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Fumaça

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[Republicação] Awni Farhat, a história de uma fuga ao “inferno” de Gaza (Entrevista)

Awni Farhat, 31 anos, nasceu num campo de refugiados na Faixa de Gaza, onde viveu até 2015. Sobreviveu a massacres, bombardeamentos constantes e um bloqueio ilegal imposto por Israel e o Egito, que limita a entrada e saída de bens e pessoas desde 2007, levando a região ao colapso. Em 2012, um relatório da ONU previa que, em 2020, Gaza passaria a ser “um sítio inabitável”. Hoje, é o último dia de 2020. A conversa que vão ouvir, em inglês, foi gravada em junho de 2018, em Cascais, a bordo do navio Al Awda, que significa “o retorno”, em árabe. Falávamos antes da sua partida numa das missões da campanha internacional Flotilha da Liberdade, que tem como objetivo desafiar o bloqueio a Gaza, navegando até lá de barco. Esse, como todos os outros, foi intercetado pelas autoridades Israelitas antes de chegar ao destino. Em 2020, pela primeira vez em anos, a Flotilhla não partiu até à Palestina devido às restrições impostas pela pandemia. Talvez no próximo ano. Talvez não.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 31, 202029 min

Anabela Rodrigues sobre o SEF e políticas de imigração (Entrevista)

No dia 12 de março, o Estado português assassinou Ihor Homeniuk no centro de detenção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras do aeroporto de Lisboa. O imigrante ucraniano tinha acabado de chegar a Portugal quando – segundo a conclusão da investigação feita pela Polícia Judiciária – vários inspetores do SEF o espancaram e torturaram durante 20 minutos, antes de o deixarem morrer por asfixia, lentamente. Apesar da rápida investigação da PJ e da acusação do Ministério Público, que levou três inspetores do SEF a prisão domiciliária, as responsabilidades políticas tardaram. Só a semana passada se demitiu a diretora do SEF, Cristina Gatões, se anunciou um eventual plano para a reestruturação desta polícia e o Governo decidiu indemnizar a família de Ihor, que não tinha sequer contactado diretamente durante todo este tempo.  Esta é uma história brutal dentro do SEF. Mas o abuso e a discriminação para com imigrantes em Portugal está no ADN da polícia fronteiriça, como reportámos na série “Aquilo é a Europa”, lançada no ano passado. Foi a propósito dessa reportagem que fizemos a entrevista que publicamos hoje pela primeira vez. Falámos com Anabela Rodrigues (também conhecida como Belinha), dirigente do Grupo Teatro do Oprimido de Lisboa, mediadora na associação Solidariedade Imigrante e candidata não eleita ao Parlamento Europeu pelo Bloco de Esquerda, nas eleições Europeias de 2019.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 16, 202045 min

O Fumaça já não acaba, só muda (Comunicado)

O Fumaça vai mudar um pouco no próximo ano. Estes são os nossos planos.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 10, 20206 min

Raquel Vaz-Pinto sobre direita (Entrevista)

A propósito do acordo de incidência parlamentar entre as Direitas e a extrema-direita nos Açores, entrevistámos Raquel Vaz-Pinto, cientista política e investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa. É militante do CDS/PP, onde foi conselheira na Comissão Executiva da ex-líder Assunção Cristas, e número três nas listas às Eleições Europeias de 2019. É uma das subscritoras do manifesto “A clareza que defendemos”, um posicionamento político de figuras da Direita Portuguesa crítico da ascensão da extrema-direita, publicado no início de novembro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 3, 20201h 29m

[Republicação] 25 de Abril: as estórias que a história não conta (Especial)

É mais fácil ser a favor ou contra o 25 de novembro de 1975 e do PREC do que realmente entendê-los. Foi por isso que organizámos, em 2017, a conversa “25 de Abril: As estórias que a História não conta”. Queríamos falar dos temas que ficam de fora das comemorações do 25 de Abril: o PREC, o papel dos movimentos de libertação nacional das ex-colónias no derrube do fascismo, as pessoas que deixaram de ser portuguesas a seguir à Revolução e a importância dos movimentos de estudantes. Hoje, 45 anos depois daquele 25 de novembro, republicamos a conversa.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 26, 20201h 26m

Fumaça ganha bolsa de apoio ao jornalismo de 84 mil euros (Comunicado)

O Fumaça ganhou uma nova bolsa da Open Society Foundations de 84 mil euros com o objetivo de ser 100% financiado pelas pessoas nos próximos dois anos.  Lê mais em https://fumaca.pt/fumaca-ganha-bolsa-de-apoio-ao-jornalismo-de-84-mil-euros/Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 19, 20201 min

Inquietações, uma homenagem a José Mário Branco (Especial)

José Mário Branco sempre fez parte do Fumaça, não sabia ele quanto. Em quase todos os eventos que organizámos – lembrar-se-á quem lá esteve – havia uma pequena sala com um gravador e um microfone. Entrava quem queria, não sabendo ao que ia. Quando se sentava, uma pergunta apenas era feita: "O que é que te inquieta?” Hoje, no dia em que se cumpre um ano da sua morte, ouvimos as respostas de pessoas anónimas a esta pergunta.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 19, 20206 min

[Republicação] Valter Hugo Mãe sobre cultura e literatura (Entrevista)

“Ó António Costa, onde é que está o Governo da Cultura?” Esta pergunta tem pouco mais de um ano. É uma interrogação repetida nos consecutivos protestos do setor ao longo deste ano, incluindo o desta segunda-feira, em frente à Assembleia da República. Para pensar algumas das questões estruturais que levam artistas à rua, republicamos a entrevista ao escritor Valter Hugo Mãe, sobre cultura e literatura, de setembro de 2019, gravada ao vivo no Festival Paredes de Coura.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 12, 20201h 17m

