
Café com Política
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S144 Ep 338Wirley Rodrigues Reis | Café com Política
No Café com Política, o ex-prefeito de Itapecerica Wirley Rodrigues Reis, conhecido como Têko, faz uma análise direta sobre o cenário político brasileiro e mineiro em ano eleitoral. Na entrevista, ele critica a atuação de políticos que criam personagens para as redes sociais e se comportam de forma diferente nos bastidores, alerta para os riscos das notícias falsas e da desinformação.Têko também fala sobre municipalismo, cultura, turismo, diversidade, gestão pública e confirma sua pré-candidatura a deputado estadual. Um debate franco sobre política real, longe do teatro e mais perto da vida das pessoas.
S144 Ep 337Lud Falcão | Café com Política
A deputada estadual Ludmila Falcão (Podemos) afirmou, nesta quinta-feira (22/1), em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no Youtube, que levou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a denúncia de ameaça e intimidação feita contra ela pelo vice-governador Mateus Simões (psd) e disse que o caso está sendo discutido com lideranças da Casa para a definição de eventuais medidas institucionais. Segundo a parlamentar, a postura do vice-governador extrapola o conflito político e atinge o próprio parlamento.Para Ludmila, a ligação feita por Simões após críticas de seu marido, o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (sem partido), revela uma tentativa de intimidação. “Ele age como se fosse dono do Estado”, afirmou. A deputada relatou que procurou o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), além da bancada feminina e da Procuradoria da Mulher, para tratar do episódio. Segundo ela, qualquer providência será construída de forma coletiva.O embate levou a deputada a anunciar que não pretende permanecer na vice-liderança do governo quando Mateus Simões assuma o comando do Executivo estadual. Para a deputada, sua permanência na função está condicionada à atual gestão. “Quando o governador sair da cadeira, ele entra e eu saio”, disse, ao destacar que não vê legitimidade política no vice-governador para ocupar o cargo com seu apoio.Apesar da crise, Ludmila fez questão de separar o conflito da relação com o governador Romeu Zema (Novo). Segundo a deputada, o episódio não altera sua avaliação sobre o chefe do Executivo. “Zema sempre nos tratou com respeito”, afirmou, ao reforçar que sua divergência é exclusivamente com a postura adotada por Mateus Simões.Questionado sobre a disputa eleitoral, a deputada fechou as portas para qualquer apoio a uma eventual candidatura de Simões ao governo de Minas. Para ela, faltam princípios e sensibilidade ao vice-governador. A deputada também colocou em dúvida a permanência de Simões no PSD, partido ao qual ele é filiado. “Na política tudo pode mudar”, afirmou. A parlamentar também minimizou qualquer impacto eleitoral após o embate. Segundo ela, sua atuação política não será guiada por medo ou cálculo de reeleição. Ela afirmou que seguirá mantendo uma postura firme diante do episódio, independentemente das consequências políticas.Durante a entrevista, Lud Falcão também comentou a divergência pública com o marido em relação à privatização da Copasa. Enquanto Falcão, na condição de presidente da AMM, criticou o processo e defendeu maior participação dos municípios, a deputada votou a favor da privatização. Para ela, a diferença de posição está relacionada às funções exercidas por cada um. “Não somos obrigados a pensar igual”, afirmou, ao destacar que sua decisão foi tomada a partir da realidade do saneamento e da prestação do serviço à população.Questionada sobre a possibilidade de Falcão disputar o governo de Minas Gerais, a depurada disse que não há decisão tomada. Segundo ela, o debate ainda é prematuro. “Ainda não é hora de tomar essa decisão”, afirmou, ao destacar que o foco atual é a construção de um projeto para o estado, e não uma candidatura individual.
S144 Ep 336Mateus Simões | Café com Política
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que o governo prepara operações policiais em nove áreas consideradas de risco no estado e que a presença das forças de segurança será mantida até que haja pacificação completa. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (21/1) no canal de O TEMPO no Youtube, Simões pontuou que a resposta do Estado ao avanço do crime organizado seguirá baseada no reforço ostensivo da polícia, com atuação permanente em regiões onde há tentativa de domínio territorial por facções.Segundo o vice governador, Minas enfrenta desafios na segurança, mas destacou que o cenário ainda está distante do que ocorre em estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Para Simões, situações como a mudança de rota de ônibus por medo da violência são sinais de alerta e exigem ação mais dura do poder público. Ele reforçou, no entanto, que a prioridade do governo é garantir a segurança de quem está nas ruas, afirmando que investimentos no sistema prisional ficam em segundo plano diante dessa necessidade.Questionado sobre a situação penitenciária no estado, o governo, segundo Simões, aposta na criação de presídios especializados para criminosos ligados a facções e na ampliação do uso das Apacs para presos de menor periculosidade. Simões também garantiu que o Estado avalia ampliar o uso de tecnologia, como câmeras e reconhecimento facial, como ferramenta estratégica no combate ao crime.No campo econômico, o vice governador afirmou que o governo trabalha para arrecadar mais de R$ 4 bilhões com uma operação envolvendo a Copasa. Segundo ele, o Estado manterá participação na companhia após a desestatização, sem venda do controle, e os recursos serão usados para acelerar obras de infraestrutura, especialmente rodoviárias. Simões destacou ainda que a infraestrutura deve ser a área mais beneficiada com os recursos do Propag.Sobre os servidores públicos, Simões sinalizou a possibilidade de recomposição salarial a partir de 2026 e disse que o governo prepara a discussão da data-base em maio. Ele afirmou que o reajuste é um direito dos servidores, mas depende do limite financeiro do Estado, e reiterou que não haverá reestruturação de carreiras, com eventual reajuste geral seguindo a inflação.No cenário eleitoral, o vice governador afirmou que a definição do nome que ocupará a vice em sua chapa ficará para depois da janela partidária e será uma decisão do governador Romeu Zema (Novo). Segundo Simões, as conversas com partidos como PL, PSD e aliados seguem avançando para a composição eleitoral em Minas Gerais.

S144 Ep 335Danilo Caldarele Dias | Prefeito de São Pedro dos Ferros
O prefeito de São Pedro dos Ferros, Danilo Caldarele Dias, o Danilo DDD (PP), afirmou que o fechamento da usina Jatiboca provocou um impacto “gigantesco” na economia do município, com a perda de cerca de 280 empregos diretos e uma redução anual de aproximadamente R$ 1,5 milhão na arrecadação. Em entrevista ao Café com Política, com o jornalisat Léo Mendes, ele destacou que, para uma cidade com orçamento limitado e pouco mais de 8 mil habitantes, o encerramento das atividades agrava ainda mais a dependência do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo o prefeito, municípios pequenos da Zona da Mata e do Vale do Piranga enfrentam dificuldades estruturais para gerar riqueza e dependem fortemente de transferências e emendas parlamentares. Danilo defendeu a fiscalização rigorosa em casos de irregularidades, mas alertou que a judicialização excessiva das emendas prejudica cidades que sobrevivem desse tipo de recurso. “Para nós, as emendas são fundamentais para equipar a prefeitura e atender melhor o cidadão”, afirmou.
S144 Ep 334Eder Gatti, Diretor do Ministério da Saúde | Café com Política
Como estratégia de ampliação ao combate ao vírus da dengue, que, só no ano passado, acometeu 1,6 milhão de pessoas e matou outras 1.700 em todo o país, o Ministério da Saúde começa, neste sábado (17/01), a aplicar a vacina produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante é o primeiro e único até agora a garantir a imunização com apenas uma dose de vacina. A ampliação da oferta, prevista para os próximos meses, deverá garantir a disponibilidade de imunizantes para toda a população até o segundo semestre de 2026, conforme planejamento do Ministério da Saúde. “Temos uma questão de limitação na estrutura, mas estamos fazendo investimentos para a produção no Butantan, além de uma parceria com uma farmacêutica chinesa que vai auxiliar na produção das doses do mesmo formato que são feitas aqui no Brasil”, afirmou o diretor de Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em entrevista ao Café com Política
S144 Ep 333Marília Melo, presidente da Copasa | Café com Política
A nova presidente da Copasa, Marília Melo, afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido no Canal de O TEMPO no Youtube, nesta sexta-feira (16/1), que a companhia trabalha com a expectativa de concluir o processo de desestatização ainda no primeiro semestre e aposta na renovação do contrato com Belo Horizonte como um dos principais ativos para viabilizar a operação. “O contrato já está em vias de ser assinado. Foi assinado o protocolo de intenções no final do ano passado e nós estamos em processo de negociação, avançando nos termos do novo contrato”, explicou.Segundo Marília, Belo Horizonte é estratégica para a companhia, tanto pelo peso na receita quanto pelo papel no modelo de subsídio cruzado. “Belo Horizonte é uma cidade muito importante, muito estratégica para a Copasa do ponto de vista de receita e, obviamente, não apenas para a Copasa, mas para os outros municípios”, pontuou a presidente, que destacou ainda que fechar o contrato com um horizonte mais longo aumenta o valor da empresa. “Quando a gente olha para o mercado e, obviamente, para concluir, Belo Horizonte, fechando o contrato com um horizonte temporal mais longo, a gente aumenta ainda mais o valor da companhia", avaliou. De acordo com a presidente, a Copasa vai revisar contratos com prefeitos antes da desestatização e reforçou que o saneamento é de titularidade municipal. “O saneamento é deles. A Copasa hoje é uma empresa que tem contrato de prestação de serviço com os municípios”, pontou. Segundo ela, desde que assumiu a presidência, iniciou um processo de diálogo com associações e prefeitos. “A gente precisa ter os municípios muito junto conosco nesse processo de desestatização. Nós vamos fazer uma segunda rodada de conversa com os prefeitos, dando a eles também condições de ter contratos reavaliados para uma garantia da universalização da prestação de serviço”, explicou. Para a presidente, o modelo de blocos aprovado na Assembleia garante segurança para cidades grandes e pequenas. “O bloco traz essa garantia de prestação para todos os municípios que estão no bloco, sejam eles grandes ou aqueles municípios menores. A gente não pode separar o que é atrativo do que não é atrativo do ponto de vista de retorno financeiro", pontuou. Para Marília, a estatal chegou ao processo de desestatização em um momento favorável, mas ponderou que o modelo de privatização ainda está em estudo e que três consultorias foram contratadas — jurídica, financeira e de gestão — para definir o formato mais adequado. “Nós estamos hoje com consultorias contratadas, fazendo alguns estudos que são importantes exatamente para a gente definir qual é o melhor modelo para desestatização da companhia”, afirmou. Entre as referências analisadas, está a Sabesp. “A gente tem olhado o modelo Sabesp, sim, mas outros modelos que também já estão em operação há algum tempo.”Sobre a participação do Estado após a privatização, Marília garantiu que ainda não há definição, mas que mecanismos de proteção ao interesse público estão em estudo. “Golden share, obviamente, é uma forma de se garantir interesses públicos numa prestação de serviço que é eminentemente de interesse público. Mas pode ser por Golden Hhare, pode ser por outra forma de participação, isso tudo está em estudo". Durante a entrevista, a presidente também frisou que a privatização não deve gerar grandes impactos na tarifa. “A gente acredita que esse modelo não terá grandes impactos no futuro”, disse, lembrando que a composição tarifária depende dos investimentos e que a Copasa prevê investir R$ 21 bilhões até 2030. “A Copasa investiu 2,5 bilhões no ano passado e esse ano a nossa previsão é de 3 bilhões”, afirmou.No novo cenário, a regulação continuará sob responsabilidade da Arsae, segundo Marília. “A Arsae vai regular. Isso é normal. Em qualquer outro setor é assim”, disse. Para ela, uma regulação forte é essencial. “A grande questão é: a regulação no Brasil precisa ser forte, independente de interferências políticas. É isso que garante uma fiscalização para prestação de serviço adequada.”Ao ser questionada sobre sua saída da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) em meio à Operação Rejeitos, Marília negou qualquer pressão. “Nunca houve pressão para eu deixar a secretaria”, afirmou. Segundo ela, a operação ocorreu em setembro e a secretaria deu apoio integral às investigações. “Nós, desde o início, manifestamos o nosso total apoio à operação da Polícia Federal. Fomos, inclusive, e demos informações. Colaboramos com todo o processo de investigação”, disse.Ela classificou o momento como difícil, mas reforçou que a transição para a Copasa foi uma decisão estratégica. “Foi um momento muito crítico, porque tínhamos servidores envolvidos no processo, mas demos apoio total à PF”, afirmou. “Quando o governador me pediu para ir para a Copasa e assumir, é um passo importante na minha vida profissional. Eu retorno para minha origem, sou servidora de carreira do Instituto Mineiro de Gestão das Águas.”
