
Interessa
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Acesso sem permissão ao celular do parceiro pode dar até 4 anos de prisão
Dia Mundial da Atividade Física - Não é sobre fazer tudo; é sobre fazer alguma coisa!

S91 Ep 529Sedentarismo Cognitivo - O que acontece com o nosso cérebro quando tudo a nossa volta exige cada vez menos esforço mental
O mercado de bem-estar nunca esteve tão aquecido: movimenta trilhões de dólares e foca excessivamente na performance do corpo. Monitoramos passos, calorias e sono, mas o que estamos fazendo com a nossa mente? Enquanto o corpo está em evidência, o cérebro parece entrar em um estado de acomodação perigoso.Ganha força um conceito que ajuda a explicar esse cenário: o sedentarismo cognitivo. Ele se manifesta nos hábitos mais cotidianos e está presente na rotina de todos.Delegamos caminhos ao GPS, memórias à agenda do celular e dúvidas simples ao Google. A atenção se fragmenta em vídeos curtos e, cada vez mais, tarefas mentais complexas são entregues à inteligência artificial. A mente continua ativa, mas cada vez menos exigida. Ela não está ficando preguiçosa sozinha; nós estamos deixando que ela atrofie.Os dados reforçam esse alerta. Brasileiros passam mais de 9 horas por dia conectados, transformando o que seria tempo de descanso em um bombardeio de estímulos sem pausa. O ganho de praticidade é evidente, mas qual é o preço da nossa autonomia intelectual? É possível manter o raciocínio crítico em um mundo de respostas prontas e pensamento padronizado?Nesta live do Interessa, nossas meninas analisaram o paradoxo: nunca houve tanto acesso à informação, mas nunca fizemos tão pouco esforço para processá-la com profundidade.O cérebro ainda está sendo exercitado ou estamos terceirizando nossa capacidade de pensar?

S91 Ep 528Dia Nacional da Saúde e da Nutrição: a alimentação como aliada no tratamento da menopausa
Celebrado em 31 de março, o Dia da Saúde e da Nutrição reforça a importância de escolhas alimentares conscientes para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Especialmente para as mulheres na menopausa.Essa fase, marcada pelo fim do ciclo reprodutivo feminino, provoca uma série de mudanças no organismo que vão muito além dos hormônios, impactando o sono, o humor, o metabolismo e a saúde óssea e cardiovascular. Estudos apontam que a alimentação pode ser uma aliada importante no manejo desses sintomas.Com a redução dos níveis de estrogênio, há maior propensão ao ganho de peso, à perda de massa óssea e a alterações no colesterol. Além disso, cresce a atenção para o papel do intestino nesse processo. A chamada disbiose, que é o desequilíbrio da microbiota intestinal, pode intensificar inflamações, impactar a absorção de nutrientes e até influenciar o metabolismo hormonal, agravando sintomas da menopausa.Nesse cenário, uma alimentação rica em fibras, alimentos naturais e probióticos pode contribuir para o reequilíbrio intestinal e, consequentemente, para uma melhor resposta do organismo nessa fase.

S91 Ep 527Pielonefrite: a infecção urinária que atinge os rins
Sintomas comuns como dor pélvica, ardência ao urinar e sensação de bexiga cheia muitas vezes são normalizados, especialmente por quem convive com algumas condições. Mas quando surgem sinais diferentes, como calafrios, náuseas, dor nas costas e até sangue na urina, é preciso acender o alerta. Foi assim que um quadro inicialmente confundido com uma infecção urinária simples evoluiu para o diagnóstico de pielonefrite, uma infecção que ultrapassa a bexiga e atinge os rins. Apesar de muitas vezes começar como uma cistite, a pielonefrite pode evoluir de forma silenciosa e nem sempre apresenta os sintomas clássicos, como febre alta ou dor intensa. Existem diferentes tipos da doença, com graus variados de gravidade, e nem todo organismo reage da mesma forma. Isso torna o diagnóstico mais desafiador e reforça a importância de investigar sinais persistentes ou atípicos, mesmo quando exames iniciais não apontam alterações. Mulheres estão mais suscetíveis a infecções urinárias por questões anatômicas, mas outros fatores também podem aumentar o risco, como histórico recorrente, presença de cálculos renais, alterações no trato urinário e condições inflamatórias pélvicas. Diante disso, fica a pergunta: como identificar quando uma infecção deixa de ser simples? Sintomas leves podem esconder quadros mais graves? E hábitos como segurar o xixi ou beber pouca água realmente influenciam nesse processo?

S91 Ep 526Aumento da licença-paternidade: pais mais presentes ou só mais dias em casa?
Durante décadas, o pai brasileiro teve oficialmente apenas cinco dias para participar da chegada de um filho. Agora, um projeto aprovado pelo Senado prevê a ampliação gradual da licença-paternidade para até 20 dias até 2029. A mudança reacende uma discussão importante: será que mais tempo em casa significa, de fato, mais participação na criação dos filhos? Ou estamos apenas ampliando um prazo sem mexer na cultura que define quem cuida e quem “ajuda”?Historicamente, a licença curta ajudou a reforçar a ideia de que o cuidado é responsabilidade feminina. Enquanto muitos homens retornavam rapidamente ao trabalho, mulheres assumiam sozinhas a adaptação à nova rotina com o bebê. Isso contribuiu para um ciclo que ainda se repete: homens que não aprendem a cuidar porque não são estimulados e mulheres sobrecarregadas que, muitas vezes, também enfrentam dificuldade em dividir esse espaço, seja por falta de confiança ou pelo hábito de centralizar as funções. Mas será que 20 dias são suficientes para mudar esse cenário?A discussão vai além do tempo e passa por comportamento, educação emocional e divisão real de responsabilidades. Para aprofundar esse debate e entender os impactos dessa mudança, Eliene Lima, psicóloga especialista em parentalidade e maternidade participa do Interessa e vai ajudar a analisar se estamos diante de uma transformação real ou apenas simbólica na construção da paternidade no Brasil.

S91 Ep 525É lésbica porque se decepcionou com homem!
Nos últimos meses, a atriz Heloísa Périssé voltou aos holofotes não por um novo papel, mas pela vida amorosa. Após anos em relacionamentos com homens, ela assumiu um namoro com a diretora Leticia Prisco, e o assunto rapidamente ganhou as redes sociais. Junto com a curiosidade, veio também uma velha frase, muitas vezes dita em tom de brincadeira: “do jeito que as coisas estão, na próxima decepção com homem eu caso é com uma mulher.” Mas será que essa ideia faz mesmo sentido?Casos como os de Ludmilla, Kristen Stewart, Fernanda Souza, Fernanda Gentil, Amber Heard e Maitê Proença frequentemente reacendem esse debate. Existe uma percepção comum de que relações entre mulheres seriam mais fáceis ou mais sensíveis, o que pode ser uma visão simplista e até perigosa. Relações entre mulheres também envolvem complexidade, conflitos e construção emocional. Mais do que isso: não são um “plano B” para frustrações com homens, mas sim conexões legítimas, baseadas em desejo, afeto e identificação.O tema levanta uma questão importante: a orientação sexual pode mudar por causa de uma decepção amorosa ou o que acontece é uma abertura para desejos que antes estavam reprimidos? Para aprofundar essa conversa e discutir os limites entre mito e realidade, o podcast conta com a presença de Gabriela Maia Paixão, psicóloga e psicanalista, que traz reflexões sobre sexualidade, construção do desejo e os desafios de romper com padrões sociais.

