
Fumaça
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Susana Peralta sobre portas giratórias e a queda dos “gestores de topo” (Entrevista)
Na última década, vários dos chamados “gestores de topo” portugueses têm sido, um a um, afastados das suas funções por alegada má gestão e corrupção, entre outras razões – umas mais legais que outras. De Zeinal Bava e Ricardo Salgado a António Mexia. Como se explica que tantos líderes das maiores empresas portuguesas caiam do pedestal? Esta entrevista faz parte de uma investigação Fumaça que procura responder à pergunta: “O que faz com que uma pessoa esteja mais perto do poder?”. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Marco Ribeiro Henriques sobre trabalho na prisão (Entrevista)
Como qualquer cidadão, uma pessoa presa tem direito a trabalhar e não pode ser obrigada a fazê-lo, se assim não o desejar. No entanto, na maioria dos casos, não recebe o mesmo pelo mesmo trabalho feito por uma pessoa livre. Longe disso. “Há pessoas presas que trabalham sete a oito horas por dia, em linhas de produção, têm hierarquia e recebem 60 euros por mês. O trabalho mais bem pago dentro da prisão não chega a cinco euros por dia – e é o Estado português que paga”, diz Marco Ribeiro Henriques, jurista e investigador em Direitos Humanos, Direito penal e Política Criminal, com especial foco no trabalho prisional e na condição das mulheres presas. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Bairro 6 de Maio: ordem para dividir (Reportagem)
Republicamos a segunda reportagem sobre o Bairro 6 de Maio, originalmente publicada em outubro de 2018. Segundo dados dos Censos, existiam 20.460 barracas no país, em 1991. A larga maioria situava-se na região da Grande Lisboa (12.212), do Grande Porto (1.311) e na Península de Setúbal (1.101), e as restantes estavam espalhadas pelo país. O alojamento precário foi elevado a problema nacional e o governo de então pôs em marcha um programa que prometia resolvê-lo: “nunca tão grandes incentivos foram preparados para os municípios enfrentarem, com a colaboração do governo, o problema das barracas”, dizia o então primeiro-ministro Cavaco Silva. E reforçava que “programas como este não se resolvem com discursos nem com palavras fáceis”. Assim foi: em 1993, criou-se o Programa Especial de Realojamento (PER), que pretendia erradicar todos os bairros de barracas das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. O plano era ambicioso. Hoje, passados mais de 25 anos da sua apresentação, continua por cumprir. Das 48.416 famílias sinalizadas, 11.126 ficaram por realojar, o que significa que apenas 72% do programa foi executado. Com atrasos constantes na implementação, as famílias e os bairros foram crescendo, o que criou mais problemas. Segundo dados do Levantamento Nacional das Necessidades de Realojamento Habitacional de fevereiro de 2018, apenas 20 dos 27 municípios concluíram o programa. Bairros como o 6 de Maio, na Amadora, seguem em luta por alternativas dignas de habitação, mais de duas décadas depois da promessa. O que aconteceu às famílias realojadas? Para onde foram viver? Que tipo de casas lhes foram oferecidas? Que condições têm os bairros para onde os municípios as encaminharam? Que famílias estão ainda por realojar? Quem vive hoje nos terrenos onde os bairros de barracas existiam? Quem detém os terrenos e quem ganhou à custa da retirada destas pessoas? “Bairros PERdidos” é uma das campanhas de crowdfunding que relançámos a semana passada. Nesta investigação Fumaça, vamos perceber como correram os processos de demolição, realojamento e construção de bairros pertencentes ao PER e ao Estado português, desde 1993. Se acreditas na importância do jornalismo de investigação e queres continuar a ouvir peças do Fumaça, vai a fumaca.pt/crowdfunding e ajuda-nos a atingir o objetivo.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Bairro 6 de Maio: ordem para limpar (Reportagem)
Republicamos a primeira reportagem sobre o “Bairro 6 de Maio”, originalmente lançada em abril de 2018. Segundo dados dos Censos, existiam 20.460 barracas no país, em 1991. A larga maioria situava-se na região da Grande Lisboa (12.212), do Grande Porto (1.311) e na Península de Setúbal (1.101), e as restantes estavam espalhadas pelo país. O alojamento precário foi elevado a problema nacional e o governo de então pôs em marcha um programa que prometia resolvê-lo: “nunca tão grandes incentivos foram preparados para os municípios enfrentarem, com a colaboração do governo, o problema das barracas”, dizia o então primeiro-ministro Cavaco Silva. E reforçava que “programas como este não se resolvem com discursos nem com palavras fáceis”. Assim foi: em 1993, criou-se o Programa Especial de Realojamento (PER), que pretendia erradicar todos os bairros de barracas das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. O plano era ambicioso. Hoje, passados mais de 25 anos da sua apresentação, continua por cumprir. Das 48.416 famílias sinalizadas, 11.126 ficaram por realojar, o que significa que apenas 72% do programa foi executado. Com atrasos constantes na implementação, as famílias e os bairros foram crescendo, o que criou mais problemas. Segundo dados do Levantamento Nacional das Necessidades de Realojamento Habitacional de fevereiro de 2018, apenas 20 dos 27 municípios concluíram o programa. Bairros como o 6 de Maio, na Amadora, seguem em luta por alternativas dignas de habitação, mais de duas décadas depois da promessa. O que aconteceu às famílias realojadas? Para onde foram viver? Que tipo de casas lhes foram oferecidas? Que condições têm os bairros para onde os municípios as encaminharam? Que famílias estão ainda por realojar? Quem vive hoje nos terrenos onde os bairros de barracas existiam? Quem detém os terrenos e quem ganhou à custa da retirada destas pessoas? “Bairros PERdidos” é uma das campanhas de crowdfunding que relançámos a semana passada. Nesta investigação Fumaça, vamos perceber como correram os processos de demolição, realojamento e construção de bairros pertencentes ao PER e ao Estado português, desde 1993. Se acreditas na importância do jornalismo de investigação e queres continuar a ouvir peças do Fumaça, vai a fumaca.pt/crowdfunding e ajuda-nos a atingir o objetivo.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Margarida Tengarrinha sobre a vida na clandestinidade (Entrevista)
