depois de ele se ter tornado nosso compatriota. Os oligarcas russos estão a sofrer (coitados!), os automobilistas portugueses também (com os aumentos de preço dos combustíveis), mas a guerra (palavra banida do léxico russo) continua sem fim à vista, com o seu cortejo de misérias. Tem dado, ainda assim, para revelar o decálogo de uma certa russofilia sonsa. Putin também possui, por cá, os seus adeptos, mais ou menos declarados. Mesmo que não sejam apoiantes da explicação simples do Patriarca Kirill para o que está acontecer: a culpa, diz o alto dignitário ortodoxo, é do orgulho gay. Uma tese do Kirill.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quem não tem respostas faz perguntas nervosas
Haverá na guerra vitórias morais? Pode um agressor ser aceite depois do crime de subjugar o agredido? Será mais improvável um comediante tornar-se presidente ou um presidente civil ascender à categoria de herói militar? E em caso de devastação apocalíptica, quem ficará cá, além das baratas, para cobrar a aposta perdida por aqueles que garantem ser impossível o recurso ao arsenal nuclear? Tantas perguntas para tão poucas respostas, abrindo caminho ainda a outras inquietações; por exemplo: quem, aos olhos de Ricardo Araújo Pereira, estará a sofrer de miopia? See omnystudio.com/listener for privacy information.

A guerra torna tudo o resto irrelevante (ou De Putin a Ribau Esteves)
Treze segundos chegam e sobram para ser capaz de distinguir um agressor de um agredido, como o ministro dos Negócios Estrangeiros fez questão de dizer ao líder parlamentar do PCP. No programa que outrora teve oficialmente outro nome (e que ainda tem, para quem o segue, embora nós não possamos dizê-lo), a invasão da Ucrânia e a situação volátil no leste da Europa acorda fantasmas que a guerra fria parecia ter enterrado há muito. E torna a pequena política doméstica ainda mais pequena. Havemos de nos lembrar desta semana por muito anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A mais breve história de Portugal (do pikachu na cama ao banco… de jardim)
Resumo da pátria em três episódios da última semana: um atentado que não existiu e um alarido de todo o tamanho por causa de um miúdo com problemas mentais, que tinha em casa umas facas e em cima da cama um pikachu; 150 mil votos para o lixo e uma trapalhada danada que deixou o país em banho-maria, à espera de governo e com orçamento só lá para o segundo semestre do ano; um novo banco (barato, este, ao contrário de outros) inaugurado ao mais alto nível por dois chefes de Estado e um edil - um banco de jardim. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Regras para a próxima pandemia e as cadeiras que ninguém quer
Ninguém quer sentar-se ao lado do Chega. Há quem pretenda contribuir para o “normalizar”, mas considerando que é assim que o enfraquece. Na semana em que se falou muito do lugar de vice-presidente da Assembleia da República, quando os deputados eleitos ainda nem sequer tomaram posse no anfiteatro de São Bento, percebeu-se que, ironicamente, há quem queira, mesmo sendo contra o sistema, ocupar um dos seus assentos mais altos. Enquanto isso, mais de 80% dos votos dos emigrantes na Europa foram para o lixo e talvez esteja na altura de rever a lei eleitoral. Do que já não se vai a tempo é de reparar a decisão que obrigou turmas inteiras a confinamento compulsivo por causa da Covid-19, de acordo com uma norma que o Tribunal Constitucional veio agora considerar ilegal. Fica o alerta para a próxima pandemia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Achtung! ou Do empate técnico à necessidade de comer o chapéu
Houve mérito ou será o rabo virado para a lua que explica o que aconteceu? Costa deu o abraço do urso aos partidos à esquerda do PS e (achtung!) Rui Rio fez o resto, com a preciosa ajuda das sondagens. O empate técnico acabou por redundar numa maioria absoluta e há comentadores que, de acordo com uma expressão de Dickens, deviam estar agora a comer o chapéu. No rescaldo da noite eleitoral, houve estertores, mortes ainda sem certidão de óbito e forças políticas muito mal tratadas. Tal como houve forças emergentes e a ascensão de novos protagonistas políticos. Se nada de anormal acontecer entretanto, vão ser quase cinco anos a lidar com esta nova paisagem parlamentar. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Últimas reflexões antes de votar
