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Canal Café Brasil

Canal Café Brasil

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Ep 780Cafe Brasil 780 - LiderCast Barone & Priester

Pronto. Chegou o dia de conversar com duas referências da música brasileira quando se fala em bateria. João Barone e Aquiles Priester. Desculpe aí cara, mas o trocadilho é inevitável: os dois estavam terminando uma bateria de eventos em escolas de música e passaram por nossos estúdios para falar de carreira, de música e de muito mais. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 28, 20211h 38m

Ep 406Cafezinho 406 – Ressentimentos passivos

O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam “que horror”. Sabem do roubo do político e exclamam “que vergonha”. Veem a fila de aposentados ao sol e exclamam “que absurdo”. Assistem a quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem “que baixaria”. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram “que medo”. E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição “nestepaíz”. Do ressentimento passivo à participação ativa. A minha transição começou quando li num texto de Érico Veríssimo um trecho delicioso: ”O menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos  ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como sinal de que não desertamos nosso posto.” Pois é... este Cafezinho é meu toco de vela. Não sei se provoquei alguma mudança em alguém, mas acredito que estou cumprindo um papel, homeopático, pequenino e simples. Para mim, relevante. Tem gente que me chama de ególatra, metido e elitista. Para essas pessoas, eu incomodaria menos se permanecesse confortavelmente usufruindo da vida de executivo de uma multinacional, pacatamente curtindo meus ressentimentos passivos. Seria uma opção. Mas eu escolhi participar ativamente, usando as armas que tenho. Uma delas eu realizarei nos dias 9, 11, 13 e 15 de agosto: quatro lives chamadas ´Bora pra retomada, para falar sobre estar preparado para quando o mundo voltar ao normal. `bora? Acesse http://borapraretomada.com.br , junte-se aos que querem sair dos ressentimentos passivos e partir para a ação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 26, 20217 min

Ep 405Cafezinho 405 – O babaca

“Seu podcast fede a autoajuda, seu babaca que fica dando lição de moral.” Este é o comentário que um certo Lucas sobre o Podcast Café Brasil. Examinei a crítica à procura de algo que me ajudasse a melhorar. Não achei nada que prestasse. Apaguei e bloqueei. No dia seguinte, após terminar uma palestra num grande evento em São Paulo, fui interceptado por uma garota, Lisiane, que entre embargos na voz e soluços, contou que em 2003 chegou em São Paulo, vinda do Maranhão, junto com a mãe. Trabalhando como empregada doméstica em Arujá, na grande São Paulo, ela contou que guardava todo o salário, que era uma miséria, e pela manhã ouvia o Primeiro Programa, na rádio Nova Brasil, do qual eu era colunista. Ela adorava meus comentários e acabou comprando meu livro Brasileiros Pocotó quando do lançamento em 2004. O livro e os comentários abriram sua cabeça. Ela passou a usar quase todo o salário para pagar um curso de administração de empresas numa faculdade em Guarulhos. Impressionado com sua força de vontade, o patrão convidou-a a trabalhar na empresa dele, uma confecção, onde ela fazia de tudo um pouco. E assim foi. Fez um MBA em Finanças e agora acabara de abrir sua própria empresa. – Eu tinha que te dizer isso! Com os olhos marejados e a voz falhando, Lisiane me agradecia pelo bem que fiz a ela, pela motivação e inspiração para sua história de vida. Dei-lhe um longo e apertado abraço, emocionado, e quase sem poder dizer algo, a não ser “parabéns”. Enquanto isso eu me lembrava do comentário do tal Lucas, me chamando de babaca e dizendo que meu programa “fede a autoajuda”. Fui pegar meu carro e permaneci dentro dele por alguns minutos, com os olhos cheios d’água e um nó na garganta, ainda emocionado pela Lisiane. Qual tipo de reação você acha que levo em consideração para orientar meu trabalho? A da Lisiane ou a do Lucas? Liguei o som do carro e botei pra tocar Raul Seixas. E ele mandou, na letra de No Fundo do Quintal da Escola: Não sei onde eu to indo Mas sei que eu to no meu caminho Enquanto você me critica, eu to no meu caminho. Ganhei o dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 23, 20214 min

Ep 779Cafe Brasil 779 - Gravida, Você está demitida

Há quatro anos, uma amiga me relatou uma história vergonhosa. Ela descobriu inesperadamente que estava grávida logo depois de ter assinado um novo contrato de trabalho. Dias antes de iniciar na nova empresa, resolveu contrariar as orientações de muitos e abriu o jogo com a empresa antes de começar. Teve seu contrato (já assinado) rescindido. Passou duas semanas chorando em casa, sentindo-se a mais impotente das mulheres. Cara, nós estamos em 2021, e essas coisas ainda acontecem?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 21, 202126 min

Ep 404Cafezinho 404 – Mantenha-se lúcido.

Em minha palestra GERAÇÃO T digo assim: se você por acaso se considera estúpido, não perca as esperanças. Você não é estúpido. Você está estúpido. Estar é uma condição e, portanto, pode ser mudada. Há muito tempo somos convencidos de que somos incapazes, que precisamos de alguém para nos orientar, disciplinar. Para cuidar de nós. E assim tivemos paizões e mãezonas, que tinham as soluções para tudo, e chegamos onde chegamos. Será que em algum momento vamos despertar? Nos encher do cativeiro? Explorar novas possibilidades? Sair do coitadismo, da revolta sem sentido contra os “eles” exploradores, tirar a mente para fora do cenário de confronto e vingança no qual fomos jogados? Mas a turma dos histéricos se nega a permitir que tentemos uma nova solução, que comecemos a tomar as rédeas em nossas mãos. Que tal recuperar a lucidez? Perceber as mentiras, os engodos, as manipulações? E só isso já nos dá uma centelha de esperança. Uma razão para o otimismo. Não, não é para mergulhar no otimismo cego, que é tão burro e talvez até mais prejudicial que o pessimismo cego. É para perceber quais causas dos eventos negativos estão sob nosso controle. Sobre quais delas podemos influir? Ferreira Gullar uma vez disse que “Você tem de ter uma visão crítica das coisas, não pode ficar eternamente se deixando levar por revolta, por ressentimentos. A melhor coisa para o inimigo é o outro perder a cabeça. Lutar contra quem está lúcido é mais difícil do que lutar contra um desvairado.” Entendeu? Lutar contra alguém lúcido é mais difícil que lutar contra um histérico, cego pelo ódio e desvairado... Mantenha-se lúcido.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 19, 20213 min

Ep 403Cafezinho 403 – A teoria do banheiro mijado.

Um ouvinte me enviou um e-mail curioso. Ouça: “Eu sou servidor público e sofro bastante ao perceber que o que é público não é de ninguém. (...) Fui ao banheiro da repartição pública onde eu trabalho e me deparei com aquela cena que já é de costume: o chão, que no começo do expediente, menos de trinta minutos antes, estava limpinho e cheiroso, já estava todinho mijado e sujo, com pegadas alaranjadas e marrom terra por todo lado. Daí, de imediato pensei: preciso dar um jeito de mudar essa situação. Então eu chamei as meninas responsáveis pela limpeza da agência e pedi a elas que, por favor, pelo menos de hora em hora, passassem para conferir se alguém tinha errado a pontaria e o banheiro estava com xixi empoçado. Porque, se tivesse com o menor sinal de xixi respingado no chão, os usuários, em geral, devem pensar: isso aqui é público mesmo e eu estou aqui faz mais de uma hora e ainda não consegui o que preciso, então vou mais é mijar no chão mesmo. Daí, para evitar que a minha teoria do banheiro mijado entre em ação, através da tendência natural do ser humano de piorar aquilo que já está ruim, pedi que elas procurassem manter o banheiro limpo ao longo do dia.” Cara, não é impressionante? Olha a quantidade de absurdos nesse relato... Primeiro a teoria do banheiro mijado, que é como a teoria das janelas quebradas: se o banheiro está mijado, mijar mais ainda nele! Depois, ter de pedir para o pessoal da limpeza aumentar a frequência com que limpa os banheiros. Ainda, a iniciativa ser de um usuário, e não do encarregado pela limpeza. Terceiro, a percepção de que o pessoal mija no chão em represália à demora pelo atendimento... Tá tudo errado, não é? Eu nunca me conformei de, ao entrar num banheiro, me deparar com avisos de “lave as mãos”, “não urine fora do vaso” ou “dê a descarga”. Mas pensando bem, acho que é até pouco. Devia haver um cartaz dizendo: seja civilizado.   Versão Youtube: https://youtu.be/HZudsAW0PAk   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 16, 20214 min

Ep 778Café Brasil 778 - Cringe - A Maldicao dos Millennials

Um novo termo entrou em evidência: o cringe. A tradução do inglês para português quer dizer "vergonhoso ou vergonhosa". Ampliando o escopo, quer dizer "vergonha alheia", e passou a ser o adjetivo pelo qual a geração Z está chamando a geração Millennials de cafonas... de Boko Moko!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 14, 202133 min

