PLAY PODCASTS
Arquicast

Arquicast

303 episodes — Page 2 of 7

Arquicast 225 – Livros Clássicos: O Urbanismo (Françoise Choay)

A história do urbanismo é um campo complexo e multifacetado, repleto de debates e interpretações que moldam nossa compreensão das cidades e de seu desenvolvimento ao longo do tempo. O episódio 225 do Arquicast oferece uma oportunidade para o assunto ao abordarmos um dos livros mais influentes sobre os métodos utilizados pelos historiadores do urbanismo. Trata-se do livro clássico “O Urbanismo: utopias e realidades”, de Françoise Choay. A obra traz uma perspectiva holística que engloba as dimensões sociais, culturais e políticas das cidades. Uma das questões centrais discutidas no episódio é a evolução dos modelos propostos pela autora, de interpretação do urbanismo ao longo do tempo. Inicialmente, são apresentados modelos dicotômicos, como o pré-urbanismo e o urbanismo, que dividem o desenvolvimento do pensamento urbanístico em fases distintas. Participam do episódio Patrícia Junqueira, doutora em Arquitetura e Urbanismo pelo NPGAU/UFMG e professora da UFOP, também Carlos Eduardo Ribeiro, doutor em "Artes Cênicas" pela UNIRIO e Professor Adjunto do Departamento de Projeto, História e Teoria da UFJF. Conforme a discussão avança, percebe-se uma tendência em direção a uma compreensão mais complexa e fluida, que reconhece a interconexão de diferentes influências e correntes de pensamento utilizadas para a construção desse cenário. Françoise Choay é uma figura central nesse debate historiográfico, seus escritos destacam a importância de analisar o urbanismo não apenas como uma sequência linear de eventos, mas como um processo dinâmico, moldado por uma variedade de fatores sociais, culturais e políticos, como podemos perceber quando a autora classifica e organiza os chamados modelos “progressistas” e “culturalistas”, além dos demais que a autora apresenta de forma muito atualizada à época em que o livro foi escrito, tendências que seriam consolidadas no século XXI como a “Antrópolis”. Embora suas ideias tenham sido amplamente difundidas e reconhecidas, muitas vezes foram simplificadas ou descontextualizadas, perdendo parte de sua riqueza e complexidade original, levantando questões importantes sobre a forma como as teorias e abordagens historiográficas são transmitidas e aplicadas no campo do urbanismo, ressaltando a necessidade de contextualizá-la historicamente. Ao explorar as contribuições de pensadores como Françoise Choay e suas influências sobre o campo, os participantes nos convidam a repensar nossas próprias abordagens e perspectivas sobre o urbanismo e seu papel na sociedade contemporânea. Dessa forma, o episódio oferece uma possibilidade para melhor entendermos as complexidades das cidades e seu desenvolvimento ao longo do tempo. Não deixe de ouvir!

May 7, 20241h 27m

Arquicast 224 – Profissionalizando os Escritórios de Arquitetura

O sonho de montar um escritório de arquitetura e criar projetos autorais é uma aspiração comum entre muitos recém-formados em arquitetura e urbanismo. No entanto, mais do que apenas a parte criativa e técnica, é crucial considerar a gestão do negócio. Este foi o tema central do episódio 224 do Arquicast, onde foram discutidos os desafios e estratégias para profissionalizar os escritórios de arquitetura. O episódio começa destacando um dado alarmante: 25% das empresas no Brasil fecham suas portas devido a problemas de gestão, conforme uma pesquisa do Sebrae em 2020. Nesse contexto, como conciliar os desejos profissionais com a administração eficiente do negócio? Em parceria com a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura de São Paulo (ASBEA), o Arquicast convidou Gustavo Garrido, presidente da ASBEA-SP, e Daniel Toledo, diretor executivo da Königsberger Vannucchi. Garrido e Toledo compartilham suas experiências e abordam os primeiros passos para quem deseja empreender na prestação de serviços em arquitetura. A questão do espaço físico em uma era digital é levantada, ressaltando a importância da presença online, mas sem desconsiderar a relevância de um local físico para encontros e apresentações. Além disso, a discussão sobre a precificação dos projetos como pilar da gestão é essencial. Os participantes destacam que a precificação vai além de uma simples metodologia de composição de preços, envolvendo diversas dimensões que impactam na sustentabilidade do escritório. A escala do negócio também é discutida e os desafios específicos de cada uma. Nesse caminho, a gestão de pessoas surge como um ponto central, destacando a necessidade de pensar na gestão de equipes tanto quanto na gestão dos projetos. A medição de resultados em um trabalho aparentemente artístico é debatida, evidenciando a importância de não se limitar apenas à medida financeira. A busca por apoio e capacitação, seja por meio de cursos específicos ou entidades como a ASBEA, é incentivada, bem como a valorização dos profissionais da área e a construção de um mercado local sólido são abordadas como estratégias importantes para a caminhada de oportunidades. O episódio proporciona uma reflexão valiosa sobre os desafios da profissionalização dos escritórios de arquitetura ao trazer especialistas com experiências práticas para a discussão, ainda, o episódio oferece insights fundamentais para aqueles que buscam empreender nesse campo tão dinâmico e desafiador. Embora o caminho para profissionalizar um escritório de arquitetura possa ser desafiador, ele é repleto de ramificações para aqueles dispostos a investir na capacitação e aprendizagem contínua, desenvolvendo suas habilidades empresariais. Com as ferramentas certas e o apoio adequado, é possível transformar o sonho de empreender na área da arquitetura em uma jornada gratificante e bem-sucedida. Não deixe de ouvir o episódio!

Apr 23, 20241h 1m

Arquicast 223 – Pritzker 2024: Riken Yamamoto

Arquicast 224 - Pritzker 2024: Riken Yamamoto A arquitetura contemporânea está em constante busca por inovação e relevância social, nesse contexto, o arquiteto japonês Riken Yamamoto, vencedor Prêmio Pritzker de 2024, é celebrado não apenas por sua habilidade técnica, mas também pelo seu profundo engajamento comunitário e seus esforços em projetos de reconstrução após desastres naturais, transformando essa jornada em legado para jovens profissionais. Sua trajetória na arquitetura é marcada por influências profundas e uma visão humanista que permeia suas obras. Yamamoto nasceu em uma casa de estilo machiya japonês, onde a integração entre espaços públicos e privados era intrínseca ao ambiente. Essa experiência formativa moldou sua compreensão precoce da importância da comunidade na arquitetura. Aos 17 anos, durante uma visita ao Templo Kôfuku-ji, ele foi profundamente impactado pelo Pagode de Cinco Andares, uma experiência que despertou sua paixão pela arquitetura e influenciou sua abordagem futura ao design. Esses momentos fundamentais na vida de Yamamoto revelam a influência da cultura e da história japonesa em sua visão arquitetônica. Durante suas viagens pela costa mediterrânea e pelas Américas, Yamamoto absorveu uma variedade de influências culturais e arquitetônicas que enriqueceram sua prática. Desafiando a prevalência das casas unifamiliares no Japão, ele propôs alternativas que privilegiam a comunidade e a coletividade. Após o devastador Terremoto e Tsunami de Tōhoku em 2011, Yamamoto demonstrou seu compromisso com o serviço à comunidade, fundando institutos e iniciativas para ajudar na reconstrução e recuperação das áreas afetadas. O projeto "HOME-FOR-ALL", uma iniciativa voluntária co-fundada por Yamamoto, desempenhou um papel crucial na reconstrução de residências para aqueles que perderam tudo no desastre. Esse aspecto humanitário de sua prática reflete sua crença no poder da arquitetura para transformar vidas e promover o bem-estar social. O legado arquitetônico de Yamamoto transita entre a interação dos espaços e a acessibilidade, entre o engajamento dos usuários e dos transeuntes, contribuindo para o enriquecimento das comunidades locais onde estão inseridas. Seu compromisso com a inovação com o design centrado no ser humano o coloca como uma figura inspiradora, fator considerado pelo júri na premiação. Se quiser saber mais sobre a premiação desse ano, não deixe de ouvir o episódio completo do Arquicast. Além das informações comentadas acima, o programa ainda conta com uma versão em vídeo disponível no YouTube. As polêmicas não ficaram de fora da edição, sobretudo quando o assunto foi sobre a opção do júri em dar visibilidade também à produção japonesa contemporânea. Participe dessa conversa ouvindo o episódio. Bom cast!

Apr 9, 20241h 15m

Arquicast 222 – Arquitetura e Cinema: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Imagine-se vagando pelas ruas encantadoras de Paris, imerso em uma paleta de cores vibrantes e narrativas poéticas. Este é o universo visualmente deslumbrante de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", um filme que captura não apenas os corações dos cinéfilos, mas também o olhar atento dos apreciadores de arquitetura. No episódio de Arquitetura e Cinema do Arquicast sobre esse clássico contemporâneo, tenta-se desvendar as complexidades arquitetônicas que moldam o cenário onde a história de Amélie se desenrola. Paris é muito mais do que apenas o cenário onde a história se passa; é um personagem por si só. Das ruas sinuosas de Montmartre às paisagens urbanas de Montparnasse, a habilidade do diretor Jean-Pierre Jeunet em capturar a essência arquitetônica da cidade é notória. A estética peculiar e pitoresca das ruas, com seus cafés charmosos e fachadas coloridas, oferece um pano de fundo perfeito para as aventuras de Amélie. A arquitetura em "Amélie Poulain" é uma ferramenta narrativa, visto que os espaços arquitetônicos refletem os estados de espírito das personagens. Das escadas estreitas do apartamento de Amélie à atmosfera nostálgica da loja de fotografia de Nino, cada espaço é meticulosamente projetado para contar uma história por si só, criando uma sensação de intimidade e familiaridade para o público. A paleta de cores vibrantes é um dos aspectos mais marcantes do filme, entre o vermelho ardente dos cabelos de Amélie e o verde suave das janelas de Montmartre, cada cor evoca uma emoção distinta e contribui para o visual cativante do filme. Mais do que simplesmente decorativo, o uso das cores desempenha um papel crucial na imersão do espectador na jornada de Amélie. "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" transcende o status de mero filme para se tornar uma obra de arte cinematográfica passados vinte anos, especialmente pela sua profunda ressonância emocional, motivo do seu impacto duradouro na cultura cinematográfica. Participe dessa conversa escutando o episódio, e descubra novas formas de apreciação desse clássico. Dicas do Episódio: Perfil: http://instagram.com/filmtourismus Filme: Amnésia (Christopher Nolan) | IMDB Filme: Zona de Interesse | IMDB Exposição: CCBB Mundo Zira Jogo: Trilhas Urbanas

Mar 25, 20241h 11m

Arquicast 221 – Entrevista: Arquitetos Associados

Hoje estamos aqui pra conhecer o trabalho de um escritório com sede nos morros das Minas Gerais. Baseados em Belo Horizonte, o escritório busca respostas adequadas e inovadoras para os problemas contemporâneos da arquitetura e das cidades brasileiras. São vencedores de diversos concursos nos últimos 25 anos, ganhadores de inúmeros prêmios nacionais e internacionais das mais renomadas instituições no mundo, além de estarem presentes em muitas (mesmo!) publicações dentro e fora do país, o que atesta a importância do trabalho dessa equipe, que nos dá o privilégio de conversar e entender um pouco mais dos seus processos internos.

Mar 11, 20241h 24m

Arquicast 220 – Desenho, Arquitetura e Cidade

Hoje vamos conversar sobre uma das práticas que ajudaram a definir nossa profissão. Observar e representar o nosso mundo, mais que ser coisa de arquiteto, é algo que a humanidade sempre fez, desde os tempos das cavernas. E nossa profissão deu a isso valor e sentido, nos ajudando a entender e criar como queremos viver. Mas hoje a disputa com computadores e programas de representação é árdua, já que a tecnologia chegou com força total, substituindo o hábito e a prática do desenho em muitas ocasiões. E a gente se pergunta: Ainda desenhamos? O papel vai ser substituído pela tela? Sobre esses e outros assuntos envolvendo o desenho, a prática e a cidade, vamos conversar com o pessoal do Urban Sketchers, que promove a prática do desenho das cidades em vários lugares do mundo!

Feb 26, 20241h 3m

Arquicast 219 – A Relação Cliente e Arquiteto

Nesse primeiro episódio do 2024 propusemos discutir discutir a relação! Brincadeiras à parte, hoje queremos conversar sobre como é a relação dos arquitetos com seus clientes. Será que está tudo certo ultimamente? Vimos a pouco tempo na mídia que casos de ruptura não são incomuns, e a dor de cabeça pode ser grande. Como a relação se constitui desde o início até o final do projeto e da obra? Quais os cuidados que é preciso ter para que essa relação seja saudável até o fim? E o que podemos fazer pra que isso não se torne um divórcio litigioso? Participe dessa conversa e venha com a gente!