É uma militante anti-fascista de 92 anos que esteve, durante a ditadura, cerca de duas décadas na clandestinidade. Em conjunto com o seu companheiro, o artista José Dias Coelho, criou uma oficina de falsificação de documentos para os camaradas do partido, incluindo Álvaro Cunhal, eleito líder do Partido Comunista Português em 1961, já depois de ter fugido da prisão de Peniche, um ano antes. Durante a década de 1950, os lares de Margarida e José foram dos mais importantes núcleos de resistência ao fascismo. Ficar em casa e apenas sair “para fazer coisas inadiáveis” foi exatamente a sua vida, durante duas décadas.Há pouco mais de dois meses, no final de abril, o Ricardo Esteves Ribeiro telefonou a Margarida Tengarrinha. Ela disse-lhe: “Oh Ricardo, eu sou das pessoas menos afetadas com isto, tive vários anos de prática!” Estava saudável, com energia e até voltou a pintar.Recorda a entrevista que hoje republicamos e que foi gravada ao vivo, no evento de comemoração do segundo aniversário do Fumaça.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Bolsonaro: um mito em crise permanente [2/2] (Reportagem)
Corria abril de 2019, quando lançamos a reportagem “Bolsonaro, um mito em crise permanente”. Procurávamos explicar as origens do “mito” como passaram a chamar a Jair Bolsonaro, presidente do Brasil. O caos parecia ser a estratégia do Bolsonarismo: a cada semana um novo escândalo, uma nova nova demissão ou troca de pastas. A Covid-19 só veio confirmar isso de forma mais clara. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o país é o segundo com mais casos confirmados – 1,344,143 pessoas infectadas até 30 de junho – e onde já se contam 57.622 mortes. Pior, só os Estados Unidos da América, chefiados por Donald Trump, que Bolsonaro idolatra. Vale a pena relembrar como um político praticamente irrelevante e sem currículo, com um histórico de declarações racistas, machistas, homofóbicas, que nega a ditadura e defende torturadores, conseguiu chegar ao Palácio do Planalto. Ouçam agora o episódio dois desta reportagem feita pelo Danilo Thomaz, a partir do Brasil. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Bolsonaro: um mito em crise permanente [1/2] (Reportagem)
Corria abril de 2019, quando lançamos a reportagem “Bolsonaro, um mito em crise permanente”. Procurávamos explicar as origens do “mito” como passaram a chamar a Jair Bolsonaro, presidente do Brasil. O caos parecia ser a estratégia do Bolsonarismo: a cada semana um novo escândalo, uma nova nova demissão ou troca de pastas. A Covid-19 só veio confirmar isso de forma mais clara. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o país é o segundo com mais casos confirmados – 1,344,143 pessoas infectadas até 30 de junho – e onde já se contam 57.622 mortes. Pior, só os Estados Unidos da América, chefiados por Donald Trump, que Bolsonaro idolatra. Vale a pena relembrar como um político praticamente irrelevante e sem currículo, com um histórico de declarações racistas, machistas, homofóbicas, que nega a ditadura e defende torturadores, conseguiu chegar ao Palácio do Planalto. Fiquem com o episódio um desta reportagem realizada pelo Danilo Thomaz, a partir do Brasil. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Anna Klobucka sobre António Botto (Entrevista)
Começam as línguas a brincarNas glandes maciças e lindasDos dois formosíssimos caralhos,Esbeltos, esculturais,Macios, veludo, mas rijoComo granitos imortaisQue se modelavam ao lamberDaquelas línguas vermelhasComo rosas sem abelhas.(Caderno Proibido, António Botto)Há 61 anos morria o autor deste poema, António Botto. Em junho, mês do Orgulho e da visibilidade das pessoas LBGTI+, relembramos o legado deste “poeta de Sodoma” que escreveu em meados do século XX aquilo que não podia ser dito. No ano passado, entrevistámos Anna Klobucka, doutorada em Línguas e Literaturas Românicas pela Universidade de Harvard e autora do livro “O mundo gay de António Botto”.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] James Baldwin: ninguém sabe o meu nome (Reportagem)
James Arthur Baldwin nasceu faz este agosto 96 anos. Aconteceu no Harlem, um bairro de Manhattan, a norte do estado de Nova Iorque. Foi um dos mais influentes artistas da sua geração e uma das personalidades mais relevantes do movimento pela igualdade dos direitos civis nos Estados Unidos da América, nas décadas de 50 e 60. Escritor, ativista anti-racista, anti-colonialista e anti-imperialista é um autor quase desconhecido em Portugal. O pensamento e reflexões de Baldwin estavam, até há poucos anos, só acessíveis a quem percebesse inglês e soubesse da sua existência. E talvez esse renascimento só se tenha dado pela força que a imagem e o cinema têm. Em 2016, o documentário “I Am Not Your Negro” (uma co-produção francesa e estadunidense) dirigida e escrita pelo realizador haitiano Raoul Peck e narrado por Samuel L. Jackson, resgatou Baldwin do esquecimento. Por estranho que pareça, em dezembro de 2018, quando lançámos esta reportagem documental, só existia um livro seu traduzido e publicado por