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Arquicast

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303 episodes — Page 5 of 7

Arquicast 104 – Rino Levi

Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp | Plano emergencia IABsp COVID-19 | Urbanistas contra o Corona Vírus O Arquicast #104 aproveita a oportunidade trazida por lançamentos de interesse na área de Arquitetura para conversar sobre o arquiteto e urbanista paulistano Rino Levi. Apesar do momento conturbado em que vivemos, este início de ano trouxe duas ótimas iniciativas: o relançamento do livro “Rino Levi, arquitetura e cidade”, esgotado há mais de 10 anos e novamente editado pela Romano Guerra Editora; e a Ocupação Rino Levi, parte do projeto Ocupação, do Instituto Itaú Cultural, que visa a preservação da memória artística a partir do diálogo entre diferentes gerações. Os convidados não poderiam ser mais apropriados. Dois estudiosos da área de arquitetura e urbanismo, historiadores e personagens fundamentais na valorização e difusão do trabalho de Rino para além de São Paulo e para o público mais jovem. Conversamos com os arquitetos Renato Anelli, doutor e professor da USP/São Carlos, e Abílio Guerra, doutor, professor da FAU Mackenzie e editor do site Vitrúvius. Ambos responsáveis pela publicação do livro, junto com o fotógrafo Nelson Kon, outra autoridade na área. Com trabalhos menos conhecidos que outros arquitetos modernistas de sua geração, por razões várias que foram abordadas neste bate-papo, Rino Levi foi figura central na consolidação do Movimento Moderno no Brasil ainda nos seus primórdios. Assim como Gregori Warchavchik, se forma no exterior e traz ao país pensamentos e práticas que ajudaram a inculcar o desejo por uma arquitetura nascente, consoante com as vanguardas europeias, porém com personalidade própria, moldada in loco. Suas realizações, mais do que teóricas, advém de sua constante prática do projeto: uma carreira brilhante e muito produtiva à frente do escritório Rino Levi Associados, registrada em várias obras emblemáticas que conjugam inovações técnicas e soluções originais, num contexto de expansão urbana vertical da cidade de São Paulo entre os anos 30-40. Neste sentido, Rino Levi ajudou a construir a imagem cosmopolita da cidade através de seus projetos. Vários elementos e estratégias espaciais tornaram-se característicos de seus projetos, como pátios internos associados à jardins e aos espaços interiores. Alguns autores remetem tais estratégias à sua formação italiana, conduzindo o jogo volumétrico de forma dinâmica, porém austera. Outro marco de sua trajetória e um exemplo de seu pensamento sobre o urbano foi o projeto proposto para o “Concurso Nacional do Plano Piloto para a Nova Capital do Brasil”, em 1956, no qual obteve o 3o lugar e onde faz “uma experimentação da escala de desafios colocados pela cidade de São Paulo num projeto de cidade”. Por fim, foi um importante articulador na regulamentação da profissão de arquiteto urbanista no Brasil, ajudando a pensar essa atividade no país. Referências e Comentados no episódio: Ocupação Rino Levi (2020) – teaser https://youtu.be/jRs0zMcKoNk Link ITAU CULTURAL https://www.itaucultural.org.br/rino-levi-e-o-homenageado-da-49a-ocupacao Link Seminário https://www.itaucultural.org.br/presskit/rino-levi/seminario.html Portal Vitruvius Editora Romano Guerra Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877 | Clique aqui e entre no grupo!

Mar 30, 20201h 37m

Arquicast 103 – Acústica na Arquitetura e Urbanismo

Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp Este tema, apesar de estar incluído nos currículos dos cursos de arquitetura e urbanismo, ainda é pouco explorado e realmente conhecido pela maioria dos arquitetos urbanistas. Segundo Lindsey Leardi, quanto mais barulhento fica nosso mundo, mais difícil é nos concentramos nos sons que realmente queremos ouvir. A acústica é protagonista em projetos que envolvem diretamente o som, como salas de concertos, auditórios e escolas. Mas as questões da acústica também se estendem para as cidades, podendo tornar nossa vida melhor ou cada vez mais estressante. E hoje a tecnologia vem nos ajudando a melhorar nossa relação de ambientes construídos com o som. Mas, para isso, conceitos importantes são necessários para lidar com esse assunto. E para falar desses e outros assuntos, temos dois convidados pra falar desse assunto! Marcos Holtz: Arquiteto, especialista na área de Acústica Arquitetônica e Ambiental e Ernani Machado, arquiteto, doutor em arquitetura e especialista em conforto ambiental. Comentados no episódio: http://www.proacustica.org.br/ Hush City (iTunes Store) Hush City (Google Play) Livro “A afinação do mundo” de R. Murray Schafer (Amazon) Sala São Paulo (Website) Lançamento de “Gigaton”, 11º álbum da banda Pearl Jam (website) Podcast Onda Pod (Spotify) Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Website) Álbum “Slow Rush” do Tame Impala (Spotify) Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877 | Clique aqui e entre no grupo!

Mar 16, 202059 min

Arquicast 102 – O Kitsch na Arquitetura.

O assunto desse episódio surgiu por conta dos inúmeros memes com a foto da casa do cantor sertanejo Gusttavo Lima. Feita em um estilo que poderia ser denominado como neo-neoclássico – ou ainda, “arquitetura greco-goiana” – a casa não passa desapercebida por ninguém pelo seu estranho anacronismo construtivo: pilares gregos de ordem jônica, frontão, balaustrada, escadaria e uma logomarca em seu coroamento. Esse fenômeno anacrônico e estranho não é incomum ao nosso dia a dia no Brasil. Outras casas de famosos e pessoas comuns, edifícios multifamiliares, lojas de departamentos e igrejas pentecostais utilizam essa estética que, apesar de amplamente conhecida, não podemos chamá-la de atual. Esse fenômeno de estranhamento na arte, que costumamos chamar de kitsch, é o pinguim de geladeira da arquitetura! Comentados: Vídeo “Do Kitsch ao Cult” https://www.youtube.com/watch?v=17UpEGHxmfw Filme: “Ata-me” no Prime Video https://www.primevideo.com/detail/amzn1.dv.gti.06b121b1-fe54-d30e-21d4-4df0da636c23?ie=UTF8&linkCode=xm2 Filme: “Mulheres a beira de um ataque de nervos” http://www.adorocinema.com/filmes/filme-86046/trailer-19469681/ Livro “Arquitetura popular brasileira” de Gunter Weimer https://www.amazon.com.br/Arquitetura-popular-brasileira-Gunter-Weimer/dp/8578275047/ref=asc_df_8578275047/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379793781347&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=7809392260372611247&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001575&hvtargid=pla-810981769603&psc=1 Livro “the structure os the oprdinary” de John Habraken https://www.amazon.com.br/Structure-Ordinary-Control-Built-Environment/dp/0262581957/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&keywords=the+structure+of+the+ordinary&qid=1583033071&sr=8-1 Livro “Arte e cultura”, de Clement Greenberg https://www.amazon.com.br/Arte-Cultura-Clement-Greenberg/dp/8540503638/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&keywords=arte+e+cultura&qid=1583033420&sr=8-1 Álbum “Dinheiro não é tudo mas é 100%” de Falcão https://open.spotify.com/album/4wqcmtJDvr62bwI9M19bGC?si=uz6RcbZDRxiHgRPRtkqLow Filme “Pink flamingos” de John Waters https://www.youtube.com/watch?v=vUd_6FF4AtM Filme: “Hedwig: rock, amor e traição” de John Cameron Mitchell https://www.youtube.com/watch?v=j9LxKv7ZkRo Perfil de Mike Winkelmann no Instagram (@beeple_crap) https://www.instagram.com/beeple_crap/?hl=pt-br Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877

Mar 5, 20201h 7m

Arquicast 101 – UIA 2020 RIO | Entrevista Sérgio Magalhães

Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! O Congresso Mundial de Arquitetos é realizado a cada três anos, desde 1948. Desde então já somam 26 congressos, sendo apenas 2 na América Latina. A 27 edição ocorre este ano, pela primeira vez no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Para conversar sobre a importância deste acontecimento para a arquitetura brasileira e sobre os desafios de se implementar um evento deste porte, convidamos o presidente do comitê executivo, o arquiteto Sérgio Magalhães. O evento é promovido pela UIA (União Internacional de Arquitetos) e realizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). O tema do congresso é “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21” e não poderia ser mais atual. Inicialmente, o objetivo do congresso envolvia a troca de experiência entre arquitetos de diferentes nacionalidades e também a propagação de uma visão hegemônica sobre a arquitetura proveniente do Movimento Moderno. Mas tal característica foi mudando ao longo do tempo, tornando-se uma oportunidade para o compartilhamento de diferentes experiências e ideologias. De acordo com Sérgio, o papel do arquiteto também se modificou ao longo das décadas, distanciando-se da figura do profissional excepcional e de seu edifício como obra de arte, condição típica da cultura modernista de então, mas que até hoje influencia os ambientes de formação e prática. Atualmente há a necessidade de um profissional que ajude na construção do ambiente urbano como um todo, atuando nos seus espaços ordinários e extraordinários, auxiliando na construção de edifícios e de cidades mais justas e acessíveis. Esta abrangência de atuação precisa estar refletida nos temas dos congressos. E faz parte desta motivação um maior diálogo do campo da arquitetura com os demais extratos sociais que compõe a comunidade urbana. Portanto, a divulgação da cultura arquitetônica para o público em geral está entre os objetivos do congresso no Rio e se manifesta na ampliação dos eventos para além das salas de convenções, ocupando espaços culturais e diferentes edifícios históricos, numa tentativa de participar do cotidiano daqueles que vivem a cidade. Neste sentido, a programação de eventos está planejada para todo o ano e se mostra bastante intensa e correlacionada com diferentes manifestações culturais, como cinema, pintura, música, entre outros. Vale conferir no site do congresso e em suas redes sociais para acompanhar as atualizações. (link) Apesar de ocupar diferentes edifícios, todos estão localizados no centro do Rio de Janeiro, reforçando a importância de sua centralidade como pilar de uma mudança de paradigma no perfil dos grandes eventos cariocas recentes. Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877

Feb 17, 202042 min

Arquicast 100 – O centésimo episódio!

Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877 O Arquicast chega à sua centésima edição e um episódio especial marca essa conquista. A partir de comentários por escrito e de áudios enviados por ouvintes e parceiros, Adilson Amaral, Aline Cruz e Raphael Barbosa conversam sobre as dores e as delícias de produzir conteúdo digital sobre arquitetura e urbanismo. No ar desde 2017, o programa foi uma inciativa pioneira na área e vem ajudando a mudar a forma como o conhecimento pode ser compartilhado e adquirido. Muitas das perguntas endereçadas abordam a influência do cast na vida pessoal e profissional do trio. Com vários outros afazeres para além do programa, os arquitetos apontam, com suas diferentes experiências, os desafios da agenda atribulada que se comprometeram a realizar. Num bate-papo bastante descontraído, falam de prioridades, aprendizagem, da paixão pela profissão e da necessidade de contribuir para a consolidação da disciplina como um dos pilares para obtenção de boa qualidade de vida urbana. Após 3 anos de ininterrupta atividade, o futuro também foi tema de pauta e o Arquicast se prepara para entrar numa nova fase, buscando consolidar a cultura do podcast como uma fonte de informação de qualidade, mas num formato leve e comercialmente atrativo para empresas e empresários do ramo da arquitetura e do urbanismo. Outra evolução natural do formato é a maior proximidade entre ouvintes e podcasters através de novos canais de comunicação. Queremos agradecer a todos aqueles que deixaram a sua contribuição na construção dessa jornada: aos convidados, pela construção nos debates e enriquecimento teórico dos temas; aos parceiros, que sempre nos ajudam com suas discussões e estão sempre dispostos a participar quando precisamos; aos ouvintes que nos indicam para os amigos, professores e até seguidores em suas redes sociais; à nossa comunidade, que tanto nos apoia e entende nosso trabalho, nos incentivando e reconhecendo o valor do conteúdo produzido; e às nossas famílias pelo apoio ao projeto e a compreensão no tempo que dedicamos a esse projeto. Vida longa ao podcast! Vida longa ao Arquicast! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Feb 3, 20201h 56m

