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Canal Café Brasil

Canal Café Brasil

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Ep 447Cafezinho 447 – Oitocentos

Esta semana colocamos no ar o episódio número 800 do Podcast Café Brasil. Oi-to-cen-tos! Sabe o que significa oitocentos semanas? Mais de 15 anos ininterruptos, algo como 400 horas de conteúdo! Você precisaria de quase 17 horas seguidas para ouvir todos os 800 episódios lançados desde 2006. Não é mole... Escolhi para esse episódio especial algo que representasse energia, explosão, música, emoção: o rock´n roll, com um especial de cerca de uma hora contando a história da banda AC/DC, uma das mais importantes da história do rock. E há ali uma lição que, ao menos para mim, é preciosa. O AC/DC é uma banda que se manteve fiel por mais de 40 anos às suas origens. Eles nasceram, fazendo o rock básico, cru, com poucos acordes e um ritmo incendiário, lançaram dezenas de discos e centenas de músicas. E se você ouvi-los hoje, ou 40 anos atrás, reconhece a banda, nos vocais marcantes de Bom Scott ou Brian Johnson e as guitarras nervosas de Malcoln e Angus Young. E isso não é pouco. Num mundo onde os produtores de arte cada vez mais se rendem a modismos, a fórmulas mágicas que nivelam tudo por baixo para que mais gente compre, encontrar quem se mantém fiel a seus princípios é uma raridade. E fui encontrar esse atributo justamente num grupo de roqueiros malucos, que usam signos infernais para provocar seu público. Basta ver a reação das plateias em seus shows... Ouça o Café Brasil 800, mas tome cuidado. Não ouça por ouvir, prepare seu espírito para enfrentar 60 minutos de adrenalina, ouvindo um rock como não se faz mais. Garanto que por algum tempo você conseguirá esquecer desta loucura toda que andamos vivendo. E hoje em dia, isso não é pouco.     No Youtube: https://youtu.be/m7YjdnrLcWk   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 17, 20217 min

Ep 800Cafe Brasil 800 - The devil in my fingers

Olha: há um bom tempo, mas um bom tempo mesmo,  eu queria fazer um Café Brasil sobre rock. Puro rock. Eu já tinha feito aquele O diabo é o pai do rock, mas eu queria mais. Eu queria ir um pouco mais longe. Eu confesso que tenho alguma dificuldade quando me perguntam qual a banda de rock que eu prefiro. Rolling Stones? Beatles? Led Zepellin? Quem sabe o Grand Funk ou The Who? Já ouvi tudo desses caras e eu tenho ele nas minhas playlists. São bandas que, ao ouvir o primeiro acorde, eu paro o que estou fazendo para curtir. Mas aí me chegou um pedido muito especial e eu resolvi atender em alto estilo. Olha, este não será um programa para ser ouvido de qualquer jeito em qualquer lugar. Tem de estar na vibe. Hoje é rock´n roll, brother! Segure-se. Link para a promoção NUvemShop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 15, 20211h 8m

Ep 446Cafezinho 446 - Competência Moral

Em viagem aos Estados Unidos, um conhecido foi assistir com o filho a um jogo de basquete da NBA em Orlando, na Amway Arena. Ainda no Brasil. comprou os ingressos pela internet e embarcou para Nova Iorque. No dia de ir para Orlando, uma nevasca impediu o voo e eles perderam o jogo. E ele conformou-se. De volta ao Brasil, surpreso, recebeu um email da Amway Arena perguntando por que ele não foi ao jogo. Mais surpreso ainda ficou quando responderam que o ingresso incluía um seguro para casos assim. “O senhor gostaria de utilizar o seguro?” Ele concordou e recebeu pelo correio um cheque de cerca de 120 dólares. Putz! Para nós que temos de sair no tapa para tirar o bicão da nossa cadeira numerada nos principais estádios do Brasil, que custou uma pequena fortuna; que temos de usar um banheiro imundo; que pagamos uma nota para um guardador de carros não riscar nosso automóvel; que corremos risco de vida a cada vez que vamos a um estádio, o relato do meu conhecido é peça de ficção. Essa história tem muito a dizer sobre a competência técnica e profissional dos norte-americanos. Mas sabe o que realmente me chamou a atenção? Foi o que eu chamo de “competência moral.” Alguém tomou a decisão moral de ressarcir quem foi prejudicado, o que de certa forma é de se esperar. Mas a verdadeira profundidade da decisão moral foi: não vamos esperar que a pessoa reclame, vamos nos antecipar e avisar que ela tem direitos e perguntar se quer valer-se deles. Você consegue imaginar uma situação assim aqui no Brasil?  Deixe de lado a questão estrutural, se temos ou não computadores e gente capaz para implementar um processo idêntico. Concentre-se na pergunta que realmente interessa: temos a competência moral para respeitosamente avisar a pessoa que ela tem um direito? Ou vamos optar pelo velho: “Deixa quieto. Ele nem vai perceber...”? Pois é. Competência técnica e profissional tem jeito, o dinheiro pode comprar. Mas competência moral, ah, isso vem lá de um lugar que o dinheiro não alcança. Por isso vai demorar um pouco pra gente chegar lá.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=tvpxtY8-ixE   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 13, 20217 min

Ep 445Cafezinho 445 – Sobre obedecer ordens

O espetacular documentário Get Back, de Peter Jackson, mostra imagens inéditas dos Beatles, e é para ser saboreado segundo a segundo. Para quem ama a banda, é uma viagem no tempo. Um dos momentos mais interessantes é o registro do show dos Beatles em 30 de janeiro de 1969, no terraço da gravadora Apple em Londres. Seria o derradeiro show da banda, que logo em seguida se separaria para sempre. No auge da performance, um grupo de policiais chega ao terraço. E interrompe o show. Ray Shayler, policial que na época tinha 25 anos e comandou o grupo que interrompeu o show, disse assim recentemente: “Eu não parei os Beatles. Apenas sugeri que seria uma boa ideia que eles não continuassem. Sempre tentei resolver os problemas sem prender as pessoas ”. Entendeu a resposta dele? "Eu só obedeci as ordens" Pois é. Dá para levar essa reflexão muito longe. Quem já leu Anna Arendt sobre a banalidade do mal sabe até onde essa justificativa pode chegar. O psicólogo norte americano Philip Zimbardo, chama de Efeito Lúcifer o processo de transformação do ser humano, que leva pessoas comuns - e boas - a executar atos nocivos a outras pessoas. Simplesmente por parar de pensar e "obedecer ordens". Políticos, gurus, influencers, líderes de empresas, religiosos, mestres que têm o poder da oratória e dão a suas missões um caráter heróico, são capazes de produzir o Efeito Lúcifer. Aquele policial, meio século atrás, só parou a última apresentação de uma banda. Mas ajuda e entender muito do que está acontecendo com a humanidade.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=k7fAtztZR6g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 10, 20216 min

Ep 799Café Brasil 799 - essa tal meritocracria

Meritocracia, meritocracia... meritocracia... como tem gente que fala mal da meritocracia, cara. A maioria porque não sabe até hoje o que é. Eu já tratei a respeito do assunto em outros programas, na verdade foram três em sequência, os Café Brasil 460, 461 e 462. Mas o tema continua quente. Eu vou aproveitar hoje um artigo de um autor norte americano para voltar ao assunto. É indispensável. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 8, 202129 min

Ep 444Cafezinho 444 - Congestão mental

Há um vídeo muito interessante de Rubem Alves, se não me engano no programa Provocações, em que ele conta um caso e faz uma reflexão preciosa: “Eu estava na porta de um restaurante, quando dois senhores se aproximaram de mim com alguma coisa na mão e eu imaginei logo que deveriam ser Testemunhas de Jeová ou algum grupo religioso que queria me vender o seu Deus. Aí eles me fizeram a seguinte proposta: o senhor quer ler em vinte minutos um livro de trezentas páginas? Eles eram vendedores daquela praga que é a leitura dinâmica. E eu disse: mas os senhores estão loucos completamente porque ler Guimarães Rosa em meia hora, não é possível, porque o prazer quer tempo, prazer rápido, só galo e galinha, que tem … eles ficaram assustadíssimos. Eu comecei a falar: vamos ouvir a Nona sinfonia em dez minutos, o que é que o senhor quer? O prazer demanda tempo. Então, a gente tem que gastar tempo, porque a vida é pra isso. É pra gastar tempo. Quando a gente fala que está ganhando tempo, na realidade a gente não está ganhando tempo, a gente está é estragando o tempo.” O prazer demanda tempo... Eu tenho uma cachorrinha que, por conta de problemas hormonais, passa o dia inteiro pedindo comida. Se ela tiver comida quando quiser, vai explodir. E quando alguém corta um pedacinho de um bife e joga para ela, a cachorra engole sem nem mastigar. E eu olho para aquilo espantado... cara, a cachorra não saboreia a comida. Ela só come. Eu fico alucinado quando as pessoas dizem que ouvem meus podcasts na velocidade de uma vez e meia ou duas vezes, para poder ouvir mais conteúdo em menos tempo. Cara, é igualzinho minha cachorra. Fazendo assim, matam todo o trabalho de edição, as pausas, os climas, as músicas. Fala a verdade, quanto de alimento intelectual você consegue entuchar em sua mente, antes de provocar uma congestão mental?   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=k7fAtztZR6g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 6, 20217 min

