
Oxigênio Podcast
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#90 Série Corpo, episódio 3 – Doze por oito
Em “doze por oito”, terceiro episódio da série Corpo, abordamos os vários sentidos da pressão alta. Os entrevistados são o professor Bruno Rodrigues, da FEF/Unicamp, que estuda os efeitos do exercício físico em pacientes com hipertensão resistente, e a professora Soraya Fleischer, antropóloga da UnB que publicou uma etnografia sobre a população hipertensa de um bairro da Ceilândia. A série Corpo faz parte do projeto “Histórias para pensar o corpo na ciência”, que é financiado pela FAPESP (2019/18823-0) e coordenado pelo professor Bruno Rodrigues (FEF/Unicamp). SAMUEL RIBEIRO: Esses são relatos que eu recebi por Whatsapp agora durante a quarentena. Eu queria encontrar uma pessoa com hipertensão pra me contar um pouco da sua experiência com a doença, só que eu acabei encontrando muita gente. SAMUEL: Assim… toda família tem alguém com pressão alta. Aquela tia que passa mal nos aniversários, o avô que tá sempre com a caixinha de remédio do lado, prima, pai, mãe, enfim. A gente tá tão acostumado que nem para pra pensar na quantidade de gente no mundo que tem a mesma doença crônica. SAMUEL: Tem um dado do SUS que diz aqui no Brasil mais ou menos 1 a cada 4 mulheres e 1 a cada 5 homens têm hipertensão. E no caso das pessoas mais velhas, esse número aumenta muito: a hipertensão pega mais de 60% dos idosos. A gente tá falando de milhões de pessoas com o mesmo problema. SAMUEL: E já que afeta tanta gente, o que não falta é informação sobre o assunto. Pra controlar a pressão, além dos remédios e da alimentação correta, todo mundo sabe rezar a cartilha: exercício físico ajuda a prevenir a pressão alta! Quem tem pressão alta precisa fazer exercício físico! Exercício físico… exercício físico… exercício físico… SAMUEL: Tá. Vamos falar disso… Eu sou o Samuel Ribeiro, e esse é o Corpo, um podcast pra falar de pessoas e de movimento. E a gente começa… BRUNO RODRIGUES: … tá me ouvindo bem, tá sem barulho? SAMUEL: … com o Bruno. BRUNO: O meu nome é Bruno Rodrigues, eu sou professor da Faculdade de Educação Física da Unicamp. O meu foco maior é trabalhar pesquisando efeitos e benefícios e adaptações do exercício em portadores de doenças cardiovasculares. SAMUEL: Um parênteses. Além de ser o entrevistado, o Bruno me orienta na produção do podcast, e isso é até engraçado porque apesar da gente ter algumas coisas em comum, viemos de áreas bem diferentes: ele é pesquisador da área biológica e eu sou um cara super das ciências humanas. BRUNO: Samuel? SAMUEL: Por causa da pandemia, a gente teve que fazer uma entrevista à distância… BRUNO: Samuca? SAMUEL: … e mesmo a ligação caindo algumas vezes, deu pra gente conversar bastante coisa. BRUNO: O grande problema da hipertensão é que ela é uma doença silenciosa, normalmente. Então a gente, no meio da correria do dia a dia, a gente não percebe. Mas é, eu me lembro dos picos hipertensivos que minha mãe tinha, os picos de pressão alta que minha mãe tinha… ela passava mal, e a gente tinha que correr com ela, as poucas vezes que ela teve as crises fortes, assim, a gente tinha que correr com ela pro hospital porque realmente tava grave. SAMUEL: Lá no começo da carreira o Bruno se apaixonou pela fisiologia e por entender não só como o corpo funcionava, mas também quando e por quê não funcionava direito. BRUNO: Eu comecei a me interessar muito pela doença, né. Ao contrário de muitos que vão por conta da saúde. Aí eu comecei a estudar mais, entrei pra um laboratório de neurofisiologia. A gente estudava Parkinson em animais, e aquilo foi apaixonante! SAMUEL: Isso foi lá atrás, ainda na graduação. Logo em seguida ele se envolveu com uma pesquisa sobre exercício físico em pacientes com AIDS, e por causa dessa pesquisa ele foi procurar um professor em São Paulo que era especialista em HIV. O Bruno chegou lá querendo fazer pós-graduação… BRUNO: Mas ele disse pra mim, falou “não, Bruno, eu não tô mais estudando HIV, a minha parte é doença cardiovascular”. Eu falei “então é aqui que eu vou ficar”. SAMUEL: E aí, do doutorado pra frente, ele ficou nessa de estudar coração, problemas cardiovasculares e exercício. E hoje… BRUNO: Hoje eu tenho trabalhado com hipertensão. É… a hipertensão em humanos e também em animais. A gente tem feito algumas intervenções nos sujeitos hipertensos, e uma dessas intervenções é o exercício, né. O exercício físico. SAMUEL: O Bruno estuda um tipo específico de paciente hipertenso, e a gente já vai explicar melhor isso. Mas a ideia geral aqui é tentar entender por quais caminhos o exercício age no organismo e faz com que tenha uma redução na pressão. SAMUEL: Imagina assim: o coração tá lá, funcionando sem parar pra garantir que o sangue chegue em todos os tecidos do corpo. Do dedão do pé até o couro cabeludo. Os órgãos, o cérebro, tudo sendo irrigado com oxigênio e com nutrientes. Só que ao longo da vida e principalmente por causa daqueles maus hábitos que a gente já sabe… BRUNO: Fumar, com
#89 Quarentena, episódio 1 – Mundo a distância
Este é o primeiro episódio da série QUARENTENA, um podcast criado pela Carolina Sotério e pela Raquel Torres, para tratar de questões relacionadas ao período de isolamento social imposto à população brasileira, assim como em outras nações, devido à Covid-19. A ideia é mostrar como as pessoas estão lidando com a quarentena, com os cuidados para evitar contágio e disseminação da doença, com os medos, as incertezas e possibilidades de ocupar o tempo. Também vão mostrar como a tecnologia está auxiliando nesse período e o que os cientistas estão trazendo de descobertas e soluções, e outros assuntos relevantes para atravessarmos esse período estranho que estamos vivendo. A cada quinze dias a Carol e a Raquel vão trazer um novo episódio da série, que é parte do Trabalho de Conclusão do Curso das duas alunas no curso de Especialização em Jornalismo Científico do Labjor. Esperamos que você goste do programa e compartilhe com seus amigos. Se quiser, comente nas nossas redes sociais do Oxigênio: Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias) ou escreva para [email protected]. O Quarentena também tem página no Facebook. Entra lá pra conhecer: fb.com/quarentenapodcast. E se quiser falar com as autoras do podcast os contatos são: @casoterio e fb.com/raquel.montantorres. E se tiver um tempinho, colabore respondendo nossa pesquisa sobre podcasts. São apenas cinco minutinhos, e vai nos ajudar muito a conhecer nossos ouvinte. É só clicar aqui. E lembre-se de colaborar com o distanciamento social. A quarentena é importante para salvar vidas neste momento #Ficaemcasa! ******************** Segue a transcrição completa do programa. Como diria Raul Seixas, “Foi assim no dia em que todas as pessoas do planeta inteiro resolveram que ninguém ia sair de casa”. A partir das recomendações da Organização Mundial da Saúde e órgãos competentes sobre a pandemia do novo Coronavírus, o isolamento social foi decretado. Todos foram orientados a permanecer em quarentena e adaptar suas rotinas ao home office. Assim, instaurou-se a QUARENTENA. No entanto, migrar para um mundo à distância exige uma série de medidas as quais não pudemos nos preparar anteriormente, desde questões materiais até questões que envolvem nossa própria mentalidade. É uma essa discussão que o Oxigênio traz à tona: Como está a real situação das famílias com seus trabalhos? E quem não possui ferramentas digitais para se adaptar à educação e/ou trabalho à distância? Estamos incluindo ou excluindo digitalmente as pessoas? Colaboram conosco neste episódio: Carolina Marangoni (estudante de arquitetura do IAU/USP que estava em intercâmbio na Itália durante a pandemia de Coronavírus), Nicole Flores (servidora do IBGE/MG, mãe e estudante da modalidade EaD), Bernardo Sorj (professor aposentado da UFRJ, sociólogo e autor de trabalhos sobre o impacto social das tecnologias) e Christian Dunker (professor da USP e psicanalista). O programa compõe a série QUARENTENA, idealizada e produzida por Carolina Sotério e Raquel Torres, sob orientação da professora Simone Pallone de Figueiredo, do Labjor/Unicamp. A narração é de Carolina Sotério. Este episódio integra a força-tarefa do LAB-19 na cobertura sobre o novo Coronavírus. Carol: Ainda ontem as ruas estavam cheias. Eram carros, ciclistas, pedestres e o mundo todo a milhão. De uma hora pra outra, acordamos num planeta vazio. Algo muito menor que nós mesmos foi ganhando forças e deu origem a um problema de ordem mundial. Reuniões canceladas, prateleiras vazias, indo de um extremo ao outro na questão da empatia. Agora somos todos internautas vivendo dentro de um telão. Muitos de nós sendo parte das estatísticas na televisão. Em meio a tantas questões, tudo ficou à distância. A COVID-19 trancou a porta de nossas casas e nos colocou em um momento de profunda reflexão. A Internet, que rompeu tantas fronteiras, hoje reforça a nossa distância. Como adaptar as nossas rotinas ao meio digital? Como lidar com a nossa mente nesse isolamento social às pressas e transição para a web? E como fica quem não tem acesso à informação? Carol: Você está ouvindo o QUARENTENA. Eu sou a Carol e no episódio de hoje falaremos desse “Mundo à distância”. Carol: Como diria Raul Seixas, “Foi assim/No dia em que todas as pessoas/Do planeta inteiro/Resolveram que ninguém ia sair de casa/ (…)/E o aluno não saiu para estudar/Pois sabia que o professor também não tava lá” De acordo com os últimos dados do INEP, o Brasil possui mais de 8 milhões e meio de estudantes matriculados em cursos de ensino superior. Uma parcela deles em situação de intercâmbio, ou seja, realizando estágios em universidades, empresas e institutos ao redor do mundo. Carol: Quem entende bastante dessa situação é a Carolina, estudante de arquitetura que estava na Itália, um dos epicentros da pandemia do novo coronavírus, quando tudo começou… Carolina: Tudo começou no dia 22 de fevereiro, que foi um sábado. E, assim, pra gente ter noção de como as
#88 Série Corpo, episódio 2 – Gente forte
“Gente forte” é o segundo episódio da série Corpo. Traz histórias de pessoas que queriam ser fortes, que treinaram pra isso, e/ou estudam o tema. Os entrevistados foram a halterofilista paralímpica Maraísa Proença, apelidada de“Boneca de Ferro”, e os professores Marco Carlos Uchida e Renato Barroso, da Faculdade de Educação Física da Unicamp, e que entendem tudo de movimento e força. A série Corpo é produzida pelo Samuel Ribeiro, e faz parte do projeto “Histórias para pensar o corpo na ciência”, que fala de pessoas, de movimento e de pesquisa e de Educação Física. É financiado pela FAPESP (2019/18823-0) e coordenado pelos professores Bruno Rodrigues (FEF/Unicamp) e Marina Gomes, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, da Unicamp. Um lembrete: o Oxigênio está fazendo uma pesquisa de público! Não esqueça de responder. A equipe toda agradece. É só clicar aqui. Segue a transcrição completa do programa. ∗∗∗∗ Samuel: No ano passado eu decidi que ia praticar Powerlifting, que é um esporte de levantamento de peso, e esse som que você tá ouvindo é lá das aulas que são oferecidas na minha faculdade. Mas calma, deixa eu explicar melhor… Samuel: Eu não sou um cara forte, mas eu sou fascinado pela força. Samuel: Uma coisa que me marcou quando eu era criança eram as histórias que meu avô Mário contava. O Mário era alto e tinha um bigodão, tinha sido caminhoneiro a vida inteira e se gabava de ser um homem muito forte. Ele contava que arremessava sacos de batata pra cima do caminhão usando uma mão só. Que quando era mais novo levantava o carro do amigo e mudava a posição que tava estacionado, só de sacanagem. E que tinha pescado um peixe de mais de 100 quilos e tirado da água sozinho. Samuel: Eu não sei até onde essas histórias são verdade, porque além de caminhoneiro meu avô também era pescador. Mas a presença daquele homem forte ficou gravada na minha imaginação. E é por isso… Samuel: … que eu precisava falar desse assunto. Samuel: Eu sou o Samuel Ribeiro, e este é o Corpo, podcast da Unicamp que fala de pessoas e de movimento. E neste episódio a gente vai falar de força, de músculos e dos pesos que a gente é capaz de levantar. Samuel: E já que eu tava falando da minha infância… Samuel: … eu quis começar perguntando pra Maria Fernanda, minha sobrinha, que não chegou a conhecer o bisavô Mário, se ela conhecia alguém que fosse muito forte. Maria Fernanda: Ninguém que eu saiba. Samuel: … e depois de alguma insistência… Maria Fernanda: A Capitã Marvel, porque ela consegue voar e ela tem bastante força. Ela tem bastante força, acho que ela consegue levantar 100 kg ou mais e ela consegue tirar do chão uma barra bem pesada. Samuel: Então eu segui a dica da minha sobrinha e fui procurar alguém que conseguisse levantar uma barra bem pesada. Maraísa Proença: É, na verdade eu fazia academia, mas nada pensando no esporte. Na verdade eu nem conhecia o… Samuel: Essa é a Maraísa Proença. Maraísa: … Powerlifting né, paralímpico, nem nada. Eu treinava normal, pra não ficar sedentária. Samuel: Ela é atleta de Parapowerlifting, ou halterofilismo paralímpico. Maraísa: … vai fazer 5 anos que eu tô no esporte. Assim, nunca me imaginei uma atleta mas, depois que eu conheci o esporte me apaixonei e não parei mais. Samuel: A Maraísa nasceu com uma malformação e usa prótese de perna desde pequena. Ela começou a se envolver com o esporte praticando o Powerlifting convencional. Depois ela passou para a modalidade paralímpica, e os resultados que ela tem alcançado renderam até um apelido pra ela… Maraísa: … Boneca de Ferro [risos]… uma vez eu tava em um evento e aí veio um pessoal pra fazer entrevista também, e aí a repórter acabou mencionando depois alguma coisa de boneca de ferro e eu acabei adotando né, gostei, achei até uma música depois, que é o nome de Boneca de Ferro, uma letra bem legal, e aí acabei adotando [risos]. Samuel: Pra quem não conhece, o halterofilismo paralímpico tem só a prova do supino, que é aquele exercício que a gente faz deitado no banco da academia. Só que no caso das competições que a Maraísa participa, tem muito mais peso. E tem muito mais regra. Maraísa: … a gente saca a barra, aí tem que esperar o comando do árbitro pra poder descer, aí você tem que encostar a barra no peito sem quicar, sem afundar no peito. Tem uma pausa nítida e aí você sobe, com os braços retos, também sem, tipo, sem travar no meio e continuar, tem que ser um movimento contínuo, e aguardar o comando do árbitro pra poder guardar a barra. Fazendo tudo certinho, válido o movimento. Samuel: Ela tem conseguido ficar sempre entre as três primeiras colocadas na categoria em que ela compete, e tem treinado muito pra melhorar o seu desempenho. Na nossa conversa eu fiquei impressionado com toda aquela força, e fiquei pensando como seria se a minha sobrinha conhecesse ela e visse o que ela consegue fazer? Maraísa: Lembrei de uma situação bem engraçada. Eu
#87 Temático: Uma velha nova epidemia