Feb 13, 20241h 2m

Arquicast 218 – Como será a arquitetura daqui a 20 anos

No último episódio de 2024, o Arquicast se aventurou em uma intrigante jornada de especulação sobre o futuro da arquitetura. Inspirados por um provocante artigo do The Architect’s Newspaper, os participantes, incluindo Caio Dias e André Noronha, compartilharam suas visões e reflexões sobre o que nos aguarda nas próximas duas décadas. A dinâmica ficou na leitura das citações presentes na publicação, que você pode ler neste link. Dentre as declarações citadas na conversa, a de Fred Bernstein provocou um longo debate sobre sustentabilidade e novas formas de relação do mundo produtivo com a geração de energia, na ideia de que os edifícios deveriam ser capazes de gerar mais energia do que consomem. Nesse cenário futurista, não haveria espaço para artifícios contábeis que pudessem mascarar a realidade, como a promessa de plantar árvores para compensar emissões. Os apontamentos de Daniel Brook contribuíram para uma discussão sobre a necessidade de uma visão equilibrada e inovadora, apontando para uma arquitetura mais global e, paradoxalmente, mais sintonizada com suas raízes locais. A proposta é que projetos inovadores sejam distribuídos de maneira mais uniforme pelo mundo, ao mesmo tempo em que estão profundamente enraizados em seus contextos culturais, urbanísticos e ecológicos. Essa visão aponta para um futuro em que a arquitetura transcende barreiras geográficas, mantendo uma conexão intrínseca com as comunidades locais. A visão de Neeraj Bhatia, também trazida para o debate, é profunda e provocativa, delineando uma esperança audaciosa de transformação na disciplina. O cerne de sua expectativa reside na quebra do mito persistente que separa projetos sociais e ecológicos de projetos formais, e vice-versa. Ao reivindicar a necessidade de integrar questões sociais e ecológicas com a forma, organização e estética arquitetônicas, Bhatia propõe revisar a dicotomia muitas vezes imposta entre a responsabilidade social e a expressão formal, destacando a importância de reconhecer que ambos podem coexistir e se fortalecer mutuamente. Nessa forma traçadas uma miscelânea de perspectivas sobre o futuro da arquitetura, misturando a opinião dos participantes com as diversas opiniões globais sobre o assunto. Que esse episódio sirva como um convite para todos nós imaginarmos e contribuirmos para um futuro inovador e consciente. Dicas do Episódio: Exposição: "Sharing Models: Manhattanisms" | https://storefrontnews.org/programming/sharing-models-manhattanisms/?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com Série: "Extrapolations" | https://www.apple.com/br/tv-pr/originals/extrapolations/ Livro: "Ordem sem Design" | https://www.estantevirtual.com.br/livros/bertaud-alain/ordem-sem-design/1555555821?livro_novo=1&b_order=preco Série: "Entre Estranhos" | https://www.apple.com/br/tv-pr/originals/the-crowded-room/

Dec 18, 20231h 2m

Arquicast 217 – O Ambiente de Trabalho em Arquitetura – Parte 2

Hoje voltamos em um assunto que foi pauta recente por aqui. Retomamos o tema do episódio 214, sobre ambientes de trabalho em arquitetura, já que recebemos diversos comentários sobre o episódio e também ficamos com aquele gostinho de “quero mais”, desejando ampliar essa discussão que envolve tantas questões. Vale destacar que a inspiração para as nossas pautas partiu da leitura de um conjunto de artigos publicados no site Architizer, intitulados “A cultura da arquitetura precisa de uma revisão” de autoria da arquiteta norte-americana Evelyn Lee. O artigo discute questões que envolvem os ambientes de trabalho dos arquitetos com o objetivo de disseminar uma cultura de aprendizagem baseada em valores. Hoje queremos enfatizar um pouco mais essa abordagem diversificando os pontos de vista. Convidamos duas arquitetas com experiências distintas de trabalho em arquitetura e que já estiveram por aqui em outros momentos: Liz Valente e Larissa Fioravante. Bom Cast! Dicas e comentados no episódio: Livro: "Acupuntura urbana" | https://www.amazon.com.br/Acupuntura-Urbana-Jaime-Lerner/dp/8501068519 Livro: "Isto é Design de Serviço na Prática" | https://www.amazon.com.br/Isto-Design-Servi%C3%A7o-Pr%C3%A1tica-Praticante/dp/8582605277 Livro: "Trabalho: Uma história de como utilizamos o nosso tempo: Da Idade da Pedra à era dos robôs" | https://www.amazon.com.br/Trabalho-hist%C3%B3ria-utilizamos-nosso-tempo/dp/6586551609 Série: "Uma questão de química" | https://tv.apple.com/br/show/uma-questao-de-quimica/umc.cmc.40yycssgxelw4zur8m2ilmvyx Série: "Light & Magic" | https://www.imdb.com/title/tt19896784/ Canal Youtube: "Exploring de Unbeaten Path" | https://www.youtube.com/channel/UC73dVtWf9mpjiWYkXyIlm7A Site: Deadmalls | https://www.deadmalls.com/

Dec 5, 20231h 18m

Arquicast 216 – Entrevista: Fernanda Marques

Em mais um episódio de entrevista, o Arquicast recebe a ilustre arquiteta Fernanda Marques. Formada pela FAU USP, Fernanda faz questão de desenvolver seus projetos integrando várias disciplinas., atuando nas esferas da arquitetura, do design de interiores e de produto, ela procura manter um estilo que absorve as influências da arte e do design internacionais. Seus projetos estão presentes em várias cidades no Mundo, como São Paulo, Nova York, Londres e Lisboa e atendem a conceituadas grifes e participações em mostras de design de interiores brasileiras. Além disso, recebeu diversas premiações internacionais como o Robb Report Brasil Design Awards, IF Design Awards, Architecture Digest, Design & Build Awards, Property Awards, World Architecture Awards, dentre vários outros! Não deixe de ouvir! Bom cast!

Nov 20, 202356 min

Arquicast 215 – O que é Neuroarquitetura

Hoje vamos falar sobre um tema que tem circulado entre os profissionais arquitetos nos últimos anos, principalmente através das redes sociais. Muita gente ainda tem dúvidas sobre ele e suas aplicações na hora de se pensar arquitetura. Por isso, a conversa aqui é pra que a gente possa tirar as nossas dúvidas, esclarecendo qual o seu lugar no nosso campo de trabalho. Estamos falando da ciência que busca unir arquitetura à neurociência para criar espaços que influenciam nosso bem estar e comportamentos, a Neuroarquitetura. Para isto convidamos dois especialista nos tema: Nicole Ferrer é arquiteta pela Universidade Federal de Pernambuco, mestra pelo Instituto de Tecnologia de Illinois em Chicago, especialista em neurociência e em ergonomia, e coautora do livro “Neuroarquitetura: a neurociência no ambiente construído". Lori Crizel é arquiteto pela Universidade Católica do Rio Grande do Sul, especialista em neurociências e comportamento humano. Ele também é presidente da ANFA (Academy of Neuroscience for Architecture) no Brasil, professor do Politécnico di Milano (Milão/Itália) e autor do primeiro livro do país sobre neurociência aplicada à arquitetura, design e iluminação. Bom cast!

Nov 6, 20231h 17m

Arquicast 214 – O Ambiente de Trabalho em Arquitetura

Na área da arquitetura, os desafios são inúmeros, desde longas noites até baixos salários, desigualdade e falta de transparência. Entretanto, concentrar-se apenas nos aspectos negativos é, muitas vezes, insuficiente e até mesmo preguiçoso. É fundamental refletir sobre como enfrentamos essas questões no dia a dia, promovendo a tomada de decisões éticas, incentivando o trabalho em equipe, a colaboração e facilitando a adaptação e a inovação. Embora projetos e clientes frequentemente sejam o centro das atenções, é raro adentrar no cerne da cultura dos escritórios de arquitetura, explorar o ambiente de trabalho, sua rotina e dinâmica. Neste episódio, o Arquicast oferece uma visão aprofundada desses tópicos por meio de experiências e relatos de especialistas. Os participantes incluem: Nicholas Alencar, arquiteto e urbanista, com mais de duas décadas de experiência e fundador da Alencar Arquitetura; e Bruno Sarmento, arquiteto titular da Lourenço|Sarmento Arquitetos e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UniAcademia. Por que os projetos frequentemente ofuscam a discussão sobre o ambiente de trabalho? Essa é uma questão que merece reflexão. Os escritórios de arquitetura enfrentam atualmente uma série de desafios que podem impactar profundamente na produtividade dos profissionais e no desenvolvimento da arquitetura como um todo. A falta de clareza e as desigualdades na profissão, entre outros problemas, contribuem para um ambiente muitas vezes tenso e pouco saudável. Entretanto, é importante destacar que o ambiente de trabalho, quando bem estruturado, pode se transformar em um diferencial competitivo para as empresas de arquitetura. Elementos como uma cultura saudável, a colaboração e a inspiração desempenham papéis cruciais nesse aspecto. Essa é uma oportunidade de destacar que a arquitetura não se trata apenas de projetos e estruturas, mas também de criar e manter ambientes de trabalho que estimulem a criatividade e a inovação. A ideia de transformar o ambiente de trabalho em um espaço de ensino e aprendizagem é um conceito poderoso. Ser intencional nesse movimento dentro das empresas de arquitetura é fundamental. Um ambiente de trabalho forte e positivo traz inúmeros benefícios, desde o desenvolvimento profissional contínuo até a melhoria da satisfação dos funcionários. Os elementos-chave para a criação desse ambiente positivo incluem uma cultura organizacional sólida e o alinhamento de valores e objetivos. Quando a equipe compartilha valores e objetivos semelhantes, isso fortalece o ambiente de trabalho, promovendo a união e a colaboração entre as pessoas. É uma via de mão dupla: um ambiente saudável reforça valores compartilhados, enquanto esses valores fortalecem o ambiente. Incorporar valores nos processos de contratação e programas de treinamento nas empresas de arquitetura é um passo fundamental. A comunicação interna também desempenha um papel vital na promoção e na manutenção desses valores, pois reconhecer e recompensar comportamentos positivos dentro do ambiente de trabalho gera engajamento e melhora o desempenho de todos. O aprendizado contínuo e a mentalidade de trocas horizontais desempenham papéis cruciais nesse contexto. A arquitetura não é apenas sobre construir espaços, mas também sobre criar ambientes de trabalho que inspirem e impulsionem a colaboração e a excelência profissional. Não deixe de ouvir e participar da discussão! Dicas e comentados no episódio: Perfil YouTube: @leewardits https://www.instagram.com/leewardists/ Livro: "Happy City: Transforming Our Lives Through Urban Design" (Charles Montgomery) https://www.amazon.com.br/Happy-City-Transforming-Through-Design/dp/0374534888 Canal YouTube: "Iris Ceramica Group" | The Architects Series | https://www.youtube.com/c/IrisCeramicaGroup Documentário: "Stalking Chernobyl" | appleTV Livro: "Delirious New York" | https://www.amazon.com.br/Delirious-New-York-Retroactive-Manifesto/dp/1885254008

Oct 23, 20231h 13m

Arquicast 213 – Arquitetura de Eventos

O episódio 213 do Arquicast abordou a fascinante área da arquitetura de eventos, destacando a importância da criação de espaços que transformam simples ocasiões em experiências memoráveis. O retorno vigoroso do mercado de eventos após dois anos desafiadores devido à pandemia reflete a necessidade humana de celebrar, compartilhar alegria e escapar da rotina. No entanto, por trás dessas experiências memoráveis estão os arquitetos e designers de eventos, cuja atenção aos detalhes e criatividade molda o sucesso de cada ocasião. Participam do episódio dois renomados profissionais do setor, Talitha Lucas, arquiteta titular da ARQ.inova, especialista em arquitetura efêmera, e João Uchôa, sócio-diretor da Ciclo Arquitetura, com mais de 40 anos de experiência. Foram discutidas as etapas do projeto de arquitetura de eventos, as diferenças em relação à arquitetura convencional, as influências das redes sociais, as tecnologias envolvidas e os desafios da desmontagem de eventos. Talitha Lucas e João Uchôa compartilharam suas jornadas no mundo da arquitetura de eventos. Ambos mencionaram que a paixão pela criatividade e o desejo de criar experiências únicas foram os principais motivadores para ingressar nesse nicho de mercado. A principal diferença entre a arquitetura convencional e a de eventos reside na efemeridade. Enquanto a arquitetura convencional é construída para durar décadas, a arquitetura de eventos é projetada para existir por um curto período. Além disso, os eventos frequentemente envolvem a criação de cenários e atmosferas específicas, o que requer uma abordagem mais flexível e criativa. Os entrevistados discutiram as etapas envolvidas na concepção de um projeto de eventos. Isso inclui o briefing, estudo preliminar, projeto conceitual, projeto executivo, produção e desmontagem. Cada etapa requer atenção aos detalhes e coordenação meticulosa para garantir que a visão do evento seja realizada. A arquitetura de eventos abrange uma ampla gama de ocasiões, desde casamentos intimistas até festivais de grande escala, como o Rock in Rio. Cada tipo de evento apresenta desafios específicos em termos de escala, público-alvo e orçamento. No contexto atual das redes sociais, os ambientes projetados para eventos são frequentemente criados com a intenção de serem compartilhados, o que influencia o design, a iluminação e a disposição dos espaços. A ampla variedade de tecnologias envolvidas em seus projetos, incluindo sistemas de iluminação avançados, estruturas temporárias, tecnologias de entretenimento e até mesmo realidade virtual desempenham um papel crucial na criação de experiências imersivas. Combinar arquitetura, criatividade, tecnologia, logística e uma sensibilidade única para transformar espaços em locais de sonhos e celebrações não é tarefa fácil, sendo necessário uma forte colaboração dos envolvidos. Embora seja triste ver o evento acabar, a sensação de dever cumprido e a satisfação de ter criado algo efêmero e especial são recompensadoras. Acompanhe essa conversa nos melhores streamings! Bom cast!