Arquicast 099 – Entrevista Amanda Ferber – Architecture Hunter

Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877 Desde 2013 no Instagram há um perfil que mudou a forma como as pessoas se conectam e interagem com a Arquitetura, sendo um dos primeiros perfis arquitetônicos na história da plataforma. Aquilo que era apenas um hábito, de foro íntimo, de pesquisar e fazer curadoria de fotos de arquitetura tornou-se um negócio bem sucedido e amplamente compartilhado internacionalmente. Em maio de 2017, o perfil alcançou 1 milhão de seguidores e no final de 2019 ultrapassou a marca de 2 milhões, incluindo seguidores ilustres como Sir Norman Foster, Jean Nouvel, Marcio Kogan, MAD Architects, Snohetta para citar alguns! O Arquicast Entrevista traz a arquiteta brasileira Amanda Ferber, fundadora do Architecture Hunter! Foi reunindo fotos como referências para as disciplinas de projeto na faculdade que a arquiteta desenvolveu o hobby da curadoria de imagens. Amanda cursou a FAU-Mackenzie, fez estágios no Archdaily e com o arquiteto Marcio Kogan, que, de certa forma, influenciaram os caminhos profissionais trilhados pela arquiteta, no que diz respeito às maneiras de comunicar o trabalho do arquiteto compartilhando conteúdo. O tempo na Archdaily Brasil trouxe experiência nos setores editorial e especialmente o comercial, onde tornou-se gerente de vendas ainda nos tempos da faculdade. As diferentes experiências profissionais pelas quais passou contribuíram para direcionar o Architecture Hunter para um perfil de plataforma mais autônoma e com produções autorais sobre o processo de trabalho do arquiteto, incluindo a realização de vídeos os quais estarão disponíveis a partir de abril de 2020. Fugindo à regra da formação tradicional, Amanda precisou colocar a faculdade em segundo plano, apesar de não ter parado o curso, a fim de dar conta das demandas do novo negócio. A equipe fixa hoje conta com Amanda na curadoria e seleção de conteúdo, e mais duas arquitetas encarregadas respectivamente das áreas de arte e comercial. Estagiários completam o time de acordo com os projetos priorizados pela empresa, mantendo uma formatação enxuta e eficiente. Num mercado bastante competitivo e dominado por figuras masculinas, Amanda e sua equipe representam uma exceção e, por isso mesmo, já sofreram com preconceitos pela pouca idade, pelo gênero e pela própria nacionalidade, que continua a surpreender os seguidores estrangeiros. Atitudes assim inspiram a arquiteta a trabalhar ainda mais e a continuar a quebrar barreiras, como fazer parte da reportagem da revista Forbes sobre os jovens talentos abaixo dos 30 anos, uma publicação de referência que coroa o esforço e a dedicação com que Amanda encara seus desafios profissionais. Há muito mais para saber sobre o Architecture Hunter. Clique aqui e comece a ouvir. Até a próxima! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Jan 20, 20201h 0m

Arquicast 098 – Arquitetura e Cinema: Robocop (1987)

Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877 Este filme, de 1987, é um dos clássicos da sua década e do cinema mundial e vai muito além da ação, fazendo uma grande sátira de vários assuntos vigentes até hoje: a mídia, a segurança pública, a privatização, a gentrificação e até temas bíblicos! O filme tem como um dos protagonistas a cidade de Detroit, que se encontra em degradação por conta da violência urbana e tem um grande plano de renovação urbana, que pretende deixar para trás a velha cidade. Esse filme resultou em uma franquia que inclui vários produtos, duas sequências, uma série de TV, duas de animação, videogames e um remake feito pelo brasileiro José Padilha em 2014. Apesar da sua atualização, a obra original passa na regra dos 33 anos (!!!) e se mostra atual e divertido. Estamos falando do filme Robocop, de Paul Verhoeven! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Jan 6, 20201h 4m

Arquicast 097 – Entrevista: Marcos Bertoldi

Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877 No cast dessa semana, dando sequência à série de entrevistas com escritórios de arquitetura e urbanismo, conversamos com Marcos Bertoldi, do Marcos Bertoldi Arquitetos. Formado pela PUC do Paraná em 1982, se especializou em arquitetura paisagística. Fundou seu escritório em 1984, tendo, atualmente, escritórios em Curitiba e São Paulo. Tem no currículo quase 200 publicações nacionais e internacionais, além de vários prêmios ao longo de sua carreira. Em 2010, foi apontado pela revista norte-americana Architectural Digest como um dos 100 arquitetos mais influentes e promissores do mundo. Em 2015, o conjunto de suas obras residenciais teve uma edição do programa “Casa Brasileira” no canal a cabo GNT/Globo. Em 2019, lançou o seu primeiro livro, com curadoria e textos de Carlos Eduardo Comas, documentando amplamente seus 35 anos de carreira, apresentando seus projetos nas áreas de arquitetura, interiores e paisagismo. Marcos sempre se imaginou trabalhando como profissional liberal em um escritório. Após concluir sua graduação fez viagens de estudo para o exterior e após 1 ano abriu o Marcos Bertoldi Arquitetos, em Curitiba, Paraná. Mesmo com as crises econômicas da década de 80, período em que estruturou seu negócio, conseguiu se manter em atividade, sendo inicialmente mais demandado na área de arquitetura de interiores, como é comum à profissionais menos experientes. Curitiba, na opinião do arquiteto, era, e ainda é, um mercado desafiador para o ramo de arquitetura, pela cultura mais tradicionalista e conservadora do sul do país, apesar do pioneirismo em experiências de projeto e gestão urbanos responsáveis por fazer de Curitiba um modelo de planejamento para as demais cidades brasileiras. Com uma visão crítica sobre o ensino de arquitetura na atualidade, Marcos ressalta a qualidade da sua formação a partir do convívio com grandes arquitetos com experiência prática no mercado da construção civil, o que fez toda a diferença na sua graduação e no perfil profissional de sua geração. Com anos dedicados também à carreira acadêmica, o curitibano aborda coerentemente questões pertinentes ao perfil docente atual e sua relação com a qualidade dos arquitetos recém lançados ao mercado. Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Dec 23, 201959 min

Arquicast 096 – Realidade Virtual

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Dec 17, 201958 min

Arquicast 095 – Entrevista Norte Arquitetos

Esse escritório foi fundado em 2015 na cidade de Salvador e desenvolve projetos de diferentes escalas e programas, com ênfase na execução de suas próprias obras. Segundo os sócios, o exercício de projeto e planejamento da construção é compartilhado desde o princípio com os clientes e parceiros de obra, atuando como uma experiência didática, transparente e colaborativa. Esse modo de pensar é extensivo ao canteiro, onde ideias e propostas são testadas e repensadas por todos os colaboradores, sempre de acordo com as necessidades específicas de todos os envolvidos. Todos esses processos buscam alcançar a realização de uma arquitetura contemporânea, contextualizada, baseada nos princípios do melhor uso dos materiais e técnicas construtivas mais econômicas para realização da obra. Hoje estamos com os arquitetos Alberto Herrera e Saulo Coelho da Norte Arquitetos! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Dec 9, 20191h 8m

Arquicast 094 – Métricas Urbanas

O uso da tecnologia da informação para o planejamento das cidades não é algo propriamente novo. Mas nunca houve tantos recursos computacionais apoiando e informando os processos de concepção, desenho e gestão do ambiente urbano. A conversa da semana parte do entendimento da inevitabilidade da aplicação de tecnologias informacionais para a prática da arquitetura e do urbanismo. E traz como exemplo o desenvolvimento de um sistema de recomendação e suporte a processos de projeto urbano,desenvolvido por ocasião da tese de doutorado do arquiteto Fernando Lima, que é o nosso convidado. Para nós, uma oportunidade de entender melhor tais questões, exploradas mais profundamente no livro recém-lançado Métricas Urbanas: abordagens paramétricas no planejamento de bairros e cidades sustentáveis. A pesquisa realizada por Fernando centrou-se no desenvolvimento de instrumentos de suporte à tomada de decisão em projeto, a partir da associação de métricas de avaliação de desempenho a recursos computacionais. Ou seja, como a tecnologia pode apoiar o processo de projeto fornecendo simulações de configurações urbanas a partir da inserção de dados objetivamente quantificáveis. No caso do arquiteto, as simulações foram feitas a partir de dados fornecidos pelo DOT, que é a sigla para Desenvolvimento Orientado pelo Transporte. A aplicabilidade de recursos algoritmo-paramétricos não se restringe ao sistema de transporte. É possível customizar ferramentas para os mais variados propósitos, como métodos e modelos de planejamento urbano que se baseiem ou demandem parâmetros objetivos para avaliação de desempenho. Muito comum na arquitetura, essa metodologia de informar o processo de projeto é mais recente no que tange ao campo do urbanismo. O conceito de Smart City tem relação com a aproximação entre tecnologia da informação e comunicação (TIC) e planejamento urbano. A partir dos anos 90 é comum encontrar publicações sobre o tema, o qual aceita terminologias várias como, cidades inteligentes, cidades digitais, entre outras. Para além do marketing urbano associado ao conceito, o qual é apropriado politicamente por governos municipais na busca por maior competitividade no mercado das grandes cidades, fato é que há muitos pontos positivos a serem explorados para a melhoria das formas de gestão urbana no esforço de tornar as aglomerações urbanas mais justas e equilibradas. Tais ferramentas podem auxiliar decisões sobre políticas de uso e ocupação do solo, mobilidade, investimento em infraestrutura, déficit habitacional, capacidade de suporte dos sistemas naturais, entre outros elementos da dinâmica de funcionamento da cidade. São benvindos para facilitar a compilação de um grande número de dados complexos, organizando-os de forma a dar visibilidade à leitura do território e suas condicionantes objetivas. Comentados no episódio: Under construction Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Dec 3, 20191h 3m

Arquicast 093 – Entrevista: Rua Arquitetos

Hoje conversamos com um escritório carioca da gema! Desde 2008, o escritório aposta em ideias inovadoras para atender seus clientes, com projetos bastante variados, que vão desde organização de exposições, residências, galerias de arte e projetos urbanísticos. Esse trabalho rendeu a eles publicações e premiações nacionais e internacionais, participando de exposições no MoMA em 2014, MAK em Viena, em 2015, Carnegie Museum of Arts em Pittsburgh em 2016, MAM São Paulo em 2017, além das bienais de arquitetura de Hong Kong-Shenzhen (2013), Chicago (2015), Veneza (2016/18) e Trienal de Lisboa (2016). Ganham destaques projetos como a Sede do Campo Olímpico de Golfe Rio 2016, a Galeria de Arte no Morro da Babilônia, a intervenção no Galpão Bela Maré. Além disso, é homologado pela Audi AG para fazer os projetos de suas concessionárias no Brasil, como a Audi Center Botafogo. Hoje está conosco Pedro Évora da Rua Arquitetos!

Nov 26, 201957 min

Arquicast 092 – Direito à cidade

“Espera-se das cidades que pretendem reivindicar o uso apropriado destes termos, [acessibilidade e mobilidade] que defendam também - e principalmente - o direito à melhores oportunidades socioeconômicas para todas as classes sociais e principalmente aquelas mais vulneráveis.” (reportagem Archdaily) Este parágrafo, retirado do texto “É possível construir uma sociedade mais justa através da arquitetura?” disponível no site do Archdaily, reflete uma inquietação para arquitetos e urbanistas na tentativa de contribuir para uma melhoria social através da transformação da cidade. As desigualdades – sociais e econômicas – estão por todo o território e em diferentes contextos. E, no campo da arquitetura e do urbanismo, compreendê-las envolve também compreender o ambiente urbano pelo espectro dos direitos sociais de acesso à cidade. Buscar maior justiça social através do espaço urbano é uma ação que envolve, além do desenho, conhecimento dos direitos e deveres entre cidadãos e Estado. E também o reconhecimento dos conflitos que existem na formulação das leis que pretendem garantir esses direitos. Quem conversou com a gente sobre esse assunto foi o Cláudio Rezende Ribeiro, doutor em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2009) e pesquisador do Laboratório Direito e Urbanismo do PROURB/FAU/UFRJ e integrante do grupo PERIFAU - Urbanismo e Periferia. O termo “direito à cidade” ganha relevância a partir da obra do filósofo francês Henry Lefebvre no final da década de 70. Com olhar recortado por sua visão marxista de mundo, Lefebvre traz uma importante reflexão sobre as relações entre as formas de produção da cidade e as estruturas sociais. O filósofo enxerga a cidade como um agente ativo na discussão sobre os movimentos sociais e as reivindicações sobre os direitos dos cidadãos, característicos daquele contexto. Em um período de intensa expansão urbana a nível global, pensar em direito à cidade era pensar no direito das diferentes classes sociais de se realizarem plenamente no espaço físico urbano que abrigava aquela sociedade. De lá pra cá, o mundo vem se tornando cada vez mais urbano e essa discussão ainda mais necessária. Do ponto de vista disciplinar, o direito à cidade está contido no campo do Direito, porém para entendê-lo e aplicá-lo é necessário romper com algumas barreiras entre as disciplinas jurídicas e urbanas. É no diálogo entre esses dois campos do conhecimento que reside a prática de buscar garantir o direito social ao acesso pleno às oportunidades que a cidade pode oferecer. E vários instrumentos jurídicos estão disponíveis para o arquiteto e urbanista intervir em uma dada realidade, transformando-a. Certamente, o desenho não garante por si só espaços mais justos e democráticos. É preciso que o arquiteto compreenda a dimensão política do projeto e as consequências sociais que ele causa. Como todo instrumento mediado por diferentes classes sociais, o direito à cidade é também um local de disputa, como Claudio comenta no cast. Uma disputa entre os diferentes poderes e extratos sociais que coabitam a cidade e que precisam saber operar esses instrumentos legais para melhor equilibrar as forças econômicas que produzem a cidade. O arquiteto não deve se furtar à responsabilidade de refletir sobre sua atuação profissional como um dispositivo que pode tanto diminuir quanto aumentar as desigualdades já tão latentes no ambiente urbano. E é neste sentido que essa conversa pretende contribuir. Quer saber mais? Bom cast e até a próxima! Comentados no episódio: Under construction Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Nov 18, 20191h 10m

