
Interessa
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S91 Ep 468Divórcio energético: como deixar o passado no passado e viver o presente
Sabe aquela sensação de ainda estar preso a alguém ou a alguma fase da vida que já acabou, mesmo depois de muito tempo? Especialistas explicam que, quando o passado insiste em se infiltrar no presente, pode ser hora de recorrer ao chamado Divórcio Energético, um processo que atua no campo emocional para desfazer laços que ficaram pendurados entre você e um ex, um parente, um trabalho, uma casa ou até um animal de estimação. A lógica é simples: se parte da sua energia ainda está investida em histórias antigas, fica difícil abrir espaço para o novo. É preciso soltar o velho para permitir a chegada do que faz sentido agora.Quem passa pelo processo costuma relatar sensação de vida destravando: portas que se abrem, relações que se reorganizam, decisões que ficam mais leves e um sentimento claro de encerramento como se finalmente tivesse chegado o “ponto final” que faltava. Siga O TEMPO no Google e receba as principais notíciasNo Interessa desta quarta-feira, quem ajuda as nossas meninas a responderem tudo acerca do processo é Cristina Camargo, terapeuta holística, psicóloga e Master de ThetaHealing pelo Instituto Think, com ampla experiência em atendimentos clínicos e grupos terapêuticos desde 1999. Ela explica como identificar escolhas atuais comandadas por dores antigas, como diferenciar saudade de amarra emocional, por que certos vínculos parecem impossíveis de romper e muito mais.

S91 Ep 467Quando o vínculo existe só de um lado: ‘Parassocial’ é eleita a palavra do ano pelo Dicionário de Cambrige
"Parassocial” foi eleita pelo Dicionário de Cambridge como a palavra do ano de 2025. O termo descreve relações unilaterais - com celebridades, personagens ou até inteligências artificiais - aquele sentimento de “quase amizade” com alguém que você nunca encontrou pessoalmente, mas acompanha tanto que parece da família... sabe? Acontece que alguém precisa avisar o famoso desse parentesco todo aí.A escolha não veio do nada. A própria plataforma divulgou que registrou um salto nas buscas pela palavra: cerca de 350 milhões de usuários e 1,5 bilhão de páginas acessadas, segundo o Cambridge. O pico de interesse aconteceu em agosto, quando o noivado de Taylor Swift mobilizou uma legião de fãs que reagiram como se fossem íntimos da cantora - o que reacendeu debates sobre o limite entre afeto genuíno e envolvimento parassocial. E esse fenômeno não é moderno: surgiu em 1956, quando pesquisadores da Universidade de Chicago observaram como telespectadores criavam sensação de intimidade com figuras da TV.O que mudou agora é o tamanho disso tudo. A exposição constante de influenciadores, a presença diária de inteligências artificiais e a dinâmica das telas potencializam essas conexões unilaterais. No Interessa, quem ajuda a bancada feminina a entender os limites entre idealização, fantasia e saúde emocional é o psicólogo Jailton Souza, que explica como essas relações afetam autoestima, comparação, identidade e até nossas escolhas no mundo offline.

S91 Ep 466A hora e a vez dos braços fortes!
O tanquinho pode até continuar sendo o sonho de consumo de muita gente, mas quem realmente virou estrela nas academias foram os braços. Bíceps, tríceps e ombros estão vivendo seus dias de glória, numa tendência que cresce mundo afora. Portais internacionais como Women’s Health UK e Sydney Morning Herald apontam que o treino de superiores ganhou espaço não só por estética, mas por representar autonomia, funcionalidade e prevenção de problemas do dia a dia.E quais exercícios realmente constroem força global? Treinar braços ajuda a fortalecer o corpo todo? Entre elas, a ideia de que “levantar peso deixa a mulher masculina” ainda prevalece? A chamada “era dos braços” não fala sobre exibir músculos, mas sobre construir a força que sustenta a vida fora da academia, hoje e no futuro.No Interessa desta segunda-feira, quem ajuda nossas meninas a entender por que o treino de superiores deixou de ser opcional é a médica ortopedista Dra. Silvia Kobata. Ela explica como a perda muscular acelera com o tempo, de que forma a genética influencia (e até onde!) e por que ainda existe tanto medo de “ficar musculosa demais”.

S91 Ep 465Na cama: em duas décadas, comportamento do brasileiro muda no sexo - mas... melhorou?
Uma pesquisa, exibida pelo Fantástico, revisitou, duas décadas depois, o comportamento sexual no Brasil e revelou uma revolução silenciosa: a internet entrou sem pedir licença na intimidade. O estudo mostra que fazemos menos sexo do que em 2005, mas com mais duração e foco em preliminares.Outro ponto explosivo é o crescimento do sexo virtual. Ele ampliou caminhos para o prazer, mas também trouxe desafios: mais frustração na vida real, comparação com conteúdos online, medo de performance (que atinge 71% dos homens) e adiamento da iniciação sexual - hoje, 30% começam depois dos 19 anos.A pesquisa ainda mostra que 35% dos brasileiros já traíram, num cenário em que as fronteiras da infidelidade ficaram borradas entre curtidas, comentários, nudes e encontros virtuais.Nesta sexta, o Interessa recebe a sexóloga e terapeuta sexual, Renata Dietze, para ajudar a bancada feminina a responder: o que realmente mudou em duas décadas?

S91 Ep 464Casa em ordem, mente em paz: o bem-estar que a organização do lar pode nos proporcionar
No Interessa de hoje, Iraci Laudares mostra como arrumar a casa pode arrumar a cabeça e por que o fim do ano é o melhor momento pra isso!Organizar a casa vai muito além de colocar cada coisa no seu devido lugar. É renovar a energia do espaço, melhorar a rotina e até devolver tempo para quem vive ali. O “menos é mais” virou mantra entre profissionais da área: ao desapegar do que não faz mais sentido, abrimos espaço para o novo. Mas, afinal, por onde começar? Como categorizar objetos, criar “casinhas” para cada item? Será que isso tem mesmo o poder de transformar o dia a dia, trazendo leveza e praticidade?E aí: como equilibrar organização e desapego sem cair no consumismo? Até que ponto a tecnologia ajuda de fato ou cria novas dependências? Como tornar essas soluções acessíveis para a maioria das famílias brasileiras? O que cada um pode fazer no dia a dia, sem grandes investimentos, para manter a casa em ordem e a mente mais leve? Qual é o papel da família nesse processo; dá para dividir responsabilidades e envolver até as crianças? Como lidar com o apego emocional a objetos na hora de organizar? E, por fim: organização é só estética ou pode transformar, de verdade, a qualidade de vida e o bem-estar mental?Vem para este papo, que começa às 14h e que tem como convidada, Iraci Laudares, personal organizer! Já segue a gente nas redes sociais!TikTok: https://www.tiktok.com/@interessa.otempoInstagram: https://www.instagram.com/programainteressa/

S91 Ep 463Quanto mais noites em claro, maior o vício em telas
Twitter, Instagram, Threads, WhatsApp… qual dessas redes te faz companhia madrugada adentro? Se você é do time que só adormece depois das duas, cuidado: o hábito pode ser mais perigoso do que parece. Um estudo publicado na revista científica PLOS One, realizado por pesquisadores das universidades de Portsmouth e Surrey, no Reino Unido, revelou que jovens adultos que dormem tarde estão mais propensos ao uso problemático de redes sociais.No Interessa desta quarta-feira (19), o psiquiatra Dr. Bruno Brandão explica que esse comportamento vai além do entretenimento e pode ser reflexo de desconfortos internos. A pesquisa, feita com 407 jovens entre 18 e 25 anos, mostra que a solidão e a ansiedade estão por trás desse “rolar infinito” nas telas e que, quanto mais se busca conforto digital, maior o isolamento.A pergunta que fica é: quantas horas de sono estamos trocando por curtidas e distrações? Por que o silêncio da madrugada incomoda tanto? E será que estamos usando as redes para nos aproximar ou apenas para fugir do que sentimos?