Ep 402Cafezinho 402 – Quem ganha com seu medo

A função primordial de nosso cérebro é sobreviver. Manter-se seguro. Evitar ameaças. Por isso estamos permanentemente à cata de sinais de perigo. Julgamos esses sinais rapidamente, sem tempo para juntar todos os fatos e fazer uma análise criteriosa. Usamos atalhos mentais, num julgamento rápido, transformando pequenos estímulos em algo que pode nos colocar em risco. É quase instintivo. E quanto mais algo está presente em nossa consciência, mais peso emocional carrega. Por isso a propaganda trabalha tanto com a exposição das situações de risco, fazendo-as presentes, ao alcance, prestes a acontecer.   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 12, 20213 min

Ep 401Cafezinho 401 – No pain, no gain

Uma vez, quando comecei a fazer academia, para tentar manter a forma física, um cartaz na parede chamava a atenção: NO PAIN, NO GAIN. Mais ou menos: SEM DOR, SEM GANHO. Era preciso malhar muito, suar a camisa, sentir as dores musculares para ver os resultados. Na moleza, nada de músculos. Pois durante toda a vida tive milhares de exemplos que apenas vieram a comprovar essa tese. Mas o melhor de todos aconteceu quando fiz minha caminhada ao Campo Base do Everest, no Nepal, em abril de 2001. São 100 quilômetros de pura exaustão. Subidas íngremes e descidas para acabar com qualquer joelho. Dores de cabeça. Falta de oxigênio. Frio abaixo de zero. Em determinados momentos, eu achei que não conseguiria prosseguir, tamanho sofrimento… Mas sabe o que eu fazia nos momentos de desespero? Eu olhava para cima. E via montanhas com 8 mil metros de altura. Via que eu estava no Himalaia. A caminho do meu sonho. Essa constatação bastava para me dar forças que faltavam. No final da viagem, ao fazer um levantamento das coisas que vi e vivi, ficou claro que aquela minha experiência não poderia ter sido de graça. Não dá para simplesmente pegar um avião, descer no Campo Base do Everest e ver o que eu vi, viver o que vivi. As maravilhas que me impactaram para o resto da vida, têm um custo: o sofrimento da caminhada. É preciso sofrer tudo aquilo para vivenciar minha experiência. Sem sacrifício, não se conquista a montanha. No pain, no gain.   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, pode ser obtida gratuitamente acessando http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 9, 20213 min

Ep 777Café Brasil 777 - Polarizacao politica

Se você não vive em Plutão, já sacou como a polarização política tomou conta da sociedade, não é? Até remédio e tratamento médico agora tem lado, cara! O resultado é uma frustração imensa dos cidadãos, que assistem um lado culpando o outro pelas mazelas da sociedade, provocando conflitos, ressentimentos, vinganças e puxadas de tapete por todo lado. E enquanto isso, o país não anda. Mas como é que chegamos nesta situação, hein?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 7, 202128 min

Ep 400Cafezinho 400 – Duzentas semanas.

Quando lancei este podcast Cafezinho, em Setembro de 2017, pretendi explorar novos formatos e tamanhos de podcasts. Eu já tinha o Café Brasil, que durava em média 30 minutos, e o LíderCast, com 90 minutos. Que tal um podcast com três minutos? Nasceu o Cafezinho, que vem sofrendo mutações desde então. Minha intenção aqui é lançar uma isca, uma reflexão, um conteúdo que faça você pensar a respeito de algum tema que está presente na sociedade, mas fora dos refletores. Tem sido interessante, o Cafezinho migrou do áudio para o vídeo e hoje é distribuído por diversas plataformas: agregadores de podcasts, Youtube, Facebook, Instagram, Twitter, Whatsapp, Telegram, no Portal Café Brasil e no Café Brasil Premium. E na semana passada lancei o Cafezinho Cortado, uma versão com um minuto de duração, especial para o Instagram e o Facebook. Um minuto! UM Cafezinho de verdade. Sei que o Cafezinho tem uma tremenda penetração, vira e mexe recebo o programa em grupos de Whatsapp, comentários de gente que assistiu ou ouviu e referências por meios indiretos. O Cafezinho, assim como o Podcast, é o que eu chamava nos anos 1990 de undervertising: ele caminha no subsolo, por baixo dos panos, sem alarde, sem holofotes. Vai na calma e na quietude, chegando onde jamais imaginei que chegaria. É um exemplo acabado das novas mídias, dos canais de distribuição de conteúdo que não precisam de fogos de artifício para se mostrarem eficientes. Eles o são pela capilaridade, pelo alcance, pela liberdade. Este é o Cafezinho número 400. São 200 semanas ininterruptas. Sem patrocinador, sem estar debaixo de nenhum portal importante, nenhum jornal ou revista. Independente, livre, leve e solto, apoiado apenas na teimosia deste que vos fala.Obrigado a você que assiste, comenta, dá likes e compartilha. Você que tem participação ativa neste projeto. Vamos a caminho dos próximos 400. Mas você pode ajudar, não é?     Versão do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=1u4qXLKaWyo Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café BrasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 5, 20218 min

Ep 399Cafezinho 399 – Diálogo aberto ou porrada

A gente começa a ter ideias próprias sobre o mundo no final da adolescência e, conforme o grupo com que andamos, essas ideias serão solidificadas, transformando-se em convicções. A partir das convicções é que tomamos nossas decisões. E assim encontramos gente que acredita que a terra é plana, que o homem nunca pisou na lua, que o planeta tem 6 mil anos de idade e que Lula é a alma mais honesta que já pisou neste país. Essas convicções são tão estabelecidas que a simples possibilidade de que estejam erradas provoca um incômodo tão grande que essa gente não suporta, entrincheira-se atrás de suas certezas e combate quem as ameaça. Mas então… Qual é a saída? Bem, para a maioria dessas pessoas, não existe saída. Vão defender suas ideias mesmo que tenham de causar danos a outras pessoas. Estão cognitivamente blindadas a qualquer informação que vá contra sua fé. Mas para quem não está tão cegamente preso a suas crenças, existem formas de evoluir para a verdade. Primeiro é parar de andar com gente em estado terminal de dissonância cognitiva compulsiva obsessiva. Sai de perto, meu. Essa gente contamina os outros e tem mais é que ser ignorada. Segundo, é colocar essas suas convicções em questão. De que jeito? Bom, reunindo pessoas para discutir temas que estão quentes na sociedade. Discussões em Facebook não servem, é preciso reunir as pessoas cara a cara, quando os valentões de rede social ficam pianinhos, pianinhos… e quando ideias podem ser anunciadas, discutidas e questionadas. Mas para isso as pessoas precisam conhecer e acreditar no poder do diálogo aberto. Ele não resolve os problemas de ataques, de haters e dissonância cognitiva, mas ajuda a ter discussões mais produtivas. Diálogo aberto. Quanto tempo faz que você não tem um?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 1, 20213 min

Ep 776Café Brasil 776 - No mundo dos podcasts

Quem cria conteúdo sempre tem o desafio de monetizar o seu trabalho, e o mundo passa por uma transição de mídias. Não aprendemos ainda a usar as novas ferramentas, a monetizar corretamente, a explorar as oportunidades. Eu vou falar de podcasts e de propostas irresistíveis para influenciadores digitais. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 30, 202128 min

Ep 398Cafezinho 398 - Sobre valores e convicções

Em dezembro de 2003, o Congresso discutia as bases da reforma previdenciária elaborada pela equipe econômica do então presidente Lula. Era a PEC-40. A senadora petista Heloisa Helena não concordava com as bases da PEC e passou a criticar abertamente o projeto. Foi expulsa pelo partido.Na época eu disse que admirava os valores da senadora, mas tinha restrições às suas convicções. Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 28, 20213 min

Ep 397Cafezinho 397 – O último da fila.

No Anuário de Competitividade Mundial 2020 (World Competitiveness Yearbook – WCY), o Brasil está em último lugar no fator educação. A posição do país é a de 63, duas abaixo de 2019. Entre outros fatores, o resultado se explica pelo mau desempenho do país no que diz respeito aos gastos públicos totais em educação. Segundo a pesquisa, quando avaliado em termos per capita, o mundo investe em média R$ 34,5 mil por estudante anualmente, enquanto o Brasil aplica apenas R$ 10,6. Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 25, 20214 min

Café Brasil 775 - LíderCast Henrique Viana - Brasil Paralelo

Jun 23, 20212h 1m

Ep 775Cafe Brasil 775 - LíderCast Henrique Viana - Brasil Paralelo

Hoje bato um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem gaúcho, que em 2016 juntou-se a Lucas Ferrugem e Felipe Valerim para fundar a produtora Brasil Paralelo. A Brasil Paralelo vem causando polêmica com seus documentários que abordam a história e temas de relevância social sob pontos de vista originais. E a história de empreendedorismo deles é sensacional. Vamos nessa hoje?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 23, 20212h 1m

