
Fumaça
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Direção Nacional da PSP censura entrevista de Manuel Morais ao Fumaça (Opinião)
A Direção Nacional da PSP diz que o racismo na instituição é um assunto “devidamente escrutinado” e impediu o ex-sindicalista Manuel Morais de falar ao Fumaça. Que democracia é esta onde quem tem o direito legal de usar a violência sobre as pessoas se recusa a ser escrutinado por órgãos de comunicação social? Editorial escrito por Ricardo Esteves Ribeiro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Tomás Pereira: obrigado e até já! (Comunicado)
Três anos depois do início do projeto, anunciamos que o Tomás Pereira, um dos fundadores do Fumaça, vai sair da equipa no final do mês de junho.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Luiz Eduardo Soares sobre segurança pública no Brasil (Entrevista)
Na semana em que o Senado brasileiro votou pela suspensão dos decretos que facilitavam o porte de armas de fogo, assinados em maio pelo presidente, falámos com o antropólogo e escritor Luiz Eduardo Soares. Considerado uma das referências em segurança pública no Brasil, Soares é autor dos livros “Elite da Tropa”, de 2006, e “Desmilitarizar”, lançado em 2019- Foi ainda secretário nacional de Segurança Pública durante o primeiro ano do governo de Lula da Silva e coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro entre 1999 e 2000.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] José Sócrates sobre os seus anos de governo (Entrevista)
Esta semana completam-se oito anos desde a queda do governo de José Sócrates, ex-primeiro-ministro português entre 2005 e 2011. Por isso, hoje recordamos a entrevista que lhe fizemos em fevereiro do ano passado: falámos sobre Ambiente e o Plano Nacional de Barragens; a reforma das florestas; economia, austeridade e a intervenção da troika; educação e a avaliação de professores; o “caso Freeport”, o “caso Marquês”, entre outros temas, num trabalho apelidado de “arqueologia política” pelo próprio José Sócrates.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nuno Belchior e Tito Rosa sobre a Política Agrícola Comum (Entrevista)
O novo Parlamento Europeu, a futura Comissão e os Estados-membros têm em mãos a revisão da Política Agrícola Comum (PAC) pós-2020. Quem tem ganho com a mais antiga e dispendiosa política pública contínua da União? Nuno Belchior, agricultor, e Tito Rosa, engenheiro agrónomo, debatem os lados positivos e negativos da PAC, na última edição do Festival Política, que aconteceu a 1 de Junho no Teatro Garcia de Resende, em Évora.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ghalia Taki sobre integração de refugiados (Entrevista)
Ghalia Taki fugiu da Síria para o Gana e depois para Portugal. Quando chegou ao país, em 2014, ficou detida no aeroporto de Lisboa durante vários dias com o seu marido, o filho menor e a mãe. Hoje, é intérprete e mediadora no Serviço Jesuíta aos Refugiados e no projeto LAR. Nesta entrevista, conta a sua história e descreve os obstáculos à integração de refugiados em Portugal e na Europa. Ouve aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Manuel Dias dos Santos e Riccardo Marchi sobre extrema-direita e populismos (Especial Europeias 2019)
Na noite das eleições europeias de 2019, Manuel Dias dos Santos, sociólogo e historiador, e Riccardo Marchi, historiador, analisaram de que forma o crescimento da extrema-direita e dos populismos condicionaram a campanha eleitoral e vão moldar, ou não, a ação do Parlamento Europeu nos próximos anos.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Diaby Abdourahamane e Rita Gaspar sobre a "Europa fortaleza" (Especial Europeias 2019)
Na noite das eleições europeias de 2019, Rita Gaspar, ativista na Humans Before Borders, e Diaby Abdourahamane, refugiado da Costa do Marfim em Portugal, desde 2007, e fundador da Associação dos Refugiados em Portugal, analisaram de que forma as políticas migratórias e de ajuda a refugiados moldaram a campanha eleitoral e vão moldar, ou não, a ação do Parlamento Europeu nos próximos anos.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

José Luís Monteiro e Sofia Oliveira sobre alterações climáticas e ambiente (Especial Europeias 2019)
Na noite das eleições europeias de 2019, Sofia Oliveira, da Greve Climática Estudantil, e José Luís Monteiro, da Oikos, analisaram de que forma as alterações climáticas e o ambiente condicionaram a campanha eleitoral e vão moldar, ou não, a ação do Parlamento Europeu nos próximos anos.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aquilo é a Europa Ep. 3: Paolo (Série)
Em 2017, Paolo Borromeo viu um anúncio sobre Vistos Gold em Portugal e enviou um email a David Poston, a perguntar como funcionava o programa. Foi aí que tudo começou. Hoje, detém um apartamento na Baixa de Lisboa, um prédio no Bairro Alto e a autorização de residência que tantos imigrantes indocumentados desesperam por receber. “Paolo” é a terceira parte da série “Aquilo é a Europa”. Ouve aqui. [Nota: algumas das pessoas que entrevistámos nesta série falam em inglês. Se preferires uma versão dobrada em português procura o canal “Extras” do Fumaça, na tua aplicação de podcasts, ou vai a fumaca.pt.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aquilo é a Europa Ep. 2: Abid (Série)
