
Canal Café Brasil
2,438 episodes — Page 22 of 49

Ep 382Cafezinho 382 – Fazer o quê?
Em minha vida profissional sempre me deparei com coisas que não aconteciam, os “não-eventos”. E ao interpelar o responsável, invariavelmente vinha um “to esperando o fulano”, “to esperando a liberação”, “to esperando o orçamento” e outras variedades de esperas. E quando eu apertava a pessoa, vinha aquele infalível, “fazer o quê”? E a culpa do não acontecimento era confortavelmente transferida para um terceiro. Num texto de Moacyr Scliar que tratava da eliminação do Brasil numa das copas do mundo, ele dizia que a frase mais comum foi o clássico “Fazer o quê?”, marca registrada do fatalismo brasileiro. Perdemos, fazer o quê? E Scliar explica: “‘Fazer o quê?’ serve para o curto prazo, para o momento de perplexidade, de desamparo. (...) No caso, esse desamparo resulta, não do destino, mas de uma invencível compulsão. O cara que prefere a sede à água, o cara que prefere, à cabeça, a parede que vai rachar a cabeça, esse cara realmente vai se ferrar, mas não pode evitá-lo: é o seu jeito de ser, fazer o quê? Por definição, trata-se de uma pergunta sem resposta, o símbolo da resignação. Uma resignação que, aliás, até ajuda as pessoas, impedindo-as de caírem no desespero. Numa crônica, Fernando Sabino fala de sua empregada que, numa daquelas chuvaradas devastadoras, perdeu o barraco onde morava. Além do “fazer o quê?”, a mulher produziu uma reflexão consoladora: pelo menos, ela disse, não vai faltar água para a lavoura. Quando alguém se queixa de coisas como tristeza, sensação de inutilidade, desamparo, um norte-americano inevitavelmente dirá: ‘Do something about it’, faça alguma coisa a respeito, não fique se lamentando. Fazer, numa sociedade eminentemente pragmática, é a coisa básica. Foi pelo fazer que os norte-americanos chegaram onde chegaram, mesmo que o modelo por eles construído desagrade a muita gente. Para a vida como um todo, a pergunta correta é ‘O que fazer?’“ Versão no Youtube: https://youtu.be/Fl_jhZGDPjY Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 381Cafezinho 381 – País-pererê
Eis uma situação / totalmente pervertida -- uma nação que é rica / consegue ficar falida, o ouro brota em nosso peito, / mas mendigamos com a mão, uma nação encarcerada / que doa a chave ao carcereiro para ficar na prisão. Cada povo tem o governo que merece? Ou cada povo / tem os ladrões a que enriquece? Cada povo tem os ricos que o enobrecem? Ou cada povo tem os pulhas / que o empobrecem? O fato é que cada vez mais / mais se entristece esse povo num rosário de contas e promessas num sobe e desce de prantos e preces. Este não é um país sério / já dizia o general. O que somos afinal? / Um país-pererê? folclórico? tropical? misturando morte e carnaval? Um povo de degradados? / Filhos de degredados largados no litoral? / Um povo-macunaíma sem caráter-nacional? Espelho, espelho meu! / há um país mais perdido que o meu? Espelho, espelho meu! / há um governo mais omisso que o meu? Espelho, espelho meu! / há um povo mais passivo que o meu? E o espelho respondeu / algo que se perdeu entre o inferno que padeço / e o desencanto do céu. Esse é um trecho de um poema de Affonso Romano de Sant´Anna publicado em 1998. Ouviu? Mil-novecentos-e-noventa-e-oito. Eu lembrei dele quanto tentei escrever um texto sobre a CPI do Covidão e seu relator Renan Calheiros. Foi inevitável pensar nesta nação Macunaíma com seus heróis sem caráter. Versão no Youtube: https://youtu.be/FfgE2miKoAU Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 767Café Brasil 767 - Sexo bom revisitado
E aí? Vai um filminho de sacanagem? Uma pornografiazinha básica? Um brinquedinho daqueles? Uma coisinha pra apimentar a relação? Como é que você se relaciona com essa questão de apimentar o sexo, hein? Bem, o programa de hoje vai tratar do negócio do sexo. é uma revisita a um programa lá de 2013 e o ponto de vista aqui é diferente de tudo que você já viu e ouviu. Quer apostar? O papo é bastante sério, mas eu não posso dizer o mesmo da trilha sonora, cara… O meu conselho é: quando entrar a música, tire as crianças da sala.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 380Cafezinho 380 – Minha vida naquela rua
O texto de hoje é de autoria de Walter Mancini, de 78 anos. Não fecharei as portas . Uma notícia falsa que circulou recentemente na internet dizia que, devido as medidas de isolamento social implementadas em São Paulo, meu restaurante, o Famíglia Mancini, estava falido e iria fechar as portas para sempre. É mentira. De certa forma o boato foi bom, porque recebi dezenas de ligações, e-mails e até cartas de clientes de todo Brasil me apoiando, isso me deu ainda mais gás para lutar pelo meu negócio. Há 42 anos, em 10 de maio de 1980, eu fundei o Famíglia Mancini na rua Avanhandava, na capital paulista. Desde então, todos os dias, às 6h30 da manhã, eu sou o primeiro a chegar. E o último a sair, já de madrugada. Tanto trabalho rendeu frutos. De lá para cá, na mesma rua, abri outros quatro restaurantes e uma galeria de arte. Minha filha inaugurou por lá uma loja de roupas e acessórios. Revitalizamos a vizinhança e a transformamos em um ponto turístico, um pólo gastronômico a céu aberto. Desde o estouro da pandemia, no entanto, as coisas ficaram bastante difíceis. Não só o meu restaurante, como todos os outros, foram obrigados a fechar as portas, atendendo somente por delivery. Nesse abre e fecha, infelizmente voltamos a servir almoço a partir deste sábado, 24. Mas a queda foi tão grande que, se antes eu comprava um caminhão de verduras e legumes no Ceasa, hoje é suficiente ir à feira livre. Os meses foram passando e meu caixa acabou. Para manter todos os meus estabelecimentos abertos, honrar compromissos com fornecedores e, principalmente, pagar todos os meus funcionários, precisei recorrer ao banco. Desde então, em média, tenho despesas mensais de cerca de R$130.000,00 por restaurante. Somando tudo, em um ano acumulei 9 milhões de reais em empréstimos. Estou no limite do meu crédito. Mas não estou falido. Hoje, eu ainda emprego cerca de 300 funcionários. Antes, eram mais, mas muitos foram embora. Acertei as contas com todos eles, com decência e dentro da lei. Sem traumas e numa relação carinhosa e de agradecimento. Daí, você me pergunta: não seria melhor fechar? Não! E a razão é simples: a minha vida está naquela rua. Eu quero que aqueles restaurantes durem mais 100 anos. Não sou um investidor. Sou o mantenedor. Cuido com amor. Eu não sei onde isso tudo vai dar, mas sei que, se os restaurantes morrerem, eu morro junto. Morre o restaurante, morre o Valter. Mas eu não me entrego fácil. Não posso deixar baixar o moral. Vou lutar para sobreviver porque aquilo ali é a minha história, eu estou defendendo a minha vida. Daqueles restaurantes eu tirei o sustento da minha casa e a criação dos meus filhos. Não existe para mim essa história de “encerrar as atividades”. Isso nem passa pela minha cabeça. Estou falando da herança dos meus filhos, e não dá para pegar um legado e jogar fora. Para mim aquelas casas têm as digitais de Deus. Então, como eu posso fechar um lugar assim? Seria uma ousadia. Eu sou apenas o caseiro Dele. Mesmo diante de uma situação tão dramática, hoje eu estou tranquilo e sereno. Sabe por quê? Porque eu não persigo dinheiro. Eu persigo um sonho. Eu não quero o lucro ou trocar de carro todo ano. Minha natureza não é a da ganância. Eu quero ver a máquina voltar a andar, quero ver aquela rua toda iluminada novamente e repleta de pessoas felizes, com saúde e com esperança de viver. O que pingar no meu caixa eu vou usar para pagar todas as contas. Não estou desesperado. Eu estou, sim, agradecido de ter a companhia dos meus colaboradores e funcionários. Sem soberba, devo tudo aos meus funcionários e os meus clientes. Estamos todos abraçados. A rua Avanhandava não morreu. Ela só está adormecida e vai acordar já, já. Essa crise é como uma batalha para mim. Eu vou defender aquilo que eu criei. Vou lutar e vou vencer. Versão no Youtube: https://youtu.be/_2xn6N57PUo Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 379Cafezinho 379 – Mentiras
A mentira está institucionalizada, em horário nobre e na cara dura. Ou melhor, cara de pau. E a mentira quase nunca é confrontada com a verdade. O sujeito chega na mídia, diz uma mentira descarada e fica tudo por isso mesmo. Houve um tempo em que jornalistas ridicularizavam o mentiroso. Hoje não, especialmente se o mentiroso fizer parte da minha tribo. Mentir é parte do jogo e contestar a mentira é “ser grosso”, “jogo político”, “criar factóides” e algum ismo aí. E neste Brasil onde “nóis invertemo as coisa” os mentirosos são tratados com respeito, pompa e circunstância. É um tal de “senhor candidato” pra cá, Vossa Excelência pra lá que me deixa nervoso! Pô, quando é que essa gente será tratada como “mentiroso de uma figa”? Vivemos tempos complicados, nossa saúde, nossas finanças, nosso futuro estão ameaçados. Nós precisamos de nossas tribos para nos sentirmos seguros, protegidos, por isso nos tornamos cada vez mais tribais, polarizados. E as mentiras se tornam ainda mais poderosas. Abrimos mão de nossa inteligência para dar licença às mentiras dos iluminados que nos prometem proteção. E aí é isso que está aí... Afinal, as mentiras ditas pelos líderes de sua tribo, em nome de sua segurança, são para seu bem-estar, não é? Olha, bote uma coisa na cabeça: tirando as pessoas que amam você, ninguém está interessado em sua saúde, em sua segurança, em seu bem-estar. O interesse é no poder, na vitória mesmo que a custo de conflitos e divisões. E se para isso tiver de sacrificar a verdade, paciência. Sempre, sempre haverá alguém tentando progredir às suas custas. Acredite. Isso não é mentira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 766Cafe Brasil 766 - LíderCast Ilona Becskeházy
E a educação brasileira, como é que vai, hein? Mal, não é? E não é de hoje. Para todo lado aparecem especialistas com a solução que jamais é implementada. O discurso é ótimo cara, mas o resultado é pífio. Pois eu fui buscar alguém que vem do universo corporativo, de um mundo focado na gestão e na eficiência, para contribuir com a solução para esse nosso carma. Neste episódio, mais um da série LíderCast, trago Ilona Becskeházy, ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, para discutir o assunto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 378Cafezinho 378 – Capitu traiu Bentinho?