S91 Ep 524“Eu me demito!”: entenda o revenge quitting, a ‘demissão por vingança’
Teve uma época em que pedir demissão era um verdadeiro drama: mãos suando, coração acelerado e aquele frio na barriga antes de encarar o chefe. Hoje, a frase “eu me demito” parece sair com muito mais naturalidade. Não é por acaso. Com o desemprego em baixa e mais oportunidades no radar, cresce o número de profissionais dispostos a buscar novos caminhos. Esse cenário dá mais segurança para recomeçar e faz muita gente repensar se vale a pena permanecer onde está. Mas não é só sobre oportunidades. Um novo termo tem ganhado força: “revenge quitting”, ou demissão por vingança. Nesse caso, sair do emprego não é apenas uma decisão racional, é também um recado. Profissionais deixam seus cargos como forma de protesto contra ambientes tóxicos, falta de reconhecimento ou excesso de pressão. Dados mostram que os trabalhadores se sentem estagnados e consideram o ambiente de trabalho prejudicial à saúde mental. Ou seja, não é só sobre crescer… é também sobre sobreviver emocionalmente. O fenômeno revela uma mudança importante: estabilidade já não é mais suficiente. Hoje, trabalho precisa, no mínimo, não custar a saúde mental. Mas onde está a linha entre estratégia e impulso? Pedir demissão pode ser um ato de autonomia ou uma reação emocional. Para entender melhor esse cenário e seus impactos, o programa recebe Ricardo Castanheira, especialista em cultura organizacional, liderança e engajamento, que vai ajudar a refletir sobre limites, decisões e o que as empresas ainda precisam aprender sobre retenção de talentos.

S91 Ep 523Março Amarelo: um BAFTA para a dor que sempre foi ignorada, conheça mais sobre a endometriose
Um curta-metragem de apenas 19 minutos conseguiu o que muitas mulheres tentam há anos: serem vistas / ouvidas. “This Is Endometriosis”, dirigido por Georgie Wileman, que convive com a doença, venceu o BAFTA 2026 de Melhor Curta-Metragem Britânico e trouxe visibilidade global para uma condição silenciosa e, muitas vezes, desacreditada. A produção escancara a realidade de quem convive com dores intensas e sintomas que vão muito além de uma “cólica comum”.Apesar do reconhecimento internacional, a endometriose segue sendo subdiagnosticada. Estima-se que 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva conviva com a doença, e o diagnóstico pode levar, em média, sete anos. Nesse intervalo, muitas enfrentam dores incapacitantes, sangramentos intensos, desconfortos intestinais e urinários, dor nas relações e até infertilidade, frequentemente ouvindo que “é normal” ou que “faz parte”. A experiência pessoal de quem vive essa realidade reforça o quanto a dor feminina ainda é minimizada.No Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose, o Interessa traz esse debate para o centro da conversa. O programa recebe a Dra. Karla de Carvalho Schettino, ginecologista especialista em endometriose, para discutir os desafios do diagnóstico, os impactos na qualidade de vida e os caminhos possíveis para que mais mulheres sejam ouvidas, acolhidas e tratadas com seriedade.Siga-nos nas redes:Instagram - https://www.instagram.com/programainteressa/ TikTok - https://www.tiktok.com/@interessa.otempo

S91 Ep 522Sexo bom faz a gente passar pano para gente ruim? E por que mulher tem que justificar que transa por transar?
No Interessa de hoje, a sexóloga Renata Dietze trouxe uma reflexão poderosa sobre a autonomia do desejo. Discutimos como ainda é um caminho espinhoso para muitas mulheres olharem para o próprio prazer sem o peso da culpa ou do julgamento social.Renata explicou que, quando a mulher se permite entender o que realmente gosta e se apropria do próprio corpo, ela ganha clareza para decidir suas relações. Isso passa por entender que o sexo casual pode, sim, ser uma escolha legítima e saudável, desde que seja pautado no autoconhecimento e não em uma busca por validação externa.▶️ O episódio completo já está disponível no YouTube de O TEMPO e nos principais tocadores de podcast!

S91 Ep 521A violência como espetáculo: por que não conseguimos parar de olhar?
A final entre Cruzeiro e Atlético Mineiro no Campeonato Mineiro entregou o que muitos esperavam, mas por caminhos tortuosos. Além do futebol, o que dominou as redes sociais e as conversas de bar não foram apenas os gols, mas a briga generalizada entre os jogadores em campo. O soco, o empurrão e a fúria se tornaram o clipe principal das notícias. E o mais curioso: até quem não torce - ou nem gosta de futebol - parou para assistir. Esse tipo de atração pelo caos não é exatamente novidade. Da Roma Antiga, com os combates de gladiadores, até as execuções públicas na Idade Média, a violência sempre teve plateia. Hoje, a arena mudou: saiu da areia e foi para o gramado, para a TV e, principalmente, para a palma da mão. Programas como o Big Brother Brasil mostram como o conflito também virou entretenimento psicológico. A lógica é simples: quanto maior o atrito, maior a atenção. E nós, espectadores, consumimos, comentamos e até torcemos dentro desse roteiro. Siga O TEMPO no Google e receba as principais notíciasNo programa, nossas meninas conversam com o psicólogo Thiago de Paula para entender por que o conflito nos prende tanto. Será que assistir à violência funciona como uma válvula de escape para emoções reprimidas? Ou estamos apenas reproduzindo um comportamento antigo, agora com novas roupagens? Mais do que julgar o que vemos, a proposta é olhar para dentro: até que ponto esse espetáculo diz mais sobre quem assiste do que sobre quem protagoniza?

S91 Ep 520‘Future Faking’: promessa mantém o outro preso ao relacionamento, mas não o leva a lugar nenhum
No Interessa desta quarta-feira, abrimos o jogo sobre uma cilada emocional que muita gente vive, mas poucos sabem dar nome: o Future Faking. Recebemos o psicólogo Gabriel Aguillar para entender como promessas de um amanhã brilhante podem ser usadas apenas para manter você presa a um relacionamento que não sai do lugar hoje.Usamos como ponto de partida o desabafo da atriz Dakota Johnson, que após anos de relacionamento com Chris Martin, expressou o arrependimento pelo tempo investido em planos que nunca viraram realidade. O future faking é exatamente isso: alimentar o outro com sonhos de casamento, filhos e viagens para garantir o vínculo emocional, sem qualquer intenção real de concretizá-los. A conversa sobre o futuro vira uma ferramenta de conexão rápida e manipulação, onde a vida real vai passando enquanto você espera por um próximo passo que nunca chega.Discutimos como isso acontece e nos afeta diretamente, trazendo traumas profundos ou dificuldades imensas de superar o fim da relação. Afinal, não é apenas o término de um namoro, mas o luto por uma vida inteira que foi prometida e nunca existiu. Gabriel explicou que o impacto psicológico de ser "enrolada" por anos mina a autoconfiança e a percepção de realidade da vítima, tornando o processo de cura muito mais lento e doloroso.

