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A Beleza das Pequenas Coisas

A Beleza das Pequenas Coisas

448 episodes — Page 4 of 9

Paulo Pascoal (parte 1): “Chamei ao meu livro ‘O Quarto Preto’. O título é uma sátira, um 4º lugar de opressão, ser o primeiro dos últimos”

Paulo Pascoal é um artista multidisciplinar com uma história de vida que dava um filme. Já foi rosto de campanhas de publicidade em Nova Iorque, escreveu para cantores famosos, foi uma estrela da música pop em Angola e tem um extenso currículo no teatro, cinema e televisão. Paulo acaba de editar a obra autobiográfica “X 4 PRXTX”, um diário íntimo que escreveu quando chegou aos 18 anos a Nova Iorque e relata o seu primeiro ano na voragem da metrópole americana. O título codificado do livro nomeia um certo lugar que Paulo toma agora como seu. “É o quarto preto, o quarto lugar. É uma sátira, uma colocação social de um quarto lugar de opressão, e quis reclamar a pertença nesse quarto lugar, o primeiro dos últimos.” Ouçam-no nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 22, 20241h 23m

Isabel Lucas (parte 2): “A generosidade das pessoas adviria se todos percebêssemos o que está a acontecer com o clima no planeta”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a jornalista e crítica literária Isabel Lucas, que fala da voragem da sociedade de consumo que consome a capacidade de escuta, de leitura, de reflexão e de olhar para os outros. Isabel é também crítica sobre a forma de gerir e pensar o jornalismo, lança novas questões e revela uma grande inquietação sobre o problema da crise climática no planeta, que parece ainda interessar pouco aos grandes poderes mundiais. E ainda partilha algumas das músicas que a acompanham. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 16, 202454 min

Isabel Lucas (parte 1): “Andamos sem tempo para refletir, para ler e olhar para o outro, o tempo é uma voragem e andamos todos nela”

É uma das mais conceituadas jornalistas culturais portuguesas. Em 2016 Isabel Lucas percorreu 27 estados americanos, conheceu a América profunda e zangada — a que voltou agora a votar em Trump — e contou essa experiência no livro “Viagem ao sonho americano”. Depois andou pelo Brasil e assinou o livro “Viagem ao país do futuro”. Agora publica “Conversas com Escritores”, com entrevistas marcantes a alguns dos incontornáveis autores mundiais. Isabel, que é curadora do Prémio Oceanos de Literatura, tem um olhar crítico para o estado atual do jornalismo, base da democracia: “Em vez de encherem os jornais com mini notícias, invistam em grandes histórias, no que faz a diferença!” Ouçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 15, 20241h 12m

Paula Cardoso (parte 2): “Não se combate fogo com fogo. O amor é a resposta para o que estamos a lidar no nosso quotidiano.”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a apresentadora, cronista e fundadora da rede ‘Afrolink’, Paula Cardoso que considera o antirracismo um ato de amor para a Humanidade, e dá conta de como o livro “Tudo do amor”, da feminista Bel Hooks, a permitiu estar mais disponível para amar, com menos receios, a viver de forma plena o seu corpo e a sua sexualidade, sem culpas ou medos. E conta como um retiro de mulheres, onde não se usava roupa, foi para si profundamente libertador e empoderador. Paula partilha ainda as músicas que a acompanham e uma sugestão cultural. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 9, 202457 min

Paula Cardoso (parte 1): “A verdade perdeu peso. Perante factos a desmentir narrativas populistas, misóginas, racistas, diz-se: ‘ah, mas isso não me importa!'”

Paula Cardoso foi uma das pessoas convocadas recentemente pelo Governo português para discutir soluções que respondam à revolta das comunidades dos bairros da periferia de Lisboa, após a morte de Odair Moniz, baleado mortalmente por um agente policial. A fundadora da rede “Afrolink” e apresentadora do magazine cultural “Rumos”, da RTP África, afirma que é urgente que o Governo tire da gaveta o Plano Nacional de Combate ao Racismo e à Discriminação, e que aposte na educação e revisão dos manuais escolares. Sobre a vitória de Trump: “Se a verdade tivesse algum peso, jamais teríamos este resultado. Esta deriva vem da ausência de escuta das populações que acabam em situações de desespero a ouvir falsos messias.” Ouçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 8, 20241h 21m

Benedita Pereira (parte 2): “A mãe das desigualdades é a de género. Ser feminista é ser antirracista e anti-homofóbica. A opressão é a mesma”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a atriz Benedita Pereira que recorda os testes e “self tapes” mais estranhos e desafiantes que fez para tentar a sua sorte em séries e filmes americanos, conta como se especializou nos sotaques inglês e castelhano e partilha os bastidores de um certo anúncio que gravou em Nova Iorque de contornos particularmente risíveis. E ainda fala dos preconceitos que sente na pele da parte de alguns realizadores, do vinho criado pelo marido durante a pandemia (que se tornou um sucesso pelo ousado vernáculo no nome) e dá-nos música, lê um excerto da obra “Um Quarto Só Seu”, de Virginia Woolf, e partilha algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 2, 20241h 1m

