
Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
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Estantes, badanas e estrelas (episódio especial sobre livros e leitores)
bonusA tribo da leitura juntou-se no Museu do Oriente. A segunda edição do encontro Book 2.0, iniciativa da APEL, convocou especialistas, nacionais e internacionais, e vários altos dignitários: do Presidente da República ao ministro dos negócios estrangeiros. Mas também baixos dignitários: um ministro das badanas, um ministro das estantes e um ministro das estrelas (daquelas com que se avaliam livros no pouco espaço que ainda lhes é dedicado na imprensa). Leitores de todo o mundo, uni-vos (mas em silêncio para não incomodarem quem está a ler).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Drama, comédia e tragédia (não necessariamente por esta ordem)
Jogar com uma tripla nem sempre é garantia de que se acerta. Montenegro entrou na nova temporada política a distribuir promessa. Em três sectores: saúde, transportes e pensões. Haverá eleições no horizonte? Por vezes, se toda a gente esticar a corda ao mesmo tempo, ela acaba por partir. O que torna desafiadora esta rentrée é a quantidade de incógnitas com que nos deparamos: as guerras trágicas na Ucrânia e no Médio Oriente, as dramáticas eleições americanas e algumas comédias caseiras, como os folhetins em torno do orçamento para 2025 e das presidenciais de 2026.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Novo podcast Decisão América: A semana perfeita de Kamala Harris na companhia dos Obama e de Oprah
São já consideradas as eleições mais relevantes dos últimos anos, por isso Germano Almeida, na nova rubrica da SIC Notícias, 'Decisão América', analisa os principais acontecimentos nas campanhas dos democratas e dos republicanos. Esta semana em foco a semana de Kamala Harris e os vários discursos inspiradores e mobilizadores de Michelle e Barack Obama, Bill Clinton e da apresentadora e produtora de televisão Oprah Winfrey, que apareceu de surpresa. "Kamala Harris confirmou que é alguém que está bem preparada, bem formada, rigorosa, mas sem o brilho retórico de Barack Obama ou de Michelle Obama". O convidado especial desta semana é João Vieira Borges, Major-General do Exército, presidente da Comissão Portuguesa de História Militar e coordenador do Observatório de Segurança e Defesa da SEDES.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 3A Agenda de Ricardo Salgado. Uma amizade com Durão Barroso iluminada pela China
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Pedro Coelho sobre Ricardo Salgado e a queda do BES. A 15 de setembro de 2023, no dia em que Cavaco Silva lançou o livro “O Primeiro-ministro e a Arte de Governar”, o autor poderia ter sido o único protagonista. E, mesmo que a divisão do palco não seja o forte do homem que, a seguir a António de Oliveira Salazar, mais anos esteve no centro do poder, naquele dia, Cavaco partilhou as honrarias com uma antiga criação sua, José Manuel Durão Barroso. Há 48 referências a José Manuel Durão Barroso na agenda de Ricardo Salgado. Na maioria delas, o, à época, presidente da Comissão Europeia é apresentado, apenas, pelas iniciais – JMDB. Quatro dezenas das referências ao nome de Durão Barroso na agenda de Ricardo Salgado correspondem a reuniões ou a notas que o banqueiro ia escrevendo. Em algumas delas, Salgado convocava Barroso para lhe dar conselhos, noutras pré-anunciava pedidos de ajuda muito concretos. Oiça aqui o terceiro episódio da Agenda de Ricardo Salgado, um podcast sobre 2268 dias de vida do velho banqueiro, originalmente publicado a 21 de maio de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 2A Agenda de Ricardo Salgado. Um manual de influência política do banqueiro do regime