Ep 443Cafezinho 443 –  O crime nosso de cada dia

No cafezinho de hoje, vou ler uns trechos de algumas notícias recentes dos Estados Unidos. As tradicionais vitrines de Natal, que eram uma festa na Union Square em San Francisco, Califórnia, este ano são tábuas protegendo as lojas de ataques. No mais chocante dos roubos recentes, cerca de 80 homens mascarados em 25 carros assaltaram uma loja de departamentos Nordstrom em Walnut Creek, leste de São Francisco, Califórnia, levando mercadorias de luxo do primeiro andar e escapando em alguns minutos. Lojas das redes de varejo Target e Walgreens estão fechando unidades ou reduzindo seus horários de funcionamento na Califórnia, por conta de um aumento no número de pequenos furtos de produtos das prateleiras.   Em São Francisco, onde há mais registros da ação desses criminosos, muitas lojas que fechavam às 22h todos os dias agora estão baixando as portas entre 17h e 18h para diminuir os prejuízos com a ação de criminosos. A polícia, sobrecarregada com o aumento de casos de assassinatos e outros crimes violentos, "simplesmente não consegue acompanhar" o volume de mercadorias roubadas e as pessoas que as revendem. Com medo de serem acusados por agressão ou algum tipo de preconceito, os seguranças apenas observam e gravam as imagens de pessoas que entram nas lojas, enchem as sacolas de produtos e saem sem pagar e sem serem importunadas. O que acontece nos EUA não é uma doença, mas o sintoma de uma sociedade doente. E os Estados Unidos somos nós, amanhã.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=AiaP4rWEVS0   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 3, 20217 min

Ep 798Cafe Brasil 798 - Raciocinios perigosos revisitado

O Café Brasil de hoje é a releitura de um programa de 2012, mas que se torna absolutamente necessária. Vamos tratar de algo que falo há tempos: a necessidade da gente conhecer não só o que acontece, mas por que acontece. A maioria das pessoas acha que estar bem informada basta, mas é preciso mais que isso para quem não quer ser apenas um refém de quem sabe como manipular a informação. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 1, 202128 min

Ep 442Cafezinho 442 – Por que cultura é boa?

A cultura é boa porque é através dela que manifestamos nossa inteligência. Diferente dos animais, que vivem do meio, os seres humanos criam o meio. E é essa capacidade de criar que nos faz todos iguais, embora ao mesmo tempo nos faz tão diferentes, já que cada um cria sua própria cultura. E a soma dessas culturas diversas é que nos faz o que somos. A cultura é boa porque nos torna mais ricos. Nossos sistemas de crenças, padrões de conduta, princípios e formas de vida derivam da cultura, que é a soma de todas as formas de arte, de amor e de pensamento. Uma soma que permitiu que os seres humanos sejam mais livres. A cultura se relaciona com o desenvolvimento de nossas atitudes, ao esculpir nossos valores e influenciar a forma como vivemos. A cultura é boa porque nos orienta na forma como vemos o mundo e modela nossas atitudes. Quando rotulamos algo como bom ou mau, ou bem ou mal, usamos nossas ideias preconcebidas. E a cultura à qual pertencemos determina a estrutura de nosso pensamento e influi imensamente em nossas percepções e na construção de ideias preconcebidas. A cultura é boa porque nos prepara para compreender a sociedade na qual vivemos. As ideias que temos enraizadas na mente são nosso instrumento para compreender o mundo. A cultura do brasileiro nos dá flexibilidade para sair das saias justas. A cultura do alemão dá racionalidade e frieza para julgar sem emoções. A cultura do chinês dá a capacidade de pensar a longuíssimo prazo. A cultura é boa porque influencia diretamente a forma como nosso cérebro processa a informação. A cultura nos dá identidade e nos ajuda a forjar nosso caráter. Os valores que compartilhamos em nossas comunidades e grupos sociais nos dão o sentido de pertencimento a um grupo. Por que a cultura é boa? Porque nos une e dá a sensação de segurança, da proteção de pertencer a um grupo.   No Youtube: https://youtu.be/6_PjW0z2_Lw Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 29, 20216 min

Ep 441Cafezinho 441 – Qual cultura é melhor?

No cafezinho anterior, no qual falei de alta e baixa cultura, terminei perguntando: qual das duas é a melhor?   Depende. Se eu estiver em Salvador, num daqueles resorts maravilhosos, na beira da piscina, com uma caipirinha nas mãos, vou curtir um axé sim senhor. Vou relaxar com a baixa cultura e sair feliz, relaxado, descansado e fisicamente aliviado. Mas se eu estiver no Auditório Ibirapuera assistindo a um show d’ Os Mulheres Negras, estarei ligado e atento para não perder as referências a outras músicas, os lances de ironia, a interação entre os integrantes da banda. E a cada vez que eu perceber um detalhe, eu sentirei uma pequena vitória. E sairei de lá intelectualmente feliz, certamente maior do que entrei. Sacou? Cultura tem a ver com o contexto no qual você escolhe estar. Repare que eu usei o termo ESCOLHE. Cabe, portando, a cada um escolher o tipo de cultura que melhor atende à demanda daquela hora e lugar. A baixa cultura não pode eliminar a alta cultura. Quem curte a baixa cultura não deve ser esnobado por quem curte a alta cultura. E vice-versa. A baixa cultura faz crescer a bunda, melhorar o gingado, ficar com alguém e se divertir um bocado, o que é muuuuuito bom. Mas é pouco. Quem escolhe apenas a baixa cultura, limita seu crescimento intelectual. A alta cultura me obriga a desenvolver o intelecto, a compreender melhor o mundo, a fazer escolhas mais sofisticadas e a aproveitar oportunidades que não se encontram com a bunda. A alta cultura me ajuda até mesmo a escolher a baixa cultura que vou consumir, sacou? Mas quem escolhe apenas a alta cultura provavelmente se transformará num chato, mal humorado e antissocial. Sacou? É tudo uma questão de escolha. E daquela palavrinha que eu adoro usar: equilíbrio.   No Youtube: https://youtu.be/oa7rZE8kWaA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 26, 20217 min

Ep 797Café Brasil 797 - Bora pra retomada com Lucia Helena Galvao

Tenho feito uma série de lives que chamei de ‘Bora pra retomada, com a ideia de refletir sobre o que aprendemos com a pandemia e como nos preparar para o futuro. Uma das convidadas foi Lucia Helena Galvão, que é professora de filosofia e poetisa. Navegar por ética, sociopolítica, simbologia, história da filosofia, entre outros assuntos, sempre amarrados com o conceito de retomada. Uma conversa adulta, rica e fortemente reflexiva. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 24, 20211h 1m

Ep 440Cafezinho 440 – Alta e baixa cultura

Você sabe a diferença entre alta e baixa cultura? Vamos a um exercício usando o extinto Domingão do Faustão. Situação um: Faustão leva em seu programa as rainhas da bateria das escolas de samba para eleger a que tem a melhor bunda. Conteúdo do objeto cultural: alguma noção de estética bundal. Esforço mental para a compreensão: nenhum. Pouco conteúdo, nenhum esforço exigido. É baixa cultura. Situação dois: Faustão leva as duas rainhas para escolher a que tem mais samba no pé. Conteúdo do objeto cultural: noções de dança, estética, harmonia, habilidade. Esforço para compreensão: pouco. Algum conteúdo e pouco esforço mental exigido. Situação três: Faustão leva um médico para falar de como o corpo das rainhas mudou com o tempo e o que isso implicará na saúde delas, todas bombadas. Conteúdo: médio. Serão dadas noções de medicina, de causa e consequência, de hábitos saudáveis para a saúde. Esforço mental para compreensão: médio. Situação quatro: Faustão leva um filósofo para falar da exploração do corpo feminino no carnaval, sob o ponto de vista moral e ético. Hummmm… Conteúdo do objeto cultura: noções de filosofia, de vida em sociedade, de antropologia. Pode ser alto. Esforço mental para compreensão: alto. Provavelmente boa parte da plateia ficará com cara de ué… Sacou? Quatro situações dentro do mesmo programa popular que pode ser considerado “baixa cultura”, com conteúdos e esforços diferentes para serem compreendidos. Cultura é coisa dinâmica, não dá para passar a régua e tirar a média… Para mim “alta cultura” é aquela que me leva para um degrau mais alto. Que traz conteúdo nutritivo, que me ensina, que contribui para ampliar meu repertório e proporcionar que eu tenha uma visão cada vez mais ampla do mundo. Alta cultura é aquela que exercita o meu cérebro, que me provoca, incomoda e me dá satisfação intelectual. Me faz crescer intelectualmente. Baixa cultura é aquela que me faz bater o pé, mexer a bunda, gargalhar, sentir asco ou atração física, usar meus sentidos animais sem grandes preocupações intelectuais. E intelectualmente que me deixa exatamente onde estou.   Qual das duas é a melhor?   No Youtube: https://youtu.be/QUiy10VNvVM     Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 22, 20217 min