S91 Ep 519Caso Adriana Araújo: entenda o que é o aneurisma cerebral
Para muitas famílias, histórias de perdas precoces ficam marcadas por perguntas sem resposta. E não é raro ouvir relatos de parentes que partiram muito jovens por causas que, na época, eram pouco compreendidas.O aneurisma cerebral é uma dessas condições que, durante muito tempo, foi associado apenas à idade avançada. Na prática, porém, ele pode surgir em qualquer fase da vida.Trata-se de uma área enfraquecida na parede de uma artéria que, sob a pressão constante do sangue, vai se dilatando lentamente até que, em alguns casos, se rompe. Quando isso acontece no cérebro, pode provocar um AVC hemorrágico, com consequências graves e muitas vezes fatais. Nos últimos dias, a morte precoce da sambista belo-horizontina Adriana Araújo reacendeu esse alerta. A artista passou mal em casa, desmaiou e, em poucas horas, estava em estado gravíssimo após a ruptura de um aneurisma.Esse tipo de evento costuma se manifestar com uma dor de cabeça súbita e extremamente intensa, descrita por muitos pacientes como “a pior da vida”. Náusea, rigidez na nuca, desmaio e alterações neurológicas também podem aparecer, exigindo atendimento médico imediato. Mas reconhecer os sinais do próprio corpo nem sempre é simples. Muitas vezes acreditamos estar cuidando da saúde ao controlar pressão, colesterol ou glicemia, enquanto hábitos cotidianos continuam sendo negligenciados.Quem tem histórico familiar tem mais risco? O aneurisma pode ser prevenido ou detectado antes de se romper? Para esclarecer essas e outras dúvidas, o Interessa recebe a médica neurologista, Júlia Kallás. Ouça!

S91 Ep 518Geração Ansiosa: o que estamos fazendo com as nossas crianças - ainda dá tempo de mudar a situação?
A ideia de que estamos vivendo “tempos difíceis” já virou quase um consenso. A cada dia parece surgir um novo motivo para preocupação coletiva: crises sanitárias, violência, instabilidade política, conflitos globais. Mas os dados indicam algo ainda mais inquietante: crianças e adolescentes de hoje relatam níveis de ansiedade maiores do que pacientes psiquiátricos infantis da metade do século passado.O fenômeno aparece em pesquisas que acompanharam milhares de jovens ao longo de décadas, como o estudo “The Age of Anxiety? Birth Cohort Change in Anxiety and Neuroticism, 1952-1993”, da pesquisadora Jean M. Twenge, da Case Western Reserve University, publicado no Journal of Personality and Social Psychology. Siga O TEMPO no Google e receba as principais notíciasO que mudou tanto nesse intervalo? Ao mesmo tempo em que ganhamos autonomia, liberdade de escolha e independência, perdemos algo mais silencioso: a conexão social. Há mais pessoas morando sozinhas, relações mais frágeis e menos confiança nas interações. Soma-se a isso uma exposição constante a notícias de crise e ameaça.O cérebro humano, que não foi programado para lidar com sinais de perigo 24 horas por dia, entra em estado de alerta permanente, algo especialmente sensível para quem ainda está em desenvolvimento emocional. Para discutir os impactos desse cenário e refletir sobre o que ainda pode ser feito para proteger a saúde mental das novas gerações, o Interessa recebe o psiquiatra Dr. Bruno Brandão.

S91 Ep 516O que pesa mais? O etarismo ou a fantasia de carnaval?
Aos 50 anos, rainha de bateria da Acadêmicos do Salgueiro, Viviane Araújo ouviu em pleno Carnaval se “já não estava na hora” de deixar a Sapucaí. Enquanto isso, Juliana Paes retomou o posto na Unidos do Viradouro aos 46, Sabrina Sato cruzou a Avenida pela Vila Isabel aos 45 com 40 quilos de fantasia, enquanto Bell Marques, aos 73, segue arrastando multidões sem que a idade vire manchete. Existe prazo de validade diferente para homens e mulheres? No outro extremo, Virginia Fonseca, aos 26, foi criticada ao estrear como rainha da Acadêmicos do Grande Rio. Quando a mulher é madura, questionam se “já passou da hora”. Quando é jovem, duvidam da competência. No Interessa, queremos saber: estamos falando de idade, experiência ou expectativa pública?

S91 Ep 515Melasma tem cura? Condição, que afeta autoestima das mulheres, não é descuido
Melasma tem cura? Condição, que afeta autoestima das mulheres, não é descuidoDurante uma transmissão ao vivo, Selena Gomez respondeu com leveza a um comentário sobre um suposto “bigodinho”: não era falta de depilação, era melasma. A condição de pele, extremamente comum entre mulheres, está ligada a fatores hormonais, genéticos e à exposição solar e pode surgir mesmo com uso rigoroso de protetor. Não é desleixo, não é descuido, não é negligência.Embora benigna do ponto de vista médico, o melasma afeta diretamente a autoestima e a relação com o espelho. Não há cura definitiva, mas há controle e tratamento.No Interessa, conversamos sobre cuidado, informação e também sobre a pressão para que a pele feminina esteja sempre impecável.

S91 Ep 514Violência Vicária, quando uma mulher é ferida através do que ela mais ama
O Brasil voltou a se chocar com crimes em que filhos foram usados como instrumento de vingança contra suas mães. Investigações como a divulgada pelo Metrópoles e análises da BBC News Brasil trouxeram à tona um termo ainda pouco conhecido, mas devastador: violência vicária. Trata-se de quando o agressor fere, ameaça ou até mata os próprios filhos para atingir emocionalmente a ex-companheira. É o controle levado ao limite mais perverso.Neste episódio, a bancada feminina discute como identificar sinais de alerta, o que diferencia violência vicária de alienação parental e por que tantas mães não são ouvidas a tempo. Como proteger as crianças? Como acolher essas mulheres sem revitimizá-las?

S91 Ep 513O recomeço dos amores antigos: e quando existe volta depois de anos?
O ator Dudu Azevedo confirmou que reatou com a ex-esposa, Fernanda Mader, quase cinco anos após a separação. Eles não estão sozinhos: histórias de “round 2” no amor têm se multiplicado, de casais famosos a reencontros entre 'anônimos' que acontecem décadas depois. Afinal, o tempo amadurece, muda prioridades e pode transformar antigos desencontros em novas possibilidades. Mas quando alguém decide soprar as cinzas do passado, a pergunta é inevitável: estamos voltando para a pessoa real de hoje ou para a memória idealizada de ontem? No Interessa, queremos ouvir você. Vale insistir em um amor antigo ou isso é medo de recomeçar do zero? Participe ao vivo e compartilhe sua experiência!

S91 Ep 512"Efeito Benito": a celebração da latinidade - e por que o mundo se rendeu ao nosso tempero?
O sucesso de Bad Bunny vai muito além das paradas musicais. Ele representa uma mudança de eixo cultural: pela primeira vez em décadas, o “ser latino” não está à margem, nem traduzido para caber no outro. Está no centro, com orgulho e identidade intactos. Quando Benito canta sobre Porto Rico, ele valida cada laje, cada esquina e cada história da América Latina inteira. No Interessa, nossas meninas querem saber: você também sente esse orgulho pulsar quando vê o mundo dançando no nosso ritmo? O que mais te encanta nessa irmandade latina: o calor humano que nos aproxima ou a diversidade que nos fortalece?

S91 Ep 511Dia Mundial da Obesidade: o risco do uso desenfreado das canetas emagrecedoras
Você já deve ter visto nas redes sociais alguém jurando ter encontrado a “fórmula mágica” do corpo perfeito. As chamadas canetas emagrecedoras viraram tendência, mas o alerta é sério. Pesquisa inédita da Universidade de São Paulo aponta o crescimento acelerado do uso desses medicamentos por pessoas sem diagnóstico de obesidade ou doença metabólica, transformando tratamento de saúde em atalho estético.Antes que o Dia Mundial da Obesidade chegue, em 4 de março, o Interessa quer discutir os riscos reais desse uso indiscriminado, os perigos do mercado clandestino e os efeitos - como náuseas, dependência emocional, pancreatite e possível efeito rebote. Até que ponto o desejo pelo corpo ideal pode colocar a saúde em risco?