O mundo está vivendo, desde o final do ano passado, uma pandemia causada por um vírus. Um coronavírus, altamente contagioso e letal, que se espalhou pelos cinco continentes, já deixando um rastro de mortes. Em nosso dia a dia, convivemos com muitas epidemias, podemos dizer que estamos acostumados com elas, mas não devíamos. Diferentemente desse novo coronavírus que estamos enfrentando, muitas doenças epidêmicas poderiam ser evitadas, com prevenção em relação aos hábitos comportamentais ou vacinas. Esse é o caso da sífilis, uma doença causada por uma bactéria, que esteve controlada no passado e que nos últimos anos voltou a crescer no Brasil. Para se ter uma ideia, de 2010 a 2018, a quantidade de pessoas infectadas pela doença aumentou em 75%. É sobre a Sífilis que o Oxigênio 87 vai tratar. Uma velha conhecida que vem aterrorizando o sistema público de saúde do Brasil. As entrevistadas foram a Edy, pessoa trans não-binária que teve sífilis e resolveu tratar abertamente do tema nas redes sociais, a sexóloga Natalia Fernandes, infectologista Ruth Khalili, da Fundação Oswaldo Cruz e a professora do programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade de Fortaleza, Maria Alix. O programa foi produzido pelo Rafael Revadam e pelo Samuel Ribeiro. A apresentação é do Rafael e da Natália Flores, com coordenação geral da professora Simone Pallone de Figueiredo, do Labjor. O programa conta ainda com trabalhos técnicos do Gustavo Campos e do Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e divulgação de Samuel Ribeiro e Helena Ansani. Músicas: An Oddly Formal Dance.mp3 Valantis.mp3 Vienna Beat.mp3   Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].   Obs. Deixamos aqui nossos votos para que a pandemia de Covid-19 seja controlada o mais breve possível e que não seja tão severa no Brasil como foi em outros países. E nossa solidariedade a todos aqueles que têm sido afetados por essa terrível doença.   Roteiro completo Edy: É… isso aconteceu em 2017. E aí eu fui, fiz o teste rápido e tal, e aí deu positivo. Pra mim foi tipo bem… foi bem estranho, foi bem ruim pra falar a verdade, porque… porque por mais que tenha muita informação na internet, ainda… ainda existia e ainda existe né, um senso comum que nos coloca, principalmente quando a gente vai falar de pessoas LGBT, enquanto vetor de doenças sexualmente transmissíveis. E… e aí foi um choque pra mim por conta disso, sabe, não por conta da infecção em si, até porque eu conversei com os médicos, soube que existia um tratamento e que era um tratamento bem tranquilo, precisava fazer um acompanhamento durante um curto período de tempo e tal. Isso até que me aliviou um pouco, mas era mais pela condição social em que as pessoas enxergam, e como as pessoas enxergavam o meu corpo. Natália: EPIDEMIA. Este é o termo que especialistas usam ao falar da sífilis no Brasil. Rafael: De acordo com dados do Ministério da Saúde, 18 novos casos de sífilis surgem a cada hora. De 2010 a 2018, a quantidade de pessoas infectadas pela doença aumentou em 75%. Natália: Mas como uma doença que tá aqui faz séculos ainda segue em alta nos dias de hoje? Para pesquisadores, enquanto falar de sexo ainda for um tabu, doenças que envolvem seu universo continuarão presentes. Rafael: Porque, na realidade, a sífilis é um problema sério, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. E como qualquer problema de saúde, só dá pra pensar nela se a gente conversar de forma aberta e sem preconceitos. Natália: E no episódio de hoje, a gente vai fazer exatamente isso. Eu sou Natália Flores. Rafael: E eu sou o Rafael Revadam, e este é o Oxigênio! Natália: A gente tá vivendo uma epidemia de sífilis. Todo ano o Ministério da Saúde solta um boletim com os dados da doença, e no último boletim os números dispararam. Rafael: De 2017 a 2018, a detecção de casos de sífilis adquirida, que é aquela que a gente pega durante a relação sexual, aumentou mais de 20%. Natália: E cresceram também os casos em gestantes e os casos de sífilis congênita, que é quando a mãe transmite a doença para o bebê durante a gestação ou parto. Rafael: Você pode pensar que este é um problema de prevenção, por que as pessoas simplesmente não usam camisinha? Mas a questão é mais além: nós não temos o hábito de falar sobre sexo, e isso afeta a nossa saúde. É o que explica a sexóloga Natalia Fernandes. Natalia Fernandes: A gente vem de uma sociedade muito repressora. Eu fui estudar sexualidade, eu tinha 34 anos. Eu tô com 38 hoje. Eu não lembro nunca dos meus pais terem me ensinado que eu tinha que aprender determinadas prevenções por causa de doenças. Na minha casa, eles falavam muito de prevenção por causa de gravidez. E isso não mudou muita coisa, a nossa família mesmo não tem esse papo aberto com o adolescente. O pai, a
# 86 Série Corpo, episódio 1 – vinho e vinagre
Em “vinho e vinagre”, o primeiro episódio da Série Corpo, duas professoras da Faculdade de Educação Física da Unicamp contam tudo sobre envelhecimento e exercício. E um professor que estuda a história da velhice explica que ser velho pode ter mais de um significado. A série Corpo faz parte do projeto “Histórias para pensar o corpo na ciência”, que é financiado pela FAPESP (2019/18823-0) e coordenado pelo professor Bruno Rodrigues (FEF/Unicamp). Lourdes: Ah, mas eu adoro! Amiga: É, não, a gente vai pra dançar, a gente não vai pra arrumar namorado, não é pra nada disso. A gente vai pra dançar, se divertir. Samuel: Onde que a gente tá indo? Amiga: No Clube Aurélia. Lourdes: Então, deixa eu pensar no caminho que eu tenho que fazer… Samuel: Essa última voz que você ouviu é da minha mãe, que tá dirigindo o carro. A outra é da amiga dela. Faz alguns anos que elas se conhecem e tão sempre andando juntas, porque as duas têm uma paixão em comum: elas adoram dançar. E nesse dia, a gente foi pro baile. Samuel: Eu sou o Samuel Ribeiro, e este é o Corpo, um podcast pra falar de pessoas e de movimento. Nesse primeiro episódio, vamos falar de como a vida fica quando o tempo passa. E a gente começa com a minha mãe… Lourdes: Meu nome é Lourdes… Samuel: …que tem 67 anos… Lourdes: …eu sou uma dona de casa ativa ainda, com essa idade. Eu cuido da casa toda, de uma família toda, de neto, de filha. Faço compras, lavo, passo, cozinho. E gosto de dançar. Lourdes: Quer ver? [quatro, cinco, seis, sete, oito…] Eu comecei a dançar… acho que 2010… dois mil e… pera aí [quatro, cinco, seis, sete, oito, nove…] 2009, depois que… depois de 5 anos que eu fiquei viúva eu comecei a ir no baile, com a minha irmã. Samuel: O meu pai não saía pra dançar com a minha mãe, e ela, que era costureira, passava quase o dia inteiro trabalhando. Depois que ele morreu, essa irmã dela, que é minha tia Sueli, chegava na porta da oficina de costura e dizia assim: Lourdes: “Mas larga isso daí, vamo no baile!”. Até que um dia eu fui, era aniversário dela e ela disse “você vai”. Samuel: A minha mãe foi, e nunca mais parou de ir. Já são mais de 10 anos que ela dança quase toda semana. E dança muito bem. Lourdes: Eu tenho assim uma dorzinha no joelho, mas quando eu vou dançar, eu fico boa! É falta de ir no baile! Juro! Porque cê fica o dia inteiro de pé aqui dentro, mas é diferente. Samuel:Por que que é diferente? Lourdes: Porque você anda pra lá, anda pra cá, mas cê não tá… dançando… dançando você… é diferente, não sei explicar. Lourdes: Eu sei que quando eu vou ao baile, eu volto… quando eu tô no baile eu me sinto assim, como se eu tivesse 20, 30 anos… eu não tenho filho, eu não tenho casa, eu não tenho ninguém. Lá aquela música incorpora na gente, o pé acompanha o pé do parceiro, é uma delícia! Eu não lembro de nada, nada, nada! Se eu tiver algum problema, lá eu esqueço de tudo. Samuel: A dona Lourdes é uma senhora com muita energia, e lá no baile tava cheio de gente que nem ela. Gente na casa dos 60, 70 e até mesmo 80, dançando, se divertindo, paquerando. Eu olhava praquele movimento todo durante as músicas e, pra ser sincero, depois de um tempo nem dava mais pra notar quem era velho e quem não era. Samuel: Eu sou da Educação Física, então pra mim isso não é nenhuma novidade. A gente vê idosos correndo, levantando peso, fazendo ginástica, jogando bola, lutando… é a coisa mais normal do mundo. E até a minha mãe, que por enquanto só dança, falou esses dias que tá querendo fazer musculação porque ela acha que tá flácida. Samuel: Aquela imagem dos livros infantis, da vovozinha sentada na cadeira de balanço, não dá mais conta de retratar os idosos de hoje. Mas mesmo assim, a gente sabe que envelhecer continua sendo uma coisa complicada. Pra entender melhor isso eu fui conversar com quem entende de envelhecimento e pesquisa os efeitos do exercício físico nessa fase da vida. Mara Patrícia Traina Chacon-Mikahil: O vô Toninho? Samuel: Não, não é o Vô Toninho. Mas sim a neta dele, a professora Mara Patrícia Chacon-Mikahil, da Faculdade de Educação Física da Unicamp. Aqui ela tava me contando um pouco sobre as memórias que ela tem do avô. Mara: Ah… ele gostava muito de trabalhar com coisas da terra, então ele tinha uma horta. Era muito legal porque todo dia tinha uma salada fresquinha da horta, um monte de coisa da horta. Um dia eles pediram pra eu ir cortar salsinha da horta, e eu fui, cortei bem rentinho assim à terra e voltei com um monte de folha de cenoura. Cláudia Regina Cavaglieri: Nós viajamos muito. Samuel: E essa é a Cláudia Cavaglieri, também da Faculdade de Educação Física. Ela tava me falando da Marilene Vecchia, uma professora lá da USP que marcou sua trajetória de pesquisadora. Cláudia: Acho que os primeiros congressos no exterior eu fiz com a Marilene, ela já era bem idosa, inclusive num período aposentada, e ela fazia co
#85 Oxilab: Nexus – Energia
O que significa segurança para você? A segurança da vida contemporânea depende de três elementos: energia, água e alimentos. O NEXUS dessa tríade impõe desafios para suprir as necessidades básicas da crescente população frente a crise climática. No primeiro episódio da série Oxilab #85 – Nexus, conversamos sobre ENERGIA com o cientista Davi Gabriel Lopes, engenheiro agrônomo, pós-graduado em Engenharia Mecânica pela Unicamp. Ele fala sobre segurança energética, o sistema elétrico brasileiro e políticas públicas que prometem encaminhar o Brasil rumo a agenda do acordo de Paris. O programa mostra como o país é um verdadeiro paraíso energético. No entanto, sem investimentos em ciência, tecnologia, inovação, infraestrutura e uma agenda política alinhada podemos ficar em apuros. A entrevista, o roteiro e a narração são de Camila Cunha e a produção do Planteia, iniciativa de divulgação científica. A decupagem de entrevistas é de Paula Gomes; as sonoras e/ou apoio na produção são de Allison Almeida e Samuel Ribeiro; e social mídia por Helena Ansani. A coordenação é da Prof. Simone Pallone do Labjor – Unicamp e os trabalhos técnicos de Gustavo Campos e Jeverson Barbieri da Rádio Unicamp. Deixe seu comentário contando o que achou do episódio. Você também pode mandar sugestões pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, envie um e-mail para [email protected]. Abaixo, a transcrição do episódio: Camila Cunha: Nas manchetes dos jornais, os efeitos das mudanças climáticas já são rotina. [Som de mudança de estações de rádio…] Camila Cunha: Essa crise traz perigos e incertezas e os danos e riscos estimados por cientistas são alarmantes. O que fazer? Bom, precisamos que os governantes estimulem ações e mudanças via implementação de políticas públicas aqui e agora. Sem investimentos pesados e contínuos em ciência, tecnologia e inovação, além de infraestrutura e incentivos fiscais, as mudanças profundas que a economia, hoje movida a combustíveis fósseis, precisa será inviável. Em 2050 seremos 9 bilhões de habitantes e a necessidade de energia, água e alimentos será cada vez maior. A escassez ou limitada disponibilidade dessa tríade é crítica principalmente nos países pobres ou em desenvolvimento. O desafio está na interdependência desses recursos – energia, água e alimentos. O aumento da oferta direta de um deles implica na depleção (ou redução) dos outros dois e nas suas respectivas cadeias produtivas. Camila Cunha: Eu sou Camila Cunha e pensando nisso, nós do Oxigênio em parceria com a iniciativa Planteia de divulgação científica, preparamos uma série de quatro episódios para conversar sobre o status desses recursos no Brasil. No primeiro episódio da série, o tema é energia. Então, se liga, aí! [Vinheta de abertura da Rádio Oxigênio] Davi Gabriel Lopes: Eu sou engenheiro agrônomo de formação, me formei pela Universidade Federal do Ceará. Sou mestre e doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp. Sou atualmente pesquisador colaborador do Instituto de Biologia. A minha linha de pesquisa é células a combustíveis, utilizando o hidrogênio como vetor de energia, principalmente hidrogênio a partir de biocombustíveis, mas não só… A gente está desenvolvendo um projeto com gás natural veicular para diminuir a intensidade de carbono no transporte brasileiro. Camila Cunha: Quem fala é o Davi Gabriel Lopes, pesquisador no Laboratório de Genômica e bioEnergia da Unicamp. As células a combustível que o Davi estuda são muito interessantes, pois usam hidrogênio para gerar energia elétrica para dispositivos de uso diário, como lâmpadas, eletrodomésticos e até motores de carros elétricos. O mais legal é que essas células a combustível liberam água ao invés de gases do efeito estufa. Isso mesmo, água! Claro, ainda são muitos os gargalos para que elas sejam usadas corriqueiramente, mas as pesquisas servem justamente para isso: melhorar e baratear os processos de produção tanto do gás hidrogênio quanto dos componentes que formam a célula a combustível. Mas, esse não será nosso foco hoje. Voltemos a água, ops, voltemos a energia. Eu perguntei para o Davi, o que é segurança energética? Davi Lopes: Segurança energética é a capacidade que um país tem de produzir sua própria energia ao invés de depender de outros países. Alguns países europeus dependem de outros países para complementar a sua matriz energética, a partir de gás natural vindo da Rússia, por exemplo. A Alemanha está proibindo o uso de fontes de energia a partir da energia nuclear e está importando energia e cada vez mais dependente de outros países. Por isso, que ela optou (agora está diminuindo), mas optou pela energia solar fotovoltaica, porque isso garante que ela dependa cada vez menos dos países fronteiriços. A energia é isso, não há vida contemporânea sem energia e suas transformações. Um país que não detém todo o processo de produção da
#84 Temático: Literatura e novela
Neste episódio #84, o Oxigênio trata da literatura apresentada nas novelas, seja em obras completas como em duas novelas no ar atualmente pelas redes Globo e SBT ou fazendo referências a diversas obras como a novela que se encerra hoje, Bom Sucesso, em transmissão na Rede Globo. E como elas podem estimular a leitura. O aumento em índices de procura por livros clássicos abordados nessas novelas, mostra o poder de comunicação da telenovela no Brasil. O programa contou com entrevistas de Rosane Svartman, uma das autoras da novela Bom Sucesso e da professora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul e doutora em comunicação, Daniela Jakubaszko. O episódio foi apresentado por Samuel Ribeiro e Rafael Revadam. A produção, roteiro e as entrevistas deste episódio são de Rafael Revadam. A revisão do roteiro e coordenação são da professora Simone Pallone, do Labjor, e os trabalhos técnicos de Gustavo Campos e Octávio Augusto, da Rádio Unicamp.   Samuel Ribeiro: Das cinco novelas inéditas em exibição na TV aberta no Brasil atualmente, três giram em torno do universo literário. Rafael Revadam: Duas delas, Éramos Seis e As aventuras de Poliana, são inspiradas em livros homônimos. A terceira, Bom Sucesso, tem uma editora como núcleo principal e utiliza trechos de obras literárias em sua história, mencionando os títulos e os autores. Samuel: Estamos vivendo um momento em que produções culturais são questionadas por políticos e apoiadores. Como a censura a uma história em quadrinhos durante a Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. E diante de fatos como esse, qual a importância de se falar em literatura? Eu sou o Samuel Ribeiro. Rafael: Eu sou o Rafael Revadam, e no programa de hoje vamos abordar a literatura por trás das telenovelas. (Vinheta de abertura do Oxigênio) Samuel: Foi por causa de uma troca de exames, que a costureira Paloma, vivida por Grazi Massafera, e o editor Alberto, Antonio Fagundes, se conheceram. Ao perceberem a paixão em comum por livros, os dois se tornam amigos e passaram a refletir sobre a vida usando as obras da ficção. Rafael: Esse é o começo da novela Bom Sucesso, atual novela das 7 da noite, da Rede Globo, escrita por Paulo Halm e Rosane Svartman. A ideia de trazer o universo literário para a televisão veio das vivências da própria Rosane, coautora da novela. É o que ela conta para nós. Rosane Svartman: Há dois anos eu sou curadora da Arena Jovem, que é um espaço para debates e mesas dentro da Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, que é o maior evento da América Latina dedicado à literatura, né? São mais ou menos 600 mil pessoas que passam pela Bienal, e eu fiquei muito impressionada, como a literatura podia ser popular e como que esse evento, que é um evento comercial, como ele é impactante, como consegui enxergar ali um público muito diverso, interessado na literatura. Então, daí veio a ideia para uma das arenas da novela, né? Porque a novela fala de literatura, tem a editora, mas também fala de outros assuntos, claro. Mas a ideia de que um dos universos fosse uma editora e que a gente pudesse falar de literatura e dos livros, com certeza essa ideia veio por causa desse trabalho na Bienal. Samuel: Rosane explica que os livros citados na novela são selecionados de acordo com o desenrolar da trama. Ela e a equipe buscam na literatura histórias que se encaixem nas situações da novela, mas admite que o contrário também acontece, de criar um roteiro para tratar do livro em questão. Rosane Svartman: A narrativa da novela é o que mais importa. Então, na verdade, a gente vai pensando que livro se encaixaria na narrativa. É claro que, às vezes, vem a ideia de um livro super legal, de uma cena super legal, e a gente tenta fazer com que a história chegue naquele livro, mas é mais difícil disso acontecer. Geralmente é o contrário. A Paloma está na dúvida entre dois amores, nossa, “Dona Flor”, que é aquela mulher que consegue ter dois amores ao mesmo tempo poderia ser um livro bacana para ilustrar isso, e a gente traz “Dona Flor”. Muitas vezes a gente tem uma situação, e a gente pergunta para as pessoas da equipe, ou temos alguns amigos que trabalham em editoras, ou pessoas que eu sei que gostam de ler muito, que também ajudam. Eu falo: “Gente, o tema é esse. Alguém tem alguma ideia? Para onde a gente pode ir?”. E aí sempre vem uma sugestão também. A gente discute aqui na redação, e aí decide qual o melhor caminho, que livro pode ilustrar melhor aquela situação para o roteiro. Rafael: A experiência da equipe de roteiristas com o universo da literatura ajuda muito. São bons leitores, assistem peças de teatro, filmes e essas referências têm sido fundamentais. Aliás, essa é uma dica para quem quer contar boas histórias. Rosane Svartman: Eu sou uma leitora voraz, o Paulo Halm também, e algumas pessoas da equipe também. Isso ajuda, né? A gente faz reunião toda semana sobre o rumo da história, então nessas reuniões a gente geralmente fala. “Gente, e aí? Alguma ideia? Algum livro?”. O Charles