cá: “Se Esta Rua Falasse”, lançado pela Alfaguara. Entretanto, no ano passado, a mesma casa editou “Se o Disseres na Montanha” e, já este mês, “O Quarto de Giovanni”, mais de seis décadas depois de terem sido publicados em inglês. O mundo discutir o racismo, o colonialismo, a escravatura nada tem de novo, como se prova pelas reflexões de Baldwin, feitas dezenas de anos. Também não é nova a ideia de que discutir estes temas e não discutir outros, como a classe, o género ou orientação sexual, exclui do debate a complexidade das desigualdades e das opressões que grupos marginalizados sempre sofreram. “Baldwin era interseccional antes de ‘interseccional’ ser uma classificação”, disse, à cadeia de televisão norte-americana NBC, Chris Freeman, linguista doutorado em língua Inglesa, professor na Universidade da Califórnia do Sul, nos Estados Unidos: “Ele é a razão porque hoje existe a palavra”. Afinal, um escritor queer e negro, como James Baldwin, contar em livro uma relação homossexual entre dois homens, em 1956, era estar muito à frente do seu tempo. Era perigoso, se pensarmos que “Lei dos Direitos Civis”, que proibia, pela primeira vez, a discriminação racial, religiosa e de género no acesso a emprego, a escolas, a espaços públicos ou ao direito ao voto nos Estados Unidos da América, só seria aprovada em 1964. Hoje, relembramos a sua vida e obra. Fiquem com a reportagem.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Joana Gorjão Henriques sobre racismo (Entrevista)
Os protestos contra o racismo e a brutalidade policial no que no último sábado levaram milhares de pessoas às ruas de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro foram os maiores que alguma vez aconteceram no país. E não aconteceram apenas por causa das imagens da execução de George Floyd, em Minneapolis, nos Estados Unidos da América, assassinado por um polícia chamado Derek Chauvin, que durante oito minutos o sufocou com um joelho no pescoço. Aconteceram porque, em Portugal, as pessoas negras não têm a mesma facilidade que as pessoas brancas em ver assegurados os seus Direitos Humanos. O trabalho de Joana Gorjão Henriques valeu-lhe o Prémio Gazeta de Imprensa 2017, o mais importante galardão de jornalismo em Portugal, e premiou a sua investigação sobre racismo estrutural e institucional, em que demonstrou como o preconceito racial mina os sistemas de Justiça e Educação nacionais e trava direitos constitucionais a pessoas negras, como o acesso à habitação ou ao trabalho. Ouve a entrevista que publicámos no verão de 2018.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Resistência: quarentena na rua (Reportagem)
#FiqueEmCasa lia-se em letras pequeninas nos cantos dos ecrãs de todos os canais de televisão. #VaiFicarTudoBem inundava as redes sociais e adornava cartazes com arco-íris colados em montras e janelas país fora. E as pessoas sem-abrigo? Como se faz quarentena sem uma casa? Conversámos com as pessoas que resistem nas ruas do centro de Lisboa, com ou sem pandemias, mesmo quando o distanciamento social e a quarentena são impossíveis.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Diagnóstico e terapêutica de uma quase-carreira (Reportagem)
Durante a pandemia que vivemos, a resposta do Serviço Nacional de Saúde foi posta à prova. Só em Portugal, cerca de 31 mil pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus, milhares foram hospitalizadas e, até ao balanço desta quarta-feira, 1356 morreram. Na linha da frente do combate à Covid-19, estão profissionais de saúde de todo o país. É sobre médicos e enfermeiros que mais se tem ouvido falar, mas uma grande parte do diagnósticos destes doentes passa pelos TSDT, técnicos superior de diagnóstico e terapêutica. São dezenas de milhares de profissionais que, há mais de 20 anos, exigem a revisão da sua carreira por parte do Estado e melhores salários.Republicamos a reportagem de janeiro de 2019 sobre a sua luta.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Chelas City, a capital de Lisboa (Reportagem)
Condado é o nome do bairro mais conhecido como Zona J, em Marvila, Lisboa. Quase sempre, o nome Chelas e Zona J aparecem nas notícias por causa de tiroteios, perseguições de última hora, agressões à polícia e nas escolas, tráfico de droga. Em 2018, numa das primeiras reportagens do Fumaça, quisemos entender se era mesmo assim que viviam as crianças e os jovens do Bairro do Condado. Assim, conhecemos o “Bataclan 1950”, nome de código de um grupo com mais de 40 amigos, entre os 15 e os 30 anos, que se costuma encontrar para conviver, escrever letras de música e cantar rap. “Chelas City”, que inspira o título desta peça, é uma dessas criações. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Ilan Pappé sobre a ocupação israelita da Palestina (Entrevista)
Amanhã, passarão 72 anos desde a Nakba – ou catástrofe, em português –, data em que se assinala a destruição e limpeza étnica perpetradas pelas forças israelitas em 1948, altura em que metade da população palestiniana foi expulsa e 500 vilas foram destruídas para dar lugar ao Estado de Israel. Setenta anos depois, não há paz à vista.Hoje, republicamos uma entrevista feita ao historiador israelita Ilan Pappé, em maio de 2018.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Serpente, o Leão e o Caçador: Emellin de Oliveira sobre refugiados climáticos (Extra)
Emellin de Oliveira é investigadora em Direito de Imigração e Asilo, atualmente a estudar a securitização da migração na União Europeia. Nesta entrevista, falta sobre refugiados climáticos e as possibilidades de proteção internacional de pessoas forçadas a migrar por causa da crise climática. Este é um extra da série “A Serpente, o Leão e o Caçador”, que podes ouvir aqui, sobre a crise climática e os seus refugiados.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 5: O Caçador - Parte 2 (Série)