S91 Ep 510Nesse raio de suruba, me passaram a mão na bunda… ainda não comi ninguém! As inseguranças que envolvem participar de um swing
'Neste raio de suruba… já me passaram a mão na bunda... ainda não comi ninguém!'Nos anos 1990, os Mamonas Assassinas cantavam sobre suruba, digo, swing, com deboche e muita ousadia, especialmente para a época. Cantavam sobre sexo coletivo, desejo e, sobretudo, sobre frustrações como quem canta 'sapo cururu'! O tempo passou e… décadas depois, a fantasia continua viva. As inseguranças também! Comparação de corpos, de desempenho, de desejo. No meio do bacanal, surge a pergunta que quase ninguém admite: e se eu não for escolhido? Vem saber como agir no Interessa!

S91 Ep 509As pessoas estão preparadas para a nossa mudança? Ou esperam sempre o mesmo comportamento?
Mudar assusta, né? Mas e quando a sua mudança incomoda o outro?Nesta quarta-feira, o Interessa discutiu se as pessoas estão realmente preparadas para a nossa evolução ou se esperam que a gente repita sempre os mesmos comportamentos. O debate foi acendido pela entrada de Babu Santana no BBB 26: aos 46 anos, o público reencontrou um homem mais leve e divertido, bem diferente daquela postura defensiva e pressionada de seis anos atrás.Para aprofundar essa reflexão, recebemos a psicóloga Camila Fardin, que nos ajudou a entender por que é tão incômodo lidar com a mudança do outro. Falamos sobre como essa expectativa não se limita ao reality; na vida real, muitas vezes somos aprisionados em versões antigas de nós mesmos por amigos ou familiares que não aceitam que a nossa bagagem mudou. Discutimos a importância de reconhecer quando ciclos e comportamentos deixam de caber na nossa vida atual.

S91 Ep 508‘Bonitofobia’: dói mais em quem sofre da ‘condição’ ou em quem não?
“Bonitofobia”, pode isso produção?No Interessa desta terça-feira, a gente mergulhou nesse termo que rodou a internet e deu o que falar. Tudo começou com o ex-BBB Jonas Sulzbach, que desabafou por não querer ser resumido a sua beleza. A internet, claro, não perdoou e o debate entre o deboche e a reflexão séria foi lançado.Para entender o que existe por trás dessa polêmica, recebemos o psicólogo Gustavo Cury, que nos ajudou a enxergar além da superfície. Por mais que o termo soe fútil ou até bobo para muitos, o assunto revela camadas profundas sobre autoconhecimento, autoestima e traumas. Discutimos a dualidade desse tópico: de um lado, o privilégio óbvio que a beleza traz em uma sociedade estética; do outro, o estigma de que “quem é bonito não pode ter problemas” ou de que a beleza anula a inteligência e o esforço.

S91 Ep 507Por que o peido, uma necessidade fisiológica, é tabu?
Peido, pum, gases... nomes tem vários, mas a verdade é: todo mundo tem vergonha.O Interessa desta segunda recebeu a Dra. Vera Ângelo, gastroenterologista, para falar sobre esse tabu que a internet adora tratar como “quinta série”, mas que é saúde pura. O papo começou com o vídeo viral da Ana Castela, que supostamente deu aquela agachadinha estratégica no palco para soltar um “bufinha” — e pronto, o assunto tomou conta das redes.A própria artista entrou na zoeira, mas a Dra. Vera nos ajudou a olhar para o que está por trás da piada. Por que algo absolutamente humano ainda gera tanto constrangimento, especialmente para as mulheres? Parece que a gente tem que sublimar um aroma de flores do campo até no pum! A verdade é que soltar gases faz parte do funcionamento normal do organismo. Todo mundo produz e todo mundo elimina (inclusive dormindo!), e o hábito de segurar por vergonha pode causar dores, inchaço e problemas intestinais sérios.Discutimos como a alimentação, o ritmo de vida e até a ansiedade interferem na nossa produção de gases. Dá para rir do meme, sim, mas também dá para informar: o que nos leva a sentir tanta vergonha do que é natural? É hora de normalizar o que o corpo faz para se manter saudável.

S91 Ep 506‘Posso até não te dar flores, mas dou tapa na bunda’: e por que não os dois?
“Tapa na bunda ou flores? E por que não os dois?” 💐🔥Foi com esse questionamento que o Interessa de hoje recebeu a psicóloga e sexóloga Renata Lanza. O papo partiu de um refrão que anda grudado na mente de muita gente para discutir algo bem mais profundo: essa divisão da sexualidade feminina.A letra da música brinca com a ideia de que carinho e desejo ocupam prateleiras diferentes — como se receber flores anulasse a intensidade de um tapa na bunda, ou vice-versa. A Renata nos ajudou a desconstruir esse rótulo de “dama na rua e **** na cama”, que insiste em dizer que a mulher que assume seu prazer de forma livre e divertida se torna “menos digna” de afeto. Por que gostar de cuidado e conversa seria incompatível com viver a sexualidade de forma intensa?Discutimos como o desejo feminino não nasce no vácuo e muito menos fica pronto em 3 minutos como um miojo! Ele precisa de contexto, segurança e troca. No fim das contas, quem ganha quando a mulher é empurrada para essas caixinhas (ou santa, ou safada) é o homem, que acaba economizando no envolvimento emocional. Dá para ser carinhosa, profunda, sensual e tudo mais ao mesmo tempo. Uma coisa não diminui a outra; na verdade, completa.

S91 Ep 505Virei subordinado do meu amigo: e agora? Como lidar com o novo chefe
Vocês tomavam café juntos, reclamavam da chefia, dividiam memes, almoços, confidências e indignações corporativas. Até que a vida resolveu dar um plot twist: seu amigo ou sua melhor amiga virou seu chefe. O que parecia motivo só de comemoração vem acompanhado de sentimentos menos glamourosos: frustração, comparação, ciúme e a sensação inevitável de que algo mudou. Porque mudou mesmo.Pra quem não foi promovido, surgem dúvidas difíceis de engolir: “e eu?”, “por que não chegou minha vez?”, “posso continuar sendo quem eu era?”. Já pra quem assume a liderança, o desafio é outro: como liderar alguém que ontem dividia a mesa do bar? Nem todo mundo entende que não é mudança de caráter - é mudança de função.No Interessa, a gente conversa sobre hierarquia, amizade, maturidade emocional e limites. Como preservar vínculos quando o jogo muda? Dá pra aplaudir o crescimento do outro sem transformar isso numa ferida pessoal? A dor é pela amizade que mudou… ou pelo lugar que você queria ocupar?

S91 Ep 504Fim da folia? Que nada! Estica o Carnaval mais um pouquinho, aí! Interessa recebe: Swing Safado
Acabou na terça? Oficialmente, sim. Mas Belo Horizonte nunca foi muito boa em aceitar o fim da festa de Carnaval, assim, de primeira... Somos resistência! Sempre tem um bloco que resolve aparecer, um ensaio que vira cortejo, um encontro que reacende a bateria dias e mais dias depois do encerramento da folia. Porque, convenhamos, se tem uma coisa que mineiro sabe fazer é dar um jeitinho para tudo!O Bloco Swing Safado que o diga! Nasceu de uma mistura muito boa, diga-se de passagem: a musicalidade da Bahia com o jeito mineiro de festejar. Axé com sotaque de BH.Esse pessoal chega a 2026 celebrando 13 carnavais e reforçando a identidade com o tema “BH tem um tempero”, inspirado na canção O baiano tem um molho. Aliás... se a proposta é esticar a alegria, o Swing Safado leva isso a sério: desfila durante e depois do Carnaval, como quem diz que a farra não acaba quando o calendário manda.Pra falar sobre essa mistura de ritmos, sobre tradição, resistência e sobre esse talento belo-horizontino de não dizer tchau tão cedo, o Interessa recebe o fundador e idealizador do bloco, Jeffim da Base.