Oct 9, 20231h 19m

Arquicast 212 – Ciclovias

As ciclovias, com suas faixas distintas e sinalização dedicada, têm ganhado destaque na paisagem urbana de muitas cidades ao redor do mundo. Seus impactos abrangem desde a redução do tráfego rodoviário até a promoção de um estilo de vida mais saudável e sustentável. No Arquicast 212 é explorado esse tema crucial, com a participação da arquiteta e mestre em engenharia de transportes Janaína Amorim, sócia da Metrics Mobilidade, foram discutidos os melhores exemplos globais, as tendências em design e arquitetura, e o impacto das ciclovias na saúde pública. As transformações urbanas são evidentes nas cidades que abraçaram as ciclovias de alta qualidade. Copenhague, Amsterdã, Santiago e Bogotá são alguns dos melhores exemplos globais de como as ciclovias podem ser integradas com sucesso em infraestruturas urbanas diversificadas. Essas cidades adaptaram suas ciclovias às condições climáticas e geográficas, tornando-as uma parte essencial de sua mobilidade urbana. Isso não apenas melhorou a qualidade de vida de seus habitantes, mas também teve um impacto positivo na economia local. Ao promover o uso da bicicleta como meio de transporte, as ciclovias atraem turistas e fomentam o comércio em áreas adjacentes. A cultura ciclística varia amplamente de país para país e, em muitos casos, influencia diretamente a aceitação e uso das ciclovias. Cidades com uma forte cultura ciclística tendem a ver um maior uso das ciclovias, ou seja, a cultura de andar de bicicleta. As cidades agora reconhecem a importância de priorizar a mobilidade sustentável e estão incorporando o planejamento de ciclovias em suas estratégias de longo prazo. Isso não apenas reduz a dependência de veículos motorizados, mas também melhora a qualidade do ar e reduz o congestionamento. Além das tradicionais ciclovias nas ruas, estão surgindo tendências inovadoras, como ciclovias elevadas e pistas compartilhadas. Um próximo passo em direção à essa cultura é a implementação de tecnologias emergentes, como semáforos adaptativos e sistemas de compartilhamento de bicicletas. No entanto, cidades que buscam adotar sistemas de compartilhamento de bicicletas enfrentam desafios logísticos e financeiros significativos, como o exemplo de Barcelona citado pela convidada do episódio, Um dos aspectos mais impactantes das ciclovias é seu efeito positivo na saúde pública. Estudos demonstraram uma correlação entre a expansão das ciclovias e a redução de doenças relacionadas ao sedentarismo. À medida que as ciclovias incentivam mais pessoas a adotar a bicicleta como meio de transporte, os benefícios para a saúde se tornam evidentes. A mobilidade urbana está evoluindo, e as ciclovias estão na vanguarda dessa mudança. Elas representam um caminho para cidades mais saudáveis, mais acessíveis e mais agradáveis para se viver. Não deixe de ouvir o episódio e participar desse debate!

Sep 25, 202352 min

Arquicast 211 – Villa Savoye

Em mais um episódio sobre obras arquitetônicas, o episódio 211 do Arquicast trouxe como tema central a icônica obra "Villa Savoye", um marco na história da arquitetura modernista do século XX. O convidado especial, PC Lourenço, analisou profundamente esse ícone arquitetônico e seus paradigmas, proporcionando uma visão esclarecedora sobre sua importância e influência duradoura. O episódio também está disponível em vídeo, possibilitando acompanhar as descrições com fotos e desenhos técnicos da obra. "Villa Savoye" é uma residência localizada nos arredores de Paris, construída entre 1928 e 1931 pelo renomado arquiteto franco-suíço Le Corbusier. A casa é amplamente considerada uma das mais significativas representações da arquitetura modernista, ou do Movimento Moderno, a depender da corrente historiográfica. Seu design inovador e sua abordagem radical aos cânones da arquitetura marcaram uma mudança drástica em relação à linguagem predominante. Encomendada por Pierre e Emilie Savoye, os proprietários desejavam uma residência que incorporasse elementos de funcionalidade e estilo. Le Corbusier, conhecido por sua abordagem revolucionária, viu nesse projeto como uma oportunidade de realizar suas ideias. O arquiteto projetou a casa elevada do solo, permitindo que o espaço abaixo fosse utilizado para jardins e áreas de lazer. Isso não apenas proporcionou uma sensação de leveza à estrutura, mas também permitiu a integração harmoniosa da natureza no ambiente construído. Essa aparente simplicidade e a clareza geométrica resultou em uma estética minimalista e atemporal que ainda ressoa na arquitetura contemporânea. A "Villa Savoye" é a expressão literal dos "Cinco Pontos da Nova Arquitetura", que incluíam pilotis, terraço-jardim, planta livre, fachada livre e janelas em fita. Durante o episódio, PC Lourenço também destacou como Le Corbusier influenciou gerações subsequentes, que adotaram seus princípios de simplicidade e integração com o ambiente natural. A obra tornou-se uma referência incontestável, desafiando as convenções arquitetônicas da época ao questionar que uma casa deveria ser uma representação ostensiva de status social. Le Corbusier defendeu uma abordagem no qual o foco estava na busca pela qualidade de vida e, para isso, pela qualidade do espaço. Mas nem tudo são flores, a família enfrentou uma série de problemas, desde infiltrações de água até dificuldades para manter a casa aquecida. Madame Savoye chegou a escrever uma carta a Le Corbusier, reclamando que "ainda chove na nossa garagem". Além disso, a orientação da casa permanece um mistério, pois o terreno oferecia várias opções melhores. Esse aspecto intrigante levanta questões sobre as decisões de projeto de Le Corbusier. O episódio também abordou a restauração da "Villa Savoye" ao longo dos anos, destacando a importância de preservar essa obra-prima arquitetônica e como ela continua a atrair visitantes de todo o mundo. A casa foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 2016. A obra de Le Corbusier estabeleceu um legado duradouro que continua a inspirar as novas gerações. Quer participar dessa discussão? Não deixe de ouvir e assistir o episódio em todas as plataformas. Até o próximo episódio! t!

Sep 11, 20231h 12m

Arquicast 210 – Praças e Parques Urbanos

Em mais um episódio sobre qualidade de vida e conexão com a natureza, o Arquicast explora um tema que se tornou ainda mais relevante nos últimos tempos: as áreas livres públicas nas cidades, com foco nos preciosos espaços verdes e revitalizantes, as parques e praças urbanas. Em um mundo cada vez mais urbano, a busca por lugares de conexão com a natureza se tornou essencial. A discussão é enriquecida por dois convidados especiais: Luciana Jesus, arquiteta urbanista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e Klaus Chaves Alberto, doutor em urbanismo e pesquisador no campo da saúde, bem-estar e qualidade de vida da Universidade Federal de Juiz de Fora. Ao longo da história, os agrupamentos humanos ecoaram a necessidade de envolvimento com a natureza em ambientes urbanos, da ágora grega às praças de comércio medievais, dos grandes bulevares aos parques urbanos que buscavam higienizar a cidade. Os parques e praças, nas últimas décadas, evoluíram para atender às necessidades em constante mudança das cidades modernas, oferecendo locais de lazer, convivência e cultura em um ambiente cada vez mais hostil para a contemplação e o bem estar das pessoas nas áreas urbanas. A importância da amplitude sensorial trazida por esses lugares foi debatida no episódio, como a possibilidade de ouvir sons naturais, e até mesmo a vez das pessoas que estão mais próximas de você, além da possibilidade de sentir o vento passar e assim possibilitar que a sensação térmica seja mais agradável e contrastante com o ambiente impermeabilizado da cidade. A influência dos arquitetos, paisagistas e urbanistas na criação desses espaços vitais também foi relatada, indagando sobre qual seria o papel desses profissionais na concepção e desenvolvimento dos parques, unindo criatividade, funcionalidade e sustentabilidade. Além disso, uma discussão sobre qual poderia ser a formação adequada para essa demanda, que inclui o envolvimento do profissional com a comunidade, considerando as necessidades e aspirações dos residentes, sem deixar de articular com a técnica, sobretudo, na etapa de diagnóstico e entendimento do local. De fato, não é uma tarefa fácil equilibrar a visão artística com as limitações da infraestrutura urbana existente nas cidades brasileiras. O fenômeno da urbanização não planejada deixou uma ampla lacuna nas cidades na medida em que elas são carentes desses espaços acessíveis e conservados. Ainda, a relevância da sustentabilidade e da inclusão nos projetos urbanos, advindas das mudanças climáticas, demandam novas estratégias de preservação dessas áreas verdes e o aprimoramento da gestão de recursos para sua manutenção ou criação. Quer saber mais sobre esse assunto? Não deixe de ouvir o episódio, pois exploramos a evolução histórica, o papel dos profissionais e os desafios enfrentados na criação desses espaços essenciais para o bem-estar da sociedade.

Aug 29, 20231h 5m

Arquicast 209 – Empreendedorismo, Arquitetura e Urbanismo

Olá pessoal! Vamos mergulhar com vocês em um episódio repleto de depoimentos sobre empreendedorismo na arquitetura e urbanismo. Exploraremos um universo fascinante e em constante transformação, onde criatividade e inovação são a chave para o sucesso. Nesse episódio conversaremos sobre desafios, sucessos, conselhos e até mesmo sobre fracassos que fazem parte do cenário empreendedor da arquitetura e urbanismo. O mercado de trabalho na arquitetura e urbanismo é altamente competitivo. A demanda por projetos inovadores, sustentáveis e esteticamente agradáveis é alta, o que impulsiona um ambiente de alta concorrência. Além disso, as mudanças nas tecnologias e as crescentes expectativas dos clientes exigem adaptação constante. Quais são os obstáculos, as oportunidades, os métodos, as “traquitanas e traquinagens” que são necessárias para adentrar na “selva” do empreendedorismo? A partir das experiências dos convidados, este episódio especial propõe um diálogo livre e divertido sobre o tema. Empreender torna-se um componente essencial para arquitetos e urbanistas que buscam criar, inovar e se destacar em um mercado em constante evolução. Essas transformações das demandas dos clientes, das regulamentações e das tecnologias requer uma mentalidade flexível, capaz de abraçar novas abordagens e se ajustar às circunstâncias em estado dinâmico. Nesse caminho, a proatividade desempenha um papel vital na busca de oportunidades. Empreendedores na arquitetura estão sempre em busca de nichos de mercado pouco explorados e formas inovadoras de abordar problemas. Eles não esperam que as oportunidades surjam, mas sim as criam por meio de ações deliberadas e estratégias ousadas. A capacidade de se recuperar de contratempos, aprender com as experiências e continuar avançando é um traço que distingue os empreendedores bem-sucedidos, afinal, essa jornada não é isenta de desafios, nesse contexto, a capacidade de captar e criar oportunidades se torna crucial. Importante lembrar: cada um tem a sua trajetória, linear ou não. Além das habilidades técnicas que formam a base da profissão, arquitetos empreendedores precisam aprimorar suas competências de gestão de negócios. Isso inclui a capacidade de gerenciar finanças, projetos e equipes. As soft skills, como comunicação eficaz, empatia e capacidade de diálogo, desempenham um papel vital nesse ambiente. A construção de relacionamentos sólidos com clientes, parceiros e colegas não apenas impulsiona a colaboração, mas também estabelece bases sólidas para o crescimento sustentável. A incerteza econômica e as flutuações do mercado também são desafios a serem enfrentados, ou melhor, é parte da motivação desse grande movimento em direção à ideia de empreender. Nesse contexto, os empreendedores precisam ser ágeis e estar prontos para se ajustar a cenários em transformação. Resiliência, flexibilidade e proatividade são os pilares que sustentam essa jornada, permitindo que os profissionais enfrentem desafios e transformem obstáculos em aprendizado. Não deixe de ouvir e participar da discussão nas redes sociais do programa. Bom divertimento!

Aug 15, 20231h 23m

Arquicast 208 – Entrevista: Eduardo Longo

Convidamos hoje para conversa um arquiteto que, desde o início de sua carreira, se mostrou firme para pensar arquitetura do seu jeito. Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais prestigiadas do país, ele mostrou para que veio desde seus primeiros projetos, onde a ortogonalidade e a rigidez da linguagem moderna não eram suas palavras de ordem. Seu projeto mais famoso, em forma de esfera, é um dos mais celebrados de sua obra. Mas não é só da bola, da Casa Bola, que vive sua produção: outros projetos e outros diálogos irão mostrar sua inventividade, sua originalidade e sua inquietante trajetória profissional.

Jul 31, 202351 min

Arquicast 207 – Inteligência Artificial, Arquitetura e Urbanismo

Esse tópico se tornou onipresente em vários noticiários. Seja no âmbito do entretenimento e, principalmente do trabalho, a discussão sobre Inteligência Artificial está à flor da pele. E isso não é diferente no campo da arquitetura e do urbanismo. O surgimento do Chat GPT mostrou ao público o potencial que ainda não era palpável ao entender que isso pode, de verdade, mudar a maneira como nos relacionamos com as coisas. E, é claro, surgem as diversas preocupações, principalmente sobre se o que fazemos hoje será substituído por ela. Prova disso é um artigo do arquiteto Neil Leach alertando que a profissão de arquiteto urbanista corre o risco de acabar, pelo menos da maneira como a conhecemos hoje. Segundo estudos, um arquiteto que usa a inteligência artificial pode produzir tanto quanto 5 arquitetos que não a usam. E é sobre inteligência artificial que conversamos aqui hoje!