S144 Ep 332Rubão | Café com Política
O vereador de Belo Horizonte Rubão (Podemos) afirmou, em entrevista ao Café com Política exibido no canal de O TEMPO no Youtube, que o processo movido contra o vereador Lucas Ganem (Podemos), que responde a processo de cassação na Câmara Municipal de Belo Horizonte, é um “direito legítimo” como suplente e negou qualquer perseguição política. Segundo ele, a iniciativa foi baseada em fatos investigados por órgãos oficiais e não em interesse pessoal. “Não é na marra, são fatos. Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Justiça e TRF. Não é eu querendo tirar ele, são as fiscalizações que estão acontecendo”, afirmou.Rubão afirmou ainda que decidiu procurar a Justiça Eleitoral após descobrir que Ganem estaria morando em São Paulo e não teria apresentado todos os comprovantes necessários para se candidatar em Belo Horizonte. “Naquele momento eu descobri que ele estava morando em São Paulo, não estava com todos os comprovantes necessários para poder se credenciar. E aí eu, como primeiro suplente, fui atrás para correr atrás dos meus direitos”, pontuou.O vereador também rebateu a versão de Ganem de que estaria sendo alvo de perseguição por parte do suplente. Para ele, os fatos envolvendo assessores em Indaiatuba, uso de vale-alimentação fora de Belo Horizonte e a questão do imóvel declarado como residência têm “peso” e devem influenciar a votação dos vereadores.Rubão revelou ainda um episódio em que, segundo ele, o próprio Ganem teria tratado a ação judicial com ironia. “Ele só uma vez falou que era para eu continuar falando dele, que ele estava ficando bem conhecido e que ganharia para deputado estadual”, relatou. Questionado sobre possíveis desgastes internos no Podemos por conta do embate entre os dois correligionários, Rubão negou qualquer mal-estar e disse que não pediu autorização da cúpula partidária para ingressar com a ação. “Eu não pedi à Nely Aquino, não pedi ao Marcelo Aro, não pedi a nenhum deles permissão. Eu olhei como o Rubão, no direito de ocupar a vaga”, afirmou. Segundo ele, a família Aro seguirá no partido. “Continuamos no Podemos. A presidente estadual continua, eu continuo filiado e pretendo continuar no Podemos.”Sobre as eleições de 2026, Rubão avaliou que uma eventual candidatura de familiares de Ganem em Minas Gerais pode tanto atrapalhar quanto ajudar a chapa do partido. “Pode ser que atrapalhe, mas pode ser que ajude. De repente aparece um candidato com voto considerável que pode ajudar a chapa. Não dá para cravar se vai ser bom ou não”, avaliouSobre o período em que esteve à frente da secretária de Esporte e Lazer na Prefeitura de BH, Rubão também negou qualquer mal-estar com o prefeito Álvaro Damião (União), mesmo após ter feito críticas e apoiado outro candidato durante a campanha. Segundo ele, o convite para integrar a Secretaria Municipal de Esportes foi feito com base em confiança e histórico profissional. “O Álvaro falou comigo: ‘eu te conheço da emissora que você trabalhou muitos anos, sei que você está capacitado’. Ele confiou em mim”, disse. “Eu acredito que ele não se arrependeu.”Na avaliação de Rubão, a relação com Damião foi construída de forma transparente. “Eu falei: prefeito, pode me confiar essa oportunidade, porque o grupo que eu estou me dá condição e onde eu visto a camisa a gente vai junto”, afirmou. Para ele, não houve retaliação pelas críticas feitas na eleição, e o trabalho desenvolvido na secretaria resultou em ganhos de visibilidade e projetos para a área do esporte.

S144 Ep 331Rodrigo Bueno, estrategista político | Café com Política
As Eleições de 2026 tende a ser marcada por forte polarização ideológica, mas também por uma crescente demanda do eleitor por propostas concretas e soluções para problemas cotidianos. Essa é a avaliação do estrategista político Rodrigo Bueno, entrevistado no Café com Política desta quarta-feira, 14 de janeiro, com a jornalista Síria Caixeta. Segundo ele, cerca de metade do eleitorado se mantém indecisa e tende a definir o voto menos por alinhamento ideológico e mais pela rejeição aos candidatos e pela percepção de quem oferece respostas mais realistas às inseguranças do país.Rodrigo Bueno destacou que um dos principais erros de gestores que buscam a reeleição é transformar a comunicação institucional em campanha antecipada ou, ao contrário, apostar em bandeiras que geram engajamento, mas aumentam a rejeição. Para ele, o sucesso eleitoral depende de um trabalho contínuo ao longo do mandato, baseado em diagnóstico de dados, construção de narrativa e no equilíbrio entre gestão, articulação política e comunicação. “Não se constrói uma campanha em três meses se não houve comunicação consistente nos quatro anos anteriores”, afirmou.
S144 Ep 330Romeu Zema | Café com Política
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido no Canal de O TEMPO no Youtube nesta terça-feira (13/1), que não abre mão de ser o cabeça de chapa em uma eventual disputa presidencial e destacou que se considera diferente do senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado sobre os cenários para 2026, Zema disse que, apesar de reconhecer outros nomes da direita, não pretende ocupar posição secundária. “Uma coisa que eu não abriria mão é de ser o cabeça de chapa. Eu sempre comandei a empresa, comandei o Estado. Já mostrei que sei fazer isso”, afirmou. Na política externa, Zema fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e responsabilizou o governo federal pela crise na Venezuela. Para ele, o Brasil teve papel direto ao reconhecer o governo de Nicolás Maduro. “O presidente Lula tem culpa no cartório com relação a isso que está acontecendo na Venezuela”, analisou. Zema afirmou ainda que o PT “endossou um regime autoritário, corrupto e incompetente” e que, se o Brasil tivesse se posicionado contra as eleições que ele classificou como fraudulentas, o cenário poderia ser outro. “Eles endossaram um regime autoritário, corrupto, incompetente, que jogou milhões de pessoas na fome”, disse.Zema também criticou a postura de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar denúncias envolvendo o Banco Master. Segundo ele, a relação entre autoridades e a instituição financeira representa um grave problema. “Promiscuidade no mais alto grau”, classificou. O governador afirmou que, em outros países, situações semelhantes seriam tratadas como escândalo. “Você colocar o seu cônjuge para prestar serviço e depois ficar tentando beneficiar aquela instituição, isso para mim é promiscuidade. É um escândalo que merece ser apurado”. Sobre os atos de 8 de janeiro, Zema defendeu anistia aos envolvidos e criticou o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria. Para ele, não houve tentativa de golpe. “Nós temos de lembrar que o Brasil não teve nenhum golpe. Teve sim uma narrativa desse governo”, afirmou. O governador comparou com a anistia concedida no passado a crimes mais graves. “Foi dada anistia para assassino, para sequestrador, para assaltante, e agora nós não vamos dar anistia para quem pichou com batom”, pontuou. Zema também acusou o Judiciário de perseguir opositores políticos. “Parece que hoje nós temos um Judiciário mais a serviço de perseguir opositores políticos do que de julgar causas importantes para o país”, completou.No âmbito estadual, Zema acusou o Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE) de impedir até mesmo a consulta à população sobre a adoção de escolas cívico-militares. “Nós somos proibidos de escutar se eles querem ou não escola cívico-militar. O Tribunal de Contas do Estado não está permitindo nem escutar”, afirmou. Para o governador, a medida é autoritária. “Sei que é uma medida mais arbitrária e autoritária do que essa”, criticou.Ao falar sobre a sucessão em Minas Gerais, Zema defendeu que o Partido Novo indique o vice na chapa do atual vice-governador Mateus Simões (PSD) e citou a vereadora Fernanda Altoé (Novo) como sua favorita. Questionado sobre a possível candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo de Minas, Zema avaliou que a direita tem bons nomes e que cada um precisa entender seu próprio perfil. “Cada um tem que saber onde rende melhor”.Zema também comentou a polêmica sobre o decreto que trata da segurança de ex-governadores e afirmou que pode abrir mão da escolta após deixar o cargo. Questionado se mantém o mesmo comportamento nas redes sociais e na vida pessoa, Zema negou que adote personagens ou estratégias diferentes. “Quem me conhece sabe que eu não enceno. Eu sou aqui a mesma pessoa que eu sou em qualquer lugar”, afirmou. Segundo ele, não há diferença entre discurso público e privado. “Eu não tenho agenda oculta e agenda pública. O modo é único”, concluiu.
