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Estadão Analisa com Carlos Andreazza

Estadão Analisa com Carlos Andreazza

3,316 episodes — Page 30 of 67

Os perigos enfrentados por Bruno e Dom no Vale do Javari

O desaparecimento do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips tem preocupado o mundo. Os dois foram vistos pela última vez na comunidade São Rafael quando partiram rumo a Atalaia do Norte, em viagem que dura aproximadamente duas horas, mas nunca chegaram ao destino. Os dois iam visitar a equipe de Vigilância Indígena próxima à localidade Lago do Jaburu, para que o jornalista conhecesse o local e fizesse algumas entrevistas com os indígenas. Durante os primeiros dias do desaparecimento, a letargia e a falta de um plano de ação do governo federal foi criticada por entidades, amigos e familiares. Até o fechamento deste episódio, Bruno Pereira e Dom Phillips ainda não tinham sido encontrados. Desde o início das buscas, crimes como sequestro ou até mesmo assassinato são cogitados pela investigação. Porque, segundo informações da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Bruno Pereira recebia constantes ameaças de madeireiros, garimpeiros e pescadores. Além disso, a região do desaparecimento é marcada pela presença de traficantes de drogas e pelo desmatamento e garimpo ilegal, tanto por brasileiros, como por peruanos e colombianos. No Estadão Notícias de hoje, 15, vamos ao Amazonas para entender mais sobre o cenário na região e sobre como andam as buscas com o repórter do Estadão Vinícius Valfré, enviado ao local. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Bárbara Rubira, Gabriela Forte e Gabriela MeirelesMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 15, 202222 min

'Cenários com Sonia Racy': O impacto da Lava Jato no setor da construção

Em mais um episódio da série 'Cenários', Sonia Racy recebe Carlos Pires Oliveira Dias, ex-integrante do conselho de administração da Camargo Corrêa e acionista da Raia Drogasil. O empresário concede a primeira entrevista em seus 70 anos de vida e fala sobre o setor farmacêutico, a área de construção no Brasil e o impacto da Operação Lava Jato nas empresas do ramo. "A Lava Jato não levou em conta o know how das construtoras", avalia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 14, 202242 min

Revival da era Sarney? O desespero de Guedes e Bolsonaro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu a empresários do setor de supermercados que segurem o reajuste de preços até 2023. A declaração ocorreu na semana passada, durante o Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento Abras, da Associação Brasileira de Supermercados. O presidente Jair Bolsonaro também participou do evento e apelou ao setor para que tenham o menor lucro possível sobre os produtos da cesta básica. O governo que se elegeu como liberal repetidamente fez declarações deste tipo. Inclusive, o presidente já havia cobrado “patriotismo” do setor supermercadista em outras ocasiões. Agora, com a inflação como uma pedra no calcanhar dos planos de reeleição de Bolsonaro, o apelo ganha mais força. Apesar das declarações, ainda há resistência em falar no fantasma do congelamento de preços. Ao Estadão, o vice-presidente institucional da Abras, Márcio Milan, declarou que a entidade não está falando de congelamento “de jeito nenhum”. O próprio Paulo Guedes voltou atrás, depois da repercussão negativa de sua fala e disse que foi mal interpretado. Porém, o que representa os apelos desesperados de Bolsonaro e Guedes para conter a alta de preços? Por que a ideia de congelamento assombra tanto o mercado? Para falar sobre o tema, convidamos o economista André Braz, coordenador do  Índice de Preços ao Consumidor do FGV IBRE. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Bárbara Rubira,  Gabriela Forte e Gabriela MeirelesMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 14, 202220 min

O novo Sete de Setembro bolsonarista

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), após decisão que manteve a cassação do deputado bolsonarista Fernando Francischini, do União Brasil do Paraná. Bolsonaro ameaçou não aceitar a decisão do Supremo e afirmou estar organizando novos atos para o dia 7 de Setembro deste ano, três semanas antes das eleições. No ano passado, o 7 de Setembro foi um dos momentos mais tensos do governo Jair Bolsonaro. Depois de uma escalada da retórica do presidente contra o Supremo, protestos foram realizados nas principais capitais do País. Nos atos, Bolsonaro fez discursos inflamados, chamando o ministro Alexandre de Moraes de “canalha” e ameaçando descumprir decisões da Corte. O que Bolsonaro e sua família começam a perceber é que a decisão do Supremo é apenas uma demonstração do que a Corte é capaz e pretende fazer este ano para combater a desinformação. O que pode significar e quais podem ser as consequências de um “novo 7 de Setembro” a três semanas da realização das eleições? No episódio do podcast desta segunda-feira, 13, analisamos este cenário numa conversa com a jornalista e cientista política Deysi Cioccari. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Bárbara Rubira e Gabriela ForteMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 13, 202222 min

Tecnologia #223: #Start Eldorado: momentos iniciais do 5G no País

O apresentador Daniel Gonzales recebe no Start Eldorado desta semana Márcio de Jesus, vice-presidente de negócios varejo da Algar Telecom, que compartilha experiências sobre os desafios da operadora - a primeira a ativar redes 5G na frequência de 2,3 GHz, após o leilão da Anatel. Ele fala sobre os desafios em monetizar as redes que começam a ganhar espaço e as experiências iniciais nas cidades. O Start Eldorado vai ao ar todas as quartas-feiras, às 21h, na Eldorado FM 107,3 - SP.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 11, 202222 min

Aliança na 3ª via e o caso dos desaparecidos na Amazônia

Desde o último domingo, 05, estão desaparecidos o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Philips, no vale do Javari, na região da fronteira do Amazonas com o Peru. As autoridades não fazem ideia do paradeiro de ambos. O próprio ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, afirmou: "não temos noção do que tenha acontecido". Já o presidente Bolsonaro se mostra pouco empático com o assunto, mas está empenhado na questão da alta dos combustíveis. Na segunda-feira, 06, anunciou que pretende zerar o ICMS sobre diesel e gás de cozinha, reduzir o ICMS e zerar os impostos federais sobre gasolina e etanol e compensar os Estados pela perda de arrecadação. Opositores e alguns governadores afirmam que a manobra do presidente tem foco exclusivo nas eleições. Também sobre eleições, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou a transferência do domicílio eleitoral do ex-juiz Sergio Moro para São Paulo. Com isso, Moro não poderá ser candidato ao Senado ou a deputado federal, como pretendia, bem como qualquer outro cargo nas eleições deste ano pelo estado.  E a novidade da terceira via é que foi confirmada a chapa Simone Tebet, do MDB, com Tasso Jereissati, do PSDB. A decisão inclui três partidos de centro, o MDB, o PSDB e o Cidadania, como uma alternativa para a polarização entre Lula, do PT, e Jair Bolsonaro, do PL. Esses são alguns dos assuntos do Poder em Pauta de hoje, o encontro quinzenal com os jornalistas do Estadão para discutir os assuntos que mexem com o poder, a política e o País. O episódio desta sexta-feira, 10, tem apresentação de Emanuel Bomfim e a participação de Felipe Frazão, de Brasília, e Pedro Venceslau, de São Paulo. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Bárbara Rubira e Gabriela ForteMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 10, 202228 min

Fome: a realidade de 33 milhões de brasileiros

Atualmente, mais de 33 milhões de pessoas não têm o que comer no Brasil. Em apenas um ano, o número de pessoas passando fome no país aumentou 14 milhões. Os dados são do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19, produzido pela Rede Penssan e pela Oxfam e lançado nesta quarta-feira, 08.  A fome no Brasil alcançou um patamar registrado pela última vez nos anos 90. A pesquisa mostra ainda que mais da metade da população brasileira — 58,7% — convive com algum grau de insegurança alimentar. A pandemia e o agravamento da crise econômica só aumentaram as desigualdades que já existiam. O desmonte das políticas públicas por parte do governo também é um dos motivos para um número tão grande. As ações isoladas do governo Bolsonaro não conseguem enfrentar questões estruturais, como a alta da inflação, que está na casa de dois dígitos desde setembro do ano passado. Na média nacional, 15% dos brasileiros estão abaixo da linha da pobreza. Mas a realidade varia de acordo com a região. No Nordeste, esse número é de 21%. Na região Norte, chega a 25%. No episódio desta quinta-feira, 09, vamos debater esse cenário de fome e pobreza extrema do País com Rodrigo “Kiko” Afonso,  diretor-executivo da Ação da Cidadania. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Bárbara Rubira e Gabriela ForteMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 9, 202220 min

