
Café com Política
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S144 Ep 288Leleco Pimentel | Café com Política
O deputado estadual Leleco Pimentel (PT) defendeu que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) considere concorrer ao governo de Minas nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa Café com Política, exibida nesta quinta-feira (6/11) no canal no YouTube de O TEMPO, o parlamentar brincou que Pacheco deveria ouvir o “bom conselho do velhinho”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende o nome do senador para o pleito no ano que vem. Leleco comentou sobre os cenários para 2026 e as alternativas de palanque para o presidente Lula caso Pacheco não concorra.
S144 Ep 287Aldo Rebelo | Café com Política
S144 Ep 286Gabriel Azevedo | Café com Política
S144 Ep 285Newton Cardoso Jr | Café com Política
S144 Ep 284Ana Paula Siqueira | Café com Política
A deputada estadual Ana Paula Siqueira (Rede) defendeu, em entrevista ao Café com Política exibido nesta sexta-feira (31/10) no canal de O TEMPO no Youtube, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indique uma mulher para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ela, a escolha seria uma demonstração concreta do compromisso do governo com a equidade de gênero.Ao avaliar o cenário político mineiro para 2026, a deputada apontou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) como uma alternativa viável ao senador Rodrigo Pacheco (PSD), na disputa pelo governo de Minas Gerais. Para a deputada, as movimentações ainda são iniciais, mas a conjuntura estadual deve se desenhar com base nas alianças que o campo progressista conseguir articular. “Kalil tem se mostrado uma liderança política importante, com trabalho reconhecido em Belo Horizonte e diálogo com diferentes setores. Ele pode ser, sim, uma alternativa ao Pacheco”, analisou.Ana Paula também comentou a recente filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD. Segundo ela, o movimento tem motivação estratégica e visa ampliar o protagonismo político do grupo. “A filiação de Mateus Simões ao PSD é um movimento para ganhar protagonismo nacional. O Kassab tem feito uma construção política cuidadosa, tentando ocupar um espaço de visibilidade que vai além de Minas”, avaliou a deputada, que fez duras críticas ao governador Romeu Zema (Novo), classificando sua gestão como “um desastre anunciado”. "O governo Zema é um desastre anunciado. Ele não deveria ocupar mais nenhum cargo político depois de tudo o que fez em Minas. O governador governa para poucos, não escuta a população e impõe votações sem diálogo. É um modelo de gestão que está esgotado e que precisa ser substituído por algo mais humano e democrático”, disse.Questionada sobre seu futuro político, Ana Paula Siqueira confirmou que tem mantido diálogo com o PT e admitiu que o processo interno da Rede Sustentabilidade enfrenta dificuldades. “Nós estamos em um momento de reorganização da Rede, e esse processo está sob júdice. Houve atitudes que considero antidemocráticas, e por isso o processo foi judicializado”, declarou. A deputada afirmou, porém, que ainda não tomou uma decisão sobre uma eventual mudança de partido, mas elogiou as conversas com outras siglas e disse que qualquer decisão será definido no próximo ano quando se abrir as janelas partidárias. “Estou muito feliz com os convites que recebi. Tenho dialogado com o PT e com outras forças do campo progressista. Espero fazer essa transição de forma tranquila, pensando no fortalecimento do nosso projeto para Minas”, completou.Durante a entrevista, a deputada criticou ainda a condução da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que retira a obrigatoriedade do referendo popular para a privatização da Copasa. Ela classificou o processo como atropelado e antidemocrático. “Estamos vivendo tempos horrorosos na Assembleia. Foi uma votação atropelada, sem diálogo com a sociedade e com a base parlamentar votando sob constrangimento. É um desrespeito com a população mineira”, afirmou. A deputada reforçou que a PEC tem impacto direto na vida das pessoas e que não deveria ser conduzida dessa forma. “A Copasa é uma empresa estratégica para Minas. Vender esse patrimônio sem debate é um erro grave”, concluiu.
S144 Ep 283Gabriela Siqueira, Ouvidora-Geral do Estado | Café com Política
As manifestações relacionadas à saúde, à educação e aos direitos dos servidores públicos são as mais recorrentes na Ouvidoria-Geral do Estado (OGE) de Minas Gerais. Segundo a ouvidora-geral do Estado, Gabriela Siqueira, boa parte dos registros envolve a dificuldade de acesso a serviços de saúde e problemas ligados ao funcionamento das redes estadual e municipal.“Hoje o que a gente mais recebe de reclamação é da Saúde, mas não necessariamente elas são de competência estadual. Como o SUS é tripartite, na parte específica da saúde, a ouvidoria estadual recebe manifestações também que são de competência dos municípios”, afirmou Gabriela em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (30/10) no canal de O TEMPO no Youtube. “A gente também recebe muitas reclamações da Educação, manifestações de Infraestrutura. E a gente também é um canal para o servidor público. A gente também é um canal de entrada para as manifestações do servidor público relacionadas a pagamento, direito de servidor, assédio moral", explicou. A ouvidora defende, no entanto, que o órgão deixe de ser apenas um espaço de recebimento de reclamações e passe a ter papel estratégico na administração estadual. “A Ouvidoria tenta se situar cada vez mais dentro da governança do estado como órgão estratégico de uma ferramenta de gestão, porque se a gente ficar resolvendo aquele problema pontual, todo dia vai chegar aquele mesmo tipo de reclamação, de denúncia, e não é estratégico assim”, avaliou. Para isso, a OGE criou uma Sala de Situação e uma metodologia de inteligência que permite monitorar em tempo real as manifestações recebidas. O objetivo, segundo Gabriela, é que as informações coletadas sejam usadas para orientar decisões de governo. “A gente tenta pegar o que vem do cidadão e fazer essa conversão para que sejam dados que as diversas secretarias utilizem de maneira estratégica. A gente acompanha todas as manifestações em tempo real para que a gente consiga se antecipar em relação a eventuais crises, entender algumas tendências, e a gente conseguir ver de maneira mais global os processos de trabalho que a gente tem em todas as áreas do estado", pontuou. Gabriela defende ainda que a Ouvidoria é um instrumento de controle social e cidadania ativa. Ela ressalta que o simples ato de registrar uma manifestação é, por si só, uma forma de contribuir para o aperfeiçoamento da gestão pública. “A Ouvidoria é uma ferramenta muito importante de participação social. A participação social é uma atividade custosa. Você frequentar conselho, você fazer referendos, participar de audiências públicas, tudo isso tem um custo individual muito grande na vida corrida que a gente leva. Às vezes, o cidadão não sabe que, por meio da Ouvidoria, fazendo um simples registro de manifestação, seja uma denúncia, um elogio, uma sugestão, uma reclamação, ele também está exercendo controle social e está fazendo um ato de participação social", afirmou. Segundo Gabriela Siqueira, a Ouvidoria-Geral do Estado tem buscado aprimorar o tempo de resposta às manifestações. Ela explica que há prazos definidos para cada tipo de demanda e que o acompanhamento é feito de forma rigorosa. “A gente tem um prazo de resposta de até 30 dias, prorrogável por mais 30, dependendo da complexidade do caso. Mas a nossa meta é que o cidadão receba retorno o mais rápido possível”. A ouvidora acrescenta que há um esforço constante para reduzir o tempo médio de atendimento. “Hoje a gente tem trabalhado muito para que as respostas cheguem antes desse prazo legal. Nosso desafio é fazer com que o cidadão perceba que a sua manifestação foi realmente acolhida e tratada de forma efetiva. Nada mais interessante do que a gente ouvir o próprio usuário, a experiência dele naquele serviço público para que a gente possa fazer as nossas melhorias. É valioso o que a gente tem lá na Ouvidoria Geral do Estado. Hoje a gente tem a maior base de dados do estado e a gente tem uma base de opinião pública”, avaliou.
S144 Ep 281Wemerson Oliveira, presidente do Sindpol-MG | Café com Política
O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol), Wemerson Oliveira, acusou, em entrevista ao Café com Político, exibido nesta quarta-feira (29/10) no canal de O TEMPO no Youtube, o governador Romeu Zema (Novo) de não ter disposição política para recompor as perdas inflacionárias dos servidores da segurança pública. Segundo Oliveira, a recomposição é possível mesmo sem a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) ou ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados com a União (Propag). O sindicalista acusou ainda o governo de evitar a adesão ao Propag como estratégia para se esquivar de compromissos salariais. Nesta quarta-feira, a categoria anunciou uma mobilização e não descarta uma greve ainda neste ano. De acordo com o presidente do Sindpol, o sucateamento das estruturas da Polícia Civil tem se agravado com a falta de investimento e o contingenciamento de recursos. Durante a entrevista, o dirigente sindical alertou também para o avanço de facções criminosas em Minas Gerais e criticou a falta de estrutura da Polícia Civil para combater o crime organizado. Segundo ele, a falta de investimento em investigação criminal tem permitido a expansão dessas organizações. Oliveira também também acusou o governo estadual de manipular dados de criminalidade para melhorar os índices de segurança pública. O presidente do Sindipol defendeu também que o cargo de chefe da Polícia Civil tenha mandato fixo e autonomia para exercer as funções.
S144 Ep 282Alberto Lage e Iracema Rezende | Café com Política
S144 Ep 280Padre João | Café com Política
O deputado federal Padre João (PT) afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta segunda-feira (27/10) no canal de O TEMPO no Youtube, que o partido precisa acelerar a definição de candidaturas para as eleições de 2026 em Minas Gerais. Segundo o deputado, o partido não pode ficar refém do tempo do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Para ele, embora haja interesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma aliança com o senador, o PT deve garantir protagonismo na disputa.“Não podemos esperar o tempo do Pacheco. Temos que construir isso. Dá para viabilizar um plano B? Tem que ser este ano. O Pacheco tem o tempo dele, mas o nosso é outro. Se ele abraçar o projeto do presidente Lula, ele só tem a ganhar. É uma pessoa que tem capacidade e chance real de ganhar o governo de Minas. Em qualquer outro resultado, ele pode ter espaço no governo Lula, como ministro da Justiça. Mas nós temos que construir o palanque de Lula em Minas", afirmou o deputado, que garantiu que o partido tem nomes com força para liderar o processo, citando a deputada estadual Leninha (PT) e os deputados federais Rogério Correia (PT), Reginaldo Lopes (PT) e Macaé Evaristo (PT).O parlamentar afirmou ainda que o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), ainda é uma opção para o grupo progressista e ressaltou que o rompimento entre Kalil e o PSD não deve ser interpretado como uma rejeição ao PT. "Não vejo resistência ao Kalil. Às vezes, ele (Kalil) fala alguma coisa, porque não manda recado, o que ele quer falar, ele fala. Mas na política a gente reconsidera (...) acho que ele foi abandonado pela liderança do PSD, e não pelo PT. Não vejo as portas fechadas, há possibilidade de diálogo e entendimento”, avaliou. Durante a entrevista, Padre João criticou ainda o governo de Romeu Zema (Novo) e cobrou o cancelamento de licenças ambientais concedidas a mineradoras envolvidas em escândalos e investigações. Segundo ele, há “corrupção ambiental” e omissão do Estado. O deputado também defendeu que a Secretaria de Meio Ambiente de Minas passe por uma ampla reformulação." Foi ação criminosa. Tinha que cancelar todas (as licenças). O grupo criminoso que está no poder público torna suspeitas todas as outras licenças. A política não é espaço de negócio. Não podemos permitir uma operação abafa", pontou. “É um absurdo. Muitos sabiam do processo, que vem de longa data. O governo de Minas está numa superproteção de uma atividade predatória. Esperamos mais mudanças e que as pessoas comprometidas com a corrupção sejam presas, sejam punidas", criticou o parlamentar. Em âmbito nacional, Padre João defendeu que a próxima indicação do presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF) seja de uma mulher. O deputado também comentou a possível indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo. Ele avaliou que a escolha seria um gesto político de aproximação com os evangélicos. “Eu acredito que o presidente Lula aproximou muito as minorias na reestruturação dos ministérios. Em relação ao STF, o Jorge Messias tem competência, lealdade, dedicação e acena para o mundo evangélico. Mas eu acredito que o próximo nome tem que ser de uma mulher, eu não tenho dúvida. E que tenha também o mesmo nível de lealdade e de cumplicidade com a nossa democracia e a soberania do país", analisou o deputado, que admitiu que a esquerda precisa conversar mais com os setores religiosos.“A Igreja Católica ajudou muito na fundação do PT, e esse diálogo permanece nesse campo mais da esquerda da Igreja. No mundo evangélico, o partido se distanciou. A direita ocupou melhor esse espaço com uma pauta moralista e hipócrita. Nós temos que reafirmar com o setor evangélico que entende a importância das políticas públicas. Esquerda não é aborto, é cuidado com o ser humano em todas as áreas", completou.Durante a entrevista, Padre João também criticou o comportamento do Congresso Nacional, que, segundo ele, atua de forma “chantagista” com o governo federal. O deputado defendeu que Lula adote uma postura mais firme em relação ao Centrão e às indicações políticas em cargos estratégicos. “Tem que exonerar. O Congresso virou um instrumento de chantagem. O foco deles é o Senado, para ter condições de impeachment de ministros do STF. Essa é a estratégia deles", argumentou.