S91 Ep 503“Brasil de pé!” - Interessa recebe: Havayanas Usadas celebrando 10 anos de carnaval de Beagá
Festa em dose dupla: Carnaval e aniversário. Em 2026, o Havayanas Usadas completa 10 anos de trajetória e celebra uma década sendo símbolo de multidão, axé e ocupação das ruas de Belo Horizonte. Quem acompanha a folia da cidade certamente já correu atrás do bloco na Avenida Andradas, de onde ele sai tradicionalmente, reafirmando a rua como espaço central dessa história.No Interessa desta quarta-feira (11), a bancada recebe Heleno Augusto, vocalista e um dos fundadores do bloco, para falar sobre como o Havayanas cresceu junto com o Carnaval de BH e por que ocupar a cidade sempre foi parte fundamental desse percurso. Em 2026, o bloco desfila com o tema “Brasil de pé!”, que vai além da música e provoca reflexões sobre identidade, resistência e alegria como ato político.O episódio propõe pensar o Carnaval como espaço de expressão, pertencimento e posicionamento coletivo. O que significa “estar de pé” num país tão múltiplo? Como a folia pode ser, ao mesmo tempo, celebração e consciência social?

S91 Ep 502As coisas boas são de graça! - Interessa recebe: Juventude Bronzeada
Nem tudo que tem valor cabe numa etiqueta de preço. Um colo amigo depois de um término, um abraço apertado no fim de um dia puxado, a recepção eufórica do pet ao chegar em casa: são esses pequenos grandes momentos que abastecem a vida e não custam dinheiro. Ainda assim, muita gente segue acreditando que só vale o que pode ser comprado.É para provocar essa reflexão que o Interessa abre a semana de pré-Carnaval recebendo o Juventude Bronzeada, um dos blocos mais tradicionais de Belo Horizonte. Em 2026, o coletivo leva para as ruas o lema “As coisas boas são de graça”, reafirmando que afeto, encontro e pertencimento seguem sendo o coração da folia.O programa desta segunda (08) recebe Rodrigo Magalhães (Boi), regente geral e um dos fundadores do bloco, para uma prosa sobre a história do Juventude, sua relação com o Carnaval de Beagá e o papel do bloco na construção de uma festa mais afetiva, coletiva e cheia de sentido. Confira!

S91 Ep 501Cansadas dos ‘hétero-tops’: mulheres querem homens sensíveis, conscientes e sensatos - e por que esse comportamento é considerado afeminado?
Por décadas, o modelo de homem ideal foi vendido como durão, pouco emocional, provedor, avesso ao diálogo e fiel a uma masculinidade rígida. Só que esse padrão vem sendo cada vez mais questionado, principalmente pelas mulheres. Nas redes, cresce o interesse por homens que fogem do estereótipo do hétero-top: mais sensíveis, abertos à conversa, atentos ao autocuidado e menos presos a papéis de gênero. Esse movimento também dialoga com um dado alarmante: o Brasil vive um cenário grave de violência contra a mulher, com recordes sucessivos de feminicídio e uma média de quatro mulheres mortas por dia em 2025.Homens que demonstram emoções, cuidam da aparência, expressam afeto e não performam a masculinidade “trincada” costumam virar alvo de rótulos como “afeminado” ou “fraco”. Mas desde quando ouvir, respeitar limites, conversar sem agressividade, fazer terapia e demonstrar empatia virou motivo de ridicularização? A ideia de que sensibilidade é atributo feminino e força é atributo masculino empobrece as relações, cria homens emocionalmente analfabetos e mulheres sobrecarregadas.Por que ainda confundimos sensibilidade com fragilidade? Quem ganha quando homens são ensinados a não sentir? Chamar um homem funcional, consciente e emocionalmente disponível de “afeminado” não é uma tentativa de desqualificar o básico? Participe da conversa. A live tem início às 14h nos canais O Tempo e O Tempo Livre no Youtube.Se faz parte da sua vida, Interessa!Instagram: https://www.instagram.com/programainteressa/ TikTok: https://www.tiktok.com/@interessa.otempo

S91 Ep 500Tesão tem cheiro? Quando o desejo passa pelo corpo, não pelo perfume
Uma fala no BBB chamou atenção e gerou diferentes comentários nas redes: Juliano Floss disse que ama o cheiro da axila de Marina Sena. Teve quem achasse engraçado, teve quem sentisse vergonha alheia e teve quem pensasse: “isso é estranho demais pra ser dito em voz alta”. Mas será que é mesmo? Ou a gente só não aprendeu a falar de desejo fora do padrão "limpinho, perfumado e socialmente aceitável"?O cheiro do corpo sempre teve um papel enorme na atração. Não o perfume, mas o cheiro de pele. Aquele que conforta, excita, dá vontade de chegar perto ou, ao contrário, afasta de imediato. A questão é que vivemos numa cultura que tenta neutralizar o corpo: desodorante, sabonete antibacteriano, perfume por cima de tudo - como se o desejo precisasse ser higienizado para ser permitido.O axilismo, nome dado à atração pelo cheiro das axilas, pode soar exótico, mas toca em algo bem mais comum do que parece. O olfato ativa memória, emoção e excitação antes mesmo da razão entrar em cena. Talvez por isso esse tipo de desejo cause tanto desconforto. Porque ele escancara algo que a gente tenta esconder: o tesão nem sempre é bonito, organizado ou fácil de explicar. Ele passa pelo suor, pela pele, pelo instinto.No papo, o próprio Juliano admitiu ter vergonha de falar sobre isso. E essa vergonha diz muito mais sobre a forma como a gente lida com o desejo do que sobre o desejo em si. Por que algumas preferências são vistas como normais e outras como estranhas? Quem decide o que é aceitável no sexo? Existe desejo “errado” quando há consentimento? Até que ponto o nojo é socialmente aprendido? E por que falar de cheiro ainda parece mais constrangedor do que falar de outras práticas sexuais?

S91 Ep 499Dia Nacional da Visibilidade Trans: viver no país que mais mata pessoas trans
Existe um contraste difícil de ignorar quando se fala em Visibilidade Trans no Brasil. Enquanto a data propõe reconhecimento, respeito e cidadania, o país segue, pelo 16º ano consecutivo, liderando o ranking global de assassinatos de pessoas trans e travestis. Mesmo com a redução de 16% nas mortes em 2024, os números continuam revelando uma realidade marcada pela violência sistemática.Dados do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgados em janeiro de 2025, apontam que 122 pessoas trans e travestis foram assassinadas no país em 2024, mantendo o Brasil como o país que mais mata essa população no mundo.Mas a violência não se manifesta apenas na morte. Ela atravessa o cotidiano, o acesso ao trabalho, à saúde, à educação e à segurança. Muitas pessoas trans vivem em estado permanente de alerta, negociando sua existência em espaços que deveriam ser comuns: a rua, o transporte público, o ambiente profissional. Segundo a Antra, a expectativa de vida de pessoas trans no Brasil ainda gira em torno de 35 anos.Quando falamos de visibilidade, não falamos apenas de aparecer. Falamos dessas pessoas serem reconhecidas como cidadãs, de terem direitos garantidos e de não precisarem transformar a própria identidade em um campo de batalha constante. Falamos de políticas públicas, de acesso à justiça, de educação e de condições reais para que a vida seja possível.Por que, mesmo com tantos dados, a violência contra pessoas trans ainda é tratada como algo distante? O que faz com que esses corpos sigam sendo os mais vulneráveis? Que tipo de visibilidade realmente importa: a que expõe ou a que protege? E o que a sociedade ainda se recusa a enxergar quando fala em respeito, mas não garante existência?