Benedita Pereira (parte 1): “Não tolero a intolerância. Mas, antes disso, há espaço para conversar e não polarizar. E as artes ajudam muito a pensar”

Aos 22 anos, a atriz Benedita Pereira partiu para Nova Iorque para escapar à máquina de fazer novelas, ao rótulo de uma série juvenil em que participou e, principalmente, para aprender mais. Por lá viveu 7 anos, estudou “o método” no famoso Instituto Lee Strasberg e noutras escolas, aprendeu a lidar com os constantes “nãos” nas audições e especializou-se a fazer sotaques em inglês e castelhano. No currículo constam papéis de destaque nas séries “Versailles”, “The Blacklist” e no filme “Ascension”. Em Portugal voltou a fazer televisão, mas sobretudo teatro. E está atualmente em cena com a peça “Telhados de Vidro”, no Teatro da Trindade, em Lisboa. Um drama contemporâneo sobre ideologias opostas entre pessoas que se desejam. Ouçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 1, 20241h 12m

Brito Guterres (parte 2): “É preciso criar condições políticas para exercer o amor em todos os bairros. Não basta dizer ‘foste violento, onde está o amor?’”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com António Brito Guterres, assistente social e investigador na área de Estudos Urbanos, que aqui aborda os preconceitos políticos e sociais que levam ao anticiganismo e racismo no país, aponta soluções para o problema da habitação em Lisboa e grandes cidades e desconstrói a narrativa que o governo tem apresentado sobre as novas políticas para a imigração na AIMA. E ainda partilha as músicas que o acompanham e lê um excerto de Sophia de Mello Breyner Andresen. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 26, 202454 min

Brito Guterres (parte 1): “Os moradores do Zambujal só recebem assédio, violência policial e sentem que não terão justiça social. É importante escutar estas pessoas”

António Brito Guterres conhece a cidade invisível que mora nos bairros das periferias de Lisboa como as divisões da sua casa. O assistente social e investigador na área de Estudos Urbanos é uma das vozes dessas comunidades multiculturais, escutando-as sem imposições, condescendências ou paternalismos, procurando acudir a algumas das suas necessidades e aqui relata como estas pessoas são diariamente marginalizadas, perseguidas e assediadas pelas forças policiais. Que saídas para o ciclo de violência que assistimos no bairro do Zambujal? Que soluções para se pôr fim à exclusão e desigualdade económica e social destas pessoas? O que importa mudar no sistema e nestes bairros debaixo de fogo, onde moram populações economicamente frágeis e com necessidades específicas? Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 25, 20241h 18m

Marco Paulo (1945-2024): “Daqui para a frente será sempre um sorriso. Tudo tem um princípio e um fim. Como a flor que plantei no jardim”

Será para sempre o rei da música romântica portuguesa. Não há ninguém como ele. Ao longo de mais de 50 anos de carreira, vendeu perto de 5 milhões de discos, escutados e cantados por milhões de pessoas, e recebeu centenas de prémios. O seu maior êxito foi lançado em 1980: “Eu Tenho Dois Amores”. Esta é uma conversa intimista e surpreendente com Marco Paulo feita em sua casa, em setembro de 2019, que recorda o galã dos caracóis, dos dois amores, o cantor do vozeirão e do jogo do microfone. “Não sou um cantor antigo. Sou dos anos 80, dos anos 90, dos anos 2000 e de todos os tempos.” Para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 24, 20241h 18m

Mitó Mendes (parte 2): “Há muitas varejeiras na política e nas instituições. Alimentam-se da desgraça alheia e dos destroços das vidas dos outros”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a cantora, música e atriz Mitó Mendes, que revela como no futuro a política pode passar a ter um lugar maior na sua vida e como as amizades foram fundamentais para se apurar como pessoa, ao aprender a deixar cargas emocionais para trás e a ir mais fundo no que para si é importante. E dá-nos conta das músicas que a acompanham, celebra Saramago, Carlos Paredes e Maria Teresa Horta e partilha outras tantas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 19, 20241h 4m

Mitó Mendes (parte 1): “Voltei à música porque a cantiga é realmente uma arma. O momento social e político que vivemos exige que façamos alguma coisa”

Mitó Mendes está de regresso aos palcos e à música como a voz da banda de intervenção Cara de Espelho, que junta músicos consagrados com a mira apontada para certos “políticos antropófagos” e outros absurdos destes tempos. E tudo isto servido num disco homónimo de estreia, musicalmente muito cuidado, com letras certeiras de Pedro da Silva Martins que resultam em canções que dão gosto ouvir e trautear. Depois d´A Naifa e de Señoritas, Mitó Mendes continua a acreditar no poder das cantigas para agitar consciências e “desmontar ideias pré-feitas que estão na cabeça das pessoas”. Ouçam-na aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça no podcast A Beleza das Pequenas CoisasSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 18, 202454 min