Em fevereiro de 2016, Muhamad Abid Khan veio do Paquistão para a Europa, para poder oferecer uma vida mais segura à sua família. Mas só em novembro de 2018 conseguiu obter a autorização de residência que lhe permite residir legalmente em Portugal. Pelo caminho, ficou três anos sem poder ver as filhas. Como ele, milhares de imigrantes indocumentados esperam anos por uma resposta do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. “Abid” é a segunda parte da série “Aquilo é a Europa”. Ouve aqui. [Nota: algumas das pessoas que entrevistámos nesta série falam em inglês. Se preferires uma versão dobrada em português procura o canal “Extras” do Fumaça, na tua aplicação de podcasts, ou vai a fumaca.pt.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aquilo é a Europa Ep. 1: Mory (Série)
Quando Mory Camara fugiu da Guiné-Conacri nunca pensou vir para a Europa, queria apenas estar em segurança. Um ano e meio depois, atravessava o Mar Mediterrâneo pela quarta vez, depois de meses de tortura e escravatura na Líbia. Foi resgatado pela Sea Watch com mais 46 refugiados, a 19 de janeiro de 2019. Mas a sua viagem não acabou aí. “Mory” é a primeira parte da série “Aquilo é a Europa”. Ouve aqui. [Nota: algumas das pessoas que entrevistámos nesta série falam em inglês. Se preferires uma versão dobrada em português procura o canal “Extras” do Fumaça, na tua aplicação de podcasts, ou vai a fumaca.pt.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nova série Fumaça: "Aquilo é a Europa" (Trailer)
Desde a criação da União Europeia, enquanto as fronteiras internas caíam, uma Fortaleza externa foi-se erguendo. Nesta série de três episódios, falamos sobre os muros que a Europa construiu para que imigrantes e refugiados ficassem de fora. A série "Aquilo é a Europa" sai dia 21 de maio. Subscreve a nossa newsletter ou o nosso podcast na tua aplicação de podcasts para receberes os três episódios.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Inglês] Bas Eickhout sobre alterações climáticas (Entrevista)
Ano após ano, as emissões globais de gases com efeito de estufa batem recordes. A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera nunca foi tão elevada – a última medição supera qualquer outro valor em 400 mil anos. Neste cenário à escala global, a Europa tem planos para inverter este caminho. Ainda assim, as emissões per capita dos 28 são superiores à média mundial. O que a UE está a fazer é suficiente? O que condiciona as decisões políticas sobre um assunto que muitos cientistas e ativistas deixaram, há muito, de considerar técnico e veem como matéria política? Falámos com o eurodeputado Bas Eickhout, candidato do Partido Verde Europeu à Comissão Europeia.[English] Year after year, global greenhouse gas emissions break records. The concentration of carbon dioxide (CO2) in the atmosphere has never been higher – the latest measurement surpasses any other figure in 400,000 years. Against this global backdrop, Europe has plans to reverse this path. Even so, the per capita emissions of the 28 are higher than the world average. Is what the EU is doing enough? What conditions political decisions on a subject that many scientists and activists have long since stopped considering technical and see as a political matter? We spoke to Bas Eickhout MEP, the European Green Party's candidate for the European Commission.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

João Mineiro, Riccardo Marchi e Thais Dornelles sobre populismos, nacionalismos e fascismos (Entrevista)
Vozes que se dizem antissistema têm explorado uma clivagem entre uma ideia de povo e uma ideia de elite. Apoiados no medo, canalizando frustrações e revoltas de quem se sente alheado da globalização, o inimigo do populismo varia: ora imigrantes, refugiados e minorias que “invadem” um lugar seguro, ora a corrupção que entorpece uma democracia em que a elite política ou económica governa para si… Foi sobre estes discursos que falamos com o sociólogo João Mineiro, o historiador Riccardo Marchi e a ativista Thais Dornelles no Festival Política, em Lisboa.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dá-lhe Gás Ep. 4: O vício da Europa (Série)
O governo de António Costa quer que Portugal seja a porta de entrada, na Europa, do gás de fracking norte-americano. A União Europeia injecta milhares de milhões de euros nos negócios do gás natural, subsidiando projetos faraónicos. Mas há muitas pessoas a querer travar a proliferação da indústria petrolífera, seja nas lutas contra os furos de gás de Alcobaça e Bajouca ou nas greves estudantis pelo clima.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Carlos Coelho sobre o espaço Schengen e a "Europa fortaleza" (Entrevista)
A menos de três semanas de eleições europeias, publicamos uma entrevista com Carlos Coelho, eurodeputado pelo PSD e 7º lugar na lista do partido para as eleições. Falámos sobre as violações aos princípios fundamentais da UE que vários países têm implementado; o estado atual do espaço Schengen; a resposta da Europa em relação à crise de refugiados; e a "Europa Fortaleza" que a União tem construído ao longo do tempo. Ouve aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dá-lhe Gás Ep. 3: A padeira da Bajouca (Série)