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Pedro Coelho sobre Ricardo Salgado e a queda do BES. A agenda de Ricardo Salgado não pode ser considerada um objeto pessoal. Não é um diário da intimidade do banqueiro, que o presidente executivo do BES ia escrevendo nas quebras da pesada rotina. Não. A agenda profissional de Ricardo Salgado é o retrato hiper-realista de um país que tarda em desligar-se de homens providenciais. Ao seu jeito, Ricardo Salgado era – na cabeça dos que aspiravam a ter poder e a conservá-lo – um homem providencial – que abria e fechava as portas do poderoso reino da influência aos dispostos a servir, ambicionando – sem esforço gigante – elevarem-se social ou politicamente. Ricardo Salgado era amigo de alguns dos poderosos da República que desfilam na agenda do banqueiro. Mas a maior parte dos que alcançam estatuto para ocuparem pedaços dos longos e intensos dias do presidente executivo do BES serão relações de circunstância, mesmo que algumas circunstâncias se tenham prolongado muito no tempo. Oiça aqui o segundo episódio da Agenda de Ricardo Salgado, um podcast sobre 2268 dias de vida do velho banqueiro, emitido originalmente a 14 de maio de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 1A Agenda de Ricardo Salgado por Pedro Coelho. 2268 dias na vida do velho banqueiro: oiça o primeiro episódio
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Pedro Coelho sobre Ricardo Salgado e a queda do BES. Objeto em formato digital, a agenda do banqueiro apenas me chegou e pronto. Não veio embalada em nenhum compromisso, em nenhuma troca, em nenhuma cedência da minha parte. Mas a agenda não era só a agenda. Ela vinha no topo de um pacote virtual com mais de 3 mil ficheiros, alguns com centenas de páginas. Estavam ali 2268 dias da vida do velho banqueiro Ricardo Salgado, mais e-mails, relatórios, pareceres, rascunhos, apelos, descrições de estados de alma… Jamais poderia pegar em todo aquele pacote de informação sozinho. Precisava de navegar por tudo aquilo, mas precisava, sobretudo, de filtrar, verificar, criar um fio condutor. Fizemo-lo em dez meses. Eu - Pedro Coelho, o Filipe Teles, o Micael Pereira e o Paulo Barriga. Oiça aqui o primeiro episódio da Agenda de Ricardo Salgado, um podcast sobre 2268 dias de vida do velho banqueiro, publicado originalmente a 07 de maio de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: um refugiado, o diário de um escritor, um marquês e dois poetas
Esta semana, na estante para as férias, há o humor agridoce de um refugiado bósnio chamado Volibor Colic, que se tornou um escritor francês e escreveu O Livro das Despedidas; há o primeiro volume da obra completa do Marquês de Pombal; há o Diário Incontínuo, com algum mexerico literário à mistura, do escritor Mário Cláudio; e há dois poetas para o Verão: o brasileiro Eucanaã Ferraz, com Sob a Luz Feroz do Teu Rosto, e Rita Taborda Duarte, Não Desfazendo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Discriminações, reviravoltas e telenovelas
As crianças filhas de pais desempregados, nos Açores, vão passar a ser discriminadas no acesso às creches gratuitas. A maioria liderada pelo PSD açoriano aceitou um requerimento do Chega nesse sentido e a decisão está tomada. Bolieiro volta a ignorar as linhas vermelhas de Montenegro. Mas claro que o acontecimento político da semana, a nível global, foi a passagem de testemunho de Joe Biden para Kamala Harris. A corrida eleitoral à Casa Branca, de repente, deixou de ser o confronto entre um vigoroso septuagenário e um diminuído octogenário; passou a ser o duelo entre uma antiga procuradora, habituada a acusar criminosos, e um milionário já condenado em tribunal e com muitos outros processos judiciais às costas. Enquanto isso, por cá, qual telenovela, o folhetim do caso das gémeas arrasta-se na comissão parlamentar onde até já há quem queira ler a correspondência privada do Presidente da República.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: distopia em dose dupla, ensaio e autobiografia
Na estante desta semana está (distopia nº 1) o mais recente vencedor do prémio Man Booker: Canção do Profeta, de Peter Lynch; e (distopia nº 2) um estudo sobre o efeitos dos telemóveis nos adolescentes, em Geração Ansiosa, Jonathan Haidt; há um ensaio de Diogo Pires Aurélio sobre a ideia de um poder absoluto e intemporal, intitulado Soberania Popular; e ainda a memória pessoal, traumática, ainda sem edição portuguesa, do escritor americano Shalom Auslander, criado numa família de judeus ortodoxos; no original chama-se Feh, o que em ídiche significa "que nojo". See omnystudio.com/listener for privacy information.