Luísa Costa Gomes (parte 2): “Mais do que ofegante, as pessoas no jornalismo têm uma resistência física e psicológica sobre-humana, com tantas pressões”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a escritora, tradutora e dramaturga Luísa Costa Gomes que aqui fala do imprescindível papel dos editores e dos amigos no processo de apuro da escrita, dos desafios do jornalismo para a defesa da democracia e liberdade de expressão, alerta para os perigos do “ofensismo” e revela alguns paradoxos sobre os quais está a escrever no próximo romance, numa atmosfera de ficção científica. E ainda nos dá música, lê um excerto do novo livro de contos e sugere um filme que a arrebatou recentemente. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 12, 202445 min

Luísa Costa Gomes (parte 1): “O que vemos em massa são livros de autoajuda, proselitismo e didatismo. Um livro não é uma couve lombarda!”

É uma das vozes literárias portuguesas mais marcantes. Enquanto Luísa Costa Gomes prepara um romance de ficção científica, acaba de lançar uma nova colecção de histórias breves: “Visitar amigos e outros contos”. Neste podcast fala de como não cede à pressão do tempo, é crítica da produção massiva de “uma certa evangelização, moralismo e didatismo” nas obras que enchem as livrarias, fala da televisão como uma “espiral descendente” de “vileza” e "estupidificação geral” e alerta para o perigo dos dogmas e da morte da democracia. Esclarece ainda que não viveu nenhum renascimento, após um percalço: “Tive pneumonia, nada de mais. A vida tem umas sacudidelas. Penso na morte desde que nasci, faz parte”. Ouçam-na aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça no podcast A Beleza das Pequenas CoisasSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 11, 20241h 13m

Especial Maria Filomena Mónica: “Não me arrependo de nada, nem dos disparates que fiz — e foram bastantes. Mas já não me lembro”

Em 2022, dezassete anos depois da polémica autobiografia “Bilhete de Identidade”, a socióloga Maria Filomena Mónica voltou a publicar um novo livro íntimo. Mas, desta vez, mergulhou nas centenas de cartas, postais e documentos que herdou da sua família, para arrumar as memórias e desenterrar segredos que nunca imaginara, sobre a sua mãe e a sua avó. Chamou-lhe “Duas Mulheres”, com a chancela da Relógio d´Água, e, através delas, quis perceber melhor o passado e a mulher em que se tornou. Neste episódio especial, gravado em maio de 2022, Maria Filomena Mónica reflete ainda sobre o amor, a finitude e a forma salvífica como a escrita a tem ajudado a sobreviver ao cancro. Ouçam-na no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 4, 20241h 40m

Especial Dina: “Nunca deixei que me amarrassem os pés e os punhos. Fui sempre uma mulher muito livre”

bonus

Foi a primeira cantautora da pop portuguesa. São várias as canções de Dina que nos ficaram para sempre no ouvido. Hinos ao amor e à vida. A artista foi três vezes ao Festival da Canção e acabou por vencer com “Amor de Água Fresca”, em 1992. Mas a sua obra vai muito além dos festivais. Com seis discos gravados e músicas que atravessam a pop, a folk, o funk e o rock, Dina despediu-se dos palcos em 2012 por causa de uma doença nos pulmões. Em 2016, quando celebrava 40 anos de carreira, Dina abriu-nos a porta de casa e falou da sua música, das suas escolhas, vitórias e arrependimentos. Esta terá sido uma das últimas entrevistas que deu, antes da sua morte em 2019. Um testemunho generoso e emotivo para ouvir nesta conversa com Bernardo Mendonça. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 28, 20241h 26m

Especial Fernanda Lapa: “Amo demais o teatro, por isso sofro horrores. É uma paixão a que chamo teimosia e que vai morrer comigo”

A vida da atriz e encenadora Fernanda Lapa foi tão rica e intensa que dava um filme ou uma peça de teatro com os ingredientes da melhor literatura, feita de alegrias, muitas lutas e conquistas e grandes perdas. Mulher forte, íntegra e inconformada dedicou toda a sua vida à arte que mais amava, o teatro. Esta foi a última entrevista dada por Fernanda Lapa, dois meses antes de partir com uma doença fulminante, em agosto de 2020. É sobre o seu amor profundo aos palcos e o futuro incerto do setor das artes, a desesperança, a frustração e falta de dinheiro dos profissionais das artes e espetáculos que arranca esta conversa com a fundadora da companhia Escola de Mulheres (sediada no Clube Estefânia). Figura maior do teatro português, que lutou até ao fim pela valorização da Cultura, dos artistas e técnicos, e pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, não foi mansa na crítica ao poder: “Um país que não trata bem os artistas está moribundo. E este país não é para artistas, nem para velhos, nem para novos.” Nesta conversa, Fernanda Lapa conta ainda alguns dos momentos mais relevantes do seu caminho e assume ter sido a teimosia o que a fez levantar-se todas as manhãs. E, tal como o poeta José Gomes Ferreira, revela que viveu sempre cheia de “saudades do futuro.” See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 20, 20241h 39m

