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Interessa

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601 episodes — Page 2 of 13

S91 Ep 519Caso Adriana Araújo: entenda o que é o aneurisma cerebral

Para muitas famílias, histórias de perdas precoces ficam marcadas por perguntas sem resposta. E não é raro ouvir relatos de parentes que partiram muito jovens por causas que, na época, eram pouco compreendidas.O aneurisma cerebral é uma dessas condições que, durante muito tempo, foi associado apenas à idade avançada. Na prática, porém, ele pode surgir em qualquer fase da vida.Trata-se de uma área enfraquecida na parede de uma artéria que, sob a pressão constante do sangue, vai se dilatando lentamente até que, em alguns casos, se rompe. Quando isso acontece no cérebro, pode provocar um AVC hemorrágico, com consequências graves e muitas vezes fatais. Nos últimos dias, a morte precoce da sambista belo-horizontina Adriana Araújo reacendeu esse alerta. A artista passou mal em casa, desmaiou e, em poucas horas, estava em estado gravíssimo após a ruptura de um aneurisma.Esse tipo de evento costuma se manifestar com uma dor de cabeça súbita e extremamente intensa, descrita por muitos pacientes como “a pior da vida”. Náusea, rigidez na nuca, desmaio e alterações neurológicas também podem aparecer, exigindo atendimento médico imediato. Mas reconhecer os sinais do próprio corpo nem sempre é simples. Muitas vezes acreditamos estar cuidando da saúde ao controlar pressão, colesterol ou glicemia, enquanto hábitos cotidianos continuam sendo negligenciados.Quem tem histórico familiar tem mais risco? O aneurisma pode ser prevenido ou detectado antes de se romper? Para esclarecer essas e outras dúvidas, o Interessa recebe a médica neurologista, Júlia Kallás. Ouça!

Mar 16, 202659 min

S91 Ep 518Geração Ansiosa: o que estamos fazendo com as nossas crianças - ainda dá tempo de mudar a situação?

A ideia de que estamos vivendo “tempos difíceis” já virou quase um consenso. A cada dia parece surgir um novo motivo para preocupação coletiva: crises sanitárias, violência, instabilidade política, conflitos globais. Mas os dados indicam algo ainda mais inquietante: crianças e adolescentes de hoje relatam níveis de ansiedade maiores do que pacientes psiquiátricos infantis da metade do século passado.O fenômeno aparece em pesquisas que acompanharam milhares de jovens ao longo de décadas, como o estudo “The Age of Anxiety? Birth Cohort Change in Anxiety and Neuroticism, 1952-1993”, da pesquisadora Jean M. Twenge, da Case Western Reserve University, publicado no Journal of Personality and Social Psychology. Siga O TEMPO no Google e receba as principais notíciasO que mudou tanto nesse intervalo? Ao mesmo tempo em que ganhamos autonomia, liberdade de escolha e independência, perdemos algo mais silencioso: a conexão social. Há mais pessoas morando sozinhas, relações mais frágeis e menos confiança nas interações. Soma-se a isso uma exposição constante a notícias de crise e ameaça.O cérebro humano, que não foi programado para lidar com sinais de perigo 24 horas por dia, entra em estado de alerta permanente, algo especialmente sensível para quem ainda está em desenvolvimento emocional. Para discutir os impactos desse cenário e refletir sobre o que ainda pode ser feito para proteger a saúde mental das novas gerações, o Interessa recebe o psiquiatra Dr. Bruno Brandão.

Mar 12, 20261h 0m

S91 Ep 516O que pesa mais? O etarismo ou a fantasia de carnaval?

Aos 50 anos, rainha de bateria da Acadêmicos do Salgueiro, Viviane Araújo ouviu em pleno Carnaval se “já não estava na hora” de deixar a Sapucaí. Enquanto isso, Juliana Paes retomou o posto na Unidos do Viradouro aos 46, Sabrina Sato cruzou a Avenida pela Vila Isabel aos 45 com 40 quilos de fantasia, enquanto Bell Marques, aos 73, segue arrastando multidões sem que a idade vire manchete. Existe prazo de validade diferente para homens e mulheres? No outro extremo, Virginia Fonseca, aos 26, foi criticada ao estrear como rainha da Acadêmicos do Grande Rio. Quando a mulher é madura, questionam se “já passou da hora”. Quando é jovem, duvidam da competência. No Interessa, queremos saber: estamos falando de idade, experiência ou expectativa pública?

Mar 10, 202657 min

S91 Ep 515Melasma tem cura? Condição, que afeta autoestima das mulheres, não é descuido

Melasma tem cura? Condição, que afeta autoestima das mulheres, não é descuidoDurante uma transmissão ao vivo, Selena Gomez respondeu com leveza a um comentário sobre um suposto “bigodinho”: não era falta de depilação, era melasma. A condição de pele, extremamente comum entre mulheres, está ligada a fatores hormonais, genéticos e à exposição solar e pode surgir mesmo com uso rigoroso de protetor. Não é desleixo, não é descuido, não é negligência.Embora benigna do ponto de vista médico, o melasma afeta diretamente a autoestima e a relação com o espelho. Não há cura definitiva, mas há controle e tratamento.No Interessa, conversamos sobre cuidado, informação e também sobre a pressão para que a pele feminina esteja sempre impecável.

Mar 9, 20261h 4m

S91 Ep 514Violência Vicária, quando uma mulher é ferida através do que ela mais ama

O Brasil voltou a se chocar com crimes em que filhos foram usados como instrumento de vingança contra suas mães. Investigações como a divulgada pelo Metrópoles e análises da BBC News Brasil trouxeram à tona um termo ainda pouco conhecido, mas devastador: violência vicária. Trata-se de quando o agressor fere, ameaça ou até mata os próprios filhos para atingir emocionalmente a ex-companheira. É o controle levado ao limite mais perverso.Neste episódio, a bancada feminina discute como identificar sinais de alerta, o que diferencia violência vicária de alienação parental e por que tantas mães não são ouvidas a tempo. Como proteger as crianças? Como acolher essas mulheres sem revitimizá-las?

Mar 5, 20261h 3m

S91 Ep 513O recomeço dos amores antigos: e quando existe volta depois de anos?

O ator Dudu Azevedo confirmou que reatou com a ex-esposa, Fernanda Mader, quase cinco anos após a separação. Eles não estão sozinhos: histórias de “round 2” no amor têm se multiplicado, de casais famosos a reencontros entre 'anônimos' que acontecem décadas depois. Afinal, o tempo amadurece, muda prioridades e pode transformar antigos desencontros em novas possibilidades. Mas quando alguém decide soprar as cinzas do passado, a pergunta é inevitável: estamos voltando para a pessoa real de hoje ou para a memória idealizada de ontem? No Interessa, queremos ouvir você. Vale insistir em um amor antigo ou isso é medo de recomeçar do zero? Participe ao vivo e compartilhe sua experiência!

Mar 5, 202654 min

S91 Ep 512"Efeito Benito": a celebração da latinidade - e por que o mundo se rendeu ao nosso tempero?

O sucesso de Bad Bunny vai muito além das paradas musicais. Ele representa uma mudança de eixo cultural: pela primeira vez em décadas, o “ser latino” não está à margem, nem traduzido para caber no outro. Está no centro, com orgulho e identidade intactos. Quando Benito canta sobre Porto Rico, ele valida cada laje, cada esquina e cada história da América Latina inteira. No Interessa, nossas meninas querem saber: você também sente esse orgulho pulsar quando vê o mundo dançando no nosso ritmo? O que mais te encanta nessa irmandade latina: o calor humano que nos aproxima ou a diversidade que nos fortalece?

Mar 3, 202657 min

S91 Ep 511Dia Mundial da Obesidade: o risco do uso desenfreado das canetas emagrecedoras

Você já deve ter visto nas redes sociais alguém jurando ter encontrado a “fórmula mágica” do corpo perfeito. As chamadas canetas emagrecedoras viraram tendência, mas o alerta é sério. Pesquisa inédita da Universidade de São Paulo aponta o crescimento acelerado do uso desses medicamentos por pessoas sem diagnóstico de obesidade ou doença metabólica, transformando tratamento de saúde em atalho estético.Antes que o Dia Mundial da Obesidade chegue, em 4 de março, o Interessa quer discutir os riscos reais desse uso indiscriminado, os perigos do mercado clandestino e os efeitos - como náuseas, dependência emocional, pancreatite e possível efeito rebote. Até que ponto o desejo pelo corpo ideal pode colocar a saúde em risco?