No grupo do Telegram da Confraria Café Brasil, surgiu uma interessante discussão: no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, Capitu traiu ou não Bentinho? Na discussão, mostrei um trecho de uma entrevista da escritora Lygia Fagundes Telles, onde ela diz que fez algumas leituras do romance. A primeira, ainda jovem, a segunda leitura, já madura. E então, aos 80 anos, Lygia diz: “Capitu traiu Bentinho? Eu já não sei mais. Minha última versão é essa, não sei. Acho que, enfim, suspendi o juízo. No começo, ela era uma santa; na segunda, um monstro. Agora, na velhice, eu não sei.” Em diversos episódios de meu podcast Café Brasil tenho focado na importância da dúvida, para desespero dos que sabem tudo. Aí vem o rótulo de negacionista, terraplanista e outras bobagens, que fazem parte do repertório dos que têm certeza de tudo e que acabam sendo os verdadeiros negacionistas. Conheço um monte de gente com conhecimento, ilustrada, gente com muita experiência de vida e que...se acha. Gente que transforma conhecimento em fé. Falta-lhe al inteligência emocional que coloca o conhecimento nos trilhos. Wilson Mizner, dramaturgo e escritor norte-americano, um dia disse assim: Respeito a fé, mas é a dúvida que educa. Alimentar a dúvida é um exercício de fitness intelectual, sacou? No podcast Café Brasil 706 – Humildade Intelectual, eu digo que a humildade representa a liberdade de não ter de provar todo o tempo que você é superior. A humildade é cheia de emoções encantadoras, como admiração, companheirismo e gratidão. Humildade é o reconhecimento de que existe muito que você não sabe, e que muito do que você sabe está errado ou distorcido. A humildade de assumir a dúvida leva à sabedoria. Versão no Youtube: https://youtu.be/Lq933v5W-2U Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convite para três encontros
Nos dias 26,27, e 28 de abril, Luciano Pires promoverá três encontros virtuais como parte do Desafio AS MÍDIAS E EU. Depois de mais de 30 anos como criador de conteúdo, tendo a informação como matéria prima, Luciano desenvolveu métodos para filtrar as informações, selecionando aquilo que é pertinente dentro do tsunami de mentiras, fake news e manipulação no qual se transformaram as diversas mídias.Descubra o passo a passo para se proteger das mentiras, refinando sua capacidade de julgamento e tomada de boas decisões.Saiba mais em https://mlacafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 377Cafezinho 377 – Uma onda de crimes
Lincoln Steffens foi possivelmente o maior repórter investigativo americano da história. Sua autobiografia registra como ele e seu principal concorrente, iniciaram uma onda de crimes quando Theodore Roosevelt era presidente da Comissão de Polícia de Nova York. Uma tarde, Steffens estava no porão do quartel-general da polícia, onde os policiais jogavam pôquer. Pensando que ele estava dormindo, os detetives contaram uma história sobre como um jovem policial ingênuo ajudou alguns homens a carregar uma carroça porque suas coisas estavam bagunçando a rua. E depois descobriu que os homens eram ladrões que haviam limpado a casa. Steffens escreveu a história para o New York Post. Seu principal concorrente, Jacob Riis do The Evening Sun, foi repreendido por seus editores por ter sido furado, e então apareceu com uma história de crime que Steffens não tinha. Entrando numa competição pelo maior furo, os dois repórteres policiais redobraram seus esforços e logo os jornais de Nova York estavam cheios de histórias de crime, espalhando o pânico entre os moradores da cidade. Isso foi constrangedor para Roosevelt, que deveria ser um reformador. Roosevelt chamou os dois repórteres em seu escritório. Riis confessou que teve acesso não autorizado aos relatórios da polícia porque eles foram colocados em uma determinada mesa. Steffens contou sobre seus cochilos. Eles combinaram uma trégua e a “onda de crimes” cessou. Veja bem, não é que os crimes tenham parado, mas o relato massivo sobre os crimes parou. E a impressão de uma onda crescente de crimes desapareceu e a vida da população de Nova Iorque voltou ao normal. Isso aconteceu por volta do ano 1900. Notícias são as coisas importantes e interessantes que acontecem ao longo do dia. Mas quem define o que é importante e o que é interessante? Quem vai contar os fatos. Essa história mostra bem como “notícia” é tudo aquilo que o jornalista ou editor quiser que seja. Em outras palavras: notícias são fabricadas. E a intensidade que o jornalista ou editor der a ela determina como sua cabeça será feita. ______________________________________ O mundo está caótico, as fontes de informação deixaram de ser confiáveis e você é forçado a tomar decisões nesse cenário. Muitas pessoas não acreditam mais nas fontes tradicionais de informações que as guiaram até aqui. Outras estão completamente afogadas pelo tsunami de dados e informações que chegam pela internet sem qualquer ordem, priorização ou filtragem. Esse cenário é irreversível. É dentro dele que temos de encontrar o alimento intelectual para guiar nossas escolhas. E é natural que, em meio ao caos e à histeria, você se sinta inseguro e angustiado. Meu, para que lado eu vou? Quem conseguir se livrar dessa insegurança que tira o sono, saberá com inteligência julgar e fazer as escolhas certas para sua vida pessoal e profissional. Simples não é, mas existem métodos. Saiba mais em http://mlacafebrasil.com _________________________ Versão no Youtube: https://youtu.be/l-pTQWzuy4I Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 763Café Brasil 765 - Foxes and Fossils
Mais um Café Brasil musical, daqueles que eu adoro fazer. Descubro uma banda e apresento para você. Hoje é a turma do Foxes and Fossils, uma banda que nunca gravou um disco, que não fez turnês, que toca covers e... bom, escute os caras.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 376Cafezinho 376 – Amizades supérfluas
Quando digo que amizades verdadeiras não deveriam ser desfeitas por desavenças políticas, não nego a importância dessas desavenças. Nossas vidas serão dramaticamente afetadas pelas pessoas que escolhermos para exercer o poder. Quem nega suas convicções para não magoar os outros, submete-se às convicções desses outros. É muito raro encontrar alguém que concorde 100% com nossas opiniões. A regra é que surjam sempre discordâncias, mas é preciso lembrar que ideias têm consequências. Existem certos valores íntimos que, se não forem compartilhados, impedem que uma amizade verdadeira permaneça. Ficam amizades supérfluas. Me afastei de um amigo quando descobri que ele agia como um cavalo com a esposa. Me afastei de um amigo que virou sócio ao perceber que era um mentiroso contumaz. Nossos credos, nossos valores jamais devem servir como desculpa para a falta de decência ou de empatia. Nossos credos e valores jamais devem ser postos de lado em nome da amizade. Mas se com valores não se mexe, é possível negociar com os credos. Ser flexível. Aceitar, até um limite, quem acredita em coisas diferentes. É por isso que, no meio de uma limpa gigantesca, mantive amigos que defendem o socialismo ou passam pano para os criminosos que gerenciaram o Brasil por quase 20 anos, por exemplo. A amizade deles não é supérflua, vale mais que as crenças políticas. Essa é a consequência boa da polarização do país: estamos valorizando as amizades que valem o tempo de vida que aplicamos a elas. E tempo de vida se valoriza não apenas em quantidade, mas em qualidade. Não tenho tempo de vida para amizades supérfluas. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 375Cafezinho 375 – As Mídias E Eu