S144 Ep 279Rodrigo Lopes | Café com Política
O deputado estadual Rodrigo Lopes (União) afirmou, em entrevista ao Café com Política exibido nesta sexta-feira (24/10) no canal de O TEMPO no Youtube, que uma eventual indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ao Supremo Tribunal Federal (STF) seria “um gesto de reconhecimento e gratidão” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar avaliou que a escolha de Pacheco seria bem recebida por diversos setores políticos. “Olhando pela trajetória, eu acredito que por merecimento a indicação ao STF seria um reconhecimento por tudo que ele fez, se viabilizou e se indispôs. (Pacheco) entrou numa linha de conflito com a extrema direita para garantir Orçamento assim que o presidente Lula foi eleito. Eu acredito que por gratidão, e sabendo que é um desejo profissional do senador, eu acredito que esse seja o caminho e eu acredito que ele será o indicado", analisouPara o deputado, caso o senador não seja nomeado ao STF, pode haver dúvidas sobre sua disposição em concorrer ao governo de Minas em 2026. “Estando no lugar do Lula, eu também gostaria de ter o Rodrigo candidato ao governo do estado, até para fortalecer esse palanque. No entanto, a pergunta é: se o senador Rodrigo Pacheco não for ao Supremo, ele terá disposição de disputar o governo de Minas? Não conversei com ele sobre isso, mas é uma questão que talvez possa ficar um cisma. Por questão de gratidão, deveria ser ele (Pacheco) o nome escolhido, como eu acredito que será, até pela articulação que está sendo feita pelo senador Davi Alcolumbre, presidente hoje do Congresso Nacional. O governo Lula precisa encontrar os caminhos”, afirmou o deputado, que também mencionou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), como um nome viável para disputar o governo de Minas pela centro-esquerda. “A Gleisi esteve (com ele). A política vai e volta. Se a gente for avaliar em termos de perfil, se efetivamente o Cleitinho vier candidato ao governo, talvez o perfil Kalil seja o ideal para enfrentá-lo, Kalil poderia ficar bem posicionado nessa situação, porque já foi prefeito de Belo Horizonte, já teve uma experiência no Executivo. O governo (Lula) com certeza vai construir uma alternativa de centro-esquerda para poder representá-lo", avaliou o deputado, que é da base de Zema na ALMG. Apesar da relação com o Palácio Tiradentes, o parlamentar, que também é aliado de Pacheco, garantiu ser independente. “Eu tenho um posicionamento pessoal hoje de apoio ao senador Rodrigo Pacheco. É uma relação de amizade. Nesse momento eu, pessoalmente, tenho um compromisso com o senador Rodrigo Pacheco, que, inclusive, o professor Mateus tem conhecimento. Isso não interfere na minha atuação enquanto base, mas eu sou muito claro nos meus posicionamentos. Eu tenho um compromisso pessoal com o senador Rodrigo Pacheco, caso ele venha a ser candidato ao governo do estado. Eu tenho algumas posições pessoais que eu não negocio", pontuou o deputado disse ainda que, caso Pacheco não concorra ao governo, tende a apoiar o vice-governador Mateus Simões (Novo).“Nesse caso, a minha tendência é caminhar com o Mateus. É óbvio que a gente tem que sentar. Mas eu tenho uma simpatia pela condição técnica dele. Então, é um nome que teria a minha simpatia, sim, para estar caminhando na eventualidade do Rodrigo não vir candidato ao governo”, completou. Relator de uma série de projetos relacionados ao Propag, o deputado defendeu a federalização do Hospital Regional de Divinópolis e do Hospital Risoleta Neves, em Belo Horizonte. Segundo ele, a medida pode garantir mais recursos e melhorar o atendimento à população. “Eu acredito que vai ser um ganho para a população em termos de melhorar ainda mais a estruturação do Hospital Risoleta Neves, que tem uma importância principalmente para a região metropolitana, o vetor norte", argumentou. Sobre o Hospital Regional de Divinópolis, Lopes reforçou: “Se o hospital for de fato federalizado, for ser gerido por uma universidade federal, é a mesma visão que eu tenho do Risoleta Neves. Eu acredito que possa aperfeiçoar o atendimento, viabilizar ter de fato uma ação que possa estar trazendo benefício para a população", analisou. Durante a entrevista, o deputado também falou sobre a inclusão do prédio da Emater na lista de imóveis que podem ser repassados à iniciativa privada por meio do programa Propag. "É um prédio muito simbólico, mas há hoje uma simpatia por parte do Tribunal de Justiça por ter aquela possibilidade de adquirir esse imóvel. O imóvel tem um valor relevante, mas, agora, é uma decisão de governo que tem que ser tratada, respeitando com certeza a história de cada órgão, a história de cada instituição. Mas que acima de tudo tem uma decisão de governo a ser tratada, que é a dívida do Estado, que é uma responsabilidade de todos nós e que a gente precisa construir os caminhos para isso". O parlamentar avaliou ainda que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a obrigatoriedade de consulta popular para a privatização da Copasa será um d
S144 Ep 278Flávia Borja | Café com Política
A vereadora de Belo Horizonte Flávia Borja (DC) afirmou que pretende recorrer da decisão judicial que suspendeu a lei de sua autoria que permitia o uso da Bíblia como material de apoio nas escolas municipais. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (23/10) no canal O TEMPO, a parlamentar defendeu a proposta e negou que ela fira o princípio do Estado laico.Segundo a vereadora, o texto aprovado não tem caráter religioso, mas educacional. “O Estado laico não é um Estado ateu, nem um Estado isento. É um Estado que não interfere, que não coloca uma religião como oficial, mas também não impede que as diversas religiões sejam trabalhadas dentro da escola”, acrescentou a parlamentar, que classificou a decisão como “triste”. “Foi uma triste ação de um partido político que não ganha na Câmara, que é o PSOL, e aí judicializaram essa lei. Estamos recorrendo e colocando a questão de que, se outras religiões podem estar dentro da escola como material didático, por que não a Bíblia como material de consulta, e não religioso?”, completou.Durante a entrevista, a vereadora falou também sobre as recentes indicações de nomes ligados ao PSOL para cargos na Fundação Municipal de Cultura. Flávia Borja disse acompanhar de perto as nomeações e afirmou que seu principal foco é garantir que a atuação dos servidores seja técnica e imparcial. “Eu vejo que algumas secretarias são tradicionalmente mais ocupadas pelo pessoal da esquerda. Talvez por isso que a gente tem tanto problema com a cultura, tanto enfrentamento”, avaliou. “A gente fica na investigação se esses cargos estão sendo ocupados de forma técnica, porque a pessoa tem capacidade para estar lá e vai gerir de forma neutra. Caso contrário, a gente vai intervir, pedir informações e até, muitas vezes, pedir para que haja uma mudança”, afirmou.Questionada sobre a inauguração dos passeios de barco na Lagoa da Pampulha, a vereadora avaliou que o evento teve mais caráter simbólico e promocional do que prático. “Eu acho que o prefeito quis mostrar que atualmente pode-se velejar na lagoa. Foi esse o objetivo daquele passeio", pontuou a vereadora que ponderou que o momento da inauguração pode não ter sido o mais apropriado. “Eu acho que o prefeito não faria nada irresponsável a ponto de colocar alguém em risco. Se ele fez, é porque pode se fazer. Mas talvez, em questão de timing, sim. Talvez pudesse esperar. Surtiu um efeito até um pouco engraçado a respeito daquilo que foi colocado lá”, avaliou.Flávia Borja também comentou a viagem do prefeito Álvaro Damião (União) à China, onde ele se encontrou com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo a parlamentar, o diálogo com lideranças de diferentes espectros políticos não é um problema. “Acho que o prefeito não pode ter um lado político que vá impedir de vir algo bom para Belo Horizonte. Dependendo daquilo que ele possa buscar, eu acho que ele está no papel dele: buscar recursos, buscar meios de trazer tecnologia para a cidade”, disse.A vereadora destacou que Damião tem adotado uma postura “neutra” e “respeitosa” em relação à Câmara e às pautas ideológicas. “O prefeito era membro da Frente Parlamentar Cristã da Câmara, mas acho que quando passou para o Executivo, tomou uma postura de não interferir, de estar mais neutro nesses processos, o que ele faz muito bem”, analisou.Ao ser questionada sobre as eleições de 2026, Flávia Borja confirmou que é pré-candidata a deputada estadual e não descartou uma eventual mudança de legenda. Atualmente filiada ao Democracia Cristã (DC), a vereadora afirmou que ainda avalia se a sigla dará condições para uma nova disputa. “Eu vou sair como candidata a deputada estadual. Se (o partido) me der condição, poderei ficar lá tranquilamente. Essa é uma conversa mais para o início do ano que vem mesmo”, explicou.Apesar de rumores sobre uma possível filiação ao PL, Flávia negou qualquer negociação concreta. “A conversa é apenas com os colegas. Mas não existe ainda nenhuma conversa. Estou aberta. Tenho ótima relação com o PL, é um partido que admiro muito. Não fui (antes) por uma conjuntura, eles já tinham feito alguns acordos de quais parlamentares poderiam sair por lá. Entendi perfeitamente e saí pelo DC muito satisfeita”, destacou.