Desde o chamado período colonial, pessoas e recursos fluem do Sul para o Norte, de uma forma muitas vezes violenta. A crise climática reflete esse mesmo desequilíbrio de forças e deixou à vista uma dívida ecológica histórica por pagar.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Serpente, o Leão e o Caçador: Carla Amado Gomes sobre direito e crise climática (Extra)
Carla Amado Gomes é especialista em Direito Ambiental e professora na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Nesta entrevista, fala sobre as questões que a crise climática coloca ao Direito, os litígios climáticos contra os Estados e a responsabilidade histórica dos países industrializados. Este é um extra da série “A Serpente, o Leão e o Caçador”, que podes ouvir aqui, sobre a crise climática e os seus refugiados.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 4: O Caçador - Parte 1 (Série)
Em junho de 1972, um acordo internacional das Nações Unidas assumiu uma nova maneira de pensar a relação com o ambiente. Em Estocolmo, líderes dos Estados-membros reconheceram, pela primeira vez, a existência de alterações climáticas provocadas pelas atividades humanas. Nos 48 anos que passaram desde então, as emissões globais de gases com efeito de estufa duplicaram. [Nota: Uma parte deste episódio é falado em inglês e francês. Se quiseres ouvir uma versão traduzida para português, procura "Extras", do Fumaça, na tua aplicação de podcasts.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 3: O Leão - Parte 2 (Série)
Em 2011, Ioane Teitiota pediu à Nova Zelândia que o reconhecesse como o primeiro refugiado climático do mundo. Kiribati, o pequeno arquipélago no Pacífico onde vive com a mulher e os três filhos, poderá estar praticamente submerso em 2050. A sua luta terminou sem sucesso. E, ainda hoje, os refugiados climáticos caem pelas brechas da lei de asilo. [Nota: Uma parte deste episódio é falado em inglês. Se quiseres ouvir uma versão traduzida para português, procura "Extras", do Fumaça, na tua aplicação de podcasts.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Serpente, o Leão e o Caçador: Lúcia Bayan sobre sociedades felupe na Guiné-Bissau (Extra)
Lúcia Bayan, doutoranda em Estudos Africanos, dedica-se há mais de uma década ao estudo das sociedades e do sistema político da etnia felupe na Guiné-Bissau. Esta é uma entrevista sobre a história de uma aldeia em risco de ser engolida pelo mar.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 2: O Leão - Parte 1 (Série)
Quando a guerra chegou, a Síria estava a sair de cinco anos de seca extrema que devastaram o país. Cerca de 800.000 sírios tinham perdido os seus meios de subsistência, milhares mudaram-se para as cidades. Adam Al Alou, investigador, viu isso de perto. Que papel teve a crise climática em tudo isto? [Nota: Uma parte deste episódio é falado em inglês. Se quiseres ouvir uma versão traduzida para português, procura "Extras", do Fumaça, na tua aplicação de podcasts.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 1: A Serpente (Série)
Os habitantes da tabanca de Djobel, uma pequena aldeia no noroeste da Guiné-Bissau, não compreendem porque está a natureza de que sempre cuidaram a castigá-los. A fábula da serpente é, para alguns, uma forma de fazerem sentido do que lhes está a acontecer. O mar está a subir e a roubar-lhes a terra, as casas, os locais sagrados. A água vai obrigá-los a fugir. Para onde? [Nota: Neste episódio existem algumas vozes faladas em inglês. Se quiseres ouvir uma versão traduzida para português, procura o podcast "Extras", do Fumaça, na tua aplicação de podcasts.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A Serpente, o Leão e o Caçador: nova série Fumaça (Trailer)
Sabe-se, há pelo menos 30 anos, que milhões de pessoas terão de se deslocar por causa da crise climática. Apesar disso, esta não é ainda uma razão válida na lei internacional para fugir e procurar refúgio. Nesta série de quatro episódios, falamos da serpente que ameaça os mais pequenos, do leão que não teve voz e do caçador que tem vindo a contar a história.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Eliana Sousa Silva sobre Marielle Franco e o complexo de favelas da Maré no Rio de Janeiro (Entrevista)
O assassinato da vereadora Marielle Franco faz dois anos a 14 de março. Esta semana, entrevistamos a ativista Eliana Sousa Silva, da Redes da Maré, ONG que funciona no Complexo de Favelas da Maré, onde nasceu e se criou Marielle Franco. Na entrevista, ela fala-nos da trajetória de Marielle, do impacto da sua morte e do contexto político e social do complexo de favelas, que sintetiza o estado de crise e crime do Rio de Janeiro e do Brasil.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Bairros PERdidos | Apoia a nossa campanha de crowdfunding
Em 1993, o Programa Especial de Realojamento (PER) prometia terminar com todos os bairros de barracas, realojando quem lá vivia em habitações dignas. Passados mais de 25 anos, parte da promessa ainda está por cumprir. O que é feito dessas famílias? Que alternativas tiveram? Onde vivem as que foram retiradas dos bairros demolidos? Nesta série Fumaça, vamos perceber como correram estes processos de demolição e realojamento, acompanhar a luta de moradores por alternativas dignas ao despejo e investigar que papel têm tido as autoridades na perpetuação de más condições de habitabilidade em bairros públicos. Ajuda-nos a financiar este trabalho. Apoia a nossa campanha de crowdfunding aqui: http://bit.ly/2x6rH4yJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Presos e Prisões: Com que Direito? | Apoia a nossa campanha de crowdfunding
