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25 de Abril: as estórias que a história não conta (Especial)

25 de Abril: as estórias que a história não conta (Especial)

Fumaça

April 25, 20171h 25m

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Show Notes

“Foi bonita a festa, pá”, é o que diz Chico Buarque, brasileiro, e o que diz também o povo português sobre o 25 de Abril. Uma festa com cravos e sem escravos, e sem combates, e sem mortes, e sem tiros de espingarda mas com flores dentro dos seus canos. Uma festa em que o povo saiu à rua depois da "Grândola Vila Morena" e do “E Depois do Adeus” e seguindo os militares que iam ao Terreiro do Paço desde Santarém.

Esta é a história oficial, aquela que é contada pelos livros e a que contam os professores e as professoras aos seus alunos enquanto elaboram sobre a coragem dos capitães de Abril a tomar a liberdade contra o regime.

A importância do 25 de Abril para Portugal é inegável e muito há que celebrar quem o cumpriu, mas teria havido 25 de Abril não houvessem Lutas de Libertação Nacional? O que é feito dos não heróis? Daqueles que não vão hoje apertar a mão ao Presidente da República durante as comemorações? O que foi feito dos que, tendo nascido nas ex-colónias, deixaram de ser portugueses de um momento para o outro?

Hoje lançamos um episódio especial do É Apenas Fumaça, em co-produção com a Divergente - uma publicação que conta estórias que exploram silêncios - sobre um outro lado do 25 de Abril. "25 de Abril: as estórias que a História não conta” é um debate em que nos sentamos à mesa com Abdulai Djaló, comando africano das Forças Armadas portuguesas na Guiné, Joana Craveiro, directora artística do Teatro do Vestido, Joana Lopes, ativista anti-fascista, e Miguel Cardina, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Conversámos também sobre os movimentos sociais antes e depois do 25 de Abril e sobre o que foi realmente o PREC, que hoje parece ser coletivamente lembrado como "o período dos excessos da extrema esquerda”. A Joana Lopes diz-nos que durante o Processo Revolucionário em Curso se achava que Portugal seria um país socialista a sério, mas o que foi vivê-lo?

Passados 43 anos do 25 de Abril e estando as pessoas que o viveram a desaparecer, falámos sobre importância da memória e de como a História é narrada para perceber o que se passa nos dias de hoje.

Até já,
Ricardo Ribeiro.

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