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Canal Café Brasil

Canal Café Brasil

2,497 episodes — Page 21 of 50

Ep 453Cafezinho 453 – A força que a esperança tem

Link para Veroo Cafés é http://veroo.cafe/cafebrasil  Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL Em 1996, quando aconteceu uma tragédia no Monte Everest e os alpinistas morreram em meio a uma tempestade, próxima do cume da montanha um caso chamou muito a atenção. O médico Beck Weathers. Beck fez algum tempo uma operação de miopia, quando se subia a grandes altitudes, devido à pressão antes, globo ocular deforma e cirurgia fazia com que as imagens apresentadas na retina perdessem totalmente. O sujeito ficou cego. E foi o que aconteceu com ele por volta dos 8 mil metros de altura. Em meio à tempestade, sem enxergar, Beck acabou desfalecendo, junto com outros alpinistas, à espera da morte por congelamento. Outros alpinistas aconteceram por ele, mas devido a seu estado, não nada mais a ser feito. Beck entrou em coma hipotérmico, a caminho da morte por congelamento. Mas… Em algum momento, de algum lugar no fundo de sua mente, surgiu uma fagulha. Uma pequena faísca que o acordou, e ele, mesmo com membros congelados, conseguiu se levantar e foi cambaleando, por sorte na direção de algumas barracas. Foi visto por alguns alpinistas e empurrado para dentro de uma das barracas, ficando com as costas para o lado de fora. Passou a noite assim, o que bastaria para tê-lo matado pela segunda vez. Na manhã seguinte, as equipes de rescaldo aparecem e ele foi tirado da montanha num helicóptero, em situação desesperada. Beck perdeu o nariz, os dedos das mãos e dos pés. E num processo lento, se recuperou. Hoje é professor e palestrante. Quando foi perguntado sobre a razão de não ter duas propostas, Beck diz que há explicações: a física e espiritual. A física tem a ver com a capacidade das roupas de reter ou calor, mas ela não é suficiente para explicar. A espiritual tem a ver com a lembrança de sua família, que foi suficiente para disparar aquela fagulha que o salvou. Beck Weathers, mesmo em coma, recuperou a esperança. E é essa a força que a esperança tem. Feliz ano novo.   Sem Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=jcYNTOAWL_g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 7, 20227 min

Ep 803Café Brasil 803 - Enquanto houver sol

E aí? Pronto pro ano novo? Tá complicado, é? Muita pressão, muita incerteza, você não tem certeza de nada ... a luz no fim do túnel parece que é um trem chegando em alta velocidade. Fique esperto. Pode ser que alguém esteja tentando tirar seus horizontes. Acabar com suas esperanças. Pintar um futuro sombrio. Manter você em constante aflição. Não é assim que se entra num ano novo. Link para a promoção Nuvemshop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 5, 202230 min

Ep 452Cafezinho 452 - Vai um cafezinho aí?

Link para Veroo Cafés é http://veroo.cafe/cafebrasil  Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL   Uma vez, quando eu era diretor de Marketing, fiz um evento para os clientes da empresa, contratando uma espécie de sommelier de cachaça. Um profissional da cachaça que fez uma apresentação para todos sobre essa bebida tão presente na cultura brasileira. Nunca me saiu da cabeça a frase que ele disse logo na abertura do evento. - Vocês nunca tomaram cachaça. Como assim? Qual brasileiro nunca experimentou uma cachacinha? Mas ele explicou: "vocês tomaram pinga. Cachaça é outra coisa." Então ele fez uma apresentação maravilhosa mostrando os detalhes de produção, como a bebida era selecionada, qual a parte nobre. E para coroar fez uma sessão de degustação com diversos tipos de cachaça, uma delas caríssima! E coroou com outra frase de efeito: - Agora vou apresentar a vocês a caipirinha. E entra o garçon, trazendo os copos com uma caipirinha como nunca eu havia tomado na vida. É isso. Quando contextualizamos as coisas, quando conhecemos de onde vem, porque são assim ou assado, passamos a ter seis sentidos: o tato, o olfato, a visão, a audição, o paladar e... o intelecto. Saber das origens, muda o sabor das coisas. Pois bem, o mesmo acaba de acontecer agora. Ficamos conhecendo a Veroo Café Especiais. E a história se repetiu. Eu pensei que sabia o que era café, até receber os primeiros kits da Veroo, e me deparar com sabores, com histórias, com nuances que eu jamais havia percebido antes. Cara, é tão legal, mas tão legal, que a partir de hoje a Veroo torna-se nossa parceira aqui no Cafezinho. Agora você tem a oportunidade de ter um cafezinho muito especial para a mente e outro para o paladar. Bem-vinda Veroo! A Veroo é um clube de assinatura de cafés especiais que além de conectar pequenos produtores e consumidores, valoriza um produto de qualidade, pautado no comércio justo, garantindo uma experiência incrível com o melhor custo-benefício do mercado.   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse: http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 3, 20225 min

Ep 451Cafezinho 451 - Resoluções de ano novo

Fim de ano. De repente, faz-se a luz, você tem um lampejo e toma suas decisões para o ano novo. Vou emagrecer, vou retomar um projeto, vou viajar, vou mudar um relacionamento, vou retomar uma amizade, vou terminar o meu livro...Você estabelece uma série de objetivos e invoca sua força de vontade para fazer acontecer. E quase nada acontece. E fica alucinado quando vê alguém que consegue! Qual é a diferença entre as resoluções que não vão acontecer e aquelas que provocam mudanças sustentáveis? Será algo mágico que só as outras pessoas têm? Olha, talvez tenha a ver com a forma com que você se conecta com seu futuro. Se sua conexão é “vou emagrecer” e pronto, é provável que nada aconteça. Mas se você elabora o cenário no qual quer chegar, se vê nele, aprecia os benefícios, constrói uma visão completa, capaz de contaminar todos os dias de sua vida, talvez haja chance de sucesso. Procure ouvir o Café Brasil 518 – Fator Merlin. Nele eu faço uma provocação fascinante: “Já pensou se você pudesse viajar no tempo, ir lá para o futuro, ver como a sua vida se desenvolveu, voltar para o presente e fazer novas escolhas? O que você mudaria hoje?” Quando você faz uma resolução para o ano novo baseada no medo e no desespero, a chance de que ela dure por alguns dias ou semanas é muito grande. Se você não se apaixonar pelos resultados da mudança proposta, se não se apaixonar pelo futuro idealizado, provavelmente nada vai andar. É por isso que os arquitetos e projetistas fazem questão de mostrar a seus clientes uma versão em 3D,se possível uma maquete da nova casa. Eles sabem da força que essa tangibilização no presente, que será o futuro, tem. Você precisa visualizar o futuro, ter a real dimensão dos benefícios da mudança, compreender os impactos em todas as dimensões de sua vida. Apaixonado pelo futuro idealizado, você então tem de lidar com seus medos e limitações. O que é preciso fazer para chegar lá? E e for inteligente o suficiente, quebrará os grandes obstáculos em pedacinhos e os vencerá um a um, aos poucos, sem grandes saltos, sem grandes arroubos, sem grandes fracassos que o farão voltar atrás. Quem fez meus cursos de produtividade conheceu a Matriz Vhirpa, um guia para avaliar o que fazer para chegar lá. Visualize os domínios físico, emocional, financeiro, relacionamentos, carreira, vida social e espiritual. Veja o que afasta você daquele futuro pelo qual se apaixonou. O que é que você tem de começar a fazer agora para chegar lá? E amanhã? E daqui a uma semana? Um mês? E aí você começa a fazer o que pode. Sacou? Fazer o que pode. Aos poucos, de forma contínua e sistemática. O que deixa você em forma não é ir à academia e levantar 100 quilos. É ir à academia sempre, e levantar alguns quilos. Só tem um jeito de mudar seu futuro. É começando hoje. Vamos nessa?  No Youtube:https://youtu.be/jdzqlV_4lZ0 Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 31, 20217 min

Ep 802Café Brasil 802 - A Lei de Lindy

Olhe pela janela ... o que restará daqui a 100 anos, de tudo que você está vendo? Quais prédios, casas, árvores, marcos estão em pé? E no rádio, que está tocando sendo ouvidas? E quais filmes assistidos? O que será normal, aceitável e desejado? Nassim Nicholas Taleb, autor dos livros A Lógica do Cisne Negro e Antifrágil, dá uma dica simples: para saber quanto uma coisa não perecível vai durar, pergunte há quanto tempo ela existe. Quanto mais velha para, mais provável será que continuar sobrevivendo, Vamos nessa trilha hoje. Link para a promoção Nuvemshop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 29, 202126 min

