
Canal Café Brasil
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Ep 792Cafe Brasil 792 - Solte o belo!
Link para a Nuvemshop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasil Imagine-se num restaurante. Dois chefs trazem para você o mesmo prato sofisticado... um deles traz o prato decorado, harmônico, colorido. O outro traz uma massa disforme, cinza. Você sabe que o sabor de ambos é maravilhoso, qual dos dois você escolhe? A beleza existe? Ou é só coisa da nossa cabeça? E se existe, qual a importância dela para nossa vida?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 430Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
Vivemos no Brasil, um país formado por desiguais, por índios que já se matavam antes da chegada dos europeus e africanos. Um país que combina religiões, culturas, valores e convicções totalmente diferentes em sua formação. E que se orgulha disso! Sempre tratou a diferença como algo comum. E o que nos faz fortes são justamente as nossas diferenças. Somos o país da diferença. E, no entanto, estamos sendo conduzidos para o confronto entre os diferentes. Ame os da sua tribo, os da sua cor, os da sua classe, os da sua tendência sexual, os do seu tamanho, os do seu gênero. E libere seu instinto da morte para os diferentes. Essa necessidade excessiva de sentir simpatia ou ódio extremos, chama-se Transtorno de Personalidade Histriônica, um dos nomes da histeria. Somos um país construído na diferença. E a relação entre os diferentes em que ocorre benefício para todos, só pode acontecer se houver o reconhecimento dessa diferença. Quando essas diferenças são transformadas em bandeiras, a relação entre os diferentes passa a ser de confronto. A minha cultura, a minha verdade, é melhor e mais importante que a sua, sacou? E surgem então os mimimis por apropriação cultural, pela dívida histórica e outras bobagens. Quando isso acontece, o corpo morto da vereadora, por exemplo, deixa de ser um elemento de vergonha por nossa condição de ser humano brutal, para se transformar na fria ferramenta de luta pelo poder. Os radicais que discursam a favor desse separatismo social, instigando o instinto da morte e cegos pela histeria política, não fazem ideia dos demônios que estão invocando… Gritaria ideológica em rede social, sustentada em achismo sobre as motivações do crime, não passa de liberação de instinto de morte e de histeria política. Que não leva a nada além de mais histeria. E ainda dá palanque pra maluco. Isca: Diferença tem de ser qualidade No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Wzni6bjJXGM Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 429Cafezinho 429 – Minha tribo
O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua tribo. E quem abraça causas de outra tribo, se transforma nos tais “eles”, aqueles agentes “do mal” que precisam ser exterminados, pois ameaçam nossa tribo, a tribo de gente “do bem”. Sigmund Freud escreveu que para explicar o comportamento humano, deveríamos classificar os instintos em duas classes: os instintos de vida e os instintos da morte. Influenciado pela carnificina da I Guerra Mundial, que matou aproximadamente 9 milhões de pessoas entre 1914 e 1918, Freud concluiu que deveria existir, além dos instintos da vida – o sexual e o da autopreservação – uma força demoníaca, um tal instinto da morte. O que, afinal, fazia com que as pessoas deixassem de lado o instinto da vida para apelar para o instinto da morte, nele inclusas a ofensa e a agressão? No mundo de hoje, complicadíssimo e incompreensível, é natural que as pessoas que se sintam incapazes, impotentes, abandonadas ou ofendidas – e portanto, inseguras – se tornem iradas e submetidas aos argumentos simplistas dos demagogos. Com as mídias sociais, então, meu… É então que nos deparamos com um paradoxo: para superar seus medos, as pessoas se submetem às mais perigosas lideranças, àquelas que prometem a elas o poder que lhes foi subtraído. Deixe-me usar o termo da moda: àquelas que prometem o empoderamento. Sentir-se parte da tribo que luta pelo bem, dá a ilusão de superioridade sobre os outros grupos, tratados como inferiores. Você sabe como é? Você pensa diferente de mim, portanto deve ser inferior a mim. E tome tiro, porrada e bomba. E os demagogos partem para criar e cultivar inimigos, a prometer o céu, a paz, a harmonia, enquanto apedrejam os “eles”. Nesse ponto, o instinto de autopreservação da sociedade já dançou. Acabamos como sociedade. Nos tornamos inimigos de nossos vizinhos e tudo que buscamos é sua destruição. E no limite, a violência, o xingar, o ofender, o ameaçar, passa a dar… prazer. Isca: “Eles” não precisam ser inimigos No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=t9Au1KQ3l34 Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 791Cafe Brasil 791 - Tempo Perdido
Você certamente já ouviu falar do Complexo de Vira-Latas, não é? Aquele conceito criado pelo escritor Nelson Rodrigues para definir uma das seleções brasileiras de futebol que, repleta de craques, sentia-se diminuída ao entrar em campo. Sempre se colocando como inferior diante dos adversários. Complexo de vira-latas é essa mania de considerar que nós, brasileiros, somos menos capazes, menos eficientes, menos importantes que as pessoas de outros países. Por que será, hein?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 428Cafezinho 428 – A cultura da reclamação
O crítico Robert Hughes, em seu livro “A cultura da reclamação”, descreveu muito bem o que aconteceu com as artes nos Estados Unidos e que se repetiu no Brasil. Ele diz assim: “…como as artes mostram ao cidadão sensível a diferença ente os bons artistas, os medíocres e as fraudes absolutas, e como sempre existe um número maior dos últimos – os medíocres – que dos primeiros, também as artes têm de ser politizadas. Assim, remendamos sistemas críticos para mostrar que a ideia de ‘qualidade’ na experiência estética pouco mais é que uma ficção paternalista destinada a dificultar a vida dos artistas negros, mulheres e homossexuais, que devem de agora em diante ser julgados por sua etnicidade, gênero e estado de saúde, e não pelos méritos de sua obra.” Pois é… Em 2018 participei de um evento sobre palestras nos Estados Unidos. Me chamou atenção quando um dos maiores contratadores de palestrantes afirmou o seguinte: “está cada vez mais difícil colocar no palco um velho branco, anglo-saxão”. A pressão é pela diversidade, o que certamente cria mais tensão social. Mais uma vez, o julgamento pela etnicidade, pelo gênero, estado de saúde, tendência política/ideológica e não pelos méritos de sua obra. Você consegue perceber as consequências desse comportamento de divisão para confronto? A divisão da sociedade em tribos, com o incentivo para que se enfrentem? O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua tribo. E quem abraça causas de outra tribo, se transforma nos tais “eles”, aqueles agentes “do mal” que precisam ser exterminados, pois ameaçam nossa tribo, a tribo de gente “do bem”. Isca: Dê mérito a quem cria valor No Youtube: Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 427Cafezinho 427 – Política e histeria
O problema da redução dos índices de violência no Brasil está muito além dos interesses políticos das várias correntes que dirigiram o país nos últimos 40 anos. A morte das pessoas só recebe atenção e comoção popular se puder ser instrumentalizada pelos vários grupos de poder. E o que é instrumentalizar a morte de uma pessoa? É transformar seu cadáver numa bandeira política a serviço de uma corrente de pensamento. É abraçar o populismo. O populismo sempre existiu como ferramenta política, de direita, de esquerda, de centro, dentro, fora. Populismo é uma tática, não é a essência da política. Política envolve estabelecer um senso de unidade, de sociedade, de união para se impor sobre os adversários e inimigos. Mas há algo mais, que leva as pessoas a dar suporte a demagogos que lutam por dividir e ameaçar, explorando os instintos mais primitivos das pessoas. Um algo mais que acaba libertando os indivíduos de qualquer freio moral. E aí é o que vemos diariamente nas mídias sociais, aqueles comentários vergonhosos dos seguidores de cada tribo. O assassinato em 2018 da vereadora Marielle no Rio de Janero, por exemplo, revelou que a histeria política no Brasil é regra, não é exceção. Sua morte foi instrumentalizada por todos os lados. Se você falasse bem da Marielle, apanhava. Se falasse mal, apanhava. Se ficasse quieto, também apanhava. O discurso dominante, em vez de tolerante, pragmático e libertador, tornou-se repressivo, doutrinário e autoritário. E num clima de histeria, a primeira vítima é a liberdade. Você não pode mais expressar opinião própria, ou será trucidado, especialmente nas mídias sociais. Essa histeria política nasce de interesses de determinadas elites, no caso, as elites políticas e ideológicas, combinados com a reação inconsciente do povo. O povo movido pelo instinto da morte contra os inimigos de sua tribo. A histeria política é sintoma da perda total do controle político, provocada pela exploração do medo. É filha das teorias da conspiração. No Youtube: https://youtu.be/wjERlBwW4Ik Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 790Café Brasil 790 - Don't Be Evil
Há uma preocupação crescente sobre o nível de influência que as chamadas “big techs” estão exercendo sobre nossas vidas. A cada dia ficamos menos confortáveis com a perspectiva de ter alguém decidindo o que é bom para nós. Vou aproveitar um fato ocorrido quando o Google formou sua controladora Alphabet em 2015 e abandonou seu antigo lema, "Não seja mau", para refletir sobre mudanças sutis que podem impactar enormemente nossas vidas. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 426Cafezinho 426 – Quem tem pressa?