Ep 439Cafezinho 439 – O melhor investimento da Black Friday

Chegamos a mais uma Black Friday. A globalização de um evento como esse está conectada ao rápido desenvolvimento da Internet e à expansão do E-commerce. Desde o começo dos anos 2000, as lojas e mercados online como a Amazon mudaram drasticamente a forma como fazemos compras. Hoje você compra o que quiser, sentado confortavelmente em seu sofá. E se bobear ainda visita ainda experimenta virtualmente o produto. A experiência do cliente e a transparência de preços está motivando os varejistas a lançar promoções cada vez mais cedo. A Black Friday se transformou numa semana, se não num mês. E as empresas lançam promoções cada vez mais cedo para capitalizar a participação de mercado e capturar a demanda. E uma coisa é comprar um televisor. Outra é adquirir cultura! Um produto que uma vez adquirido, você pode gastar à vontade que não acaba mais. É por isso que nós do Café Brasil, estamos aproveitando para fazer nossa primeira promoção da Black Friday! Se você ainda não é assinante da nossa Netflix do conhecimento, a hora é agora!!! Até o final de novembro, você pode fazer uma assinatura do Plano Anual do Café Brasil Premium com 50% de desconto! Isso mesmo, 50% OFF no plano Premium Anual! E ainda pode dividir o pagamento em 12 parcelas de R$18,00. Não dá nem uma pizza com guaraná por mês! E o que você compra com essa assinatura é co-nhe-ci-men-to! Que uma vez adquirido, pode gastar à vontade que não acaba! Este é o link http://cafebrasil.me para o melhor investimento que você fará nesta Black Friday!   No Youtube: Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 19, 20216 min

Ep 796Cafe Brasil 796 - Maiorias irrelevantes

Outro daqueles acidentes estúpidos vitimou mais uma jovem, desta vez a cantora Marilia Mendonça, e mais quatro pessoas que estavam no avião. Jovens não foram feitos para ir embora tão cedo. Mas a amargura que senti, que é o que nos torna humanos, parece que não atinge um certo tipo de gente, capaz de destilar o seu ódio mesmo diante de tamanha comoção. O programa de hoje trata de umas certas minorias que tornam as maiorias irrelevantes. O link exclusivo para a promoção NuvemShop Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 17, 202128 min

Ep 438Cafezinho 438 – O homem cordial

Uma amiga me conta que foi a uma farmácia comprar um creme que estava na área de maquiagem. A atendente pegou o produto e se dirigiu a um computador para verificar preço e outras informações. E minha amiga passou a ser atacada por mulheres por “ser patricinha e furar a fila”. Não adiantou a atendente dizer que era do setor de maquiagem estava apenas consultando uma informação, quem estava na fila dos remédios passou a ofender as duas. Uma situação tão absurda que minha amiga ficou sem ação. Na sequência recebo uma matéria dando conta de que no jogo Santos e Palmeiras um garoto de 9 anos, da torcida do Santos, pediu a camisa do goleiro reserva do Palmeiras, que a tirou e jogou para o garoto. Se não houvesse intervenção da Polícia Militar o garoto e seu pai teriam sido linchados por torcedores do Santos. Tiveram de sair do estádio escoltados. E o garoto está sendo trucidado em redes sociais, mesmo tempo pedido desculpas e afirmado que é Santista, mas tem ídolos em diversos times. O que é que está acontecendo com a sociedade? Que ela está doente, não existe a menor dúvida. Mas o que assusta é que aquela agressividade dos valentes de redes sociais, parece que está indo para as ruas. Todo mundo nervoso, procurando uma válvula para aliviar suas dores e angústias e descontando no próximo seu ódio cego. Não importa o motivo.   Chegamos finalmente à essência do “brasileiro cordial”, que Sérgio Buarque de Holanda definiu em seu livro Raízes do Brasil. Aquele “cordial”, não tinha a ver, como muita gente pensa, com simplicidade, amabilidade e gentileza de uma pessoa. Com o brasileiro bonzinho, camarada e amoroso. Sérgio Buarque criou o conceito se referindo à raiz latina cordalis, que significa "relativo ao coração". Brasileiro Cordial é aquele que age conforme a emoção, e não a razão. Tome cuidado com ele.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Va6BRDzcO6k   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 15, 20216 min

Ep 437Cafezinho 437 – O MDC – Mínimo Divisor Comum

Tem gente que adota o Mínimo Divisor Comum, uma versão do MDC, Máximo Divisor Comum que você aprendeu nas aulas de matemática. O Mínimo Divisor Comum é o máximo de simplificação a que posso chegar numa informação. Quanto posso eliminar de ironia, segundos sentidos, sujeitos ocultos, citações, referências e informações que exijam alguma ginástica cerebral? Sim, porque se complicar, ninguém vai querer consumir. Esse é o método utilizado pelos políticos ao se dirigir à população: a infantilização dos discursos, a redução das questões ao mínimo divisor comum, a absoluta falta de provocação ao pensamento crítico. É como Lula explicando o problema do aquecimento global porque o planeta é redondo ou José Serra explicando a gripe A porque os porquinhos espirram: a infantilização do debate, tratando os interlocutores como imbecis. Mais que isso, apontando para uma atitude: se seu interlocutor é um imbecil, seja também um imbecil. O resultado é isso que vemos por aí: o empobrecimento dos discursos, discussões rasas e sem qualquer capacidade de nos excitar intelectualmente. Excitam pela treta, pelas brigas, pela exuberância na forma. Mas no conteúdo, é uma pobreza só.   “O mundo divide-se em pessoas boas e más. As boas têm um sono tranquilo. As más divertem-se muito mais.” Essa frase é de Woody Allen. Se você não sabe quem é Woody Allen, ou se sabe, mas não conhece a obra dele, não vai sacar a ironia. E só ficará com a superfície da citação. Entendeu? O Mínimo Divisor Comum é instrumento de mediocrização. Tô fora.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=e1QBvwEm5Jk   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 12, 20214 min

Ep 795Cafe Brasil 795 - A Black Friday

Uma vez ouvi que a origem do apelido Black Friday seria porque era um período do ano em que as margens de lucro dos varejistas finalmente eram escritas com a tinta preta dos lucros, depois de um ano de tinta vermelha das perdas. Embora seja verdade que os varejistas historicamente registraram suas perdas e lucros em vermelho e preto, esta versão da origem da Black Friday, na verdade, é imprecisa. Vamos ver do que se trata. E aproveitar pra anunciar a Black Friday do Café Brasil. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 10, 202128 min

Ep 436Cafezinho 436 – Os influenciadores

Pessoas que são chamadas de “influenciadores” não têm esse título por acaso. São assim chamadas porque realmente influenciam outras pessoas com seus modos de vida, suas escolhas, os produtos que consomem, os conteúdos que distribuem. Os influenciadores digitais, por exemplo, atuam em todos os níveis, do Youtuber que come barata ou que faz apologia à violência ao filósofo blasé com seu charuto distribuindo conselhos sobre como viver uma vida plena. Algum desses influenciadores vai impactar o seu dia a dia, a sua vida, mesmo que você seja uma pessoa esclarecida, que sabe o que quer. Se você está lendo/ouvindo este Cafezinho, por exemplo, está sendo influenciado por mim. No mínimo, ao decidir onde aplicar seu tempo de vida, percebe? Onde é que você está aplicando o recurso mais limitado de que você dispõe: seu tempo de vida? Esse só dá para gastar, não dá para conseguir mais, aumentar ou guardar pra depois. Por isso, é tão importante escolher quem são as pessoas que você deixará entrar em sua área de influência. Por exemplo, uma esposa ambiciosa, no sentido bom do termo, empurra um marido acomodado para a frente. Um namorado culto faz subir a barra da namorada que só curte funk. Mas o contrário também pode acontecer. Avaliar essas relações é fundamental, e talvez você descubra que precisa romper algum laço com quem lhe influencia para poder mudar este estado de coisas. E esse “romper um laço” não significa necessariamente terminar um relacionamento, pode ser simplesmente deixar se se submeter às rotinas e vontades do outro, sacou? Mas em todos os casos, implica numa escolha. Você precisará abrir mão de algumas atividades, alguns compromissos, algumas pessoas... É, eu sei que dói...   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=kuXfCIUf7RA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 8, 20215 min