Ep 450Cafezinho 450 - O óbvio para o ano novo-

Há tempos saquei que grande parte dos que me leem são jovens (na faixa dos 24 a 35 anos) buscando conhecimento que os ajude a pavimentar seu caminho no universo profissional. E para gente jovem poucos assuntos são óbvios. E mesmo os óbvios precisam ser revistos sob óticas diferentes ou simplesmente relembrados. É nos detalhes óbvios que mora a diferença. Portanto, vamos ao óbvio. Minha carreira me coloca diante de situações e pessoas diferentes e com histórias de vida quase sempre fascinantes e únicas. Mesmo quando encontro pessoas parecidas que agiram de forma parecida, quase nunca o resultado é igual. A única coisa comum entre os que obtiveram o sucesso que verdadeiramente importa é que todos trabalharam pra valer. E com o tempo a gente vai juntando umas reflexões que, se não garantem o sucesso, ajudam de montão. Lá vão então as dicas óbvias de ano novo: Você percebe que chegou a hora de mudar quando levanta da cama pela manhã e diz: Que saco! Tenho que ir trabalhar. O mundo acontece fora de sua sala, de seu departamento, de sua empresa, de seu círculo de amizades. Vá onde os outros não vão. Leia o que os outros não leem. Ande com gente de fora. Arrume uns amigos esquisitos. A vida é feita de encontros, especialmente os imprevisíveis. Exponha-se a eles. Se sua vida é casa-trabalho-escola-casa, seus encontros são previsíveis. Busque novos encontros. Deles surgem as oportunidades. Ao levantar pela manhã você pensa na sua proposta de valor? Naquilo que você quer que as pessoas sintam quando encontram você? Se você não pensa, outras pessoas pensam. E constroem sua imagem à sua revelia. Tome conta de sua imagem. Chegará o dia em que seu maior patrimônio será seu círculo de amizades. A maioria das soluções para seus problemas surgirá de um contato com um conhecido. Portanto alimente esse círculo, plante, regue e retribua. Como diz Rubem Alves: é no espanto que o pensamento acontece. Se sua vida é uma rotina, não há mais inteligência nela. Fuja da rotina. Procure o novo. Aprendi como cartunista: para poder fazer uma caricatura, você tem que saber desenhar. Aprendendo bem o básico, é possível criar sobre ele. Portanto, antes de inventar moda, enriqueça seu repertório. Falar português errado é como ter unha suja, cabelo ensebado ou cheiro de corpo. Seja culturalmente asseado. Quem, tendo a oportunidade de estudar, fala “problema” e “nóis vamo”, dá uma pista sobre suas prioridades. E se acha que isso é preconceito linguístico, não entendeu nada de nada. Esforce-se para se colocar em situações em que seu estômago congele na hora de tomar uma decisão. Se seu estômago não gela, é porque não há risco. E qual é o retorno de atividades que não tem risco? Por fim, uma frase deliciosa do escritor francês Charles Lemesle: “Os homens são como os vinhos: com a idade, só os melhores lucram em doçura o que perdem em força. Os outros azedam.” Que seu 2022 seja nutritivo. É óbvio. No Youtube: https://youtu.be/pydquPPj87w Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 27, 20217 min

Ep 449Cafezinho 449 – Um Natal inesquecível

O meu Natal inesquecível aconteceu quando eu tinha uns dez anos, lá por 1966. A família gigantesca reunia-se na casa de meus avós Duarte e Dora. Era uma tremenda festa, todos davam presentes para todos. Naquele ano só ganhei coisas que crianças detestam: meias, lenços, sabonetes… Fui pra casa arrasado. Quando cheguei, meu pai estranhamente mandou que eu entrasse no quarto e acendesse a luz. Ao entrar senti um cheiro de coisa nova. Acendi a luz e no meio do quarto estava uma bicicleta. Uma Monareta branca e vermelha. Linda. Brilhante. O melhor presente de Natal da minha vida. O Natal é um período especial do ano. Uma convenção. Quando ele chega o tempo muda, um clima diferente toma conta da casa, da cidade, do país. Conheço muita gente que odeia o período do Natal. Acha triste, provavelmente por trazer lembranças de tempos felizes que não vão mais voltar. Lembranças de entes amados que já se foram. O Natal traz saudades. Ele acorda a criança que dorme dentro de nós, reaviva sentimentos que nos dominavam quando tínhamos seis, sete anos de idade. É um período em, o Natal, em que você, seja rico ou seja pobre, é sempre fascinante. Foi Erma Bomback, humorista norteamericana quem disse uma frase que chega a doer de tanta poesia: “Nada mais triste que acordar numa manhã de Natal e não ser criança.” E houve também um anônimo cruel que disse: “Aprendi que o homem tem quatro idades: quando acredita em Papai Noel, quando não acredita em Papai Noel, quando é o Papai Noel e quando se parece com Papai Noel.” Que seu natal tenha sido perfeito e que seu 2022 seja ainda mais que perfeito.   No Youtube: https://youtu.be/OfqQNr0cm3E   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 24, 20215 min

Ep 801Cafe Brasil 801 - Especial de Natal

Pronto, chegamos às festas natalinas de 2021. Cara, estes dois últimos anos não têm sido fáceis, né? A pandemia provocou uma revolução em nossas vidas, nosso trabalho, nossos relacionamentos... e para muita gente, ela está sendo um divisor de águas. A pandemia está mostrando claramente quem é quem, em quem podemos e devemos confiar. E nessa loucura, o espírito natalino vai pra cucuia, não é? Bem, estamos aqui é pra lembrar dele, mas como é uma episódio especial, eu lancei um desafio para o grupo de assinantes do Café Brasil Premium. Pedi pra que enviassem mensagens de natal nas vozes deles. Dos ouvintes. Portanto, hoje, boa parte do programa quem faz é você. Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar? Link para a promoção Nuvemshop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 22, 202143 min

Ep 448Cafezinho 448 – O dito e o não dito

No livro The Said and The Unsaid (O Dito e o Não-Dito), Stephen A. Tyler escreveu: “Alguns objetos de nosso mundo são aparentemente não problemáticos – mesas, cadeiras e coisas semelhantes – enquanto outros, tais como pensamentos, imagens, memórias e dores, tem um status de objeto peculiar (..) embora não tenham nenhuma representação externa na percepção sensorial, falamos sobre eles como se não diferissem nada de mesas e cadeiras que, como todos sabem, podem ser percebidas pelos sentidos. Posso dizer que ‘eu tenho um pensamento’ do mesmo modo que diria ‘eu tenho duas pernas’, como se o pensamento e as pernas fossem objetos da mesma natureza. O problema é que nossa linguagem parece mentir a nós mesmos, pois ‘ter pensamentos’ não pode ser verificado ou descrito do mesmo modo que ‘ter pernas’; as pernas e os pensamentos não são objetos da mesma realidade. A linguagem trata pensamentos e pernas como se ambos tivessem extensão no espaço, como se fossem ambos substâncias.” Pois é. Aí me lembrei de nosso Poeta João Cabral de Melo Neto: "As palavras pedra ou faca ou maçã, palavras concretas, são bem mais fortes, poeticamente, do que tristeza, melancolia ou saudade. Mas é impossível não expressar a subjetividade. Então, a obrigação do poeta é expressar a subjetividade, mas não diretamente. Ele não tem que dizer ‘eu estou triste’. Ele tem é que encontrar uma imagem que dê ideia de tristeza ou do estado de espírito - seja ele qual for - por meio de palavras concretas e não simplesmente se confessando na base do eu estou triste." Então matei uma charada que há tempos me incomodava. Lembra daqueles advogados dos tempos de Lava Jato que diligentemente apresentavam recursos e mais recursos insistindo que não existia a materialidade das provas? Fazem assim até hoje. Eu não entendia como funcionava o pensamento deles, mas agora, depois de ler Stephen Tyler e João Cabral de Melo Neto, penso que não são necessariamente desonestos, parte da quadrilha ou mal-intencionados. São simplesmente poetas da corrupção.   Isca: Preste atenção no que não é dito.   No Youtube: https://youtu.be/Zgrxf0wOx3g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 20, 20218 min

Ep 447Cafezinho 447 – Oitocentos

Esta semana colocamos no ar o episódio número 800 do Podcast Café Brasil. Oi-to-cen-tos! Sabe o que significa oitocentos semanas? Mais de 15 anos ininterruptos, algo como 400 horas de conteúdo! Você precisaria de quase 17 horas seguidas para ouvir todos os 800 episódios lançados desde 2006. Não é mole... Escolhi para esse episódio especial algo que representasse energia, explosão, música, emoção: o rock´n roll, com um especial de cerca de uma hora contando a história da banda AC/DC, uma das mais importantes da história do rock. E há ali uma lição que, ao menos para mim, é preciosa. O AC/DC é uma banda que se manteve fiel por mais de 40 anos às suas origens. Eles nasceram, fazendo o rock básico, cru, com poucos acordes e um ritmo incendiário, lançaram dezenas de discos e centenas de músicas. E se você ouvi-los hoje, ou 40 anos atrás, reconhece a banda, nos vocais marcantes de Bom Scott ou Brian Johnson e as guitarras nervosas de Malcoln e Angus Young. E isso não é pouco. Num mundo onde os produtores de arte cada vez mais se rendem a modismos, a fórmulas mágicas que nivelam tudo por baixo para que mais gente compre, encontrar quem se mantém fiel a seus princípios é uma raridade. E fui encontrar esse atributo justamente num grupo de roqueiros malucos, que usam signos infernais para provocar seu público. Basta ver a reação das plateias em seus shows... Ouça o Café Brasil 800, mas tome cuidado. Não ouça por ouvir, prepare seu espírito para enfrentar 60 minutos de adrenalina, ouvindo um rock como não se faz mais. Garanto que por algum tempo você conseguirá esquecer desta loucura toda que andamos vivendo. E hoje em dia, isso não é pouco.     No Youtube: https://youtu.be/m7YjdnrLcWk   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 17, 20217 min