#83 Oxilab: o museu que não pegou fogo
Em formato narrativo e duração de 13m08s, este episódio do Oxigênio partiu das memórias do incêndio do Museu Nacional para abordar o passado, o presente e o futuro do Museu Paulista da USP. Com a sede interditada desde 2013 por problemas estruturais, o museu acabou de ter a sua reforma iniciada, e a expectativa é que tudo esteja pronto até 2022, quando ele será reinaugurado durante as comemorações do bicentenário da Independência do Brasil. Para entender melhor esse contexto, o Samuel Ribeiro conversou com o professor Paulo César Garcez Marins, que é doutor em História e trabalha na divisão de acervo e curadoria do Museu Paulista. Eles falaram sobre o surgimento e a trajetória da instituição, seus primeiros diretores, suas atividades, como foi o processo de interdição do prédio e como será o novo museu após a reinauguração. Este Oxilab #83 foi produzido e narrado pelo Samuel, para a disciplina de História da Comunicação da Ciência, do curso de Especialização em Jornalismo Científico do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo Científico (Labjor), da Unicamp. Vamos ao programa!   ÂNCORA DE TV1: E atenção, uma notícia que acaba de chegar: um incêndio de grandes proporções está destruindo nesse momento o Museu Nacional no Rio de Janeiro. ÂNCORA DE TV1: O fogo começou por volta das sete e meia da noite, aos poucos todo o prédio histórico foi tomado pelas chamas. ÂNCORA DE TV2: As autoridades dizem que pouco ou nada vai sobrar do museu. Ainda não sabem o que terá provocado o incêndio combatido por bombeiros de vinte quarteis do Rio de Janeiro.   SAMUEL: A primeira vez que eu visitei o Rio de Janeiro foi no ano passado, e eu dei o azar de chegar bem no dia em que o Museu Nacional pegou fogo. Eu lembro que eu tinha acabado de chegar no quarto do hotel. Sentei na cama, liguei a TV e fiquei muito triste com aquelas cenas, porque eram séculos de história que eu nunca mais ia poder visitar. SAMUEL: Pra mim os museus têm essa coisa louca. Cada um é de um jeito, e esse jeito de ser tá sempre mudando. Pode ser uma instituição educativa. Um lugar pra mostrar a ciência ou a arte de uma época. Pra contar as histórias de um povo, de um acontecimento, de um país. Tudo isso junto. Ou até alguma coisa diferente. SAMUEL: E é por isso que é tão triste quando acontece um incêndio em um museu, porque não existem dois museus iguais por aí. SAMUEL: Eu sou Samuel Ribeiro, e neste podcast vou falar sobre um museu que não pegou fogo: o Museu Paulista, fundado no século XIX e que foi o primeiro museu público do estado de São Paulo. SAMUEL: Pra saber mais dessa instituição, eu conversei com o Paulo… PAULO: Paulo César Garcez é… Marins… M-A-R-I-N-S… e eu sou docente e curador do Museu Paulista da USP, que é o Museu do Ipiranga. SAMUEL: O Paulo, que tá lá desde 2004, trabalha na divisão de acervo e curadoria. Eu liguei pra ele porque eu queria conhecer melhor a história do museu, mas a gente acabou indo além disso e falamos também sobre o futuro da instituição. SAMUEL: Se você não conhece ou nunca viu o Museu Paulista, procura uma foto aí no Google. A sede é uma construção antiga enorme, que fica dentro do Parque da Independência no bairro do Ipiranga, em São Paulo, e tá interditada desde 2013 por causa de problemas na estrutura das paredes. Depois de um período de planejamento, as reformas foram iniciadas agora, em 2019, e a previsão é de que a reinauguração do museu aconteça em setembro de 2022, no bicentenário da Independência do Brasil. SAMUEL: O prédio do museu é um patrimônio tombado, assim como o seu acervo, que tem centenas de milhares de itens. Tem fotografias, quadros, esculturas, móveis, utensílios da vida cotidiana, documentos, enfim… tudo isso reunido e organizado ao longo de mais de um século de história. PAULO: O Museu Paulista vai ser inaugurado e aberto ao público em 1895, na última década portanto do século XIX e num contexto importante de transição política do Brasil. O museu foi instalado em um prédio, que é o chamado Monumento à Independência, construído na década de 1880, na década anterior, que tinha sido erguido pelas autoridades imperiais para homenagear a história da fundação do país e homenagear o próprio regime imperial. PAULO: Esse museu tem desde a sua abertura algumas finalidades. Ele tinha uma seção histórica, na medida em que o primeiro item do acervo dele foi o quadro Independência ou Morte, do Pedro Américo, pintado em 1888, também como uma encomenda imperial, e que foi projetado para o Monumento à Independência. Ele foi projetado pro salão nobre, o salão nobre foi projetado pra abrigar essa pintura. SAMUEL: Desse quadro que o Paulo falou você deve se lembrar, porque deve ter visto ele nos livros de História do colégio. PAULO: A… coleção de história né, foi a primeira, e as autoridades republicanas julgaram então que seria contrabalançar, não é, esta herança imperial, dedicando um amplo espaço do museu para a guarda de coleções e estudo de história natura
#82 Temático: Reinventando Moda
Neste episódio temático número 82 falamos sobre como a cultura do consumo, que introduziu no nosso cotidiano objetos cada vez mais baratos e descartáveis, e cada vez mais rápido, tem nos influenciado a adquirir e usar muito mais do que precisamos. Também falamos sobre algumas iniciativas e movimentos que incentivam um consumo mais consciente – como o Desapegue, a Mapeei e o Instituto Ecotece . Os padrões desse tipo de consumo no Brasil também são abordados no programa, a partir dos resultados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu. A narração desse episódio foi de Natália Flores e Gustavo Campos. Produção, roteiro e entrevistas de Natália Flores, Júlia Ramos, Oscar Xavier de Freitas Neto e Camila Cunha. A revisão do roteiro foi feita pela Simone Pallone e pela Camila Cunha. As trilhas são do Youtube Audio Library e foram escolhidas por Oscar Xavier de Freitas Neto. A coordenação é da professora Simone Pallone, do Labjor, e os trabalhos técnicos de Gustavo Campos e Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Deixe seu comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, envie um e-mail para [email protected].  
#81 Temático: Quando o aplicativo é seu chefe
Neste Oxigênio Temático número 81, nossos repórteres mostram uma nova categoria de trabalho, mediada por aplicativos de celular, que colocam os trabalhadores em uma grande fragilidade em relação a direitos trabalhistas e proteção. O fenômeno que tem sido chamado de “Uberização”, por ter nessa plataforma de transporte um ícone dessa nova forma de precarização do trabalho, mas é observado em outros setores da economia. A produção, roteiro e as entrevistas deste episódio são de Rafael Revadam e Samuel Ribeiro. Foi apresentado por Luciane Borrmann e pelo Samuel Ribeiro. As trilhas são da Youtube Audio Library e do site Blue Dot Sessions, e foram escolhidas por Paula Gomes e Samuel Ribeiro. A revisão do roteiro é de Natália Flores. A coordenação é da professora Simone Pallone, do Labjor, e os trabalhos técnicos de Gustavo Campos e Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. A arte é de Luisa Kanashiro Gebara e a divulgação nas redes sociais de Helena Ansani. Você pode acompanhar o Oxigênio nas redes sociais. Estamos no Facebook, (facebook.com/oxigenionoticias), no Instagram (oxigeniopodcast) e no Twitter (@oxigenio_news). E você também pode deixar a sua opinião sobre este episódio e sugerir temas para os próximos programas. Basta deixar o seu comentário na plataforma de streaming que utiliza. Até a próxima!   Passageiro: Opa, Ademir, boa noite. Motorista: Samuel né? Passageiro: Tudo bem? Motorista: Vai pra onde? Passageiro: Lá perto do Mackenzie… tudo bem? Samuel Ribeiro: Se você já usou algum aplicativo de transporte, como Uber ou 99, esse foi um diálogo fácil de reconhecer. Todos os dias, milhões de pessoas pelo mundo usam o celular para chamar corridas que costumam ser mais baratas e mais práticas que os táxis convencionais. Luciane Borrmann: É um mercado que movimenta muito dinheiro. Dados da Uber do ano passado mostraram que, só no Brasil, já eram mais de 22 milhões de usuários e 600 mil motoristas cadastrados. Samuel: E isso é só em um aplicativo. Os números aumentam se juntarmos os outros e também as plataformas de entrega de produtos, como o iFood e o Rappi. Essas novas formas de consumir e de trabalhar são cada vez mais comuns e têm mudado nosso cotidiano. Luciane: Mas como funciona a relação de trabalho entre os motoristas e essas plataformas? Para muitos pesquisadores, essa nova modalidade de prestação de serviços traz um quadro de precarização do trabalho no país. É o que explica a socióloga Ana Claudia Moreira Cardoso, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora. Ana Claudia Moreira Cardoso: A gente tem vários tipos de trabalhos hoje em dia que são mediados por plataformas. Agora, se a gente pega o trabalho material por demanda, qual a principal característica? É que essas empresas se colocam como se elas não fossem empresas empregadoras. Elas se colocam como se elas fizessem simplesmente a relação entre alguém que está pedindo um serviço e alguém que está querendo vender o serviço. Por exemplo, a Uber, ou as plataformas de entrega. Elas falam: “não, eu não sou uma empresa de transporte, eu simplesmente sou uma empresa tecnológica que produz uma plataforma. Ponto final”. A partir do momento que ela se coloca desta forma, ela diz: “Bom, se eu não sou uma empregadora, quer dizer que não há trabalhador. Portanto, se não há empregador, se não há trabalhador, não há direito do trabalho. Samuel: A Uber e outras empresas do ramo chamam os seus trabalhadores de “parceiros cadastrados”. Na prática, essas pessoas não têm um salário fixo, limite de carga horária, décimo terceiro, férias e outros direitos comuns de profissionais em regime CLT. Samuel Ribeiro: Eu sou Samuel Ribeiro. Luciane: Eu sou Luciane Borrmann. E no Oxigênio de hoje vamos falar sobre Uberização, a precarização do trabalho que chegou com as plataformas digitais. Motorista: Eu fui um dia, levando uma passageira. Não lembro ao certo de onde, eu acho que foi ali no Centro. E aí, ali Avenida do Estado, a gente foi assaltado. Quer dizer, roubado. O cara quebrou o vidro do passageiro, da frente, sei lá de que jeito, não vi, eu só ouvi o barulho, tomei um susto. Quando eu fui ver, tinha metade de um corpo dentro do meu carro, o cara arrancou meu celular e foi embora. Isso com a passageira no banco de trás. Enfim, terminei a viagem com a menina, sem o telefone. Ela chegou lá, ela me botou pra dentro da casa dela, me deu um copo d’água e me deixou usar o telefone para que eu ligasse pra Vivo, pra bloquear a minha linha. Ela foi super gentil e escreveu uma carta pra Uber. Porque na hora que ela religou o celular, ela viu que a corrida dela havia sido cancelada. Quer dizer, o cara que pegou meu celular cancelou a corrida, não sei. E pedindo que eu fosse remunerado na íntegra pela viagem. Voltei para a minha casa sem o GPS, né? Sem o celular. Fui arrumar o vidro, fui comprar um telefone novo porque eu precisava continuar trabalhando e entrei em contato com a Uber dizendo que “olha, aconteceu isso, a passageira já entrou em contato com voc
#80 Oxilab: IA’rte: Inteligência Artificial nas Artes
Nesta edição de número 80 do Oxilab foi pensada especialmente pra você que curte inteligência artificial, que quer saber mais sobre o assunto. E, óbvio, vai contribuir muito também pra você que ainda não está bem familiarizado, mas que percebe que a IA está cada vez mais presente na sua vida. Antes da gente começar a falar propriamente do uso de IAs na Arte, vamos recordar um pouquinho – o que significa Inteligência artificial? O termo que parece ter se popularizado recentemente não é algo tão novo assim. A primeira vez que falaram de Inteligência Artificial foi em 1956, em uma conferência que reuniu vários cientistas nos Estados Unidos. E, quem esteve por lá foi o cientista da computação John McCarth. Ele é o cara que criou a linguagem de programação conhecida por Lisp. A Lisp se tornou a principal linguagem de programação da comunidade de Inteligência artificial. De lá para cá, já se passaram sessenta e três anos, fizemos uma longa viagem no tempo, cheia de processos, mudanças e aperfeiçoamentos… agora estamos em 2019, e precisamos entender – o que é IA? Então, para entender melhor esse conceito vamos imaginar aqui junto comigo… Quando nós pensamos acionamos processos lá no nosso cérebro, certo?! a todo momento a gente interpreta coisas no nosso quotidiano e, até certa medida, seria o mesmo que dizer que processamos informações. Se por exemplo, a gente for atravessar uma rua e nela passam vários carros, interpretamos que ali existe um fluxo de tráfego e, por isso, precisamos calcular mais ou menos o intervalo de tempo que demoraremos para chegar do outro lado dela. Caso contrário, a gente pode ser atingido por algum veículo, … e óbvio, isso não seria bom. Agora vem a sacada para entender a IA… Muito provavelmente a gente só sabe que deve ter essa atenção ao atravessar a rua, porque alguém em algum dia nos alertou sobre esse risco. Ou seja, alguém nos deu essa informação. É mais ou menos esse o funcionamento que constitui a Inteligência Artificial. Ela não interpreta como nós, mas processa informações e calcula dados que são inseridos nela pelo programador – quando falo de programadores, me refiro a essa galera aí que desenvolve pesquisa na área da IA, que criam os algoritmos, que nada mais são do que verdadeiras “receitas de bolo”. Por falar em algoritmo, esse termo se encontra ligado diretamente à IA, mas é um assunto que trataremos em outra edição. Voltando ao que compreendemos sobre IA, a inteligência artificial é uma espécie de imitação do nosso cérebro, sem influência dos nossos sentimentos. Como já cantava Gilberto Gil, “o cérebro eletrônico faz tudo, quase tudo” e é este “quase” o que diferencia a inteligência artificial da nossa de seres humanos. O fato é que o uso de inteligência artificial (as IAs) nas Artes é uma prática cada vez mais comum. E quando eu falo de obras de arte realizadas por IAs, me refiro às pinturas, como a Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci. Estou certo que você, ouvinte, já viu pelo menos a réplica do quadro da Mona Lisa, não é mesmo? Agora imagine que Da Vinci não tivesse utilizado pincel, nem tinta e nem quadro branco na produção da Mona Lisa, mas tivesse usado uma Inteligência Artificial. Conseguiu imaginar. Sim! Ou ainda não? Tudo bem! então, fique ligado no episódio de hoje. Vamos falar sobre IA’rte, lembrando que este é um termo que eu criei carinhosamente para me referir a arte feita com IA, ou seja, IA’rte. Nessa prática, o artista troca o pincel pelo teclado, a tinta é o algoritmo e a tela branca é substituída pela tela do computador. E agora, ficou mais fácil de entender não é mesmo?! Então vem comigo que a gente vai junto descobrir mais desse universo, onde as cores da ciência são organizadas pela relação zero e um. HistórIA O pesquisador Fabrizio Poltronieri realizou uma palestra na Unicamp sobre Inteligência Artificial e Criatividade. Ele é professor na Universidade Pública De Montfort, localizada na cidade de Leicester, na Inglaterra. Apesar de ser um assunto que levanta polêmica, o pesquisador considera o pintor Harold Cohen o primeiro artista a usar IA na arte. Segundo Fabrizio, o pintor começou a usar a IA no processo artístico já em 1960. Então, a gente já pode calcular a partir da informação que eu dei anteriormente, que quatro anos é o intervalo do tempo que corresponde o espaço entre a conferência científica que marcou o uso do termo Inteligência Artificial e a primeira vez que alguém usou da IA para fazer Arte, datado em 1960. O artista Harold Cohen desenvolveu um programa computacional que cria imagens artísticas originais. Durante sua palestra, o professor Fabrizio explicou como ocorre essa produção de arte de maneira autônoma… “O conhecimento de como isso acontece só é possível através de um pensamento computacional também, um pensamento que se coloca a partir do deciframento de códigos, no caso, códigos computacionais. E eu acho, na verdade, que os códigos são sempre sistemas simbólicos q
#79 Temático: À sombra da floresta