S144 Ep 277Ricardo Campos | Café com Política
O deputado estadual Ricardo Campos (PT) afirmou, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (22/10), que a relação entre o governo de Minas e a Assembleia Legislativa tem sido marcada por distanciamento e falta de diálogo. Segundo ele, o contato com o secretário de Governo, Marcelo Aro, é “frio” e limitado, em razão de interesses eleitorais voltados para 2026. “É uma relação fria, institucional. Acredito que, com a entrada do novo secretário, ele tem tocado para si as demandas de governo, talvez, pensando no arcabouço político do ano que vem, o que tem prejudicado muito o estado e, mais ainda, essa relação com a Assembleia”, avaliou. Campos afirmou ainda que o Executivo mineiro vem tratando a interlocução política como ferramenta eleitoral e não como instrumento de gestão. “Os secretários anteriores tinham um trato muito direto com a Assembleia e muito respeitoso, mas não tinham um cumprimento efetivo por parte do governo. O atual secretário, a quem respeito muito e entendo o que ele tem se posicionado, tem feito o contrário: tem tido uma relação mais fria com a Assembleia, mais cordial, e não tem dado o tratamento dos encaminhamentos combinados", criticou. Presidente da Comissão de Participação Popular da ALMG, Ricardo Campos denunciou que o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), teve execução mínima pelo Executivo estadual. "Nós temos um histórico de que, nos dois primeiros anos desta legislatura, o estado conseguiu cumprir com 99% da efetividade dos programas e ações propostos pela sociedade no todo. Mas, infelizmente, neste ano, em função, sabe-se lá, de qual priorização que o governo tem dado por parte da Secretaria de Estado de Governo, nós não executamos nem 5% do orçamento proposto para o PPA", afirmou. Durante a entrevista, o deputado criticou a proposta do governo de retirar o plebiscito sobre a privatização da Copasa. Ele defendeu que a população tem direito constitucional de decidir sobre o destino de empresas públicas. “O plebiscito para a venda de eventual estatal é uma questão constitucional. Não tem que ser colocada em jogo em função de uma relação de negociação de dívida. É uma vontade que o governo tem, independente de uma adesão ao Propag. E aí, com certeza, principalmente eu tenho colocado muito: fere o regimento interno da Assembleia, a própria casa aprovar a não garantia do cidadão mineiro de poder dar o aval se eventual empresa continua ou não como estatal mineira, como estatal do estado.”, pontuou o parlamentar. Questionado sobre a dívida de Minas Gerais com a União, Campos destacou que a prorrogação de prazos concedida pelo Governo Federal no âmbito do Programa de Pleno Acordo Federativo (Propag) oferece ao estado a chance de renegociar o passivo sem precisar vender empresas públicas. “O Governo Lula prorrogando esses prazos deu a condição que Minas Gerais possa aderir ao Propag, garantindo a redução de imediato de 20% do valor da dívida.. A prorrogação de prazo também permite a ampliação dos estudos por parte do BNDES, e ampliação também do debate na Assembleia com a sociedade mineira. Já está provado: 90% da população mineira não quer privatizar as nossas estatais, o nosso patrimônio", afirmou. Sobre as eleições de 2026, o petista afirmou que o PT vai definir até novembro o cronograma de decisões estratégicas para as eleições do próximo ano em Minas Gerais. Segundo ele, a prioridade máxima da sigla é garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o partido também busca construir uma aliança sólida no estado. “A intenção é que nós possamos até o mês de novembro ter o desenho do palanque do presidente Lula definido em Minas Gerais", declarou.O parlamentar comentou também as especulações sobre uma possível ida do senador Rodrigo Pacheco (PSD), para o Supremo Tribunal Federal (STF). Para Campos, o PT trabalha com todos os cenários. “O plano A e o plano B do PT é garantir a reeleição do presidente Lula. O senador Rodrigo Pacheco tem se mostrado um grande estadista, uma grande liderança política, ele é preferencialmente o nosso nome para o governo de Minas Gerais. O presidente Lula tem a certeza de que, caso tenha uma outra opção para o senador Rodrigo Pacheco, como essa questão do STF, o PT não deixará o presidente Lula sem palanque em Minas Gerais". O deputado disse que o partido trabalha ainda para ocupar espaços estratégicos na chapa majoritária de 2026. "“A intenção do partido, e eu falo em função de que nós iremos reunir em breve para definir uma tática eleitoral, é com certeza participar da composição da chapa, seja com a vice, seja com o Senado, para poder garantir a eleição do Rodrigo Pacheco e do presidente Lula”, afirmou.Campos comparou a gestão petista à atual administração estadual e disse que Zema se beneficia de conquistas obtidas durante o governo Pimentel. ““Em tese, é mal compreendido mesmo, porque não gerou estrago algum. Pelo contrário, através do governo do PT, com o presidente Lula, com a presidenta Dilma, Minas Gerais
S144 Ep 276Juliano Lopes | Café com Política
O presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Juliano Lopes (Podemos), afirmou, em entrevista ao Café com Política, que o Legislativo da capital vive um momento de equilíbrio político e que não há uma oposição sistemática ao prefeito Álvaro Damião (União). “Oposição por oposição não existe na Câmara de BH. Tem vereador que concorda com algumas coisas, outros não. Falar que é oposição por ser oposição, não tem isso. De fato, não tem”, pontuou o presidente.Juliano Lopes também negou que exista qualquer tentativa de travar a tramitação de projetos do Executivo, especialmente os pedidos de novos empréstimos. O vereador destacou, no entanto, que a análise dos pedidos de empréstimo é natural, devido ao volume de recursos envolvidos. “É normal os vereadores pedirem esclarecimentos, mas não há travas. O importante é que as dúvidas sejam sanadas antes da votação”, avaliou.Durante a entrevista, o presidente da Câmara também falou sobre a repercussão da derrota do projeto Tarifa Zero, que previa gratuidade no transporte coletivo da capital. Ele criticou o clima de hostilidade que se formou após a votação, especialmente nas redes sociais. “O clima não ficou bom. Em 13 anos de Câmara, nunca vi vereador postar foto de outro nas redes sociais. Houve faixas na cidade e ataques indevidos. Isso ultrapassa os limites do debate político”, argumentou.Ao comparar gestões anteriores, o presidente da Câmara afirmou que a relação com o atual prefeito Álvaro Damião é marcada pela conversa e pelo respeito, ao contrário do que ocorria na gestão de Alexandre Kalil (PDT). “Com todo respeito, o prefeito Alexandre Kalil não era um homem de diálogo", criticou. Juliano também alfinetou a última legislatura, que segundo ele, foi marcada por embates causados pelo então presidente da Câmara, Gabriel Azevedo (MDB). “O ex-presidente da Câmara queria ser prefeito. Eu não quero ser prefeito, não tenho intenção nenhuma de ser. O presidente tem muito poder, se quiser dificultar, dificulta. Mas esse não é meu perfil”, pontuou.Questionado sobre a relação com o Executivo, Juliano Lopes avaliou positivamente o desempenho de Álvaro Damião e afirmou que o bom relacionamento institucional tem sido fundamental para o avanço dos projetos da cidade. “Eu dou nota nove para o Damião. Pela boa vontade, pela forma como ele visita as comunidades e conversa com todos os segmentos da Câmara. Ele tem diálogo e isso faz a diferença”, disse.
S144 Ep 275Marcela Ferreira Dias, Controladora-Geral de Minas Gerais | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, a controladora-geral de Minas Gerais, Marcela Ferreira Dias, fala sobre os desafios de apurar denúncias e de manter o Estado como guardião do servidor público e das boas práticas na prestação de serviços ao cidadão. Indicada pelo governador Romeu Zema, Marcela afirma que pretende dar continuidade às boas ações da gestão anterior e reforçar o combate ao assédio sexual em escolas públicas estaduais.
S144 Ep 274Diego Sanches | Café com Política
O vereador de Belo Horizonte, Diego Sanches (Solidariedade), que recentemente assumiu a vice-liderança do governo na Câmara Municipal, afirmou estar em completo alinhamento com a gestão do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). Questionado sobre a possibilidade de divergências com o Executivo, como ocorreu com o antecessor Helton Júnior (PSD), que saiu do posto após discordar da orientação da Prefeitura sobre o Tarifa Zero, Sanches foi categórico ao garantir a harmonia política: “Por ora, não (teremos divergências).”Sobre a expectativa de nomeações na Prefeitura após a exoneração de indicados de vereadores que votaram a favor do Tarifa Zero, o novo vice-líder de governo minimizou a prioridade de fidelidade partidária ou de base. Ele destacou que o prefeito tem o “poder discricionário de fazer as suas próprias indicações” e que as escolhas devem focar no interesse público.Na avaliação do parlamentar, a Prefeitura deve regulamentar outras faixas da Tarifa Social até o fim do ano. Segundo o vereador, o governo estaria empenhado em finalizar a definição dos grupos beneficiados e a regulamentação necessária. “Eu acredito que, nesses três meses finais do ano, o governo vai ter uma resposta pra gente”, analisou o vereador, que atribuiu a demora na regulamentação à “burocracia da Prefeitura”. Ele defendeu que a regulamentação deve ser feita com “responsabilidade” e não ser algo “meramente midiático”.Questionado sobre a votação do Tarifa Zero, Sanches minimizou qualquer desgaste, preferindo, segundo ele, priorizar a responsabilidade fiscal: “Eu prefiro a consequência da pressão de uma parcela da sociedade do que a consequência de um déficit orçamentário.” O vereador ainda pontuou que o Tarifa Zero, embora não seja uma utopia, ainda precisa de mais diálogo, “inclusive com o governo federal”.Sobre a Lagoa da Pampulha, que vive polêmica em torno da limpeza e do lançamento de passeios turísticos com barcos, o vice-líder de Damião minimizou a necessidade de esperar uma melhoria total dos indicadores de limpeza para realizar o evento. Em relação à disputa de paternidade do projeto entre a Prefeitura e o Governo de Minas, o vereador defendeu a “integração” entre os poderes.
S144 Ep 273Núbia Elizabeth, vice-presidente da OAB-MG | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, a vice-presidente da OAB/MG fala sobre batalha que a entidade vem enfrentando para combater a ação de falsos advogados no estado e a necessidade de criação de novos mecanismos para proteção de dados relacionados. Núbia de Paula falou ainda sobre o avanço do uso da inteligência artificial no direito e como as novas tecnologias tem sido úteis para agilizar processos. A paridade de gêneros, o apoio aos associados a OAB e a promoção de cursos de capacitação também foram abordados pela vice-presidente.
S144 Ep 272Irlan Melo | Café com Política
O vereador de Belo Horizonte Irlan Melo (Republicanos) defendeu a decisão judicial que proibiu a entrada de menores de 18 anos em uma exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Belo Horizonte. O parlamentar, que esteve no local acompanhado da vereadora Flávia Borja (DC), afirmou que a fiscalização foi motivada por denúncias de pais e não se trata de censura, mas do cumprimento da lei. “Sou totalmente contrário à censura. Nós não estamos falando de censura, estamos falando de lei, do Estatuto da Criança e do Adolescente e da classificação indicativa", afirmou. Segundo o parlamentar, há obras com nudez, cenas de sexo e mensagens de teor sexual explícito. “É normal um pai ver o filho de 10 anos passando por uma exposição onde está escrito que masturbar a dois é bom? Quem é a favor desse tipo de coisa é um garçom da putaria, na minha opinião”, avaliou, que também criticou o financiamento da mostra com recursos públicos. “Não sou contra a arte nem contra a cultura, sou contra o desrespeito à lei”, completou.Durante a entrevista, o vereador negou qualquer retaliações na Câmara após votação da Tarifa Zero, mas diz que falta maturidade política em alguns debates. De acordo com o parlamentar, embora tenha assinado a proposta no início da tramitação, decidiu votar contra após concluir que não havia fonte de custeio garantida. “Se você não tem a fonte de custeio, vai acabar usando dinheiro do caixa do município. Isso afeta saúde, educação, segurança e assistência social. Pela responsabilidade que eu tenho desde o início do mandato, votei contra e disse que votaria contra enquanto o projeto não for viável”, analisou.Irlan também negou que vereadores favoráveis à proposta estejam sofrendo retaliações dentro da Câmara. “Cada vereador é responsável pelo seu voto. Não há combinação para prejudicar ninguém. O que falta muitas vezes é maturidade política para compreender o processo legislativo”, pontuou.Ao avaliar a atuação do prefeito Álvaro Damião (União Brasil), Irlan Melo vê pragmatismo na gestão ao mencionar o encontro do chefe do Executivo municipal com a ex-presidente Dilma Rousseff durante viagem à China. “O prefeito não é da direita, do centro nem da esquerda, ele é prefeito de Belo Horizonte. Ele está buscando recursos para o anel rodoviário e para a cidade. Tem que buscar o que for melhor para a população e deixar essa questão de direita e esquerda para o ano que vem”, afirmou.O vereador destacou ainda que a gestão atual mantém boa relação com a Câmara. “O prefeito Álvaro Damião tem feito uma gestão próxima dos vereadores, com diálogo. Ele ouve as demandas e permite que os parlamentares participem das decisões que afetam suas regiões”, completou.Em pré-campanha para as eleições de 2026, Irlan Melo confirmou que pretende disputar novamente uma vaga de deputado federal. Ele afirmou manter diálogo com outras siglas e não descartou a possibilidade de deixar o Republicanos. “O PL é uma possibilidade, assim como o União e o Podemos. Estou conversando com todos. A política exige estar na agremiação correta, onde haja chance real de eleição. Uma coisa eu deixo clara: não será um partido de esquerda. Será de centro-direita”, afirmou o parlamentar que negou qualquer mal-estar com a direção do Republicanos. “Meu diálogo com o presidente municipal, Gilberto Abramo, e com o estadual, Cleitinho Peters, é muito bom. Se houver necessidade de mudança, não deve haver problema, mas isso ainda está sendo construído”, finalizou.
S144 Ep 271Rodolfo Nogueira | Café com Política
A opção à anistia sugerida pelo relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), não agrada à direita. O vice-líder da oposição, deputado Rodolfo Nogueira (PL-SP), acredita que a bancada do partido conseguirá reverter a sugestão de Paulinho e impôr a anistia em votação no plenário da Câmara dos Deputados. Ao Café com Política, exibido nesta segunda-feira (13) no canal de O TEMPO no Youtube, o parlamentar também defendeu que a mudança na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a troca da ministra Cármen Lúcia pelo ministro Kassio Nunes Marques, pode ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a se tornar elegível para a eleição.Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de Estado, Bolsonaro foi sentenciado à inelegibilidade pelo TSE e, com o acúmulo da sentença da Suprema Corte, não poderá disputar eleições até 2060. Rodolfo Nogueira avalia não haver outro candidato para a direita. "Temos três opções hoje na oposição e no PL. O primeiro é o Jair, o segundo é o Messias, e o terceiro é o Bolsonaro. Não existe outro nome. Ele é o único que ganha", analisou.