Em dia de reflexão reflitamos sobre os últimos dias de campanha. Que é feito da vantagem com que Costa partiu para a corrida eleitoral? E que é feito do Rio que se zangava com a Justiça e a Comunicação Social antes de ter começado a pôr fotografias do gato nas redes sociais? Em que é que os portugueses estarão com a cabeça neste domingo: na eleição de 230 deputados ou na escolha do próximo primeiro-ministro? E onde pára Marcelo? É capaz de estar a aproveitar para recarregar baterias, porque a partir de segunda-feira pode vir a ser ele o principal protagonista em palco na política portuguesa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Notícias do zoológico eleitoral
Na primeira semana de campanha eleitoral, o protagonismo político foi dos animais. (Calma, nada de indignações apressadas; não se está a chamar animais aos políticos, trata-se mesmo de bichos de quatro patas.) No apelo ao voto, surgiram dois gatos, um cão, uma coelha e até uma mosca (esta, sem ter sido convidada). Esperemos agora pelos desenvolvimentos zoológicos da próxima semana, para vermos se aparecerá em cena algum burro. Enquanto isso, o negacionismo chegou ao horário nobre das televisões, no debate dos partidos sem assento parlamentar. E as sondagens apontam agora para uma diferença cada vez menor entre Costa e Rio, que já anda a propor-se distribuir, em pedaços, a carcassa do animal que ainda não caçou.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Da Marcelingonça à javardice (ida e volta)
E se Rui Rio não quisesse ganhar? E se António Costa estivesse empenhado em criar uma Marcelingonça? (Num programa onde até se criam neologismos, não será surpreendente que mesmo o símbolo químico do potássio venha à baila; e a pronúncia restaurada do latim.) Parece que os duelos entre os líderes partidários deram boas audiências televisivas. Como não queremos perder esse manancial, atiramo-nos sobre eles à desfilada, como um esquadrão de cavalaria à procura de uma ideia. Mas também se fala de coisas sérias (poucas) e de (termo técnico) javardice. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vamos mitigar a lapidação?
O tema político da semana foi a prisão perpétua. Desde 1884 que o assunto não estava na ordem do dia. André Ventura propõe, Rui Rio explica que o líder do Chega até nem é assim tão radical como o pintam. Enquanto isso, o primo liberal e o primo conservador acusam-se mutuamente de execráveis semelhanças com o Bloco de Esquerda. Ao fim da primeira semana de debates, houve truculência, temas fracturantes e até soja, touradas e noites mal dormidas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

12 Desejos para 2022
Alguém se lembra do que desejou ao entrar em 2021? Houve, com certeza, um pedido universal: que acabasse a pandemia. Não acabou. Os desejos de Ano Novo valem o que valem (que é o que os políticos dizem das sondagens), mas mesmo assim continuamos a formulá-los (e interessados nelas). Para esta emissão especial em noite de réveillon convidámos o rosto da renovação política mais significativa e surpreendente do ano que acaba de terminar: Carlos Moedas. O presidente da Câmara de Lisboa traz os seus votos para 2022 e os membros residentes do programa que há um ano tinha um nome que agora não podemos dizer (mas que toda a gente sabe qual é) ajudam à festa. Porque é noite de festa, ainda assim. Mesmo que nem todos subscrevamos os desejos uns dos outros, naturalmente. Ainda para mais a menos de um mês de eleições.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sobre a vaca de fundo e outros jogos de fortuna e azar
O que será o “centro pragmático” e para que serve um “movimento cívico” de um vice-almirante? Estará a Armada armada em boa? Entretanto, haverá menos slots, mas o jogo de fortuna e azar em torno da TAP continua. E temos uma nova vaga de infeções, ao mesmo tempo que há quem pergunte se estará a nascer uma vaga de fundo que altere o panorama político. Vaga de fundo, talvez não; mas não é de descartar a hipótese de uma vaca de fundo - ou seja, o tipo de sorte inesperada (outra vez a fortuna e azar) que derrotou expectativas e fez gato-sapato das previsões dos analistas nas autárquicas de Lisboa. Faites vos jeux!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sebastianismo vacinal e a falta de noção
A ministra da coesão acusou o governo de que faz parte de ser um dos mais centralistas de sempre. Haverá falta de coesão no conselho de ministros? O país celebrou a prisão de João Rendeiro, Rui Rio tuitou e o Presidente da República disse em público, a respeito do tuíte candidato a primeiro-ministro, que era não ter “noção”. Alguém perguntou ao vice-almirante se terá coragem para… e abriu-se a porta de uma candidatura a Belém. Chamemos-lhe sebastianismo vacinal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bóias, cautelas e etnias
