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Pergunta Simples

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275 episodes — Page 3 of 6

Ep 175Como fotografar a emoção do futebol? – Miguel A Lopes

Começou o Europeu de Futebol. O Euro 2024, jogado na Alemanha. Uma boa oportunidade para seguir o percurso dos repórteres que seguem a competição. Neste edição há grande fotografias. Sim vamos saber tudo sobre o dia-a-dia de um fotojornalista num grande evento desportivo europeu. TÓPICOS & TEMAS Abertura - 00:00:00 O momento chave - 00:00:12 O apresentador introduz o contexto do episódio, destacando a importância das fotografias no futebol. Experiências no Euro 2016 - 00:01:39 Miguel A. Lopes fala sobre sua experiência cobrindo o Euro 2016, incluindo a fotografia do golo de Éder. Identidade e superstição - 00:03:06 Miguel A. Lopes explica a escolha de seu nome profissional e compartilha uma curiosidade sobre ser confundido com outro fotógrafo. Preparativos e deslocamentos - 00:04:16 Miguel A. Lopes descreve os preparativos e deslocamentos necessários para cobrir os jogos do Euro 2024. Motivação para cobrir o Euro - 00:05:32 Miguel A. Lopes explica por que escolheu cobrir o Euro 2024 e compartilha sua paixão pelo evento. Fotografando o golo de Éder - 00:06:41 Miguel A. Lopes descreve o momento em que fotografou o golo de Éder na final do Euro 2016. Contando a história do jogo - 00:10:01 Miguel A. Lopes discute a importância de contar a história do jogo através das fotografias. Celebração após a final - 00:12:32 Miguel A. Lopes compartilha suas emoções e experiências após a vitória de Portugal na final do Euro 2016. Fotografando a chegada da seleção - 00:14:32 Miguel A. Lopes descreve a energia e carga emocional ao fotografar a chegada da seleção portuguesa para o Euro 2024. O fenômeno Ronaldo (00:14:41) A popularidade de Cristiano Ronaldo entre os imigrantes e o impacto nos jogos do Euro 2024. A imagem de Cristiano Ronaldo (00:16:59) A representação de Cristiano Ronaldo como herói e a sua relação com a fotografia. O trabalho do fotojornalista (00:18:12) Os desafios e limitações do trabalho de um fotojornalista durante os jogos e treinos do Euro 2024. A busca pela foto perfeita (00:23:55) A importância de capturar momentos que contem a história do jogo e a preparação do fotojornalista para identificar os jogadores. Preparação para fotografar (00:27:43) Discussão sobre a escolha de posição no estádio e estratégias para capturar as melhores imagens. Posicionamento estratégico (00:28:24) Análise das vantagens e desvantagens de ficar em diferentes áreas do estádio para capturar os momentos importantes. Planejamento do jogo (00:29:20) Decisões sobre o local ideal para fotografar e como evitar a duplicação de trabalho. Fotografia remota (00:30:36) Explicação sobre o funcionamento das câmeras remotas e como são controladas durante o jogo. Antecipação e preparação (00:31:47) Discussão sobre a importância da antecipação e sorte na captura de momentos únicos durante o jogo. Fotografando os jogadores (00:35:05) Identificação dos jogadores mais interessantes de fotografar e suas características durante o jogo. Expectativas para o Euro 2024 (00:36:14) Reflexões sobre a preparação e expectativas para a competição com base na experiência passada. Interagindo com os treinadores (00:38:30) Comparação entre os treinadores e a interação fotográfica com eles durante a competição. União da equipe (00:39:23) Observações sobre a coesão e espírito de equipe dos jogadores durante a competição. Técnica fotográfica (00:40:11) Explicação sobre como focar e capturar imagens em meio a uma aglomeração de jogadores durante o jogo. Fotografar jogos de futebol (00:41:07) Miguel A. Lopes fala sobre a técnica de fotografar jogos de futebol, destacando a importância de capturar os momentos mais emocionantes. Desafios técnicos da fotografia esportiva (00:42:15) Discussão sobre os desafios técnicos de fotografar jogos à noite e durante o dia, com metade do campo na sombra. Técnicas de foco e composição (00:43:09) Miguel A. Lopes explica as técnicas de foco e composição que utiliza para capturar diferentes tipos de fotografias durante os jogos. Equilíbrio entre fato e emoção na fotografia esportiva (00:44:06) A importância de capturar emoção e ação nos jogos de futebol, equilibrando a narrativa visual com a notícia. Expectativas para o campeonato (00:45:00) Miguel A. Lopes compartilha suas expectativas para o restante do campeonato e sua esperança de capturar momentos marcantes. Variedade de experiências fotográficas (00:46:00) Miguel A. Lopes destaca a diversidade de experiências fotográficas que ele tem, incluindo eventos esportivos e políticos. Bastidores da vida de um fotojornalista (00:47:04) Discussão sobre os bastidores da vida de um fotojornalista, incluindo a logística e os desafios enfrentados durante os eventos esportivos. Desafios na obtenção de credenciais (00:48:00) Miguel A. Lopes compartilha experiências sobre os desafios na obtenção de credenciais para eventos esportivos, incluindo problemas enfrentados por colegas. Esperança para a final e a importância da fotografia (00:48:59) A esperança de ver Portugal ganhar e a importânci

Jun 18, 202449 min

Ep 174Como aprender a voar? José Correia Guedes

Hoje vamos voar. Sim, seguimos no habitáculo de um avião, especialmente atentos a todas as trocas de palavras que por lá são ditas. Entre pilotos, entre o avião e a torre de controlo ou entre o comandante, todos nós que seguimos sentados no papel de passageiros. Senhores passageiros, apertem os cintos, vamos descolar. TÓPICOS & TEMPOS 00:00:00 Introdução - Introdução à carreira do Comandante Guedes na aviação civil. 00:03:20 (Primeira experiência de voar sozinho) - As emoções contraditórias ao voar sozinho pela primeira vez. 00:05:36 (Primeira grande emergência) - O incidente de emergência após a descolagem e a falta de experiência para lidar com a situação. 00:07:41 (Lidar com o medo durante uma crise) - A ausência de medo durante a crise e o impacto emocional após o evento. 00:10:46 (Reflexão sobre a responsabilidade) - O peso da responsabilidade de ter vidas sob sua responsabilidade e o alívio ao deixar de voar. 00:11:24 (Início do sequestro) - O relato do início do sequestro durante um voo de Lisboa para Faro. 00:13:27 (Estratégias durante o sequestro) - A importância de obedecer durante um sequestro e as estratégias adotadas para lidar com a situação. 00:15:44 (Síndrome de Estocolmo) - A relação estabelecida entre assaltante e assaltado durante o sequestro. 00:16:11 (Escolha de confiança e comunicação) - O Comandante Guedes fala sobre a escolha do sequestrador para se comunicar e a estratégia de negociação. 00:16:53 (Negociação e intervenção policial) - Discussão sobre as negociações com o sequestrador e a intervenção das forças de segurança espanholas. 00:19:06 (Resposta do governo português) - O papel do governo português na negociação e a recusa do pedido de resgate. 00:20:10 (Concessões e negociações) - A estratégia de fazer concessões e o papel dos pilotos em situações de sequestro. 00:21:07 (Empatia e negociação) - A importância da empatia e negociação para resolver a situação de sequestro. 00:22:16 (Negociações finais e resolução) - As negociações finais e a proposta para resolver o problema do sequestro. 00:24:09 (Desfecho e consequências) - As negociações finais, desfecho do sequestro e as consequências para o sequestrador. 00:28:43 (Conclusão e reflexão) - O que o Comandante Guedes aprendeu com o episódio do sequestro e o percurso do sequestrador após a libertação. 00:29:13 (O percurso do Comandante Guedes) - Comentários sobre a trajetória profissional e pessoal do Comandante Guedes, incluindo um episódio específico de superação. 00:30:16 (Confiança nos pilotos) - Discussão sobre a confiança dos passageiros nos pilotos, especialmente em relação à presença de mulheres no cockpit. 00:30:46 (Mulheres na aviação) - Reflexões sobre a entrada de mulheres no cockpit, desafios e características positivas observadas. 00:35:22 (Tecnologia na aviação) - Exploração do papel da tecnologia na aviação, incluindo a confiança nos sistemas automáticos. 00:36:22 (Conflito entre humano e máquina) - Discussão sobre a potencial tensão entre a experiência do piloto e a confiança na tecnologia. 00:40:10 (Confiança na tecnologia) - Reflexões sobre a confiança dos mais jovens na tecnologia e a sua disposição para voar em aeronaves sem pilotos humanos. 00:41:34 (Erro humano e responsabilidade) - Análise de um incidente específico em que houve um equívoco na comunicação entre pilotos e as consequências disso. 00:42:26 (Problemas Mecânicos na Aviação) - Discussão sobre problemas técnicos em aeronaves e a importância do controle e manutenção. 00:44:37 (Concorrência na Indústria Aeronáutica) - Comparação entre as empresas Boeing e Airbus e suas inovações tecnológicas na aviação comercial. 00:47:04 (Problemas na Boeing) - Análise dos problemas enfrentados pela Boeing, incluindo questões de segurança e concorrência. 00:49:58 (Desafios de Treinamento Militar) - Dificuldades no treinamento de pilotos militares e a adaptação a novas tecnologias e idiomas. 00:51:55 (Impacto da Tecnologia Militar na Vida Civil) - Reflexão sobre como os avanços na tecnologia militar beneficiam a vida civil, incluindo a aviação comercial. 00:52:30 (Aprendizado com Guerras) - Discussão sobre como as guerras impulsionam o desenvolvimento tecnológico e a aprendizagem em diversas áreas, incluindo a aviação. 00:53:53 (Segurança na Aviação Comercial) - Abordagem da segurança na aviação comercial e estratégias para tranquilizar passageiros com medo de voar. 00:55:35 (Turbulência e correntes de jato) - Explicação sobre turbulência de ar limpo e correntes de jato. 00:57:19 (Importância do cinto de segurança) - Discussão sobre a importância do uso do cinto de segurança em aviões. 00:58:33 (Procedimentos em emergências) - Explicação sobre os procedimentos de emergência na aviação comercial. 00:59:50 (Comunicação e feedback) - Ênfase na importância da comunicação clara e do feedback entre os pilotos. 01:00:29 (Pilotagem manual e segurança na aviação) - Reflexão sobre a pilotagem manual e a evolução da segurança na aviação. 01:02:16 (Conclusão e agradecimen

Jun 10, 20241h 3m

Ep 173A palavra ódio mata? Carlos Alberto Poiares

A linguagem tem um efeito sobre as pessoas. E as palavras, mesmo que pareçam inócuas, entram na nossa cabeça e produzem uma influência. Afinal, pensamos através das palavras. Os rótulos que metemos na realidade. Palavras, imagens, gestos. Tudo é comunicação. Quando as palavras e as ações se conjugam para o mal, assistimos a crimes que dificilmente conseguimos perceber. É nesse momento em que a justiça e a psicologia se juntam. Para julgar e para entender as circunstâncias particulares desse crime. Os crimes com motivações de ódio estão nesta grande caixa do horror humano. Portugal pode estar a deixar de ser a exceção e a tornar-se mais um a ter de lidar com os fenómenos mais básicos da falta de respeito pela vida humana. Esta edição é uma busca incessante à pergunta: porquê? TÓPICOS & TEMPOS 00:00:00 Início 00:00:12 O efeito da linguagem na disseminação do ódioDiscussão sobre como as palavras e ações podem contribuir para crimes de ódio e a responsabilidade social associada. 00:01:30 Crimes de ódio em PortugalAnálise dos recentes casos de crimes de ódio em Portugal, incluindo propaganda nazista e violência contra pessoas vulneráveis e imigrantes. 00:02:38 Motivações por trás dos crimesExploração das possíveis motivações por trás dos crimes de ódio, incluindo a influência da ideologia totalitária nazista. 00:06:43 Aspectos políticos associados à violênciaDiscussão sobre a associação da violência com ideologias políticas e a responsabilidade política e social em lidar com esses crimes. 00:11:34 Comunicação, política e justiçaAnálise da interligação entre política, justiça e comunicação, e a influência da comunicação na disseminação de propaganda e ódio. 00:13:22 Desafios na comunicação da justiçaReflexão sobre os desafios da comunicação na área da justiça, incluindo a importância da precisão e autenticidade das informações. 00:15:26 Avaliação psicológica em casos de crimeDiscussão sobre a necessidade de avaliação psicológica em casos criminais para compreender a personalidade e motivações dos envolvidos. 00:16:02 O papel da avaliação psicológicaDiscussão sobre a importância da avaliação psicológica em casos criminais e a necessidade de psicólogos especializados. 00:19:04 A importância da individualização das penasExploração do papel da personalidade do arguido na fixação da pena e a necessidade de individualização das penas. 00:21:15 A análise do comportamento criminosoReflexão sobre a importância de compreender as razões e interações por trás de um crime e a necessidade de perguntas fundamentais. 00:24:10 A neutralidade da psicologia forenseDiscussão sobre a neutralidade da psicologia forense e seu papel em compreender os comportamentos criminosos. 00:26:25 A importância do diálogo entre psicologia e direitoExploração da necessidade de diálogo entre psicologia e direito, e a importância da comunicação acessível a todos os envolvidos. 00:30:08 Facilitando o diálogo entre psicologia e direitoDiscussão sobre a necessidade de guias para psicólogos e juristas e a importância do diálogo entre as duas áreas. 00:31:20 O papel do psicólogo no sistema judicialDiscussão sobre a importância do papel do psicólogo como perito em processos judiciais. 00:32:30 A interseção entre direito e psicologiaExploração da importância da interseção entre direito e psicologia na compreensão de casos criminais. 00:33:32 A evolução da abordagem à doença mental na justiçaAnálise da evolução da abordagem à doença mental na justiça ao longo do tempo. 00:37:10 A responsabilidade em casos de inimputabilidadeDiscussão sobre a responsabilidade de indivíduos com doenças mentais em casos criminais. 00:44:03 O impacto do discurso securitário na sociedadeAbordagem sobre o impacto do discurso securitário na sociedade e na mediatização do crime. 00:47:29 Manipulação da percepção da criminalidadeDiscussão sobre a manipulação e distorção da percepção da criminalidade na sociedade. 00:47:49 Discurso político e segurançaDiscussão sobre a manipulação política através do discurso populista e propaganda. 00:49:55 Aumento da criminalidade e leitura dos dadosAnálise da interpretação errada dos dados de criminalidade durante a pandemia. 00:50:58 Casos sem solução na justiçaReflexão sobre casos sem solução e a produção de conhecimento para futuras gerações. 00:53:40 Verdade judicial e históricaAnálise da diferença entre a verdade judicial e a verdade histórica em casos judiciais. As notícias ainda me ecoam na cabeça. A primeira informa que um jovem menor, do Porto, terá sido, alegadamente, o mandante de um crime no outro lado do atlântico, no Brasil. Uma rapariga de 17 anos morreu, em S Paulo. Há ainda mais 5 casos em investigação, na forma tentada. O traço comum destes casos é que foi usada uma rede social para espalhar propaganda nazi com forte componente de ódio. Com um apelo ao recurso a massacres violentos tal como são vistos a miúde nos Estados Unidos. Nos últioms dias aconteceram mais dois casos de violência em Portugal contra pessoas vulneráveis e m

May 15, 202456 min

Ep 172Como aprendemos? Paula Marques

As perguntas e as respostas fazem parte da nossa vida. E são o motor fundamental para aprendermos coisas novas. Esta edição é sobre os talentos que precisamos de ter para enfrentar o mundo onde nenhuma resposta explica tudo e todas as perguntas valem muito mais que essas respostas. Afinal como aprendemos coisas novas? A nossa maneira de aprender é um dos tópicos que mais investigação tem merecido nos últimos anos. E com o advento do mundo volátil e sem certezas absolutas a única coisa certa é que precisamos de aprender sempre. Todos os dias. De forma contínua. Mas não foi sempre assim? Provavelmente sim. Mas agora o tema parece ter-se tornado um mantra das organizações e grupos mais inovadores. TÓPICOS & TEMPOS (00:00:00) - (00:03:42) - Introdução e Importância da Aprendizagem Contínua Jorge Correia apresenta o ‘podcast’, focando na relevância do aprendizado contínuo num mundo incerto. Paula Marques é introduzida como especialista em novas formas de trabalho. (00:03:42) - (00:07:24) - O Futuro do Trabalho e a Liderança Discussão sobre o futuro do trabalho, enfatizando a necessidade de líderes que valorizam perguntas em vez de respostas rápidas. (00:07:24) - (00:11:06) - Transformações no Trabalho Análise das mudanças no ambiente de trabalho e como as organizações estão se adaptando para enfrentar novos desafios num contexto global volátil. (00:11:06) - (00:14:48) - Identidade e Trabalho Reflexão sobre a ligação entre trabalho e identidade pessoal, e o impacto da reforma nessa relação. (00:14:48) - (00:18:30) - Tecnologia e Desemprego Exploração do impacto da automação e tecnologia nos empregos e a necessidade de requalificação dos trabalhadores. (00:18:30) - (00:22:12) - Educação e Preparação para o Futuro Discussão sobre como o sistema educativo pode preparar melhor os jovens para um mercado de trabalho em transformação. (00:22:12) - (00:25:54) - Desafios para a Juventude Análise dos desafios que os jovens enfrentam ao escolher carreiras e como alinhar as suas paixões com as oportunidades de mercado. (00:25:54) - (00:29:36) - O Papel das Perguntas no Desenvolvimento Profissional Debate sobre a importância de fazer perguntas certas para o desenvolvimento profissional e pessoal num contexto de rápidas mudanças. (00:29:36) - (00:33:18) - Impacto da Cultura Organizacional na Inovação Análise de como a cultura organizacional afeta a inovação das empresas e a importância de cultivar uma cultura que valorize a curiosidade e aprendizagem contínua. (00:33:18) - (00:37:00) - Conclusão e Reflexões Finais Quis aprofundar o tema com Paula Marques uma investigadora da Nova SBE com a missão de investigar as formas de trabalho do futuro. E de treinar os melhores líderes a fazer mais perguntas do que a dar respostas na ponta da língua. Mas acima de tudo este episódio é uma navegação sem bússola nem mapa ao futuro do mundo. Talvez a única fórmula com uma promessa de resposta é o uso intensivo das perguntas. E eu a pensar aqui para os meu botões: “tu queres ver que eu afinal ainda tenho futuro com o perguntador?” Venham daí. Oiçam, subscrevam, comentem. Façam perguntas. Todas as perguntas do mundo. Se houvesse uma partícula de deus da curiosidade infinita teríamos todo um mudo melhor. Nessa partícula das perguntas, do que querer saber, estaria a nossa forma eterna de aprender. No meu imaginário a partícula dos perguntadores criaria aquela centelha de brilho no olhar das crianças quando descobrem uma coisa nova. E tu, ai desse lado, no conforto da escuta, já perguntaste algo, hoje, que exija uma nova e criativa resposta? Então vai. Vai perguntar. É mágico e funciona. Até para quem tem todas as respostas. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA 00:00:13:14 - 00:00:37:18 Jorge Correia Bem vindos ao Perguntas Simples a vosso podcasts sobre comunicação. As perguntas e as respostas fazem parte da nossa vida e são o motor fundamental para aprendermos coisas novas. Esta edição é sobre os talentos que precisamos para ter de enfrentar todo um mundo onde nenhuma resposta explica tudo e todas as perguntas valem muito mais do que essas respostas. Vamos ao episódio. 00:00:37:20 - 00:00:48:21 Jorge Correia Vamos a isso. 00:00:48:23 - 00:01:16:07 Jorge Correia Afinal, como aprendemos coisas novas? A nossa maneira de aprender é um dos tópicos que mais investigação tem merecido nos últimos anos. E com o advento do mundo volátil e sem certezas absolutas, a única coisa certa é que precisamos de aprender sempre, todos os dias e de forma contínua. Mas não foi sempre assim? Provavelmente sim. Mas agora o mantra parece ter se tornado moda das organizações e dos grupos mais inovadores. 00:01:16:09 - 00:01:39:12 Jorge Correia Quis aprofundar o tema com Paula Marques. Ela é uma investigadora da nova SB com a missão de investigar novas formas de trabalho lá no futuro, no futuro que pode ser amanhã de manhã e de treinar os melhores líderes a fazer mais perguntas do que dar respostas na ponta da língua. Difícil, não é? Mas, acima de tudo