Ep 435Cafezinho 435 – Tá bom assim

“Tá bom assim”. Acho que isso é uma das coisas que mais ouvi na vida. Eu mesmo já me peguei agindo no “tá bom assim”. Mas este é um tema que merece muito cuidado. Definir o limite é uma arte que desenvolvemos com o tempo. Até onde investir, quanto mais insistir, quanto é, afinal, bom o suficiente? Quando não sabemos, podemos ultrapassar a linha do “suficiente” e fazer muito além daquilo que é percebido pelos outros. Isso significa custo extra. Por outro lado, existe um “cliente interior”, que mora dentro de nós e que, muitas vezes, é mais exigente que qualquer outro. E nos obriga a insistir até ficarmos satisfeitos. Recentemente, recebi dois amigos palestrantes para gravar um vídeo em meu estúdio. Acabei dirigindo o vídeo. Gravamos a primeira, a segunda e a terceira vez. Fomos assistir à gravação na ilha de edição, eles adoraram e eu disse: “vamos gravar de novo?” E lá fomos nós de volta para o estúdio, fazer tudo outra vez. Para mim podia melhorar. E, depois de gravarmos de novo, ainda fiquei insatisfeito, mas aí já havia ultrapassado o limite de tempo e investimento. E quase ninguém notaria as melhorias que eu achei que devia fazer. Meu “tá bom assim” é diferente do de meus amigos. Outro exemplo são os sumários de livros que distribuo para meus assinantes. Quando desenvolvi a ideia, entreguei para uma agência fazer o produto final, o PDF. Saiu lindo, cheio de trique-triques, corzinha, imagens, letrinhas... E demorou mais de uma semana para ficar pronto. Na segunda vez, puxei para mim a atribuição de elaborar o PDF. Criei um padrão e deu certo, em relação àquilo que eu queria. Escrevo o texto, mando para revisão, em seguida corrijo e salvo direto no padrão do PDF. Podia ficar mais bonito? Sim. Mas o importante neste momento é a capacidade de escrever e publicar em 24 horas. Um dia terei estrutura para deixar bonitinho... Esse exercício deve ser diário e constante: qual é o limite de qualidade de nosso trabalho? Qual é o ponto a partir do qual investir passa a ser apenas agregar custo?     No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=peSxgOXjLBc   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 5, 20215 min

Ep 794Cafe Brasil 794 - O paradoxo da tolerancia

.Eu acho que você concorda que para ter uma sociedade justa que aceite a diversidade, bem como a liberdade de expressão e opinião que venham com essa diversidade, devemos praticar a tolerância, não é? E a tolerância é entendida como permitir ou aceitar as ações, ideias ou as pessoas com as quais discordamos, não é? Pois é. Mas e as pessoas que não querem aceitar os outros de quem discordam? Devemos tolerá-las? Esse é o Paradoxo da Tolerância. O link exclusivo da promoção Nuvemshop : Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 3, 202125 min

Ep 434Cafezinho 434 – O valor percebido

De quando em quando recebo feedbacks de gente que se incomoda quando eu digo “eu” isso “eu” aquilo, especialmente no Podcast. Muitos brasileiros têm um problema imenso quando percebem que alguém pode estar “se achando”. Confundem segurança com soberba, odeiam achar que um indivíduo possa provocar mudanças. Quando aparece no jornal a notícia que o Zé, aquele cara simples, que você conhece, cheio de defeitinhos, fez algo fora do comum, descobriu a cura de uma doença, lançou um livro de sucesso, inventou um produto revolucionário, foi indicado para um alto cargo numa empresa, foi escolhido Papa, você surta. Os pobres de espírito, por inveja. Os demais, por surpresa. Talvez como reflexo de uma criação cristã, somos ensinados desde crianças que o que vale é o grupo, o nós, o todos, os santos, o governo, nunca o “eu”. Se por um lado isso é bom para baixar a bola de quem realmente se acha e para estimular o trabalho em equipe e a cooperação, por outro é um poderoso desestimulador da iniciativa individual. Como posso ser um empreendedor sem acreditar em meu “eu”? Temos uma cultura de botar o indivíduo para baixo que, no fim, acho que explica um pouco do famoso complexo de vira-latas. Falta ao brasileiro acreditar em si, em sua capacidade de fazer acontecer e, fazendo, contar que fez. Com orgulho, de boca cheia! Não há mal algum nisso, desde que você o faça de modo respeitoso. Acreditar em si gera autoconfiança, dá coragem de dar um passo além, de conquistar mais e, por consequência, influenciar mais os outros. Vai lá. Aproveite que ninguém está olhando, mire-se no espelho e diga: “eu sou foda!”. Tá pensando que é auto ajuda, né? Não. É só um pouquinho de autoestima. Se você não achar que é foda, quem achará por você?   Criar valor e fazer com que percebam   Isca: Só é valor se for percebido   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=zBslNNX5hkU   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 1, 20216 min

Ep 433Cafezinho 433 – A força que desequilibra

Tempos atrás escrevi que Isaac Newton disse que “um objeto que está em repouso ficará em repouso até que uma força desequilibradora atue sobre ele.” É a Lei da Inércia, que se aplica a nossas vidas: quando encontramos uma zona de conforto, é lá que, inertes, permanecemos. O curioso é que a maioria das pessoas nem percebe que está inerte. Olha só: a coisa que você mais faz em seu dia a dia é repetir o que você fez no dia anterior. Você acorda igual, toma café igual, se veste igual, vai pro trabalho ou para a escola pelo mesmo caminho, almoça nos mesmos lugares. A maior parte de sua vida é consumida com repetições, até que uma força desequilibradora tira você desse ciclo. Uma demissão. Uma promoção. Uma desilusão amorosa. Uma tragédia. Enquanto a força não surge, ficamos ali repetindo, repetindo, repetindo… Não esperar que essa força desequilibradora surja espontaneamente, mas provoca-la é o que se chama criação deliberada da mudança. Tudo que nosso lagarto interior quer é lagartear ao sol. - Não me encha o saco, não me atrapalhe. Mudanças são ameaças, me deixe em paz! E assim resistimos às influências externas pela mudança. E de repente nos vemos dentro do ambiente profissional onde “mudar” não é uma opção, é sobrevivência. Coitado do lagarto... Aí, o caminho a seguir é o do Triplo A: Primeiro a aceitação: se a mudança não ameaça sua capacidade de execução, aceite-a sem resistir ou argumentar. Depois o ajuste: faça as mudanças necessárias em seus hábitos e atividades E por fim, a adaptação: pronto. Seu comportamento pode mudar da forma desejada. Sacou? Aceitação. Ajuste. Adaptação. E depois a criatividade e toda energia aplicada em fazer com que a mudança, já que inevitável, seja para melhor. Não parece fácil?   criação deliberada da mudança Isca: Seja você a força que desestabiliza No Youtube:   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 29, 20215 min

Ep 793Café Brasil 793 - LiderCast Antonio Chaker

Link para a NuvemShop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil    Hoje bato um papo com Antônio Chaker, que é o zootecnista, mestre em Produção Animal e que atua há mais de 20 anos em projetos de desenvolvimento de equipes e ampliação da gerenciabilidade e lucro em empresas agropecuárias. O Chaker é um profundo conhecedor do agronegócio e neste papo vamos tirar algumas dúvidas sobre gestão, empreendedorismo, educação e, é claro, particularidades do agro. Não importa se você não é do agro. Aqui tem lições de empreendedorismo que são fabulosas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 27, 20211h 33m

Ep 432Cafezinho 432 – O vencedor

Tem um filme ótimo chamado SICÁRIO, com a Emily Blunt e o Benício del Toro, onde há uma cena semelhante às que aparecem em dezenas, milhares de outros filmes: o bandido mora em sua mansão, jantando com a família e curtindo sua riqueza, não importa que para isso tenha destruído outras famílias. Para ele não existem questões morais, manda quem pode, quem tem mais força, obedece quem tem juízo. Aquele bandido conquistou seu propósito: garantir uma vida confortável para sua família. E jamais se questionou sobre o que fazer para chegar lá. Para ele não existe certo e errado, existe sucesso ou fracasso. Sobre vencedores e fracassados, ouvi uma comentarista falando sobre a corrida presidencial dos Estados Unidos, quando Donald Trump, que durante muito tempo foi uma piada, despontou como um provável candidato dos republicanos à sucessão de Barak Obama. Perguntada sobre como é que um candidato desbocado, preconceituoso, beligerante e grosseiro conseguiu aquele sucesso, ela respondeu de forma simples e brilhante: “- O povo não está se importando com o que ele diz ou deixa de dizer. Ninguém quer saber o que o Trump pensa ou deixa de pensar. O que  importa é que ele é um vencedor. É isso que as pessoas vêem: um vencedor.” E é por isso que Trump recebeu mais de 50 milhões de votos, derrotando Hillary Clinton. Percebeu? As pessoas não se importam com o que você diz, desde que você seja um vencedor. Esse parece ser o padrão moral e ético de nossa sociedade, não importa qual partido, cor, religião você tenha, desde que você pareça um vencedor. Isso não parece pobre?   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=F2uv56LkpX4   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 25, 20217 min