Houve um tempo em que as narrativas eram feitas dentro de nossos círculos familiares e de amizades, permitindo que entendêssemos como e onde nos encaixávamos dentro do mundo. Eram narrativas que misturavam fatos da realidade com histórias, tradições e lendas, não só do Brasil, mas do mundo. Havia um tempo de maturação entre a história contada e o processamento da moral. Havia o retorno ao assunto, a paciência e a responsabilidade da experiência de quem já havia vivido o que contava. E assim fui montando minha compreensão do mundo. Hoje as narrativas familiares perderam espaço para uma cultura voltada ao consumo, que tem muita pressa. Se as histórias contadas por meu avô, meu tio, minha mãe e meu pai, queriam desenvolver meu senso moral, ajudando que eu encontrasse meu lugar no mundo, quem conta as histórias hoje quer que eu compre uma sandália, um shampoo, uma ação ou uma ideia. O dono da narrativa define o que é bom e o que é mau, de olho no meu bolso. Uma criança com oito anos de idade, tendo na bagagem umas 8 mil horas de televisão, mais 8 mil de internet, está anos luz à frente do ingênuo Lucianinho lá da Bauru de meio século atrás. Treinada, ela precisa de som, movimento, cores, velocidade e situações extremas. Encontra seu lugar no mundo baseada nas marcas dos produtos que usa, no vocabulário da tribo que escolheu, no comportamento que imita ídolos interessados na troca de produtos por dinheiro. E assim ela cresce, exposta às cores, aos barulhos, ao excesso e à gritaria de gente sem experiência de vida, que tenta a convencer que problemas complexos têm soluções simplórias. E o discurso deles é sempre muito, muito sedutor, otimista. Fácil de entender. Eles têm pressa, muita pressa. A pressa que meu avô não tinha. No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=fqnTb9-nBSk Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 425Cafezinho 425 – Não seja um idiota
Wil Wheaton é um escritor norte americano e ator da série Star Treck New Generation. Durante uma palestra num grande evento dirigido a gamers, ele comparou a forma como jogava os vídeogames com outros garotos quando era criança, com a forma como joga hoje on-line. Ele disse que se dissesse para outra pessoa aquilo que hoje ele ouve ou lê de jogadores on-line, apanharia. As pessoas xingam, criticam, querem se impor, mostrar como sabem mais que ele… e ele resumiu a questão: quando estiver jogando, DON’T BE A DICK, que pode ser traduzido como NÃO SEJA UM IDIOTA. Quando estiver jogando, NÃO SEJA UM IDIOTA. Para surpresa de Wheaton, ao dizer isso ele foi aplaudido em pé. Ninguém mais aguenta lidar com idiotas…Wheaton sabia o que dizia. Ele foi duramente criticado quando participava de Star Treck, até que percebeu que as pessoas que eram realmente grossas, ácidas, cruéis, representavam um número estatisticamente muito baixo. E ele percebeu ao longo dos anos que as pessoas que gostavam do trabalho dele eram em número muito maior do que as que o criticavam. Portanto, não havia razão para esquentar a cabeça.A partir daquele evento, o DON’T BE A DICK passou a ser conhecido como a Lei de Wheaton, que cai como uma luva nestes tempos.Quando for comentar nas redes sociais, nas áreas de comentários dos sites, no whatsapp, use a lei de Wheaton, não seja um idiota.Mas como saber se você está sendo um idiota? Lembra do imperativo categórico de Kant? Apenas pense: se todo mundo fizer com todo mundo o que estou prestes a fazer, será bom para todos?Se você concluir que não será bom para todos e mesmo assim fizer, pronto.Você é um idiota.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Café Brasil 789 - LiderCast Osvaldo Pimentel

Ep 789Cafe Brasil 789 - LiderCast Osvaldo Pimentel
Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da plataforma de gestão e venda de produtos digitais Monetizze. Uma história fascinante de intra empreendedorismo, que mostra que, não importa sua origem, com obstinação é possível construir uma carreira admirável.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 424Cafezinho 424 – Desimportância
Conversando com uns amigos, descobri que há uma perplexidade no ar sobre a qual poucos estão falando. Parece que tem a ver com a época na qual vivemos, não sei acontece com você. As pessoas não respondem mais às demandas. Você envia uma mensagem, ela não responde. Faz uma ligação, ela não atende. Ou não retorna. Envia um projeto e recebe um “vamos avaliar” que nunca chega. Parece que as pessoas não querem assumir nenhum compromisso, nenhuma responsabilidade. E fica difícil entender porque, com toda a tecnologia de comunicação e resolução de problemas à disposição, isso acontece. Outro dia dei uma passada de olhos numas correspondências muito antigas, trocadas entre amigos nos anos 20 e 30. É divertido ver o português que se usava naquela época, mas uma coisa me assombrou. A facilidade com que as pessoas manifestavam apreço, gratidão e elogiavam aquilo que achavam legal. E o faziam por escrito, até porque não havia outra forma de comunicação além das cartas, não é? Mas está tudo lá: “fulano, você não imagina a alegria que senti com sua visita visitou”, “cicrano, sua inteligência me ajudou a encontrar orientação num momento importante, muito obrigado”, e coisas assim. Aos montes. Fazer uma visita era uma visita. Receber uma visita, era um evento. As pessoas se preparavam, se vestiam para isso. Havia um cerimonial, uma pompa, uma dedicação, que significava simplesmente que o outro se importava conosco. E demonstrava isso nos detalhes, no trato, no cuidado. E hoje, com todas as facilidades na mão, estamos fugindo dessas demonstrações de respeito. Algo se perdeu no caminho. Isca: Mostre que você se importa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 423Cafezinho 423 – Capital social? Só se der lucro.