Ep 396Cafezinho 396 – Relativismo absoluto

Por muitos anos fomos silenciosamente contaminados por um discurso que prega o relativismo absoluto, uma contradição em termos. Afinal, o relativo não pode ser absoluto, não é? Mas peço licença para usar essa contradição, pois não encontro outra forma de definir estes tempos, a não ser como de relativismo absoluto. Tudo passou a ser relativo, em todas as instâncias. Já não sei se um indivíduo é homem ou mulher. Não sei se um bandido é mau ou apenas vítima das circunstâncias. Não sei se alguém que faz uma benevolência é uma alma boa ou um oportunista. Não sei nem mesmo se um artista que faz músicas horríveis é bom ou ruim. Tudo depende. E o simples fato de eu levantar essa questão, de dizer “não sei”, já me coloca na alça de mira dos relativistas absolutos. Provavelmente vou apanhar à direita, à esquerda, acima e abaixo. O relativismo absoluto incorpora uma tolerância cínica para com a ignorância. Ele nivela um técnico com 40 anos de estudo a um semiadolescente dono de canal no Youtube. Nivela um gênio da música a um emissor de ruídos ininteligíveis. Transforma o belo em mera questão de opinião. O relativismo absoluto faz com que fatos sejam menos importantes do que o que as pessoas sentem sobre os fatos. E quando temos uma opinião diferente do que o outro sente, imediatamente somos considerados agressivos, ofensivos e intolerantes. Danem-se os fatos, ferimos o sentimento do outro. Por isso a busca pela verdade e as ideias corretas por meio do debate honesto e respeitoso e da argumentação rigorosa, que é uma tarefa nobre, nunca foi tão difícil. Até mesmo impossível. Se eu não for forte, seguro e consciente de minha individualidade, vou acabar abrindo mão da busca pela qualidade, pelo belo, pelo resultado. Só para não ferir os sentimentos do jovem esperto. Isso vai dar merda.     Versão no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=D_7quSj8b8U   Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 21, 20213 min

Ep 395Cafezinho 395 – Ervas daninhas

O que você faz quando valores morais entram em conflito com interesses políticos? Talvez seja esse o grande desafio do novo milênio: o convívio civilizado entre interesses conflitantes. Estamos lidando com isso o tempo todo, e de uma forma que jamais foi tão hipócrita. Os discursos vão para um lado e as atitudes para outro.... E não é só em política, mas em todos os segmentos de nossas vidas. O diretor da escola diz que se preocupa com a qualidade do ensino e força a professora de artes plásticas a dar aula de teatro. O executivo diz que “pessoas são nossos ativos mais importantes” e assina a demissão de centenas, às vésperas do natal. O político diz que se preocupa com seus eleitores e troca a votação da lei importante por um carguinho que renda poder e dinheiro. O advogado jura defender as leis a as utiliza para manter o bandido rico fora da cadeia. O diretor artístico jura que quer qualidade na programação e programa pra tocar axé-corno, funk-corno, e aquelas coisas horrorosas todas. O jornalista jura imparcialidade e não se cansa de contar só o lado da história que lhe interessa. É da natureza humana discursar para um lado e andar pro outro. Uma espécie de desonestidade intelectual e política, considerando que política é a arte de interagir com as pessoas, não apenas aquela coisa que se faz em Brasília. Afinal, em que tipo de solo você acha que brota a honestidade política? Só pode ser num solo adubado por uma cultura de tolerância, disciplina, solidariedade e justiça social. Um solo tratado com carinho, respeitado e cultivado por todos. Você acha que o solo do Brasil é assim? Eu acho. Mas também acho que estamos deixando que ele seja tomado por ervas daninhas, que fique seco, sem nutrientes, sem água, sem sol, sem sombra... E num solo assim, valores morais não brotam. Já pensou? De quem será a responsabilidade por manter nosso solo rico e pronto para plantar? Putz... acho que é minha...   Versão no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=PVvwAHfw0qc   Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 18, 20214 min

Ep 774Café Brasil 774 - Adversário x Inimigo

Publiquei um post em minha página do Facebook, dizendo assim: “Esclarecendo as regras para block nesta página: entrou aqui sujando postagens com coisas como "bolsonarista", "genocida", "gado" e outras demonstrações de estupidez, é block na hora. E junto vão os que curtirem o comentário. Hoje já foram quatro, um estúpido e três curtidores. O termo é "livramento".” O post viralizou, provocou o block de mais uns 20 haters e centenas de comentários de pessoas dizendo que não suportam mais os ataques de ódio em redes sociais. Vamos nessa hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 16, 202125 min

Ep 394Cafezinho 394 – Seu trabalho não nos interessa

Nos anos noventa, ao mudar de escritório, comprei um cesto de lixo lindo e coloquei dentro dele todos os troféus e prêmios que havíamos recebido. E deixei bem na entrada do departamento. Muita gente estranhou, mas a mensagem era explícita: os êxitos do passado não garantem os êxitos do futuro. Mas fui mais longe. Outro dia, limpando minha caixa postal encontrei um e-mail: “Olá Luciano. Sobre os livros apresentados, não tivemos sinalização positiva de nosso Conselho Editorial. Agradecemos sua atenção e estamos à disposição. Atenciosamente, Fulana de Tal”. Era uma resposta de uma grande editora, que me havia sido indicada por um conhecido como uma possível editora para meus livros. O recado implícito do e-mail era: “Luciano, seu trabalho não nos interessa”. Formatei o e-mail bem bonitinho, imprimi e pedi para emoldurar. Minha assistente estranhou: “Pô, mas o conteúdo é negativo!” Pois é. Esse quadrinho pendurado na minha parede me lembrará diariamente que tem gente que não se encanta com meu trabalho, que o fracasso faz parte de meu dia a dia, que sou falível como qualquer ser humano. Que não estou com a bola toda.  E cada vez que eu entrar em minha sala e encontrar o quadrinho, vou me sentir provocado e desafiado: ”Ah é, é? Vou mostrar pra eles!” Isso é o que eu chamo de “celebrar o fracasso”: aprender com nossos insucessos, transformar os momentos em que quebramos a cara em novos pontos de partida. Receber um “não”, não como uma derrota, mas como um desafio. Inverter o sinal, transformando o que deveria ser um fator desmotivador, numa provocação capaz de incendiar meu espírito e – acima de tudo – me inspirar.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 14, 20213 min

Ep 393Cafezinho 393 – Velhos razinzas

Como jovem profissional, eu ficava extasiado com a capacidade de tomar decisões, comandar equipes e lidar com problemas complexos dos executivos mais velhos. Mas eu achava que tinha mais coragem que eles, que podia tudo, pois eu tinha 24 anos! Com o tempo fui calibrando meu ímpeto, aprendendo com meus erros e sendo aceito pelos mais maduros. Foi um período de profundo aprendizado, que durou até meus 28 ou 30 anos. Na maturidade, percebi que não conseguiria mudar o mundo sozinho. Eu dependia de uma equipe que me permitisse combater os que não faziam e não deixavam fazer. Na maioria, “velhos ranzinzas que detinham o poder”. Percebi a importância de liderar equipes, motivando e desafiando, servindo de exemplo e orientando os fedelhos impertinentes para canalizar a energia na direção certa. E fui me aproximando dos quarenta anos. E dos velhos ranzinzas. Foi um período de conquistas que durou até os 45 anos. Após essa idade os acomodados começam a envelhecer, no pior sentido. Viram figuras quase decorativas, assistindo às besteiras sendo feitas e esperando sua hora chegar. Mas os inconformados ativos experimentam uma coisa louca: a bolsa escrotal perde a elasticidade. Ficam sem saco para ouvir absurdos, lidar com idiotas, dar murro em ponta de faca. Tornam-se contestadores, implicantes, chatos e negativos. E começam a incomodar o sistema. E são vagarosamente colocados para escanteio como se tivessem vencido seus prazos de validade, a maioria na plenitude da capacidade, mas cometendo o pecado mortal de não ter mais saco para a comédia corporativa. Velhos ranzinzas. Se no reino animal é a degeneração física que torna os mais velhos obsoletos, no reino humano são os estereótipos. Os mais velhos “são cheios de defeitos e manias já não têm energia para o trabalho, é mais difícil comandá-los, pois têm opinião e contestam. Além disso, têm família, dores e compromissos que os mais novos não têm. Os mais velhos são mais caros estão por fora das novas tecnologias e ondas do mercado. Em geral são mais feios, mais lerdos e… ranzinzas”. Já ouviu isso? Pois é. No universo profissional dos medíocres, os jovens têm futuro enquanto os velhos só têm passado. É assim que o processo funciona. Seria apenas triste, se não fosse burro…   Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 11, 20214 min

Ep 773Café Brasil 773 - Falando sobre nacao revisitado

O Brasil é um grande país, que precisa de um povo unido para resolver seus problemas. Mas parece que existe uma conspiração para desunir o país. Para dividir o povo em castas, em classes, em raças, em grupos. E fazer com que um seja inimigo do outro. Que loucura, né? Pois é. O programa de hoje é a revisita a um episódio publicado em Janeiro de 2010, cara... 11 anos atrás.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 9, 202129 min

