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Canal Café Brasil

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2,497 episodes — Page 22 of 50

Ep 787Café Brasil 787 - Reações ao cuzão

O Café Brasil anterior, o 786 – O Cuzão, rendeu, viu? Foi muito legal receber o retorno dos ouvintes, em quantidade e em qualidade, e aproveitei alguns deles para fazer o programa de hoje. Vamos ouvir o que vocês têm a dizer e fazer mais algumas reflexões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 15, 202150 min

Ep 420Cafezinho 420 – A regra dos 30

Esta semana um leitor cobrou que eu acione minha metralhadora verbal, escolha um lado e saia destruindo. Dessa forma meu podcast bombaria... Respondi assim: “ou você começou a ouvir meu podcast ontem ou não entendeu nada de meu trabalho. Eu não vou sair de metralhadora, isso me fará ser mais um pregador para convertidos, que é o que a maioria dos canais que bombam é. Você quer treta, eu não quero. Treta é para os histéricos, eu atuo em outro departamento, me preocupo mais com a qualidade da minha audiência do que com a quantidade. Sacou? Qualidade x quantidade. Pra escolher a primeira tem de estar além do pensamento binário rasteiro. Eu acho que sou mais útil agindo da forma como faço. Já tem gente demais com faca nos dentes mandando os outros à ponte que partiu. Eu escolhi a escola de Antonio Gramsci para neutraliza-lo: sem brutalidade, sem faca nos dentes, sem agressão. Apenas no diálogo. Acho que tem espaço e público para todos os estilos. O meu é este.” Um outro leitor comentou com uma dica muito interessante, a regra dos 30 centímetros: “preza a regra dos 30 que, devemos procurar manter uma distância constante de 30 cm entre a emoção (coração) e a razão (cabeça). Essa é a distância anatômica dotada pela natureza. Assim impedimos que a emoção predomine de forma apaixonadamente doentia sobre a razão, e vice versa, impedindo que a rigidez da razão nos impeça de sentirmos as sutilezas da natureza humana, em todos os aspectos da dinâmica e convivência social. Muito bom. Me lembrou de uma letra de canção dos Doces Bárbaros, que diz assim: Pé quente, cabeça fria, numa boa Pé quente, cabeça fria, na maior Pé quente, cabeça fria, na total Saia despreocupado Mas cuidado porque existe o bem e o malSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 13, 20217 min

Ep 419Cafezinho 419 – Pau que só dá em Chico.

Não parece que o Brasil é uma gigantesca dissonância cognitiva? Por todo lado manifestações repletas de afirmações absolutas como “todo mundo”, “sempre”, “ninguém”, “nunca”, todas como conclusões genéricas de algum incidente em particular ou alguma evidência solitária. Um caso seletivamente escolhido serve como bandeira para a generalização. E dá-lhe dissonância cognitiva. Sabe o resultado? Desaprendemos a manifestar nossas dúvidas, a usar “quase”, “talvez”, “alguns”, “a maioria”, ”a minoria” e assim proporcionar o bom debate, evitando os malefícios da generalização. Estamos diariamente expostos a contradições, e o resultado delas, quando respondemos com generalizações e afirmações absolutas, é o surgimento dos justiceiros sociais exibindo virtudes, princípios, credos e valores morais que na verdade não possuem. São as generalizações que criam os donos da verdade. E aí é só contradição: pratica-se a censura para garantir a liberdade de opinião. Destrói-se a Constituição para garantir o contrato social. Mata-se em nome da paz. Rouba-se em nome da justiça social. Agride-se em nome da democracia. Quebra-se a Constituição em nome da segurança jurídica. Mente-se para proteger a verdade... Quanta gente você hoje conhece que diz uma coisa e age ao contrário? Que tem um pau que só dá em Chico, mas não dá em Francisco? Há quem chame isso de dissonância cognitiva, mas não é. Dissonância cognitiva é só o gatilho. O nome disso é hipocrisia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 9, 20216 min

Ep 786Cafe Brasil 786 - O Cuzao

Cara, como é complicada a vida de podcaster, bicho! A gente se mata produzindo conteúdo, não tem paz, não tem vida fácil, faz tudo com carinho, pesquisa coisas novas, não abre mão da qualidade do conteúdo, perde noites de sono imaginando como fazer para que podcasts sejam um modelo de negócios mantendo a dignidade e seguindo ao pé da letra nossos princípios. E constrói uma obra da qual dá pra se orgulhar, viu? Mas não dá pra agradar todo mundo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 8, 202127 min

Ep 418Cafezinho 418 – Na esquina da sua rua.

Num cafezinho anterior eu perguntei se em vez de ajudar grandes mobilizações humanitárias que têm possibilidades de desviar recursos, não deveríamos focar em ajudar quem está perto de nós. E teve gente perguntando: então não devemos mais ajudar o Hospital do Câncer? Participar do Criança Esperança? Não participar de nenhuma iniciativa estatal? Bom, não é bem isso que eu quis dizer. Minha ideia é alertar para algumas coisas. Primeiro: ser voluntário em causas humanitárias é bom porque sua saúde a longevidade ganham com a atividade. Você aprenderá coisas novas;  estabelecerá relacionamentos fortes com gente do bem; desenvolverá sua habilidade de comunicação; é bom para sua carreira ao criar relacionamentos; é bom para a sociedade. E porque dá a você um senso de propósito. A natureza do voluntariado é a escolha consciente por trabalhar sem ser pago por isso. E você só consegue quando escolhe dedicar seu tempo e esforços para causas que são importantes para você. Segundo: se você vai ajudar uma entidade, depois de fazer a investigação habitual sobre a honestidade de propósito, faça uma investigação logística. Examine para ver se a estrutura da organização não consome a maior parte dos recursos, se existe inteligência logística para que seu tempo, esforço e dinheiro doados cheguem até quem necessita, de forma eficiente. Terceiro: não espere que o Estado se preocupe com o indivíduo. O Estado age pensando em grupos, no atacado, sem coração, sem empatia. São as pessoas dentro do Estado que tornam os processos mais ou menos eficazes, se e quando podem influenciar na burocracia. O que é muito raro.     Quarto: você pode causar um impacto imediato, poderoso e duradouro agindo na esquina da sua casa. Entendeu? Aí na esquina da sua casa.  Ouça o LíderCast 130 com a Katia Carvalho. Ela começou assim, na calçada da casa dela, e hoje impacta a vida de dezenas, centenas, milhares de pessoas. Você pode fazer mais, pode ajudar mais, pode contribuir muito mais. Na esquina da sua rua.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=BT8Hy43HZsg   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse: http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 6, 20217 min

Ep 417Cafezinho 417 – We are the world

A USA for Africa era uma organização sem fins lucrativos criada para encaminhar recursos aos povos famintos no continente africano, especialmente na Etiópia, onde a fome vitimava cerca de um milhão de pessoas por ano. Em janeiro de 1985, o mundo tomou conhecimento do movimento que, por ideia do cantor Harry Belafonte, gravou uma canção de Michael Jackson e Lionel Ritchie: We are the world. Bem, todo mundo sabe o sucesso que foi a gravação, o vídeo, as entrevistas e toda a mobilização. Isso tudo num planeta sem internet e mídias sociais. O compacto vendeu mais de 7,5 milhões de cópias só nos Estados Unidos e, seguido por um álbum, videoclipe e merchandising, o movimento levantou cerca de 50 milhões de dólares, que hoje equivaleriam a 120 milhões de dólares. Cara! É quase um Petrolão. Em 2010, na comemoração dos 25 anos do evento, foi lançado um DVD especial, que continha um documentário onde Harry Belafonte seguiu a entrega do dinheiro na África. No final do documentário, ele conclui que a maior parte do dinheiro ficou pelo caminho, pagando estrutura da ONG, logística, propinas, corrupção, chefes políticos. Não havia estrutura logística para fazer com que os mantimentos chegassem, comboios eram desviados por políticos ou saqueados por guerrilheiros… Os esforços tão valiosos dos artistas e de todos que compraram o disco, pouco ou nada adiantaram. A história do USA for África me colocou em modo de alerta para essas grandes movimentações de solidariedade, que exigem estruturas caras, se perdem em camadas e processos e têm uma eficiência discutível. Talvez o dinheiro seja melhor aplicado, se for diretamente de mim para a pessoa que está ajudando outra pessoa ali na esquina da minha casa. No meu bairro. Na minha cidade. De mim para quem necessita, com o menor número de intermediários.   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse: http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 3, 20217 min