Desde que eu era criança em Bauru, meus avós seu Duarte e Dona Dora faziam questão de reunir a família durante as festas de final de ano. Me fascinava aquele monte de tios e tias trabalhando para a festa. A Vó matando a galinha, a mãe fazendo a sobremesa, o tio mudando os móveis de lugar, todo mundo espremido numa casa pequena. Ninguém reclamava, era uma grande festa, do jantar do dia 24 para o almoço do dia 25. E emendando com o dia 31, claro! Mas um dia Vô Duarte morreu. E logo em seguida a Vó Dora se foi. Sem os dois para servir como norte, nunca mais a família se reuniu. Formamos outros núcleos, menores, e aquelas festas generosas parece que vão rareando. As pessoas não têm mais saco para as horas de cozinha, a tonelada de louça, roupas de cama e toalhas para lavar depois. E o dinheiro que custa uma reunião dessas? Estamos ocupados demais, cansados demais, apressados demais… Estamos perdendo aquilo que o cientista político e professor norte americano Robert Putnan definiu como “capital social”: nos últimos quarenta anos assistimos a redução do envolvimento cívico e político, dos laços sociais informais, da tolerância e da confiança. Passamos menos tempo com os amigos, frequentamos menos clubes, nos afastamos da política, dedicamos horas e horas à televisão (e agora internet) e recebemos pela mídia uma carga diária de catástrofes que nos transformam em indivíduos medrosos, descrentes e desconfiados. Nesse ambiente, “Interação social” passa a valer a pena só quando dá lucro. E é então que o Vô Duarte e a Vó Dora fazem uma tremenda falta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 788Cafe Brasil 788 - Love, Janis
Janis Joplin era uma garota incompreendida, saiu da pequena cidade de Port Arthur, no Texas, para encontrar a liberdade no meio hippie de San Francisco. Janis se transformou num ícone dos anos 60, sempre indo ao limite em tudo que fazia. Janis representou a rebeldia, a intensidade e a entrega daquele tipo de gente que não cabe numa vida só. Morreu por overdose aos 27 anos, mas deixou uma marca que nunca será apagada. O programa de hoje não é uma biografia, é só uma homenagem.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 422Cafezinho 422 – A política do ódio
É no discurso público que compartilhamos as informações que, como cidadãos, precisamos para tomar nossas decisões sobre onde aplicar nossos recursos. Sejam eles tempo, dinheiro, energia ou...voto. Quando esse discurso público é tratado como puro entretenimento, dominado por ódio, tretas e pela diversão de ver quem humilha mais, ele deixa de carregar – e compartilhar – as informações que precisamos para orientar nossas vidas. Fica mais fácil para os canalhas aparecerem como os iluminados que sabem todas as respostas. Entendeu? Quando a busca pelos defeitos nos cega para as qualidades, quando a histeria para defender ou demonizar um lado nos cega paras complexidades, quando a animosidade destrói o respeito, nos tornamos reféns dos que se aproveitam da política do ódio. Semana passada fiz um post com um brilhante trecho de um texto de Gustavo Bertoche nas Iscas Intelectuais do Portal Café Brasil. Ele encerra uma reflexão sobre a quem interessa a política do ódio com este comentário: "Como podemos não ser meros peões no jogo das elites político-burocráticas? Talvez por meio do silêncio, quando todos à nossa volta gritam; da reflexão, quando todos à nossa volta se recusam a pensar; da ironia, quando todos à nossa volta querem crer; da galhofa, quanto todos à nossa volta levam a sério as palavras de ordem; e da coragem da solidão, quando todos à nossa volta desejam ardentemente participar do rebanho." Entendeu? Não seguindo a maioria só porque é maioria. Não seguindo a moda só porque é moda. Não repetindo o grito de guerra só porque é o da patota. Não assumindo que, porque foi publicado em todo lugar, é verdade. Não acreditando que aquele comentarista, ou este aqui, só porque está no rádio, na TV ou no Youtube, é o dono da verdade. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 421Cafezinho 421 – A normose
O livro A Patologia da Normalidade, de Pierre Weil, Robert Crema e Jan-Yves Leloup, trata de um comportamento chamado “normose”, o hábito de pensar, sentir e de agir tido num certo consenso social como normal mas que tem natureza infecciosa, podendo ser letal. A normose é uma normalidade doentia. Distingue-se da normalidade saudável, como levantar cedo e caminhar todos os dias, por exemplo, que constitui um consenso. E distingue-se também de uma normalidade neutra, como almoçar ao meio-dia. O número de normoses é muito grande. Cada dia descobrimos uma ou várias delas nas áreas mais inesperadas. Uma vez que assimilamos o conceito e seu alcance, se torna impossível não ver a normose. Sabe quando você se dá conta da sua ignorância e se pergunta “como é que eu fazia isso e achava normal?” Geralmente os normóticos são passivos e acomodados, tipo “deixa a vida me levar”, sabe como é? Apenas reagem aos fatos, com respostas irrelevantes e previsíveis, conformadas ao óbvio. Os normóticos procuram justificar o porquê não fizeram alguma coisa ou desistiram de um desafio, usando argumentos previsíveis. Você já viu ou ouviu gente assim? O normótico vive sob efeito da auto-imitação: sempre as mesmas convicções, as mesmas soluções ou os mesmos discursos. É confortante saber que somos normais, não é? Pois é. Mas cuidado. Normalidade demais é doença. Venha para o mundocafebrasil.com e entenda como funciona.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 787Café Brasil 787 - Reações ao cuzão
O Café Brasil anterior, o 786 – O Cuzão, rendeu, viu? Foi muito legal receber o retorno dos ouvintes, em quantidade e em qualidade, e aproveitei alguns deles para fazer o programa de hoje. Vamos ouvir o que vocês têm a dizer e fazer mais algumas reflexões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 420Cafezinho 420 – A regra dos 30
Esta semana um leitor cobrou que eu acione minha metralhadora verbal, escolha um lado e saia destruindo. Dessa forma meu podcast bombaria... Respondi assim: “ou você começou a ouvir meu podcast ontem ou não entendeu nada de meu trabalho. Eu não vou sair de metralhadora, isso me fará ser mais um pregador para convertidos, que é o que a maioria dos canais que bombam é. Você quer treta, eu não quero. Treta é para os histéricos, eu atuo em outro departamento, me preocupo mais com a qualidade da minha audiência do que com a quantidade. Sacou? Qualidade x quantidade. Pra escolher a primeira tem de estar além do pensamento binário rasteiro. Eu acho que sou mais útil agindo da forma como faço. Já tem gente demais com faca nos dentes mandando os outros à ponte que partiu. Eu escolhi a escola de Antonio Gramsci para neutraliza-lo: sem brutalidade, sem faca nos dentes, sem agressão. Apenas no diálogo. Acho que tem espaço e público para todos os estilos. O meu é este.” Um outro leitor comentou com uma dica muito interessante, a regra dos 30 centímetros: “preza a regra dos 30 que, devemos procurar manter uma distância constante de 30 cm entre a emoção (coração) e a razão (cabeça). Essa é a distância anatômica dotada pela natureza. Assim impedimos que a emoção predomine de forma apaixonadamente doentia sobre a razão, e vice versa, impedindo que a rigidez da razão nos impeça de sentirmos as sutilezas da natureza humana, em todos os aspectos da dinâmica e convivência social. Muito bom. Me lembrou de uma letra de canção dos Doces Bárbaros, que diz assim: Pé quente, cabeça fria, numa boa Pé quente, cabeça fria, na maior Pé quente, cabeça fria, na total Saia despreocupado Mas cuidado porque existe o bem e o malSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 419Cafezinho 419 – Pau que só dá em Chico.