No final de 2018, 12.867 pessoas estavam presas nos 49 estabelecimentos prisionais e 154 jovens internados nos oito centros educativos existentes em Portugal. Para quê e para quem foram construídos os serviços prisionais e de reinserção? Há um ciclo de institucionalização? O que se passa para lá muros? E deixarão alguma vez as prisões de os ter? Em 2020, o Fumaça vai investigar prisões: porque elas existem, quem as compõe e o que se passa lá dentro. Ajuda-nos a financiar este trabalho. Apoia a nossa campanha de crowdfunding aqui: http://bit.ly/2VJyIT1Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dentro do armário do autismo | Apoia a nossa campanha de crowdfunding
O que acontece às crianças com transtorno do espectro autista quando crescem? E às suas famílias? Nesta série de trabalhos, vamos acompanhar várias pessoas com autismo para entender como é o seu dia-a-dia, de que discriminações sofrem e criar uma experiência de realidade aumentada sonora que recrie como ouvem o mundo. Ajuda-nos a financiar este trabalho. Apoia a nossa campanha de crowdfunding aqui: http://bit.ly/2PGh2nsJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

A nova escravatura | Apoia a nossa campanha de crowdfunding
Segundo a associação Walk Free Foundation, existem cerca de 26 mil pessoas vítimas de escravatura moderna e tráfico de seres humanos em Portugal, mas vários investigadores e inspetores queixam-se de que os números não são reais – face à realidade, deveriam ser muito maiores. Nesta investigação, vamos conhecer as histórias de quem sofre ou sofreu de escravatura pela sua própria voz. Ajuda-nos a financiar este trabalho. Apoia a nossa campanha de crowdfunding aqui: http://bit.ly/2x182CRJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mulheres Esquecidas: Um ar que se lhes deu | Apoia a nossa campanha de crowdfunding
Muitas mulheres têm sido esquecidas pela História. As suas vidas não são contadas, as suas vozes parecem perder-se no éter. Ao longo de centenas de anos, líderes, cientistas, artistas, políticas, ativistas ficaram à margem dos relatos. A que mulheres não se permitiu o devido (re)conhecimento? Isso continua a acontecer, hoje? Em 2020, vamos investigar que mulheres foram esquecidas e que sistema as mantém do lado de fora. Ajuda-nos a financiar este trabalho. Apoia a nossa campanha de crowdfunding aqui: http://bit.ly/3alq1T0Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Gilberto Nascimento sobre a ascensão política de Edir Macedo e a IURD (Entrevista)
Líder espiritual ou charlatão? Religioso ou político? Pastor ou empresário? Dogmático ou pragmático? Estas são algumas das perguntas que as brasileiras e os brasileiros fazem a si mesmos diante de um dos seus personagens mais complexos e influentes: o bispo, empresário e - por que não? - político Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O jornalista Gilberto Nascimento, autor do livro “O Reino: a história de Edir Macedo e uma radiografia da Igreja Universal”, fala sobre a ascensão política de Edir Macedo e a IURD.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Sérgio Vitorino sobre o movimento LGBTI português (Entrevista)
Aos 18 anos, Gisberta Salce Júnior, mudou-se do Brasil para a Europa. Primeiro para França, depois para Portugal. Fugia a uma vaga de homicídios a transexuais em São Paulo. Aos 45, foi encontrada sem vida no fundo de um poço, na cidade do Porto. Gisberta foi morta por um grupo de rapazes entre os 12 e os 16 anos que a espancou e abusou sexualmente, de forma sistemática, durante vários dias. A maioria dos jovens era acolhida pela Oficina de São José, uma instituição da igreja católica. Tudo isto aconteceu em 2006, faz esta semana 14 anos. E desde então, muita coisa aconteceu. A instituição que acolhia 11 dos 14 rapazes foi encerrada, depois de vários escândalos de maus tratos, abusos sexuais e prostituição. E Gisberta tornou-se num símbolo da comunidade LGBTI. Hoje, relembramos a entrevista que fizemos a Sérgio Vitorino, ativista e co-fundador da Marcha do Orgulho de Lisboa e do coletivo Panteras Rosa. Falamos sobre as lutas das comunidades LGBTI em Portugal e sobre o impacto que a morte de Gisberta teve no movimento. Fiquem com a entrevista. Até já.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Laura Mattos sobre a censura no Brasil (Entrevista)
Este é o caso do Brasil de hoje no que diz respeito à liberdade de expressão. Há uma censura oficial instaurada? Não. Estão sendo aprovadas leis, decretos ou medidas do governo que desobedeçam a Constituição de 1988? Não. No entanto, uma série de ações ao longo de 2019 dificultaram a vida de quem produz arte, ciência e pensamento no país. Como se lê numa carta aberta publicada no jornal inglês The Guardian “o governo de Jair Bolsonaro, com a colaboração dos seus aliados de extrema direita, tem destruído aos poucos, de maneira sistemática, as instituições culturais, científicas e educacionais do país, assim como a imprensa”. Entre os signatários estão os compositores Chico Buarque, Caetano Veloso e Milton Hatoum. Esta semana, entrevistamos a jornalista Laura Mattos sobre a guerra cultural no Brasil e os poderes que ainda hoje alimentam a censura. NOTA: citada na entrevista, a reverenda Jane Silva, então a secretária adjunta da Cultura, nomeada pela atriz Regina Duarte, foi demitida na sexta-feira (7/2), um dia depois da realização da entrevista.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] José Semedo Fernandes sobre o julgamento de polícias por agressões, tortura e racismo na Cova da Moura (Entrevista)