S91 Ep 498Mágoa tem prazo de validade? O que sentimentos mal resolvidos podem causar anos depois
Uma das grandes brigas do BBB 26 escancarou algo que todo mundo conhece, mas nem sempre admite: mágoas não resolvidas não desaparecem com o tempo. Elas apenas dormem. A participante Aline Campos foi tirar satisfação com Ana Paula por uma fala de 2016 - dez anos atrás. Para muita gente, a reação pareceu exagerada, fora de contexto, “desnecessária”. Mas o incômodo que explodiu agora não nasceu ali: ele só encontrou, finalmente, um palco e o momento para se resolver ou pelo menos tentar.Existe uma ideia confortável de que o tempo resolve tudo. Que o que passou, passou. Que mágoas antigas perdem força sozinhas. Mas será mesmo? Ou a gente apenas aprende a empurrar certos sentimentos para debaixo do tapete, fingindo que superou, enquanto eles seguem organizando silenciosamente nossas reações, defesas e explosões futuras?Revisitar uma mágoa antiga é sempre um erro? Até que ponto vale resgatar algo que ficou mal resolvido no passado? Existe diferença entre elaborar uma ferida e reabrir uma ferida?

S91 Ep 497Check-up no início do ano: começar o ano cuidando da saúde
No Interessa desta segunda-feira, recebemos nossa querida parceira e geriatra, Dra. Elen da Mata, para conversar sobre um movimento que ganha força todo mês de janeiro: a busca pelo check-up e o desejo de recomeçar cuidando da saúde.Falamos sobre a importância de aproveitar esse “reset” do calendário para colocar os exames em dia e adotar hábitos que realmente se sustentem ao longo dos meses. Discutimos quais são as avaliações essenciais e como a prevenção é o melhor caminho para garantir não apenas longevidade, mas qualidade de vida em todas as idades.Afinal, cuidar de si não deve ser apenas uma meta passageira de ano novo, mas uma escolha consciente de quem entende que a saúde é a base para realizar todos os outros planos.

S91 Ep 496BI de festinha: orientação, curiosidade ou efeito do contexto?
O termo “bi de balada” ou “bi de festinha” costuma aparecer para descrever pessoas que relatam interesse ou vivências com alguém do mesmo sexo apenas em contextos de festa, balada e, muitas vezes, sob efeito de álcool ou outras substâncias. Mas o que exatamente está em jogo aí? Até que ponto a bebida influencia a atração, a desinibição e as escolhas momentâneas de prazer?Em ambientes de festa, não é raro que experiências homoafetivas aconteçam e não se repitam fora dali. Dinâmica parecida já foi descrita em contextos de restrição de liberdade, como no sistema carcerário — relatado no livro Carcereiras, de Drauzio Varella — em que algumas mulheres se abrem a vínculos afetivo-sexuais com outras mulheres, mas não mantêm esse desejo ao retomar a vida fora da prisão, considerando apenas situações sem coerção ou violência.Isso levanta perguntas que incomodam: beijar alguém do mesmo sexo numa festa me torna bissexual? É curiosidade? Performance social? Pressão de pertencimento? O álcool revela desejos reprimidos ou apenas reduz filtros e aumenta a impulsividade? E mais: esse comportamento banaliza, invalida ou ofende a vivência de pessoas LGBTQIAP+?

S91 Ep 495Lealdade invisível: amar os pais não significa repetir a história deles!
Amar pai e mãe não impede a lucidez de reconhecer: talvez a gente não queira viver como nossas mães viveram, nem amar como nossos pais amaram. Dá pra sentir gratidão e, ao mesmo tempo, cansaço. Reconhecer o esforço, mas perceber que faltaram presença, cuidado emocional, escuta e descanso.Muitas mães aprenderam que amar era resistir. Sustentar tudo, aguentar calada, colocar todo mundo à frente de si. Muitos pais vieram de uma geração que confundia trabalho com afeto e silêncio com força. Foi nesse cenário que, sem perceber, aprendemos o que seria “o amor possível”.A psicologia chama isso de lealdade invisível: uma força silenciosa que nos empurra a repetir histórias para continuar pertencendo. Mesmo quando juramos que faríamos diferente, antigos roteiros aparecem na forma como nos relacionamos, escolhemos parceiros e lidamos com frustração.Romper não é simples. Às vezes parece ingratidão desejar uma vida mais leve do que a deles. Mas é necessário. Dá pra amar os pais e querer outro destino. A pergunta é: como reconhecer esses padrões? Como fazer diferente sem culpa? E como assumir o protagonismo da própria história sem transformar os pais em vilões?

S91 Ep 494Será que você é chato? O tédio que o outro te causa diz mais sobre quem julga do que sobre quem é julgado
No Interessa desta quarta-feira, a bancada recebeu o psicólogo Adelson Santos para um papo provocador: “Será que você é chato? O tédio que o outro te causa diz mais sobre quem julga do que sobre quem é julgado.”Falamos sobre como, muitas vezes, rotulamos pessoas antes mesmo de conhecê-las. Basta uma profissão, um hobby ou uma origem que foge do nosso repertório para o carimbo vir rápido: “chato”. Só que esse julgamento quase nunca diz respeito ao outro, fala das nossas expectativas, da nossa pressa por estímulo e da dificuldade de lidar com o tédio.O debate trouxe reflexões sobre o outro e sobre nós, e claro, como lidamos com tudo isso, principalmente rotulando a chatice.

S91 Ep 493Términos, luto e recomeço: por que a gente não deveria emendar um amor no outro?
Términos são luto — mesmo quando a decisão é certa.Nos últimos meses, uma sequência de términos de casais famosos reacendeu um tema que todo mundo conhece de perto: acabar um relacionamento dói. Não só pela perda da pessoa, mas da rotina, dos planos, das versões de si mesmo e até de um futuro que parecia combinado. Negação, raiva, tristeza, confusão e, só depois, aceitação fazem parte desse processo — e pular etapas costuma cobrar um preço alto da saúde mental.A ciência já mostrou que vínculos são necessidade básica. Nosso sistema nervoso é programado para buscar conexão e segurança, e reagir com estresse à sensação de abandono. O problema é quando, na pressa de não ficar só, a gente troca elaboração por distração e emenda um amor no outro sem fechar o anterior.Emendar relações pode aliviar a solidão por um tempo, mas geralmente impede o luto, o autoconhecimento e a cura emocional. O resultado aparece depois: repetição de padrões, dependência emocional e histórias novas carregando mochilas antigas.Ficar sozinho por um período não é fracasso — é construção. Mas por que a gente confunde medo da solidão com vontade de amar? Terminar virou sinônimo de correr para o próximo… quando talvez fosse hora de olhar pra dentro.

S91 Ep 492O que mudanças bruscas no comportamento de idosos podem indicar
No Interessa desta segunda-feira, a bancada feminina recebeu nossa parceira, a médica geriatra Dra. Elen da Mata, para debater um tema cada vez mais urgente: o que mudanças bruscas no comportamento de idosos podem indicar.Foi um papo cheio de informação e cuidado. Falamos sobre sinais de alerta que não devem ser ignorados, o que realmente precisa ser avaliado, a importância da paciência e do entendimento no convívio com os idosos, além de dicas práticas para estimular a cognição e manter a mente ativa ao longo do envelhecimento. Porque envelhecer bem envolve corpo, mente e afeto. Saúde é completude.