Não parece que o Brasil é uma gigantesca dissonância cognitiva? Por todo lado manifestações repletas de afirmações absolutas como “todo mundo”, “sempre”, “ninguém”, “nunca”, todas como conclusões genéricas de algum incidente em particular ou alguma evidência solitária. Um caso seletivamente escolhido serve como bandeira para a generalização. E dá-lhe dissonância cognitiva. Sabe o resultado? Desaprendemos a manifestar nossas dúvidas, a usar “quase”, “talvez”, “alguns”, “a maioria”, ”a minoria” e assim proporcionar o bom debate, evitando os malefícios da generalização. Estamos diariamente expostos a contradições, e o resultado delas, quando respondemos com generalizações e afirmações absolutas, é o surgimento dos justiceiros sociais exibindo virtudes, princípios, credos e valores morais que na verdade não possuem. São as generalizações que criam os donos da verdade. E aí é só contradição: pratica-se a censura para garantir a liberdade de opinião. Destrói-se a Constituição para garantir o contrato social. Mata-se em nome da paz. Rouba-se em nome da justiça social. Agride-se em nome da democracia. Quebra-se a Constituição em nome da segurança jurídica. Mente-se para proteger a verdade... Quanta gente você hoje conhece que diz uma coisa e age ao contrário? Que tem um pau que só dá em Chico, mas não dá em Francisco? Há quem chame isso de dissonância cognitiva, mas não é. Dissonância cognitiva é só o gatilho. O nome disso é hipocrisia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 786Cafe Brasil 786 - O Cuzao
Cara, como é complicada a vida de podcaster, bicho! A gente se mata produzindo conteúdo, não tem paz, não tem vida fácil, faz tudo com carinho, pesquisa coisas novas, não abre mão da qualidade do conteúdo, perde noites de sono imaginando como fazer para que podcasts sejam um modelo de negócios mantendo a dignidade e seguindo ao pé da letra nossos princípios. E constrói uma obra da qual dá pra se orgulhar, viu? Mas não dá pra agradar todo mundo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 418Cafezinho 418 – Na esquina da sua rua.
Num cafezinho anterior eu perguntei se em vez de ajudar grandes mobilizações humanitárias que têm possibilidades de desviar recursos, não deveríamos focar em ajudar quem está perto de nós. E teve gente perguntando: então não devemos mais ajudar o Hospital do Câncer? Participar do Criança Esperança? Não participar de nenhuma iniciativa estatal? Bom, não é bem isso que eu quis dizer. Minha ideia é alertar para algumas coisas. Primeiro: ser voluntário em causas humanitárias é bom porque sua saúde a longevidade ganham com a atividade. Você aprenderá coisas novas; estabelecerá relacionamentos fortes com gente do bem; desenvolverá sua habilidade de comunicação; é bom para sua carreira ao criar relacionamentos; é bom para a sociedade. E porque dá a você um senso de propósito. A natureza do voluntariado é a escolha consciente por trabalhar sem ser pago por isso. E você só consegue quando escolhe dedicar seu tempo e esforços para causas que são importantes para você. Segundo: se você vai ajudar uma entidade, depois de fazer a investigação habitual sobre a honestidade de propósito, faça uma investigação logística. Examine para ver se a estrutura da organização não consome a maior parte dos recursos, se existe inteligência logística para que seu tempo, esforço e dinheiro doados cheguem até quem necessita, de forma eficiente. Terceiro: não espere que o Estado se preocupe com o indivíduo. O Estado age pensando em grupos, no atacado, sem coração, sem empatia. São as pessoas dentro do Estado que tornam os processos mais ou menos eficazes, se e quando podem influenciar na burocracia. O que é muito raro. Quarto: você pode causar um impacto imediato, poderoso e duradouro agindo na esquina da sua casa. Entendeu? Aí na esquina da sua casa. Ouça o LíderCast 130 com a Katia Carvalho. Ela começou assim, na calçada da casa dela, e hoje impacta a vida de dezenas, centenas, milhares de pessoas. Você pode fazer mais, pode ajudar mais, pode contribuir muito mais. Na esquina da sua rua. No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=BT8Hy43HZsg Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse: http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 417Cafezinho 417 – We are the world
A USA for Africa era uma organização sem fins lucrativos criada para encaminhar recursos aos povos famintos no continente africano, especialmente na Etiópia, onde a fome vitimava cerca de um milhão de pessoas por ano. Em janeiro de 1985, o mundo tomou conhecimento do movimento que, por ideia do cantor Harry Belafonte, gravou uma canção de Michael Jackson e Lionel Ritchie: We are the world. Bem, todo mundo sabe o sucesso que foi a gravação, o vídeo, as entrevistas e toda a mobilização. Isso tudo num planeta sem internet e mídias sociais. O compacto vendeu mais de 7,5 milhões de cópias só nos Estados Unidos e, seguido por um álbum, videoclipe e merchandising, o movimento levantou cerca de 50 milhões de dólares, que hoje equivaleriam a 120 milhões de dólares. Cara! É quase um Petrolão. Em 2010, na comemoração dos 25 anos do evento, foi lançado um DVD especial, que continha um documentário onde Harry Belafonte seguiu a entrega do dinheiro na África. No final do documentário, ele conclui que a maior parte do dinheiro ficou pelo caminho, pagando estrutura da ONG, logística, propinas, corrupção, chefes políticos. Não havia estrutura logística para fazer com que os mantimentos chegassem, comboios eram desviados por políticos ou saqueados por guerrilheiros… Os esforços tão valiosos dos artistas e de todos que compraram o disco, pouco ou nada adiantaram. A história do USA for África me colocou em modo de alerta para essas grandes movimentações de solidariedade, que exigem estruturas caras, se perdem em camadas e processos e têm uma eficiência discutível. Talvez o dinheiro seja melhor aplicado, se for diretamente de mim para a pessoa que está ajudando outra pessoa ali na esquina da minha casa. No meu bairro. Na minha cidade. De mim para quem necessita, com o menor número de intermediários. Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse: http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 785Cafe Brasil 785 - LiderCast Leandro Bueno - O contador
Hoje bato um papo muito interessante com Leandro Bueno, o contador. Leandro conta sua história como um típico empreendedor brasileiro, e com direito a um bônus final sobre contabilidade em tempos de internet. Se você se interessa pelos negócios digitais, o Leandro sabe como fazer.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 416Cafezinho 416 – Verdade ou popularidade