S91 Ep 462Amor compete? O que a inveja do parceiro diz sobre ele e sobre nós?
Sentimento universal e - bom, difícil de admitir -, a inveja afeta relações e, segundo especialistas, é mais comum entre casais do que se imagina. Surge quando o sucesso do outro ativa as próprias inseguranças. Às vezes, basta um elogio ou um novo projeto para o parceiro se sentir diminuído. O problema é que esse sentimento, quando não reconhecido, vira sabotagem emocional: críticas, afastamento, chantagens sutis, frieza. E o que antes era parceria vira disputa: quanto mais o outro brilha, mais a inveja desperta... a relação saudável não apaga a conquista do outro, ela celebra junto. Mas quantos casais conseguem fazer isso de verdade?

S91 Ep 461Mulheres sentem tesão em homens usando calcinhas
É isso mesmo. Segundo levantamento da Sexlog.com, rede social de sexo e swing com mais de 19 milhões de usuários no Brasil, 30% das mulheres que utilizam a plataforma e foram ouvidas recentemente sentem atração por homens de calcinha e 15% já viveram a experiência. Os números mostram que o assunto está longe de ser apenas fetiche: fala também sobre liberdade, quebra de padrões e intimidade de verdade.O site usou a história de uma usuária da rede para ilustrar a situação… *Sheila, de 49 anos, que teria contado do susto que levou quando o então marido confessou o desejo de usar calcinha durante o sexo. Que ela riu num primeiro momento, estranhou, mas topou. E hoje, 12 anos depois, garante que gostou - e muito. Ela faz parte de um grupo cada vez maior de mulheres que encontram prazer em ver o parceiro de lingerie feminina. Entre os homens, o interesse não é pequeno. Ainda segundo a Sexlog.com, 17% deles já usaram lingerie feminina e aprovaram, e 10% têm curiosidade, mas ainda não tiveram oportunidade. Existem fetiches e fetiches… Porque a lingerie, a peça íntima, ainda envolve tanto tabu? Por que alguns homens curtem usar calcinha?

S91 Ep 460O preço de testar quem a gente ama
Depois que a coach de relacionamentos Lara Nesteruk revelou ter descoberto a traição do namorado com a ajuda de um “teste de fidelidade” (isso após sair de um casamento onde foi traída, segundo ela mesma, 13 vezes), o tema novamente voltou aos holofotes.Nas redes, há quem cobre até R$100 pra flertar com o parceiro alheio e “testar” sua lealdade. Um serviço que, pra muitos, revela mais sobre quem contrata do que sobre quem é testado.Segundo a plataforma Gleeden, 91% dos homens brasileiros já traíram em algum relacionamento. Números que inflamam a paranoia e transformam a dúvida em produto.Mas o que esse comportamento diz sobre a forma como amamos hoje? Entre o medo de ser enganado e a vontade de se proteger, há uma linha bem fina.Quando o amor vira investigação, a confiança deixa de ser escolha e passa a ser prova.

S91 Ep 459Elas não explodem; expiram: o prazo secreto das mulheres para desistir
Nem sempre o fim de um relacionamento começa com uma briga. Às vezes, ele chega em silêncio. No olhar distante, no gesto contido, no “tanto faz” que substitui a discussão.A mulher que parou de insistir, de pedir, de explicar… já está indo embora por dentro. É o que a psicologia chama de prazo secreto: o tempo em que ela ainda tenta, observa e espera antes de desistir de vez.Estudos da University of Washington mostram que 67% das mulheres decidem mentalmente terminar uma relação semanas antes de comunicar ao parceiro.O corpo, dizem os especialistas, entende o fim antes da mente: o estresse cresce, o vínculo cai, e o afeto se esgota.De acordo com o Gottman Institute, são elas que fazem 80% das tentativas de reparo e quando param, a ruptura costuma ser irreversível.No Interessa, a bancada recebe a psicóloga Amanda Piacente para entender o que há por trás desse silêncio. É desistência ou exaustão? Estratégia ou autoproteção? E, mais importante: é possível reconectar antes que o amor se transforme em resistência?

S91 Ep 458Por que o choro causa tanto constrangimento?
Assim como o sorriso, o choro é expressão natural de uma emoção - seja alegria, tristeza, emoção -, comum a qualquer ser humano. Acontece que, enquanto o sorriso é recebido com naturalidade, se debulhar em lágrimas pode causar desconforto e constrangimento. Em vídeo viralizado no Instagram, uma jovem aparece em um cemitério com a seguinte legenda: “indo no cemitério na hora do almoço porque é o único lugar onde posso chorar sem ser julgada.” Verdade. Parece que tá tudo bem chorar - enquanto for pela morte de alguém. E só. Choro só pode se representa perda. Quando alguém chora, geralmente, ficamos aflitos e perguntamos o motivo daquela reação como se fosse a coisa mais antinatural do mundo! Temos a tendência a dizer: “por que? não precisa chorar.” Mas que mal há em chorar? Por que nos afetamos tanto com o choro - nosso e do outro? A gente evita chorar em público, faz o outro ‘engolir’ o próprio choro… Se choramos de alegria, somos abraçados. Se choramos de tristeza, somos acolhidos? Por que a tristeza é enxergada como algo a ser apagado, jogado para debaixo do tapete, se ela é tão natural? O que podemos fazer para acolher e emoção do outro sem querer apagá-la?

S91 Ep 457Novembro Azul: estigma ainda cerca o câncer de próstata
Apesar dos avanços da medicina, quando o assunto é saúde do homem, o câncer de próstata continua sendo uma das doenças que mais preocupam os especialistas. Segundo o World Cancer Research Fund, cerca de 1,47 milhão de novos casos foram registrados no mundo em 2022. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer estima 71.730 novos diagnósticos por ano entre 2023 e 2025 o que faz dele o tipo de câncer mais incidente entre homens, excluindo os de pele não melanoma, e o segundo que mais mata no país, com mais de 16 mil mortes apenas em 2021. Números que escancaram uma urgência: a necessidade de informação, prevenção e, sobretudo, de quebrar tabus.O mais assustador é pensar que, se descoberto precocemente, as taxas de cura são altíssimas. Mesmo assim, por medo do exame, vergonha, constrangimento e falta de hábito de ir ao médico, milhares ainda perdem a vida. Não à toa, os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres, muitas vezes por doenças que poderiam ser evitadas, segundo o Ministério da Saúde.Quais são as formas de prevenção ao câncer de próstata? O homem tem mais medo do exame do que da morte?

S91 Ep 456Mãe, sua vida é chata!
Ser mãe é um amor que ocupa todos os espaços - só que, às vezes, é espaço demais. Entre cuidar, trabalhar, organizar, dizer “não” e garantir que tudo funcione, muitas mulheres vão se apagando aos poucos, deixando para depois o que são para além da maternidade. E, no meio desse corre, vem o susto: quando foi que a mulher divertida, leve, curiosa, cheia de vontades, desapareceu?Neste episódio, “Mãe, sua vida é chata” vamos repercutir o que acontece com a mãe quando a mulher esquece de viver - ou muitas nem pode mais viver a mulher que era! Porque, sim, a gente quer ser o porto seguro dos filhos, mas também quer ser exemplo de alguém que ainda sabe se divertir. O problema é que, no dia a dia, é fácil se tornar a “mãe chata”, que só impõe limites, que não se permite errar, brincar, relaxar, ou ter uma vida chata e protocolar!Até onde dá pra se dedicar tanto ao papel de mãe sem perder a mulher que existe por trás dele? Será que os filhos precisam ver essa mãe viva, risonha, espontânea, pra continuarem admirando quem ela é?