Mar 2, 20261h 7m

S91 Ep 510Nesse raio de suruba, me passaram a mão na bunda… ainda não comi ninguém! As inseguranças que envolvem participar de um swing

'Neste raio de suruba… já me passaram a mão na bunda... ainda não comi ninguém!'Nos anos 1990, os Mamonas Assassinas cantavam sobre suruba, digo, swing, com deboche e muita ousadia, especialmente para a época. Cantavam sobre sexo coletivo, desejo e, sobretudo, sobre frustrações como quem canta 'sapo cururu'! O tempo passou e… décadas depois, a fantasia continua viva. As inseguranças também! Comparação de corpos, de desempenho, de desejo. No meio do bacanal, surge a pergunta que quase ninguém admite: e se eu não for escolhido? Vem saber como agir no Interessa!

Feb 27, 202658 min

S91 Ep 509As pessoas estão preparadas para a nossa mudança? Ou esperam sempre o mesmo comportamento?

Mudar assusta, né? Mas e quando a sua mudança incomoda o outro?Nesta quarta-feira, o Interessa discutiu se as pessoas estão realmente preparadas para a nossa evolução ou se esperam que a gente repita sempre os mesmos comportamentos. O debate foi acendido pela entrada de Babu Santana no BBB 26: aos 46 anos, o público reencontrou um homem mais leve e divertido, bem diferente daquela postura defensiva e pressionada de seis anos atrás.Para aprofundar essa reflexão, recebemos a psicóloga Camila Fardin, que nos ajudou a entender por que é tão incômodo lidar com a mudança do outro. Falamos sobre como essa expectativa não se limita ao reality; na vida real, muitas vezes somos aprisionados em versões antigas de nós mesmos por amigos ou familiares que não aceitam que a nossa bagagem mudou. Discutimos a importância de reconhecer quando ciclos e comportamentos deixam de caber na nossa vida atual.

Feb 25, 20261h 10m

S91 Ep 508‘Bonitofobia’: dói mais em quem sofre da ‘condição’ ou em quem não?

“Bonitofobia”, pode isso produção?No Interessa desta terça-feira, a gente mergulhou nesse termo que rodou a internet e deu o que falar. Tudo começou com o ex-BBB Jonas Sulzbach, que desabafou por não querer ser resumido a sua beleza. A internet, claro, não perdoou e o debate entre o deboche e a reflexão séria foi lançado.Para entender o que existe por trás dessa polêmica, recebemos o psicólogo Gustavo Cury, que nos ajudou a enxergar além da superfície. Por mais que o termo soe fútil ou até bobo para muitos, o assunto revela camadas profundas sobre autoconhecimento, autoestima e traumas. Discutimos a dualidade desse tópico: de um lado, o privilégio óbvio que a beleza traz em uma sociedade estética; do outro, o estigma de que “quem é bonito não pode ter problemas” ou de que a beleza anula a inteligência e o esforço.

Feb 24, 20261h 2m

S91 Ep 507Por que o peido, uma necessidade fisiológica, é tabu?

Peido, pum, gases... nomes tem vários, mas a verdade é: todo mundo tem vergonha.O Interessa desta segunda recebeu a Dra. Vera Ângelo, gastroenterologista, para falar sobre esse tabu que a internet adora tratar como “quinta série”, mas que é saúde pura. O papo começou com o vídeo viral da Ana Castela, que supostamente deu aquela agachadinha estratégica no palco para soltar um “bufinha” — e pronto, o assunto tomou conta das redes.A própria artista entrou na zoeira, mas a Dra. Vera nos ajudou a olhar para o que está por trás da piada. Por que algo absolutamente humano ainda gera tanto constrangimento, especialmente para as mulheres? Parece que a gente tem que sublimar um aroma de flores do campo até no pum! A verdade é que soltar gases faz parte do funcionamento normal do organismo. Todo mundo produz e todo mundo elimina (inclusive dormindo!), e o hábito de segurar por vergonha pode causar dores, inchaço e problemas intestinais sérios.Discutimos como a alimentação, o ritmo de vida e até a ansiedade interferem na nossa produção de gases. Dá para rir do meme, sim, mas também dá para informar: o que nos leva a sentir tanta vergonha do que é natural? É hora de normalizar o que o corpo faz para se manter saudável.

Feb 23, 202653 min

S91 Ep 506‘Posso até não te dar flores, mas dou tapa na bunda’: e por que não os dois?

“Tapa na bunda ou flores? E por que não os dois?” 💐🔥Foi com esse questionamento que o Interessa de hoje recebeu a psicóloga e sexóloga Renata Lanza. O papo partiu de um refrão que anda grudado na mente de muita gente para discutir algo bem mais profundo: essa divisão da sexualidade feminina.A letra da música brinca com a ideia de que carinho e desejo ocupam prateleiras diferentes — como se receber flores anulasse a intensidade de um tapa na bunda, ou vice-versa. A Renata nos ajudou a desconstruir esse rótulo de “dama na rua e **** na cama”, que insiste em dizer que a mulher que assume seu prazer de forma livre e divertida se torna “menos digna” de afeto. Por que gostar de cuidado e conversa seria incompatível com viver a sexualidade de forma intensa?Discutimos como o desejo feminino não nasce no vácuo e muito menos fica pronto em 3 minutos como um miojo! Ele precisa de contexto, segurança e troca. No fim das contas, quem ganha quando a mulher é empurrada para essas caixinhas (ou santa, ou safada) é o homem, que acaba economizando no envolvimento emocional. Dá para ser carinhosa, profunda, sensual e tudo mais ao mesmo tempo. Uma coisa não diminui a outra; na verdade, completa.

Feb 20, 202655 min

S91 Ep 505Virei subordinado do meu amigo: e agora? Como lidar com o novo chefe

Vocês tomavam café juntos, reclamavam da chefia, dividiam memes, almoços, confidências e indignações corporativas. Até que a vida resolveu dar um plot twist: seu amigo ou sua melhor amiga virou seu chefe. O que parecia motivo só de comemoração vem acompanhado de sentimentos menos glamourosos: frustração, comparação, ciúme e a sensação inevitável de que algo mudou. Porque mudou mesmo.Pra quem não foi promovido, surgem dúvidas difíceis de engolir: “e eu?”, “por que não chegou minha vez?”, “posso continuar sendo quem eu era?”. Já pra quem assume a liderança, o desafio é outro: como liderar alguém que ontem dividia a mesa do bar? Nem todo mundo entende que não é mudança de caráter - é mudança de função.No Interessa, a gente conversa sobre hierarquia, amizade, maturidade emocional e limites. Como preservar vínculos quando o jogo muda? Dá pra aplaudir o crescimento do outro sem transformar isso numa ferida pessoal? A dor é pela amizade que mudou… ou pelo lugar que você queria ocupar?

Feb 19, 202659 min

S91 Ep 504Fim da folia? Que nada! Estica o Carnaval mais um pouquinho, aí! Interessa recebe: Swing Safado

Acabou na terça? Oficialmente, sim. Mas Belo Horizonte nunca foi muito boa em aceitar o fim da festa de Carnaval, assim, de primeira... Somos resistência! Sempre tem um bloco que resolve aparecer, um ensaio que vira cortejo, um encontro que reacende a bateria dias e mais dias depois do encerramento da folia. Porque, convenhamos, se tem uma coisa que mineiro sabe fazer é dar um jeitinho para tudo!O Bloco Swing Safado que o diga! Nasceu de uma mistura muito boa, diga-se de passagem: a musicalidade da Bahia com o jeito mineiro de festejar. Axé com sotaque de BH.Esse pessoal chega a 2026 celebrando 13 carnavais e reforçando a identidade com o tema “BH tem um tempero”, inspirado na canção O baiano tem um molho. Aliás... se a proposta é esticar a alegria, o Swing Safado leva isso a sério: desfila durante e depois do Carnaval, como quem diz que a farra não acaba quando o calendário manda.Pra falar sobre essa mistura de ritmos, sobre tradição, resistência e sobre esse talento belo-horizontino de não dizer tchau tão cedo, o Interessa recebe o fundador e idealizador do bloco, Jeffim da Base.

