
Oxigênio Podcast
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#58 Temático: Seria esse o fim?
Bolsas de pesquisa em risco de serem cortadas. Universidades e institutos de pesquisa com as contas no vermelho. Problemas estruturais nos prédios de instituições públicas de pesquisa. Mais recentemente (depois da gravação do programa), o museu mais antigo do país foi engolido por descaso e chamas. O Brasil passa por uma das piores crises da nossa história política e econômica recente. No Temático #58, tratamos um pouco do fato de que, para sair dessa crise, nossas autoridades estão indo na contramão ao cortarem investimentos justamente na educação e na pesquisa, que já se mostraram excelentes motores para o crescimento e a retomada de outros países em crise no passado. Na resistência contra essas decisões destrutivas, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) comemora seus 70 anos, fazendo o que sempre fizeram de melhor: defendendo a pesquisa e o ensino brasileiros. E nós estivemos lá no dia do evento, quando também foi organizada uma Marcha Pela Ciência na Avenida Paulista. Nesta edição do Oxigênio, conversamos com o professor Ildeu de Castro, atual presidente da SBPC, além da professora Roseli Lopes, tesoureira da instituição, que nos contaram um pouco a respeito dessa trajetória de décadas, e deram seus pontos de vista a respeito da importância da pesquisa para um país como o Brasil. Também conversamos um pouco a respeito de ciência e atuação política com o biólogo e divulgador de ciência Luciano Queiroz, do Dragões de Garagem e com o professor do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da USP, Walter Neves, que também é candidato a Deputado Federal pelo PPL. Este programa é dedicado à SBPC e ao Museu Nacional e sua equipe, e foi apresentado por Bruno Moraes e Alessandra Marimon, e contando com a colaboração de Allison Almeida, Carla Lopes, Gustavo Campos, Sophia La Banca de Oliveira e nossa coordenadora, Simone Pallone de Figueiredo. Os trabalhos técnicos foram feitos por Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Depois de ouvir, deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
#57 Temático: Morrendo pela boca
Pense na sua comida favorita. Provavelmente ela está contaminada. Traços de agrotóxicos estão presentes em frutas, verduras, carnes, leite, bebidas e em produtos industrializados. De acordo com um estudo da Embrapa, o consumo anual de agrotóxicos no Brasil é estimado em 300 mil toneladas. E isso não é de agora, nos últimos quarenta anos o consumo desses químicos cresceu 700 por cento no país. Apesar do dado alarmante, o governo brasileiro está disposto a aumentar ainda mais o uso desses produtos químicos. Está em discussão no congresso brasileiro a PL 6299/02, idealizada em 2002 pelo então deputado Blairo Maggi, atual ministro da agricultura, e que modifica o marco regulatório do uso de agrotóxicos criado em 1989. A “PL do Veneno”, como vem sendo popularmente chamada, vem sendo denunciada por “flexibilizar” a responsabilidade de quem não faz o uso correto de agrotóxicos, permitindo o uso abusivo de defensivos agrícolas. Entidades governamentais como a Anvisa, o Ibama e o Ministério Público Federal já se manifestaram contrários às mudanças no marco regulatório da lei dos Agrotóxicos. Nesta edição do programa Oxigênio vamos (literalmente) a campo para tentar entender os dois lados essa polêmica. Entrevistamos Larissa Bombardi, do Laboratório de Geografia Agrária da USP; Silvia Fagnani, diretora executiva do Sindiveg, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal; Ivan Valente, deputado federal do PSOL e um dos legisladores que se opõe ao PL; Marina Lacorte, especialista em agricultura e alimentação do Greenpeace; Maria Ileide Teixeira, criadora e presidente da Associação de Mulheres Agroecológicas do Vergel (AMA) e uma das coordenadoras dos diversos grupos sociais do assentamento do Vergel; e a produtora rural Inês Carneiro O programa de hoje foi apresentado pelo Bruno Moraes e por Sophia La Banca de Oliveira, com colaboração de Allison Almeida, Beatriz Guimarães, Sarah Lima, Leonardo Fernandes, Maria Letícia Bonatelli, Alessandra Marimon, Francielly Baliana, Letícia Guimarães, Luanne Caires, Marcos Botelho Júnior, Ruam Silva. Trabalhos técnicos do Octávio Augusto aqui da rádio Unicamp e coordenação geral da professora Simone Figueiredo do Labjor.   Músicas utilizadas: The Order’s Theme, de myuu; Marimba on The Hunt, de Daniel Birch; Creative Minds, de Bensound.com;   Clipes de áudio: Agenda Götsch e Globo Paraná;   Foto da divulgação: SamahR Depois de ouvir, deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
#56 OxiLab: Educação: Para quem? Para quê?