[Republicação] O corpo delas, as regras deles (Reportagem)

A gravidez é um perigo para mulheres em muitos países, seja por ausência de acompanhamento pré-natal ou assistência no parto, violência obstétrica ou falta de acesso a uma interrupção voluntária e segura da gravidez. Em países com leis de aborto proibitivas, a quase certeza de dar à luz um nado-morto ou um ser com anomalias congénitas graves não é razão para abortar. Um desses países pode ser, em breve, a Polónia, onde o Tribunal Constitucional abriu a porta à negação quase total do direito à interrupção voluntária da gravidez.  Republicamos hoje a reportagem “O corpo delas, as regras deles”, originalmente publicada em novembro de 2018.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 5, 202057 min

Paulo Pena sobre desinformação, fake news e o futuro do jornalismo (Entrevista)

Nesta entrevista gravada online, num evento organizado pela associação sem fins lucrativos Academia Cidadã, conversamos com Paulo Pena, jornalista e fundador do Investigate Europe e autor de “Fábrica de Mentiras. Uma viagem ao mundo das fake news”. Falamos sobre a indústria das notícias falsas em Portugal, o papel do jornalismo na propagação e no combate à desinformação, a regulação das plataformas digitais e as eleições estadunidenses da próxima semana. Ouve aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 29, 20201h 40m

Fernando Diogo sobre pobreza e educação nos Açores (Entrevista)

Os Açores são a região mais pobre e mais desigual de Portugal. A 25 de outubro de 2020, os açorianos votam nas Eleições Legislativas Regionais. Em antecipação, entrevistamos Fernando Diogo, sociólogo e professor na Universidade dos Açores.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 22, 20201h 37m

[Republicação] B Fachada, sobre democracia, história, e música de intervenção (Entrevista)

B Fachada, cantautor e multinstrumentalista, reflete regularmente sobre a democracia, a política e a organização social de Portugal, da Europa e do mundo. Nesta entrevista fala sobre tudo isto, e ainda sobre o 25 de abril, a história Portuguesa, e o papel da música de intervenção nesta.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 15, 202043 min

Miguel Bragança sobre investimento em políticas de saúde mental (Entrevista)

Miguel Bragança preside ao Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, desde 2018, é psiquiatra no Hospital de São João e professor auxiliar convidado na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Nesta entrevista, gravada no início de junho, fala sobre a psiquiatria no Sistema Nacional de Saúde e no terceiro setor, olha para a saúde mental em tempo de pandemia e analisa as profundas desigualdades de acesso a tratamento psiquiátrico e psicológico, em Portugal.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 8, 20201h 38m

[Republicação] Maria João Pires sobre feminismo e as mulheres na sociedade (Entrevista)

Na convenção do partido de extrema-direita Chega, realizada em Évora, no fim-de-semana de 19 e 20 de setembro, Rui Roque, militante da distrital do partido no Algarve, antigo militante do PNR e da Aliança, levou a votação uma moção em que defendia, entre outros pontos, o seguinte: “Todas as mulheres que abortem no Serviço Público de Saúde, por razões que não sejam de perigo imediato para a sua saúde, cujo bebé não apresente malformações ou tenham sido vítimas de violação, devem ser retirados os ovários, como forma de retirar ao Estado o dever de matar recorrentemente portugueses por nascer, que não têm quem os defenda no quadro atual.” A proposta foi votada e discutida, tendo sido amplamente rejeitada (dos 254 delegados, só 38 votaram a favor). O debate tornou-se público, extravasou as linhas ideológicas internas do partido. Na semana seguinte, um vídeo começou a percorrer  a internet, chega aos programas da manhã e ninguém fala de outra coisa senão da rapariga a fazer sexo num comboio. Ela não estava só, havia dois rapazes também. Mas o foco foi ela, a sua conduta, o seu hipotético comportamento desviante, os seus alegados problemas emocionais e de desenvolvimento. O caminho de emancipação feminina é longo e tortuoso. O tempo em que, em Portugal, uma mulher precisava de autorização do marido para viajar ou para sair do país, não foi assim há tanto tempo. Hoje recordamos uma conversa publicada em abril de 2017, com Maria João Pires, ativista, uma das autoras do projeto Mulher Não Entra, sobre o quanto se andou para conseguir que as mulheres pudessem abortar sem serem criminalizadas e como a luta pela igualdade é um caminho com muitos contratempos.  Fiquem com a entrevista. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 1, 202049 min

[Republicação] Zillah Branco, a mulher que viveu todas as revoluções (Entrevista)

Passados 47 anos do golpe de Estado de 11 de setembro 1970, no Chile, que matou o presidente Salvador Allende, relembramos uma entrevista feita há mais de dois anos a Zillah Branco, a mulher que viveu todas as revoluções: da ditadura militar, no Brasil, ao regime socialista de Allende, no Chile, destruído pelo ditador Augusto Pinochet; do 25 de Abril de 1974, à eleição de Lula da Silva, ex-presidente brasileiro. Ouve a conversa aqui.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 24, 20202h 7m

Alexandra Lucas Coelho sobre o Líbano (Ask Me Anything)