Especial Eduardo Gageiro: “Nas fotografias que fiz da Maria a despedir-se de Salazar, chocou-me ver a cara dele, parecia um abutre”

Eduardo Gageiro retratou o país miserável do antigo regime, esteve na linha da frente do 25 de Abril, captou o último beijo da governanta Maria a Salazar e registou o atentado nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972. Nesta conversa feita em novembro de 2017, o homem que ficou conhecido como “o fotógrafo do povo e da revolução” faz contas à vida, à doença e à solidão, assume um certo mau feitio, mas assegura que “nunca foi mau para ninguém”. Ouçam-no aqui nesta conversa com Bernardo Mendonça. Boas escutas! See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 13, 20241h 52m

Marco Mendonça (parte 2): “Quero correr o mundo a trabalhar e participar em projetos com a dimensão e o impacto do ‘Black Panther’ da Marvel”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com o ator e criador Marco Mendonça, que assume querer desbravar no futuro o cinema europeu e americano e não só, revela os bastidores e o processo criativo do espetáculo “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, de Tiago Rodrigues, partilha algumas inquietações e fantasmas que tem superado e ainda dá-nos conta das músicas que o acompanham e sugere algumas ideias para ler, ouvir e ver para esta reentrée. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 7, 20241h 3m

Marco Mendonça (parte 1): “Encaro o humor como lugar de resistência. Há desgraças que me tocam e só rindo mesmo”

Marco Mendonça deu logo que falar em 2019 como autor e intérprete da peça “Parlamento Elefante”, junto com João Pedro Leal e Eduardo Molina, que foi o projeto vencedor da primeira edição da Bolsa Amélia Rey Colaço. Desde 2020 integra o elenco de um dos espetáculos mais marcantes dos últimos anos, “Catarina e a beleza de matar fascistas”, de Tiago Rodrigues, em digressão internacional. O ator e criador volta agora a cena, a solo, com a reposição do espetáculo “Blackface”, estreado em 2023 no Festival Alkântara e que pode ser visto no TBA, em Lisboa, até ao dia 7 de Setembro. Para esta conferência musical — entre o stand-up e a fantasia, entre a sátira e o teatro físico, entre o burlesco e o documental —, Marco Mendonça procura os limites do que pode ser representado num palco, partindo de experiências pessoais e da história do ‘blackface’ como prática teatral racista, desde as suas raízes nos EUA ao seu caminho e expressão em Portugal. Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 6, 20241h 14m

Olga Roriz (parte 2): “A dança para mim tem mais de profano, do que de sagrado. E nela habita um grande erotismo, muita paixão, um olhar obscuro e vontade de desejar”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a bailarina e coreógrafa Olga Roriz, que aqui revela como está a sentir e ressentir o passar dos anos e as novas possibilidades do corpo, agora mais maduro, e dá pistas de onde vem a sua força e energia inesgotável. Olga fala ainda do seu bom humor, que está a vir mais ao de cima nos últimos tempos, e que quer fazer uso dele no seu próximo solo. Dá também conta dos temas que mais lhe interessa atualmente refletir e levar a palco e ainda nos dá música. Depois lê magistralmente um texto seu e outro do escritor Pedro Paixão e sugere o que fazer, ler e ouvir neste mês de banhos e sol. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 31, 20241h 12m

Olga Roriz (parte 1): “Os corpos estão miseráveis, a definhar, a parar. Já nem sequer sabemos dançar. Por isso digo que os bailarinos salvaram-se”

Olga Roriz é uma das criadoras que mais marcaram o rumo da dança e das artes performativas em Portugal. Para o ano, a sua companhia de dança completará 30 anos de existência e Olga celebrará 70 de vida e 50 de carreira. Atualmente, a coreógrafa está em fase de pesquisa para o seu próximo solo, “O Salvado”, mais de 10 anos depois do seu último “A Sagração da Primavera”, estreado em 2013. A data deste seu regresso aos palcos está marcada para julho de 2025, primeiro no Porto [Teatro Carlos Alberto, de 3 a 5], depois em Lisboa [Teatro São Luiz, de 9 a 12]. E aqui Olga levanta a cortina do que está a preparar. E deixa o apelo: “Dancem mais.” Ouçam-na aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 30, 20241h 5m

Marco Martins (parte 2): “Há beleza na forma de sobreviver em lugares escuros. Numa imensa escuridão a Humanidade ganha novos contornos e revela-se mais.”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com o realizador e encenador Marco Martins, que aqui revela os bastidores exigentes e imersivos dos seus trabalhos, o que mais procura num ator e numa atriz, assim como nos ‘não atores’, e a beleza que encontra no que se considera feio e nas formas de sobrevivência na escuridão. E ainda nos dá música e algumas sugestões do que ler, ver e ouvir este verão. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 24, 20241h 5m

Marco Martins (parte 1): “Interessa-me a arte que questiona, que dá voz ao outro, pois há cada vez menos espaço para a reflexão na vida comum.”