S144 Ep 270Doutor Paulo | Café com Política
O deputado estadual Doutor Paulo (PRD) avalia que a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) deve ser resolvida antes do início do ano eleitoral. Em entrevista ao Café com Política, o parlamentar afirmou que há um clima favorável à venda da empresa e defendeu um debate mais maduro sobre o tema. Segundo ele, a prorrogação dos prazos a a flexibilização das regras do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) entre o governo de Minas e o governo federal foi positiva. “É importante tomar decisões bem embasadas, não apressadas. O governo estadual deve apresentar até o fim de 2025 os bens que pretende transferir ao governo federal, e o governo federal tem até o fim de 2026 para decidir o que aceita. Vejo isso como um ganho de tempo para um debate mais maduro”, afirmou.Doutor Paulo considera que, apesar do adiamento em relação ao cronograma federal, a discussão sobre a privatização da Copasa pode seguir normalmente. “Depende agora do presidente Tadeuzinho e dos líderes na Assembleia. O projeto não está pautado no momento, mas estamos aguardando”, pontuou.O parlamentar reconhece, no entanto, que há necessidade de melhorias na empresa. O deputado acredita ainda que a privatização é tendência. “Sim, a tendência é favorável à privatização da Copasa. Já a Cemig é diferente. Ela foi desmembrada do pacote porque desperta um carinho maior dos mineiros. Energia é um tema muito sensível, estratégico para o estado. Acredito que a Cemig não deve ser pautada tão cedo”, avaliou.Questionado sobre uma possível CPI da Fhemig, Doutor Paulo defendeu cautela e criticou o uso político das comissões. Para ele, investigações parlamentares só são legítimas quando resultam em contribuições reais para a população. “A questão da CPI é muito delicada. Ela visa obter informações e dados para encaminhar ao Ministério Público e contribuir nas investigações. Se há algo obscuro, documentos não acessíveis ou falta de transparência, a CPI tem seu papel. Mas é preciso separar a CPI que busca informações úteis da CPI que serve apenas para dar notoriedade”, avaliou.O deputado afirmou ainda que comissões sem propósito concreto acabam desperdiçando tempo e recursos públicos. “CPI toma tempo, tem custo e desvia energia de outros projetos. Então, só é válida se trouxer resultados concretos. Se for para autopromoção, não vejo sentido”, completou.Sobre o cenário político mineiro, Doutor Paulo afirmou que as articulações para as eleições de 2026 ainda caminham lentamente. Vice-líder do bloco independente na Assembleia, o parlamentar destacou que o grupo atua com liberdade de voto. “Faço parte do bloco independente desde o meu primeiro mandato. Isso me dá liberdade para votar sem amarras, apoiando projetos que tragam benefícios reais à população. Geralmente acompanhamos as pautas do governo quando elas são positivas”, explicou.O deputado considera que o processo eleitoral de 2026 ainda carece de clareza. “As definições estão um pouco atrasadas. Os nomes apresentados até agora são bons, já conhecidos da população. Mas é importante que, até o final do ano, fique claro quem são os grupos e os candidatos de cada lado”, avaliou.O deputado elogiou o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões. Segundo ele, Simões é um dos nomes mais preparados do grupo político que comanda o estado e deve ter papel relevante nas articulações para 2026. O parlamentar também mencionou o senador Rodrigo Pacheco, a quem classificou como “um quadro importante para Minas e para o Brasil”. Ele ponderou, no entanto, que Pacheco ainda não se colocou oficialmente como candidato, e que o União Brasil, partido com o qual mantém diálogo próximo por meio do deputado Bilac Pinto, ainda definirá os rumos que seguirá nas próximas eleições.Atualmente no PRD, Doutor Paulo confirmou ter recebido convite do União Brasil para disputar a reeleição. O parlamentar afirmou que ainda avalia o futuro partidário e que pretende escolher uma legenda que garanta sustentação política e liberdade de atuação. “Tenho boa relação com o PRD e com sua direção. Estou no segundo mandato pelo partido e tenho liberdade para dialogar. Recebi convite do União Brasil, um grande partido, especialmente com a federação com o PP. Ainda estou avaliando. O que busco é um partido que me dê liberdade e sustentação política, para que o voto do eleitor tenha efeito”, afirmou.Segundo o deputado, o convite partiu diretamente do União Brasil, com o qual mantém relação próxima por meio do ex-deputado Bilac Pinto. “Não estou procurando outro partido. Tenho proximidade com o União Brasil pela amizade com o deputado Bilac Pinto e por termos muitos prefeitos e vereadores da sigla no Sul de Minas. É quase uma família política”, declarou.
S144 Ep 268Carol do Teteco | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, a vereadora de Contagem, Carol do Teteco (MBD), fez um apelo público para que o deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB) entre na disputa pela prefeitura “no futuro”. “Fica aqui meu apelo, deputado. Bora candidatar? Eu ficaria muito feliz de vê-lo como prefeito desta cidade”, afirmou. Questionado sobre a prefeita Marília Campos (PT), a vereadora avaliou que Contagem “ganha mais” com a gestora concluindo o mandato. “Ela [Marília] mesmo fala que não é candidata (ao governo de MG), que vai terminar o mandato dela. Eu acho que Contagem ganha com ela terminando o mandato”, disse a parlamenta. A vereadora reconheceu, no entanto, que a sucessão já desperta movimentos de bastidores, qualificando a cadeira de Marília como “muito disputada”. Na avaliação de Carol, críticas recentes à prefeita se inserem nesse “jogo político” que se antecipa ao próximo ciclo eleitoral. Quanto às alianças para 2026, Carol do Teteco disse que o MDB “ainda precisa avaliar” com quem caminhar. “É uma conversa ainda delicada, ainda não tenho uma resposta certa para te falar com quem a gente vai caminhar”, afirmou, indicando que o partido aguardará a definição real das candidaturas. Carol também criticou a postura do governador Romeu Zema (Novo) em evento de inauguração em Contagem, quando, segundo ela, a prefeita teria sido convidada a não participar do vídeo. “Achei muito deselegante. A Câmara, inclusive, fez uma nota de repúdio”, disse. Durante a entrevista, a vereadora negou ainda ressentimentos com a ida do vice-prefeito Ricardo Faria para o PSD, afirmando que “não houve mágoa” e que as portas do MDB permanecem abertas. “A nossa amizade continua, a gente segue de forma muito tranquila”, pontuou.
S144 Ep 269Rossieli Soares | Café com Política
O secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, defendeu, em entrevista ao Café com Política, a continuidade do modelo das escolas cívico militares do Estado. Segundo ele, apesar do tema ter sido judicializado e paralisado pelo Tribunal de Contas, não há problemas de algumas unidades de educação adotarem o programa. “Não acho que esse seja um modelo para todo mundo, mas não vejo problema de termos algumas escolas, tem que ter um processo de escuta, a comunidade tem que querer, pode ser repensado e refeito”, pontuou. Segundo o novo secretário, a pasta abriu espaço para propostas voluntárias de escolas que quiserem oferecer atividades na chamada semana do “saco cheio”, em outubro, na semana do Dia do Professor, sem mexer no calendário oficial. “Se a escola quiser apresentar um projeto para a secretaria pedindo para fazer aula de reforço escolar, sou todo ouvidos, mas nós não vamos mexer no calendário”, afirmou. Questionado se os dias de recesso poderiam ser remanejados para outro período, o secretário disse que sim, desde que a iniciativa parta da escola e haja acordo com a comunidade: “Se a escola quiser pegar uma semana de dezembro e ocupar, ela pode, mas é a escola que tem que querer”, pontuou. Ao ser perguntado sobre pagamento de hora extra aos docentes, o secretário afirmou que o governo está avaliando caso a caso. Durante a entrevista, Rossieli negou qualquer mal-estar com seu antecessor e garantiu que a transição tem sido "tranquila, com poucas alterações na equipe". "Subsecretários não foram alterados, o restante da equipe é da própria secretaria”, pontuou. Segundo ele, revisões de políticas são parte da gestão, sem “caça às bruxas”. “O problema não é revisar. Não há nenhum mal-estar em se revisar”, defendeu. Questionado sobre a relação com professores, o secretário pontuou que Minas tem limites fiscais, o que impõe restrições a reajustes, mas defendeu o piso nacional e discutir carreira. Rossieli disse ainda que o momento exige “foco na aprendizagem” e “detox pedagógico” diante de “muitos programas” que tiram o tempo das escolas com burocracia. “A secretaria tem que ter a capacidade de apoiar e não atrapalhar”, afirmou, ao explicar ajustes no calendário de avaliações para aliviar a carga do 3º ano e priorizar recomposição.
S144 Ep 267Helinho da Farmácia | Café com Política
O vereador Helinho da Farmácia (PSD) avaliou, em entrevista ao Café com Política, que Rodrigo Pacheco é hoje o nome “mais preparado” do seu partido para a disputa ao governo de Minas em 2026, elogiou a condução de Juliano Lopes na presidência da Câmara de BH e declarou apoio ao debate da tarifa zero no transporte — mas com alerta sobre a fonte de custeio. Questionado sobre a possibilidade de o vice-governador Mateus Simões migrar para o PSD, Helinho fez elogios, porém sinalizou que não vê a filiação acontecer “por enquanto”. “O Mateus é um bom nome, cara muito inteligente, batalhador, trabalhador, sério. Mas eu não vejo o nome do Mateus no PSD não”, disse, ponderando que “política tudo muda de um dia para o outro”. Ao listar quadros cotados para o Palácio Tiradentes, o vereador apontou: “Dentre eles, para mim, o Rodrigo Pacheco é o mais preparado, um cara centrado, que busca diálogo”, reconhecendo que o cenário ainda pode mudar. Sobre o desempenho do Legislativo, Helinho afirmou que a gestão atual devolveu o diálogo entre os 41 vereadores e desatou travas que paralisavam a cidade. “O último biênio, para mim, tem que ser esquecido, porque a Câmara Municipal tem um papel fundamental para o crescimento da cidade”, disse, ao elogiar a condução do presidente Juliano Lopes. No tema mobilidade, o vereador declarou: “Eu sou totalmente a favor da tarifa zero; agora, gente, alguém vai ter que pagar essa conta.” Ele defendeu uma discussão ampla sobre o modelo para evitar efeitos colaterais, como a migração de empresas para municípios vizinhos caso a cobrança recaia sobre o vale-transporte patronal.
S144 Ep 266Arlen Santiago | Café com Política
O deputado estadual Arlen Santiago (Avante) defendeu, em entrevista ao Café com Política, a atuação do governador Romeu Zema (Novo) e disse que ele tem credenciais para disputar a Presidência da República em 2026. “Ele é mineirinho, mas competitivo, e pode ser um candidato forte à Presidência”, avaliou.Sobre a sucessão estadual, o deputado disse acreditar que o vice-governador Mateus Simões (Novo) será candidato ao governo, mas fez um alerta: “Eu sempre falo com ele: precisamos de mais política e menos gestão. O Matheus resolve os problemas de gestão do Zema, mas quem vai resolver os problemas de gestão do Matheus quando ele for governador? Ele tem que começar a pensar nisso”, pontuou o deputado, que ainda descartou a instalação de uma CPI para investigar a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), como defende parte da oposição. Para ele, a proposta tem viés político.“Não precisamos de CPI, temos órgãos competentes para apurar irregularidades. O que a oposição quer é politizar a saúde. Eles só querem obstruir e criar narrativa contra o governo”, criticou.Questionado sobre as negociações sobre a dívida de Minas com a União, o parlamentar criticou a falta de objetividade no debate entre os governos federal e estadual. “É uma conversa de surdos. O governo federal não diz o que aceita, e o Estado fica oferecendo imóveis sem resposta. Enquanto isso, quem sofre é o mineiro, que já paga caro todo mês com esse rombo”, afirmou.Durante a entrevista, o deputado confirmou que sua filha será candidata a deputada estadual em 2026, mesmo cargo que ele também deve disputar. Segundo o parlamentar, não há risco de dividir votos, já que a estratégia será ampliar a base em cidades diferentes. “Eu sou sempre um dos mais votados do Estado, com mais de 100 mil votos. Separamos algumas cidades boas para que ela faça a campanha dela e eu faço em outras. Não há risco de atrapalhar”, afirmou.
