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Fumaça

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Centenas dizem não à cultura da violação (Reportagem)

Estivemos na concentração “Mexeu com uma, Mexeu com TODAS. Não à cultura da Violação!”. As mulheres em discurso direto, pelo direito a não serem abusadas. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 28, 201739 min

Mojana Vargas sobre dados étnico-raciais (Entrevista)

Depois das eleições legislativas de 2015, 230 deputados ocuparam os seus lugares na Assembleia da República . Apenas um desses deputados e deputadas era negro. . Hélder Amaral, do CDS-PP, contava por cerca de 0,43% do número total de deputados que representam pouco mais de 10 milhões de habitantes.Será que em Portugal temos apenas 0.43% de negros e negras? Há quem diga que não, que estupidez, que o número é até maior do que 10%. Outros diriam que sim, que é capaz de estar 0,43% perto da verdade. Ora, a verdade é que não se sabe. Não se sabe ao pesquisar no Google, nem ao procurar por documentos oficiais do Governo. Isto acontece porque, ao contrário de países como o Brasil, os Estados Unidos da América, o Chipre, o Reino Unido, a Irlanda, a Hungria, a Jamaica, o Senegal, o México, a Austrália, a Croácia, a República Checa (entre outros), Portugal não recolhe dados relativos a categorias étnico-raciais quando produz censos ou outros inquéritos oficiais.O debate sobre esta matéria tem pelo menos dois lados: o lado de quem acha que perguntar qual a raça ou etnia com que cada pessoa se identifica é, em si, perpetuar o racismo; e o lado de quem acredita que apenas quando se tiver dados e estatísticas credíveis sobre o assunto se consegue atuar eficazmente com políticas anti-racistas, como é o caso de Mojana Vargas com quem hoje falamosAs estatísticas que hoje Portugal deixa de fora são obviamente desconfortáveis. Na prática, podem resultar na conclusão de que o país é factualmente racista, e que o Estado acaba por institucionalizar o racismo com as suas políticas. Será que as pessoas negras em Portugal ganham menos de salário que as brancas? A cor da pele conta para a nota? Estarão as pessoas de etnia cigana a serem discriminadas nas ofertas de emprego? Será que a pobreza afeta mais a uma etnia?Conversámos com a Mojana, doutoranda em Estudos Africanos no ISCTE-IUL e co-organizadora da conferência “Activisms in Africa” sobre Racismo Institucional e sobre como as estatísticas que Portugal não recolhe resultam nas políticas que Portugal não toma. Ouve aqui este episódio.Até já,Ricardo Ribeiro e Maria Almeida.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 24, 201750 min

Manifestação "Diretas Já! Fora Temer!" (Reportagem)

Durante a tarde do dia de ontem, dezenas de pessoas juntaram-se na Praça Luís de Camões, em Lisboa, manifestando-se contra o Governo brasileiro liderado pelo Presidente Temer. Ao som de festa que a música brasileira trazia consigo, gritavam "Fora Temer" e por novas eleições diretas.Desde o impeachment de Dilma Roussef em 2016 que continuam as manifestações do povo brasileiro contra as reformas do novo Governo que configuram cortes sociais em áreas como a Educação e a Saúde. A isto, juntou-se na última semana a divulgação de denúncias e gravações de conversas em que expõem práticas de corrupção do presidente Michel Temer. A resposta do povo brasileiro foi o instensificar das manifestações, enchendo as ruas do Brasil e um pouco por todo o mundo.O É Apenas Fumaça acompanhou a manifestação "Diretas JÁ! FORA Temer!" em Lisboa e deu voz a alguns dos manifestantes. Podem ouvir tudo neste novo episódio Na Rua.Até já, Ricardo Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 23, 201719 min

Rua do Mundo: Brasil, enquanto se espera por mais um impeachment? (Opinião)

Vais ouvir conteúdo original Rua do Mundo, um podcast sobre assuntos internacionais de Bernardo Pires de Lima, Rui Tavares e Sofia Lorena, hoje em conversa com Mathias de Alencastro, corresponde em São Paulo.O Brasil parece ter interrompido a sua caminhada para a normalização democrática e deixado sem resposta os anseios de modernização e justiça da sua população. Pouco mais de um ano após o impeachment da Presidente Dilma, novas denúncias e gravações expõem as práticas de corrupção nos mais altos escalões da República, desde o Presidente Temer até ao ex-candidato Aécio Neves. Conversamos com o cientista político Mathias de Alencastro para saber quais são os cenários de futuro para o país, se há hipóteses de reformar o sistema político brasileiro, como está a reagir a sociedade brasileira a esta enorme frustração de expectativas e quais são as ramificações internacionais das enfermidades brasileiras, dos EUA a Angola e a Portugal.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 23, 201744 min

José Semedo Fernandes sobre a Lei da Nacionalidade (Entrevista)

Hoje, quem nasce em Portugal não é automaticamente português. Segundo a lei, quem nascer em território português apenas tem a nacionalidade se tiver pai ou mãe portuguesa, ou se os seus os seus pais forem estrangeiros e "aqui residam com título válido de autorização de residência há, pelo menos, 6 ou 10 anos, conforme se trate, respectivamente, de cidadãos nacionais de países de língua oficial portuguesa ou de outros países”.Milhares de pessoas sofreram e sofrem ainda hoje impactadas por uma lei que os trata como imigrantes no país onde nasceram. Dizem-lhes que terão de submeter-se ao processo exigido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras até serem considerados imigrantes legais caso queiram ter parte dos seus direitos assegurados, ou a qualquer altura poderão ser deportados para uma terra que nunca pisaram.Conversámos sobre isso e sobre como esta lei pode mudar; sobre casos de pessoas que perdem a nacionalidade; sobre como conduzir sob o efeito do alcool (entre outros crimes) pode fazer com que alguém veja para sempre negado o direito a ser português; e como hoje o processo de deportações em Portugal expulsa centenas de pessoas do país.Ouve aqui um novo episódio.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 17, 201753 min

Mariana Mortágua sobre a dívida (Entrevista)

A discussão sobre se as finanças devem estar no topo das preocupações políticas é importante, mas o importa ainda mais perceber são as consequências que a sua linguagem traz para a ligação das pessoas à política.É recorrente hoje em dia ler-se notícias e ouvir-se representantes a utilizar jargão financeiro e económico enquanto se debruçam sobre os problemas portugueses e as soluções para o país. "Troika ainda tem mais de um quarto da dívida pública portuguesa", diz o Jornal de Negócios, "FMI melhora previsão do défice para 1,9% em 2017", diz a SIC Notícias, "Juros da dívida de Portugal a subir a 2, 5 e 10 anos", diz o Diário de Notícias. É preocupante para a democracia que o tipo de linguagem utilizado nas notícias em destaque nos jornais sejam acessíveis apenas a uma pequena parte da população. O restantes, ficarão de fora.A relevância das finanças no discurso político não será novidade para ninguém, mas o que parece interessante é perceber a evolução dessa relevância. Será que os números do défice e da dívida pública foram sempre tão importantes como hoje são? Porque é que hoje parece interessar mais a dívida pública do que a taxa de desemprego? Quem está por detrás dos limites do défice impostos pela União Europeia?Foi por isso que quisemos, hoje, trazer a Mariana Mortágua - deputada à Assembleia da República e dirigente do Bloco de Esquerda - ao É Apenas Fumaça. Conversámos sobre o que é o défice, a dívida soberana, dívida pública e os juros da dívida, e muito mais. A quem deve dinheiro o Estado português? O que quer dizer uma renegociação de dívida? Como é criada a dívida? Porque é que hoje se fala tanto sobre finanças?Podes ouvir aqui este novo episódio.Até já, Ricardo Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 10, 201742 min

Marcha Global da Marijuana (Reportagem)

A legalização da canábis é um assunto que começa a aparecer na ordem do dia em vários países. Algo que há uns anos atrás era impensável nos Estados Unidos, concretizou-se já em alguns dos seus estados, sendo o caso mais falado e debatido, o do estado do Colorado. Outros países, como o Uruguai ou o Canadá, estudam agora modelos de legalização da marijuana.Este assunto trouxe também para a rua mais de uma centena de pessoas no Sábado passado, dia 6 de Maio, que fizeram o percurso entre o Rato e o Miradouro de S. Pedro de Alcântara, entoando palavras de ordem contra "a Finança" e o actual governo, e pedindo Marijuana legal, "como a Imperial".Estivemos mais uma vez Na Rua, para perceber o que achavam os manifestantes das eventuais implicações económicas, legais, e de saúde de um acesso regulado à cannabis. Tentámos perceber também como estão a funcionar modelos de regulação noutros países, e se é apenas a canábis que deve estar neste debate, e não outras drogas.Falámos com a Joana Simões, enfermeira, com o João e o Fábio, da Cannativa, uma associação de estudos sobre a canábis, com o Luís Branco, do podcast Quatro e Vinte, e com outros manifestantes entre os quais a Maria e o Fernando.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 8, 201722 min

Rua do Mundo: Na França de Macron: e depois da festa? (Opinião)