No passado dia 21 de janeiro, o país foi confrontado com mais um caso de brutalidade policial. Um vídeo publicado nas redes sociais, entretanto tornado viral, mostra Cláudia Simões, negra, a ser forçada a deitar-se no chão por um agente da PSP, que lhe aplica um golpe de artes marciais durante mais de seis minutos, enquanto se queixa de estar a ser mordido e grita “esta gente não sabe as leis”. A história que Cláudia conta é que entrou num autocarro na Amadora com a sua filha de oito anos e que o condutor não a queria deixar viajar porque se tinha esquecido de trazer o passe da criança. O motorista acabou por chamar a polícia e, no final da noite, depois de detida, Cláudia Simões apareceu e com a cara desfigurada. O motivo, disse a PSP, foi “uma queda”. Cláudia conta outra versão, diz que foi metida num carro da polícia e que, enquanto este andava às voltas, foi espancada. No passado sábado, centenas de pessoas juntaram-se em Lisboa para protestar contra o racismo e a brutalidade policial das forças de segurança portuguesas. Esta semana, tomou posse o novo diretor da PSP, Manuel Magina da Silva, que disse, sobre este caso - e estou a citar - “do que vi do vídeo, não vejo nenhuma infração (...) há uma atuação legal e legítima por parte de um agente da autoridade”. Tudo isto acontece quando se completam cinco anos desde que seis residentes da Cova da Moura foram sequestrados, espancados e torturados na esquadra de Alfragide, a 5 de fevereiro de 2015. Numa decisão sem precedentes em Portugal, oito agentes foram condenados a penas de prisão: um com prisão efetiva, os restantes, pena suspensa. Em novembro de 2018, ainda antes da decisão do tribunal, conversámos com José Semedo Fernandes, um dos advogados das vítimas. Fiquem com a entrevista. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nuno Lacasta sobre água, emergência climática e o aeroporto do Montijo (Entrevista)
Nuno Lacasta é um dos homens mais poderosos da administração pública portuguesa e, aos poucos, o seu nome e as decisões da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a que preside desde 2012, têm cada vez mais contestação e escrutínio. Nesta entrevista, falamos da gestão dos recursos hídricos nacionais e dos instrumentos para lidar com a emergência climática, num país que vive maioritariamente no litoral. Da aprovação do novo aeroporto do Montijo aos desafios da participação pública, Lacasta defende a APA como um corpo técnico do Estado e garante não sofrer pressões do poder político.Sabe mais aqui: http://bit.ly/2GBc72l Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Manuel Dias dos Santos sobre o regime angolano de João Lourenço (Entrevista)
Esta semana foi publicada a investigação “Luanda Leaks”, que expôs décadas de negócios e esquemas que fizeram de Isabel dos Santos a mulher mais rica de África. Entre outras revelações, o desvio de 115 milhões de dólares da petrolífera estatal Sonangol para uma companhia offshore no Dubai, controlada por pessoas do círculo empresarial da filha do ex-presidente de Angola, quando esta presidia à empresa de petróleo angolana. Hoje, republicamos uma entrevista feita no final de 2018 a Manuel Dias dos Santos, historiador, membro fundador e porta-voz da Plataforma de Reflexão Angola. O também sociólogo refletia sobre a mudança de poder no país: estaríamos perante um novo regime ou, apenas, a continuação da governação de José Eduardo dos Santos, ex-Presidente, durante quase 38 anos? Fiquem com a entrevista.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] James Baldwin: ninguém sabe o meu nome (Reportagem)
Na semana em que Martin Luther King Junior completaria 91 anos, relembramos o movimento pela igualdade dos Direitos Civis nos Estados Unidos da América, nas décadas de 50 e 60, e uma das personalidades mais relevantes dessa geração de líderes anti-racistas: James Baldwin.Neste Dois Pontos, um programa Fumaça de histórias contadas com tempo, publicado em dezembro de 2018, aprofundamos a sua vida e obra. A transcrição integral do episódio, que inclui a tradução de todas as partes em inglês pode ser lida aqui: http://bit.ly/2tXTZfX Todas as entrevistas que fizemos para esta peça estão disponíveis na sua totalidade, sem edição, aqui: Com Beatriz Gomes Dias: http://bit.ly/2FUK2Tj Com LBC: http://bit.ly/2FOTwzv Com Mamadou Ba: http://bit.ly/2QYCQMm Com Miguel Vale de Almeida: http://bit.ly/2QTCjep Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Mamadou Ba sobre racismo e violência policial (Entrevista)
Foi na madrugada de 20 para 21 de dezembro que Luís Giovani dos Santos Rodrigues foi espancado, juntamente com três outros amigos cabo-verdianos, à saída do bar Lagoa Azul, em Bragança. O estudante de 21 anos tinha chegado da Ilha do Fogo, em Cabo Verde, fazia menos de dois meses, para frequentar o curso de Design de Jogos Digitais, no Instituto Politécnico de Bragança. Segundo contou um primo seu ao Contacto, um órgão de comunicação social Luxemburguês com uma edição em língua portuguesa, um mal-entendido à saída do bar transformou-se, mais tarde, numa espera de um grupo de 15 homens “armados com cintos, ferros e paus”. Os quatro amigos foram espancados e, pouco tempo depois, Giovani foi encontrado no chão, inconsciente, e levado pelos bombeiros para o hospital. Depois de 10 dias em coma, acabou por falecer, na madrugada de 31 de dezembro. Os detalhes desta noite são ainda pouco claros. Ainda nenhum dos agressores foi publicamente identificado ou detido, por exemplo, o que causa estranheza numa cidade com pouco mais de 20 mil habitantes. Há uma pergunta que fica no ar: terá este assassinato tido motivações racistas? Seria diferente se Luís Giovani não fosse negro? Várias associações e líderes do movimento anti-racista em Portugal e até deputados à Assembleia da República têm mostrado, nos