
Mosaicos Culturais - USP
Ouça os podcast no Jornal da USP - Universidade de São Paulo
Jornal da USP
Show overview
Mosaicos Culturais - USP has published 18 episodes during 2024. That works out to roughly 2 hours of audio in total. Releases follow a near-daily cadence.
Episodes typically run under ten minutes — most land between 7 min and 8 min — and the run-time is fairly consistent across the catalogue. None of the episodes are flagged explicit by the publisher. It is catalogued as a PT-BR-language Music show.
The catalogue appears to be on hiatus or wound down — the most recent episode landed 1.4 years ago, with no new episodes in over a year. Published by Jornal da USP.
From the publisher
A intenção de fazer com que a audiência absorva um universo musical vibrante e diverso, construído pelas vozes e experiências sonoras trazidas por estudantes da graduação e da pós-graduação da USP.
Latest Episodes

Mosaicos Culturais #166: Urias encanta como “loba solta”
Lorena Urias Martins da Silva é uma cantora, compositora, dançarina e modelo. Sua carreira musical desde 2018 destaca-se nos gêneros de R & B, Pop e Eletrônica. Como uma mulher trans, é uma forte defensora da comunidade LGBTQIA +. Urias ganhou reconhecimento nacional e internacional em 2019, ao lançar o single Diaba, se tornando uma das grandes revelações do mercado musical brasileiro (com informações da Wikipédia). Saiba e ouça mais de Urias aqui. Fúria foi seu primeiro álbum lançado em 2022, e atingiu o primeiro lugar na parada de álbuns do iTunes Brasil. O projeto traz letras intensas e faz reflexões sobre a sociedade, comportamento e sobrevivência da comunidade LGBTQIAP+ (com informações da Wikipédia). A canção Tanto faz é a última faixa do disco. Composta por Urias, Rafael Stefanini, Rodrigo Gorky e Zebu e interpretação de Urias, a canção tematiza o amor não correspondido. A música também aborda a luta interna do eu lírico entre a racionalidade e a emoção descontrolada (com informações da Wikipédia). Ao som de Tanto faz, Mu Almeida, estudante de Biologia no Instituto de Biociências da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Mu esclarece que gosta de todo álbum Fúria e do gênero hyper pop. Resolvi falar sobre a raiva porque ninguém fala muito sobre esse sentimento. Decidi falar sobre isso porque nunca associam minha imagem e meu recorte à raiva, sempre associam a dó. ‘Ai coitada, ela é travesti’, isso no imaginário das pessoas. Então pensei, estou com raiva de tudo que acontece comigo e porque acontece comigo e não é culpa minha, não tenho nada a ver com isso, vocês que precisam lidar com isso. Queria que as pessoas entendessem que nós estamos com raiva. Tudo em torno do álbum gira em torno disso, em torno da ‘Fúria’, (Urias em entrevista ao Mundo Negro). Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 16 e 17 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #165: Euforia carnavalesca com “Lança perfume”, de Rita Lee
Rita Lee Jones de Carvalho (1947 - 2023) foi cantora, compositora, apresentadora de televisão e escritora. A cantora foi a artista feminina mais bem-sucedida em vendas no Brasil, com mais de 55 milhões de cópias vendidas. Ex-integrante de Os Mutantes e Tutti-Frutti, Rita Lee iniciou a sua carreira musical com o gênero rock, mas também flertou com os gêneros da psicodelia, tropicalismo, pop rock, disco, new wave, pop, bossa nova e eletrônica. Rita Lee é considerada a Rainha do rock brasileiro. Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a lista dos cem maiores artistas da música brasileira, na qual Rita Lee ocupa o 15° lugar. Um dos maiores sucessos da cantora é Lança Perfume, composição de Rita Lee e Roberto de Carvalho. A canção, que tematiza a euforia e alegria carnavalesca, é a primeira faixa do álbum de 1980 e foi responsável pela divulgação da cantora no exterior. A obra ocupou o Top 10 da Billboard no ano de seu lançamento. Ao som de Lança Perfume, Milena Rodrigues de Oliveira, estudante de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Milena ressalta que a canção tem um ritmo e letra muito animados e contagiantes. O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 13 e 16 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #164: O groove singular de Sandra de Sá em “Trem da Central”