Vais ouvir conteúdo original Rua do Mundo, um podcast sobre assuntos internacionais de Bernardo Pires de Lima, Rui Tavares e Sofia Lorena, hoje com a participação de Catarina Falcão, correspondente em Paris.As eleições presidenciais em França foram seguidas com ansiedade na Europa e no mundo. Depois de um ano em que o nacional-populismo celebrou a vitória do Brexit no Reino Unido e de Trump nos EUA, importava saber se essa tendência se confirmaria com um resultado positivo para Le Pen, ou se seria contida com uma vitória de Emmanuel Macron. Na noite da vitória de Macron foi celebrada uma barragem efetiva à Frente Nacional, ainda que desta vez sem "frente republicana". Mas depois da festa, importa perguntar: qual será o significado da vitória de Macron na política francesa e europeia?Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 8, 201734 min

Sofia Branco sobre mutilação genital feminina (Entrevista)

Em 1999 a Sofia Branco, com quem conversamos no episódio de hoje e que na altura trabalhava no Público, foi a única jornalista a assistir a uma conferência de imprensa em Lisboa. Falava-se de mutilação genital feminina.A partir desse dia trabalhou o tema afincadamente, que na época era completamente desconhecido na sociedade Portuguesa. Meninas em África eram mutiladas, cortavam-lhes os genitais a sangue frio, e marcavam-nas para a vida. Hoje, passados 18 anos, o fenómeno persiste. Segundo a UNICEF pelo menos 200 milhões de mulheres e meninas foram submetidas à mutilação genital feminina. Em países como a Somália, de acordo com a mesma organização, isto representa cerca de 90% da população feminina entre os 15 e 49 anos de idade, e na Guiné Bissau, antiga colónia Portuguesa e que conta com vários imigrantes viver em Portugal, é 50%. Mas porquê? Como é que uma mãe poderá fazer isto a uma filha? Será um problema do islão? Acontece em Portugal? E como é que se combate?Falámos sobre tudo isto com a Sofia Branco, ativista, feminista, e atualmente jornalista na Agência Lusa e Presidente do Sindicato dos Jornalistas. Foi também jornalista no Público, e é autora dos livros “Cicatrizes de Mulher” sobre a mutilação genital feminina, e “As Mulheres e a Guerra Colonial”.Quisemos perceber o que é a mutilação genital feminina, em que contexto acontece, onde e porquê, e o que se tem feito para erradicar este ritual. No final do episódio ainda sobrou tempo para falarmos de jornalismo, se deve existir um jornalismo de causas, e qual o estado do jornalismo de investigação em Portugal.Ouve aqui mais um episódio.Até à próxima.MariaJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 5, 201751 min

Festival Política: Qual é o papel do jornalismo independente na democracia? (Entrevista)

O Pedro Santos, do É Apenas Fumaça, moderou, na primeira edição do Festival Política, um debate sobre jornalismo independente. Na mesma mesa, juntou-se a ele a Carla Fernandes, da Rádio AfroLis, o Diogo Cardoso, da Divergente, e o Paulo Querido, da newsletter Hoje.Debateu-se o papel do jornalismo independente e a diferença entre ele os media tradicionais e como se financiam estes projetos.Podem ouvir o debate completo, aqui.Até já, Ricardo Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 2, 20171h 10m

Nas ruas pediu-se um 25 de Abril para a Europa (Reportagem)

O É Apenas Fumaça esteve Na Rua mais uma vez e desceu a Avenida da Liberdade acompanhado por milhares de pessoas que celebravam o 43º aniversário do 25 de Abril e se manifestavam para que a revolução continue.Dezenas de associações e causas se representaram enquanto gritavam e cantavam à liberdade. Conversámos com algumas das pessoas que sairam à rua e falámos sobre o que para eles significa esse dia. Ouvimos quem viveu a revolução, a quem ela lhe foi contada e quem a conta hoje aos seus filhos e família.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 28, 201749 min

25 de Abril: as estórias que a história não conta (Especial)

“Foi bonita a festa, pá”, é o que diz Chico Buarque, brasileiro, e o que diz também o povo português sobre o 25 de Abril. Uma festa com cravos e sem escravos, e sem combates, e sem mortes, e sem tiros de espingarda mas com flores dentro dos seus canos. Uma festa em que o povo saiu à rua depois da "Grândola Vila Morena" e do “E Depois do Adeus” e seguindo os militares que iam ao Terreiro do Paço desde Santarém.Esta é a história oficial, aquela que é contada pelos livros e a que contam os professores e as professoras aos seus alunos enquanto elaboram sobre a coragem dos capitães de Abril a tomar a liberdade contra o regime.A importância do 25 de Abril para Portugal é inegável e muito há que celebrar quem o cumpriu, mas teria havido 25 de Abril não houvessem Lutas de Libertação Nacional? O que é feito dos não heróis? Daqueles que não vão hoje apertar a mão ao Presidente da República durante as comemorações? O que foi feito dos que, tendo nascido nas ex-colónias, deixaram de ser portugueses de um momento para o outro? Hoje lançamos um episódio especial do É Apenas Fumaça, em co-produção com a Divergente - uma publicação que conta estórias que exploram silêncios - sobre um outro lado do 25 de Abril. "25 de Abril: as estórias que a História não conta” é um debate em que nos sentamos à mesa com Abdulai Djaló, comando africano das Forças Armadas portuguesas na Guiné, Joana Craveiro, directora artística do Teatro do Vestido, Joana Lopes, ativista anti-fascista, e Miguel Cardina, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.Conversámos também sobre os movimentos sociais antes e depois do 25 de Abril e sobre o que foi realmente o PREC, que hoje parece ser coletivamente lembrado como "o período dos excessos da extrema esquerda”. A Joana Lopes diz-nos que durante o Processo Revolucionário em Curso se achava que Portugal seria um país socialista a sério, mas o que foi vivê-lo? Passados 43 anos do 25 de Abril e estando as pessoas que o viveram a desaparecer, falámos sobre importância da memória e de como a História é narrada para perceber o que se passa nos dias de hoje. Até já,Ricardo Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 25, 20171h 25m

Festival Política 2017 (Reportagem)

O É Apenas Fumaça esteve na sexta-feira e no sábado passados na primeira edição do Festival Política, para mais um Na Rua. O festival teve uma série de debates, workshops e filmes sobre o afastamento da política por parte das pessoas, tendo como tema central a abstenção.Conversámos com a Ermelinda Kuka Bragança sobre se a taxa de abstenção é representativa das pessoas que não se interessam por política e sobre a Democracia como algo que se cumpre todos os dias, e não apenas no dia de voto. O João Miguel falou-nos sobre como os jovens têm participado nos movimentos sociais em Portugal e como os media tradicionais não os têm coberto. A Margarida falou-nos sobre se o voto obrigatório deveria ser implementado em Portugal e o Jair Rattner, jornalista brasileiro, contou-nos sobre como o voto funciona no Brasil, onde é obrigatório.Até já,Ricardo Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 23, 201719 min

Deniz Mardin sobre o referendo na Turquia (Entrevista)

A 15 de Julho de 2016 os destaques dos jornais em Portugal falavam da possibilidade do governo turco, chefiado pelo presidente Tayyip Erdogan, cair. Uma tentativa de golpe de estado Estado militar liderada pelas Forças Armadas Turcas tentava derrubar o regime. Por dois dias se manteve a dúvída, e por dois dias manteve, o regime, a ideia de que tudo estava controlado. "Há medo de se expressar, mesmo nas redes sociais. Com um só Tweet, podes ser preso.". Este é, segunda a Deniz Mardin, o resultado do estado de emergência implementado depois da tentativa de golpe de Estado de há mais de 8 meses e consecutivamente prolongado desde aí. Desde a tentativa de golpe de Estado que mais de 100 organizações de media foram fechadas e mais de 40000 pessoas foram presas, segundo o Turkey Purge. Hoje, a Turquia é o país do mundo com mais jornalistas detidos.Foi com este clima que no último domingo um referendo para uma alteração constitucional foi a votos na Turquia, terminando com a vitória do "Sim" apoiado pelo regime. As alterações da constituição foram por nós já abordadas quando conversámos com o Sinan Eden, no passado domingo e, hoje, conversámos com a Deniz, ativista e médica membro da comissão de Direitos Humanos da Câmara de Médicos de Istambul, e que está a viver em Lisboa por 6 meses. Falámos sobre qual tem sido a resposta da população turca ao referendo, sobre o que se passou durante a votação, e sobre o que tem sido viver na Turquia no pós tentativa de golpe de Estado. Conversámos também sobre a crise de refugiados e Curdos e sobre a maneira como têm sido tratados pelo regime.Até já,Ricardo Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 20, 201717 min

Manifestação contra campos de concentração para gays na Tchetchénia (Reportagem)