Falei sobre a integridade intelectual e me perguntaram qual a diferença para integridade moral. Integridade intelectual tem a ver com nossos processos cognitivos, com a forma como elaboramos nossos pensamentos. É relacionada a se esforçar para ser completo e honesto na busca e divulgação da verdade. Quando a integridade intelectual falha, nosso pensamento é corrompido. Quando pensamos ou dizemos algo que não se apoia na verdade, criamos obstáculos em nossa mente, que vão se acumulando. Com o tempo, nos tornamos incapazes de pensar com clareza, e isso pode nos colocar, até inconscientemente, na condição de propagadores de mentiras e falsidade. A integridade Moral tem a ver com manter consistência, identidade, honestidade e compromisso com as regras morais de convivência na sociedade. Os entendimentos de integridade moral e intelectual podem se sobrepor, evidentemente. Para mim a integridade intelectual está contida dentro da integridade moral, mas utilizei-a por ser mais específica. Pense na verdade como você pensa em dinheiro. Se você quiser dinheiro pra valer, tem de se dedicar plenamente à busca por ele, sem concessões em sua busca. É por isso que tem gente que pisa até no pescoço da mãe, por alguns trocados. Se você deseja a verdade, tem que estar absolutamente dedicado à sua busca. E saberemos quão dedicado você é a essa busca, por sua integridade, entendeu? A integridade está para a verdade como a ganância está para o dinheiro. O ganancioso que busca dinheiro incomodará muita gente e fará inimigos pelo caminho. O íntegro que busca a verdade, fará o mesmo. Quem faz concessões nessa busca, não está interessado na verdade. Está interessado em popularidade. No Youtube: https://youtu.be/KsaYdivLNaE A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente em http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 415Cafezinho 415 – Personalidades digitais
Uma startup chamada Brud (https://brud.fyi) nasceu para, em suas próprias palavras, “criar mídia de propriedade da comunidade, e mundos construídos coletivamente.” Seu projeto inicial é Miquela, uma garota 100% digital, que já tem 8 milhões de fans. No Instagram está como @lilmiquela e se apresenta para seus 3 milhões de seguidores assim: sou “um robô de 19 anos que vive em Los Angeles”. Suas postagens reproduzem tudo que uma garota de 19 anos faz no Instagram, com fotos e vídeos de seu dia a dia. E um engajamento excepcional. O povo comentando a vida digital da robô. Pense numa Magalu ao cubo. É a Miquela. Entramos na era das personalidades artificiais, onde não existe absolutamente nada de natural. Com base nos públicos que devem ser atingidos, os caras criam um personagem digital que compartilhará dos gostos musicais, estéticos, políticos e ideológicos. É irresistível. E sem dúvida essas personalidades digitais darão opiniões políticas e comportamentais. Imagine só. Um influenciador digital, 100% controlado por alguém. Você consegue imaginar o poder disso? Pois é. É pra esse mundo que a gente está indo. Imagine uma discussão sobre moral e ética dessas personalidades digitais? Elas terão direitos? Parece loucura? Este cafezinho é uma isca para o Podcast Café Brasil 784 - Avatar, onde trato desse tema com mais profundidade. Ouça acessando mundocafebrasil.com. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 784Café Brasil 784 - Avatar
Nestes tempos internéticos, fica cada vez mais difícil entender como alguns influenciadores digitais podem ter tantos seguidores e curtidores, mesmo que falem sobre assuntos que evidentemente desconhecem. E esses caras acabam realmente moldando a opinião de muita gente. Mas se você está achando complicado com gente de carne e osso, não perde por esperar. Estão chegando as personalidades digitais...See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 414Cafezinho 414 – Agir com integridade
Quem age com integridade tem menos dificuldades em assumir posições nos momentos críticos, pois tem a segurança de escolher aquilo que julga ser melhor para si. Eu luto por aquilo que acredito e pelos valores que defendo. Isso é integridade. Mas existem diversos tipos de integridade como a integridade moral, a intelectual, a profissional, a artística… Um indivíduo pode perfeitamente agir com total integridade artística e nenhuma moral. Por isso é que nos decepcionamos com uns ídolos aí, que de repente se revelam uns escrotos. Mas eu quero tratar um pouco mais da integridade intelectual, que acho que é aquela que mais nos tem feito sofrer nos últimos tempos. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente em http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 413Cafezinho 413 – Esses eu não negocio!
Em minha palestra TUDO BEM…SE ME CONVÉM trato de moral e ética, num determinado momento eu provoco a plateia assim: a menos que você seja uma criança muito pequena ou um psicopata, você sempre tem plena consciência do que é certo e do que é errado. Mas nem sempre você tem capacidade de análise e de ação a respeito. Vê que algo está errado, mas não faz nada… Na verdade eu acho que a maioria das pessoas age dessa maneira, por diversas razões: comodismo ou preguiça, medo de se envolver, medo de sofrer alguma represália ou simplesmente por uma falha de caráter. Essa é a característica primordial do brasileiro: deixa pra lá… A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente em http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 783Cafe Brasil 783 - Integridade intelectual
Os tempos andam sombrios, pessoas estão negociando princípios e valores e parece que embarcamos numa debandada moral. Isso é preocupante. Foi assim que caíram os grandes impérios, cara... Decidi então revisitar o tema do Podcast Café Brasil 432 -Descendo do muro, que foi publicado em 2014, lá atrás, num Brasil que não existe mais. O tema é absolutamente atual e necessário.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 412Cafezinho 412 – O viés de confirmação
No Cafezinho anterior eu defini “histeria ideológica”. Vou permanecer no tema trazendo agora a principal característica do histérico ideológico: o “viés de confirmação”. O viés de confirmação ocorre quando uma pessoa interpreta uma situação de acordo com suas próprias crenças pré-existentes. Também conhecido como viés atribucional, o viés de confirmação é uma perspectiva cognitiva enviesada que ignora informações que invalidam sua opinião. Cada novo conjunto de evidências que você apresentar ao histérico ideológico, só serve para provar o que a pessoa já acredita, reforçando o preconceito pessoal e estereótipos. Normalmente fazemos julgamentos e suposições sobre as razões de as pessoas se comportarem de determinadas maneiras, e é normal que essas avaliações não reflitam a realidade, pois estamos sujeitos a erros de interpretação, no nosso dia a dia. Dona Maria foi pega roubando leite no mercado, e você imediatamente atribui o ato à desonestidade dela. Dona Maria é uma ladra, é a constatação mais rápida e fácil de ser feita. Mas a questão é que seus filhos estavam sem alimentos e ela se viu obrigada a roubar. Dona Maria não é uma ladra, é uma mãe desesperada. Percebe como tudo muda? Quando prestamos atenção em uma ação, o indivíduo é nosso ponto de referência, enquanto tratamos o contexto como se fosse um simples pano de fundo. E se você não gosta do indivíduo, pronto. Usará esse viés para definir sua intenção, não importa o contexto. Todo mundo possui viés. Eu possuo viés. Já o histérico ideológico, não. É o viés que o possui. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 411Cafezinho 411 – Histeria ideológica