Quem me conhece sabe que há mais de 30 anos eu trabalho gerando conteúdo, publicando de várias formas em vídeos, podcasts, textos, mídias sociais e livros. Uso canais muito diferentes para passar informação ou conteúdos para vocês. A informação a minha matéria prima. Eu vivo de informação e não procuro informação apenas para saber o que aconteceu no mundo, mas para criar meus meus conteúdos e repassar para você. Então eu tenho um compromisso muito maior, não é só comigo mesmo, mas com você. Eu preciso cuidar para que os conteúdos que estou repassando tenham um mínimo de transparência, o pé na verdade, que sejam isentos da medida do possível. Entre um fato e você, normalmente existe uma mídia, a forma como aquela informação chegou até você. Pode ser através de um jornal ou de uma revista, da TV, do rádio, de um outdoor, do grupo de WhatsApp e de uma rede social, não importa. Tem uma mídia no meio do caminho. E essa mídia sempre tem donos, que sempre têm sua visão do mundo. Eles têm interesses que são econômicos, têm interesses políticos e têm interesses ideológicos. Eles vão evidentemente enxergar a verdade através desses interesses. É assim que funciona e é natural que seja assim. E não há problema nenhum desde que você saiba de qual janela está vendo o mundo. O que acontece hoje em dia é que, além de não dizer qual é a janela, essas pessoas andam manipulando os fatos. Contam mentiras usando verdades, pegam fragmentos de informações, manipulam, torcem a verdade, colocam uma palavra bem sacana, mudam um título, uma ilustração, uma fotografia. E através dessa manipulação, conseguem levar você a tirar conclusões que não têm um pé na verdade. São conclusões que interessam aos interesses deles. Se você não abrir o olho, vira presa. Você não detém as técnicas, não está o dia inteiro estudando as informações, você se abastece aqui e ali de alguma coisa que entra pelo seu celular. Você pega fragmentos da verdade, que normalmente são muito bem dirigidos, muito bem trabalhados. Eles não chegam a você por acaso, eles não chegam a você de qualquer forma, a partir da generosidade de alguém que está contando uma história. Hoje em dia os caras chegam com uma opinião sobre os fatos. O fato em si, raramente aparece. Ele vem com uma opinião. As pessoas não querem dizer o que está acontecendo, querem dizer porque é que está acontecendo na visão delas. Se você não abrir o olho, você vai dançar. Eu trabalho com isso há 30 anos, tive que aprender como é que faz para se proteger minimamente desse tsunami de informações. Tive de criar uma armadura que, se não me livra de ser presa das mentiras, no mínimo garante que eu tenha uma visão crítica. Quais cuidados eu devo tomar antes de consumir uma informação e, principalmente, antes de passar essa informação para frente. Dias 26, 27 e 28 agora vai acontecer o DESAFIO AS MÍDIAS E EU. São três reuniões, três lives, três aulas, chame como você quiser, com mais ou menos 40 minutos cada uma, onde vou contar como é que essas coisas acontecem e quais são os truques usados. Usarei uma série de exemplos de como é que essa manipulação acontece e, principalmente, quais cuidados devemos tomar. Quais métodos a gente pode usar para tentar se proteger dessa enxurrada de gente apontando o dedo, dizendo que sabe tudo, trazendo uma visão de mundo deles que se acham os donos da verdade. A tentativa é provocar uma reflexão sobre o desenvolvimento da nossa capacidade de julgamento e tomada de decisão. Se meu repertório está enviesado, minha tomada de decisão também estará enviesada. E se esse viés foi trabalhado por alguém, tomarei decisões que não são os melhores para mim. São as melhores para esse alguém. São três noites: 26, 27 e 28 de abril. O link é https://mlacafebrasil.com Cada aula custa seis reais. Como assim? É só isso? É. Coloquei um preço simbólico para simplesmente não dar de graça. De graça já dou um

Ep 764Café Brasil 764 - Gastronomia Viva
Medidas restritivas desproporcionais impostas pelos governos geraram uma tragédia social sem precedentes na história da alimentação fora do lar, o setor que mais emprega e treina mão de obra no mercado formal de trabalho do Brasil. Um drama sem fim está se desenhando. O que se pode fazer para salvar empregos e negócios? Fernando Blower, do SindRio e da Associação Nacional dos Restaurantes e Edrey Momo, empresário e líder do Movimento Gastronomia Viva conversam com comigo sobre a luta pela sobrevivência de bares e restaurantes. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 374Cafezinho 374 - Amizades perdidas
Você já perdeu amigos por causa de política? Quando uso o adjetivo “amigo” ou o substantivo “amizade”, refiro a um sentimento de afeição e simpatia recíprocos entre duas ou mais pessoas. Sacou? Sentimento de afeição recíproco. E isso só acontece entre pessoas que se respeitam. No fundo tudo se retoma uma questão de civilidade, que é aquele conjunto de princípios que regem o convívio social do homem, em harmonia. Quem obedece aos princípios da Civilidade é uma pessoa educada, preocupada em viver bem e fazer os outros felizes. Civilidade tem a ver com a forma como lidamos com nossos oponentes políticos, e não com a negação das diferenças políticas. Quando o sujeito ou a encontrou entram chutando o balde, xingando ou cuspindo, não existe respeito. E aí faz todo sentido dar o bloco, o deixar de seguir. Amigo que é amigo não desrespeita. O escritor Milan Kundera, na coleção de ensaios Um Encontro, escreveu assim: Em nosso tempo, aprendemos a submeter a amizade ao que chamamos de convicções. E até mesmo à fidelidade de uma retidão moral. De fato, é preciso ter muita maturidade para compreender que a opinião que defendemos é apenas nossa hipótese preferida, necessariamente imperfeita, provavelmente transitória, que apenas os mais obtusos podem transformar em uma certeza ou verdade. Ao contrário de uma fidelidade pueril a uma convicção, a fidelidade a um amigo é uma virtude, talvez a única, a derradeira. Hoje, eu sei: na hora do balanço final, a ferida mais dolorosa é a das amizades feridas. E nada é mais tolo do que sacrificar uma amizade pela política. O jornalista Alon Feuerwerker escreveu assim sobre este assunto: Não brigue com seu amigo por causa da política. Depois os políticos se entendem, mas você perdeu um amigo. Pense nisso. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 373Cafezinho 373- oladocheio.com
Eu estava caminhando de manhã aqui na minha região e pensando sobre como está difícil proporcionar discussões legais através das mídias socias. Não concordou ou não entendeu, o sujeito já vem com o pé na porta. Já entra xingando e ofendendo. A gente se expõe colocando alguma ideia e de repente toma a pancada. Tá certo, a maioria absoluta dos retornos vêm de gente que entendeu a proposta e respeita as ideias, mas sempre vem uma quantidade respeitável de pessoas que são contra ou não entenderam e já entram com ofensas. Olha, eu já passei da idade de suportar gaiato de rede social. Então há um bom tempo botei na cabeça que os haters eu não respondo, simplesmente bloqueio. Estou bloqueando inclusive adolescentes de 50 anos... Por isso criei algumas alternativas, que aprendi com o pessoal de stand up comedy. Você que paga para ir a um lugar onde o sujeito vai fazer piadas, já vai disposto a rir. E se conhece quem é o comediante, sabe que ele fará piadas, e se o humor dele for negro, serão piadas infames. Quem paga para ir num show de stand up para se ofender com as piadas, no mínimo é burro. Os comediantes norte-americanos fazem piadas que aqui no Brasil dariam cadeia, mas lá o povo dá risada porque há um certo compromisso entre o artista e o seu público. Pensei então em criar um público que já chega com um compromisso claro: eu vou ouvir o que você tem a dizer, e vou me manifestar de uma forma que seja no mínimo educada. Há algum tempo acabei criando algumas alternativas, como o Café Brasil Premium e grupos no Telegram como o Premium e a Confraria. Criei também no Telegram o canal Café Brasil onde você não interage, só recebe as notícias. Criei um grupo agora para o agronegócio... Nesses grupos, a coisa muda de figura, porque as pessoas pagaram para estar neles, assumindo o compromisso de travar debates legais, inclusive de ideias que são contrárias. Sem ninguém chutando a barraca, xingando e agredindo. Você nem precisa participar do debate, só assisti-lo já é muito legal, porque são confrontos de ideias. Não tem nenhum estúpido lá, as pessoas têm toda a liberdade de expor seus pontos de vista. Então acabei colocando meu esforço lá e diminuindo muito minha atuação nas mídias sociais, porque o meu tempo, meu esforço, quero dedicar às pessoas que querem promover o bom debate. Esta semana criei uma página dentro do portalcafebrasil.com.br chamada oladocheio.com, para facilitar seu acesso aos vários canais que uso para distribuir meu conteúdo. Tem Facebook, Twitter, Instagram, tem o Café Brasil Premium e canais do Youtube. Convido você para conhecer meu conteúdo, que quer ser acima de tudo, equilibrado. Não é sobre concordar, nem especular em quem você votou ou quem está com a razão. É sobre analisar as questões com equilíbrio e, no mínimo, com educação. Então o propósito hoje foi trocar essa ideia com você, falar sobre meu objetivo de propor um ambiente salutar de discussão, onde ideias diferentes serão confrontadas, onde as pessoas vão defender com veemência seus pontos de vista, onde você não será obrigado a concordar com coisa nenhuma. Onde você pode se expressar com segurança, sabendo que não será agredido, xingado ou humilhado. Nem cancelado. O meu objetivo não é outro além de propor: cara, pensa! Não quero que você concorde com coisa nenhuma, só quero que você pense de forma equilibrada sobre o que está ocorrendo no mundo. Junte-se a quem quer construir. De destruição, já estou com o saco cheio. Versão no Youtube: https://youtu.be/xz15OeCkuZU Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 763Café Brasil 763 - O agro é pop?
