
Show overview
A Beleza das Pequenas Coisas has been publishing since 2016, and across the 10 years since has built a catalogue of 448 episodes, alongside 13 trailers or bonus episodes. That works out to roughly 580 hours of audio in total. Releases follow a weekly cadence.
Episodes typically run an hour to ninety minutes — most land between 1h 4m and 1h 33m — though episode length varies meaningfully from one episode to the next. It is catalogued as a PT-language Society & Culture show.
The show is actively publishing — the most recent episode landed earlier today, with 38 episodes already out so far this year. The busiest year was 2025, with 101 episodes published. Published by Joana Beleza.
From the publisher
Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser
Latest Episodes
View all 448 episodesAna Deus (parte 2): “A vaidade isola-nos e é ridícula. Já me escondi atrás da vaidade, na pose da artista. Não sou vaidosa, não quero falar do meu umbigo”
Ana Deus (parte 1): “Já não quero saber da opinião dos outros. É normal, quando se cresce. E não amarguei. Correu quase tudo bem. A minha vida podia ter descambado muito”
Eduardo Madeira (parte 2): “Já trabalhei com pessoas absolutamente execráveis, mas como artistas são brilhantes. Prefiro trabalhar com pessoas boas”
Eduardo Madeira (parte 1): “No humor gosto mais de apontar a mira aos poderosos, aos sobranceiros, aos arrogantes, aos chicos-espertos, aos donos disto tudo”
Grada Kilomba (parte 2): “Interessa-me o chão comum. Na arte quero criar um senso de humanidade, revelando e desmantelando a violência”
Grada Kilomba (parte 1): “É fundamental ser radical. Pode ser extremamente libertador e belo. A criação é um ato de absoluta radicalidade”
António Garcia Pereira (parte 2): “Atuei sempre de acordo com a minha consciência. Quando faço a barba e olho-me ao espelho, não tenho vergonha do que vejo”
António Garcia Pereira (parte 1): “Sou um otimista estratégico. Mas vêm aí tempos de luta muito dura pela defesa do pouco que resta da liberdade e democracia no país”
Carla Maciel (parte 2): “O tempo escapa-me das mãos e ainda sonho muito. Quero fazer um filme de terror e uma tragédia grega. Sou chata e insisto. Vou conseguir, nem que seja aos 70”
Carla Maciel (parte 1): “Acredito que tudo é definido pelo amor que colocamos nas coisas. O amor cura tudo. É o que nos define na vida”
Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”

Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
Ouça aqui a segunda parte da conversa com a escritora Teolinda Gersão, que revela o seu processo de escrita, a começar por uma fase indomável, danada, onde vai tudo parar ao papel, e ao ecrã do computador, vindo do inconsciente, sem nenhum filtro. A autora assume que está agora nesse lugar, na escrita do novo romance, o momento da sua literatura mais libertador e prazeroso. O que se segue é muito trabalho e dor até sentir ter escrito o que queria, o melhor que podia. Teolinda reflete ainda sobre os “loucos” que governam o mundo, o que o passado ensina, e o que espera do futuro. Teolinda Gersão recorda ainda a carta manuscrita e desenhada que um dia recebeu da pintora Paula Rêgo, depois de ter ficado maravilhada com a sua escrita e com um conto em particular sobre uma velha. E depois partilha algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto de um dos seus contos, e outro de um livro de poesia do escritor e jornalista José Carlos de Vasconcelos e partilha uma sugestão cultural. Boas escutas! Músicas "Sonata Appassionata", por Alfred Brende, de Beethoven "Goldberg Variations", por Glenn Gould, de Bach "Partita nº2" por Martha Argerich, de Bach “Le métèque”, de George Moustaki Série A série da Netflix “O Museu da Inocência” , baseada no romance de 2008, muito biográfico, de Orhan Pamuk, com o mesmo nome. Livros "Autobiografia não escrita de Martha Freud", de Teolinda Gersão "Atrás da Porta e Outras Histórias", de Teolinda Gersão "Os Setes Sentidos e Outros Lugares", de José Carlos de VasconcelosSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Teolinda Gersão (parte 1): “Sou uma escritora do inconsciente. Escrevo para resistir e para saber o que não sei. Escrever é uma porta para a esperança”
É um dos nomes mais valiosos da literatura portuguesa contemporânea. Estudou e trabalhou na Alemanha, foi professora catedrática em Lisboa e viveu no Brasil e em Moçambique. E só numa fase mais madura da vida, aos 41 anos, lançou o primeiro livro: “O Silêncio”, distinguido com o Prémio de Ficção do PEN Clube. Desde aí, nunca mais parou de publicar, revelando-se uma notável romancista e contista. Em 2025 publicou o 21º livro “Autobiografia não escrita de Marta Freud”, a revelar o lado sombrio de Sigmund Freud, obra premiada com o Grande Prémio da APE. Aos 86 anos, Teolinda Gersão prepara novo romance, mostra-se preocupada com as dores do mundo e lamenta que os netos tenham emigrado, porque “este país não tem futuro para eles.” See omnystudio.com/listener for privacy information.