S91 Ep 455O Enem está aí: como não enlouquecer seu estudante - e nem pirar junto
O Enem 2025 acontece dentro de uma semana - inicia dia 9 e, a segunda prova, será aplicada no dia 16 de novembro. E se, para os estudantes, essa é a fase de maior cobrança, para as famílias também é hora de aprender o papel mais difícil de todos: de apoiar sem pressionar. Dados do Ministério da Saúde revelam que, nos últimos 10 anos, os casos de transtornos de ansiedade entre adolescentes de 15 a 19 anos aumentaram 3.300% no Sistema Único de Saúde. Boa parte desse peso emocional vem da pressão pelos resultados, tanto da escola quanto de casa. A intenção é boa, mas muitas vezes o discurso que deveria motivar acaba virando mais uma fonte de estresse.Especialistas lembram que, durante o período de preparação para o Enem, o suporte emocional vale tanto quanto as horas de estudo. A Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional aponta que alunos com ambiente familiar acolhedor apresentam até 40% mais chances de desempenho estável em provas de alta pressão. Isso porque a segurança emocional reduz a ansiedade, melhora o foco e fortalece a autoconfiança, o que é fundamental para encarar um exame de 180 questões e uma redação que pode decidir o futuro. O problema é que nem sempre as famílias sabem como demonstrar esse apoio sem cruzar a linha da cobrança.O desafio, portanto, não está só nos livros, mas no clima da casa. Muitos pais e responsáveis, movidos pelo medo do “e se não der certo?”, acabam transformando o estudo em uma corrida de resistência. A verdade é que o estudante precisa de alguém que o ajude a respirar, e não alguém que cobre o fôlego.
S91 Ep 454E você? É um mendigo emocional? Anda implorando por amor?
Segundo Augusto Cury, o mendigo emocional é aquele que precisa de muitos estímulos pra sentir migalhas de prazer. Já num relacionamento saudável, tudo nos satisfaz, até as pequenas coisas.O problema é que, na era das notificações, vivemos buscando curtidas, respostas rápidas e aplausos. Quanto mais a gente se expõe, mais carente fica. É um paradoxo moderno: estamos hiperconectados e, ao mesmo tempo, emocionalmente desconectados.Cada curtida libera dopamina, cada comentário acende uma faísca… e o cérebro quer doses cada vez maiores. Aí vem a pergunta: a gente ainda sabe reconhecer um afeto genuíno quando recebe - se receber?

S91 Ep 453Epidemia de noites mal dormidas e o preço que o corpo paga
Acordar cansado já é parte da rotina de tanta gente e não por acaso... Todo mundo está sujeito a mesma lógica - de produção sem fim! Nosso valor hoje está atrelado ao quanto produzimos... E é óbvio que, nesse processo, a gente se cansa e muito - e nem desliga quando deveria, vulgo, na hora de dormir. O lance é geral a nível planeta MESMO - a OMS considera os distúrbios do sono uma epidemia global, atingindo de 40% a 45% da população mundial. No Brasil, o quadro é ainda mais grave: - A Associação Brasileira do Sono estima que cerca de 73 milhões de brasileiros têm algum distúrbio do sono, sendo a insônia e a apneia os mais comuns;- A Fiocruz reforça que 36% dos adultos brasileiros dormem menos de 6 horas por noite, tempo abaixo do mínimo recomendado de 7 a 8 horas.Noites mal dormidas aumentam o risco de infarto, AVC, diabetes e até câncer e, sim, o estilo de vida moderno é, como eu já tinha dito, o grande vilão dessa história. A correria, o uso excessivo de telas, a ansiedade e os horários caóticos têm roubado horas preciosas de sono. A Assembleia Geral da ONU, em 25 de setembro, incluiu pela primeira vez o sono de qualidade na Declaração Política Global sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis, reconhecendo a privação crônica de sono como fator de risco primário. A conquista é histórica e tem participação brasileira. Mas a pergunta é: por que demoramos tanto pra admitir que dormir bem é tão essencial quanto comer direito ou se exercitar? Que não dormir é tão ruim quanto ingerir bebida alcoolica, sedentarismo e fumar?

S91 Ep 452Dias de Glória? Vira-lata caramelo está no hype, mas sucesso não se converte em adoção
Ele é carismático, resistente e, claro, 100% brasileiro. O vira-lata caramelo conquistou as ruas, as redes e agora as telas: virou até estrela de cinema no longa “Caramelo”, da Netflix, que está entre as produções mais assistidas do mundo. Mas o sucesso do cãozinho símbolo nacional contrasta com uma realidade dura: segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem cerca de 30 milhões de animais abandonados, a maioria sem raça definida.No Interessa, o professor e veterinário Bruno Rausch, responsável pelo Centro Médico Veterinário Una Liberdade, éo convidado do dia e ajuda a nossa bancada feminina a entender esse paradoxo: o cachorro que representa o país ainda é o mais esquecido.O papo é um convite à reflexão: se o caramelo é o retrato do povo brasileiro, diverso, afetuoso e persistente, por que ainda há tantos vivendo nas ruas? Em tempos de curtidas e corações nas redes, o Interessa propõe transformar o amor de tela em ação: adotar, cuidar, respeitar e entender que o vínculo com um pet vai muito além da foto bonita.

S91 Ep 451O nome disto é vida!
A gente anda cercado de gente, seja na rua, no trabalho, no transporte, na academia - nas redes sociais, então, nem se fala! Mas também estamos cada vez mais sozinhos, distantes; os vínculos, quando têm… há qualidade? Ah, gente… Isso não é vida…Ou não deveríamos estar vivendo dessa forma. O novo livro da jornalista e escritora, Leila Ferreira, “O nome disto é vida!”, lembra a gente que o que sustenta a existência são as conexões verdadeiras e reais. Aquelas em que a gente pode ser quem é - sem filtro, melindre, com as emoções à mostra. Afinal, o que é que faz a vida valer a pena, senão as trocas? Confira a entrevista de Leila ao Interessa neste episódio.

S91 Ep 450Quando a mente da mãe cansa, o coração do filho sente; e por que não ocorre o mesmo com o pai?
Pesquisadores da Universidade de Manchester acompanharam mais de 3 mil famílias entre 2009 e 2022 e chegaram a uma conclusão que ecoa na vida de muitas mulheres: quando a saúde mental da mãe vai mal, o filho sente - e muito. O estudo, publicado no periódico BMJ Open, mostra que o esgotamento emocional materno está diretamente ligado ao aumento da ansiedade, da preocupação e da tristeza nas crianças. Curiosamente, a mesma relação não se repete com a figura paterna, o que os cientistas atribuem ao menor tempo de convivência com os filhos.A psiquiatra Dra. Adriana Gatti é a convidada do Interessa desta segunda (27) para repercutir com a bancada feminina como esse elo emocional, chamado pelos pesquisadores de “efeito espelho”, é resultado de um modelo de maternidade ainda muito solitário, no qual as mulheres seguem sobrecarregadas, culpadas e, muitas vezes, sem rede de apoio. De acordo com o Burnout Parental Report 2024, produzido pela Kiddle e pela B2Mamy, nove em cada dez mães brasileiras apresentam sinais de esgotamento, e sete em cada dez estão em burnout no trabalho. É o retrato de uma geração que ama, cuida, trabalha e tenta não desmoronar mas o amor, sozinho, não dá conta.