Feb 18, 202659 min

S91 Ep 503“Brasil de pé!” - Interessa recebe: Havayanas Usadas celebrando 10 anos de carnaval de Beagá

Festa em dose dupla: Carnaval e aniversário. Em 2026, o Havayanas Usadas completa 10 anos de trajetória e celebra uma década sendo símbolo de multidão, axé e ocupação das ruas de Belo Horizonte. Quem acompanha a folia da cidade certamente já correu atrás do bloco na Avenida Andradas, de onde ele sai tradicionalmente, reafirmando a rua como espaço central dessa história.No Interessa desta quarta-feira (11), a bancada recebe Heleno Augusto, vocalista e um dos fundadores do bloco, para falar sobre como o Havayanas cresceu junto com o Carnaval de BH e por que ocupar a cidade sempre foi parte fundamental desse percurso. Em 2026, o bloco desfila com o tema “Brasil de pé!”, que vai além da música e provoca reflexões sobre identidade, resistência e alegria como ato político.O episódio propõe pensar o Carnaval como espaço de expressão, pertencimento e posicionamento coletivo. O que significa “estar de pé” num país tão múltiplo? Como a folia pode ser, ao mesmo tempo, celebração e consciência social?

Feb 11, 20261h 0m

S91 Ep 502As coisas boas são de graça! - Interessa recebe: Juventude Bronzeada

Nem tudo que tem valor cabe numa etiqueta de preço. Um colo amigo depois de um término, um abraço apertado no fim de um dia puxado, a recepção eufórica do pet ao chegar em casa: são esses pequenos grandes momentos que abastecem a vida e não custam dinheiro. Ainda assim, muita gente segue acreditando que só vale o que pode ser comprado.É para provocar essa reflexão que o Interessa abre a semana de pré-Carnaval recebendo o Juventude Bronzeada, um dos blocos mais tradicionais de Belo Horizonte. Em 2026, o coletivo leva para as ruas o lema “As coisas boas são de graça”, reafirmando que afeto, encontro e pertencimento seguem sendo o coração da folia.O programa desta segunda (08) recebe Rodrigo Magalhães (Boi), regente geral e um dos fundadores do bloco, para uma prosa sobre a história do Juventude, sua relação com o Carnaval de Beagá e o papel do bloco na construção de uma festa mais afetiva, coletiva e cheia de sentido. Confira!

Feb 9, 202656 min

S91 Ep 501Cansadas dos ‘hétero-tops’: mulheres querem homens sensíveis, conscientes e sensatos - e por que esse comportamento é considerado afeminado?

Por décadas, o modelo de homem ideal foi vendido como durão, pouco emocional, provedor, avesso ao diálogo e fiel a uma masculinidade rígida. Só que esse padrão vem sendo cada vez mais questionado, principalmente pelas mulheres. Nas redes, cresce o interesse por homens que fogem do estereótipo do hétero-top: mais sensíveis, abertos à conversa, atentos ao autocuidado e menos presos a papéis de gênero. Esse movimento também dialoga com um dado alarmante: o Brasil vive um cenário grave de violência contra a mulher, com recordes sucessivos de feminicídio e uma média de quatro mulheres mortas por dia em 2025.Homens que demonstram emoções, cuidam da aparência, expressam afeto e não performam a masculinidade “trincada” costumam virar alvo de rótulos como “afeminado” ou “fraco”. Mas desde quando ouvir, respeitar limites, conversar sem agressividade, fazer terapia e demonstrar empatia virou motivo de ridicularização? A ideia de que sensibilidade é atributo feminino e força é atributo masculino empobrece as relações, cria homens emocionalmente analfabetos e mulheres sobrecarregadas.Por que ainda confundimos sensibilidade com fragilidade? Quem ganha quando homens são ensinados a não sentir? Chamar um homem funcional, consciente e emocionalmente disponível de “afeminado” não é uma tentativa de desqualificar o básico? Participe da conversa. A live tem início às 14h nos canais O Tempo e O Tempo Livre no Youtube.Se faz parte da sua vida, Interessa!Instagram: https://www.instagram.com/programainteressa/ TikTok: https://www.tiktok.com/@interessa.otempo

Feb 4, 20261h 4m

S91 Ep 500Tesão tem cheiro? Quando o desejo passa pelo corpo, não pelo perfume

Uma fala no BBB chamou atenção e gerou diferentes comentários nas redes: Juliano Floss disse que ama o cheiro da axila de Marina Sena. Teve quem achasse engraçado, teve quem sentisse vergonha alheia e teve quem pensasse: “isso é estranho demais pra ser dito em voz alta”. Mas será que é mesmo? Ou a gente só não aprendeu a falar de desejo fora do padrão "limpinho, perfumado e socialmente aceitável"?O cheiro do corpo sempre teve um papel enorme na atração. Não o perfume, mas o cheiro de pele. Aquele que conforta, excita, dá vontade de chegar perto ou, ao contrário, afasta de imediato. A questão é que vivemos numa cultura que tenta neutralizar o corpo: desodorante, sabonete antibacteriano, perfume por cima de tudo - como se o desejo precisasse ser higienizado para ser permitido.O axilismo, nome dado à atração pelo cheiro das axilas, pode soar exótico, mas toca em algo bem mais comum do que parece. O olfato ativa memória, emoção e excitação antes mesmo da razão entrar em cena. Talvez por isso esse tipo de desejo cause tanto desconforto. Porque ele escancara algo que a gente tenta esconder: o tesão nem sempre é bonito, organizado ou fácil de explicar. Ele passa pelo suor, pela pele, pelo instinto.No papo, o próprio Juliano admitiu ter vergonha de falar sobre isso. E essa vergonha diz muito mais sobre a forma como a gente lida com o desejo do que sobre o desejo em si. Por que algumas preferências são vistas como normais e outras como estranhas? Quem decide o que é aceitável no sexo? Existe desejo “errado” quando há consentimento? Até que ponto o nojo é socialmente aprendido? E por que falar de cheiro ainda parece mais constrangedor do que falar de outras práticas sexuais?

Jan 30, 202659 min

S91 Ep 499Dia Nacional da Visibilidade Trans: viver no país que mais mata pessoas trans

Existe um contraste difícil de ignorar quando se fala em Visibilidade Trans no Brasil. Enquanto a data propõe reconhecimento, respeito e cidadania, o país segue, pelo 16º ano consecutivo, liderando o ranking global de assassinatos de pessoas trans e travestis. Mesmo com a redução de 16% nas mortes em 2024, os números continuam revelando uma realidade marcada pela violência sistemática.Dados do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgados em janeiro de 2025, apontam que 122 pessoas trans e travestis foram assassinadas no país em 2024, mantendo o Brasil como o país que mais mata essa população no mundo.Mas a violência não se manifesta apenas na morte. Ela atravessa o cotidiano, o acesso ao trabalho, à saúde, à educação e à segurança. Muitas pessoas trans vivem em estado permanente de alerta, negociando sua existência em espaços que deveriam ser comuns: a rua, o transporte público, o ambiente profissional. Segundo a Antra, a expectativa de vida de pessoas trans no Brasil ainda gira em torno de 35 anos.Quando falamos de visibilidade, não falamos apenas de aparecer. Falamos dessas pessoas serem reconhecidas como cidadãs, de terem direitos garantidos e de não precisarem transformar a própria identidade em um campo de batalha constante. Falamos de políticas públicas, de acesso à justiça, de educação e de condições reais para que a vida seja possível.Por que, mesmo com tantos dados, a violência contra pessoas trans ainda é tratada como algo distante? O que faz com que esses corpos sigam sendo os mais vulneráveis? Que tipo de visibilidade realmente importa: a que expõe ou a que protege? E o que a sociedade ainda se recusa a enxergar quando fala em respeito, mas não garante existência?

