
Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
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Queques, guinchos e sacos de dinheiro
Quem se lembra ainda da promessa de uma “maioria absoluta de diálogo”? Será o autor de tal expressão o mesmo primeiro-ministro que esta semana identificou, na oposição à direita, “queques” que “guincham”? Uma questão da semana que ficou por resolver foi a de saber quem devia ter telefonado a quem: o primeiro-ministro ao presidente da Câmara de Lisboa ou o presidente da Câmara de Lisboa? Eis o tipo de assuntos que consomem a atenção do painel deste programa. Deixamos a discussão de planos de drenagem a amargo de quem não está preparado para as minúcias da trica política. Quem quiser debater os projectos de combate à corrupção na União Europeia também não poderá contar connosco, mas as qualidades estéticas de figuras acusadas de escândalos de corrupção e de guardarem em casa sacos de dinheiro sujo talvez já possam merecer alguma da nossa atenção. Habituem-se.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O psicodrama de Ronaldo e o resto (inclui alterações climáticas)
O mundo anda agitado. Putin avisa que o perigo de um conflito nuclear está a aumentar. O presidente do Peru, a quem o poder que tinha não chegava, quis tornar-se ainda mais poderoso com um golpe de Estado. Um príncipe alemão de extrema-direita também achou que estava na altura de tomar o poder pela força. Houve um temporal em Lisboa, com inundações que só surpreendem quem tem a memória fraca, mas desta vez com uma justificação de pronto-a-vestir: as alterações climáticas. E com tudo isto a acontecer, o protagonista da semana foi… Cristiano Ronaldo. E se o psicodrama de Cristiano Ronaldo fosse ter-se convencido de que é… Cristiano Ronaldo?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Política tântrica, proparoxítonos terapêuticos e espírito natalício
O governo ainda é recente, mas já é outro. Em oito meses, houve oito alterações na equipa governamental. A última teve como ponto de partida o despedimento de dois secretários de estado. Ambos desautorizaram o ministro da economia, que os tutelava. Aconteceu há dois meses, mas só esta semana o primeiro-ministro os demitiu. Qual era a pressa? António Costa faz política tântrica. Enquanto isso, multiplicam-se os problemas nas urgências hospitalares, mas com a mudança de ministro, a avaliação da situação mudou. Marta Temido considerava que o problema é “estrutural”; o novo ministro, Manuel Pizarro, fala, por sua vez, de problemas “crónicos e sistémicos”. A diferença parece mínima, mas um analista subtil dar-se-á conta do que está em causa. Sendo os termos “crónicos” e “sistémicos” palavras proparoxítonas, e sendo a designação “proparoxítona” tão esdrúxula como o nome de qualquer antibiótico, está encontrada a terapêutica a adoptar. Confusos? Esqueçam lá isso, é Natal. E as iluminações da quadra festiva são agora arte urbana. Pelo menos nas autarquias onde há presidentes de câmara que são verdadeiros artistas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gente a menos e ludopélio a mais
Portugal está representado ao mais alto nível institucional no campeonato do mundo de futebol. Nem podia ser de outra maneira. No próximo jogo, frente ao Uruguai, já está preparado o momento motivacional, com os jogadores em círculo, antes de entrarem em campo, a gritar: “E pelo Augusto, não vai nada, nada, nada? Tudo!” Está no papo! Já que somos cada vez menos, em Portugal, como revelaram os resultados dos Censos, que sejamos ao menos os melhores no impoluto ludopélio. Ainda assim, para compensar, vamos ter de continuar a importar (e ao que tudo indica, a explorar) mão de obra capaz de tratar daquilo que cá não há quem queira tratar. Ironias à parte, ainda se faz o elogio da liberdade de expressão, o acompanhamento dos casos judiciais protagonizados por autarcas e uma referência a mais um aniversário do 25 de Novembro. Um pratinho cheio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Costas com mau ambiente e Marcelo vai à bola