‘Solução tabajara’? A proposta do governo de redução do ICMS

A poucos meses das eleições, Bolsonaro pretende realizar uma manobra para reduzir os preços dos combustíveis e assim tentar aumentar a popularidade nas pesquisas. Na última segunda-feira, 6, anunciou uma nova proposta que prevê o pagamento de uma compensação a Estados e municípios para zerar o ICMS — Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços — sobre o diesel e o gás de cozinha.  O Congresso Nacional já estava discutindo um projeto de lei complementar com a ideia de fixar um teto de 17% para a alíquota do ICMS sobre combustíveis e energia. Porém, Bolsonaro quer ir além, com a aprovação do projeto de lei complementar, o governo pretende zerar o ICMS. Com isso, a União pagaria uma compensação aos Estados, proporcional ao valor do teto. A proposta prevê ainda a isenção de impostos federais — como o PIS/Cofins — sobre a gasolina e o etanol. Em março, diesel e gás de cozinha já tinham sido desonerados desses tributos. As medidas seriam válidas até o fim deste ano, no final do mandato. Mas, para entrarem em vigor, precisam da aprovação do Congresso Nacional. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que as medidas para compensar as perdas de arrecadação dos Estados e as renúncias fiscais de impostos federais teriam um custo entre 25 e 50 bilhões de reais. No episódio do podcast desta quarta-feira, 8, vamos tentar entender as propostas do governo federal e o impacto para os consumidores com Carlos Eduardo Navarro, pesquisador do Núcleo de Estudos Fiscais da FGV Direito SP. E para falar sobre a manobra política de Bolsonaro a poucos meses da eleição, convidamos Mariana Carneiro, editora da Coluna do Estadão. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Bárbara Rubira e Gabriela ForteMontagem: Moacir BiasiEditor do núcleo de Podcasts: Emanuel BomfimSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 8, 202232 min

Os riscos à liberdade de imprensa no Brasil

Hoje, 7 de junho, é o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. Nesta data, em 1977, cerca de três mil jornalistas assinaram um manifesto exigindo o fim da censura e instauração de uma imprensa livre no Brasil. E relembrar o tema é essencial para a categoria que vem sofrendo cada vez mais ataques. Desde o início do mandato, o presidente Jair Bolsonaro deixa claro por meio de ameaças e agressões o seu desdém pelo trabalho da imprensa brasileira. Esse comportamento também inspira agressões de apoiadores do presidente. Só em 2021, o Brasil registrou 430 casos de violência contra profissionais de comunicação. Os números são do relatório “Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil”, feito pela Federação Nacional da categoria. O documento classificou o presidente Jair Bolsonaro como o “principal agressor” de jornalistas e veículos de comunicação.  Porém estes ataques não são novidade, a imprensa brasileira, e inclusive o Estadão, passou por diversos momentos de censura e opressão.  No episódio do podcast desta terça-feira, vamos trazer uma análise sobre o assunto do professor da ECA-USP e jornalista Eugênio Bucci. Para relatar os diferentes momentos históricos de censura do Estadão conversamos com o jornalista Edmundo Leite, coordenador do Acervo Estadão.  E para debater sobre o cenário atual da liberdade de imprensa no Brasil, convidamos a presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e professora do Insper, Natalia Mazotti. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Bárbara Rubira e Gabriela Forte Montagem: Moacir Biasi Editor do núcleo de Podcasts: Emanuel BomfimSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 7, 202231 min

Lula e Bolsonaro não vão participar dos debates?

Os debates presidenciais fazem parte do cenário eleitoral brasileiro e historicamente têm um peso na decisão do eleitor. Entretanto, o atual presidente Jair Bolsonaro já afirmou que não pretende participar dos eventos em primeiro turno e que vai pensar, caso haja segundo turno. Em janeiro deste ano, Bolsonaro chegou a dizer que iria a todos os debates presidenciais, mas, não enviou representantes aos encontros das emissoras que planejam os eventos nesta eleição. O receio de Bolsonaro é que ele vire alvo de ataques de todos os seus rivais, o que poderia prejudicar a sua imagem perante a opinião pública. Dez encontros já foram marcados para o primeiro turno em TVs, internet e rádios pelo Brasil. Inclusive, em 24 de setembro, terá o promovido pelo Estadão e Rádio Eldorado, juntamente com o SBT.  Lula já comunicou que vai aos debates, mas sua estratégia de campanha quer limitar os eventos em que ele estará presente. A pré-campanha do petista informou que estuda apresentar uma proposta de realização de três debates no primeiro turno, em forma de pool, quando diferentes emissoras usam o mesmo sinal para transmissão. Entretanto, a ausência em debates não é novidade, o próprio ex-presidente Lula, FHC e Collor não foram participar de debates durante o primeiro turno, em 2006, 1998 e 1989, respectivamente. No episódio desta segunda-feira, 06, vamos analisar o debate na era digital, e qual o peso que eles ainda têm na eleição, com Glauco Peres da Silva, professor associado do depto. de ciência política da USP. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiEditor do núcleo de Podcasts: Emanuel BomfimSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 6, 202224 min

Tecnologia #222: #Start Eldorado: projetos 5G sob medida

Para garantir um bom funcionamento do 5G, serão necessárias mais torres e mais estações de rádio-base, com mais antenas. Elas são menores, mas instalar os equipamentos e colocar tudo isso em pé demanda estudos adequados e investimentos. Esse é o mercado das chamadas "neutral hosts", como a QMC Telecom: a empresa atua criando sites de transmissão inclusive ao "street level" (disfarçando as antenas em equipamentos urbanos como postes, bancas de jornal, viadutos, etc), em ambientes internos, como hotéis, shoppings, aeroportos, etc, e até mesmo ocultando-as em locais históricos e turísticos, onde não pode haver interferências urbanas. Ouça Murilo Almeida, presidente da QMC, no programa desta semana. Apresentado por Daniel Gonzales, o Start vai ao ar toda quarta-feira, às 21h, na Eldorado FM 107,3 - SP.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 4, 202221 min

O que está por trás da candidatura de Luciano Bivar?

O partido União Brasil lançou recentemente o deputado federal Luciano Bivar como pré-candidato à Presidência. O partido tem a maior fatia do fundo eleitoral na eleição deste ano, estimado em mais de R$ 900 milhões, e também maior tempo de TV. Porém a falta de popularidade de Bivar,  que não chegou a somar 1% nas últimas pesquisas eleitorais, levanta questionamentos sobre a viabilidade de sua candidatura. Além de deputado, Luciano Bivar é presidente do União Brasil, partido que é resultado da fusão entre o PSL e o DEM. O político ganhou notoriedade após o seu partido, PSL, abrigar Jair Bolsonaro, em 2018, para a disputa das eleições presidenciais. Porém, logo após a vitória, por causa de disputas internas pelo poder dentro do partido, Jair Bolsonaro deixou a legenda. Segundo Bivar, sua candidatura nasce com o objetivo de ser uma opção entre a polarização dos primeiros colocados Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Entretanto, o deputado já foi candidato à presidência em 2006 pelo PSL e teve 62 mil votos, ficando na última colocação da disputa. Hoje, o seu foco é nos ideais liberais econômicos e democráticos, ainda com a defesa de um imposto único federal. No episódio desta sexta-feira, 03, para analisar a candidatura de Luciano Bivar, e o que está por trás dela, vamos conversar com o colunista do Estadão e da Rádio Eldorado, Felipe Moura Brasil. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiEditor do núcleo de Podcasts: Emanuel BomfimSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 3, 202224 min

Jubileu da Rainha: o legado de Elizabeth e o futuro da monarquia

Nesta quinta-feira, a Inglaterra inicia as comemorações do Jubileu de Platina da Rainha Elizabeth II, a mais longeva monarca do Reino Unido com 70 anos de liderança da nação. O ápice das comemorações acontece no sábado, durante um concerto que contará com grandes shows de estrelas e lendas da música mundial, como Queen, Diana Ross, Rod Stewart, Elton John, entre outros. Mas quem vê a simpática senhora com seus 96 anos e com uma saúde que já inspira cuidados, não imagina a trajetória pela qual ela passou. As questões familiares sempre foram o calcanhar de aquiles de Elizabeth II. O momento mais delicado do seu reinado foi justamente no momento da separação entre o príncipe Charles e a princesa Diana, fazendo com que o regime monárquico fosse questionado na Inglaterra. Do ponto de vista político, a rainha enfrenta um momento delicado no país, envolvendo o primeiro-ministro Boris Johnson, que perdeu a confiança do parlamento britânico ao promover festas durante a pandemia. O caso pode custar o cargo do premier. No entanto, Elizabeth II chega no seu jubileu com uma aprovação de mais de 70% dos britânicos, segundo levantamento da YouGov. Especulações da imprensa inglesa dão conta de que esse reinado está perto do fim. A rainha deve abdicar do trono, em 2023, em nome do seu filho, Charles. No episódio de hoje, 02, vamos analisar o reinado de Elizabeth II, e todas as questões que permeiam o presente e o futuro da monarquia britânica com a professora de Relações Internacionais da ESPM, Carolina Pavese. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiEditor do núcleo de Podcasts: Emanuel BomfimSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 2, 202230 min