É um dos criadores mais relevantes da nossa ficção e há muito que leva aos palcos de teatro e ao grande ecrã as histórias das pessoas que não têm voz. Autor de filmes como “Alice”, “São Jorge” ou, o mais recente, ­“Great Yarmouth — Provisional Figures”, as suas obras partem de muita pesquisa e recolha documental antes de serem filmadas ou encenadas. E nesse processo passou a ter o hábito de trabalhar também com ‘não atores’, que contam as suas vidas ou as da sua comunidade. Como aconteceu nas suas últimas peças, “Pêndulo”, num elenco feito com trabalhadoras imigrantes precárias, e “Blooming”, representado por crian­ças institucionalizadas. Num confronto entre arte e vida, vida e arte. Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 23, 20241h 6m

Catarina Furtado (parte 2): “Estou numa fase extremamente bonita. E picante. Esta liberdade é uma verdadeira companhia”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a apresentadora Catarina Furtado, que aqui fala desta nova fase “bonita e picante” da vida após a separação e como a maturidade lhe trouxe mais liberdade, tranquilidade e segurança, apesar dos medos do envelhecimento e da finitude. Neste episódio, a embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) dá-nos música e sugestões do que ler, ver e ouvir este verão. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 17, 202455 min

Catarina Furtado (parte 1): “Tenho autoridade para dizer que a Humanidade ainda presta. O lado bom pode adormecer o monstro que nós temos”

Há mais de 30 anos que Catarina Furtado é uma das apresentadoras mais populares da televisão portuguesa. Cedo provou ter mais predicados além da evidente beleza e excelência na comunicação: Desde 2000 é embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), um convite de Kofi Annan para angariar verbas e ajuda humanitária destinada a mulheres e jovens de países mais pobres e vulneráveis. Em 2012 ergueu a associação Corações com Coroa, que se dedica a projetos de empoderamento de raparigas e mulheres em situações de vulnerabilidade, risco ou pobreza. Catarina afirma que nunca teve um grande amor pela televisão, mas sim pelas pessoas. E que é esse o amor que nos salva. Ouçam-na aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 16, 20241h 8m

Gaspar Varela (parte 2): “Irritam-me os fascistas, machistas, homofóbicos e transfóbicos. Aí, a cantiga é também uma arma”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com o músico Gaspar Varela, que aqui fala da sua relação cúmplice com a fadista Ana Moura, com quem tem feito estrada a tocar nos seus concertos e explica por que é que os colegas o chamam de “gasparoti, o parvalhoti”. Revela também algumas da músicas que andam na sua cabeça, assim como os seus “guilty pleasures” e conta como começou a “surfar” a multidão com uma guitarra portuguesa. No final, deixa-nos as suas sugestões culturais para este verão. Boas escutas! See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 10, 202441 min

Gaspar Varela (parte 1): “Com a tour da Madonna percebi que a guitarra portuguesa encaixa noutros estilos. E que fazer música é também política”

Gaspar Varela aprendeu a tocar guitarra portuguesa aos sete anos, para poder acompanhar a bisavó Celeste Rodrigues nas casas de fado. Em 2017 dá-se o feliz encontro com Madonna e o convite para que Gaspar se juntasse à tour “Madame X”, a digressão da rainha da pop com sonoridades inspiradas em Lisboa. A experiência estimulou-o a criar o projeto “Expresso Transatlântico”, juntamente com o irmão, Sebastião Varela, e o amigo Rafael Matos, com o brilhante 1º álbum “Ressaca Bailada” (2023). O que não consta da sua biografia oficial é que Gaspar talvez seja o primeiro músico a “surfar” a multidão com uma guitarra portuguesa. Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 9, 20241h 10m

Maria João Pires (parte 2): “A minha vida sem o piano teria sido bem melhor. Fui muito condicionada pelo piano. Mas, como estou viva, ainda posso mudar”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a pianista Maria João Pires que fala do triunfo em relação ao corpo por nunca parar de caminhar, apesar dos seus 80 anos. A pianista revela a sua paixão pela arte da fermentação e o prazer que tem em amassar o pão de massa mãe na sua casa, para descansar as mãos do piano. Explica também porque é que a sua vida teria sido bem melhor sem o piano, e ainda fala da sua relação com os amores e os sonhos. No final, dá-nos música e deixa-nos as suas sugestões culturais para este verão. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 3, 202455 min

Maria João Pires (parte 1): “A competição é um erro, uma mentira. Tenho horror e isso é brutal na música. Competição não rima com arte”

É uma das mais notáveis pianistas do mundo e uma das figuras mais relevantes da cultura portuguesa. Em 1999 criou o Centro Cultural de Belgais, em Escalos de Baixo, no distrito de Castelo Branco, um laboratório de experiência das artes e de aprendizagem musical, que enfrentou dificuldades e acabou por durar só uma década. Em 2019, a pianista foi agraciada com a Medalha de Mérito Cultural e a Grã-Cruz da Ordem do Infante. Em 1989, Maria João Pires foi a terceira figura distinguida pelo Expresso com o Prémio Pessoa. Acaba de celebrar 80 anos, continua a dar concertos e não sabe quando vai parar. Porque curiosidade não lhe falta e a música e a vida ainda têm mistérios para deslindar. Ouçam-na aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 2, 20241h 13m