David Fonseca (parte 2): “A minha imagem pública é taciturna, mas levo a vida com humor e parvoíce. É uma forma eficaz de me manter alerta”
Ouça aqui a segunda parte da conversa com o músico David Fonseca, que aqui fala do seu lado esteta, evidente nas criações visuais que envolvem os seus discos, concertos, fotografias, videoclipes e nas roupas que veste. E chega a atirar o nome de um artista icónico da pop mundial com quem teria o gosto de usar todo o seu guarda-roupa. David revela ainda que apesar da imagem pública algo “taciturna”, leva a vida com "extremo humor" e "parvoíce generalizada", como forma eficaz de se manter alerta para o ridículo das coisas E ainda partilha algumas das preciosidades musicais que tem garimpado e ouvido repetidamente, deixa várias sugestões culturais e lê um poema de Eugénio de Andrade. Isto e outras surpresas. Boas escutas! Músicas: 1 - David Fonseca, "Nada a Perder" - Single do próximo disco a sair no último trimestre deste ano. 2- Cocteau Twins, “Wolf in the Breast” — "Esta ou qualquer deste disco, a banda que menos envelheceu, pelo contrário, parece que brilha mais através dos tempos com uma certa modernidade e estranheza, únicos e inimitáveis. Têm o condão de estabelecer uma sensação imediata que vai variando com o sítio onde estou na vida." 3 - Geese, "Taxes" — "Uma das bandas que mais me entusiasmou nos últimos anos, têm tudo o que uma banda nova devia ter, muita lata, sem medo de arriscar, inovadora mas com referências óptimas, deixam-me mais confuso do que estava antes de os ouvir. Esta canção apanhou-me desprevenido e ouvia-a 50 vezes seguidas quando a descobri." 4 — Middle Kids, "Terrible News" — "gosto de descobrir canções e bandas sem qualquer tipo de referência e ouço muitas coisas que não gosto para descobrir as que gosto. Esta canção estava no meio de mil canções sugeridas pelos serviços de streaming e é a minha preferida desde então para conduzir, andar de bicicleta, cozinhar, dançar, enfim. Ouço-a e entro logo neste espírito." See omnystudio.com/listener for privacy information.