Costa diz que Costa lhe disse, mas Costa diz que não disse a Costa o que Costa diz ter-lhe sido dito por Costa. E vai tudo para tribunal. Enquanto isso, foi criado mau ambiente por razões ambientais; e a polícia até voltou a entrar na Faculdade de Letras, como outrora. Será caso para citar Mateus, 21:16 e dizer que “da boca dos pequeninos sai o perfeito louvor” ou para recorrer a Slavoj Žižek e perguntar: “what happens the day after the revolution?”? Também se fala de Trump, Putin, Arménio Carlos, mas agora que vai começar o mundial de futebol, citando o mais alto magistrado da nação a respeito dos direitos humanos no Qatar, “esqueçamos agora isso, concentremo-nos na equipa”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Do vasto mundo ao “rebenta a bolha” (ou vice-versa)
O secretário de Estado queixou-se do “preconceito da corte da bolha mediática”, no princípio da semana, e no final da semana já não era secretário de Estado. Será isto a prova provada do poder da bolha? Marcelo puxou as orelhas a uma ministra e o primeiro-ministro desvalorizou falando da “criatividade” do Presidente. Teria em mente a ideia de que o mais alto magistrado da nação “é um grandessíssimo artista”? (Curioso, como a palavra “artista” pode ter, em português, o seu quê de insultuoso.) Putin está a perder, Trump também não ganhou e o gonçalvismo no PSD está pelas ruas da amargura. Tudo isto na semana em que a poesia de Carlos Drummond de Andrade serve que nem uma luva para comentar as novidades da política interna do PCP: “Mundo, mundo, vasto mundo / Se eu me chamasse Raimundo / Seria uma rima, não seria uma solução”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bolsonaro, Lula, os vistos gold e o governante mudo
Bolsonaro não assumiu a derrota e fez questão de demonstrar que só com a palavras dele o circo não pega fogo. Foi preciso o presidente derrotado vir pedir aos camionistas que respeitem o direito de ir e vir para terminarem os bloqueios de estradas e a ameaça à ordem pública. Os 60 milhões de votos de Lula estão sob ameaça dos 58 milhões de votos de Bolsonaro. Os próximos capítulos são politicamente imprevisíveis. Enquanto isso, Centeno demarcou-se de Costa e já se fala da possibilidade de uma candidatura presidencial do antigo ministro das Finanças do superávit. E por quanto tempo mais haverá vistos gold? E quando se dignará o Secretário de Estado adjunto do Primeiro Ministro dar ao país uma resposta a respeito do caso obscuro que levou o Ministério Público a abrir uma investigação?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Para whisky é que não, ó meninos!
Ventura quer fiscalizar o modo como os cidadãos gastam o dinheiro do apoio extraordinário do Estado para combater a inflação. Sugere-se a criação de uma nova entidade de Pesquisadores de Investimento e Desenvolvimento Económico (olha, que curiosa sigla!). O orçamento foi aprovado na generalidade (oh, surpresa!) mas nem por isso a discussão foi inócua. Costa, em modo de “animal feroz” atirou-se à jugular de bloquistas e liberais. Então não é que a Iniciativa Liberal está a tentar competir com o Chega em vozearia? Mas ainda têm muito que pedalar para isso, declarou o analista político que Costa esconde dentro de si. É verdade que os liberais andam à procura de um novo líder. Querem tornar-se mais populares, de acordo com o seu atual chefe demissionário. A semana política teve ainda, entretanto, um Cerejo no topo do bolo (não é gralha!). A investigação do jornalista José António Cerejo para o Público descobriu a história de um contrato “duvidoso” envolvendo o atual braço direito do primeiro-ministro, o mais recente secretário de Estado e antigo autarca minhoto Miguel Alves. O Ministério Público achou que havia matéria para abrir um inquérito. Será caso para trocadilhos com maus lençóis e a ameaça de que possa ser-lhe feita a CaminhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sopa de tomate e factos políticos
Marcelo apresentou Passos Coelho como “senhor sempre primeiro-ministro” e criou um facto político; ele que foi o criador do conceito de facto político. Moedas voltou a exclamar “aqui estou”; falta saber com que intenções. OS e PSD trocaram de posições a respeito das contas públicas; uma dança em que por vezes se tem dificuldade em perceber quem é quem. E nesta conversa há sopa de tomate e girassóis. Talvez um dia destes ocorra a um qualquer grupo activista atirar girassóis à lata de sopa de tomate de Andy Wharol. See omnystudio.com/listener for privacy information.