Especial Mísia (1955-2024): "A vida fez-me tudo o que lhe competia, foi boa e horrível, foi tudo. E foi plena"

No fim de 2022, Mísia abria o seu coração e regressava com novo disco, “Animal Sentimental”, com um livro autobiográfico. Nesta entrevista falou pela primeira vez da matriz de abandono que vem da infância, da inveja portuguesa de que foi alvo, da luta com a doença oncológica, o episódio de violência doméstica num casamento passado e o seu namoro com a morte e vontade de celebrar a vida e os poetas. “O fado serve para limpar as migalhas do coração. Sou mesmo um animal sentimental. Isso salvou-me sempre. Fez-me sentir que estava viva. Mesmo na dor eu existi com muita força.” Recordem-na no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, com Bernardo Mendonça, a 4 novembro de 2022.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 27, 20242h 3m

Tozé Brito (parte 2): “Quem fazia maior guerra às Doce eram as mulheres, porque não gostavam que os seus homens as fossem ver”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com o músico, compositor e autor Tozé Brito, que aqui fala do seu casamento com Inês Meneses e como nunca é tarde para se seguir no caminho da felicidade. O atual vice-presidente da SPA afirma ainda levar a sério as revoluções e lutas identitárias das novas gerações, revela alguns bastidores da banda feminina de grande sucesso que formou nos anos 80, as “Doce”, e deixa várias sugestões culturais para este verão. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 27, 202454 min

Tozé Brito (parte 1): “Se eu tive uma vida de rock’n’roll? Fiz as asneiras todas. O catálogo completo. Mas nunca me levei demasiado a sério”

É um dos nomes incontornáveis da história da música portuguesa. Tozé Brito fez-se músico no tempo em que as cantigas eram uma arma e os artistas da canção ligeira faziam parar o país no Festival da Canção. Com um ouvido certeiro para a música, Tozé Brito, a quem chamaram ‘senhor festival’, foi responsável por largas centenas de sucessos musicais como Carlos Paredes, Doce, Paulo de Carvalho, Jorge Palma e José Cid. Aos 70 anos deu que falar com dois discos especiais: um a celebrar a longa amizade com José Cid, que resultou no álbum “Tozé Cid”, e outro que enaltece as suas canções mais icónicas interpretadas por uma nova geração de músicos, “Tozé Brito (de) Novo”. Agora abre o livro sobre si e o romance de autoficção que está a terminar. Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 26, 20241h 1m

André Barata (parte 2): “A luta pelo ócio é aprendermos a perder-nos”

Ouça aqui a segunda parte da conversa em podcast com o filósofo, professor e investigador André Barata, que comenta sobre a constelação de perigos principais que nos ameaçam e revela onde encontra na atualidade, maior apoio, e inspiração para a sua atividade de pensar, seja em autores ou obras, cujo aprofundamento possa contribuir para estar à altura do mundo. E ainda nos dá música e deixa várias sugestões culturais para este verão. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 20, 202438 min

André Barata (parte 1): “Defendo o direito a um rendimento para todas as pessoas independentemente do trabalho"

O filósofo André Barata anda há muito a refletir sobre a importância de desacelerarmos. Em 2018 lançou o livro “E se Parássemos de Sobreviver? — Pequeno Livro para Pensar e Agir contra a Ditadura do Tempo”, editado pela Documenta. Este professor catedrático na Universidade da Beira Interior (UBI), a dirigir atualmente a Faculdade de Artes e Letras, defende que há uma aceleração artificial do tempo que vem desde a Revolução Industrial e que ganhou ainda mais força na era digital. Nestas suas reflexões considera que a sociedade deve “sair da armadilha da sobrevivência", que o rendimento das pessoas não deve depender do trabalho e que ainda há muito para descolonizar sobre o passado português. Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 19, 202458 min

Ana Lua Caiano (parte 2): “Gosto muito dos momentos de silêncio para criar, mas também gosto muito do barulho da cidade para as minhas canções”

Ouça a segunda parte da conversa com a cantora e compositora Ana Lua Caiano, que aqui revela os seus desejos musicais mais urgentes, o dueto musical de sonho, os bastidores do seu projeto criativo, como encontra música no silêncio e deixa várias sugestões culturais para este verão. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 13, 202443 min

Ana Lua Caiano (parte 1): “Não sou uma pessoa amargurada, mas as minhas canções refletem um lado mais negro ou perverso do mundo”

A compositora Ana Lua Caiano é uma das vozes mais aplaudidas da nova música portuguesa. A sua música junta tradição e modernidade, eletrónica e adufe no primeiro álbum, “Vou Ficar neste Quadrado”, lançado em março, com letras como arma contra a inação e o medo. Ana Lua Caiano é múltipla, desdobra-se em várias vozes, “beats” e instrumentos, numa espécie de “one woman show”. Ela soa a futuro e a ao mundo, sem perder de vista as sonoridades do passado. “Mão na Mão” é a sua canção mais popular, que anda de boca em boca a convidar a mexer os pés. Ouçam-na aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 12, 202450 min