A Australis foi a Aljubarrota e à Bajouca apresentar-se ao povo. Como vão ser feitos os furos e de que forma? E como apareceu nos contratos a referência à técnica de fraturação hidráulica (fracking)? Que promessas fez a empresa? Há medo de que as águas sejam contaminadas e de que haja impactos negativos na agricultura. Na Bajouca, a maioria da população está contra o furo – e mostra-o.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Guilherme Serôdio sobre emergência climática e Extinction Rebellion (Entrevista)
Antes de se começar a queimar combustíveis fósseis a um ritmo industrial no século XIX, a temperatura média à superfície da Terra era mais fria do que hoje em cerca de um grau Celsius. Eventos extremos como secas, chuvas prolongadas, e ondas de calor eram menos intensos e menos frequentes. Não pairava sobre zonas de costa e pequenas ilhas o risco de ficarem submersas devido ao aumento do nível médio do mar, provocado pelo degelo das calotes do Ártico. Sabemos que se ou quando a temperatura média à superfície da Terra ultrapassar um grau e meio face ao período pré-industrial, quase tudo será mais extremo. Mas é impossível evitá-lo, acredita Guilherme Serôdio, fundador da Extinction Rebellion em Bruxelas, sem mudar o paradigma de crescimento económico, de consumo “urbano-faraónico, de acesso a tudo, o tempo todo”. Falamos sobre a emergência e a luta climática, decrescimento e democracia profunda. [Nesta entrevista, a propósito do movimento Primavera Europeia, há uma referência ao partido político Livre. A bem da transparência, relembramos que o Tomás Pereira, fundador e membro do Fumaça, é militante do Livre e, dado seu envolvimento nas eleições europeias e legislativas deste ano, está afastado das decisões editoriais do Fumaça.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dá-lhe Gás Ep. 2: O mini-mercado do Soares (Série)
Em outubro de 2018, a Australis Oil & Gas anuncia mais um furo, desta vez na Bajouca, no concelho de Leiria. Os Estudos de Impacte Ambiental avançam. Mas na Bajouca ninguém sabia de tais planos. Ou será que sabia? Afinal, quem é esta empresa, o que quer fazer em Portugal e como tem sido recebida por populações, ambientalistas e autarcas?Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Fábio Monteiro sobre os mortos esquecidos no 25 de abril (Entrevista)
O livro “Esquecidos em Abril” é uma investigação do jornalista Fábio Monteiro sobre as pessoas assassinadas no 25 de Abril de 1974. Quatro morreram às mãos da PIDE - João Arruda, 20 anos, estudante; Fernando dos Reis, 23 anos, soldado; José Barneto, 38 anos, escriturário; Fernando Giesteira; 17 anos, empregado de mesa. Mas morreram também duas pessoas às mãos dos soldados revolucionários: António Lage, 32 anos, funcionário da PIDE/DGS e Manuel Costa, 25 anos, agente da PSP. Falamos sobre as suas histórias e o mito da revolução sem sangue.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dá-lhe Gás Ep. 1: O jardim da Celeste (Série)
Três anos após o Estado ter concessionado milhares de quilómetros de subsolo à petrolífera Australis, Maria Celeste descobre que querem fazer um furo prospeção de gás natural à porta de sua casa, em Aljubarrota, Alcobaça. Nunca a avisaram. Longe dos olhares, os terrenos já tinham sido vendidos. O que deixaram na região as petrolíferas que, durante décadas, procuraram petróleo e gás no Oeste? O segundo episódio da série “Dá-lhe gás” será publicado na próxima terça-feira, 30 de abril. As pessoas que hoje fazem parte da comunidade Fumaça já têm acesso à série completa. Se quiseres ouvir os restantes episódios já junta-te e contribui em fumaca.pt/contribuir ajudando a que o Fumaça seja um projeto de jornalismo financiado por quem nos ouve.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dá-lhe Gás: A nova série Fumaça (Trailer)
Dá-lhe Gás Uma série de quatro episódios sobre os furos de gás natural em Aljubarrota e na Bajouca. A história do negócio, da empresa petrolífera e das vidas de quem já foi e pode ser afetado pelos furos. Uma investigação sobre como a União Europeia e o governo Português apoiam a indústria do gás mas também sobre a oposição de ambientalistas, estudantes e populações locais. O primeiro episódio estreia a 22 de abril, segunda-feira. Mas podes receber logo nesse dia os 4 episódios de uma só vez. Sabe como em https://fumaca.pt/serie-da-lhe-gasJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Eugénia Pires sobre a história e o impacto do euro (Entrevista)
2 de Maio de 1998, Bruxelas. Nesse dia, onze dos quinze países da União Europeia oficializaram aquilo que chamaram de pelotão da frente da moeda única. Entre eles, Portugal, que estava “pela primeira vez, na primeira divisão da Europa”. Quatro anos antes do fim dos escudos, nem todos partilhavam do optimismo destas palavras do então ministro das Finanças António Sousa Franco, do governo socialista de António Guterres. Empresários e consumidores estavam apreensivos. A moeda única era um projecto nascido na cúpula europeia e poucos conheciam as suas implicações. Vinte anos depois do lançamento do euro - durante os primeiros três anos apenas usado para fins contabilísticos -, quais as consequências de uma moeda comum a 19 países? Que impactos tem em estruturas produtivas e balanças comerciais tão distintas? Quem saiu a ganhar? Eugénia Pires, economista e ativista da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida, acredita que o projecto do euro serviu os grandes grupos económicos exportadores, cujo capital acumulado não repassa para o dia-a-dia dos cidadãos. "Na Alemanha, os trabalhadores também não têm beneficiado do euro." Falamos sobre a entrada e saída do euro, sobre as oportunidades, as desigualdades, sobre a crise da dívida de 2008, os desejos de união política e um orçamento comum da Zona Euro. O que é ainda possível fazer na moeda única? Deve-se considerar o seu fim?Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Marisa Matias sobre refugiados, imigrantes e a “Europa fortaleza” (Entrevista)
