PLAY PODCASTS
Alencar da Silveira Jr.  | Café com Política
Season 144 · Episode 290

Alencar da Silveira Jr. | Café com Política

Café com Política

November 10, 202550m 38s

Audio is streamed directly from the publisher (media.transistor.fm) as published in their RSS feed. Play Podcasts does not host this file. Rights-holders can request removal through the copyright & takedown page.

Show Notes

O deputado estadual Alencar da Silveira Jr. (PDT), que se prepara para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), foi o convidado do Café com Política desta segunda-feira (10/10). No programa, ele fez um balanço da carreira política, comentou a transição para o Tribunal e avaliou os governos de Romeu Zema e Aécio Neves.

Ao comentar o clima político entre o presidente do TCE, Durval Ângelo, e o governador Romeu Zema (Novo), Alencar minimizou qualquer tipo de atrito e defendeu a harmonia institucional. O futuro conselheiro reforçou que pretende atuar de forma conciliadora.

Ao falar sobre as eleições de 2026, o parlamentar avaliou a pré-candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas como viável. “Kalil é um bom nome. Se fizer metade em Minas do que fez em Belo Horizonte, o Estado vai ficar muito melhor. Foi um excelente prefeito e deve ir para o segundo turno”, declarou.

Questionado sobre o cenário eleitoral e os nomes que têm se colocado na disputa, Alencar da Silveira Jr. avaliou que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) deveria continuar como fiscalizador e não disputar o governo. O novo conselheiro também comentou a movimentação do vice-governador Matheus Simões, que recentemente se filiou ao PSD. “Matheus fez o certo ao ir para um partido forte. Ele tem todo o direito de ser candidato a governador e conta com o apoio do Zema. Todo vice quer ser governador”, afirmou.

Ao comentar seu voto pela retirada do referendo sobre a privatização da Copasa, Alencar afirmou que não contrariou as diretrizes do PDT, embora o partido tenha criticado sua posição. “Se o Brizola estivesse vendo a Copasa do jeito que está, ele também falaria: ‘esse referendo tem que cair’. Eu não votei contra a privatização, votei pela retirada do referendo, porque ele só pode ser feito junto com a eleição”, explicou. “O Estado precisa vender a Copasa para garantir recursos e cumprir o Regime de Recuperação Fiscal”, completou.

Crítico da estatal, Alencar disse que a Copasa está “sucateada há anos”. “Convivi com mais de 350 deputados e nunca vi nenhum falar bem da Copasa. A empresa está sucateada desde os governos Itamar, Aécio, Eduardo Azeredo e continua com Zema. Falta investimento e sobra descaso”, afirmou.

Após uma sessão marcada por empurrões durante a votação do projeto da Copasa, o deputado minimizou o episódio. “A Assembleia mudou. Hoje há dois lados — bolsonaristas e lulistas —, mas a convivência é boa. Essas brigas acontecem como numa pelada com amigos: empurra aqui, empurra ali e no outro dia está todo mundo tomando café junto”, brincou. Segundo ele, as divergências ficam restritas ao plenário. “A nossa briga é de ideias, não pessoal”.