Ep 800Cafe Brasil 800 - The devil in my fingers

Olha: há um bom tempo, mas um bom tempo mesmo,  eu queria fazer um Café Brasil sobre rock. Puro rock. Eu já tinha feito aquele O diabo é o pai do rock, mas eu queria mais. Eu queria ir um pouco mais longe. Eu confesso que tenho alguma dificuldade quando me perguntam qual a banda de rock que eu prefiro. Rolling Stones? Beatles? Led Zepellin? Quem sabe o Grand Funk ou The Who? Já ouvi tudo desses caras e eu tenho ele nas minhas playlists. São bandas que, ao ouvir o primeiro acorde, eu paro o que estou fazendo para curtir. Mas aí me chegou um pedido muito especial e eu resolvi atender em alto estilo. Olha, este não será um programa para ser ouvido de qualquer jeito em qualquer lugar. Tem de estar na vibe. Hoje é rock´n roll, brother! Segure-se. Link para a promoção NUvemShop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 15, 20211h 8m

Ep 446Cafezinho 446 - Competência Moral

Em viagem aos Estados Unidos, um conhecido foi assistir com o filho a um jogo de basquete da NBA em Orlando, na Amway Arena. Ainda no Brasil. comprou os ingressos pela internet e embarcou para Nova Iorque. No dia de ir para Orlando, uma nevasca impediu o voo e eles perderam o jogo. E ele conformou-se. De volta ao Brasil, surpreso, recebeu um email da Amway Arena perguntando por que ele não foi ao jogo. Mais surpreso ainda ficou quando responderam que o ingresso incluía um seguro para casos assim. “O senhor gostaria de utilizar o seguro?” Ele concordou e recebeu pelo correio um cheque de cerca de 120 dólares. Putz! Para nós que temos de sair no tapa para tirar o bicão da nossa cadeira numerada nos principais estádios do Brasil, que custou uma pequena fortuna; que temos de usar um banheiro imundo; que pagamos uma nota para um guardador de carros não riscar nosso automóvel; que corremos risco de vida a cada vez que vamos a um estádio, o relato do meu conhecido é peça de ficção. Essa história tem muito a dizer sobre a competência técnica e profissional dos norte-americanos. Mas sabe o que realmente me chamou a atenção? Foi o que eu chamo de “competência moral.” Alguém tomou a decisão moral de ressarcir quem foi prejudicado, o que de certa forma é de se esperar. Mas a verdadeira profundidade da decisão moral foi: não vamos esperar que a pessoa reclame, vamos nos antecipar e avisar que ela tem direitos e perguntar se quer valer-se deles. Você consegue imaginar uma situação assim aqui no Brasil?  Deixe de lado a questão estrutural, se temos ou não computadores e gente capaz para implementar um processo idêntico. Concentre-se na pergunta que realmente interessa: temos a competência moral para respeitosamente avisar a pessoa que ela tem um direito? Ou vamos optar pelo velho: “Deixa quieto. Ele nem vai perceber...”? Pois é. Competência técnica e profissional tem jeito, o dinheiro pode comprar. Mas competência moral, ah, isso vem lá de um lugar que o dinheiro não alcança. Por isso vai demorar um pouco pra gente chegar lá.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=tvpxtY8-ixE   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 13, 20217 min

Ep 445Cafezinho 445 – Sobre obedecer ordens

O espetacular documentário Get Back, de Peter Jackson, mostra imagens inéditas dos Beatles, e é para ser saboreado segundo a segundo. Para quem ama a banda, é uma viagem no tempo. Um dos momentos mais interessantes é o registro do show dos Beatles em 30 de janeiro de 1969, no terraço da gravadora Apple em Londres. Seria o derradeiro show da banda, que logo em seguida se separaria para sempre. No auge da performance, um grupo de policiais chega ao terraço. E interrompe o show. Ray Shayler, policial que na época tinha 25 anos e comandou o grupo que interrompeu o show, disse assim recentemente: “Eu não parei os Beatles. Apenas sugeri que seria uma boa ideia que eles não continuassem. Sempre tentei resolver os problemas sem prender as pessoas ”. Entendeu a resposta dele? "Eu só obedeci as ordens" Pois é. Dá para levar essa reflexão muito longe. Quem já leu Anna Arendt sobre a banalidade do mal sabe até onde essa justificativa pode chegar. O psicólogo norte americano Philip Zimbardo, chama de Efeito Lúcifer o processo de transformação do ser humano, que leva pessoas comuns - e boas - a executar atos nocivos a outras pessoas. Simplesmente por parar de pensar e "obedecer ordens". Políticos, gurus, influencers, líderes de empresas, religiosos, mestres que têm o poder da oratória e dão a suas missões um caráter heróico, são capazes de produzir o Efeito Lúcifer. Aquele policial, meio século atrás, só parou a última apresentação de uma banda. Mas ajuda e entender muito do que está acontecendo com a humanidade.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=k7fAtztZR6g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 10, 20216 min

Ep 799Café Brasil 799 - essa tal meritocracria

Meritocracia, meritocracia... meritocracia... como tem gente que fala mal da meritocracia, cara. A maioria porque não sabe até hoje o que é. Eu já tratei a respeito do assunto em outros programas, na verdade foram três em sequência, os Café Brasil 460, 461 e 462. Mas o tema continua quente. Eu vou aproveitar hoje um artigo de um autor norte americano para voltar ao assunto. É indispensável. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 8, 202129 min

Ep 444Cafezinho 444 - Congestão mental

Há um vídeo muito interessante de Rubem Alves, se não me engano no programa Provocações, em que ele conta um caso e faz uma reflexão preciosa: “Eu estava na porta de um restaurante, quando dois senhores se aproximaram de mim com alguma coisa na mão e eu imaginei logo que deveriam ser Testemunhas de Jeová ou algum grupo religioso que queria me vender o seu Deus. Aí eles me fizeram a seguinte proposta: o senhor quer ler em vinte minutos um livro de trezentas páginas? Eles eram vendedores daquela praga que é a leitura dinâmica. E eu disse: mas os senhores estão loucos completamente porque ler Guimarães Rosa em meia hora, não é possível, porque o prazer quer tempo, prazer rápido, só galo e galinha, que tem … eles ficaram assustadíssimos. Eu comecei a falar: vamos ouvir a Nona sinfonia em dez minutos, o que é que o senhor quer? O prazer demanda tempo. Então, a gente tem que gastar tempo, porque a vida é pra isso. É pra gastar tempo. Quando a gente fala que está ganhando tempo, na realidade a gente não está ganhando tempo, a gente está é estragando o tempo.” O prazer demanda tempo... Eu tenho uma cachorrinha que, por conta de problemas hormonais, passa o dia inteiro pedindo comida. Se ela tiver comida quando quiser, vai explodir. E quando alguém corta um pedacinho de um bife e joga para ela, a cachorra engole sem nem mastigar. E eu olho para aquilo espantado... cara, a cachorra não saboreia a comida. Ela só come. Eu fico alucinado quando as pessoas dizem que ouvem meus podcasts na velocidade de uma vez e meia ou duas vezes, para poder ouvir mais conteúdo em menos tempo. Cara, é igualzinho minha cachorra. Fazendo assim, matam todo o trabalho de edição, as pausas, os climas, as músicas. Fala a verdade, quanto de alimento intelectual você consegue entuchar em sua mente, antes de provocar uma congestão mental?   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=k7fAtztZR6g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 6, 20217 min

Ep 443Cafezinho 443 –  O crime nosso de cada dia

No cafezinho de hoje, vou ler uns trechos de algumas notícias recentes dos Estados Unidos. As tradicionais vitrines de Natal, que eram uma festa na Union Square em San Francisco, Califórnia, este ano são tábuas protegendo as lojas de ataques. No mais chocante dos roubos recentes, cerca de 80 homens mascarados em 25 carros assaltaram uma loja de departamentos Nordstrom em Walnut Creek, leste de São Francisco, Califórnia, levando mercadorias de luxo do primeiro andar e escapando em alguns minutos. Lojas das redes de varejo Target e Walgreens estão fechando unidades ou reduzindo seus horários de funcionamento na Califórnia, por conta de um aumento no número de pequenos furtos de produtos das prateleiras.   Em São Francisco, onde há mais registros da ação desses criminosos, muitas lojas que fechavam às 22h todos os dias agora estão baixando as portas entre 17h e 18h para diminuir os prejuízos com a ação de criminosos. A polícia, sobrecarregada com o aumento de casos de assassinatos e outros crimes violentos, "simplesmente não consegue acompanhar" o volume de mercadorias roubadas e as pessoas que as revendem. Com medo de serem acusados por agressão ou algum tipo de preconceito, os seguranças apenas observam e gravam as imagens de pessoas que entram nas lojas, enchem as sacolas de produtos e saem sem pagar e sem serem importunadas. O que acontece nos EUA não é uma doença, mas o sintoma de uma sociedade doente. E os Estados Unidos somos nós, amanhã.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=AiaP4rWEVS0   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 3, 20217 min

Ep 798Cafe Brasil 798 - Raciocinios perigosos revisitado

O Café Brasil de hoje é a releitura de um programa de 2012, mas que se torna absolutamente necessária. Vamos tratar de algo que falo há tempos: a necessidade da gente conhecer não só o que acontece, mas por que acontece. A maioria das pessoas acha que estar bem informada basta, mas é preciso mais que isso para quem não quer ser apenas um refém de quem sabe como manipular a informação. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 1, 202128 min

Ep 442Cafezinho 442 – Por que cultura é boa?