David Fonseca (parte 1): “Nunca me fascinou ser famoso. Vejo nisso a parte pior da música. Gosto é de fazer canções novas e de tocar ao vivo”
No final dos anos 90 tornou-se uma espécie de ‘rockstar’ instantânea enquanto vocalista e figura de proa dos Silence 4, a banda de Leiria que marcou uma geração. Mas David Fonseca afirma não ter saudades do que ficou no caminho. “O passado não é assim tão especial. Aos que olham muito para trás digo: ‘acordem’. O passado pode morder-vos o rabo.” Mais de duas décadas depois de se afirmar a solo, o músico prepara o lançamento de um novo álbum, cantado inteiramente em português, com um single já cá fora, chamado “Nada a Perder”. Uma canção que retrata uma fase pessoal de maior libertação. “Até tenho medo do que vem aí. Faço literalmente o que me apetece e passa pela cabeça.” Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ana Guiomar (parte 2): “Escolho sempre a alegria, mesmo num dia melancólico. Procurei a terapia, que me trouxe segurança e onde aprendo a dizer 'não'”
Ouça aqui a segunda parte da conversa com a atriz Ana Guiomar, que aqui revela alguns dos seus maiores medos na vida, a razão de se considerar uma “desvairada”, e o que a levou há dois anos a recorrer a um psicólogo para fazer terapia. Uma mudança que trouxe mais segurança à atriz, que a leva a aprender a dizer que “não” (ao que não lhe faz bem ou não lhe interessa), e a ser mais empática para as pessoas à sua volta. Perto do final, Ana Guiomar lê dois poemas de Alice Vieira e ainda partilha alguns dos seus maiores desejos futuros, as músicas que a acompanham, e várias sugestões culturais. Boas escutas! Músicas: “Suburbs”- Arcade Fire “Ella Baila Sola” - Peso Pluma “Reserva para Dois” - Branko e Mayra Andrade “Yendry” - Nena Leitura: Dois poemas de Alice Vieira “O Caracol” e “O Que Dói Às Aves” Teatro “O Rinoceronte”, Teatro A Garagem (Até 22 de março) “Uma Ideia Genial“, Teatro Maria Matos (Até 17 de Maio) “Veneno, História de um Casamento”, Teatro Aberto (até 3 de Maio)See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ana Guiomar (parte 1): “Somos todos ridículos e ainda bem. Gosto muito do meu lado de revisteira. Mas também tenho mau feitio”
É um dos rostos mais populares da ficção televisiva, a par de um longo percurso nos palcos, em particular no Teatro Aberto, em Lisboa, onde aprendeu muito do que sabe, sob a batuta de João Lourenço. Há dois anos, após uma separação e questionamentos pessoais, começou a fazer terapia, e revela ter ganho mais confiança e aprendido mais sobre empatia e a importância de dizer ‘não’. De gargalhada inconfundível, e apurado sentido de humor, a atriz Ana Guiomar está agora em cena na premiada comédia de enganos “Uma Ideia Genial”, até 17 de maio, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Vera Iaconelli (parte 2): “Não sei disputar. Não me interessa a competição. Destaco-me no que faço, mas quero é pertencer. Evito quem atua na inveja. Então faço uma seleção radical, e até sofrida”
Ouça aqui a segunda parte da conversa com a psicanalista e escritora brasileira Vera Iaconelli, que aqui revela como está a ser para si a chegada dos 60 anos, na pós-menopausa. E como a idade a tem libertado mais nos desejos e no crescente prazer de escrever a partir da sua experiência pessoal, com a lente da psicanálise. E, apesar da imagem pública de ‘super mulher’, dá conta de alguns fracassos e fragilidades que fazem dela uma mulher autêntica, bem resolvida, sem querer ser quem não é. Vera reflete ainda sobre os extremismos que ocupam mais lugar no poder e a nova vaga de machismo e de violência de género no Brasil e no mundo, e o que espera do futuro, da sociedade e dos poderes. E ainda partilha as músicas que a acompanham e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas! Músicas: "O que será à flor da pele" - Milton Nascimento/Chico Buarque "Só tinha de ser com você"- Elis e Tom Jobim "Its a long way" - Caetano Veloso - Transa "Love is Blindness", Jack White Livros: “O olho mais azul” Toni Morrison; “Paixão segundo GH” Clarice Lispector; “Os sertões” Euclides da Cunha. Filmes: “Valor sentimental”, Joaquim Trier; “Ainda estou aqui”, Walter Salles; “Mães jovens” dos irmãos Dardenne Podcast “Isso não é uma sessão de análise”, com Vera Iaconelli Série Succession (HBO - 4 temporadas) See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vera Iaconelli (parte 1): “Interesso-me pelo inconsciente, pela bizarrice, pelo disruptivo, pelos fios soltos e pela falha. É onde aparece a verdade”
É uma das psicanalistas mais prestigiadas do Brasil, autora do famoso podcast “Isso não é uma sessão de análise”, onde deita figuras públicas no divã da escuta, além de ser uma brilhante agitadora de consciências, não só através das crónicas que assina semanalmente no jornal “Folha de São Paulo”, como através dos livros que escreve. Em Portugal acaba de lançar “Análise: notas do divã”, pela Companhia das Letras, onde revela as dores do passado: o pai violento e alcoólatra, a mãe submissa, a morte dos irmãos, a terapia falhada e as outras que a iluminaram. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.