De Descartes ao trumpismo: penso, logo existo
Trump levou um tiro de raspão e o espectro de uma guerra civil em território norte-americano pareceu de repente tornar-se real. Mas o atentado, que podia ter resultado numa tragédia, acabou numa imagem burlesca. Os apoiantes de Trump, adaptando a velha máxima cartesiana à sua maneira, decidiram declarar ‘penso, logo existo‘ – cada um com o seu penso na orelha direita em sinal de comunhão com o candidato já entronizado na corrida à Casa Branca. No nosso mais comezinho estado da nação, enquanto se fazem contas de cabeça quanto à viabilização do próximo orçamento, os líderes partidários encavalitaram acusações mútuas, num triângulo de toques e remoques de que lá para o Outono se conhecerá o desfecho. Com que devemos preocupar-nos mais: com o estado da nação ou com o estado do mundo?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Espalhafato e marialvismo
O governo completou 100 dias no poder, sem saber quantos mais lá estará. No verão prepara-se o outono e os preparativos incluem o fandango de uma troca de galhardetes marialva: “atreve-te!”, diz um; “não penses que tenho medo!”, responde o outro. Enquanto isso, a Procuradora-Geral da República, que não gosta de “espalhafato”, deu a primeira entrevista desde que está no cargo. Não admite erros na actuação do Ministério Público, não tem desculpas a pedir e abriu guerra ao poder político. Em França, “c’est le bordel”, sem perspectivas de uma solução de governo. E Joe Biden, cercado pelos seus próprios correligionários, continua a resistir. Mesmo chamando Putin a Zelensky e Trump a Kamala.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: enganos, fotografia, teatro e wokismo
Esta semana, na estante do programa a que há quem chame Governo Sombra, temos um ensaio sobre o modo como a dissimulação e o engano, que não são um exclusivo humano, têm um papel importante na selecção natural das espécies: chama-se “Os Mentirosos da Natureza e a Natureza dos Mentirosos”; recolhemos uma obra de referência intitulada “Livros de Fotografia em Portugal”; encontramos “Remédio”, um livrinho de teatro de Enda Walsh, autor irlandês que vai estar no Festival de Teatro de Almada, ao mesmo tempo que a companhia que o leva à cena, os Artistas Unidos, perdeu de novo o espaço onde tinha o palco, na Politécnica; e a terminar há um ensaio sobre uma das polémicas associadas às chamadas guerras culturais do nosso tempo: “Racismo Woke”, de John McWorthen.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A guerra dos trocos e o meme da semana
Foi mais ou menos assim: não, nunca, nem pensar; está bem, pronto. O Chega não queria nem ouvir falar de um novo governo de Miguel Albuquerque na Madeira, mas a “limpeza” que preconiza, pelos vistos, não se aplica às regiões autónomas. No Parlamento, o anunciado cerco dos polícias não aconteceu. Aqueles que foram com os bolsos cheios de moedas de um cêntimo em resposta ao primeiro-ministro não conseguiram passar no detector de metais. O meme da semana foi a repetição incansável, pelo Dr. Nuno-meu-filho, de uma mesma frase enquanto era destratado pelos deputados: “pelas razões referidas, não respondo”. Para a próxima pode levar um tshirt estampada e poupa no latim. Enquanto isso, lá fora, o nosso destino também vai sendo parcialmente decidido nas eleições e nas campanhas eleitorais dos outros: na Grã-Bretanha, em França e nos Estados Unidos. Ouça aqui a versão podcast do Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer, emitido na SIC Notícias no dia 5 de julho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: juventude, revolução, cinema e escrita
Da estante deste Governo saem, esta semana, da Sombra os textos de juventude de “Eduardo antes de ser Lourenço”; “uma história do cinema” de Francisco Valente com o título “Espelho Mágico”; as crónicas de Manuel Vázquez Montalbán sobre a revolução portuguesa escritas quando ainda se podia dizer “Por Enquanto, o Povo Unido Ainda Não Foi Vencido”; e as lições de Miguel Esteves Cardoso sobre “Como Escrever”. Ouça o segmente mais um episódio do Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer, emitido na SIC Notícias no dia 5 de julho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Silêncio, vamos rir (para não chorar)
A Procuradora-Geral da República nunca deu uma entrevista. A ministra da Justiça, sim; esta semana; para dizer que quem suceder a Lucília Gago terá de pôr ordem na casa. Leia-se: no Ministério Público. Sublinhe-se: quem vier a seguir. Conclua-se: desta procuradora já não há nada a esperar. O que é que isto tem a ver com a escolha de António Costa para o cargo de Presidente do Conselho Europeu? Mais do que poderá parecer à primeira vista aos mais desatentos. Enquanto isso, a comissão de inquérito ao caso das gémeas prossegue; falta saber se focada no essencial ou mais inclinada para o reality show acessório. A cena internacional está, entretanto, dominada por duas eleições: uma, em França, que tem a primeira volta este fim de semana; a outra, em que vai ser escolhido o próximo inquilino da Casa Branca, tendo ficado claro, no primeiro frente-a-frente, que a escolha será entre um fanfarrão mentiroso e um idoso com dificuldades de ordem cognitiva. Está a ser um festim para os memes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: Johnson, Erva, Camões e o prémio Camões