últimos dias, preocupação pela falta de cobertura e atenção mediática e política dada ao acontecimento. entre o momento em ocorreu e a data em que ficou conhecido, passaram mais de 15 dias. Mamadou Ba, dirigente da Associação SOS Racismo, disse esta semana ao site Notícias ao Minuto - e estou a citar: “Imaginemos que tinha sido um jovem branco a ser espancado por 15 jovens negros e que essas agressões resultassem numa morte. Teríamos o país inteiro mobilizado, indignado, a exigir Justiça e o apuramento das responsabilidades. Todas as entidades públicas e políticas estariam neste momento já em campo a dizer o que pensavam sobre a situação e a exigir responsabilidades. Não foi o caso”. E acrescentou: “Mesmo que não seja uma razão racial que esteja na origem do assassinato, independentemente das circunstâncias da sua morte, o silêncio sobre a morte de Luís é revelador do racismo que existe em Portugal. Não tenho a menor dúvida”. Cinco dias depois do décimo primeiro aniversário do assassinato de Elson Sanches, mais conhecido por Kuku, um jovem de 14 anos abatido pela polícia com um tiro a menos de 20 centímetros do corpo, na Amadora, que resultou na absolvição do agente da PSP responsável, republicamos uma entrevista, feita em março de 2018, a Mamadou Ba. Conversámos sobre racismo, violência policial e as mortes de jovens negros em Portugal. Fiquem com ela.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] André Barata sobre o tempo (Entrevista)
Trabalho, capital, produtividade, propriedade, desigualdade, espaço público. Que tem isto que ver com o Tempo? Para o filósofo André Barata, tudo. Todas estas dimensões estão relacionadas e vivem condicionadas pela aceleração. É preciso parar, diz, para passarmos a viver e deixarmos de sobreviver. Lê e vê a entrevista aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Ricardo Araújo Pereira sobre ateísmo (Entrevista)
Olá. Depois do lançamento do episódio especial de Natal 2019 do grupo de humor brasileiro Porta dos Fundos, chamado “A Primeira Tentação de Cristo”, na plataforma online Netflix, houve reações de intolerância e fortes críticas. Desde o início do mês de dezembro, mais de 2 milhões de pessoas exigiram que a comédia fosse retirada do ar, assinando uma petição. Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo e filho de Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, escreveu no Twitter “Somos a favor da liberdade de expressão, mas vale a pena atacar a fé de 86% da população? Fica a reflexão”. Na véspera de Natal, dia 24 de dezembro, o extremismo dos fanáticos tornou-se violento: a sede da produtora da Porta dos Fundos foi atacada com cocktails Molotov. Gregório Duvivier, um dos atores e guionistas do grupo, escreveu nessa noite: “Nada vai silenciar nossa alegria - nem nossa irreverência. (…) Estamos aqui, vivíssimos. O ódio existe. Mas o amor é maior.”.Esta semana, republicamos uma entrevista sobre religião, ateísmo, os limites do humor e o riso na Bíblia. Eu e a Maria Almeida sentámo-nos, em outubro de 2016, com o humorista, guionista e escritor Ricardo Araújo Pereira. Fiquem com a entrevista.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Aquilo é a Europa Ep. 3: Paolo (Série)
Em 2017, Paolo Borromeo viu um anúncio sobre Vistos Gold em Portugal e enviou um email a David Poston, a perguntar como funcionava o programa. Foi aí que tudo começou. Hoje, detém um apartamento na Baixa de Lisboa, um prédio no Bairro Alto e a autorização de residência que tantos imigrantes indocumentados desesperam por receber. “Paolo” é a terceira parte da série “Aquilo é a Europa”. Ouve aqui. [Nota: algumas das pessoas que entrevistámos nesta série falam em inglês. Se preferires uma versão dobrada em português procura o canal “Extras” do Fumaça, na tua aplicação de podcasts, ou vai a fumaca.pt.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Aquilo é a Europa Ep. 2: Abid (Série)
Em fevereiro de 2016, Muhamad Abid Khan veio do Paquistão para a Europa, para poder oferecer uma vida mais segura à sua família. Mas só em novembro de 2018 conseguiu obter a autorização de residência que lhe permite residir legalmente em Portugal. Pelo caminho, ficou três anos sem poder ver as filhas. Como ele, milhares de imigrantes indocumentados esperam anos por uma resposta do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. “Abid” é a segunda parte da série “Aquilo é a Europa”. Ouve aqui. Nota: Algumas das pessoas que entrevistámos nesta série falam em inglês. Se preferires uma versão dobrada em português procura o canal “Extras” do Fumaça, na tua aplicação de podcasts, ou vai a fumaca.pt.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Aquilo é a Europa Ep. 1: Mory (Série)
Quando Mory Camara fugiu da Guiné-Conacri nunca pensou vir para a Europa, queria apenas estar em segurança. Um ano e meio depois, atravessava o Mar Mediterrâneo pela quarta vez, depois de meses de tortura e escravatura na Líbia. Foi resgatado pela Sea Watch com mais 46 refugiados, a 19 de janeiro de 2019. Mas a sua viagem não acabou aí. “Mory” é a primeira parte da série “Aquilo é a Europa”. Ouve aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Discurso Fumaça nos Prémios Gazeta 2018 (Opinião)
Discurso de Ricardo Esteves Ribeiro durante a cerimónia de entrega de Prémios Gazeta 2018. O Fumaça venceu o Prémio Gazeta Revelação com a série "Palestina, histórias de um país ocupado".Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Paulo Miguel Rodrigues sobre a história da autonomia da Madeira (Entrevista)