Desde 1990, países da União Europeia (UE) ou do Espaço Schengen construíram um total de 13 muros nas fronteiras de Espanha, Grécia, Hungria, Bulgária, Áustria, Eslovénia, Reino Unido, Letónia, Estónia, Lituânia, Eslováquia e Noruega. Mais de 1000 quilómetros de barreiras foram edificados com o objetivo de prevenir a chegada de imigrantes e refugiados à Europa ou para condicionar a livre circulação dentro do continente europeu, segundo a Organização Não-Governamental (ONG) Transnational Institute. O seu comprimento total é seis vezes superior ao do muro de Berlim e equivale a cerca de metade da muralha que Donald Trump quer construir entre os Estados Unidos da América e o México. Mas a verdade é que, mesmo na Europa, a discussão sobre muros parece centrar-se no que acontece na América. Marisa Matias, eurodeputada portuguesa pelo Bloco de Esquerda e presidente da Delegação para as Relações com os Países do Maxereque (Egito, Jordânia, Líbano e Síria) do Parlamento Europeu, diz que os Estados membros da UE estão a usar a mesma estratégia que Trump: “As pessoas insurgem-se muito contra o muro entre os Estados Unidos e o México, e acham desumano. Nós estamos a fazer exatamente o mesmo, eu também desumano.” Nesta entrevista, falamos sobre a “fortaleza” que a União Europeia está a construir, a venda de armas de que muitos países europeus beneficiam, a responsabilidade da Europa nas guerras e na destruição de países africanos e do Médio Oriente, a resposta da UE à crise de refugiados, a criminalização das Organizações Não-Governamentais de resgate e as recentes alterações à Lei de estrangeiros em Portugal. Esta entrevista foi realizada em Estrasburgo, a convite do Parlamento Europeu.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Juan Branco sobre whistleblowers, Wikileaks, Assange e as eleições americanas de 2016 (Entrevista)
Sete anos depois de ter entrado na Embaixada do Equador em Londres, com um pedido de asilo político, Julian Assange foi arrastado porta fora e detido pelas autoridades britânicas. O motivo, começou por dizer a Polícia Metropolitana de Londres, era a violação das condições de liberdade sob fiança quando, em 2012, o fundador da Wikileaks se refugiou na embaixada para evitar ser extraditado para a Suécia. No país escandinavo era, então, procurado para responder sobre uma queixa de violação e outra de abuso sexual. Assange negava as acusações e temia que isso facilitasse a sua extradição para os EUA. Esta quinta-feira, 11 de Abril de 2019, duas horas depois das primeiras declarações, a Polícia Metropolitana de Londres acrescentava que a detenção do jornalista e ativista era feita a pedido das autoridades norte-americanas. E havia já um mandado de extradição emitido. A detenção só foi possível porque o Governo do Equador, encabeçado por Lenín Moreno, retirou a proteção diplomática concedida, em 2012. Do outro lado do Atlântico, procuradores do estado da Virgínia divulgavam a acusação. Incriminam o jornalista e ativista de conspiração para entrar numa rede secreta de computadores do Pentágono, que resultou na divulgação, em 2010, de milhares de ficheiros diplomáticos e militares sobre as guerras no Iraque e Afeganistão. Entre eles, o vídeo filmado a partir de um helicóptero militar, que mostra soldados norte americanos a matar pelo menos dezoito pessoas, incluindo dois jornalistas da agência Reuters. Chelsea Manning, a ex-analista militar condenada por ser a fonte destes documentos, está novamente presa por se negar a testemunhar em tribunal, contra Assange, Depois das tentativas fracassadas durante a administração Obama de processar a Wikileaks e o seu fundador por espionagem, a nova investida da Justiça norte americana é considerar um crime, que Assange tenha encorajado Manning, a sua fonte, a fornecer mais informações. “Isso é algo que os jornalistas fazem todos os dias”, disse o advogado e jornalista Gleen Greenwald à estação de rádio norte americana NPR. O responsável pela divulgação do esquema global de vigilância do serviços secretos americanos, através de documentos fornecidos por Edward Snowden, outro denunciante, acrescentou: “Criminalizar isso, o encorajar fontes a arranjar mais documentos confidenciais, é criminalizar o jornalismo.” Caso seja extraditado, julgado e condenado, Julian Assange sujeita-se a pena de cinco anos de prisão. Em 2016, entrevistamos Juan Branco, assessor jurídico e membro da sua equipa de defesa. Na altura, o advogado dizia que um julgamento contra Assange sobre as publicações da Wikileaks seria sempre um julgamento contra um jornalista. Porque é esse o seu papel na organização. O de escrever e publicar os documentos que lhe chegam às mãos. Em 2016, falámos sobre as questões editoriais da Wikileaks; sobre o papel dos whistleblowers na Democracia; sobre o asilo de Assange; sobre as eleições norte americanas de 2016; e sobre o futuro do jornalismo independente. Hoje republicamos essa entrevista.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Bolsonaro: um mito em crise permanente [2/2] (Reportagem)