"Nossa casa está queimando. Literalmente. A floresta amazônica, pulmão que produz 20% do oxigênio do nosso planeta, está em chamas. Isso é uma crise internacional. Membros do G7, vamos discutir essa emergência de primeira ordem em dois dias" Essa fala foi de Emmanuel Macron, Presidente da França, em agosto de 2019. A intenção era mostrar ao mundo que o Brasil está nas mãos de incompetentes que vão botar fogo no pulmão do planeta pra transformar a Amazônia em pasto. Como é que combate uma narrativa dessas, hein?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 372Cafezinho 372 – (des)Equilíbrio
Em Janeiro de 2015 fiz uma experiência interessante: publiquei um dia inteiro só de posts com notícias boas no Facebook. Não foi fácil. As notícias boas estão perdidas no meio de desgraças, malfeitos e deslizes. É muito mais fácil falar do que está errado, das tragédias, incompetências e roubos nossos de cada dia. Poucos comentários, poucos compartilhamentos, poucos “likes”, aquelas postagens foram um fiasco, recebidas com ceticismo, ironia e desprezo. Sem falar na área de comentários, especialmente quando as notícias envolveram políticos. Mas isso foi em 2015, num mundo que não existe mais. Agora a coisa piorou. Muito. Após anos de condicionamento recebendo más notícias, quebrando expectativas, vivendo desilusões, nos transformamos no que somos hoje: uma sociedade desconfiada, cética, que sempre espera o pior. Quase não há mais espaço para o deleite, para curtir uma boa nova, para acreditar que alguém está fazendo algo bom. O otimista, o que acredita, o que confia no bom, no belo, no justo, é um otário. Ou, para ser mais moderno, é gado. O pessimismo, isoladamente ou com moderação é útil, sim. Nos prepara para enfrentar problemas. Mas vivemos há mais de um ano uma situação ambígua, repleta de informações conflitantes e, pior de tudo, sem um horizonte. Se decidirmos abraçar apenas o lado negativo, terrível, será inevitável uma pandemia de ansiedade, depressão, distúrbios do sono, hostilidade, hipertensão e doenças cardíacas. Tudo isso está associado ao pessimismo crônico. Aí os de sempre vão dizer: ah, Luciano, então você está dizendo que é para fingir que nada está acontecendo? Não. Eu estou dizendo que precisamos equilibrar as coisas. Não é para negar o problema, mas é para dedicar um pouco de energia aos acertos, às boas atitudes, ao belo. Equilíbrio. Mas como pedir equilíbrio numa sociedade histérica? Versão no Youtube: https://youtu.be/dqowzAtMJhg Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 371Cafezinho 371 – Infantilize o debate
Seja raso. Não sofistique. Ninguém vai entender. Use um linguajar infantil, idiota. Faça apologia à ignorância. Aliás, use a ignorância como credencial. E se puder, arrume uma treta com alguém maior que você. Pronto. Dei a receita da comunicação nestes tempos de busca por cliques e aceitação rápida: a infantilização dos debates. As consequências estão por aí. E com nosso sistema educacional falido e os meios de comunicação ricos em fórmulas prontas, essa infantilização não ajuda a amadurecer os debates. Não estimula ninguém a crescer. E colabora para que a mediocridade seja não só mantida, mas incentivada. - Vai, meu, escolhe rápido! Não pense muito, ou vão te atropelar! E sob essa pressão, afundados na ignorância, incapazes de sair atrás de estímulos intelectuais, preferimos acreditar em verdades simplificadas e soluções milagrosas anunciadas por líderes mágicos. Aquela gente que viu a coisa. Infantilizados, passamos a interpretar os fatos com base em nosso reduzido repertório. Tiramos nossas conclusões superficiais e apressadas. Atribuímos nossas conclusões a um terceiro. E depois atacamos o terceiro por causa da conclusão à qual nós chegamos... Repare como é, especialmente nas mídias sociais. Esta semana perdi um tempo precioso dialogando com um sujeito que entendeu o que eu não escrevi. Quando finalmente desisti e comentei que eu podia explicar para ele, mas não podia entender por ele, o sujeito respondeu: - Obrigado pela forma carinhosa de me chamar de ignorante, nhééééééééé´... Isso é familiar a você? Pois é. Cada um entende como pode. Infantilizar o debate só piora a situação, criando adolescentes de trinta, quarenta, cinquenta anos. Cara, não dá pra crescer assim. Versão no Youtube: https://youtu.be/aLOpCdDJGdc Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 762Café Brasil 762 - LiderCast Alessandro Santana
Da mesma forma como o Youtube joga no colo da gente um monte de lixo, também joga pérolas. Tudo depende de como filtramos os conteúdos. E uma descoberta importante foi o Alessandro Santana, do Canal do Negão, um empreendedor que sai do mundo da sucata para se tornar uma referência entre os Youtubers. E para isso, ele usa duas ferramentas irresistíveis: a transparência e o bom senso. O papo de hoje é com ele.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 370Cafezinho 370 – Os ambulantes da rua Bresser
As imagens que você está vendo aqui, ou o som que você está ouvindo, são da Rua Bresser, bairro da Mooca, em São Paulo. Com a ordem de fechamento das lojas, vendedores ambulantes tomaram todas as calçadas e estão lá, às centenas, oferecendo seus produtos. À revelia da proibição, do chamado lockdown. Essa gente não tem meios de subsistência, a não ser a venda de seus produtos na rua. No filme Jurassic Park, o matemático Dr Ian Malcolm, depois de testemunhar o nascimento de um bebê velociraptor, expressa suas preocupações para John Hammond. Ainda em estado de choque, Malcolm tenta explicar a falha científica, natural e inerente ao plano de Hammond e suas palavras finais ficaram famosas: "Ouça, se há uma coisa que a história da evolução nos ensinou, é que a vida não será contida. A vida se liberta - ela se expande para novos territórios e quebra barreiras dolorosamente, talvez até perigosamente ... Estou simplesmente dizendo que a vida, uh, sempre encontra um caminho." É assim mesmo. Existem duas possibilidades para os ambulantes da Rua Bresser, e vou usar a matemática do Ian Malcoln: se saírem à rua para trabalhar, desafiando as ordens para ficar em casa, e forem infectados, os ambulantes correm um risco menor que 1% de morrer da Covid 19. Se ficarem em casa, correm 100% de risco de não ter comida para alimentar seus filhos. Nenhum dos ambulantes da Rua Bresser tem intenção de pegar ou transmitir o vírus. Mas também não têm escolha. Na condição deles, me parece que a decisão entre ficar em casa ou correr o risco da Covid, não é difícil de ser tomada. É fácil meter o dedo na cara deles e gritar: negacionistas! genocidas! Não é? Difícil é quem tem acesso ao IFood, Netflix e supermercados, entender que a vida, uh, sempre encontra um caminho. Versão no Youtube: https://youtu.be/aLOpCdDJGdc Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 369Cafezinho 369 – A deusa da faculdade
Uns 15 anos atrás meu filho chegou em casa orgulhoso. Virou ídolo da turma pois estava “ficando” com uma das garotas mais fantásticas da faculdade. - Tem gente que veio pedir meu autógrafo, pai! Depois de um longo período sem comentários sobre a deusa, perguntei pela garota e ele disse, com aquela cara de decepção e desprezo: - Ela gosta dos Travessos... Os Travessos era um grupo de pagode liderado por Rodriguinho, que na época usava cabelos descoloridos e uma viseira na testa. Fazem aquela musiquinha nhém-nhém-nhém que infestava as rádios e programas dominicais da TV. Pois então... Fã de pagodeiros? Para meu filho, acabou a Deusa da faculdade. Quando eu tinha lá meus 13 ou 14 anos, em Bauru por volta de 1971, uns amigos loucos gostavam de Jimmi Hendrix e Led Zepellin. Eu curtia o Benito di Paula, que devia ser equivalente aos Travessos para meu filho. Em 1975 me mudei pra São Paulo, onde as referências de meus novos amigos eram Milton Nascimento, Sá e Guarabyra e Caetano... e eu com o Benito di Paula. Fui quase escorraçado. Mas com o tempo fui aprendendo a gostar das coisas boas da música. Hoje adoro Hendrix, Led Zeppelin, Milton, S´e Guarabyra, Caetano e... Benito Di Paula! Nada como a maturidade para alargar nossas percepções. Pois é... tive amigos que me mostraram novas ideias. Daí a importância de cada um de nós como mentores das gerações que nos seguem. Olha, é tentador falar pra você prestar atenção nas pessoas com quem anda, mas aí me lembro de uma frase de Millôr Fernandes: Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Pois é: Judas andava com Cristo. E Cristo anva com Judas. Tem uma escolha individual no caminho. Versão no Youtube: https://youtu.be/PSvIhf_5SDk Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 761Cafe Brasil 761 - O vies nosso de cada dia
Você já ouviu falar em auto-ilusão? A forma como nós enganamos a nós mesmos, aceitando como verdadeiro aquilo que é falso? Existem diversas maneiras desse mecanismo agir em nosso inconsciente, tentando fazer com que as circunstâncias e os fatos sejam moldados conforme nossas crenças e desejos. Hoje vamos refletir a respeito. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 368Cafezinho 368 – Sobre Integridade
Integridade vem do latim integritate, significa a qualidade de alguém ou algo ser íntegro, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, brioso, pundonoroso, cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade. O que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito. Um ser humano íntegro não se vende por situações momentâneas, infringindo as normas e leis, prejudicando alguém por um motivo fútil e incoerente. A moral de uma pessoa não tem preço e é indiscutível. Bem, isso é o que diz a Wikipedia. Lendo aqui, parece que integridade tem a ver com quem é... assim... um bocó-de-mola. Putz... bocó-de-mola? É. Essa é dos meus tempos de garoto em Bauru. Conforme o Dicionário Brasileiro de Insultos, de autoria de Altair J. Aranha, “Bocó é o que tem um comportamento meio infantil, apatetado. “Bocó de Mola” é um bobo a quem se dá corda; “nasceu e cresceu bocó”; vai morrer assim”... Se bobear, integridade, com essa coisa de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, briosa, pundonorosa, nos dias de hoje é coisa de bocó-de-mola, de trouxa, de otário, não é? Pois é. O indivíduo íntegro é aquele que se apega a seus valores, que não negocia, que não entra na boiada e vai pra lá ou pra cá só porque todo mundo está indo. O indivíduo íntegro não abre mão de seus valores e convicções só para ficar na modinha. Com isso tem mais chances de reduzir as áreas cinzas, onde o bem e o mal são relativizados. Não gosto, não aceito, não quero, não transijo, só porque você acha que sua visão de mundo, alinhada à patota, é melhor que a minha. E isso nada tem a ver com ser de direita ou de esquerda, ser progressista ou conservador. Tem a ver com querer um mundo melhor, mas não a qualquer preço. Versão no Youtube: https://youtu.be/o2ZxW9Xb0Vk Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 367Cafezinho 367- A imunizaçao cognitiva