Arquicast 091 – Entrevista Lins Arquitetos

Hoje, a entrevista é com um escritório fundado em 2011 e está no sertão nordestino, mais precisamente no Cariri, sul do estado do Ceará, na cidade de Juazeiro do Norte. Os quatro sócios trabalham em todas as escalas e com diferentes programas, partindo desde a cidade, passando pelo edifício até chegar ao mobiliário. Segundo o próprio escritório, tem como diretriz fundamental o respeito ao local de intervenção, adaptando o edifício ao clima, absorvendo aspectos culturais e utilizando necessariamente materiais e mão-de-obra presentes na região. Com isso, acreditam que soluções arquitetônicas não são reproduzíveis e dependem diretamente do local em que elas estão inseridas. O experimentalismo, para essa turma, é uma busca constante, sempre com o intuito de trazer inovação ao resultado final, sem abrir mão de técnicas construtivas já utilizadas e consolidadas. Hoje conversamos com George Lins e Cintia Lins de Matos da Lins Arquitetos Associados! Comentados no episódio: Lins Arquitetos | Site Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Nov 11, 201951 min

Arquicast 090 – O que é BIM

A arquitetura e o urbanismo do século XXI tem em mãos inúmeras tecnologias que auxiliam arquitetos e planejadores a pensarem o espaço. Atualmente, inovações como realidade aumentada, renderizações hiper-realistas, impressão 3D, entre outras, fazem parte do cotidiano da profissão. Mas é possível que nenhuma delas influencie tanto o processo de projeto como a tecnologia BIM, sigla para Building Information Modelling (ou a Modelagem da Informação da Construção). Sua aplicação impõe aos arquitetos uma nova maneira de abordar a construção de nossas edificações. Como convidados, José Ricardo Munch, arquiteto, BIM manager, professor e coordenador de Pós-Graduação. Trabalha como consultor na implementação do BIM em empresas de projeto e construtoras. Além dele, Maria Fernanda Moraes, arquiteta, mestranda em Gestão do Ambiente Construído, com dissertação focada no aparelhamento BIM em empresas de projeto atuantes no setor de Licitação Pública. Um dos erros mais comuns – e induzido pela própria nomenclatura – é associar o BIM ao projeto exclusivo do edifício. Pensar em building como tradução do edifício ou da construção é reduzir o entendimento do escopo que a tecnologia oferece ao arquiteto e demais profissionais que lidam com a execução de projetos. O BIM vai além de auxiliar na representação e no raciocínio construtivo do objeto. Ele opera uma gestão de processos complementares e, por consequência, uma gestão das pessoas envolvidas de forma colaborativa e integrada. A tecnologia dá suporte a esses processos e permite a interdisciplinaridade entre os diferentes campos do saber envolvidos na concepção. E pela natureza como as informações são inseridas, a fim de alimentar um banco de dados que dará forma à uma ideia, esta mesma tecnologia acaba por interferir na dinâmica tradicional de faseamento do projeto, demandando uma revisão das etapas e de seus respectivos escopos. Um exemplo disso é o aumento do tempo gasto nas etapas preliminares, onde se dá a fase de experimentação e a qual se prolonga até a decisão por uma determinada solução.Inversamente, o projeto executivo ganha agilidade e passa a consumir menos tempo, uma vez que os desenhos vão sendo detalhados e automaticamente compatibilizados nas etapas anteriores. Para quem ainda não se familiarizou com o tema, é bom se preparar: o uso do BIM será obrigatório a partir de 2021 para participação em editais de obras públicas! Portanto, comece por aqui (link) Ouça o cast e entenda um pouco mais sobre a tecnologia que vem revolucionando a forma como pensamos e produzimos projetos. Até a próxima! Comentados no episódio: Under Construction Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Nov 4, 20191h 1m

Arquicast 089 – Entrevista Gustavo Penna (GPA&A)

O Arquicast Entrevista da semana fala sobre o trabalho de um arquiteto mineiro com reconhecimento internacional. Formado pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1973, fundou seu escritório GPA&A no mesmo ano e desde então estáinstalado em um casarão centenário no centro de Belo Horizonte. Conquistou diversos prêmios internacionais e seus trabalhos já foram expostos no Brasil e no mundo, como a Bienal de Arquitetura, em São Paulo, a Bienal de Veneza, a Trienal de Arquitetura Mundial, em Belgrado e o InstitutFrançais d’Architecture, em Paris.Estamos hoje com Gustavo Penna e a Laura Penna, da Gustavo Penna Arquitetos e Associados! Num bate-papo bastante descontraído, Gustavo e Laura falam com entusiasmo do processo de projeto no escritório e das influências em sua arquitetura. A referência à nomes consagrados da arquitetura brasileira aparece como natural ao ambiente de produção. Mas chama a atenção a importância que dão às outras disciplinas como alimento ao processo criativo e operacional do arquiteto. O convívio com artistas é mencionado como forma de valorizar o olhar sensível e ampliar o repertório poético da criação. A interdisciplinaridade com outros saberes da ciência urbana também contamina o cotidiano da prática, sendo a presença de geógrafos, sociólogos, engenheiros, entre outros, uma constante na dinâmica do escritório, que opera em diversas demandas programáticas e escalas diferentes. A busca da pluralidade é um modus operandi da equipe. Se reflete na diversidade de projetos, que demandam uma postura curiosa e uma disponibilidade em aprender sempre, e se reflete no espaço físico de trabalho, onde são comuns a realização de celebrações e encontros entre os membros do escritório e com convidados externos, estimulando um ambiente de criatividade, mas também de familiaridade entre todos. Tal dinâmica impacta ainda na maneira sensível com que os projetos são abordados e na atitude empática que é constantemente incentivada no trato com o outro e na própria visão do papel da arquitetura como criadora de espaços de encontro e trocas entre as pessoas. A mineiridade naturalmente foi tema de pauta e como ela se manifesta na arquitetura do escritório. Mais do que a transposição literal de formas de fazer ou de escolas de linguagem, o que os arquitetos apontaram foi um orgulho em ser mineiro e na riqueza cultural que o estado oferece. A necessidade de uma arquitetura original, vernacular, nos tempos coloniais parece ter germinado uma vocação criativa e um olhar contextualizado que estão presentes nas produções artísticas mais variadas e características de Minas. Música, dança, pintura, arquitetura, são temas caros aos mineiros. Como também o é a típica paisagem de morros, com a predominância da topografia como um atributo essencial no processo de projeto. Tanto no estudo da implantação no terreno, quanto das potencialidades visuais naturais das perspectivas que o território proporciona. Comentados no episódio: Gustavo Penna Arquiteto e Associados | Site Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Oct 28, 20191h 1m

Arquicast 088 – Como funciona um coletivo

Certamente você já ouviu falar em coletivos, co-working e outros formatos de escritórios colaborativos. O programa disponível a partir desta semana trata deste assunto, bastante pertinente na contemporaneidade, especialmente para as gerações recém-chegadas ao mercado de trabalho. Os coletivos são aqueles espaços que reúnem diferentes escritórios, com objetivos semelhantes, para produzir arquitetura e pensamento sobre a cidade. Para além da questão de viabilidade financeira e networking, dividir o espaço de trabalho também é uma maneira de agregar pessoas em torno de ideais afins para a realização de projetos comuns. E é este o sentido que nossos convidados procuraram dar quando decidiram trabalhar juntos na construção desse modelo de negócio. Conversamos com os sócios Domitila Almenteiro e Pablo de Las Cuevas, do Muta Arquitetura, e com a graduanda em Ciências Sociais, Sylvia Bomtempo. Junto com outros parceiros eles fundaram a Casa de Estudos Urbanos, no Rio de Janeiro, que abrigou o grupo até o final de 2018. A história dos jovens arquitetos reflete uma realidade comum a muitos recém-formados: uma empatia entre colegas com objetivos de vida parecido e uma vontade de fazer arquitetura de forma mais consciente, com processos mais participativos e que repercutissem socialmente, ajudando a transformar o cotidiano de nossas cidades e seus cidadãos. Este desejo de transformação é natural à mente mais aberta de quem acabou de entrar no mercado de trabalho e que sabe que há muito por fazer na construção de espaços mais justos e acessíveis a toda população. Mas por onde começar? Boa parte da conversa aborda as características desta forma de organização, materializada na Casa de Estudos Urbanos, que permitiu aos arquitetos unir esforços em prol de um comprometimento em realizar não só a arquitetura para o cliente formal, mas também ações temporárias de ativação do espaço urbano, buscando estimular na população um sentido de urbanidade compartilhada, tão ausente do convívio das pessoas com os espaços públicos. Dividir espaço físico e custo é uma maneira pragmática de viabilizar a base necessária para a criação de projetos, mas não garante por si só a sustentabilidade financeira do empreendimento. E, portanto, foi preciso equilibrar os tipos e as quantidades dos projetos para que a receita pudesse cobrir as contas e também o desejo de atuar socialmente através da transformação do espaço físico da cidade, ainda que com eventos e intervenções temporárias. Neste sentido, a parceria com escritórios e profissionais de diferentes áreas, uma característica deste modelo de negócio, atua a favor da realização desta dupla vocação, na medida em que amplia as formas de colaboração, integrando diferentes atores e capacidades. Até a próxima! Comentados no episódio: Muta | Site Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Oct 21, 20191h 4m

Arquicast 087 – Entrevista: ArqBr

Em mais um episódio no formato de entrevista, saímos do eixo Rio-São Paulo e conversamos com uma turma boa de Brasília. Fundado em 2013, este escritório tem como origem a colaboração profissional entre os arquitetos Eder Alencar e André Velloso. A soma das experiências individuais e Essa equipe conseguiu resultados expressivos através da atuação em concursos públicos de projetos de arquitetura, como a primeira colocação no concurso do Centro Educacional Crixá, das Unidades Habitacionais Coletivas em Sobradinho, da Sede do IAB em Tocantins, do Complexo do Ministério Público da Paraíba e da Praça Magna da Universidade de Brasília, além de diversas premiações que podem ser vista no site da equipe. Nossa conversa é com Eder Alencar e André Velloso do O ArqBr Arquitetura e Urbanismo! Ouve aí! Comentados no episódio: Site ArqBr | Perfil Archdaily Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Oct 14, 20191h 13m

Arquicast 086 – Conselhos para exercer Arquitetura como autônomo

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha (@_rapha), Naiara Valéria e André Miguel do escritório Arquitetura Líquida. Já está no ar o cast #86 e nele aprofundamos o conteúdo do artigo “Conselhos para exercer a arquitetura como autônomo”, escrito por Caterina De La Partilla, arquiteta espanhola e mentora profissional. De forma bastante enfática a autora chama a atenção sobre as novas características e demandas do mercado profissional em arquitetura e de como o arquiteto precisa saber se inserir nele. Quem conversou com a gente foram os jovens arquitetos André Miguel e Naiara Valéria, que optaram por trabalhar como autônomos e hoje vivem as vantagens e desvantagens dessa escolha. De acordo com Caterina, “apenas 20% das pessoas que estudaram arquitetura nos últimos 10 anos podem exercer como tal com condições dignas e perspectiva de crescimento.” O que a autora pretende salientar com a afirmativa é a realidade onde a grande maioria dos profissionais atuantes no mercado privado (80%) disputa o mesmo perfil de cliente e oferece o mesmo perfil de produto, exacerbando a já consolidada concorrência entre esses arquitetos. E que grande parte da responsabilidade por essa situação é da própria classe, como o artigo tenta demonstrar. Mas há caminhos alternativos? Parte da questão, de acordo com a arquiteta, está no perfil profissional priorizado nos anos de formação, mais focado nas habilidades criativas que no pragmatismo necessário para consolidar um modo de vida. Entender que o arquiteto é um “solucionador de problemas”, do ponto de vista mercadológico, é uma maneira de ampliar o escopo do que o arquiteto tem para oferecer na medida em que ele pode detectar quais problemas ainda precisam de solução e criar diferenciais a partir disso, destacando-se do restante da concorrência. Outra premissa sugerida por Caterina é a de que todo negócio é uma ciência, e arquitetura não foge à regra. Descobrir o seu diferencial é o primeiro passo, mas depois é preciso saber qual o seu público-alvo e como convertê-lo em clientes de fato. Para além de toda criação evolvida no processo de conceber e executar projetos há a necessidade real de sustentar o negócio e isso se resolve matematicamente, contabilizando os custos e estimando as entradas a partir do número mínimo de projetos necessários à viabilização do seu escritório. O que a autora propõe como provocação é o imperativo dos arquitetos deixarem de pensar romanticamente sobre a profissão e adotar uma atitude mais objetiva, e portanto, mais positivista sobre sua ocupação e o objetivo final de todo meio de trabalho: sustentar um bom nível de vida e de contínuo aprimoramento profissional. Ou seja, a realização profissional também vem da valorização salarial e da estabilidade que ela proporciona. Na prática, como nossos convidados salientaram, não é tão simples pragmatizar o cotidiano de um escritório de arquitetura em um mercado instávele em um contexto econômico e político desfavorável como o atual. Nem sempre será o projeto tradicional para um cliente determinado o seu produto mais lucrativo. Licitações, concursos, estudos de viabilidade, entre outros, podem vir a ser componentes fundamentais do orçamento de um escritório, seja ele iniciante ou não. Mas certamente uma atitude objetiva e pró-ativa quanto à prospecção de trabalho futuro será sempre bem-vinda em qualquer contexto profissional. Comentados no episódio: Site Arquitetura Líquida | Perfil Archdaily Livro: "O Que É Meu É Seu - Como o Consumo Colaborativo Vai Mudar o Nosso Mundo" | Saraiva Bootcamp Sebrae | site Podcast Mamilos | Improviso: estratégia de sobrevivência Livro: "Vinte Edifícios Que Todo Arquiteto Deve Compreender" Simon Unwin | Saraiva Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Oct 7, 201958 min