A cultura é boa porque é através dela que manifestamos nossa inteligência. Diferente dos animais, que vivem do meio, os seres humanos criam o meio. E é essa capacidade de criar que nos faz todos iguais, embora ao mesmo tempo nos faz tão diferentes, já que cada um cria sua própria cultura. E a soma dessas culturas diversas é que nos faz o que somos. A cultura é boa porque nos torna mais ricos. Nossos sistemas de crenças, padrões de conduta, princípios e formas de vida derivam da cultura, que é a soma de todas as formas de arte, de amor e de pensamento. Uma soma que permitiu que os seres humanos sejam mais livres. A cultura se relaciona com o desenvolvimento de nossas atitudes, ao esculpir nossos valores e influenciar a forma como vivemos. A cultura é boa porque nos orienta na forma como vemos o mundo e modela nossas atitudes. Quando rotulamos algo como bom ou mau, ou bem ou mal, usamos nossas ideias preconcebidas. E a cultura à qual pertencemos determina a estrutura de nosso pensamento e influi imensamente em nossas percepções e na construção de ideias preconcebidas. A cultura é boa porque nos prepara para compreender a sociedade na qual vivemos. As ideias que temos enraizadas na mente são nosso instrumento para compreender o mundo. A cultura do brasileiro nos dá flexibilidade para sair das saias justas. A cultura do alemão dá racionalidade e frieza para julgar sem emoções. A cultura do chinês dá a capacidade de pensar a longuíssimo prazo. A cultura é boa porque influencia diretamente a forma como nosso cérebro processa a informação. A cultura nos dá identidade e nos ajuda a forjar nosso caráter. Os valores que compartilhamos em nossas comunidades e grupos sociais nos dão o sentido de pertencimento a um grupo. Por que a cultura é boa? Porque nos une e dá a sensação de segurança, da proteção de pertencer a um grupo.   No Youtube: https://youtu.be/6_PjW0z2_Lw Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 29, 20216 min

Ep 441Cafezinho 441 – Qual cultura é melhor?

No cafezinho anterior, no qual falei de alta e baixa cultura, terminei perguntando: qual das duas é a melhor?   Depende. Se eu estiver em Salvador, num daqueles resorts maravilhosos, na beira da piscina, com uma caipirinha nas mãos, vou curtir um axé sim senhor. Vou relaxar com a baixa cultura e sair feliz, relaxado, descansado e fisicamente aliviado. Mas se eu estiver no Auditório Ibirapuera assistindo a um show d’ Os Mulheres Negras, estarei ligado e atento para não perder as referências a outras músicas, os lances de ironia, a interação entre os integrantes da banda. E a cada vez que eu perceber um detalhe, eu sentirei uma pequena vitória. E sairei de lá intelectualmente feliz, certamente maior do que entrei. Sacou? Cultura tem a ver com o contexto no qual você escolhe estar. Repare que eu usei o termo ESCOLHE. Cabe, portando, a cada um escolher o tipo de cultura que melhor atende à demanda daquela hora e lugar. A baixa cultura não pode eliminar a alta cultura. Quem curte a baixa cultura não deve ser esnobado por quem curte a alta cultura. E vice-versa. A baixa cultura faz crescer a bunda, melhorar o gingado, ficar com alguém e se divertir um bocado, o que é muuuuuito bom. Mas é pouco. Quem escolhe apenas a baixa cultura, limita seu crescimento intelectual. A alta cultura me obriga a desenvolver o intelecto, a compreender melhor o mundo, a fazer escolhas mais sofisticadas e a aproveitar oportunidades que não se encontram com a bunda. A alta cultura me ajuda até mesmo a escolher a baixa cultura que vou consumir, sacou? Mas quem escolhe apenas a alta cultura provavelmente se transformará num chato, mal humorado e antissocial. Sacou? É tudo uma questão de escolha. E daquela palavrinha que eu adoro usar: equilíbrio.   No Youtube: https://youtu.be/oa7rZE8kWaA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 26, 20217 min

Ep 797Café Brasil 797 - Bora pra retomada com Lucia Helena Galvao

Tenho feito uma série de lives que chamei de ‘Bora pra retomada, com a ideia de refletir sobre o que aprendemos com a pandemia e como nos preparar para o futuro. Uma das convidadas foi Lucia Helena Galvão, que é professora de filosofia e poetisa. Navegar por ética, sociopolítica, simbologia, história da filosofia, entre outros assuntos, sempre amarrados com o conceito de retomada. Uma conversa adulta, rica e fortemente reflexiva. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 24, 20211h 1m

Ep 440Cafezinho 440 – Alta e baixa cultura

Você sabe a diferença entre alta e baixa cultura? Vamos a um exercício usando o extinto Domingão do Faustão. Situação um: Faustão leva em seu programa as rainhas da bateria das escolas de samba para eleger a que tem a melhor bunda. Conteúdo do objeto cultural: alguma noção de estética bundal. Esforço mental para a compreensão: nenhum. Pouco conteúdo, nenhum esforço exigido. É baixa cultura. Situação dois: Faustão leva as duas rainhas para escolher a que tem mais samba no pé. Conteúdo do objeto cultural: noções de dança, estética, harmonia, habilidade. Esforço para compreensão: pouco. Algum conteúdo e pouco esforço mental exigido. Situação três: Faustão leva um médico para falar de como o corpo das rainhas mudou com o tempo e o que isso implicará na saúde delas, todas bombadas. Conteúdo: médio. Serão dadas noções de medicina, de causa e consequência, de hábitos saudáveis para a saúde. Esforço mental para compreensão: médio. Situação quatro: Faustão leva um filósofo para falar da exploração do corpo feminino no carnaval, sob o ponto de vista moral e ético. Hummmm… Conteúdo do objeto cultura: noções de filosofia, de vida em sociedade, de antropologia. Pode ser alto. Esforço mental para compreensão: alto. Provavelmente boa parte da plateia ficará com cara de ué… Sacou? Quatro situações dentro do mesmo programa popular que pode ser considerado “baixa cultura”, com conteúdos e esforços diferentes para serem compreendidos. Cultura é coisa dinâmica, não dá para passar a régua e tirar a média… Para mim “alta cultura” é aquela que me leva para um degrau mais alto. Que traz conteúdo nutritivo, que me ensina, que contribui para ampliar meu repertório e proporcionar que eu tenha uma visão cada vez mais ampla do mundo. Alta cultura é aquela que exercita o meu cérebro, que me provoca, incomoda e me dá satisfação intelectual. Me faz crescer intelectualmente. Baixa cultura é aquela que me faz bater o pé, mexer a bunda, gargalhar, sentir asco ou atração física, usar meus sentidos animais sem grandes preocupações intelectuais. E intelectualmente que me deixa exatamente onde estou.   Qual das duas é a melhor?   No Youtube: https://youtu.be/QUiy10VNvVM     Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 22, 20217 min

Ep 439Cafezinho 439 – O melhor investimento da Black Friday

Chegamos a mais uma Black Friday. A globalização de um evento como esse está conectada ao rápido desenvolvimento da Internet e à expansão do E-commerce. Desde o começo dos anos 2000, as lojas e mercados online como a Amazon mudaram drasticamente a forma como fazemos compras. Hoje você compra o que quiser, sentado confortavelmente em seu sofá. E se bobear ainda visita ainda experimenta virtualmente o produto. A experiência do cliente e a transparência de preços está motivando os varejistas a lançar promoções cada vez mais cedo. A Black Friday se transformou numa semana, se não num mês. E as empresas lançam promoções cada vez mais cedo para capitalizar a participação de mercado e capturar a demanda. E uma coisa é comprar um televisor. Outra é adquirir cultura! Um produto que uma vez adquirido, você pode gastar à vontade que não acaba mais. É por isso que nós do Café Brasil, estamos aproveitando para fazer nossa primeira promoção da Black Friday! Se você ainda não é assinante da nossa Netflix do conhecimento, a hora é agora!!! Até o final de novembro, você pode fazer uma assinatura do Plano Anual do Café Brasil Premium com 50% de desconto! Isso mesmo, 50% OFF no plano Premium Anual! E ainda pode dividir o pagamento em 12 parcelas de R$18,00. Não dá nem uma pizza com guaraná por mês! E o que você compra com essa assinatura é co-nhe-ci-men-to! Que uma vez adquirido, pode gastar à vontade que não acaba! Este é o link http://cafebrasil.me para o melhor investimento que você fará nesta Black Friday!   No Youtube: Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 19, 20216 min

Ep 796Cafe Brasil 796 - Maiorias irrelevantes

Outro daqueles acidentes estúpidos vitimou mais uma jovem, desta vez a cantora Marilia Mendonça, e mais quatro pessoas que estavam no avião. Jovens não foram feitos para ir embora tão cedo. Mas a amargura que senti, que é o que nos torna humanos, parece que não atinge um certo tipo de gente, capaz de destilar o seu ódio mesmo diante de tamanha comoção. O programa de hoje trata de umas certas minorias que tornam as maiorias irrelevantes. O link exclusivo para a promoção NuvemShop Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 17, 202128 min