Ep 392Cafezinho 392 – Eu vou matar a rainha

Na série Game Of Thrones, depois de uma sucessão de aventuras e de matar o clã dos Freys, Arya Stark, a adolescente que acabou se tornando a personagem principal da série, encontra um grupo de soldados na estrada, com os quais compartilha uma refeição. Curioso, um dos soldados pergunta por que “uma garota legal” estava indo para Porto Real? Arya responde: “Eu vou matar a rainha”. Todos caem na risada, inclusive ela. Ninguém acredita na menina, que revelou precisamente sua intenção. Para você, Arya mentiu? Para aqueles soldados, obviamente, sim. Para que uma afirmação seja mentira, a pessoa que a divulga tem de acreditar que é mentira. E tem de pretender que você acreditará nela. Ela precisa querer enganar você. Arya em momento algum mentiu para si. Mas sua afirmação era tão absurda, que os soldados levaram na brincadeira. Fosse hoje, diriam que Arya era terraplanista ou adepta de teorias da conspiração. E isso facilitaria que ela chegasse até a rainha. Estamos mergulhados na sociedade da mentira, e tem gente para todo lado usando fragmentos da verdade para que você pense que é mentira. O que fazer então? Ficar esperto pra não cair nas mentiras? Mais que isso. Uma passagem do livro Os Irmão Karamazov, de Dostoiéviski, traz uma reflexão preciosa sobre a mentira: “O principal é não mentir para si mesmo. Quem mente para si mesmo e dá ouvidos à própria mentira, chega a um ponto em que não distingue nenhuma verdade, nem em si, nem nos outros, e portanto, passa a desrespeitar a si mesmo e aos demais. Se respeitar ninguém, deixa de amar e, sem amor, para se ocupar e se distrair, entrega-se a paixões e a prazeres grosseiros e acaba na total bestialidade em seus vícios, e tudo isso movido pela contínua mentira para os outros e para si mesmo.” É isso. Tem tanta mentira em volta da gente, que acabamos mentindo para nós mesmos. E aí o estrago está feito.     Versão no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=wMZHOj37ImA   Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 7, 20214 min

Ep 391Cafezinho 391 – A suspensão da descrença

'Suspensão da descrença' é um termo cunhado pelo poeta inglês Samuel Taylor Coleridge em 1817. Coleridge escreveu assim: “... meus esforços deveriam ser dirigidos a pessoas e personagens sobrenaturais, ou pelo menos românticos, mas de forma a transferir de nossa natureza interior um interesse humano e uma aparência de verdade suficiente para obter para essas sombras da imaginação aquela suspensão voluntária da descrença naquele momento, que constitui a fé poética. " 'Suspender a descrença' é aceitar temporariamente como verossímeis eventos ou personagens que normalmente seriam vistos como incríveis. É isso que você faz voluntariamente quando assiste um filme e vê um sujeito voando. Ou aquele revólver que dá 30 tiros sem recarregar. Ou aquela vaga para estacionar o carro na frente do tribunal. A gente sabe que nada daquilo pode ser real, mas concorda em suspender a descrença para poder curtir a história. E assim, voluntariamente aceitamos como reais as propostas dos autores, para vivenciar plenamente o que o artista está tentando transmitir. O dinossauro, o gorila de 50 metros, o menino mágico, o morto-vivo ou o dragão que cospe fogo, existem! E durante algumas horas, vivemos momentos mágicos. Entendeu? Suspensão da descrença. Olha, eu consigo suspender a descrença e aceitar que a Charlize Theron, com um braço só, dê uma surra no Tom Hardy. Consigo aceitar que o Robert Downey tenha uma armadura de ferro que o faz voar. Consigo aceitar que o Henry Cavill voe com capa e tudo, e quando coloca um terno e óculos não seja reconhecido por ninguém. Consigo aceitar até que Nicholas Cage se transforme numa caveira com a cabeça de fogo. Mas aceitar que Renan Calheiros, Omar Aziz ou Randolph Rodrigues sejam paladinos da moralidade repletos de boa vontade e defendendo nossos interesses, é demais pra mim. Aí não é suspensão de descrença. É ser um otário mesmo.   Versão no Youtube:  https://youtu.be/TU9oTNCEzsM   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 4, 20214 min

Ep 388Cafezinho 388 – O MLA

Depois de quase 30 anos distribuindo conteúdo gratuito pela internet, no ano passado, em função da pandemia, mergulhei no mundo dos cursos on-line. Produzi dois deles, o Produtividade Antifrágil e em seguida o CAMP. Adultos não aprendem como as crianças, é preciso toda uma pegada diferenciada para lidar com a falta de tempo, motivação e disciplina das pessoas, sempre ocupadas. Estudar diante da tela de um computador ou celular não é moleza. Mas eu fui para cima, distribuindo os conteúdos em vídeo, áudio e texto, em formatos objetivos, com bom-humor e abordando temas recorrentes por ângulos inéditos e, por vezes, irreverentes. Sempre com aquela pegada provocacional, que está no meu DNA. O resultado foi que tivemos cerca de 1500 inscritos, num processo que me ensinou muito sobre a dinâmica da educação continuada. Agora dou mais um passo, integrando os conteúdos dos cursos a um processo e relacionamento com os estudantes. Estou lançando o MLA – Master Life Administration, um programa extenso de preparação mental e prática para enfrentar os principais desafios do seu dia a dia, neste mundo que já foi volátil, complexo, incerto e ambíguo e agora é frágil, ansioso, não linear e incompreensível. O MLA é um programa de educação continuada, focado no desenvolvimento da capacidade de julgamento e tomada de decisão dos participantes. É um treinamento on-line, também com reuniões interativas, que nesta primeira edição tem seis módulos elaborados a partir de minha experiência de quase 40 anos no incremento das habilidades necessárias para a liderança, comunicação, inovação, produtividade, planejamento e moral e ética. A entrega é sob forma de vídeos, áudios, textos em PDF e uma série de lives, nas quais eu sou o guia para os conteúdos. Sem contar com as surpresas. Por exemplo, há poucos dias, os primeiros assinantes do MLA tiveram um bate-papo de duas horas por Zoom com a Ilona Becskeházy, ex-secretária de educação do MEC. De quando em quando acontecem eventos aos quais só a turma do MLA tem acesso. Sem contar o grupo exclusivo no Whatsapp, onde as pessoas interagem, fazendo um network precioso e rico de conhecimento. Não tem o MBA – Master Business Administration? Pois vem aí o MLA – Master Life Administration, uma forma nova de praticar o fitness intelectual que deixará sua mente pronta para julgar e tomar as melhores decisões. Julgamento e tomada de decisão. Com esses dois atributos desenvolvidos, você desempenha bem em qualquer cenário ou função. Vamos nessa? As vagas são limitadíssimas e estamos dando prioridades aos alunos que já fizeram o CAMP. Mas mesmo que você não tenha feito, vale conhecer a proposta. Saiba mais acessando http://programamla.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 202110 min

Ep 387Cafezinho 387 – Os resignados

Mário Benedetti, um dos maiores escritores e poetas do Uruguai, em sua novela A Trégua, lançada em 1960, escreveu assim: “Ele me perguntou se eu achava que tudo estava melhor ou pior do que cinco anos atrás, quando ele foi embora. `Pior`, responderam minhas células por unanimidade. Mas depois tive que explicar. Ufa, que tarefa. Porque, na verdade, a corrupção sempre existiu, o acordo também, as negociatas, idem. O que está pior, então? Depois de muito espremer o cérebro, cheguei à conclusão de que o que está pior é a resignação. Os rebeldes passaram a semi-rebeldes, os semi-rebeldes a resignados. (…) Não se pode fazer nada, as pessoas dizem. Antes só quem queria conseguir algo ilícito é que subornava. Agora, quem quer conseguir algo lícito também suborna. E isso significa relaxo total.” Benedetti dizia que o que está pior é a resignação em 1960,  quando havia uma clara divisão entre esquerda e direita, a guerra fria assombrava a todos, Fidel acabara de derrubar Fulgêncio Batista em Cuba e a juventude estava tomada pelo ideal romântico da revolução que viraria o mundo de cabeça para baixo nos vinte anos seguintes! Tudo que não havia era resignação, pô! Se Benedetti achava que as pessoas estavam resignadas lá em 1960, o que acharia hoje, quando o mundo virou um balcão de troca? Quando vale tudo para obter ou manter o poder? Quando quem se rebela é atacado pelas patrulhas do politicamente correto? Quando é feio dizer na cara de um mentiroso que ele está mentindo? Quando quem reclama e grita é considerado mal educado? Repito: se Mário Benedetti achava que estávamos resignados em 1960, acharia o que hoje? Que estamos resignadíssimos? Resignadassos? Resignados ao cubo? Resignadalhos? Hiper-Mega-Resignados?  Resignadásticos? Eu sei lá. Pois eu acho que o adjetivo é frouxos mesmo.   Versão no Youtube: https://www.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 20214 min