Sandra Cristina Malafaia Frederico de Sá, conhecida artisticamente como Sandra de Sá, é cantora, compositora, musicista e atriz. Descendente de avô cabo-verdiano e filha de um baterista, sua relação com a música teve início ainda na adolescência, quando acompanhava o pai em apresentações de samba, soul e bailes de gafieira. Com o incentivo paterno, começou a se apresentar em escolas de samba, aprendeu violão de forma autodidata e passou a compor as próprias canções. Sua carreira ganhou destaque na década de 1980, com sucessos como Olhos Coloridos, Joga Fora, Bye Bye Tristeza, Solidão, Vale Tudo, Enredo do Meu Samba, Retratos e Canções, Soul de Verão, Sozinha e Não Vá. Ao longo de mais de 44 anos de trajetória, Sandra de Sá consolidou-se como a rainha do soul brasileiro, marcando presença no cenário musical com sua potência vocal e seu estilo único. Entre suas primeiras canções está Trem da Central, lançada em 1983 como parte do álbum Vale tudo (1983), o terceiro de sua carreira. Composta por Durval Ferreira, Macau e Sandra de Sá, a música estreou no Programa Fantástico, em maio de 1983, quando a artista celebrava apenas três anos de carreira. Ao som de Trem da central, Lucas Maciel Pontes, estudante de Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Para Lucas, a canção é marcante por seu ritmo dançante e os grooves irresistíveis que envolvem o ouvinte. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 12 e 13 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #163: “Cálice” desafiou o silêncio imposto pela ditadura
Cálice, composta por Chico Buarque e Gilberto Gil, foi criada para o show Phono 73, realizado no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo. Em 1973, durante a apresentação no palco, os microfones dos artistas foram desligados já que a canção havia sido recomendada pela censura a não ser performada. Apesar disso, Chico e Gil se recusaram a silenciar. Apenas em 1978, o hino de resistência contra a ditadura foi oficialmente lançado no álbum Chico Buarque. Segundo a revista Manchete, de março de 1980, após a liberação da música pela censura, o álbum vendeu 700 mil cópias no Brasil (com informações da Wikipédia). Cálice utiliza metáforas poderosas para denunciar a censura durante a ditadura militar brasileira (1964 - 1985). O jogo de palavras entre “cálice” e “cale-se”, junto à alusão ao sofrimento de Jesus Cristo na cruz , simboliza as torturas, prisões, desaparecimentos e mortes de milhares de vítimas do regime autoritário. Ao som de Cálice, Maria Luiza Ananias, estudante de Filosofia na Faculdade de Letras, Filosofia e Ciências Humanas da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Maria Luiza revelou que Cálice é uma das músicas favoritas de seu namorado , o que fez com que tivesse um contato especial com a letra. Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque, é um ícone multifacetado: cantor, compositor, violonista, dramaturgo, escritor e ator. Considerado o maior artista vivo da música brasileira, sua discografia conta com aproximadamente oitenta obras, entre discos solo, parcerias e compactos. Filho de Sérgio Buarque de Hollanda, renomado historiador e jornalista, e primo distante de Aurélio Buarque de Hollanda, lexicógrafo e tradutor, Chico abandonou o curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) para se dedicar integralmente à carreira artística. Seus primeiros sucessos, Sonho de um Carnaval e Pedro Pedreiro, marcaram o início de uma trajetória brilhante. Ao longo de sua carreira, ele foi agraciado com 11 troféus nas categorias de Melhor Canção em Língua Portuguesa, Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, Melhor Vídeo Musical em Formato Longo, Melhor Álbum de Cantor-Compositor e Álbum do Ano do Grammy Latino. Para saber mais sobre Chico Buarque, leia e ouça mais Mosaicos Culturais. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 11 e 12 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #162: Protesto em forma de música sobre a degradação política da época da pandemia
Com mais de 40 anos de trajetória, Ratos do porão é uma banda que mescla hardcore, punk e rock, com influências do trash metal. Fundada em 1981 por Jão (João Carlos Molina Esteves), Roberto Massetti e Jarbas Alves, a formação atual conta com João Gordo (João Francisco Benedan), Jão, Boka (Maurício Alves Fernandez) e Juninho (Paulo Sergio Sangiorgio Júnior). A banda se consolidou como um marco na história do punk nacional em 1982, ao participar do festival O começo do fim do mundo no SESC Pompeia, em São Paulo. O evento reuniu cerca de 20 bandas pioneiras do movimento punk no Brasil, colocando o Ratos de Porão em destaque na cena. Com uma discografia de 13 álbuns de estúdio, a banda alcançou reconhecimento internacional e uma legião de fãs. Entre seus feitos, destacam-se apresentações no Rock in Rio e o documentário Guidable — A verdadeira história do Ratos de porão (2007), que traz vídeos inéditos e entrevistas com todas as formações da banda. Seu 13º e mais recente álbum Necropolítica, (2022), traz críticas contundentes à realidade política e social do Brasil e do mundo. Pela primeira vez, as músicas foram compostas separadamente por instrumentos, um processo que começou de forma inusitada: após Jão derrubar seu celular no vaso sanitário, ele rapidamente enviou aos colegas as bases de guitarra antes que o aparelho parasse de funcionar (com informações da Wikipédia). O termo "necropolítica", que dá nome ao álbum, foi cunhado pelo filósofo camaronês Achille Mbembe em 2003. Segundo a Academia Brasileira de Letras, refere-se ao uso do poder político e social para