A 1 de Abril de 2017 o jornal russo, Novaya Gazeta, publicou uma reportagem que denunciava a existência de campos de concentração para homossexuais na Tchetchénia, uma das repúblicas da federação Russa. Falavam de cerca de 100 homens detidos, torturados, e forçados a revelarem os nomes de outros homossexuais na região, e 3 mortos. De acordo com Svetlana Zakhorova, membro de uma associação russa de direitos LGBT que falou com o jornal MailOnline, há testemunhos de homossexuais que conseguiram escapar e que contam que as autoridades tchetchenas colocavam entre 30 a 40 homens na mesma sala para serem eletrocutados, espancados, levando mesmo até à morte de alguns deles.O governo regional da Tchetchénia já veio negar a existência destes campos através do porta voz Alvi Karimov afirmando que "não existem homossexuais na Tchetchénia" e que os homens daquela região "têm estilos de vida saudáveis, fazem desporto, e têm só uma orientação, que é aquela determinada no momento da criação".Esta opressão a pessoas LGBT na Rússia já é história de longa data. Desde 2013 que vigora uma lei que proíbe a "propaganda" gay na Rússia, sendo que a lei não usa a palavra homossexualidade mas "orientações sexuais não tradicionais". Também um estudo de 2013 chamado "The Global Divide on Homosexuality" do Pew Research Centre, revelava que 74% da população Russa dizia que a homossexualidade não deveria ser aceite pela sociedade.No entanto, desde a publicação do Novaya Gazeta a jornalista que escreveu a reportagem fugiu para evitar represálias e a notícia espalhou-se um pouco por todo o mundo.Multiplicaram-se os protestos e foi feita pressão no governo Russo para que acabe com esta perseguição a gays, e Portugal não foi excessão. Ontem, dia 18 de Abril, perto do final da tarde, concentraram-se cerca de 400 pessoas em frente à embaixada da Rússia exigindo o fim desta opressão. Seguravam cartazes, bandeiras com o arco-íris, fotografias de Putin com maquilhagem, e flores para serem simbólicamente colocadas à porta da embaixada.O É Apenas Fumaça esteve na manifestação e falou com algumas das pessoas que lá estavam.Conversámos com o André Faria, membro da rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, trans, intersexo e apoiantes, com a Beatriz, ativista e apoiante das causas LGBT, com o Matthew Carrozo, americano a viver em Portugal, com o Nuno Pinto, Presidente da Direção da ILGA Portugal, e com a Mafalda, ativista.Ouve aqui mais um Na Rua.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 19, 201713 min

Sinan Eden sobre o referendo na Turquia (Entrevista)

Desde uma tentativa falhada de golpe de Estado, em Julho de 2016, a Turquia vive debaixo de um estado de Emergência, decretado oficialmente. Na sequência do mesmo, mais de 40,000 pessoas foram detidas, algumas presas, e muitas mais demitidas de cargos públicos.Foi neste clima que se realizou, a 16 de Abril de 2017, um referendo que propunha alterações à Constituição Turca. A vitória do “Sim” neste referendo implica a alteração no sistema governamental turco, transformando-o efectivamente num sistema Presidencial, ao invés do sistema Parlamentar que vigora. As alterações previam ainda mais poderes para o Presidente como o de repetição de eleições, o de decisão do Orçamento de Estado, e o de nomeação de ministros e vice-Presidente.Falámos com o Sinan Eden, cidadão Turco que vive em Portugal há mais de 5 anos, sobre os resultados deste referendo, o que de facto ele se propunha a alterar em caso de aceitação popular, e as suas repercussões para a Turquia.No meio de forte contestação dos partidos da oposição (o CHP diz que mais de 1 milhão de votos inválidos foram contados como se fossem válidos. O HDP diz que vai contestar o resultado), e perante indícios de fraude eleitoral, procurámos perceber o que de facto se votou neste referendo, o que dizem os vários lados da barricada, e como está a ser a reação das pessoas aos resultados.Até jáTomás PereiraJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 17, 201716 min

Maria João Pires sobre feminismo e as mulheres na sociedade (Entrevista)

A 27 de Dezembro de 2016, na capa do jornal Público lia-se escrito a vermelho e a amarelo: "O que esperar de 2017 - Dez cronistas do Público antecipam o que vai mudar em Portugal e no mundo". Logo abaixo deste título estavam enfileirados os tais 10 cronistas com as habituais fotografias que acompanham as suas crónicas regulares.Tudo teria passado mais ou menos despercebido não fosse o olhar atento de alguns e de algumas. Um desses olhares veio da página de Facebook Mulher Não Entra que foi rápida em realçar o facto de que daqueles 10 cronistas 0 eram mulheres. Não terão as mulheres nada para dizer sobre Portugal e o mundo? Ou não farão elas futurologia? Será esta capa do Público caso único? Não, não é caso único, e para confirmar esta falta de representatividade das mulheres no espaço público basta seguir-se a página do Mulher Não Entra. Várias são as denúncias do projeto, desde o comentário político a conferências em faculdades, onde as mulheres não estão representadas ou onde estão em clara minoria. E porquê? Como podem as mulheres em Portugal ter pouca palavra? Será Portugal uma sociedade machista? Será que a política ou a economia são coisas de homem, enquanto que a casa e os filhos coisas de mulher? Como é que se muda esta mentalidade? Será com nova legislação? As quotas resolvem o problema? Falámos sobre tudo isto com a Maria João Pires, membro do projeto Mulher Não Entra, e do projeto Geringonça, blogger em várias publicações como a Womenge a Trois, Sim No Referendo, 5Dias e Jugular, e ex-membro da direção do Livre. Conversámos sobre o aborto, antes e depois do referendo, e de como foi acompanhar de perto a luta pela sua despenalização. Falámos da lei da parentalidade em Portugal, e de como por cá se vê a mulher como mãe e cuidadora. Discutiu-se o papel das mulheres na política, e falou-se de feminismo. Ouve aqui o novo episódio, e diz-nos o que achaste. Obrigada e até à próxima,MariaJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 15, 201747 min

Rua do Mundo: Na Hungria de Orbán, as universidades também se abatem (Opinião)

Vais ouvir conteúdo original da Rua do Mundo, um podcast sobre política internacional com Bernardo Pires de Lima, Rui Tavares e Sofia Lorena — hoje com o correspondente em Budapeste, José Reis Santos.Olhamos para a Hungria e para os protestos contra a lei com que o governo de Orbán procura fechar a única universidade que ainda não controla no país. Falamos com José Reis Santos, historiador e investigador com vários anos de experiência na Central European University, fundada por George Soros, na capital húngara, para saber como estes protestos podem significar um ponto de viragem no país-pioneiro do nacional-populismo na União Europeia. E alargamos também a nossa conversa à realidade regional entre os 4 de Visegrado (Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria), os Balcãs ocidentais e, claro, a Rússia de Vladimir Putin. Da academia à sociedade, da política energética aos desafios para o estado de direito na UE, um dia cheio na Rua do Mundo.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 12, 201746 min

Marcha Animal 2017 (Reportagem)

O É Apenas Fumaça esteve mais uma vez na rua este Sábado, desta feita na Marcha da ANIMAL, pela defesa dos direitos dos animais. A esta marcha, organizada oficialmente desde 1999, associaram-se cerca de cinquenta associações e cinco partidos políticos. Cerca de mil pessoas fizeram o trajecto desde o Campo Pequeno até ao Parlamento, debaixo de um sol escaldante, enquanto entoavam palavras de ordem contra as touradas, e pelo fim do sofrimento animal causado pelo ser humano. No rescaldo da aprovação de uma medida proposta pelo PAN na Assembleia da República, que tem como objectivo oferecer uma opção vegetariana em todas as cantinas públicas, quisemos também abordar este assunto com as pessoas presentes na marcha. Falámos com o Carlos Teixeira sobre a história das manifestações pelos direitos dos animais em Portugal. Falámos também com o Nuno Alvim, dirigente da Associação Vegetariana de Portugal, Antónia Gato vegana há 40 anos, e com uma senhora vegetariana há 16 anos, presente na marcha com os seus três filhos também vegetarianos, sobre o vegetarianismo e o veganismo. Falámos ainda com Rita Silva presidente da Associação ANIMAL, no rescaldo da marcha.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 9, 201723 min

José Oliveira e Sérgio Pedro sobre o TTIP e o CETA (Entrevista)

30 de Outubro de 2016. O CETA é assinado em Bruxelas. Depois de algumas semanas de incerteza, criadas pela resistência do Parlamento da Valónia, o acordo acabava por ser assinado. De um lado a maioria da classe política parece celebrar o resultado, do outro muitos activistas que o protestaram vêem os seus piores receios confirmados.Mas, afinal, o que esconde o CETA? Dará um poder desmesurado às grandes corporações? Vai pôr a saúde dos Europeus em risco? É um “cavalo de Tróia” para a entrada do TTIP? E estes tratados já foram aprovados?Procuramos esclarecer estas questões com os nossos convidados desta semana. José Oliveira e Sérgio Pedro, ambos membros da plataforma “Não ao Tratado Transatlântico”, procuraram esclarecer as muitas dúvidas que existem em relação ao CETA e ao TTIP, aquilo que realmente são, e qual o ponto da situação de aprovação dos mesmos.Numa altura de grande turbulência política na Europa, não quisemos deixar de dar alguma atenção a estes tratados, que podem alterar substancialmente a vida de muitas pessoas deste e do outro lado do Atlântico. Já podes ouvir mais uma Fumaça, aqui.Até já,TomásJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 7, 201741 min

Singh e Timóteo Macedo sobre a revolta dos apanhadores de laranjas (Entrevista)