Dulce Maria Cardoso (parte 2): “Ter-me tornado cuidadora da minha mãe é a experiên­cia mais radical de tudo o que vivi. É devastador”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a escritora Dulce Maria Cardoso, que aqui revela as razões do adiamento do seu novo romance, o desenvolvimento da história da personagem Eliete, a relação com a escrita, os novos desafios pessoais que enfrenta e os prazeres que descobriu no campo. E ainda nos dá música e várias sugestões culturais para este verão. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 6, 202450 min

Dulce Maria Cardoso (parte 1): “A arte é profundamente inútil no presente, mas é muito útil na construção de futuros”

Nome incontornável da literatura contemporânea portuguesa, Dulce Maria Cardoso é autora de cinco romances que lhe valeram inúmeros prémios. O livro “O Retorno”, de 2012, é uma das suas obras mais elogiadas e o último romance, “Eliete”, de 2018, é outro caso sério de popularidade, aclamado pela crítica e pelos leitores: venceu o Prémio Oceanos em 2019 e foi finalista do Prémio Femina. Uma obra com final em aberto, que faz parte de uma trilogia que aguarda o segundo volume. Para quando? É a pergunta repetida que a escritora escuta há seis anos. Um projeto adiado pela pandemia e por razões pessoais, que Dulce aqui revela. Ouçam-na aqui na primeira parte desta conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 5, 20241h 10m

Augusto Santos Silva (parte 2): “A diversidade sempre foi o que nos fez. A pureza portuguesa não existe. A pureza era aquela coisa dos nazis.”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com o ex-presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, que aqui responde sobre a fatura política que sofreu pela queda do governo, e as razões que não o levaram a ser reeleito deputado pelo círculo fora da Europa, dá conta da inquietação que há em si e dos seus planos futuros, e ainda comenta a guerra na Ucrânia e no Médio Oriente e a crise das migrações. E ainda nos dá música, poesia e várias sugestões culturais para este verão. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 29, 202429 min

Augusto Santos Silva (parte 1): “A democracia precisa de mais perguntas que acabam com sinal de interrogação e de menos exclamações”

É o nº 2 no top dos governantes portugueses com mais tempo em funções. Acima dele, só António Costa. Em vários Governos socialistas tutelou cinco pastas: foi ministro da Educação, da Defesa, da Cultura, dos Assuntos Parlamentares e dos Negócios Estrangeiros. Até março deste ano foi o número 2 da hierarquia do Estado, tendo sido substituído por Aguiar-Branco. Augusto Santos Silva recusa a ideia que não foi reeleito deputado porque enfureceu o eleitorado imigrante no Brasil por fazer frente ao Chega, e dá conta que dedicará o seu estudo à nova geração de rapazes que parecem ser os novos rebeldes ultrarradicais de direita. Ouçam-no nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 28, 20241h 20m

Cláudia Jardim (parte 2): “Tenho pavor da extrema-direita. É um monstro massificador de ignorância, ódio e repressão”

Oiça a segunda parte da conversa com a atriz e diretora artística da companhia Teatro Praga, Cláudia Jardim, que fala dos desafios da maternidade, revela o que lhe faz chegar a mostarda ao nariz e levantar a voz, dá conta que está apostada em viver uma vida menos acelerada, mais concentrada no presente e refere duas das notícias recentes que mais a perturbam no país e no mundo. E ainda nos dá música e lê um poema de Adília Lopes, seguido de um excerto do seu livro preferido, “A Noite e o Riso”, de Nuno Bragança, que Cláudia relê frequentemente como um mantra para a sua vida. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 22, 202449 min

Cláudia Jardim (parte 1): “O mundo está complexo. Mas, de vez em quando, há uma florzinha que surge do meio do estrume e isso é incrível”

Cláudia Jardim é sempre um acontecimento quando sobe a palco. Dona de uma voz que enche um teatro, as suas personagens transbordam com o seu carisma. Há mais de 25 anos que esta atriz e diretora artística faz da companhia Teatro Praga uma utopia a que chama “casa”. A sua história de vida dava um filme, ou uma peça tragicómica, com muitas lágrimas e gargalhadas. Quis ser freira, beijou a irmã Lúcia, foi beijada pela Beatriz Costa e perdeu a mãe no mesmo ano em que nasceu a sua filha. Cláudia afirma que lhe interessa o teatro e a arte que questiona o mundo, e que o seu atual grande medo é a ascensão da extrema direita. “Imaginemos que cai o governo e o Chega ganha as eleições. Quer dizer que a minha filha, dos 12 aos 16 anos, fase fundamental da formação de uma personalidade, viverá num país fascista. Isso não vai acontecer, não pode!” Oiçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça no podcast A Beleza das Pequenas CoisasSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 21, 20241h 8m