Ep 390Cafezinho 390 - Sobre relevância

Então vem aquele terremoto do Haiti e morre Zilda Arns. A mesma comunidade (jovem, muito jovem) do Twitter que havia passado dois dias discutindo a morte de Brittany Murphy, uma jovem e obscura atriz de séries e filmes B dos Estados Unidos, ficou repleta de gente dizendo - Zilda quem? A definição de “relevância” numa sociedade em que Zilda Arns perde para Brittany Murphy, Tom Jobim perde para o Latino e Machado de Assis perde para Paulo Coelho, é relativa. Nada é relevante por si. As coisas tornam-se relevantes, quer ver? Sabe aquele cerimonial da tripulação nos aviões antes da decolagem, explicando como é que se usa o cinto de segurança e as máscaras de oxigênio, não é? Quem viaja muito já viu tantas vezes que nem repara mais. Para essas pessoas o cerimonial pré decolagem não tem mais nenhuma relevância. Mas agora imagine que o piloto diga pelo sistema de som que as condições meteorológicas estão ruins, mas que ele vai “tentar decolar mesmo assim”… Você tem alguma dúvida de que todo mundo prestará atenção nas instruções da tripulação, mesmo que sejam as mesmas de sempre? Pois é… Mudou o contexto e repentinamente as explicações, às quais quase ninguém ligava, ganham relevância. Um caixa de banco que atende bem não é relevante, isso é o que se espera dele, é previsível. Mas se todos os outros caixas atenderem mal, aquele que cumpre sua obrigação torna-se relevante. Um juiz que julga com justiça, não é relevante, isso é obrigação. Mas se os outros julgarem defendendo bandidos, o justo passa a ser relevante. Contexto. Relevância depende, portanto, do contexto e dos valores e convicções que determinam nossas escolhas. Portanto, escolher (conscientemente ou por ignorância) que a morte de Brittany Murphy é mais relevante que a de Zilda Arns não indica que você é uma pessoa boa ou ruim. Mas dá uma pista sobre suas prioridades e visão de mundo. Você é o resultado de suas escolhas, alguém disse um dia. E se só o que é relevante impacta em suas ações, preste bastante atenção às coisas às quais você escolhe dar relevância.   Versão no Youtube: https://youtu.be/s8xtYnFLshE   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 20214 min

Ep 772Café Brasil 772 - ComunicaAgro live 1

Um Dia, descobri que grande parte dos ouvintes do Podcast Café Brasil, trabalha no Agronegócio. Por isso comecei a trazer temas do Agro para o Podcast, e o que você ouvirá hoje é o áudio da primeira live de um projeto chamado ComunicaAgro, que fiz com meu amigo José Luiz Tejon. Ah, você não é do agro? Não importa. A conversa é para todos os públicos. Vem comigo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 20211h 27m

Ep 389Cafezinho 389 - O Poder da Identidade

Terminei de gravar mais um Podsumário, que todo mês é enviado aos assinantes do Café Brasil Premium. Desta vez foi o O Poder da Identidade, que é interessantíssimo. Escolhi este tema por sentir que um dos grandes problemas que nos afligem atualmente é a perda da identidade, diante dos esforços incansáveis de grupos coletivistas, que atuam para que o indivíduo seja menos importante que o grupo. A consequência é a tentativa jamais bem sucedida de combinar igualdade com liberdade. É impossível! Se você tem de ser igual aos outros, não tem a liberdade de ser você mesmo. Essa luta é antiga e provavelmente não terminará nunca. O princípio chave aqui é que o ser antecede o fazer. Quem somos (nossa identidade) molda o que fazemos (nosso comportamento). Bem interessante esse capítulo, especialmente num tempo em que temos sido pressionados a tomar partido em todas as instâncias de nossas vidas. Muitas vezes, por medo de parecermos injustos ou gananciosos ou ainda incapazes de praticar a empatia. Para todo lado vemos essa espécie de viés cognitivo: o artista famoso engajado em causas ambientalistas, que se desloca pra lá e pra cá em seu jatinho poluidor; o político defensor da igualdade social que se esbalda queimando verbas públicas com suas mordomias; o ativista da causa LGBT usando boina de Che Guevara, e assim por diante. O que a princípio parece um desvio de caráter, ou seja, a vontade de lacrar para sua patota, de afetar uma virtude que não pratica, pode ser uma questão de identidade. A pessoa se sente uma coisa, mas pratica outra. Bem, o Podsumário está chegando para os assinantes, e de onde ele vem, tem mais 42. Mas é só para assinantes. Ficou interessado? Acesse o Cafebrasilpremium.com.br e dê uma olhada. Você vai mergulhar num mundo de conteúdo rico, de aplicação imediata, sem blá blá blá e ainda com acesso a um grupo no Telegram repleto de gente que, como você quer crescer.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 28, 20217 min

Ep 771Café Brasil 771 - LiderCast Aurelio Alfieri

Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, apaixonado pela atividade física equilibrada para a promoção da saúde. Seu trabalho é focado na sobre qualidade de vida e longevidade, e me chamou atenção quando, no começo da pandemia, focou seu trabalho nos exercícios físicos para idosos. mas tem um case maravilhoso de marketing digital aí. É com ele que vamos conversar hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 26, 20211h 47m

Ep 770Café Brasil 770 - O kit para detecção de bobagens

Michael Shermer é fundador da The Skeptics Society, a sociedade dos céticos, e editor chefe da revista, Skeptic, que se dedica a investigar alegações pseudocientíficas e sobrenaturais. A Fundação Richard Dawkins pela Razão e Ciência publicou um vídeo com ele, chamado “Kit de Detecção de Bobagens”, com dez questões que você deve perguntar quando encontrar esse povo cheio de certezas que prega suas verdades por aí. A inspiração para o Kit foi, evidentemente, Carl Sagan e o vídeo já existe legendado no Youtube, vou colocar o link no roteiro deste programa em portalcafebrasil.com.br. Este episódio é a adaptação do texto daquele vídeo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 19, 202130 min

Ep 386Cafezinho 386 – Imunização Cognitiva

Vou repetir neste novo formato, o texto “imunização cognitiva”, de um cafezinho anterior. A imunização cognitiva é um escudo que permite que as pessoas se agarrem a valores e crenças, mesmo que fatos objetivos demonstrem que eles não correspondem à verdade. Existem ao menos cinco fases no processo de imunização cognitiva. Primeira fase: isolamento. A pessoa vai eliminando de seu convívio quem pensa diferente dela. Segunda fase: redução da exposição às ideias contrárias. Só leio argumentos com os quais eu concordo. Terceira fase: conexão das crenças a emoções poderosas. “Se você não seguir essa ideia, algo de ruim vai acontecer”. Quarta fase: associação a grupos que trabalham para combater as ideias dos grupos contrários. Quinta fase: a repetição. Cria-se um tema, um slogan, que materializa um determinado credo ou visão, que passa a ser repetido como um mantra, numa técnica de aprendizado, de lavagem cerebral: “Fora Temer”… “Foi golpe”… Os especialistas em psicologia das massas sabem que nossas mentes evoluíram muito mais para proteger nossos credos do que para avaliar o que é verdade e o que é mentira. E aí não adianta argumentar, mostrar o vídeo, o recibo, o cheque, a foto, o testemunho do caseiro, a ordem da transportadora, o grampo telefônico, a mala de dinheiro, a pesquisa publicada na revista… O imunizado cognitivo está vacinado contra fatos objetivos. Para ele, argumentos lógicos não têm relevância. É por isso que vemos tanta gente com estudo, inteligente, articulada, honesta, que a gente sabe que não é canalha, defendendo em público o indefensável. Como é que essas pessoas chegam a esse ponto? Imunização cognitiva, meu caro. Defendem crenças, não defendem a verdade.   Versão no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=SVitO0Nzh20   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 17, 20214 min

Ep 385Cafezinho 385 - O Vagabundo

Cafezinho 385 – O vagabundo Aproveitando que o termo ganhou relevância, tentei me lembrar da primeira vez que ouvi o termo “vagabundo”. Foi muito tempo atrás, e na maioria das vezes eu conectei o termo com o mais famoso vagabundo da história: Carlitos, o personagem interpretado por Charles Chaplin em filmes geniais em preto e branco, que fizeram a história do cinema. Portanto, “vagabundo”, para mim, tem uma conotação romântica e afetuosa.Tentando, pra usar um termo que anda na moda, ressignificar essa minha percepção no contexto atual, procurei o significado de “vagabundo” no Google e encontrei o seguinte:Característica de quem caminha sem rumo determinado, que perambula ou vagueia; andarilho. Não é o caso. Característica de quem vive de maneira desocupada, que não possui ocupação, que não tem vontade de realizar suas tarefas. Não é o caso.Característica de quem não trabalha ou não gosta de trabalhar; vadio: aluno vagabundo. Não é o caso. Aquele que não possui um endereço fixo ou um negócio/ocupação constante. Não é o caso. Característica daquilo ou de quem expressa inconstância, que se comporta de modo volúvel: coração vagabundo. Hummm... pode ser. Característica daquilo que apresenta péssima qualidade; inferior. Também pode ser. Desprovido de honestidade, que se comporta de modo desonesto; malandro, canalha. Uau. Achei! É isso. Aquele vagabundo do cinema mudo, gentil, simples, ingênuo e cavalheiro, cheio de graça, não existe mais, é só memória.O vagabundo de hoje usa terno, tem fala mansa, ganha muito bem, vagueia pelas catacumbas do poder conspirando para manter-se no poder e não tem o menor problema de exibir em público sua desonestidade.O vagabundo de hoje é um canalha. Que não tem graça nenhuma. Versão no Youtube:  https://youtu.be/sphAdGswJzk Este cafezinho chega a você com apoio do cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 14, 20214 min