Ep 438Cafezinho 438 – O homem cordial

Uma amiga me conta que foi a uma farmácia comprar um creme que estava na área de maquiagem. A atendente pegou o produto e se dirigiu a um computador para verificar preço e outras informações. E minha amiga passou a ser atacada por mulheres por “ser patricinha e furar a fila”. Não adiantou a atendente dizer que era do setor de maquiagem estava apenas consultando uma informação, quem estava na fila dos remédios passou a ofender as duas. Uma situação tão absurda que minha amiga ficou sem ação. Na sequência recebo uma matéria dando conta de que no jogo Santos e Palmeiras um garoto de 9 anos, da torcida do Santos, pediu a camisa do goleiro reserva do Palmeiras, que a tirou e jogou para o garoto. Se não houvesse intervenção da Polícia Militar o garoto e seu pai teriam sido linchados por torcedores do Santos. Tiveram de sair do estádio escoltados. E o garoto está sendo trucidado em redes sociais, mesmo tempo pedido desculpas e afirmado que é Santista, mas tem ídolos em diversos times. O que é que está acontecendo com a sociedade? Que ela está doente, não existe a menor dúvida. Mas o que assusta é que aquela agressividade dos valentes de redes sociais, parece que está indo para as ruas. Todo mundo nervoso, procurando uma válvula para aliviar suas dores e angústias e descontando no próximo seu ódio cego. Não importa o motivo.   Chegamos finalmente à essência do “brasileiro cordial”, que Sérgio Buarque de Holanda definiu em seu livro Raízes do Brasil. Aquele “cordial”, não tinha a ver, como muita gente pensa, com simplicidade, amabilidade e gentileza de uma pessoa. Com o brasileiro bonzinho, camarada e amoroso. Sérgio Buarque criou o conceito se referindo à raiz latina cordalis, que significa "relativo ao coração". Brasileiro Cordial é aquele que age conforme a emoção, e não a razão. Tome cuidado com ele.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Va6BRDzcO6k   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 15, 20216 min

Ep 437Cafezinho 437 – O MDC – Mínimo Divisor Comum

Tem gente que adota o Mínimo Divisor Comum, uma versão do MDC, Máximo Divisor Comum que você aprendeu nas aulas de matemática. O Mínimo Divisor Comum é o máximo de simplificação a que posso chegar numa informação. Quanto posso eliminar de ironia, segundos sentidos, sujeitos ocultos, citações, referências e informações que exijam alguma ginástica cerebral? Sim, porque se complicar, ninguém vai querer consumir. Esse é o método utilizado pelos políticos ao se dirigir à população: a infantilização dos discursos, a redução das questões ao mínimo divisor comum, a absoluta falta de provocação ao pensamento crítico. É como Lula explicando o problema do aquecimento global porque o planeta é redondo ou José Serra explicando a gripe A porque os porquinhos espirram: a infantilização do debate, tratando os interlocutores como imbecis. Mais que isso, apontando para uma atitude: se seu interlocutor é um imbecil, seja também um imbecil. O resultado é isso que vemos por aí: o empobrecimento dos discursos, discussões rasas e sem qualquer capacidade de nos excitar intelectualmente. Excitam pela treta, pelas brigas, pela exuberância na forma. Mas no conteúdo, é uma pobreza só.   “O mundo divide-se em pessoas boas e más. As boas têm um sono tranquilo. As más divertem-se muito mais.” Essa frase é de Woody Allen. Se você não sabe quem é Woody Allen, ou se sabe, mas não conhece a obra dele, não vai sacar a ironia. E só ficará com a superfície da citação. Entendeu? O Mínimo Divisor Comum é instrumento de mediocrização. Tô fora.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=e1QBvwEm5Jk   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 12, 20214 min

Ep 795Cafe Brasil 795 - A Black Friday

Uma vez ouvi que a origem do apelido Black Friday seria porque era um período do ano em que as margens de lucro dos varejistas finalmente eram escritas com a tinta preta dos lucros, depois de um ano de tinta vermelha das perdas. Embora seja verdade que os varejistas historicamente registraram suas perdas e lucros em vermelho e preto, esta versão da origem da Black Friday, na verdade, é imprecisa. Vamos ver do que se trata. E aproveitar pra anunciar a Black Friday do Café Brasil. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 10, 202128 min

Ep 436Cafezinho 436 – Os influenciadores

Pessoas que são chamadas de “influenciadores” não têm esse título por acaso. São assim chamadas porque realmente influenciam outras pessoas com seus modos de vida, suas escolhas, os produtos que consomem, os conteúdos que distribuem. Os influenciadores digitais, por exemplo, atuam em todos os níveis, do Youtuber que come barata ou que faz apologia à violência ao filósofo blasé com seu charuto distribuindo conselhos sobre como viver uma vida plena. Algum desses influenciadores vai impactar o seu dia a dia, a sua vida, mesmo que você seja uma pessoa esclarecida, que sabe o que quer. Se você está lendo/ouvindo este Cafezinho, por exemplo, está sendo influenciado por mim. No mínimo, ao decidir onde aplicar seu tempo de vida, percebe? Onde é que você está aplicando o recurso mais limitado de que você dispõe: seu tempo de vida? Esse só dá para gastar, não dá para conseguir mais, aumentar ou guardar pra depois. Por isso, é tão importante escolher quem são as pessoas que você deixará entrar em sua área de influência. Por exemplo, uma esposa ambiciosa, no sentido bom do termo, empurra um marido acomodado para a frente. Um namorado culto faz subir a barra da namorada que só curte funk. Mas o contrário também pode acontecer. Avaliar essas relações é fundamental, e talvez você descubra que precisa romper algum laço com quem lhe influencia para poder mudar este estado de coisas. E esse “romper um laço” não significa necessariamente terminar um relacionamento, pode ser simplesmente deixar se se submeter às rotinas e vontades do outro, sacou? Mas em todos os casos, implica numa escolha. Você precisará abrir mão de algumas atividades, alguns compromissos, algumas pessoas... É, eu sei que dói...   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=kuXfCIUf7RA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 8, 20215 min

Ep 435Cafezinho 435 – Tá bom assim

“Tá bom assim”. Acho que isso é uma das coisas que mais ouvi na vida. Eu mesmo já me peguei agindo no “tá bom assim”. Mas este é um tema que merece muito cuidado. Definir o limite é uma arte que desenvolvemos com o tempo. Até onde investir, quanto mais insistir, quanto é, afinal, bom o suficiente? Quando não sabemos, podemos ultrapassar a linha do “suficiente” e fazer muito além daquilo que é percebido pelos outros. Isso significa custo extra. Por outro lado, existe um “cliente interior”, que mora dentro de nós e que, muitas vezes, é mais exigente que qualquer outro. E nos obriga a insistir até ficarmos satisfeitos. Recentemente, recebi dois amigos palestrantes para gravar um vídeo em meu estúdio. Acabei dirigindo o vídeo. Gravamos a primeira, a segunda e a terceira vez. Fomos assistir à gravação na ilha de edição, eles adoraram e eu disse: “vamos gravar de novo?” E lá fomos nós de volta para o estúdio, fazer tudo outra vez. Para mim podia melhorar. E, depois de gravarmos de novo, ainda fiquei insatisfeito, mas aí já havia ultrapassado o limite de tempo e investimento. E quase ninguém notaria as melhorias que eu achei que devia fazer. Meu “tá bom assim” é diferente do de meus amigos. Outro exemplo são os sumários de livros que distribuo para meus assinantes. Quando desenvolvi a ideia, entreguei para uma agência fazer o produto final, o PDF. Saiu lindo, cheio de trique-triques, corzinha, imagens, letrinhas... E demorou mais de uma semana para ficar pronto. Na segunda vez, puxei para mim a atribuição de elaborar o PDF. Criei um padrão e deu certo, em relação àquilo que eu queria. Escrevo o texto, mando para revisão, em seguida corrijo e salvo direto no padrão do PDF. Podia ficar mais bonito? Sim. Mas o importante neste momento é a capacidade de escrever e publicar em 24 horas. Um dia terei estrutura para deixar bonitinho... Esse exercício deve ser diário e constante: qual é o limite de qualidade de nosso trabalho? Qual é o ponto a partir do qual investir passa a ser apenas agregar custo?     No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=peSxgOXjLBc   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 5, 20215 min

Ep 794Cafe Brasil 794 - O paradoxo da tolerancia

.Eu acho que você concorda que para ter uma sociedade justa que aceite a diversidade, bem como a liberdade de expressão e opinião que venham com essa diversidade, devemos praticar a tolerância, não é? E a tolerância é entendida como permitir ou aceitar as ações, ideias ou as pessoas com as quais discordamos, não é? Pois é. Mas e as pessoas que não querem aceitar os outros de quem discordam? Devemos tolerá-las? Esse é o Paradoxo da Tolerância. O link exclusivo da promoção Nuvemshop : Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 3, 202125 min