Não foi só a crise económica e o desgaste de tantos anos no Poder do Partido dos Trabalhadores que levou Bolsonaro ao Palácio do Planalto. O “mito” - como lhe chamam os seus apoiantes - cresceu apoiado numa guerra de costumes e isso deu-lhe mais força que tudo. Será a guerrilha ideológica constante suficiente para governar um país do tamanho e com a complexidade do Brasil? Resistirá Bolsonaro aos casos e polémicas quase diários em que o seu governo se vê mergulhado, numa espécie de crise permanente? Podes ler a transcrição da segunda parte da reportagem “Bolsonaro: um mito em crise permanente”. Se ainda ouviste a primeira parte, ouve aqui. Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui em fumaca.pt/contribuir.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Inglês] Claude Moraes sobre refugiados e a “Europa fortaleza” (Entrevista)
Enquanto a Europa parece, a cada legislação, solidificar a “fortaleza” de que está rodeada, deixando de fora quem foge da morte, as travessias têm ficado cada vez mais perigosas. Segundo a Organização das Nações Unidas, se, em 2015, uma em cada 42 pessoas que tentaram atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa morreu, em 2018, o número era de uma em cada 18. Mais de duas mil desapareceram; seis por dia. No dia 28 de março, entrevistámos Claude Moraes, eurodeputado britânico, do Partido Trabalhista. Foi eleito pela primeira vez em 1999, e é presidente, desde 2014, da Comissão de Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos, onde a legislação sobre refugiados tem sido discutida. Claude é, ele próprio, imigrante, e tem trabalhado sobre questões de refugiados e migrações desde que iniciou a sua vida política. Falámos sobre os muros que a Europa tem construído, o aumento de poderes da Frontex, o acordo da UE com a Turquia sobre refugiados, a perseguição a ONGs de resgate de pessoas no Mar Mediterrâneo e o Brexit. Ouve aqui. Esta entrevista foi realizada em Estrasburgo, a convite do Parlamento Europeu. A conversa foi em inglês. Lê a transcrição e tradução completas em fumaca.pt. Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui aqui. [English] While Europe seems, with each piece of legislation, to solidify the “fortress” it is surrounded by, leaving out those fleeing death, the crossings have become increasingly dangerous. According to the United Nations, while in 2015 one in 42 people who tried to cross the Mediterranean to reach Europe died, in 2018 the figure was one in 18. More than 2,000 have disappeared, six a day. On March 28, we interviewed Claude Moraes, a British MEP from the Labour Party. He was first elected in 1999, and since 2014 has been chairman of the Civil Liberties, Justice and Home Affairs Committee, where refugee legislation has been discussed. Claude is an immigrant himself, and has been working on refugee and migration issues since he began his political life. We talked about the walls Europe has built, Frontex's increased powers, the EU's agreement with Turkey on refugees, the persecution of NGOs rescuing people in the Mediterranean Sea and Brexit. Listen here. This interview was conducted in Strasbourg at the invitation of the European Parliament. The conversation was in English. Read the full transcript and translation at fumaca.pt. Fumaça is an independent, progressive and dissident journalism project with free access and no advertising. We believe it's possible to be fully funded by those who listen, watch or read us. If you want to continue listening to interviews like this and be part of our community, contribute here.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Bolsonaro: um mito em crise permanente [1/2] (Reportagem)
Como chegou Bolsonaro ao Poder? Recuamos uns bons anos para perceber como o "mito" se tornou o novo presidente do Brasil. Durante décadas uma personagem sem qualquer relevância política, foi-se agigantando até conseguir sentar-se no Palácio do Planalto, a sede do poder executivo federal brasileiro. Ao mesmo tempo que lidera um governo errático e atolado em recuos e escândalos semanais, o militar na reserva segura bem alto o estandarte da guerra cultural que o ajudou a eleger. Como vive o país entre este fenómeno pop, meio carnavalesco, e uma percepção de crise política e institucional permanente? Ouve aqui a primeira parte da reportagem. Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Le Trio Joubran: o oud é uma arma (Reportagem)
Samir Joubran nasceu na Nazaré, Palestina. É um dos três irmãos que compõe a banda Le Trio Joubran, a quarta geração de tocadores de oud da família. “Eu gostava que a nossa música não fosse política”, diz, “mas enquanto a Palestina estiver ocupada, a nossa identidade musical continuará sob ocupação”. Ouve aqui a reportagem. Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui em http://bit.ly/2TyPKCOJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Anna Klobucka sobre António Botto (Entrevista)