Ep 431Cafezinho 431 - Sobre Egosidade

Descobri o que acontece com aquela gente enfática, que sabe de tudo e sobre tudo, que tem certezas definitivas. É uma doença provocada por uma bactéria chamada Tenhus Certezae Dittudus, que atualmente é disseminada principalmente pelas redes sociais. A doença chama-se egosidade, e caracteriza-se por um ego gordo, que se manifesta em quatro fases: a inicial, a progressiva, a última fase e a mórbida. Na inicial, o indivíduo se acha, mas não tem certeza. Na progressiva, ele se acha e tem quase certeza. Na última fase ele se acha, e tem certeza. E na mórbida, ele nem se acha, só tem certezas. A cura para a egosidade está na compreensão de que ninguém precisa estar certo todo o tempo. Que a sua verdade pessoal não é universal. E ela, a cura, chega através de exercícios, o principal deles o da humildade de dizer: “Eu não sei” e “Eu me enganei”. Egosos mórbidos simplesmente não conseguem dizer essas expressões. Acham que assim estarão admitindo que falharam, que não são tão bons quanto parecem. Quem já se livrou da egosidade sabe que essas duas afirmações são libertadoras. Para o egoso mórbido, “mudar de ideia” passa a impressão de incerteza, falta de liderança, insegurança, falta de confiança e até mesmo fraqueza de caráter. Afinal, gostamos mesmo é de gente segura! Como se o mundo fosse linear, como se houvesse claramente o preto e o branco, o certo e o errado, um ou outro, sem ambiguidade, todo o tempo! Mas não é assim. “Não sei” e “Me enganei” induzem a uma certa vulnerabilidade de pensamento que faz o egoso compreender que não precisa estar sempre certo e não deve se envergonhar por estar errado. Quando isso acontece, o egoso ganha poder, deixa de se preocupar com o que os outros vão pensar dele, experimenta, explora, aprende e cresce. E desegosa. O nome disso é liberdade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 22, 20217 min

Ep 792Cafe Brasil 792 - Solte o belo!

Link para a Nuvemshop:  https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil Imagine-se num restaurante. Dois chefs trazem para você o mesmo prato sofisticado... um deles traz o prato decorado, harmônico, colorido. O outro traz uma massa disforme, cinza. Você sabe que o sabor de ambos é maravilhoso, qual dos dois você escolhe? A beleza existe? Ou é só coisa da nossa cabeça? E se existe, qual a importância dela para nossa vida?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 20, 202135 min

Ep 430Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia

Vivemos no Brasil, um país formado por desiguais, por índios que já se matavam antes da chegada dos europeus e africanos. Um país que combina religiões, culturas, valores e convicções totalmente diferentes em sua formação. E que se orgulha disso! Sempre tratou a diferença como algo comum. E o que nos faz fortes são justamente as nossas diferenças. Somos o país da diferença. E, no entanto, estamos sendo conduzidos para o confronto entre os diferentes. Ame os da sua tribo, os da sua cor, os da sua classe, os da sua tendência sexual, os do seu tamanho, os do seu gênero. E libere seu instinto da morte para os diferentes. Essa necessidade excessiva de sentir simpatia ou ódio extremos, chama-se Transtorno de Personalidade Histriônica, um dos nomes da histeria. Somos um país construído na diferença. E a relação entre os diferentes em que ocorre benefício para todos, só pode acontecer se houver o reconhecimento dessa diferença. Quando essas diferenças são transformadas em bandeiras, a relação entre os diferentes passa a ser de confronto. A minha cultura, a minha verdade, é melhor e mais importante que a sua, sacou? E surgem então os mimimis por apropriação cultural, pela dívida histórica e outras bobagens. Quando isso acontece, o corpo morto da vereadora, por exemplo, deixa de ser um elemento de vergonha por nossa condição de ser humano brutal, para se transformar na fria ferramenta de luta pelo poder. Os radicais que discursam a favor desse separatismo social, instigando o instinto da morte e cegos pela histeria política, não fazem ideia dos demônios que estão invocando… Gritaria ideológica em rede social, sustentada em achismo sobre as motivações do crime, não passa de liberação de instinto de morte e de histeria política. Que não leva a nada além de mais histeria. E ainda dá palanque pra maluco.   Isca: Diferença tem de ser qualidade   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Wzni6bjJXGM   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 18, 20217 min

Ep 429Cafezinho 429 – Minha tribo

O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua tribo. E quem abraça causas de outra tribo, se transforma nos tais “eles”, aqueles agentes “do mal” que precisam ser exterminados, pois ameaçam nossa tribo, a tribo de gente “do bem”. Sigmund Freud escreveu que para explicar o comportamento humano, deveríamos classificar os instintos em duas classes: os instintos de vida e os instintos da morte. Influenciado pela carnificina da I Guerra Mundial, que matou aproximadamente 9 milhões de pessoas entre 1914 e 1918, Freud concluiu que deveria existir, além dos instintos da vida – o sexual e o da autopreservação – uma força demoníaca, um tal instinto da morte. O que, afinal, fazia com que as pessoas deixassem de lado o instinto da vida para apelar para o instinto da morte, nele inclusas a ofensa e a agressão? No mundo de hoje, complicadíssimo e incompreensível, é natural que as pessoas que se sintam incapazes, impotentes, abandonadas ou ofendidas – e portanto, inseguras – se tornem iradas e submetidas aos argumentos simplistas dos demagogos. Com as mídias sociais, então, meu… É então que nos deparamos com um paradoxo: para superar seus medos, as pessoas se submetem às mais perigosas lideranças, àquelas que prometem a elas o poder que lhes foi subtraído. Deixe-me usar o termo da moda: àquelas que prometem o empoderamento. Sentir-se parte da tribo que luta pelo bem, dá a ilusão de superioridade sobre os outros grupos, tratados como inferiores. Você sabe como é? Você pensa diferente de mim, portanto deve ser inferior a mim. E tome tiro, porrada e bomba. E os demagogos partem para criar e cultivar inimigos, a prometer o céu, a paz, a harmonia, enquanto apedrejam os “eles”. Nesse ponto, o instinto de autopreservação da sociedade já dançou. Acabamos como sociedade. Nos tornamos inimigos de nossos vizinhos e tudo que buscamos é sua destruição. E no limite, a violência, o xingar, o ofender, o ameaçar, passa a dar… prazer.   Isca: “Eles” não precisam ser inimigos   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=t9Au1KQ3l34   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 15, 20217 min

Ep 791Cafe Brasil 791 - Tempo Perdido

Você certamente já ouviu falar do Complexo de Vira-Latas, não é? Aquele conceito criado pelo escritor Nelson Rodrigues para definir uma das seleções brasileiras de futebol que, repleta de craques, sentia-se diminuída ao entrar em campo. Sempre se colocando como inferior diante dos adversários. Complexo de vira-latas é essa mania de considerar que nós, brasileiros, somos menos capazes, menos eficientes, menos importantes que as pessoas de outros países. Por que será, hein?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 13, 202133 min

Ep 428Cafezinho 428 – A cultura da reclamação

O crítico Robert Hughes, em seu livro “A cultura da reclamação”, descreveu muito bem o que aconteceu com as artes nos Estados Unidos e que se repetiu no Brasil. Ele diz assim: “…como as artes mostram ao cidadão sensível a diferença ente os bons artistas, os medíocres e as fraudes absolutas, e como sempre existe um número maior dos últimos – os medíocres – que dos primeiros, também as artes têm de ser politizadas. Assim, remendamos sistemas críticos para mostrar que a ideia de ‘qualidade’ na experiência estética pouco mais é que uma ficção paternalista destinada a dificultar a vida dos artistas negros, mulheres e homossexuais, que devem de agora em diante ser julgados por sua etnicidade, gênero e estado de saúde, e não pelos méritos de sua obra.” Pois é… Em 2018 participei de um evento sobre palestras nos Estados Unidos. Me chamou atenção quando um dos maiores contratadores de palestrantes afirmou o seguinte: “está cada vez mais difícil colocar no palco um velho branco, anglo-saxão”. A pressão é pela diversidade, o que certamente cria mais tensão social. Mais uma vez, o julgamento pela etnicidade, pelo gênero, estado de saúde, tendência política/ideológica e não pelos méritos de sua obra. Você consegue perceber as consequências desse comportamento de divisão para confronto? A divisão da sociedade em tribos, com o incentivo para que se enfrentem? O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua tribo. E quem abraça causas de outra tribo, se transforma nos tais “eles”, aqueles agentes “do mal” que precisam ser exterminados, pois ameaçam nossa tribo, a tribo de gente “do bem”.   Isca: Dê mérito a quem cria valor   No Youtube:   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 11, 20215 min