No Cafezinho anterior, falei da dissonância cognitiva. Neste, quero tratar da imunização cognitiva. A imunização cognitiva é um escudo que permite que as pessoas se agarrem a valores e crenças, mesmo que fatos objetivos demonstrem que eles não correspondem à verdade. Existem ao menos cinco fases no processo de imunização cognitiva. Primeira fase: isolamento. A pessoa vai eliminando de seu convívio quem pensa diferente dela. Segunda fase: redução da exposição às ideias contrárias. Só leio argumentos com os quais eu concordo. Terceira fase: conexão das crenças a emoções poderosas. “Se você não seguir essa ideia, algo de ruim vai acontecer”. Quarta fase: associação a grupos que trabalham para combater as ideias dos grupos contrários. Quinta fase: a repetição. Cria-se um tema, um slogan, que materializa um determinado credo ou visão, que passa a ser repetido como um mantra, numa técnica de aprendizado, de lavagem cerebral: “Fora Temer”… “Foi golpe”… Os especialistas em psicologia das massas sabem que nossas mentes evoluíram muito mais para proteger nossos credos do que para avaliar o que é verdade e o que é mentira. E aí não adianta argumentar, mostrar o vídeo, o recibo, o cheque, a foto, o testemunho do caseiro, a ordem da transportadora, o grampo telefônico, a mala de dinheiro, a pesquisa publicada na revista… O imunizado cognitivo está vacinado contra fatos objetivos. Para ele, argumentos lógicos não têm relevância. É por isso que vemos tanta gente com estudo, inteligente, articulada, honesta, que a gente sabe que não é canalha, defendendo em público o indefensável. Como é que essas pessoas chegam a esse ponto? Imunização cognitiva, meu caro. Defendem crenças, não defendem a verdade. Versão no Youtube: https://youtu.be/Ln85YGkhFL8 Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 760Cafe Brasil 760 - Carl Sagan e o dragão na garagem
Pandemia, que loucura. Tranca, abre, tranca, abre. Toma vacina, trata precocemente, vai pra escola, não vai pra escola... E aí, hein? Afinal, esse lockdown funciona? E a vacina? E a cloroquina? Pô, enquanto essa ciência não chega num acordo você está determinando suas atitudes e o destino de sua vida baseado em explicações que não podem ser comprovadas? Eu acho que tem um dragão na sua garagem, cara... Vamos falar um pouco mais de ciência, desta vez pelas mãos de Carl Sagan.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 366Cafezinho 366 – Sobre dissonância e hipocrisia
Cafezinho 366 – Sobre dissonância e hipocrisia Você já ouviu falar em “dissonância cognitiva”? Dissonância cognitiva é a falta de harmonia na forma como adquirimos e processamos informações. Ela se manifesta pela sensação desagradável de conviver com duas ideias contraditórias ao mesmo tempo. Lembra daquela oferta que chega por e-mail com um preço inacreditável? Daquela proposta de curso que deixará você rico? Perspectiva de ganho rápido ou fácil de um lado e suspeita de que a proposta é um golpe, de outro. Em dissonância cognitiva, não raro fazemos a opção psicológica de correr o risco. Os psicólogos chamam essa vulnerabilidade de “suspensão voluntária da incredulidade”. Depois do prejuízo, criamos todo tipo de desculpa para justificar a escolha desastrada… Vivemos num mundo de contradições. Por todo lado, afirmações absolutas como “todo mundo”, “sempre”, “ninguém”, “nunca”, todas como conclusões genéricas de algum incidente em particular ou alguma evidência solitária. Um caso seletivamente escolhido serve como bandeira para a generalização. E dá-lhe dissonância cognitiva. Sabe o resultado? Desaprendemos a manifestar nossas dúvidas, paramos de usar “talvez”, “alguns”, “a maioria”, ”a minoria” e assim proporcionar o bom debate, evitando os malefícios da generalização. E daí surgem os justiceiros sociais exibindo virtudes, princípios e valores morais que na verdade não possuem. Praticam a censura para garantir a liberdade de opinião. Matam em nome da paz. Roubam em nome da justiça social. Agridem em nome da democracia. Quebram a Constituição em nome da segurança jurídica. Dizem uma coisa e agem ao contrário. Dissonância cognitiva é o gatilho. O nome dessas atitudes é hipocrisia. Versão no Youtube: https://youtu.be/U30K0e1DcsU Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 365Cafezinho 365 - (IN)segurança nacional
A Câmara dos Deputados pediu ao STF a prisão do humorista e apresentador de TV Danilo Gentili com base na Lei de Segurança Nacional, pois ele escreveu no Twitter que “só acreditaria que esse país tem jeito se a população entrasse agora na Câmara e socasse todo deputado que está nesse momento discutindo PEC de imunidade parlamentar”. Os deputados dizem que Gentili utilizou discurso de ódio contra os membros da Câmara, e pediram a distribuição do processo diretamente para o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela prisão do deputado Daniel Silveira. Eles argumentam que o STF estabeleceu por unanimidade a jurisprudência de que caberia prisão em flagrante nesses casos. Você entendeu? Estabelecida a jurisprudência, qualquer autoridade que se sentir ofendida pode pedir a prisão do ofensor. E com base na Lei de Segurança Nacional! O Código Penal já prevê punição para esses casos, a comentarista da Jovem Pan Ana Paula Henckel tem vencido sistematicamente todos os processos que faz contra as pessoas que a ameaçam, ofendem e difamam, usando as leis que já existem. Alan Isaacman, advogado de Larry Flint, o polêmico editor da revista Hustler, defendeu-o num julgamento em que ele era acusado de obscenidade, assim: “Se começarmos a cercar com paredes aquilo que alguns de nós julgam como sendo obsceno, acordaremos um dia e perceberemos que surgiram paredes em lugares que jamais esperaríamos que surgissem. E aí não poderemos ver ou fazer nada. E isto não é liberdade”. Nem precisa prender o Danilo Gentili, a simples ameaça já é mais um tijolinho na parede. Mas tem idiotas comemorando. Versão no Youtube: https://youtu.be/2he0ZyUfhQM Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 759Cafe Brasil 759 - Karl Popper e os negacionistas
Para o filósofo austríaco Karl Popper, o processo de pesquisa científica apresenta três momentos: problema, conjecturas e falseamento. O problema consiste em pensar em um conflito que precisa ser resolvido. A conjectura é comprovar experimentalmente. O falseamento é provar que a teoria é científica pelo fato de que ela pode ser falsa. Como é que é, cara? Só e científico se puder ser falso? Sim. Dizer isso em tempos de pandemia, bicho, é uma loucura. Vai começar a gritaria...See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 364Cafezinho 364 – Isolacionismo Intelectual
Este mês os assinantes do Café Brasil premium receberão o Podsumário do livro O Catalisador, que trata de como convencer as pessoas a mudar. Num ponto do livro, o autor Jonah Berger diz assim: “A Web e as mídias sociais se combinaram para criar um estado de isolacionismo intelectual em que as pessoas raramente são expostas a pontos de vista conflitantes. Combinado com a tendência das pessoas para clicar em informações que apoiam suas perspectivas, esses algoritmos podem levar a humanidade a se tornar cada vez mais isolada em suas próprias bolhas. Para resolver esse problema, os especialistas sugerem que você, em vez de se esconder dentro de uma bolha on-line, busque trocar ideias com alguém que vê as coisas de maneira diferente. Crie pontes para o outro lado. Intuitivamente, isso faz muito sentido. Indo além das caricaturas e estereótipos e envolvendo-se com alguém que discorda, ambos os lados se beneficiarão. Em vez de inimigos ou adversários, as pessoas começarão a ver o outro lado como seres humanos reais. Ao entender de onde vem a oposição, todos nós ganharemos pontos de vista mais diferenciados.” Pois é... mas num cenário de histeria, a generosidade de se abrir para novas ideias é bem difícil. Todos temos a tendência de procurar e processar informações de uma forma que confirme um ponto de vista já existente. Isso é chamado de viés de confirmação. E ninguém está imune. Nin-guém! O viés de confirmação molda os tratamentos que os médicos prescrevem, as decisões que os jurados tomam e as estratégias que os investidores seguem. O viés de confirmação direciona as ações que os líderes realizam, os cientistas pesquisam e o feedback que os funcionários internalizam. O viés de confirmação leva ao isolacionismo intelectual, quando você não procura, refuta e, não raro, caçoa de ideias diferentes. Como se só você fosse o dono da razão. É aí que começam todos os problemas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 363Cafezinho 363 – Chapeuzinho Vermelho 4.0
A vida toda conheci a história de Chapeuzinho Vermelho do ponto de vista de um narrador, no caso da versão clássica dos Irmãos Grimm, que botaram ordem nas informações, transformando-as numa história clássica. Eles escolheram os melhores ângulos e interpretações do ponto de vista deles, e assim nos encantaram com a menininha, a vovó, o caçador e o lobo mau. Mas o mundo mudou. Nos sentimos sonegados de uma parte da realidade, ao nos depararmos com a visão de um narrador só. Como num grande Big Brother Brasil, estamos em busca da ação sob ângulos diversos e, teoricamente sem edição. Assim imaginamos que seja possível assistir além da narrativa e da manipulação de alguém. Como seria Chapeuzinho Vermelho do ponto de vista da menina? Da Vovó? Do Caçador? E por fim, do Lobo? Seria a mesma história? Quem seria o vilão? Quais os motivos de cada um? Quem estaria certo? Chapeuzinho Vermelho com as imagens capturadas pelas câmeras do narrador, da menina, da vovó, do caçador e do lobo mau, localizados em pontos distintos ao longo da trama. Essas imagens brutas iriam ao ar ao mesmo tempo e caberia ao telespectador montar a narrativa que lhe interessasse. Material extremamente rico em conteúdo, mas... sem ritmo. Tem gente que aposta que esse é o futuro da imprensa. Eu vou esperar para ver. Acho que, até por um problema de capacidade mental, sempre precisaremos de alguém que nos conduza pela narrativa, apontando os detalhes que não conseguimos enxergar, ligando pontos e ajudando a entender a realidade. O problema é que os narradores atuais têm feito um serviço de porco. Ou de lobo. Em vez de ajudar a entender a realidade, nos deixam desconfiados, bombardeados por suas mentiras, ideias românticas e promessas do paraíso. Tome cuidado com os narradores que você escolhe. No Chapeuzinho Vermelho 4.0, tá cheio de lobo se fingindo de menininha pra comer a vovó. Versão no Youtube: https://youtu.be/99KMJLV_TqY Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.