S144 Ep 265Helton Júnior | Café com Política
O vereador Helton Júnior (PSD), vice-líder do governo Álvaro Damião na Câmara de Belo Horizonte, defendeu que a discussão sobre tarifa zero avance de forma gradual e com base em números. Segundo ele, a viabilidade do projeto “se constrói” com diálogo entre Executivo, empresários e movimentos sociais, além de uma conta precisa dos impactos. “De bate pronto, nenhum projeto é viável. Precisa de ações que vão torná-lo mais ou menos exequível”, afirmou, ao cobrar a mensuração de custos diretos e indiretos do sistema antes de qualquer decisão. Como caminho prático, Helton vê espaço para um início por recortes específicos — como fins de semana ou públicos prioritários. “A prefeitura está disposta, se não for integralmente, pelo menos [a avaliar] algumas dessas sugestões: sábado, domingo”, pontuou.No balanço político, o vereador sustenta que a base do governo está “fortalecida” e com margem para aprovar as pautas do Executivo. “Temos mais de 30 [vereadores]. Você pode pegar as votações de projeto do Executivo: têm passado com tranquilidade”, afirmou o parlamentar, que destacou que divergências pontuais são “legítimas” e não significam ruptura com a gestão. Apesar disso, Helton criticou a polarização no Legislativo municipal e a importação de embates nacionais para o Plenário. Para ele, o foco do vereador deve estar em problemas concretos da capital. “Quando eu cheguei na Câmara, vi pessoas discutindo questões supranacionais: Lula e Bolsonaro, Donald Trump, que não necessariamente impactavam a vida do belo-horizontino”, relatou. “Se o vereador de Belo Horizonte for falar sobre a taxação de Donald Trump, com todo respeito, ele não vai ser ninguém na fila do pão”, completou. Sobre 2026, o vereador do PSD evitou cravar posições. “O PSD é um partido de cento, o compromisso é com os resultados”, disse, ressaltando que a sigla tende a se alinhar “ao lado de quem quer o melhor para a população” e que a discussão sobre nomes deve amadurecer quando o quadro eleitoral estiver completo. “Não cabe aqui definir um nome, esse processo vai fluir naturalmente”, afirmou. Ele avaliou que “Rodrigo Pacheco é um excelente nome” e que “Mateus Simões tem as suas qualidades”, mas preferiu “evitar futurologia” enquanto as candidaturas não estiverem postas.
S144 Ep 264Lucas Lasmar | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, o deputado estadual Lucas Lasmar (Rede) criticou a condução da saúde em Minas e cobrou a instalação de uma CPI para apurar problemas na Rede Fhemig. Segundo ele, “o governador Zema está passando o pano no secretário de Estado de Saúde” e a base governista trabalha para barrar as assinaturas necessárias. “São 27 assinaturas; temos 18. O governo está jogando pesado para que os deputados da base não assinem”, afirmou. O parlamentar relatou cancelamentos recorrentes de cirurgias, pacientes “em corredor” e sobrecarga no Hospital João XXIII. “O Estado está normalizando tratar paciente em corredor. Isso é inadmissível”, disse.Lasmar atribui o “colapso” na rede à decisão de fechar o Hospital Maria Amélia Lins e transferir cirurgias eletivas para o João XXIII. “Eu vejo que é uma economia burra que o governo está fazendo”, declarou. Ele também citou o fechamento de 16 leitos de UTI pediátrica no João Paulo II e criticou o anúncio do novo complexo hospitalar na Gameleira sem resolver o presente: segundo o deputado, “a obra só vai iniciar em 2026” enquanto o governo “já está tomando decisões de fechar agora leitos” nas unidades atuais.Ao defender a CPI, o parlamentar disse que o próprio secretário de Saúde reconheceu falhas no encerramento do Maria Amélia Lins. “Ele falou que não houve planejamento para o fechamento do Hospital Maria Amélia Lins”, afirmou Lasmar. Para o deputado, o governo busca “qualquer justificativa, mesmo pífia, para avançar no projeto de diminuir o Estado” e evita discutir alternativas como chamamento de concursados e valorização salarial de áreas críticas. Lasmar contestou ainda a alegação do vice governador Mateus Simões (Novo) de ter maioria confortável na Assembleia. Segundo ele, a base não consegue destravar a pauta. “Eles não estão conseguindo tirar da CCJ”.
S144 Ep 263Junio Amaral | Café com Política
O deputado federal Cabo Junio Amaral (PL-MG) criticou, em entrevista ao Café com Política, os governadores da direita, em especial Romeu Zema (Novo), ao avaliar as movimentações políticas de 2026. Segundo ele, o lançamento da pré-candidatura do governador de Minas à Presidência da República “não pegou bem” e transmite a sensação de que Zema tenta “ocupar à força” o espaço de Jair Bolsonaro. Amaral afirmou que, mesmo inelegível, o ex-presidente continua sendo a principal liderança do campo conservador no Brasil. “Esse espaço não está vago”, avaliou. Para o parlamentar, a atitude de Zema ao se lançar antes do tempo afasta ainda mais o governador do bolsonarismo. Ele também citou que outros governadores, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União Brasil), não têm demonstrado a lealdade esperada ao ex-presidente. “Nenhum político relevante que se afastou de Bolsonaro conseguiu se fortalecer. Pelo contrário, quem rompeu com ele acabou perdendo força política”, afirmou Amaral.Questionado sobre o vice-governador Mateus Simões (Novo), que tem buscado aproximação com o PL, o deputado foi enfático: “Neste momento, não vejo chance de apoio”. Segundo ele, a movimentação recente de Zema em relação à Presidência também impacta esse distanciamento. Em relação à disputa pelo Senado em Minas, o parlamentar afirmou que o PL pode lançar até dois nomes em 2026.Sobre as movimentações para as eleições presidenciais de 2026, o deputado disse que ainda acredita em uma reviravolta jurídica que permita a candidatura de Jair Bolsonaro. Caso isso não aconteça, defendeu o nome de Eduardo Bolsonaro. “Ele é hoje o porta-voz da nossa causa junto ao governo americano e tem se posicionado contra as perseguições políticas no Brasil. Pela sua dedicação ideológica e alinhamento, seria o melhor nome. A Michelle também seria uma boa representante, mas minha preferência é pelo Eduardo”, afirmou.Durante a entrevista, o deputado também fez críticas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Para ele, o deputado tem atuado de forma a “proteger a si mesmo". "Só há um caminho: a anistia ampla, geral e irrestrita, que é o que prevê a Constituição”, argumentou.
S144 Ep 262Cláudio do Mundo Novo | Café com Política
O vereador de Belo Horizonte Cláudio do Mundo Novo (PL) é o convidado da vez no Café com Política. Em seu segundo mandato na posição da Câmara Municipal de BH, Cláudio falou sobre a trajetória política, os principais gargalos da capital e ainda comentou sobre a relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
S144 Ep 261Marcela Trópia | Café com Política
Em entrevista ao programa Café com Política, a vereadora de Belo Horizonte Marcela Trópia (Novo) criticou a atuação da Câmara Municipal. Segundo ela, o Legislativo perdeu protagonismo nos últimos anos e discute pautas pouco conectadas com os problemas reais da capital mineira. “O Legislativo fala para suas próprias bolhas. Hoje, a Câmara está mais preocupada com Brasília do que com Belo Horizonte”, alfinetou. Para a parlamentar, o presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), “é refém de uma Câmara polarizada”. “Ele trabalha com o que tem, mas a Câmara perdeu protagonismo”, avaliou.Durante a entrevista, a vereadora também comentou a mudança de gestão na Prefeitura de Belo Horizonte. Segundo ela, o governo do prefeito Álvaro Damião (União) tem se mostrado mais aberto às demandas dos vereadores. “A Prefeitura de BH está mais aberta ao diálogo, não faz sentido gritar mais nas redes sociais”, afirmou. Trópia, no entanto, cobrou maior transparência sobre os custos do sistema de transporte coletivo da capital e sobre a proposta de tarifa zero. “Até hoje ninguém sabe quanto custa o sistema de ônibus. É um problema de transparência. Por isso, defendo que o prefeito rompa o contrato e faça um reset, porque tudo hoje é enxugar gelo”, defendeu.Sobre as eleições de 2026, Marcela Trópia avaliou como “acertada” a decisão do governador Romeu Zema (Novo) de se lançar como pré-candidato à Presidência. “Se ninguém souber que ele é candidato, as conversas não avançam. Ele tem condições de se tornar competitivo: o primeiro passo foi dado”, analisou.Questionada sobre a recente declaração de Zema a respeito das políticas para pessoas em situação de rua, a vereadora ponderou que os abrigos não são a única solução. “Se virar prefeito, Zema descobriria em 30 dias que só o abrigo não basta”, destacou a parlamentar, que defendeu políticas mais amplas para enfrentar o problema.
S144 Ep 260Embaixadora do Reino Unido, Stephanie Al-Qaq | Café com Política
Em 2025, o Reino Unido comemora 200 anos de relações diplomáticas com o Brasil, celebradas desde que os britânicos reconheceram a independência dos brasileiros em 1825. Em Minas Gerais nesta semana para uma série de agendas em referência à data, a embaixadora britânica, Stephanie Al-Qaq, aproveita o momento para abrir novas possibilidades de negócios e trocas culturais. “Estamos usando este ano para olhar para o futuro. Já temos parcerias históricas em defesa e saúde, mas estamos olhando para novas áreas também, como inovação e tecnologia”, diz, em entrevista ao programa Café com Política, no canal do YouTube de O TEMPO. Além da celebração do aniversário, este ano também é importante para os dois países por outras razões. Em novembro, o Reino Unido será um dos participantes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), sediada em Belém (PA). Em meio às polêmicas sobre a hospedagem na região — criticada internacionalmente devido aos preços —, Al-Qaq prefere focar nas discussões sobre o clima.
S144 Ep 259Moara Saboia | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, a vereadora de Contagem Moara Sabóia (PT) defendeu que a experiência de gestão petista na cidade seja referência para o partido em Minas Gerais. Segundo ela, Contagem mostra que é possível dialogar com setores conservadores e ampliar a base política sem perder a conexão com os mais pobres. “O PT precisa olhar para a experiência de Contagem, que conseguiu organizar o partido internamente e reeleger uma prefeita em primeiro turno”, afirmou.Moara também comentou as disputas internas do PT mineiro, classificando como “acirradas e desnecessárias” as judicializações recentes. Para ela, o partido precisa de maturidade para superar divergências e se preparar para 2026.Sobre o cenário estadual, a vereadora avaliou que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) pode ser o nome apoiado por Lula ao governo de Minas, mas destacou que a tarefa dele será atrair a centro-direita. “Não necessariamente o PT precisa ocupar a vice, o mais importante é uma chapa viável eleitoralmente”, disse.Moara também projetou o futuro político da prefeita Marília Campos, que aparece bem posicionada em pesquisas para o Senado e até para o governo, mas, segundo ela, tem reafirmado a intenção de concluir o mandato em Contagem.Questionada sobre a gestão do governador Romeu Zema (Novo), a vereadora acusou o chefe do Executivo estadual de abandonar Minas para se projetar nacionalmente. “O governador abriu mão de cuidar do Estado para se lançar candidato à Presidência. Nossa tarefa é desmascarar o governo Zema e apresentar alternativas”, afirmou.
S144 Ep 258Mauricio do Vôlei | Café com Política
A estratégia da oposição de obstruir o plenário da Câmara dos Deputados não rendeu os frutos esperados, não pelo menos, por enquanto. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não deu indícios de que irá acelerar a tramitação do projeto de lei que anistia os réus do 8 de janeiro e também não incluiu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim ao foro na ordem do dia para votação do plenário. O resultado aquém do esperado não foi surpresa para o deputado Maurício do Vôlei (PL-MG), para quem a estratégia pareceu ineficiente desde o início. "Não ia dar em nada", disse. "Pelo contrário, acho que a gente ia sair prejudicado nessa ação. Não temos votos para pautar a anistia. Só que eles não entenderam. Falei para vários líderes do PL e da oposição que não era o caminho, que era um erro", avaliou o deputado em declaração ao Café com Política, de O TEMPO.