Ep 427Cafezinho 427 – Política e histeria

O problema da redução dos índices de violência no Brasil está muito além dos interesses políticos das várias correntes que dirigiram o país nos últimos 40 anos. A morte das pessoas só recebe atenção e comoção popular se puder ser instrumentalizada pelos vários grupos de poder. E o que é instrumentalizar a morte de uma pessoa? É transformar seu cadáver numa bandeira política a serviço de uma corrente de pensamento. É abraçar o populismo. O populismo sempre existiu como ferramenta política, de direita, de esquerda, de centro, dentro, fora. Populismo é uma tática, não é a essência da política. Política envolve estabelecer um senso de unidade, de sociedade, de união para se impor sobre os adversários e inimigos. Mas há algo mais, que leva as pessoas a dar suporte a demagogos que lutam por dividir e ameaçar, explorando os instintos mais primitivos das pessoas. Um algo mais que acaba libertando os indivíduos de qualquer freio moral. E aí é o que vemos diariamente nas mídias sociais, aqueles comentários vergonhosos dos seguidores de cada tribo. O assassinato em 2018 da vereadora Marielle no Rio de Janero, por exemplo, revelou que a histeria política no Brasil é regra, não é exceção. Sua morte foi instrumentalizada por todos os lados. Se você falasse bem da Marielle, apanhava. Se falasse mal, apanhava. Se ficasse quieto, também apanhava. O discurso dominante, em vez de tolerante, pragmático e libertador, tornou-se repressivo, doutrinário e autoritário. E num clima de histeria, a primeira vítima é a liberdade. Você não pode mais expressar opinião própria, ou será trucidado, especialmente nas mídias sociais. Essa histeria política nasce de interesses de determinadas elites, no caso, as elites políticas e ideológicas, combinados com a reação inconsciente do povo. O povo movido pelo instinto da morte contra os inimigos de sua tribo. A histeria política é sintoma da perda total do controle político, provocada pela exploração do medo. É filha das teorias da conspiração.   No Youtube: https://youtu.be/wjERlBwW4Ik   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 8, 20215 min

Ep 790Café Brasil 790 - Don't Be Evil

Há uma preocupação crescente sobre o nível de influência que as chamadas “big techs” estão exercendo sobre nossas vidas. A cada dia ficamos menos confortáveis com a perspectiva de ter alguém decidindo o que é bom para nós. Vou aproveitar um fato ocorrido quando o Google formou sua controladora Alphabet em 2015 e abandonou seu antigo lema, "Não seja mau", para refletir sobre mudanças sutis que podem impactar enormemente nossas vidas. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 6, 202128 min

Ep 426Cafezinho 426 – Quem tem pressa?

Houve um tempo em que as narrativas eram feitas dentro de nossos círculos familiares e de amizades, permitindo que entendêssemos como e onde nos encaixávamos dentro do mundo. Eram narrativas que misturavam fatos da realidade com histórias, tradições e lendas, não só do Brasil, mas do mundo. Havia um tempo de maturação entre a história contada e o processamento da moral. Havia o retorno ao assunto, a paciência e a responsabilidade da experiência de quem já havia vivido o que contava. E assim fui montando minha compreensão do mundo. Hoje as narrativas familiares perderam espaço para uma cultura voltada ao consumo, que tem muita pressa. Se as histórias contadas por meu avô, meu tio, minha mãe e meu pai, queriam desenvolver meu senso moral, ajudando que eu encontrasse meu lugar no mundo, quem conta as histórias hoje quer que eu compre uma sandália, um shampoo, uma ação ou uma ideia. O dono da narrativa define o que é bom e o que é mau, de olho no meu bolso. Uma criança com oito anos de idade, tendo na bagagem umas 8 mil horas de televisão, mais 8 mil de internet, está anos luz à frente do ingênuo Lucianinho lá da Bauru de meio século atrás. Treinada, ela precisa de som, movimento, cores, velocidade e situações extremas. Encontra seu lugar no mundo baseada nas marcas dos produtos que usa, no vocabulário da tribo que escolheu, no comportamento que imita ídolos interessados na troca de produtos por dinheiro.   E assim ela cresce, exposta às cores, aos barulhos, ao excesso e à gritaria de gente sem experiência de vida, que tenta a convencer que problemas complexos têm soluções simplórias. E o discurso deles é sempre muito, muito sedutor, otimista. Fácil de entender. Eles têm pressa, muita pressa. A pressa que meu avô não tinha.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=fqnTb9-nBSk   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 4, 20216 min

Ep 425Cafezinho 425 – Não seja um idiota

Wil Wheaton é um escritor norte americano e ator da série Star Treck New Generation. Durante uma palestra num grande evento dirigido a gamers, ele comparou a forma como jogava os vídeogames com outros garotos quando era criança, com a forma como joga hoje on-line. Ele disse que se dissesse para outra pessoa aquilo que hoje ele ouve ou lê de jogadores on-line, apanharia. As pessoas xingam, criticam, querem se impor, mostrar como sabem mais que ele… e ele resumiu a questão: quando estiver jogando, DON’T BE A DICK, que pode ser traduzido como NÃO SEJA UM IDIOTA. Quando estiver jogando, NÃO SEJA UM IDIOTA. Para surpresa de Wheaton, ao dizer isso ele foi aplaudido em pé. Ninguém mais aguenta lidar com idiotas…Wheaton sabia o que dizia. Ele foi duramente criticado quando participava de Star Treck, até que percebeu que as pessoas que eram realmente grossas, ácidas, cruéis, representavam um número estatisticamente muito baixo. E ele percebeu ao longo dos anos que as pessoas que gostavam do trabalho dele eram em número muito maior do que as que o criticavam. Portanto, não havia razão para esquentar a cabeça.A partir daquele evento, o DON’T BE A DICK passou a ser conhecido como a Lei de Wheaton, que cai como uma luva nestes tempos.Quando for comentar nas redes sociais, nas áreas de comentários dos sites, no whatsapp, use a lei de Wheaton, não seja um idiota.Mas como saber se você está sendo um idiota? Lembra do imperativo categórico de Kant? Apenas pense: se todo mundo fizer com todo mundo o que estou prestes a fazer, será bom para todos?Se você concluir que não será bom para todos e mesmo assim fizer, pronto.Você é um idiota.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 1, 20216 min

Café Brasil 789 - LiderCast Osvaldo Pimentel

Sep 29, 20211h 45m

Ep 789Cafe Brasil 789 - LiderCast Osvaldo Pimentel

Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da plataforma de gestão e venda de produtos digitais Monetizze. Uma história fascinante de intra empreendedorismo, que mostra que, não importa sua origem, com obstinação é possível construir uma carreira admirável.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 29, 20211h 45m

Ep 424Cafezinho 424 – Desimportância

Conversando com uns amigos, descobri que há uma perplexidade no ar sobre a qual poucos estão falando. Parece que tem a ver com a época na qual vivemos, não sei acontece com você. As pessoas não respondem mais às demandas. Você envia uma mensagem, ela não responde. Faz uma ligação, ela não atende. Ou não retorna. Envia um projeto e recebe um “vamos avaliar” que nunca chega. Parece que as pessoas não querem assumir nenhum compromisso, nenhuma responsabilidade. E fica difícil entender porque, com toda a tecnologia de comunicação e resolução de problemas à disposição, isso acontece. Outro dia dei uma passada de olhos numas correspondências muito antigas, trocadas entre amigos nos anos 20 e 30. É divertido ver o português que se usava naquela época, mas uma coisa me assombrou. A facilidade com que as pessoas manifestavam apreço, gratidão e elogiavam aquilo que achavam legal. E o faziam por escrito, até porque não havia outra forma de comunicação além das cartas, não é? Mas está tudo lá: “fulano, você não imagina a alegria que senti com sua visita visitou”, “cicrano, sua inteligência me ajudou a encontrar orientação num momento importante, muito obrigado”, e coisas assim. Aos montes. Fazer uma visita era uma visita. Receber uma visita, era um evento. As pessoas se preparavam, se vestiam para isso. Havia um cerimonial, uma pompa, uma dedicação, que significava simplesmente que o outro se importava conosco. E demonstrava isso nos detalhes, no trato, no cuidado. E hoje, com todas as facilidades na mão, estamos fugindo dessas demonstrações de respeito. Algo se perdeu no caminho.   Isca: Mostre que você se importa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 27, 20217 min

Ep 423Cafezinho 423 – Capital social? Só se der lucro.