S91 Ep 449No nome tem “sexo”, mas sexo virtual é ou não uma forma de relação sexual?
Tem gente que desmerece, mas se dá prazer e tem sexo no nome, não é sexo? Bom: o nome de Vini Júnior voltou aos holofotes e, desta vez, por um motivo nada esportivo. A modelo Day Magalhães revelou conversas íntimas com o jogador depois que ele apareceu em um vídeo com Virgínia Fonseca - com quem, dizem, vive um affair. Segundo Day, o craque do Real Madrid a teria procurado para fazer “sexo online” - inclusive, com a Virgínia lá. Com a internet presente em mais de 90% dos lares brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o sexo também se reinventou - e o prazer ganhou novas formas de conexão.Uma pesquisa da Datafolha em parceria com a Omens mostra que 44% dos brasileiros encaram o sexo virtual como algo natural e 31% já praticaram sexting (aquelas mensagens de texto picantes com alguns nudes) durante o isolamento social. Brinquedos sexuais conectados a aplicativos também estão cada vez mais em voga - cresceram mais de 200% em vendas nos últimos anos. A tecnologia abriu espaço para novas formas de prazer - e com ela, surgiram novos dilemas.Mesmo assim, há quem ainda “faça pouco” do sexo virtual - e até quem questione: é sexo, afinal? E quando envolve inteligência artificial? Um tanto de gente usa ChatGpt para consulta com 'psicólogo', o que dirá... para otras cositas más . Praticar sexo com uma IA é possível? É literalmente sexo virtual? E estando em um relacionamento pode, por exemplo, ser considerado traição? Simular uma relação, mesmo sem toque, pode abalar o vínculo emocional, já que confiança, respeito e desejo são pilares que não cabem em um chat de IA...Enfim, o sexo precisa ser físico pra ser real? O prazer digital pode substituir o toque? É traição desejar alguém que só existe em pixels? O sexo virtual pode fortalecer ou enfraquecer uma relação?

S91 Ep 448Alô? Tem alguém do outro lado da linha? Por que temos medo do telefone?
Já foi um gesto totalmente automático: o telefone tocava, a gente atendia. A propósito, em algumas casas (a minha, por exemplo) atender ao telefone era motivo de briga: todo mundo queria. Hoje, ele toca, e o impulso é olhar a tela e pensar “manda mensagem pelo amor de Deus, quem liga para os outros hoje em dia?”. Em tempos de hiperconectividade, ficou mais difícil, paradoxalmente, se comunicar. E é geral! Consultórios, clínicas, prestadores de serviço, muitos simplesmente não atendem mais. O WhatsApp virou o novo balcão de atendimento, mas nem sempre resolve o que exige urgência ou escuta. Uma pesquisa feita em agosto de 2024 pelo site Uswitch mostrou que 25% das pessoas entre 18 e 34 anos nunca atendem ligações, e 70% preferem mensagens de texto.Também… a ligação traz o inesperado: na conversa ao vivo, não dá pra editar, pensar na resposta ou se esconder atrás de emojis. A voz entrega emoção, insegurança e até desconforto, o que muita gente evita lidar. Estamos perdendo a capacidade de lidar com questões simples? A habilidade, por exemplo, de lidar com algo essencial ao evitar o contato direto? Falar ao telefone pode parecer “retrô”, mas ainda é uma forma de conexão humana genuína, que transmite tom, pausa, riso, suspiro e empatia. A substituição pela mensagem escrita cria uma falsa sensação de eficiência, mas muitas vezes amplia ruídos, alimenta mal-entendidos e distancia. A comunicação sem voz é prática, mas é suficiente? Por que temos tanta resistência a atender uma chamada?

S91 Ep 447Humanização no trabalho: o que é e por que é tão importante
Tudo bem que a tecnologia avança a passos largos (estamos assistindo a ascenção ultra rápida da IA), mas ninguém virou máquina ainda - e, numa boa: nem deveria (tem alguém querendo isso?). Ainda assim, muitas empresas se esquecem disso, tratando seus colaboradores como números, cujo único interesse é entrega de resultados e metas atingidas, sem desconsiderar aquele ser, olhar para sentimentos, emoções e necessidades. Um ambiente de trabalho humanizado, por outro lado, coloca as pessoas no centro, entendendo que o sucesso depende diretamente do bem-estar de quem faz a engrenagem girar.E será que investimentos em humanização garantem bons resultados na produção? Sim! Há redução de conflitos e mais engajamento da equipe. E não é só sobre números, é sobre sentir-se parte, valorizado e respeitado. Lideranças empáticas e sensíveis são essenciais para criar relações justas, fomentar crescimento e garantir que cada colaborador se sinta ouvido.E aí, quais sinais mostram que uma empresa precisa investir em humanização e bem-estar de seus colaboradores? Como fazer isso? Os colaboradores podem contribuir?

S91 Ep 446Quando o corpo não para: o que as pernas inquietas dizem sobre a mente?
Você já reparou que tem gente que não consegue ficar parada nem por um segundo? Cruza a perna, descruza, balança, bate o pé… Às vezes, é só um reflexo de ansiedade ou tensão. Mas em outros casos, pode ser sinal de uma condição neurológica real: a Síndrome das Pernas Inquietas, também conhecida como doença de Willis-Ekbom. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, entre 4% e 29% dos adultos em países ocidentais industrializados convivem com o problema, e as mulheres são as mais afetadas principalmente durante a gravidez, quando há maior deficiência de ferro.A doença é caracterizada por uma necessidade irresistível de movimentar as pernas, especialmente à noite ou em momentos de repouso. Essa inquietação, que vem acompanhada de desconforto, formigamento ou dor, está ligada a uma alteração na produção de dopamina, o mesmo neurotransmissor envolvido no Mal de Parkinson. E o ferro essencial para fabricar essa dopamina é uma peça-chave que, quando falta, bagunça todo o sistema. Resultado: o corpo pede movimento pra tentar se autorregular.Como a gente diferencia o que o corpo está tentando dizer com tanto movimento, se é ansiedade ou é algo neurológico? Por que as mulheres sofrem mais com isso?

S91 Ep 445“No sunscreen”: entenda porque o movimento anti protetor solar, que cresce entre jovens, é tão perigoso
A Geração Z, nascida entre 1997 e 2010, tem viralizado desserviços, digo, vídeos que pregam os supostos “benefícios” de se bronzear sem protetor solar, um movimento que soma mais de 18 milhões de visualizações com as hashtags #AntiSunscreen e #NoSunscreen. A ideia, apoiada por influenciadores que dizem ser “mais naturais”, ganhou força após a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos pedir novos estudos sobre alguns componentes químicos dos filtros, em 2019. O que era um debate científico virou desinformação nas redes, e agora muitos jovens acreditam que a pele “cria resistência” ao sol.Mas os dados mostram o contrário: o sol sem filtro é um dos maiores inimigos da pele. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a exposição solar desprotegida aumenta o risco de câncer de pele, responsável por 33% de todos os diagnósticos de câncer no país. Além disso, acelera o envelhecimento precoce, causa manchas, rugas e flacidez. E não há óleo vegetal, manteiga ou receita “natural” (que juro, eles estão sugerindo usar) capaz de substituir um filtro solar testado e regulamentado.Apesar disso, há quem associe o sol à melhora da imunidade por causa da vitamina D. Essa crença é superestimada? É crença mesmo? Eu já ouvi de clínico geral que todos os dias deveria ficar ao menos 20 minutos exposta ao sol da manhã para melhorar a minha carga de Vitamina D. O protetor solar impede a absorção? A gente sabe que o excesso de radiação pode provocar o efeito oposto, favorecendo lesões cancerígenas. Para além dessa consequência, quais as outras da falta de uso do protetor solar?