May 8, 202454 min

Ep 124O que perguntar ao médico? António Vaz Carneiro

Senhor doutor, o que tenho eu? Senhor doutor, o que me vai acontecer? Em linguagem médica pedimos sempre um diagnóstico. O resumo da nossa condição. E principalmente um prognóstico: com o que posso contar para o futuro. Implicitamente as duas perguntas incorporam uma expectativa, um pedido de ajuda e uma esperança. As duas perguntas resumem-se ao apelo: Senhor doutor "safe-me" lá desta maleita. Claro que as respostas nem sempre são assim tão diretas e simples como gostaríamos. TÓPICOS DE CONVERSA Início (00:00:00) A importância dos grandes números na saúde (00:00:12) Discussão sobre a relevância dos dados recolhidos pelo sistema de saúde e as perguntas a serem feitas. Comunicação médico-paciente (00:01:25) Exploração da importância da comunicação na relação médico-doente e das perguntas frequentes feitas pelos doentes. Motivação para ser médico (00:03:57) António Vaz Carneiro a compartilha a sua motivação para seguir a carreira médica. Evolução da carreira médica (00:04:18) António Vaz Carneiro fala sobre a evolução das suas especialidades médicas ao longo da carreira. Comunicação eficaz na prática clínica (00:06:50) Discussão sobre a importância da linguagem adaptada na comunicação médico-doente. Prognóstico e envolvimento do doente (00:08:37) Exploração do envolvimento do doente no tratamento e a importância do prognóstico positivo. Casos raros e avanços médicos (00:11:47) Relato de casos raros de recuperação de cancros avançados. Relação entre doenças cardiovasculares e oncológicas (00:13:01) Análise da relação entre a diminuição de doenças cardiovasculares e o aumento das doenças oncológicas. Importância dos grandes números de dados na área da saúde (00:14:26) Discussão sobre a disponibilização e interpretação dos dados clínicos para melhorar a prática médica. Benefícios dos dados para os doentes (00:14:48) Exploração dos impactos positivos dos dados na melhoria do tratamento e cuidado dos doentes. Utilização de dados clínicos na prática médica (00:15:10) Análise da disponibilidade e utilização de dados clínicos na prática médica diária. Monitorização da qualidade dos dados clínicos (00:16:23) Explicação da importância da monitorização da qualidade dos dados clínicos e o seu impacto na prática médica. Formação e educação baseadas em dados (00:17:35) Discussão sobre como os dados clínicos podem contribuir para a formação e educação médica. Segurança dos dados clínicos (00:18:24) Exploração da segurança e proteção dos dados clínicos dos doentes. Utilização de dados para a investigação científica (00:19:10) Análise do uso dos dados clínicos na pesquisa científica e na identificação de padrões de tratamento. Medicina de precisão e personalização do tratamento (00:18:05) Discussão sobre a importância dos dados na personalização e precisão do tratamento médico. Impacto da informação na prática clínica (00:24:13) Reflexão sobre como a informação influencia a prática clínica e o comportamento dos médicos. Organização e utilização prática da informação (00:25:03) Exploração da importância da organização e utilização imediata da informação clínica na prática médica. Inteligência Artificial e Medicina (00:26:32) Discussão sobre o papel da inteligência artificial na análise de grandes quantidades de dados biomédicos. Erro Médico e Reflexão (00:29:12) Reflexão sobre erros médicos e a necessidade de corrigi-los, com o impacto emocional envolvido. Informação e Desinformação na Saúde (00:31:09) Abordagem sobre a propagação de fake news na saúde e os perigos associados à desinformação. Impacto da Pandemia na Saúde (00:34:02) Análise do impacto da pandemia na saúde, incluindo o abandono de tratamentos e a gestão dos sistemas de saúde. Consequências Geracionais da Pandemia (00:38:24) Discussão sobre o impacto da pandemia na educação e desenvolvimento das crianças, com reflexão sobre as consequências a longo prazo. O medo na tomada de decisão (00:39:37) Discussão sobre a reação de medo e a dificuldade na tomada de decisões durante a pandemia. Desafios na tomada de decisões políticas na saúde (00:40:11) Abordagem sobre a complexidade e desafios na tomada de decisões políticas na área da saúde. Prioridades e gestão dos serviços de saúde (00:41:29) Discussão sobre a priorização e gestão dos serviços de saúde, incluindo a perceção das urgências hospitalares. Falsa urgência nos serviços de saúde (00:43:24) Reflexão sobre a perceção da urgência nos serviços de saúde e a necessidade de uma abordagem mais racional. Impacto ambiental do sistema de saúde (00:47:20) Análise do impacto ambiental do sistema de saúde e a necessidade de repensar práticas para reduzir a pegada ecológica. Reflexão sobre a evolução da medicina (00:51:45) Visão sobre a transformação do papel do médico e a gestão avançada da informação na medicina do futuro. A evolução das profissões de saúde (00:52:20) Discussão sobre a mudança no papel dos profissionais de saúde e a gestão de informação integrada. O futuro da medicina (00:52:38) Reflexão sobre o i

Apr 24, 202453 min

Ep 170O cliente tem sempre razão? Gisele Paula

Hoje falamos sobre a relação entre as empresas e os seus clientes. A maneira como dialoga. Se é que dialogam. Olhando para um mercado, as empresas criam e vendem produtos. E os consumidores compram e usam. Mas esta relação é bastante mais complexa que a mera transação. É uma relação emocional que vive de expectativas, de felicidades ou de amuos. Salvará a comunicação esta relação? O cliente tem sempre razão? Ou o dito é apenas uma boa desculpa retórica para reparar algo que correu mal? A relação com os clientes é um tópico capaz de encher muitos livros de conselhos e saberes. Mas nem sempre a teoria e a prática se juntam. Por exemplo, na forma como as organizações escutam ou descuram uma reclamação de um cliente. Há canais para ouvir o cliente ou apenas um enfadonho endereço de correio eletrónico ou um asséptico formulário com promessa de resposta sem prazo nem compromisso? Agora nesta relação empresa-cliente apareceram também os robôs automáticos com capacidade de responder às nossas perguntas. E esse diálogo acaba muitas vezes na ligação a uma página de perguntas e respostas que por coincidência ou o meu azar pessoal, tem raramente a resposta que queria ter à minha pergunta. E isso gera frustração. Por má comunicação. Por ausência de comunicação. Por lentidão no processo. Em busca de boas respostas, mais felicidade, decidi gravar uma conversa com Gisele Paula que lidera o Instituto Cliente Feliz e o sítio web Reclame Aqui. Portanto, cobre todas as possibilidades: a de tentar deixar o cliente feliz e de acolher a sua reclamação. Ela defende que só ouvindo os clientes em permanência, de preferência até com conselhos de clientes dentro da organização, é que se pode evoluir. E que em cada reclamação há uma boa oportunidade de melhorar. De tornar o cliente feliz. O tempo conta. E as expectativas também. Saber que as organizações nos ouvem e oferecem-nos mais do que produtos é um bom sentimento. Que consideram o que dizemos, que reparam o que correu mal imediatamente e que mudam o rumo aceitando sugestões. Só me sobra uma pergunta: se é assim tão óbvio porque raio de razão só as melhores empresa e organizações seguem a receita? Temos de falar sobre isto. TÓPICOS DE CONVERSA A importância da satisfação do cliente (00:00:00) Giselle Paula destaca a relevância da satisfação do cliente para o crescimento e prosperidade dos negócios. Trabalhando em três pilares (00:01:41) Giselle explica a necessidade das empresas trabalharem em três pilares: pessoas, processos e estrutura, para proporcionar uma experiência positiva ao cliente. Ouvindo atentamente os clientes (00:04:04) Giselle fala sobre a importância de ouvir atentamente os clientes, inclusive quando estão insatisfeitos, e de encarar as reclamações como oportunidades de melhoria. Criando um conselho do cliente (00:07:36) Giselle explica a criação de um conselho do cliente para trazer a perspectiva do cliente para o dia a dia da empresa. A reclamação como oportunidade de melhoria (00:13:12) Giselle ressalta que a reclamação é uma oportunidade para a empresa melhorar e uma forma de obter feedback valioso dos clientes. Importância de ouvir reclamações (00:16:14) Giselle destaca a importância de ouvir reclamações, mesmo que representem uma pequena parte dos clientes. Desafios do uso de chatbots (00:18:20) Discussão sobre o uso equivocado de chatbots e a importância de compreender quando os clientes desejam interagir com humanos. Relação emocional com o cliente (00:20:09) Giselle enfatiza a natureza emocional da relação com o cliente, mesmo em interações digitais. Impacto do mau atendimento (00:21:36) Destaque para o impacto negativo do mau atendimento, levando à perda de clientes e lucratividade. Interseção entre tecnologia e interação humana (00:23:17) Discussão sobre a importância de equilibrar a automação com a interação humana para atender às necessidades dos clientes. Cultura de atendimento ao cliente (00:27:11) Ênfase na importância da cultura organizacional e do papel da alta liderança na transformação da relação com o cliente. Convencendo os CEOs (00:28:02) Abordagem sobre a necessidade de falar a linguagem dos CEOs ao discutir a importância da experiência do cliente. Feedback e satisfação do cliente (00:29:45) Giselle compartilha sua abordagem como consumidora, enfatizando a importância do feedback e da busca por melhorias. Valorização do baixo esforço do cliente (00:31:18) Discussão sobre a valorização do tempo e da agilidade no atendimento ao cliente. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Esta transcrição foi gerada automaticamente. Por isso, ela pode não estar totalmente precisa. 0:12 Ora vivão, bem -vindos ao Pregunta Simples, o vosso podcast sobre comunicação. Hoje falamos sobre a relação entre as empresas e os seus clientes, a maneira como dialogam. Se é que dialogam? Como é que dialogam? Olhando para, o mercado as empresas criam e vendem produtos e os consumidores compram e usam. Mas, 0:32 esta relação é bastante mais complexa do que uma mera transação. É uma

Apr 17, 202435 min

Ep 169Como fotografar o momento certo? João Porfírio

Tirar uma fotografia para documentar um momento importante da vida é uma experiência que todos temos. Antigamente apenas fazíamos fotografias de momentos mesmo muito importantes. Como um casamento ou baptizado, como o baile debutante ou o militar fardado em idade de ir à tropa. Era momentos raros. Tinham rituais próprios, que incluíam ir ao fotógrafo ou retratista profissional, vestir as melhores roupas e fazer os melhores penteados. Era o tempo das fotografias analógicas. De chapa ou de rolo de película. Tinham de ser reveladas antes de as vermos. Hoje vivemos o tempo click digital. Rápido, preciso, visto logo que feita a foto. Pronta para enviar, por mensagem ou rede social. Mas há algo que não mudou. Mudaram os equipamentos e as tecnologias, mas a filosofia do fotojornalismo e a sua essência não mudou. É estar no sítio certo, à hora certa, e fotografar, como testemunha, um acontecimento relevante para as nossas vidas. Este programa é sobre essa arte do retrato da actualidade. Da política à guerra, da intimidade da imagem pessoal aos grandes movimentos que nos interpelam. TÓPICOS DE CONVERSA Início (00:00:00) Eleição do Presidente da Assembleia da República (00:04:38) João Porfírio fala sobre a eleição do presidente da Assembleia da República e a cobertura fotográfica do evento. Relação com Aguiar-Branco (00:06:42) João Porfírio discute sua interação com Aguiar-Branco e a abordagem fotográfica durante a eleição. Expressões e Emoções (00:08:51) João Porfírio fala sobre a busca por expressões faciais e corporais durante eventos políticos e eleições. Técnica Fotográfica (00:11:31) João Porfírio explica sua abordagem à escolha de ângulos e posicionamento para capturar as melhores imagens durante eventos políticos. Narrativa Fotográfica (00:13:53) João Porfírio discute a importância de capturar a perspectiva fidedigna das emoções dos políticos durante eventos políticos. A sorte do fotógrafo (00:13:56) João Porfírio fala sobre um momento inesperado durante a cobertura de um evento político. A presença de seguranças (00:16:35) Discussão sobre a presença de seguranças em eventos políticos e a influência na fotografia. A imagem pública de Pedro Nuno Santos (00:18:17) João Porfírio comenta sobre a imagem pública e a personalidade do político Pedro Nuno Santos. A imagem do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa (00:19:36) Análise da relação do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa com o público e a fotografia. Neutralidade do fotógrafo (00:21:49) Discussão sobre a neutralidade emocional do fotógrafo em diferentes contextos de cobertura. Fotografando a emoção (00:23:42) João Porfírio fala sobre a abordagem para capturar emoções em suas fotografias. A guerra da Ucrânia (00:24:48) João Porfírio compartilha a sua experiência inesperada durante a cobertura da guerra na Ucrânia. Preparação para a Ucrânia (00:25:13) João Porfírio fala sobre a decisão de ir para a Ucrânia antes da invasão e a urgência em chegar lá. Entrando na Ucrânia (00:25:50) João Porfírio descreve a sua chegada à Ucrânia e a importância jornalística de entrar no país naquele dia. Contratação de um Fixer (00:27:53) João Porfírio explica o processo de recrutamento de um fixer e os custos envolvidos na cobertura de guerra. Vantagens de ser Português na Ucrânia (00:31:43) João Porfírio destaca as vantagens de ser português na Ucrânia e a empatia das pessoas em relação a Portugal. Impacto da Guerra em Kiev (00:34:22) João Porfírio descreve a sensação de guerra em Kiev e as restrições impostas durante o recolher obrigatório. Medo em Kiev (00:36:25) João Porfírio fala sobre o seu medo em Kiev e a sensação de segurança em comparação com outras regiões. Edição e Omissão (00:38:51) Discussão sobre a seleção e edição de fotos em zonas de conflito, equilibrando informação e dignidade humana. Crise de Refugiados (00:43:16) Comparação entre a crise de refugiados na Europa e a situação dos refugiados em zonas de guerra. Realidade nos EUA (00:46:42) A percepção da realidade nos EUA e a tensão racial e política na América profunda. Violência Policial (00:48:25) Descrição de um evento de violência policial nos EUA, resultando em tensões e confrontos. Acesso a candidatos políticos (00:49:21) Discussão sobre o acesso e a distância física ao fotografar candidatos políticos em comparação com Joe Biden. Segurança de candidatos (00:49:32) Comparação da segurança de Joe Biden e Donald Trump, incluindo o acesso a aeronaves e carros blindados. Definição de uma grande fotografia (00:50:42) João Porfírio discute o que para ele constitui uma grande fotografia e a sua abordagem jornalística à fotografia. João Porfírio é fotojornalista. Um dos mais premiados jovens fotojornalistas portugueses. Diz sentir-se mais jornalista que fotografo. Mas é recorrendo a uma câmara fotográfica que documenta o nosso mundo. Esta conversa é sobre fotografias de momentos que mudam o nosso mundo. O pretexto inicial foi o trabalho que fez recentemente na cobertura da última campanha eleitoral. A maneira como fot

Apr 3, 202452 min

Ep 168Como sonhar uma marca? Carlos Coelho

Fazer uma marca é mergulhar fundo na organização que a carrega. É por isso tudo menos cosmética. Sim, a cosmética moderna, o ‘marketing’, aparece para embelezar a marca. Mas o importante é o que está dentro. No fundo, a marca é a expressão comunicativa da identidade. Carlos Coelho tem um curioso método para decantar e libertar as marcas. Ele vai, nalguns casos, literalmente, viver e dormir nas organizações ou entidades que o contratam. Vai beber o ar que se respira. Cheirar o ambiente. Ouvir o ruminar das conversas. Falar, ouvir, comer, beber, estar, fazer parte, entender, ver e devolver uma fotografia. É com esse retrato que se funda marca. E que cores tem essa fotografia: algumas óbvias e evidentes: que cultura tem aquela organização, empresa ou região. Que missão reclama para si. E como planeia realizar essa missão no mundo. TÓPICOS DE CONVERSA (00:00:00) Início (00:00:12) A importância das marcas Discussão sobre a importância das marcas na identidade e filosofia de pessoas e entidades. (00:01:24) O método de imersão de Carlos Coelho Descrição do método de imersão de Carlos Coelho nas organizações para compreender a sua cultura e identidade. (00:02:40) Construção de marcas como edifícios e árvores Comparação da construção de marcas com edifícios e árvores, destacando a importância de pilares, raízes, imaginação e ambição. (00:03:57) A criação e desenvolvimento de marcas Exploração da metáfora de edifícios e árvores para explicar o processo de criação e desenvolvimento de marcas. (00:07:29) A intimidade com a marca Discussão sobre a importância de conhecer uma marca na intimidade, exemplificada com a experiência de dormir na livraria Lello. (00:09:19) Os cinco pilares da estrutura de uma marca Exploração dos pilares de patrimônio, ideologia, imagem, ambição e imaginação na estrutura de uma marca. (00:12:10) A importância da cultura na construção de marcas Discussão sobre a importância da cultura e identidade da organização na construção de marcas. (00:14:36) A falta de imaginação nas empresas Abordagem da falta de imaginação e ambição nas empresas na construção de marcas. (00:15:31) A importância da imaginação Discussão sobre a importância da imaginação e ambição na construção de marcas de sucesso. (00:16:21) Imersão nas organizações Exploração do método de imersão nas organizações para compreender a sua cultura e identidade. (00:17:37) Visão do futuro Reflexão sobre a importância de sonhar o futuro e a resistência em relação à imaginação. (00:19:50) Liderança na imaginação Discussão sobre a importância de ser líder na imaginação para inspirar e inovar. (00:24:20) Marcas políticas vs comerciais Comparação entre marcas políticas e comerciais e a importância da identidade e estrutura. (00:28:13) Cosmética de comunicação Reflexão sobre a ineficácia da cosmética tática na construção de marcas fortes. (00:28:56) Exemplo da TAP Abordagem sobre a resistência e resiliência da marca TAP ao longo dos anos. (00:29:32) A relação com a marca TAP Discussão sobre a relação de confiança e exigência com a marca TAP. (00:32:50) Marcas estrangeiras vs. marcas portuguesas Ênfase na preferência por marcas portuguesas e a importância de valorizar a marca Portugal. (00:33:36) Reputação da marca Portugal Análise da reputação e visibilidade da marca Portugal e a dificuldade em monetizar essa notoriedade. (00:35:47) Mentalidade em relação às marcas Discussão sobre a mentalidade em relação à valorização das marcas portuguesas e a necessidade de mudança. (00:37:14) Desenvolvimento de marcas em Portugal Reflexão sobre a capacidade de Portugal em desenvolver marcas sólidas e duradouras. (00:42:07) Desafios na construção de marcas coletivas Abordagem dos desafios e benefícios na criação de marcas coletivas em Portugal. (00:43:05) Importância da marca e liberdade do consumidor Discussão sobre a importância da marca na garantia de qualidade e liberdade do consumidor. (00:43:35) A importância da qualidade intrínseca Discussão sobre a importância do esforço, paixão e qualidade intrínseca na produção de produtos de alta qualidade. (00:44:09) A qualidade percebida e a comunicação das marcas Exploração da diferença entre qualidade intrínseca e qualidade percebida, e a importância da comunicação na valorização das marcas. (00:45:08) A estrutura da Coca-Cola e a relação com os consumidores Análise da estrutura da Coca-Cola e a importância da comunicação na relação com os consumidores para garantir a continuidade do consumo da marca. (00:46:24) A importância da comunicação na valorização das marcas Discussão sobre a importância da capacidade de comunicar na valorização dos produtos e marcas, e a relação entre a qualidade do produto e a comunicação. (00:47:59) Cuidado e responsabilidade na construção da marca pessoal Reflexão sobre a responsabilidade na construção da marca pessoal e a importância de cuidar da imagem e do conteúdo compartilhado. (00:50:13) Exploração e conhecimento do país para a construção de marcas Ênfase na importância de explo

Mar 20, 202455 min

Ep 167Como se relata o melhor golo do mundo? Nuno Matos

Minuto 109. Final do campeonato da Europa de 2016 Éder chuta e a bola entra na baliza francesa, tornando Portugal campeão. Em Paris. Nenhum destas linhas faz jus à emoção de ver em directo o momento. Nem há emoção carregada na voz dos jornalistas e narradores desportivos dessa noite, no estádio. É esse momento sublime da liturgia do relato de futebol que quero fotografar nesta edição. TÓPICOS DE CONVERSA O fascínio da bola e do futebol (00:00:12) Discussão sobre o fascínio da bola e do futebol na forma narrada, destacando a emoção do jogo. Preparação e experiência de Nuno Matos (00:01:35) Nuno Matos partilha a sua experiência e processo de preparação para relatos de futebol, salientando a importância da relação com as fontes, a parte emocional na narração e a evolução das tecnologias utilizadas. Preparação para uma competição (00:03:44) Nuno Matos fala sobre como se prepara para uma competição, incluindo o acompanhamento das equipas, treinos, lesões e a importância das fontes credíveis. Relato de futebol e relação com as fontes (00:06:13) Discussão sobre a relação de confiança com as fontes e a importância do timing na divulgação de informações sensíveis, como a convocatória de jogadores. Abordagem emocional no relato de futebol (00:08:30) Nuno Matos destaca a importância de ser informativo, descritivo e emocional no relato de futebol, transportando a paixão e a emoção do jogo para os ouvintes. Momento mágico na história do futebol português (00:10:08) Nuno Matos recorda o momento-chave da história do futebol português, a final do campeonato da Europa de 2016, destacando a emoção e a importância desse momento. Preparação Técnica (00:15:40) Discussão sobre a preparação técnica para relatos desportivos, incluindo problemas com a linha e soluções. Relatos em Condições Adversas (00:16:04) Narrador partilha experiências de relatos em condições adversas e a importância da confiança e profissionalismo. Ligação com os Ouvintes (00:18:11) Discussão sobre a importância da ligação com os ouvintes e a interação através das redes sociais. Emoção na Narração (00:19:58) Exploração da relação emocional do narrador com os clubes e a seleção, e a importância da imparcialidade no jornalismo desportivo. A Importância da Narração (00:21:09) Reflexão sobre a importância da narração desportiva e a responsabilidade de capturar momentos únicos. Impacto do Desporto na Imprensa (00:22:42) Análise do papel do desporto na imprensa e o impacto dos narradores desportivos na vida das pessoas. Momento Crucial no Futebol (00:25:36) Discussão sobre o momento crucial da lesão de Cristiano Ronaldo durante a final do campeonato europeu. Entrevistas no Jornalismo Desportivo (00:28:04) Reflexão sobre a profundidade das entrevistas no jornalismo desportivo e a busca por ângulos diferentes. Formação de Jornalistas (00:29:15) Análise da formação de jornalistas e a importância de procurar abordagens originais nas reportagens. O problema da comunicação nos clubes (00:30:05) Discussão sobre a má comunicação dos clubes e a falta de disponibilidade dos jogadores e treinadores para falar. Bernardo Silva e outros heróis do desporto (00:30:46) Elogio à capacidade de comunicação de Bernardo Silva e a importância de reconhecer heróis de outros desportos. Mudança de paradigma na cobertura desportiva (00:32:11) Reflexão sobre a mudança na cobertura dos jornais desportivos e a necessidade de valorizar outros desportos. Os treinadores no futebol português (00:33:01) Análise dos treinadores de futebol português, destacando as diferentes abordagens comunicativas de cada um. Trabalho emocional e mental no futebol (00:36:09) Ênfase na importância do trabalho emocional e mental dos jogadores e treinadores no futebol. Comunicação dos treinadores e seleção nacional (00:41:50) Discussão sobre a comunicação dos treinadores e a liderança na seleção nacional, com destaque para Roberto Martínez. Problemas nos jogos juvenis (00:42:54) Preocupação com o comportamento dos pais nos jogos juvenis e o impacto negativo na carreira dos jovens jogadores. 00:44:31 - Jogadores em destaque Discussão sobre jogadores promissores em clubes portugueses e o seu potencial de transferência internacional. 00:47:04 - Fadiga pós-jogo Nuno Matos fala sobre o seu estado físico e emocional após narrar intensamente durante um jogo. 00:47:52 - Reconhecimento internacional Nuno Matos menciona prémios e reconhecimento internacional pelo seu trabalho de narração desportiva. 00:49:02 - Cuidados pessoais e agradecimento Nuno Matos fala sobre a sua saúde e a importância da entrega emocional na sua narração, agradecendo o apoio do público. 00:50:15 - Conexão com os ouvintes no exterior Nuno Matos destaca a importância da rádio em aproximar os ouvintes no exterior com Portugal e o seu trabalho como narrador desportivo. 00:51:48 - Reconhecimento e humildade Nuno Matos menciona o reconhecimento de figuras importantes e destaca a importância de tratar todos os ouvintes com igualdade. 00:52:13 - Força do futebol