Jan 29, 202657 min

S91 Ep 498Mágoa tem prazo de validade? O que sentimentos mal resolvidos podem causar anos depois

Uma das grandes brigas do BBB 26 escancarou algo que todo mundo conhece, mas nem sempre admite: mágoas não resolvidas não desaparecem com o tempo. Elas apenas dormem. A participante Aline Campos foi tirar satisfação com Ana Paula por uma fala de 2016 - dez anos atrás. Para muita gente, a reação pareceu exagerada, fora de contexto, “desnecessária”. Mas o incômodo que explodiu agora não nasceu ali: ele só encontrou, finalmente, um palco e o momento para se resolver ou pelo menos tentar.Existe uma ideia confortável de que o tempo resolve tudo. Que o que passou, passou. Que mágoas antigas perdem força sozinhas. Mas será mesmo? Ou a gente apenas aprende a empurrar certos sentimentos para debaixo do tapete, fingindo que superou, enquanto eles seguem organizando silenciosamente nossas reações, defesas e explosões futuras?Revisitar uma mágoa antiga é sempre um erro? Até que ponto vale resgatar algo que ficou mal resolvido no passado? Existe diferença entre elaborar uma ferida e reabrir uma ferida?

Jan 27, 20261h 2m

S91 Ep 497Check-up no início do ano: começar o ano cuidando da saúde

No Interessa desta segunda-feira, recebemos nossa querida parceira e geriatra, Dra. Elen da Mata, para conversar sobre um movimento que ganha força todo mês de janeiro: a busca pelo check-up e o desejo de recomeçar cuidando da saúde.Falamos sobre a importância de aproveitar esse “reset” do calendário para colocar os exames em dia e adotar hábitos que realmente se sustentem ao longo dos meses. Discutimos quais são as avaliações essenciais e como a prevenção é o melhor caminho para garantir não apenas longevidade, mas qualidade de vida em todas as idades.Afinal, cuidar de si não deve ser apenas uma meta passageira de ano novo, mas uma escolha consciente de quem entende que a saúde é a base para realizar todos os outros planos.

Jan 26, 20261h 1m

S91 Ep 496BI de festinha: orientação, curiosidade ou efeito do contexto?

O termo “bi de balada” ou “bi de festinha” costuma aparecer para descrever pessoas que relatam interesse ou vivências com alguém do mesmo sexo apenas em contextos de festa, balada e, muitas vezes, sob efeito de álcool ou outras substâncias. Mas o que exatamente está em jogo aí? Até que ponto a bebida influencia a atração, a desinibição e as escolhas momentâneas de prazer?Em ambientes de festa, não é raro que experiências homoafetivas aconteçam e não se repitam fora dali. Dinâmica parecida já foi descrita em contextos de restrição de liberdade, como no sistema carcerário — relatado no livro Carcereiras, de Drauzio Varella — em que algumas mulheres se abrem a vínculos afetivo-sexuais com outras mulheres, mas não mantêm esse desejo ao retomar a vida fora da prisão, considerando apenas situações sem coerção ou violência.Isso levanta perguntas que incomodam: beijar alguém do mesmo sexo numa festa me torna bissexual? É curiosidade? Performance social? Pressão de pertencimento? O álcool revela desejos reprimidos ou apenas reduz filtros e aumenta a impulsividade? E mais: esse comportamento banaliza, invalida ou ofende a vivência de pessoas LGBTQIAP+?

Jan 23, 20261h 0m

S91 Ep 495Lealdade invisível: amar os pais não significa repetir a história deles!

Amar pai e mãe não impede a lucidez de reconhecer: talvez a gente não queira viver como nossas mães viveram, nem amar como nossos pais amaram. Dá pra sentir gratidão e, ao mesmo tempo, cansaço. Reconhecer o esforço, mas perceber que faltaram presença, cuidado emocional, escuta e descanso.Muitas mães aprenderam que amar era resistir. Sustentar tudo, aguentar calada, colocar todo mundo à frente de si. Muitos pais vieram de uma geração que confundia trabalho com afeto e silêncio com força. Foi nesse cenário que, sem perceber, aprendemos o que seria “o amor possível”.A psicologia chama isso de lealdade invisível: uma força silenciosa que nos empurra a repetir histórias para continuar pertencendo. Mesmo quando juramos que faríamos diferente, antigos roteiros aparecem na forma como nos relacionamos, escolhemos parceiros e lidamos com frustração.Romper não é simples. Às vezes parece ingratidão desejar uma vida mais leve do que a deles. Mas é necessário. Dá pra amar os pais e querer outro destino. A pergunta é: como reconhecer esses padrões? Como fazer diferente sem culpa? E como assumir o protagonismo da própria história sem transformar os pais em vilões?

Jan 22, 20261h 2m

S91 Ep 494Será que você é chato? O tédio que o outro te causa diz mais sobre quem julga do que sobre quem é julgado

No Interessa desta quarta-feira, a bancada recebeu o psicólogo Adelson Santos para um papo provocador: “Será que você é chato? O tédio que o outro te causa diz mais sobre quem julga do que sobre quem é julgado.”Falamos sobre como, muitas vezes, rotulamos pessoas antes mesmo de conhecê-las. Basta uma profissão, um hobby ou uma origem que foge do nosso repertório para o carimbo vir rápido: “chato”. Só que esse julgamento quase nunca diz respeito ao outro, fala das nossas expectativas, da nossa pressa por estímulo e da dificuldade de lidar com o tédio.O debate trouxe reflexões sobre o outro e sobre nós, e claro, como lidamos com tudo isso, principalmente rotulando a chatice.

Jan 21, 20261h 4m

S91 Ep 493Términos, luto e recomeço: por que a gente não deveria emendar um amor no outro?

Términos são luto — mesmo quando a decisão é certa.Nos últimos meses, uma sequência de términos de casais famosos reacendeu um tema que todo mundo conhece de perto: acabar um relacionamento dói. Não só pela perda da pessoa, mas da rotina, dos planos, das versões de si mesmo e até de um futuro que parecia combinado. Negação, raiva, tristeza, confusão e, só depois, aceitação fazem parte desse processo — e pular etapas costuma cobrar um preço alto da saúde mental.A ciência já mostrou que vínculos são necessidade básica. Nosso sistema nervoso é programado para buscar conexão e segurança, e reagir com estresse à sensação de abandono. O problema é quando, na pressa de não ficar só, a gente troca elaboração por distração e emenda um amor no outro sem fechar o anterior.Emendar relações pode aliviar a solidão por um tempo, mas geralmente impede o luto, o autoconhecimento e a cura emocional. O resultado aparece depois: repetição de padrões, dependência emocional e histórias novas carregando mochilas antigas.Ficar sozinho por um período não é fracasso — é construção. Mas por que a gente confunde medo da solidão com vontade de amar? Terminar virou sinônimo de correr para o próximo… quando talvez fosse hora de olhar pra dentro.

Jan 20, 202659 min

S91 Ep 492O que mudanças bruscas no comportamento de idosos podem indicar

No Interessa desta segunda-feira, a bancada feminina recebeu nossa parceira, a médica geriatra Dra. Elen da Mata, para debater um tema cada vez mais urgente: o que mudanças bruscas no comportamento de idosos podem indicar.Foi um papo cheio de informação e cuidado. Falamos sobre sinais de alerta que não devem ser ignorados, o que realmente precisa ser avaliado, a importância da paciência e do entendimento no convívio com os idosos, além de dicas práticas para estimular a cognição e manter a mente ativa ao longo do envelhecimento. Porque envelhecer bem envolve corpo, mente e afeto. Saúde é completude.

Jan 19, 202659 min

S91 Ep 491Para onde você vai quando quer transar?

Motel, hotel, Airbnb… ou a própria casa?Por muito tempo, o motel foi sinônimo quase exclusivo de sexo e, junto com isso, vieram o tabu, a vergonha e o julgamento. Mas esse imaginário está mudando. A chamada nova motelaria aposta menos no explícito e mais em conforto, tecnologia, descanso e experiência. Tem gente indo pra motel pra dormir melhor, relaxar, trabalhar — e nem sempre pra transar.Ao mesmo tempo, cresce quem prefere hotéis ou Airbnbs para viver a intimidade. Mais privacidade? Menos rótulo? Um ambiente “neutro” que não carrega tanta carga simbólica? Em grandes eventos, inclusive, motéis viraram alternativa estratégica de hospedagem o que diz muito sobre como esses espaços estão sendo ressignificados.Ainda assim, a trava existe. De onde vem esse constrangimento? O problema é o lugar… ou o que ensinaram a gente a sentir sobre sexo? Onde as pessoas estão transando hoje? E o espaço influencia o desejo, a entrega, o prazer?