Publiquei nas redes sociais uma frase que uso há algum tempo: “A histeria ideológica de certos brasileiros é tão alienadora que inaugurou a indignação contra boas notícias.” Imediatamente vieram os provocadores: “defina histeria ideológica. Sem essa definição o post é apena uma frase tentando ser de efeito”. Pois não. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 782782 - Bora pra retomada
Fiz uma live com meu amigo Gustavo Cerbasi, na qual conversamos sobre coisas que aprendemos durante a pandemia e algumas providências que deveríamos tomar para aproveitar as oportunidades quando o mundo voltar ao normal. É sim cara, ele vai voltar ao normal! Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 410Cafezinho 410 – Dois brasis
Meu amigo Nuno Mindelis diz que o Brasil não é um, mas dois. Existe um Brasil que consome as porcariadas que a mídia dissemina e que os marqueteiros inventam para ganhar dinheiro. É um Brasil pobre de espírito, conformado em ser dirigido. Um Brasil ignorante, que faz dessa ignorância fonte de poder e lucro. Um Brasil onde regras têm pouco significado, onde o que vale é tirar proveito, é a malandragem. O Brasil dos Pocotós.O outro Brasil é composto de gente que exerce seu poder de escolha. É um Brasil intelectualizado naquilo que essa palavra tem de mais importante: a sede pelo conhecimento. Um Brasil que tem bom gosto, que consome cultura, que respeita regras e que em nada difere de outros países mais “desenvolvidos”. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 409Cafezinho 409 – Se atirou
O Timo era meu vizinho de apartamento em 1984. Eu nunca soube seu nome, mas o apelido era Timo. Tinha uns trinta e poucos anos e vivia com uma moça linda e magérrima, cujo nome não me lembro mais. Ela era modelo fotográfico e de passarela. Formavam um belo casal. Uma manhã, acordei com um falatório no corredor. Espiei pelo olho mágico e vi uma agitação, pessoas estranhas pra lá e pra cá, vestindo fardas. Era a polícia. E estavam apressados, apavorados até. Refeito do susto, corri para a janela. Lá embaixo, uma ambulância. Em segundos uma maca é colocada em seu interior e ela arranca apressada. Assustado, fui falar com o zelador. - “O ´seu´ Timo se atirou” foi a resposta também assustada. Demorei a entender o “se atirou”. O zelador quis dizer que o Timo havia se suicidado. Desesperado após uma briga com a companheira, entrou no quarto e deu um tiro em si mesmo. Portanto, “se atirou”. Trinta anos depois, não me esqueci do “seu Timo se atirou”. Aquele lance de humor involuntário num momento trágico me marcou profundamente. Que poder o humor tem de causar tal impacto mesmo quando coisas muitíssimo mais importantes estão à nossa frente, não é? E se o humor tem esse poder, devemos usá-lo de forma inteligente, você não acha? Com o humor, conseguimos rir de nós mesmos. Conseguimos aliviar os momentos de tensão. Conseguimos nos vingar de quem nos atormenta. Não sei o tamanho do problema nem o que se passava pela mente perturbada do Timo, mas alimento uma dúvida. E se ele tivesse enfrentado seus problemas com humor? Talvez levasse uma vida menos atormentada... Talvez trocasse o desespero pela esperança... Talvez passasse do choro ao sorriso... Talvez salvasse sua alma... Mas, não. Carente de humor, seu Timo se atirou.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 781Café Brasil 781 - Stalinismo Tecnologico
Se você não é do ramo do marketing, da comunicação, da propaganda, há grande chance de não entender – ou até mesmo menosprezar – este programa. Não faz mal. Para mim, este episódio do Café Brasil tem a ver com como algo que venho sentindo desde o final do milênio passado, e que se resume à presença já sufocante de uma frase: - Qual é o payback, hein? Em quanto tempo volta o dinheiro que investi? E aí? Topa tudo por dinheiro?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 408Cafezinho 408 – Correlações e causalidades
Correlações acontecem quando as coisas se relacionam. Por exemplo, o Zé adora a festa junina da igreja. Ele vai vestido de caipira e com uma barba desenhada com carvão. E se mata de dançar e comer batata-doce. E então fica como um zepelin: grande, gordo e cheio de gás. Tanto a festa junina como a roupa de caipira, a barba de carvão, a dança e a batata-doce têm a mesma correlação com os gases do Zé. Mas não têm a mesma relação de causalidade. A causalidade está entre a batata-doce e os gases. Se o Zé comer batata-doce numa festa italiana ou numa praia ou em casa em frente à televisão, terá gases. A batata-doce causa gases. “Se eu fizer isso, acontece aquilo”. Isso é ciência. Isso é causalidade. O problema é que a maioria das pessoas não se dá ao trabalho (ou não tem capacidade) de pensar para entender essas relações. No Brasil (e não só aqui), a turma sai dizendo que festa caipira dá gases. Que roupa de caipira dá gases. Que pintar barba com carvão dá gases. Que dançar dá gases. E tem neguinho tentando convencer neguinho que soltar gases provoca festas caipiras… Isso acontece por ignorância, má fé ou estratégia política / comercial. Entender as correlações não significa entender as causas do comportamento. Portanto preste muita atenção nos discursos dos educadores, dos políticos, dos jornalistas, das autoridades e dos vendedores que confundem correlações com causalidades. Eles querem influenciar suas decisões. Eles querem determinar seu futuro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 407Cafezinho 407 – A teoria do valor subjetivo
Há seis anos coloquei um apartamento à venda em Alphaville. É um ótimo apartamento de 63 metros quadrados que coloquei à venda por 420 mil reais na época, hoje está por 320 mil e não aparece ninguém pra comprar. Semana passada apareceu uma proposta. A pessoa perguntou se eu aceitaria um automóvel como parte do pagamento. Eu disse que sim. Ela então mandou a foto. Um Land Rover no valor de 300 mil reais. Trocar um apartamento por um automóvel, cara? Como assim? E ontem, andando pelo Shopping, vi nas lojas camisas e bermudas por 500 reais… uma gravata por 700 reais! Pois é… mas essa minha perplexidade está aí do seu lado, em todos os momentos de sua vida. É um tal de valor subjetivo… Existe um livro precioso chamado Princípios de Economia Política, escrito por Carl Menger, que foi publicado em 1871. É uma obra revolucionária ao apresentar uma abordagem inovadora para a análise da economia. Para quem não é do ramo, é obra excelente para introdução ao raciocínio econômico. Menger ajudou a compreender as bases da Teoria da Utilidade Marginal, que refutou a teoria do mais-valia, o valor-trabalho, de Karl Marx. Sim, essa mesma na qual seu primo e o professor de história acreditam. Um bem é algo que tem utilidade para satisfazer alguma de nossas necessidades. Um lápis é um bem que me satisfaz a necessidade de desenhar meus cartuns. O lápis é um bem material, consigo pegá-lo na mão, observar seus atributos e calcular seu valor com base na matéria prima utilizada, na tecnologia empregada na fabricação, na origem, na marca, etc. Um bem imaterial é diferente. A qualidade do bem imaterial são propriedades que imaginamos. Gostou dessa novidade? Pois é... só que estou falando de ideias de mais de 150 anos atrás, que já tratavam daquilo que aquele seu professor ou palestrante genial falou na semana passada, usando o Google, a Apple, a Uber e Elon Musk como exemplos… A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 780Cafe Brasil 780 - LiderCast Barone & Priester