Ep 769Café Brasil 769 - Paulo Gustavo e as 48 horas

Olha: eu tinha já começado a montar um programa sobre a regra das 48 horas quando, de repente, morreu o Paulo Gustavo. A princípio eu ia deixar passar batido, mas a reação foi tão grande que eu decidi misturar as duas coisas. Peguei um programa meio andado e trouxe alguns textos a respeito do Paulo Gustavo pra usar hoje aqui com você, tá bom? Então vamos lá?See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 12, 202128 min

Ep 384Cafezinho 384 – Gente estúpida

Na imagem do topo do meu Facebook está escrito Stop Making Stupid People Famous: Pare de tornar pessoas estúpidas, famosas. Esse é o título de um livro de Moaml Mohhmed, no qual ele diz assim: "A fama é frequentemente concedida a qualquer um que por acaso atrai as massas em um determinado momento. E essas massas são, em grande parte, compostas de idiotas incapazes de distinguir talento de reputação. As pessoas que adquirem fama geralmente refletem os gostos (ou a falta deles) dessas pessoas muito simples e muito básicas. E esses famosos dificilmente estão qualificados para avaliar a importância dessas pessoas simples e de suas características definidoras. Às vezes, basta ter conhecimento da existência e dos detalhes dessas pessoas famosas para que as pessoas simples se sintam realizadas, em oposição a realmente realizar algo digno de seu tempo. Suponho que isso poderia ser uma forma de vida projetada, e se for, é uma das formas mais cruéis. Em conclusão, você tem todo o direito de acreditar que alguém famoso é melhor do que você, mesmo que seja simplesmente porque é famoso. Mas acreditar que eles são melhores do que todos os que não são famosos é uma demonstração de ignorância.” Distinguir talento de reputação, veja que questão interessante. Houve um tempo em que, para ser famosa, a pessoa precisava fazer algo extraordinário. Um ator talentoso, um esportista excepcional, alguém que superou uma dificuldade impossível. A pessoa tinha de fazer algo excepcional. Com as mídias de massa, isso se perdeu. Agora basta que a pessoa seja excêntrica, arrume uma treta ou se comporte fora da média. Não importa a qualidade do que ela faz, mas o que ela faz, desde que atraia atenção. E por atrair atenção, atrai mais atenção. Esse é o fenômeno das redes sociais: a celebridade se torna celebridade por ser... celebridade. Mesmo que seja estúpida! Mas o processo só funciona se outras pessoas a tornarem famosa. Entendeu o ciclo? Não? Então você já faz parte dele.     Versão no Youtube: https://youtu.be/sphAdGswJzk   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 10, 20214 min

Ep 383Cafezinho 383 – Dicas do tio Lu

Vira e mexe, jovens pedem pro tio aqui conselhos sobre carreira. É uma situação de alta responsabilidade. É fácil entrar na onda e dizer que tudo é difícil, tudo é perigoso, tudo é complicado, mas não é esse tipo de conselho eles precisam. Essas porcarias eles aprendem assistindo TV. Preparei uma série de pensamentos, sem me preocupar em seguir alguma lógica. Talvez alguém ache que eles servem para alguma coisa: Cerque-se de gente inteligente. Andando com gente burra você se acostuma com a burrice. Fique de olho no seu chefe. Ele tem que ser motivo de inspiração, admiração, dar prazer de estar com ele. Fuja de chefes medíocres. Assine publicações que falem de carreira e que exponham a ideias novas, que não se limitem a contar fatos, mas que tragam artigos de gente que sabe refletir. E tente encontrar pontos de vista diferentes dos seus. Leia sobre como funciona o seu cérebro, seu processo de julgamento e tomada de decisão. Aprenda a pensar antes de aprender a fazer. Ouse. Não tenha medo de parecer ridículo, de errar e de perder likes ou seguidores. Ame o que você faz. Participe de seminários, palestras, onde haja gente buscando conhecimento. Valorize seu tempo de vida. Faça um curso de teatro! Aprenda a se expressar. É impressionante como isso será útil no futuro. Fique indignado com tudo aquilo que você considera que vai contra seus valores. Manifeste sua indignação. Por fim, leia. Leia, leia, leia. Tome contato com as ideias de outras pessoas através da leitura. Enriqueça seu repertório. Você vai dar valor a isso no futuro. Tudo óbvio, não é? Pois é. Não sei quantos anos você tem, mas garanto que perdeu um monte de oportunidades por não ter feito o óbvio, não é? Olha, sugiro que você experimente também fazer sua lista de dicas. Você vai se surpreender ao se descobrir aprendendo com o que já sabe...   Versão no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=VqRBRQwia7s   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 7, 20214 min

Ep 768Cafe Brasil 768 -Expedição Franklin

Como é que a gente age diante do desconhecido? Bem, buscamos o conhecimento que temos e fazemos planos, não é? A partir de nossa vivência e das projeções futuras.  Mas a única coisa certa nesses planos, são as incertezas.  Portanto, a sensação de segurança que os planos trazem é falsa! Vou usar uma história inacreditável pra contar como isso acontece: a fatídica Expedição Franklin. See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 5, 202127 min

Ep 382Cafezinho 382 – Fazer o quê?

Em minha vida profissional sempre me deparei com coisas que não aconteciam, os “não-eventos”. E ao interpelar o responsável, invariavelmente vinha um “to esperando o fulano”, “to esperando a liberação”, “to esperando o orçamento” e outras variedades de esperas. E quando eu apertava a pessoa, vinha aquele infalível, “fazer o quê”? E a culpa do não acontecimento era confortavelmente transferida para um terceiro.  Num texto de Moacyr Scliar que tratava da eliminação do Brasil numa das copas do mundo, ele dizia que a frase mais comum foi o clássico “Fazer o quê?”, marca registrada do fatalismo brasileiro. Perdemos, fazer o quê? E Scliar explica: “‘Fazer o quê?’ serve para o curto prazo, para o momento de perplexidade, de desamparo. (...) No caso, esse desamparo resulta, não do destino, mas de uma invencível compulsão. O cara que prefere a sede à água, o cara que prefere, à cabeça, a parede que vai rachar a cabeça, esse cara realmente vai se ferrar, mas não pode evitá-lo: é o seu jeito de ser, fazer o quê? Por definição, trata-se de uma pergunta sem resposta, o símbolo da resignação. Uma resignação que, aliás, até ajuda as pessoas, impedindo-as de caírem no desespero. Numa crônica, Fernando Sabino fala de sua empregada que, numa daquelas chuvaradas devastadoras, perdeu o barraco onde morava. Além do “fazer o quê?”, a mulher produziu uma reflexão consoladora: pelo menos, ela disse, não vai faltar água para a lavoura. Quando alguém se queixa de coisas como tristeza, sensação de inutilidade, desamparo, um norte-americano inevitavelmente dirá: ‘Do something about it’, faça alguma coisa a respeito, não fique se lamentando. Fazer, numa sociedade eminentemente pragmática, é a coisa básica. Foi pelo fazer que os norte-americanos chegaram onde chegaram, mesmo que o modelo por eles construído desagrade a muita gente. Para a vida como um todo, a pergunta correta é ‘O que fazer?’“   Versão no Youtube:  https://youtu.be/Fl_jhZGDPjY   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 3, 20214 min

Ep 381Cafezinho 381 – País-pererê

Eis uma situação / totalmente pervertida -- uma nação que é rica / consegue ficar falida, o ouro brota em nosso peito, / mas mendigamos com a mão, uma nação encarcerada / que doa a chave ao carcereiro para ficar na prisão. Cada povo tem o governo que merece? Ou cada povo / tem os ladrões a que enriquece? Cada povo tem os ricos que o enobrecem? Ou cada povo tem os pulhas / que o empobrecem? O fato é que cada vez mais / mais se entristece esse povo num rosário de contas e promessas num sobe e desce de prantos e preces. Este não é um país sério / já dizia o general. O que somos afinal? / Um país-pererê? folclórico? tropical? misturando morte e carnaval? Um povo de degradados? / Filhos de degredados largados no litoral? / Um povo-macunaíma sem caráter-nacional? Espelho, espelho meu! / há um país mais perdido que o meu? Espelho, espelho meu! / há um governo mais omisso que o meu? Espelho, espelho meu! / há um povo mais passivo que o meu? E o espelho respondeu / algo que se perdeu entre o inferno que padeço / e o desencanto do céu. Esse é um trecho de um poema de Affonso Romano de Sant´Anna publicado em 1998. Ouviu? Mil-novecentos-e-noventa-e-oito. Eu lembrei dele quanto tentei escrever um texto sobre a CPI do Covidão e seu relator Renan Calheiros. Foi inevitável pensar nesta nação Macunaíma com seus heróis sem caráter.   Versão no Youtube:   https://youtu.be/FfgE2miKoAU   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 30, 20213 min