Jan 16, 202659 min

S91 Ep 490A Síndrome de Ofélia

Muita gente só voltou a ouvir falar de Ofélia depois que Taylor Swift resgatou a personagem de Hamlet sob uma nova lente. Na obra de Shakespeare, Ofélia é a mulher que ama, mas não pode escolher; sente, mas não pode falar; sofre, mas precisa obedecer. Cercada por decisões masculinas e silenciada em seus próprios desejos, ela vai se apagando aos poucos até não caber mais dentro de si. E essa lógica, infelizmente, ainda ecoa em muitas histórias atuais.A chamada “síndrome de Ofélia” não fala de enlouquecer por amar demais, mas de adoecer por calar demais. Ela aparece quando viver para o outro vira regra, quando o sofrimento é romantizado como prova de amor e quando a mulher acredita que amar exige abrir mão de si. Engolir desconfortos, ceder sempre, sustentar relações sozinha e silenciar a própria voz para manter a harmonia são comportamentos que parecem pequenos, mas cobram um preço emocional alto.Esse padrão pode levar a quadros de dependência emocional, hiper-responsabilidade afetiva, medo intenso do abandono e até colapsos psíquicos. Em quantas relações ainda estamos nos afogando em silêncio para não incomodar?Essas e outras questões serão debatidas no Interessa desta quarta-feira, a partir das 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube. A convidada do dia é Thamires Barcellos, psicóloga clínica.

Jan 16, 20261h 1m

S91 Ep 489Caso Letícia Birkheuer: quem está realmente sendo protegido nessa história? | Interessa Podcast

Separações já são, por si só, experiências emocionalmente desafiadoras. Quando esse processo acontece sob os holofotes com vídeos, acusações públicas e torcida organizada nas redes, o impacto deixa de ser apenas jurídico e passa a ser também psicológico. No caso envolvendo a atriz Letícia Birkheuer, a dor privada ganha contornos públicos: uma mãe que relata dificuldade de convivência com o filho adolescente e um conflito que extrapola os limites da intimidade familiar.Do lado materno, o desgaste é evidente. A necessidade de se explicar publicamente, de se defender de acusações e de lidar com julgamentos constantes coloca muitas mulheres em uma posição delicada: qualquer atitude pode ser usada contra elas. Entre o medo de parecer ausente e o risco de ser vista como agressora, a maternidade vira um verdadeiro campo minado, ainda mais quando a única narrativa amplificada é a de um adolescente que, embora legítima, pode estar atravessada por influências adultas.Já o adolescente, ainda em formação emocional, aparece muitas vezes com uma postura dura, confrontacional, que pode ser confundida com prepotência, mas também pode refletir confusão interna, lealdade dividida e exposição excessiva. Quando conflitos familiares se tornam públicos, o risco de alienação parental se impõe: não apenas pelo afastamento físico, mas pela construção de narrativas que transformam o filho em instrumento de disputa. E a pergunta inevitável permanece: quem está sendo protegido nessa história o adolescente ou o ego dos adultos?Essas e outras questões serão debatidas no Interessa desta quarta-feira, a partir das 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube. O convidado do dia é Thiago Porto - Neurocientista e Hipnoterapeuta.

Jan 14, 202659 min

S91 Ep 488Janeiro está aí, a fatura também: e agora, como organizar o dinheiro sem surtar?

Definir janeiro em poucas palavras é fácil: pagamento de contas e impostos. IPTU, IPVA/DPVAT, matrículas e material escolar entram na lista de compromissos que pesam logo no começo do ano. Não à toa, muita gente já separa uma “fatia” do décimo terceiro salário justamente para enfrentar esse período com menos sufoco.É também em janeiro que cresce a busca por organização financeira e controle do orçamento. Depois dos excessos das festas de fim de ano, muita gente passa a procurar formas de colocar as contas em ordem, sair do endividamento e planejar melhor os gastos. Ao mesmo tempo, aumenta o interesse por investimentos, seja na renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs, em fundos imobiliários ou até nos criptoativos, que seguem despertando curiosidade.Essa angústia coletiva aparece até nas buscas da internet. Termos como “empréstimo”, “quitar dívidas” e “Serasa” costumam disparar no Google Trends nesta época, refletindo a corrida por soluções rápidas para os apertos financeiros que janeiro costuma escancarar. Mas afinal: dá para se organizar financeiramente depois dos gastos do fim de ano ou janeiro já nasce perdido? Vale a pena quitar dívidas antes de pensar em investir, mesmo que seja pouco dinheiro? Essas e outras questões serão debatidas no Interessa desta terça-feira, a partir das 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube. O convidado do dia é Rodrigo Schumacher, mentor financeiro, que vai ajudar a entender como atravessar janeiro sem surtar — e, quem sabe, começar o ano no azul.E já segue a gente nas redes sociais!

Jan 13, 202656 min

S91 Ep 487O que causa o soluço – e como se livrar desse incômodo

Você, muito provavelmente, já foi vítima do temido soluço. Às vezes ele dura poucos segundos; outras, vira um verdadeiro caos pessoal. O soluço acontece quando o diafragma, músculo fundamental da respiração, se contrai de forma involuntária. Esse movimento vem acompanhado do fechamento rápido da glote, produzindo o clássico som. E o que pode disparar esse reflexo?Quem nunca recorreu a uma “mandinga” para tentar se livrar do incômodo? Prender a respiração, beber água gelada, levar susto, respirar dentro de um saco… Algumas dessas estratégias até funcionam porque bagunçam o padrão respiratório e ajudam a interromper o reflexo do soluço. Mas não existe fórmula mágica universal. O que resolve para um não funciona para outro e, na maioria das vezes, o soluço simplesmente vai embora sozinho - assim como chegou. A dúvida é: quanto tempo ele vai durar?Quando o soluço insiste em ficar, por horas ou até dias, o assunto muda de figura. No Interessa desta segunda, vamos entender a relação entre choque térmico e soluço, por que o álcool costuma ser um gatilho tão comum, se existe um perfil de pessoas que soluçam mais do que outras e, principalmente, quando o soluço deixa de ser inofensivo e vira sinal de alerta.O debate começa às 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube, com a participação da Dra. Isabela Vasconcellos, especialista em Clínica Médica e coordenadora das equipes de Clínica das unidades Betim-Contagem e Nova Lima do Hospital Mater Dei.E já segue a gente nas redes sociais!

Jan 12, 202651 min

S91 Ep 486O que os astros revelam para cada signo no ano de 2026?

Para quem acompanha astrologia, 2026 não está sendo tratado como “só mais um ano”. Basta dar uma olhada nas redes sociais para encontrar previsões anunciando viradas de chave, fim de karmas, mudanças profundas e novos começos coletivos. E, segundo astrólogos, esse burburinho não surgiu do nada: alguns movimentos planetários importantes prometem mexer com ideias de futuro, escolhas pessoais, relações, trabalho e até com a forma como nos posicionamos no mundo. Não se trata de previsão de tragédia nem de promessa de milagre. A proposta é olhar para o céu como um convite à atenção. Mas aí surge a pergunta inevitável: até que ponto essas previsões realmente dizem algo sobre a nossa vida? Horóscopos generalizados valem para todo mundo do mesmo jeito? Quando uma previsão “bate”, é coincidência, leitura ampla demais ou identificação pessoal? E quando o que lemos é negativo, isso influencia nossas decisões pelo medo? As famosas listas de “signos sortudos” e “signos azarados” ajudam a refletir ou só criam ansiedade desnecessária? Talvez a pergunta mais interessante não seja “o que vai acontecer comigo em 2026?”, mas “como eu vou me posicionar diante do que vem?”. É sobre isso que a gente conversa hoje: astrologia com reflexão, sem medo e sem terceirizar o comando da própria história para os astros.