Ep 785Cafe Brasil 785 - LiderCast Leandro Bueno - O contador

Hoje bato um papo muito interessante com Leandro Bueno, o contador. Leandro conta sua história como um típico empreendedor brasileiro, e com direito a um bônus final sobre contabilidade em tempos de internet. Se você se interessa pelos negócios digitais, o Leandro sabe como fazer.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 1, 20211h 39m

Ep 416Cafezinho 416 – Verdade ou popularidade

Falei sobre a integridade intelectual e me perguntaram qual a diferença para integridade moral. Integridade intelectual tem a ver com nossos processos cognitivos, com a forma como elaboramos nossos pensamentos. É relacionada a se esforçar para ser completo e honesto na busca e divulgação da verdade. Quando a integridade intelectual falha, nosso pensamento é corrompido. Quando pensamos ou dizemos algo que não se apoia na verdade, criamos obstáculos em nossa mente, que vão se acumulando.  Com o tempo, nos tornamos incapazes de pensar com clareza, e isso pode nos colocar, até inconscientemente, na condição de propagadores de mentiras e falsidade.  A integridade Moral tem a ver com manter consistência, identidade, honestidade e compromisso com as regras morais de convivência na sociedade. Os entendimentos de integridade moral e intelectual podem se sobrepor, evidentemente. Para mim a integridade intelectual está contida dentro da integridade moral, mas utilizei-a por ser mais específica. Pense na verdade como você pensa em dinheiro. Se você quiser dinheiro pra valer, tem de se dedicar plenamente à busca por ele, sem concessões em sua busca. É por isso que tem gente que pisa até no pescoço da mãe, por alguns trocados. Se você deseja a verdade, tem que estar absolutamente dedicado à sua busca. E saberemos quão dedicado você é a essa busca, por sua integridade, entendeu? A integridade está para a verdade como a ganância está para o dinheiro. O ganancioso que busca dinheiro incomodará muita gente e fará inimigos pelo caminho. O íntegro que busca a verdade, fará o mesmo. Quem faz concessões nessa busca, não está interessado na verdade. Está interessado em popularidade.   No Youtube: https://youtu.be/KsaYdivLNaE A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente em http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 30, 20213 min

Ep 415Cafezinho 415 – Personalidades digitais

Uma startup chamada Brud (https://brud.fyi) nasceu para, em suas próprias palavras, “criar mídia de propriedade da comunidade, e mundos construídos coletivamente.” Seu projeto inicial é Miquela, uma garota 100% digital, que já tem 8 milhões de fans. No Instagram está como @lilmiquela e se apresenta para seus 3 milhões de seguidores assim: sou “um robô de 19 anos que vive em Los Angeles”. Suas postagens reproduzem tudo que uma garota de 19 anos faz no Instagram, com fotos e vídeos de seu dia a dia. E um engajamento excepcional. O povo comentando a vida digital da robô. Pense numa Magalu ao cubo. É a Miquela. Entramos na era das personalidades artificiais, onde não existe absolutamente nada de natural. Com base nos públicos que devem ser atingidos, os caras criam um personagem digital que compartilhará dos gostos musicais, estéticos, políticos e ideológicos. É irresistível. E sem dúvida essas personalidades digitais darão opiniões políticas e comportamentais. Imagine só. Um influenciador digital, 100% controlado por alguém. Você consegue imaginar o poder disso? Pois é. É pra esse mundo que a gente está indo. Imagine uma discussão sobre moral e ética dessas personalidades digitais? Elas terão direitos? Parece loucura?   Este cafezinho é uma isca para o Podcast Café Brasil 784 - Avatar, onde trato desse tema com mais profundidade. Ouça acessando mundocafebrasil.com.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 27, 20213 min

Ep 784Café Brasil 784 - Avatar

Nestes tempos internéticos, fica cada vez mais difícil entender como alguns influenciadores digitais podem ter tantos seguidores e curtidores, mesmo que falem sobre assuntos que evidentemente desconhecem. E esses caras acabam realmente moldando a opinião de muita gente. Mas se você está achando complicado com gente de carne e osso, não perde por esperar. Estão chegando as personalidades digitais...See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 25, 202126 min

Ep 414Cafezinho 414 – Agir com integridade

Quem age com integridade tem menos dificuldades em assumir posições nos momentos críticos, pois tem a segurança de escolher aquilo que julga ser melhor para si. Eu luto por aquilo que acredito e pelos valores que defendo. Isso é integridade. Mas existem diversos tipos de integridade como a integridade moral, a intelectual, a profissional, a artística… Um indivíduo pode perfeitamente agir com total integridade artística e nenhuma moral. Por isso é que nos decepcionamos com uns ídolos aí, que de repente se revelam uns escrotos. Mas eu quero tratar um pouco mais da integridade intelectual, que acho que é aquela que mais nos tem feito sofrer nos últimos tempos.   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente em http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 23, 20213 min

Ep 413Cafezinho 413 – Esses eu não negocio!

Em minha palestra TUDO BEM…SE ME CONVÉM trato de moral e ética, num determinado momento eu provoco a plateia assim: a menos que você seja uma criança muito pequena ou um psicopata, você sempre tem plena consciência do que é certo e do que é errado. Mas nem sempre você tem capacidade de análise e de ação a respeito. Vê que algo está errado, mas não faz nada… Na verdade eu acho que a maioria das pessoas age dessa maneira, por diversas razões: comodismo ou preguiça, medo de se envolver, medo de sofrer alguma represália ou simplesmente por uma falha de caráter. Essa é a característica primordial do brasileiro: deixa pra lá…   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente em http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 20, 20213 min

Ep 783Cafe Brasil 783 - Integridade intelectual

Os tempos andam sombrios, pessoas estão negociando princípios e valores e parece que embarcamos numa debandada moral. Isso é preocupante. Foi assim que caíram os grandes impérios, cara... Decidi então revisitar o tema do Podcast Café Brasil 432 -Descendo do muro, que foi publicado em 2014, lá atrás, num Brasil que não existe mais. O tema é absolutamente atual e necessário.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 18, 202129 min

Ep 412Cafezinho 412 – O viés de confirmação

No Cafezinho anterior eu defini “histeria ideológica”. Vou permanecer no tema trazendo agora a principal característica do histérico ideológico: o “viés de confirmação”. O viés de confirmação ocorre quando uma pessoa interpreta uma situação de acordo com suas próprias crenças pré-existentes. Também conhecido como viés atribucional, o viés de confirmação é uma perspectiva cognitiva enviesada que ignora informações que invalidam sua opinião. Cada novo conjunto de evidências que você apresentar ao histérico ideológico, só serve para provar o que a pessoa já acredita, reforçando o preconceito pessoal e estereótipos. Normalmente fazemos julgamentos e suposições sobre as razões de as pessoas se comportarem de determinadas maneiras, e é normal que essas avaliações não reflitam a realidade, pois estamos sujeitos a erros de interpretação, no nosso dia a dia. Dona Maria foi pega roubando leite no mercado, e você imediatamente atribui o ato à desonestidade dela. Dona Maria é uma ladra, é a constatação mais rápida e fácil de ser feita. Mas a questão é que seus filhos estavam sem alimentos e ela se viu obrigada a roubar. Dona Maria não é uma ladra, é uma mãe desesperada. Percebe como tudo muda? Quando prestamos atenção em uma ação, o indivíduo é nosso ponto de referência, enquanto tratamos o contexto como se fosse um simples pano de fundo. E se você não gosta do indivíduo, pronto. Usará esse viés para definir sua intenção, não importa o contexto. Todo mundo possui viés. Eu possuo viés. Já o histérico ideológico, não. É o viés que o possui.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 16, 20213 min