Passados 60 anos da morte de António Botto, relembramos o legado deste “poeta de Sodoma” que escreveu o que não podia ser dito. Entrevistamos Anna Klobucka, doutorada em Línguas e Literaturas Românicas pela universidade de Harvard e autora de vários livros, incluindo “O mundo gay de António Botto”, publicado em 2018. Falamos sobre a sua obra poética, a perseguição homofóbica de que sofreu, a sua relação com Fernando Pessoa e a razão porque parece ter sido esquecido pelo país. Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui em http://bit.ly/2TyPKCOJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Mônica Benício sobre Marielle Franco e Brasil (Entrevista)
Hoje completa-se um ano desde que Marielle Franco, mulher feminista, negra, lésbica, favelada e ex-vereadora do Rio de Janeiro, foi assassinada, em conjunto com o seu motorista, Anderson Gomes. Na mesma semana, dois antigos membros da Polícia Militar brasileira foram detidos, suspeitos pelos homicídios. Se parece que estamos mais perto, agora, de saber quem premiu o gatilho, há uma pergunta que se mantém: quem mandou matar Marielle? Ouve aqui a entrevista que a Maria Almeida fez em setembro do ano passado a Mônica Benício, arquiteta brasileira, feminista, ativista pelos direitos humanos e LGBTI, e viúva de Marielle. Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui em http://bit.ly/2TyPKCOJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Celso Lopes sobre como foi vítima de violência policial na Cova da Moura (Entrevista)
Celso Lopes é um dos seis residentes da Cova da Moura que alega ter sido torturado na esquadra de Alfragide, na Amadora, em 2015. O caso julga agora 17 agentes da PSP por vários crimes e terá sentença anunciada no próximo 30 de abril. Nesta entrevista, conta como lhe disseram “tu vais morrer, preto do caralho”, “temos que extinguir a vossa raça”. Foi torturado, atingido com balas de borracha, pontapeado, obrigado a deitar-se numa poça com o seu próprio sangue e, para que não sofrer mais agressões, fingiu estar inconsciente. Ouve aqui. Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui em http://bit.ly/2TyPKCOJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Tu votas, o Fumaça investiga: eleições europeias 2019 (Comunicado)
Entre os dias 23 e 26 de maio, centenas de milhões de pessoas vão votar nas eleições europeias, que servirão para eleger 705 deputados e deputadas ao Parlamento Europeu. Estas eleições serão cruciais para definir que tipo de Europa existirá no futuro. Mas os próximos três meses serão também um momento importante de reflexão sobre o projeto Europeu e a política da União Europeia nos últimos anos. O Fumaça vai cobrir as eleições, escrutinando temas estruturantes da sociedade europeia. Queremos aprofundar, investigar, ir mais longe. Não queremos ser os primeiros a contar o que aconteceu, mas queremos, sim, explicar porque aconteceu. E precisamos da tua ajuda. Hoje, deixamos a votos nove temas, pré-selecionados pela nossa redação. Queremos que nos digas quais gostarias que abordássemos durante os próximos meses. Junta-te à nossa comunidade e vota para nos ajudares a escolher em que histórias trabalhar e que entrevistas fazer. O voto é exclusivo para membros da comunidade Fumaça. Se ainda não fazes parte, contribui aqui. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Janine da Silva sobre precariedade na ciência (Entrevista)
A vida laboral de milhares de pessoas que fazem investigação científica em Portugal faz-se de bolsas. Sem contrato de trabalho, sem subsídios e com quase nenhuma proteção social. Janine da Silva é uma dessas pessoas. Esta semana, falamos sobre precariedade na Ciência e de como se produz conhecimento sem estabilidade e sem direitos. Ouve aqui. Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui em http://bit.ly/2twGLDkJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Laura Carvalho sobre a economia no Brasil (Entrevista)
Laura Carvalho é um dos principais nomes da nova geração de economistas no Brasil. A professora na Universidade de São Paulo lançou, em 2018, o livro “Valsa Brasileira - do boom ao caos econômico”, que analisa as transformações pelas quais o país passou entre 2006 e 2017. O jornalista Danilo Thomaz entrevistou a investigadora brasileira sobre três temas fundamentais, para perceber o atual momento político do país: o governo de Lula da Silva, no qual, explica, “a elite se beneficiou tremendamente“ e se “fez muito menos em termos de mudança estrutural do que se gostaria”; o mandato de Dilma Rousseff e a sua política económica; e o período pós-impeachment da presidenta, incluindo a prisão de Lula e a eleição do novo presidente, Jair Bolsonaro. Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui em http://bit.ly/2twGLDkJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mónica Gandarez sobre a Venezuela (Entrevista)