Talvez aquela coisa que se receou ser tão perigosa não represente afinal todo o perigo que se temeu. Mas será que as cautelas adicionais foram excessivas ou apenas prudentes? E a vacinação das crianças é assunto que todos podemos entender ou será melhor guardar alguma informação na gaveta? O CDS, entretanto, vai ter de fazer pela vida; Rio não deu a Chicão a bóia por que ele ansiava. E quanto vale a tristeza de Paulo Rangel, depois de se saber que quem o apoiou vai ter de procurar uma nova ocupação, fora do parlamento? Embora Rio garanta que tem nas listas várias “etnias”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O passageiro Cabrita, as listas de Rio e os milhões da bola
Chegou ao fim a viagem do passageiro Cabrita. O motorista do ministro foi acusado de excesso de velocidade e homicídio por negligência; o ministro mais impopular do Governo percebeu que estava na altura de deixar de ser um embaraço político a dois meses de eleições e demitiu-se. No PSD, a vitória de Rui Rio não acalmou as hostes e já está em curso a batalha pelos lugares elegíveis nas listas de candidatos a deputados. O mundo da bola volta a estar — quem diria! — sob suspeita; agora, depois do cartão vermelho, chegou o cartão azul. E o adágio de que onde há milhões, há ladrões. Rima, portanto deve ser verdade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O PSD-R, a ministra que chora e as cadelinhas
Terá a ministra da Saúde dito o que dizem que disse ou o que disse não é o que dizem que terá dito? Qualquer que seja a resposta Marta Temido pediu desculpa… indignada. Quase em simultâneo, o foragido Rendeiro confessou ter sido trocado por três cadelinhas: a Joana, a Clara e a Boneca. Só não se percebe o que o levou a dar uma entrevista burlesca, anunciando a intenção de processar a justiça portuguesa com um pedido de indemnização de 30 milhões. E há ainda a disputa entre Rio e Rangel; seja quem for o escolhido, o PSD irá a eleições, em Janeiro, como PSD-R, seja de Rangel ou de Rio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O que se propala e o que se propaga
Pan, pan, pan; está em curso o tiro ao alvo sobre a porta-voz do partido com preocupações verdes e negócios de frutos vermelhos. Enquanto isso, à medida que o vírus volta a propagar-se, discute-se se quem propõe o regresso de restrições é avisadamente cauteloso ou um mero propagador de alarmismo. E cinco meses depois do acidente fatal na auto-estrada, o ministro Cabrita diz que é um absurdo aquilo que se propala sobre a velocidade do carro em que viajava; o ministro propalou que não é aquilo que se propala, sem ter propalado, no entanto, o que seria correcto propalar. Cinco meses e um funeral depois.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Maçanetas, fechaduras e diamantes de refugo
Depois do entusiasmo com a tropa por causa da vacinação, houve na tropa quem achasse por bem pôr alguma água na fervura. Lembram-se de Tancos? Esta nova série também não lhe fica atrás a nível de burlesco, com uma traficância que, até agora, se revelou de refugo: oito diamantes no valor de 290 euros. Ainda assim, o caso já é político, porque o ministro da Defesa guardou o segredo da investigação muito bem guardado. Enquanto isso, Rio recusa debater com Rangel, Rangel recusa dizer com quem gostaria de formar governo sem maioria absoluta e Costa, entre eufemismos e alegorias, pede uma maioria reforçada e, para não ter de espreitar pela fechadura, diz que já tem a mão na maçaneta. E se a porta estiver fechada à chave?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cenários, cenários, cenários. E saudades do cefalópode
Já há data, mas agora há também uma data de incógnitas para as eleições de 30 de Janeiro. Os cenários possíveis são tantos que Ricardo Araújo Pereira reuniu 27, embora, para não maçar ninguém, só se fale de três ou quatro; meia dúzia, vá lá. Lembra-se do cefalópode que adivinhava os resultados no mundial de futebol de 2010? Do que precisávamos agora era de um polvo Paul em cada esquina. Talvez com previsões fiáveis se evitassem cenas de sarrabulho, como a que obrigou a polícia a intervir numa sede do PSD onde os ânimos se exaltaram entre apoiantes de Rio e Rangel. E o CDS, ainda existe?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bem-vindos à crise política