LíderCast 218 - Cesar Menotti

Ep 362Cafezinho-362- Na bala
Cafezinho 362 – Na bala. “Maomé não é sagrado para mim. Eu vivo sob a lei francesa e não sob a lei do Corão”, afirmou o cartunista e editor-chefe do Charlie Hebdo, Stéphane Charbonnie, em 2011 após reação violenta de fanáticos à publicação de charges consideradas ofensivas ao islamismo. Quatro anos depois, ao que consta, ele foi o primeiro a ser morto quatro no atentado de 7 de janeiro de 2015. Na ocasião, escrevi assim: “Segurar um cartaz, usar um botão ou publicar um post dizendo ´Je Suis Charlie´ não quer dizer que você concorda com o posicionamento político ou ideológico do jornal Charlie Hebdo. Não quer dizer que você aprecia as charges que eles publicavam. Não quer dizer que você endossa as gozações e ataques que eles fazem a religiões, governos e personalidades. Nem mesmo quer dizer que você, se morasse na França, seria um leitor do jornal. Neste momento, nestas circunstâncias, quer dizer que você se solidariza com seres humanos que foram mortos por expressarem suas ideias.” Trago esse assunto de volta por conta do episódio envolvendo o Deputado Daniel Silveira. Por favor, POR FAVOR, guarde as proporções. Minha opinião é a seguinte: se aquele vídeo ofensivo que ele publicou foi iniciativa individual dele, o deputado foi muito burro. Subiu no ringue para lutar com Mike Tyson no auge. Não tinha a menor chance. Como os cartunistas do Charlie Hebdo, ele pagou a conta por falar o que quis, como quis. O vídeo foi ofensivo, excessivo, teatral e irresponsável, exatamente como os cartuns do Charlie Hebdo. Mas o deputado não poderia ser preso por expressar sua opinião. Os juízes do STF agiram como os terroristas: se as leis da França não proíbem que as piadas contra Maomé sejam feitas, eles resolvem na bala. Se a constituição brasileira não proíbe que o deputado ofenda quem ele quiser, eles resolvem na bala. Felizmente ainda não matam o corpo. Versão no Youtube: https://youtu.be/iR9JCAg0zJ4 Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 758Café Brasil 758 - LiderCast Cesar Menotti
Há muito tempo eu tinha a ideia de trazer para o LíderCast uma dupla sertaneja que estivesse no auge da fama. E depois de um bom tempo tentando casar agendas, eis que surge a oportunidade de um bate-papo com o Cesar Menotti, que em parceria com seu irmão Fabiano, compõe uma das duplas de maior sucesso no Brasil. Como dois bons caipiras, mandamos ver num proseado bão, com direito a viola, coxinhas e muitos causos. Vamos nessa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 361Cafezinho 361 – Big Brother Brasil-sil-sil
A edição 21 do Big Brother Brasil parece recuperar os índices de audiência e de popularidade das edições mais antigas, com o povo gritando nas janelas a cada eliminação de um vilão. O BBB é um fenômeno POP impressionante. O músico Mauricio Pereira, disse assim no LíderCast: “o pop, ao mesmo tempo em que é muito comercializável, ao mesmo tempo que é vendável, ao mesmo tempo que é burro, idiótico, traz em si o sagrado. Porque tudo o que é possível e passível de ser tornado coletivo em grande escala, eu acho que traz o sagrado dentro de si. Então eu tenho orgulho de ser músico pop, é como se eu dissesse, eu sou um vira lata filósofo, guerrilheiro, poeta, mas vira-lata, sempre vira-lata, sempre. Eu quero que todo mundo entenda a minha música. E pop é isso, é veloz e não tem medo do comércio, muitas vezes o sagrado está no comércio, não está na academia.” Aquela fala do Mauricio reforçou a ideia de que nenhuma manifestação humana capaz de mobilizar milhões de pessoas deve ser esnobada. Você que não suporta o BBB e nem quem fala sobre o BBB, não escapará da influência dele sobre quem gosta. Você pode se negar a ver, ler, ouvir ou falar a respeito, mas não pode negar que existe. E que é um fenômeno. No final do Cafezinho 313, que propõe uma reflexão sobre como ocupamos nosso tempo livre, escrevi assim: “Há uma decisão política quando decidimos que queremos nos afastar dos temas pesados, queremos nos aliviar da histeria e dos barracos que infestam a política nacional. Tomamos a decisão política de ficar de fora, o que é perfeitamente legítimo.” Para alguns, o BBB é uma fuga, para outros, uma válvula de descompressão, para alguns é só entretenimento, para outros é uma lição. Para uns é uma desgraça, para outros é redenção. Para mim é uma curiosidade que precisamos estudar. Até para entender o que é que o brasileiro é. Versão no Youtube: https://youtu.be/uBmc67wG3DU Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 757Cafe Brasil 757 - O dono da firma
Vamos então a mais um programa que fala do empreendedor brasileiro. Mas que poderia ser mexicano, colombiano, uruguaio, espanhol ou norte americano. O problema é que aqui no Brasil, tudo parece mais difícil. Especialmente quando a gente decide ser o dono da firma. Além de se ferrar de verde e amarelo, ainda é ofendido e perseguido. Que dureza, cara... como é duro trabalhar....See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 360Cafezinho 360 – Sobre políticos e educadores
Começo a semana com uma deliciosa mensagem de uma aluna: "Bom dia Pessoal produtivo! Realizei 100% do nosso curso #produtividadeantifragil e agora estou revisitando todas as aulas. Consegui perceber o quanto me desenvolvi e quanto mudei meu olhar sobre a produtividade, procrastinação e entender que a responsabilidade é minha e de mais ninguém de resolver e fazer bem feito o que precisa ser feito no tempo certo. Eu decidi ser tripulante, e não passageiro, um dia de cada vez , combatendo todos os dias a primeira, a segunda, terceira e quarta desculpa ... como Luciano ensinou no ensaio da produtividade e assim tem sido. Muito Obrigada pelo excelente conteúdo e pela dinâmica que você aplicou. Recomendo e seguirei recomendando!" Essa perspectiva de ter contribuído com a evolução de alguém é o que me faz continuar lutando. E vira e mexe alguém me sugere entrar na política, dizendo que eu poderia contribuir ainda mais se fosse um deputado ou senador. Para esses eu tenho uma resposta padrão, que Guimarães Rosa deu quando lhe perguntaram se se considerava um político: “Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade… Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem.” Eu até veria com simpatia a ideia de entrar na política, se pudesse pensar em eternidades. Mas está muito claro que é impossível. Em política, quem pensa em eternidades é atropelado pelos que pensam em minutos. Ao invés de agir como político, sinto-me muito mais útil como uma espécie de educador. No ensinamento que aquela aluna levará consigo pelo resto da vida, e que continuará com quem ela ensinar, tem um pouquinho de mim. É assim que me farei eterno. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. No Youtube: https://youtu.be/-kj5hE5aSRwSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 359Cafezinho-359 - Quem são os negacionistas
No módulo Liderança de meu curso on-line CAMP, eu discorro sobre indicadores de performance. E falo de três áreas distintas. Primeiro das coisas que dá pra medir: custo, produtividade, lucro, absenteísmo, coisas que cabem na planilha e que são fundamentais para entender o que está acontecendo. Depois falo das coisas que podemos sentir, que têm a ver com energia, com excitação, com você estar vendo brilho no olho, sentindo o clima do ambiente. E, por fim, as coisas que podemos observar. As pessoas trabalhando bem, saindo para almoçar, indo no boteco, todo mundo junto, animado e demonstrando alegria. Coisas que podemos medir, coisas que podemos sentir, coisas que podemos observar. Você tem de olhar as três se quiser entender o que realmente está acontecendo. O que conseguimos medir é importante, mas é só um pedaço. Muitas vezes o número está muito bom, mas o clima não está legal. Talvez esse número não seja sustentável. Agora vou arrumar incomodação. Por favor, ouça até o final. Se cair o disjuntor, é só religar. Trazendo para a esfera da ciência, também tem o que dá pra medir, o que dá pra sentir e o que dá pra observar. E nas esferas do sentir e observar, existem centenas – milhares, até - de profissionais tarimbados, com anos de experiência, médicos reconhecidos, adotando diversas formas de tratamento precoce para a Covid 19, apoiados em evidências de que deu certo com seus pacientes. Olha, quando é um ou dois, a gente tem de ficar desconfiado mesmo. Mas quando são centenas, milhares, é para - no mínimo – observar com muito cuidado em vez de prontamente acusar de curandeirismo, negacionismo ou seja lá o que for. Quem afirma categoricamente que não funciona, não pode provar que não funciona e não aceita que não pode, é o verdadeiro negacionista. Anos atrás, a disciplina da Economia sofreu um abalo quando surgiu a Economia Comportamental, que rendeu até prêmio Nobel. A Economia Comportamental trouxe a observação, a experiência, a psicologia, o relacionamento humano para dentro da economia tradicional e deu um nó na cabeça dos tradicionalistas. Ela provou que só números não conseguem representar a complexidade de nossas vidas. Talvez estejamos precisando de mais Ciência Comportamental. Ou coragem. Ouviu? Muito bom, agora pode voltar a gritar. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. Versão do Youtube: https://youtu.be/6ZIJymfEuK0See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 756Cafe Brasil 756 - Netiqueta e as mulas digitais