Hugo Chávez tomou o poder em 1999. Nos primeiros anos 10 anos, as iniciativas sociais produziram resultados: o analfabetismo foi erradicado, a pobreza diminui drasticamente, o PIB per capita aumentou e a Venezuela tornou-se o país menos desigual da América Latina. Mas com a descida do preço do petróleo, já com Maduro, a partir de 2013, surgiu a crise económica, social e política. Milhares de pessoas foram para as ruas. Entre fevereiro e junho de 2014, 3.300 pessoas, incluindo menores, foram detidas; foram reportados 150 casos de tratamento desumano, muitos deles de tortura; 43 pessoas foram mortas. Líderes políticos da oposição foram presos. No passado janeiro, ao mesmo tempo que se agudiza a grave crise humanitária, Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional e líder do partido Voluntad Popular, auto-proclamou-se presidente da Venezuela. Poucos dias depois, tinha já sido reconhecido por vários países e instituições: Parlamento Europeu, a maior parte dos países da UE, Estados Unidos da América, Brasil, entre outros. Mas que papel tem em tudo isto o petróleo venezuelano? Nesta entrevista, falamos sobre os últimos 20 anos da política venezuelana com quem a viveu por dentro. Mónica Gandarez é venezuelana e portuguesa, formada Relações Internacionais na Universidade de Coimbra, ex-professora de Relações Internacionais e Introdução ao Mundo Islâmico na Universidade de Santamaría, em Caracas, e trabalha em desenvolvimento internacional na Academia de Código. Ouve aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Fumaça ganha nova bolsa: 175 mil euros para fazer jornalismo independente (Comunicado)
O projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente Fumaça venceu uma bolsa de apoio ao jornalismo independente, no valor de 175 mil euros, atribuída pela Open Society Foundations. É o segundo fundo atribuído pela fundação a ser ganho pela equipa, que conseguiu 80 mil euros em abril de 2018. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Manuel Vicente sobre violência policial e a história do bairro da Jamaica (Entrevista)
Manuel Vicente veio para o bairro da Jamaica, no Seixal, há 23 anos. Não tinha outra alternativa. Quando chegou, não havia eletricidade, não havia gás, não havia rede de esgotos, mas havia a vontade de quem não tem outro teto. Pegou em tijolos e construiu um piso novo em cima dos pisos não acabados, mas já ocupados. Desde essa altura que exige da Câmara Municipal do Seixal condições dignas de habitação e realojamento. Nesta entrevista, falamos sobre essa luta, sobre a história e origens do bairro da Jamaica, de brutalidade policial e do processo de realojamento dos moradores. Ouve aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Mamadou Ba sobre racismo e violência policial (Entrevista)
No passado dia 20 de janeiro, uma festa de aniversário no bairro de Vale de Chícharos, mais conhecido por Bairro da Jamaica, no Seixal, acabou com um caso de brutalidade policial cometida por vários agentes da Polícia de Segurança Pública. Segundo a PSP, os agentes foram chamados ao bairro por causa de uma - e estou a citar - “desordem entre vários indivíduos do sexo feminino” Nesse mesmo dia, um vídeo publicado no Youtube mostra o momento em que a polícia espanca vários habitantes indefesos. Este é apenas um sinal de um problema maior. Segundo um relatório do Comité Anti-Tortura do Conselho da Europa, de fevereiro de 2018, Portugal é dos países da Europa Ocidental com o maior número de casos de violência policial. O documento diz também que os riscos de abusos são maiores para afrodescendentes e estrangeiros. Num outro relatório, de outubro passado, a Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância - uma instância de monitorização dos direitos humanos do Conselho da Europa - manifesta - e cito – “a sua preocupação por nenhuma autoridade ter investigado sistematicamente as graves acusações de violência racista cometida por vários agentes da polícia, o que levou a uma falta de confiança na polícia, em particular entre os afrodescendentes.” Ao mesmo tempo que isto acontece, 17 agentes da PSP estão a ser julgados em tribunal, acusados pelo Ministério Público, numa incriminação sem precedentes, pelos crimes de tortura, sequestro, injúria e ofensa à integridade física qualificada, agravados pelo ódio e discriminação racial contra seis residentes da Cova da Moura, na Amadora. Em março, do ano passado, falámos com Mamadou Ba, dirigente da associação SOS Racismo e assessor do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, sobre racismo e violência policial. Republicamos agora essa entrevista.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

João Torgal sobre precariedade no jornalismo (Entrevista)
João Torgal foi jornalista precário durante mais de quatro anos. Trabalhou como “falso recibo verde” na Antena 1, uma emissora de rádio pertencente ao grupo RTP, desempenhando exatamente as mesmas funções que vários camaradas com contratos de trabalho desempenhavam, enquanto a precariedade lhe sugava direitos laborais. Mas não foi o único. Como ele, centenas de outros trabalhadores se sujeitaram ao mesmo - dezenas são jornalistas. Neste mês de janeiro, espera ser concluído um processo que se arrasta faz tempo, e ser, finalmente, incluído nos quadros da empresa. Ainda assim, são muitos os que não podem dizer o mesmo. Nesta entrevista, falamos sobre o passado, o presente e o futuro do jornalismo.Lê mais aqui: https://fumaca.pt/joao-torgal-ao-longo-do-processo-de-regularizacao-de-precarios-a-rtp-continuou-a-contratar-recibos-verdes/Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mudanças na redação (Comunicado)
Aqui podes ler o comunicado da Equipa Fumaça: https://fumaca.pt/mudancas-na-redacao/ Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Diagnóstico e terapêutica de uma quase-carreira (Reportagem)