Na semana passada, organizámos o Ask Me Anything Fumaça de setembro. Tivemos como convidada a jornalista e romancista Alexandra Lucas Coelho, que viajou várias vezes pelo Médio Oriente nas últimas duas décadas: pela Palestina, Líbano, Iraque, Afeganistão, Síria, entre outros países, e publicou várias reportagens e livros escritos desde lá. Entre eles Oriente Próximo, publicado em 2007, Caderno Afegão, de 2009, ou Tahrir!, de 2011. O Ask Me Anything é um programa mensal exclusivo para a comunidade Fumaça. Não é uma entrevista, não é uma reportagem, é uma conversa; um espaço onde as pessoas que nos apoiam podem fazer perguntas e falar com alguém especialista num tema, de maneira informal, sem grande preparação ou pesquisa. Hoje publicamos, pela primeira vez, o resultado de um desses Ask Me Anything, para que possas entender de que se trata. Se quiseres poder fazer parte dos próximos, considera apoiar-nos financeiramente para que continuemos a fazer o nosso trabalho. Neste momento, já mais de 30% das nossas despesas são pagas por um grupo cada vez maior de pessoas como tu. Ajuda-nos a fazer do Fumaça o primeiro projeto de jornalismo português totalmente financiado por quem nos ouve, vê e lê. Vai a www.fumaca.pt/contribuirJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 17, 20201h 16m

[Republicação] Dá-lhe Gás Ep. 1: O jardim da Celeste (Série)

Três anos após o Estado ter concessionado milhares de quilómetros de subsolo à petrolífera Australis, Maria Celeste descobre que querem fazer um furo prospeção de gás natural à porta de sua casa, em Aljubarrota, Alcobaça. Nunca a avisaram. Longe dos olhares, os terrenos já tinham sido vendidos. O que deixaram na região as petrolíferas que, durante décadas, procuraram petróleo e gás no Oeste?Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 10, 20201h 7m

[Republicação] Carlos Farinha Rodrigues sobre pobreza e desigualdade (Entrevista)

Hoje republicamos uma entrevista gravada há mais de dois anos, em março de 2018, mas que podia ter sido feita ontem. É certo que alguns números estão datados; os atores políticos mudaram e o contexto internacional é outro. Mas há uma constante – Portugal é um país pobre, com demasiada gente pobre, olhe-se para que indicador estatístico se olhar.  Os dados mais recentes do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, em 2019, sobre rendimentos do ano anterior, mostram que 17,2% da população estava em risco de pobreza em 2018. Trocando por miúdos, significa que, anualmente, dispunham de menos de 6 014 euros para viver - ou seja, 501 euros por mês. O risco de pobreza diminuiu para os reformados e para famílias sem crianças quando comparados com os dados de 2017, mas aumentou para empregados e desempregados.Sem pensões, reformas e outros apoios sociais (como subsídios de desemprego, incapacidade para o trabalho, apoio à família ou rendimento social de inserção) 43,4% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2018.  Para se perceber de forma mais aproximada a realidade da pobreza calcula-se um outro indicador, chamado “taxa de risco de pobreza ou exclusão social”, que analisa quanto ganham as pessoas, se estão em idade de trabalhar e têm ou não trabalho e a sua capacidade para aceder a um conjunto de bens e serviços. Em 2018 e 2019 a taxa risco de pobreza ou exclusão social foi de 21,6% são dois milhões duzentas e quinze mil pessoas. Mas o que significam e como são calculados estes dados? O que mostram e o que escondem? Foi sobre isto que em 2018 falámos com Carlos Farinha Rodrigues, doutorado em Economia e professor universitário no ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão. Queríamos perceber os efeitos da crise financeira de 2008, perceber quem mais tinha perdido, quem realmente a tinha pago. Hoje, em plena pandemia, presos entre uma crise de saúde pública e uma crise económica e social ainda no seu começo – para julho de 2020, a estimativa provisória do INE é de que haja 409.700 pessoas desempregadas, atirando a taxa de desemprego para 8.1%. São mais 39.400 pessoas do que em junho e mais 74 mil que em julho de 2019 – vale a pensar outra vez sobre as origens da pobreza e da desigualdade no nosso país. Fiquem com a entrevista. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 3, 20201h 12m

Flávio Almada (LBC) sobre James Baldwin e racismo estrutural (Entrevista)

Esta entrevista foi realizada durante a preparação e edição da peça “Dois Pontos - James Baldwin. Ninguém sabe o meu nome.”, onde podem ouvir-se excertos da conversa. Aqui, encontram a entrevista na totalidade.  Flávio Almada, também conhecido por LBC, é rapper, membro da Plataforma Gueto, um coletivo antirracista, e da Associação Cultural Moinho da Juventude, um projeto comunitário sediado na Cova da Moura, na Amadora.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 27, 202051 min

Inês Gaspar e Inês Fonseca sobre exploração laboral no Alentejo (Entrevista)

Ao longo de anos, empresas prestadoras de serviços e multinacionais fizeram crescer nas suas explorações agrícolas no sudoeste alentejano autênticas aldeias de contentores. Quatro paredes metálicas com poucas dezenas de metros quadrados servem de casa para centenas de imigrantes. Muitos são mal pagos, precários, e têm pouca ou nenhuma proteção social. No debate “Exploração da gente para a exploração da terra”, gravado ao vivo no Festival Política, em Lisboa, conversámos com Inês Cabral, que fez uma tese de mestrado sobre a receção e o impacto da imigração no concelho de Odemira, e Inês Fonseca, porta-voz do movimento Chão Nosso.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 20, 202057 min

António Coimbra de Matos sobre depressão e saúde mental (Entrevista)

Figura incontornável da pedopsiquiatria e da psicanálise em Portugal, António Coimbra de Matos dedicou grande parte da sua vida a tentar entender a depressão. Em entrevista, fala sobre a relação das doenças mentais com a família e o trabalho. Esta entrevista integra uma grande reportagem sobre saúde mental e prevenção do suicídio que publicaremos no futuro.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 13, 20201h 31m