Os Sistemas Agroflorestais misturam na mesma área culturas agrícolas e espécies arbóreas. A planta de origem sul-americana, cultuada por Olmecas e Maias, adora sombra e água fresca. Na verdade, é à sombra da floresta, que o cacau cresce e frutifica. No episódio #79, vamos até a região Amazônica conhecer dois produtores de cacau do tipo bean-to-bar: Dona Nena e Gustavo Sartori, que exploram essa forma de plantio e criam seus próprios chocolates. Depois conversamos com Idalto Pereira, que deixou a pecuária para plantar cacau, e dois representantes do Projeto Cacau Floresta, iniciativa da ONG The Nature Conservancy, o Rodrigo Freire e a Thaís Maier. No final, o pesquisador e engenheiro florestal Daniel Braga responde como o cacau ajuda a preservar florestas e a vida selvagem e a melhorar a qualidade de vida na zona rural. Uma viagem que nos leva às raízes da guloseima mais adorada do mundo: o chocolate! O roteiro e a produção é de Camila Cunha. Entrevistas de Camila Cunha, Luciana Rathsam e Oscar Freitas. Narração de Camila Cunha e Gustavo Campos. Revisão de Natália Flores e Allison Almeida. Música de Caroline Maia. Mídia social e divulgação de Paula Gomes, Oscar Freitas Neto, Helena Ansani e Luísa Kanashiro. Coordenação de Simone Pallone e trabalhos técnicos, Gustavo Campos e Octávio Augusto da Rádio Unicamp. Deixe seu comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, envie um e-mail para [email protected]. Abaixo, a transcrição do episódio.   música… Camila Cunha – Olá, Ouvinte! Bem-vindos! Hoje vamos falar sobre uma planta sagrada de frutos grandes, que está contribuindo para frear o desmatamento de florestas e restaurar áreas degradadas. A cultura também aparece para agregar valor e melhorar a qualidade de vida de agricultores familiares. Você está achando que se trata de uma planta milagrosa? Arrisca um palpite sobre que planta é essa? Aqui vão mais algumas dicas. É uma planta de sombra e água fresca, encontrada naturalmente no sub-bosque de florestas. Seus Frutos, além de serem consumidos a mais de 5.300 anos por nativos do continente americano, vão do amarelo ao roxo e dão nos galhos como jabuticabas, pensos como lanternas. De tão importante para a sociedade, Jorge Amado, um dos maiores nomes da nossa literatura, escreveu um romance dedicado a cultura, que se estabeleceu no sul da Bahia na década de 30. música… Camila Cunha – Já sabe a resposta? Sim, estamos falando do cacau. Para antigas civilizações mesoamericanas, como os Olmecas e os Maias, os frutos do cacaueiro eram símbolo de poder social, econômico e político. Envolto em misticismo religioso, o cacau era o alimento dos deuses. Quando os espanhóis chegaram por aqui logo perceberam a magia dos frutos, que na Europa, no final da década de 1870, foram misturados a açúcar e leite pelas mãos engenhosas de suíços, produzindo a iguaria mais desejada do mundo, o chocolate. Gustavo Sartori – Se você degustar um chocolate Europeu, um chocolate Suíço, você vai perceber um forte sabor de leite. Eu costumo até dizer que o europeu achou no cacau uma maneira de vender o leite deles, né? E nós estamos tentando trabalhar uma maneira de vender o nosso cacau e não o nosso leite. Camila Cunha – Quem fala é o Gustavo Sartori, produtor de cacau e chocolateiro no Estado de Rondônia, que vamos conhecer neste episódio. Os grandes fabricantes de chocolate usam muito açúcar e gordura em suas preparações, muitas vezes mascarando o sabor de amêndoas de cacau de baixa qualidade. Produzir uma boa amêndoa, que valha um chocolate amargo, exige um manejo rigoroso da cultura, com investimento, tecnologia e mão-de-obra capacitada. Vários produtores, como o Gustavo, estão produzindo e beneficiando amêndoas e criando os seus próprios chocolates, que levam no sabor a identidade nacional. É o caso também da Izete Costa, a Dona Nena, produtora de cacau e chocolateira na Ilha do Combú, que fica pertinho da capital Belém no Pará. música… Camila Cunha – Apesar desses exemplos bem sucedidos de produtores independentes, a cadeia produtiva do cacau ainda tem muitos desafios, principalmente na África, onde estão os maiores produtores. Juntos, eles respondem por mais de 75 % das amêndoas produzidas no mundo. música… Camila Cunha – Mas, nem tudo é doce na cultura cacaueira, pois ela se estabeleceu em meio a problemas ambientais e de ordem social. Segundo o Barômetro do Cacau do VOICE Network, publicado em 2018, 90 % das florestas nativas do oeste africano foram devastadas pela expansão de cacauais e mais de 2 milhões de crianças trabalham nas lavouras da Costa do Marfim e de Gana. No Brasil, estima-se que quase 8 mil crianças e adolescentes trabalhem nas roças de cacau, segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Outro problema na produção d
#78 Oxilab: Rap e o Brasil atual
A sigla rap é a união das palavras em inglês rhythm and poetry, que significam ritmo e poesia. O gênero se caracteriza por letras marcantes, que relatam a vida na periferia das grandes cidades e batidas fortes. No Brasil, o rap surge em São Paulo nos anos 80 e ganha visibilidade com os Racionais MC’s. Mas a partir de 2010 o Rap começa a ocupar locais mais diversos, como livrarias, Sesc, espaços culturais freqüentados por um elite intelectual. Essas mudanças no Rap são estudadas pela pós-doutoranda do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) Unicamp, Daniela Vieira dos Santos. Você já ouvir falar sobre a Nova Geração do Rap? Criolo e Emicida, compõem essa nova geração. No oxilab #78 a pesquisadora Daniela Vieira discute que mudanças aconteceram nas canções e na indústria fonográfica, que fizeram o RAP sair dos limites da periferia e ocupar espaços tão diversos. O episódio de hoje foi produzido por Helena Ansani Nogueira, com colaboração e coordenação de Simone Pallone. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Abaixo, a transcrição do episódio. A Música é um meio poderoso de expressão das nossas emoções. Por meio da letra e melodia de uma canção podemos transmitir sensações, pensamentos, compartilhar angústias e paixões. Alguns gêneros musicais demonstram também uma crítica social, canções de resistência surgem em períodos de instabilidade política, ditaduras e expressam um grito de liberdade. Se você ouvinte se interessa por música me acompanhe até o final porque esse episódio é pra você! Quem apresenta o programa é a Helena Ansani Nogueira. Os trabalhos técnicos foram feitos pelo Gustavo Campos e pelo Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Na coordenação do Programa, Simone Pallone. Este é mais um episódio do Oxigênio. Vamos ao rap! Helena Ansani Nogueira – O Rap surgiu nos Estados Unidos nos anos 70, a sigla rap é a união das palavras em inglês rhythm and poetry, que significam ritmo e poesia. O gênero se caracteriza por letras marcantes, que relatam a vida na periferia das grandes cidades e batidas fortes. No Brasil, o rap surge em São Paulo nos anos 80 e ganha visibilidade com os Racionais MC’s . Nas músicas eles contam como é a vida na periferia, relatando casos de racismo e violência policial. Outra característica do gênero é a presença do MC, que deriva do termo em inglês Masters of Ceremony, que em português significa Mestre de Cerimônias, ou seja, é aquele que interage com o público. Helena – Entre 2016 e 2017 buscando aprofundar os estudos sobre RAP a pesquisadora Daniela Vieira viajou para a França, o segundo maior produtor de rap do mundo, e realizou um estágio de pós doutorado em Paris, estudando os rappers franceses. Mas a jornada até este dia foi longa, e ela nos conta um pouco da sua trajetória profissional. Daniela Vieira – Eu faço meu pós-doutorado na Unicamp no IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) com fomento da FAPESP. Esse interesse pela área de estudos de música e cultura começou desde a graduação, mas na graduação, na iniciação científica eu estudei um filósofo alemão chamado Walter Benjamim que tava pensando sobre cultura na década de 30 na Alemanha, mas eu já queria estudar cultura brasileira, cultura brasileira no período da ditadura militar e aí eu acho que em 2004 eu entrei em um grupo de pesquisa lá na Unesp, sobre cultura e política nos anos 70. Helena – A Daniela conta que já no segundo ano da faculdade, antes de fazer a iniciação científica ela já queria fazer algum trabalho relacionado à música, mais especificamente, algo relacionado música à sociedade. Aí ela encontrou um outro grupo de pesquisa sobre teoria crítica, que abriu uma nova perspectiva para o que ela queria fazer. Daniela – Eu entrei em contato com um pós-doc que tinha trabalhado sobre samba e conhecia uma vasta bibliografia sobre música e fui eu fazer um minicurso com ele, na verdade fiz 2 minicursos e aí veio a idéia de estudar uma banda de rock chamada os mutantes eu tentei compreender o experimentalismo na trajetória dos mutantes como ocorre essa mudança sonora da banda e como isso tá vinculado também ao processo de implementação da indústria cultural no Brasil. E disso surgiu e saiu minha dissertação de mestrado que virou livro em 2010. Helena – Esse viés de estudo sobre a música na cultura brasileira, que expressa momentos marcantes para o país, e conceitos de nação, continuou sendo tema de pesquisa da Daniela no doutorado. Desta vez com foco no trabalho de dois expoentes da música popular brasileira: Chico Buarque e Caetano Veloso. Daniela – E aí no doutorado já na Unicamp eu continuei seguindo nessa linha de música mas pensando o problema a questão
#77 Temático: CNPq: da criação à crise
Quanto vale para a construção de uma nação encontrar perspectivas para desenvolver uma produção científica e tecnológica perene? Em tempos sombrios, de escassez e ameaça ao financiamento público para a pesquisa, preparamos um episódio para contar a história do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq. Fundada em 1951 com a justificativa de defender a soberania nacional, a agência é hoje uma das principais financiadoras da pesquisa científica brasileira. Para entender a importância do CNPq para a política científica brasileira e para pesquisadores e estudantes das mais diversas áreas, conversamos com a professora Lea Velho, do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp. Ela trabalhou por mais de 10 anos no CNPq e resgata a importância histórica da agência, avaliando também a sua atual crise financeira. Também conversamos sobre a dimensão do apoio dado pelo CNPq a pesquisadores com a Sabine Righetti, pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, que em parceria com Estevão Gamba, da Unifesp analisaram quantos artigos científicos publicados na Web of Science. Conversamos também com o Eduardo Flores, professor do setor de virologia da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria, que teve apoio do CNPq para a instalação de seu laboratório, para pesquisas e para a sua formação e de muitos de seus alunos; e a Olívia Moraes Ruberti, doutoranda do Programa de Pós-Graduação de Biologia Funcional e Molecular, do Instituto de Biologia da Unicamp, que teme que sua pesquisa seja interrompida, caso o CNPq suspenda os pagamentos das bolsas. Acompanhe o porquê do CNPq ter se tornado referência histórica e um bom retrato de como o Brasil atual vem lidando com a ciência. O episódio foi produzido e apresentado por Natália Flores e Alisson Almeida. A produção também teve a colaboração de Samuel Ribeiro, Paula Gomes, Rafael Martins Revadam e Camila Cunha e coordenação da Simone Pallone. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Na seleção de trilhas Caroline Maia e Ana Paula Zaguetto e na divulgação Helena Ansani. Abaixo, a transcrição do episódio. Allison Almeida: A ciência brasileira tem estado na pauta nos jornais nos últimos meses. Natália Flores: O tema vem mobilizando a comunidade acadêmica desde que o atual governo mostrou a clara intenção de diminuir substancialmente os investimentos públicos em pesquisas científicas, e nas universidades, colocando em risco a já frágil política científica nacional. Natália: Você, ouvinte, já pensou quanto vale a ciência para um país? Allison: Para a Alemanha vale bastante. Em junho deste ano, o governo de Angela Merkel anunciou um investimento da ordem de 160 bilhões de euros para universidades e centros de pesquisa. O valor será executado na próxima década e será recorde, segundo o jornal Deustche Welle. Natália: E você consegue estimar o valor da formação de uma cultura educacional científica e tecnológica para superação da pobreza? Allison: Novamente vamos dar um exemplo do exterior. Investindo pesadamente em educação, criando uma política nacional de desenvolvimento científico e tecnológico e qualificando sua mão de obra, a partir de meados da década de 70 a Coreia do Sul superou a pobreza se tornando um dos principais casos de organização científica e tecnológica no mundo. Os sul-coreanos elevaram consideravelmente seus índices de desenvolvimento que até então eram semelhantes aos do Brasil. Natália: E quanto vale a ciência para o Brasil? Allison: Vamos responder essa questão contando para os nossos ouvintes, a história de um grande protagonista da ciência brasileira: o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq. Ele é um dos principais órgãos de apoio e aperfeiçoamento da pesquisa científica nacional. Por isso, é bem conhecido do pessoal que trabalha em laboratórios de pesquisa. Natália: Mas nem todos os brasileiros sabem qual é o papel dessa importante agência e o quanto a sua atuação vem transformando a vida de cada um de nós que vivemos no Brasil. Sua criação em 1951 e todo o investimento feito até hoje, refletem o que um dia se pensou sobre o valor, sobre a relevância da ciência para o país. Allison: Eu sou Allison Almeida. Natália: Eu sou Natália Flores. Allison: E vamos mostrar pra vocês como a criação dessa agência de fomento transformou a agenda da pesquisa científica no Brasil e o que está em jogo para a ciência brasileira com a falta de pagamento das bolsas em vigência, suspensão de bolsas e de recursos para projetos. [Ildeu Castro Moreira] … é fundamental que o Congresso Nacional coloque isso como uma questão prioritária para o país. É uma questão de sobrevivência e soberania nacional. Porque o desenvolvimento sustentável, avanço do país, a saída de crise, se não tiver desenvolvimento científico-tecnológico é fake news. [1:13 – 1:34] agora para isso é preciso ter política pública
#76 Oxilab: Aves que comem de tudo: um ralo na evolução
Você sabia que há cerca de 10 mil espécies de aves na natureza? Imagine a diversidade de formas, cores e cantos que existem desde um bem-te-vi até uma harpia. São muitas possibilidades, não é? E tudo isso é fruto de um processo bastante intricado: a evolução biológica. Um aspecto muito interessante da evolução das aves é a dieta. Como a evolução pode ter levado ao surgimento de algumas aves que dependem exclusivamente de frutos, néctar e outros vegetais, e de outras que caçam outras aves e pequenos mamíferos? Quais são as vantagens de se comer de tudo neste grupo animal? Como dieta e evolução se afetam mutuamente? No episódio de hoje, o biólogo Gustavo Burin, do Programa de Pós-graduação em Ecologia da USP, vem discutir estas questões. O episódio foi produzido por Luanne Caires, com apresentação de Bruno Moraes e coordenação de Simone Pallone. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Músicas: “Rainforest ambience” ou “Sunny day”. Trilha em domínio público disponível SoundBible.com. “Future Proof”, by South London HiFi. Disponível Youtube Audio Library. Renegade Jubillee, by The Whole Other. Disponível Youtube Audio Library. Beginnings, by Unicorn Heads. Disponível Youtube Audio Library.   Imagem: Aves: Shutterstock Filogenia: Gustavo Burin
#75 Temático: Goles de Ciência: Três Barris de Conhecimento
Hoje é a nossa saideira… E, na saideira pode tudo: repetir a dose, se divertir e, por que não, falar de coisa séria? Vamos embarcar em uma seleção dos melhores momentos do Pint of Science Campinas 2019 nas três noites coordenadas pelo trio de apresentadores, Bruno Moraes, Camila Cunha e Natália Flores no bar Da Vinci, no Cambuí. O foco é na ciência, sem deixar de fora espaço para o debate sobre temas contemporâneos que afetam a divulgação científica, como a disseminação de desinformação na nossa sociedade. Toxicologia Forense e Política sobre Drogas foi o tema que abriu o festival no bar Da Vinci, com Silvia Cazenave e José Luiz da Costa. Na segunda e terceira noites, os debates foram pautados por temas do campo da biologia, com discussões sobre a Ser Humano na Era da Edição Genética, com Ana Arnt e Ângela Saito, e sobre Evolução com Mathias Pires e Pirula. Nesse episódio em um tom mais intimista e pessoal, quase em formato de diário, nós buscamos entender como um evento de ciência pode afetar pessoas tão diferentes, incluindo organizadores voluntários, palestrantes, donos de bar e ouvintes. E como a divulgação científica pode adquirir um tom de resistência. O fato é participar de um festival mundial de divulgação de ciência é contagiante e inesquecível! Você é nosso convidado nessa conversa! Uma ouvinte testando o etilômetro com ajuda da Silvia Cazenave. Ouvintes com origami de DNA feito pela Ângela Saito. Mathias Pires e Pirula com réplica de um crânio de tigre dente de sabre mostrando seus caninos! Qual o episódio da série que você mais gostou? Comenta aí! Depois de ouvir o podcast deixe aqui o seu comentário ou nas nossas mídias sociais: Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) ou Facebook (oxigenionoticias). Se preferir, envie um e-mail para [email protected]. Críticas e sugestões são sempre bem-vindas. O roteiro e a apresentação do episódio foram feitas por Bruno Moraes, Camila Cunha e Natália Flores. Os trabalhos têm a coordenação da professora Simone Pallone, do Labjor. Nos trabalhos técnicos, Octávio Augusto e Jeverson Barbieri, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Crédito das trilhas sonoras: Fiddles McGinty de Kevin MacLeod Tribal War Council de Doug Maxwell/Media Right Productions Bar Crawl de JR Tundra Night Snow de Asher Fulero Night Drive de Quincas Moreira Nota: Todas as músicas estão disponíveis na Biblioteca de Áudio do YouTube Crédito de imagem: Imagem de capa Barrel-beer-container-1267334.jpg de ELEVATE disponível em Pexel Demais imagens por Camila P. Cunha