Jan 8, 202658 min

S91 Ep 485Escolher se relacionar com alguém que está solteiro há muito tempo é selo de segurança emocional?

Existe uma crença quase automática, pouco questionada, de que se relacionar com alguém solteiro há muito tempo seria uma escolha emocionalmente mais segura. Como se a ausência de ex recente significasse menos conflitos, menos bagagem e menos risco de dor. “Deus me livre de quem tem ex”, “ah, fulano está há anos solteiro, essa pessoa já resolveu tudo” - frases comuns, mas que simplificam demais a complexidade dos vínculos humanos. A vida real não funciona assim. Tempo sozinho não mede prontidão afetiva, assim como um término recente não define indisponibilidade emocional. Tem gente que faz o luto de um relacionamento ainda dentro dele e sai mais aberta para amar do que quem passou anos evitando vínculos profundos.Da mesma forma, há quem esteja solteiro há muito tempo não por escolha consciente, mas por medo de se envolver, dificuldade de intimidade ou repetição de padrões. A busca por “garantias” no amor diz muito mais sobre o nosso medo de sofrer do que sobre o outro. Uma pesquisa recente do Tinder, por exemplo, revelou um desencontro curioso: muitas mulheres acreditam que os homens só querem algo casual, enquanto a maioria deles afirma estar aberta a um relacionamento sério.E aí? Para você, dá para estar “livre” e, ainda assim, emocionalmente indisponível? É possível sair de um término recente mais consciente, inteiro e pronto para amar?

Jan 6, 202658 min

S91 Ep 484Verão: tempo de curtir, de pegação - inclusive, de vírus! Conheça a “Doença do beijo”

O verão mal começou e já mostrou a que veio: calor intenso, férias, festas, encontros, muita proximidade… e, claro, beijos. Nesse clima mais “caloroso”, algumas infecções também encontram o cenário perfeito para circular: é o caso da mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como doença do beijo.Transmitida principalmente pela saliva, a mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr e pode passar despercebida em ambientes de contato próximo: baladas, copos compartilhados, beijos, academias e até o uso comum de objetos contaminados por secreções. O detalhe que complica tudo é o tempo de incubação: os sintomas podem levar de 4 a 8 semanas para aparecer. Quando surgem febre alta, dor intensa de garganta e cansaço extremo, a pessoa geralmente não faz ideia de quando ou mesmo como se infectou. Durante esse período silencioso, o vírus já pode ser transmitido.Apesar de geralmente evoluir bem, quando não reconhecida ou tratada adequadamente, a mononucleose pode, sim, evoluir para quadros mais graves, como ruptura do baço, meningite, encefalite e até síndrome de Guillain-Barré.A mononucleose é altamente contagiosa e exige atenção, diagnóstico correto e descanso. Por isso é o tema do Interessa desta segundona, dia 05 - a primeira do nosso ano de 2026!

Jan 5, 202632 min

S91 Ep 483Bafinho matinal não é desculpa: por que o sexo é melhor pela manhã (e para quem!)

Fala sério: com o batidão do dia a dia, quem, tendo a chance de dormir “só mais cinco minutinhos”, troca isso por… sexo? Pois é. Se não troca, talvez devesse. O sexo matinal ainda carrega uma lista injusta de desculpas - bafinho, claridade, vergonha do corpo, pressa. Mas vamos combinar? Existem posições que dispensam o cara a cara, balinhas estrategicamente posicionadas ao lado da cama e até as famosas rapidinhas, que têm, sim, seu lugar e sua graça. Qualidade não é sinônimo de longa duração.Culturalmente, a gente associa sexo ao fim do dia, como um ritual antes de dormir. Só que, fisiologicamente falando, a manhã pode ser um horário bem interessante. Homens costumam ter um pico de testosterona entre 6h e 9h, o que favorece energia e ereção. Mulheres também produzem testosterona, hormônio do desejo, em menor quantidade, é verdade, mas isso não impede prazer nem resposta sexual. Estar descansada, com menos ruído mental e menos cansaço acumulado, conta muito mais do que o relógio biológico isolado.E os efeitos vão além da cama. Transar de manhã melhora o humor, aumenta a autoconfiança (quem nunca chegou ao trabalho rindo à toa?), ajuda a relaxar, dá sensação de bem-estar ao longo do dia e ainda entra na conta como atividade física - não substitui a academia, mas ajuda. Se tudo isso já não bastasse, o sexo matinal também conversa com a saúde do corpo: circulação, pressão arterial, imunidade, redução de ansiedade… Diante disso tudo, fica a provocação: será que o sexo pela manhã não pode ser visto como parte de uma rotina de autocuidado?

Jan 2, 202657 min

S91 Ep 482Entre o eu e o nós: como equilibrar limites e não perder a empatia

A maré do autoconhecimento nunca esteve tão alta. Livros, podcasts e redes sociais repetem como um mantra moderno: “diga não”, “proteja sua paz”, “você não tem que agradar ninguém”. Cuidar da saúde mental virou prioridade - e ok, tá tudo bem.O problema é quando o discurso da autopreservação começa a erguer muros altos demais.Olhar para dentro é fundamental, mas a convivência também exige olhar para fora. Afinal, somos seres sociais. Relacionais. A neurociência lembra que o cérebro humano é moldado para a conexão: interações positivas ativam o sistema límbico, reforçam o bem-estar e ajudam a reduzir o estresse.Mesmo quando o mundo convida ao isolamento, o afeto segue sendo combustível de sobrevivência. O ponto de atenção está na linha tênue entre autocuidado e egoísmo. Quando a busca por bem-estar pessoal se torna absoluta, o risco é escorregar para comportamentos individualistas, com menos empatia e menos disposição para o encontro.

Jan 1, 202654 min

S91 Ep 481Ano novo, meta nova!

É só o ano novo dar as caras que o mantra começa: “agora vai”. Vai focar, vai mudar, vai cumprir tudo aquilo que ficou pendente, inclusive as metas criadas exatamente nessa mesma época, um ano atrás.A empolgação é real e necessária, mas os números mostram que ela costuma durar pouco. Um levantamento da Forbes Health, em parceria com a empresa de pesquisa OnePoll, revelou que a maioria das pessoas consegue sustentar as resoluções de ano novo por cerca de três meses. Até o fim do ano, apenas 10% seguem firmes.E não, isso não tem tanto a ver com falta de disciplina. Muitas vezes, o problema está na forma como essas metas são criadas: genéricas demais, ambiciosas demais ou completamente desconectadas da realidade atual.Neste fim de ano, em vez de se punir pelo que não aconteceu, a proposta é outra: olhar com mais honestidade para o que ficou pelo caminho e decidir, com consciência, o que realmente faz sentido levar para 2026.Sem culpa, sem promessa mirabolante. Menos cobrança, mais autocompaixão. Porque sair do lugar também pode significar dar um passo menor, mas na direção certa.

Dec 31, 202554 min

S91 Ep 480O que é uma vida boa para você?

Quando pensamos em “vida boa”, quase sempre vem felicidade ou propósito: ter conforto, vínculos, estabilidade, conquistas.Mas pesquisas recentes, lideradas por Shigehiro Oishi, da Universidade de Chicago, apontam um terceiro caminho: a vida psicologicamente rica - marcada por experiências inéditas, complexidade, transformações e até um pouco de caos.Esses estudos mostram que entre 6,7% e 16,8% das pessoas prefeririam uma vida cheia de histórias e descobertas a uma vida feliz ou cheia de propósito.E aí começa o debate: quem são essas pessoas que trocam estabilidade por experiências transformadoras? Até que ponto buscamos propósito por vontade — ou por pressão social? A felicidade basta? Viver uma vida rica em experiências é privilégio ou possibilidade?E, no fim das contas, qual frase você gostaria de dizer no leito de morte: “foi divertido”, “fiz a diferença” ou “que jornada”?

Dec 30, 20251h 2m

S91 Ep 479O poder das cores: a tonalidade escolhida para vibrar em você pode mudar o seu ano?