Feb 28, 202455 min

Ep 166O que diz o médico? Fernando Leal da Costa

Estar doente é recordar o nosso estatuto de seres mortais. A sensação de desamparo, medo, imprevisibilidade e necessidade de ajuda é real e verdadeira. Quanto mais séria for a condição de saída, mais aguda é essa necessidade. Necessidade de reparação. Física e psicológica. TÓPICOS E TEMPOS Escutar os Doentes (00:03:15) Como escutam os médicos os seus doentes, Fernando Leal da Costa fala sobre a importância da comunicação não verbal. Linguagem na Comunicação Médica (00:06:34) Fernando Leal da Costa discute a importância de traduzir as informações médicas para uma linguagem compreensível e de separar o que é importante do acessório, nos relatórios médicos. Impacto da Internet e Inteligência Artificial (00:08:09) A discussão aborda o impacto da ‘internet’ e da inteligência artificial na medicina, salientando a necessidade de orientar os doentes e o potencial tranquilizador ou inquietante destas ferramentas. Medicina Baseada na Evidência e Inteligência Artificial (00:10:47) A medicina baseada na evidência e o debate sobre a capacidade atual das máquinas em substituir o diagnóstico humano. Responsabilidade na Era da Inteligência Artificial (00:13:22) A discussão centra-se na responsabilidade e na confiança na era da inteligência artificial, abordando o papel do médico como mediador e a importância da confiança do doente. Lidar com a Incerteza na Prática Médica (00:16:17) A complexidade de lidar com a incerteza na prática médica, especialmente em situações de tratamento paliativo, e a importância de ser honesto com o doente. A Importância da Escuta Ativa (00:18:16) O médico discute a importância de mudar a conversa para assegurar que o doente seja ouvido. Adaptação à Doença (00:19:26) O médico aborda diferentes mecanismos de adaptação dos doentes à doença, incluindo a negação e a procura por informações. A Relação entre Pensamento Positivo e Prognóstico (00:21:19) É discutida a relação entre o pensamento positivo dos doentes e o prognóstico, especialmente em casos de cancro. Impacto da Pandemia nos Profissionais de Saúde (00:25:56) O médico fala sobre o impacto da pandemia nos profissionais de saúde, incluindo a perda de doentes e o medo das infeções respiratórias. Reorganização do Sistema de Saúde (00:29:22) O médico propõe uma reorganização do sistema de saúde para ampliar a resposta e assegurar acesso a qualquer médico disponível, público ou privado. Custo do Tratamento do Cancro (00:31:53) É abordado o aumento do custo do tratamento do cancro em comparação com a eficácia do tratamento. O Custo do Sucesso (00:32:12) Discussão sobre o aumento da procura por serviços de saúde, o fenómeno das urgências e a busca por atendimento médico. Falta de Médicos Experientes (00:36:20) Falta de médicos mais velhos para ensinar a nova geração, consequências das decisões políticas e distribuição etária dos médicos. Emigração de Médicos (00:38:27) Motivos da emigração de médicos portugueses para outros países da União Europeia e as condições de trabalho. Desafios da Nova Geração (00:41:30) A menor tolerância da nova geração para más condições de trabalho e a procura por um equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Adaptação às Mudanças (00:43:53) A evolução da medicina com a introdução da tecnologia e a necessidade de tornar o sistema mais amigável para os médicos. A Importância da Comunicação Médico-Paciente (00:44:41) Discussão sobre a vontade de conversar dos médicos mais novos e a necessidade de apoio e estímulo. Mudanças no Sistema de Saúde (00:45:38) Reflexão sobre a dinâmica da evolução da medicina e a distribuição desigual de médicos e enfermeiros em Portugal. Participação dos Cidadãos nas Decisões de Saúde (00:46:59) Debate sobre a voz dos cidadãos na política de saúde e a necessidade de maior inclusão e responsabilidade dos eleitos. O Futuro da Medicina (00:50:26) Reflexão sobre a satisfação profissional enquanto médico e a expectativa de avanços tecnológicos na medicina. Nesta edição ouço um médico com quem aprendi muitas coisas. Falei com ele ao longo da vida, e nos seus vários papeis, dezenas de vezes. Médico, pensador da saúde pública, alto funcionário do SNS e até, secretário de estado e finalmente ministro da saúde. Falo de Fernando Leal da Costa. É médico especialista em hematologia e oncologia. De forma mais direta e muito simplifica da: trata doentes com cancro no sangue. O que significa ouvir muitos doentes, explicar coisas difíceis, saber que nunca se sabe de tudo a todo o tempo e cultivar uma relação de confiança com outros seres humanos em grande sofrimento. É sobre esse momento quase sagrado da fala e da escuta que nos debruçamos nesta edição. O momento da pergunta e das respostas. Da esperança e dos limites da possibilidade humana de resgatar o outro. Entre a compaixão e o caminho que ainda falta percorrer. Com o diálogo necessário, delicado e negociado entre o médico e o doente. O que quer saber tudo. O que evita saber e delega tudo. A comunicação não inclui só palavras. Há os gestos e os não dito

Feb 21, 202452 min

Ep 165Como fotografar a Liberdade? Eduardo Gageiro

O 25 de abril de 1974. Celebramos, este ano, os 50 anos da Revolução dos Cravos O ano do advento da Liberdade. Esse dia foi retratado por um dos mais célebres e premiados fotojornalistas portugueses: Eduardo Gageiro. Encontrei-o num sábado na exposição de múltiplas fotografias que tirou desde 1957. Exposição na Cordoaria Nacional aberta e gratuita até 5 de maio. Esta conversa tem luz e sombra. É desse contraste que se faz a narrativa do Portugal contemporâneo. Esta edição é um testemunho da história. Viva a Liberdade TÓPICOS E TEMPOS (00:05:27) Convocado para a Revolução Eduardo Gageiro é convocado para fotografar a revolução. (00:06:50) Encontro com Salgueiro Maia Eduardo Gageiro conhece o comandante Salgueiro Maia. (00:07:49) Tensões e negociações Eduardo Gageiro testemunha negociações e tensões durante a revolução. (00:09:34) Medo e experiência anterior com a PIDE Gageiro relembra o seu medo e a sua experiência anterior com a PIDE. (00:12:44) Momento de confronto Descrição do momento de confronto entre Salgueiro Maia e a cavalaria sete. (00:14:39) A possibilidade de disparo evitada Eduardo Gageiro descreve o momento em que a possibilidade de alguém disparar um tiro foi evitada. (00:15:52) Exposição em Barcelos Eduardo Gageiro fala sobre uma exposição e um colóquio com participantes do 25 de abril. (00:17:26) O momento decisivo Conversa sobre um momento crucial da revolução e a relação pessoal entre dois homens. (00:18:53) Fotografando Salgueiro Maia Eduardo Gageiro descreve a sua experiência fotografando Salgueiro Maia durante o 25 de abril. (00:20:42) Desaparecimento das fotografias Discussão sobre o desaparecimento de fotografias importantes do 25 de abril. (00:22:52) Fotografia simbólica Eduardo Gageiro descreve uma fotografia simbólica do Salazar na sede da PIDE. (00:25:02) Paixão pela fotografia Eduardo Gageiro fala sobre a sua paixão pela fotografia desde jovem e sua influência social. (00:27:22) O mundo desconhecido Eduardo Gageiro descreve a perplexidade ao descobrir a corrupção na distribuição de alimentos durante a sua infância. (00:29:27) Influência e politização Gageiro fala sobre a influência de pessoas e livros na sua politização e formação como fotógrafo. (00:30:30) Início na fotografia Gageiro conta como começou a fotografar e recebeu orientações de um mentor sobre composição e técnica. (00:35:30) Primeiros prémios Gageiro relata a sua experiência ao ganhar o seu primeiro concurso de fotografia e o impacto disso na sua carreira. (00:39:00) Reconhecimento internacional Gageiro discute a importância dos prémios na sua carreira e como isso o levou a ser reconhecido internacionalmente. (00:39:20) Mudanças após o 25 de abril Eduardo fala sobre como a sua visibilidade mudou após a revolução. (00:40:46) Viagens e prémios internacionais Eduardo descreve as suas viagens pela China, Índia e outros países, e seus prémios. (00:43:23) Prêmio do Pravda Eduardo conta sobre o prémio que ganhou do jornal oficial do partido comunista russo. (00:45:16) Persona non grata Eduardo fala sobre como se tornou "persona non grata" após se filiar a um partido. (00:46:39) Documentando Portugal Eduardo explica a sua preferência por fotografar o ser humano e as lutas do país. (00:47:54) Fotografia de Salazar Eduardo compartilha a história por trás de uma fotografia que tirou de Salazar. (00:50:26) Estética na fotografia Eduardo discute a importância da estética e do equilíbrio na fotografia. (00:51:51) Fotografando o caixão de Salazar Eduardo Gageiro descreve a sua experiência fotografando o caixão de Salazar e a reação das autoridades. (00:55:53) Retratos de personalidades Gageiro fala sobre a importância da confiança para capturar retratos autênticos e destaca o retrato de Champalimaud. (00:58:36) Fotografando o presidente Gageiro descreve a sessão de fotos com o presidente, incluindo a persuasão para usar luvas de boxe. (01:01:12) Desafios na sessão de fotos Gageiro conta como convenceu o presidente a usar luvas de boxe e a interação durante a sessão de fotos. (01:04:36) A luta pela publicação das fotografias Eduardo Gageiro fala sobre o esforço para convencer a senhora a publicar as suas fotografias. (01:05:43) Histórias engraçadas e desagradáveis O fotógrafo compartilha experiências divertidas e desagradáveis ao fotografar personalidades. (01:06:33) O desafio de fotografar um político Gageiro revela a dificuldade em capturar a essência de um político durante uma sessão de fotos. (01:07:29) A força da fotografia de Amália Rodrigues O fotógrafo destaca a intensidade e a expressão da famosa fadista portuguesa nas suas fotografias. (01:09:08) Fotografando com energia e emoção Gageiro descreve o processo de fotografar Amália Rodrigues com intensidade e emoção. (01:09:46) Reflexões sobre o futuro de Portugal Eduardo Gageiro expressa as suas preocupações e desejos para um Portugal melhor e reflete sobre questões políticas globais. Liberdade. Subitamente passaram 50 anos. Para quem nasceu em finais de 1971 o 25

Feb 14, 20241h 12m

Ep 164Como votar bem? José Adelino Maltez

Nenhuma arte depende tanto da comunicação como a política. Seduzir os eleitores, negociar com outros políticos, explicar decisões difíceis, são tudo tarefas onde a comunicação tem papel-chave. Talvez seja por isso que quando algum decisor é percecionad...

Feb 7, 202455 min

Ep 163Como salvar o jornalismo? Luís Simões

É tempo de falar de jornalismo. Do bom jornalismo. Do jornalismo em crise. Das notícias que dão notícia de pagamentos em atraso, de publicações, jornais e rádios importantes, à beira do abismo. E do sector dos média que perderam receitas, cujo conteúdo aparece nas redes como se fosse gratuito e os leitores aparentemente têm menos vontade de subscrever qualquer serviço pago de notícias. Estaremos perante o fim do jornalismo, da verificação dos factos e das notícias feitas com curadoria humana? Ou é apenas uma crise passageira que renovará os votos entre os cidadãos e a informação independente e fidedigna? TÓPICOS DE CONVERSA A crise no jornalismo (00:00:12) Discussão sobre a crise no jornalismo, a diminuição do interesse dos jovens pela profissão e a necessidade de adaptar o jornalismo às novas realidades tecnológicas. A precariedade da profissão (00:01:39) Conversa sobre a precariedade da profissão jornalística, a diminuição do interesse dos jovens e a necessidade de adaptar o jornalismo às novas realidades tecnológicas. A paixão pelo jornalismo (00:03:33) Exploração da paixão pelo jornalismo, a experiência pessoal e a importância de atrair bons profissionais para a área. A crise enfrentada pelos média (00:09:25) Abordagem da greve geral dos jornalistas, a importância do jornalismo para a sociedade e a necessidade de investimento na comunicação social. O modelo de negócio e a valorização da informação (00:13:56) Discussão sobre o modelo de negócio do jornalismo, a gratuitidade da informação e a necessidade de valorizar o trabalho jornalístico. O perigo da desinformação (00:16:46) Discussão sobre a mistura de fontes de notícias, publicidade encapotada e fake news em plataformas ‘online’. Validação do jornalismo (00:17:43) Importância da validação e verificação das informações jornalísticas, respeitando o código deontológico. Fronteira entre jornalismo e publicidade (00:18:57) Abordagem sobre a demarcação clara entre jornalismo, publireportagem e publicidade, e a resistência em misturar conteúdos. Financiamento do jornalismo (00:20:17) Consequências da perda de mercado e a necessidade de encontrar fundos para sustentar as publicações. Papel do Estado na comunicação social (00:22:00) Discussão sobre a possibilidade de apoio estatal para salvar publicações e a importância de garantir transparência e equilíbrio. Desafios do jornalismo na atualidade (00:24:46) Reflexão sobre a necessidade de contar histórias reais e a responsabilidade dos jornalistas na crise do jornalismo. Impacto da proximidade na comunicação (00:27:25) Análise sobre a importância da proximidade na venda de jornais e na responsabilidade do jornalismo em informar todas as regiões. Desafios do jornalismo desportivo (00:28:26) Reflexão sobre a retórica limitada dos comentadores desportivos e a falta de espaço para os jogadores contarem as suas histórias. Futebol e comunicação dos clubes (00:31:24) Discussão sobre a falta de espaço para os jogadores contarem as suas histórias e a influência da comunicação dos clubes no jornalismo desportivo. O impacto da pandemia no jornalismo desportivo (00:32:28) Discussão sobre as barreiras sanitárias e a comunicação dos clubes durante a pandemia. Os desafios do jornalismo na era digital (00:34:22) Reflexão sobre o impacto dos algoritmos na disseminação seletiva de informações. A dificuldade de distinguir realidade e ficção (00:36:28) Exploração das dificuldades causadas pela evolução tecnológica e a disseminação de desinformação. O papel do jornalismo na desmontagem de notícias falsas (00:37:59) Abordagem sobre a importância do jornalismo na desconstrução de informações falsas e na preservação da verdade. A importância do jornalismo na defesa da democracia (00:39:28) Discussão sobre a relevância do jornalismo na preservação da democracia e da liberdade de expressão. O fascínio pessoal do jornalista pela África (00:43:28) Relato pessoal sobre a experiência do jornalista ao cobrir eventos desportivos em Angola e o fascínio pela cultura africana. O compromisso do jornalismo com a verdade e a humanidade (00:46:11) Reflexão sobre a missão do jornalismo em compartilhar histórias verdadeiras, honestas e humanas. O jornalismo português enfrente a maior crise de que há memória. Rádios como a TSF, jornais como o JN ou o DN lutam pela sua sobrevivência. Os jornais passaram para a ‘internet’. Os motores de busca e as redes sociais multiplicam os acessos, colhem os lucros publicitários e remuneram os autores das notícias com valores insuficientes para manter o negócio das notícias a funcionar. Contudo as notícias não são um mercado qualquer. O jornalismo é um dos pilares da democracia e sem sustentação económica arriscam uma função fundamental da nossa vida: o escrutínio dos poderes. A validação da informação. O separar o trigo do joio. Nesta edição converso com Luís Simões, presidente do Sindicato dos Jornalistas. Sobre os desafios do Jornalismo. Falamos da precariedade da profissão e a diminuição do interesse dos jovens,

Jan 31, 202447 min

Ep 183Por que acreditamos nas falácias? José Palma

Uma reflexão sobre impaciência, falácias cognitivas e o impacto das perceções na comunicação. José Palma aborda como a ciência pode ajudar a distinguir o relevante do acessório num mundo polarizado.

Jan 24, 20241h 11m

Ep 161A guerra é inevitável? Arnaut Moreira

O mundo está perigoso. E quanto menos dialogamos, mais risco corremos de fazer a guerra. Será uma inviabilidade da natureza humana? Ou um dos últimos traços da nossa forma animal e territorial de reagir? Este episódio é sobre as tensões e confrontos, latentes e reais, entre países e visões do mundo. A guerra começo há quase dois anos. A guerra começou há mais de 100 dias. A guerra começou esta semana. A guerra pode começar amanhã, outra vez. Todas estas guerras estão em curso. TÓPICOS / CAPÍTULOS O início da carreira militar (00:02:55)O orador fala sobre a sua transição para a academia militar devido ao fechamento das fábricas têxteis após a Revolução de Abril. A importância das regras na academia militar (00:04:16)Discussão sobre a importância das regras e da convivência pacífica na academia militar. A transição da família para a comunidade (00:06:58)Reflexão sobre a evolução da família para a comunidade e, posteriormente, para as nações. A evolução das nações para os estados (00:08:55)Abordagem sobre a transição das nações para os estados e a necessidade de leis escritas. Religião e nação (00:11:25)Exploração da relação entre religião e nação, e a transição para estados laicos. A inevitabilidade da guerra (00:13:06)Discussão sobre a ambição, a visão do futuro e a inevitabilidade dos conflitos que levam à guerra. O caminho para a guerra (00:15:56)Reflexão sobre as aspirações incompatíveis que levam a conflitos e a possibilidade de negociação. A guerra como última solução (00:18:25)Exploração da guerra como a última solução após crises e conflitos, e a expressão coletiva de vontade. A dinâmica do poder internacional (00:19:20)Discussão sobre a dinâmica do poder e a preparação da sociedade internacional para possíveis conflitos. Gestão de Crise (00:19:27)Discussão sobre a mecânica de provocar uma crise internacional e a gestão dessa crise. Religião e Civilização (00:24:45)Reflexão sobre os valores judaico-cristãos e a influência da religião na construção civilizacional. Conflito na Ucrânia (00:29:50)Análise da dinâmica do conflito entre a Ucrânia e a Rússia, e a influência de valores civilizacionais. Dinâmica Nuclear (00:33:13)Exploração das regras e práticas relacionadas ao uso de armas nucleares em conflitos internacionais. A doutrina das armas nucleares táticas (00:37:04)Discussão sobre a ambiguidade e a utilização potencial das armas nucleares táticas por Putin. O efeito da ambiguidade (00:38:22)Análise do efeito da ambiguidade na estratégia de guerra e nas negociações geopolíticas. A influência da tecnologia na guerra (00:41:17)Impacto da tecnologia, especialmente dos drones, na observação e planeamento das operações de guerra. As estratégias de guerra e a importância de Mariinka (00:47:51)Explicação sobre a importância estratégica de Mariinka e seu papel na guerra no Donbass. A situação atual e possíveis negociações (00:53:48)Reflexão sobre a situação atual do conflito e possíveis negociações para encerrar a guerra. A presença ucraniana na região de Odessa (00:54:47)Discussão sobre a importância da presença militar ucraniana na região de Odessa para garantir acessos marítimos. A ausência de mediadores credíveis (00:55:24)Reflexão sobre a falta de mediadores credíveis na guerra em Gaza e na Ucrânia. Interesses da China na guerra da Ucrânia (00:55:56)Análise dos interesses da China na guerra da Ucrânia e a sua postura em relação à vitória ocidental. Consequências da guerra da Ucrânia para a China (00:56:16)Exploração das possíveis consequências da guerra da Ucrânia para a China e a suas aspirações sobre o domínio do mar da China. Intimidação naval e envolvimento da China (00:58:39)Discussão sobre a intimidação naval e o envolvimento discreto da China no conflito da Ucrânia. A cautela da China (01:00:06)Análise da postura cautelosa da China no conflito da Ucrânia e a sua aversão a ficar do lado dos perdedores. Aumento de conflitos mundiais (01:01:04)Reflexão sobre o aumento de conflitos mundiais, incluindo a guerra civil no Sudão e a situação nos Balcãs. Valorização do instrumento militar (01:02:57)Análise da valorização do instrumento militar como solução para conflitos e a confrontação dos interesses ocidentais. Reequilíbrio de poder e injustiças (01:04:03)Discussão sobre o reequilíbrio de poder global e injustiças na avaliação das relações entre o ocidente e a Ásia. Transferência de conhecimento e poder para a Ásia (01:05:53)Reflexão sobre a transferência de conhecimento e poder para a Ásia pelo ocidente, impactando a assertividade da região. Possibilidade de conflito entre EUA e China (01:06:53)Análise da possibilidade de um conflito quente armado entre os EUA e a China, com foco nas aspirações sobre Taiwan. A guerra da Rússia e da Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro de 2022 quando as forças armadas russas entraram em território ucraniano. Aquilo a que chamaram operação especial. Mais perto no tempo a guerra entre Israel e o grupo Hamas, na faixa de Gaza. Começou há 100 dias. Masi abaixo no Mar Ver

Jan 17, 20241h 9m

Ep 160Como educar melhor? José Pacheco

Hoje falamos de um dos mais especiais e extraordinários fins da comunicação: educar. Desde o útero até ao fim. Da mãe até aos bisnetos, todos temos a sorte e a necessidade de aprender com todos. Mas o ser humano, na sua infinita criatividade, e a chamada revolução industrial, quis que todos aprendêssemos, formalmente, na escola, da maneira mais massificada e impessoal que se conseguiu. O resultado está à vista. Estamos a formar mais peças de fábricas do que cidadãos. Mas este programa não é sobre o que correu mal. É mais sobre a esperança de mudança. Com quem já fez e continua a fazer pequenas revoluções na educação. Sim, há maneiras diferentes de fazer. TÓPICOS DE CONVERSA: A falência do sistema educativo (00:00:12) Discussão sobre a abordagem massificada e impessoal da educação formal, resultando na formação de "peças de fábricas". A importância da mudança radical na educação (00:03:55) Abordagem sobre a necessidade de uma mudança radical no sistema educativo, destacando a importância de uma abordagem integral e personalizada para a educação. A visão da Escola da Ponte (00:12:30) Exploração dos princípios e história da Escola da Ponte, destacando a importância da relação entre professores e alunos e a necessidade de uma nova educação centrada no aluno. A necessidade de uma nova educação (00:15:57) Discussão sobre a necessidade de uma nova educação integral, centrada na relação e na aprendizagem significativa, destacando movimentos de integração e mudança na educação. O futuro da educação (00:17:06) Apelo para a subscrição do podcast e a importância do apoio para encontrar e convencer novos comunicadores para gravar programas. O tempo do ensino clássico (00:17:35) Discussão sobre o ensino tradicional e sua insatisfação por parte de alunos, professores e comunidade. A necessidade de mudanças na educação (00:18:20) Abordagem sobre a necessidade de uma abordagem integral e personalizada na educação. A formação de professores (00:18:49) Reflexão sobre a formação de professores e a necessidade de uma nova abordagem. A nova educação (00:20:00) Visão do Professor José Pacheco sobre a necessidade de uma nova educação e sua experiência em diferentes comunidades. A situação da educação em Portugal (00:21:20) Comparação da educação em Portugal com outros países e críticas ao sistema educativo. A mudança na educação (00:23:05) Discussão sobre a necessidade de mudanças na educação e a introdução de um novo modelo. A transformação da educação (00:25:05) Abordagem sobre a transformação da educação, envolvendo professores, comunidades e valores. O paradigma da instrução (00:26:24) Reflexão sobre o paradigma da instrução e a necessidade de uma nova abordagem na educação. A organização da escola (00:31:20) Exploração da organização da escola e a definição de uma nova ordem baseada em valores e convivência. A influência dos professores na infância (00:33:08) O impacto de diferentes professores na vida do Professor José Pacheco e sua formação. A importância de uma pergunta (00:34:19) A influência de um padre que ensinou a importância de fazer perguntas e buscar respostas. Influência de professores na adolescência (00:35:20) O papel de um professor de língua portuguesa e história universal e de uma professora de francês na vida do Professor José Pacheco. A abordagem individualizada na educação (00:37:33) A história de um jovem com síndrome de down que encontrou na Escola da Ponte uma abordagem personalizada e alcançou sucesso. Desenvolvimento do senso crítico na educação (00:39:18) A importância de desenvolver o senso crítico e habilidades de pesquisa, seleção e comunicação de informações na educação. Hoje não há aula. A professora não veio. Ou ainda não veio. Ou não aberto o concurso. Ou esgotou-se. Hoje há aula, mas o tema parece profundamente desinteressante. Os conteúdos são despejados nos ouvidos dos alunos. O objetivo e passar no teste. Sobreviver à média. Como numa fábrica, fazer o que há para fazer. De forma mecânica. Não criativa. Não curiosa. Quase não humana. Depois vem o teste que procura o Santo Graal do conhecimento empinado, mas raramente apreendido. Decora Jorge, decora. Não penses muito. É só para fazer. Mais uma vez sem nenhuma emoção que não o medo de chumbar. Quem chumba é colocado simbólica ou realmente nas últimas filas. Como quem já não interessa para a média. Para a forma criada. As mais das vezes acusado de não querer aprender. Mas quase ninguém se pergunta por quê? E por isso recordo com magia o contrário disto tudo: O professor de filosofia que queria ser chamado de Sócrates porque sabia ser a sua alcunha nos corredores. E que nas aulas usava os filósofos para nos divertir ou estimular a curiosidade. O Professor Sócrates fazer uns testes intercalares notáveis. O último deles tinha uma única pergunta: “O que não sabes de filosofia e queres aprender?” Não chumbou ninguém. Todos aprendemos muito. E tudo fazia sentido. A dúvida, a curiosidade, a comunicação humana em movimento. A juntar aos poe