S144 Ep 257Andreia de Jesus | Café com Política
No Café com Política, a deputada estadual Andreia de Jesus (PT-MG) falou sobre os embates ideológicos na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG). Durante a entrevista, a deputada afirmou que fez uma representação contra o governador Romeu Zema (Novo).Questionada sobre 2026, a parlamentar defende a participação do PT em uma chapa para o governo de Minas e avaliou nomes como o do senador Rodrigo Pacheco (PSD), e das prefeitas Marília Campos (PT) e Margarida Salomão (PT). A deputada disse ainda estar "!preparada para disputar o Senado, se o partido quiser”.
S144 Ep 256Gabriel Azevedo | Café com Política
Ex-vereador Gabriel Azevedo dispara críticas em todas as direções e mira em Bolsonaro, Lula e governador mineiro Romeu Zema que, segundo ele, envergonha Minas Gerais. Azevedo garante que busca a prefeitura da capital mineira em 2028, mas diz que futuro político ainda vai ser definido.
S144 Ep 255André Luiz Moreira dos Anjos, presidente do IPSEMG | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, o presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG), André dos Anjos, afirmou que o órgão deve fechar 2025 sem déficit e com sustentabilidade financeira garantida por pelo menos cinco anos. Desde a mudança nas regras de contribuição, o IPSEMG perdeu cerca de 4 mil beneficiários, mas o impacto na arrecadação, segundo ele, foi “irrisório”.André não descarta, no entanto, novas mudanças nas regras de contribuição no futuro, a depender da evolução tecnológica e dos custos de assistência. Entre os investimentos previstos, o presidente destacou a reabertura da Ala B do Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP) em 2026 e a ampliação da rede credenciada, que deverá dobrar de valor até o fim do ano, com novos prestadores e aumento do teto de contratos.
S144 Ep 254Cida Falabella | Café com Política
A vereadora Cida Falabella (PSOL) diz que imóveis na região central de Belo Horizonte podem ser transformados em moradias populares em projetos de mudanças no plano diretor da capital. "Interesses diferentes ainda impedem andamento dos projetos'', segundo a vereadora. No Café com Política, Cida falou ainda sobre o andamento de projetos culturais para a cidade, as eleições de 2026 e a relação com o prefeito Álvaro Damião.
S144 Ep 253Deputado Mauro Tramonte | Café com Política
O deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos-MG) não descarta apoiar uma eventual candidatura do senador Cleitinho (Republicanos-MG) ao governo de Minas, em 2026. Em entrevista aos jornalistas Síria Caixeta e Hermano Chiotti, Tramonte afirmou que a decisão dependerá das propostas apresentadas tanto por Cleitinho quanto pelo vice-governador Matheus Simões (Novo-MG), também cotado para disputar o cargo. Embora Cleitinho não tenha apoiado Mauro Tramonte nas eleições de 2022, quando o deputado concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte, o parlamentar afirma que não guarda mágoa. O deputado mineiro também destacou que segue realizando seu trabalho de forma independente, sem se deixar influenciar pela polarização política do país. Ainda na avaliação de Tramonte, a principal pauta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais no segundo semestre será a discussão sobre os detalhes da adesão do Governo de Minas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), iniciativa que trata da renegociação das dívidas do Estado com a União.
S144 Ep 252Fernando Breno | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, o prefeito de Coromandel, Fernando Brenno (PRD), falou sobre os principais investimentos da gestão, como a ampliação da saúde, os recursos destinados ao agronegócio e a chegada de empresas ao município. Ele comentou ainda sobre a descoberta do segundo maior diamante do Brasil em Coromandel e revela como os recursos da venda da pedra serão aplicados na cidade.Durante a entrevista, Fernando também detalhou a relação com os governos estadual e federal, e avaliou possíveis nomes para a disputa ao governo de Minas em 2026 e não descarta uma futura candidatura a deputado.
S144 Ep 251Jussara Menicucci | Café com Política
À frente da Frente Mineira de Prefeitos (FMP), a prefeita de Lavras, Jussara Menicucci (PSD), defendeu, em entrevista ao Café com Política, que a principal pauta de sua gestão será a reforma tributária, com atenção especial às demandas das cidades polo.“Eu sou municipalista e, representando cidades polo, a Frente Mineira veio para que esses municípios também tivessem voz”, afirmou. Segundo a prefeita, a meta é garantir que os anseios das maiores cidades mineiras sejam considerados nos poderes Legislativo e Executivo, tanto no Estado quanto no país.Menicucci disse que pretende implementar um projeto de desenvolvimento sustentável para as macrorregiões de Minas, aliado à atração de investimentos e inovação. “Queremos lutar para que todas as regiões tenham seu desenvolvimento sustentável reconhecido, para que a gente possa captar recursos e executá-los”, ressaltou.A nova presidente defendeu ainda maior integração com a Associação Mineira de Municípios (AMM), que, segundo ela, congrega principalmente cidades menores. “São duas entidades municipalistas. A frente entra para que a gente tenha esse trabalho em parceria, cada uma no seu nicho, de forma integrada.”Entre os principais gargalos enfrentados pelas cidades polo, Menicucci apontou a saúde, especialmente na realização de cirurgias e exames especializados. Ela criticou o congelamento da tabela do SUS há 20 anos e disse que os municípios precisam de apoio para manter o atendimento. “O nosso gasto é muito maior e os recursos sempre são finitos”, afirmou.A prefeita também falou sobre a concessão de rodovias e defendeu pedágios com tarifas justas. “Sou a favor de concessões, mas que as tarifas não sejam tão altas para a população não ter esse peso no bolso e o desenvolvimento das regiões continue”, pontuou. Sobre medidas nacionais que impactam o orçamento municipal, como os pisos da enfermagem e do magistério e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, Menicucci pediu compensações. “Tem que ter [compensação], porque é uma receita que vem no Fundo de Participação dos Municípios”, avaliou. Ela adiantou que a FMP já estuda as perdas que a medida pode gerar.Em relação à política estadual, a prefeita afirmou que o cenário para 2026 ainda é incerto. “Talvez seja uma das primeiras eleições que, a um ano do início do processo eleitoral, não tem ali ‘este é o candidato’”, observou, defendendo um nome de centro que una forças da direita e da esquerda.
S144 Ep 250Kiko Dutra| Café com Política
Em entrevista ao programa Café com Política, o prefeito de Carandaí, Kiko Dutra (PRD), fez um balanço dos primeiros meses de mandato e afirmou ter encontrado o município em situação crítica, especialmente nas áreas de saúde e educação. Segundo ele, a transição de governo foi marcada pela "falta de transparência" e por "desafios e surpresas diárias". Dutra denunciou o colapso do Hospital Municipal. “Chove mais dentro do que fora do hospital”, relatou. Segundo ele, o hospital opera sem alvará sanitário desde 2022 e teve sua classificação rebaixada do nível 4 para o nível 2, o que gerou perda de recursos.Para reverter esse cenário, o prefeito prometeu reestruturar o hospital em até 12 meses, com apoio do Ministério da Saúde e do programa de gestão do Hospital Albert Einstein. “O povo merece respeito e merece uma saúde de qualidade”, disse. Sobre o relacionamento institucional, Kiko Dutra afirmou manter bom diálogo com os governos estadual e federal, independentemente de ideologia. “Meu ideal independe de direita, esquerda ou centro”, declarou. Durante a entrevista, o prefeito falou também sobre decisão de vetar o reajuste da verba indenizatória da Câmara Municipal. Segundo ele, a medida não afetou sua base de apoio. “Não era o momento”, justificou. O chefe do Executivo municipal mostrou ainda satisfeito com a eleição do prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão (sem partido), para a presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM), e defendeu maior participação dos gestores municipais nas decisões da entidade.
S144 Ep 249Paulo Lamac | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, o porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, Paulo Lamac, afirmou que deixou a Prefeitura de Belo Horizonte sem ressentimentos e negou qualquer crise entre os grupos de Fuad Noman e Álvaro Damião (União). Segundo ele, a saída coincidiu com sua eleição à direção nacional do partido e com o momento de reformulação da nova gestão municipal.Ex-vice de Alexandre Kalil (sem partido), Lamac afirmou ainda que o ex-prefeito "seria muito bem-vindo na Rede" e que sua candidatura ao governo de Minas em 2026 "não pode ser desconsiderada". Segundo Lamac, a Rede Sustentabilidade não planeja lançar candidatura própria ao Planalto em 2026. A expectativa , de acordo com ele, é manter a aliança com o governo Lula, como ocorre no cenário nacional atual.Questionado sobre a federação PSOL-Rede, o porta voz afirmou que a legenda admite conversas com outros partidos para 2026. Sobre os rumores de saída da deputada estadual Ana Paula Siqueira (Rede), Lamac garantiu que ela segue até então no partido, mas reforçou que a Rede não impõe amarras a seus quadros.
S144 Ep 248Delegado Marcelo Freitas | Café com Política
Presidente do União Brasil em MG diz que federação com PP terá como foco uma candidatura de direita no Estado em 2026: "É impossível caminharmos em uma coligação com o PT"O presidente do União Brasil em Minas Gerais, deputado federal delegado Marcelo Freitas, defendeu, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta segunda-feira (4/8) no canal de O TEMPO no YouTube, que a federação entre União Brasil e PP caminhe com uma candidatura de direita nas eleições do próximo ano no Estado, afastando a possibilidade de que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) seja uma das apostas das siglas para o pleito de 2026. Pacheco tem sido apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma das apostas de aliança do PT em Minas. Nas últimas agendas de Lula no Estado, o senador tem dividido palanque com o presidente, animando aliados que viam, até então, com desconfiança uma possível candidatura do senador ao Palácio Tiradentes."O Rodrigo Pacheco é uma pessoa com quem eu mantenho uma relação de respeito e amizade. Mas, tendo em vista a posição dos filiados do União Brasil e do próprio PP, não têm a menor condição de caminharmos em uma coligação que contemple o PT formalmente em sua composição. É impossível a possibilidade de uma coligação com o PT. O partido vai caminhar, seja em âmbito nacional ou estadual, em uma coligação que transite para o aspecto da direita", afirmou o presidente do União Brasil em Minas Gerais.Conforme publicado por O TEMPO, o apoio de Lula à eventual candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais em 2026 não estaria condicionado à presença do PT na chapa. O ex-presidente do Congresso Nacional já teria sinalizado a aliados que o partido pode ficar fora da composição, caso ele seja candidato. A intenção do ex-presidente do Congresso seria encabeçar uma chapa ao centro, como fez o ex-prefeito Fuad Noman (1947–2025) ao se candidatar à Prefeitura de Belo Horizonte em 2024. Sem o PT, pessoas próximas a Pacheco acreditam que o senador teria espaço para atrair partidos do centro e da centro-direita, como a federação União Brasil–PP. A estratégia é calculada para desidratar a candidatura do vice-governador Mateus Simões (Novo). Filiado ao PP, o secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro, é pré-candidato ao Senado na chapa encabeçada por Simões.Segundo o presidente do União Brasil em Minas Gerais, as decisões da federação no Estado serão tomadas "em sintonia com os diretórios estaduais do PP e do União Brasil", mas com "chancela da Executiva Nacional". "Nós já temos conversas