decidir, por ações ou omissões, quem pode viver e quem deve morrer, especialmente em contextos de desigualdade, exclusão e violência. Uma das faixas do álbum, Passa Pano pra Elite, composta por João Gordo, denuncia a corrupção e critica a elite brasileira. A letra enfatiza: “O agro é pop! / O agro é top! / O agro é tech! / O agro é morte!” O trecho evidencia o papel do agronegócio na atual conjuntura de problemas sociais e ambientais no País. (com informações do letras.mus). Ao som de Passa pano pra elite, Caique Jorge Veríssimo, estudante de Publicidade e Propaganda na Escola de Comunicações e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Caique destacou que canções de protesto e com questões sociais têm maior impacto quando possuem coerência e um ritmo que desperta o ouvinte. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 10 e 11 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #161: “Já sei namorar” simboliza uma das personagens de “Todas as mulheres do mundo”
Música em série e no cinema Todas as mulheres do mundo é uma série brasileira roteirizada por Jorge Furtado e Janaína Fischer, dirigida por Patrícia Pedrosa, Ricardo Spencer e Renata Porto d’Ave, e produzida e exibida pelo serviço de streaming Globoplay. A trama é baseada no filme homônimo, lançado em 1966, que foi roteirizado e dirigido por Domingos Oliveira (1936-2019). O longa-metragem original figura na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, elaborada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) em 2015. A série acompanha a vida de Paulo (Emilio Dantas), um arquiteto de Copacabana apaixonado por poesia e pelas mulheres. Ele acredita que o amor alimenta sua alma de poeta e se dedica a enxergar a essência de cada mulher com quem se envolve. Em sua busca por novos amores, o protagonista vive intensamente cada relacionamento, sendo que os episódios recebem o nome da parceira romântica em destaque. A trilha sonora desempenha um papel central na narrativa, conquistando o público com sua cuidadosa seleção musical. Nas redes sociais, espectadores elogiam a escolha das canções que, em cada episódio, ajudam a compor a personalidade das personagens femininas. “Já gostei de Todas as mulheres do mundo, porque na trilha sonora só deu Marisa Monte até agora”, comentou a usuária @Srta_fernandes no Twitter (atual X). Marisa Monte, escolhida para representar a personagem Maria Alice (Sophie Charlotte), é uma das maiores figuras da música brasileira. Cantora, compositora, multi-instrumentista e produtora, Marisa Monte é reconhecida por sua atuação no samba e no pop. De acordo com a revista Rolling Stone, Marisa Monte ocupa a 11ª posição entre as personalidades mais importantes da música popular brasileira. Para saber mais de Marisa Monte, ouça outro episódio do Mosaicos Culturais. Uma das músicas de maior destaque na série Todas as mulheres do mundo, é Já sei Namorar, composta pelos Tribalistas – trio formado por Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown. A canção foi indicada ao Grammy Latino em 2003 nas categorias de Gravação do ano e Melhor canção brasileira. Os Tribalistas marcaram a música brasileira com seu álbum de estreia, lançado em 2002. Em apenas treze dias, o trio criou treze faixas, vendendo mais de 3,5 milhões de cópias e conquistando o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro em 2003 (com informações da Wikipédia). Para conhecer mais dos Tribalistas, ouça outro episódio do Mosaicos Culturais. Ao lembrar de Já sei namorar, Kaue Ferreira, estudante de Educação Física na Escola de Educação Física e Esporte da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Kaue destacou a qualidade da trilha sonora de Todas as mulheres do mundo, observando que cada episódio apresenta uma música que simboliza a nova personagem feminina por quem o protagonista se apaixona. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 9 e 10 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #160: Jorge Ben Jor e a celebração da simplicidade em “Olha a Pipa”
Lançado em 1980, Alô, Alô, Como Vai? é o 18º álbum de estúdio de Jorge Ben Jor composto por nove faixas, que refletem sua criatividade musical. Entre elas, destaca-se Olha a Pipa, uma celebração à alegria de soltar pipas e à simplicidade da vida. A canção, composta e interpretada pelo próprio artista, remete à infância em um cenário idílico, onde o personagem principal empina sua pipa com entusiasmo, descrevendo os materiais que a compõem. Jorge Duílio Lima Meneses, mais conhecido como Jorge Ben e, desde 1989, como Jorge Ben Jor, um dos maiores ícones da música brasileira. Multifacetado, ele se destaca como violonista, pandeirista, guitarrista, percussionista, cantor e compositor. Seu estilo único combina samba, bossa nova, rock, funk, jazz, maracatu, ska e outros ritmos, tornando-o pioneiro do samba-rock e do samba-soul. Saiba e ouça mais Mosaicos Culturais de Jorge aqui. Ao som de Olha a pipa, Caio Carvalho Bento Leite, estudante de Design na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Para ele, a história retratada em Olha a Pipa é um reflexo da relação do artista com a própria pipa. “A canção, por mais simples que seja, é maravilhosa”, afirma Caio. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 6 e 9 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #159: “A vida que ardia sem explicação” com a existência de dois cometas