Ep 411Cafezinho 411 – Histeria ideológica

Publiquei nas redes sociais uma frase que uso há algum tempo: “A histeria ideológica de certos brasileiros é tão alienadora que inaugurou a indignação contra boas notícias.” Imediatamente vieram os provocadores: “defina histeria ideológica. Sem essa definição o post é apena uma frase tentando ser de efeito”. Pois não.   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 13, 20213 min

Ep 782782 - Bora pra retomada

Fiz uma live com meu amigo Gustavo Cerbasi, na qual conversamos sobre coisas que aprendemos durante a pandemia e algumas providências que deveríamos tomar para aproveitar as oportunidades quando o mundo voltar ao normal. É sim cara, ele vai voltar ao normal! Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 11, 20211h 4m

Ep 410Cafezinho 410 – Dois brasis

Meu amigo Nuno Mindelis diz que o Brasil não é um, mas dois. Existe um Brasil que consome as porcariadas que a mídia dissemina e que os marqueteiros inventam para ganhar dinheiro. É um Brasil pobre de espírito, conformado em ser dirigido. Um Brasil ignorante, que faz dessa ignorância fonte de poder e lucro. Um Brasil onde regras têm pouco significado, onde o que vale é tirar proveito, é a malandragem. O Brasil dos Pocotós.O outro Brasil é composto de gente que exerce seu poder de escolha. É um Brasil intelectualizado naquilo que essa palavra tem de mais importante: a sede pelo conhecimento. Um Brasil que tem bom gosto, que consome cultura, que respeita regras e que em nada difere de outros países mais “desenvolvidos”. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 9, 20213 min

Ep 409Cafezinho 409 – Se atirou

O Timo era meu vizinho de apartamento em 1984. Eu nunca soube seu nome, mas o apelido era Timo. Tinha uns trinta e poucos anos e vivia com uma moça linda e magérrima, cujo nome não me lembro mais. Ela era modelo fotográfico e de passarela. Formavam um belo casal. Uma manhã, acordei com um falatório no corredor. Espiei pelo olho mágico e vi uma agitação, pessoas estranhas pra lá e pra cá, vestindo fardas. Era a polícia. E estavam apressados, apavorados até. Refeito do susto, corri para a janela. Lá embaixo, uma ambulância. Em segundos uma maca é colocada em seu interior e ela arranca apressada. Assustado, fui falar com o zelador. - “O ´seu´ Timo se atirou” foi a resposta também assustada. Demorei a entender o “se atirou”. O zelador quis dizer que o Timo havia se suicidado. Desesperado após uma briga com a companheira, entrou no quarto e deu um tiro em si mesmo. Portanto, “se atirou”. Trinta anos depois, não me esqueci do “seu Timo se atirou”. Aquele lance de humor involuntário num momento trágico me marcou profundamente. Que poder o humor tem de causar tal impacto mesmo quando coisas muitíssimo mais importantes estão à nossa frente, não é? E se o humor tem esse poder, devemos usá-lo de forma inteligente, você não acha? Com o humor, conseguimos rir de nós mesmos. Conseguimos aliviar os momentos de tensão. Conseguimos nos vingar de quem nos atormenta. Não sei o tamanho do problema nem o que se passava pela mente perturbada do Timo, mas alimento uma dúvida. E se ele tivesse enfrentado seus problemas com humor? Talvez levasse uma vida menos atormentada... Talvez trocasse o desespero pela esperança... Talvez passasse do choro ao sorriso... Talvez salvasse sua alma... Mas, não. Carente de humor, seu Timo se atirou.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 6, 20218 min

Ep 781Café Brasil 781 - Stalinismo Tecnologico

Se você não é do ramo do marketing, da comunicação, da propaganda, há grande chance de não entender – ou até mesmo menosprezar – este programa. Não faz mal. Para mim, este episódio do Café Brasil tem a ver com como algo que venho sentindo desde o final do milênio passado, e que se resume à presença já sufocante de uma frase: - Qual é o payback, hein? Em quanto tempo volta o dinheiro que investi? E aí? Topa tudo por dinheiro?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 4, 202126 min

Ep 408Cafezinho 408 – Correlações e causalidades

Correlações acontecem quando as coisas se relacionam. Por exemplo, o Zé adora a festa junina da igreja. Ele vai vestido de caipira e com uma barba desenhada com carvão. E se mata de dançar e comer batata-doce. E então fica como um zepelin: grande, gordo e cheio de gás. Tanto a festa junina como a roupa de caipira, a barba de carvão, a dança e a batata-doce têm a mesma correlação com os gases do Zé. Mas não têm a mesma relação de causalidade. A causalidade está entre a batata-doce e os gases. Se o Zé comer batata-doce numa festa italiana ou numa praia ou em casa em frente à televisão, terá gases. A batata-doce causa gases. “Se eu fizer isso, acontece aquilo”. Isso é ciência. Isso é causalidade. O problema é que a maioria das pessoas não se dá ao trabalho (ou não tem capacidade) de pensar para entender essas relações. No Brasil (e não só aqui), a turma sai dizendo que festa caipira dá gases. Que roupa de caipira dá gases. Que pintar barba com carvão dá gases. Que dançar dá gases. E tem neguinho tentando convencer neguinho que soltar gases provoca festas caipiras… Isso acontece por ignorância, má fé ou estratégia política / comercial. Entender as correlações não significa entender as causas do comportamento. Portanto preste muita atenção nos discursos dos educadores, dos políticos, dos jornalistas, das autoridades e dos vendedores que confundem correlações com causalidades. Eles querem influenciar suas decisões. Eles querem determinar seu futuro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 2, 20214 min

Ep 407Cafezinho 407 – A teoria do valor subjetivo

Há seis anos coloquei um apartamento à venda em Alphaville. É um ótimo apartamento de 63 metros quadrados que coloquei à venda por 420 mil reais na época, hoje está por 320 mil e não aparece ninguém pra comprar. Semana passada apareceu uma proposta. A pessoa perguntou se eu aceitaria um automóvel como parte do pagamento. Eu disse que sim. Ela então mandou a foto. Um Land Rover no valor de 300 mil reais. Trocar um apartamento por um automóvel, cara? Como assim? E ontem, andando pelo Shopping, vi nas lojas camisas e bermudas por 500 reais… uma gravata por 700 reais! Pois é… mas essa minha perplexidade está aí do seu lado, em todos os momentos de sua vida. É um tal de valor subjetivo… Existe um livro precioso chamado Princípios de Economia Política, escrito por Carl Menger, que foi publicado em 1871. É uma obra revolucionária ao apresentar uma abordagem inovadora para a análise da economia. Para quem não é do ramo, é obra excelente para introdução ao raciocínio econômico. Menger ajudou a compreender as bases da Teoria da Utilidade Marginal, que refutou a teoria do mais-valia, o valor-trabalho, de Karl Marx. Sim, essa mesma na qual seu primo e o professor de história acreditam. Um bem é algo que tem utilidade para satisfazer alguma de nossas necessidades. Um lápis é um bem que me satisfaz a necessidade de desenhar meus cartuns. O lápis é um bem material, consigo pegá-lo na mão, observar seus atributos e calcular seu valor com base na matéria prima utilizada, na tecnologia empregada na fabricação, na origem, na marca, etc. Um bem imaterial é diferente. A qualidade do bem imaterial são propriedades que imaginamos. Gostou dessa novidade? Pois é... só que estou falando de ideias de mais de 150 anos atrás, que já tratavam daquilo que aquele seu professor ou palestrante genial falou na semana passada, usando o Google, a Apple, a Uber e Elon Musk como exemplos…   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 30, 20214 min