Arquicast 085 – Entrevista: Terra e Tuma

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Aline Cruz (@alinecruzarquicast) e Danilo (site Terra e Tuma) O Arquicast Entrevista da semana traz um escritório paulista, com 4 sócios que entendem o valor e a importância de um projeto de arquitetura para o cliente. Com experiências múltiplas em tipologia e escala de projeto, buscam pesquisar e desenvolver novas formas de fazer arquitetura e o resultado é um trabalho contemporâneo. Seus projetos já foram exibidos em Bienais como as de Veneza, Rotterdam e Quito e foram vencedores de diversos prêmios nacionais e internacionais. Um dos projetos mais emblemáticos da história do escritório foi uma casa feita para uma cliente muito especial: a Dona Dalva, que juntou o dinheiro de anos de trabalho para construir sua casa na Vila Matilde. Quem conversou com a gente foi o Danilo Terra, do Terra e Tuma Arquitetos Associados! Danilo compartilha com a gente um pouco da rotina do escritório que divide com outros três sócios: Fernanda Sakano, Pedro Tuma e Juliana Terra. Com treze anos de atuação no mercado, o atual formato mais enxuto da equipe nem sempre foi o mesmo. Como é comum aos escritórios com muitos anos de experiência, a equipe de arquitetos e estagiários é variável e a estrutura de produção de projetos já foi maior, dando conta de um número maior de clientes ao mesmo tempo. Experiência que, entretanto, ajudou os quatro sócios a reavaliar a dinâmica de trabalho que estavam construindo e, consequentemente, o tamanho da empresa. Hoje a empresa conta apenas com os sócios na produção de todas as etapas de projeto, além das demandas administrativas típicas do empreendimento. Essa formatação permitiu aos arquitetos retomar algumas práticas que, numa estrutura maior, acabavam delegadas ao restante da equipe, como por exemplo a proximidade com o desenho e detalhamento, assim como maior tempo dedicado ao canteiro de obra a ao bom relacionamento com as equipes parceiras da execução. O tamanho menor significou ainda maior flexibilidade para adaptação às demandas dos clientes, uma vez que reduziram-se as distâncias entre a concepção, a produção e o acompanhamento dos projetos, facilitando a comunicação e estabelecendo laços mais fortes. O que, para Danilo, traz maior satisfação não só para quem contrata, mas para os próprios arquitetos, mais atentos e sensíveis a todo o processo. Com reconhecimento internacional no âmbito dos projetos residenciais, o escritório se destaca pela forma investigativa de lidar com o programa. Nesse sentido, parte do sucesso que seus projetos têm se deve à característica de compreender o habitar não como uma atividade isolada e específica, mas como parte de uma rede de atividades sociais as quais ajuda a estabelecer. É notória a preocupação com o entorno em seus projetos e a busca por conexões que compartilhem com o ambiente urbano o conjunto de qualidades que se pretende para a edificação em si. Link para matéria Archdaily Carregando… Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Sep 30, 201955 min

Arquicast 084 – Mercado de Trabalho: erros, acertos e carreira

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Aline Cruz (@alinecruzarquicast), Rapha (@_rapha) e Bruno Sarmento (facebook) Palestra organizada pela Oficina Teia. Realizada em 30/08/2019. Nós do Arquicast tivemos a oportunidade de participar de um evento sobre mercado de trabalho e as primeiras experiências profissionais, evento esse organizado pelos arquitetos da Oficina Teia, que reúne um grupo de escritórios parceiros em Juiz de Fora (MG). Junto com o arquiteto juiz-forano Bruno Sarmento, falamos de maneira descontraída sobre nossas experiências profissionais, estágios, mercado, tecnologia, entre outros assuntos do interesse de nossa disciplina. Um bate-papo esclarecedor sobre as dificuldades de se começar numa profissão e como cada experiência pessoal interfere nos rumos da carreira que escolhemos. Nosso papo começa pela importância do estágio na vida do estudante para sua formação técnica e para seu amadurecimento emocional. Com diferentes oportunidades e perfis, compartilhamos nossas histórias e o que aprendemos nessa caminhada. Comentamos também sobre o lado de quem contrata: como escolher um perfil, quando falar não, o que pode ser cobrado, entre outros temas naturais à essa troca de saberes tão comum no ambiente de produção de arquitetura dos escritórios de projeto. Abrir seu primeiro escritório com amigos é uma prática bastante comum entre os arquitetos recém-formados. Seja trabalhando nos seus próprios projetos ou para outros escritórios, a sedução de concretização de uma ideia atrai a maioria dos que se formam, mas nem sempre garante uma iniciação profissional tranquila e sem tropeços. Pelo contrário. Vários aspectos não previstos interferem e alteram os planos que estabelecemos para nós mesmos profissionalmente: sociedade, estabilidade financeira, interesses pessoais, crises externas, mudanças tecnológicas, novas oportunidades de trabalho. Ainda assim, nossas conversas apontam para a característica plural da arquitetura e os possíveis escopos de atividades que ela permite. Neste sentido, parece haver espaço para os diferentes perfis de arquitetos e é na ampliação desse entendimento que está uma das respostas ao mutante e instável mercado de trabalho em nossa área. Empreender na construção civil, investir na carreira acadêmica, trabalhar com desenvolvimento tecnológico, especializar em design de objetos, coordenar grandes equipes em projetos multidisciplinares... Há muitas opções para o arquiteto e urbanista desenvolver suas habilidades, inclusive na área de comunicação, como é o caso do nosso podcast. Algo que certamente não podíamos prever logo que nos formamos. Outra condição de difícil previsibilidade e que altera profundamente as formas de trabalhar com arquitetura é a tecnologia aplicada à produção projetual. Em menos de 20 anos os modos de desenhar se alteraram completamente e impuseram mudanças na organização do espaço de trabalho, na comunicação com as disciplinas parceiras e complementares à arquitetura e na própria formação acadêmica. E nada é definitivo no que tange às maneiras de trabalhar, fazendo com que a capacidade de atualização e adaptação seja uma das principais qualidades que o profissional da arquitetura e da cidade precisa cultivar. Vários exemplos foram comentados sobre a influência dessas questões no dia-a-dia dos convidados. Carregando… Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Sep 23, 20191h 41m

Arquicast 083 – Entrevista: Bacco Arquitetos

Participam: Marcelo Barbosa | Bacco Arquitetos (lattes), Adilson Amaral (@adilsonamaral) e Guga (@gooogla). Já está no ar mais um episódio Arquicast Entrevista. Nesta série sempre convidamos um ou mais representantes de um escritório de referência. Esta semana foi a vez do Bacco Arquitetos Associados. Há 25 anos no mercado, eles se intitulam como um escritório pluridisciplinar que procura equilibrar o lado empresarial com a atmosfera de ateliê no cotidiano do escritório, onde não faltam espaços para discussões e a reflexão crítica. Atuam com uma gama diversificada de tipologias,abrangendo de centros logísticos à edifícios residenciais e industriais. Suas obras são objeto de publicações em revistas especializadas e duas delas fazem parte do acervo permanente do Centre Georges Pompidou em Paris: as Estações de Transferência do Sistema de Corredores de Ônibus da cidade de São Paulo e o Residencial Pedro Facchini, projeto habitacional da Cohab. Marcelo Barbosa, sócio do escritório, doutor em urbanismo pela FAU/Mackenzie e professor na mesma faculdade, foi quem conversou com a gente sobre essa experiência. Além dele, participou também arquiteto Gustavo Novais. Nesta conversa Marcelo pode falar um pouco sobre o ambiente de trabalho em um escritório com tantas demandas diferentes de projeto. A pesquisa é um instrumento constante do trabalho investigativo do arquiteto e de sua equipe, que aplica à sua prática os ensinamentos teóricos advindos de seu exercício acadêmico. Um exemplo disso foi sua tese de doutorado sobre o arquiteto alemão Franz Heep, com uma grande produção de edifícios paulistas nas décadas de 40 e 50, e que passou a ser uma influência nos estudos dos módulos habitacionais mínimos e suas condicionantes de conforto térmico e iluminação. O arquiteto ressalta a necessidade de uma visão empresarial na condução administrativa e financeira do escritório, que dá conta de demandas de vários projetos de grande escala ao mesmo tempo, como aeroportos e centros de inovação. Mas tal organização não é apropriada apenas ao cotidiano pragmático da empresa, mas também permite que o escritório se dedique a outros perfis de projeto que desempenham a função de manter o ambiente de produção numa atmosfera criativa, apesar das responsabilidades e prazos com os quais precisam lidar. Não é incomum a equipe participar de concursos de projeto em paralelo ao desenvolvimento e execução de projetos de grande infraestrutura, por exemplo. A colaboração com outros escritórios também é uma constante na metodologia de trabalho da equipe. Dificuldades fazem parte da trajetória de qualquer escritório, especialmente quando se busca inovação e reflexão sobre as formas de trabalho. Marcelo é bastante honesto neste sentido e aponta os obstáculos das mudanças na matriz tecnológica de desenho e a compatibilização necessária com as diferentes especialidades que compõe um projeto arquitetônico e urbano. Comenta ainda sobre as características generalistas da formação e da prática do arquiteto, o que demanda estudos específicos para tipologias mais particulares, fazendo do profissional um eterno aprendiz na arte de criar espaços. Link para matéria no ArchDaily Carregando… Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Sep 17, 201939 min

Arquicast 082 – Livros clássicos: Da Bauhaus ao nosso caos (Tom Wolfe)

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha (@_rapha), Caio Smoralek (Studio CSD), Guga (@gooogla) e João Queiroz Krause. Este livro curto e ácido conta, pela perspectiva de um americano, a arquitetura moderna do século XX como um “reduto”, onde apenas iniciados podem ingressar no debate e apreciar suas obras. A sua avaliação sarcástica atinge os modernos e os pós-modernos, ou seja, não poupa ninguém. E, por fim, tenta relatar como esse mesmo reduto se mantém deslocado dos desejos e interesses dos usuários ou, como ele mesmo chama, os “clientes”. O texto é marcado pela agilidade e sarcasmo do chamado New Journalism, descrevendo o círculo da arte contemporânea dos EUA como uma “aldeia” que privilegiava o expressionismo abstrato em função da pintura figurativa. Assim como o seu autor, o jornalista Tom Wolfe, os críticos aos livros foram muitos. Um deles, Michael Sorkin, diz que "Tudo que Tom Wolfe não sabe sobre a arquitetura moderna daria para encher um livro. E encheu, de fato, ainda que seja um bem fininho”. Já Paul Goldberger diz que “Ele faz exatamente aquilo contra o que nos adverte: ele escutou as palavras, não olhou para a arquitetura". Será? Hoje, na série Livros clássicos, vamos falar do livro Da Bauhaus Ao Nosso Caos! Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Livro: "Da Bauhaus ao nosso Caos" | Kindle | 4shared Carregando… Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Sep 9, 20191h 18m

Arquicast 081 – 12ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo

Participam: Vanessa Grossman (LinkedIn), Ciro Miguel (site), Adilson Amaral (@adilsonamaral) e Rapha (@_rapha) Todo dia, a décima segunda edição da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (XII BIA), propõe aos profissionais e ao público a refletir sobre o cotidiano - a dimensão mais trivial da realidade - na arquitetura e no ambiente construído do século XXI. A Bienal promete apresentar práticas e projetos que vão da construção ao design, planejamento, fotografia, pedagogia, pesquisa, políticas públicas e ativismo, transpassando disciplinas, escalas e fronteiras. Com participantes de várias partes do Brasil e de vários lugares do mundo, a Bienal terá como lar dois edifícios-manifestos do cotidiano de São Paulo: o Centro Cultural São Paulo (CCSP) e o Sesc 24 de Maio. O tema traz para os visitantes a necessidades de olhar os espaços ordinários com atenção, poesia e como espaço do nosso cotidiano, inerentes à profissão do arquiteto, que hoje se vê cada vez mais chamado a construir um “todo dia” melhor. Estrevistamos os curadores Vanessa Grossman e Ciro Miguel, que vão contar o que vai acontecer na 12ª Bienal de Arquitetura de São Paulo! Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Bienal | site Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Sep 2, 201948 min