#75 Temático: Goles de Ciência: Desopilando o Cérebro
Depois do esquenta que fizemos no episódio anterior, convidamos você para desopilar o cérebro no segundo episódio da série “Goles de Ciência”. Venha conosco refletir sobre os desafios da comunicação de ciência feita por cientistas para não-cientistas em um bate-papo com organizadores, palestrantes e ouvintes do festival Pint of Science 2019. Muitos brasileiros têm interesse por ciência, mas poucos conhecem as pesquisas feita no país, suas instituições científicas e seus protagonistas. Num cenário de disseminação de informações e notícias falsas nas redes sociais, a divulgação científica assume um papel cada vez mais estratégico. Apesar disso, divulgar ciência ainda é uma prática vista com maus olhos por uma boa parte dos cientistas. O fato de não ser devidamente valorizada no meio acadêmico e institucional não ajuda muito também. Além de enfrentar esses obstáculos, os cientistas que se aventuram na comunicação da ciência percebem que falar de temas científicos para um público não iniciado não é tão simples assim. É preciso saber comunicar e adaptar a linguagem. E é aí que entram iniciativas como o Pint of Science: um verdadeiro laboratório para os cientistas desenvolverem e testarem suas habilidades comunicativas. Experimentar novos formatos e novas linguagens… A ideia é sair da zona de conforto e estimular a criatividade. Apesar do desafio, nesta época de corte de recursos para a ciência, comunicar ciência é mais que necessário, é obrigatório! A gente espera que esse episódio contagie você, cientista ou amante de ciência, a embarcar nessa jornada. Quem sabe você se sinta encorajado a, também, participar de projetos de divulgação científica? O que você pensa sobre divulgação científica na academia? Fale com a gente! Deixe a sua opinião aqui mesmo ou nas nossas mídias sociais: Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) ou Facebook (oxigenionoticias). Se preferir, envie um e-mail para [email protected]. O roteiro e a apresentação do episódio foram feitas por Bruno Moraes, Camila Cunha e Natália Flores. Os trabalhos têm a coordenação da professora Simone Pallone, do Labjor. Nos trabalhos técnicos, Octávio Augusto e Jeverson Barbieri, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Social mídia por Helena Ansani.   Links para pesquisas de percepção pública da ciência: Percepção Pública da C&T no Brasil 2015 realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI): http://percepcaocti.cgee.org.br/ Percepção Pública da C&T no Brasil 2019 realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), colaboração do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT) e apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC): https://www.cgee.org.br/documents/10195/734063/CGEE_resumoexecutivo_Percepcao_pub_CT.pdf   Crédito das trilhas sonoras: “Rollanddrop” de Jingle Punks “Walking the dog” de Silent Partner “How we like it” de Dan Lebowitz Disponíveis na biblioteca de áudio do YouTube.   Crédito de imagem: “aqua-beverage-clean-1615011.jpg” de rawpixel.com disponível em Pexel
#75 Temático: Goles de Ciência: O Esquenta
Cientistas falando sobre ciência em um bar, fazendo piadas e lançando desafios para a plateia?! Parece um tanto inusitado, mas essa iniciativa de levar a ciência para as ruas e bares tem se tornado cada vez mais pulsante. Começamos a nossa série “Goles de Ciência” com o episódio “O Esquenta”. Neste episódio, vamos conhecer a história do Pint of Science, criado em 2013, na Inglaterra, pelos pós-doutorandos do Imperial College de Londres Praveen Paul e Michael Motskin. A ideia de encorajar cientistas a saírem de seus laboratórios para falarem sobre suas pesquisas em pubs foi tão bem sucedida, que o projeto logo expandiu para outros 22 países e chegou no Brasil em 2015. Desde então, o número de cidades que organizam o evento vem crescendo no país. Em 2019, 85 cidades brasileiras participaram do Pint of Science. Em Campinas, a chegada do festival foi embalada pela energia do casal Rafael Bento e Isabela Schirato, que mantém um projeto parecido, o Chopp Com Ciência. Esses eventos vêm consolidando o cenário científico e cultural Brasil afora. O que você acha de falar de ciência em bar? Fale com a gente! Deixe seu comentário aqui ou também nas nossas mídias sociais: Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) ou Facebook (oxigenionoticias). Se preferir, envie um e-mail para [email protected]. O roteiro e a apresentação do episódio foram feitas por Bruno Moraes, Camila Cunha e Natália Flores. Os trabalhos têm a coordenação de Simone Pallone, do Labjor. Nos trabalhos técnicos, Octávio Augusto e Jeverson Barbieri, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Social mídia por Helena Ansani. Crédito das trilhas e efeitos sonoros: “Move Up to the Mountains” de Aaron Lieberman “Animaux Obscènes” de Dan Bodan “Cat Circus” de Doug Maxwell “Pyxis” de Home “Bergerette” tocado por Zebu Trifásico “Tiger Roar” de lauramellis, disponível em freesound.org “Police2” de guitarguy1985, disponível em freesound.org   Crédito de imagem: “alcohol-beer-beverage-1161466.jpg” de rawpixel.com, disponível em Pexel.
#74 Oxilab: Como evolui o campo magnético da Terra?
Você já ouviu falar em Anomalia Magnética do Atlântico Sul? E sabia que ela pode afetar o funcionamento de satélites e computadores? Também chamada de AMAS, ela é uma região do planeta que engloba boa parte da América do Sul, do oceano Atlântico e do continente africano e que está passando por um enfraquecimento em seu campo magnético. Como o campo magnético terrestre funciona como uma barreira que protege o planeta das partículas emitidas pelo sol e por outros pontos da Via Láctea, esse enfraquecimento faz com que a região da anomalia fique menos protegida das variações do campo magnético externo. E isso acaba impactando tecnologias que funcionam em altitudes mais elevadas e distantes do ponto de geração do magnetismo, que ocorre no núcleo do planeta. Por isso, resolvemos abordar essa anomalia magnética e seus impactos no Oxilab de hoje. Para falar sobre o tema, convidamos o geofísico Gelvam André Hartmann, do Instituto de Geociências da Unicamp, que vem pesquisando essa anomalia há cerca de 15 anos, com o objetivo de entender como ela evoluiu através do tempo. Recentemente, ele participou de um estudo sobre o magnetismo de estalagmites, que são rochas que se formam no chão de cavernas, para traçar as variações do campo geomagnético nos últimos 1500 anos. O episódio de hoje foi produzido por Paula Penedo, com coordenação de Simone Pallone e colaboração de Eliane Fonseca. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Radio Unicamp, e Gustavo Campos. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você também pode mandar sugestões pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Imagem: ESA/ATG Medialab Músicas: Breathing Planet – Doug Maxwell http://activeterium.com/21eY) Cycles – Density & Time https://www.youtube.com/audiolibrary Weirder Stuff – Geographer www.youtube.com/audiolibrary  
#73 Temático: Vida de laboratório – parte 02
Este episódio do Oxigênio, Vida de Laboratório foi dividido em duas partes, porque havia muitas experiências para mostrar. Na parte 1, o Gustavo Burín contou um pouco sobre a rotina em um laboratório de macroecologia e macroevolução, no Instituto de Biociências da USP, e os professores Alexandre Falcão e Jancarlo Gomes falaram sobre o laboratório multidisciplinar que une saúde pública e computação, que fica na Unicamp. E nesta segunda parte, os laboratórios abordados fogem ainda mais do estereótipo do laboratório, aquele com bancada, muita vidraria e pesquisadores de jaleco branco e óculos protetores, desses laboratórios de experiências físicas e químicas. Aqui o ouvinte vai conhecer um pouco de como são os laboratórios da paleontologia, mais especificamente de Paleohidrologia, a partir da fala da paleontóloga Frésia Ricardi-Branco, professora do Instituto de Geociências da Unicamp. Vamos ouvir também a experiência do João Roberto Bort, do Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena da Unicamp, que é antropólogo e vem estudando indígenas da etnia Xukuru-Kariri e considera seu próprio corpo parte do laboratório. Por último, a Júlia Veras, da Universidade Federal de Ouro Preto, que é formada em Artes Cênicas e pesquisa direção teatral vai contar como ela foi descobrindo diferentes laboratórios possíveis para a área de interpretação e direção teatral. O tema é muito vasto, caberiam muitas outras partes, mas essas experiências já dão o tom da diversidade que se tem no meio acadêmico. Pesquisas em diversos campos, que se conversam, e se tocam para seguir adiante. O episódio foi apresentado por Paula Penedo e Bruno Moraes. A produção do roteiro foi feita por Luanne Caires, Camila Cunha, Paula Penedo e Priscila Ferreira, com coordenação da professora Simone Pallone, do Labjor. Nos trabalhos técnicos, Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Deixe seu comentário contando o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].   Crédito das trilhas sonoras: Like a Polaroid de Spazz Cardigan Synergy de Geographer Future Proof de South London HiFi Crédito da imagem: Pixabay
#73 Temático: Vida de laboratório – parte 01
Nas últimas semanas, o Ministério da Educação anunciou o bloqueio de 30% das verbas discricionárias das universidades federais do Brasil. Na prática, a medida reduz 7,4 bilhões de reais do orçamento de custeio que já havia sido aprovado por meio da Lei Orçamentária Anual (a LOA) de 2019 e compromete o funcionamento de atividades de ensino, pesquisa e extensão nas universidades. No caso da pesquisa, a parte mais atingida foi a pós-graduação, com o recolhimento de bolsas consideradas ociosas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior, a CAPES. O problema é que a CAPES não especificou os critérios utilizados para considerar as bolsas ociosas e muitas delas já estavam destinadas a novos alunos de mestrado e doutorado aprovados nos processos seletivos dos programas de pós-graduação. A medida representa mais um dos ataques que vêm sendo feitos às universidades públicas, com mentiras e muita desinformação. Em entrevista à rádio Jovem Pan no dia 08 de abril, o presidente do país afirmou que “poucas universidades têm pesquisa e, dessas poucas, a grande parte está na iniciativa privada”, quando na verdade, é o contrário. Segundo o relatório feito em 2017 pela empresa Clarivate Analytics, sob solicitação da CAPES, de 2011 a 2016, 95% da produção científica do Brasil, reconhecida internacionalmente, foi feita nas universidades públicas. Aparentemente, o presidente não sabe muito sobre como a pesquisa é feita no Brasil. E na verdade muita gente não sabe. E para mostrar um pouco sobre como é a rotina das milhares de pessoas que produzem ciência no país, dedicamos o episódio de hoje à Vida de Laboratório. E como o assunto é extenso, esse episódio foi dividido em duas partes. Os entrevistados da parte 1 foram o Gustavo Burín, pós-doutorando no Laboratório de Macroevolução e Macroecologia do Instituto de Biociências da USP, o LabMeMe; e os professores Alexandre Falcão e Jancarlo Gomes, do Laboratório de Ciência de Dados de Imagens, chamado de LIDS, da Unicamp. Os três contam histórias interessantes relacionadas às suas áreas de pesquisa e de seus laboratórios. O episódio Vida de Laboratório foi apresentado por Bruno Moraes e Paula Penedo. As entrevistas e produção do roteiro foram feitos por Luanne Caires e Camila Cunha, com ajuda do Allison Almeida, sob coordenação da professora Simone Pallone, do Labjor. Nos trabalhos técnicos, Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Deixe seu comentário contando o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Músicas: RobinHood 76 https://freesound.org/people/Robinhood76/sounds/62282/ Future Proof Like a Polaroid Imagem Jarmoluk/Pixabay  
#72 Oxilab: Transgênicos no Brasil: 20 anos
O plantio de lavouras de soja transgênicas é aprovado no Brasil desde 1998. Nesses 20 anos, novas culturas agrícolas foram aprovadas para comercialização no país, mas também produtos derivados de microrganismos transgênicos, como vacinas, hormônios e enzimas para produção de alimentos. Os transgênicos são encarados pela sociedade com desconfiança e medo. Mesmo assim, a produção e o consumo crescem no país. Como são poucos os que conseguem definir o que são transgênicos e quais são as implicações de seu uso, os mitos ao redor do tema se multiplicam. O episódio de hoje vem para discutir estas questões: definições e uso de transgênicos no dia a dia, o papel da transgenia na sociedade, segurança alimentar e seus potenciais impactos no ambiente. Nossos convidados são: Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (IB – Unicamp), Heidge Fukumasu (USP, campus Pirassununga), Mathias Mistretta Pires (IB – Unicamp). O episódio foi produzido por Allison Almeida, Luanne Caires, Camila Cunha e Bruno Moraes, com apresentação de Camila Cunha e coordenação de Simone Pallone. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].   Músicas: “Acoustic breeze” e “Enigmatic” de Bensound.com. Disponível em: https://www.bensound.com “Bring me your sorrow” de Dan Lebowitz, biblioteca de áudio do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/audiolibrary/music?ar=2 Som de apito. Disponível em: https://www.freesfx.co.uk/sfx/referee          
Especial Semana Acadêmicos Indígenas da Unicamp
No episódio passado, o Oxigênio tratou da questão indígena no país, enfocando alguns avanços e muitos retrocessos. Entre os avanços, apontamos a realização do primeiro vestibular indígena realizado pela Unicamp, que trouxe para a universidade um grupo de 72 indígenas de diferentes etnias e lugares do país. Não foi possível conversar com eles na época, mas agora, o Marinaldo Almeida Costa e o Anderson Jesus Viana Arantes, ambos da etnia Tukano, da Amazônia, conversaram com o repórter Bruno Moraes. Eles falaram sobre a importância de estar na Universidade, para dar voz a esses povos brasileiros. Na entrevista eles tratam de questões relacionadas a sua cultura, à diversidade, ao estilo de vida mais coletivo e também sobre os preconceitos e a ideia colonializada dos indígenas, por parte da sociedade e das universidades brasileiras. E para promover a integração desses novos alunos com a comunidade a qual estão se inserindo, eles organizaram a Primeira Semana dos Acadêmicos Indígenas da Unicamp, que tem início no dia 15 de abril e vai até o dia 17, com uma programação intensa, com mesas redondas, palestras, exibição de documentários, apresentação de danças, mostra de artesanato e venda de comidas tradicionais. A programação completa pode ser vista no site do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (IFCH): https://bit.ly/2ItcQou. Assista também o vídeo de divulgação do evento no YouTube: https://youtu.be/FLokOT22k9U As entrevistas e roteiro deste episódio foram realizados por Bruno Moraes. A apresentação foi do Bruno e da Simone Pallone e trabalhos técnicos do Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Músicas: As músicas utilizadas no programa foram gentilmente cedidas pelo projeto Cantos da Floresta, que reuniu cantos tradicionais de diversos povos indígenas brasileiros. As canções pertencem ao legado das etnias ancestrais Krenak, Guarani-Kaiowá e da comunidade Bayaroá. Você pode ouvir essas e outras canções indígenas no site: www.cantosdafloresta.com.br
Oxidoc: Sempre há um antes: a história do Nudecri
No início dos anos 1980, o linguista Carlos Vogt era professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Naquela época estavam começando a ser implementados na universidade os Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa. Foi quando o Vogt, ao lado do artista João Batista da Costa Aguiar, pensaram na criação do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade, o Nudecri. “O Núcleo nasceu com essa vocação para abrigar atividades, ações e programas, não-ortodoxos, não inscritos necessariamente na linha de cursos regulares. O Nudecri foi, nesse sentido, pioneiro. Porque ele trouxe para dentro da Unicamp essas atividades que eram mais ou menos marginais”, conta Vogt. O Nudecri foi criado oficialmente em 1985. A professora Eni Orlandi e o professor Eduardo Guimarães eram colegas de departamento do Vogt no Instituto de Estudos da Linguagem, e faziam parte do grupo que embarcou nessa ideia. Para Orlandi, os núcleos foram pensados para “movimentar a universidade em torno de programas que exigiam conhecimento, mas que, ao mesmo tempo, também proporcionassem uma relação com a sociedade de maneira clara”. Guimarães acrescenta que o Nudecri, em particular, surgiu como um espaço para “ideias variadas e uma certa novidade dentro das Ciências Humanas e na relação com as artes”. Neste Oxidoc, a repórter Beatriz Guimarães entrevista Carlos Vogt, Eni Orlandi e Eduardo Guimarães para compreender um pouco da história do Nudecri e de seus laboratórios, o Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) e o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência. Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast.   Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães. Supervisão: Simone Pallone e Claudia Pfeiffer.