Ep 780Cafe Brasil 780 - LiderCast Barone & Priester

Pronto. Chegou o dia de conversar com duas referências da música brasileira quando se fala em bateria. João Barone e Aquiles Priester. Desculpe aí cara, mas o trocadilho é inevitável: os dois estavam terminando uma bateria de eventos em escolas de música e passaram por nossos estúdios para falar de carreira, de música e de muito mais. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 28, 20211h 38m

Ep 406Cafezinho 406 – Ressentimentos passivos

O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam “que horror”. Sabem do roubo do político e exclamam “que vergonha”. Veem a fila de aposentados ao sol e exclamam “que absurdo”. Assistem a quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem “que baixaria”. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram “que medo”. E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição “nestepaíz”. Do ressentimento passivo à participação ativa. A minha transição começou quando li num texto de Érico Veríssimo um trecho delicioso: ”O menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos  ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como sinal de que não desertamos nosso posto.” Pois é... este Cafezinho é meu toco de vela. Não sei se provoquei alguma mudança em alguém, mas acredito que estou cumprindo um papel, homeopático, pequenino e simples. Para mim, relevante. Tem gente que me chama de ególatra, metido e elitista. Para essas pessoas, eu incomodaria menos se permanecesse confortavelmente usufruindo da vida de executivo de uma multinacional, pacatamente curtindo meus ressentimentos passivos. Seria uma opção. Mas eu escolhi participar ativamente, usando as armas que tenho. Uma delas eu realizarei nos dias 9, 11, 13 e 15 de agosto: quatro lives chamadas ´Bora pra retomada, para falar sobre estar preparado para quando o mundo voltar ao normal. `bora? Acesse http://borapraretomada.com.br , junte-se aos que querem sair dos ressentimentos passivos e partir para a ação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 26, 20217 min

Ep 405Cafezinho 405 – O babaca

“Seu podcast fede a autoajuda, seu babaca que fica dando lição de moral.” Este é o comentário que um certo Lucas sobre o Podcast Café Brasil. Examinei a crítica à procura de algo que me ajudasse a melhorar. Não achei nada que prestasse. Apaguei e bloqueei. No dia seguinte, após terminar uma palestra num grande evento em São Paulo, fui interceptado por uma garota, Lisiane, que entre embargos na voz e soluços, contou que em 2003 chegou em São Paulo, vinda do Maranhão, junto com a mãe. Trabalhando como empregada doméstica em Arujá, na grande São Paulo, ela contou que guardava todo o salário, que era uma miséria, e pela manhã ouvia o Primeiro Programa, na rádio Nova Brasil, do qual eu era colunista. Ela adorava meus comentários e acabou comprando meu livro Brasileiros Pocotó quando do lançamento em 2004. O livro e os comentários abriram sua cabeça. Ela passou a usar quase todo o salário para pagar um curso de administração de empresas numa faculdade em Guarulhos. Impressionado com sua força de vontade, o patrão convidou-a a trabalhar na empresa dele, uma confecção, onde ela fazia de tudo um pouco. E assim foi. Fez um MBA em Finanças e agora acabara de abrir sua própria empresa. – Eu tinha que te dizer isso! Com os olhos marejados e a voz falhando, Lisiane me agradecia pelo bem que fiz a ela, pela motivação e inspiração para sua história de vida. Dei-lhe um longo e apertado abraço, emocionado, e quase sem poder dizer algo, a não ser “parabéns”. Enquanto isso eu me lembrava do comentário do tal Lucas, me chamando de babaca e dizendo que meu programa “fede a autoajuda”. Fui pegar meu carro e permaneci dentro dele por alguns minutos, com os olhos cheios d’água e um nó na garganta, ainda emocionado pela Lisiane. Qual tipo de reação você acha que levo em consideração para orientar meu trabalho? A da Lisiane ou a do Lucas? Liguei o som do carro e botei pra tocar Raul Seixas. E ele mandou, na letra de No Fundo do Quintal da Escola: Não sei onde eu to indo Mas sei que eu to no meu caminho Enquanto você me critica, eu to no meu caminho. Ganhei o dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 23, 20214 min

Ep 779Cafe Brasil 779 - Gravida, Você está demitida

Há quatro anos, uma amiga me relatou uma história vergonhosa. Ela descobriu inesperadamente que estava grávida logo depois de ter assinado um novo contrato de trabalho. Dias antes de iniciar na nova empresa, resolveu contrariar as orientações de muitos e abriu o jogo com a empresa antes de começar. Teve seu contrato (já assinado) rescindido. Passou duas semanas chorando em casa, sentindo-se a mais impotente das mulheres. Cara, nós estamos em 2021, e essas coisas ainda acontecem?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 21, 202126 min

Ep 404Cafezinho 404 – Mantenha-se lúcido.

Em minha palestra GERAÇÃO T digo assim: se você por acaso se considera estúpido, não perca as esperanças. Você não é estúpido. Você está estúpido. Estar é uma condição e, portanto, pode ser mudada. Há muito tempo somos convencidos de que somos incapazes, que precisamos de alguém para nos orientar, disciplinar. Para cuidar de nós. E assim tivemos paizões e mãezonas, que tinham as soluções para tudo, e chegamos onde chegamos. Será que em algum momento vamos despertar? Nos encher do cativeiro? Explorar novas possibilidades? Sair do coitadismo, da revolta sem sentido contra os “eles” exploradores, tirar a mente para fora do cenário de confronto e vingança no qual fomos jogados? Mas a turma dos histéricos se nega a permitir que tentemos uma nova solução, que comecemos a tomar as rédeas em nossas mãos. Que tal recuperar a lucidez? Perceber as mentiras, os engodos, as manipulações? E só isso já nos dá uma centelha de esperança. Uma razão para o otimismo. Não, não é para mergulhar no otimismo cego, que é tão burro e talvez até mais prejudicial que o pessimismo cego. É para perceber quais causas dos eventos negativos estão sob nosso controle. Sobre quais delas podemos influir? Ferreira Gullar uma vez disse que “Você tem de ter uma visão crítica das coisas, não pode ficar eternamente se deixando levar por revolta, por ressentimentos. A melhor coisa para o inimigo é o outro perder a cabeça. Lutar contra quem está lúcido é mais difícil do que lutar contra um desvairado.” Entendeu? Lutar contra alguém lúcido é mais difícil que lutar contra um histérico, cego pelo ódio e desvairado... Mantenha-se lúcido.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 19, 20213 min

Ep 403Cafezinho 403 – A teoria do banheiro mijado.