Jul 17, 20231h 16m

Arquicast 206 – Arquitetura e Cinema: Aquarius

No episódio de hoje, voltamos a falar sobre cinema aqui no Arquicast, e dessa vez o destaque é para um filme brasileiro: "Aquarius". Ambientado em Recife, mais especificamente na praia de Boa Viagem, o filme retrata um conflito presente em diversas cidades ao redor do mundo. Com uma história que se desenrola em partes, "Aquarius" busca estabelecer um paralelo entre os conflitos pessoais da protagonista e sua luta contra uma construtora que deseja adquirir seu apartamento para dar lugar a um novo empreendimento. O filme apresenta papéis claramente definidos na trama, com vilões e mocinhos, e tem como protagonista a talentosa Sônia Braga. Para discutir sobre o filme "Aquarius", temos a participação especial de Janaína Pereira, jornalista pós-graduada em Cinema e colaboradora em diversos veículos de entretenimento. Na primeira parte do episódio, abordamos os aspectos gerais do filme, conversando sobre as principais personagens do filme, como Clara, sua família, a construtora, os funcionários do prédio e as suas amigas. A memória como personagem central, desde a introdução do filme até o papel das fotografias, e a presença da família estão também relacionadas às temáticas da liberdade sexual e das relações interpessoais. Permanece ao longo da película o conflito entre o novo e o antigo, como a disputa entre o vinil e o streaming, o Facebook e os encontros pessoais, entre outros destacados pelo roteiro. O contexto urbanístico de Recife, em especial os conflitos relacionados ao patrimônio e aos novos investimentos, como o caso do Ocupa Estelita, traz à tona importantes discussões sobre a relação entre arquitetura e cidade, memória e desenvolvimento econômico. Por meio de sua narrativa envolvente e dos conflitos apresentados, o filme nos convida a refletir sobre os desafios enfrentados nas cidades contemporâneas, onde interesses econômicos muitas vezes se sobrepõem à preservação histórica e ao bem-estar da comunidade. A resistência de Clara em vender seu apartamento representa uma luta pela manutenção de sua história, suas raízes e sua conexão com o lugar onde vive. Esse conflito evidencia a importância de valorizar e proteger os espaços que possuem significado afetivo para as pessoas, em meio a um contexto de constante transformação urbana. Além disso, "Aquarius" aborda a desigualdade social e a divisão entre classes presentes na cidade de Recife. O contraste entre o luxuoso edifício Aquarius, habitado por Clara, e os apartamentos mais simples e populares do entorno é uma representação visual dessa divisão social. O filme também ressalta a importância da solidariedade e da união entre os moradores do prédio de Clara na resistência contra os interesses da construtora, evidenciando o poder das relações comunitárias na defesa de direitos e espaços de convivência. “Aquarius" é um filme que dialoga de forma profunda com a arquitetura, explorando os significados dos espaços construídos, o embate entre preservação e desenvolvimento, a memória individual e coletiva, e as questões sociais presentes nas cidades contemporâneas. O filme convida o público a refletir sobre o papel da arquitetura na construção de identidades e na busca por uma cidade mais inclusiva e justa. Não deixe de ouvir mais esse episódio da nossa série Arquitetura e Cinema, pegue sua pipoca e nos acompanhe nesse papo. Bom divertimento!

Jul 4, 202354 min

Arquicast Especial – Conversa com os Premiados: 9º Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake Akzonobel

Este é mais um Arquicast especial sobre o 9º Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake Akzonobel, com realização do Ministério da Cultura, Brasil, União e Reconstrução - Governo Federal e patrocínio de AkzoNobel. Hoje nossa conversa fecha esse ciclo importante da premiação, pois vamos conversar com os premiados. Vamos poder conhecer um pouco mais de cada projeto através da participação dos profissionais e suas obras.

Jun 27, 20231h 6m

Arquicast 205 – Livros Clássicos: Do diagrama às experiências, rumo a uma arquitetura de ação

Oi pessoal! Este é o Arquicast 205, e o episódio de hoje é mais um da nossa série Livros Clássicos. Nós vamos conversar sobre o livro “Do diagrama às experiências, rumo a uma arquitetura de ação”, lançado em 2017 pela Editora Gustavo Gili, de autoria do Josep Maria Montaner, que inclusive já participou de um cast com a gente - o episódio número 157, em que conversamos sobre o livro Política e Arquitetura. Montaner é um arquiteto e professor espanhol, reconhecido internacionalmente por suas contribuições no campo da arquitetura contemporânea devido a seus escritos e pesquisas sobre teoria e crítica arquitetônica. Esse livro se insere entre os debates sobre arquitetura do fim do século XX e início do século XXI, diante da influência de diversos campos do conhecimento (psicologia, antropologia, sociologia, linguística, filosofia) sobre a teoria e a prática arquitetônicas e da valorização do contexto e da experiência do usuário no processo de projeto. É nessa perspectiva que o diagrama, como ferramenta de representação, passou a incorporar novas possibilidades e significados, tanto no ensino em arquitetura e urbanismo como na prática profissional. Para conversar com a gente e ampliar o debate sobre os temas abordados no livro, convidamos a Graziela Nivoloni. Bom cast!

Jun 19, 202356 min

Arquicast 204 – Habilidades que se aprendem na faculdade de arquitetura

E o episódio da semana do Arquicast é um daqueles pra sentar no boteco e abrir uma cerveja! Depois de algum tempo, escolhemos um artigo publicado no Archdaily, nosso parceiro de mídia, que fala sobre as habilidades que aprendemos na faculdade de arquitetura, mas que servem para muitas outras coisas. O nome do artigo é: “13 Habilidades não relacionadas à arquitetura que se aprendem na faculdade de Arquitetura” escrito por Megan Schires e Traduzido por Gabriel Pedrottido. No mundo da arquitetura, há muito mais do que desenho de plantas e construção de edifícios. A faculdade de arquitetura oferece uma formação abrangente, que vai além das habilidades técnicas específicas da profissão. Neste episódio, exploraremos algumas das habilidades valiosas que os estudantes de arquitetura aprendem ao longo de sua jornada acadêmica e como essas habilidades podem ser aplicadas em diversas áreas da vida. Cometer erros rapidamente é um princípio fundamental ensinado nas escolas de arquitetura. Aprender a reconhecer e corrigir erros precocemente permite uma abordagem mais eficiente e evita desperdício de tempo em soluções não produtivas. Além disso, o design thinking e a resolução de problemas são tópicos abordados no currículo, fornecendo aos estudantes as habilidades necessárias para enfrentar desafios complexos em qualquer campo. Esses processos podem ser aplicados em diferentes situações, ampliando o alcance do conhecimento adquirido. Aprender a aprender é outra habilidade essencial desenvolvida durante a graduação em arquitetura. A pesquisa, a leitura e a capacidade de absorver conhecimento de maneira eficiente são fundamentais para o sucesso acadêmico e profissional. A gestão do tempo também é uma competência crucial que os alunos de arquitetura aprendem a dominar, pois a carga de trabalho intensa exige uma organização eficaz. Essa habilidade continua sendo valiosa após a formatura, ajudando a lidar com prazos apertados e múltiplas demandas. A comunicação eficaz em público é também uma habilidade aprimorada durante a graduação em arquitetura. As apresentações de projetos e a defesa das ideias diante de um público são práticas frequentes, o que prepara os estudantes para situações similares na vida profissional. Além disso, trabalhar em equipe é uma habilidade indispensável, pois a colaboração é essencial na profissão de arquiteto. A arquitetura é uma disciplina que requer pensamento original, inovação e soluções criativas para desafios complexos. Durante a faculdade, os alunos são encorajados a explorar diferentes abordagens de design, experimentar materiais e formas, e pensar fora dos padrões estabelecidos. Essa mentalidade criativa pode ser aplicada em várias áreas pessoais e profissionais. Quer saber mais por onde essa conversa transitou? Não deixe de escutar o episódio. Até a próxima!

Jun 5, 20231h 17m

Arquicast Especial – Conversa com o júri: 9º Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake Akzonobel

Neste episódio especial, sobre o 9º Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake Akzonobel, tivemos a oportunidade de conversar com o júri e conhecer os bastidores de um processo tão importante em premiações dessa natureza. No episódio anterior, foi discutida a função das premiações no campo da arquitetura como agentes definidores dos cenários da produção profissional. Também tivemos a chance de conhecer um pouco mais da história do prêmio e sua evolução ao longo das nove edições. Agora, teremos a oportunidade de entender como os critérios foram aplicados na seleção dos projetos, além de conhecer um pouco do perfil de cada jurado, que contribuiu para a construção da identidade desta edição do prêmio. Participaram Carol Tonetti, arquiteta e urbanista, doutora em “Projeto, Espaço e Cultura” pela FAU-USP e professora na Escola da Cidade há 20 anos; Ester Carro, arquiteta, urbanista social e mestre em planejamento urbano, presidente do “Fazendinhando”, Instituto de transformação territorial, cultural e social, que realiza projetos sociais e intervenções físicas em favelas de São Paulo; Clevio Rabelo, doutor em História da Arquitetura pela FAU/USP e Professor Adjunto na área de Projeto Arquitetônicono DAUD-UFC, em Fortaleza, onde coordena ações de extensão, como o “Projeto Arquitetônico: Pensamento e Práxis, o Geração Migrante e a pesquisa Arquitetura Bicha”; e Thaís Troncon Rosa, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia, pesquisadora associada do PPGAU-FAUFBA. Durante as conversas com os jurados, diversos tópicos foram apresentados, refletindo a diversidade regional presente nos projetos selecionados. Houve uma valorização das diferentes abordagens arquitetônicas e urbanísticas que surgem em cada região do país, levando em consideração suas particularidades culturais, climáticas e sociais. Essa diversidade regional se mostrou fundamental para enriquecer a seleção e ampliar a representatividade da arquitetura brasileira, ao reconhecer e valorizar as distintas formas de pensar e intervir no espaço. Foram considerados, dentre outros aspectos, a preocupação em valorizar práticas arquitetônicas que minimizem o impacto ambiental e promovam a sustentabilidade, a importância da utilização de materiais locais na concepção dos projetos. Valorizar os recursos disponíveis em cada região não apenas contribui para a economia local, mas também promove uma conexão mais profunda com o contexto em que a obra está inserida. A utilização de materiais locais não apenas ressalta a identidade cultural e arquitetônica, mas também reduz a pegada ambiental ao minimizar a necessidade de transporte e a emissão de gases poluentes. Os jurados também destacaram aspectos artísticos presentes nos projetos selecionados. Além da funcionalidade e estética, houve uma valorização das abordagens que se aproximam da arte e exploram a expressão criativa dos espaços. A interação entre arquitetura, arte e design foi enfatizada como uma forma de enriquecer a experiência dos usuários e de criar ambientes que estimulam a sensibilidade estética e emocional. A relação dos projetos com o contexto social também foi um tema recorrente nas discussões do júri. A compreensão dos desafios e demandas sociais presentes nas diferentes realidades brasileiras foi considerada fundamental para a seleção. Os projetos que demonstraram uma forte conexão com as necessidades das comunidades e que buscaram promover a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida foram valorizados. Essa abordagem revela uma preocupação do prêmio em reconhecer espaços e lugares que estejam em sintonia com as demandas e os anseios da sociedade, redesenhando o campo da arquitetura e do urbanismo em cada oportunidade de dar visibilidade às boas práticas. Até o próximo episódio!

May 22, 20231h 8m

Arquicast 203 – Entrevista: Coletivo Levante

Oi gente! Esse é o ARQUICAST 203 e, para mais um episódio de Entrevistas, convidamos arquitetos que fazem parte de um coletivo que teve seu trabalho premiado e amplamente divulgado recentemente na mídia nacional e internacional. Este local reúne diversos profissionais em um laboratório de ideias que tem a favela da Serra, onde vivem quase 100 mil pessoas, como seu principal território de atuação. E, desde 2017, tem uma parceria contínua com o Centro Cultural Lá da Favelinha, se consolidando como um modelo possível para a realização de projetos e obras pela formação de redes e relações afetivas, ativando culturas e potências latentes das comunidades através da arquitetura. Hoje, estamos aqui com o COLETIVO LEVANTE! Nossos entrevistados: Fernando Maculan - arquiteto e urbanista pela UFMG, sócio fundador da MACh Arquitetos, atua em diversos projetos que aproximam arte e design, e idealizador do Coletivo LEVANTE. Amanda Castilho - Arquiteta e Urbanista pelo Centro Universitário UNA , e Pós-Graduanda em Arquitetura, Educação e Sociedade pela Escola da Cidade (2023). É colaboradora na MACh Arquitetos; membro do grupo de estudos e desenvolvimento pedagógico Desvios desde 2021 e membro associado do Coletivo LEVANTE desde 2022. Rafael Yanni - Arquiteto urbanista e mestre pela UFMG. É professor de arquitetura. Também é sócio da MACh Arquitetos desde 2021. Bom cast!

May 8, 20231h 17m

Arquicast Especial Rio2C – A arte do morar e o processo criativo de Alberto Renault

No dia 16 de abril de 2023, durante a Rio2C, o palco Arts&Crafts recebeu mais um episódio especial do Arquicast para uma gravação ao vivo. Desta vez, o entrevistado foi Alberto Renault, cenógrafo, escritor, roteirista, diretor de teatro e TV, além de indicado ao EMMY Internacional e criador de diversas séries, como “Casa Brasileira”, “Lar: Vida Interior”, “Morar” e “De Casa em Casa”. Ao longo da conversa, Renault compartilhou sua trajetória e abordou diversos temas, como a potência da arquitetura como meio para contar histórias de forma ampliada, o processo de curadoria na escolha das casas para seus projetos audiovisuais e a influência do audiovisual na formação de novos profissionais de arquitetura e design. Um dos principais tópicos discutidos foi a relação entre arquitetura e narrativa. Renault explicou que a arquitetura é muito mais do que apenas a técnica do construir, mas também o processo de definir a morada e os olhares exteriores a ela. O diretor também falou sobre seu processo criativo, revelado pela dinâmica da filmagem nas quase mil casas que registrou ao longo de sua carreira. Com o passar do tempo, criou um método próprio, utilizando fotos autorais que subsidiavam a direção de fotografia dos programas, e que mais tarde se tornariam as "fotos que sobreviveram", agora compiladas em seu livro "Fotos Caseiras", lançado em novembro de 2022 pela Editora Capivara. Outro assunto abordado foi sobre a formação de novos profissionais de Arquitetura e Design. Renault afirmou que seria ótimo se esses conteúdos fossem ensinados de forma mais ampla, considerando as histórias e vivências de um lar, do contexto, das cores e do improviso. Ele acredita que o audiovisual tem um papel importante nesse sentido, pois possibilita uma maior conexão emocional com as pessoas e os lugares. A partir da metade do episódio, a conversa foi reagindo às fotos autorais do diretor, criando uma ótima oportunidade para compreender melhor o seu processo criativo, além de destacar a importância dessa conexão emocional com o público. Com certeza, foi um encontro inspirador e enriquecedor para todos que puderam acompanhar. Não deixe de acessar também o episódio ilustrado, disponível no YouTube e Spotify. Até a próxima!