S144 Ep 329Daniel Messias | Café com Política
O ex-chefe de gabinete do prefeito Fuad Noman, Daniel Messias afirmou que não houve desgaste ou atritos na transição para a gestão de Álvaro Damião (União) na Prefeitura de Belo Horizonte. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta segunda-feira (12/1), Messias elogiou a condução do novo prefeito, avaliou a relação com a Câmara Municipal, comentou os entraves enfrentados na gestão anterior e analisou o cenário político de Minas Gerais para o próximo ano.Questionado sobre a saída do núcleo mais próximo de Fuad Noman após a posse de Álvaro Damião, Daniel Messias negou qualquer conflito. “Em momento nenhum isso aconteceu, esse desgaste não ocorreu”, afirmou. Segundo ele, a relação com o atual prefeito sempre foi “limpa, clara e transparente”.Messias explicou que o cargo de chefe de gabinete é essencialmente pessoal e depende de confiança direta com o prefeito. Por isso, decidiu colocá-lo à disposição logo após a morte de Fuad. “O cargo de chefe de gabinete é muito pessoal. Não basta só ter o conhecimento dos assuntos da prefeitura, você tem que ter também a confiança plena do prefeito. Tão logo o prefeito Fuad faleceu, eu coloquei o meu cargo imediatamente à disposição, porque eu sabia que era o momento em que o Álvaro precisava começar a lidar com o seu governo. É natural da administração, as trocas”, pontuou.O ex-chefe de gabinete de Fuad garantiu que recebeu convite para permanecer, mas optou por sair. “Eu estava em outro momento da vida, foi muito desgastante o processo. Teve a campanha, depois tudo o que aconteceu, aquilo deixou um peso grande e eu preferi deixar a prefeitura para dar uma descansada. Eu valorizo muito cuidar da saúde mental”.Ao analisar os primeiros meses da nova gestão, Messias fez uma avaliação positiva da administração municipal. “Vendo de fora, acho que ele tem se saído bem. Está tocando o que tinha para trás, o legado do Fuad, e também dando a sua cara”, analisou, citando a proposta da “Cidade do Sim” como exemplo de iniciativa própria do atual prefeito.Para ele, é fundamental que o gestor tenha clareza de rumo. “O prefeito, quando está sentado na sua cadeira, tem que estar convicto do que ele quer, porque isso é importante para dar desempenho à gestão. E o Álvaro parece que sabe o que quer, sabe onde quer chegar. Isso é importante na gestão”, avaliou.Messias também afirmou que Damião tem conseguido conduzir a articulação política com o Legislativo. “O Álvaro se mostrou um político habilidoso para lidar com o processo legislativo, que não é simples. A gente viu que a relação na gestão Fuad não foi muito amistosa e o Álvaro parece que está sabendo lidar bem com essa situação”, afirmou.Sobre o período em que esteve na prefeitura, Messias reconheceu avanços, mas também frustrações. “A gente realizou muitas obras, estão aí até hoje: viadutos da Cristiano Machado, o Centro de Referência do Idoso, mas também tem outras tantas que a gente queria fazer e que não deu tempo, por causa de burocracia, lentidão, questões de prestação de contas”, relatou. Segundo ele, há projetos que ficaram travados por entraves administrativos. “São problemas pontuais do dia a dia do serviço público. Coisas que poderiam ter ficado prontas e não ficaram. Mas espero que em algum momento fiquem”, disse.Governo Zema e cenário estadualNo campo estadual, Daniel Messias avaliou a gestão do governador Romeu Zema (Novo) como equilibrada. “A gestão do governo é muito equilibrada, é uma gestão boa, que lida bem com a administração pública e com políticas públicas”, afirmou, citando também o vice-governador Mateus Simões (PSD) como um quadro técnico. “Manter serviço público de qualidade com o Estado extremamente estrangulado não é fácil. Achar essa equação é muito difícil”, avaliou, destacando o acordo da dívida como um alívio. “Ainda bem que tivemos o Propag, muito bem tocado pelo presidente da Assembleia, Tadeu Martins. Isso pode dar novas perspectivas para o Estado nos próximos anos”.Sobre as críticas frequentes de Zema a governos anteriores, especialmente às gestões do PSDB, Messias disse que isso faz parte da estratégia política. “Esse é o jeito do governador. Ele entendeu que isso dá audiência, dá engajamento nas redes. É o modelo que ele escolheu”, afirmou, acrescentando que não vê ataques consistentes ao ex-governador Antônio Anastasia, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). “Sempre foi uma relação de muito respeito”, garantiu.Ao analisar o cenário para a sucessão estadual no próximo ano, Messias afirmou que a disputa ainda está em aberto, mas aposta no crescimento de Mateus Simões. “Eu não tenho dúvida que o governador Mateus Simões vai crescer nas pesquisas, até porque tem a máquina na mão e será o governador do Estado”, disse, lembrando que o desconhecimento inicial é comum. “As pessoas comuns não estão preocupadas com eleição agora. Isso é natural. À medida que a eleição se aproxima, o nível de conhecimento aumenta”, afirmou.Sobre o senador Cleitinho (Republicanos), Messias ponderou que “sent
S144 Ep 328Antônio Márcio, Prefeito de Rio Preto-MG | Café com Política
O prefeito de Rio Preto, Antônio Márcio (MDB-MG), criticou a falta de diálogo do governo de Minas Gerais com os municípios, especialmente os de pequeno porte, ao participar do Café com Política. O chefe do executivo afirmou que decisões estratégicas do governo de Romeu Zema têm sido tomadas sem ouvir os prefeitos, o que, segundo ele, fragiliza a gestão local e transfere responsabilidades sem a contrapartida financeira necessária.À frente de uma cidade de pouco mais de 5,3 mil habitantes na Zona da Mata mineira, na divisa com o Rio de Janeiro, Antônio Márcio destacou que os municípios pequenos enfrentam desafios desproporcionais, sobretudo na manutenção de serviços essenciais. Ele citou a sobrecarga das prefeituras em áreas como saúde e segurança pública, funções que constitucionalmente seriam do Estado, além de criticar a condução de temas como a possível privatização da Copasa sem consulta direta às administrações municipais afetadas.Durante a entrevista, o prefeito também abordou dificuldades econômicas no meio rural, especialmente a crise na cadeia do leite, alertou para o êxodo rural e defendeu o turismo como alternativa de desenvolvimento regional. Antônio Márcio ainda ressaltou a importância de um movimento municipalista mais forte em Minas Gerais e afirmou que, no âmbito federal, os prefeitos têm sido mais ouvidos do que no governo estadual.

S144 Ep 327Wederson Advincula Siqueira, Secretário-geral adjunto da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político | Café com Política
Nenhum país do mundo cassa tantos políticos quanto o Brasil. A afirmação é do advogado e especialista em Direito Eleitoral Wederson Advincula Siqueira, secretário-geral adjunto da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, em entrevista ao Café com Política. Segundo ele, o processo eleitoral brasileiro é o mais judicializado do planeta, com regras extremamente complexas, alto número de inelegibilidades e decisões que, muitas vezes, resultam na perda de mandatos até de políticos que não participaram diretamente de irregularidades.
S144 Ep 325Ângela Botelho - pres. da Caixa de Assistência dos Advogados de MG | Café com Política
A presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA-MG), Ângela Botelho, defendeu a urgência de uma reforma administrativa no poder público como caminho para dar mais celeridade ao Judiciário e aproximar a Justiça do cidadão. Em ao Café com Política, do exibido no canal de O TEMPO no Youtube, ela afirmou que, sem mudanças estruturais, o sistema segue distante da população. “Essa reforma precisa ocorrer com urgência para que deságue na ponta, que é o jurisdicionado, aquele que procura a Justiça para ter seus direitos respaldados”, disse.Primeira mulher a presidir a Caixa de Assistência em mais de 80 anos de história da instituição, Ângela Botelho também defendeu que as próximas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) considerem a representatividade feminina. Ela destacou que as mulheres já são maioria na advocacia e que isso precisa se refletir nos espaços de poder. “Nós somos mais de 50% de mulheres inscritas na OAB. Em Minas Gerais, aproximadamente 53% da advocacia é feminina. É importante ter esse olhar”, disse, ao lembrar que a OAB já adota critérios de paridade em suas estruturas internas.Para a presidente da CAA-MG, o avanço das mulheres nas lideranças do sistema de Justiça é resultado de uma caminhada coletiva. “Cada uma no seu tempo, no seu ciclo, mas é um reflexo muito frequente da forma como as mulheres estão entendendo que, coletivamente, vale a pena estarmos juntas para mudar e transformar”, afirmou.Ângela também avaliou que, em um cenário de tensão entre os poderes e de descrédito da população com as instituições, é fundamental fortalecer o papel institucional da advocacia. “Se não tivermos instituições fortes, coletivamente abraçando essas causas, não vamos conseguir chegar ao objetivo maior, que é viver em harmonia, em paz e em tranquilidade”, disse. Para ela, a advocacia tem papel estratégico na defesa do Estado Democrático de Direito, da liberdade e das garantias individuais. “Nós somos uma profissão que está na Constituição. Falamos pelo outro, por meio de uma procuração, com ética e responsabilidade”, destacou.Durante a entrevista, Ângela ressaltou ainda que o Judiciário precisa ser mais eficiente e também mais acessível em sua comunicação. Segundo ela, muitas vezes a linguagem jurídica afasta a população. “Às vezes falam em termos jurídicos para a sociedade e a sociedade fica sempre com uma interrogação. É preciso falar de uma forma mais simples e natural para que o cidadão entenda o que está ocorrendo no nosso meio judiciário”, afirmou.
S144 Ep 326Marcinho Victor, Prefeito de Abre Campo | Café com Política
S144 Ep 324Daniel do Irineu | Café com Política
O líder do governo da prefeita Marília Campos (PT) na Câmara Municipal de Contagem, vereador Daniel do Ireneu (PSB), afirmou que a gestora “está acima do PT e de qualquer partido” e negou que haja, neste momento, qualquer discussão sobre sucessão municipal. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, o parlamentar disse que Marília só deixará o cargo “no momento certo”. Para o vereador, a avaliação positiva da gestão de Marília Campos extrapola disputas partidárias. Na avaliação do vereador, apesar de a prefeita ser cotada tanto para uma candidatura ao Senado quanto ao governo de Minas em 2026, não há conversas internas sobre sua saída antecipada da Prefeitura de Contagem. Para o parlamentar, Marília tem sido clara ao afirmar que qualquer decisão será tomada apenas quando considerar adequado, mantendo, até lá, dedicação total à gestão municipal.O vereador também avaliou um eventual cenário de transição no Executivo, caso a prefeita deixe o cargo para disputar as eleições do próximo ano. Para ele, o vice-prefeito Ricardo Faria (PSD) tem plena capacidade de diálogo com o Legislativo e não representaria uma ruptura na condução do governo. O líder de Marília destacou que Ricardo tem origem no parlamento municipal, conhece o funcionamento da Câmara e está alinhado politicamente à atual gestão.Durante a entrevista, o líder do governo negou ainda a existência de crise na relação entre o Executivo e a Câmara Municipal após a chegada do ex-vereador Teteco para auxiliar na articulação política. De acordo com ele, os projetos enviados pela Prefeitura têm sido aprovados de forma ampla, muitos deles com apoio inclusive de vereadores da oposição, o que demonstraria, segundo ele, um ambiente de diálogo e estabilidade institucional.Daniel do Ireneu também falou o cenário político na Câmara e afirmou que a oposição é “bem estabelecida”, especialmente com vereadores do PL, mas segue sendo minoritária. Segundo ele, a base governista mantém maioria confortável e uma relação de diálogo permanente com a prefeita, o que tem permitido a aprovação das pautas consideradas importantes para a cidade.