Um ouvinte me enviou um e-mail curioso. Ouça: “Eu sou servidor público e sofro bastante ao perceber que o que é público não é de ninguém. (...) Fui ao banheiro da repartição pública onde eu trabalho e me deparei com aquela cena que já é de costume: o chão, que no começo do expediente, menos de trinta minutos antes, estava limpinho e cheiroso, já estava todinho mijado e sujo, com pegadas alaranjadas e marrom terra por todo lado. Daí, de imediato pensei: preciso dar um jeito de mudar essa situação. Então eu chamei as meninas responsáveis pela limpeza da agência e pedi a elas que, por favor, pelo menos de hora em hora, passassem para conferir se alguém tinha errado a pontaria e o banheiro estava com xixi empoçado. Porque, se tivesse com o menor sinal de xixi respingado no chão, os usuários, em geral, devem pensar: isso aqui é público mesmo e eu estou aqui faz mais de uma hora e ainda não consegui o que preciso, então vou mais é mijar no chão mesmo. Daí, para evitar que a minha teoria do banheiro mijado entre em ação, através da tendência natural do ser humano de piorar aquilo que já está ruim, pedi que elas procurassem manter o banheiro limpo ao longo do dia.” Cara, não é impressionante? Olha a quantidade de absurdos nesse relato... Primeiro a teoria do banheiro mijado, que é como a teoria das janelas quebradas: se o banheiro está mijado, mijar mais ainda nele! Depois, ter de pedir para o pessoal da limpeza aumentar a frequência com que limpa os banheiros. Ainda, a iniciativa ser de um usuário, e não do encarregado pela limpeza. Terceiro, a percepção de que o pessoal mija no chão em represália à demora pelo atendimento... Tá tudo errado, não é? Eu nunca me conformei de, ao entrar num banheiro, me deparar com avisos de “lave as mãos”, “não urine fora do vaso” ou “dê a descarga”. Mas pensando bem, acho que é até pouco. Devia haver um cartaz dizendo: seja civilizado.   Versão Youtube: https://youtu.be/HZudsAW0PAk   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 16, 20214 min

Ep 778Café Brasil 778 - Cringe - A Maldicao dos Millennials

Um novo termo entrou em evidência: o cringe. A tradução do inglês para português quer dizer "vergonhoso ou vergonhosa". Ampliando o escopo, quer dizer "vergonha alheia", e passou a ser o adjetivo pelo qual a geração Z está chamando a geração Millennials de cafonas... de Boko Moko!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 14, 202133 min

Ep 402Cafezinho 402 – Quem ganha com seu medo

A função primordial de nosso cérebro é sobreviver. Manter-se seguro. Evitar ameaças. Por isso estamos permanentemente à cata de sinais de perigo. Julgamos esses sinais rapidamente, sem tempo para juntar todos os fatos e fazer uma análise criteriosa. Usamos atalhos mentais, num julgamento rápido, transformando pequenos estímulos em algo que pode nos colocar em risco. É quase instintivo. E quanto mais algo está presente em nossa consciência, mais peso emocional carrega. Por isso a propaganda trabalha tanto com a exposição das situações de risco, fazendo-as presentes, ao alcance, prestes a acontecer.   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, você encontra gratuitamente na home do http://cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 12, 20213 min

Ep 401Cafezinho 401 – No pain, no gain

Uma vez, quando comecei a fazer academia, para tentar manter a forma física, um cartaz na parede chamava a atenção: NO PAIN, NO GAIN. Mais ou menos: SEM DOR, SEM GANHO. Era preciso malhar muito, suar a camisa, sentir as dores musculares para ver os resultados. Na moleza, nada de músculos. Pois durante toda a vida tive milhares de exemplos que apenas vieram a comprovar essa tese. Mas o melhor de todos aconteceu quando fiz minha caminhada ao Campo Base do Everest, no Nepal, em abril de 2001. São 100 quilômetros de pura exaustão. Subidas íngremes e descidas para acabar com qualquer joelho. Dores de cabeça. Falta de oxigênio. Frio abaixo de zero. Em determinados momentos, eu achei que não conseguiria prosseguir, tamanho sofrimento… Mas sabe o que eu fazia nos momentos de desespero? Eu olhava para cima. E via montanhas com 8 mil metros de altura. Via que eu estava no Himalaia. A caminho do meu sonho. Essa constatação bastava para me dar forças que faltavam. No final da viagem, ao fazer um levantamento das coisas que vi e vivi, ficou claro que aquela minha experiência não poderia ter sido de graça. Não dá para simplesmente pegar um avião, descer no Campo Base do Everest e ver o que eu vi, viver o que vivi. As maravilhas que me impactaram para o resto da vida, têm um custo: o sofrimento da caminhada. É preciso sofrer tudo aquilo para vivenciar minha experiência. Sem sacrifício, não se conquista a montanha. No pain, no gain.   A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, pode ser obtida gratuitamente acessando http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 9, 20213 min

Ep 777Café Brasil 777 - Polarizacao politica

Se você não vive em Plutão, já sacou como a polarização política tomou conta da sociedade, não é? Até remédio e tratamento médico agora tem lado, cara! O resultado é uma frustração imensa dos cidadãos, que assistem um lado culpando o outro pelas mazelas da sociedade, provocando conflitos, ressentimentos, vinganças e puxadas de tapete por todo lado. E enquanto isso, o país não anda. Mas como é que chegamos nesta situação, hein?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 7, 202128 min

Ep 400Cafezinho 400 – Duzentas semanas.

Quando lancei este podcast Cafezinho, em Setembro de 2017, pretendi explorar novos formatos e tamanhos de podcasts. Eu já tinha o Café Brasil, que durava em média 30 minutos, e o LíderCast, com 90 minutos. Que tal um podcast com três minutos? Nasceu o Cafezinho, que vem sofrendo mutações desde então. Minha intenção aqui é lançar uma isca, uma reflexão, um conteúdo que faça você pensar a respeito de algum tema que está presente na sociedade, mas fora dos refletores. Tem sido interessante, o Cafezinho migrou do áudio para o vídeo e hoje é distribuído por diversas plataformas: agregadores de podcasts, Youtube, Facebook, Instagram, Twitter, Whatsapp, Telegram, no Portal Café Brasil e no Café Brasil Premium. E na semana passada lancei o Cafezinho Cortado, uma versão com um minuto de duração, especial para o Instagram e o Facebook. Um minuto! UM Cafezinho de verdade. Sei que o Cafezinho tem uma tremenda penetração, vira e mexe recebo o programa em grupos de Whatsapp, comentários de gente que assistiu ou ouviu e referências por meios indiretos. O Cafezinho, assim como o Podcast, é o que eu chamava nos anos 1990 de undervertising: ele caminha no subsolo, por baixo dos panos, sem alarde, sem holofotes. Vai na calma e na quietude, chegando onde jamais imaginei que chegaria. É um exemplo acabado das novas mídias, dos canais de distribuição de conteúdo que não precisam de fogos de artifício para se mostrarem eficientes. Eles o são pela capilaridade, pelo alcance, pela liberdade. Este é o Cafezinho número 400. São 200 semanas ininterruptas. Sem patrocinador, sem estar debaixo de nenhum portal importante, nenhum jornal ou revista. Independente, livre, leve e solto, apoiado apenas na teimosia deste que vos fala.Obrigado a você que assiste, comenta, dá likes e compartilha. Você que tem participação ativa neste projeto. Vamos a caminho dos próximos 400. Mas você pode ajudar, não é?     Versão do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=1u4qXLKaWyo Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café BrasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 5, 20218 min

Ep 399Cafezinho 399 – Diálogo aberto ou porrada

A gente começa a ter ideias próprias sobre o mundo no final da adolescência e, conforme o grupo com que andamos, essas ideias serão solidificadas, transformando-se em convicções. A partir das convicções é que tomamos nossas decisões. E assim encontramos gente que acredita que a terra é plana, que o homem nunca pisou na lua, que o planeta tem 6 mil anos de idade e que Lula é a alma mais honesta que já pisou neste país. Essas convicções são tão estabelecidas que a simples possibilidade de que estejam erradas provoca um incômodo tão grande que essa gente não suporta, entrincheira-se atrás de suas certezas e combate quem as ameaça. Mas então… Qual é a saída? Bem, para a maioria dessas pessoas, não existe saída. Vão defender suas ideias mesmo que tenham de causar danos a outras pessoas. Estão cognitivamente blindadas a qualquer informação que vá contra sua fé. Mas para quem não está tão cegamente preso a suas crenças, existem formas de evoluir para a verdade. Primeiro é parar de andar com gente em estado terminal de dissonância cognitiva compulsiva obsessiva. Sai de perto, meu. Essa gente contamina os outros e tem mais é que ser ignorada. Segundo, é colocar essas suas convicções em questão. De que jeito? Bom, reunindo pessoas para discutir temas que estão quentes na sociedade. Discussões em Facebook não servem, é preciso reunir as pessoas cara a cara, quando os valentões de rede social ficam pianinhos, pianinhos… e quando ideias podem ser anunciadas, discutidas e questionadas. Mas para isso as pessoas precisam conhecer e acreditar no poder do diálogo aberto. Ele não resolve os problemas de ataques, de haters e dissonância cognitiva, mas ajuda a ter discussões mais produtivas. Diálogo aberto. Quanto tempo faz que você não tem um?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 1, 20213 min