Gabriela Moita (parte 2): “Há uma explosão histórica que falta acontecer, os homens aceitarem que não têm que corresponder à exigência de masculinidade”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a psicóloga clínica e sexóloga Gabriela Moita que aqui vai fundo nos velhos e novos desafios da sexualidade e do erotismo dos casais e de todas as pessoas e quais os melhores caminhos para chegar ao prazer e ao bem estar. E, nesta celebração dos 50 anos do 25 de abril, Gabriela dá conta de qual a revolução e libertação sexual que ainda falta fazer no país. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 15, 202451 min

Gabriela Moita (parte 1): “O erotismo é o prazer e o prazer está no corpo todo, da ponta do cabelo à ponta do pé. O maior órgão sexual é a pele”

Gabriela Moita é uma das grandes referências portuguesas na área da psicologia e sexologia e há mais de 30 anos que se dedica a refletir e a investigar sobre a forma como nos relacionamos com os outros, as questões de género, em particular da comunidade LGBTQIA+. Rosto habitual na televisão em programas como “Falatório”, “Estes Difíceis Amores” ou, mais recentemente, “Impaciência do Coração”, na RTP, aqui fala dos desafios amorosos e sexuais destes tempos e dá pistas de como sair da frustração, da ansiedade e do medo. Ouçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 14, 20241h 15m

Judite Canha Fernandes (parte 2): “O capitalismo está a transformar-nos em produtos de venda. Não sou e nunca serei um produto ou estrela pop”

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a poeta, escritora e dramaturga Judite Canha Fernandes, que aqui fala da vida precária de quem vive da escrita, “um peixinho num mar de peixões” e da importância das bolsas literárias como bolsas de oxigénio para criar. Judite lê vários poemas, um deles dedicado à Palestina e ao horror que se passa em Gaza, e conta como o amor, a poesia e a literatura a movem. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 8, 202446 min

Judite Canha Fernandes (parte 1): “Para vivermos da escrita é preciso atravessar uma cortina de pavor para a entrega ser comparável ao amor”

Foi já depois dos quarenta anos, quando uma doença a deixou a pensar na morte, que Judite Canha Fernandes decidiu largar a estabilidade que tinha, dar um salto de fé e começar do zero, para viver da escrita. Desde aí, tem publicado poesia, ficção e peças de teatro e passou a ser uma das novas vozes da literatura portuguesa a ter debaixo de olho. O seu romance de estreia “Um passo para Sul” foi logo distinguido com o Prémio Agustina Bessa-Luís em 2018 e o livro de poesia “O mais difícil do capitalismo é encontrar o sítio onde pôr as bombas” foi semi finalista no Prémio Oceanos em 2018. Judite afirma que tem muitos livros na cabeça, que o tempo lhe falta para os escrever, mas alerta para a importância do descanso e do ócio. “Com o capitalismo, andamos a esquecer-nos do ócio.” Ouçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 7, 20241h 6m

José Carlos Malato (parte 2): “Toda a gente quer ter o seu próprio ‘talk show’ menos eu. Fui infeliz a apresentar o 'Sexta à Noite'. Foi traumático!”

Ouça aqui a segunda parte da conversa em podcast com o apresentador José Carlos Malato, que aqui revela o que gosta menos de ver e de fazer na televisão, como se defende dos egos mais inchados, o que lhe falta fazer em antena, e ainda deixa críticas à Igreja e um olhar sobre as revoluções por cumprir no país. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 1, 20241h 11m

José Carlos Malato (parte 1): “Tem sido uma vida inteira a navegar águas verdes sem fundo e a adiar o espelho. Deixei de beber, de sofrer por amor e já não me apetece morrer”

É um dos apresentadores mais populares e carismáticos da televisão. Rosto conhecido da RTP, fez antes percurso na rádio e foi voz de continuidade na SIC. Malato não esperava chegar aos 60 anos. Mas foi aos 60 que deixou de desejar a morte. “Pela primeira vez passei a drogar-me com a realidade sem precisar de aditivos.” Aqui revela as dores de sempre, os abusos na infância, o lado tóxico nas relações amorosas e as razões de se ter afirmado pessoa não-binária. Ouçam-no nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 20241h 7m

Ana Gomes (parte 2): “Não é possível fingir que não se passam horrorosos crimes de guerra em Gaza contra o povo da Palestina. É preciso coragem política para reconhecer o Estado da Palestina"

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a política, comentadora e antiga eurodeputada do PS, Ana Gomes, que fala sobre os vários desafios e ameaças na Europa. Aponta uma solução para o fim da guerra na Ucrânia, considera que é urgente haver coragem política para ser declarado o Estado da Palestina como forma de travar o horror em Gaza e sobre a crise dos migrantes afirma: “Jamais votaria a favor deste ‘Pacto das Migrações’. Todos os socialistas que nele votaram estiveram mal. É uma vergonhosa cedência à extrema direita.” Oiça a segunda parte desta conversa no podcast A Beleza das Pequenas CoisasSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 25, 202453 min