Como interpretar um cenário com tantas pesquisas eleitorais

A grande quantidade de pesquisas sobre a corrida presidencial pode deixar o eleitor um pouco confuso sobre os dados apresentados. Por isso o Estadão criou um agregador de pesquisas, uma ferramenta que usa dados dos levantamentos de 14 empresas, para calcular o cenário mais provável da disputa a cada dia. A ferramenta controla diversos parâmetros e dá pesos diferentes aos levantamentos para impedir que números destoantes ou desatualizados puxem um dos concorrentes para cima ou para baixo. Os usuários também poderão fazer recortes dos resultados, destacando apenas as linhas do gráfico de determinados candidatos, e compartilhar essas visualizações em redes sociais e aplicativos de mensagens. Além disso, o agregador vai trazer outras análises sobre os candidatos à presidência da República. Por exemplo, a ferramenta indica que, apesar do noticiário carregado de polêmicas, a corrida presidencial tem sido marcada pela monotonia.  De acordo com a Média Estadão Dados, que calcula o cenário mais provável a cada dia com base em pesquisas presenciais e telefônicas, Lula (PT) está mais ou menos no mesmo lugar há seis meses, com taxas de intenção de voto flutuando em torno de 44%.  No episódio de hoje, 01, vamos falar mais sobre o lançamento do agregador Média Estadão Dados, com o repórter de Dados e editor do Estadão Verifica, Daniel Bramatti. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiEditor do núcleo de Podcasts: Emanuel BomfimSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 1, 202223 min

'Cenários com Sonia Racy': Presidente do Google Brasil fala sobre inovação no mundo digital

A partir de hoje, a cada 15 dias, você passa a ouvir no feed do 'Estadão Notícias' a série 'Cenários', com entrevistas de Sonia Racy com grandes nomes dos cenários político e econômico brasileiros. Neste episódio, a jornalista recebe Fabio Coelho, presidente do Google Brasil, que fala como a empresa atendeu ao aumento impactante do uso da mídia digital durante a pandemia, comenta os desafios da inovação no mundo digital e analisa a valorização de bons conteúdos na internet.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 202238 min

CPI dos sertanejos? Os shows inflacionados nas prefeituras

A polarização política no Brasil chegou também aos palcos. Após uma crítica à cantora Anitta e a Lei Rouanet feita pelo cantor sertanejo Zé Neto, está sendo levantada uma série de questionamentos sobre o mau uso do dinheiro público e o financiamento de shows, principalmente em pequenas cidades do interior do Brasil. Os ataques contra a Lei Rouanet não são novidade no arsenal da direita que se associou a Bolsonaro e acontecem desde antes das eleições de 2018. Entretanto, muitos dos cantores que se utilizam desta retórica, como Bruno e Marrone, Gusttavo Lima, Israel e Rodolffo e outras duplas sertanejas, realizam shows milionários com verba paga por prefeituras de cidades pequenas. O jornal “O Estado de Minas” revelou que Gusttavo Lima iria faturar R$ 1,2 milhão por sua apresentação na 32ª Cavalgada do Jubileu do Senhor Bom Jesus do Matozinhos, na cidade de Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, entre 17 e 23 de junho. Ao todo a cidade pagaria quase 2 milhões e meio de reais para seis shows com nove artistas no município. O montante milionário, conforme a prefeitura, veio de recursos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral. Esse é um tributo pago pelas mineradoras para municípios e cidades onde há atividades minerárias. No entanto, a verba só pode ser usada em educação, saúde e na infraestrutura. Por causa dessas revelações, na semana passada, a tag #CPIDOSSERTANEJOS esteve entre os assuntos mais comentados nas redes sociais. Sobre esse assunto, vamos conversar no episódio do podcast de hoje, 31, com Julio Maria, repórter do Caderno 2 do Estadão. E para analisar esses casos e falar sobre o uso de dinheiro público em shows, convidamos o coordenador do Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper, André Marques. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiEditor do núcleo de Podcasts: Emanuel BomfimSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 31, 202229 min

Bolsonaro e Biden face a face: o que esperar?

Na semana passada, o Itamaraty confirmou a presença do presidente Bolsonaro na 9ª Cúpula das Américas que será realizada em Los Angeles, entre os dias 6 e 10 de junho. O chefe do Executivo brasileiro também terá agenda bilateral com Joe Biden à parte da Cúpula, primeira vez que os dois presidentes vão se reunir desde as eleições americanas. Essa reunião exclusiva entre os dois países foi organizada pelos EUA e surge em meio a preocupação do governo norte-americano com um possível esvaziamento da Cúpula, idealizada pela Casa Branca como uma tentativa de retomar o protagonismo na região.  A Cúpula das Américas é uma reunião de cúpula entre os chefes de Estado do continente americano criada pela Organização dos Estados Americanos com o objetivo de alcançar um nível maior de cooperação entre os países da zona econômica americana. Foi desenvolvida pela primeira vez no dia 9 de dezembro de 1994, em Miami, nos Estados Unidos.  O evento deste ano terá o tema  "Construindo um futuro sustentável, resiliente e equitativo”, que tem como mote principal a defesa da democracia. Na Cúpula há expectativa de que os participantes sejam instados a assumir novos compromissos nessas áreas. No episódio desta segunda-feira, 30, vamos conversar sobre a Cúpula das Américas e a postura esperada do Brasil no evento, com o especialista em relações internacionais, e professor da Universidade de Denver, nos Estados Unidos, Rafael Ioris. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 30, 202227 min

Tecnologia #221: #Start Eldorado: cenário e aplicações do 5G na indústria

Os desafios e as possibilidades para a indústria em explorar as funcionalidades do 5G, impulsionando seus negócios, e as principais questões em termos de infraestrutura no cenário brasileiro: para falar sobre isso, o Start Eldorado recebe Pedro Tavares, da Deloitte de Portugal. Ele é líder de um centro de excelência na área, o TEE (Telecom Networks Engineering Excellence), que será trazido pela empresa ao Brasil para fomentar a união dos negócios com a quinta geração móvel no País. Apresentado por Daniel Gonzales, o programa vai ao às 21h na Eldorado FM 107,3 - SP e canais digitais, toda quarta-feira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 28, 202221 min

O fator Tebet e o debate sobre a violência policial

O ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), anunciou a desistência da sua candidatura à Presidência da República. Em seu discurso, o tucano afirmou que não era a escolha da cúpula da legenda para o pleito de outubro, e que saia de “coração partido''. Quem se beneficiou dessa desistência foi a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que foi confirmada como pré-candidata pelo MDB, e deve contar com apoio dos partidos da terceira via para ser cabeça de chapa nas eleições. Agora, a discussão é para saber quem ocupará o lugar de vice ao lado da congressista. Do outro lado, Jair Bolsonaro (PL) permanece na sua tentativa de diminuir o preço dos combustíveis, interferindo diretamente na Petrobrás. A vítima da vez foi o presidente José Mauro Ferreira Coelho, que foi substituído por Caio Mário Paes de Andrade. Tudo isso acontece enquanto o governo federal enfrenta mais uma denúncia de mau uso do dinheiro público na compra de caminhões de lixo. Conforme revelado pelo Estadão, veículos com preços superfaturados foram adquiridos, principalmente, para aliados políticos do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (Progressistas-PI), e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL). Dois casos policiais passaram também a fazer parte dos discursos políticos de governo e oposição. Na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, mais de 25 pessoas morreram em uma ação da polícia militar e federal. Já no Sergipe, um homem com esquizofrenia foi sufocado no porta malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal. Esses são os assuntos que guiam nossa conversa quinzenal do “Poder em Pauta” com os jornalistas que acompanham o dia a dia da política. Participam no episódio de hoje do ‘Estadão Notícias’, Beatriz Bulla e Adriana Ferraz, diretamente de São Paulo. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 27, 202237 min

A cobrança de mensalidade em universidade pública

A cobrança de mensalidade no ensino superior público voltou ao centro do debate após uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que discute o tema entrar na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. A admissibilidade pode ser votada na semana que vem e tem relatoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP). A PEC 206 prevê alterar um trecho da Constituição para estabelecer que as universidades públicas passem a cobrar mensalidades, mas garanta a gratuidade para estudantes que não tiverem recursos suficientes. O corte de renda será definido pelo Poder Executivo e caberá a uma comissão da própria universidade a análise das gratuidades, e os valores a serem cobrados.  De autoria do deputado federal General Peternelli (União Brasil-SP), a ideia da PEC é que as instituições usem os recursos captados para despesas de de custeio, como água e luz, e que a gratuidade seja mantida para alunos que não tenham condições socioeconômicas de arcar com os custos. Atualmente, a gratuidade das universidades públicas é garantida pelo artigo 206 da Constituição Federal. Se for validada pela CCJ, uma comissão especial será criada e ficará responsável por debater o mérito da proposta, podendo fazer alterações no texto. Depois disso, ela terá que ser votada no plenário da Câmara em dois turnos e, caso seja aprovada, segue para o Senado.  No episódio de hoje, 26, vamos nos aprofundar pelo mérito da questão numa entrevista com o autor da PEC, deputado federal General Peternelli, e com um dos principais pesquisadores do assunto aqui no Brasil, Paulo Meyer Nascimento, do Ipea e da FGV. Link para o estudo: https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=34867 O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 26, 202231 min

Surto de varíola dos macacos: motivo para pânico?