Jan 10, 202442 min

Como contar uma boa história? Joana Latino

Será que o jornalismo dos tempos em que vivemos está a ser demasiado snob? Uma forma de ser e estar em que aqueles que servem para testemunhar o mundo se demitem da sua função social primordial. Pode ser essa uma das bases da crise dos media clássicos de hoje? TEMAS & TÓPICOS DE CONVERSA: 📺 Televisão e Rádio: Bastidores Revelados Descubram comigo as ‘nuances’ de trabalhar em frente e atrás das câmaras. Aprenda sobre a adrenalina de entrevistar grandes nomes como Saramago sem um guião pré-definido e como a confiança na equipa é crucial na TV, enquanto na rádio, o peso das responsabilidades é imenso e mais individual. 🌐 Redes Sociais e Tecnologia: Uma Espada de Dois Gumes Debatemos a dualidade das redes sociais, que tanto nos conectam quanto podem nos expor a riscos. E não deixem de ouvir a visão de Joana Latino sobre a importância de educarmos as novas gerações para um uso consciente e responsável da tecnologia. 👀 A Imagem na Televisão: Conteúdo ou Aparência? Como uma "mulher real" que desafia os estereótipos da TV, compartilha as suas reflexões sobre a transição da rádio para a televisão e como a imagem pode tanto atrair o público quanto desviar a atenção do que realmente importa: o conteúdo. 📚 Educação e Tecnologia: O Papel dos Adultos Discutimos a responsabilidade dos adultos em orientar os jovens, comparando o uso da tecnologia com as lições de vida que experimentámos. 🎙️ Jornalismo com Coração Por fim, mergulhamos na arte de contar histórias que tocam o coração, e como um bom jornalismo deve sempre buscar a verdade que ressoa com a emoção e a empatia. CAPíTULOS: (00:03:07) A experiência televisiva Joana e o entrevistador discutem sobre a falta de perguntas escritas em entrevistas e momentos de pânico. (00:04:32) Trabalho em equipa na televisão e na rádio. Joana compara a dinâmica de trabalho em equipe na televisão e na rádio, destacando a vantagem da televisão. (00:07:15) A influência das redes sociais e da tecnologia na sociedade atual. A discussão aborda a fama, a construção imagética, e a influência das redes sociais na sociedade. (00:09:25) A responsabilidade dos adultos na educação sobre o uso adequado da tecnologia Joana fala sobre a responsabilidade dos adultos em educar as gerações mais jovens sobre o uso adequado da tecnologia. (00:14:45) A importância do conteúdo e da imagem na televisão. A importância do conteúdo e da imagem na televisão é discutida, ressaltando a relevância do embrulho e do conteúdo. (00:15:23) O início da carreira na televisão. Joana fala sobre a sua entrada na televisão e a sua experiência no Passadeira Vermelha. (00:17:03) A importância das boas histórias no jornalismo. Joana discute os princípios de uma boa história e a falta de foco no jornalismo atual. (00:19:14) A transformação do jornalismo e a influência das audiências. Joana aborda a transformação do jornalismo devido a interesses comerciais e a importância das emoções. (00:20:07) A representação do Portugal profundo na televisão Joana destaca a importância de retratar o Portugal mais verdadeiro na televisão. (00:22:17) A influência dos influenciadores e opinion makers Joana comenta sobre a influência das personalidades públicas e a mudança na forma como são chamadas. (00:24:25) A interação com pessoas no programa. Joana fala sobre a interação com pessoas no programa e como conquista a atenção delas. (00:26:19) A curiosidade e aprendizagem com as pessoas mais velhas. Joana destaca a sua humildade e curiosidade ao interagir com pessoas mais velhas no programa. (00:27:15) A importância da autenticidade Joana fala sobre a importância de capturar a autenticidade das pessoas ao contar histórias. (00:28:59) Momentos marcantes na carreira. Joana compartilha uma experiência marcante ao entrevistar mineiros numa mina desativada. (00:31:29) A festa de São João d'Arga. Joana descreve a experiência única da romaria de São João d'Arga, uma festa comunitária e espiritual. (00:38:32) A curiosidade como motor. Joana discute a importância da curiosidade e do olhar renovado na sua abordagem jornalística. (00:40:39) O desafio da seleção de imagens. Joana fala sobre o desafio de decidir quais imagens violentas devem ser mostradas no jornalismo. (00:40:57) A importância da linguagem visual Joana discute a importância de contar histórias visualmente e como a linguagem visual pode impactar emocionalmente os espectadores. (00:42:56) O poder das imagens Joana fala sobre a responsabilidade de apresentar imagens chocantes e como essas imagens podem afetar o público. (00:43:54) A narrativa emocional Joana explica como construiu uma peça jornalística emocional, destacando a importância de transmitir emoções através das histórias. (00:48:26) A assinatura do jornalismo. Joana discute como a sua forma de escrever e contar histórias é sua assinatura no jornalismo, e como isso influencia suas peças. (00:51:37) O futuro do jornalismo Joana e o entrevistador debatem sobre o futuro do jornalismo, incluindo a narrativa, a p

Jan 3, 20241h 6m

Ep 158Como fazer uma apresentação cativante?

Uma apresentação com impacto começa com uma narrativa que envolva e que capte a atenção do público desde o início. TEMAS DE CONVERSA NESTE EPISÓDIO Compreendendo o público (00:03:46)Dicas sobre como compreender o público-alvo de uma apresentação e adaptar o conteúdo para atender às suas necessidades e expectativas. Contando uma história cativante (00:04:46)A importância de começar uma apresentação com uma história interessante que envolva emocionalmente a audiência e crie empatia. Tendo um objetivo claro na comunicação (00:05:04)A importância de definir um objetivo claro para a apresentação e comunicar de forma persuasiva, informativa ou inspiradora, dependendo do objetivo desejado. Linguagem acessível e tempo de apresentação (00:07:27)Dicas sobre como utilizar uma linguagem simples e evitar termos técnicos em apresentações, além de gerir o tempo de forma adequada. Enfatizar benefícios e quebra de expectativas (00:08:45)A importância de enfatizar os benefícios do que está a ser apresentado e utilizar a quebra de expectativas para surpreender a audiência positivamente. Chamada à ação (00:09:53)A importância de encerrar a apresentação com uma instrução clara sobre o que a audiência deve fazer a seguir, como visitar um site, comprar um produto ou refletir sobre um tópico. Estruture o seu conteúdo de forma clara, dividindo-o em partes distintas com uma introdução cativante, desenvolvimento coerente e uma conclusão memorável. Utilize recursos visuais, como diapositivos ou gráficos, para ilustrar pontos-chave e tornar a apresentação mais visualmente atrativa. Alguns de nós somos mais auditivos, outros mais visuais. Mas todos, sem exceção, gostamos de variedade. Depois há a linguagem. Mantenha uma linguagem acessível e evite jargões excessivos, garantindo que a sua mensagem seja compreendida por todos. Se falam com linguagem técnica ou encriptada está a criar uma barreira à comunicação. Está a excluir os outros da conversa. Finalmente há o treino. E treine. Treinar. Treinar. Treinar. Pratique a sua dicção e os seus gestos, para transmitir confiança, e esteja preparado para responder perguntas. Finalmente, encerre com uma chamada à ação, incentivando a participação e a adesão do público. Vamos por partes: A pergunta é: COMO FAZER UMA APRESENTAÇÃO CATIVANTE? Compreensão do Público Entender o seu público significa conhecer quem está na audiência, quais são as suas necessidades e expectativas. Isso ajuda a personalizar a sua apresentação para ser mais relevante. Compreender o público é saber que problemas tem ou o que desejam. No fundo, falar para um público é responder às necessidades daquele público. E todos os públicos têm necessidades diferentes. Antes de lhes falar tente compreendê-los. Se não conhece o seu público, pergunte a quem conhece. Conte Uma História Cativante Começar com uma história interessante envolve emocionalmente a audiência, criando um vínculo e tornando a sua apresentação mais memorável. Uma história real. Com pessoas reais. Em sítios reais. Pessoas com dores, problemas e desejos. E isso gerará empatia no público. Exemplo: Se está apresentar sobre inovação, pode sempre contar a história de uma startup de garagem que se tornou um gigante da tecnologia, como a Apple. Já agora: quanto mais próxima for a história da sua audiência, melhor ela funciona. Se ela for portuguesa, já ganhou uns pontos extra. E se for uma história pessoal: UAU, é um bingo! Tenha Um Objetivo Claro Ter um objetivo claro significa que deve saber exatamente o que deseja alcançar com a sua apresentação, Só conheço três tipos de objetivo: persuadir, informar ou inspirar. No fundo, comunicar para que alguém seja convencido, se sinta informado ou inspirado pelas suas palavras. Exemplo: Se o objetivo da sua apresentação é persuadir investidores a financiar o seu projeto, deixe isso claro desde o início. Vale para negociar o empréstimo da casa, renegociar os juros ou convencer o patrão a aumentar-lhe o salário. Diga ao que vem. E isso permite uma conversa honesta e direta. Estrutura Lógica Organizar a sua apresentação de forma lógica ajuda a manter a clareza e a compreensão para a audiência, seguindo uma sequência natural. Pelo menos nas sua primeiras apresentações, use este método. Consegue sentir-se mais seguro e garantir um fio lógico para a conversa. O exemplo típico de uma estrutura de apresentação é o clássico: introdução, desenvolvimento (com tópicos principais) e conclusão, Mas há outras estruturas lógicas que funcionam também bem. Incluindo a que usam os jornalistas: primeiro a conclusão ou facto mais relevante e só depois o contexto. Podem escolher. E eu deixo um conselho: experimentem coisas diferentes e vejam o que funciona melhor convosco. Apresentem com recursos Visualmente Atraentes Recursos visuais, como gráficos e imagens, ajudam a ilustrar os seus pontos de forma mais impactante e mantêm a atenção da audiência. Os seus ouvintes mais visuais vão adorar. O exemplo mais básico e direto são os gráficos. Se está a aprese

Dec 20, 202311 min

Ep 157Como ouve o SNS os cidadãos? Mauro Serapioni

Já imaginaram quão complexa é uma máquina ou sistema, a que chamamos SNS, que está aberto 24 horas por dia e 365 dias por ano. E durante esse tempo, todo o tempo, e em todo o país, responde às necessidades de saúde. Podem ser coisas muito simples, como uma constipação mais agreste ou um colesterol acima do desejado. Ou podem ser coisas muito graves como um ataque de coração, uma queimadura grave ou múltiplos traumatismos resultado de uma queda ou acidente de viação. São milhões, sim, disse, bem, milhões de consultas, dias de internamento, tratamentos e cirurgias. Todos os dias. A todas as horas. Os doentes sabem disso. Os contribuintes também. Só dinheiro dos impostos há 15 mil milhões de euros para a saúde. Sem contar com o que cada cidadão usa do próprio bolso: por exemplo, para ir ao dentista. A máquina de preservar, cuidador, reparar e acompanhar-nos na saúde é definição complexa. É desde logo muito complexa na difícil organização dos meios humanos. Médicos, enfermeiras, administrativos, auxiliares… a lista pode ser gigante. Todos têm funções específicas, muitos têm saberes profundos e capacidades técnicas avançadas e todos interagem para fornecer o melhor cuidado. Além das pessoas, há a tecnologia. As máquinas, os tratamentos, a ciência estão cada vez mais avançados, logo mais complexos. E nós cidadãos, estamos cada vez mais exigentes. Exigentes porque queremos o melhor, mas, principalmente, exigentes porque estamos em média mais velhos e por isso com mais necessidades de saúde. Já repararam que as pessoas doentes de hoje tem não uma, mas várias áreas a que tem de dar atenção. Ora estas necessidades e complexidades obrigam a conversas cada vez mais francas e abertas na sociedade. E os sistemas de saúde começam a abrir portas para os cidadãos participarem nos seus processos de decisão. E eu fui em busca do Professor Mauro Serapioni é investigador sénior do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra desde 2009 e Professor Doutor em Ciências Sociais . E dedica-se a estudar exemplos de todo o mundo dos caminhos da participação dos cidadãos em sistemas de saúde. Será que os sistemas de saúde querem ouvir os cidadãos que servem? A voz dos cidadãos é cada vez mais importante e os sistemas como o SNS já se aperceberam disto. Será que uma maior participação pode auxiliar a, pelo menos, calibrar as expectativas e ajudar a organizar melhor as respostas do sistema de saúde? TÓPICOS DA CONVERSA: (00:00:12) - Sobre a complexidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a relação entre o SNS e os cidadãos. (00:02:35) - A importância de ter conversas francas e abertas entre os sistemas de saúde e os cidadãos. (00:04:00) - A dificuldade de os sistemas de saúde realmente ouvirem e incorporarem a voz dos cidadãos em suas decisões. (00:07:39) - Discussão sobre a limitação da participação dos cidadãos nos sistemas de saúde e a necessidade de espaços de verdadeira participação. (00:10:19) - Destaque para experiências positivas de participação dos cidadãos no sistema de saúde, como no Canadá, Brasil e o Reino Unido. (00:12:35) - Explanação dos princípios presentes na nova lei de bases da saúde que reconhecem a importância da participação dos doentes e utentes no sistema de saúde. (00:17:52) - Discute-se o problema da representatividade dos cidadãos nos sistemas de saúde e diferentes estratégias utilizadas em diferentes países. (00:21:22) - Aborda-se a falta de efetividade da participação dos cidadãos e como as suas opiniões muitas vezes não são consideradas pelas instituições de saúde. (00:25:20) - Destaca-se a importância de promover uma rede entre associações, movimentos, instituições e representantes institucionais para fortalecer a representação dos cidadãos. (00:25:57) - Sobre as dificuldades de acesso e as expectativas dos cidadãos relativamente ao sistema de saúde. (00:27:08) - É abordada a importância de criar espaços democráticos para os cidadãos poderem participar e a necessidade das instituições de saúde incorporarem algumas propostas dos representantes. (00:30:01) - Fala-se sobre a necessidade de os cidadãos estarem informados e preparados para participar no sistema de saúde, destacando a importância da literacia em saúde. (00:35:08) - Discute-se a importância da qualidade no sistema de saúde, abordando as dimensões técnica, organizacional e relacional na perspetiva do utente. (00:37:26) - Exploram-se os problemas metodológicos e de conteúdo nos questionários de satisfação, destacando a falta de perguntas sobre a perceção e experiência do paciente. (00:40:46) - Reflete-se sobre a importância da participação dos cidadãos no sistema de saúde, mencionando a queda na satisfação dos portugueses com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a possibilidade de uma maior participação ajudar a melhorar o sistema. LINKS ÚTEIS Aqui está uma lista de artigos importantes sobre a participação dos cidadãos no processo de decisão em saúde,para leitura adicional: "Os desafios da participação e da cidadania nos sistemas de s

Dec 13, 202341 min

Ep 156Como saber comunicar como os actores? Cláudia Semedo

Hoje subimos ao palco.Para ter o sabor do que se sente em frente a um público.É provavelmente dos exercícios mais difíceis em comunicação.Temos uma mensagem, temos uma forma de mostrar essa mensagem e um público que, ao mesmo tempo, é ávido e exigente. TÓPICOS 00:00:12 - A arte da comunicação no teatroIntrodução do tema do episódio, destacando a importância da comunicação no teatro. 00:01:42 - A experiência de Cláudia Semedo como atrizCláudia Semedo fala sobre a sua experiência a trabalhar com dobragens e teatro. 00:03:03 - O processo de dobragem e o trabalho de concentraçãoCláudia Semedo explica como funciona o processo de dobragem, incluindo a sincronização da voz com as bocas das personagens e a necessidade de concentração durante o trabalho. 00:07:13 - O processo criativo de Cláudia SemedoCláudia Semedo fala sobre o seu processo criativo como atriz, encenadora e apresentadora, destacando a importância da observação do mundo e da reinvenção constante na arte. 00:09:29 - A inquietação social de Cláudia SemedoCláudia Semedo menciona a sua peça "Zé Alguém", que aborda a realidade dos sem-abrigo, e discute a crise habitacional e a falta de solidariedade na sociedade. 00:11:55 - A necessidade de pragmatismo e defesaCláudia Semedo argumenta que a dessensibilização social é uma forma de sobrevivência e defesa perante as injustiças e problemas estruturais do país, destacando a competição e a educação como fatores que contribuem para essa mentalidade individualista. 00:12:59 - A importância da educação para a criatividadeNeste trecho, a palestrante fala sobre a necessidade de uma educação que estimule a criatividade e o pensamento crítico. 00:14:06 - O medo do outro e o racismoNesta parte, discute-se o aumento do racismo e da xenofobia na sociedade, bem como a incompreensão do outro e o medo do desconhecido. 00:17:08 - A presença do racismo na sociedadeNeste momento, a palestrante aborda a presença do racismo estrutural na sociedade, destacando a marca da escravidão e da colonização. 00:20:10 - A experiência no programa de televisãoCláudia Semedo fala sobre a sua participação num programa de televisão de culinária e como foi uma experiência intensa e emocionalmente impactante. 00:22:20 - A paixão pela culináriaCláudia revela o seu amor pela culinária e como gostaria de ter estudado cozinha na escola de hotelaria, destacando a importância dos alimentos para a saúde. 00:23:39 - Lidando com o fracassoCláudia discute a sua postura relativamente ao fracasso, enfatizando que vê as experiências como processos e não como sucessos ou fracassos. 00:25:29 - A experiência de dobragem e teatroCláudia Semedo fala sobre a sua experiência a trabalhar com dobragem de desenhos animados e atuação no palco. 00:26:01 - A criação da receita de nuvem de ovoCláudia Semedo explica como inventou a receita de nuvem de ovo e os desafios que enfrentou durante o processo. 00:28:37 - A decisão de sair de um programa de culináriaCláudia Semedo fala sobre a sua decisão de sair de um programa de culinária e os motivos que a levaram a tomar essa decisão. 00:31:49 - A decisão difícilOs palestrantes discutem um dilema difícil de resolver sobre a agenda de espetáculos e gravações de um programa. 00:32:59 - Sentimentos no palcoCláudia Semedo fala sobre as suas diferentes experiências e emoções ao atuar no palco. 00:36:17 - Personagens desafiadorasOs palestrantes discutem a importância de atores saírem da sua zona de conforto e interpretarem personagens que são diferentes da sua personalidade. 00:37:07 - O trabalho de dobragem e teatroCláudia Semedo fala sobre sair da zona de conforto na dobragem e teatro, explorando personagens diferentes. 00:37:27 - A direção no teatroDiscussão sobre a direção no teatro e como vai além de apenas ler o texto, envolvendo modulação e estímulos diferentes. 00:39:11 - Os desafios das mulheres no teatroCláudia Semedo fala sobre a dificuldade das mulheres em conseguir espaço e poder no teatro, destacando a luta pela equidade nos círculos de poder. 00:43:18 - A importância da comunidade no teatroCláudia Semedo fala sobre a estrutura de uma companhia de teatro como uma casa e uma família que adora criar. 00:43:49 - A importância de discutir e discordarCláudia Semedo defende a importância de discutir e discordar, enfatizando que cada pessoa tem a sua própria subjetividade e experiência. 00:45:03 - A importância de ouvir e entender diferentes perspetivasCláudia Semedo destaca a importância de estarmos abertos a ouvir e entender de que lugar outra pessoa está a falar, valorizando as diferentes perspetivas . Os actores sentem todos os dias esse desejo de comunicar bem, de fazer sentir emoções e de ser julgados a todo o momento.A arte do entretenimento só funciona verdadeiramente pelo reconhecimento do público. E nesse processo de entregar emoções através do gesto e da palavra, cada actor entrega-se totalmente. O que significa prazer e nervos. Num exercício de alma, corpo e voz. A voz pode contar grandes histórias.Pela e