Qual é a sua cor preferida? Vermelho, azul, verde, dourado? Pode até parecer só uma questão de gosto, mas as cores têm um impacto direto sobre as nossas emoções e isso não é de hoje.Na cromoterapia, prática milenar com registros no Egito, na Grécia, na China e na Índia, as cores são usadas como ferramenta para equilibrar corpo, mente e energia. E se as cores influenciam ambientes e estados emocionais, será que elas também impactam quando estão naquilo que vestimos?A especialista em posicionamento de imagem, Déborah Avelar, responde a essa reflexão - ela é a convidada do Interessa desta segunda (29). Com a virada do ano se aproximando, surge a pergunta inevitável: será que todo mundo precisa mesmo passar o Réveillon de branco? Ou talvez você esteja precisando de outra vibração, outra intenção, outra energia para o novo ciclo?A escolha das cores, seja das roupas, seja dos ambientes, pode ir muito além da tradição e ganhar mais sentido quando feita com consciência… e, quem sabe, até com a ajuda de um especialista. Afinal, as cores que nos cercam podem mesmo influenciar o humor, o comportamento e a energia do ano que começa?

Dec 29, 202559 min

S91 Ep 478Camisinha saiu de moda? O preço da queda do uso - e o mito do “mais prazer”

Por mais que muita gente trate o preservativo como algo ultrapassado, a camisinha segue sendo o único método capaz de prevenir, ao mesmo tempo, a gravidez e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Ainda assim, o uso vem despencando e os números confirmam o alerta. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2023, o Brasil registrou mais de 113 casos de sífilis adquirida a cada 100 mil habitantes e 10 casos de sífilis congênita por mil nascidos vivos, índice cerca de vinte vezes acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O avanço também preocupa entre os jovens, com o crescimento de casos de HIV e HPV.Onde está o problema? Acredite, não é na falta de insumos, mas na escassez de informação e diálogo. A camisinha passou a ser vista como símbolo de desconfiança. Em relações estáveis, muitos casais abandonam o preservativo apostando em uma fidelidade automática, algo que, na prática, ninguém consegue garantir. Soma-se a isso o preconceito, a vergonha de comprar ou carregar camisinha.Há ainda a ideia de que “sexo é melhor sem camisinha” ou de que o preservativo “corta o clima” - sim, isso ainda acontece e, na verdade, tem ganhado força, especialmente com a falsa percepção de que métodos como a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Pós-Exposição) substituiriam o uso do preservativo. Não substituem. Eles reduzem o risco de infecção pelo HIV, mas não protegem contra outras ISTs. E, muitas vezes, o desconforto está ligado à escolha errada do produto. Hoje existem camisinhas masculinas e femininas, mais finas, com texturas, sabores, lubrificação, efeitos retardantes; opções pensadas para diferentes contextos e preferências. Saber usar corretamente, trocar o preservativo entre práticas e respeitar a validade e o material faz toda a diferença.Até que ponto o prazer justifica o risco? Dentro do casamento, vale negociar o uso ou a retirada do preservativo? Por que ainda existe tanto tabu em falar sobre sexo seguro? E, talvez a pergunta mais importante de todas: quando foi a última vez que você se testou?

Dec 26, 202558 min

S91 Ep 477“Rage bait” ou “Isca de Raiva”: palavra do ano que explica por que todo mundo está irritado na internet

Sabe quando você tá de boa rolando o feed e, do nada, uma postagem te deixa irritado em três segundos? Aquela sensação de “não é possível que alguém escreveu isso” e pior, postou? Pois é. Não é só com você. É com todo mundo.A Oxford University Press escolheu rage bait - ou “isca de raiva” - como termo do ano justamente porque esse tipo de conteúdo virou método. Postagens pensadas para cutucar, provocar indignação e acender o pavio emocional do público. Irritação virou moeda. E o pior: funciona muito bem.Segundo a Oxford, o uso do termo triplicou nos últimos 12 meses, acompanhando a explosão de conteúdos criados exclusivamente para gerar reação emocional intensa. É uma espécie de irmão tóxico do clickbait: aqui, o objetivo não é só fazer você clicar, é te deixar bravo o suficiente para comentar, compartilhar, reagir - e alimentar o algoritmo.Não por acaso, o termo do ano passado foi brain rot, uma expressão que já alertava para o desgaste mental provocado pela rolagem infinita. Agora, com a raiva transformada em entretenimento, a pergunta é inevitável: como isso está afetando nossa saúde mental, nossas relações e a forma como enxergamos o mundo?Para aprofundar esse debate, o Interessa recebe Bianca Costalonga Dorigo, psiquiatra da Rede Mater Dei, para falar sobre os impactos do rage bait fora das telas, os efeitos da irritação constante no bem-estar e como desenvolver mais consciência emocional em um ambiente digital que lucra com o nosso descontrole.

Dec 17, 202558 min

S91 Ep 476Haja paciência! Você se considera uma pessoa paciente?

Em tempos de perguntas que 'exigem' respostas instantâneas, filas que, mesmo pequenas, irritam, mensagens não respondidas e uma rotina cada vez mais acelerada, a paciência parece estar em extinção. Mas será que a gente sabe, de fato, o que significa ser paciente? Ou será que confundimos paciência com engolir tudo em silêncio?O pensador islâmico Abu Hamid al-Ghazal (c. 1058–1111), um dos mais importantes teólogos da história do Islã, defendia que a paciência não é uma virtude automática. Segundo ele, nem toda paciência é boa: apenas aquela que serve a objetivos justos contribui para uma vida ética. E aí surge uma questão fundamental: quem define quais objetivos são justos? Cada um de nós.A ciência contemporânea concorda em parte com essa reflexão. Hoje, a paciência é entendida como uma habilidade ligada à regulação emocional, autoconsciência e escolhas conscientes. Não se trata apenas de esperar, mas de como reagimos enquanto esperamos e do que fazemos com nossas emoções nesse processo.Mas por que temos cada vez menos paciência? Como essa dificuldade impacta nossos relacionamentos, decisões, produtividade e saúde mental? A falta de paciência anda de mãos dadas com a ansiedade? E mais: é possível treinar essa habilidade ou ela é um traço inato da personalidade?Nesta terça-feira (16), o Interessa abre espaço para discutir os limites, os benefícios e até o lado tóxico da paciência. Para essa conversa, a bancada feminina recebe Gustavo Cury, psicólogo, escritor e educador físico, que ajuda a traduzir o que a ciência diz sobre paciência, como desenvolvê-la no dia a dia e por que, às vezes, perder a paciência também pode ser um sinal de saúde emocional.

Dec 16, 202559 min

S91 Ep 475Dezembro Laranja: câncer de pele nasce do sol da rotina, não do sol da piscina

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra anualmente mais de 220 mil casos de câncer de pele não melanoma e 9 mil diagnósticos de melanoma. Mas você sabe a diferença entre um e outro?A primeira dúvida é clássica: basta usar somente o protetor? A resposta é dura, mas necessária: não. A propósito, usar o produto de forma inadequada é praticamente a mesma coisa que não usar - e a gente sabe como as pessoas erram feio nesse ponto. Tem quem ache que pele morena “não queima”, quem ignora pintas que mudam, quem normaliza aquela queimadura leve só porque não deu insolação. E é aí que o câncer de pele se instala: anos de pequenas negligências, dia após dia.O grande vilão não é aquele sol fortíssimo das férias na praia, mas o famoso sol da rotina, o mesmo que atinge quem trabalha dirigindo, quem passa o dia em lavouras, obras, feiras, ruas.E aí fica a pergunta: se o Brasil é um país ensolarado o ano inteiro, por que ainda tratamos proteção solar como algo sazonal? Hoje, conversamos com a Dra. Graziella Piló, médica oncologista, para entender como se proteger de verdade.

Dec 15, 202559 min

S91 Ep 474Como diferenciar vício de hábito?

Quem nunca soltou (ou ouviu alguém dizer) um “sou viciado em Instagram”? Mas será que é vício mesmo ou... só costume? Um estudo publicado no Scientific Reports (Nature) mostra que nossa autopercepção anda bem distorcida: para cada pessoa realmente em risco de dependência, outras oito acreditam estar “viciadas” sem estarem.No levantamento, apenas 2% apresentaram sinais clínicos, enquanto 18% se declararam dependentes. Nesta quinta, quem ajuda nossas meninas a compreender melhor esse comportamento é o psiquiatra Bruno Brandão, que se junta à bancada para esclarecer o que é hábito, o que é compulsão e o que é só a gente se autodiagnosticando à toa.Chamar de vício aquilo que é apenas repetição pode bagunçar nossa relação com o próprio comportamento e ainda minimizar casos reais, que exigem cuidado. A dependência envolve perda de controle, sofrimento emocional, abstinência e prejuízo social. Já hábitos automáticos, como abrir o celular sem perceber, muitas vezes respondem ao tédio, ansiedade ou rotina… sem necessariamente virar um problema clínico.Então, como saber quando algo passa do ponto?