S144 Ep 322Pedro Patrus | Café com Política
O vereador de Belo Horizonte Pedro Patrus (PT) afirmou, em entrevista ao Café com Política exibido no Canal de O TEMPO no Youtube, que a Prefeitura de Belo Horizonte tem demonstrado dificuldade de diálogo com a Câmara Municipal e com setores que pensam a cidade de forma diferente da gestão. Segundo o vereador, a relação com o Executivo piorou ao longo do último período e passou a operar em uma lógica de confronto. “Às vezes, eu sinto que a prefeitura tem dificuldade de dialogar com questões importantes da cidade. Na política, o Poder Executivo muitas vezes tem feito dessa forma: ou está comigo ou está contra mim”, criticou.Na avaliação do parlamentar, o diálogo institucional com a gestão do ex-prefeito Fuad Noman era mais consistente. “Nós tínhamos um diálogo maior do que temos hoje”, afirmou, ao defender que a Prefeitura precisa ouvir mais a Câmara, especialmente em temas estruturantes. Para Patrus, o Legislativo não pode ser tratado como um obstáculo, mas como parte do processo democrático. “A Câmara é uma parcela eleita pela cidade, goste-se ou não. Representa a cidade”, pontuou.Questionado sobre o anúncio da prefeito Álvaro Damião (União) sobre a gratuidade do transporte coletivo aos domingos e feriados na capital, o vereador afirmou que a medida foi uma vitória da pressão popular e dos movimentos sociais, mas criticou a forma como a prefeitura conduziu o processo. Segundo ele, o Executivo deixou de dialogar com os vereadores e com a sociedade sobre o financiamento da política. Para Patrus, a Prefeitura poderia ter chamado a Câmara e a população para discutir alternativas e caminhos possíveis antes do anúncio.Sobre os processos de cassação em curso na Câmara de BH, o vereador defendeu cautela e disse que esse tipo de decisão não pode ser movido por disputas políticas. “Cassação não pode ser política, tem que ser técnica e jurídica”, defendeu. Segundo Patrus, a Câmara deve aguardar as investigações e ouvir todas as partes antes de qualquer decisão definitiva. “Um vereador fraudar domicílio eleitoral é muito sério, mas isso tem que ser bem investigado e comprovado”, ressaltou.No campo eleitoral, Pedro Patrus afirmou que o PT e o campo democrático-popular têm nomes viáveis para a disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026 e defendeu a construção de uma aliança de centro-esquerda. “Nome não falta. O que falta é unificar esse campo democrático-popular”, analisou. Para ele, a prioridade estratégica é a reeleição do presidente Lula (PT), o que passa pela formação de um palanque forte no estado.Ao avaliar os desafios da esquerda, o vereador afirmou que o campo progressista precisa melhorar sua comunicação e ampliar o diálogo com a sociedade. “A esquerda, às vezes, é muito mais analógica do que digital”, afirmou. Segundo Patrus, é necessário conversar mais com a juventude, compreender as mudanças no mundo do trabalho e se adaptar às novas formas de fazer política.
S144 Ep 321Provedor da Santa Casa, Roberto Otto Augusto de Lima | Café com Política
O provedor da Santa Casa de Belo Horizonte, Roberto Otto, revelou, em entrevista ao Café com Política, exibido no Canal de O TEMPO no Youtube, que a instituição tem enfrentado dificuldades com os repasses da Prefeitura da capital. Segundo ele, a situação tem levado a instituição a recorrer à Justiça para manter os pagamentos em dia. Para o provedor do hospital, o modelo atual expõe uma fragilidade estrutural do sistema público de saúde. “Saúde não deveria depender de visibilidade política”, avaliou. Segundo Otto, os atrasos nos repasses municipais tem comprometido a previsibilidade financeira da Santa Casa e tornam "quase impossível o planejamento do fluxo de caixa". Embora os pagamentos hoje estejam, em média, dentro do mês, ele destaca que atrasos de milhões de reais por poucos dias já impactam fortemente a gestão. “Isso nos obriga a recorrer a bancos e a pagar juros para continuar prestando atendimento ao SUS”, disse.O provedor alertou ainda que a situação não é exclusiva da Santa Casa e atinge de forma generalizada os hospitais filantrópicos, responsáveis, segundo ele, pela maior parte do atendimento do Sistema Único de Saúde em Minas Gerais. De acordo com ele, essas instituições respondem por mais de 70% da assistência prestada pelo SUS no estado. “Sem os hospitais filantrópicos, o SUS em Minas não funciona”, afirmou. Para Otto, o subfinanciamento crônico faz com que essas unidades “andem numa verdadeira corda bamba”.Durante a entrevista, Otto também criticou a falta de equidade no financiamento do SUS. Segundo ele, hospitais recebem valores muito diferentes para prestar os mesmos serviços. “Tem hospital recebendo 20 vezes a tabela SUS, enquanto outros recebem pouco mais de duas vezes. Isso é inconstitucional”, afirmou, acrescentando que essas distorções têm gerado uma série de ações judiciais contra o poder público.Questionado sobre a relação com o governo do Estado e com o governo federal, o provedor avaliou que o cenário varia conforme a gestão e o período. Ele afirmou que o Estado de Minas Gerais ampliou sua participação no financiamento da saúde nos últimos anos. “Depois do governo Zema, o Estado entrou com mais força. Antes, praticamente não contávamos com esses recursos”, afirmou. Já em relação ao governo federal, reconheceu esforços recentes, mas destacou que os valores ainda estão longe do necessário para cobrir os custos reais da assistência.Roberto Otto também fez críticas à Lei 14.820, que previa o reajuste anual dos contratos do SUS com base na inflação. Segundo ele, a medida não trouxe resultados concretos. “O reajuste ficou abaixo de 1%, enquanto a inflação passou de 5%. Isso não reflete a inflação real da medicina”, afirmou, citando o aumento dos custos com medicamentos, insumos importados e equipamentos atrelados ao dólar.A falta de recursos, segundo o provedor, afeta diretamente a estrutura e o atendimento à população. Ele citou a quebra de um equipamento de hemodinâmica, que ficou cerca de 20 dias fora de operação, aumentando filas e reduzindo procedimentos. “Com mais recursos, teríamos equipamentos reserva ou uma manutenção preventiva mais eficiente”, pontuou. Problemas como a falta de uniformes para parte dos colaboradores também foram mencionados como reflexo do subfinanciamento.Apesar das dificuldades, a instituição também avalia assumir a gestão de outros hospitais, desde que haja sustentabilidade financeira. Para o provedor, no entanto, a solução estrutural passa por um novo modelo de financiamento. “A saúde não pode depender de emendas, de relações políticas ou de visibilidade. Precisa ser tratada como política pública permanente”, concluiu.
S144 Ep 316Rodrigo Tavares, presidente da Invest Minas | Café com Política
S144 Ep 320Duda Salabert | Café com Política
A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) fez um balanço do ano legislativo de 2025 e afirmou que a entrada da Câmara dos Deputados em recesso representa uma “vitória para o povo brasileiro”. Em entrevista ao Café com Política, a parlamentar avalia que o Congresso atravessa um dos piores momentos de sua história recente, marcado, segundo ela, por retrocessos, chantagens políticas e enfraquecimento da democracia.“O balanço é muito ruim. E ainda bem que a Câmara entrou em recesso. É a maior vitória que o Brasil teve, porque nesse período nenhum direito do cidadão vai ser retirado”, afirmou. Para a deputada, o ambiente no Legislativo se deteriorou a ponto de tornar a paralisação temporária uma forma de proteção social. “De dezembro até o começo de fevereiro, nenhum direito vai ser retirado, nenhuma legislação vai ser afrouxada”, completou.Ao avaliar a condução da Câmara, Duda Salabert classificou a gestão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), como “fraquíssima”. Segundo ela, a ausência de pulso firme abriu espaço para que grupos mais radicalizados passem a ditar o ritmo do Parlamento. “Hoje, quem grita mais alto leva vantagem. Isso é péssimo para a democracia e para o parlamento”, criticou. Na avaliação da deputada, a piora do cenário político tem relação direta com a presidência da Câmara. “Se hoje nós estamos piorando consideravelmente a política do Brasil, isso tem a digital do Hugo Motta”, pontuou. Sobre as eleições de 2026, a deputada federal demonstrou preocupação com a estratégia da direita, que, segundo ela, passa pelo controle do Senado. “O maior projeto político da ultradireita não é a presidência, é o Senado”, afirmou, ao defender que o campo democrático concentre esforços na disputa pelas cadeiras da Casa. Em Minas, Duda apontou a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como o principal nome progressista do Estado. “Quem defende a democracia tem que defender Marília Campos. Ela encarna hoje o grande nome da política democrática em Minas”.Durante a entrevista, a deputada também avaliou positivamente a possibilidade de o deputado federal Mário Heringer (PDT) disputar o Senado, como uma alternativa mais ao centro. “Seria um ótimo quadro. Minas ganharia muito com uma candidatura dele”, afirmou. Já sobre a ex-deputada Áurea Carolina (Psol), Duda reconheceu sua importância política, mas foi cautelosa quanto à viabilidade eleitoral. “Ela ajudou a renovar a esquerda em Minas, mostrou a importância da diversidade na política, mas as pesquisas têm mostrado que ela não tem grande chance de vitória. O grande nome para o Senado é Marília Campos”, avaliou.Na disputa pelo governo de Minas Gerais, Duda Salabert defendeu abertamente o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), e cobrou responsabilidade do PT. “Se o PT tiver o mínimo de responsabilidade por Minas Gerais, tem que apoiar o Kalil”, afirmou. Segundo ela, Kalil representa uma opção de equilíbrio em um cenário polarizado e tem histórico reconhecido, especialmente pela condução da pandemia. Ao avaliar a gestão do governo do Estado, a deputada fez duras críticas ao governador Romeu Zema (Novo) e aos pré-candidatos ligados ao seu grupo político. Segundo Duda, Zema mantém uma relação de submissão às mineradoras. “O Zema é o office boy das mineradoras”, afirmou, ao criticar a condução da política ambiental e a tentativa de privatização da Copasa. Ela também atacou as pré-candidaturas do vice-governador Mateus Simões (PSD), que classificou como continuidade de um “projeto entreguista”, e do senador Cleitinho (Republicanos), a quem acusou de desprezar a população mais pobre. “Querer tirar o pobre do jogo político é desconhecer a Constituição”, disse.No plano municipal, Duda Salabert classificou a gestão do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), como um “fracasso”. Segundo ela, a prefeitura foi fatiada para atender interesses do centrão e carece de um projeto estruturado para a cidade. “Não tem projeto educacional, não tem projeto ambiental, não tem projeto econômico. É a velha política do pão e circo”, criticou.A deputada também condenou os gastos com embarcações na Lagoa da Pampulha, afirmando que a população foi colocada em risco. Segundo ela, o governo do Estado chegou a oferecer barcos gratuitamente por meio da Copasa, mas a prefeitura recusou. “Por vaidade, o Damião erra e erra feio”, disse.Duda ainda acusou o prefeito de oportunismo no anúncio da tarifa zero aos finais de semana e feriados, feito após a Câmara rejeitar o projeto original. “O projeto foi construído pelos movimentos sociais e, depois da pressão popular, o prefeito anuncia como se fosse dele. Nunca foi pauta dele”, afirmou. Para a deputada, faltou humildade e reconhecimento do trabalho coletivo.Na pauta ambiental, Duda Salabert comentou a Operação Rejeito, da Polícia Federal, e afirmou que o esquema de corrupção envolvendo a mineração em Minas Gerais é muito maior do que o já revelado. “É apenas a ponta do iceberg”, disse. Segundo ela, denúncias f
S144 Ep 323Daniel do Irineu | Café com Política
O líder do governo da prefeita Marília Campos (PT) na Câmara Municipal de Contagem, vereador Daniel do Ireneu (PSB), afirmou que a gestora “está acima do PT e de qualquer partido” e negou que haja, neste momento, qualquer discussão sobre sucessão municipal. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, o parlamentar disse que Marília só deixará o cargo “no momento certo”. Para o vereador, a avaliação positiva da gestão de Marília Campos extrapola disputas partidárias. Na avaliação do vereador, apesar de a prefeita ser cotada tanto para uma candidatura ao Senado quanto ao governo de Minas em 2026, não há conversas internas sobre sua saída antecipada da Prefeitura de Contagem. Para o parlamentar, Marília tem sido clara ao afirmar que qualquer decisão será tomada apenas quando considerar adequado, mantendo, até lá, dedicação total à gestão municipal.O vereador também avaliou um eventual cenário de transição no Executivo, caso a prefeita deixe o cargo para disputar as eleições do próximo ano. Para ele, o vice-prefeito Ricardo Faria (PSD) tem plena capacidade de diálogo com o Legislativo e não representaria uma ruptura na condução do governo. O líder de Marília destacou que Ricardo tem origem no parlamento municipal, conhece o funcionamento da Câmara e está alinhado politicamente à atual gestão.Durante a entrevista, o líder do governo negou ainda a existência de crise na relação entre o Executivo e a Câmara Municipal após a chegada do ex-vereador Teteco para auxiliar na articulação política. De acordo com ele, os projetos enviados pela Prefeitura têm sido aprovados de forma ampla, muitos deles com apoio inclusive de vereadores da oposição, o que demonstraria, segundo ele, um ambiente de diálogo e estabilidade institucional.Daniel do Ireneu também falou o cenário político na Câmara e afirmou que a oposição é “bem estabelecida”, especialmente com vereadores do PL, mas segue sendo minoritária. Segundo ele, a base governista mantém maioria confortável e uma relação de diálogo permanente com a prefeita, o que tem permitido a aprovação das pautas consideradas importantes para a cidade.