Esta semana, na estante deste Governo, há uma reunião dos ‘Ensaios Sobre a Virtude e a Felicidade’, do escritor setecentista Samuel Johnson, autor, entre outras proezas, do primeiro dicionário da língua inglesa; há uma nova novela gráfica da artista sul-coreana radicada em França Keum Suk Gendry-Kim; há a poesia completa, em edição brasileira, de Adélia Prado, agora distinguida com o prémio Camões; e há Camões, o próprio, numa análise à sua vida e obra por Carlos Maria Bobone.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cunhas, escutas, nevoeiro e um reality show
Apesar da frase da semana - “invoco o meu direito ao silêncio” -, muito se disse sobre o caso do “pistolão”. Embora ainda pouco tenha sido apurado. A mãe das crianças doentes confessa ter errado numa gravação feita à sua revelia, em que dizia ter protecção política superior. Admite que foi “parva” e que o fez por “vaidade”. O antigo secretário de estado Lacerda Sales respondeu a pouco, refugiando-se no estatuto de arguido. E o filho do Presidente da República, depois de ter feito saber que não compareceria à chamada da comissão de inquérito, deu instruções ao advogado para abrir a porta à possibilidade de vir a responder aos deputados. O nevoeiro em torno do caso adensa-se e o reality show está para continuar. Outro folhetim que tem muito futuro pela frente é o da situação política na Madeira: Miguel Albuquerque-contra-todos, todos-contra-Albuquerque. O que continua pelas ruas da amargura é o segredo de justiça. Aquilo que o ex-primeiro-ministro disse ao telefone, sem relevância criminal, foi gravado, guardado pelo sistema de justiça, e veio a público. Transitou em escutado. Na semana em que António Costa está na corrida por um importante cargo europeu. Ele há coisas do demoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Camões, um guião, linguística e homossexualidade
Na estante desta semana, há a ousadia de biografar Camões levada a cabo pela escritora Isabel Rio Novo, em “Fortuna, Caso, Tempo e Sorte”; o guião de “Citizen Kane”, de Orson Welles, comentado por Lauro António; uma investigação intitulada “Dissidências e resistências homossexuais no século XX português”, com vários autores sob a coordenação de António Fernando Cascais; e a reedição aumentada de um livro do revisor linguístico Manuel Monteiro, que se assume como parte de um combate “Por Amor à Língua e à Literatura”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Do Vaticano a Alcanena
No rescaldo da eleições europeias, o Programa foi ao país real analisar os resultados. O pretexto foi o FALA, festival literário de Alcanena. A vila do distrito de Santarém, num fim de semana com livros, juntou-se para uma noite em torno do poucochinho que resultou do acto eleitoral, com pequenas vitórias e uma grande derrota. Mas valeu a pena, porque um elemento do painel do Programa chegou abençoado, vindo directamente do Vaticano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: Borges Coelho, Lucas, Weil e António
Na estante desta semana, há apenas três livros (acompanhados por uma sugestão de visita à exposição do cartoonista António, em Vila Franca de Xira): uma reunião de “Crónicas e Discursos” do historiador António Borges Coelho; um álbum de banda desenhada intitulado “As Guerras de Lucas”, que narra a saga da criação de “A Guerra das Estrelas”; e “A Experiência de Deus”, da mística e resistente Simone Weil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: refugiados, escravatura, um longo diário e um poema medieval
Na estante desta semana, há uma reportagem de uma antiga jornalista que voltou à escrita: Francisca Gorjão Henriques traça o retrato de três “Mulheres Refugiadas em Portugal”; há um “Atlas do Comércio Transatlântico de Escravos”, que é uma obra de referência a propósito da indústria da escravatura; há um novo volume (o sexto) do diário do diplomata Marcelo Duarte Mathias, desta vez com o título “A Desoras” e correspondente aos anos de 2017 a 2023; e há a primeira tradução portuguesa integral da mais antiga canção de gesta, a célebre “Canção de Rolando”, do século XI.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Buscas, suspeitas e uma condenação inédita
É uma estreia: pela primeira vez, um antigo ministro foi condenado em tribunal por corrupção. Uma condenação inevitável, segundo o próprio, porque sem isso o sistema de justiça cairia em total descrédito. Há quem concorde, embora por razões opostas às de Manuel Pinho, o protragonista desta história. Num outro caso político-judicial, um antigo secretário de estado foi constituído arguido, mas quem teve de se explicar foi a antiga ministra. Marta Temido é cabeça-de-lista ao Parlamento Europeu e a investigação, com buscas em diversos locais, esta semana, entrou pela campanha eleitoral adentro, a três dias das eleições. Muito ativo, o governo decidiu mudar as regras para a admissão de imigrantes em Portugal, também em plena campanha eleitoral; fica a dúvida se o facto deste assunto ter sido intensamente explorado por certas forças políticas teve alguma coisa a ver com a pressa de apresentar servição antes do próximo domingo. Enquanto isso, a maioria de Governo acusa o PS e o Chega de terem um arranjinho. Até já lhe deu um nome: ‘cheringonça’. No parlamento, a proposta da AD para a redução do IRS foi chumbada, tendo sido aprovada a que o PS apresentou. Embora o sentido de voto do Chega tenha sido o mesmo: a abstenção. Afinal, quem é muleta de quem nesta legislatura perneta?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Kafka, Sattouf, Didion e Djaimilia