A semana horribilis de Marcelo
Marcelo, o comentador-geral da república, teve uma semana horribilis. O que está por esclarecer é se a solidariedade que Costa lhe declarou foi um bálsamo para o Presidente ou a suprema expressão do mal que lhe correram os últimos dias. Quanto ao Igreja Católica, está confrontada com a escolha entre o “na” e o “da”. Também se fala do orçamento (pouco), da concertarão social (ainda menos) e do kiwi como uma espécie de batata com ou pelos. Tudo isto ao vivo no Festival Internacional de Ciência, o FICA, em Oeiras.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Incompatibilidades e meteoritos
Não falemos da mulher de César. Falemos de incompatibilidades e meteoritos. Não é a mulher de César que está em causa, mas os casos da semana, com abusos, abafos e amizades. Por um lado, os pauzinhos na engrenagem da maioria absoluta. Por outro, o modo como os altos dignitários da Igreja estão a reagir ao escândalo dos abusos sexuais. Há mesmo um bispo que ainda não percebeu que o que está em causa é um crime público. E há ainda os cartazes do Marquês, a frota automóvel da TAP, as eleições brasileiras e uma primeira-ministra inglesa “trussidada” (com um pedido de perdão pelo trocadilho duvidoso).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Acta incompleta, mas não rasurada
Uma deputada quis rasurar da acta a intervenção de um outro deputado. O marido de uma ministra obteve fundos tutelados pela dita ministra. O descendente de um “benemérito ilustre” da Universidade Católica tem lugar assegurado na dita universidade. A esquerda francesa está a braços com a indignação feminista por ter uma prática sobre a violência de género contrário à sua retórica política a esse respeito. E em Itália a direita radical, coligada, conquistou o poder. Falta saber por quanto tempo se manterá o casamento. See omnystudio.com/listener for privacy information.

“Rendam-se, pá, que a vida está cara”
Há quem procure na internet instruções para partir um braço. É uma forma de resistência à mobilização militar decretada por Putin. Enquanto isso, continua a haver na imprensa portuguesa figuras públicas a sugerir aos ucranianos - sem ironia - que se rendam para evitar o aumento do nosso custo de vista. Para lá da guerra, o governo português parece estar em apuros. Com a oposição? Não. Com as dificuldades de comunicação entre a economia e as finanças. E mesmo entre um ministro e um secretário de estado sob a sua tutela. Que não falte sentido de Estado, dir-se-á. Mas para isso cuidado com as redes sociais e com a mixórdia de política com futebol.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O caminho das spyflugas
Havia o caminho das borboletas, agora há o caminho das varejeiras. O caminho das spyflugas, em sueco. O futuro da Europa talvez passe por aqui. Pelo modo como a extrema-direita sueca será acolhida pela solução de governo saída de umas eleições que determinaram uma geringonça nórdica. A social-democracia ganhou mas perdeu. Além disso, há educação low tech, num ano lectivo a que faltam professores de informática. Há uma retirada abrupta, um palco de incógnitas sobre o modo como Putin poderá vir a reagir em desespero de causa. E há os famigerados truques; para quando o passe de mágica que derrote a malfadada inflação?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Plebeísmos depois da Rainha
O último acto público de Isabel II foi dar posse a uma nova chefe de governo: haverá alguma relação de causa-efeito entre os dois factos? Será de ter em conta esse último acto oficial? De que modo virá a nova primeira-ministra britânica a relacionar-se com a memória do tempo em que exibia publicamente o seu horror à monarquia. É este, claro, o assunto central da semana. Mas também se fala de outros assuntos bem mais plebeus: do pacote de Costa (salvo seja), da carta de um músico à primeira dama ucraniana, da escolha do novo ministro das Finanças e do merchandising da Festa do Avante.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Que é feito da silly season?
Já houve um tempo em que Agosto era a chamada “época tonta”, um mês marcado pelos chamados “factos diversos” (soa melhor em francês) e por notícias irrelevantes. Agora, há uma guerra em curso, escândalos políticos, demissões de ministros e o diabo a quatro. Será isto também um dano colateral das alterações climáticas? O programa cujo nome toda a gente, excepto os quatro intervenientes, pode continuar a dizer esteve parado em Agosto. Mas o mundo continuou a girar e não foi para melhor, pelo que se impõe um balanço deste tempo de ausência. É caso para dizer que a silly season está de regresso e é aqui, todas as semanas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Crimes, pecados e tranças