A Navalha de Ockham é o princípio segundo o qual a melhor explicação é, em geral, a mais simples. Nem de navalha em punho, no entanto, se entende tudo o que está a acontecer: desentendimentos à esquerda, zaragatas à direita, guerras de datas e idas ao multibanco. Talvez a navalha esteja romba, mas uma coisa é certa: a geringonça morreu, o orçamento foi rejeitado e a campanha eleitoral já começouSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Incertezas e contas de cabeça
A plateia é de economistas mas ninguém tem contas certas quanto ao desfecho da incógnita do momento. O programa com o nome mais longo do espaço mediático português foi ao ISEG, o Instituto Superior de Economia e Gestão, encerrar a conferência sobre a economia da saúde, numa altura em que está em dúvida, com a discussão do orçamento, a saúde da economia. Tempos incertos, estes: incerteza à esquerda, agora que a geringonça já era, e incerteza à direita, quando se discute no PSD e no CDS o que o futuro será. O facto de não sabermos do que estamos a falar, desta vez não é só culpa nossa; a realidade está tão às escuras como nósSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dar o corpo à ciência, mais crise menos crise
Agita-se o espantalho da crise, com a perspectiva de eleições ao virar da esquina. Quem travará primeiro antes do precipício político sinalizado pelo Presidente da República? Enquanto isto, o PSD discute a liderança. O balão de oxigénio de Rio, nas autárquicas, durou pouco. Cavaco Silva ajudou à festa e despediu, de uma penada, Governo e oposição. E Rendeiro: terá fugido com uns quadros na bagagem? Tudo questões sem resposta científica, embora desta vez o programa decorra no FICA, o Festival Internacional de Ciência, em Oeiras. Onde, apesar deste palavreado, também se tratam assuntos sériosSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Pecados e crimes, um “de” a menos e outras minudências
A picuinhice pode ser necessária na Justiça, mas convém que o escrivão esteja acordado; enquanto isso, sai mais um mojito para o fujão. Em Setúbal, 87 responsáveis clínicos dizem que assim não dá; o Governo acompanha. O relatório da pedofilia na Igreja Católica francesa voltou a fazer soar alarmes no Vaticano, mas em Portugal não há disso; e até já houve quem comparasse abusos sexuais com meteoritos. Sim, um clérigo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A semana horribilis do PS, Rendeiro ao fresco e a clitóride
Que farei com esta vitória?, perguntará o novo presidente da Câmara de Lisboa, depois de uma noite eleitoral em que Costa ganhou mas perdeu e Rio perdendo ganhou. Terão sido as autárquicas um sopro de mudança ou apenas uma leve aragem de alternativa? Numa semana horribilis para o PS, com Marcelo a desautorizar sem reticências o ministro da Defesa, o país constatou que os socialistas têm consigo o poder mas têm também, dentro de si, a oposição, com o agastado ministro das Infra-estruturas a rugir ameaçadoramente ao ministro Leão, das Finanças. Enquanto isso, diz-se que João Rendeiro se pôs ao fresco, mas os dois paradeiros possíveis noticiados, Belize e Singapura, são ambos territórios quentinhos. Singapura tem pelo menos a vantagem de ficar mais longe da Carregueira. E, sempre atentos ao funcionamento da língua, nesta emissão aprendemos uma nova palavra: clitórideSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Eleitoralismo, negacionismo e bunda
Quem se lembra do tempo em que Angela Merkel ficou conhecida como “a gorda da canja”? Onde isso já vai. Quem se lembra de Fernando Nobre a pedir “Dêem-me um tiro na cabeça”? A veemência continua a mesma. Merkel e Nobre são, esta semana, protagonistas improváveis: ela porque se vai embora, ele porque voltou. No menu da atualidade há negacionismo, eleições e eleitoralismo. A bunda parece não fazer muito sentido aqui, mas ouvindo o programa percebe-se que não faz mesmo sentido nenhumSee omnystudio.com/listener for privacy information.

No país patusco da campanha autárquica
Na semana em que começou oficialmente a campanha eleitoral autárquica, uma volta a Portugal em cartazes e hinos para todos os gostos; dos slogans a que ninguém fica indiferente às palavras da língua portuguesa que nunca esperámos ouvir cantadas: “uuuuh, coligaçããão!.” O Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer com Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Carlos Vaz Marques foi emitido dia 17 de Setembro na SIC NotíciasSee omnystudio.com/listener for privacy information.