S91 Ep 444Vale Tudo: por que a novela que expôs o Brasil dos anos 80 fala tanto com a Geração Z?
Quando foi ao ar pela primeira vez, em 1988, Vale Tudo parou o Brasil com uma pergunta que atravessou gerações: vale tudo para vencer? Escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Basséres, a novela registrou até 72 pontos de audiência em suas semanas finais e se tornou um marco da teledramaturgia. Mais do que uma trama envolvente, ela funcionou como um espelho incômodo de um país corroído pela corrupção, desigualdade e esperteza, temas que, infelizmente, continuam tão atuais quanto na estreia, há 37 anos.Agora, nas mãos da autora Manuela Dias, o remake reacendeu o interesse não só de quem viveu a era Odete Roitman - que era o que a gente poderia supor -, mas também da Geração Z, que cresceu longe da tradição de “sentar no sofá às nove”. Jovens que consomem conteúdo em ritmo de reels e TikTok se apaixonaram pela novela, criaram memes e incorporaram expressões. Por que esse formato, considerado “coisa de mãe”, voltou a dialogar com quem tem menos de 25 anos? Será a força da narrativa, o prazer do drama bem construído ou a necessidade de se ver em histórias? Histórias, inclusive, que tratam, sem filtros, da ética e do poder...Será que esse sucesso da teledramaturgia clássica indica um cansaço dos conteúdos superficiais e imediatistas? O que leva a Geração Z a se identificar com personagens de um Brasil pré-smartphone? A novela ainda é um retrato do país ou virou uma lente para compreendê-lo?

S91 Ep 443'Trenzinho da Alegria': resgatando a infância, dando voz a criança interior! | Interessa Podcast
Quem disse que o Dia das Crianças é só para os pequenos? O Interessa desta quinta-feira (16) embarca na nostalgia e vai ao ar com um episódio pra lá de especial, gravado no famoso Trenzinho da Alegria, em clima de festa, riso e lembrança. Nossas meninas colocaram a criança interior para brincar, e falar sobre o quanto isso faz bem pra cabeça e pro coração.Criado em 1924 e celebrado junto ao feriado de Nossa Senhora Aparecida, o Dia das Crianças é mais do que uma data de presentes. É um lembrete afetivo de quem fomos e de quanto brincar ainda é remédio. Pesquisas mostram que manter vivo o espírito lúdico ajuda a equilibrar emoções, melhora a resiliência e reforça o senso de pertencimento. E não precisa muito: rir, jogar, dançar ou se permitir uma bobeira já é um jeito de cuidar da saúde mental.O especial do Interessa traz histórias, lembranças e reflexões leves sobre crescer sem perder a leveza. Porque, no fim das contas, todo adulto é uma criança que aprendeu a pagar boleto - mas não precisa deixar de brincar.Participe. É ao vivo, a partir das 14h! Estamos também nas redes sociais! Siga:Instagram - https://www.instagram.com/programainteressa/TikTok - https://www.tiktok.com/@interessa.otempo

S91 Ep 442Osteoporose: a epidemia silenciosa do século; entenda a importância da prevenção
O dia 20 de outubro é dedicado ao Dia Mundial da Osteoporose, que, no Brasil, também é comemorado como o Dia Nacional da Osteoporose. A doença é caracterizada pela perda da força óssea em decorrência de alterações na densidade e microarquitetura ósseas, o que predispõe à fratura e é conhecida como “silenciosa”. Isso porque, geralmente, não apresenta sintomas até que um osso se quebre! Mas o impacto dela 'fala alto' nos números da saúde pública. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o envelhecimento populacional pode levar o Brasil a registrar cerca de 160 mil fraturas de quadril por ano até 2050. E será que, nestas ocasiões, eles recebem o diagnóstico da doença? Faltam campanhas de prevenção e diagnóstico precoce.De acordo com a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as mulheres a partir dos 50 anos são as mais afetadas, especialmente após a menopausa. Isso porque, com a queda na produção de estrogênio, o corpo perde massa óssea e a chance de fraturas aumenta. Fatores como sedentarismo, tabagismo, deficiência de cálcio e vitamina D e dieta pobre em nutrientes agravam o problema. O exame de densitometria óssea é o principal aliado para detectar precocemente a doença - mas ainda é pouco acessível, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS). Como fazer?

S91 Ep 441Falta para mim, mas não pro meu pet: famílias gastam o que for preciso com bichinhos de estimação
No Brasil, tem muito tempo que os animais de estimação viraram parte oficial da família. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média é de 1,8 pet por residência. E isso se reflete no bolso: uma pesquisa inédita da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, realizada entre 27 de agosto e 8 de setembro de 2025, com 1.618 entrevistas online em todo o país, mostrou que 65% dos tutores afirmam gastar o que for preciso com seus bichinhos. Mais da metade, 52%, já deixou de lado alguma necessidade pessoal para priorizar o bem-estar do animal.Esses gastos se tornaram parte fixa do orçamento doméstico. O estudo revela que 56% dos tutores desembolsam até R$ 300 por mês com seus pets, enquanto 31% chegam a dedicar entre 6% e 10% de sua renda para eles. E esse cuidado, muitas vezes, é compartilhado: 40% dizem dividir despesas com outras pessoas da família ou amigos.O investimento não é visto como sacrifício, mas como retribuição. De acordo com a pesquisa, 82% dos entrevistados acreditam que os benefícios emocionais de ter um animal de estimação superam qualquer gasto. Afinal, quem convive com um pet sabe do impacto positivo que ele tem no humor, no afeto e até na saúde mental. Movimentando bilhões, esse vínculo faz do mercado pet uma das forças mais crescentes da economia brasileira.

S91 Ep 440Outubro Rosa e o Câncer de Mama: SUS amplia acesso à mamografia a mulheres de 40 a 49 anos
O Outubro Rosa deste ano chega com uma notícia que promete salvar vidas. O Ministério da Saúde anunciou que o SUS vai oferecer mamografias para mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sintomas, ampliando o rastreamento do câncer de mama, tipo mais comum entre as mulheres no mundo, segundo a OMS. A faixa etária agora incluída concentra 23% dos casos da doença.No Interessa, o Dr. Clécio Lucena, mastologista e professor da UFMG, vai explicar para a bancada feminina porque o diagnóstico precoce é o principal aliado da cura e que o acesso à informação é parte essencial dessa prevenção.

S91 Ep 439Aulas de sexo: como falar sobre o assunto com os filhos? | Interessa Podcast
Fernanda Lima, que vira e mexe está nos holofotes, voltou a aparecer depois de contar que pagou - isso, pagou - uma aula sobre sexo para os filhos gêmeos, João e Francisco, de 17 anos. Segundo a própria artista, no começo, rolou um constrangimento básico, mas no fim os meninos agradeceram “Mãe, foi demais! A gente aprendeu um monte de coisa”. O episódio mostra que, apesar da vergonha que o assunto ainda gera em muitas famílias, informação bem passada pode virar um presente e proteger os jovens de situações de risco. A propósito, aprender sobre sexo por meio dos pais, sem ser com os pais... parece mais legal, né? Estudos sobre educação sexual apontam que conversas abertas em casa e programas consistentes em escolas aumentam o uso de preservativos, reduzem gravidezes não planejadas e diminuem comportamentos de risco entre adolescentes (dados de estudos internacionais e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Ou seja, falar sobre sexo não estimula a prática precoce, mas prepara melhor os jovens para quando isso acontecer.A questão é: como transformar o papo em algo natural?