Os protestos têm como alvo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portimão, que os imigrantes acusam de desrespeitar os seus direitos legais. Em causa está o facto de o SEF rejeitar pedidos de autorização de residência aos imigrantes que já reúnem as condições para tal, alegando que as empresas para as quais trabalhavam têm dívidas à Segurança Social.Singh, líder improvisado da rebelião, é só mais um caso. No passado 29 de Março deslocou-se ao SEF de Portimão para uma reunião previamente agendada. Levava consigo 26 meses de descontos para a Segurança Social. Juntava ainda o comprovativo de entrada legal em Portugal e um contrato com a empresa para quem trabalha, cujo nome não revelou.Tudo tinha, achava ele, para poder dar mais um passo em frente na longa viagem até conseguir a autorização de residência, ao abrigo do artigo 88º, 2 da Lei 23/2007, conhecida como “Lei de Estrangeiros”. “Apanhar laranjas é um trabalho muito difícil. Quando estou a almoçar, o meu patrão diz que só me posso sentar 10 ou 20 minutos”, contou-nos Singh, por telefone, enquanto arranhava a língua inglesa. “A empresa não paga a comida nem paga o salário certo que está no contrato”. Custosa é também a relação do seu patrão com o Estado. E essa situação afeta-o diretamente. Chegado ao SEF, foi-lhe dito que o processo de aquisição de autorização de residência seria rejeitado por trabalhar para uma empresa não aceite por eles, explica Timóteo Macedo, presidente da Associação Solidariedade Imigrante, com sede em Lisboa. “Muitas vezes, quando as pessoas vêm aqui [à nossa sede], dizem: 'no SEF disseram-me que não me legalizam porque esta empresa onde eu estou a trabalhar é uma empresa que tem dívidas para a segurança social'.”Timóteo Macedo denuncia a existência de uma “lista negra” de empresas, não oficial, no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a cujos trabalhadores é recusada a concessão de autorização de residência, mesmo tendo estes toda a documentação necessária para a conseguir, invocando o artigo 88º nº2 da lei 23/2007. O SEF, contactado pelo É Apenas Fumaça, disse ter “conhecimento de empresas que não cumprem a obrigação legal de regularização perante a Segurança Social, circunstância suscetível de colidir com um dos requisitos para a concessão de Autorização de Residência, tendo-se verificado a ocorrência dessas circunstâncias com empresas de prestação de serviços.” não existindo uma lista, sendo os casos “sempre verificados individualmente e não apenas por empresa.”[Podem ler em apenasfumaca.pt resposta completa dada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras].Contudo, o dirigente da Solidariedade Imigrante revela o nome de alguns negócios na suposta “lista negra” das dívidas ao Estado, quase todos de empresários em nome individual: Páginas D'Outono - Unipessoal Lda., a Atalho Mágico - Unipessoal Lda., a Grinaldoásis - Unipessoal Lda., a Ideias de Outuno - Unipessoal Lda., a Regular Formula - Unipessoal Lda., e a Servi fruta - Unipessoal Lda. Timóteo tem acompanhado a situação dos trabalhadores e acusa a multinacional Randstad Recursos Humanos S.A. por servir de “Intermediária com outras empresas que trabalham na agricultura e com alguns patrões e latifundiários”. “São empresas que essencialmente fomentam um trabalho precário a todos os níveis. Não só a nível de contratação, [mas também de] condições de trabalho, salários baixos, e trabalhar horas sem fim, de sol a sol”. “Se a culpa é das empresas, apanhem o patrão. Porque é que apanham os trabalhadores? Os trabalhadores pagam segurança social, tudo. A culpa não é dos trabalhadores, é das empresas.”, disse-nos o Singh.Pedro Santos e Ricardo Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 6, 201720 min

João Camargo sobre alterações climáticas (Entrevista)

2016 foi o terceiro ano consecutivo a ser considerado o mais quente de sempre. Fevereiro deste ano foi o segundo Fevereiro mais quente de que há registos históricos. As camadas de gelo nos polos atingiram recentemente mínimos nunca vistos, quando comparadas com a mesma época, em anos anteriores.Na comunidade científica, o aquecimento global é um facto mais do que consumado. Nas elites políticas globais, nem tanto. Para alguns dos que governam, a evidência dos factos é posta em segundo plano, sobretudo se isso se traduzir em mais um mandato no poder. Os cientistas têm dificuldade em passar a sua mensagem para a comunicação social, num panorama onde a verdade e os factos nem sempre parecem andar de mãos dadas.Engenheiro agrónomo, ativista em causas várias - da precariedade aos direitos humanos - ambientalista e investigador em alterações climáticas, João Camargo é o convidado do É Apenas Fumaça desta semana. Procurámos que ele nos explicasse este tema e esmiuçasse termos e conceitos muito usados, mas muitas vezes poucos compreendidos.Primazia dada à ciência, não deixámos a política ambiental de lado. Abordámos também a questão da central nuclear de Almaraz, os efeitos do capitalismo e do estilo de vida Ocidental no Planeta e as polémicas concessões para a exploração de petróleo e gás natural em Portugal.Até breve,TomásJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 30, 201751 min

Jéssica Lopes sobre imigração em Portugal (Entrevista)

Uma crise humanitária. É assim que a Jéssica Lopes define o que passam hoje os imigrantes indocumentados em Portugal na sua procura pela regularização no país. Falamos de quem viaja para cá à procura de uma vida melhor. De quem chega e encontra trabalho, de quem se esforça por ter um contrato, por descontar para a Segurança Social, e por pagar os seus impostos enquanto espera por notícias do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) sobre a sua regularização.Espera. É esta uma das palavras mais ouvidas por quem procura ter autorização de residência em Portugal. São meses e anos de espera no que será, para alguns, a viagem mais longa das sua vidas, mesmo que tenham ficado os seus países de origem a milhares de quilómetros de distância.Segundo a Jéssica, que é ativista na Solidariedade Imigrante e investigadora no CIES - Centro de Investigação e Estudos de Sociologia de Lisboa, estes imigrantes estão hoje a pagar pelos erros e incompetências do SEF e do Governo português. Enquanto se submetem a condições de “escravatura” para que possam ter o contrato e os descontos necessários, faltam-lhes acessos básicos a saúde, habitação, educação.Conversámos sobre o que tem de passar um imigrante após chegar a Portugal, sobre quem e como decide quem fica no país ou é convidado a sair; sobre o que acontece grávidas imigrantes quando estão a pouco tempo de dar à luz; sobre a diferença de tratamento para quem tem dinheiro para investir e para quem apenas procura uma vida melhor; e sobre como é aliado da realidade o discurso intercultural que os portugueses promovem.Até já,Ricardo Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 24, 201748 min

Rua do Mundo: Turquia a partir de Amesterdão (Opinião)

Vais ouvir conteúdo original da Rua do Mundo, um podcast sobre política internacional com Bernardo Pires de Lima, Mónica Ferro, Rui Tavares e Sofia Lorena.Olhamos para a Turquia antes do referendo a partir das eleições na Holanda. Decretamos o óbito da relação entre Ancara e Bruxelas e damos um salto a Istambul, ao encontro do Pedro Penim. Houve Holanda para lá de Wilders mas parece não existir Turquia para lá de Erdogan.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 23, 201745 min

Evento Cultural "Por Outra Lei da Nacionalidade" (Reportagem)

No passado sábado, o É Apenas Fumaça esteve no Evento Cultural Por Outra Lei da Nacionalidade onde mais de 200 pessoas fizeram política no Rossio, enquanto dançavam, cantavam e debatiam a Lei da Nacionalidade atual, e como dizem ser injusta para os filhos de emigrantes que nascem em Portugal. Hoje, quem nasce em Portugal não é automaticamente português. A lei diz que apenas nascem portugueses os que tiverem pai ou mãe portuguesa, ou os "filhos de estrangeiros que aqui residam com título válido de autorização de residência há, pelo menos, 6 ou 10 anos, conforme se trate, respectivamente, de cidadãos nacionais de países de língua oficial portuguesa ou de outros países”. Antes de 1981, ano em que esta lei da nacionalidade entrou em vigor, quem nascia em Portugal era português. Com a lei, isso mudou. E ao mudar, deixou milhares de pessoas que cá nasceram a lutarem para serem um dia portugueses. Hoje, muitos ainda não o são. Pelo meio, necessidades básicas deixaram de ser garantidas, e direitos humanos deixaram de ser respeitados a quem sempre achou que era português. A esses, o Estado pede-lhes que lutem por ser imigrantes legais.Conversámos com o Naki, que nos falou sobre os direitos que o seu filho de 2 anos tem negados por não ser português nascendo no país. Falámos também com o José Pereira, sobre a história da Lei da Nacionalidade e sobre como esta luta é, nas suas palavras, uma questão de justiça. Falámos com a Nancy Mendonça sobre os seus amigos que nasceram em Portugal e não são portugueses; com a Cyntia Sagna, a Cátia e a Telma, que contaram as suas histórias pessoais; e com o Vicente, que nos contou como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras trata mal os imigrantes.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 20, 201724 min

Alexandre Farto (Vhils) sobre o ativismo pela arte (Entrevista)

