
Mosaicos Culturais #156: Julinho da Adelaide foi o alter ego de Chico Buarque para burlar a censura
Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque, é um ícone multifacetado: cantor, compositor, violonista, dramaturgo, escritor e ator. Considerado o maior artista vivo da música brasileira, sua discografia conta com aproximadamente oitenta o
December 4, 20246m 22s
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Show Notes
Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque, é um ícone multifacetado: cantor, compositor, violonista, dramaturgo, escritor e ator. Considerado o maior artista vivo da música brasileira, sua discografia conta com aproximadamente oitenta obras, entre discos solo, parcerias e compactos. Filho de Sérgio Buarque de Hollanda, renomado historiador e jornalista, e primo distante de Aurélio Buarque de Hollanda, lexicógrafo e tradutor, Chico abandonou o curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) para se dedicar integralmente à carreira artística. Seus primeiros sucessos, Sonho de um Carnaval e Pedro Pedreiro, marcaram o início de uma trajetória brilhante.
Ao longo de sua carreira, Chico Buarque foi agraciado com 11 troféus nas categorias de Melhor Canção em Língua Portuguesa, Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, Melhor Vídeo Musical em Formato Longo, Melhor Álbum de Cantor-Compositor e Álbum do Ano do Grammy Latino.
Durante a ditadura militar, Chico Buarque se consolidou como um símbolo musical de resistência à censura. Entre as canções que marcaram essa luta está Jorge maravilha, gravada originalmente em 1973 atribuída ao heterônimo Julinho de Adelaide. Embora escrita como uma aparente canção de amor, a música supostamente faz referência ao general e presidente Ernesto Geisel, cuja filha, Amélia Lucy, havia declarado ser uma grande admiradora do cantor (com informações da Wikipédia).
O heterônimo Julinho da Adelaide foi uma estratégia criada por Chico Buarque para driblar as restrições impostas pela censura, especialmente após a proibição de sua peça Calabar. Sob esse pseudônimo, ele conseguiu lançar canções como Acorda Amor, Milagre Brasileiro e Jorge Maravilha, todas escapando do crivo dos censores.
Ao som de Jorge Maravilha, Maria Antônia Henicka de Souza, estudante de Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, participou do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Maria Antônia refletiu sobre Jorge Maravilha. Para ela, a letra da canção é muito divertida, característica que se destaca ainda mais graças à entonação de Chico Buarque na interpretação.
Ouça o podcast no link acima
O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 2 e 3 de dezembro de 2024.
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Por Regina Lemmi
Estagiária sob supervisão de Magaly Prado