Dec 6, 202348 min

Ep 155Como descobrir talentos? Tiago Forjaz

Já ouviram falar de caça-talentos? Não é muito diferente de caça-tesouros. Mas na versão: os melhores e mais dotados seres humanos para realizar uma tarefa ou feito. O meu convidado de hoje, Tiago Forjaz, prefere ser visto mais como um descobridor e estimulador de talento do que propriamente um caçador. É um libertador mais do que um perseguidor. E partilha algumas das suas ferramentas. A conversa toca as coisas que vivemos diariamente. A ida à entrevista de emprego. Ou o momento de entrevistar candidatos. A maneira como lemos as pessoas. Ou como funciona o nosso instituto para descobrir o talento dos outros e também os nossos. De caminho falámos de líderes formais e informais. E de como se dá ou se bloqueia um processo de transformação. Mas o principal é mesmo o talento. Sim, aquela coisa que nos faz brilhar os olhos ou ver o brilho nos olhos do outros. É algo que se vê, mas muito difícil de medir. Se os nossos talentos tiverem espaço e tempo para fluir, seguramente a nossa vida será mais bem vivida. E do que aprendi hoje deu para entender que o talento e a desempenho tem uma relação bastante contraditória. O talento é a magia. O desempenho é medido com réguas rígidas. E tu, como exploras os teus talentos únicos? TÓPICOS & TEMPOS (00:00:12) - A procura pelo talento(00:02:51) - Libertar o talento(00:04:06) - A entrevista de emprego(00:06:36) - A importância de perguntas e curiosidade numa entrevista de emprego(00:06:52) - A ideia de caça talentos e a importância de libertar o talento das pessoas(00:09:49) - O potencial e o desempenho do talento(00:12:53) - O que é talento?(00:14:56) - Observar e elogiar(00:16:01) - Diversidade cognitiva(00:19:27) - A importância de libertar o talento das pessoas(00:20:09) - A confusão entre líderes e chefes(00:23:15) - A responsabilidade dos líderes em desenvolver talentos(00:24:23) - O papel dos líderes e o elogio(00:26:00) - A mudança nas estruturas organizacionais(00:27:20) - A disponibilidade e permeabilidade dos líderes(00:29:32) - A importância da transformação(00:30:23) - A falácia da transformação em cascata(00:33:21) - Liderança informal na transformação(00:34:38) - A importância de libertar o talento das pessoas(00:37:03) - Identificar talentos nas pessoas(00:39:14) - O que fazer com os talentos identificados(00:39:54) - A importância do talento nas organizações(00:40:21) - A confusão entre talento e habilidade(00:42:49) - A multiplicidade de talentos dentro de uma pessoa(00:45:24) - Explorar o talento das pessoas(00:45:53) - A importância da atitude de confiança(00:46:44) - Um dia bom para Tiago Forjaz Mais informação sobre o tema: Lista de fontes específicas sobre talento em Portugal: Instituto de Educação da Universidade de Lisboa: o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa tem uma linha de investigação sobre talento e educação. O site do instituto possui informações sobre essa linha de investigação, incluindo publicações, eventos e projetos. Centro de Investigação em Educação e Desenvolvimento (CIED) da Universidade do Minho: o CIED da Universidade do Minho tem uma linha de investigação sobre talento e aprendizagem. O site do CIED possui informações sobre essa linha de investigação, incluindo publicações, eventos e projetos. Fundação Calouste Gulbenkian: a Fundação Calouste Gulbenkian apoia projetos de investigação e formação sobre talento. O site da fundação possui informações sobre esses projetos, incluindo publicações, eventos e programas. Exemplos de fontes específicas sobre talento em Portugal: Artigo científico: "O desenvolvimento do talento em Portugal: desafios e oportunidades" (por João Pedro Ferreira, João Magalhães e Maria do Céu Roldão, Revista Portuguesa de Educação, 2023) Livro: "O talento em Portugal" (por João Pedro Ferreira, João Magalhães e Maria do Céu Roldão, Editora Escolar Editora, 2022) Site: "Talento Portugal" (site da Fundação Calouste Gulbenkian) TED Talk: "Como identificar e desenvolver talentos" (por João Pedro Ferreira, TEDxLisboa, 2022) Artigos científicos: "O que é talento?" (Revista Scientific American, 2019) "A natureza e a influência do talento" (Revista Psychology Today, 2020) "Como desenvolver o talento" (Revista Harvard Business Review, 2021) Livros: "O talento não é suficiente" (por Daniel Coyle, Editora Best Seller, 2019) "A fórmula do talento" (por Geoff Colvin, Editora Alta Books, 2020) "O talento é treino" (por Malcolm Gladwell, Editora Objetiva, 2021) Organizações: World Economic Forum OECD UNESCO LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA JORGE CORREIIA (00:00:12) - Ora viva! Bem vindos ao Pergunta Simples o vosso podcast sobre comunicação. Hoje mergulhamos na busca pelo Santo Graal do mundo moderno. Descobrir o último e mais talentoso dos talentosos. É uma conversa onde se viaja entre a descoberta individual do nosso talento e da forma como as empresas e organizações tentam caçar o unicórnio, capa

Nov 29, 202348 min

Ep 154A inteligência artificial fala a nossa língua? Tiago Ferreira

Nesta edição aventuro-me pelo universo, para mim, desconhecido e fascinante, da mistura do som, das palavras, das máquinas que aprendem as palavras e respondem com resumos escritos do que falámos. Na semana em tivemos websummit em Portugal e que o festival Podes escolheu os melhores podcasts nacionais, gravei uma conversa com Tiago Ferreira, engenheiro, criador de aplicações que usam a inteligência artificial para transcrever a fala, e empreendedor desta área do digital. E descobri que mundo está a andar cada vez mais depressa. TÓPICOS DE CONVERSA (00:13) Inteligência Artificial Aplicada à Linguagem(13:19) Influência Dos Algoritmos nas Recomendações(20:53) Web Summit e Futuro Dos Podcasts(35:50) Inteligência Artificial e Criatividade(41:39) Alucinação, Evolução e Profissões Futuras Quem se lembra de ter feito um ditado na escola primária? Em bom rigor quem ditava era o professor ou professora. No meu caso era a professora Zita que me ensinou a ler e escrever. Nesses dias do ditado ela lia um texto para nós o ouvirmos e transcrevemos. Estava feito o ditado. A santíssima trindade da aprendizagem do português completava-se com a interpretação de um texto ou com a populares composições. Sim, aqueles textos que eram enunciados como: “Façam uma composição de 20 linhas sobre a vaca”. Por exemplo. E à falta de melhor ideia podíamos sempre começar o texto com a célebre frase: “Era uma vez uma vaca…” E, porque estou eu para aqui a falar de ditados, composições ou redações e interpretação de texto? É que o Tiago Ferreira inventou uma máquina moderna que faz isso mesmo. Aplicada à voz falada e experimenta em podcasts, com este, o Pergunta Simples. E como descubro o Tiago no planeta? Bom, primeiro experimentei a tal máquina, um programa informático, uma aplicação. Já agora chama-se Podsqueeze. Numa tradução livre: Espremedor de Podcasts. E é isso mesmo que faz, espreme o conteúdo do que se fala em cada episódio. E depois de experimentar percebi que a magia tinha sido criada por portugueses. Melhor explicar na prática: Quando gravei esta conversa tirei o som do meu gravador num formato de ficheiro digital. E coloquei o som dentro do espremedor de palavras. O que aconteceu? Fiz um ditado. A fala transformou-se em texto escrito. Até aqui o processo é prático, mas não mágico. O que acontece a seguir é que é surpreendente. A máquina faz resumos do que falamos, parte a conversa em capítulos, descobre palavras significativas e até propõe vídeos de promoção do episódio. Como raio um computador consegue devolver resumos com contexto das conversas anárquicas que vou mantendo? É sobre isso esta conversa. Sobre máquinas entendem a fala e escrevem textos e sobre empreendedores portugueses a jogar no campeonato mundial das aplicações de inteligência artificial aplicada à linguagem. Alucinar ou atinar. Haveremos de viajar muito entre estes dois verbos nos próximos anos. Por um lado a vertigem da aceleração dos tempos, por outro a necessidade de parar para pensar. E tu, estás mais na fase da correria louca ou da pausa para contemplar? LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO 00:13 - JORGE CORREIA (Host) Ora vivam! Bem-vindos ao Pregunta Simples, o vosso podcast sobre comunicação. Nesta edição, aventura-me pelo universo para mim desconhecido e fascinante da mistura dos sons, das palavras, das máquinas que aprendem as palavras e que conseguem responder com resumos escritos do que falamos. Já vos vou contar tudo. Na semana em que tivemos o web Summit em Portugal e que o festival POTS escolheu os melhores podcastes nacionais, gravei uma conversa com o Thiago Ferreira, engenheiro e criador de aplicações que usam inteligência artificial para transcrever a fala e empreendedor desta área do digital, e descobri que o mundo está a andar cada vez mais depressa. Quem se lembra de ter feito um ditado na escola primária? Em Bom rigor, quem ditava era o professor ou professora. No meu caso era a professora Zita, que me ensinou a ler e a escrever. Nesses dias do ditado, ela lia um texto para nós o podermos ouvir e depois transcrever. Estava feito o ditado. Todos nos lembravamos A sentíssima trindade da aprendizagem do português. Completava-se com a interpretação de um texto ou com as populares composições, as redações, sim, aqueles textos que eram enunciados como façam uma composição de ventilinhas sobre a vaca, por exemplo, e, a falta de melhor ideia, podíamos sempre começar o texto com a célebre frase Era uma vez uma vaca E porque estou, eu para aqui a falar de ditado, de composições ou redações em interpretação de texto, é que o Tiago Ferreira inventou uma máquina moderna que faz isso mesmo, aplicada à voz falada e experimentada em podcasts como este. O pregunta simples E como descobriu eu o Tiago no planeta? Bom, primeiro experimentei, há o acaso, a tal máquina, um programa informático, uma aplicação que já agora se chama Podcasts, numa tradução livre, esprimador de Podcasts. E é isso mesmo que ela faz Espremo o conteúdo do que se fala em cada episódio E dep

Nov 22, 202344 min

Ep 173Como comunicam os políticos? Domingas Carvalhosa

Há uma coisa crítica para qualquer comunicação. Boa comunicação: o tempo. O tempo certo. Claro que o modo importa. Claro que a audiência é vital. E naturalmente a mensagem é crítica. Mas sem um bom timing, tudo pode ser perfeito e falhar redondamente. E, por que estou eu a falar do tempo certo para comunicar? Porque a última semana demonstrou como na comunicação, tal como na política, o tempo é quase tudo. As surpresas fazem parte da vida. Deve ser a isso a que se refere um conceito chamado VUCA. Traduzindo a sigla é sobre um mundo cada vez mais Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo. Mas não foi sempre assim? Parece que sim. Mas agora ficou na moda dizer que ninguém controla nada de nada. E isso para quem julga que manda ou contra a marcha do mundo, deve ser profundamente angustiante. Este programa era para ser sobre comunicação, reputação e posicionamento das organizações. Saber o que fazem as empresas e como trabalham as agências de comunicação e relações-públicas que as apoiam. Uma conversa com Domingas Carvalhosa, da empresa de comunicação Wisdom e nova presidente da APECOM, a associação do sector. Tudo a pretexto de um estudo que faz um ranking das empresas, comunicadores e jornalistas com mais popularidade no país. Escusado será dizer que os comunicadores ficaram continentes e vaidosos e os jornalistas irritados por serem vistos como amigos e próximos. Portanto, o pretexto era simples: falar de comunicação. E o mundo deu uma pirueta. O Primeiro-Ministro demitiu-se. O Presidente anunciou a dissolução do parlamento. E há eleições em março. O que significa o tiro de partida de uma longa campanha eleitoral de mais de 4 meses em pleno espaço mediático. É por isso o tempo em que a política e a comunicação se encontram. As ideias, os palcos e as 'personas' apresentam-se perante os olhos dos públicos eleitores. Esta conversa foi gravada depois da demissão e antes do anúncio da dissolução. Esta cronologia é importante porque nestas alturas tudo se acelera ainda mais e fica mais imprevisível. ÍNDICE DE TEMAS & TEMPOS: (00:02:51) O posicionamento estratégico do primeiro-ministro. (00:04:51) A emoção na comunicação do primeiro-ministro (00:06:51) O descontrolo na comunicação do primeiro-ministro (00:09:51) A estratégia de esclarecimento de António Costa. (00:10:51) A narrativa do vazio (00:13:51) A comunicação do presidente da república (00:14:51) Marcelo Rebelo de Sousa como uma pessoa das pessoas (00:17:51) O teatro público de Marcelo Rebelo de Sousa (00:20:51) A estratégia política do presidente Marcelo Rebelo de Sousa (00:22:51) A estratégia de comunicação de Luís Montenegro nas eleições (00:25:51) A mensagem do candidato (00:26:51) As soluções para os problemas (00:28:51) A comunicação política e a reputação (00:33:51) A importância da reputação (00:35:51) A gestão da reputação (00:37:51) O trabalho da reputação nas organizações (00:38:51) A importância do propósito nas empresas (00:39:51) A obrigação das empresas em cumprir normas não financeiras (00:42:51) A falta de regulamentação do lobbying em Portugal (00:46:51) A necessidade de legislação para garantir transparência (00:47:51) O aumento da transparência como forma de combater a corrupção LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO JORGE CORREIA (00:00:00) - Viva. Domingas Carvalhosa, comunicadora, gera neste momento uma agência de comunicação. Podemos defini la assim A Wisdom é também presidente da APC, que onde se juntam todas as organizações e agências que trabalham esta coisa da comunicação. Quando nós falamos há uns dias, a ideia desta conversa era que ela fosse precisamente sobre isto, sobre a comunicação, sobre sobre as agências, sobre o setor. E falámos sobre isto. E eis que senão o destino nos trocou as voltas por uma questão e de que maneira? Não é que por uma questão de porque os factos estão a andar muito depressa. Esta conversa foi gravada antes do Presidente da República falar ao país e, portanto, quando a maioria das pessoas ouvirem esta conversa, saberão que o presidente dirá coisas que nós não sabemos ainda o que é que vai acontecer. Mas vamos começar pelo início, que é o primeiro ministro falou e demitiu se, Apresentou se e demitiu se. Vamos olhar para esta pessoa enquanto comunicador. António Costa O que é que viu daquela comunicação? DOMINGAS CARVALHOSA (00:01:12) - Eu acho que António Costa esteve muito bem, não só na forma de comunicar, no timing de comunicar e também na forma de comunicar. DOMINGAS CARVALHOSA (00:01:23) - Ele comunicou, antes de que saíssem cá para fora quaisquer informações sobre factos de que ele pudesse eventualmente vir a ser acusado. JORGE CORREIA (00:01:35) - Controlou a narrativa de alguma maneira. DOMINGAS CARVALHOSA (00:01:37) - Totalmente a narrativa. JORGE CORREIA (00:01:39) - Por que isso é importante? DOMINGAS CARVALHOSA (00:01:41) - É muito importante controlar a narrativa sempre. Em comunicação, é importante comunicar a narrativa, porque quem controla a narrativa? Quem controla a narrativa vai com p

Nov 15, 202350 min

Ep 152Estarei louco? Inês Homem de Melo

Hoje é dia de falar da loucura. No sentido mais amplo do mundo. Da saúde mental, da boa saúde, dos médicos psiquiatras, das dores de alma dos doentes, das famílias e dos seus vínculos. É uma sopa rica de temas. E por falar em comida, foi precisamente num jantar que conheci a Inês Homem de Melo. Num jantar muito especial com pessoas de uma organização chamada Manicómio. Que se dedica a integrar pessoas com doença mental através da arte. E nesse jantar-debate foi-nos entregue a tarefa de moderar os comensais. Não na comida, mas na partilha de ideias. E foi sem surpresa que se percebeu que isto da saúde mental, ou da falta dela, toca a todos, independentemente da sua condição social ou económica. Nesta edição passeamos por esses labirintos das forças e fraquezas da nossa mente. Inês Homem de Melo é médica psiquiatra. E também música. Pensa rápido e ainda fala mais rápido. Nesta conversa torrencial faço o papel do jogador que tenta acalmar o ritmo do jogo enquanto ela corre para marcar mais um par de golos na minha baliza. A Inês pensou várias vezes em desistir do curso de medicina até que se encontrou com a psiquiatria. E isso mudou tudo. Vamos por partes. Sendo isto um podcast sobre comunicação, Inês Homem de Melo faz questão de ter tempo para ouvir os seus doentes. Sim, ouvir. E falar com eles. E explicar tudo. E voltar ao início outra vez. É uma espécie de raro cuidado num mundo em aceleração desmiolada. De que se fala no consultório da Inês? De sofrimento. Principalmente de sofrimento. Afinal vamos ao psiquiatra quando algo nos dói muito cá dentro. E não dá para encontrar respostas fazendo análises, radiografias ou TACs. Só se chega lá pela palavra dita. Pela palavra escutada. Pela fala interpretada. Pela reinvenção dos significados. É neste momento em que juntar a ciência e a criatividade dá um grande jeito. Em momentos em que é importante entender a fronteira entre o normal e o patológico. No fundo, o assumir da absoluta diversidade que somos apagando o conceito do que é normal. O normal é um conceito, talvez, demasiado valorizado. Posto isto, apertem os cintos. Vem aí uma conversa sobre famílias, adolescentes, drogas, vínculos emocionais, conflitos existenciais, pessoas com défice de atenção, depressões e ansiedades. Tópicos: [00:00:00] Abertura [00:00:13] Loucura, Saúde, Arte Na Psiquiatria [00:07:22] Diagnóstico E Fronteira Da Normalidade [00:12:39] Síndrome do Impostor e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperactividade TDAH [00:17:33] Psicodrama [00:29:30] Emoções Intensas E Doença Mental [00:39:40] Intervenção Precoce Na Saúde Mental [00:48:43] Relações De Vinculação E os seus Impactos [00:59:40] O Tempo É Relativo. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA 0:00:13 - JORGE CORREIA Olá vivão. 0:00:14 - Bem-vindos ao Pregunta Simples, o vosso podcast sobre comunicação. Hoje é dia de falar da loucura no sentido mais amplo e lato do mundo da saúde mental, da boa saúde dos médicos, psiquiatras, das dores de alma dos doentes, das famílias e dos seus vínculos. Desde a mais tem realidade. É uma sopa rica de temas. E por falar em comida, foi precisamente num jantar que conheci Inês Homem de Mélod, um jantar na ordem dos médicos, um jantar muito especial com pessoas de uma organização chamada Manicómeo, que se dedica a integrar pessoas com doença mental através da arte. E nesse jantar de bate foi-nos entregue a tarefa de moderar os comensais não na comida mas na partilha de ideias. E foi sem surpresa que se percebeu que isto da saúde mental, ou da falta dela, toca a todos, independentemente de sua condição social ou econômica. Nesta edição vamos passear por esses labirintos das forças e das suas coisas da nossa mente. Inês Homem de Mélod é médica, psiquiatra e também música. Pensa rápido e fala ainda mais rápido. Nesta conversa torrencial eu faço o papel do jogador que tenta acalmar o ritmo do jogo enquanto ela corre para marcar mais um par de golos na minha baliza. Em Inês, penso que às vezes em desistir do curso de medicina até que se encontrou com a psiquiatria E isso mudou tudo. Vamos saber como Vamos por parte. Sendo isto um podcast sobre comunicação, inês Homem de Mélod faz questão de ter tempo para ouvir os seus doentes. Sim, ouvir e falar com eles e explicar tudo e voltar ao início outra vez, é uma espécie de raro cuidado num mundo em aceleração desmiolada. Então, e do que se fala no consultório de Inês? De sofrimento, principalmente de sofrimento. Afinal, vamos ao psiquiatra quando nos dói algo muito cá dentro, e não dá para encontrar respostas fazendo análises, radiografias ou taques. Só se chega lá pela palavra dita, pela palavra escutada, pela fala interpretada, pela reivensão dos significados. Claro, depois há bioquímica, mas a palavra é fundamental. É nesse momento em que juntar a ciência e a realidade dá um grande jeito, em momentos em que é importante entender a fronteira entre o normal e o patológico. No fundo, o assumir dá a absoluta diversidade de que somos todos feitos, apag

Nov 8, 20231h 1m

Ep 151Qual é o som perfeito? Manuel Faria

Procuro o som perfeito. O som que nos inspira. Que nos faz sentir bem. Que nos envolve. Pode ser uma música, pode ser uma voz rica com o timbre mais bonito que ouvimos alguma vez. Pode ser o vento, a chuva ou o mar. Num mundo onde há bombas a cair, gritos de quem sofre ou silêncio de quem não sobreviveu, celebro os sons bons. Do choro da criança que nasce, da voz que se embarga de alegria, da música, do fado e folclore que nos explica esta coisa de ser português. Da voz que nos acalma na ansiedade ou nos incita para a próxima conquista. Este episódio é uma dança entre o silêncio e o som. De onde vem o som? Vem todo o lado. Vem ter connosco a todo o momento. Até estranhamos quando não vem de lado nenhum. Quando há o silêncio. A ausência de som. Que até nos pode incomodar. Que nos obriga a preencher esse vazio. Uma das técnicas de entrevista que sempre gostei de usar é a de guardar um par de segundos de silêncio quando pressinto que a pessoa com quem falo está prestes a dizer-me precisamente o era obrigatório dizer. O silêncio apenas criou espaço para isso. Depois há o som. Omnipresente. Vem de frente, de trás, dos lados, de baixo, de dentro de nós, da nossa garganta ou do centro do ouvido. O som imersivo. Que se poder recriar em estúdio usando uns curiosos microfones em forma de orelhas humanas. Para nos sentirmos ainda mais dentro do som. Som que pode pintar espaços com ambientes sonoros. Quem não se lembra do eco das salas grandes ou da surdez das casas com muitas alcatifas, ou cortinados pesados. Ou da vibração sonora no estádio de futebol. Do centro comercial em hora de ponta. Ou do cantor, à capela, nas ruas da cidade, ou no terreiro da aldeia, ao desafio, apenas com uma concertina. São tudo sons da nossa vida. E dentro deles o da voz humana. O mais belo instrumento. Atentem nos primeiros segundos à voz que vos apresento. É de Manuel Faria, um arquiteto do som. Um criador de ambientes sonoros. Façam silencio. Subam o volume. Este programa é para degustar. Então e quais são os sons da sua vida? Quais são os que preenchem a banda sonora da sua existência? Há uma música especial? Talvez aquela que tocada no mais mágico dos momentos. Ou será o marulhar das ondas do mar de verão? Ou da ventania da tempestade de inverno? E as vozes? De quem é a voz que guardam no momento em que vos disse algo ao ouvido. Daquelas vozes que parecem carregadas de eletricidade. Que dizem palavras com poder infinito de nos emocionarem. Pensem nisso. Liguem a essa pessoa, com a voz mais significativa do mundo e digam-lhe que gostam dela. Da voz e da pessoa. Se houver um pequeno silêncio a seguir, sorvam-no com lentidão. É um silêncio dos bons. Respirem fundo. Escutem atentamente. Permitam-se perder-se nas melodias que envolvem a sua vida. Existem sons que transcendem o tempo, que ecoam na trilha sonora da sua jornada. Existe uma canção especial? Talvez aquela que tocou no momento mais mágico da sua vida. Ou será o som das ondas num calmo mar de verão? Ou o vento furioso de uma tempestade de inverno? E as vozes? De quem é aquela voz que ainda ecoa nos seus ouvidos? Aquela voz que parece carregar uma eletricidade única, capaz de emocionar profundamente. Pensem nisso. Conectem-se com essa pessoa, com a voz mais significativa do mundo, e digam-lhe que a amam. Amem a voz e a pessoa. Se houver um breve silêncio depois disso, saboreiem-no com calma. É um silêncio que traz paz. CAPÍTULOS: [00:00:00] Abertura [00:01:21] Explorando o Universo do Som - Produção De Som E Áudio Imersivo [00:15:37] Desvendando os Mistérios do Som Binaural e a Música Cultural - Cantar E Dançar Na Cultura Ocidental [00:27:55] A Arte Sonora Descomplicada - Importância Da Voz E Técnica Na Música [00:44:05] Áudio Imersivo: Uma Viagem pelo Mundo do Som - Importância Do Call Center, Ruído Música, Som e Emoção: Som e Cultura: Descobrindo Novos Horizontes; Decifrando o Som: Uma Jornada pelo Áudio Imersivo [00:54:30] O Som Mais Bonito do Mundo: LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO 00:00:12:22 - 00:00:39:09 JORGE CORREIA Vivam bem-vindos ao pergunta simples ou voz pública sobre comunicação? Nunca é demais agradecer vos. O programa fez 150 episódios. Estamos no episódio 151 da contagem. Neste exato programa são mais de 5000 ouvintes regulares que merecem este encontro semanal. Para falarmos de comunicação nas suas múltiplas vertentes. Uma desculpa como outra qualquer para nos encontrarmos e falarmos da vida. 00:00:39:18 - 00:01:01:22 JORGE CORREIA Do que nos apaixona. Do que desejamos e do que nos dói. Obrigado pela escuta. Obrigado por partilharem com o vosso círculo de amigos a pergunta simples. Na última semana fui em busca da felicidade. Em bom rigor, fui procurar saber o que nos torna felizes e por isso, nesta semana vou em busca de nada mais, nada menos do que o som perfeito. 00:01:02:10 - 00:01:40:11 JORGE CORREIA Ouviram? Bem, procuro o som perfeito, o som que nos inspira, que nos faz sentir bem, que nos envolve. Pode ser uma música, pode ser uma voz rica, com um timbre ma