Enquanto a covid-19 continua sendo controlada no País, uma nova doença começa a preocupar autoridades sanitárias pelo mundo: a varíola dos macacos. Mais de 12 países, entre europeus, Estados Unidos, Canadá e Austrália, já registraram casos da doença. O habitat natural desse vírus são os animais selvagens, em geral roedores, mas começou a aparecer também em macacos de laboratório. A causa da disseminação ainda está sendo estudada, mas cogita-se que, de alguma forma, humanos nas florestas tropicais da África Ocidental e Central entraram em contato com uma criatura infectada e o vírus foi transmitido entre as espécies. Agora, o vírus luta para se espalhar, por isso precisa de contato próximo prolongado para continuar sobrevivendo. O vírus causa febre, dores no corpo e mal-estar. A pele infectada, então, irrompe em uma erupção cutânea, que forma bolhas e depois se transforma em crostas. A varíola dos macacos é uma doença infecciosa que geralmente é leve e endêmica. É espalhada por contato próximo, e pode ser contida com relativa facilidade por meio de medidas como isolamento e higiene. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que espera identificar mais casos de varíola dos macacos à medida que expande a vigilância em países onde a doença normalmente não é encontrada. No episódio de hoje, 25, vamos falar mais sobre esta doença com Julio Croda, Médico Infectologista, Professor da UFMS e da Yale School of Public Health e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 25, 202223 min

Mais um escândalo: saiba tudo sobre o ‘bolsolão do lixo’

Durante dois meses, a equipe do Estadão analisou mais de mil documentos referentes à aquisição de caminhões de lixo com verbas do orçamento federal. Nas mãos do Congresso e do governo, a compra e distribuição desses veículos para pequenas cidades saltaram de 85 para 488 veículos de 2019 para 2021.  A distribuição de caminhões compactadores de lixo é usada por senadores, deputados e prefeitos para ganhar a simpatia e o voto dos eleitores de cidades pequenas.  Por exemplo, tem cidade do interior de Alagoas que possui menos lixo do que caminhões para recolhê-lo. Outro dado duvidoso é a diferença de R$114 mil no preço de veículos iguais, comprados no espaço de apenas um mês.  Nos documentos analisados, um município de 8 mil habitantes ganhou três caminhões compactadores num período de um ano e três meses, enquanto cidades próximas não têm nenhum.  O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (Progressistas-PI), é outro que entrou no ramo de caminhões de lixo, e destinou R$ 240 mil para a compra de um veículo fornecido pela empresa de uma amiga que frequenta o seu gabinete. Pertencente à empresária Carla Morgana Denardin, o Grupo Mônaco Diesel Caminhões, Ônibus e Tratores Ltda conseguiu um contrato no valor de quase R$ 12 milhões com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) do Piauí, reduto eleitoral do ministro. A disparada na compra de caminhões de lixo pelo governo Jair Bolsonaro (PL) com preços inflados, ganhou a hashtag ‘Bolsolão do Lixo’, neste domingo, e se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter. Foram 7.977 tuítes sobre o assunto em apenas uma hora. No episódio desta terça-feira, 24, vamos conversar sobre esses gastos com dinheiro público sem qualquer planejamento com o repórter do Estadão, em Brasília, André Shalders. E para falar dos impactos de investimentos sem planejamento com o orçamento público, convidamos Gustavo Fernandes, economista e professor do Departamento de Gestão Pública da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 24, 202232 min

Por que é importante ter observadores internacionais na eleição?

Depois de um período sem falar das urnas eletrônicas, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o sistema de apuração brasileiro, desta vez envolvendo também as Forças Armadas. Essa investida começa a levantar suspeitas de que o chefe do Executivo poderia tentar algum tipo de golpe, caso seja derrotado nas eleições. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, subiu o tom em defesa das eleições e do processo eleitoral. Durante a visita à sala do Teste Público de Segurança das eleições, em Brasília, o magistrado disse que: “no Brasil de hoje, quem duvida, quem põe em dúvida o processo eleitoral é porque não confia na democracia”. Sobre a participação das Forças Armadas nas eleições, Fachin disse que a “Justiça Eleitoral está aberta a ouvir, mas jamais estará aberta a se dobrar a quem quer que seja e tomar as rédeas do processo eleitoral”. O Brasil deve receber 100 observadores internacionais para acompanhar as eleições de outubro deste ano, o maior número de autoridades estrangeiras para executar esse tipo de atividade desde as eleições de 2010.  No episódio de hoje, 23, vamos entender como funciona a participação de entidades internacionais nas eleições brasileiras. Para isso, convidamos a coordenadora-geral da Transparência Eleitoral Brasil, Ana Cláudia Santano. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Gabriela Forte Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 23, 202228 min

Tecnologia #220: #Start Eldorado: internet e a nova era dos provedores

Conectar-se deixou de ser opção e virou necessidade, o que ficou ainda mais evidente na pandemia, consolidando uma nova realidade para os provedores de internet (Internet Service Providers, ou ISPs). A Vero Internet é um dos maiores provedores regionais do Brasil, com forte atuação em mais de 180 cidades de MG, PR, RS e SC. Vem realizando investimentos para ampliar sua rede de mais de 28.000 km de fibras, com alguns desafios de infraestrutura, enquanto investe em inteligência artificial na relação com os clientes e análise preditiva da malha, usa redes neutras para atuar em algumas cidades e planeja um futuro no qual o 5G e a fibra atuarão lado a lado em diversos novos modelos de conectividade para a sociedade. O Start Eldorado recebe Fabiano Ferreira, CEO da Vero Internet, que conversa com o apresentador Daniel Gonzales. O programa vai ao ar às 21h, na Eldorado FM 107,3 - SP, toda quarta-feira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 21, 202220 min

A alternativa Temer e a 3ª via em frangalhos

Depois de anunciar que a terceira via tinha chegado a um acordo sobre uma candidatura única, com a senadora Simone Tebet (MDB-MS) sendo a cabeça de chapa nas eleições presidenciais, o discurso dos presidentes de MDB, PSDB e Cidadania, agora, é de esperar até a semana que vem para apresentar esse nome. Para que este acordo seja firmado é preciso aprovação da maioria nas executivas nacionais das legendas, e é aí que mora o perigo. João Doria (PSDB), que sonha com este lugar, já começou a trabalhar nos bastidores para “melar” o anúncio da congressista como a escolhida do grupo. Agora, surge o nome do ex-presidente Michel Temer (MDB-SP), tido por apoiadores como alguém capaz de enfrentar a polarização entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Do ponto de vista econômico, Temer passou a faixa presidencial ao atual presidente com uma inflação de 3,75% e juros em 6,5%. Hoje, a inflação está em 12,13% e os juros em 12,75%. No entanto, ele ficou conhecido como o presidente mais impopular da história recente do País. No seu último mês de mandato, o emedebista foi considerado ruim ou péssimo por 62% dos entrevistados, regular para 29% e bom ou ótimo para apenas 7%, segundo o Datafolha. No episódio do podcast desta sexta-feira, 20, vamos avaliar a viabilidade de Michel Temer para essas eleições e as “cabeçadas” da terceira via com o cientista político da FGV e colunista do Estadão, Carlos Pereira. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 20, 202226 min

O custo da interferência de Bolsonaro na Petrobras

Jair Bolsonaro resolveu comprar de vez uma briga com a Petrobrás, e passou a promover várias mudanças na empresa. Depois de demitir o presidente da companhia, almirante Silva e Luna, o presidente mudou o comando do ministério de Minas e Energia, e colocou Adolfo Sachsida, que já apresentou um plano de privatização da estatal. Soma-se a isso as declarações públicas de Bolsonaro que demonstram o total descontentamento com a política de preço dos combustíveis feita pela Petrobrás. Para corroborar a sua justificativa de mudanças em cargos estratégicos da companhia, Bolsonaro criticou os lucros da empresa e disse que a companhia quer ser "campeã do mundo" em ganhos. O problema é que mesmo com o lucro, a defasagem entre os preços da gasolina no mercado interno em relação ao mercado internacional chega a 20%. No caso do diesel, o aumento de 8,9% no dia 9 de maio passado atenuou a defasagem e reduziu o risco de desabastecimento do produto no mercado brasileiro, que depende de cerca de 25% das importações.  A ideia do atual presidente vai ao encontro de seu principal adversário nas eleições presidenciais. O ex-presidente Lula também tem dito que a Petrobrás precisa mudar a sua forma de colocar o preço dos combustíveis para não prejudicar a população. No episódio do podcast de hoje, 19, vamos falar sobre esse embate entre Bolsonaro e a Petrobras com Sílvia Araújo, editora do Broadcast/Estadão, em Brasília. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 19, 202229 min