Ep 767Café Brasil 767 - Sexo bom revisitado

E aí? Vai um filminho de sacanagem? Uma pornografiazinha básica? Um brinquedinho daqueles? Uma coisinha pra apimentar a relação? Como é que você se relaciona com essa questão de apimentar o sexo, hein? Bem, o programa de hoje vai tratar do negócio do sexo. é uma revisita a um programa lá de 2013 e o ponto de vista aqui é diferente de tudo que você já viu e ouviu. Quer apostar? O papo é bastante sério, mas eu não posso dizer o mesmo da trilha sonora, cara… O meu conselho é: quando entrar a música, tire as crianças da sala.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 28, 202137 min

Ep 380Cafezinho 380 – Minha vida naquela rua

O texto de hoje é de autoria de Walter Mancini, de 78 anos. Não fecharei as portas . Uma notícia falsa que circulou recentemente na internet dizia que, devido as medidas de isolamento social implementadas em São Paulo, meu restaurante, o Famíglia Mancini, estava falido e iria fechar as portas para sempre. É mentira. De certa forma o boato foi bom, porque recebi dezenas de ligações, e-mails e até cartas de clientes de todo Brasil me apoiando, isso me deu ainda mais gás para lutar pelo meu negócio. Há 42 anos, em 10 de maio de 1980, eu fundei o Famíglia Mancini na rua Avanhandava, na capital paulista. Desde então, todos os dias, às 6h30 da manhã, eu sou o primeiro a chegar. E o último a sair, já de madrugada. Tanto trabalho rendeu frutos. De lá para cá, na mesma rua, abri outros quatro restaurantes e uma galeria de arte. Minha filha inaugurou por lá uma loja de roupas e acessórios. Revitalizamos a vizinhança e a transformamos em um ponto turístico, um pólo gastronômico a céu aberto. Desde o estouro da pandemia, no entanto, as coisas ficaram bastante difíceis. Não só o meu restaurante, como todos os outros, foram obrigados a fechar as portas, atendendo somente por delivery. Nesse abre e fecha, infelizmente voltamos a servir almoço a partir deste sábado, 24. Mas a queda foi tão grande que, se antes eu comprava um caminhão de verduras e legumes no Ceasa, hoje é suficiente ir à feira livre. Os meses foram passando e meu caixa acabou. Para manter todos os meus estabelecimentos abertos, honrar compromissos com fornecedores e, principalmente, pagar todos os meus funcionários, precisei recorrer ao banco. Desde então, em média, tenho despesas mensais de cerca de R$130.000,00 por restaurante. Somando tudo, em um ano acumulei 9 milhões de reais em empréstimos. Estou no limite do meu crédito. Mas não estou falido. Hoje, eu ainda emprego cerca de 300 funcionários. Antes, eram mais, mas muitos foram embora. Acertei as contas com todos eles, com decência e dentro da lei. Sem traumas e numa relação carinhosa e de agradecimento. Daí, você me pergunta: não seria melhor fechar? Não! E a razão é simples: a minha vida está naquela rua. Eu quero que aqueles restaurantes durem mais 100 anos. Não sou um investidor. Sou o mantenedor. Cuido com amor. Eu não sei onde isso tudo vai dar, mas sei que, se os restaurantes morrerem, eu morro junto. Morre o restaurante, morre o Valter. Mas eu não me entrego fácil. Não posso deixar baixar o moral. Vou lutar para sobreviver porque aquilo ali é a minha história, eu estou defendendo a minha vida. Daqueles restaurantes eu tirei o sustento da minha casa e a criação dos meus filhos. Não existe para mim essa história de “encerrar as atividades”. Isso nem passa pela minha cabeça. Estou falando da herança dos meus filhos, e não dá para pegar um legado e jogar fora. Para mim aquelas casas têm as digitais de Deus. Então, como eu posso fechar um lugar assim? Seria uma ousadia. Eu sou apenas o caseiro Dele. Mesmo diante de uma situação tão dramática, hoje eu estou tranquilo e sereno. Sabe por quê? Porque eu não persigo dinheiro. Eu persigo um sonho. Eu não quero o lucro ou trocar de carro todo ano. Minha natureza não é a da ganância. Eu quero ver a máquina voltar a andar, quero ver aquela rua toda iluminada novamente e repleta de pessoas felizes, com saúde e com esperança de viver. O que pingar no meu caixa eu vou usar para pagar todas as contas. Não estou desesperado. Eu estou, sim, agradecido de ter a companhia dos meus colaboradores e funcionários. Sem soberba, devo tudo aos meus funcionários e os meus clientes. Estamos todos abraçados. A rua Avanhandava não morreu. Ela só está adormecida e vai acordar já, já. Essa crise é como uma batalha para mim. Eu vou defender aquilo que eu criei. Vou lutar e vou vencer.   Versão no Youtube:  https://youtu.be/_2xn6N57PUo   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 26, 20216 min

Ep 379Cafezinho 379 – Mentiras

A mentira está institucionalizada, em horário nobre e na cara dura. Ou melhor, cara de pau. E a mentira quase nunca é confrontada com a verdade. O sujeito chega na mídia, diz uma mentira descarada e fica tudo por isso mesmo. Houve um tempo em que jornalistas ridicularizavam o mentiroso. Hoje não, especialmente se o mentiroso fizer parte da minha tribo. Mentir é parte do jogo e contestar a mentira é “ser grosso”, “jogo político”, “criar factóides” e algum ismo aí. E neste Brasil onde “nóis invertemo as coisa” os mentirosos são tratados com respeito, pompa e circunstância. É um tal de “senhor candidato” pra cá, Vossa Excelência pra lá que me deixa nervoso!  Pô, quando é que essa gente será tratada como “mentiroso de uma figa”? Vivemos tempos complicados, nossa saúde, nossas finanças, nosso futuro estão ameaçados. Nós precisamos de nossas tribos para nos sentirmos seguros, protegidos, por isso nos tornamos cada vez mais tribais, polarizados. E as mentiras se tornam ainda mais poderosas. Abrimos mão de nossa inteligência para dar licença às mentiras dos iluminados que nos prometem proteção. E aí é isso que está aí... Afinal, as mentiras ditas pelos líderes de sua tribo, em nome de sua segurança, são para seu bem-estar, não é? Olha, bote uma coisa na cabeça: tirando as pessoas que amam você, ninguém está interessado em sua saúde, em sua segurança, em seu bem-estar. O interesse é no poder, na vitória mesmo que a custo de conflitos e divisões. E se para isso tiver de sacrificar a verdade, paciência. Sempre, sempre haverá alguém tentando progredir às suas custas. Acredite. Isso não é mentira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 23, 20214 min

Ep 766Cafe Brasil 766 - LíderCast Ilona Becskeházy

E a educação brasileira, como é que vai, hein? Mal, não é? E não é de hoje. Para todo lado aparecem especialistas com a solução que jamais é implementada. O discurso é ótimo cara, mas o resultado é pífio. Pois eu fui buscar alguém que vem do universo corporativo, de um mundo focado na gestão e na eficiência, para contribuir com a solução para esse nosso carma. Neste episódio, mais um da série LíderCast, trago Ilona Becskeházy, ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, para discutir o assunto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 21, 20211h 44m

Ep 378Cafezinho 378 – Capitu traiu Bentinho?

No grupo do Telegram da Confraria Café Brasil, surgiu uma interessante discussão: no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, Capitu traiu ou não Bentinho? Na discussão, mostrei um trecho de uma entrevista da escritora Lygia Fagundes Telles, onde ela diz que fez algumas leituras do romance. A primeira, ainda jovem, a segunda leitura, já madura. E então, aos 80 anos, Lygia diz: “Capitu traiu Bentinho? Eu já não sei mais. Minha última versão é essa, não sei. Acho que, enfim, suspendi o juízo. No começo, ela era uma santa; na segunda, um monstro. Agora, na velhice, eu não sei.”    Em diversos episódios de meu podcast Café Brasil tenho focado na importância da dúvida, para desespero dos que sabem tudo. Aí vem o rótulo de negacionista, terraplanista e outras bobagens, que fazem parte do repertório dos que têm certeza de tudo e que acabam sendo os verdadeiros negacionistas.   Conheço um monte de gente com conhecimento, ilustrada, gente com muita experiência de vida e que...se acha. Gente que transforma conhecimento em fé. Falta-lhe al inteligência emocional que coloca o conhecimento nos trilhos. Wilson Mizner, dramaturgo e escritor norte-americano, um dia disse assim: Respeito a fé, mas é a dúvida que educa. Alimentar a dúvida é um exercício de fitness intelectual, sacou? No podcast Café Brasil 706 – Humildade Intelectual, eu digo que a humildade representa a liberdade de não ter de provar todo o tempo que você é superior. A humildade é cheia de emoções encantadoras, como admiração, companheirismo e gratidão. Humildade é o reconhecimento de que existe muito que você não sabe, e que muito do que você sabe está errado ou distorcido. A humildade de assumir a dúvida leva à sabedoria.   Versão no Youtube:  https://youtu.be/Lq933v5W-2U   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 19, 20213 min

Convite para três encontros

Nos dias 26,27, e 28 de abril, Luciano Pires promoverá três encontros virtuais como parte do Desafio AS MÍDIAS E EU. Depois de mais de 30 anos como criador de conteúdo, tendo a informação como matéria prima, Luciano desenvolveu métodos para filtrar as informações, selecionando aquilo que é pertinente dentro do tsunami de mentiras, fake news e manipulação no qual se transformaram as diversas mídias.Descubra o passo a passo para se proteger das mentiras, refinando sua capacidade de julgamento e tomada de boas decisões.Saiba mais em https://mlacafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 17, 20212 min