Quem é o público atendido pelo Ensino Superior brasileiro hoje? E quem fica de fora? Como a renda e a raça do estudante afetam esse acesso? Como microdados e séries históricas podem ajudar a responder essas perguntas? E, que tem sido feito lá no comecinho da trajetória acadêmica, na educação infantil, pra melhorar esses números? Nesse OxiLab, entrevistamos duas pesquisadoras de políticas públicas de educação do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da UNICAMP em busca de respostas para essas questões. Cibele Yahn de Andrade é socióloga e usa dados estatísticos para entender o acesso ao Ensino Superior no Brasil. Roberta Rocha Borges, por sua vez, é pedagoga e estuda educação infantil com enfoque numa metodologia que prioriza a pesquisa desde o início da formação do estudante. Ouça o OxiLab #56 e descubra porque analisar o acesso ao ensino superior implica entender quantos e quais alunos completam o ensino fundamental e médio – e qual a importância de novas metodologias e políticas de permanência e progressão nos níveis básicos de ensino. A apresentação do programa foi de Suzana Correa Petropouleas, com trabalhos técnicos de Octávio Augusto Fonseca. Depois de ouvir, conta pra gente se você gostou do episódio #56 em nosso Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Para conhecer mais sobre as pesquisas de Cibele e Roberta, acesso o site e o Facebook do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da UNICAMP.
#55 Temático: Não é sobre futebol
Poder, dinheiro, hooliganismo, doping, Síria, censura, racismo, LGBTfobia e, como cereja do bolo, Vladimir Putin. São tantas coisas que vem à cabeça quando se pensa na Copa do Mundo 2018 que até se esquece do futebol. Parece que, de fato, esta Copa não é sobre futebol. No Temático #55, buscamos entender as controvérsias e os jogos de interesses que estão envolvidos nos bastidores da Copa da Rússia. Para isso, contamos com os seguintes entrevistados: Marcelo Proni, professor do Instituto de Economia da Unicamp, com pesquisas em economia do esporte; Jamil Chade, jornalista que atua como correspondente internacional do Estadão na Europa há quase 20 anos, cobrindo, inclusive, o Comitê Olímpico Internacional, a FIFA e a ONU; e Bernardo Buarque de Hollanda, professor da Escola de Ciências Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), com pesquisas na área de história social do futebol e torcidas organizadas. Além disso, tivemos a participação do fotojornalista Rodrigo Villalba, que está indo cobrir a sua terceira Copa do Mundo. Ele conversou com a equipe Oxigênio sobre suas expectativas para os jogos e sobre as longas viagens de trem que ele fará nas terras russas para seguir os passos da Seleção Brasileira. Este programa foi apresentado por Sarah Azoubel Lima e Beatriz Guimarães e contou com a colaboração de Maria Letícia Bonatelli, Bruno Moraes, Alessandra Marimon, Allison Almeida, Leonardo Fernandes e Sophia La Banca de Oliveira. Os trabalhos técnicos são de Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Depois de ouvir, deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
Avaliação de Programas de Renúncia Fiscal no Brasil
A avaliação de programas de renúncia e subsídio fiscal (que só em 2017 representaram quase 285 bilhões de reais não arrecadados pelo governo) é o tema do especial do podcast Oxigênio organizado pela pesquisadora de políticas públicas Ana Carneiro e a jornalista Simone Pallone. Em comemoração a Semana da Avaliação na América Latina e Caribe, elas entrevistaram especialistas em avaliação e em diversos programas desse tipo para discutir a importância e desafios para sua avaliação. Para ver a programação completa da semana visite o site: www.clear-la.org/semana-de-la-evaluacion/brasil-eval2018/  
#54 Oxilab: Esse tal de Genoma