Esta semana, na estante do programa com o nome em banho-Maria, antecipa-se uma efeméride no calendário da próxima segunda-feira. O centenário da morte de Kafka é o pretexto para a edição (e a recomendação) de “K.”, o ensaio de Roberto Calasso dedicado aos autor de O Processo. Assinala-se a edição portuguesa do sexto e último volume da magistral novela gráfica “O Árabe do Futuro”, de Riad Sattouf. Chega também agora a Portugal, em português, o livro de despedida de Joan Didion, falecida em 2021: “Vou Dizer-te o que Penso”. Por fim, as complexidades da questão da identidade racial estão presentes num pequeno volume da escritora Djaimilia Pereira de Almeida intitulado “O que é ser uma escritora hoje, de acordo comigo”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cenas inéditas e coisas que ainda não foi desta
Nunca um ex-presidente americano tinha sido condenado em tribunal. Trump volta a tornar-se pioneiro e ninguém sabe bem que efeito eleitoral isso poderá ter. Nunca o PSD perdeu uma eleição na Madeira. Também não foi desta, embora tenha obtido voltado a obter o pior resultado de sempre. A manter-se o ritmo (lento) a que a redução de votos se está a processar, é obrigatório fazermos contas para tentarmos perceber daqui por quanto tempo (anos, décadas, séculos?) haverá alternância no poder da ilha. Enquanto isso, a campanha para as europeias já está agora fase oficial. Com líderes ausentes e líderes omnipresentes. E com temas que regressam quando menos se espera, como é o caso da questão do aborto. Vai ser uma correria até dia 9.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: Bernard Lewis, Mithá, Óscar Lopes e Camões
Na estante desta semana, começando pelo mais importante, há uma antologia da poesia de Camões anotada por Frederico Lourenço; um ensaio intitulado “O Médio Oriente e o Ocidente”, demonstrando que aquilo que está a acontecer tem raízes profundas e complexas; a obra de um deputado do Chega que revela quem é esse deputado do Chega; e uma reunião de artigos literários de Óscar Lopes até agora inéditos em livro e finalmente publicados sob o título “A Crítica do Livro”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Javardice e linhas vermelhas
Pouco se falou, esta semana, das eleições na Madeira. Falou-se alguma coisa das eleições europeias. E muito se falou do que pode e não pode ser dito no Parlamento. Surgiram, entretanto, linhas vermelhas até agora inéditas, na Europa: uma extrema-direita que deixou de aceitar outra extrema-direita. Uma coisa é certa: a javardice nos Passos Perdidos e em apartes parlamentares tomou conta da Assembleia da República. Há provas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aeroportos, pontes e alta velocidade: o milagre das obras sem custos
O governo aprovou de uma penada três-grandes-obras. Teve a sua semana de glória. E parece que, como por milagre, vai ser tudo à borla. Sem sair um tusto dos cofres do Estado. Quando será isso? Não é para já. Enquanto a coisa não se concretiza, o aeroporto de Lisboa vai crescer, como queria a concessionária. Assim ninguém se aborrece. Nem o PS. Enquanto isso já estamos de novo em pré-campanha. Se é que alguma vez saímos dela. Os debates entre cabeças de lista mostraram até agora que não é com assuntos europeus que se vão extremar opiniões. Quanto ao número da alta traição “sem paralelo”, levado à cena na Assembleia da República pelo partido de Ventura, foi coisa despachada em hora e meia. Sem ponta por onde se pegue, concluiu o Parlamento. Entretanto, os desgraçados dos imigrantes que querem regularizar a sua situação tiveram uma boa introdução à maravilha de certos serviços públicos portugueses. Welcome, malta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: cânhamo, justiça e contos
Na estante desta semana, só com três livros, para se dar lugar também a uma exposição (Spam Cartoon, no Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa), há uma pequena enciclopédia sobre as propriedades da Canábis - Maldita é Maravilhosa; as memórias de um polícia, o responsável por três grandes operações policiais (Apito Dourado, Face Oculta e Aveiro Connection), com um cognome que dá título ao livro: Insubmisso; e os contos de Sherwood Anderson, em Morte na Floresta e Outras Histórias.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Táctica, perguntas e a homenagem ao zarolho