Cássia Rejane Eller (1962-2001) foi cantora e multi-instrumentista. Cássia Eller despontou no mundo artístico em 1981, ao participar de um espetáculo do músico Oswaldo Montenegro. Com uma discografia de cinco álbuns lançados em vida e um álbum lançado postumamente, Dez de Dezembro (2002), o álbum mais bem-sucedido de Cássia Eller foi Acústico MTV (2001), com mais de um milhão de cópias vendidas e um prêmio Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock. Considerada pelos críticos como um dos principais nomes do rock brasileiro, Cássia Eller é eleita a 18º maior voz e 40º maior artista da música brasileira pela Revista Rolling Stone Brasil. Em 1999, Cássia Eller lançou seu quinto e último álbum de estúdio, Com você… Meu mundo ficaria completo, indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa. As canções do álbum destoam de toda discografia anterior da cantora. Depois que seu filho, então com 5 anos de idade, Chico Chico reclamou que a mãe não cantava, mas berrava (graças ao estilo roqueiro de interpretação que Cássia possuía até então), Cássia Eller decidiu alterar seu estilo com a ajuda do cantor, compositor e produtor Nando Reis, um amigo que também vinha descobrindo um novo estilo musical e se distanciando das produções de sua banda Titãs, até sua saída em 2002. Foi durante os ensaios para este disco e para o disco solo de Nando Reis Para quando o Arco-Íris encontrar o pote de ouro, que surgiram as canções O segundo Sol e All Star, ambas compostas por Nando Reis, que se tornaram renomadas na voz de Cássia Eller. O segundo sol é uma canção enigmática que constrói um paralelo entre a verdade considerada absoluta e o espaço para mudança de pensamento e a livre interpretação das pessoas (com informações da letras.mus). Segundo Nando Reis em um vídeo no Youtube, a faixa se originou de uma conversa em que uma amiga lhe disse, de forma segura, que, segundo a crença dela, um dia um “segundo sol" haveria de surgir. Ele respondeu jocosamente perguntando como a Nasa não sabia disso. Mais tarde, arrependido, ele compôs a canção pensando na importância de tolerar crenças diferentes (com informações da Wikipédia). Ao som de O segundo sol, Beatriz Hadler, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Beatriz destaca que, quando ouve a canção, sente esperança por um futuro mais próspero. Para ela, uma canção deve possuir uma mistura de ritmo e voz do cantor, de maneira original. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 5 e 6 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #158: Milton Nascimento e “Caçador de mim” como uma ode à autodescoberta
Milton Nascimento, a voz atemporal da música brasileira, é reconhecido mundialmente como um dos mais influentes e talentosos artistas da história. Dono de uma voz única frequentemente chamada de “voz de Deus”, sua carreira é marcada por sucessos inesquecíveis como Travessia e Maria, Maria, que o consagraram como um dos maiores ícones da música brasileira. Nascido Milton Silva Campos do Nascimento, ele é cantor, compositor e multi-instrumentista. Seu interesse pela música surgiu na infância, influenciado por sua mãe, que estudou com Villa-Lobos. Aos quatro anos, ganhou uma sanfona de dois baixos e, desde cedo, explorou sua voz. Aos 13 anos, já se apresentava em bailes e, em 1962, gravou sua primeira música, Barulho de Trem. Saiba e ouça mais episódios do Mosaicos Culturais sobre Milton Nascimento aqui. O álbum "Caçador de mim", 14º trabalho de estúdio de Milton Nascimento, consolidou-se como um marco na discografia do artista. Com a participação especial do conjunto de percussão Uakti e de integrantes da banda Roupa Nova em faixas como Cavaleiros do Céu e Nos Bailes da Vida, o disco apresenta uma sonoridade rica e diversificada (com informações da Wikipédia). A faixa-título, uma composição de Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá, revela a busca por autoconhecimento e introspecção (com informações de Edgar Alonso Guerra no LinkedIn). A canção se tornou um hino para diversas gerações. Ao som de Caçador de mim, Lorenzo Souza Daniel, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Lorenzo destacou a beleza da melodia. Para Lorenzo, uma música considerada boa deve possuir um conjunto de fatores relevantes para constituir a obra musical. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 4 e 5 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #157: A flor não serviu para um amor não correspondido