Agostinho Costa sobre segurança e forças de segurança públicas e privadas [2/2] (Entrevista)

Hoje publicamos a segunda parte da entrevista a Agostinho Costa, Major-General, antigo segundo Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, sobre segurança e forças de segurança públicas e privadas. Se não ouviste a primeira parte, que publicámos ontem, pára aqui e vai ouvir, será mais fácil entenderes o que vais ouvir de seguida. Entre muitas outras funções militares, o também mestre em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Lisboa, comandou a Escola de Tropas Paraquedistas e chefiou o Gabinete de Planeamento e Programação do atual Instituto Universitário Militar. Aqui, ajuda-nos a perceber como se tornou o setor da segurança privada o maior corpo de segurança do país e para onde nos leva este caminho. Sabe mais aqui: https://bit.ly/2PFMORn Esta entrevista foi realizada no âmbito de uma investigação sobre segurança privada apoiada através de uma bolsa de investigação jornalística atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 2018. O contrato pode ser consultado aqui. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 7, 202057 min

Agostinho Costa sobre segurança e forças de segurança públicas e privadas [1/2] (Entrevista)

Hoje, publicamos a primeira entrevista, parte de uma série que estamos a preparar há mais de um ano e de que nunca vos tínhamos falado. Chegou o momento: nos próximos meses, vão ouvir-nos falar sobre segurança privada. Se pensarem bem, estas e estes profissionais estão por todo o lado: nos hipermercados, nos centros comerciais, nos hospitais e centros de saúde, nos transportes públicos, nas estações de comboio e de autocarros, nos aeroportos, nas repartições de finanças, da segurança social ou do centro de emprego. Mas quem vigia os vigilantes? Sabiam que este setor privado é, no seu conjunto, o maior corpo de segurança do país? Há 45 mil pessoas no ativo, das 58 mil autorizadas a trabalhar, a quem o Ministério da Administração Interna atribuiu cartão profissional. Se olharmos com atenção, há menos efetivos no conjunto dos três ramos das Forças Armadas Portuguesas (36 357, máximo autorizado, em 2020) ou na soma do total de efetivos dos corpos da PSP (20.977, em 2019) e da GNR (23.022, em 2018). Que ligações existem entre os mundos da segurança privada, as forças de segurança e o exército? Nos último ano, conversámos com dezenas de vigilantes. O que nos contaram fui muito mais grave do que imaginávamos: de precariedade laboral e bullying corporativo, a práticas ilegais e violentas por parte de vigilantes ou grandes empresas do setor. Porque é que isto acontece? Que papel tem o Estado em tudo isto? Como foi criado este exército de precários? É por isto e por muito, muito mais que estamos há meses a trabalhar nesta nova série. Mas, antes, e porque a realidade é muito complexa, achamos que deviam ouvir esta entrevista, feita num registo mais cru do que as habituais. Em maio passado, entrevistámos Agostinho Costa, Major-General, antigo segundo Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, ex-Chefe do Estado-Maior da European Rapid Operational Force e Membro do Grupo de Reflexão Estratégica sobre Segurança. Na qualidade de investigador, co-coordenou, com o professor Nelson Lourenço, o livro “Estratégia de Segurança Nacional - Portugal Horizonte 2030”, lançado em 2018. É uma conversa longa, por isso a publicaremos em duas partes – dividas entre hoje e amanhã – mas que vos dará o contexto e as bases teóricas sobre o que é isto da segurança, que papel têm as empresas de segurança privada na sociedade e quais são e devem ser as funções do Estado quando falamos do uso legal da força. Sabe mais aqui: https://bit.ly/2PFMORn Esta entrevista foi realizada no âmbito de uma investigação sobre segurança privada apoiada através de uma bolsa de investigação jornalística atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 2018. O contrato pode ser consultado aqui. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Aug 6, 202053 min

Susana Peralta sobre portas giratórias e a queda dos “gestores de topo” (Entrevista)

Na última década, vários dos chamados “gestores de topo” portugueses têm sido, um a um, afastados das suas funções por alegada má gestão e corrupção, entre outras razões – umas mais legais que outras. De Zeinal Bava e Ricardo Salgado a António Mexia. Como se explica que tantos líderes das maiores empresas portuguesas caiam do pedestal? Esta entrevista faz parte de uma investigação Fumaça que procura responder à pergunta: “O que faz com que uma pessoa esteja mais perto do poder?”. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 30, 202059 min

Marco Ribeiro Henriques sobre trabalho na prisão (Entrevista)

Como qualquer cidadão, uma pessoa presa tem direito a trabalhar e não pode ser obrigada a fazê-lo, se assim não o desejar. No entanto, na maioria dos casos, não recebe o mesmo pelo mesmo trabalho feito por uma pessoa livre. Longe disso. “Há pessoas presas que trabalham sete a oito horas por dia, em linhas de produção, têm hierarquia e recebem 60 euros por mês. O trabalho mais bem pago dentro da prisão não chega a cinco euros por dia – e é o Estado português que paga”, diz Marco Ribeiro Henriques, jurista e investigador em Direitos Humanos, Direito penal e Política Criminal, com especial foco no trabalho prisional e na condição das mulheres presas. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 23, 20201h 4m

[Republicação] Bairro 6 de Maio: ordem para dividir (Reportagem)