Pronto. Chegou o dia de conversar com duas referências da música brasileira quando se fala em bateria. João Barone e Aquiles Priester. Desculpe aí cara, mas o trocadilho é inevitável: os dois estavam terminando uma bateria de eventos em escolas de música e passaram por nossos estúdios para falar de carreira, de música e de muito mais. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 406Cafezinho 406 – Ressentimentos passivos
O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam “que horror”. Sabem do roubo do político e exclamam “que vergonha”. Veem a fila de aposentados ao sol e exclamam “que absurdo”. Assistem a quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem “que baixaria”. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram “que medo”. E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição “nestepaíz”. Do ressentimento passivo à participação ativa. A minha transição começou quando li num texto de Érico Veríssimo um trecho delicioso: ”O menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como sinal de que não desertamos nosso posto.” Pois é... este Cafezinho é meu toco de vela. Não sei se provoquei alguma mudança em alguém, mas acredito que estou cumprindo um papel, homeopático, pequenino e simples. Para mim, relevante. Tem gente que me chama de ególatra, metido e elitista. Para essas pessoas, eu incomodaria menos se permanecesse confortavelmente usufruindo da vida de executivo de uma multinacional, pacatamente curtindo meus ressentimentos passivos. Seria uma opção. Mas eu escolhi participar ativamente, usando as armas que tenho. Uma delas eu realizarei nos dias 9, 11, 13 e 15 de agosto: quatro lives chamadas ´Bora pra retomada, para falar sobre estar preparado para quando o mundo voltar ao normal. `bora? Acesse http://borapraretomada.com.br , junte-se aos que querem sair dos ressentimentos passivos e partir para a ação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 405Cafezinho 405 – O babaca
“Seu podcast fede a autoajuda, seu babaca que fica dando lição de moral.” Este é o comentário que um certo Lucas sobre o Podcast Café Brasil. Examinei a crítica à procura de algo que me ajudasse a melhorar. Não achei nada que prestasse. Apaguei e bloqueei. No dia seguinte, após terminar uma palestra num grande evento em São Paulo, fui interceptado por uma garota, Lisiane, que entre embargos na voz e soluços, contou que em 2003 chegou em São Paulo, vinda do Maranhão, junto com a mãe. Trabalhando como empregada doméstica em Arujá, na grande São Paulo, ela contou que guardava todo o salário, que era uma miséria, e pela manhã ouvia o Primeiro Programa, na rádio Nova Brasil, do qual eu era colunista. Ela adorava meus comentários e acabou comprando meu livro Brasileiros Pocotó quando do lançamento em 2004. O livro e os comentários abriram sua cabeça. Ela passou a usar quase todo o salário para pagar um curso de administração de empresas numa faculdade em Guarulhos. Impressionado com sua força de vontade, o patrão convidou-a a trabalhar na empresa dele, uma confecção, onde ela fazia de tudo um pouco. E assim foi. Fez um MBA em Finanças e agora acabara de abrir sua própria empresa. – Eu tinha que te dizer isso! Com os olhos marejados e a voz falhando, Lisiane me agradecia pelo bem que fiz a ela, pela motivação e inspiração para sua história de vida. Dei-lhe um longo e apertado abraço, emocionado, e quase sem poder dizer algo, a não ser “parabéns”. Enquanto isso eu me lembrava do comentário do tal Lucas, me chamando de babaca e dizendo que meu programa “fede a autoajuda”. Fui pegar meu carro e permaneci dentro dele por alguns minutos, com os olhos cheios d’água e um nó na garganta, ainda emocionado pela Lisiane. Qual tipo de reação você acha que levo em consideração para orientar meu trabalho? A da Lisiane ou a do Lucas? Liguei o som do carro e botei pra tocar Raul Seixas. E ele mandou, na letra de No Fundo do Quintal da Escola: Não sei onde eu to indo Mas sei que eu to no meu caminho Enquanto você me critica, eu to no meu caminho. Ganhei o dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 779Cafe Brasil 779 - Gravida, Você está demitida
Há quatro anos, uma amiga me relatou uma história vergonhosa. Ela descobriu inesperadamente que estava grávida logo depois de ter assinado um novo contrato de trabalho. Dias antes de iniciar na nova empresa, resolveu contrariar as orientações de muitos e abriu o jogo com a empresa antes de começar. Teve seu contrato (já assinado) rescindido. Passou duas semanas chorando em casa, sentindo-se a mais impotente das mulheres. Cara, nós estamos em 2021, e essas coisas ainda acontecem?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 404Cafezinho 404 – Mantenha-se lúcido.
Em minha palestra GERAÇÃO T digo assim: se você por acaso se considera estúpido, não perca as esperanças. Você não é estúpido. Você está estúpido. Estar é uma condição e, portanto, pode ser mudada. Há muito tempo somos convencidos de que somos incapazes, que precisamos de alguém para nos orientar, disciplinar. Para cuidar de nós. E assim tivemos paizões e mãezonas, que tinham as soluções para tudo, e chegamos onde chegamos. Será que em algum momento vamos despertar? Nos encher do cativeiro? Explorar novas possibilidades? Sair do coitadismo, da revolta sem sentido contra os “eles” exploradores, tirar a mente para fora do cenário de confronto e vingança no qual fomos jogados? Mas a turma dos histéricos se nega a permitir que tentemos uma nova solução, que comecemos a tomar as rédeas em nossas mãos. Que tal recuperar a lucidez? Perceber as mentiras, os engodos, as manipulações? E só isso já nos dá uma centelha de esperança. Uma razão para o otimismo. Não, não é para mergulhar no otimismo cego, que é tão burro e talvez até mais prejudicial que o pessimismo cego. É para perceber quais causas dos eventos negativos estão sob nosso controle. Sobre quais delas podemos influir? Ferreira Gullar uma vez disse que “Você tem de ter uma visão crítica das coisas, não pode ficar eternamente se deixando levar por revolta, por ressentimentos. A melhor coisa para o inimigo é o outro perder a cabeça. Lutar contra quem está lúcido é mais difícil do que lutar contra um desvairado.” Entendeu? Lutar contra alguém lúcido é mais difícil que lutar contra um histérico, cego pelo ódio e desvairado... Mantenha-se lúcido.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 403Cafezinho 403 – A teoria do banheiro mijado.