S91 Ep 438Três meses para o verão: ainda dá tempo de entrar em forma? | Interessa Podcast
Já sabe, né? Que a partir de agora, não importa o horário, as academias vão estar sempre lotadas. A contagem regressiva para o verão já começou e, com pouco mais de 90 dias para a estação mais quente do ano, esses espaços, bem como consultórios de nutrição ficam mesmo mais movimentados. Todo mundo querendo um milagre depois de 9 meses descuidando da saúde. O chamado “projeto verão” se repete: muita gente busca emagrecer rápido, seja para as festas de fim de ano ou para os dias de praia. Ainda dá tempo de perder peso, por exemplo, com saúde? O que é necessário para isso sem colocar a vida em risco? Pedro Barros, nutricionista, educador físico e proprietário da academia Strong Blocks, convidado do dia, explica!

S91 Ep 437Casamento às cegas 50+: longe da maturidade esperada para a idade, reality se transforma em show de horrores e de etarismo entre participantes
Casamento às cegas 50+: reality que, sério, prometeu (e a proposta era super boa) representar o amor maduro e acabou virando pauta pela infantilização de atitudes que, em teoria, a idade já deveria ter deixado para trás.A proposta era inovadora: colocar pessoas acima dos 50 anos em um experimento amoroso televisivo Mas, em vez de inspirar novas formas de amar, o programa revelou o peso do etarismo e da desigualdade de gênero. Homens foram tratados como experientes e maduros, enquanto mulheres precisaram lidar com comentários sobre aparência, energia e jovialidade. Aliás, no fim da temporada, apenas um casal chegou a oficializar a união e ainda assim, a experiência não resistiu fora das câmeras. O saldo mostra que, mesmo após décadas de vida, muitos continuam reproduzindo padrões de juventude: expectativas irreais, carências, rivalidades e a crença de que o parceiro deve preencher vazios pessoais. O que Casamento às Cegas 50+ deixou claro é que maturidade não vem com a idade cronológica, mas com autopercepção, conhecimento, sabedoria e, sobretudo, autocrítica. E isso abre espaço para refletir: será que estamos confundindo envelhecer com amadurecer? Não é a mesma coisa! Por que tantos homens, mesmo após os 50, ainda reproduzem exigências de juventude nas parceiras? E por que tantas mulheres, maduras e independentes, ainda caem em rivalidades ou na pressa de formar casal a qualquer custo? Como lidar com a carência sem transformá-la em armadilha? Qual o peso do etarismo nas escolhas afetivas?

S91 Ep 436“Festa de aniversário tem que ter tema” - por que e para quem?
Soprar velas, cantar parabéns, repartir bolo e comer docinhos parecem rituais universais, mas a história mostra que essas tradições mudam muito de acordo com a cultura. Antropólogos como Ralph e Adelin Linton lembram que já no Egito Antigo, por volta de 3000 a.C., faraós celebravam o “renascimento” com banquetes. A Grécia introduziu o bolo com velas para a deusa Ártemis, e, séculos depois, os romanos adotaram as comemorações em homenagem a deuses e imperadores. No Brasil, a música “Parabéns a você” só virou versão oficial em 1942, escolhida num concurso da Rádio Tupi, e até hoje embala quase todas as festas.Se antes os aniversários se limitavam a reunir família, bolo e amigos, hoje ganharam novas camadas, principalmente no universo infantil. O comércio encontrou nas festas temáticas um filão: personagens de desenhos, super-heróis e princesas estampam convites, balões, lembrancinhas e até a roupa do aniversariante. Um “detalhe fora de tom” já é visto como quebra de padrão, tanto que histórias como a do menino capixaba que escolheu “ele mesmo” como tema viram notícia por fugirem da lógica do mercado. Isso mostra como a festa virou também um reflexo de identidade e até de autoestima.Mas, numa boa, desde quando passamos a acreditar que festa precisa ter tema? Isso é um desejo genuíno das crianças ou uma pressão criada pelo mercado de consumo? Até que ponto pais e mães se sentem cobrados a seguir esse modelo para não parecer “menos”? A gente conhece pessoas que celebraram a vida dos filhos em festas 'sem tema' e que foram questionados do porquê de não ter (?). O que acontece quando uma família decide romper esse padrão, então?
S91 Ep 435Suor noturno: quando o corpo fala durante o sono
Acordar no meio da madrugada coberto de suor não é apenas desagradável, mas também pode ser motivo de constrangimento para quem convive com essa situação. Segundo a Academia Americana de Dermatologia, pessoas que sofrem de hiperidrose, quando as glândulas sudoríparas trabalham além da conta, chegam a transpirar até cinco vezes mais do que o necessário, inclusive durante o sono.Embora muita gente associe o suor noturno apenas ao calor ou à febre, as causas vão muito além. Variações hormonais, como as que ocorrem na menopausa e na gravidez, uso de medicamentos como antidepressivos e até infecções graves, entre elas tuberculose, HIV e linfomas, podem estar por trás da transpiração excessiva.O fenômeno pode ser passageiro ou persistente. Questões emocionais como estresse, ansiedade e pesadelos também estão na lista de fatores, assim como a alimentação, já que bebidas alcoólicas, cafeína e alimentos termogênicos, como a pimenta, estimulam a produção de suor. Mas afinal, existe um tempo aceitável para tolerar a sudorese noturna antes de procurar ajuda médica?
S91 Ep 434O espaço influencia o desejo sexual? O quarto e a intimidade | Interessa Podcast
O Interessa Podcast encerra, nesta sexta (03) sua passagem pela CASACOR Minas. E hoje o tema é quente:como o espaço onde você se entrega a intimidade… influencia o desejo sexual?O quarto é muito mais que lugar de dormir: é cenário de romance e prazer. Meia-luz, aromas, texturas e sons compõem a atmosfera que pode aproximar ou afastar os parceiros. Segundo o Feng Shui, a circulação da energia “Chi”, a energia vital, deve ser constante para que o ambiente inspire romance e boas vibrações. E a psicologia ambiental reforça: cores, disposição dos móveis e até a sensação de aconchego impactam diretamente no bem-estar na vida a dois.A depender do seu quarto… em que pé anda sua vida sexual? Até que ponto a decoração e o cuidado com o espaço são capazes de potencializar o desejo? O que pesa mais: estética ou privacidade? Segurança ou estímulo sensorial? O Interessa abre a conversa para entender como o ambiente pode ajudar - ou atrapalhar - os momentos de intimidade.