Os ‘nem-nem’ no eleitorado brasileiro

De acordo com a pesquisa do Instituto DataSenado, realizada com quase 6 mil pessoas no final do ano passado 21% dos eleitores se declaram de direita e 11% de esquerda no Brasil. No entanto, o maior grupo de entrevistados 55% segue sem se identificar com nenhum dos lados da polarização, tampouco com o centro. Aliás, esse é o grupo que mais cresceu, 5% a mais em relação à última pesquisa. A tendência de queda dos eleitores que se diziam de direita se estabilizou. Em 2019, 29% se consideravam de direita; agora, são 21%. Já os que declaram ter posicionamento de esquerda permanecem em redução. Eram 18% em 2019, 15% em 2021 e, agora, somam 11%. O menor grupo, segundo o levantamento, é daqueles que se consideram de centro, com 9%. Entre os entrevistados, a ampla maioria dos brasileiro, 82% diz que a religião é muito importante na própria vida, mas dá mais peso à família na formação das escolhas políticas do que à religião.  Mas, apesar da maioria do eleitorado se dizer de direita, a percepção majoritária da população se choca com ideias defendidas pelo presidente e adotadas pelo governo, em assuntos sociais. Para 69%, facilitar o acesso a armas de fogo não vai aumentar a segurança das pessoas e 72% discordam que o meio ambiente seja bem protegido no Brasil. Um dos quesitos que registraram mais mudança foi o que envolve aborto. O porcentual de pessoas que não concordam que as mulheres devem ter o direito de interromper a gravidez, caso queiram, passou de 52% para 58%. No episódio do podcast de hoje, 18, vamos debater sobre este perfil do eleitorado brasileiro apontado pela pesquisa do Senado, com Glauco Peres, cientista político, professor associado do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes  Produção/Edição: Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 18, 202222 min

Finlândia e Suécia na Otan: guerra pode escalonar?

O mesmo motivo que, segundo a Rússia, desencadeou o conflito em território ucraniano, pode se estender a outros países. Segundo Vladimir Putin, a tentativa da Ucrânia em integrar a Otan colocaria sua nação em risco, e este teria sido o estopim para a invasão de seu exército. Agora, a Finlândia, que faz fronteira com a Rússia, decidiu solicitar a adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte. O anúncio foi feito pelo presidente e a primeira-ministra do país e oficializa o que ambos vinham afirmando desde a semana passada, apesar das ameaças russas de retaliação. Essa decisão encerra uma neutralidade militar histórica da Finlândia, que compartilha uma fronteira de 1.300 quilômetros com a Rússia. Por causa dessa movimentação, Putin disse ao presidente finlandês Sauli Niinisto que acabar com a neutralidade seria um erro que poderia prejudicar as relações entre os dois países. O governo russo descreveu esse movimento como ‘ameaça à segurança’ e disse que pode retaliar. A Suécia é outro país que também confirmou que vai pedir a adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte, encerrando mais de 200 anos de neutralidade e não alinhamento militar. Porém, o debate dentro do Partido Social-Democrata, que está no poder, é um pouco mais dividido sobre a questão.  Desde o ano passado, Moscou tem aumentado a presença militar e exercícios de suas tropas no mar Báltico, para onde boa parte do território sueco e a costa oeste da Finlândia e da Rússia têm saída. No episódio desta terça-feira, 17, vamos falar da entrada de Finlândia e Suécia, e o que isso pode ocasionar em relação à Rússia e aos rumos da guerra na Ucrânia, com Roberto Uebel, Professor de Relações Internacionais da ESPM e Senior Fellow do ISAPE (Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia). O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 17, 202224 min

Quais temas terão mais peso na hora do voto?

Na pesquisa mais recente divulgada pela Genial/Quest publicada na semana passada, o ex-presidente Lula (PT) e o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), continuam na dianteira, com 46% e 31%, respectivamente. Já outros candidatos somados, totalizaram 13%, brancos e nulos 7%  e indecisos 3%. Os dados mostram novamente a dificuldade de inserção de outros nomes fora da polarização bolso-lulista. Durante um evento no Paraná, o presidente Bolsonaro, que segue 15 pontos percentuais atrás do petista, diz que não “teme resultado de eleições limpas”. Ele também afirmou que a forma como foi recebido na Expoingá e em outros eventos pelo País representa a verdadeira pesquisa popular. A estabilidade da porcentagem do ex-presidente Lula também surpreende, já que o petista teve um mês de declarações polêmicas, como a fala em que defendeu a legalização do aborto. O assunto entrou inclusive na pesquisa realizada pela Genial/Quaest, onde 50% dos eleitores disseram que uma posição favorável ao aborto de um candidato afeta negativamente a chance de voto nele; 40% disse que não altera. Os dados da pesquisa também devem preocupar Bolsonaro, já que Lula é favorecido quando o assunto é economia. Para 50% dos entrevistados, a economia é o principal problema enfrentado pelo país neste momento, 13% citam a saúde e a pandemia, 11% questões sociais e 9% corrupção. Para os eleitores parece que o atual presidente não está conseguindo controlar essa situação. Não é por acaso que 58% dos brasileiros acham que Bolsonaro não merece um segundo mandato como presidente, enquanto 53% acham que Lula merece voltar a ocupar o Executivo federal. No episódio desta segunda-feira, 16, vamos analisar o cenário eleitoral e avaliar o desempenho dos pré-candidatos até o momento com o cientista político e pesquisador do Laboratório de Política e Governo da Unesp, Bruno Silva.  O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 16, 202230 min

Tecnologia #219: #Start Eldorado: movimento busca acelerar leis de antenas para o 5G

A data para que todas as 27 capitais brasileiras estejam cobertas por redes 5G está se aproximando: fim de junho deste ano. Ao mesmo tempo, apenas 11 destas cidades já fizeram totalmente o "dever de casa" de adaptar suas legislações municipais para a instalação mais rápida de equipamentos e antenas, que serão requeridos em maior número por conta da frequência mais alta das redes de quinta geração. Entre os demais municípios brasileiros, 400 cidades já se encontram com seus projetos de antenas em tramitação. Ainda há, porém, grande burocracia, o que pode fazer com que o 5G demore mais para chegar a áreas como o campo. O Start Eldorado conversa com Luciano Stutz, presidente da Abrintel (Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações) e porta-voz do movimento "Antene-se" (antenese.org.br), que reúne operadoras, CNI e outras entidades, que atuam em prol do fortalecimento urgente da infraestrutura. O programa vai ao ar na Eldorado FM 107,3 - SP e canais digitais, com a apresentação de Daniel Gonzales, todas as quartas-feiras.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 14, 202221 min

O incentivo precoce do ‘voto útil’ e as eleições ‘desarmadas’

Em uma nova rodada de pesquisas realizada pela Genial/Quaest, o ex-presidente Lula (PT) mantém uma larga vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL): 46% dos entrevistados dizem que vão votar no petista, enquanto 29% estão com o atual presidente. Mais do que isso, no cenário sem o candidato do PDT, Ciro Gomes, Lula venceria no primeiro turno. Enquanto isso, a terceira via tenta sobreviver ao pleito de outubro. Os presidentes do PSDB, do MDB e do Cidadania deram uma sobrevida ao projeto de unificar os partidos em torno de um nome que irá liderar a chapa na disputa pelo Palácio do Planalto. Essa escolha será definida a partir da análise conjunta de pesquisas quantitativas e qualitativas de opinião encomendadas pelas legendas. Do outro lado, Jair Bolsonaro (PL) continua seus ataques contra as urnas eletrônicas, e agora tem a companhia das Forças Armadas. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , ministro Edson Fachin, disse nesta quinta-feira, que as eleições “dizem respeito à população civil”, e que quem trata do tema “são forças desarmadas”. Esses são os assuntos que guiam nossa conversa quinzenal do “Poder em Pauta” com os jornalistas que acompanham o dia a dia da política. Participam no episódio de hoje do ‘Estadão Notícias’, Vera Rosa e Felipe Frazão, diretamente da capital federal. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 13, 202233 min