Quem são os santos e os pecadores, na Santa Casa? O caso será apenas de gestão, será uma questão de ordem política ou pode vir a assumir contornos judiciais? As mesmas dúvidas se colocam relativamente ao legado orçamental do governo anterior: Medina maquilhou as contas ou Sarmento está à procura de uma narrativa que permita a Montenegro escapar às promessas eleitorais? E a nível táctico: a vitimização do governo perante as votações conjuntas de PS e Chega será uma boa arma política ou uma confissão de impotência? Já agora: quando é que Pinto da Costa entrega as chaves? E quando é que Ventura admite que a acusação de traição ao Presidente da República era a gozar? E quando é que celebramos o nosso genial zarolho?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: ambiente, efeméride, ilustração e fotografia
Esta semana, temos na estante uma “História do Mundo” por um prisma ambiental, assinada por Peter Frankopan; Camões relido por Jorge de Sena; as invasões francesas em banda desenhada, num álbum de Ricardo Henriques e André Letria intitulado “Jean, John, João”; e as fotografias de Carlos Gil em mais um documento comemorativo dos 50 anos do 25 de AbrilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Um ministro acossado e um governo no seu labirinto
As finanças vão de vento em popa ou estão um desastre? Sarmento e Medina desentenderam-se. Nós, os leigos, ainda estamos a tentar perceber a diferença entre contabilidade pública e contabilidade nacional. Outro desentendimento - este, na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa - levou a ministra do Trabalho a despedir a provedora, considerando-a incompetente para o cargo. Apesar disso, obriga-a a manter-se em funções, provavelmente para continuar a assegurar, com igual incompetência, a gestão corrente. Ao mesmo tempo que o Chega se junta aos partidos de esquerda para acabar com as portagens das antigas SCUT. O Governo está isolado no seu labirinto. E até quando um governante decide apostar numa ideia nova a coisa corre mal. O ministro da Defesa quis inovar por duas vezes, esta semana: propondo a reinserção de jovens institucionalizados por pequenos delitos, integrando-os no Exército, e dando um novo significado à sigla NATO (em português, OTAN): Organização do Tratado do Atlético (!!!) Norte. Ambos os esforços de imaginação de Nuno Melo foram mal recebidos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: um ladrão, um músico, a figura do pai e uma faca nos dentes
A estante desta semana embarca na aventura de O Ladrão de Arte, a história real do cleptomaníaco francês que tinha a casa cheia de objectos artísticos roubados em museus de toda a Europa, contada com um apurado sentido dramático por Michael Finkel. Também folheamos a correspondência trocada entre José Afonso e o jornalista Rocha Pato, reunida no livro Os Primeiros Anos. Acompanhamos, em Pais Vazios, a investigação de Philip Rothwell sobre a imagem da figura paterna na literatura portuguesa. E terminamos surrealmente em beleza com um livro já antigo de António José Forte especialmente recomendado por Herberto Helder: o autor de A Colher na Boca era um entusiasta de Uma Faca nos Dentes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O comentador que já não é e o comentador que voltou a ser
O povo saiu à rua para honrar a coragem dos capitães da liberdade. Mas no Parlamento, na sessão solene do cinquentenário da Revolução, houve quem optasse por discursos sobre a espuma dos dias. E quem se dedicasse a trocadilhos com a gaivota de uma das canções mais desinteressantes do cancioneiro do 25 de Abril. Mas a semana, no que diz respeito à política quotidiana, teve esta semana dois protagonistas: o agora ex-comentador Sebastião Bugalho e o comentador vitalício Marcelo Rebelo de Sousa. Bugalho trocou o jornalismo pela política e aceitou o convite para cabeça de lista da AD às eleições europeias. Marcelo regressou ao comentário, mas desta vez para estrangeiros. Abriu o livro perante a imprensa internacional e traçou o perfil psicológico do “oriental” António Costa e do “urbano-rural” Luís Montenegro. De caminho, exonerou o Dr. Nuno do estatuto de seu filho; por coisas “chatas”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Um romance, um debate já antigo, outro romance e uma exposição
Há muitas formas de contar a história dos últimos 50 anos. O escritor Alexandre Andrade escolheu contá-la por intermédio de vozes anónimas, numa multiplicidade de histórias reunidas no romance “Democracia”. De há 50 anos vem um debate interessante agora revisitado num pequeno livro intitulado “Cristianismo e Marxismo - em debate nos anos 70”, um diálogo entre o padre João Resina e o filósofo Sottomayor Cardia. Quase a chegar em tradução portuguesa, já circula em Portugal “Knife” (Faca), a memória auto-biográfica em que Salman Rushdie nos confronta com o atentado de que foi vítima e que quase o matou em 2022. Finalmente, em vez de mais um livro, uma exposição: no Fundão, reúnem-se até ao final de junho, na Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade, trabalhos do cartunista José Vilhena sob o lema “Crónica de uma Revolução”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Promessas, influências e línguas soltas