May 1, 20231h 1m

Arquicast Especial Rio2C- O papel do Arqui-Urbanista na transformação das cidades

O episódio especial do Arquicast gravado na Rio2C, estreando o palco Arts&Crafts no evento, abordou temas relevantes para a discussão sobre a transformação das cidades e o papel dos arqui-urbanistas nesse processo. Os participantes do painel, Joice Berth e Leonardo Brawl, trouxeram suas perspectivas e experiências em temas como gênero, racialidades, decolonialismo, pedagogia urbana, redes urbanas, ativismo urbano e transdisciplinaridade. Os temas abordados permitiram uma reflexão sobre as complexidades da cidade contemporânea e a importância da colaboração e ação coletiva para promover mudanças significativas e positivas. Foi discutido como as estruturas do poder moldam a cidade e como é fundamental pensar em ações coletivas para transformá-la. Os desafios para manter a possibilidade do convívio na cidade foram apontados, uma vez que ela tem se tornado cada vez mais fragmentada e dispersa. Construir uma cidade mais inclusiva e democrática significa promover a aproximação entre os diferentes grupos sociais que a compõem, reconhecendo as fissuras da história e as relações de opressão nos espaços públicos. A importância do reconhecimento da cultura e das raízes brasileiras, das mazelas e belezas para essa transformação também foi abordada. Leonardo Brawl apontou que é necessário o desenvolvimento de iniciativas que fomentem a participação dos profissionais de arquitetura e urbanismo em associações e conselhos municipais, propondo soluções e se envolvendo na tomada de decisões que afetam as vidas da coletividade. Além disso, Joice Berth reforçou a importância em cultivar uma postura crítica em relação à realidade que o mundo nos impõe, questionando toda e qualquer informação. Essa postura também implica em estarmos abertos para novas formas de interação, valorizando a diversidade de opiniões e experiências. Somente com uma abordagem inclusiva e participativa será possível construir uma cidade mais justa e equitativa, onde todos possam desfrutar dos seus direitos e oportunidades de forma igualitária. Quer participar dessa conversa? Não deixe de ouvir o episódio nos principais agregadores. Até a próxima!

Apr 24, 202346 min

Arquicast 202 – Pritzker 2023: David Chipperfield

O episódio tradicional do Arquicast sobre o Prêmio Pritzker deste ano de 2023 trouxe à tona a premiação do arquiteto britânico David Chipperfield. Como de praxe, o programa discutiu a composição do júri e especulou sobre as decisões tomadas. Chipperfield é um renomado arquiteto que tem trabalhado em projetos em todo o mundo, suas obras refletem uma compreensão profunda do contexto histórico e cultural dos locais em que trabalha. O arquiteto britânico é membro do Royal Institute of British Architects e membro honorário tanto do American Institute of Architects quanto do Bund Deutscher Architekten. Ele recebeu inúmeras distinções, incluindo o título de Cavaleiro pelos serviços à arquitetura no Reino Unido e na Alemanha. Em 2011, recebeu a Medalha Real de Ouro da RIBA e, em 2013, o Praemium Imperiale da Japan Art Association, ambos dados em reconhecimento por sua trajetória. Recentemente, em 2021, ele foi nomeado membro da Ordem dos Companheiros de honra por seus serviços à arquitetura. O episódio contou com a participação de Maressa Fonseca, Bruno Sarmento e Caio Dias, cada um deles trazendo uma visão específica sobre a obra de Chipperfield. Caio compartilhou histórias e bastidores da produção, Bruno leu as obras com precisão e Maressa apontou os caminhos para reflexões mais profundas. Uma das características marcantes do trabalho de Chipperfield é sua abordagem sensível à restauração e reutilização de edifícios antigos, como no caso do Neues Museum em Berlim. Neste ano, o júri citou o aspecto clássico da obra de Chipperfield, que pode ser interpretada pela sensibilidade de composição e utilização correta e harmônica dos materiais. A discussão sobre a obra de Chipperfield é valiosa para entendermos como a arquitetura pode ser sensível ao contexto cultural e histórico e, ao mesmo tempo, ser inovadora e funcional. A premiação reconhece sua contribuição para o desenvolvimento da arquitetura contemporânea e o legado que deixam para a posteridade. O episódio está disponível no YouTube em uma versão estendida, gravado em vídeo e com muitas imagens das obras que acompanham as descrições dos participantes. Até a próxima!

Apr 17, 20231h 2m

Arquicast 201 – Cidades Inteligentes

As cidades estão em constante evolução e as inovações tecnológicas têm desempenhado um papel importante nesse processo. As chamadas "cidades inteligentes" têm sido um tema bastante discutido nos últimos anos, mas afinal, o que isso significa? Como a tecnologia pode contribuir para uma melhor gestão urbana? E como podemos garantir que essas novas possibilidades não aprofundem ainda mais as desigualdades sociais? Essas são algumas abordadas neste episódio do Arquicast. Contamos com a presença de duas especialistas no assunto para nos ajudar a desvendar essas questões e entender melhor como a tecnologia pode ser usada em benefício das cidades e de seus habitantes. Ágatha Depiné e Luciana Fonseca, ambas com vasta experiência em projetos que envolvem cidades, inovação e sustentabilidade, vão nos trazer suas visões sobre o assunto. Ágatha é pesquisadora, doutoranda e mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina. Luciana é sócia fundadora e diretora do Instituto Cidades Responsivas, além de fundadora da Escola Livre de Arquitetura - ELA, doutora e mestre em planejamento urbano e regional pelo PROPUR/UFRGS. A coleta e análise de dados é um aspecto fundamental nesse novo paradigma. Esses dados podem ser utilizados para orientar o planejamento e a tomada de decisões, bem como para monitorar a efetividade das políticas implementadas. No entanto, ainda há algumas resistências e preocupações em relação à substituição do planejamento urbano tradicional pelas tecnologias responsivas. A privacidade de dados e a utilização dessas informações sem um filtro validado pela participação cidadã são alguns dos pontos da crítica, além da dificuldade da operacionalização e instrumentalização de novos procedimentos de gestão urbana assistida. É urgente que haja uma maior discussão e colaboração entre as diferentes esferas da administração pública, além da participação ativa da sociedade civil, para garantir que, em um novo cenário de manipulação de dados, a qualidade de vida para todos continue sendo o principal objetivo da gestão urbana. O assunto é muito extenso e merece mais episódios sobre ele. Quer saber mais? E que tal sugerir desdobramentos para o tema? Não deixe de ouvir o episódio nas principais plataformas de streaming e comentar nas redes sociais do Arquicast. Até a próxima!

Apr 3, 20231h 2m

Arquicast Especial – Os prêmios de Arquitetura no Brasil e no Mundo

Hoje vamos conversar sobre a importância que as premiações têm no mundo da arquitetura e do urbanismo. Seu significado vai além de simplesmente identificar excelência. Ela também é resultado de várias discussões que permeiam o que é fazer arquitetura e o que é considerado importante no contexto social e cultural. As premiações são diversas nas suas formas de seleção e nos seus júris, e cada uma delas define qual a melhor maneira de selecionar os trabalhos e atores responsáveis pelas produções. E, sem dúvida, o mundo de hoje demanda outros olhares, como a inclusão, a representatividade e as distintas identidades. É nessa discussão que o Prêmio Instituto Tomie Ohtake Akzonobel se apresenta, em sua nona edição, com o desafio de catalisar ideias, procurando refletir sobre os que é premiar, e de que forma fazer isso da melhor maneira possível. Para conversar com o Arquicast, convidamos: Sabrina Fontenele, arquiteta e urbanista pela Universidade Federal do Ceará, doutora pela FAU USP; Professora da Escola da Cidade e coordenadora dos Prêmios do Instituto Tomie Ohtake desde julho de 2022; e também Diego Mauro, arquiteto e urbanista pela Universidade Federal da Bahia e mestre pela FAU USP, curador assistente do Instituto Tomie Ohtake e membro do júri da 7a. 8a edições do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake Akzonobel. Bom cast!

Mar 27, 202339 min

Arquicast 200 – Histórias da Audiência

Comemorando sua ducentésima edição, o Arquicast entrevista três ouvintes do programa. A seleção foi feita ao longo dos meses de janeiro e fevereiro e o resultado você pode conferir ouvindo o programa. São histórias que refletem um pouco da paixão que temos pelo nosso trabalho e como ele reverbera quando boas práticas e intenções se conectam de forma livre e espontânea. Anos atrás, o centésimo episódio foi gravado com uma série de depoimentos da audiência sobre o conteúdo que desenvolvemos no Arquicast. É ainda um episódio muito forte em nossa memória, e sempre quando ouvimos nos enchemos de emoções e disposição para continuar essa jornada. Nesse episódio, porém, decidimos por inverter a posição do microfone, e assim, reverberar algumas histórias da nossa audiência, de quem esteve sempre do lado de lá da nuvem. Foram escolhidas as histórias da Liz, do João e do Daivisson, que vocês poderão conhecer ao ouvir o episódio. Agradecemos imensamente as outras histórias que chegaram até nós, e nos estimulou a queremos fazer outros episódios como esse em outras oportunidades. Cada bloco foi dedicado às histórias, de grandes mudanças na sala de aula, passando pela paixão por caminhões e pela estrada, culminando em ciclos ainda não fechados que, anos depois, foram retomados para que a felicidade fosse encontrada. Alguns trechos dos depoimentos que recebemos: “Eu lembro de um episódio sobre modelo de ateliês para ensino de projeto que me marcou pois estava justamente refletindo sobre isso e procurando caminhos para implementar esse formato aqui na instituição onde lecionamos (...) O final é feliz pois a faculdade comprou a ideia e esse semestre inaugurou o espaço em que hoje leciono as disciplinas de projeto.” Liz Valente “Tenho 39 anos e com as mudanças da pandemia, fui resgatar um objetivo antigo de terminar a faculdade de arquitetura. Havia parado há aproximadamente 15 anos por uma série de fatores, o maior deles era a descrença na profissão do arquiteto e com o curso em si (...) O podcast, hoje é meu remédio, pra lembrar que existe sim romantismo na arquitetura.” João Schmitt “Antes de entrar na faculdade eu era caminhoneiro. Me mantive nessa profissão mesmo depois da faculdade (...), foram longos anos de estrada. Tive a oportunidade de conhecer incontáveis cidades desse Brasil e suas histórias, seu povo e cultura (...), esse olhar foi deixando de ser contemplativo e aos poucos foi passando para um olhar analítico.” Davisson Daniel Esperamos que cada uma dessas histórias toque vocês e seja, de alguma forma, combustível para que continuem em frente. Bom episódio!

Mar 20, 20231h 3m

Arquicast 199 – Brutalismo

Em mais um episódio sobre história da Arquitetura, o Arquicast conversa sobre o “Brutalismo”, movimento arquitetônico que surgiu na década de 1950 e se difundiu nas décadas seguintes em diversos continentes. A conversa busca conectar, para além dos aspectos da historiografia, o legado dessa forma de produção de espacialidades e de edifícios icônicos. O termo "Brutalismo" vem da palavra francesa "béton brut", que significa "concreto bruto", caracterizado pelo uso do concreto aparente como material principal, pela forma expressiva e escultural das construções, e pela ênfase na funcionalidade e na simplicidade. Mas existem também outras variações dessa definição, no entanto todas elas convergindo para construções com aparência imponente e monolítica, com fachadas que parecem esculpidas em pedra, ou mesmo com grandes subtrações e vazios, conciliando plasticidade e adequação ambiental. Os edifícios com essa características são muitas vezes associados a uma estética austera, refletindo uma preocupação com a eficiência e a praticidade. O “Brutalismo” foi muito popular entre os arquitetos e urbanistas que estavam interessados em criar uma nova linguagem arquitetônica que pudesse se adaptar aos desafios da era moderna, ramificando o legado de Le Corbusier e incluindo uma releitura vernacular das formas e superfícies. Eles viam o concreto como um material versátil e durável, capaz de resistir ao desgaste do tempo e das intempéries, e acreditavam que a forma expressiva das construções poderia contribuir para uma melhor integração da arquitetura na paisagem urbana. Frequentemente criticado por ser austero demais, por não levar em conta a experiência humana e por criar construções que parecem desprovidas de vida e personalidade, o “Brutalismo” continua influente e fascinante. Se você quiser saber mais sobre essa conversa, não deixe de ouvir no site do Arquicast, nos principais agregadores e conferir no Youtube o episódio ilustrado. Até a proxima!