#71 Temático: A questão indígena no Brasil
Residentes originais do Brasil, os índios enfrentaram séculos de exploração, expropriação e preconceito antes de alcançarem direitos fundamentais à terra e ao respeito de sua cultura. Conquistas importantes vieram com a constituição de 1934, a criação da Funai na década de 1960 e a Constituição Federal de 1988. Mais recentemente, outro passo rumo à igualdade de oportunidades e à valorização cultural foi dado pelas universidades que implementaram os vestibulares voltados para povos indígenas e pelo fortalecimento de veículos de comunicação feitos por e para estes povos. No entanto, a falta de investimento nos órgãos responsáveis pela gestão indígena no país e o endurecimento do discurso político contra direitos fundamentais têm colocado muitas conquistas em risco. O episódio de hoje vem para discutir estas questões, o papel da cultura indígena na nossa identidade enquanto povo e os desafios que enfrentamos para valorizar a diversidade cultural brasileira. Nossos convidados são: Artionka Capiberibe (IFCH – Unicamp), Henyo Trindade Barretto (UnB), José Alves de Freitas e Juliana Sangion (Comvest – Unicamp) e Anápuáka Muniz Tupinambá (Rádio Yandê). O episódio foi produzido por Allison Almeida, Luanne Caires, Camila Cunha e Bruno Moraes, com apresentação de Camila Cunha e Bruno Moraes e coordenação de Simone Pallone. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Músicas: Gwyrá Mi, por Memória Viva Guarani (álbum Ñande Reku Arandu – 2000) Mãduvi’ju’i, por Memória Viva Guarani (álbum Ñande Reku Arandu – 2000) Yaklethxa Yakytoasáto (Canto de Todos os Povos), por Wakay e participantes da tribo Kariri Xocó (álbum “Matydy Ekytoá” Caminho de todos – 2000). Música Guarani – https://www.youtube.com/watch?v=jEBzFy6kCvE&feature=youtu.be Raminô, por Yawanawa (Canto Mulheres Indígenas) Imagem: Grafite no campus da Unicamp (Rios 2015)
Oxidoc: Pelas ruas, pelas telinhas
Cristiane Dias é pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) da Unicamp. Para ela, a linguagem, a cidade e a tecnologia formam um casamento perfeito. E atualmente ela coordena um projeto que nasce justamente desse casamento. Trata-se de um aplicativo em que as pessoas poderão falar da relação delas com as cidades, contando memórias e vivências de certos lugares. “O sujeito vive, anda, caminha pela cidade, mas dificilmente ele para pra olhar pra um lugar e lembrar como aquele lugar significa na vida dele, que memória aquele lugar tem pra ele. A gente quer que o aplicativo sirva para as pessoas olharem pro espaço onde elas estão e pensem: ‘como é importante eu estar aqui’. Ou ‘como esse lugar foi importante pra mim’.” Ela diz que não vê a hora do aplicativo ficar pronto para que ela possa contar de suas experiências em Campinas, cidade onde ela vive hoje e com a qual ela já teve uma relação difícil. Este Oxidoc também conta com a participação do jornalista Felipe Lavignatti, um dos criadores do projeto Mapas afetivos, que reúne diferentes relatos sobre a cidade de São Paulo. “Toda grande emoção que você vive está ligada a um lugar. A notícia de que você passou na faculdade, que você vai virar mãe, o lugar onde você foi pedido em namoro. Sempre tem um lugarzinho específico assim. E a gente queria contar as histórias a partir dos lugares.” O Felipe conta que ouvir os relatos de outras pessoas muda a forma como ele vivencia São Paulo. Quando passa em frente ao Conjunto Nacional, por exemplo, ele olha para a rampa e se lembra de alguém que já andou por ali de mobilete e que guarda com afeto aquele canto da cidade. O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência. Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast. Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães.
Especial Mulheres e meninas na ciência
Dia 11 de fevereiro é o dia mundial das mulheres e meninas na ciência. Considerando que menos de 30% das pesquisadoras do mundo são mulheres, a data é extremamente importante para refletirmos sobre os avanços conquistados pelas mulheres nos últimos anos e também sobre as barreiras que ainda existem para a representatividade feminina no meio acadêmico. No episódio de hoje, conversamos com pesquisadoras e alunas da Unicamp sobre o assunto. As convidadas foram: Maria Conceição da Costa (IG), Anne Bronzi (IMECC), Marcela Medicina (IMECC), Teresa Atvars (IQ), Sophia La Banca (Labjor) e Sarah Giannasi (IB). O episódio foi produzido por Paula Penedo e Luanne Caires, com apresentação de Paula Penedo e Graciele Oliveira, coordenação de Simone Pallone e colaboração de Bruno Moraes. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, Allison Almeida e Gustavo Campos. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Músicas: Peace Out by Airtone is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) LongasBar by Airtone is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Lil Cookie by William Rosati is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Watch me by Geographer is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Imagem: Sergey Nivens (Shutterstock)  
#70 Oxilab: Dosando genes
As informações contidas nos genes são fundamentais para definirem as características dos organismos. Dentro do núcleo das células, os genes encontram-se nos cromossomos, sendo que o número de cópias dos cromossomos pode variar de uma espécie para outra. Nós, humanos, temos duas cópias de cada cromossomos, mas nas plantas esse número pode ser muito maior. Isso acontece em muitas plantas de interesse agronômico, que podem chegar a ter doze cópias de cada cromossomo. Com o maior número de cópias, maiores os desafios para os pesquisadores estudarem e melhorarem as características das plantas. O pesquisador Augusto Garcia do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz, em Piracicaba, debruça-se justamente nessa questão. Ele utiliza ferramentas da genética estatística para entender melhor o genoma das plantas poliploides (que contém mais de duas cópias dos cromossomos). Em recente trabalho publicado na revista Genetics, Garcia e os autores David Gerard, Luis Felipe Ventorim Ferrão e Matthew Stephens exploram aspectos do estudo de poliploides. O Oxigênio conversou com Garcia para entender melhor os desafios e as perspectivas do estudo de poliploides. Esse Oxilab foi produzido, gravado e editado por Maria Letícia Bonatelli e faz parte do projeto Mídia Ciência da Fapesp “Produção jornalística das pesquisas realizadas no Departamento de Genética da ESALQ/USP, com especial enfoque para o Laboratório de Genética de Microrganismos Prof. João Lúcio de Azevedo”.
Oxidoc: Nós em redes
  Rede. Substantivo feminino. Entrelaçamento de fibras ligadas por nós. Comunitário(a). Adjetivo. Qualidade daquilo que é comum a várias pessoas. Ação realizada por quem vive no mesmo território e/ou compartilha dos mesmos interesses. Rede comunitária. Entrelaçamento de pessoas de um mesmo território e/ou com interesses em comum. Sistema de comunicação e compartilhamento de saberes pensado e utilizado por uma determinada comunidade, tendo em vista seus valores e necessidades. Pode ser, por exemplo, um jornal operário, uma rádio local ou uma malha de conexão sem fio que se espalha de roteador em roteador, de nó em nó. É desta última que falamos no Oxidoc: Nós em redes. O principal entrevistado do programa é Diego Vicentin, pesquisador de pós-doutorado no Labjor/Unicamp. Ao investigar as redes que surgem do encontro entre a computação e o cotidiano de diferentes comunidades, ele levanta questões sobre o mercado da conexão e suas exclusões e sobre a apropriação tecnológica como caminho de resistência. Também participa do programa a geógrafa Daiane Araújo, da Associação Casa dos Meninos, em São Paulo. Localizada no Jardim São Luiz, zona sul da cidade, a associação conta com um sistema de intranet que cobre mais de um quilômetro quadrado de território, criando conexões e trocas entre cerca de 20 mil moradores. O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência. Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast. Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães.
#69 Oxilab: Quem tem medo da leishmania?
E se uma simples picada de mosquito trouxesse, além da coceira, um baú de enigmas e histórias? No Oxilab de hoje, “Quem tem Medo da Leishmania?”, o Oxigênio conversou com o professor Danilo Ciccone, do Departamento de Biologia Animal da Unicamp sobre um ser vivo microscópico e impressionante: os protozoários do gênero das Leishmanias. O professor Danilo tem dedicado mais de uma década de sua vida a estudar essas criaturas, para entender não apenas a doença que elas causam e descobrir novas formas de tratar a leishmaniose, mas também para conhecer mais de perto os mistérios desses verdadeiros “agentes secretos” do mundo imunológico. Venha com a gente para saber mais sobre cachorros, protozoários e sobre as suas próprias células de defesa, o famoso sistema imune.
#68 Oxilab: “De repente, uma doença”
Mudanças ambientais e novas interações entre espécies podem fazer com que vírus, bactérias ou outros patógenos comecem a afetar grupos de organismos diferentes, levando ao aparecimento de novas doenças. É o caso da AIDS, da doença causada por vírus Ebola e da doença causada por Zika vírus, que preocupam autoridades de saúde pública ao redor do mundo. A resistência ou tolerância a essas infecções depende de vários fatores: características dos patógenos e das espécies infectadas, o passado das espécies e da interação, além das possibilidades de tratamento. Para entender melhor o assunto, é só assistir ao episódio de hoje. Nesta edição do Oxigênio conversamos com Camila Beraldo sobre seu mestrado no Programa de Pós-graduação em Ecologia da Universidade de São Paulo (USP). O programa é produzido, apresentado e divulgado por Luanne Caires, com coordenação geral da professora Simone Pallone de Figueiredo, do Labjor. Os trabalhos técnicos foram feitos por Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Músicas Channel Chasing by Spazz Cardigan is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Let it happen by South London HiFi is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Milos by Eveningland is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Toe Jam by Diamond Ortiz is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US)
#67 Oxilab: Desde que o samba é samba
Antes de ser consagrado como a trilha sonora oficial do carnaval, o samba sempre foi alvo de muita discussão para saber quem era o pai da criança. Baianos ou cariocas? Favela ou asfalto? A única certeza da origem do gênero musical é que teve muitos berços e endereços. Tanto que no início do século XX, o samba era uma espécie de “guarda-chuva” para diferentes ritmos, como o choro, o partido-alto, o maxixe e a batucada, por exemplo. Mas toda essa diversidade acabou sendo abafada nos anos 1930 quando o Estado Novo de Getúlio Vargas apropria o estilo marginal e o transforma em símbolo nacional. No mês em que se comemora o dia do samba, celebrado no dia 2 de dezembro, o Oxigênio preparou uma edição especial que conta como o batuque de influência africana popularizado nas festas nos morros da cidade do Rio de Janeiro passou a definir a identidade brasileira. O programa conta com a entrevista com a historiadora Maria Clementina Pereira Cunha, autora do livro “Não tá sopa: samba e sambistas no Rio de janeiro de 1890 a 1930”. Publicado pela Editora da Unicamp, o e-book faz parte da coleção Históri@ Illustrada, idealizada pelo Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (Cecult/Unicamp). O programa é produzido e apresentado por Leonardo Fernandes, além da coordenação geral da professora Simone Pallone de Figueiredo, do Labjor. Os trabalhos técnicos foram feitos por Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Se quiser saber mais sobre o assunto, você pode adquirir o e-book “Não tá sopa” no site da Editora da Unicamp: www.editoraunicamp.com.br.   Créditos: Imagem: Montagem sobre foto de João da Bahiana, s.d. Autor desconhecido. Músicas, por ordem de execução: “Urubu”, 1923. Autor: Pixinguinha. Intérprete: Os Oito Batutas. (domínio público). “Fala, meu Louro”, 1920. Autor: Sinhô. Intérprete: Francisco Alves. (domínio público). “Patrão, prenda seu gado”. Autores: Pixinguinha, Donga e João da Bahiana. s.d. (domínio público). “É batucada”, 1932-33. Autores: Caninha e Visconde de Bicohyba. Intérprete: Murilo. Caldas. (domínio público). “Com que roupa?”, 1930. Autores: Noel Rosa. Intérprete: Noel Rosa. (domínio público). “Pelo Telefone”, 1916. Autores: Donga e Mauro de Almeida. Intérprete: Bahiano. (domínio público). “Se você jurar”, 1930. Autores: Ismael Silva e Nilton Bastos. Intérprete: Mário Reis. (domínio público). “Festa de Branco”, 1928. Autor: Pixinguinha. Intérprete: Francisco Alves. (domínio público). “Mulato bamba”, 1932. Autor: Noel Rosa. Intérprete: Mário Reis. (domínio público). “Eu gosto da minha terra”, 1930. Autor: Randoval Montenegro. Intérprete: Carmen Miranda (domínio público). “Preto e branco”, 1930. Autores: Augusto Vasseur, Luis Peixoto e Marques Porto. Intérpretes: Carmen Miranda e Almirante [1939] (domínio público). “Rapaz folgado”, 1933. Autor: Noel Rosa. Intérprete: Araci de Almeida. (domínio público). “Ponto de Ogum”. Intérpretes: Elói Antero Dias e Getúlio Marinho [1927-1930] (domínio público). “Marcha do Cordão Primavera”, s.d. Intérprete: Almirante [1946] (domínio público). Todos os efeitos sonoros pertencem à bbcsfx.acropolis.org.uk (© copyright BBC) e foram disponibilizados para reprodução com fins educativos sob a licença RemArc.