Arquicast 080 – Frank Lloyd Wright

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Aline Cruz (@alinecruzarquicast) e Renato Anelli (Lattes) Uma das figuras mais importantes do mundo da arquitetura no século XX e com um legado pertinente ainda nos dias atuais. Sua formação começa pela Escola de Chicago, mas logo se destaca dos demais pares de sua época. Sua vida pessoal foi bastante turbulenta: relacionamentos extraconjugais, tragédias pessoais, problemas com os filhos. A vida profissional, marcada por altos e baixos: do auge de consolidar um novo ideal norte-americano de habitação, ao ostracismo pela ausência de encomendas de grandes projetos. Em sua carreira houve ainda espaço para a criação de uma escola de arquitetura e uma forma muito peculiar de ensinar, cobrando de seus alunos afazeres de uma vida comunitária. Entretanto, ao longo de sua vida e especialmente ao final dela, teve reconhecimento mundial por sua contribuição à evolução da arquitetura e pelos projetos emblemáticos que realizou. Não por acaso a Unesco acaba de incluir 8 de suas obras à lista de patrimônios mundiais da humanidade. Estamos falando dele, Frank Lloyd Wright! Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Documentário "Ken Burns' America - Frank Lloyd Wright" | Parte 1 | Parte 2 | Under Construction Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Aug 27, 20191h 24m

Arquicast 079 – Arquitetura de Museus

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha Rodrigues (@_rapha), Aline Cruz (@alinecruzarquicast) e Cadu Ribeiro (@cadu) Segundo Flávio Kiefer, os museus são tão antigos quanto a própria história da humanidade. Eles existem desde que o ser humano começou a colecionar e guardar objetos de valor em salas construídas especialmente para esse fim. Hoje, os museus são mais do que ambientes que organizam a história: seus programas são diversos e complexos, seus espaços flexíveis, e as inovações são constantes nas áreas de conservação, exibição e iluminação da obra de arte. O Arquicast da semana conversou com o arquiteto e especialista Carlos Eduardo Ribeiro sobre Arquitetura de Museus e todo o debate que envolve este prestigiado programa arquitetônico. Começamos nosso cast atualizando o conceito de museu a partir do que estipula o Conselho Internacional de Museus (ICOM - https://icom.museum/en/), que parece caminhar para uma aproximação da instituição museu com a população. Mais do que adquirir para colecionar e exibir, os museus vêm se tornando centros de estudo e pesquisa, local de aprendizagem e deleite sobre a arte em suas mais diferentes formas, à serviço da sociedade. E tal interesse de aproximação com a população em geral parece surtir efeito, na medida em que o número de visitantes cresce a cada ano em diferentes países, inclusive no Brasil. Naturalmente, a arquitetura é parte essencial do ato de expor objetos de arte e estes nunca estiveram dissociados daquela. Pelo contrário, parte da evolução do museu como um espaço de valor arquitetônico se deve à própria evolução da noção de arte e sua relação com o espectador. Além de ser um objeto com programa de necessidades em constante ampliação, o que torna o museu uma oportunidade de projeto bastante sedutora para qualquer arquiteto e sempre com grande repercussão social. Passamos também pela definição dos termos museografia e museologia e como ambos ajudam a construir instrumentos teóricos e práticos que auxiliam na leitura e feitura desses espaços. Termos que também acompanharam as mudanças de paradigma de cada época, desde o século XVIII até os dias atuais, refletindo em tipologias diferentes de edifícios em sua configuração espacial e em seu programa. Para além de sua espacialidade interna, o museu é também instrumento de transformação urbana, como demonstraram alguns exemplos já clássicos, tendo no Guggenheim de Bilbao, de Frank Ghery, o exemplo maior neste sentido. Ou seja, quando a arquitetura torna-se o próprio objeto de interesse de quem o visita e o debate sobre o espaço ultrapassa a relação com a obra de arte. Temática da nossa contemporaneidade, apesar de polêmica, é bastante pertinente no contexto de globalização cultural em que vivemos. Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Under Construction Carregando… Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Aug 12, 20191h 2m

Arquicast 078 – Entrevista: SuperLimão

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha Rodrigues (@_rapha), Thiago Rodrigues e Lula Gouveia do SuperLimão Studio Acompanhe nossa nova série de entrevistas. Estréia com SuperLimão Studio! Projetos comentados na entrevista: Loja Carbono: https://www.archdaily.com.br/br/774676/carbono-superlimao-studio/ Apartamento Copan: https://www.archdaily.com.br/br/870054/apartamento-copan-superlimao-studio/ Casa GSC https://www.archdaily.com.br/br/901982/gsc-superlimao-studio-plus-gabriela-coelho/ Beco do Batman http://www.superlimao.com.br/item/beco-do-batman/ Google São Paulo: http://www.superlimao.com.br/item/google-campus-sao-paulo/ Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: FILE - Festival internacional de Linguagem Eletrônica - Fiesp EL CROQUIS - Edição Digital Arquitetura Japonesa em 7 aulas | Archdaily Carregando… Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Aug 5, 201956 min

Arquicast 077- Arquitetura e Cinema: Paris, je t´aime

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha Rodrigues (@_rapha), Aline Cruz (@alinecruzarquicast), Kiko Barbosa (facebook) e Janaina Pereira (facebook). Em mais um episódio da série Arquitetura e Cinema, o Arquicast traz o filme Paris, Eu te Amo para a pauta. Além dos podcasters de sempre, o cast conta com a participação da publicitária e jornalista Janaina Pereira, pós-graduada em Cinema e colaboradora em vários veículos sobre entretenimento. Janaína participou ainda do cast #58 sobre o filme Her. Outro convidado nada estreante no Arquicast é o diretor de fotografia e cinéfilo Kiko Barbosa, que sempre traz insights interessantes para nossas conversas. Paris, eu te amo é o primeiro filme da franquia Cities of Love, idealizada e desenvolvida pelo produtor, roteirista e diretor francês Emmanuel Benbihy. Iniciada em 2006, a franquia busca abordar de forma sensível a relação entre pessoas e as cidades em que moram, tendo como pano de fundo histórias de amor. Entre os objetivos de Benbihy está o de ilustrar as diversas formas de amor no contexto das grandes metrópoles mundiais. Além de Paris, eu te amo, somam-se à franquia os já consagrados Nova Iorque, eu te amo (2008) e Rio, eu te amo (2014), sendo todos eles em formato de “collective feature-films”, ou seja, são pequenos episódios de mesma duração que contam diferentes histórias numa mesma cidade. Cada episódio conta com um diretor específico que narra a cidade à sua maneira, oportunizando para nós, arquitetos e urbanistas, a valorosa experiência de ver tais cidades sob diferentes enfoques poéticos. No filme sobre Paris foram 18 episódios e 22 diretores que exploraram diversos bairros e lugares icônicos da cidade, os quais dão o nome e o caráter de cada história. Montmartre, Tour Eiffel, Madeleine, Père-Lachaise, para citar alguns, são lugares revelados através das relações afetivas entre as personagens. Por mais que elenco e roteiro sejam alguns dos pontos altos do filme, a cidade de Paris se sobressai em suas múltiplas realidades. Seja através dos cartões-postais mundialmente reconhecidos, seja nas esquinas corriqueiras, porém tão características, dos bairros parisienses, a cidade pulsa nas lentes e ajuda a dar visibilidade ao cotidiano poetizado na tela. Apesar da temática do amor ser o ponto de partida das histórias, tal amor é retratado em diferentes nuances e os diretores não se furtam à abordar assuntos polêmicos e atuais que acompanham a imagem de Paris na contemporaneidade. Questões como imigração, racismo, desigualdade social, são centrais à alguns episódios e a cidade que deles participa reflete as idiossincrasias da metrópole contemporânea no contexto europeu. Esses e outros aspectos fazem do filme um exercício de leitura urbana bastante enriquecedor e você pode acompanhar um pouco mais sobre essas reflexões ouvindo nosso cast por aqui (link). Até a próxima! Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Under Construction Carregando… Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Jul 29, 20191h 6m

Arquicast 076 – Os 25 anos do Programa Favela-Bairro

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha Rodrigues (@_rapha), Aline Cruz (@alinecruzarquicast), Jacira Saavedra (facebook) e João Huguenin (facebook). Este ano o Programa Favela-Bairro completou 25 anos desde sua criação e vários eventos e artigos repercutiram o assunto, fazendo um balanço dos impactos do programa na questão habitacional urbana nas cidades por ele contempladas. (link) Nós do Arquicast também abordamos o assunto no cast 76, já disponível em nossas plataformas. E para tratar do tema chamamos, como de costume, dois colegas especialistas em diferentes enfoques dentro do campo de habitação social no Brasil. São eles: Jacira Saavedra, arquiteta e doutora em Urbanismo, com larga experiência na área de projetos e concurso de projetos, além de coordenadora da equipe vencedora com louvor do concurso Morar Carioca, organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil. E João Paulo Huguenin, arquiteto, mestre em Urbanismo (PROURB/UFRJ) e doutorando pelo mesmo programa, onde pesquisa sobre projetos colaborativos em habitação de interesse social na América Latina. Em seu currículo constam ainda participações e premiações em concursos de projeto e trabalhos em ensino, pesquisa e extensão sobre assessoria técnica para movimentos sociais de moradia. Entender o programa Favela-Bairro e o contexto em que foi criado envolve trazer a tona o conceito de favela e os adventos históricos que contribuíram para o seu surgimento e expansão. O processo de favelização é parte ativa do crescimento urbano carioca há mais de 100 anos e durante este tempo foi objeto de diferentes iniciativas de políticas públicas com diferentes ideologias. No princípio do século XX alguns paradigmas do urbanismo higienista nortearam as políticas públicas para uma visão negativista da favela, tendo o processo de remoção de comunidades inteiras como resultante física desta visão. Em contraposição à visão da remoção como solução para o crescimento e adensamento urbano, surgiu, entre as décadas de 60 e 70, a proposta de urbanização de favelas não como uma erradicação de um problema, mas como uma alternativa para a questão de acesso à moradia para a população de baixa renda, provocando uma polarização no debate nacional sobre o tema. O programa Favela-Bairro surge como alternativa desta visão mais recente, que entende a urbanização de áreas já consolidadas como premissa democrática pertinente às políticas públicas voltadas para a coletividade. O foco é na adequação da infraestrutura urbana que garante o direito à cidade como direito de todo o cidadão e, assim sendo, as propostas não contemplavam necessariamente a construção da moradia em si, mas de toda a rede urbana indispensável à função plena do habitar. A distância temporal desses 25 anos de construção de conhecimento sobre intervenção em favelas permite o olhar crítico e as ponderações sobre erros e acertos do programa. E foi esta oportunidade que nos possibilitou conversar sobre o tema e sobre os rumos da política habitacional no Brasil a partir destas experiências. Ouça o cast para saber mais! Até a próxima! Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Canal Youtube | Não vai cair no ENEN Filme: "5x favela, agorapor nós mesmos" | Globofilmes Provocações 61: Moradores de Rua | YouTube Profissão Repórter: Crescimento das Milícias Livro: A Estética da Ginga. A arquitetura da Favela | Amazon Podcast: Foro de Teresina | Revista Piauí Carregando… Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Jul 15, 20191h 2m

Arquicast 075 – Escalas e Lugares

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha Rodrigues (@_rapha), Aline Cruz (@alinecruzarquicast) e Fred Halfeld. Aproveitando da oportunidade de participar da 9º Semana de Arquitetura e Urbanismo do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), nós do Arquicast gravamos o programa da quinzena a partir do tema que deu nome ao evento: Escalas e Lugares. Ocorrida em maio, a semana foi organizada pelos alunos do curso e contou com uma série de palestras e atividades, dentre as quais este programa especial, abordando algumas relações sobre a importância da escala e do lugar no processo de ensino e de prática de projeto, em suas diferentes dimensões. O convidado foi o arquiteto e professor Frederico Halfeld que compartilhou com a gente um pouco da sua experiência como docente, além de outras percepções sobre o tema. Falar de escala de projeto é abordar diferentes oportunidades de intervenção na cidade, com diferentes possibilidades de aquisição de conhecimento. Na conversa que tivemos encaramos a escala não apenas como o tamanho do projeto, mas também a intensidade de seu impacto em determinado contexto, sua influência sobre os usuários, a complexidade de suas atividades e correspondências espaciais. Quais desafios são observados em cada uma das modalidades de projeto que as diferentes escalas oferecem ao arquiteto? Abordamos um pouco dessas questões a partir das experiências de ensino em projeto arquitetônico e projeto urbano. Seguindo semelhante compreensão, ao abordarmos a questão do lugar procuramos demonstrar a complexidade inerente ao tema, que transcende a materialidade física do construído. Abordar o lugar enquanto uma condicionante do projeto envolve dimensões simbólicas e temporais pertinentes a outros campos do conhecimento, mais sensíveis aos fenômenos culturais, econômicos e sociais que configuram a realidade urbana. Quando essas questões tangenciam a problemática da formação do arquiteto, ou seja, vistas pelo prisma do ensino de projeto, escalas e lugares ganham ainda maior relevância porque ajudam a estruturar a sequência e a interdisciplinaridade dos saberes necessários à prática arquitetônica e urbana. Por exemplo, os temas de cada disciplina de projeto e seu faseamento na grade curricular de cada período/ano do curso têm impactos na definição do instrumental necessário ao respectivo processo projetual e impactam também as demais disciplinas correlatas na grade. Outro aspecto levantado no bate-papo foi a influência de problemas da sociedade urbana, local e global, na definição dos objetivos do ensino e, por consequência, nas escalas e lugares oportunizadas na experiência projetual. Temáticas como mudanças climáticas, desigualdade social, instabilidade política, crescimento urbano, para citar algumas, são parte do debate contemporâneo sobre a cidade e sobre a qualidade de vida na cidade, sendo, portanto, objetos de interesse da formação do arquiteto e do projeto. Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Livro: Acupuntura Urbana. Jaime Lerner | Estante Virtual Podcast "O Aluno do Futuro" | Braincast 299 Livro: SMLXL. Koolhaas e Bruce Mau | Amazon Vampire Weekend | site | Album Father of the Bride | Spotify Corredor Cultural JF | site Pint of Science | site Carregando… Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Jul 1, 201951 min