Ep 434Cafezinho 434 – O valor percebido

De quando em quando recebo feedbacks de gente que se incomoda quando eu digo “eu” isso “eu” aquilo, especialmente no Podcast. Muitos brasileiros têm um problema imenso quando percebem que alguém pode estar “se achando”. Confundem segurança com soberba, odeiam achar que um indivíduo possa provocar mudanças. Quando aparece no jornal a notícia que o Zé, aquele cara simples, que você conhece, cheio de defeitinhos, fez algo fora do comum, descobriu a cura de uma doença, lançou um livro de sucesso, inventou um produto revolucionário, foi indicado para um alto cargo numa empresa, foi escolhido Papa, você surta. Os pobres de espírito, por inveja. Os demais, por surpresa. Talvez como reflexo de uma criação cristã, somos ensinados desde crianças que o que vale é o grupo, o nós, o todos, os santos, o governo, nunca o “eu”. Se por um lado isso é bom para baixar a bola de quem realmente se acha e para estimular o trabalho em equipe e a cooperação, por outro é um poderoso desestimulador da iniciativa individual. Como posso ser um empreendedor sem acreditar em meu “eu”? Temos uma cultura de botar o indivíduo para baixo que, no fim, acho que explica um pouco do famoso complexo de vira-latas. Falta ao brasileiro acreditar em si, em sua capacidade de fazer acontecer e, fazendo, contar que fez. Com orgulho, de boca cheia! Não há mal algum nisso, desde que você o faça de modo respeitoso. Acreditar em si gera autoconfiança, dá coragem de dar um passo além, de conquistar mais e, por consequência, influenciar mais os outros. Vai lá. Aproveite que ninguém está olhando, mire-se no espelho e diga: “eu sou foda!”. Tá pensando que é auto ajuda, né? Não. É só um pouquinho de autoestima. Se você não achar que é foda, quem achará por você?   Criar valor e fazer com que percebam   Isca: Só é valor se for percebido   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=zBslNNX5hkU   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 1, 20216 min

Ep 433Cafezinho 433 – A força que desequilibra

Tempos atrás escrevi que Isaac Newton disse que “um objeto que está em repouso ficará em repouso até que uma força desequilibradora atue sobre ele.” É a Lei da Inércia, que se aplica a nossas vidas: quando encontramos uma zona de conforto, é lá que, inertes, permanecemos. O curioso é que a maioria das pessoas nem percebe que está inerte. Olha só: a coisa que você mais faz em seu dia a dia é repetir o que você fez no dia anterior. Você acorda igual, toma café igual, se veste igual, vai pro trabalho ou para a escola pelo mesmo caminho, almoça nos mesmos lugares. A maior parte de sua vida é consumida com repetições, até que uma força desequilibradora tira você desse ciclo. Uma demissão. Uma promoção. Uma desilusão amorosa. Uma tragédia. Enquanto a força não surge, ficamos ali repetindo, repetindo, repetindo… Não esperar que essa força desequilibradora surja espontaneamente, mas provoca-la é o que se chama criação deliberada da mudança. Tudo que nosso lagarto interior quer é lagartear ao sol. - Não me encha o saco, não me atrapalhe. Mudanças são ameaças, me deixe em paz! E assim resistimos às influências externas pela mudança. E de repente nos vemos dentro do ambiente profissional onde “mudar” não é uma opção, é sobrevivência. Coitado do lagarto... Aí, o caminho a seguir é o do Triplo A: Primeiro a aceitação: se a mudança não ameaça sua capacidade de execução, aceite-a sem resistir ou argumentar. Depois o ajuste: faça as mudanças necessárias em seus hábitos e atividades E por fim, a adaptação: pronto. Seu comportamento pode mudar da forma desejada. Sacou? Aceitação. Ajuste. Adaptação. E depois a criatividade e toda energia aplicada em fazer com que a mudança, já que inevitável, seja para melhor. Não parece fácil?   criação deliberada da mudança Isca: Seja você a força que desestabiliza No Youtube:   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 29, 20215 min

Ep 793Café Brasil 793 - LiderCast Antonio Chaker

Link para a NuvemShop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil    Hoje bato um papo com Antônio Chaker, que é o zootecnista, mestre em Produção Animal e que atua há mais de 20 anos em projetos de desenvolvimento de equipes e ampliação da gerenciabilidade e lucro em empresas agropecuárias. O Chaker é um profundo conhecedor do agronegócio e neste papo vamos tirar algumas dúvidas sobre gestão, empreendedorismo, educação e, é claro, particularidades do agro. Não importa se você não é do agro. Aqui tem lições de empreendedorismo que são fabulosas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 27, 20211h 33m

Ep 432Cafezinho 432 – O vencedor

Tem um filme ótimo chamado SICÁRIO, com a Emily Blunt e o Benício del Toro, onde há uma cena semelhante às que aparecem em dezenas, milhares de outros filmes: o bandido mora em sua mansão, jantando com a família e curtindo sua riqueza, não importa que para isso tenha destruído outras famílias. Para ele não existem questões morais, manda quem pode, quem tem mais força, obedece quem tem juízo. Aquele bandido conquistou seu propósito: garantir uma vida confortável para sua família. E jamais se questionou sobre o que fazer para chegar lá. Para ele não existe certo e errado, existe sucesso ou fracasso. Sobre vencedores e fracassados, ouvi uma comentarista falando sobre a corrida presidencial dos Estados Unidos, quando Donald Trump, que durante muito tempo foi uma piada, despontou como um provável candidato dos republicanos à sucessão de Barak Obama. Perguntada sobre como é que um candidato desbocado, preconceituoso, beligerante e grosseiro conseguiu aquele sucesso, ela respondeu de forma simples e brilhante: “- O povo não está se importando com o que ele diz ou deixa de dizer. Ninguém quer saber o que o Trump pensa ou deixa de pensar. O que  importa é que ele é um vencedor. É isso que as pessoas vêem: um vencedor.” E é por isso que Trump recebeu mais de 50 milhões de votos, derrotando Hillary Clinton. Percebeu? As pessoas não se importam com o que você diz, desde que você seja um vencedor. Esse parece ser o padrão moral e ético de nossa sociedade, não importa qual partido, cor, religião você tenha, desde que você pareça um vencedor. Isso não parece pobre?   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=F2uv56LkpX4   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 25, 20217 min

Ep 431Cafezinho 431 - Sobre Egosidade

Descobri o que acontece com aquela gente enfática, que sabe de tudo e sobre tudo, que tem certezas definitivas. É uma doença provocada por uma bactéria chamada Tenhus Certezae Dittudus, que atualmente é disseminada principalmente pelas redes sociais. A doença chama-se egosidade, e caracteriza-se por um ego gordo, que se manifesta em quatro fases: a inicial, a progressiva, a última fase e a mórbida. Na inicial, o indivíduo se acha, mas não tem certeza. Na progressiva, ele se acha e tem quase certeza. Na última fase ele se acha, e tem certeza. E na mórbida, ele nem se acha, só tem certezas. A cura para a egosidade está na compreensão de que ninguém precisa estar certo todo o tempo. Que a sua verdade pessoal não é universal. E ela, a cura, chega através de exercícios, o principal deles o da humildade de dizer: “Eu não sei” e “Eu me enganei”. Egosos mórbidos simplesmente não conseguem dizer essas expressões. Acham que assim estarão admitindo que falharam, que não são tão bons quanto parecem. Quem já se livrou da egosidade sabe que essas duas afirmações são libertadoras. Para o egoso mórbido, “mudar de ideia” passa a impressão de incerteza, falta de liderança, insegurança, falta de confiança e até mesmo fraqueza de caráter. Afinal, gostamos mesmo é de gente segura! Como se o mundo fosse linear, como se houvesse claramente o preto e o branco, o certo e o errado, um ou outro, sem ambiguidade, todo o tempo! Mas não é assim. “Não sei” e “Me enganei” induzem a uma certa vulnerabilidade de pensamento que faz o egoso compreender que não precisa estar sempre certo e não deve se envergonhar por estar errado. Quando isso acontece, o egoso ganha poder, deixa de se preocupar com o que os outros vão pensar dele, experimenta, explora, aprende e cresce. E desegosa. O nome disso é liberdade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 22, 20217 min

Ep 792Cafe Brasil 792 - Solte o belo!

Link para a Nuvemshop:  https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil Imagine-se num restaurante. Dois chefs trazem para você o mesmo prato sofisticado... um deles traz o prato decorado, harmônico, colorido. O outro traz uma massa disforme, cinza. Você sabe que o sabor de ambos é maravilhoso, qual dos dois você escolhe? A beleza existe? Ou é só coisa da nossa cabeça? E se existe, qual a importância dela para nossa vida?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 20, 202135 min

Ep 430Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia

Vivemos no Brasil, um país formado por desiguais, por índios que já se matavam antes da chegada dos europeus e africanos. Um país que combina religiões, culturas, valores e convicções totalmente diferentes em sua formação. E que se orgulha disso! Sempre tratou a diferença como algo comum. E o que nos faz fortes são justamente as nossas diferenças. Somos o país da diferença. E, no entanto, estamos sendo conduzidos para o confronto entre os diferentes. Ame os da sua tribo, os da sua cor, os da sua classe, os da sua tendência sexual, os do seu tamanho, os do seu gênero. E libere seu instinto da morte para os diferentes. Essa necessidade excessiva de sentir simpatia ou ódio extremos, chama-se Transtorno de Personalidade Histriônica, um dos nomes da histeria. Somos um país construído na diferença. E a relação entre os diferentes em que ocorre benefício para todos, só pode acontecer se houver o reconhecimento dessa diferença. Quando essas diferenças são transformadas em bandeiras, a relação entre os diferentes passa a ser de confronto. A minha cultura, a minha verdade, é melhor e mais importante que a sua, sacou? E surgem então os mimimis por apropriação cultural, pela dívida histórica e outras bobagens. Quando isso acontece, o corpo morto da vereadora, por exemplo, deixa de ser um elemento de vergonha por nossa condição de ser humano brutal, para se transformar na fria ferramenta de luta pelo poder. Os radicais que discursam a favor desse separatismo social, instigando o instinto da morte e cegos pela histeria política, não fazem ideia dos demônios que estão invocando… Gritaria ideológica em rede social, sustentada em achismo sobre as motivações do crime, não passa de liberação de instinto de morte e de histeria política. Que não leva a nada além de mais histeria. E ainda dá palanque pra maluco.   Isca: Diferença tem de ser qualidade   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Wzni6bjJXGM   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 18, 20217 min