A autonomia regional tem quatro décadas, mas a história não começou com a Constituição de 1976. Há 200 anos que, pela Madeira, correm as ideias de autonomia, da construção de um poder insular capaz de defender os interesses regionais em Lisboa. A luta seguiu as influências de cada momento, reproduziu a conjuntura internacional favorável aos nacionalismos e ganhou a forma de movimento independentista nas crises do Estado português. A última vez que se discutiu a independência foi durante o PREC e envolveu atentados à bomba e um movimento de libertação: a FLAMA. NOTA: Aos 32m31’, por lapso, a jornalista Marta Caires diz "literalmente" quando queria dizer "metaforicamente".Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Yazidis: o genocídio esquecido [2/2] (Reportagem)
Entre as milhares de vítimas do Daesh, as mulheres e crianças Yazidi eram um alvo preferencial: foram vendidas, torturadas, violadas. O autoproclamado Estado Islâmico distorceu e utilizou o Islão como arma de propaganda para as suas atividades criminosas, utilizando os corpos femininos como moeda de troca sexual e aliciamento de combatentes. Uma mancha na honra das mulheres Yazidi, cuja cultura machista e patriarcal desta religião as obrigou a escolher entre os filhos e a comunidade. Como estão as vítimas a lidar com o trauma da violência que sofreram? E o que têm feito para preservar a memória do genocídio e procurar justiça?Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Glenn Greenwald sobre a Lava Jato, jornalismo e whistleblowers (Entrevista)
Glenn Greenwald é o jornalista que deu a conhecer Edward Snowden, responsável por revelar o escândalo de vigilância global ilegal dos serviços secretos norte-americanos. Por causa desse trabalho, ele e a equipa do The Guardian USA venceram um Prémio Pulitzer. Co-fundador do The Intercept, foi um dos responsáveis pela série de reportagens que passariam a ser conhecidas como “Vaza Jato”, em referência à mega-operação Lava Jato, que investigou e prendeu dezenas de políticos e empresários poderosos. Na investigação, feita a partir de transcrições de conversas entre Sergio Moro, juiz responsável por várias condenações na Lava Jato (incluindo a de Lula da Silva), e vários membros do Ministério Público Federal (MPF) brasileiro, entre eles Deltan Dallagnol, que comanda a investigação em Curitiba, revela-se que Moro e o MPF trabalhavam juntos, delineando estratégias para condenação dos seus “alvos”. A partir desse momento, Glenn tem sido atacado e ameaçado recorrentemente, até pelo presidente Jair Bolsonaro, que sugeriu que ele pudesse ser preso. Nesta entrevista, fala sobre a Vaza Jato, jornalismo independente e o papel de whistleblowers na sociedade.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

António Araújo e Sandra Dias Fernandes sobre os 30 anos do derrube do Muro de Berlim (Entrevista)
30 anos depois do derrube do muro de Berlim, ao vivo em Lisboa, António Araújo, jurista e historiador, e Sandra Dias Fernandes, cientista política, especialista em relações internacionais, discutiram o início e fim do muro a que os soviéticos chamaram a “barreira de proteção antifascista”.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Yazidis: o genocídio esquecido [1/2] (Reportagem)
A minoria étnico-religiosa Yazidi é pouco conhecida e pouco falada. No verão de 2014, com a guerra na Síria e a instabilidade no Iraque, uma brutal perseguição por parte dos fundamentalistas do Daesh culminou num genocídio. Para o autoproclamado Estado Islâmico, a cultura e modos de viver dos Yazidi não era dignos e, por isso, deviam ser eliminados. Cerca de 5000 pessoas foram mortas. Mais de 6000 mulheres e crianças foram raptadas, torturadas, escravizadas, violadas. Que povo é este? O que lhe aconteceu? Quem o ajudou? Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

[Republicação] Manuel Loff sobre o independentismo na Catalunha (Entrevista)
Em novembro de 2017, entrevistamos o historiador Manuel Loff, professor na Universidade do Porto e investigador no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Falamos sobre a Catalunha. Não só sobre os intensos meses do final desse ano – em que o independentismo ganhou um referendo popular, considerado ilegal, e foi declarada a independência no parlamento catalão, também recusada pelo Estado Espanhol –, mas sobretudo sobre a história desta comunidade autónoma. Há duas semanas, nove líderes do movimento independentista catalão foram condenados a pena de prisão efetiva e em resposta milhares de pessoas saíram às ruas em Barcelona. Estes acontecimentos relembraram-nos da importância de olhar trás para perceber como chegamos aqui. Como surge a questão independentista? Fiquem com este episódio, enquanto finalizamos a reportagem “Yazidis: o genocídio esquecido”, que os nossos contribuidores podem ouvir já na próxima segunda-feira, dia 4. Se ainda não fazes parte, junta-te à comunidade em fumaça.pt/contribuir.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Miguel Xavier sobre saúde mental em Portugal (Entrevista)
Em 2017, o governo de António Costa pediu a uma comissão técnica para avaliar a implementação do Plano Nacional de Saúde Mental – estagnado por seis anos depois da intervenção da troika – e projetar propostas prioritárias até 2020. No ano passado, quando assumiu a direção do Programa Nacional de Saúde Mental da Direcção-Geral da Saúde, Miguel Xavier relançou o plano e, desde então, repete um alerta: as metas desenhadas para 2016, estendidas até o próximo ano, terão que levar um novo esticão. “Estou convencido de que em seis anos se pode implementar o plano. Não é até 2020”, afirma. Mas, no final, o que o fará mexer é o investimento e vontade política: “O Plano de Saúde Mental precisa de ter apoio político. Não basta dizer que é prioritário, é preciso que tenha uma tradução financeira.”Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.