S91 Ep 433Bathroom camping: banheiros passaram de espaço funcional para refúgio pessoal | Interessa Podcast
O fenômeno do bathroom camping é pauta do Interessa Podcast desta quinta-feira (02) - afinal de contas, por que tanta gente tem transformado o banheiro em refúgio pessoal?Mais do que um espaço funcional, o banheiro ganhou protagonismo como lugar de pausa e descanso. Entre a Geração Z, é comum transformar o banho em ritual de relaxamento com iluminação, música e até tecnologia. O banheiro virou território livre de julgamentos - um espaço para aliviar a ansiedade, refletir e se reconectar consigo mesmo.Mas há alertas importantes: se por um lado o refúgio traz bem-estar, por outro, pode indicar sobrecarga emocional. Afinal, até que ponto precisamos isolar-nos para encontrar equilíbrio? O que diz sobre nossa vida a necessidade de buscar um cantinho escondido para respirar? Transformar ambientes cotidianos em espaços de autocuidado pode ser o segredo para viver com mais leveza.
S91 Ep 432Sua casa é sua cara? O que os espaços dizem sobre você | Interessa Podcast
Nesta quarta (01), o papo no Interessa Podcast acontece em meio à beleza da CASACOR Minas para discutir: o que a nossa casa diz sobre a gente?Não é só a cor da parede, do sofá ou o que se coloca sobre a mesa - vaso de flores ou objetos abstratos? Segundo estudos de psicologia ambiental, a forma como organizamos os espaços da nossa casa refletem identidade, memória e até o modo como queremos ser percebidos. Cores, objetos, quadros, iluminação e até o cheiro do café pela manhã revelam camadas da nossa personalidade e influenciam diretamente nosso bem-estar.Mas há um dilema: será que estamos vivendo em casas que mostram quem somos de verdade, ou apenas repetindo tendências para deixar o lar “instagramável”? Entre aconchego e estética, conforto e autenticidade, o desafio é transformar o espaço em extensão de quem somos - sem perder de vista a alma que torna uma casa, de fato, um lar.
S91 Ep 431Cozinha e afeto, o coração da casa mineira | Interessa Podcast
Todo mineiro sabe: para muito além dos pratos e delícias - como o pão de queijo, o tutu de feijão, o fígado com jiló ou a costelinha com ora-pro-nobis -, comer em Minas é experimentar vínculos, provar afetos. A mesa é ponto de encontro, a prosa é tempero e o preparo, celebração. Nesse coração da casa, a cozinha segue sendo espaço de união e identidade para o povo das montanhas gerais, bem como seus visitantes.Nesta terça-feira (30), o Interessa Podcast bate um papo bem gostoso, diretamente da CASACOR Minas, em um dos inúmeros espaços da mostra dedicado à cozinha mineira - que é muito mais que um lugar de preparo de alimentos, né? É território de memória, identidade e pertencimento. O turismo gastronômico cresce por Minas porque a comida é uma ponte! Quanta coisa a gente não troca neste ambiente enquanto come - que é um prazer à parte? Cada cidade tem seu prato típico, cada mesa é uma celebração de aconchego. Sendo a cozinha o coração da casa, qual o papel dela nas relações de hoje? Ainda conseguimos manter esses encontros em torno da mesa? E até que ponto a comida segue sendo elemento de identidade, memória e pertencimento para os mineiros e para quem nos visita?
S91 Ep 430Hábitos que aumentam a felicidade: o bem estar proporcionado pelo refúgio que você cultiva dentro do seu lar
Ter um quintal ou um espaço de respiro dentro de casa pode parecer detalhe, mas estudos mostram que isso muda e MUITO a qualidade de vida. Uma pesquisa da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, acompanhou quase 1 milhão de pessoas entre 1985 e 2013 e concluiu que crianças que crescem em contato com a natureza têm 55% menos risco de desenvolver transtornos mentais na vida adulta. Aqui no Brasil, especialistas em arquitetura e urbanismo também chamam atenção: ambientes mal planejados, com pouca iluminação natural, ruídos e excesso de estímulos visuais podem agravar a ansiedade e afetar diretamente o bem-estar.É que, para muito além da estética, o lar é um lugar de descanso, um lugar sagrado, um refúgio emocional. Num quintal, por exemplo, a gente pode cultivar um espaço de lazer, brincadeira para crianças, liberdade para pets e ponto de encontro para receber familiares e amigos. Mas ter um quintal hoje, é quase um luxo… como equilibrar conforto, privacidade e vida social quando os apartamentos estão cada vez menores?Como nossos espaços influenciam nossa felicidade? A falta de áreas verdes e quintais está ligada ao aumento dos problemas emocionais? A forma como arrumamos e escolhemos o que manter em casa também é um tópico importante, pois a organização tem efeito terapêutico, ajudando a reduzir a ansiedade e trazendo sensação de clareza mental. Organizar é também cuidar da saúde. O simples ato de organizar a casa pode aliviar a ansiedade.
S91 Ep 429Nada de colocar rápido a roupa após a transa: chameguinho é essencial | Interessa Podcast
Na hora da conquista, atenção, afeto e cortesia são regra. Mas, depois do sexo, muitos casais viram para o lado, pegam o celular e esquecem justamente do que deu início a tudo: o chamego. Esse cuidado pós-transa tem nome: aftercare, e faz toda diferença. Mais do que um mimo, ele é sinal de respeito, reforça a intimidade e pode prevenir a chamada “tristeza pós-sexo”, um sentimento relatado por várias pessoas.O conceito nasceu no universo do BDSM como forma de proteger o bem-estar psicológico, mas logo se expandiu porque, na prática, funciona em qualquer tipo de relação. Quem não gosta de um abraço, uma massagem ou até dividir um lanchinho depois? Esses gestos simples tornam a experiência sexual mais próxima, segura e prazerosa. E você, como age após o sexo?
S91 Ep 428Conversar não é sobre 'emitir sons' - é muito mais complicado do que parece! | Interessa Podcast
Você já saiu de uma conversa acreditando que foi super claro, mas percebeu depois que o outro entendeu tudo diferente? Pois é, acontece com todo mundo. Pesquisas da professora Alison Wood Brooks, da Harvard Business School, mostram que conversar é uma das atividades humanas mais complexas: a cada segundo tomamos microdecisões sobre o que falar, como falar e até quando falar. Parece simples, mas não é.Um comentário mal colocado pode gerar apenas desconforto ou se transformar em mágoa profunda. Mas a comunicação também pode ser fonte de cura. No entanto, a pergunta segue: por que tropeçamos tanto na forma de nos expressar? As trocas digitais estariam atrapalhando nossa habilidade de acertar o tom?
S91 Ep 427As ‘virgens’ de 40 anos: o celibato voluntário de mulheres cansadas dos homens | Interessa Podcast
Nos Estados Unidos, um estudo da Universidade da Califórnia em São Francisco mostrou que milhões de homens e mulheres entre 25 e 45 anos nunca tiveram relações sexuais. Lá, fatores como religião, vida acadêmica e até tempo em instituições militares ou prisionais explicam boa parte do celibato.No Brasil, o cenário é outro: o pano de fundo está no comportamento masculino. Cansadas de relações abusivas, rasas ou frustrantes, muitas mulheres têm optado pelo celibato voluntário, apelidado de “nova virgindade”. O desejo sexual não desapareceu, mas cresce o chamado heteropessimismo - termo criado em 2019 pela escritora Asa Seresin para falar da descrença nos relacionamentos heterossexuais.Estamos diante de um movimento de autocuidado ou de uma desilusão coletiva?
S91 Ep 426A solidão materna | Interessa Podcast
Visitar um recém-nascido logo após o parto não é uma boa ideia. O bebê precisa de proteção extra, já que seu sistema imunológico ainda é imaturo, e os pais necessitam de um tempo para se adaptar à nova rotina. Mas, por trás dessa justificativa médica, há uma consequência invisível: muitas vezes, junto do cuidado em evitar o contato, surge o esquecimento daquela família - em especial, da mãe.Ela deixa de ser lembrada como mulher, amiga, parceira de cafés e caminhadas, para se tornar “apenas mãe”. Frequentemente, os amigos deixam de convidá-la para programas sociais por supor que ela não poderá ir, deduzindo uma resposta que nunca chegou a ser perguntada. Esse afastamento, somado à recuperação física e ao desafio de cuidar de um bebê, pode transformar a maternidade em um espaço de exclusão.