Na última emissão desta temporada do programa que só quem vê e ouve pode nomear há um sururu com tranças, uma zaragata promovida por uma minoria que gosta de zaragatas, a sugestão de juntar à expressão ‘batata quente’ (aquele assunto que ninguém quer ser obrigado a resolver) a expressão ‘batata grelada’ (o assunto que ninguém quer resolver mas que não é de hoje, nem de ontem, tem décadas); há ainda a sugestão de uma solução capitalista para quem esteja com dúvidas em aceitar um convite para actuar na festa do Avante!, e, claro, há uma oração pela alma da Igreja Católica, porque pecados talvez Deus perdoe, mas crimes a Justiça não pode perdoar.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Almirante e o estrado da nação
O estado da nação não se recomenda. O governo, se houvesse hoje eleições, já não teria maioria absoluta no parlamento. O proto-candidato socialista não chega aos dez por cento das intenções de voto. O povo desespera com a inflacção. O governo diz não querer ser feitos. A ministra mais popular do governo passou a ser agora a mais impopular. E há almirante a que os portugueses atribuem prioridades curativas. A vacina anti-política é desejada por muita gente. Só não se saber se Gouveia e Melo está disposto a administrá-la.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Amplo, alargado e estrutural
Os incêndios? É um problema estrutural. O PSD? O problema é estrutural. O novo aeroporto? Uma questão estrutural. O que é preciso fazer? Um debate alargado. Com que objetivo? Alcançar um amplo consenso. Neste programa há um elefante na sala, o corpo de um falecido em disputa e a sigla TVDE: Totalmente Vocacionado para o Desenvolvimento de Empresas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Por entre este calor de ananases
Zedu morreu, Boris foi-se, um antigo primeiro-ministro japonês viu a vida pelas costas. O que contam os pequenos casos perante os grandes momentos decisivos? Há o congresso do PSD, sim senhor. E as suspeitas trafulhices com dinheiro do Banco de Fomento. Mas, e o Boris, mais as suas festas e as suas demissões? E as outras coisas todas que a semana nos dá? Bênçãos para continuarmos a sentir-nos vivia, por entre este calor de ananasesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A história do ministro que entrou de peito feito e saiu de fininho
Pedro Nuno Santos esteve quase a despenhar-se, mas numa manobra in extremis, com uma confissão de culpa na praça pública, acabou por conseguir fazer uma aterragem de emergência. Continua no governo depois de o gabinete do primeiro-ministro ter feito constar que ou ele se demitia ou seria demitido. A animação segue dentro de momentos. Ao mesmo tempo, a discussão sobre o aborto, que nos Estados Unidos, move juizes do Supremo e personalidades de todos os quadrantes políticos, é protagonizada em Portugal por um empresário de suplementos alimentares em confronto com um grupo de influencers. É para a farsa ser completa, temos arte contemporânea marota em Santa Cruz da Trapa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O problema do SNS é o bacalhau à brás
Coisas que se ouvem num programa de televisão que já teve outro nome: A Justiça não é morosa, isso é mito. Os anões também têm direito à arena. Os franceses entalaram Macron entre Le Pen e Mélenchon. Depois do 31 de Julho entra Agosto (isto por acaso já tinha sido afirmado na lírica popular). Cada português fará um esforço para não estar doente. E fica ainda o diagnóstico que faltava para um problema candente: o culpado pela crise no SNS é o bacalhau à brás.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os bons modos e a barriga da grávida
Marcelo beijou a barriga de uma grávida na semana em que o país discutiu a ruptura nas urgências de obstectrícia. Onde começa o afecta e termina a mensagem política de um político conhecido por não dar ponto sem nó? Sócrates deu uma entrevista à SIC, explicando porque não responde aos tribunais: sem “bons modos” não cumpre obrigações legais. E na guerra de Putin contra a Ucrânia, Costa ficou a falar sozinho: por inépcia ou por opção?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Teorias da conspiração e Vieira no Dia de Camões
No dia de Camões, há quem proponha vieirismo. Mas o do Padre António Vieira; é de outro estilista da língua que se fala, a propósito da derrocada do vieirismo-costismo no Benfica. O antigo presidente queixa-se do atual, que por acaso foi ele que escolheu. Assim como o PCP denuncia uma “operação global” contra o partido. Terá genuínas razões de queixa ou está a construir uma teoria da conspiração para se defender de quem o crítica? Merkel, também muito criticada por ter tentado apaziguar Putin, veio esta semana justificar-se pela primeira vez desde o início da guerra. Uma semana marcada pela morte de Paula Rego, que pintava “para dar uma face ao medo”See omnystudio.com/listener for privacy information.