Los Hermanos é uma banda de rock alternativo formada por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba. Os integrantes, que se conheceram durante a época de estudantes na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), deram seus primeiros passos na música com composições como Chora e Amor e Folia. A canção mais icônica da banda, Anna Júlia (1999), foi um grande sucesso e venceu o prêmio de Melhor Música no Prêmio Multishow de Música Brasileira. Entre as influências musicais do grupo estão Weezer, Acabou La Tequila e Carne de Segunda. Ao longo de seus dez anos de carreira, Los Hermanos lançou quatro álbuns de estúdio, que renderam ao grupo reconhecimento em outras importantes premiações, como o Grammy Latino, o Prêmio Tim de Música Brasileira e o MTV Video Music Brasil. Em 2001, o segundo álbum da banda, Bloco do Eu Sozinho, trouxe faixas marcantes e foi indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa. Entre suas 14 canções, destaca-se A flor, composta por Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo. A música explora temas como a dor da rejeição e a solidão que surge quando a pessoa amada se entrega a outro amor: “Do o teu olhar ao ver a flor Não sei por que Achou ser de um outro rapaz Foi capaz de se entregar Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim” Ao som de A flor, Alex Teruel, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicação e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Para Alex, a música retrata o sentimento de amor não correspondido: “Você começa a gostar de uma pessoa, e essa pessoa começa a gostar de outra.” Ele destaca ainda o ritmo marcante e contagiante da canção, que continua encantando diferentes gerações de ouvintes. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 3 e 4 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #156: Julinho da Adelaide foi o alter ego de Chico Buarque para burlar a censura
Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque, é um ícone multifacetado: cantor, compositor, violonista, dramaturgo, escritor e ator. Considerado o maior artista vivo da música brasileira, sua discografia conta com aproximadamente oitenta obras, entre discos solo, parcerias e compactos. Filho de Sérgio Buarque de Hollanda, renomado historiador e jornalista, e primo distante de Aurélio Buarque de Hollanda, lexicógrafo e tradutor, Chico abandonou o curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) para se dedicar integralmente à carreira artística. Seus primeiros sucessos, Sonho de um Carnaval e Pedro Pedreiro, marcaram o início de uma trajetória brilhante. Ao longo de sua carreira, Chico Buarque foi agraciado com 11 troféus nas categorias de Melhor Canção em Língua Portuguesa, Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, Melhor Vídeo Musical em Formato Longo, Melhor Álbum de Cantor-Compositor e Álbum do Ano do Grammy Latino. Durante a ditadura militar, Chico Buarque se consolidou como um símbolo musical de resistência à censura. Entre as canções que marcaram essa luta está Jorge maravilha, gravada originalmente em 1973 atribuída ao heterônimo Julinho de Adelaide. Embora escrita como uma aparente canção de amor, a música supostamente faz referência ao general e presidente Ernesto Geisel, cuja filha, Amélia Lucy, havia declarado ser uma grande admiradora do cantor (com informações da Wikipédia). O heterônimo Julinho da Adelaide foi uma estratégia criada por Chico Buarque para driblar as restrições impostas pela censura, especialmente após a proibição de sua peça Calabar. Sob esse pseudônimo, ele conseguiu lançar canções como Acorda Amor, Milagre Brasileiro e Jorge Maravilha, todas escapando do crivo dos censores. Ao som de Jorge Maravilha, Maria Antônia Henicka de Souza, estudante de Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, participou do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Maria Antônia refletiu sobre Jorge Maravilha. Para ela, a letra da canção é muito divertida, característica que se destaca ainda mais graças à entonação de Chico Buarque na interpretação. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 2 e 3 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #155: A canção de Emicida que une diversidade religiosa e reflexões sociais