Um ouvinte me enviou um e-mail curioso. Ouça: “Eu sou servidor público e sofro bastante ao perceber que o que é público não é de ninguém. (...) Fui ao banheiro da repartição pública onde eu trabalho e me deparei com aquela cena que já é de costume: o chão, que no começo do expediente, menos de trinta minutos antes, estava limpinho e cheiroso, já estava todinho mijado e sujo, com pegadas alaranjadas e marrom terra por todo lado. Daí, de imediato pensei: preciso dar um jeito de mudar essa situação. Então eu chamei as meninas responsáveis pela limpeza da agência e pedi a elas que, por favor, pelo menos de hora em hora, passassem para conferir se alguém tinha errado a pontaria e o banheiro estava com xixi empoçado. Porque, se tivesse com o menor sinal de xixi respingado no chão, os usuários, em geral, devem pensar: isso aqui é público mesmo e eu estou aqui faz mais de uma hora e ainda não consegui o que preciso, então vou mais é mijar no chão mesmo. Daí, para evitar que a minha teoria do banheiro mijado entre em ação, através da tendência natural do ser humano de piorar aquilo que já está ruim, pedi que elas procurassem manter o banheiro limpo ao longo do dia.” Cara, não é impressionante? Olha a quantidade de absurdos nesse relato... Primeiro a teoria do banheiro mijado, que é como a teoria das janelas quebradas: se o banheiro está mijado, mijar mais ainda nele! Depois, ter de pedir para o pessoal da limpeza aumentar a frequência com que limpa os banheiros. Ainda, a iniciativa ser de um usuário, e não do encarregado pela limpeza. Terceiro, a percepção de que o pessoal mija no chão em represália à demora pelo atendimento... Tá tudo errado, não é? Eu nunca me conformei de, ao entrar num banheiro, me deparar com avisos de “lave as mãos”, “não urine fora do vaso” ou “dê a descarga”. Mas pensando bem, acho que é até pouco. Devia haver um cartaz dizendo: seja civilizado. Versão Youtube: https://youtu.be/HZudsAW0PAk A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 778Café Brasil 778 - Cringe - A Maldicao dos Millennials
Um novo termo entrou em evidência: o cringe. A tradução do inglês para português quer dizer "vergonhoso ou vergonhosa". Ampliando o escopo, quer dizer "vergonha alheia", e passou a ser o adjetivo pelo qual a geração Z está chamando a geração Millennials de cafonas... de Boko Moko!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 402Cafezinho 402 – Quem ganha com seu medo
A função primordial de nosso cérebro é sobreviver. Manter-se seguro. Evitar ameaças. Por isso estamos permanentemente à cata de sinais de perigo. Julgamos esses sinais rapidamente, sem tempo para juntar todos os fatos e fazer uma análise criteriosa. Usamos atalhos mentais, num julgamento rápido, transformando pequenos estímulos em algo que pode nos colocar em risco. É quase instintivo. E quanto mais algo está presente em nossa consciência, mais peso emocional carrega. Por isso a propaganda trabalha tanto com a exposição das situações de risco, fazendo-as presentes, ao alcance, prestes a acontecer. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 401Cafezinho 401 – No pain, no gain
Uma vez, quando comecei a fazer academia, para tentar manter a forma física, um cartaz na parede chamava a atenção: NO PAIN, NO GAIN. Mais ou menos: SEM DOR, SEM GANHO. Era preciso malhar muito, suar a camisa, sentir as dores musculares para ver os resultados. Na moleza, nada de músculos. Pois durante toda a vida tive milhares de exemplos que apenas vieram a comprovar essa tese. Mas o melhor de todos aconteceu quando fiz minha caminhada ao Campo Base do Everest, no Nepal, em abril de 2001. São 100 quilômetros de pura exaustão. Subidas íngremes e descidas para acabar com qualquer joelho. Dores de cabeça. Falta de oxigênio. Frio abaixo de zero. Em determinados momentos, eu achei que não conseguiria prosseguir, tamanho sofrimento… Mas sabe o que eu fazia nos momentos de desespero? Eu olhava para cima. E via montanhas com 8 mil metros de altura. Via que eu estava no Himalaia. A caminho do meu sonho. Essa constatação bastava para me dar forças que faltavam. No final da viagem, ao fazer um levantamento das coisas que vi e vivi, ficou claro que aquela minha experiência não poderia ter sido de graça. Não dá para simplesmente pegar um avião, descer no Campo Base do Everest e ver o que eu vi, viver o que vivi. As maravilhas que me impactaram para o resto da vida, têm um custo: o sofrimento da caminhada. É preciso sofrer tudo aquilo para vivenciar minha experiência. Sem sacrifício, não se conquista a montanha. No pain, no gain. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, pode ser obtida gratuitamente acessando http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 777Café Brasil 777 - Polarizacao politica
Se você não vive em Plutão, já sacou como a polarização política tomou conta da sociedade, não é? Até remédio e tratamento médico agora tem lado, cara! O resultado é uma frustração imensa dos cidadãos, que assistem um lado culpando o outro pelas mazelas da sociedade, provocando conflitos, ressentimentos, vinganças e puxadas de tapete por todo lado. E enquanto isso, o país não anda. Mas como é que chegamos nesta situação, hein?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 400Cafezinho 400 – Duzentas semanas.
Quando lancei este podcast Cafezinho, em Setembro de 2017, pretendi explorar novos formatos e tamanhos de podcasts. Eu já tinha o Café Brasil, que durava em média 30 minutos, e o LíderCast, com 90 minutos. Que tal um podcast com três minutos? Nasceu o Cafezinho, que vem sofrendo mutações desde então. Minha intenção aqui é lançar uma isca, uma reflexão, um conteúdo que faça você pensar a respeito de algum tema que está presente na sociedade, mas fora dos refletores. Tem sido interessante, o Cafezinho migrou do áudio para o vídeo e hoje é distribuído por diversas plataformas: agregadores de podcasts, Youtube, Facebook, Instagram, Twitter, Whatsapp, Telegram, no Portal Café Brasil e no Café Brasil Premium. E na semana passada lancei o Cafezinho Cortado, uma versão com um minuto de duração, especial para o Instagram e o Facebook. Um minuto! UM Cafezinho de verdade. Sei que o Cafezinho tem uma tremenda penetração, vira e mexe recebo o programa em grupos de Whatsapp, comentários de gente que assistiu ou ouviu e referências por meios indiretos. O Cafezinho, assim como o Podcast, é o que eu chamava nos anos 1990 de undervertising: ele caminha no subsolo, por baixo dos panos, sem alarde, sem holofotes. Vai na calma e na quietude, chegando onde jamais imaginei que chegaria. É um exemplo acabado das novas mídias, dos canais de distribuição de conteúdo que não precisam de fogos de artifício para se mostrarem eficientes. Eles o são pela capilaridade, pelo alcance, pela liberdade. Este é o Cafezinho número 400. São 200 semanas ininterruptas. Sem patrocinador, sem estar debaixo de nenhum portal importante, nenhum jornal ou revista. Independente, livre, leve e solto, apoiado apenas na teimosia deste que vos fala.Obrigado a você que assiste, comenta, dá likes e compartilha. Você que tem participação ativa neste projeto. Vamos a caminho dos próximos 400. Mas você pode ajudar, não é? Versão do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=1u4qXLKaWyo Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café BrasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 399Cafezinho 399 – Diálogo aberto ou porrada
A gente começa a ter ideias próprias sobre o mundo no final da adolescência e, conforme o grupo com que andamos, essas ideias serão solidificadas, transformando-se em convicções. A partir das convicções é que tomamos nossas decisões. E assim encontramos gente que acredita que a terra é plana, que o homem nunca pisou na lua, que o planeta tem 6 mil anos de idade e que Lula é a alma mais honesta que já pisou neste país. Essas convicções são tão estabelecidas que a simples possibilidade de que estejam erradas provoca um incômodo tão grande que essa gente não suporta, entrincheira-se atrás de suas certezas e combate quem as ameaça. Mas então… Qual é a saída? Bem, para a maioria dessas pessoas, não existe saída. Vão defender suas ideias mesmo que tenham de causar danos a outras pessoas. Estão cognitivamente blindadas a qualquer informação que vá contra sua fé. Mas para quem não está tão cegamente preso a suas crenças, existem formas de evoluir para a verdade. Primeiro é parar de andar com gente em estado terminal de dissonância cognitiva compulsiva obsessiva. Sai de perto, meu. Essa gente contamina os outros e tem mais é que ser ignorada. Segundo, é colocar essas suas convicções em questão. De que jeito? Bom, reunindo pessoas para discutir temas que estão quentes na sociedade. Discussões em Facebook não servem, é preciso reunir as pessoas cara a cara, quando os valentões de rede social ficam pianinhos, pianinhos… e quando ideias podem ser anunciadas, discutidas e questionadas. Mas para isso as pessoas precisam conhecer e acreditar no poder do diálogo aberto. Ele não resolve os problemas de ataques, de haters e dissonância cognitiva, mas ajuda a ter discussões mais produtivas. Diálogo aberto. Quanto tempo faz que você não tem um?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 776Café Brasil 776 - No mundo dos podcasts
Quem cria conteúdo sempre tem o desafio de monetizar o seu trabalho, e o mundo passa por uma transição de mídias. Não aprendemos ainda a usar as novas ferramentas, a monetizar corretamente, a explorar as oportunidades. Eu vou falar de podcasts e de propostas irresistíveis para influenciadores digitais. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.