A rainha e os três colegas
Cavaco, “colega” de Costa (e de Sócrates, na verdade), afinal até tem boa imprensa - quando é ele a escrever sobre si próprio. Sócrates continua a recorrer demonstrando ter vastos recursos. A rainha de Inglaterra, que nunca fez nenhum, segundo Ricardo Araújo Pereira, juntou à família à varanda para uma cerimónia de Estado, mas foram as caretas do bisneto que captaram as atenções. Realidades comezinhas enquanto na Ucrânia a guerra a que Putin se recusa a chamar guerra já dura há cem dias.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A vacina de Kissinger, o mau conselheiro e o laranjal sem sumo
No laranjal sem sumo, não houve tempo sequer para um debate entre os dois candidatos que querem suceder a Rui Rio. Montenegro acha que está no papo e como Moreira da Silva teve Covid ficou cada um a falar para seu lado, na campanha das directas. Mas a controvérsia da semana fez-se em torno do “mau conselheiro”; uma polémica que trouxe à tona uma acentuada tendência para a partidarite no Tribunal Constitucional. Enquanto isso, cumpriram-se três meses sobre a guerra de Putin a que Putin não chama guerra; e a inteligência cínica do quase centenário Kissinger, que quis transformar Portugal na “vacina da Europa” e que apoiou a anexação de Timor pela Indonésia, voltou a fazer doutrina, para gáudio daqueles que recorrem à palavra “paz” como sinónimo de rendição ucraniana a Putin.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Putin, promotor da NATO, Sócrates e a velocidade do TIR
Putin empurrou suecos e finlandeses para a NATO. Putin está a fazer mais pela transição verde na Europa do que Greta Thunberg. Sócrates tem uma interpretação muito própria das regras do TIR, o termo de identidade e residência; e atropela a lei como um TIR sem travões. E se Sócrates (ainda ele) vier a beneficiar do acórdão que invalida a utilização de metadados, quem será responsabilizado por isso? Também se fala da reversão da lei do aborto nos Estados Unidos e dos memes no confronto judicial entre um casal desavindo de estrelas de Hollywood; um julgamento recheado de cenas escabrosas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Famiglia, pilinhas nazis e o regresso do RT
É nazismo para cá, nazismo para lá… As acusações mútuas, em tempo de guerra, vão todas dar à mesma analogia, num medir de pilinhas nazis. Putin, sem nada para anunciar no tão aguardado discurso de 9 de Maio, inventou uma iminente invasão da Rússia pela Nato para justificar a invasão real da Ucrânia pela Rússia. Ao mesmo tempo, Ursula van der Leyen falou do sonho europeu em tom de filme de Hollywood e Macron recuperou a obsessão francesa pela Europa a duas velocidades. Ainda assim, a guerra não acabou com a Covid e voltámos a ter notícias do famoso RT, nem com a propensão para a família, no sentido nepotista do termo, ou talvez mesmo siciliano, do slogan ‘deus, pátria, família’ recuperado pelo partido de André Ventura.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Queimem-se as fitas e outras cenas
A ameaça do Armagedão ao virar da esquina inibe celebrações ou será, pelo contrário, um incentivo à festa? Na Queima das Fitas do Porto, entre a alegria estudantil e hectolitros de cerveja, a consciência da guerra acicata a necessidade de celebrar a vida. Sem esquecer o preço da gasolina, as queixas do PCP (alvo de críticas por não fazer distinções, como o Papa e Lula da Silva, entre agressores e agredidos), a birra do morto (político) ainda na liderança do PSD, e a reacção ofendida de uma terra minhota a uma cena de telenovela (pretexto para aprendermos a distinguir entre os cães de Castro Laboreiro e a raça sabujo da Serra do Soajo). See omnystudio.com/listener for privacy information.

Não há excesso de distância: Putin, Guterres e Le Pen
Putin deu seis metros de distância e depois fez notar ao secretário-geral da ONU que ainda conseguia chegar mais longe: à hora a que Guterres estava em Kiev, uma salva de mísseis completou a guarda de honra. A distância que os ucranianos procuram, fugindo para o extremo ocidental da Europa, não é suficiente para os pôr a salvo de interrogatórios russos: vide a autarquia CDU de Setúbal. Tudo isto na semana em que a vitória de Macron não foi suficiente para derrotar Le Pen. Daqui por cinco anos falamos. Mas mesmo a esta distância já há razões para preocupação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resistência, presidência e Governo Sombra
No domingo passam dois meses do início da guerra de Putin e os franceses escolhem o futuro presidente com uma amiga de Putin (embora agora o renegue) no boletim de voto. Santos Silva falou mais do que Zelenski, na sessão solene da Assembleia de República, mas o presidente ucraniano aguentou firme o discurso em português. O discurso e os hinos. Resistência não lhe falta, como está há dois meses a provar ao mundo. O PCP não esteve no hemiciclo, mas apareceu à hora da ‘flash interview’ para contestar o 25 de Abril ucraniano. E como neste programa não estamos legalmente impedidos de ter um ministro sombra, esta semana temo-lo. Jorge Moreira da Silva, candidato ã liderança do PSD, também não está legalmente impedido de ter um Governo Sombra e já fez saber que virá a tê-lo se suceder a Rui RioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Paz, ar condicionado e o martelo da força