Leandro Roque de Oliveira, mais conhecido como Emicida, é rapper, cantor, compositor e apresentador. Considerado uma das maiores revelações do hip hop brasileiro, o seu nome artístico é uma fusão da sigla “MC” com o sufixo “-cida”. Anos depois, o rapper criou também um acrônimo para o nome: E.M.I.C.I.D.A. (Enquanto Minha Imaginação Compuser Insanidades Domino a Arte). O rapper iniciou suas atividades artísticas em 2005, em batalhas de improvisação, mas a sua primeira aparição na mídia foi pelo sucesso da canção Triunfo, lançada em vídeo no Youtube. Para saber mais de Emicida, ouça mais episódios de Mosaicos Culturais sobre ele. O seu trabalho mais consagrado pela crítica até então é AmarElo. A sua terceira produção em estúdio foi eleita um dos 25 melhores álbuns brasileiros do segundo semestre de 2019 pela Associação Paulista de Críticos de Arte. O álbum recebeu a certificação de ouro pelas suas vendas no ano, venceu o Prêmio Multishow de Álbum do ano e também na categoria de Melhor álbum de rock ou de música alternativa em Língua Portuguesa do Grammy Latino, em 2020. O álbum foi lançado em 2019 no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, e foi visto pelo próprio autor como um experimento social, não apenas uma obra musical. A primeira faixa do disco, Principia, é uma composição de Leandro Roque e Nave, com a interpretação de Emicida, Fabiana Cozza, Pastor Henrique Vieira e Pastoras do Rosário. A canção aborda questões sociais, a diversidade religiosa e a violência. O título faz referência ao livro Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica, do físico Isaac Newton (1643 - 1727), que descreve as três leis fundamentais da física, denominadas “Leis de Newton”: a lei da inércia, o princípio fundamental da dinâmica e lei da ação e reação. Essas leis se relacionam diretamente à colaboração entre os artistas presentes na faixa – Fabiana Cozza, Pastor Henrique Vieira e Pastoras do Rosário – que representam o Candomblé, a Igreja Evangélica e a Igreja Católica, respectivamente. Assim, Principia, clama pela mediação entre os seres humanos e pela conexão do homem com o sagrado. Ao som de Principia, Isabelly Cristina Barbosa dos Santos, estudante de Letras na Faculdade de Letras, Filosofia e Ciências Humanas da USP, participou do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Isabelly compartilhou que o refrão da canção é muito impactante, tocando o coração e a vivência do ouvinte: "Tudo o que nós tem é nós" Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 29 de novembro e 2 de dezembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #154: Os Mutantes e a psicodelia tropical em “A Divina Comédia” ou “Ando Meio Desligado”
Os Mutantes, icônica banda de rock psicodélico, surgiu em 1966, em São Paulo, durante o efervescente Movimento Tropicalista. Formado originalmente por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, o grupo se destacou pela inovação musical e estética que marcou a música brasileira. Lançado em março de 1970 pela gravadora Polydor, A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado é o terceiro álbum de estúdio da banda, produzido por Arnaldo Saccomani. Esse disco é um marco na trajetória dos Mutantes, apresentando a formação ampliada com a entrada do baixista Liminha e do baterista Dinho Leme. Originalmente disponível em LP, o álbum foi relançado em CD em 1992 e, posteriormente, nos Estados Unidos pela Omplatten Records. A capa do disco traz uma adaptação de uma ilustração de Gustave Doré para A Divina Comédia, de Dante Alighieri, fotografada no jardim da casa dos irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista. Já a contracapa apresenta o trio central deitado na cama de Clarisse, mãe dos Baptista, numa composição que remete ao clima de Dona Flor e Seus Dois Maridos, com Dinho Leme vestido como oficial nazista.(A História do disco) No aspecto musical, o álbum representa uma guinada em direção a um rock psicodélico mais puro, deixando de lado os elementos tropicalistas que caracterizavam os trabalhos anteriores. A faixa-título, Ando Meio Desligado, composta por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, reflete essa mudança, com Sérgio Dias explorando distorções e experimentações inspiradas por Jimi Hendrix. Curiosidade Os Mutantes começaram como um trio em 1966, no programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, da TV Record. Inicialmente, o grupo se chamava "Os Bruxos", mas o nome não agradava. Segundo Carlos Calado, o novo nome surgiu de uma sugestão de Alberto Helena Júnior, produtor do programa, que brincou com Ronnie Von por sua obsessão pelo livro O Império dos Mutantes, de Stefan Wul. A ideia foi imediatamente aprovada e marcou a identidade da banda (com informações da Wikipédia). Legado e reconhecimento Ao longo dos anos, Os Mutantes se consolidaram como um dos principais expoentes da nova MPB, influenciada pela Tropicália, até a dissolução do grupo em 1978. O impacto do álbum A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado foi tão duradouro que, em 2007, ele foi eleito o 22º melhor disco da música brasileira pela revista Rolling Stone Brasil, reafirmando sua relevância histórica. Ao som de Ando meio desligado, Lucas Torres Dias, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Lucas descreve a canção como tendo um ritmo "esquisito e experimental", que transmite uma sensação de desconexão quase surrealista, como se estivéssemos flutuando pela vida sem compreender exatamente o que está acontecendo. Olho E não vejo nada Eu só penso Se você me quer Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 28 e 29 de novembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789.