PUB LEXUS
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Choninhas, selfies com terroristas e um juiz a pedir umas bastonadas
Onde está o abuso policial, quando precisamos dele? - pergunta-se alguém a certa altura. O juiz negacionista testou a paciência da polícia sem sucesso. As bastonadas que estava a pedir ficaram em dívida. Um dos candidatos à Câmara de Lisboa também ficou em dívida em relação aos factos num duelo entre “choninhas” onde houve quem identificasse um animal feroz. E houve selfies de altos dignitários com um terrorista, uma discussão sobre a orientação sexual dos políticos, a lógica texana da batata e um momento de evocação de Jorge Sampaio, no dia da morte do antigo Presidente da República.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Um título é só um título
No programa nascido para impedir que desapareça a ‘silly season’ (daqui em diante conhecido pela sigla PCNELIdD) também se fala de coisas sérias. Os talibãs voltaram ao poder e Biden deixou os afegãos à mercê da sua própria tragédia, nota Pedro Mexia. Nas contas das autárquicas, PSD e PCP são os partidos mais inquietos com os resultados de 26 de setembro, considera João Miguel Tavares. E Ricardo Araújo Pereira sente-se nervoso quando querem explicar-lhe o óbvio. Ah, e como soa bem o título do programa cantado ao piano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: Otelo, Simone Biles e um primeiro-ministro “irritantemente otimista”
Esta semana, na última emissão antes da pausa de verão, os termos na ordem do dia continuam a ser vacinas, testes, covid-19, vagas, doses, certificados e idas a hóteis e restaurantes. A propósito da morte de Otelo Saraiva de Carvalho, João Miguel Tavares decidiu ser ministro da Meia Haste. A desistência de Simone Biles, na prova olímpica, levou Ricardo Araújo Pereira a ser ministro da medalha, e Pedro Mexia, a propósito do relatório final da comissão parlamentar ao Novo Banco, ficou com o ministério da conclusão. O Governo Sombra foi emitido a 30 de julho na SIC Notícias, moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: Ministro da remodelação, do deserto e dos subalternos
Esta semana, a propósito da sondagem que indica que a maioria dos portugueses defende mudanças no governo, Ricardo Araújo Pereira decidiu ser ministro da remodelação. O debate do Estado na Nação levou João Miguel Tavares a ser ministro do deserto. Pedro Mexia, a propósito do apuramento de responsabilidades pelos excessos cometidos nos festejos dos adeptos do Sporting, ficou com o ministério dos subalternos. O Governo Sombra foi emitido a 23 de julho na SIC Notícias, moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: “Vieira demorou até ao final do filme a perceber que estava morto”
Esta semana, a propósito da decisão do Tribunal Constitucional sobre os apoios sociais, Ricardo Araújo Pereira decidiu ser ministro do chumbo. As declarações de Luís Filipe Vieira levaram Pedro Mexia a ser ministro do destaque. João Miguel Tavares, sobre a notícia de que a operação Cartão Vermelho poderá envolver outros dirigentes desportivos, ficou com o ministério do arco-íris futebolístico. O Governo Sombra foi emitido a 16 de julho na SIC Notícias, moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

“Cúmplice, conivente ou totó. Pode um totó dirigir o Benfica? Não recomendo Rui Costa e toda a direção que esteve ao lado de Vieira”
A afirmação é de Ricardo Araújo Pereira que, no Governo Sombra, inaugurou o tema que marca toda a semana: a operação Cartão Vermelho, com a detenção de Luis Filipe Vieira. No programa houve tempo ainda para analisar as novas medidas para entrar em restaurantes e a Presidência da Eslovénia na Comissão Europeia. O Governo Sombra contou ainda com João Miguel Tavares e Pedro Mexia, foi emitido na SIC Notícias a 9 de julho e como sempre moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: “Esta insensibilidade faz de Cabrita a caricatura de um vilão dos desenhos animados”
Esta semana, a propósito da detenção de Joe Berardo, Ricardo Araújo Pereira decidiu ser ministro da fraude. Pedro Mexia, motivado pelo acidente fatal na A6 em que esteve envolvido um carro do ministério da administração interna, ficou com a pasta da circulação. O isolamento profilático de António Costa, estando o primeiro-ministro vacinado levou o João Miguel Tavares a ser ministro da quarentena vacinada. O Governo Sombra foi emitido a 2 de julho na SIC Notícias e foi moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: “De que serve a Presidência do Conselho da UE se nem se pode assinar uma cartinha?”