Sabem aquele gesto de esfregar a falangeta do indicador no polegar? Talvez ele explique muito do que se passa no mundo. É apenas uma hipótese teórica avançada num programa onde também se fala da guerra, de paz, da solidariedade com os agredidos e de ar condicionado. Tudo na semana em que o governo apresentou o orçamento tardio deste ano trágico. Também são protagonistas desta emissão o FMI, o ISCTE e o ‘martelo da força’ (quem se lembra ainda da Feira Popular) que já foi inquilino do Palácio de Belém.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cenas domésticas e contributos para a paz
É provável que este programa não contribua para a paz. Esforça-se, no entanto, por tratar temas tão diversos da pequena política nacional como a) a enésima ameaça do Chega de fazer cair o governo dos Açores; b) a corrida social-democrata à escolha do mais abalizado cargo para uma longa travessia do deserto e c) a onda de denúncias de assédio na Faculdade de Direito de Lisboa, que vai ter se descobrir juristas que redijam um competente código de conduta. Tudo assuntos domésticos de pouca monta quando comparados com a guerra de Putin e a irredutibilidade comunista na recusa de que o presidente ucraniano fale ao parlamento português. Pois se ele nem vem a Portugal, fazendo finca-pé em manter-se em Kiev. E além disso, tal como este programa, a alocução não contribuirá para a paz.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Uma semana de estalo
Agora que já há governo, voltaram os factos políticos. Ou serão os “factos polîticos”? Parecendo que não as aspas podem fazer a diferença. O criador da figura voltou a surpreender esta semana ao aproveitar o discurso na posse do executivo para tratar de um assunto que era até agora apenas um rumor. Marcelo amarrou Costa aos quatro anos e meio de mandato e não se fala mais nisso. Do que não vai deixar de se falar tão depressa é da guerra de Putin, que não parece ter fim à vista, por mais adjectivos que Biden use para caracterizar Putin. Mas o tema mais surpreendente da semana foi um estalo. O óscar da grunhice vai para Will Smith, embora a agressão no palco da festa de Hollywood tenha revelado o preocupante sintoma de ainda nem toda a gente percebeu que uma piada é uma piada e um murro é uma agressão. Punida por lei, aliás.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os impasses da guerra e os entretenimentos da paz
Portugal tem pela primeira vez um governo paritário, com tantas mulheres como homens. E tem agora mais tempo vivido em liberdade do que o número de dias da ditadura. Pequenos factos comparados com o horror da guerra, entretanto atolada numa indefinição militar que não afasta, contudo, bem pelo contrário, os receios de uma escalada com resultados trágicos. Antes que tal aconteça, entretenhamo-nos em conjecturas sobre os delfins convocados pelo primeiro-ministro para disputarem entre si o futuro a partir de cargos de governo, a última derrota de um líder do PSD que não ficará na história e a ex-deputada que tem de ganhar a vidaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A ameaça da folha em branco, um oligarca pelintra e o photo finish de Marcelo
O Conselho de Estado foi unânime na condenação da invasão russa; a voz que poderia ter destoado faltou à reunião e não custa imaginar o alívio com que Marcelo saudou o facto de aquela cadeira ter ficado vazia. Assim sendo, no photo finish das condenações, o Presidente atribui a Portugal o primeiro lugar. Outro sinal claro de repúdio pela invasão: a notícia de que o Banco de Portugal congelou os 242 euros de uma conta em nome de um cidadão cujo nome foi incluído lista dos amigos de Putin; como não se lhe conhece o nome, chamemos-lhe apenas o oligarca pelintra. Ao fim da terceira semana de guerra, Putin coreografou um comício da milhares de pessoas, depois de ter ameaçado (num discurso que meteu “ostras, caviar e liberdade de género”) os “mosquitos” que o estão a incomodar. Entre eles, provavelmente, cidadãos que saem à rua com uma folha em branco e que, por essa extraordinária ousadia, acabam a ser levados pela polícia para parte incerta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Horrores da guerra, um português em dificuldades e uma ideia do Kirill
O português mais rico do mundo está em apuros. O que poderá o país fazer por ele? É verdade que só é português há um ano e que o processo que lhe deu a nacionalidade portuguesa está sob investigação da Judiciária, mas nem por isso deixa de ser significativo constatar que a vida só começou a correr mal a Roman Abramovich depois de ele se ter tornado nosso compatriota. Os oligarcas russos estão a sofrer (coitados!), os automobilistas portugueses também (com os aumentos de preço dos combustíveis), mas a guerra (palavra banida do léxico russo) continua sem fim à vista, com o seu cortejo de misérias. Tem dado, ainda assim, para revelar o decálogo de uma certa russofilia sonsa. Putin também possui, por cá, os seus adeptos, mais ou menos declarados. Mesmo que não sejam apoiantes da explicação simples do Patriarca Kirill para o que está acontecer: a culpa, diz o alto dignitário ortodoxo, é do orgulho gay. Uma tese do Kirill.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quem não tem respostas faz perguntas nervosas
Haverá na guerra vitórias morais? Pode um agressor ser aceite depois do crime de subjugar o agredido? Será mais improvável um comediante tornar-se presidente ou um presidente civil ascender à categoria de herói militar? E em caso de devastação apocalíptica, quem ficará cá, além das baratas, para cobrar a aposta perdida por aqueles que garantem ser impossível o recurso ao arsenal nuclear? Tantas perguntas para tão poucas respostas, abrindo caminho ainda a outras inquietações; por exemplo: quem, aos olhos de Ricardo Araújo Pereira, estará a sofrer de miopia? See omnystudio.com/listener for privacy information.