S91 Ep 491Para onde você vai quando quer transar?
Motel, hotel, Airbnb… ou a própria casa?Por muito tempo, o motel foi sinônimo quase exclusivo de sexo e, junto com isso, vieram o tabu, a vergonha e o julgamento. Mas esse imaginário está mudando. A chamada nova motelaria aposta menos no explícito e mais em conforto, tecnologia, descanso e experiência. Tem gente indo pra motel pra dormir melhor, relaxar, trabalhar — e nem sempre pra transar.Ao mesmo tempo, cresce quem prefere hotéis ou Airbnbs para viver a intimidade. Mais privacidade? Menos rótulo? Um ambiente “neutro” que não carrega tanta carga simbólica? Em grandes eventos, inclusive, motéis viraram alternativa estratégica de hospedagem o que diz muito sobre como esses espaços estão sendo ressignificados.Ainda assim, a trava existe. De onde vem esse constrangimento? O problema é o lugar… ou o que ensinaram a gente a sentir sobre sexo? Onde as pessoas estão transando hoje? E o espaço influencia o desejo, a entrega, o prazer?

S91 Ep 490A Síndrome de Ofélia
Muita gente só voltou a ouvir falar de Ofélia depois que Taylor Swift resgatou a personagem de Hamlet sob uma nova lente. Na obra de Shakespeare, Ofélia é a mulher que ama, mas não pode escolher; sente, mas não pode falar; sofre, mas precisa obedecer. Cercada por decisões masculinas e silenciada em seus próprios desejos, ela vai se apagando aos poucos até não caber mais dentro de si. E essa lógica, infelizmente, ainda ecoa em muitas histórias atuais.A chamada “síndrome de Ofélia” não fala de enlouquecer por amar demais, mas de adoecer por calar demais. Ela aparece quando viver para o outro vira regra, quando o sofrimento é romantizado como prova de amor e quando a mulher acredita que amar exige abrir mão de si. Engolir desconfortos, ceder sempre, sustentar relações sozinha e silenciar a própria voz para manter a harmonia são comportamentos que parecem pequenos, mas cobram um preço emocional alto.Esse padrão pode levar a quadros de dependência emocional, hiper-responsabilidade afetiva, medo intenso do abandono e até colapsos psíquicos. Em quantas relações ainda estamos nos afogando em silêncio para não incomodar?Essas e outras questões serão debatidas no Interessa desta quarta-feira, a partir das 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube. A convidada do dia é Thamires Barcellos, psicóloga clínica.

S91 Ep 489Caso Letícia Birkheuer: quem está realmente sendo protegido nessa história? | Interessa Podcast
Separações já são, por si só, experiências emocionalmente desafiadoras. Quando esse processo acontece sob os holofotes com vídeos, acusações públicas e torcida organizada nas redes, o impacto deixa de ser apenas jurídico e passa a ser também psicológico. No caso envolvendo a atriz Letícia Birkheuer, a dor privada ganha contornos públicos: uma mãe que relata dificuldade de convivência com o filho adolescente e um conflito que extrapola os limites da intimidade familiar.Do lado materno, o desgaste é evidente. A necessidade de se explicar publicamente, de se defender de acusações e de lidar com julgamentos constantes coloca muitas mulheres em uma posição delicada: qualquer atitude pode ser usada contra elas. Entre o medo de parecer ausente e o risco de ser vista como agressora, a maternidade vira um verdadeiro campo minado, ainda mais quando a única narrativa amplificada é a de um adolescente que, embora legítima, pode estar atravessada por influências adultas.Já o adolescente, ainda em formação emocional, aparece muitas vezes com uma postura dura, confrontacional, que pode ser confundida com prepotência, mas também pode refletir confusão interna, lealdade dividida e exposição excessiva. Quando conflitos familiares se tornam públicos, o risco de alienação parental se impõe: não apenas pelo afastamento físico, mas pela construção de narrativas que transformam o filho em instrumento de disputa. E a pergunta inevitável permanece: quem está sendo protegido nessa história o adolescente ou o ego dos adultos?Essas e outras questões serão debatidas no Interessa desta quarta-feira, a partir das 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube. O convidado do dia é Thiago Porto - Neurocientista e Hipnoterapeuta.

S91 Ep 488Janeiro está aí, a fatura também: e agora, como organizar o dinheiro sem surtar?
Definir janeiro em poucas palavras é fácil: pagamento de contas e impostos. IPTU, IPVA/DPVAT, matrículas e material escolar entram na lista de compromissos que pesam logo no começo do ano. Não à toa, muita gente já separa uma “fatia” do décimo terceiro salário justamente para enfrentar esse período com menos sufoco.É também em janeiro que cresce a busca por organização financeira e controle do orçamento. Depois dos excessos das festas de fim de ano, muita gente passa a procurar formas de colocar as contas em ordem, sair do endividamento e planejar melhor os gastos. Ao mesmo tempo, aumenta o interesse por investimentos, seja na renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs, em fundos imobiliários ou até nos criptoativos, que seguem despertando curiosidade.Essa angústia coletiva aparece até nas buscas da internet. Termos como “empréstimo”, “quitar dívidas” e “Serasa” costumam disparar no Google Trends nesta época, refletindo a corrida por soluções rápidas para os apertos financeiros que janeiro costuma escancarar. Mas afinal: dá para se organizar financeiramente depois dos gastos do fim de ano ou janeiro já nasce perdido? Vale a pena quitar dívidas antes de pensar em investir, mesmo que seja pouco dinheiro? Essas e outras questões serão debatidas no Interessa desta terça-feira, a partir das 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube. O convidado do dia é Rodrigo Schumacher, mentor financeiro, que vai ajudar a entender como atravessar janeiro sem surtar — e, quem sabe, começar o ano no azul.E já segue a gente nas redes sociais!

S91 Ep 487O que causa o soluço – e como se livrar desse incômodo
Você, muito provavelmente, já foi vítima do temido soluço. Às vezes ele dura poucos segundos; outras, vira um verdadeiro caos pessoal. O soluço acontece quando o diafragma, músculo fundamental da respiração, se contrai de forma involuntária. Esse movimento vem acompanhado do fechamento rápido da glote, produzindo o clássico som. E o que pode disparar esse reflexo?Quem nunca recorreu a uma “mandinga” para tentar se livrar do incômodo? Prender a respiração, beber água gelada, levar susto, respirar dentro de um saco… Algumas dessas estratégias até funcionam porque bagunçam o padrão respiratório e ajudam a interromper o reflexo do soluço. Mas não existe fórmula mágica universal. O que resolve para um não funciona para outro e, na maioria das vezes, o soluço simplesmente vai embora sozinho - assim como chegou. A dúvida é: quanto tempo ele vai durar?Quando o soluço insiste em ficar, por horas ou até dias, o assunto muda de figura. No Interessa desta segunda, vamos entender a relação entre choque térmico e soluço, por que o álcool costuma ser um gatilho tão comum, se existe um perfil de pessoas que soluçam mais do que outras e, principalmente, quando o soluço deixa de ser inofensivo e vira sinal de alerta.O debate começa às 14h, ao vivo, nos canais O Tempo e O Tempo Livre, no YouTube, com a participação da Dra. Isabela Vasconcellos, especialista em Clínica Médica e coordenadora das equipes de Clínica das unidades Betim-Contagem e Nova Lima do Hospital Mater Dei.E já segue a gente nas redes sociais!