Esta semana, a propósito da decisão do governo português de não subscrever uma carta sobre direitos LGBT na Hungria, Ricardo Araújo Pereira decidiu ser ministro da neutralidade. Pedro Mexia, motivado pela tentativa por parte do Vaticano de condicionar uma iniciativa legislativa de combate à homofobia, ficou com a pasta da isenção. As declarações de Ferro Rodrigues, em relação ao jogo da seleção portuguesa de futebol, em Sevilha, a contar para o Europeu, numa altura em que a área metropolitana de Lisboa sofre um revés no desconfinamento levaram o João Miguel Tavares a ser ministro da cerca. O Governo Sombra foi emitido a 25 de junho na SIC Notícias e foi moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra e o desacordo entre Marcelo e Costa. É política ou saúde pública?
Esta semana, o desentendimento entre Presidente da República e Primeiro-Ministro sobre a gestão da pandemia: um diz que não se anda para trás, outro diz que não se põe de lado a hipótese de não se andar para a frente. Ricardo Araújo Pereira traz uma alternativa: "andar para o lado". João Miguel Tavares diz que a proibição de circulação ao abrigo de um Estado de Calamidade, por comparação ao Estado de Emergência, é mais frágil do ponto de vista legal. Pedro Mexia relembra que António Costa "anda cá há 25 anos". O Governo Sombra foi emitido a 18 de junho na SIC Notícias e foi moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra sobre os dados dos ativistas russos: “É caso para pedir a demissão de Medina? É absolutamente evidente que devia demitir-se”
Esta semana, Ricardo Araújo Pereira sente-se taxado e quer ser ministro do KGB (até já tem em vista informadores para o efeito), Pedro Mexia confessa-se espremido e João Miguel Tavares declara-se camarada. O Governo Sombra foi emitido na SIC Notícias a 11 de junho e moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: “Quanto mais branco fores mais direitos tens”
A não existência de arraiais, a propósito dos santos populares e o comportamento dos adeptos dos clubes que disputaram a final da Liga dos Campeões, a 29 de maio, no Porto, levaram o João Miguel Tavares a ser o Ministro do Saint Anthony. A decisão de Rui Rio de cancelar a participação do PSD na sessão de encerramento do congresso do Chega levou o Ricardo Araújo Pereira a ficar com a pasta dos limites. A propósito da “Carta Portuguesa dos Direitos Humanos na Era Digital”, o Pedro Mexia tornou-se ministro da desinformação. O Governo Sombra foi emitido na SIC Notícias a 4 de junho e moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra:“Se a Polícia mete o bedelho em guiões, os guionistas ainda farão trabalho policial”
As alterações ao guião de uma série de televisão, propostas pela PSP, como condição para o empréstimo de fardas, levou Ricardo Araújo Pereira a ser o Ministro da Propaganda e Pedro Mexia a ficar com a pasta do Projecto. A semana fica marcada também pela notícia da condenação de André Ventura ao pagamento de uma multa por discriminação étnica, levando João Miguel Tavares a ser Ministro dos “bandidos”. O Governo Sombra foi emitido na SIC Notícias a 28 de maio e moderado por Carlos Vaz MarquesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: “Azeredo Lopes é um dos 4 cavaleiros do apocalipse”
Na semana em que se soube que o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, vai a julgamento por ser acusado de ter favorecido a família e prejudicado o município, Ricardo Araújo Pereira foi ministro da banana. A acusação de assédio sexual feita a um militante do Bloco de Esquerda levou Pedro Mexia a ser ministro da defesa em Bloco e, a propósito das reações à conquista do campeonato nacional de futebol pelo Sporting, João Miguel Tavares diz-se ministro verde. O Governo Sombra foi emitido na SIC Notícias a 21 de maioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: “O grande calcanhar de Aquiles de António Costa é a responsabilização”
Na semana em que Luís Flipe Vieira foi ouvido na comissão de inquérito ao Novo Banco, João Miguel Tavares foi ministro do banco bom. As restrições sanitárias impostas aos veraneantes por causa da pandemia levaram o Ricardo Araújo Pereira a ser ministro das raquetes e, a propósito do anúncio da não recandidatura do presidente da câmara de Famalicão, Paulo Cunha, Pedro Mexia diz-se ministro dos altos voos. O Governo Sombra foi moderado por Carlos Vaz Marques e emitido na SIC Notícias a 14 de maioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: "As mulheres estão fartas, fartinhas, e com muita razão"
