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Ângela Botelho - pres. da Caixa de Assistência dos Advogados de MG  | Café com Política
Season 144 · Episode 325

Ângela Botelho - pres. da Caixa de Assistência dos Advogados de MG | Café com Política

Café com Política

January 7, 202623m 36s

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Show Notes

A presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA-MG), Ângela Botelho, defendeu a urgência de uma reforma administrativa no poder público como caminho para dar mais celeridade ao Judiciário e aproximar a Justiça do cidadão. Em ao Café com Política, do exibido no canal de O TEMPO no Youtube, ela afirmou que, sem mudanças estruturais, o sistema segue distante da população. “Essa reforma precisa ocorrer com urgência para que deságue na ponta, que é o jurisdicionado, aquele que procura a Justiça para ter seus direitos respaldados”, disse.

Primeira mulher a presidir a Caixa de Assistência em mais de 80 anos de história da instituição, Ângela Botelho também defendeu que as próximas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) considerem a representatividade feminina. Ela destacou que as mulheres já são maioria na advocacia e que isso precisa se refletir nos espaços de poder. “Nós somos mais de 50% de mulheres inscritas na OAB. Em Minas Gerais, aproximadamente 53% da advocacia é feminina. É importante ter esse olhar”, disse, ao lembrar que a OAB já adota critérios de paridade em suas estruturas internas.

Para a presidente da CAA-MG, o avanço das mulheres nas lideranças do sistema de Justiça é resultado de uma caminhada coletiva. “Cada uma no seu tempo, no seu ciclo, mas é um reflexo muito frequente da forma como as mulheres estão entendendo que, coletivamente, vale a pena estarmos juntas para mudar e transformar”, afirmou.

Ângela também avaliou que, em um cenário de tensão entre os poderes e de descrédito da população com as instituições, é fundamental fortalecer o papel institucional da advocacia. “Se não tivermos instituições fortes, coletivamente abraçando essas causas, não vamos conseguir chegar ao objetivo maior, que é viver em harmonia, em paz e em tranquilidade”, disse. Para ela, a advocacia tem papel estratégico na defesa do Estado Democrático de Direito, da liberdade e das garantias individuais. “Nós somos uma profissão que está na Constituição. Falamos pelo outro, por meio de uma procuração, com ética e responsabilidade”, destacou.

Durante a entrevista, Ângela ressaltou ainda que o Judiciário precisa ser mais eficiente e também mais acessível em sua comunicação. Segundo ela, muitas vezes a linguagem jurídica afasta a população. “Às vezes falam em termos jurídicos para a sociedade e a sociedade fica sempre com uma interrogação. É preciso falar de uma forma mais simples e natural para que o cidadão entenda o que está ocorrendo no nosso meio judiciário”, afirmou.