Cara, como tem mula na internet. Eu escolhi mula aqui, pra colocar mula digital. Como é que tem mula digital na internet! Mula digital é aquele bicho que você chegou perto, eçle dá um coice. Eu já diminuí a participação em redes sociais para reduzir a interação com esse tipo de gente estúpida, cara. Agora minha energia está nos grupos do Telegram do Café Brasil, onde dá para trocar ideias sem ser humilhado, xingado, ou perseguido por dar uma opinião. Bom, você já ouviu o termo netiqueta? Netiqueta é a combinação das palavras network e etiqueta, e significa um conjunto de regras para um comportamento online que seja aceitável. Onde você não seja uma mula digital. Usar a internet de forma responsável, é isso que trata a netiqueta, o antídoto para as mulas digitais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 358Cafezinho 358 – Só sei que nada sei
Eu fico olhando aquela molecada que está no youtube dando opinião sobre qualquer assunto e me lembrando de uma fala do jornalista Reinaldo Azevedo: -Não confio numa religião mais nova que o uísque que eu bebo. Como confiar num garoto de 28, 30 anos, que vem me ensinar como viver uma vida com propósito, como gerenciar negócios? Não, não é preconceito, é conceito! Se alguém vem me ensinar a andar de moto, a primeira pergunta que farei é: quantas vezes você caiu? Me mostra a cicatriz. Deixa eu ver as rugas, as marcas do tempo! Cara, tem até garoto de 14 anos dando conselhos sobre como viver uma vida plena! Eu não sei o que acontece. Eu mesmo deixo de comentar um monte de assuntos simplesmente por me sentir incompetente! Sei que não sei, tenho de mergulhar profundamente no tema, morro de medo de passar vergonha quando abrir a bocarra e falar uma bobagem. Por isso me recolho! Mas essa moçada não quer saber, manda bala. E tem milhões de seguidores os estimulando, ouvindo e reproduzindo as bobagens que ouvem. Preste atenção: quem é que você está seguindo? Que opiniões você está ouvindo? Que credenciais tem quem dá essa opinião? É só um curioso que grita e fala por ouvir falar? Esse sujeito a quem você está dando seu tempo de vida tem cicatrizes? Viveu o assunto que comenta? Ou é só orelhada? Tenha um filtro, meu caro, minha cara. Para o bem do mundo, do Brasil, de sua família, seu mesmo, bote na cabeça: não dá para ser mestre sem antes ser discípulo. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. Versão do Youtube: https://youtu.be/JEDjdd1ll34See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 357Cafezinho 357 – Big Brother Brasil Educa
“Numa discussão sobre o Big Brother provoquei caretas ao dizer que o programa é uma oportunidade fantástica de aprendizado. Quase apanhei. Mas expliquei que tudo depende de como o espectador encara o programa. Se você procura mais que simples entretenimento (...) tem ali uma inestimável aula de antropologia, sociologia e política, com exemplos claros de como funciona a vida em sociedade. Verá os conflitos, as intrigas, a dissimulação, as mentiras, a manipulação, a generosidade, o medo, todos aqueles pequenos truques, pecados e atitudes com os quais convivemos no dia-a-dia. Está tudo ali, exposto pra quem quiser ver. E aprender. Assistindo o Big Brother Brasil como uma vitrine de comportamento você aplicará seu tempo em aprendizado.” Esse é um trecho de um artigo meu de 2009, que deu o que falar. Mas nunca foi tão atual, especialmente durante esta edição do BBB de 2021, que se transformou na vitrine da lacração. A Globo está fazendo um favor à sociedade ao apresentar, de forma concentrada, todos os chavões do politicamente correto que, diluídos aqui fora, estão corroendo os pilares morais da nossa sociedade. E o que está sendo visto ali é feio, muito feio. Ao retirar as máscaras dos justiceiros sociais, o BBB mostra todo o ódio, inveja, preconceito, hipocrisia, falsidade embalados pelo ódio do bem e o discurso hipócrita da defesa dos oprimidos, por parte de quem no fundo só quer garantir o seu. O BBB subverteu a lógica de que narciso acha feio o que não é espelho. No caso, o espelho está revelando monstros, e a sociedade não está gostando do que está vendo. Não sei se era essa a intenção ou o tiro da Globo saiu pela culatra. O que eu sei é que o Big Brother Brasil educa. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. Versão do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=qXScZ5c0lZI&feature=youtu.beSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 755Café Brasil 755 - Alfabestismo digital
Tenho visto estarrecido as áreas de comentários das redes sociais onde é comum que entre vinte, trinta comentários, apenas quatro ou cinco tenham a ver com o assunto do post. A impressão é que os comentadores não conseguem distinguir a realidade da ficção. São pessoas que conseguem ler e escrever, mas confundem o simples com o complexo. E a quantidade de gente assim cresce de forma assustadora. São os alfabestados digitais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 356Cafezinho 356 – O problema são os outros
Algum tempo atrás circulou uma pesquisa que perguntava se o Brasil é um país racista. A maioria respondeu “sim”. Mas quando a pergunta era “você é racista?”, a resposta era “não”. Racistas são os outros. Se em vez de racismo a pergunta fosse sobre preguiça, ignorância, desonestidade e outros atributos nada elogiosos, eu tenho certeza que a resposta seria a mesma: o problema são os outros. Isso leva a uma reflexão sobre a esperteza individual contra a estupidez coletiva. Como indivíduos somos ótimos. Honestos, estudiosos, aplicados, respeitosos, competentes... mas como um coletivo somos um desastre! Afinal, se o coletivo é a soma dos indivíduos, como é que 200 milhões de pessoas honestas formam um país corrupto? O problema são os outros. E mesmo quando mostramos exemplos de pessoas extraordinárias, que brilham por suas virtudes, parece que não adianta. Esses exemplos nunca são seguidos. E as desculpas são ótimas. É sempre algo como “ele ou ela tiveram... sorte, família, pais honestos, ambiente bom, oportunidades, estudo. Eu não tive!” Os cidadãos exemplares sempre tiveram algo a mais que parece que não está ao alcance dos demais, você já reparou nisso? Por isso são tão poucos. Talvez seja necessário parar para pensar um pouco: bons exemplos não são suficientes, o que precisamos é mudar a forma como vemos os outros. Sair dessa que “o Brasil tem futuro, mas com esse povo que tá aí, não sei, não.” Bom, “esse povo que tá aí” é você. Mude essa sua visão preconceituosa, desconfiada e limitadora sobre a natureza humana. Mas não espere que os outros mudem, mude você! Sem querer nada em troca. É assim que começa. O problema nunca são os outros. Somos nós. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 355Cafezinho 355 – A burrice
Num podcast Café Brasil de muito tempo atrás usei um texto de Guto (vulgo Carlos Magalhães), que falava de Burrice. Vale lembrar uns trechos: “... o que é a burrice? O Aurélio apenas cruza sinônimos. Não esclarece nada. Em primeiro lugar, a burrice não pode ser confundida com falta de informações. Isso é ignorância. Há pessoas ignorantes muito inteligentes. E há pessoas muito informadas e muito burras. Em segundo lugar, a burrice também não pode ser confundida com doença mental. Terceiro, burrice não é sinônimo de desrazão. E razão não é sinônimo de inteligência. Na minha opinião, a burrice é uma questão de escolha. Penso que todos os humanos nascem com o mesmo equipamento cerebral. O uso ou o não-uso daquilo que a evolução nos deu é opcional. Muitas pessoas optam por não usar. Esses são os verdadeiros burros. Pensamentos complexos só podem prosperar quando a "memória de trabalho" está amplamente disponível. Quando essa memória é muito pequena, o indivíduo não é capaz de trabalhar com mais de duas variáveis, com sinais sempre opostos (se A é verdade, logo B é falso). É próprio do pensamento monofásico a desconexão entre os diferentes blocos de ideias. Por isso os burros caem sempre em contradição, embora nunca percebam esse detalhe. Ou pior, acreditam-se muito coerentes. Os burros gostam muito de frases peremptórias. Em geral são muito sérios. E quanto mais sérios, mais burros. Mas a principal característica de todos os burros é a crença inabalável. São crentes. Acreditam em uma realidade externa, objetiva e estável que pode ser fielmente representada pelas palavras. Acreditam que as palavras são etiquetas que se colam a coisas reais. Desconfiam de todos que não usam as etiquetas que consideram corretas. Se a burrice é opcional, a crendeirice não o é. É efeito colateral da escolha. E esse efeito, depois de acometer aquele que optou pela parvoíce, não o abandona mais. Enfim, burrice não tem cura.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 217LiderCast 217 - Amyr Klink