Mar 6, 20231h 1m

Arquicast 198 – Entrevista: Gustavo Utrabo

Em mais um episódio de entrevistas, o Arquicast conversa com Gustavo Utrabo, arquiteto brasileiro cujo trabalho se destaca por sua capacidade de experimentação e pesquisa contínua, além de ser formado no Paraná, ele tem experiências em Harvard, MIT, Hong Kong e Escola da Cidade. Foram abordados no episódio sua experiência em comunicação no podcast "Entre Mundos", as dificuldades iniciais da carreira autoral, a dinâmica e estrutura de seu trabalho atual, seus projetos notáveis, como as Moradias Infantis Canuanã, além de sua visão sobre o futuro da profissão e ainda um debate sobre as redes sociais. Utrabo destaca as dificuldades iniciais enfrentadas, como a busca por concursos e editais em trabalhos artísticos, que ajudaram a construir a identidade de seu trabalho atual. O arquiteto destaca a importância da pesquisa e do trabalho colaborativo, sem deixar a responsabilidade da arquitetura como um tema central, especialmente em projetos de demandam uma capacidade de escuta apurada com uma equipe diversa, como as Moradias Infantis Canuanã em Tocantins, projeto em coautoria com Marcelo Rosembaum ainda quando fazia parte do escritório Aleph Zero. Sobre um dos mais recentes trabalhos, o edifício TERRA CÉU da IdeaZarvos, Gustavo conta como foi a conciliação entre os pragmatismos do mercado imobiliário e a profundidade conceitual e os procedimentos artísticos de seu trabalho. Nesse sentido, ele destaca a importância da experimentação e da capacidade de inovar em sua abordagem. Sobre a utilização das redes sociais para a divulgação de seu trabalho, algumas ressalvas foram debatidas, como excesso de exposição e o gasto de energia necessários para produção de informação que duram muito pouco na superfície. De fato, esse não é um veículo que o arquiteto define como primordial na sua jornada, além disso, aponta que as diferentes gerações devem encontrar ferramentas especificas para seus questionamentos e visão de mundo. Utrabo ainda destaca a necessidade de desenvolvermos novas habilidades em áreas como tecnologia, sustentabilidade e engajamento com a comunidade, para enfrentarmos os desafios do futuro. A importância da interdisciplinaridade e da inovação com um olhar sensível é uma das principais características do seu trabalho, o que faz de sua trajetória um exemplo inspirador para uma nova geração de profissionais da arquitetura brasileira. Se você quiser saber mais sobre essa conversa, não deixe de ouvir no site do Arquicast, nos principais agregadores e conferir no Youtube o episódio ilustrado. Até aproxima!

Feb 27, 202343 min

Arquicast 197 – Projetando Torres Comerciais

Em mais um episódio sobre temas de projeto, o Arquicast conversa sobre uma tipologia arquitetônica que praticamente conduziu a discussão sobre as cidades ao longo do século XX, e até hoje provoca o interesse pelos atores e agentes que produzem o espaço urbano. As torres comerciais pautam temas das mais variadas origens, dos seus aspectos simbólicos e tectônicos à suas influências no valor da terra e demais desafios do planejamento de uso e ocupação do solo. Participam da conversa Bruno Sarmento, arquiteto e sócio da Lourenço Sarmento Arquitetos, empresa com mais de 20 anos de atuação no ramo, e Carlos Eduardo Mattos, mestre em habitação pelo IPT/São Paulo e professor de projeto arquitetônico. Há um consenso inicial de que o projeto de torres comerciais demanda um acompanhamento integrado das questões arquiteturais com as diversas informações necessárias às tomadas de decisão financeiras, sobretudo as que tangem os aspectos legais e os desafios da sustentabilidade. Pelo alto investimento, os projetos devem passar por um longo processo de estudo, que inclui também a investigação dos elementos culturais de uma localidade. As torres, ou melhor, os edifícios verticalizados, tiveram ao longo do tempo seu destino e técnica completamente transformados pela evolução dos sistemas construtivos, das alvenarias autoportantes até o advento da estrutura metálica e do surgimento dos elevadores como possibilidade de multiplicar o solo. Foi também através dessas torres que as silhuetas dos grandes centros e cidades icônicas foram desenhados, difundidos e assumidos como uma identidade de uma comunidade. Durante a conversa também foram levantados quais são os principais desafios que o mundo pós-pandemia trouxe com as mudanças dos ambientes de trabalho, dos modos de vida e dos meios de produção. Um empreendimento dessa natureza pode transformar de forma muito abrupta a ambiência de uma localidade e, em alguns casos, contribuir para uma renovação urbana ou o seu reverso. Esse tema de projeto ainda é recorrente nas escolas de arquitetura, como resultado de uma época em que o desenvolvimento está associado à ideia de crescimento. As plataformas disponíveis de desenvolvimento BIM é mais uma das peças indispensáveis dessa tipologia. Quer saber um pouco mais sobre o tema? Não deixe de ouvir, compartilhar e comentar o episódio. Até a próxima!

Feb 6, 20231h 18m

Arquicast 196 – Arquitetura da Mobilidade

As estações de metrô, os viadutos e os terminais intermodais são fundamentais não só para a mobilidade, mas também para outras funções urbanas, trazendo maior complexidade no uso, ocupação e desenvolvimento das cidades, assim como as escadarias, os elevadores, as calçadas, as ciclovias entre outros dispositivos de mobilidade ativa. Todos esses aparatos são conhecidos como “Arquiteturas da Mobilidade”. Em mais um episódio da série sobre mobilidade urbana, o Arquicast conversa com Luísa Gonçalves, doutora pela FAU/USP e Renata Goretti, arquiteta com mestrado profissional em gestão urbana pela Universidade Técnica de Berlim. Entusiastas e com experiências na área, a conversa abordou uma série de exemplos no Brasil e no mundo sobre como as estruturas de mobilidade foram se transformando ao longo do tempo, sobretudo, a partir de mudanças significativas nos paradigmas da circulação urbana. Historicamente, a circulação urbana foi tratada de forma setorial nos estudos e proposições para a cidade industrial, grandes planos eram essencialmente baseados nas grandes infraestruturas urbanas, consequentemente, nos grandes eixos de circulação. O mundo contemporâneo, dado às preocupações da sustentabilidade, bem como os novos meios de produção e modos de vida, revelou a complexidade do tema, organicamente relacionado com a economia urbana e demais temas da cultura, dentre eles, a supremacia dos automóveis ainda prevalecente na comunidade urbana. Hoje em dia, a preocupação com a qualidade de vida está conectada diretamente com o assunto mobilidade, oportunamente quando as infraestruturas da paisagem podem ser alteradas por soluções que contemplem a interdependência entre grandes sistemas de transporte e a qualidade da pavimentação de uma calçada, por exemplo, ou mesmo a preocupação com acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos espaços públicos. Durante a conversa foi ponderado que estamos entre dois cenários com relação às arquiteturas da mobilidade, um deles refere-se à obsolescência das infraestruturas, como por exemplo casos clássicos de antigos viadutos em Berlim, Barcelona e Nova Iorque, que se transformaram em novos equipamentos coletivos. De outro lado, em especial, nos países em desenvolvimento, a constatada ineficiência e carência dos dispositivos de mobilidade. Esse tema aponta para uma nova perspectiva para se observar os fenômenos dinâmicos das cidades. As arquiteturas, as infraestruturas e os pequenos dispositivos podem agora trabalhar em sinergia para a construção de uma cidade verdadeiramente orgânica. No entanto, as principais estruturas que precisam ser alteradas, nesse momento, são as estruturas das mentalidades gestoras. Quer saber mais sobre o tema? Não deixe de ouvir e contribuir nas discussões!

Jan 23, 20231h 3m

Arquicast 195 – Maquetes Físicas

Qual a mais antiga forma de representação física na arquitetura? Não resta dúvida que são as maquetes. No primeiro episódio do ano, o Arquicast conversa sobre esse tema ainda pouco explorado nas publicações e discussões sobre a formação de novos profissionais. Afinal, as maquetes estão presentes em quase todas os lugares, nas exposições de arquitetura, muitas vezes feitas exclusivamente para elas, nos museus, como parte da exposição, e nos escritórios de arquitetura, na maioria das vezes finalizada para o grande dia da apresentação. Esses são alguns exemplos das maquetes no mundo da arquitetura e urbanismo, no entanto, o que todo profissional gosta de ver mesmo são aquelas maquetes desenvolvidas ao longo do processo, ou melhor, aquelas maquetes que revelam a evolução de uma ideia, como os casos do escritório Bjarke Ingels e Frank Ghery, talvez os mais conhecidos de uma nova geração. Participam do episódio duas professoras especialistas na área, Aline Calazans e Aline Pimenta, ambas com experiência em sala e aula e no mercado profissional. Um grande consenso prevalece quando o assunto é a representação física da arquitetura: a necessidade de planejamento e muita paciência, além da consciência corporal. Pode parecer estranho, mas lidar com materiais de diferentes características e propriedades é como lidar com diferentes materiais da construção, sendo necessário planejamento e verificação das compatibilidades entre eles, assim como trabalhar com bastante cuidado para não se ferir. Outro aspecto comentado diz respeito à paciência necessária para realizar os cortes, as medições e as conferências, assim como planejar a montagem final e o transporte das peças. Talvez sejam essas preocupações que colocam a maquete física como um importante produto dentro do processo de projeto, em especial, quando se faz necessária a exposição para o público leigo, como por exemplo os empreendimentos imobiliários. As maquetes físicas ainda são um meio importante para auxílio no projeto, por isso ainda sobrevivem como um recurso importante, mesmo com o advento dos processos digitais de representação. Elas ainda são úteis nas testagens de resistência, pontos de pressão, entre outros, nos ensaios em túneis de vento. Renzo Piano foi outro arquiteto lembrado na conversa, dado às maquetes físicas associadas às seções em projetos executivos, quase como quadros expositivos. Se você se interessa pelo assunto e quiser saber mais sobre essa discussão, não deixe de ouvir o episódio e participar nos comentários. Bom divertimento!

Jan 9, 20231h 12m

Arquicast 194 – Livros Clássicos: “Yes is More”

O Arquicast apresenta mais um episódio da série livros clássicos. O autor dessa obra nasceu em Copenhague em 1974, e começou a estudar arquitetura na Royal Academy em 1993. Interessado em se tornar cartunista, se inscreveu na escola de arquitetura com a ideia de amplificar suas habilidades de desenho, mas com o passar dos anos resolveu continuar seus estudos em Barcelona. Bjarke Ingels trabalhou três anos no OMA em Roterdã e logo em seguida co-fundou o PLOT Architects. Em 2005 funda seu atual escritório, o Bjarke Ingels Group (BIG) e, quatro anos depois, lança seu “manifesto”: o livro intitulado “Yes is More”. O episódio propõe discutir o livro à luz da sua influência e linguagem. Não necessariamente um clássico, “Yes is More” é, no entanto, uma obra relevante para os caminhos da arquitetura no século XXI. Nele, após um preâmbulo digno de uma peça publicitária, são apresentados 30 projetos do escritório em formato de história em quadrinhos. Bjarke Ingels marca de forma contundente, com sua estratégia de comunicação, um lugar na história da arquitetura contemporânea, além de amplificar sua presença no mercado global de arquitetura. Durante a conversa, o convidado Bernardo Vieira, arquiteto professor da UERJ e fã de quadrinhos, indica que as narrativas são construídas, especialmente na descrição dos projetos, possuem o intuito de relevar o árduo trabalho de bastidores, muitas vezes oculto do público que se interessa pelo assunto. Cadu Rocha, arquiteto especialista em pesquisa sobre linguagem e novas mídias, reforça o caráter heterogêneo da obra, com elementos dos quadrinhos, mas também de magazine, dado às escolhas gráficas, tipográficas e de formatos. É nítida a filiação “estilística” comunicativa com Rem Koolhaas, no que pode ser entendido como uma fase pós-crítica da arquitetura, onde os elementos ordinários, as notícias e a amplitude das influências do campo econômico e político nos projetos assumem protagonismo nas escolhas que os projetistas precisam realizar, bem como os elementos culturais que muitas vezes são fortemente incorporados ao projeto. Dentre os diversos projetos citados na conversa, destaca-se especialmente o primeiro da lista, que indica a ideia de um ecossistema de possibilidades aplicadas ao processo. Um elemento tipológico que é transportado de contexto e escala a fim de atender uma demanda cultural e icônica no “People Building”. Analisar a obra sem considerar o atual momento em que as imagens instantâneas e o apreço por narrativas fantásticas impulsionam a produção artística, seria desconsiderar o real significado da publicação. Quer participar dessa discussão com a gente? Escute o episódio, comente em nosso site e redes sociais o que você acha dessa obra para o campo da crítica em arquitetura.