S144 Ep 319Marcos Lisboa | Café com Política
A solução para os problemas de saneamento em Minas Gerais não está necessariamente atrelada à decisão de privatizar ou não a Copasa. Na avaliação do economista Marcos Lisboa, essa é uma escolha secundária diante de um fator considerado central: o modelo de regulação que será estabelecido para o setor.“O debate, às vezes, fica muito polarizado: privatiza ou não privatiza, governo ou setor privado? Esse debate superficial mais atrapalha do que ajuda”, avalia. O economista foi entrevistado pelo programa Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, nesta terça-feira (23/12).
S144 Ep 318Guilherme Daltro | Café com Política
O secretário de Governo de Belo Horizonte, Guilherme Daltro, fez duras críticas ao governo de Minas Gerais, comandado por Romeu Zema (Novo), ao afirmar que a política adotada pelo Estado tem adotado um tom de “deboche” com a capital e aposta em uma estratégia de “arrastar voto”. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta segunda-feira (22/12), Daltro avalia que a a postura do governo estadual ignora a complexidade da relação institucional com o município e acaba instrumentalizando temas administrativos com viés político.No campo das negociações institucionais, o secretário destacou as tratativas entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Copasa, afirmando que a outorga negociada no passado foi “muito generosa” com a companhia. Daltro defendeu que a capital mineira tenha sua participação devidamente valorizada no contexto do processo de privatização da empresa, ressaltando que o município tem direito a uma fatia compatível com sua relevância no sistema.Ao comentar o cenário político na Câmara Municipal, o secretário criticou a lentidão da Justiça Eleitoral na análise de processos de cassação envolvendo vereadores. Apesar disso, reforçou que a Prefeitura não interfere nesses processos, tratando o tema como uma “matéria interna” do Legislativo. Mesmo diante da possibilidade de cassações, Daltro avaliou que a base de apoio ao prefeito Álvaro Damião deve ser mantida.Sobre a gestão municipal, o secretário admitiu que mudanças no primeiro escalão podem ocorrer, citando ajustes em estruturas como a PBH Ativos. Ele afirmou que a Prefeitura avalia correções em empresas públicas, mas evitou fazer projeções, dizendo que não cabe “futurologia” sobre decisões administrativas ainda em análise.Daltro também abordou o processo de extinção da BHTrans, afirmando que a Prefeitura atua para desacelerar a transição e evitar sobressaltos na política de mobilidade urbana. No mesmo tema, comentou o projeto do Tarifa Zero, avaliando que a proposta acabou se atropelando em razão da rapidez de sua tramitação e da disputa política em torno do assunto.No plano eleitoral, o secretário afirmou que qualquer definição sobre 2026 envolvendo União Brasil e PP passará necessariamente pelo prefeito de Belo Horizonte. Segundo ele, o cenário ainda é abstrato, e as decisões políticas serão tomadas no tempo adequado, sob a liderança de Álvaro Damião. O próprio Daltro descartou ainda uma candidatura em 2026, afirmando que seu foco está na reeleição do atual prefeito.Por fim, o secretário avaliou que, após um início de ano conturbado, a base do governo na Câmara Municipal está consolidada. Ele também garantiu que as operações de crédito contratadas pela Prefeitura têm juros baixos e não comprometem o Tesouro municipal, reforçando a sustentabilidade fiscal da gestão.
S144 Ep 317Andréia de Jesus | Café com Política

S144 Ep 315Sargento Rodolfo - Café com Política
O prefeito de Sabará, Sargento Rodolfo (Republicanos-MG), afirmou que a gestão tem concentrado esforços na prevenção de enchentes e deslizamentos para atravessar o período chuvoso com mais segurança. Segundo ele, a prefeitura já realizou ações de limpeza, drenagem e manutenção em pontos críticos da cidade e prepara um grande projeto de desassoreamento que deve alcançar cerca de 20 quilômetros de rios, incluindo trechos do Rio das Velhas e do Rio Sabará. Essa limpeza seria, de acordo com o executivo, o maior da história do município, impactando diretamente cerca de 10 mil famílias.Durante entrevista ao Café com Política, Rodolfo também fez um balanço do primeiro ano de mandato, marcado por dificuldades financeiras herdadas da gestão anterior. Ele disse ter assumido a prefeitura com uma dívida de R$ 185 milhões e orçamento frustrado de R$ 137 milhões, o que exigiu reestruturação administrativa e responsabilidade fiscal. Apesar disso, destacou avanços na segurança pública, como a formação de novos guardas municipais, a implantação de monitoramento com câmeras e inteligência artificial e a construção do primeiro complexo integrado de segurança pública de Minas Gerais.Na área da saúde, o prefeito ressaltou a reforma da UPA, a reabertura do atendimento do SUS na Santa Casa após mais de uma década e a retomada de cirurgias de baixa e média complexidade na cidade. Ele também citou investimentos em turismo, regularização fundiária e melhorias na relação com servidores municipais. Segundo Rodolfo, a gestão aposta no diálogo, na transparência e na articulação com os governos estadual e federal para recuperar o protagonismo de Sabará e melhorar a qualidade de vida da população.
S144 Ep 314Paula Coradi | Café com Política
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, classificou como “desproporcional e vergonhosa” a decisão da Câmara dos Deputados que suspendeu por seis meses o mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ). Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (17/12) no canal de O TEMPO no Youtube, Coradi afirmou que a punição foi fruto de uma articulação política liderada pelo ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), em retaliação à atuação combativa do parlamentar contra o chamado orçamento secreto.“Nós tínhamos o entendimento de que a situação era muito difícil, porque existia uma articulação por trás, nos bastidores, do próprio Arthur Lira”, pontuou. Segundo ela, o processo contra Glauber ganhou força após o deputado ter intensificado os embates com Lira e ingressado no Supremo Tribunal Federal (STF) para bloquear cerca de R$ 4 bilhões do orçamento secreto por falta de transparência. “A partir dali, o grau de tensão aumentou bastante”, afirmou.Apesar do cenário adverso, a presidente do PSOL afirmou que uma articulação política envolvendo a bancada do partido, lideranças do Congresso e o governo federal conseguiu impedir a cassação do mandato. “Nós também contamos com o próprio Guimarães, que ajudou. Então, o governo teve um papel importante para impedir uma cassação injusta”, avaliou.Para Coradi, a suspensão aplicada a Glauber evidencia o que classificou como “dois pesos e duas medidas” dentro da Câmara. Ela comparou o caso do deputado do PSOL com outros episódios recentes. “Nós temos um deputado que tomou seis meses de suspensão por algo ínfimo, enquanto o Chiquinho Brazão sequer teve processo de cassação votado na Câmara, mesmo sendo indiciado como mandante do assassinato da Marielle”, disse. A dirigente também citou a decisão que manteve o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). “A Câmara também livrou a Carla Zambelli, que é condenada pela Justiça e está presa e foragida”, criticou.Ao avaliar a atuação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Coradi disse que houve abuso de autoridade e ausência de diálogo. “O presidente da Câmara não pode tomar dois pesos e duas medidas”, afirmou, citando ainda o uso da Polícia Legislativa contra parlamentares, agressões a deputados e o corte da transmissão da TV Câmara como “incidentes gravíssimos”.Apesar da punição, a presidente do PSOL avalia que o caso acabou ampliando a visibilidade do partido e do campo progressista. “O Glauber é um deputado muito combativo, que orgulha a nossa bancada”, disse. Para ela, a tentativa de cassação se insere em um movimento mais amplo de intimidação política contra mandatos de esquerda em câmaras municipais, assembleias legislativas e no Congresso Nacional. “São motivos totalmente políticos, que tentam calar a voz do PSOL e de outros partidos do nosso campo”, afirmou.Federação e eleições de 2026No campo eleitoral, Paula Coradi confirmou que o PSOL e a Rede Sustentabilidade estão em diálogo para renovar a federação para as eleições de 2026. “A nossa experiência é muito positiva, por isso, existe uma grande tendência de renovação”, afirmou. Segundo ela, o partido trabalha na montagem de chapas competitivas para os Legislativos estadual e federal e também para o Senado.Ao rebater críticas de que o PSOL atuaria como um “satélite do PT”, Coradi afirmou que o partido mantém autonomia política. “Somos um partido com muita autonomia. Não abaixamos nenhuma das nossas bandeiras para caber dentro de uma ou outra decisão do governo”, disse. Segundo ela, o PSOL tem protagonismo em pautas nacionais, mesmo integrando a base de apoio do presidente Lula.Boulos, São Paulo e Minas GeraisSobre o cenário de 2026 em São Paulo, Coradi afirmou que Guilherme Boulos pode ser candidato ao Senado, a depender da conformação do quadro eleitoral. “Se for candidato, a tendência é que seja ao Senado”, disse, destacando que ele deve cumprir um papel relevante na campanha, tanto em São Paulo quanto nacionalmente.A presidente do PSOL também destacou a deputada Érica Hilton como aposta central do partido em São Paulo. “Ela deve ser a grande puxadora de votos e pode ser uma das deputadas federais mais bem votadas do Brasil”, afirmou.Em Minas Gerais, Coradi disse que o PSOL trabalha para ampliar suas bancadas e defende a construção de unidade no campo da esquerda. O partido aposta nas candidaturas de Bela Gonçalves e Célia Xakriabá para a Câmara dos Deputados e lançou Áurea Carolina como pré-candidata ao Senado. “Queremos construir as melhores condições para que a esquerda volte a governar Minas Gerais”, concluiu.