Um recado para os navegantes. Em 2015 lançamos o podcast LíderCast, com a intenção de conversar livremente, sem roteiro, com gente que faz acontecer. Já são 216 conversas publicadas, algumas delas memoráveis, registros de pessoas que conseguem impactar o mundo com sua força, criatividade, persistência e inteligência. Lançamos os episódios por temporadas, experimentando uma forma de produzir e distribuir que fosse um diferencial sobre as opções de podcasts existentes no mercado. Olha! Foi legal, são cinco anos, gerou diversas ideias, fomos copiados e até o nome LíderCast foi surrupiado por um aí, cara... E agora mudaremos o esquema, o LíderCast passa a sair sempre que um convidado interessante surgir. Não é mais por temporada, tá? E a periodicidade vai ser irregular irregular, vamos ver como será. E quem inaugura a nova fase é ninguém menos que Amyr Klink.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 754Café Brasil 754 - LíderCast Amyr Klink
Um recado para os navegantes. Em 2015 lançamos o podcast LíderCast, com a intenção de conversar livremente, sem roteiro, com gente que faz acontecer. Já são 216 conversas publicadas, algumas delas memoráveis, registros de pessoas que conseguem impactar o mundo com sua força, criatividade, persistência e inteligência. Lançamos os episódios por temporadas, experimentando uma forma de produzir e distribuir que fosse um diferencial sobre as opções de podcasts existentes no mercado. Olha! Foi legal, são cinco anos, gerou diversas ideias, fomos copiados e até o nome LíderCast foi surrupiado por um aí, cara... E agora mudaremos o esquema, o LíderCast passa a sair sempre que um convidado interessante surgir. Não é mais por temporada, tá? E a periodicidade vai ser irregular irregular, vamos ver como será. E quem inaugura a nova fase é ninguém menos que Amyr Klink.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 354Cafezinho 354 – Abaixo de zero
Em maio de 1996, dezenas de alpinistas foram surpreendidos por uma violenta tempestade enquanto retornavam do cume do monte Everest. Um patologista norte-americano chamado Beck Weathers, viveu uma experiência inacreditável. Praticamente cego, a 8.200 metros de altitude, de noite, em meio a uma tempestade, ele se desprendeu do grupo e vagou pela montanha até cair na neve, congelando. A morte por congelamento é chamada de “morte suave”, a pessoa vai apagando aos poucos, lentamente, como uma vela. Quando tudo parecia perdido, Beck teve um lampejo de vida, levantou e continuou a caminhar, com um braço congelado, delirando, sem ter ideia de para onde estava indo. Chegou próximo a um acampamento onde foi visto por um alpinista e levado para dentro de uma barraca. Milagrosamente Beck sobreviveu até ser resgatado por um helicóptero. Perdeu dedos das mãos e dos pés e até o nariz. Mas sobreviveu. Ao ser perguntado sobre que força fez com que ele, mesmo virtualmente morto, levantasse para a salvação, Beck respondeu: - Pensar em minha família. Em meus filhos. Beck Weathers, em meio a uma situação desesperadora, focou no que dava sentido à sua vida. E algo lá no fundo de sua mente quase congelada acendeu, gerando calor suficiente para que ele lutasse pela vida. Aquela noite fatídica no Everest produziu uma dúzia de corpos. Menos o de Beck Weathers. Tem gente que se agarra à fé, Deus há de dar um jeito. Tem gente que se agarra a um ente querido. Tem gente – como eu – que se agarra a uma causa política, cultural ou social. Todos, de alguma maneira, buscando um propósito que dê sentido à pergunta que não quer calar: vale a pena lutar? Sem um propósito, não. E então, como um alpinista sem esperança, abaixo de zero, a saída é aguardar a morte suave chegar. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 353Cafezinho 353 – Confie desconfiando
Sempre me fascina a capacidade que algumas pessoas têm de tratar sua visão do mundo como a única correta, com uma confiança que chega a ser comovente. Vira fé. E não adianta você trazer fatos, a pessoa simplesmente não ouve nem enxerga o que está sendo dito ou mostrado. Ela tem excesso de confiança nas próprias habilidades, excesso de confiança em que suas ideias e opiniões são as corretas, excesso de confiança de que é superior aos outros. Afinal, ela está certa, não é? Ter confiança nas coisas é o que nos faz seguir em frente. Não é ruim. Se eu não confiasse em minha capacidade de escrever as ideias, por exemplo, eu não me atreveria a fazê-lo. O problema não é a confiança, mas é o excesso dela. Olha, depois que eu me curei da juventude, aprendi a confiar desconfiando. Minhas opiniões são definitivas até a página três, por uma razão muito simples: é essa certeza definitiva que guiará minhas ações. Uma sociedade repleta de gente com excesso de confiança e com acesso aos canais de distribuição de ideias, corre o risco de não dar certo. Ou de mergulhar num cenário conflituoso onde se destrói mais do se constrói. E é aí que deveria tocar o sinal de alerta. O excesso de confiança é contagioso. Se você escolhe seguir alguém que sofra desse mal, provavelmente se contagiará com ele, sem perceber que se tornará cego e surdo para tudo aquilo que vá contra suas crenças. E tomará decisões baseadas exclusivamente em evidências que confirmam suas crenças pré-existentes. Você passa a viver numa bolha. E aí, dá nisso que estamos vendo. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. Versão do Youtube: https://youtu.be/0nAwziiHHPISee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 753Café Brasil 753 - A sala dos professores
Professor...professor...professor... houve um tempo em que o sonho de uma criança era ser professor. Mas a profissão foi perdendo o brilho com o passar dos anos, ultrapassada por atividades mais, digamos, glamorosas. Pois é. É uma pena, viu? Poucas atividades são tão nobres como a de um educador. Vamos dar um mergulho então dentro da sala dos professores, pelas mãos de um professor, pra ver o que acontece?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 352Cafezinho 352 – O drama da esquina
Que legal a mobilização das pessoas para ajudar de alguma forma nossos irmãos no Amazonas com a questão do oxigênio. É isso que acontece quando esses dramas ganham as manchetes. E aqui vão algumas reflexões: Primeiro: a natureza do voluntariado é a escolha consciente por trabalhar sem ser pago por isso. Ser voluntário é bom porque você aprende coisas novas; porque estabelece relacionamentos fortes com gente do bem; porque desenvolve sua habilidade de comunicação; porque cria relacionamentos; porque é bom para a sociedade. E dá um senso de propósito. Segundo: se você vai ajudar uma entidade, depois de fazer a investigação habitual sobre a honestidade de propósito, faça uma investigação logística. Examine para ver se a estrutura da organização não consome a maior parte dos recursos, se existe inteligência logística para que seu esforço e dinheiro doados cheguem até quem necessita, de forma eficiente. Terceiro: não espere que o Estado se preocupe com o indivíduo. O Estado age pensando em grupos, no atacado, sem coração, sem empatia. São as pessoas dentro do Estado que tornam os processos mais ou menos eficazes, se e quando podem influenciar na burocracia. O que é muito raro. Quarto: você também pode causar um impacto imediato, poderoso e duradouro agindo na esquina da sua casa. Entendeu? Isso mesmo, aí na esquina da sua casa. Eu convido você a ouvir o LíderCast 130 com a Katia Carvalho. Ela começou na calçada da casa dela, e hoje impacta a vida de dezenas, centenas, talvez até milhares de pessoas. Não espere os grandes dramas nacionais para agir. Tem um drama precisando de você aí, na esquina da sua casa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 351Cafezinho 351 – Um autoritário pra chamar de seu
O mundo está ficando estranho. As pessoas perderam completamente o bom-senso e já há gente pregando autoritarismo do bem na imprensa. Fiz uma rápida pesquisa sobre o que podemos esperar de alguém autoritário: Ódio. A pedra fundamental do autoritarismo. O ódio contra quem pensa ou age diferente do que ele acha certo. Punição e crueldade. O ódio leva à necessidade de punir quem age errado. Evidentemente, o juiz do erro é ele, o autoritário. Violência. Física ou psicológica. Ameaças e amedrontamento. Autoritários precisam incutir o medo nos outros. Regras confusas. O autoritário precisa que a regra seja quebrada para se sentir poderoso... punindo. Paranoia. Autoritários agem como se estivessem sendo ameaçados todo o tempo. Tem inimigo pra todo lado. A verdade é inimiga. Para quem quer punir os outros, a verdade é uma inconveniência. Humilhação e ridicularização. Não basta controlar, vencer, dominar o alvo. É preciso envergonhá-lo. Obsessão por comando e controle. A vida do autoritário é repleta de regras, certezas e verdades que, para ele, deveriam ser óbvias para todo mundo. Intromissão. Combinação da necessidade de controlar e envergonhar. O autoritário se mete onde não foi chamado. Vamos lá então? Ódio, punição, crueldade, ameaças, confusão, paranoia, desprezo pela verdade, humilhação, obsessão por controlar, intromissão... Sério que, em nome do bem futuro, você acha que vale se submeter a gente assim? Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.