Mosaicos Culturais #153: Sophia Chablau leva emoção ao indie psicodélico
Sophia Chablau e uma enorme perda de tempo é uma banda de indie rock e rock psicodélico formada por Sophia Chablau, Téo Serson, Theo Ceccato e Vicente Tassara. Desde 2019, o grupo vem conquistando espaço na cena musical brasileira, começando com a faixa, Idas e vindas do amor, que integrou a trilha sonora do filme Acqua movie (2019). O reconhecimento nacional veio com o álbum de estreia, Sophia Chablau e uma enorme perda de tempo, lançado em 2021. O trabalho foi listado entre os melhores discos do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e rendendo à banda uma indicação ao prêmio de Artista Revelação. Entre as faixas do álbum, Fora do meu quarto se destaca. Composta por Sophia Tagliaferri de Castro Sabino e Téo Serson, a canção é uma balada de amor intimista que combina arranjos melódicos e um ritmo lento, criando um clima de introspecção (com informações da Rádio Rock). O disco foi produzido por Ana Frango Elétrico, referência no gênero, e reflete a sensibilidade e inovação que marcam a trajetória do grupo. Leia e ouça mais Mosaicos Culturais de Ana Frango Elétrico. Ao som de Fora do meu quarto, Alicia Matsuda, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. “Essa canção desperta em mim uma nostalgia contagiante", compartilha Alicia, que se emocionou ao relembrar o dia em que viu a banda tocar ao vivo. Ela descreve como a voz de Sophia Chablau evoca sentimentos contrastantes de felicidade e tristeza. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 27 e 28 de novembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #152: A rima de Matuê reflete sobre equilíbrio e a busca pela paz
Matheus Brasileiro Aguiar, mais conhecido como Matuê, é rapper, compositor, cantor e guitarrista. O artista tornou-se um dos símbolos do trap brasileiro após o sucesso de seus dois álbuns Máquina do tempo (2020) e 333 (2024). Ambos álbuns quebraram recordes de estreia no Spotify Brasil. Em 2023, Matuê alcançou o marco de ser o único artista de hip hop com 10 músicas ultrapassando 100 milhões de streams nas plataformas digitais. Já o álbum 333 conquistou a maior estreia da história do Spotify Brasil, debutou em primeiro lugar no Spotify Global e acumulou impressionantes 16.8 milhões de reproduções nas primeiras 24 horas de lançamento. No dia do lançamento de 333, Matuê realizou uma performance simbólica no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Durante três horas, permaneceu em um pilar e, às 15h33, acendeu um cigarro de maconha, marcando o momento em que o álbum foi disponibilizado nas plataformas digitais. Apesar de não ser a mais popular do álbum, a faixa-título 333 integrou o Top 50 do Spotify Brasil, junto a outras nove canções do disco (com informações da Wikipédia). A letra de 333, composta e interpretada por Matuê, reflete sua ascensão no cenário musical e suas experiências de vida, abordando temas como equilíbrio e a busca por paz — elementos centrais do álbum. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 26 e 27 de novembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #151: Pare para ver a banda passar
Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque, é um ícone consagrado: cantor, compositor, violonista, dramaturgo, escritor e ator. Considerado o maior artista vivo da música brasileira, sua discografia conta com aproximadamente oitenta obras, entre discos solo, parcerias e compactos. Filho de Sérgio Buarque de Hollanda, renomado historiador e jornalista, e primo distante de Aurélio Buarque de Hollanda, lexicógrafo e tradutor, Chico Buarque estudou no curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) por dois anos e parou para se dedicar integralmente à carreira artística. Seus primeiros sucessos, Sonho de um Carnaval e Pedro Pedreiro, marcaram o início de uma trajetória brilhante. Ao longo de sua carreira, ele foi agraciado com 11 troféus nas categorias de Melhor Canção em Língua Portuguesa, Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, Melhor Vídeo Musical em Formato Longo, Melhor Álbum de Cantor-Compositor e Álbum do Ano do Grammy Latino. Leia e ouça mais Mosaicos Culturais de Chico Buarque aqui e aqui. O seu primeiro álbum, Chico Buarque de Hollanda foi lançado em 1966 com o sucesso A banda. Chico Buarque compôs a canção na Europa, onde excursionou a peça de teatro Morte e vida severina. A composição interpretada por Nara Leão (empatou em primeiro lugar com Disparada, de Geraldo Vandré, interpretada por Jair Rodrigues) no II Festival de Música Popular Brasileira, transmitido pela TV Record. No entanto, Zuza Homem de Mello, no livro A Era dos Festivais: Uma Parábola, revelou que "A Banda" venceu o festival. O musicólogo preservou por décadas as folhas de votação do festival. Nelas, consta que a música "A Banda" ganhou a competição por 7 a 5. Chico, ao perceber que ganharia, foi até o presidente da comissão e disse não aceitar a derrota de Disparada. Caso isso acontecesse, iria na mesma hora entregar o prêmio ao concorrente. Vendeu 55 mil cópias da canção em quatro dias. A banda fez sucesso internacional também, com a regravação em italiano por Mina, Dalida, Astrud Gilberto e, em alemão, por France Gall (com informações da Wikipédia). Sua participação no Festival de 1966, com A Banda, marcou a primeira aparição pública de grande repercussão apresentando um estilo amparado no movimento musical urbano carioca da Bossa Nova, surgido em 1957. Janela Canções como Ela e sua Janela, de 1966, começam a demonstrar a face lírica do compositor, com forte utilização de metáforas. A observação e análise social transparece nas diversas vezes em que o vocábulo janela está presente em suas primeiras canções: Juca, Januária, Carolina, A Banda e Madalena foi pro Mar (com informações da Wikipédia). Ao som de A banda, David Brian Silva Pereira, estudante de História na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, participou do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. David comentou que o ritmo e o vocal são essenciais para uma canção ser boa, o que Chico Buarque atende em A banda. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 25 e 26 de novembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuiçã

Mosaicos Culturais #149: Coletivo Candiero traz um convite à celebração da vida
O Coletivo Candiero é um selo de artistas cristãos do Nordeste. Por meio das canções, eles propagam ideias sobre cultura, arte, cristianismo e teologia. O grupo é formado por Marco Telles, Calmará, Filipe Daguia, Ana Heloysa, Antognoni Misael, Catarina Von Bora, Chico Conrado, Dri do Sol, Hipona, João Manô, Julhin de Tia Lica, Juliana Tavares, Midian Nascimento, Monique Tavares, Ramon Souza e Rodolfo Oliveira (com informações do Portal Pepper, YouTube e Instagram). É interessante notar que, ao contrário do que muitos esperam de músicas cristãs ou gospel, o Coletivo Candiero traz uma abordagem diferente. Eles misturam ritmos nordestinos com jazz, rock e até funk, criando uma sonoridade única e cativante. É interessante notar que, ao contrário do que muitos esperam de músicas cristãs ou gospel, o Coletivo Candiero traz uma abordagem diferente. Eles misturam ritmos nordestinos com jazz, rock e até funk, criando uma sonoridade única e cativante. A base rítmica, fortemente influenciada pela música nordestina, é enriquecida por elementos do jazz, rock e até mesmo do funk. As letras poéticas falam de esperança e justiça social com uma linguagem acessível e repleta de metáforas, convidando à reflexão e à celebração. “Transmitem uma alegria contagiante que reflete a experiência coletiva da fé cristã. É como se a alegria de crer transbordasse em cada nota e em cada palavra cantada” (informações da Tribuna do Rio). De acordo com uma publicação de Marcos Almeida no Instagram, “este álbum mobilizará multidões para fora daquela hipnose estética – diria torpor criativo – que a colonização mental deixou como legado; a saber centenas e milhares de cópias comportadas de músicas estrangeiras e suas teologias, além do desprezo pela imaginação e a poesia brasileiras”. De acordo com uma publicação de Marcos Almeida no Instagram, “este álbum mobilizará multidões para fora daquela hipnose estética – diria torpor criativo – que a colonização mental deixou como legado; a saber, centenas e milhares de cópias comportadas de músicas estrangeiras e suas teologias, além do desprezo pela imaginação e a poesia brasileiras”. Em seu novo álbum manifesto, Colcha de Retalhos, eles continuam essa missão, trazendo 19 artistas, os membros do coletivo, para cantar nas novas faixas. O grupo já tem mais de 100 mil ouvintes mensais nas plataformas digitais. Aos vivos é uma das canções que compõem o manifesto. A letra é uma composição de Ana Heloysa, Filipe Daguia, João Manô, Marco Telles e Ramon Souza, e a interpretação é do Coletivo Candiero. Ao som de Aos vivos, Caroline Kellen, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Caroline conta que a canção Aos Vivos, mesmo abordando os diferentes sofrimentos na Terra, sugere aos ouvintes aproveitar a vida. Ela diz que é incrível juntar as características da música popular nordestina com a religião. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 21 e 22 de novembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi e Caroline Kellen Estagiárias sob supervisão de Magaly Prado

Mosaicos Culturais #148: Jão diz ser “a tua linha de frente, tua religião”
João Vitor Romania Balbino, mais conhecido como Jão, é cantor, compositor e publicitário. Como ex-aluno da USP, o artista apenas recebeu reconhecimento significativo com o seu single Imaturo, e posteriormente, seu segundo álbum, Anti-herói. Com uma discografia de quatro álbuns, Jão se tornou um fenômeno nacional com três MTV Miaw Brasil, um Prêmio Multishow de Música Brasileira, um Troféu Imprensa e Internet, além de duas indicações ao Grammy Latino. Leia e ouça mais Mosaicos de Jão aqui e aqui. Jão gravou faixas do álbum Supernova em fevereiro, em um estúdio em Los Angeles (Califórnia, EUA), com produtores musicais norte-americanos como Matt Cohn, Rick Nowels e Roy Lenzo (conforme Mauro Ferreira, do G1). Religião, composta por Jão e Zebu e interpretada por Jão, é uma das canções deste novo álbum, Supernova (2024). Este álbum é o título da reedição, uma espécie de sequência e parte final do seu quarto álbum, Super (2023). Ao som de Religião, Jéssica Rodrigues Oliveira, estudante de Geografia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, participou da enquete musical do programa Mosaicos Culturais da Rádio USP. Jéssica conta que a canção aborda temas como o amor LGBTQ+ e a culpa religiosa. Ouça o podcast no link acima O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 20 e 21 de novembro de 2024. Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes! Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789. Por Regina Lemmi Estagiária sob supervisão de Magaly Prado