Ep 377Cafezinho 377 – Uma onda de crimes

Lincoln Steffens foi possivelmente o maior repórter investigativo americano da história. Sua autobiografia registra como ele e seu principal concorrente, iniciaram uma onda de crimes quando Theodore Roosevelt era presidente da Comissão de Polícia de Nova York. Uma tarde, Steffens estava no porão do quartel-general da polícia, onde os policiais jogavam pôquer. Pensando que ele estava dormindo, os detetives contaram uma história sobre como um jovem policial ingênuo ajudou alguns homens a carregar uma carroça porque suas coisas estavam bagunçando a rua. E depois descobriu que os homens eram ladrões que haviam limpado a casa. Steffens escreveu a história para o New York Post. Seu principal concorrente, Jacob Riis do The Evening Sun, foi repreendido por seus editores por ter sido furado, e então apareceu com uma história de crime que Steffens não tinha. Entrando numa competição pelo maior furo, os dois repórteres policiais redobraram seus esforços e logo os jornais de Nova York estavam cheios de histórias de crime, espalhando o pânico entre os moradores da cidade. Isso foi constrangedor para Roosevelt, que deveria ser um reformador. Roosevelt chamou os dois repórteres em seu escritório. Riis confessou que teve acesso não autorizado aos relatórios da polícia porque eles foram colocados em uma determinada mesa. Steffens contou sobre seus cochilos. Eles combinaram uma trégua e a “onda de crimes” cessou. Veja bem, não é que os crimes tenham parado, mas o relato massivo sobre os crimes parou. E a impressão de uma onda crescente de crimes desapareceu e a vida da população de Nova Iorque voltou ao normal. Isso aconteceu por volta do ano 1900. Notícias são as coisas importantes e interessantes que acontecem ao longo do dia. Mas quem define o que é importante e o que é interessante? Quem vai contar os fatos. Essa história mostra bem como “notícia” é tudo aquilo que o jornalista ou editor quiser que seja. Em outras palavras: notícias são fabricadas. E a intensidade que o jornalista ou editor der a ela determina como sua cabeça será feita. ______________________________________ O mundo está caótico, as fontes de informação deixaram de ser confiáveis e você é forçado a tomar decisões nesse cenário. Muitas pessoas não acreditam mais nas fontes tradicionais de informações que as guiaram até aqui. Outras estão completamente afogadas pelo tsunami de dados e informações que chegam pela internet sem qualquer ordem, priorização ou filtragem. Esse cenário é irreversível. É dentro dele que temos de encontrar o alimento intelectual para guiar nossas escolhas. E é natural que, em meio ao caos e à histeria, você se sinta inseguro e angustiado. Meu, para que lado eu vou? Quem conseguir se livrar dessa insegurança que tira o sono, saberá com inteligência julgar e fazer as escolhas certas para sua vida pessoal e profissional. Simples não é, mas existem métodos. Saiba mais em http://mlacafebrasil.com _________________________ Versão no Youtube:  https://youtu.be/l-pTQWzuy4I   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 16, 20217 min

Ep 763Café Brasil 765 - Foxes and Fossils

Mais um Café Brasil musical, daqueles que eu adoro fazer. Descubro uma banda e apresento para você. Hoje é a turma do Foxes and Fossils, uma banda que nunca gravou um disco, que não fez turnês, que toca covers e... bom, escute os caras.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 14, 202138 min

Ep 376Cafezinho 376 – Amizades supérfluas

Quando digo que amizades verdadeiras não deveriam ser desfeitas por desavenças políticas, não nego a importância dessas desavenças. Nossas vidas serão dramaticamente afetadas pelas pessoas que escolhermos para exercer o poder. Quem nega suas convicções para não magoar os outros, submete-se às convicções desses outros. É muito raro encontrar alguém que concorde 100% com nossas opiniões. A regra é que surjam sempre discordâncias, mas é preciso lembrar que ideias têm consequências. Existem certos valores íntimos que, se não forem compartilhados, impedem que uma amizade verdadeira permaneça. Ficam amizades supérfluas. Me afastei de um amigo quando descobri que ele agia como um cavalo com a esposa. Me afastei de um amigo que virou sócio ao perceber que era um mentiroso contumaz.  Nossos credos, nossos valores jamais devem servir como desculpa para a falta de decência ou de empatia. Nossos credos e valores jamais devem ser postos de lado em nome da amizade. Mas se com valores não se mexe, é possível negociar com os credos. Ser flexível. Aceitar, até um limite, quem acredita em coisas diferentes. É por isso que, no meio de uma limpa gigantesca, mantive amigos que defendem o socialismo ou passam pano para os criminosos que gerenciaram o Brasil por quase 20 anos, por exemplo. A amizade deles não é supérflua, vale mais que as crenças políticas. Essa é a consequência boa da polarização do país: estamos valorizando as amizades que valem o tempo de vida que aplicamos a elas. E tempo de vida se valoriza não apenas em quantidade, mas em qualidade. Não tenho tempo de vida para amizades supérfluas.     Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 12, 20213 min

Ep 375Cafezinho 375 – As Mídias E Eu

Quem me conhece sabe que há mais de 30 anos eu trabalho gerando conteúdo, publicando de várias formas em vídeos, podcasts, textos, mídias sociais e livros. Uso canais muito diferentes para passar informação ou conteúdos para vocês. A informação a minha matéria prima. Eu vivo de informação e não procuro informação apenas para saber o que aconteceu no mundo, mas para criar meus meus conteúdos e repassar para você. Então eu tenho um compromisso muito maior, não é só comigo mesmo, mas com você. Eu preciso cuidar para que os conteúdos que estou repassando tenham um mínimo de transparência, o pé na verdade, que sejam isentos da medida do possível. Entre um fato e você, normalmente existe uma mídia, a forma como aquela informação chegou até você. Pode ser através de um jornal ou de uma revista, da TV, do rádio, de um outdoor, do grupo de WhatsApp e de uma rede social, não importa. Tem uma mídia no meio do caminho. E essa mídia sempre tem donos, que sempre têm sua visão do mundo. Eles têm interesses que são econômicos, têm interesses políticos e têm interesses ideológicos. Eles vão evidentemente enxergar a verdade através desses interesses. É assim que funciona e é natural que seja assim. E não há problema nenhum desde que você saiba de qual janela está vendo o mundo. O que acontece hoje em dia é que, além de não dizer qual é a janela, essas pessoas andam manipulando os fatos. Contam mentiras usando verdades, pegam fragmentos de informações, manipulam, torcem a verdade, colocam uma palavra bem sacana, mudam um título, uma ilustração, uma fotografia. E através dessa manipulação, conseguem levar você a tirar conclusões que não têm um pé na verdade. São conclusões que interessam aos interesses deles. Se você não abrir o olho, vira presa. Você não detém as técnicas, não está o dia inteiro estudando as informações, você se abastece aqui e ali de alguma coisa que entra pelo seu celular. Você pega fragmentos da verdade, que normalmente são muito bem dirigidos, muito bem trabalhados. Eles não chegam a você por acaso, eles não chegam a você de qualquer forma, a partir da generosidade de alguém que está contando uma história. Hoje em dia os caras chegam com uma opinião sobre os fatos. O fato em si,  raramente aparece. Ele vem com uma opinião. As pessoas não querem dizer o que está acontecendo, querem dizer porque é que está acontecendo na visão delas. Se você não abrir o olho, você vai dançar. Eu trabalho com isso há 30 anos, tive que aprender como é que faz para se proteger minimamente desse tsunami de informações. Tive de criar uma armadura que, se não me livra de ser presa das mentiras, no mínimo garante que eu tenha uma visão crítica. Quais cuidados eu devo tomar antes de consumir uma informação e, principalmente, antes de passar essa informação para frente. Dias 26, 27 e 28 agora vai acontecer o DESAFIO AS MÍDIAS E EU. São três reuniões, três lives,  três aulas, chame como você quiser, com mais ou menos 40 minutos cada uma, onde vou contar como é que essas coisas acontecem e quais são os truques usados. Usarei uma série de exemplos de como é que essa manipulação acontece e, principalmente, quais cuidados devemos tomar. Quais métodos a gente pode usar para tentar se proteger dessa enxurrada de gente apontando o dedo, dizendo que sabe tudo, trazendo uma visão de mundo deles que se acham os donos da verdade. A tentativa é provocar uma reflexão sobre o desenvolvimento da nossa capacidade de julgamento e tomada de decisão. Se meu repertório está enviesado, minha tomada de decisão também estará enviesada. E se esse viés foi trabalhado por alguém, tomarei decisões que não são os melhores para mim. São as melhores para esse alguém. São três noites: 26, 27 e 28 de abril. O link é https://mlacafebrasil.com Cada aula custa seis reais. Como assim? É só isso? É. Coloquei um preço simbólico para simplesmente não dar de graça. De graça já dou um

Apr 9, 20217 min