Republicamos a segunda reportagem sobre o Bairro 6 de Maio, originalmente publicada em outubro de 2018. Segundo dados dos Censos, existiam 20.460 barracas no país, em 1991. A larga maioria situava-se na região da Grande Lisboa (12.212), do Grande Porto (1.311) e na Península de Setúbal (1.101), e as restantes estavam espalhadas pelo país. O alojamento precário foi elevado a problema nacional e o governo de então pôs em marcha um programa que prometia resolvê-lo: “nunca tão grandes incentivos foram preparados para os municípios enfrentarem, com a colaboração do governo, o problema das barracas”, dizia o então primeiro-ministro Cavaco Silva. E reforçava que “programas como este não se resolvem com discursos nem com palavras fáceis”. Assim foi: em 1993, criou-se o Programa Especial de Realojamento (PER), que pretendia erradicar todos os bairros de barracas das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. O plano era ambicioso. Hoje, passados mais de 25 anos da sua apresentação, continua por cumprir. Das 48.416 famílias sinalizadas, 11.126 ficaram por realojar, o que significa que apenas 72% do programa foi executado. Com atrasos constantes na implementação, as famílias e os bairros foram crescendo, o que criou mais problemas. Segundo dados do Levantamento Nacional das Necessidades de Realojamento Habitacional de fevereiro de 2018, apenas 20 dos 27 municípios concluíram o programa. Bairros como o 6 de Maio, na Amadora, seguem em luta por alternativas dignas de habitação, mais de duas décadas depois da promessa. O que aconteceu às famílias realojadas? Para onde foram viver? Que tipo de casas lhes foram oferecidas? Que condições têm os bairros para onde os municípios as encaminharam? Que famílias estão ainda por realojar? Quem vive hoje nos terrenos onde os bairros de barracas existiam? Quem detém os terrenos e quem ganhou à custa da retirada destas pessoas? “Bairros PERdidos” é uma das campanhas de crowdfunding que relançámos a semana passada. Nesta investigação Fumaça, vamos perceber como correram os processos de demolição, realojamento e construção de bairros pertencentes ao PER e ao Estado português, desde 1993. Se acreditas na importância do jornalismo de investigação e queres continuar a ouvir peças do Fumaça, vai a fumaca.pt/crowdfunding e ajuda-nos a atingir o objetivo.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 17, 202038 min

[Republicação] Bairro 6 de Maio: ordem para limpar (Reportagem)

Republicamos a primeira reportagem sobre o “Bairro 6 de Maio”, originalmente lançada em abril de 2018.  Segundo dados dos Censos, existiam 20.460 barracas no país, em 1991. A larga maioria situava-se na região da Grande Lisboa (12.212), do Grande Porto (1.311) e na Península de Setúbal (1.101), e as restantes estavam espalhadas pelo país. O alojamento precário foi elevado a problema nacional e o governo de então pôs em marcha um programa que prometia resolvê-lo: “nunca tão grandes incentivos foram preparados para os municípios enfrentarem, com a colaboração do governo, o problema das barracas”, dizia o então primeiro-ministro Cavaco Silva. E reforçava que “programas como este não se resolvem com discursos nem com palavras fáceis”. Assim foi: em 1993, criou-se o Programa Especial de Realojamento (PER), que pretendia erradicar todos os bairros de barracas das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. O plano era ambicioso. Hoje, passados mais de 25 anos da sua apresentação, continua por cumprir. Das 48.416 famílias sinalizadas, 11.126 ficaram por realojar, o que significa que apenas 72% do programa foi executado. Com atrasos constantes na implementação, as famílias e os bairros foram crescendo, o que criou mais problemas. Segundo dados do Levantamento Nacional das Necessidades de Realojamento Habitacional de fevereiro de 2018, apenas 20 dos 27 municípios concluíram o programa. Bairros como o 6 de Maio, na Amadora, seguem em luta por alternativas dignas de habitação, mais de duas décadas depois da promessa. O que aconteceu às famílias realojadas? Para onde foram viver? Que tipo de casas lhes foram oferecidas? Que condições têm os bairros para onde os municípios as encaminharam? Que famílias estão ainda por realojar? Quem vive hoje nos terrenos onde os bairros de barracas existiam? Quem detém os terrenos e quem ganhou à custa da retirada destas pessoas? “Bairros PERdidos” é uma das campanhas de crowdfunding que relançámos a semana passada. Nesta investigação Fumaça, vamos perceber como correram os processos de demolição, realojamento e construção de bairros pertencentes ao PER e ao Estado português, desde 1993. Se acreditas na importância do jornalismo de investigação e queres continuar a ouvir peças do Fumaça, vai a fumaca.pt/crowdfunding e ajuda-nos a atingir o objetivo.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 16, 202041 min

[Republicação] Margarida Tengarrinha sobre a vida na clandestinidade (Entrevista)

É uma militante anti-fascista de 92 anos que esteve, durante a ditadura, cerca de duas décadas na clandestinidade. Em conjunto com o seu companheiro, o artista José Dias Coelho, criou uma oficina de falsificação de documentos para os camaradas do partido, incluindo Álvaro Cunhal, eleito líder do Partido Comunista Português em 1961, já depois de ter fugido da prisão de Peniche, um ano antes. Durante a década de 1950, os lares de Margarida e José foram dos mais importantes núcleos de resistência ao fascismo. Ficar em casa e apenas sair “para fazer coisas inadiáveis” foi exatamente a sua vida, durante duas décadas.Há pouco mais de dois meses, no final de abril, o Ricardo Esteves Ribeiro telefonou a Margarida Tengarrinha. Ela disse-lhe: “Oh Ricardo, eu sou das pessoas menos afetadas com isto, tive vários anos de prática!” Estava saudável, com energia e até voltou a pintar.Recorda a entrevista que hoje republicamos e que foi gravada ao vivo, no evento de comemoração do segundo aniversário do Fumaça.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 9, 20201h 46m

[Republicação] Bolsonaro: um mito em crise permanente [2/2] (Reportagem)