S91 Ep 425Setembro Lilás: Mês Mundial de Conscientização sobre Alzheimer | Interessa Podcast
Pouco a pouco, a perda de memória, do raciocínio e até da identidade transforma a vida de quem recebe o diagnóstico de Alzheimer. A doença, que representa de 60% a 70% dos casos de demência, já atinge cerca de 1,2 milhão de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer - e a maioria ainda sem confirmação oficial. No mundo, uma nova pessoa desenvolve algum tipo de demência a cada três segundos, de acordo com a Associação Internacional da Doença de Alzheimer.O envelhecimento da população brasileira amplia o desafio: até 2050, o país pode ter 5,7 milhões de pessoas vivendo com a condição, conforme o Relatório Nacional sobre Demência. Mas o Alzheimer não é um destino inevitável. No programa Interessa desta segunda-feira (22), apresentado por Renata Zacaroni com Lorena Martins e Mariela Guimarães na bancada, o tema é discutido com a presença do neurologista Henrique Freitas, coordenador de neurologia clínica do Mater Dei Santo Agostinho e Mater Dei Betim-Contagem.
S91 Ep 424Lista de desejos do sexo: acredite, o que os brasileiros mais querem é afeto!
Menage, swing? Que mané sexo selvagem o quê! O que os brasileiros querem, de verdade na cama, é “fazer amorzinho gostosinho”! Os números confirmam: um levantamento da Fatal Model com mais de 6 mil profissionais cadastrados mostra que 41% dos clientes priorizam sexo com conexão emocional e 32% preferem encontros longos, sem pressa. Entre os casados, o índice sobe para 52%. E olha só: enquanto brinquedos sexuais lideram os fetiches (51%), 1 em cada 4 clientes ainda pede o kit básico de um relacionamento, o que inclui beijos e carícias. Ou seja: brinquedos? Sim. Mas carinho principalmente!
S91 Ep 423Os benefícios da musicoterapia
Ela foi simplificada com o passar dos anos até chegar à forma que ficou amplamente conhecida: “quem canta seus males espanta”! Essa citação é muito antiga; originária do livro Don Quixote de La Mancha, do espanhol Miguel de Cervantes, e data do século XVII. Mas continua extremamente atual - afinal, a música e o canto têm o poder de aliviar a tristeza, o estresse e os problemas da vida…Para além desse “dito” que se tornou popular, a ciência já mostra que a música é, de fato, tratamento eficaz para o corpo. Um estudo apresentado no Congresso da ASCO 2025 (American Society of Clinical Oncology), em Nova York, avaliou 300 pacientes com câncer em sessões de musicoterapia. O resultado? Todos apresentaram menos ansiedade, melhor sono e sensação de bem-estar. Na Alemanha, já existem 37 diretrizes médicas nacionais que recomendam o uso da musicoterapia, incluindo no tratamento da demência, justamente porque reduz ansiedade, apatia e até inquietação.No Brasil, a musicoterapia já foi reconhecida pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e agora é regulamentada pela Lei nº 14.842/2024. Além disso, tramita na Câmara o PL 2.763/2024, que quer ampliar seu uso em hospitais e escolas públicas. A ideia é simples: menos burocracia para um tratamento que é barato, não tem efeito colateral e traz benefícios gigantes.Apesar disso tudo… mesmo a terapia se mostrando super eficaz, tal qual alguns opioides no alívio da dor, por que ainda falamos pouco a respeito, conhecemos pouco, sugerimos menos que recomendamos medicações?
S91 Ep 422Tem elogio que te deixa mal? Conheça o ‘negging’, quando o elogio vem carregado de uma dose de veneno
Em inglês o termo é negging, em português, chegaria bem perto de… falso elogio. Essa tática, o negging, especificamente, foi popularizada nos anos 1990 pelo canadense Erik von Markovik, que defendia estratégias misóginas, ou seja, carregadas de ódio contra as mulheres, colocando-as sempre como seres inferiores, especialmente,em jogos de sedução - baseadas em minar a autoconfiança da mulher misturando ironia, crítica e elogio para a confundir e, no fim, manipular a vítima. Resultado? A pessoa começa a duvidar de si mesma e fica dependente da aprovação de quem a desqualifica.O negging não acontece só em relacionamentos amorosos. Pode estar na amizade, na família e até no ambiente de trabalho. O mais complicado é que muitas vezes a pessoa que recebe esses elogios demora a perceber o que está acontecendo, justamente porque a fala vem embrulhada em “piada” ou “carinho”. Sabendo disso... quantas vezes você já ouviu um comentário nesse tom, ficou incomodado mas deixou passar achando que 'era só brincadeira'?
S91 Ep 421Sem pirotecnia: na simplicidade do detalhe, amor leve vira tendência | Interessa Podcast
Não tem nada a ver com buquê de flores caríssimas nem pedidos de casamento no telão do estádio. O que agora parece estar ganhando força entre os apaixonados é o “pebbling”, um hábito que teria sido 'inspirado' nos pinguins-gentoo. É que os bichinhos presenteiam seus pares com pedrinhas (um gesto pequeno, um objeto não 'tão' valioso) mas, certamente, um símbolo de cuidado. Traduzindo para as relações humanas, é a prática de enviar memes, publicações fofas nas redes, compartilhar uma música ou deixar um bilhete escondido para a pessoa amada. Pequenos gestos que parecem bobagem, mas que viraram tendência entre casais (e amigos) porque constroem confiança no dia a dia. Mas isso exclui os atos grandiosos? Entenda melhor no Interessa.
S91 Ep 42015/09 - Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas
E essa íngua, aí? Fazendo aniversário, há um tempão ‘infartada’, no seu pescoço - e você sempre dizendo “deve ser um resfriado”...? Pode ser? Pode. Mas tem prazo para ficar 'dando pinta'. É triste, mas necessário trazer esse dado: todo ano, mais de 735 mil pessoas no mundo descobrem ter linfoma, um tipo de câncer que atinge as células do sistema de defesa do corpo, segundo o Ministério da Saúde. No Brasil, o Inca estima 12 mil novos casos por ano, a maioria em homens. Esse tipo de câncer já é o oitavo mais comum no país, com seis diagnósticos a cada 100 mil habitantes. Muita gente negligencia a própria saúde; um carocinho, mesmo que seja algo atípico, é tratado como normal. Está errado, né? A doença, muitas vezes, começa com um nódulo no pescoço, axila ou virilha - as famosas ínguas. Mas também pode vir em forma de cansaço, febre, suor noturno ou perda de peso sem explicação. Quando o diagnóstico é rápido, as chances de cura chegam a 85% (Inca). O problema é que a Abrale aponta que, por aqui, a maioria ainda recebe o diagnóstico tarde, o que atrapalha o tratamento.
S91 Ep 419Gemidos, gritos e bate-estaca: para você, o som do sexo incomoda ou excita?
Você é do time que geme alto e esquece que tem vizinho, que fala besteira no ouvido ou prefere silêncio na hora da transa? Em São José, na Grande Florianópolis, um condomínio tentou decretar o famoso “toque de recolher do amor” depois de contabilizar - pasme - 18 reclamações por barulho de camas, gemidos e conversas quentes madrugada adentro (pura inveja). Os moradores criaram uma regra proibindo sexo depois das dez da noite (pode isso, produção?). A norma, como já era de se esperar, não tem validade legal - afinal, lei do silêncio existe, mas proibir relações sexuais dentro de casa é viagem. Mas quando o barulho ultrapassa a parede, até onde vai o direito de se deleitar no prazer e onde começa o direito de paz do outro?Fato é que essa situação traz um ponto curioso: os sons do sexo mexem de forma (muito) diferente com cada um de nós. Uma pesquisa sueca publicada no Science Direct mostra que as mulheres costumam ser mais barulhentas, principalmente no orgasmo, enquanto os homens investem mais na respiração pesada e sons não vocais. Isso porque - talvez, tá - muitas mulheres vocalizam para guiar o parceiro (tá acertando, tá errando) ou até por pressão social (influência da pornografia). Já os homens usam o som para marcar prazer e esforço físico (“estou dando tudo de mim”).No fim das contas, mais uma vez: o que pode ser excitante para uns é constrangimento para outros. Tem quem broche se ouvir uma frase contendo obscenidades, tem quem se excite só com o barulho da respiração. E aí, será que a gente está preparado para falar sem tabu sobre os sons do sexo?Vem pro Interessa debater!