Hoje temos novamente Fumaça, e conversamos com o Alexandre Farto (também conhecido por Vhils) sobre o ativismo pela arte.No Brasil, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos falavam alto, em dimensão, em dinheiro, em poder, e em mediatismo. O dinheiro que traziam para o Governo era muito, e o que se gastava nele era muito também. O Rio iria ser festa dois anos seguidos, e fora do país todo o mundo se juntava à excitação. A Copa e os Jogos Olímpicos no Brasil. Quem diria que não?Ao mesmo tempo, nas ruas do Brasil, passavam e gritavam aqueles sem dimensão, sem dinheiro, e sem poder. Falavam alto, mas sem mediatismo. As sondagens mostravam que mais de metade dos brasileiros não queriam que os Jogos Olímpicos fossem no seu país e vinham eles para a rua protestar os 12 a 20 mil milhões de dólares investidos, os cortes na saúde, na educação, e os mais de 80,000 despejos em 8 anos.Por consequência da construção de um teleférico a tempo dos JO, foi a vez do Morro da Providência, a favela mais antiga do Rio, ser ameaçada. Mais de uma centena de casas foi demolida e milhares de pessoas tiveram de ser realojadas. Num projeto chamado “Providência”, Vhils, com quem conversamos hoje, eternizou os retratos de quem foi forçado a sair e cravou-os nas casas que abandonavam.Este foi apenas um das dezenas de projetos que o Alexandre Farto (também conhecido por Vhils) fez ao longo dos últimos anos, com o objetivo de trazer aos olhos do mundo aquilo que é invisível. Desde o Brasil aos protestos da Ucrânia, à Europa e à Angela Merkel, à China e em Portugal, os seus graffitis e esculturas trazem carregadas mensagens políticas e sociais. Conversámos sobre os seus diferentes projetos, mas também sobre o papel do Estado na arte e na cultura, sobre as cidades e o que lhes está invisível, sobre o pós 25 de Abril e os seus murais, e sobre como o graffiti deve ou não ser ilegal.Oiçam aqui mais um episódio.Até já,Ricardo Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 18, 201736 min

Domingos da Cruz sobre a liberdade científica em Angola (Entrevista)

Domingos da Cruz, ativista angolano pela democracia em Angola que esteve preso por mais de um ano no processo 15+2, lança hoje um relatório com o nome “Democracia académica e liberdade científica em Angola” para o qual entrevistou mais de 100 professores e investigadores angolanos.Entre outras conclusões, o chocante estudo mostra que 1 em cada 3 inquiridos assume que "Acredita que pode ser perseguido, ameaçado, expulso do serviço ou morto por dar aulas seguindo o rigor científico" e 55% dizem que "existe ou conhecem estudantes que o seu papel é de agente secreto para vigiar professores e alunos".Conversámos o Domingos, neste episódio de Atualidade, sobre o que este relatório mostra, sobre o que se passa dentro comunidade científica em Angola, e sobre as eleições angolanas que se vão realizar este ano. Podes ler todo o relatório aqui. Para ouvires a nossa conversa sobre o Regime Angolano com o Domingos da Cruz, lançada há alguns meses atrás vai aqui.Até já,Ricardo RibeiroJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 14, 201721 min

Maria Antónia Palla sobre feminismo, jornalismo de causas e o aborto [2/2] (Entrevista)

Parte 2Esta semana lançamos uma Fumaça mais longa do que é costume. Falámos com a Maria Antónia Palla, feminista emblemática, jornalista, e ativista pelos direitos das mulheres.Em 1976, Maria Antónia Palla e Antónia de Sousa, tinham uma série de programas na RTP, onde faziam reportagens sobre a situação das mulheres em Portugal. Tudo seguia o seu rumo, até ao dia em que uma das peças chocou o país. Choveram críticas, ameaças, e insultos, foi instaurado um processo crime e a série cancelada. Tinham falado de aborto.A reportagem, com o título *"Aborto não é crime"*, pôs Maria Antónia Palla no banco dos réus. Na altura, em Portugal, segundo as estimativas, praticavam-se cerca de 100 mil abortos por ano.A clandestinidade das interrupções da gravidez foi-se mantendo ao longo das décadas, bem como a luta de Maria Antónia Palla pela sua despenalização. Foi apenas em 2007, que a jornalista e ativista, nascida em 1933, viu o aborto deixar de ser crime.Durante esta conversa, que hoje lançamos excecionalmente em duas partes, falámos disto e mais um pouco. Conversámos sobre o facto de ser das poucas mulheres jornalistas antes do 25 de Abril, de quando foi censurada por escrever sobre o Maio de 68, de como lidava com a PIDE, da reportagem que fez sobre o aborto, em 1976, do seu jornalismo de causas, e de como lutou afincadamente pelos direitos das mulheres em Portugal.Na verdade, foram histórias de uma vida a lutar pela liberdade. Poderíamos ter ficado a tarde toda a conversar. Falaríamos de muitos mais assuntos relacionados com as mulheres: como a igualdade perante a lei, a desigualdade salarial ou o papel na política e no jornalismo. Tínhamos, aliás, planeado uma conversa com perguntas sobre todos estes temas… mas fizemos apenas 6. Muitas questões ficaram no papel, outras tantas entaladas nas nossas gargantas. Deixámo-nos paralisar, num misto de receio e admiração, pelas histórias, os detalhes e a vida de Maria Antónia Palla. O tempo foi passando e só desligamos os microfones quando nos apercebemos que tínhamos ultrapassado em muito o tempo habitual das nossas conversas. Por esse motivo, lançamos hoje este episódio em duas partes.Foi, para mim, um prazer ouvi-la, e espero que para ti, ao ouvires este episódio no Dia Internacional da Mulher, também o seja.Até à próxima,Maria AlmeidaJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 8, 201734 min

Maria Antónia Palla sobre feminismo, jornalismo de causas e o aborto [1/2] (Entrevista)

Parte 1Esta semana lançamos uma Fumaça mais longa do que é costume. Falámos com a Maria Antónia Palla, feminista emblemática, jornalista, e ativista pelos direitos das mulheres.Em 1976, Maria Antónia Palla e Antónia de Sousa, tinham uma série de programas na RTP, onde faziam reportagens sobre a situação das mulheres em Portugal. Tudo seguia o seu rumo, até ao dia em que uma das peças chocou o país. Choveram críticas, ameaças, e insultos, foi instaurado um processo crime e a série cancelada. Tinham falado de aborto.A reportagem, com o título *"Aborto não é crime"*, pôs Maria Antónia Palla no banco dos réus. Na altura, em Portugal, segundo as estimativas, praticavam-se cerca de 100 mil abortos por ano.A clandestinidade das interrupções da gravidez foi-se mantendo ao longo das décadas, bem como a luta de Maria Antónia Palla pela sua despenalização. Foi apenas em 2007, que a jornalista e ativista, nascida em 1933, viu o aborto deixar de ser crime.Durante esta conversa, que hoje lançamos excecionalmente em duas partes, falámos disto e mais um pouco. Conversámos sobre o facto de ser das poucas mulheres jornalistas antes do 25 de Abril, de quando foi censurada por escrever sobre o Maio de 68, de como lidava com a PIDE, da reportagem que fez sobre o aborto, em 1976, do seu jornalismo de causas, e de como lutou afincadamente pelos direitos das mulheres em Portugal.Na verdade, foram histórias de uma vida a lutar pela liberdade. Poderíamos ter ficado a tarde toda a conversar. Falaríamos de muitos mais assuntos relacionados com as mulheres: como a igualdade perante a lei, a desigualdade salarial ou o papel na política e no jornalismo. Tínhamos, aliás, planeado uma conversa com perguntas sobre todos estes temas… mas fizemos apenas 6. Muitas questões ficaram no papel, outras tantas entaladas nas nossas gargantas. Deixámo-nos paralisar, num misto de receio e admiração, pelas histórias, os detalhes e a vida de Maria Antónia Palla. O tempo foi passando e só desligamos os microfones quando nos apercebemos que tínhamos ultrapassado em muito o tempo habitual das nossas conversas. Por esse motivo, lançamos hoje este episódio em duas partes.Foi, para mim, um prazer ouvi-la, e espero que para ti, ao ouvires este episódio no Dia Internacional da Mulher, também o seja.Até à próxima,Maria AlmeidaJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 8, 201739 min

Rua do Mundo: A verdade sobre a pós-verdade (Opinião)

Vais ouvir conteúdo original da Rua do Mundo, um podcast sobre política internacional com Bernardo Pires de Lima, Mónica Ferro, Rui Tavares e Sofia Lorena.Um debate sobre a verdade da pós-verdade, o império dos factos alternativos, a destruição da credibilidade noticiosa e política. Com os quatro suspeitos do costume e a convidada especial Helena Ferro de Gouveia, jornalista na Alemanha há vinte anos.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 7, 201748 min

2º Encontro Nacional pela Justiça Climática (Reportagem)