O escândalo do ‘Centrãoduto’ e sua conexão com Bolsonaro

O Centrão opera dentro do Congresso Nacional para aprovar um projeto para a construção de gasodutos pelo País no valor de 100 bilhões de reais. Apesar do Brasil necessitar de vias de distribuição de gás, inclusive para geração de energia, a proposta deve beneficiar apenas um empresário: Carlos Suarez, conhecido como “rei do gás”. O empresário e seus sócios são os únicos com autorização para distribuir o produto em oito estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O valor se aproxima a tudo o que o governo tem para despesas com investimentos e custeio da máquina pública em 2022.  Desde 2015, já houve ao menos dez tentativas de criar o fundo para bancar a rede de gasodutos, conhecido como Brasduto, por meio de projetos de lei e medidas provisórias, porém nenhuma teve êxito. Desta vez, com lugar de destaque no governo de Jair Bolsonaro, o Centrão acredita que tem voto suficiente para concretizar o plano apelidado no meio político de “Centrãoduto”. O objetivo do projeto é levar tubos de aço até áreas isoladas de grandes centros do País e, assim, viabilizar a construção de usinas movidas a gás nestas regiões. O setor elétrico questiona a estratégia, porque, via de regra, não faz sentido levar gás para uma área remota, se a energia que será produzida com a queima desse insumo será redirecionada a grandes áreas urbanas, por meio de linhas de transmissão. A estratégia em andamento, porém, vai ao encontro de tudo que almeja o conglomerado criado pelo empresário Carlos Suarez, em parceria com seus sócios, a Gaspetro da Petrobras e os governos do Distrito Federal, Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Rondônia e Goiás.  No episódio desta quinta-feira, 12, vamos conversar sobre esse projeto bilionário que o Congresso Nacional quer aprovar, com o repórter do Estadão, em Brasília, André Borges. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 12, 202228 min

As cartadas do governo para tentar frear a inflação

O governo federal tenta de todas as formas frear a alta da inflação no País. No começo do mês, o mercado elevou pela 16ª semana consecutiva a previsão para a inflação deste ano, agora para 7,89%, segundo o Relatório Focus do Banco Central, mais que o dobro da meta prevista em 3,5%. Para conter essa tendência de aumento, o governo pretende zerar a alíquota do Imposto de Importação de 11 produtos, entre eles, o aço. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o corte deve ser anunciado ainda esta semana e inclui produtos da cesta básica e da construção civil. Também neste dia, o governo pode anunciar uma nova redução geral de 10% na Tarifa Externa Comum do Mercosul, o que incidiria sobre quase todas as importações brasileiras. Com essas medidas o governo quer tentar reduzir o custo de importação de vários itens, o que contribuiria para forçar os preços da indústria nacional para baixo.  A avaliação é que a redução do tributo para importados pode ser feita sem prejudicar a indústria nacional, já que decreto do presidente Jair Bolsonaro ampliou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 25% para 35%. Porém, a redução do imposto de importação dos 11 itens tem que passar pela Câmara de Comércio Exterior, grupo que reúne representantes de vários ministérios, além da Presidência. No episódio de hoje, 11, vamos conversar sobre as tentativas do governo em tentar frear o aumento da inflação, com a economista Karina Bugarin, autora de um dos capítulos do livro " Reconstrução – o Brasil nos anos 20”: O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 11, 202221 min

Vice decorativo? O papel de Alckmin na campanha de Lula

No sábado (06), o Partido dos Trabalhadores (PT), lançou a chapa Lula/Alckmin para as eleições presidenciais de 2022. No evento, quem roubou a cena foi o ex-tucano que, em pouco mais de 15 minutos, fez um discurso contundente e pregando a união contra Jair Bolsonaro. Geraldo Alckmin (PSB) já deixou claro que não será um vice decorativo, e quer estar à frente não apenas de um futuro governo, mas também da campanha presidencial. O ex-governador diz estar aberto à tarefa de fazer a interlocução com o agronegócio, mas deseja contribuir também na área econômica.  Além disso, nas viagens pelo Brasil, ao longo da campanha, o ex-tucano espera ter direito a parte do holofote e deve manter uma agenda paralela individual, em especial nas regiões em que Lula tem menor intenção de votos, como Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Com esse movimento, Alckmin pode conquistar algo que o seu desafeto político, João Doria (PSDB), quer muito: um lugar no Palácio do Planalto. As pesquisas eleitorais mostram que essa espécie de renascimento do ex-governador na política pode estar próximo de acontecer. No episódio de hoje do Estadão Notícias convidamos o cientista político, coordenador da pós-graduação em Ciência Política da FESP-SP, Humberto Dantas, para analisar o papel de Geraldo Alckmin na chapa de Lula. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 10, 202226 min

Maioria no eleitorado, minoria na política: o peso do voto feminino

As mulheres são a maioria do eleitorado brasileiro. São quase 9 milhões de eleitoras a mais do que homens, o que representa 53% dos votantes do País, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. E essa diferença tem crescido a cada 4 anos, quando ocorrem as eleições presidenciais. Apesar de serem maioria entre os eleitores, as mulheres não traduzem essa tendência em termos de participação política.  No Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, as mulheres representam 53% do eleitorado. Elas também são a maioria entre pessoas na faixa dos 16 a 18 anos. Dos mais de  96 mil novos títulos emitidos neste ano, 52 mil foram de pessoas do gênero feminino.  Em 2018, apenas uma mulher se elegeu governadora entre as 27 unidades da federação. Foi a ex-senadora Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte. Ainda em 2018, apenas seis candidatas foram eleitas para as 54 vagas no Senado. Para a Câmara dos Deputados, foram eleitas 77 deputadas federais, o que dá cerca de de 15% do total de eleitos.  Atualmente, há políticas públicas de incentivo à participação feminina na política. Dois exemplos são a cota de 30% de candidatas mulheres e, mais recente, a cota do fundo eleitoral. Com a emenda promulgada em abril de 2022 pelo Congresso Nacional, os partidos são obrigados a destinar 30% dos recursos para as candidatas. No episódio do podcast desta segunda-feira, 09, vamos conversar sobre esse assunto com a cientista política da Universidade de Brasília, Noemi Araujo, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e Co-idealizadora da Representativa, que capacita mulheres para a política. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 9, 202227 min

Tecnologia #218: #Start Eldorado: digitalização do comércio internacional

Muitos são os impactos da tecnologia no comércio global, como o uso de dados e a adoção de transformações digitais, que vêm mudando profundamente a forma como ocorrem diversos tipos de operações. Internet das coisas, Blockchain, Big Data, tecnologias cognitivas associadas que muito em breve serão ainda mais potencializadas pelo uso mais intenso do 5G. O Start Eldorado recebe Gabriela Dorlhiac, diretora executiva da ICC Brasil - Câmara de Comércio Internacional, maior organização empresarial mundial, que está bastante atenta a tudo que envolve a transformação digital. Apresentado por Daniel Gonzales, o Start vai ao ar toda quarta-feira, às 21h, na Eldorado FM 107,3 - SP.See omnystudio.com/listener for privacy information.

May 7, 202222 min

‘Língua solta’: a crise na campanha de Lula

Algumas falas recentes do ex-presidente Lula em eventos e entrevistas que tem participado geraram polêmicas. Em seu discurso, Lula disse que o aborto deveria ser legal no País e também se expressou mal e falou que Bolsonaro “não gosta de gente, só de policial”. O petista reconheceu seu equívoco e durante sua fala no ato das centrais sindicais no 1º de Maio, se viu obrigado a pedir desculpas aos policiais. Lula explicou que ao invés de policial, queria dizer miliciano. Nesta semana, em uma entrevista para a revista Time, dos Estados Unidos, Lula afirmou que Vladimir Putin e Volodymyr Zelenski são igualmente responsáveis pela guerra que acontece em território ucraniano. A opinião do petista repercutiu negativamente na mídia e sofreu críticas até de outros pré-candidatos como João Doria e Ciro Gomes. Outra fala criticada, aconteceu em um encontro no dia 4 de abril na sede da CUT, onde Lula declarou que os trabalhadores e movimentos sindicais deveriam ir a essas residências com um grupo de 50 pessoas, para "incomodar" a "tranquilidade" de deputados e senadores. Essas declarações estão sendo comemoradas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. A cúpula que coordena a campanha do atual mandatário pretende usar essas falas para ganhar votos do público conservador. No episódio de hoje, 06, vamos debater o quanto as declarações de Lula podem influenciar na sua perda de votos, com Marco Antônio Carvalho Teixeira, Cientista Político e Professor da FGV. Já sobre a inauguração da campanha de Lula prevista para este sábado, vamos conversar com a repórter Beatriz Bulla, que acompanhará o evento. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 6, 202231 min

Militares estão com Bolsonaro no front contra as urnas?