Você já deve ter ouvido falar sobre genoma, seja em notícias sobre as recentes descobertas do genoma humano ou sobre algum mecanismo de edição genômica que promete auxiliar no tratamento de doenças. Mas, você sabe o que é o genoma? Sabe para que ele serve? No genoma nós encontramos as informações que definem quem aquele organismo irá ser – seja um micro-organismo, uma planta ou um ser humano – e, inclusive, as características que irão diferenciar uma pessoa da outra. E para entender um pouco mais como os pesquisadores estudam o genoma dos organismos, falamos com a professora Maria Carolina Quecine-Verdi, do Departamento de Genética da ESALQ/USP. Ela estuda o micro-organismo Austropuccinia psidii, um fungo responsável pelo aparecimento da doença ferrugem no Eucalipto. A Maria Carolina investiga as informações contidas no genoma do fungo para entender melhor a biologia desse organismo: como ele vive, qual sua resposta a diferentes estímulos do ambiente e quais mecanismos ele utiliza para infectar o eucalipto. Mas, nesse estudo, a professora não imaginava encontrar algumas interessantes particularidades sobre o genoma desse fungo! Ouça o episódio #54 Oxilab: Esse tal de Genoma e descubra o que os pesquisadores realmente sabem sobre esse tal de genoma. A apresentação do programa foi de Maria Letícia Bonatelli com colaborações da Sarah Azoubel Lima e Beatriz Guimarães e trabalhos técnicos de Octávio Augusto Fonseca. Depois de ouvir, nos diga: gostou do episódio #54? Fala para a gente seus comentários e sugestões. Estamos no Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
#53 Temático: Maconha – Vide bula
Atualmente, a ANVISA autoriza que alguns pacientes e famílias importem medicamentos à base de maconha para tratar epilepsias graves que não respondem a outros tratamentos. Desde 2014, cerca de 3000 pessoas conseguiram o aval da agência para a importação da droga. Em alguns casos, em parte devido ao custo elevado da importação, pacientes também conseguiram na justiça o habeas corpus para o autocultivo da planta. Internacionalmente, há uma tendência da regularização do uso medicinal da maconha. Os efeitos da planta e de seus princípios ativos estão sendo estudados em doenças neurodegenerativas, dores crônicas, alívio dos sintomas da quimioterapia, no autismo, entre outras condições. Entretanto, no Brasil, as pesquisas e o desenvolvimento de drogas com a planta são limitados pela proibição do cultivo para fins científicos. Na tentativa de descobrir qual o futuro do uso da maconha medicinal no país, a equipe do Oxigênio conversou com os especialistas Fabrício Pamplona, diretor científico da Entourage Phytolab, startup farmacêutica que está desenvolvendo uma droga a partir do óleo de cannabis e forjou uma parceria com a Unicamp; Katy Albuquerque, chefe do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) que desenvolve um estudo sobre as propriedades terapêuticas da planta; e Giordano Magri, advogado que trabalha com direitos humanos e faz parte da associação Cultive, voltada ao uso terapêutico da cannabis. O episódio ainda conta com o depoimento de Maria Aparecida Carvalho, mãe de Clárian, que utiliza medicamento a base de maconha para controlar as convulsões da filha, que é portadora da Síndrome de Dravet. Também ouvimos o designer Gilberto Elias Castro, que usa a maconha para aliviar os sintomas da esclerose múltipla. A apresentação do programa foi feita por Beatriz Guimarães, Sarah Azoubel Lima e Leonardo Fernandes. Tivemos a colaboração da Maria Letícia Bonatelli, Sophia La Banca de Oliveira, Bruno Moraes e Allison Almeida. E os trabalhos técnicos foram do Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Se você gostou do episódio, deixe a avaliação ou comentário para o Oxigênio no aplicativo que você usa pra ouvir podcasts. Isso ajuda outras pessoas a encontrarem o programa. Você também pode mandar uma mensagem para gente pelo (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Queremos saber mais sobre você! O Oxigênio está realizando uma pesquisa sobre o consumo de podcasts. Você encontra o questionário aqui. Agradecemos sua contribuição!