O É Apenas Fumaça esteve no 2º Encontro Nacional pela Justiça Climática que teve lugar na Faculdade FCSH, em Lisboa. Mais de uma centena de pessoas estiveram durante o dia juntas na defesa de justiça climática e pelo combate às alterações climáticas e à prospecção e exploração de combustíveis fósseis em Portugal e pelo Mundo. Conversámos com João Costa que nos explicou o papel de Portugal depois da COP21 na sua relação com a exploração petrolífera. Conversámos também com a Bárbara de Sá sobre a importância da desobediência civil e do ativismo pela ação direta; com o José Oliveira, sobre como o como o CETA e o TTIP beneficiam as empresas e não a sociedade. A Margarida Silva falou-nos sobre o lobbying na União Europeia e como ele impacta a nossa democracia; o Miguel Teixeira, disse-nos sobre porque o assusta o rumo do mundo em relação às alterações climáticas.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 5, 201721 min

José Pacheco sobre educação e modelos alternativos de ensino (Entrevista)

Falámos com José Pacheco, fundador da Escola da Ponte e do projeto Âncora no Brasil, sobre educação e modelos alternativos de ensino. A Escola da Ponte nasce em 1976, com o intuito de tirar do papel, e pôr em prática diferentes formas de ensinar. Tem como mote ensinar “liberdade responsável” solidariedade e cidadania. É uma escola sem turmas, onde não existem salas de aula tradicionais, e todos podem trabalhar com todos. José Pacheco, o convidado do É Apenas Fumaça desta semana, foi um dos seus fundadores. Hoje é também dinamizador do projecto Âncora no Brasil.Nos episódios que gravamos por Skype (como este), deparamos-nos sempre com uma maior dificuldade em estar confortáveis, e em que os nossos convidados se sintam também confortáveis. Com José Pacheco isso não foi problema, e parecia que estávamos todos na mesma sala, e não separados por milhares de kilómetros. A conversa, sobre o passado, presente e futuro da educação, modelos alternativos de ensino, e o desempenho dos últimos Governos Portugueses na pasta da Educação, voou, e acabou no que pareceu um instante.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 3, 201739 min

[Inglês] Alaa Alhariri sobre a Síria, antes e depois da guerra, pela voz de quem a viveu (Entrevista)

Nota: Quando esta entrevista foi publicada, em fevereiro de 2017, a entrevistada apresentava-se como Sham, uma estudante síria a viver em Portugal que aceitou falar sob condição de anonimato, como forma de evitar perseguição contra si e contra as pessoas que lhe eram próximas. Quase 10 anos depois, Sham pediu para que a sua identidade fosse revelada: Alaa Alhariri. Trabalha como arquiteta e vive em Portugal desde 2014.  Esta semana o episódio é diferente. Falámos sobre a Síria com Alaa Alhariri, uma estudante Síria a viver em Portugal.A 16 de Fevereiro de 2011, um rapaz de 14 anos pegou numa lata de tinta preta, olhou para uma parede da sua escola, riu-se e pintou-a. Os amigos, mais velhos, que pressionaram para o que tivesse feito, riram também e orgulharam-se da pequena partida. No dia seguintem, na escola, não se falava de outra coisa.Tinham pintado a parede onde agora estava escrito: "É a tua vez, doutor". O "doutor" era Bashar al-Assad, líder do regime Sírio que é também médico oftalmologista, e sugeria a queda do ditador como se tinha visto na Túnisia com Ben Ali, e pouco depois no Egito com a queda de Mubarak.Logo depois da travessura os rapazes foram presos pelo regime. Foram presos e torturados. Arrancaram-lhes as unhas, levaram choques eléctricos, e foram espancados. E um deles, o Hamza Ali al-Khateeb, foi mesmo torturado até à morte.De seguida começaram os protestos, e começou uma revolução que desencadeou uma das mais violentas guerras civis que hoje se mostra em escassos minutos de telejornal.Alaa Alhariri esteve nesses protestos, que tão bem descreve no episódio, e falá-nos da Síria antes de tudo isto acontecer. Conversamos sobre a Síria antes da guerra, sobre como começaram os protestos, sobre a reação do regime de Bashar al-Assad, a crise de refugiados, o Daesh, e o que se passa hoje em Damasco, onde a família de Alaa Alhariri ainda vive.Ouve aqui este episódio e diz-nos o que achas. Excepcionalmente este episódio é em inglês porque, apesar da Alaa Alhariri falar um pouco de português, sente-se mais confortável em inglês. Mas podes ler a tradução em www.fumaca.pt [English] This week's episode is different. We talked about Syria with Alaa Alhariri, a Syrian student living in Portugal. On 16 February 2011, a 14-year-old boy took a can of black paint, looked at a wall in his school, laughed and painted it. His older friends, who had pressurised him to do it, laughed too and were proud of the little prank. The next day, there was no talk of anything else at school. They had painted the wall where it now read: ‘Your turn, Doctor’. The ‘doctor’ was Bashar al-Assad, the leader of the Syrian regime who is also an ophthalmologist, and he was suggesting the fall of the dictator, as had been seen in Tunisia with Ben Ali, and shortly afterwards in Egypt with the fall of Mubarak. Soon after the prank, the boys were arrested by the regime. They were arrested and tortured. Their nails were pulled out, they were given electric shocks and beaten. And one of them, Hamza Ali al-Khateeb, was even tortured to death. Then the protests began, and a revolution broke out that unleashed one of the most violent civil wars shown today in a few minutes of television news. Alaa Alhariri was at those protests, which he describes so well in the episode, and he tells us about Syria before all this happened. We talk about Syria before the war, how the protests began, the reaction of Bashar al-Assad's regime, the refugee crisis, Daesh, and what is happening today in Damascus, where Alaa Alhariri's family still lives. Listen to the episode here and let us know what you think. Exceptionally, this episode is in English because, although Alaa Alhariri speaks some Portuguese, she feels more comfortable in English. But you can read the translation at www.fumaca.pt Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 24, 201740 min

Rua do Mundo: França, “a mais louca corrida ao Eliseu de todos os tempos” (Opinião)

Vais ouvir conteúdo original da Rua do Mundo, um podcast sobre política internacional com Bernardo Pires de Lima, Mónica Ferro, Rui Tavares e Sofia Lorena. A partir de Rennes, André Belo e Valeria Pansini juntam-se a uma primeira conversa sobre as eleições mais importantes do ano na Europa.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 22, 201753 min

Sampaio da Nóvoa sobre as eleições presidenciais e educação em Portugal (Entrevista)

O episódio que vos trazemos esta semana tem como convidado o professor António Sampaio da Nóvoa, candidato às eleições presidenciais em 2016, e antigo reitor da Universidade de Lisboa.Durante 45 minutos, falámos das eleições, da sua campanha e estratégia, do actual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, e do seu desempenho, da carta de Cândido Ferreira, e de outros acontecimentos e factos relevantes à volta da corrida a Belém.Abordámos ainda os desenvolvimentos recentes à volta de questões relacionadas com educação. A precariedade de investigadores e professores no ensino superior e o aumento significativo das propinas na última década, foram alguns dos tópicos sobre os quais nos debruçámos.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 16, 201746 min

Esther Mucznik sobre o judaísmo (Entrevista)

Esta semana falamos sobre judaísmo, em novo episódio da série de religião. A convidada é Esther Mucznik e quisemos fugir às judiarias. Procurámos saber como é, para a fundadora da Associação Portuguesa de Estudos Judaicos e membro da Comissão Nacional de Liberdade Religiosa, ser judeu, ser de um povo que “tem casa em todo o lado, mas não tem casa em lado nenhum”. Não fugimos ao desafio de aprofundar e iluminar a génese da religião judaica, assim como a cisão desta com o cristianismo, e quisemos perceber de que modo é sentido hoje o antissemitismo, dentro e fora de portas.Em 1947, foi aprovada a resolução 181 da Organização das Nações Unidas, que previa a divisão de territórios entre judaicos e árabes. Pertence um judeu a Israel? Pertencerá Israel aos judeus? Existirá algum tipo de relação entre um projecto político e uma religião?Ouve aqui o episódio.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 10, 201741 min

Rua do Mundo: Trump, os primeiros 15 dias e as consequências para o mundo (Opinião)

O que vais ouvir e ler é conteúdo original da Rua do Mundo, um podcast quinzenal sobre política internacional. Nestas conversas debatem Bernardo Pires Lima, Mónica Ferro, Rui Tavares, Sofia Lorena, e uma rede de correspondentes.A Rua do Mundo é um podcast que parte de uma premissa simples: a distinção entre temas nacionais e internacionais é cada vez mais irrelevante. O mundo não é qualquer coisa que está lá fora a ser experimentado no momento em que saímos do país. O mundo é mesmo a primeira coisa que acontece quando pomos o pé no chão. Rua d'O Mundo era o nome de uma rua que em tempos existiu em Lisboa. É uma rua em que milhares de Lisboetas de todas as origens passam todos os dias. Tiraram o mundo do nome da rua, mas o mundo continua lá. E a Rua do Mundo recomeça hoje aqui em conversas quinzenais com: Bernardo Pires de Lima, Mónica Ferro, Rui Tavares, Sofia Lorena, e uma rede de correspondentes pelo Mundo.Neste primeiro episódio fala-se sobre Trump, os primeiros 15 dias enquanto Presidente dos Estados Unidos da América, e as consequências para o mundo. À conversa junta-se ainda Tomé Andrade, correspondente da Rua do Mundo em Hanói.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 7, 201754 min