Ep 776Café Brasil 776 - No mundo dos podcasts

Quem cria conteúdo sempre tem o desafio de monetizar o seu trabalho, e o mundo passa por uma transição de mídias. Não aprendemos ainda a usar as novas ferramentas, a monetizar corretamente, a explorar as oportunidades. Eu vou falar de podcasts e de propostas irresistíveis para influenciadores digitais. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 30, 202128 min

Ep 398Cafezinho 398 - Sobre valores e convicções

Em dezembro de 2003, o Congresso discutia as bases da reforma previdenciária elaborada pela equipe econômica do então presidente Lula. Era a PEC-40. A senadora petista Heloisa Helena não concordava com as bases da PEC e passou a criticar abertamente o projeto. Foi expulsa pelo partido.Na época eu disse que admirava os valores da senadora, mas tinha restrições às suas convicções. Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 28, 20213 min

Ep 397Cafezinho 397 – O último da fila.

No Anuário de Competitividade Mundial 2020 (World Competitiveness Yearbook – WCY), o Brasil está em último lugar no fator educação. A posição do país é a de 63, duas abaixo de 2019. Entre outros fatores, o resultado se explica pelo mau desempenho do país no que diz respeito aos gastos públicos totais em educação. Segundo a pesquisa, quando avaliado em termos per capita, o mundo investe em média R$ 34,5 mil por estudante anualmente, enquanto o Brasil aplica apenas R$ 10,6. Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 25, 20214 min

Café Brasil 775 - LíderCast Henrique Viana - Brasil Paralelo

Jun 23, 20212h 1m

Ep 775Cafe Brasil 775 - LíderCast Henrique Viana - Brasil Paralelo

Hoje bato um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem gaúcho, que em 2016 juntou-se a Lucas Ferrugem e Felipe Valerim para fundar a produtora Brasil Paralelo. A Brasil Paralelo vem causando polêmica com seus documentários que abordam a história e temas de relevância social sob pontos de vista originais. E a história de empreendedorismo deles é sensacional. Vamos nessa hoje?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 23, 20212h 1m

Ep 396Cafezinho 396 – Relativismo absoluto

Por muitos anos fomos silenciosamente contaminados por um discurso que prega o relativismo absoluto, uma contradição em termos. Afinal, o relativo não pode ser absoluto, não é? Mas peço licença para usar essa contradição, pois não encontro outra forma de definir estes tempos, a não ser como de relativismo absoluto. Tudo passou a ser relativo, em todas as instâncias. Já não sei se um indivíduo é homem ou mulher. Não sei se um bandido é mau ou apenas vítima das circunstâncias. Não sei se alguém que faz uma benevolência é uma alma boa ou um oportunista. Não sei nem mesmo se um artista que faz músicas horríveis é bom ou ruim. Tudo depende. E o simples fato de eu levantar essa questão, de dizer “não sei”, já me coloca na alça de mira dos relativistas absolutos. Provavelmente vou apanhar à direita, à esquerda, acima e abaixo. O relativismo absoluto incorpora uma tolerância cínica para com a ignorância. Ele nivela um técnico com 40 anos de estudo a um semiadolescente dono de canal no Youtube. Nivela um gênio da música a um emissor de ruídos ininteligíveis. Transforma o belo em mera questão de opinião. O relativismo absoluto faz com que fatos sejam menos importantes do que o que as pessoas sentem sobre os fatos. E quando temos uma opinião diferente do que o outro sente, imediatamente somos considerados agressivos, ofensivos e intolerantes. Danem-se os fatos, ferimos o sentimento do outro. Por isso a busca pela verdade e as ideias corretas por meio do debate honesto e respeitoso e da argumentação rigorosa, que é uma tarefa nobre, nunca foi tão difícil. Até mesmo impossível. Se eu não for forte, seguro e consciente de minha individualidade, vou acabar abrindo mão da busca pela qualidade, pelo belo, pelo resultado. Só para não ferir os sentimentos do jovem esperto. Isso vai dar merda.     Versão no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=D_7quSj8b8U   Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 21, 20213 min

Ep 395Cafezinho 395 – Ervas daninhas

O que você faz quando valores morais entram em conflito com interesses políticos? Talvez seja esse o grande desafio do novo milênio: o convívio civilizado entre interesses conflitantes. Estamos lidando com isso o tempo todo, e de uma forma que jamais foi tão hipócrita. Os discursos vão para um lado e as atitudes para outro.... E não é só em política, mas em todos os segmentos de nossas vidas. O diretor da escola diz que se preocupa com a qualidade do ensino e força a professora de artes plásticas a dar aula de teatro. O executivo diz que “pessoas são nossos ativos mais importantes” e assina a demissão de centenas, às vésperas do natal. O político diz que se preocupa com seus eleitores e troca a votação da lei importante por um carguinho que renda poder e dinheiro. O advogado jura defender as leis a as utiliza para manter o bandido rico fora da cadeia. O diretor artístico jura que quer qualidade na programação e programa pra tocar axé-corno, funk-corno, e aquelas coisas horrorosas todas. O jornalista jura imparcialidade e não se cansa de contar só o lado da história que lhe interessa. É da natureza humana discursar para um lado e andar pro outro. Uma espécie de desonestidade intelectual e política, considerando que política é a arte de interagir com as pessoas, não apenas aquela coisa que se faz em Brasília. Afinal, em que tipo de solo você acha que brota a honestidade política? Só pode ser num solo adubado por uma cultura de tolerância, disciplina, solidariedade e justiça social. Um solo tratado com carinho, respeitado e cultivado por todos. Você acha que o solo do Brasil é assim? Eu acho. Mas também acho que estamos deixando que ele seja tomado por ervas daninhas, que fique seco, sem nutrientes, sem água, sem sol, sem sombra... E num solo assim, valores morais não brotam. Já pensou? De quem será a responsabilidade por manter nosso solo rico e pronto para plantar? Putz... acho que é minha...   Versão no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=PVvwAHfw0qc   Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 18, 20214 min

Ep 774Café Brasil 774 - Adversário x Inimigo

Publiquei um post em minha página do Facebook, dizendo assim: “Esclarecendo as regras para block nesta página: entrou aqui sujando postagens com coisas como "bolsonarista", "genocida", "gado" e outras demonstrações de estupidez, é block na hora. E junto vão os que curtirem o comentário. Hoje já foram quatro, um estúpido e três curtidores. O termo é "livramento".” O post viralizou, provocou o block de mais uns 20 haters e centenas de comentários de pessoas dizendo que não suportam mais os ataques de ódio em redes sociais. Vamos nessa hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 16, 202125 min