Na semana em que surgiram denúncias de alegadas agressões, assédio no trabalho e comportamentos abusivos, Ricardo Araújo Pereira foi ministro do "eu também". As eleições em Madrid levaram Pedro Mexia a ser ministro da navalha e, a propósito do caso dos imigrantes em Odemira e consequente braço de ferro no Zmar, João Miguel Tavares diz-se ministro do "ZzZZzz". O Governo Sombra foi moderado por Carlos Vaz Marques e emitido na SIC Notícias a 07 de maioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ricardo Araújo Pereira no Governo Sombra: "Tenho duas mágoas na vida: nunca fui convidado para a Maçonaria e orgias também não"
Na semana marcada pela controvérsia em torno da convenção do Movimento Europa e Liberdade (MEL) , Ricardo Araújo Pereira foi ministro da sopa no MEL. Também esta semana a Comissão Nacional de Proteção de Dados questou o INE em relação a possíveis fugas no armazenamento dos dados do censos, levando o Pedro Mexia a ser ministro de dar os dados. A propósito das declarações de João Cravinho, em entrevista ao Polígrafo SIC, sobre o bloqueio por parte do PS a leis de combate à corrupção e a resposta por parte de Constança Urbano de Sousa, o João Miguel Tavares foi ministro da memória um pouco afetada. O Governo Sombra foi moderado por Carlos Vaz Marques e emitido na SIC Notícias a 30 de abrilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra: "Havia de chegar o dia em que o político/comentador Medina se comentava a si próprio"
Na semana marcada pelas buscas à Câmara de Lisboa, Ricardo Araújo Pereira foi presidente da câmara de televisão, numa tentativa de demonstrar a “aparente institucionalização” do político/comentador em Portugal. No espaço de comentário que Fernando Medina tem na TVI, as suspeitas de corrupção na principal autarquia do país não foram tema de conversa - tendo sido o tema previamente abolido pela jornalista -, o que veio a gerar uma onda de indignação popular. O afastamento da Iniciativa Liberal do desfile do 25 de abril e o clima de acordo à volta da criminalização do enriquecimento ilícito, também foram debatidos por João Miguel Tavares, ministro da concordata, e Pedro Mexia que ficou com o ministério da iniciativa iliberal. O Governo Sombra foi moderado por Carlos Vaz Marques e emitido na SIC Notícias a 23 de abrilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra e o livro de Sócrates: “As indignações são muito mais convincentes do que as explicações”
No Governo Sombra desta semana, Ricardo Araújo Pereira, João Miguel Tavares e Pedro Mexia fazem uma recensão crítica ao livro de José Sócrates e analisam as entrevistas mais recentes do antigo primeiro-ministro a diversos órgãos de comunicação social. O programa foi moderado por Carlos Vaz Marques e emitido na SIC Notícias a 17 de abrilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Governo Sombra sobre Operação Marquês: “Senti que estava a assistir a justiça quântica”
Na semana marcada pela leitura da decisão instrutória da Operação Marquês, Ricardo Araújo Pereira foi ministro das Garantias, João Miguel Tavares ministro do Sistema e Pedro Mexia ficou com o ministério do Juiz Natural. O Governo Sombra foi moderado por Carlos Vaz Marques e emitido na SIC Notícias a 9 de abrilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

“Antes as pessoas iam da política para a televisão. Agora é ao contrário. A crónica criminal é o sítio onde o recrutamento é acirrado”
Suzana Garcia, a proto-candidata do PSD à Câmara da Amadora, o desafio lançado pelo juiz Rui Fonseca e Castro e a polémica à volta da lei-travão foram os temas em análise no Governo Sombra desta semana. Pedro Mexia sente-se prosador e quer ser Ministro MMA, João Miguel Tavares está manso e fica com a pasta dos Travões e Ricardo Araújo Pereira toma conta do Ministério do Machismo. O Governo Sombra foi moderado por Carlos Vaz Marques e emitido na SIC Notícias a 2 de abrilSee omnystudio.com/listener for privacy information.