Vigília "Fechar Almaraz" (Reportagem)

Em frente à embaixada de Espanha, em Lisboa, voltaram a ouvir-se palavras de ordem contra a energia nuclear e pelo fecho da Central Nuclear de Almaraz, que se localiza a cerca de 100 quilómetros da fronteira portuguesa, na província de Cáceres. A “Vigília Fechar Almaraz” foi o culminar de uma conferência internacional antinuclear que juntou mais 250 cientistas, técnicos, ativistas e cidadãos, na Fábrica do Braço de Prata, na zona ribeirinha oriental da capital. Ironicamente, aconteceu um dia depois de se saber que em Fukushima, Japão, na central nuclear destruída por um terramoto e tsunami, em março de 2011, os níveis de radiação nunca estiveram tão altos. Por Portugal, há muito tempo que não se ouvia falar tanto do tema. O país não tem instalações para enriquecimento de urânio ou produção para fins comerciais desta energia. Mas Espanha tem. Sete centrais nucleares em funcionamento. E, de Espanha, vêm os ventos e as águas do Tejo que, em caso de acidente em Almaraz, espalhariam rapidamente a radiação pelo território nacional. Porquê o receio? A Central de Almaraz devia devia ter encerrado em 2010, mas o tempo de vida foi prolongado até 2020. Na sua história, conta com mais de uma centena de paragens, incidentes, problemas e acidentes, peças defeituosas. Em dezembro passado, o governo espanhol aprovou a construção de um novo armazém para os resíduos nucleares nos terrenos da central, o que levou ambientalistas ibéricos à conclusão de que se queria estender, até 2030, o funcionamento dos reatores. Começou uma contenda política e diplomática entre Portugal e Espanha e as vozes de ambientalistas e cidadãos dos dois lados da fronteira têm-se ouvido cada vez mais. Na vigília organizada pelo Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), não faltaram cartazes, música e muita chuva. Tanto que não conseguimos saber o nome das aguerridas espanholas com quem começamos o Na Rua. Ouvimos António Eloy, dirigente do MIA e um histórico ativista contra o nuclear em Portugal, que acho que o Ministro do Ambiente é incompetente para lidar com a situação; Luís Rodenas, enrolado numa gigante bandeira republicana espanhola explicou como a monarquia e o nuclear estão ligados; e Diogo Lisboa, dirigente da Quercus, defende que o governo Português tem de se fazer ouvir.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 5, 201723 min

Daniela Bento sobre transexualidade e pessoas trans (Entrevista)

Madrugada de 28 de junho de 1969. A noite seria divertida e extravagante como sempre, no Stonewall-Inn, um bar em Nova Iorque, EUA. Música, álcool, drogas e muita gente fora da norma. A polícia apareceu para uma das habituais rusgas. Voltou a bater e prender na clientela habitual: gays, lésbicas, transexuais, pessoas travestidas, migrantes. Mas nessa noite teve resistência. Várias drag queens negras e mulheres trans levantaram-se contra a violência policial e enfrentaram as autoridades. O rastilho pegou. Nos dias seguintes houve protestos, confrontos e motins que juntavam cada vez mais gente e tinham o apoio da comunidade local. A Batalha de StoneWall, como ficou conhecida, deu origem a um movimento global de luta pelos direitos e defesa das pessoas LGBT. Todos os anos, mundo fora, desde 1970, nas últimas semanas de junho ou primeiras de agosto há marchas que celebram o Orgulho LGBT. De todas as letras que formam a sigla arco-íris a menos conhecida é a última. O que quer dizer o T? Significa transexual ou transgénero? Há diferenças? São gays ou não? É o mesmo que travesti? Segundo a Organização Mundial de Saúde, a transexualidade é uma doença psiquiátrica. Será mesmo? A pessoas trans dizem que não. Reivindicam um quadro legal baseado na autodeterminação de género. Sem anos de espera por avaliações e relatórios. Sem médicos a autorizar ou desautorizar quem se sentem. Já assim é na Argentina (2012) ou em Malta (2015), por exemplo. Por cá, Bloco de Esquerda, PAN e Partido Socialista preparam alterações legais no mesmo sentido - a despatologização. Contudo, coletivos e associações trans temem mais dificuldades no acesso a cuidados médicos, sobretudo no Serviço Nacional de Saúde, que é acusado de não dar respostas atempadas e satisfatórias. Que negócios e relações de poder se escondem numa lei? Que legitimidade têm médicos, psicólogos ou políticos para decidir sobre a identidade de uma pessoa? O que são pessoas trans? Há transfobia em Portugal? O que quer isso dizer? Falámos com a Daniela Bento, rapariga trans e coordenadora do GRIT - Grupo de Reflexão e Intervenção Trans da ILGA Portugal, que acompanha de perto as angústias e aspirações da comunidade.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 1, 201743 min

Pablo Capilé sobre a situação política no Brasil e o movimento #ForaTemer (Entrevista)

Conheci o Pablo Capilé, fundador da Mídia Ninja, um projeto de media independente e colaborativo, em Outubro do ano passado, dias antes das eleições municipais no Brasil. O Pablo foi o convidado de uma das sessões do DocLisboa, o ciclo #ForaTemer, que juntava numa espécie de documentário vários vídeos gravados por smartphones e pelas mãos de ativistas enquanto se manifestavam antes, durante, e depois do processo de impeachment. Protestavam tanto a favor de Dilma e contra “o golpe” (como lhe chama o Pablo), como contra o governo e o aumento dos preços dos transportes públicos em algumas cidades do Brasil. Na discussão que se seguiu ao documentário, falou-se do “golpe” e o impacto que ele teve no Brasil, e também do papel da Mídia Ninja na cobertura dos movimentos sociais no Brasil como um meio alternativo que deu voz a quem não aparecia nos meios de comunicação tradicionais.Passados 3 meses, quando o assunto se já evaporou da comunicação social portuguesa, e depois de os meios tradicionais nos terem entretido com o estranho espetáculo da declaração de voto dos deputados no processo de impeachment, o É Apenas Fumaça quis aprofundar o processo e dar voz ao lado que pouco se ouviu por aqui: o lado de quem protesta nas ruas brasileiras.A 31 de Agosto de 2016, Dilma Rousseff deixou de ser Presidente do Brasil. Mas por que razão? Por corrupção? Quem liderou o processo de impeachment? Como ele aconteceu? Conversámos com o Pablo sobre isto e também sobre os protestos e ocupações que desde o ano passado acontecem, e que ainda hoje continuam; sobre a corrupção no Brasil; sobre as medidas tomadas pelo governo de Temer até hoje; sobre quem foi escolhido para fazer parte desse governo; e sobre o estado da Imprensa no país.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 26, 201733 min

Manifestação "#NãoSejasTrump" (Reportagem)

Ontem, milhões de pessoas por todo o mundo juntaram-se para resistir ao mandato do novo presidente dos Estados Unidos. A Marcha das Mulheres, inciada em Washington, teve repercussões em todos os continentes e em cerca de 60 países, desde o México, Alemanha, França, Bélgica, Japão, Reino Unido, Zâmbia, Uruguai, Macau, Líbano, Quénia, Austrália, Iraque, Antártida entre outros. Em Portugal, a marcha trouxe pessoas para as ruas em 5 cidades e o É Apenas Fumaça reportou desde a marcha em Lisboa, à porta da Embaixada dos EUA. O protesto, que se formou como parte do movimento feminista e que quis trazer à atenção o perigo que a presidência do Donald Trump significa, acompanhou-se de muitos outros movimentos, que não só se representaram mundialmente nas mais de 600 manifestações que existiram, como também em Lisboa, onde centenas de pessoas defendiam causas como as dos direitos LGBT, a igualdade racial, a defesa das minorias religiosas e o respeito pelos animais. Conversámos com a Daniela Bento, que faz parte da Direção da ILGA, sobre as lutas LGBT em Portugal e no Mundo, e como a presidência Trump as pode influenciar. Falámos também com a Emily Almeida e o Andrew, americanos a viver em Portugal, sobre o que levou à eleição de Trump e sobre o mandato de Obama; e com o David Crisóstomo, administrador da página Mulher Não Entra, sobre o estado da representação feminina nas organizações, empresas e comunicação social portuguesas. A Joana Grilo, uma das organizadoras do protesto e do espaço cultural Com Calma, explicou-nos que causas estiveram representadas ontem.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 22, 201716 min

João dos "Truques da Imprensa Portuguesa" sobre a comunicação social (Entrevista)

Esta semana lançamos Fumaça com o João, um dos gestores anónimos da página Os Truques da Imprensa Portuguesa.Quisemos saber mais sobre Os Truques, ir para além de tanto fumo e fogo, e fazer as perguntas que ainda não lhes tinham sido feitas. Falámos sobre o que é, ou não, um truque, sobre o papel do jornalismo e de quem o consome, a questão do anonimato da página e da parcialidade, e do futuro da imprensa Portuguesa.Esta é a primeira grande entrevista d' Os Truques da Imprensa Portuguesa. Ouve aqui este episódio.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 19, 201749 min