avançadas com o diretório estadual e com o presidente do PP, além do presidente do União Brasil, no sentido de que a gente trabalhe com um partido mais à direita. A proposta, tanto em Minas quanto no Rio de Janeiro e em São Paulo, é de que as decisões sejam tomadas sem que haja um comando estadual unificado, porque são estados que guardam a relevância de uma densidade eleitoral muito grande, razão pela qual a Executiva Nacional não abre mão dessa prerrogativa de chancelar os acordos feitos", afirmou Freitas.De acordo com o parlamentar, o União Brasil e o PP ainda estão negociando sobre um eventual apoio a uma candidatura em Minas Gerais. “Ainda não tem nome. As conversas estão acontecendo. Nós temos tido vários diálogos com o Mateus Simões, com o governador Romeu Zema, com o Marcelo Aro, que é secretário de Governo, com o próprio Rodrigo Pacheco, com Cleitinho e com o Euclydes Pettersen. São pessoas com quem mantemos um diálogo muito ativo”, pontuou. "Essas negociações vão se afunilar mais adiante, e certamente nós iremos fazê-lo em sintonia com a Executiva Nacional do partido. Mas, repito: a posição hoje do partido, seja em âmbito estadual ou nacional, é de caminhar em sintonia com a direita do nosso país", completou o deputado.Deputado defende participação de Álvaro Damião na montagem de chapas para 2026Durante a entrevista, o presidente do União Brasil no Estado defendeu ainda a participação do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), na composição eleitoral para 2026. “O Álvaro Damião é uma pessoa com quem nós mantemos um diálogo bastante satisfatório e uma pessoa que vai nos ajudar muito, especialmente na composição da chapa para a eleição de 2026”, avaliou.Questionado sobre a presença do União Brasil na prefeitura da capital, Marcelo de Freitas minimizou as alianças feitas por Damião. Segundo ele, “o gestor municipal precisa buscar, fazer uma composição que permita que ele consiga ter governabilidade". "Eu acho que isso o Álvaro tem feito, tem buscado montar um governo de coalizão, já que ele não foi o prefeito eleito. Ele assumiu a prefeitura após a lamentável perda do prefeito eleito Fuad Noman”, disse o deputado, que garantiu que o diretório estadual do União Brasil não tem a intenção de indicar qualquer nome ao Executivo municipal."O que nós queremos é que o prefeito de Belo Horizonte, nessa visão republicana de composição com os partidos, nos ajude na composição da chapa proporcional para as eleições
S144 Ep 247Bruno Pedralva | Café com Política
O vereador de Belo Horizonte, Bruno Pedralva (PT), criticou a transferência do terreno do antigo hospital psiquiátrico Galba Veloso, localizado no bairro Gameleira, região Oeste da capital, para a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O projeto, aprovado em primeiro turno na Câmara de BH, tem como um dos objetivos viabilizar a construção do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio — HoPE. A obra será executada por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta quinta-feira (31/7) no canal de O TEMPO no YouTube, o parlamentar criticou ainda o voto favorável do colega de bancada, Pedro Rousseff (PT), à proposta.Na avaliação de Pedralva, o projeto pretende, na verdade, substituir quatro hospitais públicos da capital pela construção de um novo hospital. “Para mim, é coisa de maluco votar a favor, permitindo o fechamento de quatro hospitais públicos do SUS nessa conjuntura”, analisou o vereador. Segundo ele, a construção de uma nova unidade hospitalar em Belo Horizonte não pode servir de justificativa para o encerramento das demais. “A gente quer um hospital novo, mas não para substituir os que existem. Nós queremos ampliar o atendimento”, completou.Nesta semana, Pedro Rousseff minimizou qualquer mal-estar com a bancada. Conforme publicado por O TEMPO, o caso extrapolou os corredores da Câmara e repercutiu nos bastidores da política petista, trazendo à tona resquícios da disputa interna pelo comando estadual do partido. Adversários do grupo de Rousseff, do qual também faz parte o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), vincularam o voto favorável do vereador a uma suposta “retribuição” e “prova de lealdade” ao prefeito Álvaro Damião (União), que teria contemplado aliados do parlamentar com nomeações feitas na semana que antecedeu a votação. Rousseff, por sua vez, nega qualquer acordo ou troca de favores.Para Bruno Pedralva, a construção do novo hospital estadual sem que o governo assuma os custos do fechamento das unidades atuais representa uma sobrecarga para o município. “É uma puxada de tapete, uma sacanagem do governo de Minas com o povo de Belo Horizonte, com a prefeitura de Belo Horizonte. O Zema convidou o Álvaro para uma festa, pediu o presente, que é o terreno, mas ainda está fazendo o Álvaro pagar a conta da festa, que é a manutenção dos demais hospitais", comparou.Sobre a crise no Samu em Minas Gerais, o petista afirmou que o problema não está no governo federal, mas na administração local. Conforme publicado por O TEMPO, dez consórcios do Sistema Único de Saúde (SUS) projetam um déficit estimado de R$ 56,8 milhões no custeio do Samu 192 em Minas em 2025. Segundo levantamento financeiro do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião do Sul de Minas (Cissul), a entidade recebe, mensalmente, 28,39% da verba prevista pela União, apesar de a regulamentação prever 50% de participação do Ministério da Saúde.“O governo federal paga tudo em dia, o que é previsto legalmente [...] Não tem como o Ministério da Saúde passar mais dinheiro para Minas Gerais e não passar para o de Pernambuco", ponderou.Ao avaliar a gestão do prefeito Álvaro Damião (União), o vereador classificou o chefe do Executivo municipal como alguém do campo democrático, embora de centro-direita. “O Álvaro Damião não é um bolsonarista. Isso é muito bom na conjuntura atual”, afirmou.Pedralva, no entanto, defendeu que as mudanças no Plano Diretor de Belo Horizonte só sejam votadas após debate com a sociedade. “Eu não sou contra a verticalização, mas acho que esse debate não pode atropelar a cidade. A gente vai certamente atuar para que o projeto só seja votado depois de escutar a sociedade. Como sempre fizemos”, pontuou o vereador, que defendeu que qualquer mudança seja realizada apenas após a Conferência de Políticas Urbanas prevista para o próximo ano.
S144 Ep 246Gleidson Azevedo | Café com Política
O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), defendeu, em entrevista ao Café com Política, a união entre o senador Cleitinho (Republicanos), o vice-governador Mateus Simões (Novo) e o PL na disputa pelo governo de Minas em 2026, com o objetivo de impedir, segundo ele, o retorno do PT ao Executivo estadual. Durante a entrevista, o irmão de Cleitinho também afirmou que não descarta deixar o Partido Novo e admitiu a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. “Não sou apegado a partido”, declarou. O prefeito reforçou ainda seu apoio ao nome do governador Romeu Zema (Novo) como possível candidato à Presidência da República.Gleidson também rejeitou o rótulo de que a família forma um “clã político” e afirmou que sua eleição foi resultado de trabalho próprio: “Fui eleito pelo povo, não por indicação do Cleitinho”, pontuou. O prefeito fez ainda duras críticas ao governo Lula, afirmando que as portas estão fechadas para Divinópolis e que nem mesmo as emendas parlamentares de Cleitinho são pagas pelo governo federal.
S144 Ep 245Carlos Henrique | Café com Política
O deputado estadual Carlos Henrique (Republicanos) defendeu, em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta terça-feira (29/7) no canal de O TEMPO no YouTube, a união das forças de direita na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026. Segundo o parlamentar, o momento exige maturidade e desprendimento para que não se abra espaço à retomada da esquerda no comando do Executivo estadual.Ao comentar uma eventual candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) e do vice-governador Mateus Simões (Novo), Carlos Henrique afirmou que ainda não é hora de antecipar decisões. Para ele, o melhor nome será aquele que estiver mais bem colocado nas pesquisas. “O que nós não podemos permitir é que a direita venha a se dividir”, afirmou. O parlamentar ressaltou ainda que o foco atual do Republicanos é construir uma base sólida e um projeto político para o Estado, sem disputas personalistas ou vaidades partidárias. Segundo ele, o eleitor será o responsável por definir os rumos da candidatura do partido: “Quem vai posicionar a condição do Cleitinho será o eleitor”. Carlos Henrique reconhece, no entanto, que o Republicanos pode tanto lançar cabeça de chapa quanto compor alianças, indicando um nome para vice ou para o Senado. “A política é um infindável momento de negociações, de conversas e de diálogos”, afirmou o deputado.No cenário nacional, o deputado avalia que o governador Romeu Zema (Novo) tem desempenho para disputar a Presidência da República no pleito do próximo ano, mas cita o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o favorito para disputar a eleição como o candidato da direita. Para Carlos Henrique, não é momento de pressa. Segundo ele, "a política nacional exige articulações amplas". Ele cita ainda que acordos nacionais podem impactar diretamente a articulação local em Minas. “A definição do candidato à Presidência exige diálogo entre os partidos aliados”, ponderou.Durante a entrevista, o deputado do Republicanos culpou também o presidente Lula (PT) pela crise com os Estados Unidos e avaliou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ocupou um papel que deveria ser do governo brasileiro. Para ele, a sanção americana foi consequência da postura do governo Lula, que, segundo ele, adotou "um alinhamento político hostil" ao Ocidente ao se aproximar, de acordo com ele, "de regimes autoritários" e propor a criação de uma moeda para rivalizar com o dólar. O parlamentar criticou ainda a condução da política externa do governo federal e a ausência de diálogo com o governo de Donald Trump. Segundo o deputado, diante da ausência de ação da diplomacia brasileira, Eduardo Bolsonaro foi quem acabou assumindo o papel de articulação no exterior.Sobre o cenário local, ao relembrar a campanha municipal de 2024, em Belo Horizonte, o deputado fez críticas à articulação política da candidatura de Mauro Tramonte (Republicanos). Para ele, faltou uma frente ampla de apoio, apesar de a campanha ter unido nomes como o do ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil (sem partido), e do governador Romeu Zema. "Água e óleo não se misturam", analisou.Questionado sobre a relação do governo Zema com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Carlos Henrique avalia que a base do Palácio Tiradentes se fortaleceu após a mudança na Secretaria de Governo. Segundo ele, houve um período de dificuldades na articulação política, causadas principalmente pela inexperiência de alguns deputados recém-eleitos.Com a chegada do secretário Marcelo Aro, o deputado avalia que a relação entre Executivo e Legislativo melhorou, e votações importantes passaram a ter mais quórum. “Já tivemos alguns projetos importantes votados e não tivemos maiores problemas (com quórum)”, afirmou. Sobre sua saída da liderança da maioria na Assembleia, Carlos Henrique disse não ter se frustrado. Segundo ele, a decisão foi conversada com o presidente da Casa, Tadeu Martins Leite (MDB), e faz parte da dinâmica política da instituição. “A política a gente constrói também fazendo gestos e concessões”, pontuou. O deputado disse que continua com boas relações com a base governista e que está focado em contribuir com os projetos do governo estadual.Ao tratar da discussão sobre o Propag e do referendo defendido pelo governo Zema para eliminar a obrigatoriedade de consulta pública para a venda de estatais, Carlos Henrique defendeu que, mesmo os deputados da base, devem ouvir seus eleitores antes de tomar uma decisão.