A guerra torna tudo o resto irrelevante (ou De Putin a Ribau Esteves)
Treze segundos chegam e sobram para ser capaz de distinguir um agressor de um agredido, como o ministro dos Negócios Estrangeiros fez questão de dizer ao líder parlamentar do PCP. No programa que outrora teve oficialmente outro nome (e que ainda tem, para quem o segue, embora nós não possamos dizê-lo), a invasão da Ucrânia e a situação volátil no leste da Europa acorda fantasmas que a guerra fria parecia ter enterrado há muito. E torna a pequena política doméstica ainda mais pequena. Havemos de nos lembrar desta semana por muito anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A mais breve história de Portugal (do pikachu na cama ao banco… de jardim)
Resumo da pátria em três episódios da última semana: um atentado que não existiu e um alarido de todo o tamanho por causa de um miúdo com problemas mentais, que tinha em casa umas facas e em cima da cama um pikachu; 150 mil votos para o lixo e uma trapalhada danada que deixou o país em banho-maria, à espera de governo e com orçamento só lá para o segundo semestre do ano; um novo banco (barato, este, ao contrário de outros) inaugurado ao mais alto nível por dois chefes de Estado e um edil - um banco de jardim. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Regras para a próxima pandemia e as cadeiras que ninguém quer
Ninguém quer sentar-se ao lado do Chega. Há quem pretenda contribuir para o “normalizar”, mas considerando que é assim que o enfraquece. Na semana em que se falou muito do lugar de vice-presidente da Assembleia da República, quando os deputados eleitos ainda nem sequer tomaram posse no anfiteatro de São Bento, percebeu-se que, ironicamente, há quem queira, mesmo sendo contra o sistema, ocupar um dos seus assentos mais altos. Enquanto isso, mais de 80% dos votos dos emigrantes na Europa foram para o lixo e talvez esteja na altura de rever a lei eleitoral. Do que já não se vai a tempo é de reparar a decisão que obrigou turmas inteiras a confinamento compulsivo por causa da Covid-19, de acordo com uma norma que o Tribunal Constitucional veio agora considerar ilegal. Fica o alerta para a próxima pandemia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Achtung! ou Do empate técnico à necessidade de comer o chapéu
Houve mérito ou será o rabo virado para a lua que explica o que aconteceu? Costa deu o abraço do urso aos partidos à esquerda do PS e (achtung!) Rui Rio fez o resto, com a preciosa ajuda das sondagens. O empate técnico acabou por redundar numa maioria absoluta e há comentadores que, de acordo com uma expressão de Dickens, deviam estar agora a comer o chapéu. No rescaldo da noite eleitoral, houve estertores, mortes ainda sem certidão de óbito e forças políticas muito mal tratadas. Tal como houve forças emergentes e a ascensão de novos protagonistas políticos. Se nada de anormal acontecer entretanto, vão ser quase cinco anos a lidar com esta nova paisagem parlamentar. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Últimas reflexões antes de votar
Em dia de reflexão reflitamos sobre os últimos dias de campanha. Que é feito da vantagem com que Costa partiu para a corrida eleitoral? E que é feito do Rio que se zangava com a Justiça e a Comunicação Social antes de ter começado a pôr fotografias do gato nas redes sociais? Em que é que os portugueses estarão com a cabeça neste domingo: na eleição de 230 deputados ou na escolha do próximo primeiro-ministro? E onde pára Marcelo? É capaz de estar a aproveitar para recarregar baterias, porque a partir de segunda-feira pode vir a ser ele o principal protagonista em palco na política portuguesa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Notícias do zoológico eleitoral
Na primeira semana de campanha eleitoral, o protagonismo político foi dos animais. (Calma, nada de indignações apressadas; não se está a chamar animais aos políticos, trata-se mesmo de bichos de quatro patas.) No apelo ao voto, surgiram dois gatos, um cão, uma coelha e até uma mosca (esta, sem ter sido convidada). Esperemos agora pelos desenvolvimentos zoológicos da próxima semana, para vermos se aparecerá em cena algum burro. Enquanto isso, o negacionismo chegou ao horário nobre das televisões, no debate dos partidos sem assento parlamentar. E as sondagens apontam agora para uma diferença cada vez menor entre Costa e Rio, que já anda a propor-se distribuir, em pedaços, a carcassa do animal que ainda não caçou.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Da Marcelingonça à javardice (ida e volta)
E se Rui Rio não quisesse ganhar? E se António Costa estivesse empenhado em criar uma Marcelingonça? (Num programa onde até se criam neologismos, não será surpreendente que mesmo o símbolo químico do potássio venha à baila; e a pronúncia restaurada do latim.) Parece que os duelos entre os líderes partidários deram boas audiências televisivas. Como não queremos perder esse manancial, atiramo-nos sobre eles à desfilada, como um esquadrão de cavalaria à procura de uma ideia. Mas também se fala de coisas sérias (poucas) e de (termo técnico) javardice. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vamos mitigar a lapidação?