Arquicast 074 – Série: “A cidade no Brasil”

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha Rodrigues (@_rapha), Aline Cruz (@alinecruzarquicast) e Isa Grinspum Ferraz (instagram), Alvaro Giannini (site) O cast da quinzena aborda a série do SESCTV chamada “A cidade no Brasil”, inspirada na publicação de mesmo nome do antropólogo, historiador, poeta e ensaísta Antônio Risério. Quem dirige a série e é uma das nossas convidadas para o cast é a socióloga e cineasta Isa Grinspum Ferraz, que tem entre seus trabalhos a série documental “O povo brasileiro”, baseada na obra de Darcy Ribeiro, e o documentário “Marighella”, de 2012. Completando o time de convidados, o arquiteto e urbanista Álvaro Gianninni traz sua visão de expectador entusiasmado com com a proposta do canal. O SescTV é o canal cultural do Sesc São Paulo e oferece gratuitamente pela internet - e em alguns canais por assinatura – conteúdos idealizados e produzidos por eles, a fim de valorizar as diversas formas de arte e informação cultural. Com uma programação variada, dentro da grade ou ondemand, possibilita o acesso à espetáculos musicais, teatrais, artes visuais, cultura regional e, no que tange ao nosso campo de interesse, arquitetura. É neste nicho que se encontra a série “A cidade no Brasil”, um retrato multidimensional da formação das cidades no Brasil em diferentes tempos e enfoques. São ao todo 10 programas que buscam explorar as diferentes realidades sociais e urbanas no Brasil a partir de uma livre elaboração histórica, permeada pelo olhar poético de Risério e materializada sob as lentes cuidadosas e sensíveis de Isa Grinspum. Uma verdadeira aula sobre formas de olhar e compreender o fenômeno urbano brasileiro em sua heterogeneidade. Os currículos de Risério e Grinspum falam por si só, mas a dupla ainda trouxe para os programas uma série de depoimentos e contribuições de especialistas e personalidades de diferentes áreas, ilustrando o caráter multifacetado com que o urbano pode ser apreciado. Caráter este também reconstituído através de imagens fílmicas de grandes cineastas, que em suas películas também fazem uma análise crítica da nossa sociedade e sua relação com o espaço que habita e modifica. Falamos sobre a ideia por trás da série, sobre a figura de Risério e sua contribuição para a historiografia das cidades brasileiras, sobre a importância da visão poética, não especializada, como ferramenta complementar de leitura da cidade, entre outros assuntos que permeiam o universo onde arquitetura, literatura e cinema dialogam. Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Livro: "Grande Sertão: Veredas" | Amazon Casacadabra | Pistache Editorial Livro: "Brasil: uma biografia" | Amazon Livro: "O processo de urbanização no Brasil" | Amazon Livro: "Formação do Brasil colonial" | Estante Virtual Carregando… Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Jun 17, 201950 min

Arquicast 073 – 11 maneiras de se tornar um(a) arquiteto(a) melhor

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha Rodrigues (@_rapha), Aline Cruz (@alinecruzarquicast) e Ana Paula Capellano (facebook) O cast da quinzena traz um papo leve sobre um assunto de total interesse do arquiteto. Inspirados na matéria publicada no Archdaily “11 maneiras de se tornar um arquiteto melhor (sem fazer arquitetura)”, convidamos a jornalista Ana Paula Capellano para divagarmos sobre formas não convencionais de adquirirmos habilidades gerais que podem ser aplicadas ao universo da arquitetura e urbanismo. Discorremos sobre os 11 tópicos propostos pelo texto compartilhando nossas experiências pessoais e, naturalmente, algumas divertidas discordâncias. Entre as sugestões no campo do audiovisual, a reportagem de Ariana Zilliacus sugere jogar videogame e assistir TEDTalks como formas de lazer que repercutem positivamente no aprimoramento do arquiteto. Os games fazem parte da vida cotidiana de toda uma geração de jovens e requerem habilidades monitoras e cognitivas no engajamento com o usuário. Seja na concepção de espaços irreais/imaginários, seja na exigência corporal que demanda reflexos rápidos e capacidade de tomada de decisão. Os talks também vem se tornando uma ferramenta de aprendizagem bem-vinda para o arquiteto. Também pelo conteúdo específico que venha a abordar, mas, mais ainda, pela capacidade de síntese que demanda do orador, que tem poucos minutos para introduzir, desenvolver e concluir sua temática, e precisa, ainda, cativar a plateia exigente que o assiste. Portanto carisma, síntese e retórica são qualidades apreendidas também por quem assiste. Os tópicos 5 (Desmontar coisas), 6 (Pintar e Fotografar) e 11 (Tocar algum instrumento musical) poderiam ser reunidos aqui pelo fato de representarem possíveis hobbies que vão muito além de simplesmente ajudar a passar o tempo. São atividades que demandam concentração multifocada - para desempenhar mais de uma ação ao mesmo tempo – persistência e sensibilidade. 3 características fundamentais ao bom desempenho do arquiteto e urbanista. Já os itens 7 (Oferecer jantares) e 8 (Viver na Natureza) abordam oportunidades de aprendizagem quase opostas, porém complementares, e ambas podem fazer parte do cotidiano das pessoas sem requerer grandes adaptações. Ou seja, podem ser colocadas em prática hoje mesmo! Os espaços de intimidade que as oportunidades que alguns encontros sociais oferecem servem tanto às habilidades de comunicação e engajamento, quanto às que envolvem domínio técnico da pequena escala, como iluminação adequada, composição da mesa e do cenário, entre outros investimentos que se possa fazer para receber com qualidade e diferencial. Viver na natureza, por sua vez, faz lembrar à consciência da importância da vida equilibrada, do bem-estar relativo ao contato com o meio ambiente natural e de sua eminente fragilidade. “Viajar com pouco dinheiro” (9) e “Ser voluntário em projeto social” (10) trazem para o debate a importância de uma consciência social do papel do arquiteto e da necessidade de se estar próximo da realidade das pessoas para melhor compreender suas culturas e demandas. São formas de sair de nossa “bolha social” e exercitar a empatia para com o outro e seu contexto. Habilidade mais do que necessária à contemporaneidade. E claro, o tópico (2) “Ler literatura de ficção” naturalmente faz referência ao hábito da leitura não especializada como forma de ampliar os horizontes culturais e criativos do arquiteto. Dentre essas formas, foram mencionadas a capacidade de entender os diferentes perfis psicológicos e culturais das pessoas, a partir da criação de personagens; a capacidade de recriar imageticamente cenários e lugares descritos verbalmente nas histórias; e a capacidade narrativa de engajamento com o leitor. Quer saber mais sobre nosso ponto de vista a respeitos desses temas? Não deixe de ouvir! Até a próxima! Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: TED 2014 | Mark Ronson

Jun 3, 20191h 20m

Arquicast 072 – Os 100 anos da Bauhaus

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Rapha Rodrigues (@_rapha), Caio Smoralek Dias (@caiosmoralekdias) e Romullo Baratto (autor@ArchDaily) Aproveitando as comemorações pelos 100 anos de sua fundação, o Arquicast #72 fala sobre a Escola Bauhaus e a influência que teve na formação de uma geração de arquitetos, além da influência na própria estruturação do ensino de arquitetura e urbanismo nos diversos cursos espalhados por diferentes continentes. Convidamos o arquiteto Caio Dias, do Portal Projetar, e o arquiteto e editor do Archdaily Rômullo Barato para este bate-papo que, de maneira informal e informativa, percorreu um pouco da história da escola, de seus fundadores e de todo o contexto que sempre influenciou os diferentes momentos vividos pela instituição. Inicialmente sediada em Weimar e conhecida por priorizar a relação entre teoria e prática na formação profissional, a ideia da Escola nasce dos movimentos vanguardistas da virada do século XIX para o XX, especialmente o movimento Arts&Crafts na Inglaterra e o DeutscherWerkbund na Alemanha, ambos envolvidos em compreender e explorar a relação entre a nascente industrialização e os modos de produção social e urbana que impactaram o mercado de trabalho e a vida em sociedade. Será dentro do contexto sindicalizado dos trabalhadores artesãos e dos arquitetos que se destacará a figura de Walter Gropius, primeiro diretor e fundador da escola, para a qual empresta toda a sua ideologia sobre o que é arquitetura e sobre a importância utilitária do fazer artístico pertinente à disciplina de design nas suas diferentes manifestações. Apesar de reconhecerem ao menos três diferentes etapas que marcam o percurso histórico da escola a partir de sua fundação, nossos convidados destacam a premissa de ruptura e inovação que permeou todas elas, na qual o pensamento social esteve presente na busca por uma ampliação do alcance do bom design para o cotidiano das pessoas, na valorização do saber-fazer tradicional dos mestres artesãos e na reflexão sobre o melhor emprego da tecnologia disponível, em diferentes escalas. Tal quebra de paradigma no ensino resultou num corpo docente bastante heterodoxo, com professores como JohhanesItten e sua visão individualizada do processo de ensino e aprendizagem; e também se encontra refletido na estrutura curricular e no próprio espaço físico da escola, como foi possível perceber com a construção da segunda sede, em Dessau. O projeto do edifício de Dessau, de autoria de Walter Gropius, reflete a ideologia da escola e seu compromisso com o geniu loci de seu tempo, explicitado nos materiais e processos construtivos que caracterizam a obra. Toda a lógica de implantação, a escolha do terreno e o programa, que incluía a residência de professores e alunos, reforçam a visão de seus fundadores que muitas vezes foi de encontro aos costumes da população e até mesmo às políticas dominantes, trazendo conflitos ideológicos para o interior da escola e interferindo em sua proferida autonomia, como comentam os convidados. O período entre guerras e a ascensão do partido nazista na Alemanha são exemplos de como o contexto influiu na estrutura original da escola, física e administrativamente. Ouça aqui para saber mais sobre as diversas nuances de uma mesma história, além de curiosidades que certamente irão enriquecer o legado de uma das mais importantes matrizes de ensino de arquitetura e urbanismo, sendo referência ainda nos dias atuais, a ver pelas centenas de celebrações mundo afora dedicadas ao tema. Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Podcast 99% invisible | episódio Froebel's Gifts Livro:"Bauhaus" Magdalena Droste | Amazon Palestra: "O lugar da mulher na arquitetura moderna" | Silvana Rubino | Youtube Matéria Archdaily: "As mulheres esquecidas da Bauhuas" | link Documentário Camarote21 | DW | link Matéria especial Jornal Nexo | link Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.