B Fachada sobre música de intervenção, história e política (Entrevista)

Esta semana a fumaça faz-se com o B Fachada, cantor, músico e escritor de canções, num episódio que nos trocou as voltas.Isto porque na altura em que convidámos o B Fachada o plano era falar sobre música de intervenção. Mas, na verdade, este plano só se manteve até ao momento em que começámos a gravar. É que assim que a conversa começou logo percebemos que não nos ficaríamos por ali.Da música de intervenção ao Estado Novo, dos Vampiros do Zeca aos Lusíadas do Camões, do Trump aos movimentos sociais na Europa, entrámos numa conversa que foi mais ou menos como calha.Ouve aqui o episódio que bem poderia ter sido numa mesa de café, com um músico que muito tem a dizer sobre o mundo.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 12, 201741 min

Ana Brazão e Pedro Santos sobre o Programa Nacional de Barragens (Entrevista)

A Fumaça entra no novo ano com um assunto que, desde cedo, carece de escrutínio: o Plano Nacional de Barragens. Apresentado como indispensável para o cumprimento de metas ambientais e com o objectivo de aproveitar o potencial hídrico português, acarreta, também, custos para a carteira dos contribuintes e para o ambiente, numa realidade que parece distanciar-se da retórica política e numa afronta direta à ideia de energia verde.Fomos conversar com a Ana Brazão e o Pedro Santos, do projecto Rios Livres, que têm desempenhado um papel muito activo na divulgação do impacto social e ambiental do plano junto das populações locais e na sensibilização da opinião pública, mas também do poder local e central, para a emergência de uma discussão séria e inclusiva sobre as reais necessidades de investimento em megaprojetos de produção de energia hidroelétrica.A discussão deste programa foi sorrateira e não incluiu todos os interessados. Em 2007, o Plano Nacional de Barragens foi aprovado e o que era de todos passou a privado.A destruição de formas de subsistência de várias populações e do nosso património natural, assim como o avultado investimento que pode revelar-se não tão proveitoso quanto nos é feito crer, foram temas centrais do primeiro episódio de 2017.Terá este plano sido elaborado com o melhor interesse do país em mente? Quem ficou a ganhar? E, já agora, o que podemos esperar deste governo?Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 5, 201753 min

Catarina Príncipe sobre a Europa e os movimentos sociais (Entrevista)

Falámos desta feita com a Catarina Principe. A Catarina é a autora do livro “Europe in revolt – Mapping the new European Left”, faz parte da Comissão Política do Bloco de Esquerda, e escreve para a Jacobin Magazine. Durante cerca de 35 minutos, falámos com ela sobre o estado actual do Projecto Europeu, e da UE, passando pela situação Grega, pelo ressurgimento de movimentos nacionalistas na Europa e pelo aparente desmoronamento do consenso neo-liberal Europeu. Falámos também de quais são os vários caminhos perante os cenários que se vão adivinhando, e qual o papel que movimentos sociais de várias naturezas podem ter daqui para a frente na Europa.Nota: Existe, ao minuto 29, um corte de alguns segundos na gravação que é da total responsabilidade do É Apenas Fumaça.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 22, 201632 min

Rita Silva sobre o Programa Especial de Realojamento e o direito à habitação (Entrevista)

“Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.”, lê-se no artigo 65º da Constituição da República Portuguesa. O Programa Especial de Realojamento (PER) tinha como base realojar em casas dignas, pessoas que viviam em habitações com condições desumanas. O PER foi aprovado em 1993. Hoje, ainda não foi totalmente implementado. Começando pelos números: o PER identificou, entre 1993 e 1995, cerca de 48 mil famílias com necessidades de realojamento. Passadas duas décadas, o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana estimou que a taxa de execução do programa estava em, pelo menos, 92%. Se olharmos para os números, parece-nos que tudo está a correr bem. Nós quisemos ir para além da fumaça.Conversámos com a Rita Silva, Técnica de Desenvolvimento Comunitário, membro do Bloco de Esquerda e do Habita - Colectivo pelo Direito à Habitação e à Cidade, sobre que famílias estavam ao abrigo do PER; sobre quem ficou de fora e que alternativas lhes foram apresentadas; sobre como foram feitas as demolições dos bairros de barracas, e como foram feitos os realojamentos; sobre o Direito à Habitação, e sobre quem tem acesso a ele. Links:1’ - “Santa Filomena. Os dramas por detrás das demolições”, João de Almeida Dias, Observadorhttp://observador.pt/especiais/santa-filomena-os-dramas-detras-das-demolicoes/Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 15, 201637 min

Faranaz Keshavjee sobre o islão (Entrevista)

Recentemente numa 'conversa de café', que hoje se fazem mais em caixas de comentários no Facebook, alguém dizia, "o Islão é uma religião violenta e o alcorão incita à violência", acrescentando ainda que nos países muçulmanos as mulheres são "apedrejadas e decepadas".Mas e o que é que uma mulher, muçulmana, doutorada em Estudos Islâmicos pela Universidade de Cambridge, tem a dizer sobre o Islão e tudo isto?Foi isso que quisemos saber numa conversa com a Faranaz Keshavjee, neste segundo episódio da nossa série de religião.Procuramos ver para além da fumaça do preconceito e perceber a segunda maior religião do mundo com cerca de 1.6 mil milhões de seguidores. Falámos sobre o início do Islão, do Alcorão, dos direitos das mulheres, de terrorismo e do daesh, e muitos outros temas.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 9, 201646 min

Francisco Louçã sobre o capitalismo (Entrevista)

Neste episódio abordámos um tema muito vasto e complexo: o capitalismo. Fomos ao ISEG, falar com o Francisco Louçã, Doutorado em Economia, fundador do Bloco de Esquerda e Conselheiro de Estado para ele nos oferecer uma perspectiva crítica deste sistema económico e social, segundo o qual as sociedades Ocidentais, e muitas outras, se organizam nos dias de hoje.Durante pouco mais de meia hora, falámos sobre a história do Capitalismo, quais as suas origens, as várias transformações que sofreu e as críticas que lhe foram sendo feitas. Falámos sobre o Capitalismo actual, sobre neo-liberalismo e a sua influência no processo democrático, e em instituições como a União Europeia. Olhámos também para o futuro. Procurámos debruçar-nos sobre para onde seguem as sociedades capitalistas. Quais as várias transformações que podem vir a sofrer numa era onde a inovação tecnológica acontece a uma velocidade estonteante. Falámos de possibilidades como a “Uberlândia”, regimes autocráticos e de soluções para o futuro como o Rendimento Básico Incondicional.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 1, 201634 min

António Pedro Dores sobre as prisões em Portugal (Entrevista)

Conversámos com António Pedro Dores, doutorado em Sociologia pelo ISCTE, docente do ramo Sociologia da Violência, e membro da Associação Contra a Exclusão e pelo Desenvolvimento.Falámos sobre as prisões como mecanismo de discriminação e legitimação, o ciclo vicioso da institucionalização, a corrupção nos serviços prisionais e no sistema judicial, e os contornos perversos do proibicionismo.As prisões são feitas para quem? Quem são os presos? Porque não se fala das prisões?Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 25, 201644 min

Juan Branco sobre whistleblowers, Wikileaks, Assange e as eleições americanas de 2016 (Entrevista)

Uma das mais importantes características da democracia é a fiscalização do povo em relação às decisões que os seus representantes tomam, e apenas o acesso à informação sobre essas decisões torna isso possível. Desde sempre governos esconderam informação de interesse público: desde a guerra do Vietname à invasão do Iraque, entre muitas outras situações; desde sempre whistleblowers existiram: desde o Daniel Ellsberg até aos mais recentes Edward Snowden e Chelsea Manning, entre muitos outros que o fizeram anonimamente, para que informações de interesse viessem a público, ou para seu próprio aproveitamento político.Hoje, por todo o mundo, whistleblowers são condenados como criminosos e neutralizados para que o seu impacto diminua. Por outro lado, representantes que cometeram crimes, e que foram revelados pelas denúncias de whistleblowers continuam impunes, vivendo a sua vida de sempre, e sem consequências. Esta desigualdade tem de mudar. Conversámos sobre este tema com o Juan Branco, assessor jurídico da Wikileaks e membro da equipa de defesa de Julian Assange. É impossível negar a influência da Wikileaks nas recentes eleições americanas e na maneira como hoje, políticos são confrontados com a possibilidade dos seus mais importantes segredos serem revelados. Ainda assim, a Wikileaks não é uma organização de whistleblowers, é uma organização de jornalistas. O papel que a Wikileaks faz é o de publicar informação que lhes chega às mãos e que acreditam ser de interesse público. O Julian Assange, que foi esta semana, pela primeira vez, interrogado pela justiça Sueca, está refugiado na embaixada do Equador em Londres. Assange é um jornalista, e um ataque ao Assange é um ataque à liberdade da imprensa.Falámos sobre as questões editoriais da Wikileaks; sobre o papel dos whistleblowers na Democracia; sobre porque está Julian Assange refugiado; sobre porque escolheu a Wikileaks publicar várias das informações sobre Hillary Clinton e nada sobre Donald Trump; e sobre o futuro do jornalismo independente.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 17, 201641 min