Ep 429Cafezinho 429 – Minha tribo

O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua tribo. E quem abraça causas de outra tribo, se transforma nos tais “eles”, aqueles agentes “do mal” que precisam ser exterminados, pois ameaçam nossa tribo, a tribo de gente “do bem”. Sigmund Freud escreveu que para explicar o comportamento humano, deveríamos classificar os instintos em duas classes: os instintos de vida e os instintos da morte. Influenciado pela carnificina da I Guerra Mundial, que matou aproximadamente 9 milhões de pessoas entre 1914 e 1918, Freud concluiu que deveria existir, além dos instintos da vida – o sexual e o da autopreservação – uma força demoníaca, um tal instinto da morte. O que, afinal, fazia com que as pessoas deixassem de lado o instinto da vida para apelar para o instinto da morte, nele inclusas a ofensa e a agressão? No mundo de hoje, complicadíssimo e incompreensível, é natural que as pessoas que se sintam incapazes, impotentes, abandonadas ou ofendidas – e portanto, inseguras – se tornem iradas e submetidas aos argumentos simplistas dos demagogos. Com as mídias sociais, então, meu… É então que nos deparamos com um paradoxo: para superar seus medos, as pessoas se submetem às mais perigosas lideranças, àquelas que prometem a elas o poder que lhes foi subtraído. Deixe-me usar o termo da moda: àquelas que prometem o empoderamento. Sentir-se parte da tribo que luta pelo bem, dá a ilusão de superioridade sobre os outros grupos, tratados como inferiores. Você sabe como é? Você pensa diferente de mim, portanto deve ser inferior a mim. E tome tiro, porrada e bomba. E os demagogos partem para criar e cultivar inimigos, a prometer o céu, a paz, a harmonia, enquanto apedrejam os “eles”. Nesse ponto, o instinto de autopreservação da sociedade já dançou. Acabamos como sociedade. Nos tornamos inimigos de nossos vizinhos e tudo que buscamos é sua destruição. E no limite, a violência, o xingar, o ofender, o ameaçar, passa a dar… prazer.   Isca: “Eles” não precisam ser inimigos   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=t9Au1KQ3l34   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 15, 20217 min

Ep 791Cafe Brasil 791 - Tempo Perdido

Você certamente já ouviu falar do Complexo de Vira-Latas, não é? Aquele conceito criado pelo escritor Nelson Rodrigues para definir uma das seleções brasileiras de futebol que, repleta de craques, sentia-se diminuída ao entrar em campo. Sempre se colocando como inferior diante dos adversários. Complexo de vira-latas é essa mania de considerar que nós, brasileiros, somos menos capazes, menos eficientes, menos importantes que as pessoas de outros países. Por que será, hein?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 13, 202133 min

Ep 428Cafezinho 428 – A cultura da reclamação

O crítico Robert Hughes, em seu livro “A cultura da reclamação”, descreveu muito bem o que aconteceu com as artes nos Estados Unidos e que se repetiu no Brasil. Ele diz assim: “…como as artes mostram ao cidadão sensível a diferença ente os bons artistas, os medíocres e as fraudes absolutas, e como sempre existe um número maior dos últimos – os medíocres – que dos primeiros, também as artes têm de ser politizadas. Assim, remendamos sistemas críticos para mostrar que a ideia de ‘qualidade’ na experiência estética pouco mais é que uma ficção paternalista destinada a dificultar a vida dos artistas negros, mulheres e homossexuais, que devem de agora em diante ser julgados por sua etnicidade, gênero e estado de saúde, e não pelos méritos de sua obra.” Pois é… Em 2018 participei de um evento sobre palestras nos Estados Unidos. Me chamou atenção quando um dos maiores contratadores de palestrantes afirmou o seguinte: “está cada vez mais difícil colocar no palco um velho branco, anglo-saxão”. A pressão é pela diversidade, o que certamente cria mais tensão social. Mais uma vez, o julgamento pela etnicidade, pelo gênero, estado de saúde, tendência política/ideológica e não pelos méritos de sua obra. Você consegue perceber as consequências desse comportamento de divisão para confronto? A divisão da sociedade em tribos, com o incentivo para que se enfrentem? O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua tribo. E quem abraça causas de outra tribo, se transforma nos tais “eles”, aqueles agentes “do mal” que precisam ser exterminados, pois ameaçam nossa tribo, a tribo de gente “do bem”.   Isca: Dê mérito a quem cria valor   No Youtube:   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 11, 20215 min

Ep 427Cafezinho 427 – Política e histeria

O problema da redução dos índices de violência no Brasil está muito além dos interesses políticos das várias correntes que dirigiram o país nos últimos 40 anos. A morte das pessoas só recebe atenção e comoção popular se puder ser instrumentalizada pelos vários grupos de poder. E o que é instrumentalizar a morte de uma pessoa? É transformar seu cadáver numa bandeira política a serviço de uma corrente de pensamento. É abraçar o populismo. O populismo sempre existiu como ferramenta política, de direita, de esquerda, de centro, dentro, fora. Populismo é uma tática, não é a essência da política. Política envolve estabelecer um senso de unidade, de sociedade, de união para se impor sobre os adversários e inimigos. Mas há algo mais, que leva as pessoas a dar suporte a demagogos que lutam por dividir e ameaçar, explorando os instintos mais primitivos das pessoas. Um algo mais que acaba libertando os indivíduos de qualquer freio moral. E aí é o que vemos diariamente nas mídias sociais, aqueles comentários vergonhosos dos seguidores de cada tribo. O assassinato em 2018 da vereadora Marielle no Rio de Janero, por exemplo, revelou que a histeria política no Brasil é regra, não é exceção. Sua morte foi instrumentalizada por todos os lados. Se você falasse bem da Marielle, apanhava. Se falasse mal, apanhava. Se ficasse quieto, também apanhava. O discurso dominante, em vez de tolerante, pragmático e libertador, tornou-se repressivo, doutrinário e autoritário. E num clima de histeria, a primeira vítima é a liberdade. Você não pode mais expressar opinião própria, ou será trucidado, especialmente nas mídias sociais. Essa histeria política nasce de interesses de determinadas elites, no caso, as elites políticas e ideológicas, combinados com a reação inconsciente do povo. O povo movido pelo instinto da morte contra os inimigos de sua tribo. A histeria política é sintoma da perda total do controle político, provocada pela exploração do medo. É filha das teorias da conspiração.   No Youtube: https://youtu.be/wjERlBwW4Ik   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 8, 20215 min

Ep 790Café Brasil 790 - Don't Be Evil

Há uma preocupação crescente sobre o nível de influência que as chamadas “big techs” estão exercendo sobre nossas vidas. A cada dia ficamos menos confortáveis com a perspectiva de ter alguém decidindo o que é bom para nós. Vou aproveitar um fato ocorrido quando o Google formou sua controladora Alphabet em 2015 e abandonou seu antigo lema, "Não seja mau", para refletir sobre mudanças sutis que podem impactar enormemente nossas vidas. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 6, 202128 min

Ep 426Cafezinho 426 – Quem tem pressa?

Houve um tempo em que as narrativas eram feitas dentro de nossos círculos familiares e de amizades, permitindo que entendêssemos como e onde nos encaixávamos dentro do mundo. Eram narrativas que misturavam fatos da realidade com histórias, tradições e lendas, não só do Brasil, mas do mundo. Havia um tempo de maturação entre a história contada e o processamento da moral. Havia o retorno ao assunto, a paciência e a responsabilidade da experiência de quem já havia vivido o que contava. E assim fui montando minha compreensão do mundo. Hoje as narrativas familiares perderam espaço para uma cultura voltada ao consumo, que tem muita pressa. Se as histórias contadas por meu avô, meu tio, minha mãe e meu pai, queriam desenvolver meu senso moral, ajudando que eu encontrasse meu lugar no mundo, quem conta as histórias hoje quer que eu compre uma sandália, um shampoo, uma ação ou uma ideia. O dono da narrativa define o que é bom e o que é mau, de olho no meu bolso. Uma criança com oito anos de idade, tendo na bagagem umas 8 mil horas de televisão, mais 8 mil de internet, está anos luz à frente do ingênuo Lucianinho lá da Bauru de meio século atrás. Treinada, ela precisa de som, movimento, cores, velocidade e situações extremas. Encontra seu lugar no mundo baseada nas marcas dos produtos que usa, no vocabulário da tribo que escolheu, no comportamento que imita ídolos interessados na troca de produtos por dinheiro.   E assim ela cresce, exposta às cores, aos barulhos, ao excesso e à gritaria de gente sem experiência de vida, que tenta a convencer que problemas complexos têm soluções simplórias. E o discurso deles é sempre muito, muito sedutor, otimista. Fácil de entender. Eles têm pressa, muita pressa. A pressa que meu avô não tinha.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=fqnTb9-nBSk   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 4, 20216 min