Corria abril de 2019, quando lançamos a reportagem “Bolsonaro, um mito em crise permanente”. Procurávamos explicar as origens do “mito” como passaram a chamar a Jair Bolsonaro, presidente do Brasil.  O caos parecia ser a estratégia do Bolsonarismo: a cada semana um novo escândalo, uma nova nova demissão ou troca de pastas. A Covid-19 só veio confirmar isso de forma mais clara. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o país é o segundo com mais casos confirmados – 1,344,143 pessoas infectadas até 30 de junho – e onde já se contam 57.622 mortes. Pior, só os Estados Unidos da América, chefiados por Donald Trump, que Bolsonaro idolatra. Vale a pena relembrar como um político praticamente irrelevante e sem currículo, com um histórico de declarações racistas, machistas, homofóbicas, que nega a ditadura e defende torturadores, conseguiu chegar ao Palácio do Planalto. Ouçam agora o episódio dois desta reportagem feita pelo Danilo Thomaz, a partir do Brasil. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 3, 20201h 2m

[Republicação] Bolsonaro: um mito em crise permanente [1/2] (Reportagem)

Corria abril de 2019, quando lançamos a reportagem “Bolsonaro, um mito em crise permanente”. Procurávamos explicar as origens do “mito” como passaram a chamar a Jair Bolsonaro, presidente do Brasil.  O caos parecia ser a estratégia do Bolsonarismo: a cada semana um novo escândalo, uma nova nova demissão ou troca de pastas. A Covid-19 só veio confirmar isso de forma mais clara. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o país é o segundo com mais casos confirmados – 1,344,143 pessoas infectadas até 30 de junho – e onde já se contam 57.622 mortes. Pior, só os Estados Unidos da América, chefiados por Donald Trump, que Bolsonaro idolatra. Vale a pena relembrar como um político praticamente irrelevante e sem currículo, com um histórico de declarações racistas, machistas, homofóbicas, que nega a ditadura e defende torturadores, conseguiu chegar ao Palácio do Planalto. Fiquem com o episódio um desta reportagem realizada pelo Danilo Thomaz, a partir do Brasil. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 2, 20201h 22m

[Republicação] Anna Klobucka sobre António Botto (Entrevista)

Começam as línguas a brincarNas glandes maciças e lindasDos dois formosíssimos caralhos,Esbeltos, esculturais,Macios, veludo, mas rijoComo granitos imortaisQue se modelavam ao lamberDaquelas línguas vermelhasComo rosas sem abelhas.(Caderno Proibido, António Botto)Há 61 anos morria o autor deste poema, António Botto. Em junho, mês do Orgulho e da visibilidade das pessoas LBGTI+, relembramos o legado deste “poeta de Sodoma” que escreveu em meados do século XX aquilo que não podia ser dito. No ano passado, entrevistámos Anna Klobucka, doutorada em Línguas e Literaturas Românicas pela Universidade de Harvard e autora do livro “O mundo gay de António Botto”.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 25, 20201h 14m

[Republicação] James Baldwin: ninguém sabe o meu nome (Reportagem)

James Arthur Baldwin nasceu faz este agosto 96 anos. Aconteceu no Harlem, um bairro de Manhattan, a norte do estado de Nova Iorque. Foi um dos mais influentes artistas da sua geração e uma das personalidades mais relevantes do movimento pela igualdade dos direitos civis nos Estados Unidos da América, nas décadas de 50 e 60.  Escritor, ativista anti-racista, anti-colonialista e anti-imperialista é um autor quase desconhecido em Portugal. O pensamento e reflexões de Baldwin estavam, até há poucos anos, só acessíveis a quem percebesse inglês e soubesse da sua existência. E talvez esse renascimento só se tenha dado pela força que a imagem e o cinema têm. Em 2016, o documentário “I Am Not Your Negro” (uma co-produção francesa e estadunidense) dirigida e escrita pelo realizador haitiano Raoul Peck e narrado por Samuel L. Jackson, resgatou Baldwin do esquecimento. Por estranho que pareça, em dezembro de 2018, quando lançámos esta reportagem documental, só existia um livro seu traduzido e publicado por cá: “Se Esta Rua Falasse”, lançado pela Alfaguara. Entretanto, no ano passado, a mesma casa editou “Se o Disseres na Montanha” e, já este mês, “O Quarto de Giovanni”, mais de seis décadas depois de terem sido publicados em inglês.  O mundo discutir o racismo, o colonialismo, a escravatura nada tem de novo, como se prova pelas reflexões de Baldwin, feitas dezenas de anos. Também não é nova a ideia de que discutir estes temas e não discutir outros, como a classe, o género ou orientação sexual, exclui do debate a complexidade das desigualdades e das opressões que grupos marginalizados sempre sofreram. “Baldwin era interseccional antes de ‘interseccional’ ser uma classificação”, disse, à cadeia de televisão norte-americana NBC, Chris Freeman, linguista doutorado em língua Inglesa, professor na Universidade da Califórnia do Sul, nos Estados Unidos: “Ele é a razão porque hoje existe a palavra”. Afinal, um escritor queer e negro, como James Baldwin, contar em livro uma relação homossexual entre dois homens, em 1956, era estar muito à frente do seu tempo. Era perigoso, se pensarmos que “Lei dos Direitos Civis”, que proibia, pela primeira vez, a discriminação racial, religiosa e de género no acesso a emprego, a escolas, a espaços públicos ou ao direito ao voto nos Estados Unidos da América, só seria aprovada em 1964. Hoje, relembramos a sua vida e obra. Fiquem com a reportagem.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 18, 20201h 5m

[Republicação] Joana Gorjão Henriques sobre racismo (Entrevista)