Nov 1, 20231h 1m

Ep 150Como ser feliz? | Jorge Humberto Dias

Hoje meto-me numa grande empreitada: Descobrir os caminhos para a felicidade. E não, não é um ‘podcast’ de autoajuda, não vende livros “seja feliz em 10 passos”, ou sequer arrisca dar algum conselho sobre o tema. Prometo boa ciência, maneiras de ouvir as pessoas e uma suave mistura entre expectativas e resultados. Encontrar a felicidade parece uma busca interminável. Começando pela definição de felicidade. O que é “ser-se feliz?” A pergunta só tem uma resposta subjetiva. Cada um define para si próprio o que é ser feliz. E após definir o conceito há que contar com as expectativas. Se formos uns perfecionistas encartados, a felicidade pode estar sempre num nível difícil de atingir. Tal como a inveja da felicidade alheia pode afinal ter um efeito de ricochete. Invejar é muito diferente de desejar. Com Jorge Humberto Dias, filósofo, professor de ética e estudioso da felicidade, percorro os matizes da felicidade. Por exemplo, a relação entre bem-estar e felicidade, explorando a ideia de que sem satisfação do bem-estar, a felicidade fica difícil de ser alcançada. E sobre receitas infalíveis para se ser mais feliz. Por exemplo, o amor e a amizade como elementos universais e o direito humano à felicidade. E viajamos até ao coração das organizações, das escolas e das empresas. As mais avançadas avaliam o coeficiente de felicidade de líderes, trabalhadores, professores e alunos. Mas não esquecemos os pais. Que ora exigem tudo das escolas. Ora passam os fins de semana a insultar os árbitros em jogos de futebol juvenil. A diferença entre felicidade e frustração é cada vez mais volátil. O mal-estar na vida pessoal ou profissional passa uma fatura alta. E nesta edição tenho em vista perceber causas e consequências. Escolhendo alguém que se assume como feliz. A ideia de felicidade pode ser mais simples do que parece. Ainda que possa ser transitória. Mas se fizermos o que gostamos, se gostarmos de quem gosta de nós e tivermos uma autoestima sem grandes remendos, então o caminho fica muito mais fácil. Capítulos e Pontos-Chave (0:00:00) - Felicidade E Inveja (0:06:39) - Bem-Estar, Felicidade E Trabalho Na Atualidade (0:20:29) - Gestão E Desempenho Nas Organizações (0:28:08) - Reciclagem De Traços Da Personalidade (0:33:03) - Influência Negativa Dos Pais No Desporto Jovem Em detalhe (0:00:00) - Felicidade E Inveja A consciência, avaliação, objeto da avaliação, expectativa e inveja como fatores da felicidade. (0:06:39) - Bem-Estar, Felicidade E Trabalho Na Atualidade Bem-estar, fatores infelizes, amor e amizade são discutidos como fundamentos da felicidade. (0:20:29) - Gestão E Desempenho Nas Organizações Gestão equilibrada, treino social, psicológico e mental, metodologia mista, cooperação, Seleção Nacional de Portugal e Real Madrid são discutidos para entrega de resultados. (0:28:08) - Reciclagem De Traços Da Personalidade Discutimos como equilibrar e melhorar a personalidade, a felicidade no trabalho, autonomia, ferramentas de agilidade e confiança. (0:33:03) - Influência Negativa Dos Pais No Desporto Jovem Missão, valores, códigos de ética e conduta afetam desempenho, produtividade e estabilidade emocional e psicológica no futebol juvenil, exigindo dos clubes soluções para auxiliar os pais. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO 00:00:13:03 - 00:00:39:13 Jorge Correia Ora vivam! bem vindos ao Pergunta sSimples a voz. Podcasts sobre comunicação. Hoje meto me numa grande empreitada descobrir os caminhos para a felicidade. E não, não é um caso de autoajuda. Não vende livros. Seja feliz para sempre. Dez passos ou sequer arrisca dar algum conselho sobre o tema? Prometo, sim, boa ciência, maneiras de ouvir as pessoas e uma suave mistura entre as expectativas e os resultados. 00:00:39:26 - 00:00:52:18 Jorge Correia E conto com uma boa ajuda para isso. Vamos ao programa. Vamos a isso. 00:00:55:09 - 00:01:27:16 Jorge Correia Encontrar a felicidade parece uma busca interminável. Começando pela definição de felicidade, o que é ser feliz? A pergunta só tenho uma resposta subjectiva cada um de nós define para si próprio o que é ser feliz. E depois de definir o conceito, há ainda que contar com as expectativas, com as nossas expectativas e com as expectativas dos outros. Se formos os perfeccionistas encartados, a felicidade pode estar sempre num nível difícil de atingir, tal como a inveja da felicidade alheia pode, afinal, ter um efeito de crescente. 00:01:28:04 - 00:01:52:07 Jorge Correia Invejar é muito diferente de desejar. Com o Jorge Alberto Dias, filósofo, professor de ética e estudioso da felicidade, percorre os matizes desta coisa a que chamamos felicidade. Por exemplo, a relação entre bem estar e felicidade, explorando a ideia de que, sem satisfação do bem estar, a felicidade fica mais difícil de ser alcançada. E sobre as receitas infalíveis para ser mais feliz. 00:01:52:18 - 00:02:18:27 Jorge Correia Por exemplo, o amor e a amizade são elementos universais e centrais do direito humano à felicidade. E viajamos até ao coração das organiz

Oct 25, 202354 min

Ep 149Porque precisamos de certezas? | Francisco Miranda Rodrigues

Os tempos não estão fáceis. Há uma sensação permanente de imprevisibilidade. Não sentem isso? O terrível sentimento de que não controlamos nada. Nada de nada. Em bom rigor sabemos que a incerteza é a única regra que vale na existência. Mas ter a certeza da incerteza pesa na nossa cabeça. E a saúde mental está ficar com umas valentes nódoas negras. A pandemia está a passar a fatura. Mais a guerra, a inflação, os juros, o preço das casas, a metrologia louca. Vivemos uma espécie de efervescência. Uma espécie de jogo de forças que nos desgasta a cada passo. É esse moer do dia a dia que aproveita todas as entradas da nossa vulnerabilidade. Sobra a ansiedade, o sono turbulento, as depressões escondidas para não se notar no emprego ou entre os amigos. O que fazemos para contrariar isto? Vou em busca de respostas com Francisco Miranda Rodrigues. Psicólogo. Atual bastonário dos psicólogos. É uma conversa carregada de labirintos, sombras e luzes. Das organizações e as suas lideranças. Das pessoas e das suas dores e ressurreições de alma. Falámos de profissionais à beira de um ataque de nervos. E de como será difícil curar esta gigante ferida social. Pedir auxílio no tempo certo é porventura um dos mais sensatos conselhos que podemos receber. Sim, elas podem não matar, mas moem. E enquanto na dor física é tido como normal ir à procura de ajuda, nas dores emocionais o caminho é menos direto. Ora porque desvalorizamos. Ora porque não nos levam a sério. E algumas destas pessoas em sofrimento podem escolher um caminho mais radical. Lemos nas redes sociais que se suicidaram, que descompassaram e atacaram alguém ou simplesmente fecham-se numa concha escura de desesperança e ruidoso silencio. Vale estar atento e apoiar o que nos rodeiam. Se suspeitarem que alguém tem a mente a doer, fiquem de olho, liguem os ouvidos e estendam a mão. Resumo dos Capítulos (TIMESTAMPS): Capítulo 1 [00:02:14] Saúde mental na pandemia A pandemia trouxe consigo uma onda de incertezas, que levou a um aumento expressivo dos casos de ansiedade e depressão. [00:07:14] Francisco Miranda Rodrigues, psicólogo e Bastonário dos Psicólogos, nos guia através desta realidade alarmante. Capítulo 2 [00:12:14] Incerteza e medo Com a constante mudança da situação global, os meios de comunicação desempenham um papel crucial na disseminação de informações. [00:17:14] No entanto, a incerteza e o medo que acompanham as constantes atualizações podem ser prejudiciais para a nossa saúde mental. Capítulo 3 [00:22:14] Mobilização em tempos de crise Como a sociedade se mobiliza durante uma crise? [00:27:14] O aumento de teorias da conspiração [00:32:14] está se tornando uma preocupação cada vez maior. [00:37:14] A capacidade de discernir entre informações verídicas e falsas é essencial. [00:42:14] Especialistas estão a trabalhar incansavelmente para combater a desinformação. [00:47:14] Uma abordagem proativa e informada é vital para a nossa saúde mental e bem-estar durante estes tempos incertos. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO 0:00:00 - JORGE CORREIA FRANCISCO MIRANDA RODRIGUES psicólogo agora na função no papel de bastonário dos psicólogos. É um especialista em psicologia do trabalho, em psicologia social e das organizações e bem precisamos Francisco. Como é que está a nossa saúde mental? É? 0:01:47 - FRANCISCO MIRANDA RODRIGUES pergunta clássica a saúde mental no geral dos portugueses, como a de muitos outros cidadãos de outros países, ficou agravada depois da pandemia que passamos? 0:02:08 - JORGE CORREIA o que é que nos fez a pandemia. 0:02:10 - FRANCISCO MIRANDA RODRIGUES pandemia colocou nos desafios com os quais nós não nos deparávamos. Provavelmente muitos de nós nunca nos tínhamos deparado, mesmo alguns, alguns, se calhar já mais velhos, se calhar terem tido alguns outros desafios semelhantes ou pelo menos semelhantes na grandeza de desafio. E nós somos uns seres que não nos damos assim tão bem quanto isso com a incerteza e portanto gostamos muito de poder saber o que é que vai acontecer e dar isso como garantido, mesmo que não seja nada garantido. 0:02:51 - JORGE CORREIA Se nós virmos isso como garantido, ficamos segados dar-nos um conforto se alguém nos disser lá está a frase, vai tudo correr bem que é uma promessa desgraçada é uma promessa desgraçada. 0:03:06 - FRANCISCO MIRANDA RODRIGUESEntende-se que nos primeiros momentos tenha havido uma tentação de o fazer. Como é evidente, não era fácil para quem tinha que lidar com uma gestão à escala global e à escala do país, e portanto é natural. Mas para a pandemia, claramente, que começa logo pela questão de incerteza, começa pela questão dos riscos associados, os primeiros que eles têm que ver com a própria saúde física e com a sobrevivência, e havia imagens muito impactantes disso e portanto não era uma coisa das nossas cabeças, não estávamos a inventar nada, havia riscos não pensando à distância. 0:03:45 - JORGE CORREIA Essa fórmula de comunicação, essas imagens fizeram-nos bem ou fizeram-nos mal mostrar aquela re

Oct 18, 202351 min

Ep 148Como ser criativo? Fernando Alvim

Será que o politicamente correto está a ganhar a luta contra as almas livres? Estarão as almas mais criativas a ficar resignadas? Este é o resumo desta conversa sobre comunicação e ideias loucas. Sobre humor e grandes histórias. E sobre o peso da opinião da fervorosa horda dos 'canceladores' digitais anónimos das redes sociais na tribo dos pensadores mais livres. Como o Fernando Alvim que aceitou estar no programa. Fernando Alvim é uma das pessoas mais criativas e loucas que conheço. É um livre-pensador e um ávido executor das mais loucas ideias de comunicação. Seja na telefonia, com algumas das mais míticas perguntas, sem filtro, ouvidas na rádio, seja nos eventos que inventa para provar simplesmente que é possível. Não é preciso dizer que Fernando Alvim advoga sempre pela necessidade de espaço para ideias inovadoras e bizarras e como o politicamente correto está a moldar a nossa sociedade e criatividade. E, o mais preocupante, é que ele admite que já pensa duas vezes antes de publicar algo que admite poder criar alguma turbulência. Será que esta autocensura é um risco real à liberdade de expressão e à criatividade? Claro que Alvim é sempre Alvim. E por isso podemos continuar a acompanhar o seu festival Monstros do Ano, para celebrar o bizarro e o insólito. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA 0:02:11 FerdandO Alvim, radialista, comunicador, mestre de ideias loucas, e eu quero falar sobre isso contigo. Quem é o Ferdand Alvin? Quem é este? tu, de verdade, Não sei bem. Sei que toda a minha vida dediquei à comunicação. Com treze anos Eu posso dizer que sou o pequeno soulo da Rábia A Mestracha, onde Comecei numa Rábia Pirata. Uma Rábia Pirata Numa Rábia Pirata, que foi a que comecei, e depois profissionalizei-me. Passado uns três, quatro anos, comecei a ganhar dinheiro e de repente percebi que ela ia ser a minha atividade principal. Curiosamente, passados muitos anos, sem qualquer tipo de discurso demagógico, eu diria que faria o que faço hoje sem que pagassem. Escusa-te-se, eu diria que nunca diria isto às minhas imediatas. Que faça mais, mas não deixe-te ser muito curioso. Fazemos aquilo que nós gostamos. É logo o clique para fazer a coisa bem feita. Acho que é uma sorte. Acho que é uma sorte para começar. Nós temos essa possibilidade de fazer aquilo que nós gostamos E, sim, acho que é uma vantagem enorme desde logo em relação a todos os outros que fazem aquilo que não gostam. Não é. Você pensa que o que gostas a partir da traz um desempenho melhor, melhor. Isto não é liquido. E não tens tempos de cansaída, unestamente não. Então tu começaste com 13. E agora tens, tenho 50. Pronto, então eu tenho. Mas é que me sei Genéricamente. Tu tens 40 anos de carreira. Sim, eu tenho um livro que editei a cerca de 20 e que se chamava 50 anos de carreira. Aliás, foi a Simona da Líbera que eu apresentasse. Faz parte da tua forma. O que é que foi o clique, o que é que te levou a tu sentir que Ok, este é o meu mundo, este é é uma coisa que te descompes aos 13 anos ou é uma coisa que vem de tráse? o pequeno Alvin já era, será alguém que queria falar com as pessoas. Não, eu acho que era, era um mídico que gostava de comunicar, mas ainda assim estaria longe de perceber que a minha atividade ia ser essa, ia ser justamente a comunicação. Eu acho que foi a partir do momento é que comecei a ler os livros de Micheal Esteves Cardoso, que percebi que era para ali, que eu queria ir. Os livros do Mac, o que é que está a fazer os livros do Mac, a causa das coisas, os meus problemas, todas as influências que ele me deixou. O Mac era grande apreciador do Backat e ao acosta dele descobri todo a obra do Backat, também da Acostina Bessa-Louis, todo o movimento do surrealismo com a Derebra, tom e coisas assim. Tive uma revista literária durante muitos anos, que era 365. E depois percebi que aquilo que gostava mesmo era de comunicar e divertir. E percebi também que o humor era uma extraordinária arma de comunicação, não é? E que isso me fazia aproximar das pessoas que queria conquistar. Olha nomeadamente de alguém que eu tivesse apaixonado, por exemplo, se eu tivesse humor era mais fácil. Era a tua porta de entrada. Sim, eu descobri o humor. Eu acho que isso, seguramente uma das vertentes do humor é essa, é poder se reduzir de uma forma mais eficaz. Que porta é que abre esse humor? Porque ensinar o humor é praticamente impossível e há vários humoristas profissionais, todos conhecemos. Tu tens uma carteira de amigos que são precisamente humoristas, pessoas que escrevem exatamente para o humor. Mas o teu brote das veias, o teu é automático, ele está lá e tu disparas quando tu precisas, e não são nada metódico nem esquemático. Portanto, eu diria que se eu faço a pretensão, é isso que acontece Agora, nem todos os dias o meu humor está apurado. Há uma coisa que eu gosto de ter como característica É sei que não tenho sempre piada, mas sei, quando não tenho piada, como é que tu lidas com ele? Como é que há alguém. É terrível

Oct 4, 202338 min

Ep 147Como se entendem os bebés? Maria do Céu Machado

Como entendem os pediatras os bebés? É uma pergunta que sempre me fascinou. Afinal a criança muito pequena não fala. Apenas chora, resumia, ri, come ou dorme. Todavia, os pediatras têm uma espécie de caixinha tradutora de tipos de choros, esgares ou movimentos do corpo que serve de tradutor simultâneo. Já agora nesse exercício de comunicação sobra sempre um olhar para os pais ansiosos, ali ao lado. Então se forem pais de primeira filho… Nesta edição converso com a médica pediatra Maria do Céu Machado. E falámos de crianças, de adolescentes e dos pais deles. De saber que os pais perguntam o que se dá de comer ao novo ser ou que os adolescentes vão espreitar ao Doutor Google para depois argumentarem com os médicos. Como este é um ‘podcast’ sobre comunicação, fiquei a saber como se dizem as más notícias, como é difícil fazer prognósticos e como muitas das queixas de doentes contra os médicos tem como base a má comunicação. Conheço Maria do Céu Machado há muitos anos e um dia fizemos um curso de treino de fala pública e mediática. No fundo, um manual prático de como se movem e o que procuram os jornalistas. E de como se devem comportar os oficiais públicos que tem de responder às perguntas mais difíceis. Um treino de choque. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA 0:00:13 - JORGE CORREIA Ora Viva-o. Bem-vindos ao Pregunto a simples, o vosso podcast sobre comunicação. Nesta edição falamos de saúde, de comunicação em saúde, de vida e de morte, os médicos e os doentes, os que sofrem e os que tentam ajudar. Da linguagem há calibração de expectativas, da relação médico-doente, dos prognósticos até aos influenciadores digitais. Tudo cabe nesta conversa, tudo cabe nesta edição. Vamos ao programa, vamos a isso. Como entendem os pediatras dos bebés? É uma pergunta que sempre me fascinou. Afinal, a criança muito pequena não fala, apenas chora, resmunga, ri, come ou dorma. E todavia, os pediatras têm uma espécie de caixinha tradutora de tipos de choro, de desgarros ou de movimentos do corpo que servem de tradutor simultâneo. Já agora, neste exercício de comunicação, sobra sempre um olhar para os pais ansiosos ali ao lado. Então, se forem pais de primeira água, de primeiro filho, então é que é Nesta edição conversa com uma médica, pediatra, marido, são Machado, e falamos de crianças, de adolescentes e dos pais deles, de saber que os pais perguntam ainda o que é que se está a ver ao novo ser ou ao novo bebê, do que os adolescentes vão espretar ao Dr. Google para depois argumentarem com os seus médicos. Como este é um podcast sobre comunicação, fiquei a saber como se dizem as mais notícias, como é difícil fazer prognósticos e como muitas das queixas contra os médicos afinal assentam numa má comunicação. Conheço marido São Machado há muitos anos e um dia fizemos um curso de treino de fala pública e de política, no fundo um manual prático de como se movem e o que procuram os jornalistas e de como se devem comportar os oficiais públicos que têm de responder às perguntas mais difíceis. Foi um treino de choque. A experiência do media training foi assim, uma experiência tão radical. Ai foi completamente. 0:02:25 - MARIA DO CÉU MACHADO Contamos às pessoas o que aconteceu Então a nossa assessora de comunicação, a minha professora da Sul que é Isabel, propôs-nos, aos dirigentes que eram eu e os dois altos comissários adjunto Rita Magalhães Colasso, que agora é a assessora do presidente, e o José Maria Albuquerque e os coordenadores dos programas prioritais do Plano Nacional de Saúde, fazer um media training. Nós tossemos todos o nariz porque achamos que nós sabíamos falar com os avistas. não tem problema nenhum. 0:02:56 - JORGE CORREIA E ela insistiu É uma coisa fácil, não é Existiu e resolvemos então dar um dia, então damos um dia. 0:03:02 - MARIA DO CÉU MACHADO Lá foi marcado. Fomos para a escola de comunicação, escola superior de comunicação. Tivemos uma parte da manhã com o Jorge Correia, com o Fernando Esteves, com o Mario Mauriti, e que foi teórico, mas que nos disseram coisas engraçadíssimas. Que o seu número 2 está sempre a achar que é melhor que você, que o número 1 fazia o melhor trabalho. Por isso tenha cuidado com o número 2. Nunca mais deixei de ter cuidado com o número 2. E entretanto a minha secretária Lígame aquilo inclui ao moço, a minha secretária Lígame dizia que tinha que ir ao Ministério ensinar um papel urgentíssimo. O motorista já estava à porta. Ele sai porta fora, entre no carro e no turista diz-me Olha, afinal já não é preciso ir ao Ministério. Eu torno a entrar e quando torne a entrar, o Jorge Correia a correr na minha direção. Até eu olhei para trás para ver se o Ministro estava atrás de mim com o Câmara Mena atrás de si e ia dizer o que é, que acha dos cortes que a Assembleia da República fez ao leite do Tavaque? Nós tínhamos mandado e a Assembleia da República tinha feito cortes E eu fiquei completamente congelada. Eu tinha aquilo preparado porque nós já sabíamos que quando fôssemos a qualqu