May 20, 20191h 17m

Arquicast 071 – Pritzker 2019: Arata Isozaki

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Aline Cruz (@alinecruzarquicast), Rapha (@_rapha) e Bruno Sarmento (facebook) Este ano, o Prêmio Pritzker anunciou o japonês ArataIsozaki como laureado de 2019. O arquiteto, desde a década de 1960, é considerado como um visionário pelos seus pares e tem seu trabalho vinculado a uma articulação entre as culturas ocidental e oriental, reinterpretando influências globais em sua arquitetura. Neste episódio #71, nossa conversa abrange tanto o campo multicultural pelo qual passou Isozaki em mais de 100 obras construídas, quanto pela peculiaridade do conceito de “Ma”, interpretação dos espaços intersticiais de uma obra arquitetônica. No Arquicast desta quinzena, revisamos os dois anos de premiação do Pritzker desde nosso episódio #20, que além de discutir o prêmio em si, procurou observar a tendência do júri na premiação do escritório hispânico RCR Architectes (Rafael Aranda, Carme Pigem e Ramon Vilalta) e do indiano Balkrishna Doshi. O Pritzker de 2019 pode parecer, num primeiro momento, um retorno à tradicional linha de premiar o “conjunto da obra”. Mas, se observarmos de forma mais aprofundada, percebemos que o trabalho de Isozaki vai além. Segundo o próprio Júri, “sua arquitetura repousa na compreensão profunda, não apenas da arquitetura, mas também da filosofia, história, teoria e cultura.” Arata Isozaki é discípulo de Kenzo Tange, ganhador do Pritzker de 1987, com quem trabalhou por 9 anos depois de sua graduação. Fez parte, junto com Tange, do Movimento Metabolista, fundado em 1959, onde desenvolveu-se a ideia de cidade do futuro, através de megaestruturas e crescimento biológico urbano. O Plano para a Baía de Tóquio (1960) de Kenzo Tange foi o mais conhecido do grupo dos Metabolistas. A contribuição de Isozaki foi a Cidade no Ar, feita em 1962: pensada em formato de árvore, o plano procurava dar “uma resposta à rápida taxa de urbanização”. O arquiteto foi também o primeiro de seu país a trabalhar em projetos fora do Japão.Edifícios como o Museu de Arte Contemporânea em Los Angeles (1986) e o Team Disney na Flórida (1991) são suas obras mais famosas nos EUA. Na Europa, foi responsável pelo Estádio Sant Jordi para as Olimpíadas de 1992 e pelo Tribunal de Entrada da Fórum La Caixa (1992), ambos em Barcelona. Além disso, levou sua arquitetura para países como a China, Qatar, Itália e Grécia, atendendo a diferentes programas e escalas. O trabalho de Isozaki foi interdisciplinar, trabalhando com cenografia, design de moda, além de crítico e escritor. Curiosamente, o arquiteto fez parte da primeira geração de jurados do Prêmio Pritzker, entre os anos 1979 a 1984. Curiosamente, Isozaki é o oitavo japonês a ganhar o prêmio, sendo o Japão o país mais laureado na premiação. Entre o início de sua carreira, influenciado pelos efeitos das bombas atômicas de Hiroshima e Nagazaki até os dias atuais, Arata Isozaki é um arquiteto que sempre demonstrou qualidade projetual e a reflexão sobre sua própria arquitetura. Neste episódio, procuramos discutir seu trabalho, sua maneira de compreender o espaço arquitetônico e as peculiaridades presentes na cultura oriental. Apesar desta cultura ser o fio condutor de seu pensamento, Arata Isozaki não se nega a reinterpretar suas formas, na busca por uma constante atualização. Comentados no episódio: Livro:"Espaço, Tempo e Arquitetura" S. Giedion | Estante Virtual Livro: "A disputa que mudou a Renascença" Paul Robert Walker | Estante Virtual Livro: "Kenzo Tange Estudio Paperback" | Estante Virtual Dissertação Walkyria Tsutsumi Ferreira Coutinho: "O conceito Ma: o conceito Ma na conformação de espaços em Tadao Ando" | UFPE Arata Isozaki - TIME, SPACE, EXISTENCE | YouTube Filmes Japoneses | Lista Filmow Carregando… Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

May 6, 20191h 4m

Arquicast 070 – Urbanismo Tático

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Aline Cruz (@alinecruzarquicast), Adriana Sansão (LabIT) Você já deve ter ouvido falar no termo “urbanismo tático”. Apesar de recente, essa abordagem sobre o espaço público ganhou visibilidade nos últimos 10 anos e hoje há diversos exemplos sobre como intervir no urbano a partir de uma visão de curto prazo, baixo custo e alto engajamento social. Neste episódio, batemos um papo com a arquiteta carioca e doutora em Urbanismo Adriana Sansão, que tem um trabalho prático extenso e acumula pesquisas sobre o tema. Entender quando surgiu o termo urbanismo tático e a abordagem metodológica que ele implica nos ajuda a compreender o porquê deste perfil de projeto urbano ter se tornado uma opção real e bem-sucedida de intervir na cidade. Como resposta alternativa e complementar à visão estratégica mais ampla sobre o território, pensar o urbanismo taticamente significa colocar “os pés no chão” e a mão na massa! Ao contrário do Planejamento Urbano e Regional, que trata da escala metropolitana e de seu desenvolvimento num horizonte de tempo maior, o projeto urbano cuida da escala aproximada do usuário e das dinâmicas que influenciam sua relação com a cidade no plano cotidiano. Tal redução da escala e aproximação com o cidadão possibilita respostas projetuais de intervenção mais imediatas e conectadas com a necessidade eminente da comunidade envolvida. Visto por alguns autores como uma forma subversiva de se apropriar dos espaços públicos, o urbanismo tático pressupõe a participação efetiva da população na construção das soluções de projeto. O poder público muitas vezes é um parceiro da sociedade civil na construção desse processo, mas não é preponderante, uma vez que o movimento nasce de ações cidadãs, orientadas pelo profissional arquiteto e urbanista, que por sua vez atua como um mediador entre os diferentes atores sociais envolvidos. Através de uma visão “bottom-up” dos processos, a colaboração entre os atores e agentes do espaço é a tônica desta prática e o que garante seu caráter democrático. Outra característica apontada pela convidada e que define a abordagem tática é o baixo custo de implementação das soluções projetuais. Buscando muitas vezes na própria comunidade e no seu entorno imediato os meios financeiros e sociais para realizar a intervenção, o urbanismo tático aposta em uma visão experimental do projeto, entendendo e assumindo sua transitoriedade mais do que seu caráter de permanência, como é comum ao objeto arquitetônico. Não que toda intervenção tática seja temporária, mas trabalha com o fator tempo de forma dinâmica e compreende que o desenho precisa ser apropriado e alterado pela população para que seja efetivamente adotado por ela. Num momento em que a participação popular nas tomadas de decisão sobre a cidade parece consolidar-se culturalmente, são muito bem-vindos os exemplos de engajamento capazes de promover mudanças efetivas na qualidade de vida dos cidadãos. Ouça o cast para saber um pouco mais sobre esta e outras ferramentas de transformação da cidade! Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Curta Metragem "Recife Frio" | Youtube Venda seu carro!!!! Textos Adriana Sansão | Portal Vitruvius | Intervenções Temporárias no Rio de Janeiro Contemporâneo Matérias especiais sobre Espaço Público no ArchDaily Texto ArchDaily Mariana Wandarti Livro: "Smart Cities: Big Data, Civic Hackers, and the Quest for a New Utopia…" | Amazon Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Apr 24, 201950 min

Arquicast 069 – Arquitetura e Cinema: A Origem (Inception)

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Aline Cruz (@alinecruzarquicast), Rapha Rodrigues (@_rapha), Janaina Pereira (facebook), Laura Carone (facebook) No novo episódio da série Arquitetura e Cinema, conversamos com Janaina Pereira, jornalista especializada em cinema, e Laura Carone, arquiteta, cenógrafa e diretora de arte, sobre o filme Inception – A origem, do diretor, roteirista e produtor britânico Christopher Nolan. Lançado em 2010, o filme conta com grande elenco incluindo Leonardo DiCaprio, Ellen Page e Michael Caine, tendo recebido diversos prêmios, entre eles o Oscar de Melhor Fotografia, Melhor Mixagem e Melhor Edição de Som. A história trata sobre espionagem industrial através da manipulação dos sonhos das pessoas. E tal manipulação envolve a criação de cenários afetivos, elaborados por arquitetos, que usam o poder psicológico e imagético dos espaços memoriais para obter informações sigilosas escondidas na mente dos indivíduos. Ou seja, a arquitetura desempenha papel fundamental na construção e na manipulação da memória individual e o arquiteto é figura central nesse processo. Dentre várias curiosidades sobre o filme, sua relação com o universo da cenografia, o uso da tecnologia que permite traduzir para as cenas a possibilidade de controle material do universo construído, o papel do arquiteto e sua atribuição como um “criador de realidades” é ponto central na conversa entre os convidados e conduz, de certa forma, a narrativa do filme como um todo. Perceber se se está no ambiente sonhado ou no ambiente vivido faz parte do jogo psicológico proposto pelo diretor, que usa das artimanhas do espaço cenográfico para criar metáforas sobre o quanto somos influenciados pelos lugares que frequentamos. E como constantemente, mesmo que de forma inconsciente, reagimos a estes lugares e às suas características compositivas. O universo onírico é uma constante na história do cinema e por vezes é tratado com maior ou menor desapego da realidade. Win Wenders, David Lynch, Spielberg, dentre outros, são cineastas reconhecidos pelo apreço pela temática devaneante e delirante dos espaços sonhados. Ambientes fantasiosos, labirínticos, com profusão de imagens sobrepostas são parte de estratégias cênicas para criar a atmosfera lírica do lugar sonhado e impossível. No filme em questão, tal estratégia é subvertida e está justamente na responsabilidade do arquiteto, criador de atmosferas, tornar o sonho o mais parecido possível com a realidade, operando nas mentes também do espectador a constante dúvida sobre em qual plano projetado se está. O arquiteto tanto pode ser um facilitador do reconhecimento das pessoas com os lugares, quanto pode atuar como um agente de desorientação, criando estranhamento e insegurança na relação entre homem e espaço construído e vivenciado. Nossos convidados não chegaram a um consenso sobre a questão essencial que o filme coloca: foi sonho ou realidade? Mas o papel da arquitetura como protagonista da narrativa e na criação de imagens cinematográficas já icônicas na historiografia do cinema parece ter sido ponto pacífico no animado bate-papo que pode ser acessado por aqui. Link para matéria no ArchDaily Comentados no episódio: Link para nossa pesquisa | via MediaKit Teatro: "Fim" Felipe Hirsch | VejaSP Filme: Insolação (2009) Felipe Hirsch | IMDB Dissertação: "Cenários Verídicos" Laura Carone | Biblioteca Virtual USP Filme: "O tradutor" (2018) Direção: Rodrigo Barriuso, Sebastián Barriuso | IMDB Livro: "Planejamento Urbano e Ideologia" | Vera Rezende | Estante Virtual Filme: "O cangaceiro trapalhão" | IMDB | Didi Nolan! - veja! Tese Claudia Veloso | https://poeticidadesurbanas.wordpress.com/ | (In Memorian) Documentário: "A Terra é Plana!" | Netflix Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Apr 8, 20191h 14m

Arquicast 068 – Entrevista ArchDaily Brasil

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Aline Cruz (@alinecruzarquicast), Rapha Rodrigues (@_rapha) Link para matéria Estreando oficialmente a parceria entre as plataformas Archdaily e Arquicast, está no ar o episódio #68 Entrevista: ArchDaily Brasil, no qual três dos editores do site brasileiro - Pedro Vada (@pedro_vada), Eduardo Souza (@eduardoleitesouza) e Matheus Pereira (@mths_prr) - contam um pouco dos bastidores do que é fazer parte do site de arquitetura e urbanismo mais visitado do mundo. Os desafios para se adaptar a um novo tipo de trabalho na área de arquitetura, a velocidade das transformações, a importância da tecnologia e da colaboração estão entre os assuntos tratados nesse bate-papo informal e informativo! Pensado e estruturado por arquitetos e para arquitetos, e tendo passado por outros formatos anteriores ao atual, o Archdaily impressiona na escalada exponencial em termos de números de acessos e influência no cotidiano profissional dos arquitetos para seu relativo pouco tempo de existência. O crescimento acelerado que os números confirmam evidencia a percepção de uma carência na variedade e velocidade de divulgação da informação sobre arquitetura e urbanismo. Nicho que foi devidamente preenchido pela plataforma que continua a se transformar, ampliando seu alcance e os tipos de serviços oferecidos. A natureza colaborativa e a velocidade de transformação deste veículo de comunicação colocam desafios ao trabalho dos arquitetos e editores, os quais constantemente alternam suas funções dentro da empresa, transitando por diferentes setores e tornando a experiência de construir o maior site de arquitetura e urbanismo do mundo em um contínuo recomeço. Não havia referências de sites que oferecessem informação de qualidade com rapidez e atualidade, o que exigiu de toda a equipe – formada por pessoas de diferentes culturas, países e línguas – proatividade na solução de problemas e na proposição de ideias. É um negócio que se transforma a cada dia e aponta, de fato, para novas possibilidades de inserção profissional para o arquiteto. Além de contar um pouco sobre a estrutura de funcionamento do site e a interação entre as diferentes franquias – atualmente há as versões Mundo, Hispanoamérica, México e China - , os editores compartilharam ainda “causos” e curiosidades ocorridas ao longo dos 11 anos de história do Archdaily, e também dificuldades encontradas na veiculação de informação para públicos tão diversos, no universo de 13.6 milhões de arquitetos que visitam a página todos os meses. E não pára por aí! Várias novidades estão sendo gestadas, ampliando ainda mais as formas de interação da empresa com seu público-alvo, caracterizado por profissionais com interesses bastante diversos, como é tradicional à profissão de arquiteto e urbanista. A parceria do Archdaily com o Arquicast, o podcast de Arquitetura e Urbanismo, é um exemplo da busca constante por atualização e por diversificação das formas de comunicar informação de qualidade para os profissionais da área. O podcast reforçará assuntos de interesse do usuário do site e poderá aprofundar matérias que, pela natureza do formato do veículo original, são naturalmente abordadas de forma mais geral, sendo um ponto de partida para a pesquisa e a produção de conhecimento sobre determinado tema. Ouça para saber mais! Comentados no episódio: My ArchDaily, a rede social do portal | My ArchDaily Tiros em Columbine (2002) Michael Moore | IMDB Livro: "Diários de Bicicleta" David Byrne | Saraiva XI BIAU - Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo | Matéria ArchDaily | Site Oficial XII Bienal Internacional de São Paulo | Site IAB-SP | Site do Evento | Matéria ArchDaily Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube

Mar 25, 20191h 2m

Arquicast 067 – Série: “As Casas Mais Extraordinárias Do Mundo” – 2º temporada

Neste episódio, conversamos sobre a segunda temporada da série "As Casas Mais Extraordinárias do Mundo" da BBC2 e que está disponível na Netflix. Agora, Piers e Caroline visitam as casas em oito países: Portugal, Espanha, Noruega, Israel, Índia, Suíça, Japão e EUA. Participam Adilson (@adilsonlamaral), Rapha (@_rapha), e novamente Caio Smolarek (@caiosmolarekdias). Taca-lhe o play! Importante: Não deixe de participar da nossa pesquisa! Carregando… Comentados no episódio: Arquicast 046 - Série: "As casas mais extraordinárias do mundo" - 1º temporada Veja no Netflix Dica do Caio: Viaje na viagem! Livro: "Intervenções temporárias, marcas permanentes: Apropriações, arte e festa na cidade contemporânea" Adriana Sansão | para Kindle Site: https://unsplash.com/ Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Mar 11, 201957 min

Arquicast 066 – A Megarregião Rio-São Paulo

Adilson (@adilsonlamaral), Rapha (@_rapha) Aline (@lilocacruz) convidam Wagner Rufino (@wagnerrufino) para falar um pouco de seu trabalho no doutorado "Metro, Macro, Mega, Meta: Cidades sós". Um papo sobre a grande região urbanizada entre os pólos do Rio de Janeiro e São Paulo. Falamos sobre os desafios das administrações locais em lidar com problemas que extrapolam os limites imaginários das cidades, e também das novas possibilidades no Planejamento Urbano Regional. Conhece a Nova GRAAL? Dá o play! Comentados no episódio: Livro: "Cidade standart e novas vunerabilidades" Rosângela L. Cavallazzi (Org.) | site I Fucking Love Maps | Facebook | Instagram Braincast 295 - O futuro das habilidades Urban Theory Lab | Harvard GSD Livro: "Reflexões sobre o ensino integrado do projeto de arquitetura" | Matéria CAU | Amazon Livro: "O espaço intra-urbano no Brasil". Flávio Villaça | Amazon Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Feb 26, 20191h 2m

Arquicast 065 – Sobrevivendo depois da faculdade

As aulas voltaram em 2019 e no episódio da quinzena, Adilson (@adilsonlamaral), Lili (@lilocacruz) e Rapha (@_rapha) discutem o artigo “9 lições para a sobrevivência pós-faculdade” de Nicolas Valencia, publicado no Archdaily internacional. Falamos sobre desenvolver habilidades e a concorrência no mercado de trabalho, além do início da carreira de coaching do Rapha! Ouve lá! Comentados no episódio: Braincast 299: "O aluno do futuro" | B9 Série: "True Detective" | 3º temporada HBO Série: "Trotsky" | Netflix Série: "O jornal" | Netflix Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Feb 11, 20191h 4m

Arquicast 064 – Viagens: dicas, histórias e “causos”

Neste episódio, falamos das nossas experiências de viagem como arquiteto: como nos planejamos, os registros da viagem, a descoberta de peculiaridades culturais e alguns apertos que as situações podem causar. Para esse podcast, além de vários países do mundo, estão Adilson (@adilsonlamaral), Lili (@lilocacruz), Rapha (@_rapha) e Gustavo Novais (@gooogla) contando suas peripécias mundo afora! Comentados no episódio: Perfil de Barbara Saleh no Instagram | @middleeastarchitecture Livro: “Prisioneiros da geografia” deTim Marshall | Amazon Livro “Desenhando com o lado direito do cérebro” de Betty Edwards | PDF Livro “Europe on a shoestring” da Lonely Planet | Amazon (o ebook é gratuito!) Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Jan 29, 20191h 12m

Arquicast 063 – Arquitetura e Cinema: Akira (Katsuhiro Otomo)

Seguimos com a série de Arquitetura e Cinema. Hoje tem Akira (1988), clássico que influenciou drasticamente a forma de se contar histórias e a linguagem do cinema sci-fi na virada de século. Adilson (@) e Rapha (@_rapha) conversam com Guga (@gooogla) e Cadu Rocha (@cadurocha) sobre o anime, suas paisagens, seus personagens e conflitos. Comentados no episódio: Akira (1988) | IMDB "Vagabundos no espaço" | Editora Draco | Crítica Arte Final | Raphael Salimena Canal "The Nerd Writer" Episódio: "AKIRA: How To Animate Light" | YouTube Mangá: "Akira" publicado no Brasil | Editora JBC Mangá: "Ghost in the shell" | Editora JBC "Bando de dois" Danilo Beyruth | Amazon Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Jan 14, 20191h 5m

Arquicast 062 – Livros clássicos: Cidades para pessoas

Hoje é o último dia do ano, mas o time do Arquicast se reuniu para destrinchar esse livro que é a obra mais famosa do arquiteto Jan Gehl. Adilson(@adilsonlamaral), Lili (@lilocacruz) e Rapha (@_rapha) relembram a história do arquiteto, seus trabalhos mais importantes, suas referências no campo da cidade, além de destrinchar, capítulo por capítulo, o livro “Cidades para Pessoas”. Comentados no episódio: Livros Spiro Kostof: "The City Shaped" e "The City Assembled" Seriado “Curb Your Enthusiasm” de Larry David | YouTube Site “Gehl Architects” | Site Filme “The Human Scale” de Andreas M. Dalsgaard (legendado em português) | YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 31, 20181h 7m

Arquicast 061 – Sobre o concurso de projeto: “Monumento à Memória Feminina”

O episódio de hoje discute o processo e o resultado do concurso “Memorial à Memória Feminina” produzido pela Projetar.org cujo resultado gerou várias discussões acaloradas nas redes sociais. Para isso, chamamos os principais envolvidos na elaboração do concurso: Caio Dias (@caiosmolarekdias) e Laila Schmidt (@lailarsc) do Portal Projetar.org, a arquiteta Luiza Dias (@lurdias) do coletivo Arquitetas Invisíveis, além da arquiteta Tais Cristina da Silva (@taiscrisdasilva) do São Paulo Arquitetura. Participam do episódio Rapha (@_rapha) e Lili (@lilocacruz) que também foi jurada no concurso. Comentados no episódio: Página do Concurso “Monumento à Memória Feminina” com todas as informações sobre o concurso | org Livro: “How theotherhalflives” de Jacob A. Riis | Amazon EUA Livro: “Pensar com imagens”, de Enric Jardí | Amazon Newsletter das Arquitetas Invisíveis | Newsletter Arquitetas Invisíveis Livro: “The force is in the mind: the making of architecture” de ElkeKrasny | RIBA Book Shops Livro: “Registro de uma vivência” de Lúcio Costa | Amazon Livro “The architecture school survivor guide” de Iain Jackson | Amazon Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 17, 201854 min

Arquicast 060 – Pruitt-Igoe

Nesta quinzena, Adilson (@adilsonlamaral) e Rapha (@_rapha) conversam com Gustavo Novaes (@gooogla) sobre um dos projetos mais emblemáticos e desastrosos da história da arquitetura mundial: Pruitt-Igoe. O conjunto habitacional de 33 edifícios, projeto do renomado arquiteto moderno Minoru Yamasaki, foi demolido apenas 17 anos após sua construção. Discutimos o contexto histórico, a lei que mudou a ocupação dos territórios urbanos nos EUA e o colapso social nas habitações. Tudo isso, aliado ao seu caráter “modernista”, contribuiu para estigmatizar essa arquitetura, marcando a transição para a pós-modernidade. Comentados no episódio: Documentário “The Pruitt-IgoeMyth” de ChadFreidrichs (completo e legendado) | Youtube Entrevista com DemetreAnastassakis do Arquicast 002 | Arquicast Livro “Cidades do Amanhã” de Peter Hall | Amazon Video: O mistério de 9/11 | Youtube Matéria “Teoria da Conspiração: O ataque às Torres Gêmeas foi uma farsa?” | Super Interessante Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 3, 201840 min

Arquicast 059 – Lina Bo Bardi

Hoje o episódio é sobre ela: Lina Bo Bardi, sua história e suas obras, sua determinação e sensibilidade. Adilson (@adilsonlamaral), Aline (@lilocacruz) e Rapha (@_rapha) convidam Ana Luiza Nobre (DAU-PUC-RJ) e Renato Anelli (USP- São Carlos) para uma verdadeira aula sobre a importância do seu legado para a identidade da arquitetura brasileira. Comentados no episódio: Visitar e conhecer as obras da Lina: Tag ArchDaily Instituto Lina Bo e P. M. Bardi | site Livro: "Sobrevivência dos Vaga-lumes" | Travessa Revista online da USP. Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo: RISCO | site Filme: "Lina Bo Bardi de Aurélio Michiles" | Youtube Livro: "Lina Por Escrito - Textos Escolhidos de Lina Bo Bardi" | Saraiva Coletivo Arquitetas Invisíveis | Assine a Newsletter | Arquicast 016 Livro: " Lina Bo Bardi. Obra construída" | Saraiva Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicastAssine o feed: iTunes | Android | Feed.com.br

Nov 19, 20181h 10m

Arquicast 058 – Arquitetura e Cinema: HER

Em mais um episódio sobre cinema, Adilson (@adilsonlamaral), Aline (@lilocacruz) e Rapha (@_rapha) convidam Janaina Pereira (facebook) para falar sobre "Her (2013)". Um filme de Spike Jonze sobre um futuro não tão distante, sobre relações amorosas não tão impossíveis. Conheça Samantha, um OS (sistema operacional) com "vida" própria. Falamos como esse romance do século XXI tem como pano de fundo uma cidade possível e afável. Assista o filme primeiro e depois: taca-lhe o play! Comentados no episódio: Filme: " O primeiro homem" | IMDB Filme: " Onde vivem os monstros" | IMDB | Livro Série: " Amazing Stories" | IMDB | Dailymotion Curta: "Scenes for the suburbs (2011) | Vimeo Clipe Arcade Fire "The suburbs" | Youtube Site Hypeness | Tag Janaína Pereira Papo de Cinema | Tag Janaina Pereira Blog Janaindica | Gastronomia – Cultura – Turismo – Moda & Beleza – Entretenimento Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Nov 5, 20181h 17m

Arquicast 057 – Vida de Professor

No episódio da quinzena, Adilson(@adilsonlamaral) e Aline (@lilocacruz) convidam Caio Dias (@caiosmolarekdias) e Fernando Lima(@limaft) para um papo leve sobre a nada mole vida de Professor de Arquitetura e Urbanismo. Falamos sobre os professores que nos influenciaram, as diferenças entre professores de faculdades públicas e particulares e a decisão entre lecionar ou projetar. Além disso, discutimos como ensino de projeto deixa mais próximo professores e alunos e a responsabilidade na formação de cidadãos críticos. Dá o play! Comentados no episódio: Pesquisa ABPOD | site oficial Documentário Archiculture | YouTube Tese “Sentir Através De” de Ricardo Ferreira Lopes | Site UFJF Palestra TED: “Será que as escolas matam a criatividade?” de Ken Robinson | com Livro “Spatial Design Education” de Ashraf M. Salama | Amazon Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Oct 22, 20181h 2m

Arquicast 056 – Bienal de Veneza: Capela do Vaticano e Pavilhão do Brasil

Neste episódio entrevistamos dois jovens talentos da Arquitetura Brasileira: Carla Juaçaba (@carlajuaçaba)| site) e Gabriel Kozlwoski (@gabrielkozlwoski| site) Ambos participaram da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018. Carla foi convidada, ao lado de ilustres arquitetos, a projetar umas das capelas para o Vaticano, e Gabriel foi um dos curadores do Pavilhão do Brasil na bienal. Conversamos sobre os desafios dos trabalhos, as motivações e como Arquitetura tem sido (ou não) prestigiada por nós brasileiros. Aline (@lilocacruz) e Rapha (@_rapha) conduziram o bate-papo. Comentados no episódio: Bienal de Veneza | site oficial Bienal de Veneza | publicações Archdaily Pavilão do Brasil na Bienal: Muros de Ar | Catálogo Completo | Matéria Archdaily Brain Pickings - newsletters Carta aberta aos candidatos CAU e IAB nas eleições de 2018 pelo Direito à Cidade | PDF Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Oct 9, 20181h 5m

Arquicast 055 – A tragédia do Museu Nacional

Neste episódio, Adilson (@adilsonlamaral), Aline (@lilocacruz) e Rapha (@_rapha) convidam Cadu Ribeiro (@cadu4rio) e Ivo Barreto (linkedin) para conversar um pouco sobre o trágico incêndio no Museu Nacional. Falamos um pouco sobre a importância dos museus para a construção de uma identidade nacional, sobre o descaso das políticas públicas de preservação do patrimônio e acervo científico. Além disso, especulamos sobre as alternativas apresentadas pelo Governo Federal no âmbito da gestão dos museus brasileiros. Comentados no episódio: Livro: “Há uma Gota de Sangue em Cada Museu: a ótica Museológica de Mário de Andrade” | Amazon International council of Museums | site Livro: "A Definição da Arte"| Saraiva Livro: "A Estratégia da Aranha" | Livraria Cultura Livro “Nebulosas do pensamento urbanístico" | UFBA Livro:"21 lições para o século 21"” | Saraiva Livro: "Construir e Habitar para uma cidade aberta" | Saraiva Portal SBPC | site Texto: "Arquitetura de Museus" | PDF Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Sep 24, 20181h 29m