Ep 394Cafezinho 394 – Seu trabalho não nos interessa

Nos anos noventa, ao mudar de escritório, comprei um cesto de lixo lindo e coloquei dentro dele todos os troféus e prêmios que havíamos recebido. E deixei bem na entrada do departamento. Muita gente estranhou, mas a mensagem era explícita: os êxitos do passado não garantem os êxitos do futuro. Mas fui mais longe. Outro dia, limpando minha caixa postal encontrei um e-mail: “Olá Luciano. Sobre os livros apresentados, não tivemos sinalização positiva de nosso Conselho Editorial. Agradecemos sua atenção e estamos à disposição. Atenciosamente, Fulana de Tal”. Era uma resposta de uma grande editora, que me havia sido indicada por um conhecido como uma possível editora para meus livros. O recado implícito do e-mail era: “Luciano, seu trabalho não nos interessa”. Formatei o e-mail bem bonitinho, imprimi e pedi para emoldurar. Minha assistente estranhou: “Pô, mas o conteúdo é negativo!” Pois é. Esse quadrinho pendurado na minha parede me lembrará diariamente que tem gente que não se encanta com meu trabalho, que o fracasso faz parte de meu dia a dia, que sou falível como qualquer ser humano. Que não estou com a bola toda.  E cada vez que eu entrar em minha sala e encontrar o quadrinho, vou me sentir provocado e desafiado: ”Ah é, é? Vou mostrar pra eles!” Isso é o que eu chamo de “celebrar o fracasso”: aprender com nossos insucessos, transformar os momentos em que quebramos a cara em novos pontos de partida. Receber um “não”, não como uma derrota, mas como um desafio. Inverter o sinal, transformando o que deveria ser um fator desmotivador, numa provocação capaz de incendiar meu espírito e – acima de tudo – me inspirar.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 14, 20213 min

Ep 393Cafezinho 393 – Velhos razinzas

Como jovem profissional, eu ficava extasiado com a capacidade de tomar decisões, comandar equipes e lidar com problemas complexos dos executivos mais velhos. Mas eu achava que tinha mais coragem que eles, que podia tudo, pois eu tinha 24 anos! Com o tempo fui calibrando meu ímpeto, aprendendo com meus erros e sendo aceito pelos mais maduros. Foi um período de profundo aprendizado, que durou até meus 28 ou 30 anos. Na maturidade, percebi que não conseguiria mudar o mundo sozinho. Eu dependia de uma equipe que me permitisse combater os que não faziam e não deixavam fazer. Na maioria, “velhos ranzinzas que detinham o poder”. Percebi a importância de liderar equipes, motivando e desafiando, servindo de exemplo e orientando os fedelhos impertinentes para canalizar a energia na direção certa. E fui me aproximando dos quarenta anos. E dos velhos ranzinzas. Foi um período de conquistas que durou até os 45 anos. Após essa idade os acomodados começam a envelhecer, no pior sentido. Viram figuras quase decorativas, assistindo às besteiras sendo feitas e esperando sua hora chegar. Mas os inconformados ativos experimentam uma coisa louca: a bolsa escrotal perde a elasticidade. Ficam sem saco para ouvir absurdos, lidar com idiotas, dar murro em ponta de faca. Tornam-se contestadores, implicantes, chatos e negativos. E começam a incomodar o sistema. E são vagarosamente colocados para escanteio como se tivessem vencido seus prazos de validade, a maioria na plenitude da capacidade, mas cometendo o pecado mortal de não ter mais saco para a comédia corporativa. Velhos ranzinzas. Se no reino animal é a degeneração física que torna os mais velhos obsoletos, no reino humano são os estereótipos. Os mais velhos “são cheios de defeitos e manias já não têm energia para o trabalho, é mais difícil comandá-los, pois têm opinião e contestam. Além disso, têm família, dores e compromissos que os mais novos não têm. Os mais velhos são mais caros estão por fora das novas tecnologias e ondas do mercado. Em geral são mais feios, mais lerdos e… ranzinzas”. Já ouviu isso? Pois é. No universo profissional dos medíocres, os jovens têm futuro enquanto os velhos só têm passado. É assim que o processo funciona. Seria apenas triste, se não fosse burro…   Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 11, 20214 min

Ep 773Café Brasil 773 - Falando sobre nacao revisitado

O Brasil é um grande país, que precisa de um povo unido para resolver seus problemas. Mas parece que existe uma conspiração para desunir o país. Para dividir o povo em castas, em classes, em raças, em grupos. E fazer com que um seja inimigo do outro. Que loucura, né? Pois é. O programa de hoje é a revisita a um episódio publicado em Janeiro de 2010, cara... 11 anos atrás.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 9, 202129 min

Ep 392Cafezinho 392 – Eu vou matar a rainha

Na série Game Of Thrones, depois de uma sucessão de aventuras e de matar o clã dos Freys, Arya Stark, a adolescente que acabou se tornando a personagem principal da série, encontra um grupo de soldados na estrada, com os quais compartilha uma refeição. Curioso, um dos soldados pergunta por que “uma garota legal” estava indo para Porto Real? Arya responde: “Eu vou matar a rainha”. Todos caem na risada, inclusive ela. Ninguém acredita na menina, que revelou precisamente sua intenção. Para você, Arya mentiu? Para aqueles soldados, obviamente, sim. Para que uma afirmação seja mentira, a pessoa que a divulga tem de acreditar que é mentira. E tem de pretender que você acreditará nela. Ela precisa querer enganar você. Arya em momento algum mentiu para si. Mas sua afirmação era tão absurda, que os soldados levaram na brincadeira. Fosse hoje, diriam que Arya era terraplanista ou adepta de teorias da conspiração. E isso facilitaria que ela chegasse até a rainha. Estamos mergulhados na sociedade da mentira, e tem gente para todo lado usando fragmentos da verdade para que você pense que é mentira. O que fazer então? Ficar esperto pra não cair nas mentiras? Mais que isso. Uma passagem do livro Os Irmão Karamazov, de Dostoiéviski, traz uma reflexão preciosa sobre a mentira: “O principal é não mentir para si mesmo. Quem mente para si mesmo e dá ouvidos à própria mentira, chega a um ponto em que não distingue nenhuma verdade, nem em si, nem nos outros, e portanto, passa a desrespeitar a si mesmo e aos demais. Se respeitar ninguém, deixa de amar e, sem amor, para se ocupar e se distrair, entrega-se a paixões e a prazeres grosseiros e acaba na total bestialidade em seus vícios, e tudo isso movido pela contínua mentira para os outros e para si mesmo.” É isso. Tem tanta mentira em volta da gente, que acabamos mentindo para nós mesmos. E aí o estrago está feito.     Versão no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=wMZHOj37ImA   Este cafezinho chega a você com apoio do http://cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo, com a transcrição do texto, é exclusiva para assinantes do Café Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 7, 20214 min

Ep 391Cafezinho 391 – A suspensão da descrença

'Suspensão da descrença' é um termo cunhado pelo poeta inglês Samuel Taylor Coleridge em 1817. Coleridge escreveu assim: “... meus esforços deveriam ser dirigidos a pessoas e personagens sobrenaturais, ou pelo menos românticos, mas de forma a transferir de nossa natureza interior um interesse humano e uma aparência de verdade suficiente para obter para essas sombras da imaginação aquela suspensão voluntária da descrença naquele momento, que constitui a fé poética. " 'Suspender a descrença' é aceitar temporariamente como verossímeis eventos ou personagens que normalmente seriam vistos como incríveis. É isso que você faz voluntariamente quando assiste um filme e vê um sujeito voando. Ou aquele revólver que dá 30 tiros sem recarregar. Ou aquela vaga para estacionar o carro na frente do tribunal. A gente sabe que nada daquilo pode ser real, mas concorda em suspender a descrença para poder curtir a história. E assim, voluntariamente aceitamos como reais as propostas dos autores, para vivenciar plenamente o que o artista está tentando transmitir. O dinossauro, o gorila de 50 metros, o menino mágico, o morto-vivo ou o dragão que cospe fogo, existem! E durante algumas horas, vivemos momentos mágicos. Entendeu? Suspensão da descrença. Olha, eu consigo suspender a descrença e aceitar que a Charlize Theron, com um braço só, dê uma surra no Tom Hardy. Consigo aceitar que o Robert Downey tenha uma armadura de ferro que o faz voar. Consigo aceitar que o Henry Cavill voe com capa e tudo, e quando coloca um terno e óculos não seja reconhecido por ninguém. Consigo aceitar até que Nicholas Cage se transforme numa caveira com a cabeça de fogo. Mas aceitar que Renan Calheiros, Omar Aziz ou Randolph Rodrigues sejam paladinos da moralidade repletos de boa vontade e defendendo nossos interesses, é demais pra mim. Aí não é suspensão de descrença. É ser um otário mesmo.   Versão no Youtube:  https://youtu.be/TU9oTNCEzsM   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 4, 20214 min