O tema político da semana foi a prisão perpétua. Desde 1884 que o assunto não estava na ordem do dia. André Ventura propõe, Rui Rio explica que o líder do Chega até nem é assim tão radical como o pintam. Enquanto isso, o primo liberal e o primo conservador acusam-se mutuamente de execráveis semelhanças com o Bloco de Esquerda. Ao fim da primeira semana de debates, houve truculência, temas fracturantes e até soja, touradas e noites mal dormidas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

12 Desejos para 2022
Alguém se lembra do que desejou ao entrar em 2021? Houve, com certeza, um pedido universal: que acabasse a pandemia. Não acabou. Os desejos de Ano Novo valem o que valem (que é o que os políticos dizem das sondagens), mas mesmo assim continuamos a formulá-los (e interessados nelas). Para esta emissão especial em noite de réveillon convidámos o rosto da renovação política mais significativa e surpreendente do ano que acaba de terminar: Carlos Moedas. O presidente da Câmara de Lisboa traz os seus votos para 2022 e os membros residentes do programa que há um ano tinha um nome que agora não podemos dizer (mas que toda a gente sabe qual é) ajudam à festa. Porque é noite de festa, ainda assim. Mesmo que nem todos subscrevamos os desejos uns dos outros, naturalmente. Ainda para mais a menos de um mês de eleições.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sobre a vaca de fundo e outros jogos de fortuna e azar
O que será o “centro pragmático” e para que serve um “movimento cívico” de um vice-almirante? Estará a Armada armada em boa? Entretanto, haverá menos slots, mas o jogo de fortuna e azar em torno da TAP continua. E temos uma nova vaga de infeções, ao mesmo tempo que há quem pergunte se estará a nascer uma vaga de fundo que altere o panorama político. Vaga de fundo, talvez não; mas não é de descartar a hipótese de uma vaca de fundo - ou seja, o tipo de sorte inesperada (outra vez a fortuna e azar) que derrotou expectativas e fez gato-sapato das previsões dos analistas nas autárquicas de Lisboa. Faites vos jeux!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sebastianismo vacinal e a falta de noção
A ministra da coesão acusou o governo de que faz parte de ser um dos mais centralistas de sempre. Haverá falta de coesão no conselho de ministros? O país celebrou a prisão de João Rendeiro, Rui Rio tuitou e o Presidente da República disse em público, a respeito do tuíte candidato a primeiro-ministro, que era não ter “noção”. Alguém perguntou ao vice-almirante se terá coragem para… e abriu-se a porta de uma candidatura a Belém. Chamemos-lhe sebastianismo vacinal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bóias, cautelas e etnias
Talvez aquela coisa que se receou ser tão perigosa não represente afinal todo o perigo que se temeu. Mas será que as cautelas adicionais foram excessivas ou apenas prudentes? E a vacinação das crianças é assunto que todos podemos entender ou será melhor guardar alguma informação na gaveta? O CDS, entretanto, vai ter de fazer pela vida; Rio não deu a Chicão a bóia por que ele ansiava. E quanto vale a tristeza de Paulo Rangel, depois de se saber que quem o apoiou vai ter de procurar uma nova ocupação, fora do parlamento? Embora Rio garanta que tem nas listas várias “etnias”.See omnystudio.com/listener for privacy information.