S144 Ep 243Kim Kataguiri | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, o deputado federal, Kim Kataguiri (União Brasil), falou sobre estratégias do partido para enfrentar opositores e disse que o foco é a eleição majoritária. ''Trump virou motivo de piada e, apesar do fim de Bolsonaro, bolsonarismo vai sobreviver. O ex-presidente se esforçou muito para perder as eleições e quase não consegue''
S144 Ep 244Pedro Rousseff | Café com Política
O vereador Pedro Rousseff (PT) criticou, em entrevista ao Café com Política, exibido nesta segunda-feira (28/7) no canal de O TEMPO no YouTube, a atuação da direita na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) e cobrou uma postura mais ativa do presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos). Segundo ele, é necessário que o presidente intervenha para que haja debate sobre os projetos apresentados pela esquerda. Na avaliação do vereador, parlamentares têm utilizado o Legislativo como uma “fábrica de projeto pra ganhar like”.“A Câmara de Belo Horizonte, até o dado momento, muito por conta da bancada bolsonarista, só fala e só propõe abobrinha”, afirmou o parlamentar, ao acusar a bancada da direita de priorizar pautas conservadoras que, em sua avaliação, não têm impacto prático na cidade. Para Rousseff, a Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) tem sido usada para barrar propostas progressistas com justificativas ideológicas. “O diálogo com o presidente Juliano é sempre muito bom, todas as semanas ele recebe a gente. Só que ele tem que atuar mais. Ele é o presidente da Câmara, não pode interferir na CLJ, mas tem que ajudar, porque a Câmara não pode ser legalmente, juridicamente, toda voltada para a direita. Tem que ter debate. Por isso, eu peço ajuda para que possamos, pelo menos, debater as ideias”, afirmou.Ao ser questionado sobre a atuação do prefeito Álvaro Damião (União Brasil), Pedro Rousseff avaliou que o chefe do Executivo municipal está aberto ao diálogo com a esquerda, mas ponderou que sua missão é puxar o prefeito “o máximo possível para a esquerda” e convencê-lo da importância da parceria com o presidente Lula (PT). “O melhor para Belo Horizonte é a parceria com o Lula. Não pelo PT, não pelo Lula, mas pelas obras que a cidade precisa”, pontuou o vereador, citando investimentos federais em obras como o Anel Rodoviário e o Aeroporto Carlos Prates. “O prefeito não é de esquerda. E o meu trabalho como parlamentar do PT é pegar o prefeito e puxar ele o máximo pra esquerda. O nosso trabalho diário é mostrar para o prefeito que ele tem que apoiar o Lula”, completou Rousseff.Após divergir da bancada da esquerda na Câmara ao votar a favor do projeto que transfere para o governo de Minas Gerais o terreno do antigo Hospital Galba Veloso, em Belo Horizonte, o parlamentar minimizou qualquer mal-estar com os colegas. Conforme publicado por O TEMPO, o caso extrapolou os corredores da Câmara e repercutiu nos bastidores da política petista, trazendo à tona resquícios da disputa interna pelo comando estadual do partido. Adversários do grupo de Rousseff — do qual também faz parte o deputado federal Reginaldo Lopes (PT) — vincularam o voto favorável do vereador a uma suposta “retribuição” e “prova de lealdade” ao prefeito Álvaro Damião (União), que teria contemplado aliados do vereador em nomeações feitas na semana que antecedeu a votação. Rousseff, por sua vez, nega qualquer acordo ou troca de favores.“Eu sou contra privatização, mas esse projeto não falava de privatização. Como eu ia voltar no bairro e explicar que votei contra a criação de um hospital público?”, justificou. “Eu, sinceramente, acho que houve uma falta de comunicação com a bancada, porque esse projeto é muito resumido. Independentemente se foi o Zema que mandou, se foi o Álvaro que mandou, se foi o Papa que mandou, se foi o Trump que mandou — se for para votar a favor da criação de um hospital 100% SUS, eu voto a favor”, completou o vereador, que também minimizou os conflitos internos ocorridos durante o Processo de Eleições Diretas (PED) do PT em Minas.Segundo Rousseff, apesar das disputas naturais, o partido está unificado. “É normal ter briga. Assim como toda eleição: todo mundo briga. Mas terminou o nosso PED, nós estamos agora focados no ano que vem. O nosso 'racha' é durante as eleições internas; depois que acabou, está todo mundo junto de novo, porque não importam mais as eleições internas. O que importa agora é garantir o maior número de apoio e de voto para o presidente Lula. E isso independe se era com X, com Y ou com Z. O nosso trabalho, agora, é dar o máximo de apoio para a Leninha, para que ela faça um bom mandato como presidenta”, afirmou.Sobre o cenário eleitoral de 2026, Pedro Rousseff reforçou que o PT precisa ter um palanque forte em Minas Gerais para impulsionar a campanha à reeleição do presidente Lula. Segundo ele, o nome favorito do partido é o do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), mas há outros nomes viáveis caso Pacheco não aceite concorrer, como a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), o deputado federal Reginaldo Lopes (PT) e o ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil (sem partido), que já teve apoio de Lula em 2022. “Nós precisamos ter um candidato que dê palanque para o presidente Lula e que não só ganhe em Minas Gerais contra o Nikolas e contra o Cleitinho, mas que também ajude na vitória do presidente contra Bolsonaro de novo”, argumentou.Questionado sobre a possibilidade de disputar algum cargo em 2026, Pedro Roussef
S144 Ep 242Sargento Rodrigues| Café com Política
O deputado estadual Sargento Rodrigues (PL) afirmou, ao programa Café com Política, exibido nesta quinta-feira (24/7) no canal de O TEMPO no YouTube, que não aceitará qualquer tentativa do Partido Liberal de apoiar uma eventual candidatura de Mateus Simões (Novo) ao governo de Minas Gerais. Segundo o parlamentar, o nome de Simões é amplamente rejeitado dentro das forças de segurança. “Faremos de tudo para que o PL não apoie o Mateus Simões. Se for preciso, irei até o Bolsonaro e colocarei meu nome à disposição para ser candidato a governador”, pontuou o deputado, que, apesar das críticas sobre um eventual apoio do partido a Simões, afirmou que não deixará a legenda.Para o parlamentar, o atual presidente estadual do PL, o deputado federal Domingos Sávio, "está forçando a barra" ao se aproximar de Mateus Simões. No último mês, Domingos Sávio acompanhou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma visita ao vice-governador na Cidade Administrativa. “Eu estava lá, não houve sinalização de apoio; pelo contrário. Eu falo abertamente: foi uma forçação de barra do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL, em tentar aproximar Mateus Simões de Jair Bolsonaro. Foi apenas uma tentativa de aproximação, imaginando que o Mateus Simões possa ser o candidato vitorioso. Só que eu sou do PL, estou também no sétimo mandato e entendo que não é o Mateus Simões. Para a gente, ele é um picolé de chuchu”, criticou.Para o deputado, o candidato ideal ao governo de Minas é o senador Cleitinho (Republicanos), uma vez que, na sua avaliação, haveria uma orientação de Bolsonaro para que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) seja candidato à reeleição, e não ao governo. “O nome ideal é o do senador Cleitinho. Quem vai ganhar as eleições para governador do Estado chama-se Cleitinho (...) Entre os dois (Nikolas e Cleitinho), não tem como escolher. Eu fico com o Nikolas, mas parece que a grande orientação do presidente (Jair Bolsonaro) é que o Nikolas mantenha a candidatura a deputado federal. Ele é um grande puxador de votos. As pesquisas internas indicam que ele terá até 2 milhões de votos. Ele seria eleito e ainda puxaria mais sete cadeiras com ele. Então, a orientação certa do presidente Bolsonaro é que ele permaneça como candidato a deputado federal”, afirmou.Sobre a vaga ao Senado, Rodrigues destacou que, apesar da disputa interna no partido, a decisão final será do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O candidato só será candidato na hora em que o presidente Jair Bolsonaro disser. E aí, sim, o restante vai se agrupar, vai se alinhar e vai apoiar aquele candidato”, afirmou.Durante a entrevista, Rodrigues criticou ainda o governador Romeu Zema (Novo) por contingenciar recursos da segurança pública. Segundo ele, o corte estaria comprometendo o abastecimento de viaturas das polícias Militar, Civil e Penal, além do Corpo de Bombeiros. “Romeu Zema e Mateus Simões são odiados pelos policiais, mas não são os policiais que são afetados. É a população que deixa de ter a viatura fazendo patrulhamento para ficar estática, parada, fazendo ponto base, porque ela tem limitações na quantidade de combustível e na quilometragem que precisa rodar”, disse. “Enquanto isso, o governador Zema, com sua comitiva, visitou El Salvador. Será que esse dinheiro não faz falta na compra de combustível? Eles parecem que estão no Estado de Alice”, ironizou.O deputado também criticou o governo por beneficiar apenas os servidores da ativa com abonos. “O governador Romeu Zema, de forma maquiavélica, concedeu o abono para os da ativa e não concedeu a recomposição das perdas inflacionárias, que deveria ter sido feita para todos”, completou.No âmbito nacional, Sargento Rodrigues classificou as medidas judiciais impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro — como o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento noturno e a proibição de uso das redes sociais — como vingança do Supremo Tribunal Federal (STF). “O Supremo não pode abrir inquérito. Desde o nascimento do inquérito, tudo está completamente errado”, avaliou. Ele também mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que o magistrado não poderia conduzir o processo por ser, ao mesmo tempo, vítima e julgador. “É completamente desnecessário. O que a gente vê nisso é vingança”, concluiu.Questionado sobre uma possível candidatura ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), o deputado declarou que seu nome está à disposição, mas que seguirá a orientação do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB).
S144 Ep 241Leninha | Café com Política
A deputada estadual Leninha (PT) defendeu, em entrevista ao Café com Política, a necessidade de unir o PT após a disputa pelo diretório estadual. Para a parlamentar, eleita como nova presidente do partido em Minas Gerais, é hora de “baixar a poeira” e construir uma composição. “O mais importante, na minha avaliação como presidenta do PT, é que as pessoas que venham, venham somar. Não podemos ter postura de boicote”, afirmou a deputada.Durante a entrevista, Leninha afirmou ainda que a ausência de representantes do PT mineiro no primeiro escalão do governo Lula foi consequência da falta de unidade da sigla no estado. “A Macaé hoje está lá, mas é um mérito dela, não do partido. [...] Minas Gerais ficou de fora — coisa que nunca aconteceu em governos anteriores.”Questionada sobre alianças e a necessidade de negociações no Congresso, a deputada reconheceu que o ideal seria não depender do Centrão, mas ponderou que a realidade da governabilidade exige equilíbrio. “O Centrão sempre esteve presente na política. A gente deveria banir o Centrão. Mas, em nome da governabilidade, [...] você recua, você avança”, analisou.Sobre as eleições de 2026, Leninha garantiu que o PT de Minas Gerais pretende disputar espaço na chapa majoritária. Para a nova presidente da sigla no estado, ainda falta uma sinalização do senador Rodrigo Pacheco sobre sua disposição em disputar a eleição. “A gente percebeu que há sinais mais visíveis de que ele topa vir disputar o governo de Minas. Mas nós precisamos confirmar essa posição dele”, pontuou.Caso a candidatura de Pacheco não se concretize, Leninha avalia que o PT tem nomes fortes para liderar um projeto majoritário. “Se não for com o Pacheco, vamos iniciar o processo de discussão sobre o nome que a gente vai trabalhar.” Ela cita Marília Campos, Margarida Salomão, Reginaldo Lopes e Patrus Ananias como alternativas.A deputada também falou sobre a possibilidade de ampliação da federação entre PT, PCdoB e PV. Segundo ela, há conversas em andamento com partidos da base de Lula. “Há boatos de uma ampliação dessa federação com o PSB, com o PDT. [...] Pode ser que essa configuração altere no ano que vem, mas ampliando, mais do que reduzindo.”
S144 Ep 240Euclydes Pettersen | Café com Política
O presidente do Republicanos em Minas Gerais, Euclydes Pettersen, falou, em entrevista ao Café com Política, sobre as articulações do partido, as alianças partidárias e o cenário eleitoral de 2026 no Estado. De acordo com o deputado federal licenciado, a legenda tem mantido conversas com MDB, PL, PP, União Brasil e Novo para uma eventual composição na disputa pelo governo de Minas. Questionado sobre a possibilidade de federação entre o Republicanos e o MDB, Euclydes afirmou acreditar que a união, apesar de não enfrentar resistências no Estado, tem poucas chances de se concretizar. Para o deputado, a chapa ideal para Minas em 2026 seria uma aliança entre o senador Cleitinho (Republicanos) e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB).Segundo o presidente do diretório estadual do Republicanos, a permanência da legenda na base do governador Romeu Zema (Novo) na ALMG dependerá das articulações políticas em 2026. Durante a entrevista, o parlamentar também criticou a articulação do vice-governador Mateus Simões (Novo) ao governo do Estado. “Eu posso ter vontade de ser presidente, mas, se eu não tiver densidade eleitoral, como é que eu vou ser?”, questionou Euclydes. O deputado federal licenciado defendeu que o critério de escolha do candidato da direita ao governo de Minas siga a vontade popular. Para ele, neste momento, o nome mais viável é o do senador Cleitinho.Pré-candidato ao Senado, Euclydes afirmou que só abriria mão da candidatura para fortalecer uma chapa com viabilidade eleitoral. Sobre o cenário presidencial, o deputado aposta em Tarcísio, mas disse ver o governador Romeu Zema como um possível vice na chapa.Questionado sobre a candidatura do deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos) à Prefeitura de Belo Horizonte, o presidente do Republicanos em Minas Gerais avaliou que Kalil e Zema no mesmo palanque podem ter dificultado a chapa.
S144 Ep 238Marília Campos | Café com Política
Em entrevista ao Café com Política, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), descartou ser candidata ao governo do Minas e declarou apoio ao senador, Rodrigo Pacheco (PSD): “Torço para que ele aceite”, afirmou. Ao ser questionada sobre sua sucessão na prefeitura, Marília disse que ainda é cedo para discutir o tema e classificou como “arrogante” a ideia de que o prefeito deva escolher seu sucessor. A prefeita de Contagem também negou atritos com vereadores da base aliada e afirmou que "não promete o que não pode cumprir".Com quatro mandatos à frente da cidade, Marília destacou como prioridades de sua gestão a conclusão do Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), previsto para 2026. A petista defendeu ainda a criação de um consórcio metropolitano para integrar o transporte público da Grande BH e criticou a ausência do governo Zema na articulação regional. No campo político, Marília criticou o impedimento da deputada federal Dandara (PT) na eleição do diretório estadual do PT, avaliando que o partido saiu “arranhado” e “fragilizado”. A prefeita defendeu ainda um PT menos dogmático e com um discurso mais amplo: “Tem que dialogar com trabalhadores, empresários e agricultores”, afirmou. Apesar das divergências internas, Marília garantiu fidelidade partidária: “Já tive convites, mas nunca cogitei sair do PT”.