Os protestos contra o racismo e a brutalidade policial no que no último sábado levaram milhares de pessoas às ruas de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro foram os maiores que alguma vez aconteceram no país. E não aconteceram apenas por causa das imagens da execução de George Floyd, em Minneapolis, nos Estados Unidos da América, assassinado por um polícia chamado Derek Chauvin, que durante oito minutos o sufocou com um joelho no pescoço. Aconteceram porque, em Portugal, as pessoas negras não têm a mesma facilidade que as pessoas brancas em ver assegurados os seus Direitos Humanos. O trabalho de Joana Gorjão Henriques valeu-lhe o Prémio Gazeta de Imprensa 2017, o mais importante galardão de jornalismo em Portugal, e premiou a sua investigação sobre racismo estrutural e institucional, em que demonstrou como o preconceito racial mina os sistemas de Justiça e Educação nacionais e trava direitos constitucionais a pessoas negras, como o acesso à habitação ou ao trabalho. Ouve a entrevista que publicámos no verão de 2018.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 11, 20201h 7m

A Resistência: quarentena na rua (Reportagem)

#FiqueEmCasa lia-se em letras pequeninas nos cantos dos ecrãs de todos os canais de televisão. #VaiFicarTudoBem inundava as redes sociais e adornava cartazes com arco-íris colados em montras e janelas país fora. E as pessoas sem-abrigo? Como se faz quarentena sem uma casa? Conversámos com as pessoas que resistem nas ruas do centro de Lisboa, com ou sem pandemias, mesmo quando o distanciamento social e a quarentena são impossíveis.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 4, 202040 min

[Republicação] Diagnóstico e terapêutica de uma quase-carreira (Reportagem)

Durante a pandemia que vivemos, a resposta do Serviço Nacional de Saúde foi posta à prova. Só em Portugal, cerca de 31 mil pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus, milhares foram hospitalizadas e, até ao balanço desta quarta-feira, 1356 morreram. Na linha da frente do combate à Covid-19, estão profissionais de saúde de todo o país. É sobre médicos e enfermeiros que mais se tem ouvido falar, mas uma grande parte do diagnósticos destes doentes passa pelos TSDT, técnicos superior de diagnóstico e terapêutica. São dezenas de milhares de profissionais que, há mais de 20 anos, exigem a revisão da sua carreira por parte do Estado e melhores salários.Republicamos a reportagem de janeiro de 2019 sobre a sua luta.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 28, 202046 min

[Republicação] Chelas City, a capital de Lisboa (Reportagem)

Condado é o nome do bairro mais conhecido como Zona J, em Marvila, Lisboa. Quase sempre, o nome Chelas e Zona J aparecem nas notícias por causa de tiroteios, perseguições de última hora, agressões à polícia e nas escolas, tráfico de droga. Em 2018, numa das primeiras reportagens do Fumaça, quisemos entender se era mesmo assim que viviam as crianças e os jovens do Bairro do Condado. Assim, conhecemos o “Bataclan 1950”, nome de código de um grupo com mais de 40 amigos, entre os 15 e os 30 anos, que se costuma encontrar para conviver, escrever letras de música e cantar rap. “Chelas City”, que inspira o título desta peça, é uma dessas criações. Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 21, 202042 min

[Republicação] Ilan Pappé sobre a ocupação israelita da Palestina (Entrevista)

Amanhã, passarão 72 anos desde a Nakba – ou catástrofe, em português –, data em que se assinala a destruição e limpeza étnica perpetradas pelas forças israelitas em 1948, altura em que metade da população palestiniana foi expulsa e 500 vilas foram destruídas para dar lugar ao Estado de Israel. Setenta anos depois, não há paz à vista.Hoje, republicamos uma entrevista feita ao historiador israelita Ilan Pappé, em maio de 2018.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 14, 202035 min

A Serpente, o Leão e o Caçador: Emellin de Oliveira sobre refugiados climáticos (Extra)

Emellin de Oliveira é investigadora em Direito de Imigração e Asilo, atualmente a estudar a securitização da migração na União Europeia. Nesta entrevista, falta sobre refugiados climáticos e as possibilidades de proteção internacional de pessoas forçadas a migrar por causa da crise climática. Este é um extra da série “A Serpente, o Leão e o Caçador”, que podes ouvir aqui, sobre a crise climática e os seus refugiados.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 7, 202045 min

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 5: O Caçador - Parte 2 (Série)

Desde o chamado período colonial, pessoas e recursos fluem do Sul para o Norte, de uma forma muitas vezes violenta. A crise climática reflete esse mesmo desequilíbrio de forças e deixou à vista uma dívida ecológica histórica por pagar.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 30, 202048 min

A Serpente, o Leão e o Caçador: Carla Amado Gomes sobre direito e crise climática (Extra)

Carla Amado Gomes é especialista em Direito Ambiental e professora na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Nesta entrevista, fala sobre as questões que a crise climática coloca ao Direito, os litígios climáticos contra os Estados e a responsabilidade histórica dos países industrializados. Este é um extra da série “A Serpente, o Leão e o Caçador”, que podes ouvir aqui, sobre a crise climática e os seus refugiados.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 23, 202058 min

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 4: O Caçador - Parte 1 (Série)

Em junho de 1972, um acordo internacional das Nações Unidas assumiu uma nova maneira de pensar a relação com o ambiente. Em Estocolmo, líderes dos Estados-membros reconheceram, pela primeira vez, a existência de alterações climáticas provocadas pelas atividades humanas. Nos 48 anos que passaram desde então, as emissões globais de gases com efeito de estufa duplicaram. [Nota: Uma parte deste episódio é falado em inglês e francês. Se quiseres ouvir uma versão traduzida para português, procura "Extras", do Fumaça, na tua aplicação de podcasts.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 16, 202037 min