S144 Ep 313Barbara Botega | Café com Política
Integrante do Executivo Estadual desde 2021, com atuações na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e na Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Bárbara Botega assumiu um importante desafio ao ocupar a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), substituindo Leônidas Oliveira, que deixou o posto em meados de setembro deste ano.Desde então, a gestora tomou frente à continuidade de ações da pastas, além de propor novas iniciativas para alavancar o Turismo e a Cultura em Minas. Em entrevista ao Café com Política, no canal de O TEMPO no YouTube, Bárbara fala sobre os desafios do cargo, projetos que pretende trazer ao Estado e o legado que quer deixar para a cultura de Minas Gerais.

S144 Ep 312Pedro Aihara | Café com Política
O deputado federal Pedro Aihara (PRD-MG) fez um alerta durante entrevista ao Café com Política sobre o que considera um “ativismo judicial danoso” do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, episódios recentes, como a reação à chamada PEC da Blindagem, revelam uma “relação problemática” entre Judiciário e Congresso. Segundo o parlamentar, a discussão foi distorcida nas redes e parte da imprensa, reduzida à ideia de impunidade, quando a maior preocupação da maioria dos deputados era responder a interferências que, na avaliação dele, fragilizam o equilíbrio entre os Poderes.Aihara ressalta que não defende um STF enfraquecido, mas sim limites institucionais claros. Ele argumenta que decisões que avançam sobre prerrogativas legislativas abrem precedentes perigosos, capazes de afetar governos de diferentes orientações no futuro. “Hoje pode ser ideologicamente confortável; amanhã, não. O respeito à divisão constitucional de competências é indispensável”, afirmou. O deputado também critica a simplificação das narrativas políticas nas redes sociais, que, segundo ele, transformam debates técnicos em disputas apaixonadas e dificultam a compreensão do cidadão.Além da tensão institucional, Aihara discutiu temas como segurança pública e emendas parlamentares. Ele voltou a cobrar maior investimento federal no setor, alertou para a expansão de facções em Minas Gerais e no país e criticou o que chamou de “criminalização generalizada” das emendas, defendendo transparência e fiscalização, mas sem demonizar o instrumento. Por fim, disse que pretende disputar a reeleição em 2026 e adiantou que conversa com PP e União Brasil sobre eventual mudança partidária.
S144 Ep 311Luís Eduardo Falcão | Café com Política
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão (sem partido), afirmou, em entrevista ao Café com Política exibido nesta sexta-feira (12/12), que a relação institucional com o governo Romeu Zema vive um momento de afastamento provocado pelo próprio Estado. Segundo ele, prefeitos aguardam há quase três meses uma resposta do governo estadual sobre um documento que reúne as principais demandas das cidades. “Da nossa parte, não existe mal-estar. Mas parece que por parte do Estado está havendo um desrespeito em relação à AMM. E aí o desrespeito não é comigo, é com os municípios de Minas Gerais”, avaliou.Falcão destacou que, apesar de ter deixado o Partido Novo, mantém diálogo institucional com o governo e considera fundamental que todos os gestores façam o mesmo. “Eu tenho noção da minha responsabilidade de ter um relacionamento institucional. A AMM não vai se furtar ao seu direito de apresentar as demandas dos municípios”, afirmou.Críticas à privatização da CopasaUm dos principais pontos de atrito da AMM atualmente com o governo Zema é o projeto de privatização da Copasa. Para Falcão, o processo foi conduzido sem diálogo adequado com as prefeituras. “O processo foi atropelado. Não podemos ser ignorados”, pontuo.Segundo ele, os municípios não foram consultados antes da formulação do texto enviado à Assembleia Legislativa (ALMG). Falcão ressaltou que prefeituras têm responsabilidade direta sobre o serviço, inclusive sendo cobradas pela população quando há falta d’água ou problemas de saneamento. De acordo com o presidente da AMM, a associação apresentou uma emenda ao projeto e protocolou questionamentos no Tribunal de Contas do Estado para garantir que as cidades tenham autonomia para renegociar contratos. “Os municípios não serão os últimos a saber. Cada gestor vai ter a liberdade de aceitar, renegociar ou não renovar o contrato”, disse.Pacto federativo e “pautas-bomba”Durante a entrevista, Falcão afirmou ainda que o pacto federativo brasileiro não funciona na prática. “O pacto federativo é uma ficção. Retiram 85% do dinheiro das cidades e levam tudo para Brasília e para Belo Horizonte”, afirmou.O prefeito de Patos de Minas também falou sobre o impacto de aprovações no Congresso pisos salariais e novas obrigações sem fonte de custeio definida. “A bomba vai explodir no colo dos prefeitos. O dinheiro é um só e, muitas vezes, essas medidas recaem somente sobre os municípios”, alertou.Cenário eleitoral: governo, Senado ou CâmaraQuestionado sobre seu futuro político, Falcão disse não descartar disputar o governo de Minas, o Senado ou a Câmara dos Deputados em 2026. Reforçou, porém, que ainda não é o momento de definir candidaturas. “Não é hora de discutir cargos. O que eu vejo é que o momento não é de ter candidato de si mesmo”, afirmou.Falcão também lembrou que, se disputar qualquer cargo em 2026, terá de deixar seus dois postos atuais. “Se for candidato, tenho que renunciar à Prefeitura e à AMM”.Apesar de não ter filiação no momento, o presidente da AMM reconhece que já avançou em conversas com algumas siglas. “Republicanos é o partido com que mais conversei até agora”, afirmou. Ele também mencionou diálogos com PSD, PL e MDB, mas diz buscar um alinhamento programático antes de decidir o destino político.
S144 Ep 310Julvan Lacerda | Café com Política
Um grupo de ex-prefeitos mineiros está articulando uma chapa, com ao menos dez nomes, para disputar vagas na Câmara dos Deputados em 2026. A movimentação está sendo liderada pelo ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e ex-prefeito de Moema, Julvan Lacerda. Ele comentou sobre a articulação durante entrevista ao Café com Política. A estratégia, segundo Lacerda, mira uma tentativa de enfrentar o que ele chama de “engessamento” do sistema político, além da dificuldade de renovação no Congresso. A ideia é formar uma chapa competitiva, baseada na pauta municipalista, capaz de eleger até três deputados federais. “Nosso grupo pode eleger até três deputados federais sem depender dos caciques”, afirmou.
S144 Ep 309Marcus Pestana | Café com Política
O diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), Marcus Pestana, faz um alerta grave: o Brasil caminha para um estrangulamento orçamentário já a partir de 2027. Segundo ele, o afrouxamento do arcabouço fiscal, a explosão da dívida pública e a falta de margem no Orçamento vão obrigar o próximo presidente a adotar medidas duras.Pestana critica a flexibilidade da nova LDO, aponta risco de desequilíbrio fiscal contínuo e afirma que o país precisa repensar sua estrutura de gastos, estancar a dívida e aumentar drasticamente sua capacid
S144 Ep 308Luiz Philippe | Café com Política
S144 Ep 307Mario Heringer | Café com Política
O deputado federal Mário Heringer (PDT-MG), líder da bancada na Câmara e presidente do partido em Minas Gerais, afirmou em entrevista ao Café com Política que o PT, por vezes, age de forma negativa com aliados, tratando-os como “segunda opção”. Ele citou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), visto por uma parte dos petistas como reserva para a disputa pelo governo do estado.“A maneira ruim de eles tratarem os companheiros é essa. Já começa chamando Kalil de segunda opção, opção alternativa. Ele é a primeira opção nossa. Acredito que não está na hora de impor condições para apoiar ou não apoiar. Decide. Se quiser ter um candidato próprio, tenha. Mas Kalil é o nome mais próprio, que não está com a direita”, disse.
S144 Ep 306Maycon Willian | Café com Política
S144 Ep 305Igor Eto | Café com Política
O novo presidente do Avante em Minas Gerais e ex-secretário de Governo de Romeu Zema (Novo), Igor Eto, afirmou que pretende apoiar o governador na candidatura à presidência em 2026, assim como o vice Mateus Simões (PSD) para o Executivo estadual. Entretanto, ele afirma que ainda não há uma definição por parte da legenda em relação às próximas eleições. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal no YouTube de O TEMPO nesta quinta-feira (4/12), Eto explicou que os planos do Avante para o ano que vem envolvem consolidar as bancadas de deputados federais e estaduais de Minas.Eto deixou o Partido Novo e o governo Zema recentemente para presidir o Avante em Minas, com a missão de reorganizar a legenda no estado e montar as chapas que vão concorrer a cargos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e ao Congresso Nacional. Apesar de críticas e acusações de “traição” internas no Novo, o presidente do Avante afastou a ideia de que teria deixado a sigla por “mágoas” e afirmou que irá apoiar tanto Zema quanto Simões no ano que vem.
S144 Ep 304Franco Cartafina | Café com Política
S144 Ep 303Ragheb Hamade Filho - Presidente Siprocimg | Café com Política
S144 Ep 302Dr. Célio | Café com Política
S144 Ep 301Matheus Guimarães, diretor-geral DER-MG | Café com Política
O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), Matheus Guimarães, estima que a ponte sobre o Rio São Francisco, na MG-402, no norte do estado, deve ficar pronta até o final de 2026. O equipamento liga a cidade de São Francisco a Pintópolis e será uma das maiores de Minas, com 1.120 metros de extensão e 13,8 metros de largura. O balanço sobre as obras foi feito durante entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal no YouTube de O TEMPO nesta sexta-feira (28/11).
S144 Ep 300Junio Amaral | Café com Política
O deputado federal Junio Amaral (PL-MG) revelou o teor do encontro de lideranças do seu partido em reação à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde a última quarta-feira (25/11), condenado por tentativa de golpe de Estado. Além da bancada do PL, o encontro contou com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo Amaral, a aprovação no Congresso de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” é o “plano A, B e C”, dos apoiadores do ex-presidente. As declarações foram feitas em entrevista no programa Café com Política, disponível no canal de O TEMPO no YouTube.