Ep 425Cafezinho 425 – Não seja um idiota

Wil Wheaton é um escritor norte americano e ator da série Star Treck New Generation. Durante uma palestra num grande evento dirigido a gamers, ele comparou a forma como jogava os vídeogames com outros garotos quando era criança, com a forma como joga hoje on-line. Ele disse que se dissesse para outra pessoa aquilo que hoje ele ouve ou lê de jogadores on-line, apanharia. As pessoas xingam, criticam, querem se impor, mostrar como sabem mais que ele… e ele resumiu a questão: quando estiver jogando, DON’T BE A DICK, que pode ser traduzido como NÃO SEJA UM IDIOTA. Quando estiver jogando, NÃO SEJA UM IDIOTA. Para surpresa de Wheaton, ao dizer isso ele foi aplaudido em pé. Ninguém mais aguenta lidar com idiotas…Wheaton sabia o que dizia. Ele foi duramente criticado quando participava de Star Treck, até que percebeu que as pessoas que eram realmente grossas, ácidas, cruéis, representavam um número estatisticamente muito baixo. E ele percebeu ao longo dos anos que as pessoas que gostavam do trabalho dele eram em número muito maior do que as que o criticavam. Portanto, não havia razão para esquentar a cabeça.A partir daquele evento, o DON’T BE A DICK passou a ser conhecido como a Lei de Wheaton, que cai como uma luva nestes tempos.Quando for comentar nas redes sociais, nas áreas de comentários dos sites, no whatsapp, use a lei de Wheaton, não seja um idiota.Mas como saber se você está sendo um idiota? Lembra do imperativo categórico de Kant? Apenas pense: se todo mundo fizer com todo mundo o que estou prestes a fazer, será bom para todos?Se você concluir que não será bom para todos e mesmo assim fizer, pronto.Você é um idiota.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 1, 20216 min

Café Brasil 789 - LiderCast Osvaldo Pimentel

Sep 29, 20211h 45m

Ep 789Cafe Brasil 789 - LiderCast Osvaldo Pimentel

Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da plataforma de gestão e venda de produtos digitais Monetizze. Uma história fascinante de intra empreendedorismo, que mostra que, não importa sua origem, com obstinação é possível construir uma carreira admirável.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 29, 20211h 45m

Ep 424Cafezinho 424 – Desimportância

Conversando com uns amigos, descobri que há uma perplexidade no ar sobre a qual poucos estão falando. Parece que tem a ver com a época na qual vivemos, não sei acontece com você. As pessoas não respondem mais às demandas. Você envia uma mensagem, ela não responde. Faz uma ligação, ela não atende. Ou não retorna. Envia um projeto e recebe um “vamos avaliar” que nunca chega. Parece que as pessoas não querem assumir nenhum compromisso, nenhuma responsabilidade. E fica difícil entender porque, com toda a tecnologia de comunicação e resolução de problemas à disposição, isso acontece. Outro dia dei uma passada de olhos numas correspondências muito antigas, trocadas entre amigos nos anos 20 e 30. É divertido ver o português que se usava naquela época, mas uma coisa me assombrou. A facilidade com que as pessoas manifestavam apreço, gratidão e elogiavam aquilo que achavam legal. E o faziam por escrito, até porque não havia outra forma de comunicação além das cartas, não é? Mas está tudo lá: “fulano, você não imagina a alegria que senti com sua visita visitou”, “cicrano, sua inteligência me ajudou a encontrar orientação num momento importante, muito obrigado”, e coisas assim. Aos montes. Fazer uma visita era uma visita. Receber uma visita, era um evento. As pessoas se preparavam, se vestiam para isso. Havia um cerimonial, uma pompa, uma dedicação, que significava simplesmente que o outro se importava conosco. E demonstrava isso nos detalhes, no trato, no cuidado. E hoje, com todas as facilidades na mão, estamos fugindo dessas demonstrações de respeito. Algo se perdeu no caminho.   Isca: Mostre que você se importa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 27, 20217 min

Ep 423Cafezinho 423 – Capital social? Só se der lucro.

Desde que eu era criança em Bauru, meus avós seu Duarte e Dona Dora faziam questão de reunir a família durante as festas de final de ano. Me fascinava aquele monte de tios e tias trabalhando para a festa. A Vó matando a galinha, a mãe fazendo a sobremesa, o tio mudando os móveis de lugar, todo mundo espremido numa casa pequena. Ninguém reclamava, era uma grande festa, do jantar do dia 24 para o almoço do dia 25. E emendando com o dia 31, claro! Mas um dia Vô Duarte morreu. E logo em seguida a Vó Dora se foi. Sem os dois para servir como norte, nunca mais a família se reuniu. Formamos outros núcleos, menores, e aquelas festas generosas parece que vão rareando. As pessoas não têm mais saco para as horas de cozinha, a tonelada de louça, roupas de cama e toalhas para lavar depois. E o dinheiro que custa uma reunião dessas? Estamos ocupados demais, cansados demais, apressados demais… Estamos perdendo aquilo que o cientista político e professor norte americano Robert Putnan definiu como “capital social”: nos últimos quarenta anos assistimos a redução do envolvimento cívico e político, dos laços sociais informais, da tolerância e da confiança. Passamos menos tempo com os amigos, frequentamos menos clubes, nos afastamos da política, dedicamos horas e horas à televisão (e agora internet) e recebemos pela mídia uma carga diária de catástrofes que nos transformam em indivíduos medrosos, descrentes e desconfiados.  Nesse ambiente, “Interação social” passa a valer a pena só quando dá lucro. E é então que o Vô Duarte e a Vó Dora fazem uma tremenda falta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 24, 20215 min

Ep 788Cafe Brasil 788 - Love, Janis

Janis Joplin era uma garota incompreendida, saiu da pequena cidade de Port Arthur, no Texas, para encontrar a liberdade no meio hippie de San Francisco. Janis se transformou num ícone dos anos 60, sempre indo ao limite em tudo que fazia. Janis representou a rebeldia, a intensidade e a entrega daquele tipo de gente que não cabe numa vida só. Morreu por overdose aos 27 anos, mas deixou uma marca que nunca será apagada. O programa de hoje não é uma biografia, é só uma homenagem.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 22, 202158 min

Ep 422Cafezinho 422 – A política do ódio

É no discurso público que compartilhamos as informações que, como cidadãos, precisamos para tomar nossas decisões sobre onde aplicar nossos recursos. Sejam eles tempo, dinheiro, energia ou...voto. Quando esse discurso público é tratado como puro entretenimento, dominado por ódio, tretas e pela diversão de ver quem humilha mais, ele deixa de carregar – e compartilhar – as informações que precisamos para orientar nossas vidas. Fica mais fácil para os canalhas aparecerem como os iluminados que sabem todas as respostas. Entendeu? Quando a busca pelos defeitos nos cega para as qualidades, quando a histeria para defender ou demonizar um lado nos cega paras complexidades, quando a animosidade destrói o respeito, nos tornamos reféns dos que se aproveitam da política do ódio. Semana passada fiz um post com um brilhante trecho de um texto de Gustavo Bertoche nas Iscas Intelectuais do Portal Café Brasil. Ele encerra uma reflexão sobre a quem interessa a política do ódio com este comentário: "Como podemos não ser meros peões no jogo das elites político-burocráticas? Talvez por meio do silêncio, quando todos à nossa volta gritam; da reflexão, quando todos à nossa volta se recusam a pensar; da ironia, quando todos à nossa volta querem crer; da galhofa, quanto todos à nossa volta levam a sério as palavras de ordem; e da coragem da solidão, quando todos à nossa volta desejam ardentemente participar do rebanho." Entendeu? Não seguindo a maioria só porque é maioria. Não seguindo a moda só porque é moda. Não repetindo o grito de guerra só porque é o da patota. Não assumindo que, porque foi publicado em todo lugar, é verdade. Não acreditando que aquele comentarista, ou este aqui, só porque está no rádio, na TV ou no Youtube, é o dono da verdade.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 20, 20217 min

Ep 421Cafezinho 421 – A normose

O livro A Patologia da Normalidade, de Pierre Weil, Robert Crema e Jan-Yves Leloup, trata de um comportamento chamado “normose”, o hábito de pensar, sentir e de agir tido num certo consenso social como normal mas que tem natureza infecciosa, podendo ser letal. A normose é uma normalidade doentia. Distingue-se da normalidade saudável, como levantar cedo e caminhar todos os dias, por exemplo, que constitui um consenso. E distingue-se também de uma normalidade neutra, como almoçar ao meio-dia. O número de normoses é muito grande. Cada dia descobrimos uma ou várias delas nas áreas mais inesperadas. Uma vez que assimilamos o conceito e seu alcance, se torna impossível não ver a normose. Sabe quando você se dá conta da sua ignorância e se pergunta “como é que eu fazia isso e achava normal?” Geralmente os normóticos são passivos e acomodados, tipo “deixa a vida me levar”, sabe como é? Apenas reagem aos fatos, com respostas irrelevantes e previsíveis, conformadas ao óbvio. Os normóticos procuram justificar o porquê não fizeram alguma coisa ou desistiram de um desafio, usando argumentos previsíveis. Você já viu ou ouviu gente assim? O normótico vive sob efeito da auto-imitação: sempre as mesmas convicções, as mesmas soluções ou os mesmos discursos. É confortante saber que somos normais, não é? Pois é. Mas cuidado. Normalidade demais é doença. Venha para o mundocafebrasil.com e entenda como funciona.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 17, 20216 min