Desde que eu era criança em Bauru, meus avós seu Duarte e Dona Dora faziam questão de reunir a família durante as festas de final de ano. Me fascinava aquele monte de tios e tias trabalhando para a festa. A Vó matando a galinha, a mãe fazendo a sobremesa, o tio mudando os móveis de lugar, todo mundo espremido numa casa pequena. Ninguém reclamava, era uma grande festa, do jantar do dia 24 para o almoço do dia 25. E emendando com o dia 31, claro! Mas um dia Vô Duarte morreu. E logo em seguida a Vó Dora se foi. Sem os dois para servir como norte, nunca mais a família se reuniu. Formamos outros núcleos, menores, e aquelas festas generosas parece que vão rareando. As pessoas não têm mais saco para as horas de cozinha, a tonelada de louça, roupas de cama e toalhas para lavar depois. E o dinheiro que custa uma reunião dessas? Estamos ocupados demais, cansados demais, apressados demais… Estamos perdendo aquilo que o cientista político e professor norte americano Robert Putnan definiu como “capital social”: nos últimos quarenta anos assistimos a redução do envolvimento cívico e político, dos laços sociais informais, da tolerância e da confiança. Passamos menos tempo com os amigos, frequentamos menos clubes, nos afastamos da política, dedicamos horas e horas à televisão (e agora internet) e recebemos pela mídia uma carga diária de catástrofes que nos transformam em indivíduos medrosos, descrentes e desconfiados.  Nesse ambiente, “Interação social” passa a valer a pena só quando dá lucro. E é então que o Vô Duarte e a Vó Dora fazem uma tremenda falta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 24, 20215 min

Ep 788Cafe Brasil 788 - Love, Janis

Janis Joplin era uma garota incompreendida, saiu da pequena cidade de Port Arthur, no Texas, para encontrar a liberdade no meio hippie de San Francisco. Janis se transformou num ícone dos anos 60, sempre indo ao limite em tudo que fazia. Janis representou a rebeldia, a intensidade e a entrega daquele tipo de gente que não cabe numa vida só. Morreu por overdose aos 27 anos, mas deixou uma marca que nunca será apagada. O programa de hoje não é uma biografia, é só uma homenagem.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 22, 202158 min

Ep 422Cafezinho 422 – A política do ódio

É no discurso público que compartilhamos as informações que, como cidadãos, precisamos para tomar nossas decisões sobre onde aplicar nossos recursos. Sejam eles tempo, dinheiro, energia ou...voto. Quando esse discurso público é tratado como puro entretenimento, dominado por ódio, tretas e pela diversão de ver quem humilha mais, ele deixa de carregar – e compartilhar – as informações que precisamos para orientar nossas vidas. Fica mais fácil para os canalhas aparecerem como os iluminados que sabem todas as respostas. Entendeu? Quando a busca pelos defeitos nos cega para as qualidades, quando a histeria para defender ou demonizar um lado nos cega paras complexidades, quando a animosidade destrói o respeito, nos tornamos reféns dos que se aproveitam da política do ódio. Semana passada fiz um post com um brilhante trecho de um texto de Gustavo Bertoche nas Iscas Intelectuais do Portal Café Brasil. Ele encerra uma reflexão sobre a quem interessa a política do ódio com este comentário: "Como podemos não ser meros peões no jogo das elites político-burocráticas? Talvez por meio do silêncio, quando todos à nossa volta gritam; da reflexão, quando todos à nossa volta se recusam a pensar; da ironia, quando todos à nossa volta querem crer; da galhofa, quanto todos à nossa volta levam a sério as palavras de ordem; e da coragem da solidão, quando todos à nossa volta desejam ardentemente participar do rebanho." Entendeu? Não seguindo a maioria só porque é maioria. Não seguindo a moda só porque é moda. Não repetindo o grito de guerra só porque é o da patota. Não assumindo que, porque foi publicado em todo lugar, é verdade. Não acreditando que aquele comentarista, ou este aqui, só porque está no rádio, na TV ou no Youtube, é o dono da verdade.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 20, 20217 min

Ep 421Cafezinho 421 – A normose

O livro A Patologia da Normalidade, de Pierre Weil, Robert Crema e Jan-Yves Leloup, trata de um comportamento chamado “normose”, o hábito de pensar, sentir e de agir tido num certo consenso social como normal mas que tem natureza infecciosa, podendo ser letal. A normose é uma normalidade doentia. Distingue-se da normalidade saudável, como levantar cedo e caminhar todos os dias, por exemplo, que constitui um consenso. E distingue-se também de uma normalidade neutra, como almoçar ao meio-dia. O número de normoses é muito grande. Cada dia descobrimos uma ou várias delas nas áreas mais inesperadas. Uma vez que assimilamos o conceito e seu alcance, se torna impossível não ver a normose. Sabe quando você se dá conta da sua ignorância e se pergunta “como é que eu fazia isso e achava normal?” Geralmente os normóticos são passivos e acomodados, tipo “deixa a vida me levar”, sabe como é? Apenas reagem aos fatos, com respostas irrelevantes e previsíveis, conformadas ao óbvio. Os normóticos procuram justificar o porquê não fizeram alguma coisa ou desistiram de um desafio, usando argumentos previsíveis. Você já viu ou ouviu gente assim? O normótico vive sob efeito da auto-imitação: sempre as mesmas convicções, as mesmas soluções ou os mesmos discursos. É confortante saber que somos normais, não é? Pois é. Mas cuidado. Normalidade demais é doença. Venha para o mundocafebrasil.com e entenda como funciona.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 17, 20216 min

Ep 787Café Brasil 787 - Reações ao cuzão

O Café Brasil anterior, o 786 – O Cuzão, rendeu, viu? Foi muito legal receber o retorno dos ouvintes, em quantidade e em qualidade, e aproveitei alguns deles para fazer o programa de hoje. Vamos ouvir o que vocês têm a dizer e fazer mais algumas reflexões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 15, 202150 min

Ep 420Cafezinho 420 – A regra dos 30

Esta semana um leitor cobrou que eu acione minha metralhadora verbal, escolha um lado e saia destruindo. Dessa forma meu podcast bombaria... Respondi assim: “ou você começou a ouvir meu podcast ontem ou não entendeu nada de meu trabalho. Eu não vou sair de metralhadora, isso me fará ser mais um pregador para convertidos, que é o que a maioria dos canais que bombam é. Você quer treta, eu não quero. Treta é para os histéricos, eu atuo em outro departamento, me preocupo mais com a qualidade da minha audiência do que com a quantidade. Sacou? Qualidade x quantidade. Pra escolher a primeira tem de estar além do pensamento binário rasteiro. Eu acho que sou mais útil agindo da forma como faço. Já tem gente demais com faca nos dentes mandando os outros à ponte que partiu. Eu escolhi a escola de Antonio Gramsci para neutraliza-lo: sem brutalidade, sem faca nos dentes, sem agressão. Apenas no diálogo. Acho que tem espaço e público para todos os estilos. O meu é este.” Um outro leitor comentou com uma dica muito interessante, a regra dos 30 centímetros: “preza a regra dos 30 que, devemos procurar manter uma distância constante de 30 cm entre a emoção (coração) e a razão (cabeça). Essa é a distância anatômica dotada pela natureza. Assim impedimos que a emoção predomine de forma apaixonadamente doentia sobre a razão, e vice versa, impedindo que a rigidez da razão nos impeça de sentirmos as sutilezas da natureza humana, em todos os aspectos da dinâmica e convivência social. Muito bom. Me lembrou de uma letra de canção dos Doces Bárbaros, que diz assim: Pé quente, cabeça fria, numa boa Pé quente, cabeça fria, na maior Pé quente, cabeça fria, na total Saia despreocupado Mas cuidado porque existe o bem e o malSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 13, 20217 min

Ep 419Cafezinho 419 – Pau que só dá em Chico.