Caiu um governo de maioria absoluta, mas afinal parece que não era nada. A montanha pariu um rato. A operação Influencer já influenciou decisivamente a política portuguesa. Entretanto, conlcui-se que as promessas de Montenegro precisam de melhor escrutínio. Afinal, o apregoado choque fiscal foi desencadeado pelo governo de Costa. O novo governo limitou-se a acrescentar-lhe mais uns pózinhos. Tal como acontecera com as promessas relativas aos pensionistas na pré-campanha eleitoral, o que Montengro promete precisa de tradução. Enquanto isso, Passos Coelho trocou a reserva pela loquacidade. Soltou-se-lhe a língua e já não esconde um certo ressentimento em relação a dois antigos aliados: Portas e Montenegro. À suivre.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: vergonha, bd, contos e memórias
Na estante desta semana, há uma explicação para o crescimento da direita radical na Europa: chama-se O Fim da Vergonha e o autor é o cientista político português de Oxford, Vicente Valentim; lemos também A Estrada, romance notável de Cormac McCarthy, mas na versão de banda desenhada do talentoso Manu Larcenet; atiramo-nos aos Contos Completos de Machado de Assis, no primeiro de quatro volumes que reunir a ficção curta de um dos mais notáveis autores de língua portuguesa; e a menos de uma semana da comemoração dos 50 anos do 25 de Abril, registamos as memórias de dois protagonistas políticos de antes e de depois de Abril: Carlos Antunes e Manuel Alegre.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: cravos e cardos, revolução, censura e O’Neill
Na estante do programa a que ainda há quem chame Governo Sombra (nós não, evidememnte, abrenúncio!), temos um alemão que já se tornou português, Thomas Fischer, a anotar os hábitos dos portugueses “Entre Cravos e Cardos”; a reedição de entrevistas de Maria João Avillez com alguns dos protagonistas da Revolução; uma iniciativa do Público dando a conhecer livros outrora proibidos pela censura; e, também em reedição, revista e aumentada, a biografia literária que Maria Antónia dedicou ao poeta Alexandre O’Neill.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Passos, Montenegro e umas orelhas a arder
Saudemos a importância do livro. Não é todos os dias que a publicação de um infólio abala a vida pública. As “forças vivas” do combate ao “não é não” reuniram-se sob a égide do seu timoneiro, Passos Coelho. Ventura rejubilou, Montenegro terá ficado com as orelhas a arder. Nada pode ter sido por acaso, evidentemente, na semana em que o governo da AD derrotou duas moções de rejeição e em que entrou plenamente em funções, depois da discussão do seu programa de acção. Um programa para quanto tempo, é coisa que ninguém se atreve a vaticinar. Mas as coisas andam tão depressa que já há um ministro acabado de empossar sob suspeita judicial. Também se fala da necessidade de um regresso ao serviço militar obrigatório, por falta de magalas; e de uma condecoração clandestina. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quinas, castelos e um cheirinho a pré-campanha
Montenegro chegou ao palacete de São Bento, depois dos 3049 dias de poder socialista, e a primeira coisa que fiz foi imitar Costa. Levou a cabo, de imediato, uma reversão. O logotipo do Governo voltou a ser o do tempo de Passos, com as quinas e os castelos. Apesar de Marcelo ter aconselhado o novo primeiro-ministro a partir os problemas aos bocadinhos, Montenegro entrou com tudo. Quis colocar os socialistas entre a espada e a parede. Quem não esteve lá para ouvir foi o secretário-geral do PS. Acompanhado, na ausência, pelos restantes líderes da esquerda parlamentar. Há quem diga que não gostam de vernissages. O caminho do governo é tão estreito que anda no ar um cheirinho a pré-campanha. E talvez já não seja só a das europeias, marcadas para Junho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livro da semana: Matos Gomes, Scruton, Tarantino e Pina
Na estante desta semana, as memórias do capitão de Abril Carlos de Matos Gomes são o retrato da "Geração D", a que trouxe Portugal da ditadura à democracia; a nostalgia da infância leva o conservador Roger Scruton - em "Inglaterra - Uma Elegia" - a traçar um retrato sombrio do seu país; a BD está ao serviço da cinefilia em “Quentin por Tarantino"; e o fotógrafo João Pina encontrou no espólio da família um testemunho pungente do sofrimento no campo de concentração do "Tarrafal".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Acordos, birras e dissoluções
Já há governo e agora é esperar para ver. PSD e PS estão convencidos de que vai durar quatro anos. Até se entenderam para uma partilha do lugar destinado à segunda figura do Estado. Se não se tivessem entendido, talvez os deputados ainda continuassem agora em sucessivas rondas de votação. Houve votos em branco e houve votos em Branco. E uma birra do Chega que paralisou a Assembleia por causa do significado da palavra ‘acordo’. Entretanto, Marcelo, o dissolvente, voltou a dissolver. Costa despediu-se de forma “inchiunal”. E a TAP registou o maior lucro de sempre. A semana pascal foi animadíssima.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Kafka, Carrilho, Dongpo, Pedreira