Dec 11, 202557 min

S91 Ep 473Quem é você quando o relacionamento acaba?

Tem casais que viram quase uma entidade: não existem mais separados. Foto de perfil juntinha, vida social completamente compartilhada, amigos em comum - uma fusão total. Só que, quando a relação termina, surge uma questão ainda maior do que o rompimento: quem sou eu agora? E aí: quando essa relação deixa de existir, o que sobra?Muita gente se vê presa à própria imagem de “metade de um casal”. Algumas pessoas perdem relevância profissional, outras descobrem que não têm mais vida social independente, outras percebem que não sabem mais quem são sem a dinâmica a dois. Por outro lado, há quem reconstrua a própria história: pessoas que foram, por anos, “ex de alguém” e encontraram voz e propósito próprios depois do término.Como preservar a autonomia dentro da relação? Como não permitir que o casamento se transforme na sua principal identidade? E, quando o fim chega, como reencontrar a própria narrativa?

Dec 11, 202558 min

S91 Ep 472A pressão por netos: até que ponto isso é aceitável?

A cena é comum e parece até doce: uma mãe dizendo que “sonha em ser avó”. Mas, quando esse sonho invade o espaço da filha, do filho... a conversa muda de tom. No episódio desta terça (09), nossa bancada destrincha esse tema que mexe com gerações inteiras. A frase recente da Xuxa, revelando o desejo de ter um neto, reacende o debate: existe o tempo de quem deseja… e o tempo de quem seria responsável por realizar esse desejo. Quantas mulheres não enfrentam o famoso “E aí, quando vem o bebê?”, como se maternidade fosse checklist obrigatório? Namorou, tem que noivar. Noivou, tem que casar. Casou, tem que ter filho. Filhou, tem que ter outro. Uma sequência automática que ignora desejos próprios, planos pessoais e até o simples fato de que nem toda mulher quer ou pode ser mãe.E quando a filha não quer ter filhos? Ou quando isso é íntimo demais para virar brincadeira de sobremesa no almoço de domingo? A pressão, por mais embrulhada em carinho que venha, pode machucar. Pode gerar culpa, conflito, ansiedade. Pode ultrapassar limites que deveriam ser sagrados.A pergunta que fica é: quando esse pedido é expressão de amor e quando vira egoísmo disfarçado? Como colocar limites sem romper laços importantes? E como quebrar essa tradição que empurra as mulheres para ciclos que deveriam acontecer apenas por vontade própria?

Dec 9, 20251h 2m

S91 Ep 471A diferença entre o remédio e o veneno está na dose: os danos ao organismo dado consumo excessivo de suplementos e vitaminas

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 2024 foram registradas 240 notificações de efeitos adversos causados por suplementos vitamínicos, sendo 28% deles graves. No mesmo período, mais de 62 mil anúncios irregulares foram removidos da internet - destes suplementos. A indústria movimenta mais de R$ 4 bilhões por ano no Brasil e muitos desses produtos são vendidos sem qualquer comprovação científica.Casos como o da empresária baiana, Perinalva Dias, que ficou 28 dias em coma após intoxicação por vitamina D, acendem o alerta sobre a banalização do uso dessas substâncias.Qual o procedimento para lidar com a intoxicação de vitaminas se cada uma se difere da outra dado seu grupo de nutrientes? Como saber que o excesso de uma específica está sendo a razão para o colapso na saúde de alguém? É só interromper o uso? É possível ter sequelas de uma ‘auto suplementação’? O que essa febre por “soros da imunidade” e megadoses de vitaminas revela sobre a nossa relação com o corpo e com a saúde? A gente prefere comprar polivitamínicos a comer bem? Até onde vai a responsabilidade das clínicas que vendem “soro milagroso” sem respaldo científico?

Dec 8, 20251h 4m

S91 Ep 4701º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS - estamos mais próximos da cura?

Esta segunda-feira, primeiro de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A data conversa diretamente com saúde pública e, por isso, nada mais natural do que repercutirmos no Interessa esse tema tão urgente e tão cheio de contrastes no Brasil.No combate ao HIV, o país avança com força: os antirretrovirais distribuídos pelo SUS transformaram o vírus em uma condição controlável, e quando a pessoa atinge a famosa carga viral indetectável, praticamente zera a chance de transmissão - reforço do Ministério da Saúde. Os números de Belo Horizonte mostram isso na prática: queda de quase 14% nos diagnósticos entre 2023 e 2024. Em Minas Gerais, a curva também desce entre jovens de 20 a 34 anos, segundo a SES-MG. Mas a mesma estatística acende outro alerta: sete bebês foram infectados no último ano, todos com menos de um ano de idade, maior número desde 2020.Enquanto isso, a corrida pela cura segue acelerada. Na Alemanha, pesquisadores identificaram anticorpos “superpotentes”, como o 04_A06, capazes de neutralizar mais de 98% das variantes analisadas em laboratório - achados destacados pela Nature e pela Sociedade Brasileira de Infectologia. O Brasil também brilha no cenário mundial com um estudo da Unifesp, liderado por Ricardo Sobhie Diaz, que combina antirretrovirais tradicionais com três medicamentos extras para acordar o vírus escondido nos chamados “reservatórios virais” - gânglios, mucosas, sistema nervoso. Esses esconderijos são o grande problema: o HIV fica ali, quietinho, esperando o tratamento parar para voltar à ativa. A abordagem brasileira tenta revelar esse vírus camuflado e ensinar o corpo a destruí-lo. A ousadia científica ganhou destaque em publicações como The Lancet HIV.Mas quando olhamos para o comportamento humano… a história fica menos linear. BH registra queda nas infecções? Sim. Ao mesmo tempo, no Brasil, a cada 15 minutos alguém é infectado (Unaids). A PrEP e a PEP avançam? Sim. Mas Minas também viu nascer mais bebês soropositivos nos últimos quatro anos. O que explica tantos cenários diferentes? Estamos mais perto da cura, mas também mais longe da prevenção? As falhas no pré-natal ainda justificam o nascimento de crianças com HIV? E, principalmente: como evitar que a história siga se repetindo?

Dec 1, 202559 min

S91 Ep 469‘Shreking’: fenômeno explica o que leva pessoas ‘bonitas’ a namorarem pessoas ‘feias’

Quem não se lembra - gostando dela ou não - de como a galera foi a loucura nas redes sociais quando Selena Gomez assumiu seu relacionamento com Benny Blanco? Desde 2023, o produtor musical e compositor mal pode sorrir que vira assunto. Tem gente que faz comentários de todo o tipo - maldosos, inclusive, dando conta de que Selena fez caridade; tem quem jure que foi trauma pós-Justin Bieber, e outros cravam que Selena “adotou um feio” para se resguardar emocionalmente. A internet é implacável e cruel. E esse universo de especulações levou o termo “shreking” a ganhar força: quando alguém “fora do padrão de beleza” conquista alguém considerado “muito bonito”.E não é só com Selena. Virgínia Fonseca, influencers, anônimos - todo mundo vira meme quando o casal não parece visualmente “proporcional”. A narrativa é sempre parecida: “baixou a régua”, “foi buscar segurança”, “evitar ser traída”. Como se beleza garantisse caráter, e a falta dela garantisse fidelidade. No Interessa desta quinta-feira, Josiele Sena, psicóloga clínica e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, conversa sobre o assunto com as nossas meninas. Ela ajuda a entender por que nos incomodamos tanto com escolhas amorosas alheias, por que idealizamos que “o feio é mais gente boa”, como o medo contamina decisões afetivas e como esse rótulo, o do “feio da história”, bate na autoestima de quem o recebe.

Nov 27, 20251h 2m