#66 Temático: Ou Isso ou Aquilo
O que vamos comer hoje? Vamos sair ou ver Netflix? Começar ou não um relacionamento? Em quem votamos na última eleição? Com diferentes níveis de complexidade, as decisões fazem parte de todos os aspectos da nossa vida. Às vezes elas podem ser tomadas de forma mais racional, outras de forma mais emocional, mas em todos os casos razão e emoção trabalham juntas na análise de riscos e benefícios. Além da reflexão consciente, outros fatores podem influenciar como fazemos escolhas: personalidade, grupos sociais, mídia, doenças e até o inconsciente têm papel fundamental! Apesar de toda essa complexidade, é possível trabalharmos nossa mente para melhorar o processo de decisão. Quer saber como? Vem descobrir no episódio de hoje. Nesta edição do Oxigênio conversamos com Oswaldo Amaral, do Centro de Estudos de Opinião Pública da Unicamp; Fábio Rocha, do Centre for Neuroscience in Education da Universidade de Cambridge; Samira Mansur, da UFSC; Álvaro Machado, da Unifesp; Marcelo Caetano, da UFABC e Rodrigo Pavão, também da UFABC. O programa é produzido por Sophia La Banca de Oliveira, com colaboração de Luanne Caires e Allison Almeida. A apresentação é de Sophia La Banca de Oliveira e Leonardo Fernandes, com coordenação geral da professora Simone Pallone de Figueiredo, do Labjor. O programa conta ainda com trabalhos técnicos feitos por Gustavo Campos e Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e divulgação por Sophia La Banca de Oliveira. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Músicas V for Victory by Audionautix is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Crimson Fly by Huma-Huma is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Total Totallity by The 126ers is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Follow the Shadows by The 126ers is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US) Keep Dreaming by Topher Mohr & Alex Elena is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US)
Oxidoc: Boca suja
Um jogo de futebol, uma sessão no Congresso, um semáforo fechado, um ponto de ônibus. Tudo parece normal quando, de repente: insulto! Sai de uma(s) boca(s) algo que não deveria sair. Um furo na atmosfera dos bons modos. O Oxidoc Boca suja fala sobre o insulto. O que ele é, como opera, como circula pela cidade, o que tem a ver com o ódio e o que tem a ver com o tempo em que vivemos. Para Marcos Barbai, pesquisador do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) da Unicamp, o insulto é “um asco de linguagem”. E justamente por isso ele se interessou por pesquisar esse assunto. “O meu grande lugar de pesquisa e de interrogação com a cidade e a linguagem é a lata do lixo. Eu gosto de olhar para os restos, tudo aquilo que a gente descarta e bota pra fora”, ele diz. Para a psicanalista Ana Laura Prates, atualmente pesquisadora-colaboradora do Labeurb, o insulto tem uma relação íntima com o ódio. “A palavra que insulta é a que tem a capacidade de aniquilar, de subordinar o outro ao seu modo de vida, aos seus critérios e às suas normas, não levando em conta a diferença do outro”, ela comenta. Marcos Barbai e Ana Laura Prates são os entrevistados deste programa. Contamos, ainda, com relatos enviados por diferentes pessoas que passaram por situações envolvendo insultos, seja na posição de insultado ou insultador. O episódio foi produzido e editado por Beatriz Guimarães, com apoio técnico de Octávio Augusto (da Rádio Unicamp) na gravação. O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência.   Créditos de trilha sonora: Investigations by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100646 Artist: http://incompetech.com/   Danse Macabre – Isolated Harp by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: http://freepd.com/Classical/Danse%20Macabre%20-%20Isolated%20Harp Artist: http://incompetech.com/   Percussion groove (Blip&Conga) by Roxxom is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: https://freesound.org/people/roxxom/sounds/331433/
#65 Oxilab: Tristeza tropical: mudanças ambientais e sofrimento
Quando se fala em zonas litorâneas e cidades pequenas do interior, é comum associarmos a cenários paradisíacos ou bucólicos, onde se predominam as belezas naturais, uma rica biodiversidade, ou onde o tempo passa mais devagar e as pessoas são mais felizes e solidárias. O litoral Norte de São Paulo, bem como alguns municípios localizados ao longo do eixo rodoviário Dom Pedro I – Tamoios poderiam ser um belo exemplo. O problema é que, se a gente coloca uma lente nesse olhar superficial, percebemos nessas regiões um expressivo número de casos diagnosticados de depressão, e um sentimento de tristeza generalizado, causados pelas condições precárias de vida. É o que revelam mais de 25 anos de estudos feitos pela professora e doutora em Ciências Sociais, Sônia Regina da Cal Seixas, pesquisadora do Nepam (Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp). O projeto de pesquisa interdisciplinar, financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) sugere um novo olhar sobre os impactos das mudanças ambientais sobre as pessoas, tanto na saúde mental quanto no bem-estar subjetivo, o que poderíamos chamar de “dores da alma”. Os resultados mostram que as transformações provocadas pela especulação imobiliária, pelo turismo e por projetos de desenvolvimento econômico, não só causaram sérios impactos ambientais, mas também alteraram gravemente os modos de vida. Compreender as transformações socioambientais num mundo em constante mudança a partir de um olhar sobre o sofrimento é uma tarefa que Sônia realiza desde os anos 1990. Neste Oxilab, ela conta sobre sua trajetória de pesquisa e ressalta a importância de se pensar caminhos de resistência e adaptação às mudanças. A pesquisadora fala também da necessidade de se realizarem mais estudos e pesquisas nesse campo, que ainda é muito pouco falado dentro das ciências. Este Oxilab foi produzido, gravado e editado por Alessandra Marimon, com colaboração e trabalhos de técnicos de Octávio Augusto da Rádio Unicamp e divulgação com apoio de Sophia La Banca de Oliveira. O episódio faz parte do projeto “Divulgação científica das pesquisas do Nepam (Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais) da Unicamp”. O projeto está integrado ao programa Mídia Ciência, da FAPESP. Músicas utilizadas: Impact Prelude, de Kevin MacLeod Dark Fog, de Kevin MacLeod Deep Haze, de Kevin MacLeod Impact Andante, de Kevin MacLeod
#64 Oxilab: Melhoramento participativo
As plantas que possuem interesse agronômico, principalmente aquelas que servem de alimento, são o foco de pesquisa de muitos melhoristas vegetais. Eles procuram melhorar a produtividade da planta, seu aspecto, seu valor nutricional e quaisquer outras características que possam contribuir para um melhor produto final. Na linha de produção de alimento o agricultor exerce um papel de destaque. É ele o responsável pelo cultivo das plantas, pelo seu manejo em campo e é o mais interessado em obter um bom retorno na venda do seu produto. Ele detém um grande conhecimento empírico sobre diversas espécies vegetais e, tal conhecimento, muitas vezes não é compartilhado com o pesquisador. Mas no melhoramento participativo há o alinhamento do conhecimento de pesquisador e produtor para a produção de espécies vegetais mais produtivas e com maior potencial de venda. Para isso, os estudos realizados dentro da universidade consideram a demanda do produtor, e ainda levam em contam a expertise do agricultor na hora de selecionar plantas com as melhores características agronômicas. O professor José Baldin Pinheiro da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” em Piracicaba realizou o melhoramento participativo do gengibre, juntamente com a professora Elizabeth Ann Veasey e as doutoras Nancy Farfan Carrasco e Eleonora Zambrano Branco, todas da mesma instituição. O professor Pinheiro contou como acontece o melhoramento participativo de uma espécie e em que pé está o melhoramento participativo do gengibre, espécie importante para produção de alimentos e produtos medicinais. Esse Oxilab foi produzido, gravado e editado por Maria Letícia Bonatelli e faz parte do projeto Mídia Ciência da Fapesp “Produção jornalística das pesquisas realizadas no Departamento de Genética da ESALQ/USP, com especial enfoque para o Laboratório de Genética de Microrganismos Prof. João Lúcio de Azevedo”.
Oxidoc: Dados em jogo
Em 28 de setembro de 2018, dia em que o roteiro deste Oxidoc começou a ser escrito, os jornais anunciavam que um ataque hacker teria atingido 50 milhões de usuários do Facebook. Boa parte dessas pessoas ficou apavorada ao saber que seus dados pessoais e suas conversas privadas estavam em risco. Mas esse foi apenas um dos tantos sinais que há tempos nos indicam: nas redes, estamos vulneráveis e todos fazemos parte de um grande sistema de circulação e extração de dados. No Oxidoc Dados em jogo, a repórter Beatriz Guimarães conversa com dois integrantes do grupo de pesquisa Informação, Comunicação, Tecnologia e Sociedade, sediado no Labjor/Unicamp, para entender como funciona a extração de dados, quem está por trás desse jogo, onde todos nós estamos nesse tabuleiro e quais são as possibilidades de resistência à essa vigilância que envolve tudo e todos. Os entrevistados são Marta Kanashiro e Leonardo Cruz. Marta Kanashiro é uma cientista social que investiga diferentes aspectos da relação entre a sociedade e as tecnologias, com foco justamente nas formas pelas quais somos vigiados e capitalizados nesta era da internet. Ela é pesquisadora do Labjor/Unicamp e integra a Lavits, a Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade. Para a Marta, a vigilância ainda é pouco questionada, muitas vezes ainda vista como paranóia ou fruto de teorias da conspiração. Depois de muito tempo pesquisando as relações de poder escondidas por trás da vigilância, ela decidiu partir para um outro olhar dentro desse mesmo cenário: as resistências cotidianas (ou microrresistências) e as relações de aliança que podem ser abertas com as máquinas. Leonardo Cruz também é cientista social. Ele terminou recentemente um pós-doutorado no Labjor/Unicamp e agora é professor da Universidade Federal do Pará. Na pesquisa de pós-doutorado, ele investigou os efeitos e as consequências de um acordo firmado entre algumas universidades públicas brasileiras e o Google Suite for Education, que é um conjunto de aplicativos e serviços da Google para o ensino. Ele buscou entender como se deram as discussões que resultaram nessa parceria – imaginariamente gratuita – que acabou capitalizando os dados de estudantes e funcionários dessas instituições. O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência. Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast. Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães.   Material relacionado: Entrevista com Ernesto Oroza: https://www.youtube.com/watch?v=v-XS4aueDUg Instruções para Faraday bag: https://www.youtube.com/watch?v=CLfEGA5PACA   Créditos de trilha sonora: Kool Kats by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100601 Artist: http://incompetech.com/   Drums of the Deep by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1400021 Artist: http://incompetech.com/   Granite Blocks by GR3AVE5Y is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/) Source: https://freesound.org/people/GR3AVE5Y/sounds/120828/  
#63 Bastos Tigre: O Quase Moderno
Hoje praticamente esquecido, Manuel Bastos Tigre (1882-1957) não foi só um dos pioneiros da publicidade no Brasil, foi uma das suas primeiras estrelas. O escritor pernambucano foi responsável pela criação de slogans que se tornaram famosos no mundo todo como “Se é Bayer é bom” – campanha traduzida para várias línguas e ainda hoje utilizada pela fabricante alemã de remédios. Tigre foi um artista multimídia antes mesmo de o termo ter sido inventado. Levou à cena 24 textos teatrais, publicou mais de trinta livros de poesia – a maioria humorísticos –, além de ser figurinha carimbada como cronistas de diversos jornais e revistas ilustradas. Sempre atento às novidades, o literato refletia em seu trabalho o período de mudanças que o Rio de Janeiro enfrentou durante a reforma urbana conhecida como “Bota Abaixo”, que modernizaram a então capital federal no início do século XX. Mas para os homens de letras da época, atuar na publicidade era uma alternativa tão tentadora quanto controversa. Mesmo sendo frequentador assíduo das rodas intelectuais e boêmias do Rio de Janeiro durante o período da “Belle Époque”, Tigre não foi poupado por seus colegas por ter feito um trabalho mais comercial. Mas apesar de ter sido renegado, o escritor ajudou a dar forma ao que conhecemos por Movimento Modernista. Nesta edição, conversamos com o historiador Marcelo Balaban, autor do livro “Estilo Moderno: Humor, Literatura e Publicidade em Bastos Tigre”, publicado pela Editora da Unicamp. O programa foi produzido e apresentado por Leonardo Fernandes com a colaboração de Sophia La Banca, Bruno Moraes e Gustavo Campos, além de contar com a coordenação geral da Simone Pallone do Labjor e os trabalhos técnicos de Octávio Augusto e Douglas Vasquez da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].   Créditos: Imagens – Montagem com as fotos: Caricatura de Bastos Tigre com pequena notícia sobre o autor publicada na revista “Tagarela” de 1902 Desenho de J.Carlos publicado na revista “Careta”, 8 mar. 1913. Caricatura da dança do maxixe publicada na revista “Kósmos”, maio 1906. Músicas, por ordem de execução: “Chopp em garrafa” (Ary Barroso e Bastos Tigre). Intérprete: Orlando Silva. Cia. Cervejaria Brahma, 1935. Domínio público. “The Entertainer”, de Scott Joplin, 1902. Ragtime Dorian Henry. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fPmruHc4S9Q. Domínio público. “O Vatapá”, (s.a.). Intérpretes: Mário Pinheiro e Pepa Delgado. Columbia, 1908-1912. Domínio público. “A febre amarela” (s.a.). Intérprete: Geraldo Magalhães. Casas Edson, s.d. Domínio público. “A conquista do ar”. Intérprete: Baiano. Casa Edson, s.d. Domínio público. “Cabeça de porco” (Anacleto de Medeiros). Intérprete: Banda do Corpo de Bombeiros. Odeon, 1904-1907. Domínio público. Todos os efeitos sonoros pertencem à bbcsfx.acropolis.org.uk (© copyright BBC) e foram disponibilizados para reprodução com fins educativos sob a licença RemArc.   Copyright © Bayer S.A 2018, “Bromil” Copyright © 2018 EMS Pharma e “Brahma” © AMBEV 2018 são marcas registradas. A Rádio Oxigênio não é proprietária dessas marcas e não endossa nenhum desses produtos.
#62 Álcool e Adolescentes
Apesar da venda e distribuição de álcool para menores de 18 anos ser ilegal no Brasil, o álcool é a droga de abuso mais usada por adolescentes. Isso traz uma série de riscos para esses adolescentes, o que leva os pais e professores a tentar prevenir esse tipo de comportamento. E com isso surgem várias perguntas sobre qual é a melhor estratégia para reduzir o consumo dessa droga e o risco associado a ele. Nesse programa conversaremos com Elaine Lucas dos Santos, pós-doutoranda no Programa de Pós-graduação em Psicobiologia da Unifesp, sobre seu trabalho com prevenção de abuso de álcool na adolescência. O programa foi produzido e apresentado por Sophia La Banca de Oliveira com participação de Maria Letícia Bonatelli. A coordenação geral é da Simone Pallone e os serviços técnicos foram de Octávio Augusto da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Créditos: Imagem em domínio público Músicas Look Ahead – Grand Banks – YouTube Audio Library Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/   Tomb Raider – Yung Logos – YouTube Audio Library Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/   Butchers – Silent Partner – YouTube Audio Library Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/   Born Again – Jorge Hernandez – YouTube Audio Library Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/   Long Life – Bobby Renz – YouTube Audio Library Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
#61 Oxilab: Dormindo na rede
Redes sociais são um novo fenômeno que redesenhou completamente o mundo humano. Enquanto isso, redes de interações ecológicas — que acabam funcionando de maneira parecida, em alguns aspectos — são estudadas desde o Século XIX, e mesmo antes de serem estudadas já estavam ocorrendo na natureza, modelando o nosso mundo e até a nossa própria evolução. Nesta conversa com o professor Mathias Pires, do Instituto de Biologia da Unicamp, você vai descobrir algumas coisas interessantes sobre como o Facebook e a natureza têm seus paralelos, e também sobre como o trabalho de pesquisa em torno da questão das redes de interações ecológicas pode informar as decisões que teremos de tomar, como humanidade, para garantir o futuro dos nossos ecossistemas — e de nós mesmos. O Oxilab foi apresentado e roteirizado por Bruno Moraes, com apoio de Luanne Caires e da coordenadora do Oxigênio, Simone Pallone, com trabalhos técnicos de Octávio Augusto da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].   Crédito das imagens: Internet Map by opte.org / CC-BY-2.5 Glyptodon por Heinrich Harder / Domínio Público (Public Domain) Skeleton and shell of Glyptodon clavipes, exhibited in the Museum für Naturkunde in Berlin by H. Zell / CC-BY-2.5 Female Worker Bee by CSIRO [CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0)], via Wikimedia Commons Créditos de Trilha Sonora: “Industrious Ferret” Kevin MacLeod (incompetech.com) Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/3.0 Neo Western” Kevin MacLeod (incompetech.com) Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ “River Fire” Kevin MacLeod (incompetech.com) Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ Thank you very much for your compositions, Mr. MacLeod.