S144 Ep 299Fernanda Altóe | Café com Política
A vereadora de Belo Horizonte Fernanda Pereira Altoé (Novo) avaliou, em entrevista ao Café com Política exibido nesta quinta-feira (28/11) no canal de O TEMPO no Youtube, que a polêmica em torno da liberação de barcos na Lagoa da Pampulha não deveria ser tratada como disputa de protagonismo entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o governo de Minas. Para ela, o debate precisa ser técnico, já que a Lagoa “está sob investigação” e ainda não apresenta “condição de navegabilidade”. Segundo a parlamentar, a discussão sobre quem deve liderar o processo é secundária diante da necessidade de laudos e garantias sobre a segurança ambiental.Durante a entrevista, a vereadora avaliou também o caso do vereador Lucas Ganem (Podemos), investigado pela Justiça Eleitoral após denúncia do ex-vereador Rubão sobre possível falsidade ideológica no domicílio eleitoral. A vereadora lembrou que o caso já recebeu parecer do Ministério Público Eleitoral e está em análise pela Polícia Federal. Sobre a possibilidade de um processo de cassação, a vereadora afirmou que a Câmara pode sim ter que agir, caso a Justiça confirme a acusação. “Se de fato houver falsidade ideológica, a Câmara deve agir”, disse. A parlamentar reforçou ainda que domicílio eleitoral exige algum tipo de vínculo com a cidade, o que, segundo ela, não está claro no caso de Ganem.Ao comentar o debate sobre a renovação do contrato do transporte público de Belo Horizonte, a vereadora defendeu que a Prefeitura apresente uma proposta técnica, sem medidas “populistas”, e com foco no cumprimento de metas pelas concessionárias. Ela criticou a falta de aplicação efetiva de sanções às empresas. “Multas nunca são pagas”, afirmou, defendendo cláusulas mais rígidas e mecanismos de fiscalização que garantam qualidade e regularidade no serviço. A parlamentar também voltou a criticar o modelo de bilhetagem eletrônica, afirmando que a operação do sistema não pode continuar nas mãos das próprias empresas de ônibus. Para ela, o controle financeiro precisa ser independente para garantir transparência sobre arrecadação e cumprimento de viagens.Sobre as eleições de 2026, a vereadora defendeu que o Novo componha a chapa majoritária na eleição deste ano indicando o vice do pré-candidato Mateus Simões. Para ela, a participação do partido é coerente com o papel que a legenda tem desempenhado na administração estadual. “É justo”, afirmou. A parlamentar minimizou, no entanto, a saída de Simões do Novo, dizendo que a mudança ocorreu por necessidade de governabilidade, considerando a posição que ele ocupa no governo de Romeu Zema. Segundo ela, a decisão não rompeu os laços do ex-filiado com as pautas defendidas pelo partido. A parlamentar, porém, admitiu que ficou decepcionada com a saída de Igor Eto do governo.A vereadora voltou também a colocar o governador Romeu Zema (Novo) como um nome forte e “viável” para disputar a Presidência da República. Segundo ela, o desempenho administrativo do governador e seu perfil de gestão o colocam como um dos principais quadros nacionais do partido.
S144 Ep 298Tales Fernandes, Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de MG | Café com Política
S144 Ep 297Jarbas Soares | Café com Política
S144 Ep 296Bruno Miranda | Café com Política
Líder do governo Álvaro Damião na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), o vereador Bruno Miranda (PDT) avalia que o primeiro ano da nova gestão foi marcado por “respeito”, “relação republicana” e um clima de “harmonia” entre Executivo e Legislativo. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (20/11) no canal de O TEMPO no Youtube, o parlamentar minimizou relatos de ciúmes e preferências dentro da base, assegurou que o governo conta hoje com cerca de 31 vereadores e afirmou não ver uma oposição estruturada na Casa.“Sempre há uma insatisfação de um ou outro vereador, e a gente precisa trabalhar para diminuir essas insatisfações. Mas acredito que hoje as coisas estão dentro da normalidade”, afirmou. Segundo ele, eventuais descontentamentos surgem quando o prefeito é visto em agendas regionais “que muitas vezes nem são da prefeitura”, o que gera a impressão equivocada de priorização. “Esse ruído muitas vezes acontece, e a gente está ali para ajustar e aparar as arestas”, completou o vereador, que negou qualquer predileção eleitoral antecipada por parte de Damião para 2026.Questionado sobre a base do prefeito no legislativo municipal, Bruno Miranda disse não ver uma oposição consolidada na CMBH. “Nós temos iniciativas de oposição, mas não percebemos uma oposição sistemática. Mesmo vereadores do PL, PT e PSOL têm disposição para dialogar”, afirmou. Para ele, moções ideológicas — como apoio à operação no Rio de Janeiro ou protestos sobre exposições culturais — refletem a polarização nacional, mas pouco contribuem com a cidade. “Esse debate é levado para fomentar redes sociais. Muito pouco contribui com Belo Horizonte, embora faça parte do mandato de quem propõe”, disse. O prefeito, segundo Miranda, evita interferir. “Ele tem muita coisa para fazer e não dá para ficar perdendo tempo com isso.”Durante a entrevista, o líder de Damião voltou a criticar o projeto de tarifa zero apresentado pela oposição. “Da forma como foi colocado, é inviável. Não tem a menor possibilidade de virar de um dia para o outro um ônibus de graça para a população”, afirmou. Ele reconhece, porém, que modelos com tarifa social poderão ser estudados para o próximo contrato.O vereador reforçou, no entanto, que antes de 2028 “é difícil” promover grandes transformações no sistema devido ao atual contrato vigente. Sobre gratuidades ainda não regulamentadas dentro do subsídio já aprovado, o parlamentar pontuou que "não adianta vender lote na lua". "É preciso regulamentar o que já foi aprovado”.O líder de Damião também negou que o debate do tarifa zero tenha deixado feridas internas. “Já foi superado. A gente mantém uma relação de respeito com o vereador Helton”, avalio o vereador, sobre o vice-líder que deixou a função após divergências no tema.Sobre a recente disputa entre prefeitura e governo de Minas sobre a operação de barcos na Lagoa da Pampulha, Bruno Miranda avaliou que a situação não deve criar ruídos com o grupo da Família Aro. Ele defende que a administração municipal tenha a atribuição principal sobre a área. “Todo evento ali quem licencia é Belo Horizonte, não é o estado. Pela lógica, as pessoas moram na cidade, não no estado”, disse, classificando a polêmica como “briga já superada”.Presidente municipal do PDT, Bruno Miranda avaliou também como positiva a entrada do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), no partido e acredita que ele deve disputar o governo de Minas. “Ele tem toda legitimidade de construir internamente e conversar com outras forças. A disposição inicial é uma candidatura majoritária ao governo”, afirmou.Sobre críticas ao estilo do ex-prefeito, Miranda minimizou: “Tudo na vida serve de aprendizado. Acredito que ele vai dialogar com todo mundo”. Miranda disse ainda que o PDT deve seguir independente em 2026. “A ideia do PDT é seguir sozinho, se fortalecendo nos estados. Não há discussão de fusão ou federalização”, afirmou. Ele também confirmou o interesse do deputado federal e presidente do partido no Estado, Mario Heringer (PDT), em disputar o Senado.
S144 Ep 295Pedro Bruno | Café com Política
O secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, Pedro Bruno, afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (19/11), que o governo Zema está disposto a rever pontos da concessão do Vetor Norte após críticas e suspensão do edital pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo ele, o Estado aguarda ser chamado para a mesa de conciliação. “Sempre tem espaço quando você fala de um projeto, estamos dispostos a fazer novas audiências públicas”, pontuou. O secretário reforçou ainda que, mesmo com dez audiências já realizadas, o governo “está pronto para ser propositivo, buscar o entendimento e avançar” no projetoAo comentar a suspensão da licença prévia do Rodoanel — decisão motivada pelo questionamento da Federação das Comunidades Quilombolas — o secretário afirmou que o Estado tem encontrado barreiras para avançar no processo de escuta. “A gente já foi nos locais para conversar, já mandou carta, mandou WhatsApp, passou carro de som na rua, publicou chamamento em jornal”, afirmou. Apesar disso, segundo o secretário, a federação não participa das reuniões. “Para ter o diálogo, as duas partes têm que querer conversar”, afirmou o Pedro Bruno que disse ver “um uso político dessas agendas para atrasar o avanço dessa obra do Rodoanel”.Durante a entrevista, o secretário voltou a defender o caráter urgente da obra, considerando o número de acidentes recorrentes no Anel Rodoviário. “Basta olhar a quantidade de acidentes diários que a gente tem no Anel Rodoviário, cada dia de atraso do Rodoanel é vidas sendo ceifadas”, disse. Para ele, não é possível “impactar 6 milhões por causa de 600 pessoas”Pedro Bruno afirmou que ainda, entre os oito municípios impactados pelo traçado do Rodoanel, apenas Betim e Contagem ainda não haviam dado anuência — mas destacou que o diálogo com Betim está perto de um entendimento. Já sobre Contagem, o secretário disse ter “profundo respeito” pela prefeita Marília Campos (PT), mas admitiu que ainda há divergências. “Há uma discordância aqui que eu entendo também que a gente consegue sentar na mesa e convergir”, afirmou. Sobre os hospitais regionais, o secretário reafirmou as datas de entrega. Segundo ele, os hospitais em Divinópolis e Teófilo Otoni estão praticamente prontos. Ele garantiu que as duas unidades serão inaugurados em 2025, enquanto “Lafaiete, Valadares e Sete Lagoas serão entregues ao longo de 2026”. De acordo com o secretário, Zema tem sido “o maior pagador de promessas dos outros”.Já sobre as obras do metrô, Pedro Bruno afirmou que a Estação Novo Eldorado será a primeira nova entrega do metrô, já em janeiro de 2026.Sobre a Linha 2, ele garantiu início da operação parcial em junho de 2026, com as estações Amazonas e Nova Suíça. O secretário informou ainda que os 24 novos trens já começam a desembarcar neste mês em BH. Questionado sobre o aumento da tarifa após a concessão, Pedro Bruno defendeu que a solução para reduzir o preço das passagens passa pela integração dos sistemas da capital e dos municípios da Região Metropolitana. “O tema da tarifa é super relevante, passa pela discussão da integração da tarifa do metrô com o sistema de Contagem, com BH e com o sistema metropolitano”, argumentou.
S144 Ep 294Renan Santos | Café com Política
O presidente do partido Missão e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, afirmou em entrevista ao Café com Política que parte da direita brasileira perdeu rumo ao se prender à idolatria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também criticou duramente governadores que, segundo ele, se comportam como dependentes políticos do ex-presidente. “O Tarcísio é o rei dos puxa-sacos. E o Zema, infelizmente, virou uma rêmora do Bolsonaro. Fica grudado, esperando o movimento do peixe grande pra ver pra onde vai”, declarou. Segundo Renan, o ex-presidente teve um papel relevante na reorganização da direita no Brasil, mas criticou o que considera um culto à figura de Bolsonaro. “Bolsonaro foi importante, mas não é eterno. O bolsonarismo não pode ser uma religião. Quando a política se transforma em fé, ela deixa de produzir resultados e passa a ser apenas adoração. E foi isso que aconteceu com boa parte da direita”, disse.Renan criticou ainda falta de unidade entre as lideranças conservadoras. “A direita se perdeu em brigas internas e idolatria. As pessoas passaram a disputar quem é o verdadeiro herdeiro de Bolsonaro, ao invés de discutir o que realmente importa para o país”, avaliou.Para o líder do Missão, as eleições de 2026 terão como tema central a segurança pública. “A eleição de 2026 será um plebiscito sobre a Guerra Contra o Crime Organizado. Ou o país enfrenta de frente o avanço das facções e do narcotráfico, ou o crime vai dominar os estados”, afirmou. Ele disse que o partido Missão vai defender uma política de segurança “dura e sem meias palavras”. “Não dá pra combater facção com discurso bonito. O Estado precisa ter poder de resposta”, pontuou.Questionado sobre o senador Cleitinho (Republicanos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), Renan Santos não poupou críticas. “Cleitinho é o Luva de Pedreiro da política e o Nikolas é a Virgínia. São influenciadores que vivem de polêmica, mas não entregam nada de concreto. Essa é a tragédia da nova direita: a política virou entretenimento”, ironizou.Segundo ele, ambos “esfaqueiam o próprio Bolsonaro pelas costas” quando lhes convém. “São oportunistas que usam a imagem dele pra crescer, mas que não têm nenhuma coerência ideológica.”Renan afirmou que o Missão deve lançar candidaturas em Minas Gerais e não descarta disputar o governo estadual. “Estamos estudando nomes, construindo uma base. Minas é um estado estratégico”, disse.O presidente do Missão também avaliou o desempenho do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). “Zema nunca abriu a boca para falar dos erros do Bolsonaro. É um gestor que tem bons números, mas falta coragem política. Eu daria uma nota 5 e meio pra ele”, declarou.