Sep 27, 202355 min

Ep 146Como comunicar com o público? Aline Castro

Hoje vamos mesmo falar em exclusivo sobre comunicação. Sobre os dilemas de comunicação que se levantam nas instituições, empresas, organizações ou grupos sociais quando toca a vez de falarem aos cidadãos. Neste episódio poderá ouvir sobre: A importância da comunicação orientada para o público em geral [00:00:12] Comunicar para o público em geral é nobre e útil, abrindo-se à sociedade e garantindo que os cidadãos estejam informados. A utilidade e compreensão na linguagem utilizada [00:01:37] A comunicação deve ser útil e evitar o uso de jargões profissionais, utilizando uma linguagem simples e clara. A criação de canais de comunicação para ouvir a reação do público [00:02:54] É importante criar canais para ouvir a reação do público, mesmo que seja uma reação negativa, pois é melhor do que o silêncio absoluto. A importância da linguagem acessível [00:07:54] Discute-se a resistência em simplificar a linguagem técnica e a necessidade de aproximar as pessoas. A confusão entre comunicação pública e comunicação privada [00:10:41] Aborda-se a visão antiga de que a comunicação pública é apenas para promover autoridades e como lidar com essa confusão. A necessidade de comunicação orientada para o interesse público [00:12:00] Explora-se a importância de comunicar de forma compreensível e útil para ganhar imagem e reputação. Reações do público [00:15:00] Como o público reage quando a comunicação não é de interesse público e a importância do engajamento. Indignação e mau uso da comunicação [00:16:19] Eles falam sobre a indignação do público e como lidar com as críticas, além de abordar o mau uso da comunicação. O papel do porta-voz [00:20:26] Discutem as características de um porta voz ideal, aquele que se conecta com a audiência e transmite humanidade. A importância do recetor na comunicação [00:22:11] A comunicação só existe quando o receptor entende e absorve a mensagem, minimizando ruídos e facilitando a compreensão. Mudando a lógica da comunicação organizacional [00:25:08] A necessidade de colocar o outro em primeiro lugar na comunicação pública, mostrando como os serviços e procedimentos podem realmente mudar a vida das pessoas. O trabalho estratégico de comunicação [00:26:23] A importância de fazer um trabalho estratégico de comunicação, parando a "máquina da pastelaria" para ter tempo de pensar e refletir sobre o que está a ser feito. A ilusão dos likes e a expectativa de viralização [00:29:53] Discutem a expectativa de que um conteúdo viralize nas redes sociais e a realidade de que isso raramente acontece. As consequências de um viral negativo [00:30:40] Abordam como os cancelamentos e críticas nas redes sociais podem gerar crises de comunicação e reverberar mais rápido do que conteúdos de utilidade pública. A importância de facilitar o acesso à informação [00:31:35] Aline fala sobre a gratificação de receber feedbacks positivos e agradecimentos por fornecer informações acessíveis e úteis às pessoas. Vamos até ao Brasil, até São Paulo com a Aline Castro, uma comunicadora e autora de um interessante ‘podcast’ sobre comunicação pública. Chama-se precisamente “Comunicação Pública - Guia de Sobrevivência” e mostra muitas das dores de alma e pequenas vitórias dos comunicadores nas organizações que servem. Comunicar para o público em geral é das coisas mais nobres e úteis que um a organização pode levar a cabo. Significa abrir-se à sociedade, garantir que os cidadãos estão informados e criar condições para acolher o ponto de vista do público na organização. No fundo, a comunicação quer criar elos de ligação entre pessoas. E por isso deve ser sempre orientada por dois princípios fundamenta: as utilidade e o entendimento. Dou um exemplo: se a comunicação for apenas um veículo de propaganda e de massagem do ego da organização e a sua liderança, ela não funciona. O público é inteligente e rapidamente esse tipo de comunicação torna-se irrelevante ou mesmo contraproducente. Por isso a primeira pergunta que um comunicador colocar é: para que serve isto aos olhos do público que aspiramos atingir. É uma informação útil? Vai ajudar o público a decidir melhor? A saber o que fazer? E depois há a segunda parte: a linguagem. Como tornar a informação facilmente percebida. Fugindo do jargão, da linguagem técnica ou de todas as palavras ou frases que são vazias ou, pura e simplesmente, impossíveis de entender por todos. Finalmente há que criar boas condições para que se crie uma ligação, que haja canais para ouvir a reação do público. É que mesmo uma reação menos simpática ou irada é melhor que o silêncio absoluto. A Aline Castro tem essa experiência. Nos últimos 14 anos esteve a liderar a comunicação de um tribunal em S. Paulo no Brasil. Mas os seus dilemas e arte para os resolver não se esgotam apenas no universo judiciário. Se pensarem bem, a linguagem da boa comunicação estende-se por todos os organismos que fazem serviço público ou prestam serviços ao público. E em caso de emergência socorram-se de um bóia de salvament

Sep 20, 202333 min

Vitorino de Almeida | A música conta boas histórias?

Descrever esta conversa como uma entrevista é claramente uma ideia errada. Nem quero arriscar ir por aí. Talvez pudesse dizer que é desconcertante. Mas no mais belo sentido da palavra. O Maestro António Vitorino de Almeida é uma ‘persona’ ...

Sep 13, 202352 min

Ep 144Sabe pela vida? José Avillez

Já voltaram de férias? Foram boas? Divertiram-se? Comeram e beberam? Riram-se e abraçaram? Nadaram ou fizeram boas caminhadas? Ou simplesmente leram um bom livro e ficaram a ver as estrelas nas noites quentes? Os frescas. Que este verão está a ser ventoso. Nesta edição falámos de alta cozinha. E já vamos falar do bom que é saborear grandes, frescos e suculentos alimentos cozinhados com quem sabe muito de sabores. Mas quero ainda deixar um pé nas férias para notar que os preços estão pela hora da morte. A vida está cara, mas o sector do turismo está a abusar. A desgraçada da inflação de 10% transforma-se como que por multiplicação dos pães em 20 a 30% na fatura dos restaurantes e hotéis. Os pratos mais banais, da omeleta de pouco mais que ovos ao bitoque subiram dos 10 euros para os 13. Os pratos especialidade da cada dos 12 para os 19. Com aquele detalhe irritante do acompanhamento agora vir quase sempre à parte com mais 3 ou 4 euros extra. As sobremesas cresceram em preço e diminuíram de tamanho e o café dos 70 cêntimos passou para um euro por rotina ou euro e meio para ser bebido na esplanada. Mas a questão dos preços no turismo não tem só a ver com euros. Também tem a ver com serviço. Notei nos últimos meses que estão a desaparecer os empregados de sempre dos nossos cafés e restaurantes. O empregado simpático, bom comunicador, conhecedor dos nossos gostos e até, às vezes, desgostos. Mas principalmente capazes de nos mimarem de ter connosco boas ainda que breves interações. Para onde foram estas pessoas? Porque vieram outras pessoas, mais mecânicas, menos comunicadoras, mais viradas para fazer o que há para fazer, e menos para cuidar, para acolher. Como se o ato de ir comer ou dormir num sítio bom fosse um mero ato burocrático, ou administrativo. Essa reflexão fez-me querer recuperar a conversa que o Chef José Avillez me ofereceu. Tudo sobre acolhimento, excelência e relação. Alta qualidade e com preços a condizer. Hoje é dia de ficar com a boca cheia de água. De experimentar a gula a todo o vapor. De ler nas texturas dos alimentos. De cheirar. De provar. De depenicar. De petiscar. De empanturrar barriga e olhos das mais belas iguarias. Com um mestre, um Cheff, José Avillez, português, mas sempre na lista dos 100 melhores cozinheiros do mundo. Este programa é sobre comida, alimentos, ingredientes, povos e culturas. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Esta transcrição foi gerada automaticamente. A sua exatidão pode variar. 0:12 Pessoa 1 Ora, vivam. Bem-vindos ao pergunta simples do vosso podcast sobre comunicação, já voltaram de férias por um boas divertiram-se, comeram e beberam, riram se e abraçarão nadarão ou fizeram boas caminhadas ou simplesmente ler um bom livro. 0:28 Ficaram a ver as estrelas nas noites quentes. Ô frescas, que este verão está a ser francamente ventoso. Nesta edição, falamos de alta cozinha e já vamos falar do que bom no saborear de grandes, frescos, suculentos e bem cozinhados alimentos por quem sabe muito sabores. 0:48 Mas e o cara? Ainda deixaram apenas férias para notar que os preços estão plo hora da morte. Já notaram? Não é a vida destacará, mas o setor do turismo está a abusar, a desgraça da inflação de 10% transforma-se, afinal, quase como por multiplicação dos pães em 20 a 30% a mais na fatura dos restaurantes e hotéis, os pratos mais banais do muleta, que tem pouco mais que ovos, e o bitoque. 1:15 Subiram dos 10 para os 13 EUR e os pratos, especialidade da casa, subiram rapidamente dos 12 para os 19. Com aquele detalhe irritante do acompanhamento, vir agora, quase sempre à parte com mais 3 ou 4 EUR extra é sobremesas cresceram em preço e diminuíram de tamanho e o café dos tenta cêntimos passou por 1 EUR por rotina ou euro. 1:37 E-mail para ser bebido na Esplanada. Mas a questão dos preços no turismo não tem só a ver com euros. Tem também a ver com comunicação, tem a ver com o serviço, notei nos últimos meses que estão a desaparecer os empregados de sempre, dos nossos cafés e restaurantes. 1:53 O empregado simpático, bom comunicador, conhecedor dos nossos gostos e até às vezes, dos nossos desgostoso, mas principalmente capazes. Quando nos mimarem de terem sempre conosco boas, apesar de Breves interações, Breves conversas. Para onde é que foram essas pessoas e por que que vieram outras pessoas mais mecânicas, menos comunicadoras, mais viradas para fazer? 2:15 O que é para fazer e menos para falar, para cuidar, para acolher como se o ato de ir comer ou dormir num sítio bom fosse um mero ato burocrático administrativo, esta reflexão fez-me crer e ouvir a conversa que o chefe José avillez, me ofereceu, que é tudo o contrário disto, é tudo sobre acolhimento, sobre excelência, sobre relação alta qualidade e, claro, com preços a condizer. 2:41 Hoje é dia de ficar com a boca cheia dágua, de experimentar a gula a todo vapor, de ler nas texturas dos alimentos, de cheirar, de provar, de depenicar, de petiscar. Tem tanto RA barriga e os olhos das mais belas iguarias com o chefe José villez, o

Sep 6, 202358 min

Ep 141José Gameiro | O psiquiatra ajuda a resolver as crises?

Hoje é dia de ir ao psiquiatra. Revisitámos uma conversa com José Gameiro, a meados de setembro de 2021. E lembrei-me deste episódio por causa do último livro que escreveu, o “Ser Psiquiatra” com um retrato subjetivo dos seus 40 anos de profissão. José Gameiro ouve, todos os dias, pessoas que sofrem. Pessoas que lhe entram no consultório com pedidos de ajuda. Com demandas para ser guia de um certo regresso à felicidade. Ou pelo menos a alguma harmonia. A ideia romântica do que somos ou queremos ser persegue-nos sempre. E o choque com a realidade acorda-nos. O dia em que gravámos coincidiu com a semana em que deixamos de usar as máscaras cirúrgicas populares na pandemia. E as máscaras foram um bom mote No jogo das máscaras que todos jogamos uns com os outros há terrenos férteis para imaginários, felicidades e dores. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA 0:00:00 - JORGE CORREIA Houve o quê, o que que é que a gente quer dizer que houve Coiso de tudo. Por que que o procuram? 0:00:06 - JOSÉ GAMEIRO Porque estão a se fornecer, ou seja. O seforimento pode ser uma doença psiquiátrica com o rótulo, com o diagnóstico, ou pode ser um seforimento de relação com alguém, um seforimento interior que não tem relação direta com ninguém, mas que é interno. As pessoas só vão. A ideia é que havia que as pessoas vão ao psiquiátra, ao psiquiátra sobretudo por lá, cá, aquela pália, um pequeno luxo, é mentira. É mentira A psiquiátrica quando estão a se fornecer, quando estão a se fornecer, quando acham que não conseguem ultrapassar porque às vezes já exageram o tempo que deixam estar sem procurar ajuda E aquilo vai inquistando, que tudo vai inquistando, não é? E portanto a ideia é que isso não é verdade. As pessoas procuram, quando estão a se fornecer, e querem, querem, por um lado, alviar o seforimento e, por outro lado, que o seforimento faça algum sentido na sua história, ou seja perceber um bocadinho o que é que está a passar. Não é Perceber um bocadinho o que está a passar porque às vezes é possível. Às vezes é mais difícil. 0:01:00 - JORGE CORREIA E consegue se tipificar o tipo de sofrimentos ou Nem psiquiatria ou os diagnósticos. 0:01:06 - JOSÉ GAMEIRO Seja bem. Seja bem, pois é. Boa parte da clínica não será de diagnósticos, provavelmente ditos. Não posso pôr um conto nas pessoas, mas consegue se perceber o que é, que é uma pessoa que está ansiosa, que é uma pessoa que está triste, uma pessoa que está deprimida, uma pessoa que prefere num caso extremo psicótico e atreverante, etc. Eu trabalho muito com casais, portanto as coisas são um pouquinho diferentes. Que é o sofrimento da relação e o programa da relação, mas é sempre o sofrimento. Em casos raros não há sofrimento. A pessoa vai ao psiquiatra porque é pressionada para ir por coisas comportamentais e não há sofrimento. E um bocado, ao contrário. Temos que levar a pessoa até ao sofrimento. É um bocadinho às vezes. 0:01:42 - JORGE CORREIA Terá de ter uma autoconsciência do que é que aconteceu, do que é que causou, outro É o que é que causou outro, e ir até ao sofrimento e provocar. 0:01:49 - JOSÉ GAMEIRO Se é possível dizer a palavra na própria pessoa, alguma pessoa de sofrimento está a provocar nos outros, que às vezes não existe. 0:01:54 - JORGE CORREIA Como é que se escutam as pessoas? Tem uma caixinha com empatia, com o tempo para ouvir. 0:02:01 - JOSÉ GAMEIRO Tempo. Tenho Primeiro consulto. Eu sou muito rigido com as horas. Sou um bocado germânico. 0:02:07 - JORGE CORREIA Comece a hora certa acaba a hora certa. Posso te perguntar porquê? 0:02:12 - JOSÉ GAMEIRO Não sei, sempre fui assim. Aquilo que eu encontro mais próximo a minha mãe era uma pessoa muito rigorosa. Elas são as horas, por exemplo. A minha família era muito rigorosa, meu pai não, mas o lado da minha mãe sobretudo deve ter ficado daí, mas não sei porquê, porque a minha irmã, por exemplo, faleceu há um ano e tal, e que era também psiquiatra. Não era nada rigorosa com as horas E eu sou completamente a minha mulher, que costuma dizer tu é o gajo menos interessante do mundo porque chega às acaso e repara uma hora. Se não der sá assim vão tirar a engrafada. Eu sei que elas tu vais chegar, é previsível. Agora já não faço até às 10,. Agora a pandemia de Ruzi. Eu não faço até às 10, mas eu fazia consultórios até às 10 para às 8. O quarto para às 8, acho que a última se consultará cheia de ter noite. Eu faço, se é uma primeira, uma hora, se é uma segunda é uma dizinha de minuto E portanto eu acabo sem mamão. Agora é como a noite de moto a toda a vida. Eu chegava à casa 20 minutos depois. 0:03:03 - JORGE CORREIA Rápido e só um minuto 45 dessa segunda consulta estiverem a pessoa. 0:03:10 - JOSÉ GAMEIRO Eu sei que essa pergunta faz todo sentido. As pessoas são avisadas quando marcam uma consulta. Se não me conhecem, são avisadas para secretar e que eu sou super pontual. Primeira coisa E, ao contrário do que se pensa, quando as pessoas, quando os médicos são claros, têm a tradição de se atrasar muito

Aug 30, 202336 min

Catarina Furtado | Quanto vale a empatia?

Meio de agosto já lá vai e setembro está à porta. Não tarda nada e começamos o novo ciclo anual de trabalho. Reabrem as escolas, regressam os adultos também ao trabalho. E por isso lembrei-me desta conversa com Catarina Furtado que reedito hoje. A raz...

Aug 23, 2023

Alexandre Monteiro | Como Descodificar a Linguagem do Corpo?

Hoje usamos o silêncio para provar que nem sequer são precisas palavras faladas para entender os outros. Vamos Descodificar a Linguagem do Corpo. É tempo de recuperar uma das conversas mais intrigantes e fascinante que tive para o Pergunta Simples. Um...

Aug 16, 2023

Ep 140Pereira de Almeida | Deus Existe?

Estamos no pós-jornadas mundiais da juventude e até para um não crente é impossível não observar toda uma sequência de momentos, palavras e emoções que criaram um acontecimento único na cidade de Lisboa. Na perspetiva da comunicação, o Papa é detentor de uma poesia muito própria na sua linguagem. Não são só as palavras. São as pausas. São os olhares. Para os crentes há um olhar sobre a sua fé. Para os outros um olhar sobre a sua humanidade. O Papa que fala a centenas de milhares de pessoas em Lisboa é o mesmo que falou — sem dizer uma única palavra — para uma Praça de S. Pedro vazia no tempo da pandemia. Este aparente contraste faz-me ir recuperar uma conversa tida com José Manuel Pereira de Almeida em fins de maio de 2020, mesmo na saída de um dos confinamentos da COVID 19. Pereira de Almeida é professor de ética, padre e médico. E se a parte da conversa sobre a pandemia sabe, felizmente, a um tempo antigo, todas as outras palavras são de uma atualidade permanente. Gostei em particular do momento em que partilha connosco a importância de acolher o outro, de sorrir, de ouvir. Uma linguagem universal que ajuda a perceber uma forma de viver ao serviço dos outros. Talvez algo ainda mais importante do que a certeza ou dúvida que sempre paira sobre a existência de deus. Mas a curiosidade existe e vale sempre a pena fazer a pergunta “Deus Existe?” LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Transcrição automática 0:00:11 - JORGE CORREIA sOra Viva-o. Bem-vindos à segunda edição do podcast Pregunta Simples. Depois de passar pela televisão com Clara de SouSa, é tempo de ouvir palavras que vêm do púlpito de um altar. As igrejas têm normalmente uma excelente acústica, um som característico com um ecoinimitável, mas também podem ser palavras de cátodara, de um mestre que ensina teologia na universidade, ou de um médico que sabe ler pedaços da nossa carne, chama-lhe tecidos, mas que intui o espírito das pessoas num piscar de olhos. Chama-se José Manuel Pereira de Almeida e é o convidado desta edição. É médico, é padre, é professor, mas estes são rótulos mais formais. Lá dentro tem muito mais coisas para mostrar. Conhecemos-nos numa Comissão Diética. Todos nessa Comissão sabiam muito do tema da Eética. Acheto eu. O meu papel nessa Comissão era o de Preguntador Ignorante. Seguramente fui convidado porque nada sabia de nada. Não me dei mal na função ao longo da vida não saber nada de nada e perguntar sobre tudo. Desde esses tempos ouvi-o sempre com atenção, muito por aquilo que sabia e tanto por aquilo que dizia. Não saber ou duvidar E assumir isso só está ao alcance dos sábios ou dos mestres. Este é um podcast sobre comunicação e o convidado desta edição usa a palavra e o silêncio para comunicar. Começamos com a mais óbvia e fácil das perguntas E Deus existe. 0:01:56 - PEREIRA DE ALMEIDA Para muitos pode ser uma pergunta, creio mesmo que para aqueles que defendem que não existe, será mesmo a pergunta da vida. Neste tempo que é o nosso, creio que para os cristãos recebemos de Paulo VI uma e do patriarcto Atenágoras ao tempo, na visita à Jerusalém, em que ele reconhecia o texto é conjunto e editem francês, porque a língua internacional que é o Espírito Santo fala às nossas igrejas, portanto à igreja oriental e à igreja ocidental, através do ateísmo dos nossos irmãos e irmãs. E portanto, isto para dizer, se calhar, estamos todos nessa procura, alguns mais conscientes, outros menos, uns pela negação, outros pela convicção de que, a partir de uma determinada via, há uma procura de sentido que faz denominar alguém de Deus eu estou a dizer alguém, porque é a tradição cristã e que diz que Deus é pai ou mãe de todo somado, mas estamos lá no seu coração, ou seja que Deus mora no nosso coração, mas sínteme, particularmente próximo daqueles que sobre isto não sabem dizer nada. Há uma tradição importante da teologia cristã que é a teologia negativa, quer dizer que nós fazemos melhor serviço a Deus não dizendo nada do que dizendo as tontices que às vezes em algumas teologias aparece. 0:04:04 - JORGE CORREIA Como é que é ser padre e subitamente os fiéis desapareceram da igreja. Imagine que desapareceram. 0:04:11 - PEREIRA DE ALMEIDA Claro que desapareceram E como desaparecemos todos de todo lado. é da convivialidade e portanto para o padre, é essa da igreja vazia ou, naquela imagem tão difundida e que eu creio que atingiu a todos, falou da mesma maneira crentes e não crentes do Papa numa praça de São Pedro Vazia. É uma imagem fortíssima, digo eu. 0:04:39 - JORGE CORREIA Como é que viu esse momento. 0:04:41 - PEREIRA DE ALMEIDA Sim, como profecia, no que diz respeito a poder comungar da dor e da aflição em tantos outros sítios diferentes, que se haviam confinados que é agora um termo que a gente também aprendeu numa intimidade não querida, numa escolha de uma closura não desejada. E portanto, o que é um padre e uma igreja vazia é outra vez tomar a consciência de que claro que nós somos, na tradição cristã, a assembleia que é conta, não é O sujeito que

Aug 9, 202339 min

Ágata Roquette | Como vencer a balança?

Estamos no mês de agosto, mês em que o Pergunta Simples faz a sua pausa de verão. Mas este ano estive a olhar para lista dos melhores episódios de sempre e decidi escolher e voltar a publicar os mais populares ou os que geraram mais comentários e as vo...

Aug 2, 20231h 0m

Os teus olhos gostam de mim? Dulce Bouça

O programa de hoje é uma viagem sobre a fala do corpo e as dores da alma. Fala de profundas contradições e de estranhos equilíbrios. Fala de seres humanos e ser-se humano. Se vos disser que é uma edição sobre comportamento alimentar, doenças, causas e ...

Jul 26, 202343 min

Joana Rita Sousa | Como se aprende a perguntar?

Hoje sinto-me na idade dos porquês. Porque? Porquê? Porquê? Porque sim! Porque sim não é resposta, dir-nos-à qualquer criança munida de mil perguntas difíceis para fazer. Nesta edição é convidada a filósofa e perguntóloga Joana Rita Sousa. Mestre na ar...