Dec 26, 20221h 13m

Arquicast 193 – Espaços Externos Residenciais

O episódio da semana é sobre os espaços de lazer externos. Estar em um local livre, iluminado, arejado e com a presença do sol, traz sensações agradáveis estimulam sentimentos de liberdade e calmaria. Cada vez mais valorizados nos projetos arquitetônicos, esses espaços possibilitam a socialização de diversas formas, especialmente nos apartamentos que estão ficando cada vez menores. Pra falar dessa áreas, sejam elas de casas, condomínios, sítios entre outros mais, participam dois convidados que entendem do assunto. LIZ NAKAHARA, arquiteta e urbanista formada pela UNESP, especialista em iluminação e pós-graduanda em gestão de vendas pela USP. É gestora de clientes do GRUPO COSENTINO e atua há mais de 8 anos no canal comercial da construção civil tendo trabalhado nas principais indústrias de acabamento cerâmico do país. PHILIPE COSTA, arquiteto e urbanista formado pela faculdade UNIPLAC, especializado em arquitetura residencial e comercial, gerencia o escritório que leva seu próprio nome: Studio Philipe Costa. Bom cast! Oferecimento: via: Dicas no episódio: Acesse o site do podcast do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR): https://open.spotify.com/show/4CbdaJxI54SwsHyV0uU02B?si=8eaebbbbbf454e5a Parceiro de mídia: https://premioarquitetura.institutotomieohtake.org.br/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 19, 202238 min

Arquicast 192 – Histórias de Escritório

Olá, esse é o ARQUICAST 192. E hoje a conversa é boa. Sabe aquele perrengue gostoso do escritório? Aquela surpresa na obra? Aquele chefe ou aquele colega de trabalho ou parceiro da obra que você tirou no amigo oculto e viu uma grande oportunidade de descontar aquela raiva! Então, é sobre isso nosso “papo de buteco” de hoje! Brincadeira à parte, esse fim de ano merece esse momento “terapia de grupo”, para nos desprendermos das energias negativas e recarregar o ânimo para o próximo ano. Hoje o episódio vai ser um pouco diferente: nem entrevista, nem análises acadêmicas e discussões “cabeçudas”. O intuito é ver o circo pegar fogo e rir um bocado! Bom cast! Acesse o site do podcast do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR): https://open.spotify.com/show/4CbdaJxI54SwsHyV0uU02B?si=8eaebbbbbf454e5a Oferecimento: https://caubr.gov.br/ Parceiro de mídia: https://premioarquitetura.institutotomieohtake.org.br/ Dicas do episódio: Podcast: Choque de Cultura | Ambiente de música - https://open.spotify.com/show/2zpVWa3niGK0V0EIUA1EDm?si=5c9acd8c6e24486f Canal Youtube: B/R football - https://www.youtube.com/@brfootball Perfil Instagram: https://www.instagram.com/agilizalab/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 12, 20221h 18m

Arquicast 191 – Entrevista: Sotero Arquitetos

Olá, esse é o ARQUICAST 191 e em mais um episódio de entrevistas, convidamos um escritório fora do eixo Rio/São Paulo, mas que está em um importante núcleo cultural do Nordeste brasileiro, em Salvador na Bahia. Com sua sede às margens da Baía de Todos os Santos, esse escritório reúne uma equipe dinâmica e interessada em temas ligados à cultura urbana. Buscando adotar uma postura investigativa na sua prática projetual, o escritório já conquistou prêmios nacionais e publicou suas obras no Brasil e no exterior. O nosso entrevistado, fundador do escritório, é formado na Universidade Federal da Bahia e tem passagem como docente pela mesma instituição. Hoje a gente está com ADRIANO MASCARENHAS, fundador da SOTERO ARQUITETOS, que desde 2004 realiza trabalhos bastante diversificados em escala e programa. Se você quer conhecer o trabalho do escritório. não deixe de ouvir e compartilhar. Esse episódio também está disponível em vídeo no YOUTUBE! Acesse aqui: Acesse o site do podcast do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR): https://open.spotify.com/show/4CbdaJxI54SwsHyV0uU02B?si=8eaebbbbbf454e5a Lançamento do dois primeiros episódios dia 06/12/2022! Não deixe de acompanhar! Oferecimento: https://caubr.gov.br/ Dicas do episódio: Livro: Das coisas nascem coisas | Bruno Munari | https://www.amazon.com.br/Das-Coisas-Nascem-Bruno-Munari/dp/8580632293 Livros: A história secreta da criatividade | Kevin Ashton | https://sextante.com.br/livros/a-historia-secreta-da-criatividade/ Software: Midjourney - AI | https://midjourney.com/ Vídeo: How to build a wood skycraper | https://www.youtube.com/watch?v=2qry7AmdIn8 Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 5, 202243 min

Arquicast 190 – Projetando Cozinhas

Hoje vamos falar de um espaço na casa que ganhou muita importância nas últimas décadas. A mudança de hábitos das famílias e a forma como nos reunimos em nossos lares alterou significativamente como olhamos pra esse espaço. Em alguns momentos da história, esse local era considerado algo a ser escondido ou mantido destacado dos demais usos de uma morada. Hoje, a cozinha é parte essencial do espaço comum das residências. Além dos recursos tecnológicos, esse espaço entrega para o convívio diário, diversão e confraternização no ato de cozinhar e de fazer as refeições, tornando-se um local que cada vez mais exige inovação nos projetos. Para falar desse local tão especial estamos com um time bem experiente: Larissa Kingma, que é arquiteta e sócia do escritório Salgado/Kingma arquitetura, especialista em projetos residenciais e de interior, atuando no mercado há mais de 12 anos, tendo em seu currículo mais de 200 projetos executados. Participa também do episódio Renato Rezende, engenheiro de Produção, pós-graduado em gestão estratégica de negócios e certificado pela StartSe University em Marketing e Vendas. É também gestor de clientes do grupo Cosentino responsável pelo atendimento do estado de Minas Gerais, Vale do Paraíba/SP e São Paulo capital. Bom cast! Oferecimento: via: Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Nov 28, 202244 min

Arquicast 189 – Museu Judaico de Berlim

Em mais um episódio sobre os principais edifícios do mundo, o Arquicast escolheu uma obra resultante de um concurso internacional de arquitetura, e que estava alinhada com a busca por uma certa excentricidade dos edifícios na captura da atenção mundial para grandes temas do século XX. O Museu Judaico de Berlim é um edifício carregado de uma carga simbólica em seus traços, seus princípios e suas prioridades funcionais. Projetado por um arquiteto até então desconhecido, Daniel Libeskind, a escolha do júri impôs ao mundo uma visão refinada de como a cultura e a memória deveriam fazer parte da concepção de um equipamento cultural. Participaram do episódio os arquitetos Caio Smoralek Dias e Renata Goretti, ajudando na conversa sobre a história do concurso e como ele estava interligado com a reconstrução das identidades no ecos do pós-guerra. Mais do que uma vanguarda arquitetônica expressa na plástica do edifício, o Museu de Libeskind evoca a independência do sítio como fator determinante para concepção espacial. Renata conta que o arquiteto rejeitou as primeiras incursões ao local que induziria uma postura contextualista, preferindo se atentar aos símbolos, às emoções e à narrativa das histórias que seriam contadas dentro do museu. Caio contribuiu indicando que, naquele momento logo após a criação do IBA (Internationale Bauaustellung ou Exposição Internacional de Construção), estava prevalecendo o debate sobre a ordenação do traçado da cidade, bem como o destaque para a participação de importantes arquitetos de todo mundo em Berlim, numa espécie de abertura para um novo século em que prevaleceu a visão ocidental sobre o futuro das cidades. Adilson comenta sua experiência de visitação no Museu Judaico um dia após ter conhecido o Museu do Holocausto, ficando evidente a distinção de propósito entre eles. O acervo do Museu do Libeskind tratava essencialmente da recuperação de uma cultura, uma espécie de celebração após anos de sofrimento e lacunas, assim, a força estava canalizada para o edifício, a fim de deixar espaço para uma museografia mas aberta, bem diferente das exposições do museu de Peter Eisenman. O edifício contribui para uma onda das “assinaturas” nas décadas seguintes, como a criação do termo “Star Architects”, em que o forte apelo imagético buscava construir ícones urbanos, vitrines para o mundo com intuito de trazer, como contrapartida, recursos e investimentos para as cidades e a potencialização do turismo, embora a ideia de Libeskind estivesse bastante fora desse eixo. Além disso, o projeto contribuiu também para a aceitação do que seria a imagem da arquitetura desconstrutivista. Quer saber mais sobre o legado deixado por esse projeto e como essa “estética” pautou grande parte da produção mundial dos ícones arquitetônicos nas décadas seguintes? Não deixe então de ouvir todo o episódio e participar dessa conversa. Dicas e comentados no episódio: under construction Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Nov 21, 20221h 7m

Arquicast 188 – Arquitetura e Série: Ruptura

Imagine você poder separar, literalmente, sua vida do trabalho e sua vida pessoal. Nada do que você fez no trabalho vai ocupar sua mente depois que você sair de lá, e o contrário também acontece quando você desce o elevador da empresa. Duas pessoas, no mesmo corpo e elas não se conhecem. Seria o melhor dos mundos? É essa a proposta da série da Apple TV+ que apareceu sem grandes alardes e fez sucesso para fãs de sci-fi. E a série só faz sentido quando a gente olha pra empresa e o local onde o trabalho acontece: o ambiente é baseado nos cubículos individuais surgidos nos anos 1950, num ambiente sem janelas e controlado pelos supervisores em corredores intermináveis e desumanizados. Ou seja, a arquitetura e seu interior cumpre na série um papel essencial na criação do seu universo. Bora conversar sobre essa série que tem muito a nos dizer sobre nosso comportamento nos lugares. Dicas e comentados no episódio: Filme: "El Método" (2005) - Marcelo Piñeyro | YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=l5N7aREQx1w | IMDB: https://www.imdb.com/title/tt0427582/ Livro: "Modos de Morar nos Apartamentos Duplex: Rastros de Modernidade" (2022) - Sabrina Fontenele | Amazon: https://www.amazon.com.br/Modos-Morar-nos-Apartamentos-Duplex/dp/6555800445 Filme: "Vivarium" (2019) - Lorcan Finnegan | IMDB: https://www.imdb.com/title/tt8368406/ Filme: "Exam" (2009) - Stuart Hazeldine | IMDB: https://www.imdb.com/title/tt1258197/ Filme: "Como enloquecer seu chefe" (1999) - Mike Judge | IMDB: https://www.imdb.com/title/tt0151804/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Nov 7, 20221h 13m

Arquicast Especial – Resultado do Concurso: Travessias Capibaribe

O Arquicast apresenta mais um episódio especial da série de concursos nacionais de arquitetura e urbanismo. O programa dessa vez vai tratar do concurso “Travessias Capibaribe: Concurso Nacional de Passarelas do Recife”. Com iniciativa do CITInova e realização da Agência Recife para Inovação e Estratégia, a ARIES, o concurso teve apoio e coordenação do IAB nacional (Instituto dos Arquitetos do Brasil). Com o intuito de criar novos eixos de travessias de mobilidade ativa ao longo do Rio Capibaribe, dado os processos de crescimento e desenvolvimento da capital pernambucana e a necessidade de permitir o melhor acesso à população, o concurso foi vinculado à projetos estratégicos de longo prazo, como o Plano Recife 500 Anos e o Projeto Parque Capibaribe. O IAB (instituto dos Arquitetos do Brasil) mais uma vez desempenhou um importante papel para garantir a amplitude do debate e oportunidade para nosso campo, auxiliando na democratização da boa arquitetura via disputas de ideias e soluções. Participaram do episódio a arquiteta Raíssa Monteiro, representando a Agência Recife para Inovação e Estratégia, Laís Petra, representante do IAB nacional e coordenadora geral do concurso, além das vencedoras Lígia Rocha, arquiteta mestre pela FAU-USP e sócia Diretora JWurbana, além de Lea Cavalcanti, professora da Universidade Católica de Pernambuco. Raíssa destacou o importante trabalho desempenhado pela ARIES, como parte do programa CITinova, na compilação de todo material disponibilizado para os concorrentes, além de todo o suporte no diálogo com os agentes locais do território e agências de fomento. Todo o trabalho desempenhado pelas instituições em sinergia auxiliou na condução do concurso, em especial na oportunidade de oferecer aos concorrentes informações de muita qualidade, conforme explicou Laís. Permitindo a criação de um portal de acesso muito bem estruturado, facilitando na rotina de acompanhamento do concurso em todas suas etapas, e com isso fornecer aos concorrentes toda a transparência necessária. Lígia pode contar sobre o legado de Jorge Wilheim Consultores Associados, que agora é JWurbana, e ficou evidente como a relevância de um trabalho de décadas foi fundamental no processo de projeto. Lea, integrante da equipe baseada em Recife, relatou como todas as influências do sítio, da música, da arte e da poesia alimentaram e deram potência à proposta vencedora. As pontes e as metáforas, além da total coesão técnica e social da proposta foi, sem dúvida, fator decisivo para a vitória da equipe. Se você quer saber mais sobre todo o processo, sobre os números do concurso, sobre as equipes inscritas e, claro, conhecer mais sobre essas incríveis mulheres que participaram do episódio, não deixem de ouvir e compartilhar. Acesse o site do concurso: https://concursotravessiasrecife.com.br/ Site ARIES: https://aries.org.br/ Site IAB: https://iab.org.br/ Site JWurbana: http://www.jwurbana.com.br/v1/ Oferecimento: Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Oct 31, 202247 min