S144 Ep 293Thiago Metzker, biólogo e diretor-executivo do IBAM | Café com Política
No 3° dia, a COP30 marcou por alguns assuntos em pauta. Reforço na segurança após invasão, aquecimento de 1,5°C que tenta ser controlado por vários países, além de pressões política. No Café com Política desta quinta-feira (13), o biólogo e diretor-executivo do Instituto Bem Ambiental (IBAM) analisa a Conferência do Clima que ocorre em Belém, no Pará.
S144 Ep 292Vereador Wanderley Porto | Café com Política
S144 Ep 291Presidente Sindep, Marcelo Horta | Café com Política
Em entrevista ao programa Café com Política, o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindep), Marcelo Horta, fez um alerta sobre o avanço do crime organizado no estado. Segundo ele, facções criminosas estão se estruturando em cidades do interior com o objetivo de expandir suas atividades para a Região Metropolitana de Belo Horizonte.“As facções se organizam no interior para avançar sobre a capital. É um movimento que precisa ser enfrentado com inteligência, integração e investimento em segurança pública”, afirmou Horta durante o Café com Política.Na entrevista, o dirigente criticou a iniciativa anunciada por governadores do Sudeste, o chamado “Consórcio da Paz”, que promete ações integradas contra o crime organizado. Para o presidente do Sindep, a proposta tem mais caráter político do que técnico. “Essa campanha dos governadores é uma iniciativa política e eleitoreira. Falta ação concreta, planejamento e diálogo com quem está na base, nas delegacias e nas ruas”, disse.Horta também acusou o governo Romeu Zema (Novo) de negligenciar a valorização dos profissionais da segurança pública. Segundo ele, o governador priorizou benefícios fiscais em detrimento de melhorias salariais e estruturais para a categoria. “Governar é fazer escolhas. E Zema escolheu dar isenção para grandes empresas, em vez de investir em quem garante a segurança da população”, afirmou no Café com Política.Durante o programa, o presidente do Sindep avaliou que projetos em tramitação no Congresso Nacional, como o Projeto de Lei Antifacções e o PL do Terrorismo, estão sendo conduzidos sob forte viés político, o que, segundo ele, compromete o enfrentamento real da criminalidade. “Essas propostas estão contaminadas por um debate político-ideológico. O foco deveria ser o fortalecimento das instituições, e não a disputa partidária”, destacou.Horta também criticou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, alegando que o texto foi elaborado sem a participação efetiva dos profissionais que atuam diretamente na área. “A PEC da Segurança foi construída sem ouvir quem está na ponta, quem entende a realidade das delegacias e dos plantões. É uma proposta distante do cotidiano de quem realmente combate o crime”, afirmou.Por fim, o presidente do Sindep comentou o recente extravio de cerca de 200 armas de uma delegacia em Belo Horizonte, atribuindo o episódio à falta de gestão e de investimento em controle e fiscalização. “Isso é uma falha grave de gestão. A responsabilidade é de quem administra e não garante as condições adequadas para armazenar e monitorar esse tipo de material”, disse. Segundo ele, o caso evidencia a precariedade estrutural enfrentada pelas forças de segurança em Minas Gerais.
S144 Ep 290Alencar da Silveira Jr. | Café com Política
O deputado estadual Alencar da Silveira Jr. (PDT), que se prepara para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), foi o convidado do Café com Política desta segunda-feira (10/10). No programa, ele fez um balanço da carreira política, comentou a transição para o Tribunal e avaliou os governos de Romeu Zema e Aécio Neves.Ao comentar o clima político entre o presidente do TCE, Durval Ângelo, e o governador Romeu Zema (Novo), Alencar minimizou qualquer tipo de atrito e defendeu a harmonia institucional. O futuro conselheiro reforçou que pretende atuar de forma conciliadora.Ao falar sobre as eleições de 2026, o parlamentar avaliou a pré-candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas como viável. “Kalil é um bom nome. Se fizer metade em Minas do que fez em Belo Horizonte, o Estado vai ficar muito melhor. Foi um excelente prefeito e deve ir para o segundo turno”, declarou.Questionado sobre o cenário eleitoral e os nomes que têm se colocado na disputa, Alencar da Silveira Jr. avaliou que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) deveria continuar como fiscalizador e não disputar o governo. O novo conselheiro também comentou a movimentação do vice-governador Matheus Simões, que recentemente se filiou ao PSD. “Matheus fez o certo ao ir para um partido forte. Ele tem todo o direito de ser candidato a governador e conta com o apoio do Zema. Todo vice quer ser governador”, afirmou.Ao comentar seu voto pela retirada do referendo sobre a privatização da Copasa, Alencar afirmou que não contrariou as diretrizes do PDT, embora o partido tenha criticado sua posição. “Se o Brizola estivesse vendo a Copasa do jeito que está, ele também falaria: ‘esse referendo tem que cair’. Eu não votei contra a privatização, votei pela retirada do referendo, porque ele só pode ser feito junto com a eleição”, explicou. “O Estado precisa vender a Copasa para garantir recursos e cumprir o Regime de Recuperação Fiscal”, completou.Crítico da estatal, Alencar disse que a Copasa está “sucateada há anos”. “Convivi com mais de 350 deputados e nunca vi nenhum falar bem da Copasa. A empresa está sucateada desde os governos Itamar, Aécio, Eduardo Azeredo e continua com Zema. Falta investimento e sobra descaso”, afirmou.Após uma sessão marcada por empurrões durante a votação do projeto da Copasa, o deputado minimizou o episódio. “A Assembleia mudou. Hoje há dois lados — bolsonaristas e lulistas —, mas a convivência é boa. Essas brigas acontecem como numa pelada com amigos: empurra aqui, empurra ali e no outro dia está todo mundo tomando café junto”, brincou. Segundo ele, as divergências ficam restritas ao plenário. “A nossa briga é de ideias, não pessoal”.
S144 Ep 289Adilson Lamounier | Café com Política
O vereador de Contagem Adilson Lamounier (União Brasil) defendeu que o governo de Minas Gerais adote mais transparência e diálogo com as famílias que podem ser afetadas pelas obras do Rodoanel. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta sexta-feira (7/11), o parlamentar afirmou que o Estado precisa ouvir a população antes do início das intervenções. “Eu acredito que não só Contagem, como as outras cidades também, porque o trânsito ali é muito intenso e muito prejudicial para quem frequenta. Eu acho que o Rodoanel seria muito importante e é o progresso, mas também, em contrapartida, Contagem hoje preocupa, principalmente, sobre as situações das famílias que serão afetadas e o que será prejudicial para o meio ambiente”, avaliou.Segundo Lamounier, o Estado deve agir com diálogo e antecedência para reduzir impactos sociais e ambientais. “Eu acho que tem que ter uma transparência maior para realmente entender para onde vão essas famílias, por que o diálogo não é feito agora. Não deixa para depois”, cobrou.“O diálogo do Estado tem que ser mais transparente sobre as situações dessas famílias e sobre a questão do meio ambiente. O Rodoanel é importante, o progresso é importante, mas tem que ter diálogo”, completou.O vereador também comentou os cortes no orçamento da Prefeitura de Contagem e o ajuste fiscal em curso no município. Ele afirmou que acompanha de perto as mudanças e que, embora haja redução de despesas, o objetivo é “enxugar a máquina”, e não desmontar serviços essenciais. “A gente está sempre atento a essas mudanças e discussões do município. A gente tem acompanhado mais a questão da saúde, onde está tendo uma redução, mas é um programa que a prefeitura está trabalhando para realmente enxugar o setor da saúde, sem prejudicar o trabalho que é feito”, disse. “A gente acredita que a prefeita Marília Campos, com o bom trabalho que ela tem feito na cidade, não vai deixar que isso aconteça. Mas é só uma questão de enxugar a máquina mesmo.”Lamounier reconheceu, no entanto, que o município enfrenta desafios financeiros ligados à queda de arrecadação. “Esses cortes começaram agora. A gente tem a situação desses tarifaços também do Trump. É uma alegação do município de que algumas empresas que exportam estão tendo e vão ter prejuízo e, consequentemente, para a prefeitura, os impostos vão diminuir. Então, a arrecadação diminui”, explicou.O parlamentar também defendeu a isenção de ISS para as empresas de transporte coletivo, argumentando que a medida evita aumentos no preço das passagens. “As empresas de transporte fazem alteração do preço de passagem todo o início de ano. Para que isso não aconteça, Contagem fez essa parceria com as empresas, isentando esse imposto para que não tenha o aumento da passagem. Então, é um modo do município de dar um equilíbrio e não afetar o bolso do morador da cidade”, afirmou.Lamounier avaliou ainda que a principal dificuldade financeira do município está ligada à concentração de recursos em Belo Horizonte e à falta de repasses proporcionais às cidades da Região Metropolitana. “Eu acho que para a cidade falta dinheiro, falta recursos do governo federal e do governo estadual. O governo do estado também não é a favor do município por questões partidárias. É importante que o município ande junto com o governo federal para receber essas arrecadações, porque senão eles travam os recursos”, disse. “A maior parte do valor que vem do governo anualmente para o estado vai para Belo Horizonte, que é a capital, o que prejudica Contagem ter o que Belo Horizonte tem — não só Contagem, como outras cidades também. Eu sou a favor de que a cidade, tanto o interior como a metropolitana e a capital, receba a porcentagem de acordo com a quantidade de morador”, afirmou.Ao falar sobre o futuro político da cidade, Adilson Lamounier defendeu que o sucessor da prefeita Marília Campos (PT) tenha perfil de diálogo e equilíbrio político, sem ligação com os extremos ideológicos. “Eu acredito que hoje, não só Contagem, mas a maioria das cidades de Minas Gerais, isso foi provado na última eleição agora, em 2024, que o centrão dominou as cidades. A maioria dos eleitores não quer votar nem um e nem outro, que seja na esquerda ou que seja na direita, estão se despolarizando. O radicalismo, o extremismo, que seja da esquerda ou que seja da direita, fazem mal para a gente. Não tem desenvolvimento, não tem construção e não tem diálogo”, avaliou. “A Câmara constrói um candidato para as próximas eleições. A gente já trabalha com essa ideia de que seja uma pessoa leve e que tenha o diálogo tanto com a esquerda quanto com a direita.”Caso a prefeita Marília Campos (PT) se descompatibilize do cargo para disputar outro posto em 2026, o vice-prefeito Ricardo Faria (PSD) assumirá o comando do município. Lamounier avalia que, embora cada gestor tenha seu estilo, o foco da administração deve permanecer o mesmo. “Bem, um governo igual é difícil, ninguém vai ser igual a ninguém. Mas a gente acredita que essa experiênc