S91 Ep 486O que os astros revelam para cada signo no ano de 2026?
Para quem acompanha astrologia, 2026 não está sendo tratado como “só mais um ano”. Basta dar uma olhada nas redes sociais para encontrar previsões anunciando viradas de chave, fim de karmas, mudanças profundas e novos começos coletivos. E, segundo astrólogos, esse burburinho não surgiu do nada: alguns movimentos planetários importantes prometem mexer com ideias de futuro, escolhas pessoais, relações, trabalho e até com a forma como nos posicionamos no mundo. Não se trata de previsão de tragédia nem de promessa de milagre. A proposta é olhar para o céu como um convite à atenção. Mas aí surge a pergunta inevitável: até que ponto essas previsões realmente dizem algo sobre a nossa vida? Horóscopos generalizados valem para todo mundo do mesmo jeito? Quando uma previsão “bate”, é coincidência, leitura ampla demais ou identificação pessoal? E quando o que lemos é negativo, isso influencia nossas decisões pelo medo? As famosas listas de “signos sortudos” e “signos azarados” ajudam a refletir ou só criam ansiedade desnecessária? Talvez a pergunta mais interessante não seja “o que vai acontecer comigo em 2026?”, mas “como eu vou me posicionar diante do que vem?”. É sobre isso que a gente conversa hoje: astrologia com reflexão, sem medo e sem terceirizar o comando da própria história para os astros.

S91 Ep 485Escolher se relacionar com alguém que está solteiro há muito tempo é selo de segurança emocional?
Existe uma crença quase automática, pouco questionada, de que se relacionar com alguém solteiro há muito tempo seria uma escolha emocionalmente mais segura. Como se a ausência de ex recente significasse menos conflitos, menos bagagem e menos risco de dor. “Deus me livre de quem tem ex”, “ah, fulano está há anos solteiro, essa pessoa já resolveu tudo” - frases comuns, mas que simplificam demais a complexidade dos vínculos humanos. A vida real não funciona assim. Tempo sozinho não mede prontidão afetiva, assim como um término recente não define indisponibilidade emocional. Tem gente que faz o luto de um relacionamento ainda dentro dele e sai mais aberta para amar do que quem passou anos evitando vínculos profundos.Da mesma forma, há quem esteja solteiro há muito tempo não por escolha consciente, mas por medo de se envolver, dificuldade de intimidade ou repetição de padrões. A busca por “garantias” no amor diz muito mais sobre o nosso medo de sofrer do que sobre o outro. Uma pesquisa recente do Tinder, por exemplo, revelou um desencontro curioso: muitas mulheres acreditam que os homens só querem algo casual, enquanto a maioria deles afirma estar aberta a um relacionamento sério.E aí? Para você, dá para estar “livre” e, ainda assim, emocionalmente indisponível? É possível sair de um término recente mais consciente, inteiro e pronto para amar?

S91 Ep 484Verão: tempo de curtir, de pegação - inclusive, de vírus! Conheça a “Doença do beijo”
O verão mal começou e já mostrou a que veio: calor intenso, férias, festas, encontros, muita proximidade… e, claro, beijos. Nesse clima mais “caloroso”, algumas infecções também encontram o cenário perfeito para circular: é o caso da mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como doença do beijo.Transmitida principalmente pela saliva, a mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr e pode passar despercebida em ambientes de contato próximo: baladas, copos compartilhados, beijos, academias e até o uso comum de objetos contaminados por secreções. O detalhe que complica tudo é o tempo de incubação: os sintomas podem levar de 4 a 8 semanas para aparecer. Quando surgem febre alta, dor intensa de garganta e cansaço extremo, a pessoa geralmente não faz ideia de quando ou mesmo como se infectou. Durante esse período silencioso, o vírus já pode ser transmitido.Apesar de geralmente evoluir bem, quando não reconhecida ou tratada adequadamente, a mononucleose pode, sim, evoluir para quadros mais graves, como ruptura do baço, meningite, encefalite e até síndrome de Guillain-Barré.A mononucleose é altamente contagiosa e exige atenção, diagnóstico correto e descanso. Por isso é o tema do Interessa desta segundona, dia 05 - a primeira do nosso ano de 2026!

S91 Ep 483Bafinho matinal não é desculpa: por que o sexo é melhor pela manhã (e para quem!)
Fala sério: com o batidão do dia a dia, quem, tendo a chance de dormir “só mais cinco minutinhos”, troca isso por… sexo? Pois é. Se não troca, talvez devesse. O sexo matinal ainda carrega uma lista injusta de desculpas - bafinho, claridade, vergonha do corpo, pressa. Mas vamos combinar? Existem posições que dispensam o cara a cara, balinhas estrategicamente posicionadas ao lado da cama e até as famosas rapidinhas, que têm, sim, seu lugar e sua graça. Qualidade não é sinônimo de longa duração.Culturalmente, a gente associa sexo ao fim do dia, como um ritual antes de dormir. Só que, fisiologicamente falando, a manhã pode ser um horário bem interessante. Homens costumam ter um pico de testosterona entre 6h e 9h, o que favorece energia e ereção. Mulheres também produzem testosterona, hormônio do desejo, em menor quantidade, é verdade, mas isso não impede prazer nem resposta sexual. Estar descansada, com menos ruído mental e menos cansaço acumulado, conta muito mais do que o relógio biológico isolado.E os efeitos vão além da cama. Transar de manhã melhora o humor, aumenta a autoconfiança (quem nunca chegou ao trabalho rindo à toa?), ajuda a relaxar, dá sensação de bem-estar ao longo do dia e ainda entra na conta como atividade física - não substitui a academia, mas ajuda. Se tudo isso já não bastasse, o sexo matinal também conversa com a saúde do corpo: circulação, pressão arterial, imunidade, redução de ansiedade… Diante disso tudo, fica a provocação: será que o sexo pela manhã não pode ser visto como parte de uma rotina de autocuidado?

S91 Ep 482Entre o eu e o nós: como equilibrar limites e não perder a empatia
A maré do autoconhecimento nunca esteve tão alta. Livros, podcasts e redes sociais repetem como um mantra moderno: “diga não”, “proteja sua paz”, “você não tem que agradar ninguém”. Cuidar da saúde mental virou prioridade - e ok, tá tudo bem.O problema é quando o discurso da autopreservação começa a erguer muros altos demais.Olhar para dentro é fundamental, mas a convivência também exige olhar para fora. Afinal, somos seres sociais. Relacionais. A neurociência lembra que o cérebro humano é moldado para a conexão: interações positivas ativam o sistema límbico, reforçam o bem-estar e ajudam a reduzir o estresse.Mesmo quando o mundo convida ao isolamento, o afeto segue sendo combustível de sobrevivência. O ponto de atenção está na linha tênue entre autocuidado e egoísmo. Quando a busca por bem-estar pessoal se torna absoluta, o risco é escorregar para comportamentos individualistas, com menos empatia e menos disposição para o encontro.

S91 Ep 481Ano novo, meta nova!
É só o ano novo dar as caras que o mantra começa: “agora vai”. Vai focar, vai mudar, vai cumprir tudo aquilo que ficou pendente, inclusive as metas criadas exatamente nessa mesma época, um ano atrás.A empolgação é real e necessária, mas os números mostram que ela costuma durar pouco. Um levantamento da Forbes Health, em parceria com a empresa de pesquisa OnePoll, revelou que a maioria das pessoas consegue sustentar as resoluções de ano novo por cerca de três meses. Até o fim do ano, apenas 10% seguem firmes.E não, isso não tem tanto a ver com falta de disciplina. Muitas vezes, o problema está na forma como essas metas são criadas: genéricas demais, ambiciosas demais ou completamente desconectadas da realidade atual.Neste fim de ano, em vez de se punir pelo que não aconteceu, a proposta é outra: olhar com mais honestidade para o que ficou pelo caminho e decidir, com consciência, o que realmente faz sentido levar para 2026.Sem culpa, sem promessa mirabolante. Menos cobrança, mais autocompaixão. Porque sair do lugar também pode significar dar um passo menor, mas na direção certa.