Durante um evento no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu uma contagem de votos paralela pelos militares durante as eleições deste ano. O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disse não ter cabimento levantar dúvidas sobre o processo eleitoral. E o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que o processo eleitoral brasileiro é uma referência.  No entanto, o clima entre o governo federal e o judiciário, principalmente o Tribunal Superior Eleitoral, está abalado novamente, e dessa vez envolve também as Forças Armadas. Após a fala de Jair Bolsonaro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, afirmou que a Justiça Eleitoral não vai aceitar “intervenção” das Forças Armadas nas eleições. Para apaziguar os ânimos, o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal, recebeu, nesta semana, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Congresso Nacional e do Senado. Fux também se encontrou com o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Além disso, as Forças Armadas enviaram 88 questionamentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos últimos oito meses sobre supostos riscos e fragilidades que, na visão dos militares, podem expor a vulnerabilidade do processo eleitoral. Em resposta, a Corte diz que já garantiu segurança do sistema eleitoral No episódio do podcast, vamos conversar sobre a relação dos militares com a Justiça Eleitoral brasileira com o repórter do Estadão, Weslley Galzo. Para falar sobre os conflitos institucionais e as mudanças que podem acontecer até as eleições deste ano, convidamos o cientista político da consultoria Pulso Público, Vitor Oliveira. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 5, 202230 min

Doença misteriosa: o que se sabe da hepatite aguda em crianças

Uma nova doença surgida na Indonésia e no Reino Unido tem preocupado infectologistas e pediatras pelo mundo. Trata-se de uma hepatite aguda misteriosa, que ainda não tem a sua origem conhecida. A Organização Mundial da Saúde afirmou que o aumento das infecções é uma questão "muito urgente" à qual está sendo dada "prioridade absoluta".  A infecção também foi registrada na Espanha, em Israel, na Dinamarca, na Itália, nos Estados Unidos e na Bélgica. Em Wisconsin, nos Estados Unidos, também é investigada uma morte que pode ter sido causada pela doença misteriosa. Até 21 de abril, eram mais 169 casos no mundo, segundo último boletim divulgado pela OMS. A idade dos pacientes varia de um mês a 16 anos, sendo que, na maioria dos casos, não apresentam febre e nem vestígios dos vírus associados às hepatites A, B, C, D e E. Em cerca de 10% dos casos foi preciso fazer um transplante de fígado. O Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças pediu às autoridades de saúde para efetuarem vigilância dos casos de hepatite aguda em crianças. Para os especialistas, a doença pode ser causada por um adenovírus transmitido por contato ou pelo ar, o F41, ou uma variante mais agressiva. O adenovírus tipo 41 geralmente se apresenta como diarreia, vômito e febre, muitas vezes acompanhados de sintomas respiratórios. No episódio desta quarta-feira do podcast vamos saber quais as chances desta doença chegar ao Brasil e o risco para as crianças. Para isso, vamos conversar com o infecto-pediatra, e diretor do departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 4, 202220 min

1º de maio: por que Lula e Bolsonaro não atraíram multidões?

O Dia do Trabalhador, comemorado no último domingo, marcou a volta dos atos políticos após o relaxamento das medidas restritivas por causa da covid-19. Em todo o Brasil, foram convocadas manifestações em favor do ex-presidente Lula e do atual presidente Jair Bolsonaro. Mesmo orientado por aliados a não comparecer na manifestação, em Brasília, que entre as pautas pedia o impeachment de ministros do STF, Bolsonaro resolveu fazer uma rápida aparição. Porém, o evento foi esvaziado e ocupou apenas uma quadra da Esplanada dos Ministérios. Além dos ataques ao judiciário, os atos pró-Bolsonaro também focaram em Lula e na chamada pauta de costumes, como aborto e drogas. O ato no Rio de Janeiro contou com a participação do deputado Daniel Silveira, condenado pelo STF por ameaças ao ministro Alexandre de Moraes, e alvo de polêmicas, como o indulto proferido pelo presidente. Do outro lado da linha estava Lula, junto com as centrais sindicais, que usaram os eventos de comemoração ao Dia do Trabalhador como palanque para o petista. Para uma plateia esvaziada, o ex-presidente atacou Bolsonaro e o chamou mais uma vez de “genocida”. O petista discursou por apenas 15 minutos, e alertou os participantes que não podia falar de eleição e que estava lá para discutir os problemas dos trabalhadores. No episódio desta terça-feira, 03, vamos conversar sobre a razão para atos ‘esvaziados’ no Dia do Trabalhador, com Tathiana Chicarino, cientista política e  professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 3, 202223 min

O que explica o prolongamento da guerra na Ucrânia?

A aposta de que a guerra na Ucrânia poderia acabar rapidamente não se concretizou. Nas últimas semanas os tons se elevaram e o risco do conflito virar uma disputa mundial, aumentou. Líderes mundiais já trabalham com a hipótese da batalha que se instalou no leste europeu durar anos. A guerra já deixou milhares de civis e soldados mortos, além de um fluxo de refugiados que já passa dos 5 milhões, o maior da história. As sanções impostas a indivíduos e à economia russa já afetam os suprimentos de comida e combustível no mundo todo e alguns países enfrentam aumento da instabilidade política. A Rússia alertou que irá suspender o fornecimento de gás natural a todos os países que não efetuarem o pagamento dos contratos em rublos, moeda russa. A Polônia e a Bulgária já sofrem com a sanção. O produto é usado pelos russos para pressionar os países a parar de ajudar a Ucrânia. Esse corte de combustível da Rússia ocorreu um dia depois de os Estados Unidos e de pelo menos 40 países se comprometerem a armar o país “em longo prazo”.  No episódio do podcast desta segunda-feira, 02, vamos falar sobre o quão longa pode se tornar a guerra na Ucrânia em uma conversa com o Roberto Goulart Menezes, professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UNB). Sobre questões técnicas de tropas e armamentos para manter uma guerra por tanto tempo, vamos bater um papo com o jornalista Roberto Godoy, especialista em questões militares. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

May 2, 202232 min

Tecnologia #217: #Start Eldorado: oportunidades abertas com o 5G

A chegada do 5G ao Brasil abre um mercado potencial de mais de R$ 100 bilhões para empresas brasileiras interessadas em desenvolver software para basear aplicações nas redes de quinta geração ou vinculados à cadeia das redes de padrão aberto (OpenRAN). Em paralelo, haverá um benefício potencial de R$ 590 bilhões com o 5G no País, incluindo ganhos de produtividade e redução de custos. Um estudo, que foi entregue ao Ministério da Economia, mapeou todos estes detalhes, sugerindo uma lista de políticas públicas para o desenvolvimento do ecossistema 5G no Brasil. Sobre ele, o apresentador Daniel Gonzales conversa, nesta edição do Start Eldorado, com a líder de tecnologia, mídia e telecomunicações na Deloitte, Marcia Ogawa. O Start vai ao ar às quartas-feiras, na Eldorado FM 107,3 - SP, às 21h.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 30, 202221 min

3ª via na UTI e Bolsonaro em guerra contra STF e urnas eletrônicas

Jair Bolsonaro resolveu polemizar novamente sobre o voto eletrônico ao dizer, em evento no Palácio do Planalto, que as Forças Armadas sugeriram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que militares façam uma contagem paralela dos votos nas eleições. O presidente afirmou que uma das propostas dos militares ao TSE é um computador próprio para receber os votos com o intuito de fazer uma apuração própria.  Quem não gostou nada da declaração foi o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que escreveu em sua conta no Twitter que não tem "cabimento" duvidar da legitimidade do processo eleitoral no país. Ainda sobre polêmicas envolvendo o presidente e seus aliados, deputados avisaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Daniel Silveira, que havia sido escolhido como membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, não fará parte do colegiado. A indicação foi interpretada como uma afronta ao STF, que condenou o deputado a mais de 8 anos de prisão por ameaçar o ministro Alexandre de Moraes. A CCJ é responsável por analisar casos de perda de mandatos parlamentares, onde se inclui o bolsonarista. E ainda, o União Brasil sinalizou que deve deixar as negociações de uma candidatura única da terceira via para as eleições presidenciais de outubro. Com isso, a legenda deverá ter como candidato próprio, o presidente da legenda, deputado Luciano Bivar. Esses são os assuntos que guiam nossa conversa quinzenal do “Poder em Pauta” com os jornalistas que acompanham o dia a dia da política. Participam no episódio de hoje do ‘Estadão Notícias’, Vera Rosa e Felipe Frazão, diretamente da capital federal. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 29, 202233 min

A disputa entre Congresso e STF sobre a cassação de mandatos

O julgamento no Supremo Tribunal Federal que condenou o deputado bolsonarista Daniel Silveira a mais de 8 anos de prisão terá mais uma batalha entre poderes. Além do polêmico indulto concedido pelo presidente Jair Bolsonaro ao parlamentar, agora se discute se os ministros do STF também podem cassar o mandato de um deputado. O ministro Alexandre de Moraes entende que o indulto não interfere na inelegibilidade de Daniel Silveira. Já os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, defendem que a cassação é uma prerrogativa das Casas Legislativas. Por se tratar de condenação em órgão colegiado, o deputado não poderia se candidatar, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. No entanto, o STF defende que a Câmara precisa cumprir a decisão da Corte, e cassar o mandato do deputado. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), já disse que não concorda com a decisão, e recorreu ao próprio Supremo Tribunal Federal para que o Poder Legislativo tenha a palavra final em casos de cassação de parlamentares. A Constituição prevê, no artigo 55, que a cassação de deputados e senadores deve ser decidida em uma votação no Legislativo, sendo exigida maioria absoluta de votos dos parlamentares. No entanto, existem casos precedentes, em que a Mesa Diretora da Câmara, por ordem do STF, apenas declarou a perda de mandato.  No episódio do podcast desta quinta-feira, 28, vamos falar sobre a legalidade do indulto do presidente e se o STF pode mesmo definir a cassação do deputado Daniel Silveira, em uma conversa com o Oscar Vilhena, professor da FGV Direito, mestre em Direito pela Universidade Columbia (EUA) e doutor em Ciência Política pela USP. Já para falar sobre este novo embate entre os poderes Legislativo e Judiciário, conversamos com o repórter do Estadão, em Brasília, Eduardo Gayer.  O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 28, 202227 min

Musk à frente do Twitter: revolução ou retrocesso?