Arquicast 187 – Mobilidade Ativa

Em mais um episódio da série sobre mobilidade urbana, o Arquicast traz um dos assuntos mais atuais dentro desse tema: a mobilidade ativa. O planejamento das cidades durante muito tempo não considerou os deslocamentos que apenas dependem do nosso esforço físico como parte integrante de todo o sistema de transportes. A mobilidade muitas vezes é associada à utilização de um veículo motorizado, em especial quando o assunto é o sistema de transporte público. O resultado disso vemos refletido nas cidades em que vivemos, com poucas oportunidades de interação entre os diferentes modais e formas de deslocamento. Andar, guiar uma bicicleta ou até mesmo usar um skate ainda não estavam na agenda do planejamento urbano, até que o estudo da mobilidade ativa veio para suprir essa lacuna. O episódio contou com a presença da Danielle Hoppe, arquiteta pela UFRGS e mestre em planejamento urbano pela McGill University (Montreal, Canadá). Danielle atuou no poder público, iniciativa privada e terceiro setor, desde 2014 faz parte do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), sendo responsável por iniciativas de mobilidade a pé e em bicicleta, além do desenho de ruas seguras. A mobilidade ativa, quando pensada de forma estrutural no planejamento das cidades, oferece uma carta ampla de dispositivos. Um mobiliário adequado, calçadas eficientes, acessibilidade garantida com o desenho universal, ciclovias, arborizações, sinalizações semafóricas, entre outros, são elementos já existentes em nossas cidades, porém, quando em sinergia, podem oferecer o ambiente ideal para que as travessias humanas sejam saudáveis e atrativas. Durante a conversa ficou evidente que a tecnologia isolada de um pensamento mais amplo sobre como nos comportamos nos espaços não garante a eficiência do transporte. Gadgets, aplicativos, sistemas integrados de georreferenciamento, entre outras soluções atreladas à mobilidade são apenas uma ponta de ação possível. Há um grande trabalho de base a ser feito, sobretudo na qualidade do ambiente urbano, no correto planejamento do uso e ocupação do solo, nas prioridades da gestão quando o assunto é a qualidade de vida das pessoas. A rede viária é aquela que, num primeiro momento, possibilita o funcionamento da mobilidade ativa. As estruturas superficiais da cidade são a verdadeira plataforma para que a mobilidade ativa aconteça. Todos os equipamentos de apoio deveriam formar uma grande rede de caminhabilidade, esta, criada em prol de distância menores para os deslocamentos diários, a tal cidade compacta. Nas regiões metropolitanas o desafio é ainda maior, no entanto, em cidades médias as soluções estão facilmente disponíveis. Em termos de financiamento e gestão está se cristalizando uma consciência a respeito da importância da mobilidade ativa no Brasil. Vários locais no mundo já são ótimos exemplos de como essa política melhora a vida nas cidades. Se você quiser saber mais sobre o assunto, não deixe de escutar o episódio. Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Oct 24, 202249 min

Arquicast 186 – Fachadas Ventiladas

O episódio de hoje vai tratar de um assunto relacionado à tecnologia das edificações. Você sabe o que é uma “fachada ventilada”? O Arquicast dessa semana traz novamente uma conversa sobre como os edifícios podem ser construídos, além da atualização das soluções disponíveis no mercado, para que vocês continuem se atualizando nesse vasto universo da arquitetura. As fachadas ventiladas, quando corretamente aplicadas, contribuem para a eficiência energética das edificações, podendo reduzir de 30% a 50% o consumo de energia. Além disso, o sistema possibilita a facilidade na manutenção e atualização dos revestimentos e muitas outras vantagens. Para conversar com a gente aqui hoje, sobre os tipos e as formas de aplicação desse recurso, estão: Arquiteto JUAN CARLOS DO FILIPPO, dirige a DI FILIPPO ARQUITETURA desde 1984, atendendo diversos clientes públicos e privados, com prêmios nacionais em concursos e prêmio de arquitetura latino-americana com o edifício Cap Ferrat em 2018. Atua na área de retrofits de edifícios desde 2010, como projeto do edifício Ocaporan no Leblon. ARTHUR BIANCHI é arquiteto pela FURB, Gestor de Projetos do GRUPO COSENTINO, especialista em desempenho de edificações, com 7 anos de experiência prática na área é integrante do grupo revisor da norma de Desempenho NBR 15575, participando junto à ABNT de uma série de comitês no desenvolvimento de normativas. Oferecimento: via: Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Oct 10, 202245 min

Arquicast 185 – Entrevista Rodrigo Ambrósio e Marco Aurélio Pulchério

Pesando cada vez mais em amplificar o diálogo entre arquitetura e o mundo das artes, o episódio da semana do Arquicast entrevista duas figuras importantes do design e arte no Brasil. O primeiro deles, Rodrigo Ambrósio, é arquiteto, urbanista e designer, formado pela Universidade Federal de Alagoas e diretor criativo das marcas Ambrósio e Janete Costa. O outro convidado é Marco Aurélio Pulchério (Marco500), Criador da MARCO500, empresa que comercializa produtos para decoração assinados por designers brasileiros. Nessa conversa eles puderam nos revelar os bastidores das artes que tanto dialoga com o mundo da arquitetura, tanto na concepção e produção quanto na divulgação e comercialização. Os dois profissionais trabalharam juntos como curadores da exposição “Alagoas Feita à Mão” na Casa Brasil Nova York, que aconteceu em maio desse ano (2022). O trabalho autoral de Rodrigo Ambrósio consta em diversas publicações, coleções particulares e acervos permanentes e, com o trabalho de aproveitamento do resíduo da concha do sururu, realizado na comunidade do Vergel da Lagoa Mundaú e em parceria com Marcelo Rosenbaum, recebeu o Prêmio Casa Vogue Design 2021 e o iF Design Award 2022. Marco desempenha sua função na interlocução comercial, em seu currículo passaram mais de 450 nomes que ajudam a contar o cenário do design nacional, dentre eles Irmãos Campana. Desde 2022, se associou à Vera Santiago e Maria Cristina Vervloet no projeto Caboco, voltado para a apresentação e distribuição da arte popular brasileira na Europa, com base em Portugal. Ao longo do episódio, Rodrigo e Marco puderam relatar como se adaptaram ao mercado, em especial na busca por uma formação complementar que pudesse dar subsídio para o trabalho no campo das artes, mesmo ambos já tivessem tido contato com esse universo antes mesmo da formação profissional, o que contribuiu também para as escolhas de ambos. O mercado da arte e do design no Brasil sempre foi promissor e com espaço para novos talentos, no entanto é necessário grande esforço em unir a criatividade com tudo que deriva dela, em especial, um bom trânsito nas instituições que validam e auxiliam na difusão das artes. Rodrigo sempre buscou, ao longo dessa jornada, inserir elementos da complexidade cultural brasileira, aglutinando o interesse pelos elementos regionais com o tema sustentabilidade, o que pode ser observado em seu trabalho. Juntos, marco e Rodrigo foram curadores da exposição em Nova York do programa “Alagoas Feita à Mão”, em um movimento que cadastrou mais de 15 mil artesãos de todo o estado, dando grande visibilidade internacional para a arte do Estado. Se você se interessa por arte, exposições e os trabalhos com curadoria, bem como pretende se especializar na área, não deixe de ouvir o episódio. Até o próximo! Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Sep 26, 202244 min

Arquicast 184 – Iluminação em Arquitetura

O Projeto de Iluminação em arquitetura é um assunto muito amplo, pois passa pela discussão dos aspectos físicos e perceptivos da luz, das suas aplicações em projetos de iluminação, dos efeitos luminosos e das variáveis de conforto e desempenho. Além disso, é no projeto luminotécnico onde a integração entre os sistemas de iluminação natural e artificial acontece. O Arquicast convidou duas profissionais da área, uma do campo da indústria e outra da prestação de serviços de projeto, a fim de delinear o atual cenário dessa especialidade no Brasil. Participou da conversa com Rapha e Adilson, Fernanda Fanti Tissot, diretora da Luxion Iluminação, coordenadora do Comitê de Iluminação Comercial, Industrial e decorativa da Abilux. Integrando a conversa, Mariana Novaes, arquiteta e fundadora do estúdio Atiaîa Lighting Design, em Belo Horizonte. Dentre os projetos desenvolvidos estão o Ateliê Wäls, o escritório do Google BHZ e do Letras.mus.br, o espaço de eventos LAJE do Google SP, entre outros. Mariana é uma dos “40under40 designers” de iluminação mais talentosas e promissoras da atualidade pela Lighting Magazine de 2018. Os últimos anos na indústria nacional foram marcados pelo aumento da demanda por projetos de interiores, ampliando a possibilidade para diversos profissionais atuarem nesse mercado ainda em desenvolvimento no Brasil. Como consequência, o incremento de projetos devolveu para a indústria um ambiente propício para a inovação, pois cada novo projeto abria um novo horizonte para o desenvolvimento de novos produtos. Fernanda apontou que os caminhos da inovação residem na troca contínua de informação com os projetistas. Cada vez mais os clientes estão cientes da importância do projeto de iluminação e, como relatou Mariana, é um projeto que precisa de constante interação com os demais, como o projeto arquitetônico, os projetos de instalações e o design dos mobiliários. O maior desafio passa pela disponibilidade de recursos e tecnologia locais, o que leva a indústria nacional e desenvolver internamente soluções para os projetistas. No caso das luminárias, por exemplo, passa pela fabricação de toda a carenagem e desenvolvimento dos leds, além dos testes necessários de desempenho. É notório que o projeto de iluminação em arquitetura ainda é pouco difundido no Brasil, fazendo com que poucos profissionais consigam ter acesso à uma formação abrangente e tecnicamente ampla. Por outro lado, o mercado parece estar em pleno desenvolvimento, tanto para quem quer atuar na indústria ou na prestação de serviços. Participe dessa conversa e conheça um pouco mais sobre esse segmento que requer muito estudo, empenho e criatividade. Bom episódio! Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Sep 12, 202251 min

Arquicast 183 – O mercado editorial em arquitetura

O mundo de hoje é desafiador para a imprensa em geral. Com muitas discussões acontecendo sobre o consumo de notícias e o jornalismo, o mercado editorial em arquitetura não fica para trás nessa questão. Numa profissão onde as imagens importam, a mudança de cenário – da mídia impressa para a digital – vieram muitos desafios, acirrando a competição pela audiência. As redes sociais se tornaram o meio pelo qual as pessoas não só consomem, mas produzem conteúdo. Nesse episódio, a equipe do Arquicast e convidados conversam sobre esse novo cenário, as necessidades de adaptação e, além disso, especulam sobre como ser cada vez mais relevante para um público altamente criterioso e sedento por novidades. Participam a jornalista Tiana Ribeiro, diretora editorial da Revista Habitare e também Daniela Bueno Elston, arquiteta e urbanista que atua na curadoria e edição de noticiário, mídias sociais e obras da Revista Projeto. Complementam a mesa, Rapha, Adilson e André Ribeiro, CEO da Revista Habitare. Foi discutida a grande mudança que ocorreu do desenvolvimento das plataformas digitais e como isso afetou a indústria das revistas de arquitetura. Com muito “saudosismo”, alguns relataram como era incrível a experiência de receber a publicação, abrir e descobrir o que havia sido selecionado para os assinantes naquele mês. Toda essa transformação modificou não só a estrutura das equipes como também o conteúdo publicado. O poder da imagem impulsionado pelas redes, além da profusão da informação disponível, fez com que a dimensão da curadoria ganhasse ainda mais relevância na jornada de produção de conteúdo. A audiência quer sempre algo mais, como bons textos, fotos exclusivas, entre outros aspectos que as redes sociais não entregam totalmente. De certa forma, a mídia podcast é um bom exemplo de como foram amplificadas as possibilidades de formatos comunicativos. Há um certo consenso sobre como os ramos editoriais em arquitetura se desenvolverão. Cada vez mais nichos serão explorados e expandidos, como por exemplo o da técnica construtiva, o do faça você mesmo (DIY), os especializados em projeto de interiores, o nicho das publicações sobre o universo de empreendedorismo da profissão, enfim, são muitas as possibilidades. Nos acompanhe nessa conversa e conheça um pouco mais sobre esse mercado em plena mutação! Bom episódio! Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Aug 29, 202249 min

Arquicast 182 – A volta das aulas presenciais

Como foi o ano de 2022 para os alunos e professores das instituições que voltaram a ter aulas presenciais? Depois de dois anos a experiência de retornar ao ensino na sala de aula nos transformou para o processo de ensino e aprendizado? As aulas remotas contribuíram para a evolução de alguma metodologia, ou não? O Arquicast dessa semana conversou com professores e alunos sobre todas as experiências que passamos, e mais, como está sendo o retorno para as aulas. Participaram da conversa Gabriel Pessoa, aluno de Recife que está no 4º período da UNICAP (Universidade Católica de Pernambuco), e iniciou seu curso remotamente. Beatriz Sousa, de São Paulo, da Universidade Cruzeiro do Sul, estudou metade de toda a sua formação remotamente. Para fechar a roda de conversa, Maressa Fonseca, professora do Centro Universitário de Viçosa (Univiçosa) e doutoranda na UFV. Ela ingressou na docência um mês antes da pandemia começar. Rapha e Adilson conversaram também sobre como foi durante o período entre aulas, projetos e gravações de episódios do Arquicast. A rotina de adaptação foi bem diferente para cada um dos participantes. A grande questão estava em renunciar ao encontro de processos analógicos, como o desenho, as visitas e as experiências com os materiais e processos. A rotinas eram sempre pautadas pelo tempo de tela, muitas vezes eliminando a verdadeira interação necessária entre aluno e professor. Por outro lado, algumas ferramentas auxiliaram no processo de organização de conteúdos e processos avaliativos, sobretudo quando o assunto era a economia nas impressões, era tudo entregue em arquivos digitais. Cada um teve uma reação diferente no retorno para as salas de aula, a possibilidade do encontro, os imprevistos que voltam para a rotina da vivência em coletividade. Chama a atenção as lacunas evidenciadas em alguns conteúdos, em especial, os de representação gráfica. A ausência do papel limitou o aprofundamento nas questões técnicas de leitura gráfica. As disciplinas teóricas parecem que sofreram menos, muitas vezes porque são pautadas em materiais previamente organizados em slides e textos. Porém, a aula no ambiente digital trouxe a possibilidade do hiperlink e das conexões instantâneas de referências, tornando as aulas, quando síncronas, mais dinâmicas em poucos casos do que as aulas presenciais. A questão da saúde mental também foi abordada, durante todo período, mas especialmente agora, no retorno ao presencial, nos demos conta de que somos muito melhores juntos e misturados. Quer saber mais sobre essa conversa? Escute o episódio completo aqui. Apoio: Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Aug 15, 20221h 16m