Jul 19, 202351 min

Ep 136Como se conta uma boa história? João Tordo

Ler um livro é das coisas que mais prazer me dá. Acontece convosco o mesmo? Quando entramos num livro passamos a habitar num mundo novo. Um mundo construindo entre as palavras do escritor e a nossa imaginação. Esta edição roda à volta das palavras. As escritas em livros. As escritas para serem ditas por atores no teatro, filme ou série. E por isso hoje em um dia muito especial. O convidado desta edição é um dos mais conhecidos e premiados escritores portugueses de nova geração. João Tordo, autor de 19 livros, entre romances, ensaios e policiais. E co-argumentista da série Rabo de Peixe. João Tordo é um confesso leitor compulsivo. E um documentado autor prolixo. Escreve em abundância e qualidade. E por isso não fiquei surpreendido quando me disse que a folha em branco não lhe causa nenhuma angústia. É um escritor matinal e um leitor noctívago. E deu para falar de tudo. Da maneira como escreveu Rabo de Peixe. Como se preparou. Como juntou ideias com os outros co-autores e como desenhou a uma das mais animadas cenas da série: o assalto à cabana de 'Uncle' Joe por Arruda. Um embate entre Pepe Rapazote e Albano Jerónimo. Uma oportunidade para falar de livros e de personagens que amiúde contrariam o autor. Das conversas com os leitores com pedidos para escrever mais sobre algum personagem. E o autor faz-lhes a vontade, continuando a saga dos personagens mais queridos. No caso de Rabo de Peixe vem aí a segunda temporada e João Tordo pode continuar a escrever para o reviver da história. Já agora sabiam que ao se escrever uma série como Rabo de Peixe há mesmo uma “Sala de Escritores”? Isso mesmo, a sala onde os argumentistas trocam as ideias mais loucas e radicais, desenham as cenas e escrevem as falas dos actores. Escrever não deve ser um exercício sem efeitos secundários. E este alívio ao entregar o manuscrito para publicação dá uma dimensão desse misto de dor e de alívio. Mas se o leitor e escritor João Tordo aceita essa compulsão das palavras só podemos seguir a torrente e ler o que escreve. Dos seus viciantes policiais até aos ensaios que nos colocam perante o espelho da condição humana. É essa condição, humana e insular, que espero ver no Rabo de Peixe, segunda temporada. Entretanto, entretenho-me a ler o seu livro “Felicidade”. Uma história de um amor que mete trigémeas. Preciso de dizer mais alguma coisa? TÓPICOS [00:00:00] . Sobre livros e a escrita da série Rabo de Peixe nos Açores. [00:06:44] Plataformas pagavam impostos nos EUA, ICA favorecia cinema português. [00:11:08] Cinema português precisa de mais apoio financeiro. [00:18:42] Tripulante escapa da prisão e história morre. [00:21:49] Arruda, antagonista de Eduardo, personagem interessante. [00:27:05] Obsessão pelos livros desde criança, desvio para outras áreas, volta à escrita ficcional. [00:35:54] Recentemente, comecei a gostar das minhas palavras. [00:40:52] Lendo diversos livros diferentes e interessantes. [00:46:03] Traçar fronteiras e limites é difícil. Crescimento pessoal requer enfrentar conflitos e amadurecer. Aceitar o sofrimento transforma em aceitação. [00:53:39] Personagem contraria-se e altera os planos. Criatividade nasce da incompatibilidade com a realidade. Infância marcada por turbulência familiar. [00:59:46] Mãe lê os meus livros e somos próximos. Troco viagens por almoços em família. Títulos de livros são difíceis de escolher. Ajuda colaborativa é importante. [01:02:38] Escrever é como usar sapatos apertados. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA Jorge Correia [00:00:00]: ♪ Ora vivam, bem-vindos ao Pergunta Simples, o vosso podcast sobre comunicação. Ler um livro é das coisas que mais prazer me dá. Acontece o mesmo convosco? Quando entramos num livro passamos a habitar num mundo novo. Um mundo construído entre as palavras do escritor e a nossa própria imaginação. Toda esta edição roda à volta das palavras, as escritas em livros, as escritas para serem ditas por atores no teatro, nos filmes ou em séries. E por isso mesmo, hoje é um dia especial. O convidado desta edição é um dos mais conhecidos e premiados escritores portugueses de nova geração. João Tordo, autor de 19 livros, entre romances, ensaios e policiais, e co-argumentista da série Rabo de peixe. Vamos ao programa? Vamos a isso. João Tordão confesse-se o leitor compulsivo e um documentado autor prolixo. Ele escreve em abundância e escreve em qualidade. Por isso não fiquei surpreendido quando me disse que a Folha em Branco não lhe causa nenhuma angústia. É um escritor matinal e um leitor nótivago. E deu para falar de tudo. Da maneira como escreveu Rabo de Peixe, como se preparou, como juntou ideias com outros co-autores e como desenhou uma das mais animadas e fantásticas cenas da série, o assalto à cabana do Oncle Joe, pelo Arruda, um embate entre Pepe Rapazotti e Albano Jerónimo, dois autores dentro das suas personagens. Uma oportunidade também hoje para falar de livros e de personagens que a miúde contrariam o autor. Das conversas com os leitores c

Jul 12, 20231h 4m

Ep 135Nuno Sousa | Cérebro, mente ou alma?

Hoje viajamos pelo universo do cérebro. Pela maneira como comunicamos, como aprendemos, como sabemos quem somos e como somos. Ou pelo menos sabemos qualquer coisa, do tanto que ignoramos. Já imaginaram que a nossa máquina de pensar tem 86 mil milhões de neurónios? E 16 mil milhões são uma espécie de células VIP, vivendo numa assoalhada chamada córtex cerebral? Já que estamos em modo de curiosidade enciclopédica, descobri que o cérebro, apesar de ter apenas 2% do peso do corpo, consome 25% da energia total. O que me dá uma boa desculpa para comer muito. Afinal é comida para o pensamento. Agora a sério, este é um programa sobre a casa do pensamento. Aqui em cima, na cabeça. Embora haja neurónios espalhados até pelo tubo digestivo. Veem? Mais uma boa desculpa para comer bem. A magia do funcionamento do cérebro humano é hipnotizante. Há um infinito mistério quando tentámos compreender como um quilo e meio de células cinzentas consegue pensar tanto. O tamanho pode até não ser tão importante. Mas a capacidade de aprender, conhecer e recordar é provavelmente o segredo da inteligência humana. A capacidade de pensar. De imaginar. De criar algo novo. De criar relações entre coisa, pensamentos e emoções. Lá dentro, na caixa negra, por acaso cinzenta, há milhares de ligações, milhares de contactos. Ou serão milhões de sinais elétricos? É nesse cérebro onde guardamos as palavras que aprendemos. Que as agrupamos em frases, poemas e livros. Que podemos imaginar, chamar alma ou simplesmente perguntar quem somos, de onde vivos e para onde vamos. Cérebro onde tem provavelmente morada a consciência. E seguramente a nossa forma de ser e pensar. Será alma? Será biologia? Em busca de respostas vou em busca de um perguntador-cientista, Nuno Sousa um escutador profissional das neurociências, um hábil comunicador e tradutor simultâneo do que quer dizer a grande ciência. Uma conversa que me deu que pensar. Do nada, pouco, tanto ou tudo que podemos saber ou ignorar. TÓPICOS: O funcionamento do cérebro humano [00:00:12]Nuno Sousa discute a complexidade do cérebro humano e a sua capacidade de pensar, aprender e criar. A natureza do conhecimento [00:03:23]Os diferentes níveis de conhecimento e a angústia de nunca saber tudo. A influência das neurociências [00:06:48]Como o conhecimento das neurociências pode influenciar as nossas decisões de compra e votos políticos. O cérebro humano se adapta [00:09:22]Como o cérebro humano possui capacidades plásticas para se adaptar aos estímulos e ao contexto que o rodeia. A importância da conectividade cerebral [00:11:44]A importância da conectividade entre diferentes redes e regiões do cérebro, e como isso influencia a forma como nos comunicamos. A complexidade do cérebro humano [00:14:11]Sobre a complexidade do cérebro humano, que permite antecipar o futuro, ter consciência de si mesmo e criar um sistema de valores próprio. O funcionamento do cérebro humano [00:15:40]Neste tópico, é discutida a forma como o cérebro humano funciona, incluindo a criação de uma escala de valores pessoal e a importância de necessidades básicas como comida e frio. A inteligência artificial [00:17:14]Nesta parte, é abordada a temática da inteligência artificial, sendo mencionado o potencial e os limites dessa tecnologia, assim como a sua influência na sociedade. A influência das tecnologias na vida cotidiana [00:19:11]Neste tópico, é discutido o impacto das tecnologias, como o Google e os algoritmos de busca, na forma como as pessoas pesquisam e consomem informações, e como isso afeta a sociedade. O uso da tecnologia na medicina [00:23:22]Discussão sobre o uso da tecnologia na medicina e como preparar os profissionais de saúde para utilizá-la de forma adequada. A influência da máquina nas decisões clínicas [00:24:07]Conversa sobre a possibilidade da máquina resolver melhor os problemas de saúde e a importância de manter o controle sobre as decisões clínicas. A relação entre médico e paciente [00:25:52]Exploração da importância de os médicos se preocuparem com o ser humano à sua frente, além de se fascinarem com a tecnologia. Discriminação na escolha de modelos educacionais [00:30:56]Discussão sobre a falta de capacidade socioeconómica das famílias para proporcionar diferentes modelos educacionais aos seus filhos. Previsões sobre o futuro dos cuidados de saúde [00:31:18]Exploração das previsões sobre o uso da tecnologia, a sofisticação da incorporação de dados e a importância das competências comunicacionais e de trabalho em equipe. A importância da comunicação na área da saúde [00:35:43]Ênfase na importância da comunicação entre profissionais de saúde, pacientes e seus cuidadores, e a necessidade de desenvolver habilidades de comunicação adequadas às diferentes gerações. Responsabilização cultural [00:38:37]Discussão sobre a mudança cultural na responsabilização individual e a complexidade dos processos sociais. Inteligência coletiva [00:40:23]Exploração da expansão da inteligência coletiva e o surgimento de um cérebro

Jul 5, 202347 min

Ep 134Sandra Maximiano | Porque está cara a vida?

Como vai a vossa carteira? A minha emagrece olhos vistos. E digo para mim mesmo “é a economia, estúpido, é a economia” Os salários são agora mais pequenos que as compras. Inflação e juros a subir, E uma pergunta fundamental: se Portugual está a ficar todos os anos mais rico, porque estamos nós, cidadãos e donos do país, mais pobres? Será só a economia? O meu fascínio pela matemática dos grandes números é inversamente proporcional à minha compreensão desse lado da barricada. Sou das letras, penso em forma de letras, palavras, frases e poemas. E fico hipnotizado quando me falam do PIB, da dívida pública, dos indicadores macroeconómicos e das perspetivas de crescimento. É uma dança de muitos mil milhões de euros, difíceis de imaginar, mas com impacto na nossa carteira. E aí já todos sabemos a matemática da vida real. Portanto esta edição não vai tentar perceber o que é uma imparidade, que nas contas dos bancos quer dizer “buraco” Nem tão pouco perceber os multiplicadores da economia, os rácios de divida ou inebriantes dança das flutuações cambiais do euro, dólar ou libra. Hoje falámos da vida real. De vidas normais. De contas de supermercado. De empréstimos para comprar a casa ou o carro. E até de raspadinhas, totolotos e lotarias. Para isso pedi a ajuda de Sandra Maximiano, professora do ISEG e colunista regular nos jornais. É que ela dedica-se a explicar a economia real e a tentar perceber como funciona a mente dos seres humanos nessa relação com o dinheiro. O dinheiro que temos, o que gastamos, o que devemos e o que gostaríamos de ter. Um caldo que mete salários, inflação, juros dos depósitos e dos empréstimos. E, confesso, a minha primeira intenção era tentar perceber porque está o pais cada vez mais rico, com o tal PIB a crescer, mas a nossa carteira cada vez mais magrinha Quem se lembrou de dizer que o dinheiro não traz felicidade? Se calhar deveríamos postular: Quem não tem dinheiro é menos feliz. Quem tem algum dinheiro e vê a inflação, gulosa, desvalorizá-lo fica ansioso. Esta coisa de empobrecer é uma ideia que me aborrece. E a equação ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres precisa de ser arranjada. Se não, a economia deixa de ser uma respeitável ciência e passa a ser uma descarada desculpa. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA 00:00:12:03 - 00:00:12:05 JORGE CORREIA A. 00:00:12:22 - 00:00:38:17 JORGE CORREIA Obra viva. Um bem vindos ao pergunta simples voz, podcasts sobre comunicação. Então como é que vai a vossa carteira? A minha emagreça a olhos vistos e digo para mim mesmo é a economia, estúpido! E a economia? Os salários são agora mais pequenos do que as compras. A inflação e os juros estão a subir. E tenho uma pergunta fundamental se Portugal está a ficar todos os anos mais rico, cada vez com mais PIB. 00:00:39:05 - 00:00:53:06 JORGE CORREIA Porque estamos nós, cidadãos e donos do país, afinal mais pobres? Será só economia? 00:00:55:19 - 00:01:22:14 JORGE CORREIA O meu fascínio pela matemática dos grandes números é inversamente proporcional à minha compreensão desse lado da barricada. Nas letras, penso em forma de letras, palavras, frases e poemas e fico hipnotizado quando falam do PIB, da dívida pública, dos indicadores macroeconómicos e das perspetivas de crescimento. É uma doença de muitos 1000 milhões de euros. Difíceis de imaginar, mas com um impacto real na nossa carteira. 00:01:23:03 - 00:01:55:23 JORGE CORREIA E aí já todos sabemos a matemática da vida real. Portanto, esta edição não vai tentar perceber o que é uma imparidade nas contas dos bancos. O que quer dizer buraco? Nem tão pouco perceber os multiplicadores da economia, os rácios da dívida ou as inebriantes flutuações cambiais do euro, dólar ou da libra? Os falamos da economia real, da vida real, das vidas normais, de contas de supermercado, de empréstimos para comprar a casa ou carro e até de raspadinhas, totoloto e lotarias. 00:01:56:15 - 00:02:21:16 JORGE CORREIA Para isso, pedia ajuda de Sandra Maximiano. Ela é professora do ISEG e colunista regular nos jornais. É que ela se dedica a explicar a economia real e a tentar perceber como funciona a mente dos seres humanos nesta nossa relação com o dinheiro. O dinheiro que temos. O que gastamos? O que devemos e o que gostaríamos de ter. Um caldo que mete salários, inflação e juros dos depósitos e dos empréstimos. 00:02:21:23 - 00:02:34:02 JORGE CORREIA E confesso, a minha primeira intenção era tentar perceber porque está o país cada vez mais rico, com o tal PIB a crescer. Mas a nossa carteira cada vez mais magrinha. 00:02:35:17 - 00:02:53:13 SANDRA MAXIMIANO Estamos numa altura também de grande inflação. Portanto, apesar de a inflação estar a dar algumas tréguas. Mas ainda são sem tréguas, ainda muito tímidas, no sentido em que não vemos os preços ainda a descerem. O que vimos é uma desaceleração da inflação e, portanto, eles. 00:02:53:13 - 00:02:54:09 JORGE CORREIA Continuam a crescer. 00:02:54:18 - 00:03:39:13 SANDRA MAXIMIANO E alguns preços cont

Jun 28, 202355 min

Ep 133O que é que Rabo de Peixe nos ensina sobre comunicar melhor? Augusto Fraga

Rabo de Peixe é mais do que uma série — é um espelho do país. Com Augusto Fraga, falamos de mérito e destino, de desigualdade e esperança, e da arte de comunicar a verdade sem caricatura. Entre o mar e a câmara, o realizador revela como se constrói uma história que emociona o mundo sem perder o sotaque local. Uma conversa sobre foco, ética, linguagem e o poder de filmar o que somos — mesmo quando custa olhar.

Jun 21, 20231h 5m

Ep 132Dulce Salzedas | Como perguntar sobre a saúde?

Nesta conversa sabemos o que sente a doente súbita Dulce na maca de um hospital e deambulamos sobre percurso de qualquer português nos corredores do SNS. Talvez por causa desse ímpeto de missão ao serviço dos outros na encruzilhada da saúde com a comunicação, Dulce Salzedas informa uma pessoal e intransmissível decisão: suspender a sua carreira como jornalista e iniciar-se ao serviço do SNS.

Jun 14, 202355 min

Ep 131Tânia Gaspar | Estamos à beira de um ataque de nervos?

As pessoas estão a sofrer. Isso mesmo, sofrem por causa do trabalho. O tema não é muito discutido, mas algo de grave está a acontecer. Olhem os números. Os crus números dum estudo feito a uma amostra de 2 mil trabalhadores: 80% confessa que sente pelo menos uma destas coisas: tristeza, irritabilidade, exaustão e cansaço extremo. E 63% dos respondendentes tem 3 destes sintomas.

Jun 7, 202350 min

Paula Rebelo | O que é notícia na saúde?

O que é uma grande história de saúde na televisão? Este é o mote para falar de critérios editoriais, fator humano, tecnologia e esperança no futuro. Onde falámos da importância da saúde, das notícias mais interessantes e das pessoas que sabem muito da ...

May 31, 202353 min

Eduardo Zugaib | Como atingir grandes objetivos?

Já ouviram a expressão “partir o elefante às postas?” Sim, quando o problema é demasiado grande ou o objetivo demasiado longínquo. Sim, partir os elefantes aos pedaços ajuda na sua digestão e assusta menos. As organizações têm este problema todos os di...

May 24, 202341 min

Ana Sanchez | Como comunicam os cientistas?

Hoje viajamos pela arte de comunicar ciência. Os cientistas passam os dias metidos em laboratórios ou algures a observar o mundo. Pensam, inventam hipóteses, fazem experiências. E no momento Eureka!, há que pensar em como se conta a descoberta ao povo....

May 17, 202349 min

Ep 126Pedro Vieira | Quais são os princípios da influência?

Nesta edição detalhamos as fórmulas de comunicação que todos usamos para nos influenciarmos uns aos outros. Influenciar é um ato natural entre seres humanos. De forma consciente ou inconsciente todos tentamos convencer os outros da nossa verdade. Pode ser nas coisas mais simples: “já viste a última série de tv?” Ou um “vês como o meu clube de futebol joga bem e vai ganhar o campeonato?” Uma forma de dizer: “junta-te a nós!”. No desporto, na política, nos negócios, na cultura. Normalmente os processos de influência até tem um bom objetivo final: ajudar-nos a viver melhor. Se essa influência partir de alguém que pensa genuinamente em nós. O pior é se quem nos quer influenciar tem uma chamada “agenda escondida”. Quer-nos levar a fazer coisas que apenas servem, ou principalmente servem, os interesses do influenciador. E aqui as coisas tornam-se desonestas. Porque a maioria destas técnicas usa ratoeiras emocionais que exploram as nossas vulnerabilidades. E por isso há que estar-lhes atento. Neste programa converso com Pedro Vieira. Ele é um treinador de pessoas, ou como dizem os ingleses, um 'coach'. E ele explora este tema que cruza comunicação com a influência, com mestria. Em particular os 6 princípios da influência, de Roberto Cialdini. Por exemplo, o princípio da prova social, autoridade, afinidade, escassez, compromisso e consistência, e reciprocidade. Estes princípios podem ser usados para manipular as decisões e ações das pessoas, e por isso é importante estar ciente destas táticas para se defender contra elas. Por isso importa que haja honestidade na influência, anunciando claramente as suas intenções desde o início. Esta é a chave para uma influência positiva e produtiva. Já agora não pense que isto da influência menos transparente tem só a ver com os outros. Sim, todos podemos ser assim. E é por isso é importante ser autoconscientes na compreensão das nossas próprias intenções. O encantamento faz seguramente parte caixa de ferramentas de um bom influenciador. Também alguém que honestamente nos convence a decidir . A fronteira entre a influência positiva e honesta da manipuladora e dissimulada é estreita. Vale estar atento e perceber desde o início porque nos estão a hipnotizar de forma simbólica. Assim tomaremos decisões mais conscientes e menos sensíveis aos cantos de sereia. TEMAS Trabalho de um coach [00:02:27]Os speakers explicam como um coach ajuda as pessoas a explorarem caminhos e possibilidades para alcançar seus objetivos. Influência e manipulação [00:07:23]A diferença entre influência e manipulação, e como ambas usam os mesmos mecanismos de comunicação. Interesses na comunicação [00:08:36]A importância de ter clareza sobre os interesses das pessoas envolvidas na comunicação e como isso pode afetar a influência exercida. Princípios da influência [00:09:48]Os seis princípios da influência, segundo o psicólogo Robert Cialdini, são discutidos, com destaque para a diferença entre influência e manipulação. Afinidade ou simpatia [00:13:05]O princípio da afinidade ou simpatia é explicado, com ênfase na sua exploração por manipuladores para gerar empatia e constrangimento. Inconsciente e tomada de decisão [00:11:22]A ativação subconsciente de ideias e mecanismos que levam a tomada de decisões que não correspondem à vontade consciente. Princípio da Autoridade [00:15:27]Como a autoridade é utilizada para exercer influência e manipulação nas relações interpessoais. Coerência e Compromisso [00:19:02]Explicação de como o princípio da coerência e compromisso é utilizado para manipular as pessoas a cumprirem com as suas promessas e sentirem-se constrangidas caso não o façam. Sentido Crítico [00:18:49]O alerta sobre a importância de se ter um senso crítico relativamente à autoridade e à credibilidade atribuída a uma pessoa, mesmo que ela se apresente como especialista ou autoridade em determinado assunto. Princípio da consistência [00:20:51]Explicação sobre como o manipulador utiliza perguntas para ativar o princípio da consistência e compromisso. Princípio da escassez [00:22:52]Discussão sobre como o princípio da escassez é utilizado para promover uma tomada de decisão mais rápida e como é importante ter cuidado para perceber se a escassez é real ou uma pressão adicional. Princípio da prova social [00:25:06]Explicação sobre como o princípio da prova social é utilizado para mostrar que a escolha é segura e como é mais seguro fazer o que a maioria das pessoas já está a fazer. Princípio da Carneirada [00:26:48]Discutem sobre como seguimos a multidão e como isso afeta as nossas escolhas. Princípio da Reciprocidade [00:27:58]Explicam a diferença entre reciprocidade saudável e manipulação, e como empresas usam isso para vender. Defesa contra más influências [00:30:47]A importância de ter clareza sobre as intenções das pessoas envolvidas na comunicação e como isso pode afetar a influência exercida. Anunciar a intenção [00:32:25]A importância de anunciar claramente as intenções para que a influência não s

May 10, 202337 min

Ep 128Augusto Canário | Como se canta ao desafio?

Neste episódio do ‘podcast’ Perguntas Simples, é explorada a tradição do Cantar ao Desafio, uma prática de cantar de improviso típica das Romarias do Alto Minho, mas que também se encontra noutras regiões de Portugal, como o Alentejo ou os Açores. O me...

May 3, 20231h 0m