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Show Notes
Desde uma tentativa falhada de golpe de Estado, em Julho de 2016, a Turquia vive debaixo de um estado de Emergência, decretado oficialmente. Na sequência do mesmo, mais de 40,000 pessoas foram detidas, algumas presas, e muitas mais demitidas de cargos públicos.
Foi neste clima que se realizou, a 16 de Abril de 2017, um referendo que propunha alterações à Constituição Turca. A vitória do “Sim” neste referendo implica a alteração no sistema governamental turco, transformando-o efectivamente num sistema Presidencial, ao invés do sistema Parlamentar que vigora. As alterações previam ainda mais poderes para o Presidente como o de repetição de eleições, o de decisão do Orçamento de Estado, e o de nomeação de ministros e vice-Presidente.
Falámos com o Sinan Eden, cidadão Turco que vive em Portugal há mais de 5 anos, sobre os resultados deste referendo, o que de facto ele se propunha a alterar em caso de aceitação popular, e as suas repercussões para a Turquia.
No meio de forte contestação dos partidos da oposição (o CHP diz que mais de 1 milhão de votos inválidos foram contados como se fossem válidos. O HDP diz que vai contestar o resultado), e perante indícios de fraude eleitoral, procurámos perceber o que de facto se votou neste referendo, o que dizem os vários lados da barricada, e como está a ser a reação das pessoas aos resultados.
Até já
Tomás Pereira
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