Na estante desta semana, em ano de centenário de Kafka, surge a prosa curta reunida do autor de ‘O Processo’ no volume ‘Contos, Parábolas, Fragmentos’; folheamos ‘Razões e Paixões’ uma entrevista de vida a Manuel Maria Carrilho; detemo-nos na obra de um dos autores do cânone poético chinês, Su Dongpo; e lemos o mais recente romance de Frederico Pedreira, ‘Sonata para Surdos’.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vitórias, derrotas e vida de hotel
Contados os votos da emigração, confirmou-se a vitória da AD e o Presidente da República encarregou Luís Montenegro de formar governo. Que governo será, ainda ninguém sabe. Sabe-se, no entanto, que Ventura - apesar da insistência com que tem pedido para ter lugar à mesa do conselho de ministros - não fará parte da solução do líder do PSD. O Chega ganhou entre os emigrantes e Augusto Santos Silva foi o primeiro presidente do parlamento a não conseguir a reeleição. Debatemos as ilações a retirar desse facto. Também se fala esta semana de uma frase de António Costa em Bruxelas, da jogada de antecipação de Pedro Nuno Santos, das acusações que recaem sobre Boaventura Sousa Santos e das vantagens e inconvenientes de viver num hotel. Sobretudo se a PJ quiser saber quem paga.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: Mestres, bandidos, artes tipográficas e kitsch
Na estante da semana, temos reedição das magistrais lições de George Steiner em ‘As Lições dos Mestres’, um estudo sobre ‘Bandidos’ que desafiam a ordem estabelecida sob o olhar aprovador do historiador marxista Eric Hobsbawm, a investigação de Victor Costa sobre a arte tipográfica em ‘Letras, história, arte e engenho’ e a ‘Nova Era do Kitsch’ descrita e analisada por Gilles Lipovetsky e Jean Serroy.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O ‘não é não’ e o jogo do perde-ganha
Os resultados eleitorais viraram a política portuguesa de pantanas. A AD ganhou à tangente, o PS perdeu mais de 40 deputados e o Chega quadruplicou a representação parlamentar. André Ventura, com os 18% que obteve, foi declarado o grande vencedor e foi rápido a exigir ter uma voz activa no que aí vem. Esquece, no entanto, que 82% do eleitorado não só não votou nele como explicitamente o rejeita. Luís Montenegro mantém-se fiel ao “não é não” e vê-se obrigado a encontrar uma solução de governo, mesmo antes de contados todos os votos. Até porque Pedro Nuno Santos, numa espécie de jogo do quem perde-ganha, teve pressa em declarar-se derrotado. Os próximos tempos vão ser animados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: de Porcos Fascistas à memória do 25 de Abril
Na estante do programa a que ainda há quem chame Governo Sombra, mas nós não, claro, jamais, evidentemente, encontramos desta vez um ensaio de história intitulado Porcos Fascistas, mas porcos mesmo, não é insulto; temos também um livro de divulgação científica em banda desenhada: O Mundo Sem Fim; há ainda uma recolha de slogans e frases do tempo em que as paredes falavam, no período revolucionário, com o título No Princípio Era o Verbo; e por fim uma velha edição de um poema de T.S. Eliot, A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock, em homenagem ao tradutor Jorge Almeida Flor, falecido esta semana.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dia de reflexão (sem mordaça)
Já está tudo a refletir? As sondagens garantem que ainda são muitos os indecisos. Enquanto não abrem as urnas de voto, analisa-se a campanha: tentamos entender as cabeças dos cabeças de cartaz, discutimos como decorreu a caça ao voto, revisitamos os momentos mais marcantes - tanto dos partidos parlamentares, como daqueles que vão a jogo apenas por desporto. Tudo isto enquanto refletimos. Porque para refletir não é preciso remetermo-nos ao silêncioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Livros da semana: uma fuga, uma celebração, um alerta e uma biblioteca
Na estante desta semana, há o relato de uma fuga da Coreia do Norte, em Um Rio na Escuridão; a comemoração dos 50 anos do 25 de Abril, com As Vozes da Liberdade; a crítica ao wokismo, em A Esquerda não é Woke; e um ensaio sobre a marginália dos livros lidos por um grande escritor, em A Biblioteca de Vergílio FerreiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Tinta verde, campanha ao rubro
Passos Coelho, o aborto e uma lata de tinta verde entram numa campanha eleitoral. Não é uma anedota, é o resumo possível da primeira semana de caça oficial ao voto. A AD esteve no centro do debate. Por boas ou más razões, é o que cada eleitor decidirá por si próprio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os livros da semana: poesia zen, uma novela gráfica, a biografia de um político e ensaios de um mestre
Na estante desta semana, a escolha recai sobre os textos de Hélder Macedo reunidos no volume intitulado Pretextos, inclui a biografia de Lucas Pires por Nuno Poças Falcão com o título O Príncipe da Democracia, tem também a novela gráfica Patos, de Kate Beaton, e aproxima-se do silêncio com a poesia zen do mestre japonês Ryokan na antologia Tal Como És. See omnystudio.com/listener for privacy information.