#60 Temático: Serviços Ecossistêmicos
A princípio pode parecer estranho, mas a natureza nos presta vários serviços. A polinização das plantas cultivadas, a proteção das nossas reservas de água e várias outras coisas que são essenciais para nossa qualidade de vida. Mas o desmatamento e as mudanças climáticas podem colocar em risco esses ecossistemas e, por consequência, os serviços que eles nos prestam. Nesta edição do Oxigênio conversamos com Alexandre Uezu, do Instituto de Pesquisas Ecológicas; Carlos Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp; Patricia Ruggiero, do Instituto de Biociências da USP; Cristiana Seixas, do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp; Oremê Ik-peng, técnico em agroecologia do Médio Xingu, e Mercedes Bustamante, da UnB. Errata: Neste episódio, falamos um pouco a respeito do efeito de anos eleitorais sobre a perda de vegetação nativa. No minuto 20:14, cometemos um equívoco na síntese: a pesquisa da Dra. Patricia Ruggiero demonstra que há um aumento da perda de vegetação nativa em ano de eleição estadual, e não uma redução. Fica aí a informação corrigida e nossas desculpas. O programa é produzido por Luanne Caires, Paula Drummond e Alessandra Marimon e apresentado por Alessandra Marimon e Simone Pallone. Conta com a colaboração de Bruno Moraes e divulgação por Sophia La Banca de Oliveira, além da coordenação geral da professora Simone Pallone de Figueiredo, do Labjor. Os trabalhos técnicos foram feitos por Gustavo Campos e Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Links citados no programa: Análises feitas na área de Direito à Cidade, do Instituto Pólis: http://polis.org.br/noticias/o-direito-a-cidade-na-eleicao-presidencial-de-2018/ Propostas sobre questões cruciais para a política do Clima no Brasil: http://www.observatoriodoclima.eco.br/o-clima-nas-eleicoes/ Músicas Industrious Ferret by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: Clique aqui I Dunno by Grapes is licensed under a Creative Commons Attribution license (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: Clique aqui Memories by Jaime Bertin is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: Clique aqui Handpans and the Hang by Aaron Ximm is licensed under a Attribution-Noncommercial-Share Alike 3.0 United States License. Source: Clique aqui Essence 2 by Audionautix is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: Clique aqui Imagem: Kayna Agostini
#59 Oxilab: Canções Escravas
Antes mesmo da invenção do disco e do rádio, a indústria musical já prosperava com a venda de partituras para pianos. No final do século XIX, a sociedade abastada do Rio de Janeiro mostrava seu enriquecimento comprando pianos e um de seus maiores passatempos eram os bailes e os saraus feitos em casa. Foi a partir da comercialização das partituras de música que os ritmos afro-brasileiros começaram a ganhar popularidade nos teatros de revista, nos clubes dançantes e nas salas de estar das elites brancas. Mesmo tendo que lutar contra o preconceito, a música negra ajudou a criar todo um mercado e deu visibilidade aos descendentes de africanos. Nesta edição do Oxigênio conversamos com a historiadora Martha Abreu, professora titular do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), sobre à efervescente cena cultural que deu origem ao samba e que moldou a cultura brasileira como conhecemos. A pesquisadora é autora do livro “Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas”. Publicado pela Editora da Unicamp, o e-book faz parte da coleção Históri@ Illustrada e resgata a música negra nas Américas após a Abolição. O programa é produzido e apresentado por Leonardo Fernandes e conta com a colaboração de Sophia La Banca de Oliveira e Sarah Azoubel Lima, além da coordenação geral da professora Simone Pallone de Figueiredo do Labjor. Os trabalhos técnicos foram feitos por Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Se quiser saber mais sobre o assunto, você pode adquirir o e-book “Da senzala ao palco” no site da Editora da Unicamp: www.editoraunicamp.com.br. Créditos de trilha sonora: “Canoa Virada” de Eduardo das Neves, 1907-1912. Domínio público. “Jongo de pretos”, de Freire Jr., por Eduardo das Neves e Coro, 1912-1915. Domínio público. “Gargalhada” (“Pega na chaleira”), por Eduardo das Neves, 1907-1912. Domínio público. “Dor de cabeça”, por Fernando de Albuquerque; Jazz-Band Sul Americano Romeu Silva, 1925. Domínio público. “Imitação de um batuque africano”, por Cesar Nunes, 1908-1912. Domínio público. “Nêgo Bamba”, interpretado por Otília Amorim, em gravação de 1930. Domínio público. “Odeon”, de Ernesto Nazareth, 1910. Domínio público. “Cakewalk”, de Artur Camilo, 1904-1908. Domínio público. “The Cake-Walk in the Sky”, de Ben Harney, 1899. Repertório ragtime de Dorian Henry. Domínio público. Imagem: Imagem d’Os Oito Batutas. In: Hermano Viana. O mistério do samba. Rio de Janeiro, Jorge Zahar /Editora da UFRJ, 1995.
Oxidoc: Estranha célula das entranhas
Um dia, a antropóloga Daniela Manica, hoje pesquisadora do Labjor/Unicamp, andava por São Paulo quando viu a seguinte frase pichada num muro: “Mulheres são estranhas, sangram pelas entranhas”. Naquela época, ela já pesquisava as relações entre cultura e natureza, gênero e medicina, fluidos corporais e tecnociência. E para ela, aquela frase no muro representava duas ideias: o estranhamento em relação ao corpo das mulheres, e a visão do útero e da menstruação como coisas assombrosas e repulsivas. Pensando sobre como a menstruação é percebida, a Daniela caiu numa outra possibilidade: a de ver e entender o sangue menstrual não como um dejeto e nem como indicativo de falha na reprodução – como muitas vezes ele é tratado -, mas como uma fonte de produção de sangue. E aí ela começou a olhar para o uso da menstruação na arte e na ciência. Uma das pesquisas que ela desenvolve atualmente reflete sobre o uso das células do sangue menstrual (CeSaM) em pesquisas com células-tronco, especificamente no Laboratório de Cardiologia Celular e Molecular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ. No Oxidoc Estranha célula das entranhas, a repórter Beatriz Guimarães conversa com a antropóloga Daniela Manica para entender as relações entre gênero, menstruação e ciência, e vai até a UFRJ para conhecer as CeSaM e as pesquisadoras que têm desenvolvido essa pesquisa de forma pioneira: a Regina Goldenberg e a Karina Asensi. O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência. Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast.   Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães. Créditos de trilha sonora: Covert Affair – Film Noire by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100795 Artist: http://incompetech.com/   Drums of the Deep by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1400021 Artist: http://incompetech.com/   Klockworx by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Source: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100392 Artist: http://incompetech.com/  
#58 Temático: Seria esse o fim?
Bolsas de pesquisa em risco de serem cortadas. Universidades e institutos de pesquisa com as contas no vermelho. Problemas estruturais nos prédios de instituições públicas de pesquisa. Mais recentemente (depois da gravação do programa), o museu mais antigo do país foi engolido por descaso e chamas. O Brasil passa por uma das piores crises da nossa história política e econômica recente. No Temático #58, tratamos um pouco do fato de que, para sair dessa crise, nossas autoridades estão indo na contramão ao cortarem investimentos justamente na educação e na pesquisa, que já se mostraram excelentes motores para o crescimento e a retomada de outros países em crise no passado. Na resistência contra essas decisões destrutivas, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) comemora seus 70 anos, fazendo o que sempre fizeram de melhor: defendendo a pesquisa e o ensino brasileiros. E nós estivemos lá no dia do evento, quando também foi organizada uma Marcha Pela Ciência na Avenida Paulista. Nesta edição do Oxigênio, conversamos com o professor Ildeu de Castro, atual presidente da SBPC, além da professora Roseli Lopes, tesoureira da instituição, que nos contaram um pouco a respeito dessa trajetória de décadas, e deram seus pontos de vista a respeito da importância da pesquisa para um país como o Brasil. Também conversamos um pouco a respeito de ciência e atuação política com o biólogo e divulgador de ciência Luciano Queiroz, do Dragões de Garagem e com o professor do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da USP, Walter Neves, que também é candidato a Deputado Federal pelo PPL. Este programa é dedicado à SBPC e ao Museu Nacional e sua equipe, e foi apresentado por Bruno Moraes e Alessandra Marimon, e contando com a colaboração de Allison Almeida, Carla Lopes, Gustavo Campos, Sophia La Banca de Oliveira e nossa coordenadora, Simone Pallone de Figueiredo. Os trabalhos técnicos foram feitos por Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Depois de ouvir, deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
#57 Temático: Morrendo pela boca
Pense na sua comida favorita. Provavelmente ela está contaminada. Traços de agrotóxicos estão presentes em frutas, verduras, carnes, leite, bebidas e em produtos industrializados. De acordo com um estudo da Embrapa, o consumo anual de agrotóxicos no Brasil é estimado em 300 mil toneladas. E isso não é de agora, nos últimos quarenta anos o consumo desses químicos cresceu 700 por cento no país. Apesar do dado alarmante, o governo brasileiro está disposto a aumentar ainda mais o uso desses produtos químicos. Está em discussão no congresso brasileiro a PL 6299/02, idealizada em 2002 pelo então deputado Blairo Maggi, atual ministro da agricultura, e que modifica o marco regulatório do uso de agrotóxicos criado em 1989. A “PL do Veneno”, como vem sendo popularmente chamada, vem sendo denunciada por “flexibilizar” a responsabilidade de quem não faz o uso correto de agrotóxicos, permitindo o uso abusivo de defensivos agrícolas. Entidades governamentais como a Anvisa, o Ibama e o Ministério Público Federal já se manifestaram contrários às mudanças no marco regulatório da lei dos Agrotóxicos. Nesta edição do programa Oxigênio vamos (literalmente) a campo para tentar entender os dois lados essa polêmica. Entrevistamos Larissa Bombardi, do Laboratório de Geografia Agrária da USP; Silvia Fagnani, diretora executiva do Sindiveg, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal; Ivan Valente, deputado federal do PSOL e um dos legisladores que se opõe ao PL; Marina Lacorte, especialista em agricultura e alimentação do Greenpeace; Maria Ileide Teixeira, criadora e presidente da Associação de Mulheres Agroecológicas do Vergel (AMA) e uma das coordenadoras dos diversos grupos sociais do assentamento do Vergel; e a produtora rural Inês Carneiro O programa de hoje foi apresentado pelo Bruno Moraes e por Sophia La Banca de Oliveira, com colaboração de Allison Almeida, Beatriz Guimarães, Sarah Lima, Leonardo Fernandes, Maria Letícia Bonatelli, Alessandra Marimon, Francielly Baliana, Letícia Guimarães, Luanne Caires, Marcos Botelho Júnior, Ruam Silva. Trabalhos técnicos do Octávio Augusto aqui da rádio Unicamp e coordenação geral da professora Simone Figueiredo do Labjor.   Músicas utilizadas: The Order’s Theme, de myuu; Marimba on The Hunt, de Daniel Birch; Creative Minds, de Bensound.com;   Clipes de áudio: Agenda Götsch e Globo Paraná;   Foto da divulgação: SamahR Depois de ouvir, deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
#56 OxiLab: Educação: Para quem? Para quê?
Quem é o público atendido pelo Ensino Superior brasileiro hoje? E quem fica de fora? Como a renda e a raça do estudante afetam esse acesso? Como microdados e séries históricas podem ajudar a responder essas perguntas? E, que tem sido feito lá no comecinho da trajetória acadêmica, na educação infantil, pra melhorar esses números? Nesse OxiLab, entrevistamos duas pesquisadoras de políticas públicas de educação do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da UNICAMP em busca de respostas para essas questões. Cibele Yahn de Andrade é socióloga e usa dados estatísticos para entender o acesso ao Ensino Superior no Brasil. Roberta Rocha Borges, por sua vez, é pedagoga e estuda educação infantil com enfoque numa metodologia que prioriza a pesquisa desde o início da formação do estudante. Ouça o OxiLab #56 e descubra porque analisar o acesso ao ensino superior implica entender quantos e quais alunos completam o ensino fundamental e médio – e qual a importância de novas metodologias e políticas de permanência e progressão nos níveis básicos de ensino. A apresentação do programa foi de Suzana Correa Petropouleas, com trabalhos técnicos de Octávio Augusto Fonseca. Depois de ouvir, conta pra gente se você gostou do episódio #56 em nosso Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Para conhecer mais sobre as pesquisas de Cibele e Roberta, acesso o site e o Facebook do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da UNICAMP.
#55 Temático: Não é sobre futebol
Poder, dinheiro, hooliganismo, doping, Síria, censura, racismo, LGBTfobia e, como cereja do bolo, Vladimir Putin. São tantas coisas que vem à cabeça quando se pensa na Copa do Mundo 2018 que até se esquece do futebol. Parece que, de fato, esta Copa não é sobre futebol. No Temático #55, buscamos entender as controvérsias e os jogos de interesses que estão envolvidos nos bastidores da Copa da Rússia. Para isso, contamos com os seguintes entrevistados: Marcelo Proni, professor do Instituto de Economia da Unicamp, com pesquisas em economia do esporte; Jamil Chade, jornalista que atua como correspondente internacional do Estadão na Europa há quase 20 anos, cobrindo, inclusive, o Comitê Olímpico Internacional, a FIFA e a ONU; e Bernardo Buarque de Hollanda, professor da Escola de Ciências Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), com pesquisas na área de história social do futebol e torcidas organizadas. Além disso, tivemos a participação do fotojornalista Rodrigo Villalba, que está indo cobrir a sua terceira Copa do Mundo. Ele conversou com a equipe Oxigênio sobre suas expectativas para os jogos e sobre as longas viagens de trem que ele fará nas terras russas para seguir os passos da Seleção Brasileira. Este programa foi apresentado por Sarah Azoubel Lima e Beatriz Guimarães e contou com a colaboração de Maria Letícia Bonatelli, Bruno Moraes, Alessandra Marimon, Allison Almeida, Leonardo Fernandes e Sophia La Banca de Oliveira. Os trabalhos técnicos são de Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Depois de ouvir, deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
Avaliação de Programas de Renúncia Fiscal no Brasil
A avaliação de programas de renúncia e subsídio fiscal (que só em 2017 representaram quase 285 bilhões de reais não arrecadados pelo governo) é o tema do especial do podcast Oxigênio organizado pela pesquisadora de políticas públicas Ana Carneiro e a jornalista Simone Pallone. Em comemoração a Semana da Avaliação na América Latina e Caribe, elas entrevistaram especialistas em avaliação e em diversos programas desse tipo para discutir a importância e desafios para sua avaliação. Para ver a programação completa da semana visite o site: www.clear-la.org/semana-de-la-evaluacion/brasil-eval2018/  
#54 Oxilab: Esse tal de Genoma
Você já deve ter ouvido falar sobre genoma, seja em notícias sobre as recentes descobertas do genoma humano ou sobre algum mecanismo de edição genômica que promete auxiliar no tratamento de doenças. Mas, você sabe o que é o genoma? Sabe para que ele serve? No genoma nós encontramos as informações que definem quem aquele organismo irá ser – seja um micro-organismo, uma planta ou um ser humano – e, inclusive, as características que irão diferenciar uma pessoa da outra. E para entender um pouco mais como os pesquisadores estudam o genoma dos organismos, falamos com a professora Maria Carolina Quecine-Verdi, do Departamento de Genética da ESALQ/USP. Ela estuda o micro-organismo Austropuccinia psidii, um fungo responsável pelo aparecimento da doença ferrugem no Eucalipto. A Maria Carolina investiga as informações contidas no genoma do fungo para entender melhor a biologia desse organismo: como ele vive, qual sua resposta a diferentes estímulos do ambiente e quais mecanismos ele utiliza para infectar o eucalipto. Mas, nesse estudo, a professora não imaginava encontrar algumas interessantes particularidades sobre o genoma desse fungo! Ouça o episódio #54 Oxilab: Esse tal de Genoma e descubra o que os pesquisadores realmente sabem sobre esse tal de genoma. A apresentação do programa foi de Maria Letícia Bonatelli com colaborações da Sarah Azoubel Lima e Beatriz Guimarães e trabalhos técnicos de Octávio Augusto Fonseca. Depois de ouvir, nos diga: gostou do episódio #54? Fala para a gente seus comentários e sugestões. Estamos no Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
#53 Temático: Maconha – Vide bula
Atualmente, a ANVISA autoriza que alguns pacientes e famílias importem medicamentos à base de maconha para tratar epilepsias graves que não respondem a outros tratamentos. Desde 2014, cerca de 3000 pessoas conseguiram o aval da agência para a importação da droga. Em alguns casos, em parte devido ao custo elevado da importação, pacientes também conseguiram na justiça o habeas corpus para o autocultivo da planta. Internacionalmente, há uma tendência da regularização do uso medicinal da maconha. Os efeitos da planta e de seus princípios ativos estão sendo estudados em doenças neurodegenerativas, dores crônicas, alívio dos sintomas da quimioterapia, no autismo, entre outras condições. Entretanto, no Brasil, as pesquisas e o desenvolvimento de drogas com a planta são limitados pela proibição do cultivo para fins científicos. Na tentativa de descobrir qual o futuro do uso da maconha medicinal no país, a equipe do Oxigênio conversou com os especialistas Fabrício Pamplona, diretor científico da Entourage Phytolab, startup farmacêutica que está desenvolvendo uma droga a partir do óleo de cannabis e forjou uma parceria com a Unicamp; Katy Albuquerque, chefe do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) que desenvolve um estudo sobre as propriedades terapêuticas da planta; e Giordano Magri, advogado que trabalha com direitos humanos e faz parte da associação Cultive, voltada ao uso terapêutico da cannabis. O episódio ainda conta com o depoimento de Maria Aparecida Carvalho, mãe de Clárian, que utiliza medicamento a base de maconha para controlar as convulsões da filha, que é portadora da Síndrome de Dravet. Também ouvimos o designer Gilberto Elias Castro, que usa a maconha para aliviar os sintomas da esclerose múltipla. A apresentação do programa foi feita por Beatriz Guimarães, Sarah Azoubel Lima e Leonardo Fernandes. Tivemos a colaboração da Maria Letícia Bonatelli, Sophia La Banca de Oliveira, Bruno Moraes e Allison Almeida. E os trabalhos técnicos foram do Octávio Augusto, da Rádio Unicamp. Se você gostou do episódio, deixe a avaliação ou comentário para o Oxigênio no aplicativo que você usa pra ouvir podcasts. Isso ajuda outras pessoas a encontrarem o programa. Você também pode mandar uma mensagem para gente pelo (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Queremos saber mais sobre você! O Oxigênio está realizando uma pesquisa sobre o consumo de podcasts. Você encontra o questionário aqui. Agradecemos sua contribuição!