Especial: Pint of Science
Sem apresentação de slides, mas com cerveja na mão. Essa é a proposta do Pint of Science, um festival que leva cientistas para falar dos mais diversos temas, no bar. O Pint of Science irá acontecer nos dias 14 e 16 de maio em todo o mundo. No Brasil, o evento ocorrerá em 56 cidades – para saber quais, acesse aqui. Nesse episódio, falamos com o organizador do evento em Campinas, o professor Luiz Carlos Dias, que nos contou um pouco sobre a organização e o que ele espera do evento. Falamos ainda com a professora Sonia Regina de Cal Seixas que irá falar sobre o tema Sustentabilidade Urbana na apresentação Para quem produzimos a cidade? e com o reitor da Unicamp Marcelo Knobel que irá abordar com tema Ciência e Pseudociência na sua apresentação Por que falar de ciência é importante? E ainda contamos com a participação pesquisadora Germana Barata, que participou da organização do primeiro Pint of Science em Campinas. Esse programa foi apresentado pela Sarah Azoubel Lima e Simone Pallone, com colaboração de Beatriz Guimarães e Maria Letícia Bonatelli e trabalhos técnicos de Octávio Augusto.
#52 OxiLab: Defesa Vegetal
O aparecimento de doenças e pragas nas plantações de cana-de-açúcar, milho, soja e outras culturas importantes para o país podem representar perdas significativas na produção e estima-se que gerem um prejuízo de centena de bilhões de dólares por ano no mundo. Por conta disso, muitos pesquisadores focam em entender os mecanismos envolvidos no aparecimento e estabelecimento da doença na planta, bem como nos mecanismos envolvidos na defesa da planta frente à essa ameaça. Nesse episódio, nós falamos com a professora Cláudia Barros Monteiro Vitorello da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”/ Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) sobre a pesquisa que ela tem desenvolvido em seu laboratório para tentar entender melhor a doença carvão da cana-de-açúcar. A doença carvão é causado por um fungo e primeiro perguntamos: será que todo micro-organismo presente na planta representa uma ameaça? E depois quisemos entender: como o fungo é capaz de provocar a doença na planta? E quais os mecanismos envolvidos nesse processo? Por último perguntamos: será que a planta não tenta se defender também? Ouça o programa #52 OxiLab: Defesa Vegetal para saber a resposta para essas e outras perguntas! A apresentação do programa foi de Maria Letícia Bonatelli com colaborações da Sarah Azoubel Lima e trabalhos técnicos de Octávio Augusto Fonseca. Depois de ouvir, nos diga: gostou do episódio #52? E do novo formato do programa, o OxiLab? Fala para a gente seus comentários e sugestões. Estamos no Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Se você quiser conhecer mais as pesquisas desenvolvidas pela professora Cláudia e seu grupo de pesquisa, eles já publicaram sobre o genoma completo do fungo Sporisorium scitamineum causador da doença carvão, a colonização desse fungo em plantas de cana-de-açúcar resistentes e susceptíveis à doença e também os metabólitos envolvidos nessa doença.
#51 OxiLab: Mindfulness e insônia
A insônia é um dos distúrbios do sono mais comuns na sociedade contemporânea, e com ela vem o uso de medicamentos para dormir. O problema é que esses medicamentos – os hipnóticos – podem causar dependência, e não existem muitas estratégias que os médicos podem usar para tratar essa dependência. Nesse programa conversamos com a psicóloga Viviam Vargas de Barros sobre o seu projeto de doutorado, onde ela usou a técnica de mindfulness como uma terapia complementar para tratar a dependência dos medicamentos para dormir e a própria insônia. O projeto foi desenvolvido no Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) sob orientação da professora Ana Regina Noto. A apresentação do programa foi de Sophia La Banca de Oliveira com colaboração de Bruno Moraes, Beatriz Guimarães e Sarah Azoubel Lima e trabalhos técnicos de Octávio Augusto Fonseca. Depois de ouvir o #51, mande para a gente seus comentários e sugestões. Estamos no Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].