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 3: O Leão - Parte 2 (Série)

Em 2011, Ioane Teitiota pediu à Nova Zelândia que o reconhecesse como o primeiro refugiado climático do mundo. Kiribati, o pequeno arquipélago no Pacífico onde vive com a mulher e os três filhos, poderá estar praticamente submerso em 2050. A sua luta terminou sem sucesso. E, ainda hoje, os refugiados climáticos caem pelas brechas da lei de asilo. [Nota: Uma parte deste episódio é falado em inglês. Se quiseres ouvir uma versão traduzida para português, procura "Extras", do Fumaça, na tua aplicação de podcasts.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 9, 202035 min

A Serpente, o Leão e o Caçador: Lúcia Bayan sobre sociedades felupe na Guiné-Bissau (Extra)

Lúcia Bayan, doutoranda em Estudos Africanos, dedica-se há mais de uma década ao estudo das sociedades e do sistema político da etnia felupe na Guiné-Bissau. Esta é uma entrevista sobre a história de uma aldeia em risco de ser engolida pelo mar.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 2, 202054 min

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 2: O Leão - Parte 1 (Série)

Quando a guerra chegou, a Síria estava a sair de cinco anos de seca extrema que devastaram o país. Cerca de 800.000 sírios tinham perdido os seus meios de subsistência, milhares mudaram-se para as cidades. Adam Al Alou, investigador, viu isso de perto. Que papel teve a crise climática em tudo isto? [Nota: Uma parte deste episódio é falado em inglês. Se quiseres ouvir uma versão traduzida para português, procura "Extras", do Fumaça, na tua aplicação de podcasts.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 26, 202027 min

A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 1: A Serpente (Série)

Os habitantes da tabanca de Djobel, uma pequena aldeia no noroeste da Guiné-Bissau, não compreendem porque está a natureza de que sempre cuidaram a castigá-los. A fábula da serpente é, para alguns, uma forma de fazerem sentido do que lhes está a acontecer. O mar está a subir e a roubar-lhes a terra, as casas, os locais sagrados. A água vai obrigá-los a fugir. Para onde? [Nota: Neste episódio existem algumas vozes faladas em inglês. Se quiseres ouvir uma versão traduzida para português, procura o podcast "Extras", do Fumaça, na tua aplicação de podcasts.]Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 18, 202031 min

A Serpente, o Leão e o Caçador: nova série Fumaça (Trailer)

Sabe-se, há pelo menos 30 anos, que milhões de pessoas terão de se deslocar por causa da crise climática. Apesar disso, esta não é ainda uma razão válida na lei internacional para fugir e procurar refúgio. Nesta série de quatro episódios, falamos da serpente que ameaça os mais pequenos, do leão que não teve voz e do caçador que tem vindo a contar a história.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 12, 20201 min

Eliana Sousa Silva sobre Marielle Franco e o complexo de favelas da Maré no Rio de Janeiro (Entrevista)

O assassinato da vereadora Marielle Franco faz dois anos a 14 de março. Esta semana, entrevistamos a ativista Eliana Sousa Silva, da Redes da Maré, ONG que funciona no Complexo de Favelas da Maré, onde nasceu e se criou Marielle Franco. Na entrevista, ela fala-nos da trajetória de Marielle, do impacto da sua morte e do contexto político e social do complexo de favelas, que sintetiza o estado de crise e crime do Rio de Janeiro e do Brasil.Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 5, 202056 min

Bairros PERdidos | Apoia a nossa campanha de crowdfunding

Em 1993, o Programa Especial de Realojamento (PER) prometia terminar com todos os bairros de barracas, realojando quem lá vivia em habitações dignas. Passados mais de 25 anos, parte da promessa ainda está por cumprir. O que é feito dessas famílias? Que alternativas tiveram? Onde vivem as que foram retiradas dos bairros demolidos?  Nesta série Fumaça, vamos perceber como correram estes processos de demolição e realojamento, acompanhar a luta de moradores por alternativas dignas ao despejo e investigar que papel têm tido as autoridades na perpetuação de más condições de habitabilidade em bairros públicos. Ajuda-nos a financiar este trabalho. Apoia a nossa campanha de crowdfunding aqui: http://bit.ly/2x6rH4yJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 4, 20202 min

Presos e Prisões: Com que Direito? | Apoia a nossa campanha de crowdfunding

No final de 2018, 12.867 pessoas estavam presas nos 49 estabelecimentos prisionais e 154 jovens internados nos oito centros educativos existentes em Portugal. Para quê e para quem foram construídos os serviços prisionais e de reinserção? Há um ciclo de institucionalização? O que se passa para lá muros? E deixarão alguma vez as prisões de os ter? Em 2020, o Fumaça vai investigar prisões: porque elas existem, quem as compõe e o que se passa lá dentro. Ajuda-nos a financiar este trabalho. Apoia a nossa campanha de crowdfunding aqui: http://bit.ly/2VJyIT1Junta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 3, 20201 min

Dentro do armário do autismo | Apoia a nossa campanha de crowdfunding

O que acontece às crianças com transtorno do espectro autista quando crescem? E às suas famílias? Nesta série de trabalhos, vamos acompanhar várias pessoas com autismo para entender como é o seu dia-a-dia, de que discriminações sofrem e criar uma experiência de realidade aumentada sonora que recrie como ouvem o mundo. Ajuda-nos a financiar este trabalho. Apoia a nossa campanha de crowdfunding aqui: http://bit.ly/2PGh2nsJunta-te à Comunidade Fumaça: https://fumaca.pt/contribuirSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 3, 20202 min