O setor da Saúde fervilha, com médicos e enfermeiros a reivindicar melhores condições de trabalho e financiamento para o Serviço Nacional de Saúde, mas a luta dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica tem passado despercebida. Há mais de duas décadas que exigem a revisão da sua carreira pelo Estado e que os seus salários sejam equiparados a outras classes da função pública. Na peça “Diagnóstico e terapêutica de uma quase-carreira”, explicamos o pára-arranca negocial dos últimos anos com sucessivos governos e ministérios da Saúde. Ouve aqui. Podes também ler a transcrição integral de toda a peça áudio aqui: https://fumaca.pt/diagnostico-e-terapeutica-de-uma-quase-carreira/Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Fernando Rosas sobre os 48 anos da ditadura portuguesa (Entrevista)
Neste episódio, publicado originalmente em novembro de 2017, conversamos com Fernando Rosas, historiador, professor catedrático jubilado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador no Instituto de História Contemporânea, sobre o Estado Novo e o porquê de ter durado tanto tempo. Falámos sobre como Salazar controlava as Forças Armadas; como era para si importante o apoio da Igreja Católica; como o regime de corporativismo enfraquecia o poder dos trabalhadores; sobre como operavam as violências do regime: a preventiva e a repressiva; e sobre que marcas deixa ainda o Estado Novo no povo Português.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Guilherme Boulos sobre a criminalização do ativismo e o futuro do Brasil (Entrevista)
No dia em que Jair Bolsonaro toma posse, publicamos a nossa conversa com Guilherme Boulos, ex-candidato à presidência nas eleições gerais brasileiras de 2018 e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Conversámos sobre a perseguição política ao MTST - que o novo presidente ameaçou criminalizar -, das ocupações como arma política, do futuro do combate ao governo, da sua candidatura a presidente da república brasileira e da sua relação com o ex-presidente Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores, que gerou desconforto no seio do PSOL. Ouve aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Manuel Dias dos Santos sobre o regime angolano de João Lourenço (Entrevista)
Enquanto João Lourenço, presidente angolano, anuncia, como prioridade do seu executivo, o combate à corrupção, e recebe ativistas críticos da governação do MPLA na Casa Civil, a repressão continua em vários setores da sociedade angolana. Será que estamos perante um novo regime, ou a continuação da governação de José Eduardo dos Santos, ex-presidente durante 38 anos? Conversamos com Manuel Dias dos Santos, sociólogo, historiador, membro fundador e porta-voz da Plataforma de Reflexão Angola. Ouve aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Miguel Duarte sobre o resgate de refugiados no Mar Mediterrâneo (Entrevista)
Segundo a ONU, mais de 100 mil refugiados chegaram à Europa em 2018 depois de atravessarem o Mar Mediterrâneo - muitos em barcos de borracha deficientes -, milhares desapareceram durante a viagem. Miguel Duarte faz parte da tripulação do Iuventa, um navio que resgatou mais de 14 mil pessoas refugiadas. Agora, é acusado pelo Ministério Público italiano de ajuda à imigração ilegal. E não é o único. Várias organizações não-governamentais de busca e salvamento têm sido travadas judicialmente, naquilo que Miguel chama de “campanha para acabar com o resgate marítimo”, por parte da União Europeia. Ouve aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mamadou Ba sobre James Baldwin (Entrevista)
Esta entrevista foi realizada para a preparação da segunda edição do Dois Pontos: a atualidade explicada, dedicada a James Baldwin, onde podem ouvir-se excertos da conversa. Agora, lançamos o bruto da entrevista, na sua totalidade. Mamadou Ba é dirigente da associação SOS Racismo, uma organização anti-racista em Portugal. Para ouvirem as restantes entrevistas - com Beatriz Gomes Dias, LBC e Miguel Vale de Almeida -, vão a fumaca.pt.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

James Baldwin: ninguém sabe o meu nome (Reportagem)
James Baldwin, escritor norte-americano, ativista anti-racista, anti-colonialista e anti-imperialista, morreu a 1 de dezembro de 1987. Trinta e um anos depois, relembramos a sua vida e obra.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

João Costa Pedro sobre o acesso à profissão de médico e o SNS (Entrevista)
Este ano, 2341 médicos recém-formados fizeram a Prova Nacional de Avaliação e Seriação, que dita o seu destino na escolha da especialidade e do estabelecimento onde continuarão a sua formação, nos anos seguintes. O problema é que só existiam 1665 vagas. Ficaram de fora 676 pessoas. Para conseguir um lugar, é preciso uma boa nota no exame - chamado de Harrison, por ser o nome do livro de referência para o teste. Há quem estude durante um ano, mais de 12 horas por dia. Muitos, recorrendo a cafeína e antidepressivos. “[O exame] é completamente horrível para a saúde mental dos médicos”, diz João Costa Pedro, médico interno num hospital do Serviço Nacional de Saúde em Lisboa. Sabe mais aqui: https://fumaca.pt/joao-costa-pedro-ha-muita-gente-em-ansioliticos-cafeina-e-o-minimo-que-se-fazJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.