Uma das redes sociais mais populares e influentes do mundo tem um novo dono desde o início desta semana: o bilionário sul-africano Elon Musk comprou 100% do Twitter após semanas de negociações. O valor total pago pela aquisição da empresa foi de 44 bilhões de dólares (cerca de R$ 214 bilhões).  Segundo Musk, a aquisição da rede social não está relacionada à dinheiro, mas sim com a criação de uma plataforma que seja uma "arena de livre discurso". O empresário vinha questionando se a rede social estava fazendo o suficiente para proteger a liberdade de expressão de seus usuários. Musk foi além e disse que o Twitter não deve regular o conteúdo além do que é exigido pelas leis dos países em que opera.  A partir dessas declarações, especialistas estão preocupados de que a rede social vire uma arena de batalha, onde tudo é aceito. Todas as redes sociais tem suas políticas de moderação de conteúdo que são pensadas como formas de tentar coibir desinformação e barrar discursos de ódio.  Com receio do que pode vir pela frente, o Ministério Público Federal avalia o envio de um ofício à equipe que cuida do Twitter no Brasil para questionar se a chegada de Musk ao comando da empresa vai afetar as políticas de combate à desinformação na rede social, que também tem um acordo contra fake news com o Tribunal Superior Eleitoral para as eleições de 2022. No episódio de hoje, 27, vamos conversar sobre as possíveis mudanças na plataforma, após a compra de Elon Musk, com o jornalista e colunista do Link Estadão, Pedro Doria. Ele também é autor de livros como “Manual para a internet”. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 27, 202225 min

Conteúdo em parceria: Amazônia e a bioeconomia

Como o manejo do pirarucu está transformando a vida dos moradores da floresta. Neste podcast, o jornalista Eduardo Geraque conversa com o biólogo João Campos-Silva, um dos laureados dos Prêmios Rolex de Empreendedorismo de 2019, sobre o projeto que está ajudando a construir um futuro sustentável para as comunidades das várzeas amazônicas. A conversa faz parte do hub de conteúdo interativo Defensores da Terra, um projeto do Estadão em parceria com Rolex.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 26, 202220 min

Eleição francesa é um 'esquenta' para o pleito no Brasil?

Neste domingo, 24, a França reelegeu Emmanuel Macron com 58% dos votos válidos. A candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, obteve 41% dos votos, a maior votação desse grupo na história moderna da França. Em seu discurso de vitória, Macron afirmou que quer governar para todos, inclusive para aqueles que preferiam Le Pen. Macron defende uma Europa mais forte na economia e quer um governo mais reformista e liberal, com a proposta de adiar a idade de aposentadoria de 62 para 65 anos. Já Le Pen propunha inscrever na Constituição a "prioridade nacional", a fim de excluir os estrangeiros dos auxílios sociais, e defendia o abandono da Otan e a redução dos poderes da União Europeia. Apesar da vitória, o desempenho de Macron foi pior se comparado com o de 2017, quando teve 66% dos votos. Com isso, a extrema-direita foca suas forças, agora, nas eleições legislativas, que ocorrem daqui a 2 meses. No episódio de hoje, 26, vamos entender os significados da vitória de Macron e o avanço da extrema-direita na Europa e a relação disso com o Brasil. Para isso, conversamos com a professora de Relações Internacionais da ESPM, Carolina Pavese. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim  Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e  Ana Paula Niederauer  Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 26, 202226 min

Inflação alta: regredimos à era pré-real?

O Banco Central (BC) tem feito o possível para segurar os choques inflacionários que seguem atingindo a economia brasileira. A principal ferramenta é o aumento da Selic (a taxa básica de juros da economia), que continua em ritmo de alta e deve ter novo ajuste para cima na reunião que ocorre nesta semana. Mas o ciclo de aperto vai surtir efeito desejado e trazer a inflação para o centro da meta? Somente no mês de março, o aumento da inflação foi de 1,62%, a maior marca para o mês em 28 anos. Na soma dos últimos 12 meses chegou a 11,30%. A situação vem se deteriorando desde a pandemia e, agora, ainda sofre com os efeitos da Guerra na Ucrânia. Tudo isso casado com diversos problemas domésticos, como o descontrole fiscal e os impactos de um ano eleitoral.Fato é que este processo vem corroendo o poder de compra do brasileiro, que não vê seu salário recomposto de acordo com os aumentos inflacionários. Isso faz com que grande parte da população tenha que repensar as prioridades do orçamento doméstico, em especial na compra dos alimentos, o grupo mais atingido pela inflação. Até o pesadelo da era pré-real volta a assombrar a vida de muitas famílias.Nos últimos meses, 73,1% dos consumidores deixaram de comprar carne, quase 10% cortaram iogurte, queijo, laticínios e bebidas alcoólicas e perto de 6% não levaram para a casa biscoito e feijão, alimento básico. Esses são dados de uma pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga), feita pela JFP Consultoria e obtida pelo Estadão. No episódio desta segunda, 25, do podcast, conversamos com a repórter de economia, Márcia de Chiara, que destrinchou os dados dessa pesquisa e foi a campo identificar personagens atingidos por uma inflação permanente. E para analisar o cenário macroeconômico, entrevistamos Guilherme Moreira, Coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe.  Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg e  Ana Paula NiederauerMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 25, 202228 min

Tecnologia #216: #Start Eldorado: marcas e metaverso

O Start Eldorado recebe Cintia Gonçalves, estrategista com foco em comportamentos e inteligência de dados e sócia-fundadora da Wiz&Watcher Cultural Strategy. Ela fala sobre metaverso: as possibilidades e desafios para as marcas, muitas ainda entendendo como se posicionar nesse novo mundo da tecnologia, as experiências "phigital", o uso de big data para detectar preferências e assim expandir os negócios e também o desenvolvimento de novos produtos e serviços, a inovação e a construção de experiências encantadoras para os consumidores. A apresentação é de Daniel Gonzales.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 23, 202220 min

As formulações econômicas na corrida presidencial

A capacidade de dar respostas na área econômica é sempre um ativo elementar para qualquer campanha presidencial. Neste ano, em especial, o tema deve ganhar ainda mais relevância. E não à toa: o País vive um ciclo de baixo crescimento, agravado pela pandemia e refletido em índices como desemprego e inflação.Em 2018, Bolsonaro apostou todas as suas fichas na agenda liberal de Paulo Guedes, o “posto Ipiranga”. Agora, na busca pela reeleição, é difícil imaginar que essa cartilha tenha o mesmo efeito, basta ver a gastança em benesses assistenciais, como o Auxílio Brasil, e em incentivos tributários, como a redução do IPI.O PT, que tende a apelar para a nostalgia da era Lula na comunicação com o eleitor, tem o desafio de apagar da memória recente do País o desastre econômico da era Dilma. A composição com o centro, representada pela figura de Geraldo Alckmin (PSB) na provável chapa, traz desafios extras para o projeto petista. As últimas sinalizações não têm sido no caminho da moderação, basta ver a recente defesa pela revogação da reforma trabalhista.E no caso de Ciro Gomes (PDT) e dos demais nomes da  chamada terceira via: o que está sendo formulado em torno das propostas econômicas? Para falar sobre o cenário que o próximo presidente vai herdar e o que está sendo desenhado sobre as estratégias econômicas das candidaturas, o episódio desta sexta-feira, 22, do podcast Estadão Notícias conversa com a repórter e colunista de ‘Economia’ do Estadão, Adriana Fernandes. Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg e  Ana Paula NiederauerMontagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 22, 202225 min