Ep 388Cafezinho 388 – O MLA

Depois de quase 30 anos distribuindo conteúdo gratuito pela internet, no ano passado, em função da pandemia, mergulhei no mundo dos cursos on-line. Produzi dois deles, o Produtividade Antifrágil e em seguida o CAMP. Adultos não aprendem como as crianças, é preciso toda uma pegada diferenciada para lidar com a falta de tempo, motivação e disciplina das pessoas, sempre ocupadas. Estudar diante da tela de um computador ou celular não é moleza. Mas eu fui para cima, distribuindo os conteúdos em vídeo, áudio e texto, em formatos objetivos, com bom-humor e abordando temas recorrentes por ângulos inéditos e, por vezes, irreverentes. Sempre com aquela pegada provocacional, que está no meu DNA. O resultado foi que tivemos cerca de 1500 inscritos, num processo que me ensinou muito sobre a dinâmica da educação continuada. Agora dou mais um passo, integrando os conteúdos dos cursos a um processo e relacionamento com os estudantes. Estou lançando o MLA – Master Life Administration, um programa extenso de preparação mental e prática para enfrentar os principais desafios do seu dia a dia, neste mundo que já foi volátil, complexo, incerto e ambíguo e agora é frágil, ansioso, não linear e incompreensível. O MLA é um programa de educação continuada, focado no desenvolvimento da capacidade de julgamento e tomada de decisão dos participantes. É um treinamento on-line, também com reuniões interativas, que nesta primeira edição tem seis módulos elaborados a partir de minha experiência de quase 40 anos no incremento das habilidades necessárias para a liderança, comunicação, inovação, produtividade, planejamento e moral e ética. A entrega é sob forma de vídeos, áudios, textos em PDF e uma série de lives, nas quais eu sou o guia para os conteúdos. Sem contar com as surpresas. Por exemplo, há poucos dias, os primeiros assinantes do MLA tiveram um bate-papo de duas horas por Zoom com a Ilona Becskeházy, ex-secretária de educação do MEC. De quando em quando acontecem eventos aos quais só a turma do MLA tem acesso. Sem contar o grupo exclusivo no Whatsapp, onde as pessoas interagem, fazendo um network precioso e rico de conhecimento. Não tem o MBA – Master Business Administration? Pois vem aí o MLA – Master Life Administration, uma forma nova de praticar o fitness intelectual que deixará sua mente pronta para julgar e tomar as melhores decisões. Julgamento e tomada de decisão. Com esses dois atributos desenvolvidos, você desempenha bem em qualquer cenário ou função. Vamos nessa? As vagas são limitadíssimas e estamos dando prioridades aos alunos que já fizeram o CAMP. Mas mesmo que você não tenha feito, vale conhecer a proposta. Saiba mais acessando http://programamla.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 202110 min

Ep 387Cafezinho 387 – Os resignados

Mário Benedetti, um dos maiores escritores e poetas do Uruguai, em sua novela A Trégua, lançada em 1960, escreveu assim: “Ele me perguntou se eu achava que tudo estava melhor ou pior do que cinco anos atrás, quando ele foi embora. `Pior`, responderam minhas células por unanimidade. Mas depois tive que explicar. Ufa, que tarefa. Porque, na verdade, a corrupção sempre existiu, o acordo também, as negociatas, idem. O que está pior, então? Depois de muito espremer o cérebro, cheguei à conclusão de que o que está pior é a resignação. Os rebeldes passaram a semi-rebeldes, os semi-rebeldes a resignados. (…) Não se pode fazer nada, as pessoas dizem. Antes só quem queria conseguir algo ilícito é que subornava. Agora, quem quer conseguir algo lícito também suborna. E isso significa relaxo total.” Benedetti dizia que o que está pior é a resignação em 1960,  quando havia uma clara divisão entre esquerda e direita, a guerra fria assombrava a todos, Fidel acabara de derrubar Fulgêncio Batista em Cuba e a juventude estava tomada pelo ideal romântico da revolução que viraria o mundo de cabeça para baixo nos vinte anos seguintes! Tudo que não havia era resignação, pô! Se Benedetti achava que as pessoas estavam resignadas lá em 1960, o que acharia hoje, quando o mundo virou um balcão de troca? Quando vale tudo para obter ou manter o poder? Quando quem se rebela é atacado pelas patrulhas do politicamente correto? Quando é feio dizer na cara de um mentiroso que ele está mentindo? Quando quem reclama e grita é considerado mal educado? Repito: se Mário Benedetti achava que estávamos resignados em 1960, acharia o que hoje? Que estamos resignadíssimos? Resignadassos? Resignados ao cubo? Resignadalhos? Hiper-Mega-Resignados?  Resignadásticos? Eu sei lá. Pois eu acho que o adjetivo é frouxos mesmo.   Versão no Youtube: https://www.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 20214 min

Ep 390Cafezinho 390 - Sobre relevância

Então vem aquele terremoto do Haiti e morre Zilda Arns. A mesma comunidade (jovem, muito jovem) do Twitter que havia passado dois dias discutindo a morte de Brittany Murphy, uma jovem e obscura atriz de séries e filmes B dos Estados Unidos, ficou repleta de gente dizendo - Zilda quem? A definição de “relevância” numa sociedade em que Zilda Arns perde para Brittany Murphy, Tom Jobim perde para o Latino e Machado de Assis perde para Paulo Coelho, é relativa. Nada é relevante por si. As coisas tornam-se relevantes, quer ver? Sabe aquele cerimonial da tripulação nos aviões antes da decolagem, explicando como é que se usa o cinto de segurança e as máscaras de oxigênio, não é? Quem viaja muito já viu tantas vezes que nem repara mais. Para essas pessoas o cerimonial pré decolagem não tem mais nenhuma relevância. Mas agora imagine que o piloto diga pelo sistema de som que as condições meteorológicas estão ruins, mas que ele vai “tentar decolar mesmo assim”… Você tem alguma dúvida de que todo mundo prestará atenção nas instruções da tripulação, mesmo que sejam as mesmas de sempre? Pois é… Mudou o contexto e repentinamente as explicações, às quais quase ninguém ligava, ganham relevância. Um caixa de banco que atende bem não é relevante, isso é o que se espera dele, é previsível. Mas se todos os outros caixas atenderem mal, aquele que cumpre sua obrigação torna-se relevante. Um juiz que julga com justiça, não é relevante, isso é obrigação. Mas se os outros julgarem defendendo bandidos, o justo passa a ser relevante. Contexto. Relevância depende, portanto, do contexto e dos valores e convicções que determinam nossas escolhas. Portanto, escolher (conscientemente ou por ignorância) que a morte de Brittany Murphy é mais relevante que a de Zilda Arns não indica que você é uma pessoa boa ou ruim. Mas dá uma pista sobre suas prioridades e visão de mundo. Você é o resultado de suas escolhas, alguém disse um dia. E se só o que é relevante impacta em suas ações, preste bastante atenção às coisas às quais você escolhe dar relevância.   Versão no Youtube: https://youtu.be/s8xtYnFLshE   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 20214 min

Ep 772Café Brasil 772 - ComunicaAgro live 1

Um Dia, descobri que grande parte dos ouvintes do Podcast Café Brasil, trabalha no Agronegócio. Por isso comecei a trazer temas do Agro para o Podcast, e o que você ouvirá hoje é o áudio da primeira live de um projeto chamado ComunicaAgro, que fiz com meu amigo José Luiz Tejon. Ah, você não é do agro? Não importa. A conversa é para todos os públicos. Vem comigo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 20211h 27m