Não parece que o Brasil é uma gigantesca dissonância cognitiva? Por todo lado manifestações repletas de afirmações absolutas como “todo mundo”, “sempre”, “ninguém”, “nunca”, todas como conclusões genéricas de algum incidente em particular ou alguma evidência solitária. Um caso seletivamente escolhido serve como bandeira para a generalização. E dá-lhe dissonância cognitiva. Sabe o resultado? Desaprendemos a manifestar nossas dúvidas, a usar “quase”, “talvez”, “alguns”, “a maioria”, ”a minoria” e assim proporcionar o bom debate, evitando os malefícios da generalização. Estamos diariamente expostos a contradições, e o resultado delas, quando respondemos com generalizações e afirmações absolutas, é o surgimento dos justiceiros sociais exibindo virtudes, princípios, credos e valores morais que na verdade não possuem. São as generalizações que criam os donos da verdade. E aí é só contradição: pratica-se a censura para garantir a liberdade de opinião. Destrói-se a Constituição para garantir o contrato social. Mata-se em nome da paz. Rouba-se em nome da justiça social. Agride-se em nome da democracia. Quebra-se a Constituição em nome da segurança jurídica. Mente-se para proteger a verdade... Quanta gente você hoje conhece que diz uma coisa e age ao contrário? Que tem um pau que só dá em Chico, mas não dá em Francisco? Há quem chame isso de dissonância cognitiva, mas não é. Dissonância cognitiva é só o gatilho. O nome disso é hipocrisia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 9, 20216 min

Ep 786Cafe Brasil 786 - O Cuzao

Cara, como é complicada a vida de podcaster, bicho! A gente se mata produzindo conteúdo, não tem paz, não tem vida fácil, faz tudo com carinho, pesquisa coisas novas, não abre mão da qualidade do conteúdo, perde noites de sono imaginando como fazer para que podcasts sejam um modelo de negócios mantendo a dignidade e seguindo ao pé da letra nossos princípios. E constrói uma obra da qual dá pra se orgulhar, viu? Mas não dá pra agradar todo mundo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 8, 202127 min

Ep 418Cafezinho 418 – Na esquina da sua rua.

Num cafezinho anterior eu perguntei se em vez de ajudar grandes mobilizações humanitárias que têm possibilidades de desviar recursos, não deveríamos focar em ajudar quem está perto de nós. E teve gente perguntando: então não devemos mais ajudar o Hospital do Câncer? Participar do Criança Esperança? Não participar de nenhuma iniciativa estatal? Bom, não é bem isso que eu quis dizer. Minha ideia é alertar para algumas coisas. Primeiro: ser voluntário em causas humanitárias é bom porque sua saúde a longevidade ganham com a atividade. Você aprenderá coisas novas;  estabelecerá relacionamentos fortes com gente do bem; desenvolverá sua habilidade de comunicação; é bom para sua carreira ao criar relacionamentos; é bom para a sociedade. E porque dá a você um senso de propósito. A natureza do voluntariado é a escolha consciente por trabalhar sem ser pago por isso. E você só consegue quando escolhe dedicar seu tempo e esforços para causas que são importantes para você. Segundo: se você vai ajudar uma entidade, depois de fazer a investigação habitual sobre a honestidade de propósito, faça uma investigação logística. Examine para ver se a estrutura da organização não consome a maior parte dos recursos, se existe inteligência logística para que seu tempo, esforço e dinheiro doados cheguem até quem necessita, de forma eficiente. Terceiro: não espere que o Estado se preocupe com o indivíduo. O Estado age pensando em grupos, no atacado, sem coração, sem empatia. São as pessoas dentro do Estado que tornam os processos mais ou menos eficazes, se e quando podem influenciar na burocracia. O que é muito raro.     Quarto: você pode causar um impacto imediato, poderoso e duradouro agindo na esquina da sua casa. Entendeu? Aí na esquina da sua casa.  Ouça o LíderCast 130 com a Katia Carvalho. Ela começou assim, na calçada da casa dela, e hoje impacta a vida de dezenas, centenas, milhares de pessoas. Você pode fazer mais, pode ajudar mais, pode contribuir muito mais. Na esquina da sua rua.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=BT8Hy43HZsg   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse: http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 6, 20217 min

Ep 417Cafezinho 417 – We are the world

A USA for Africa era uma organização sem fins lucrativos criada para encaminhar recursos aos povos famintos no continente africano, especialmente na Etiópia, onde a fome vitimava cerca de um milhão de pessoas por ano. Em janeiro de 1985, o mundo tomou conhecimento do movimento que, por ideia do cantor Harry Belafonte, gravou uma canção de Michael Jackson e Lionel Ritchie: We are the world. Bem, todo mundo sabe o sucesso que foi a gravação, o vídeo, as entrevistas e toda a mobilização. Isso tudo num planeta sem internet e mídias sociais. O compacto vendeu mais de 7,5 milhões de cópias só nos Estados Unidos e, seguido por um álbum, videoclipe e merchandising, o movimento levantou cerca de 50 milhões de dólares, que hoje equivaleriam a 120 milhões de dólares. Cara! É quase um Petrolão. Em 2010, na comemoração dos 25 anos do evento, foi lançado um DVD especial, que continha um documentário onde Harry Belafonte seguiu a entrega do dinheiro na África. No final do documentário, ele conclui que a maior parte do dinheiro ficou pelo caminho, pagando estrutura da ONG, logística, propinas, corrupção, chefes políticos. Não havia estrutura logística para fazer com que os mantimentos chegassem, comboios eram desviados por políticos ou saqueados por guerrilheiros… Os esforços tão valiosos dos artistas e de todos que compraram o disco, pouco ou nada adiantaram. A história do USA for África me colocou em modo de alerta para essas grandes movimentações de solidariedade, que exigem estruturas caras, se perdem em camadas e processos e têm uma eficiência discutível. Talvez o dinheiro seja melhor aplicado, se for diretamente de mim para a pessoa que está ajudando outra pessoa ali na esquina da minha casa. No meu bairro. Na minha cidade. De mim para quem necessita, com o menor número de intermediários.   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse: http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 3, 20217 min

Ep 785Cafe Brasil 785 - LiderCast Leandro Bueno - O contador

Hoje bato um papo muito interessante com Leandro Bueno, o contador. Leandro conta sua história como um típico empreendedor brasileiro, e com direito a um bônus final sobre contabilidade em tempos de internet. Se você se interessa pelos negócios digitais, o Leandro sabe como fazer.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 1, 20211h 39m

Ep 416Cafezinho 416 – Verdade ou popularidade

Falei sobre a integridade intelectual e me perguntaram qual a diferença para integridade moral. Integridade intelectual tem a ver com nossos processos cognitivos, com a forma como elaboramos nossos pensamentos. É relacionada a se esforçar para ser completo e honesto na busca e divulgação da verdade. Quando a integridade intelectual falha, nosso pensamento é corrompido. Quando pensamos ou dizemos algo que não se apoia na verdade, criamos obstáculos em nossa mente, que vão se acumulando.  Com o tempo, nos tornamos incapazes de pensar com clareza, e isso pode nos colocar, até inconscientemente, na condição de propagadores de mentiras e falsidade.  A integridade Moral tem a ver com manter consistência, identidade, honestidade e compromisso com as regras morais de convivência na sociedade. Os entendimentos de integridade moral e intelectual podem se sobrepor, evidentemente. Para mim a integridade intelectual está contida dentro da integridade moral, mas utilizei-a por ser mais específica. Pense na verdade como você pensa em dinheiro. Se você quiser dinheiro pra valer, tem de se dedicar plenamente à busca por ele, sem concessões em sua busca. É por isso que tem gente que pisa até no pescoço da mãe, por alguns trocados. Se você deseja a verdade, tem que estar absolutamente dedicado à sua busca. E saberemos quão dedicado você é a essa busca, por sua integridade, entendeu? A integridade está para a verdade como a ganância está para o dinheiro. O ganancioso que busca dinheiro incomodará muita gente e fará inimigos pelo caminho. O íntegro que busca a verdade, fará o mesmo. Quem faz concessões nessa busca, não está interessado na verdade. Está interessado em popularidade.   No Youtube: https://youtu.be/KsaYdivLNaE A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente em http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 30, 20213 min

Ep 415Cafezinho 415 – Personalidades digitais

Uma startup chamada Brud (https://brud.fyi) nasceu para, em suas próprias palavras, “criar mídia de propriedade da comunidade, e mundos construídos coletivamente.” Seu projeto inicial é Miquela, uma garota 100% digital, que já tem 8 milhões de fans. No Instagram está como @lilmiquela e se apresenta para seus 3 milhões de seguidores assim: sou “um robô de 19 anos que vive em Los Angeles”. Suas postagens reproduzem tudo que uma garota de 19 anos faz no Instagram, com fotos e vídeos de seu dia a dia. E um engajamento excepcional. O povo comentando a vida digital da robô. Pense numa Magalu ao cubo. É a Miquela. Entramos na era das personalidades artificiais, onde não existe absolutamente nada de natural. Com base nos públicos que devem ser atingidos, os caras criam um personagem digital que compartilhará dos gostos musicais, estéticos, políticos e ideológicos. É irresistível. E sem dúvida essas personalidades digitais darão opiniões políticas e comportamentais. Imagine só. Um influenciador digital, 100% controlado por alguém. Você consegue imaginar o poder disso? Pois é. É pra esse mundo que a gente está indo. Imagine uma discussão sobre moral e ética dessas personalidades digitais? Elas terão direitos? Parece loucura?   Este cafezinho é uma isca para o Podcast Café Brasil 784 - Avatar, onde trato desse tema com mais profundidade. Ouça acessando mundocafebrasil.com.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 27, 20213 min