
Arquicast
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Arquicast 181 – Entrevista: aflalo/gasperini arquitetos
E em mais um episódio de entrevistas, trazemos um dos escritórios mais renomados e consolidados da arquitetura brasileira. Comemorando 60 anos em 2022 e baseado na cidade de São Paulo, a sua prática acompanha a evolução arquitetônica nacional. E tem, desde sempre, uma preocupação com o empenho em edificações, no uso da mais avançada tecnologia disponível e na prática sustentável, onde edifícios mais antigos ganharam certificações internacionais. Sua prática, mesmo com identificação com a capital paulista pelos projetos de edifícios icônicos, tem trabalhos espalhados pelo Brasil e no exterior. E, no seu currículo, coleciona uma série de premiações e concursos vencidos, com muito profissionalismo e inovação. Estamos hoje com Roberto Aflalo e Grazzieli Gomes Rocha, diretores da aflalo/gasperini arquitetos! Até a próxima e bom cast! Apoio: Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 180 – O Programa Minha Casa Minha Vida
Para mais um episódio da série sobre Habitação de Interesse Social (HIS) do Arquicast, selecionamos um recorte importantíssimo da nossa história recente: o Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). A ideia da conversa foi discutir as bases e os fundamentos do chamado déficit habitacional, e assim conversaremos a respeito do programa, seus avanços e mazelas. Falaremos como essa política de alcance nacional eclipsou parte das ações para o combate à falta de moradia e acesso à cidade. No primeiro episódio, o Arquicast 171, fizemos um breve apanhado da história da produção de HIS no Brasil. Pudemos passar rapidamente pelo entendimento dessa prática que evolui em paralelo aos fenômenos de migração para as cidades no século XX. Participam desse novo episódio a professora Maristela Siolari e Thiago Augusto Cunha, ambos professores da UFV (Universidade Federal de Viçosa), com trabalhos na área. A metodologia mais conhecida para construir o cenário da moradia no Brasil é a desenvolvida pela Fundação João Pinheiro, logo no início dos anos de 1990, definindo dois segmentos distintos para a análise: (1) o déficit habitacional e (2) a inadequação de moradias. Como déficit habitacional entende-se a as unidades que devem ser repostas, com incremento do estoque e resultantes da coabitação familiar, da moradia em imóveis construídos com fins não residenciais, da categoria chamada de domicílios rústicos, da depreciação e do ônus excessivo com aluguel. Já o conceito de inadequação reflete os problemas na qualidade de vida dos moradores, e estão relacionados à causas “indiretas” em relação ao estoque de habitação, problemas como carência de infraestrutura, adensamento excessivo, questões de natureza fundiária, alto grau de depreciação e ausência de unidade sanitária domiciliar exclusiva. Antes do PMCMV, prezava-se principalmente a regularização fundiária e a intervenção em assentamentos precários. O PLANHAB foi também uma importante conquista do período, mais atenta à realidade nacional. Mas a partir de 2008, como estratégia anticíclica, o programa acabou eclipsando as medidas anteriores de promoção à habitação. Lembrando que a aprovação do Estatuto da Cidade e a própria criação do Ministério das Cidades deram um novo rumo nacional à questão habitacional. Parte da crítica ao PMCMV deve-se à sua implementação e os mecanismos de controle da terra urbanizada que não acompanharam os processos de reposição de estoque, como consequência veio a dispersão no território, a ineficiência construtiva dos conjuntos, a falta de caracterização regional e adequação às distintas culturas do morar no Brasil continental. Conversamos também sobre as possibilidades e entraves dos modelos de financiamento habitacional e um pouco sobre o atual programa Casa Verde Amarela. Quer saber mais? Escute aqui o episódio e bons estudos! Dicas e comentados no episódio: Documentário: "Um lugar ao sol" | matéria: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/06/estreia-um-lugar-ao-sol-retrata-contrastes-sociais.html Livro: "As mais belas coisas do mundo" | Valter Hugo Mãe | amazon Episódio Arquicast: Entrevista Zaida Muxì e J.M. Montaner | Arquicast 157 Livro: "A produção do espaço urbano: Agentes e processos, escalas e desafios" Ana Fani | Amazon Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 179 – CASACOR São Paulo 2022
Hoje o assunto é sobre a maior e mais completa mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas. Nessa edição comemorativa dos 35 anos, a CASACOR São Paulo levará muita criatividade, inovação e beleza para o coração de São Paulo. O Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, importante edifício moderno do arquiteto David Libeskind, foi escolhido para sediar o evento, e será mais um grande protagonista dessa grande celebração. Participaram da conversa Lívia Pedreira, jornalista e Presidente do Conselho Curador CASACOR, e Pedro Ariel Santana, atual Diretor de Conteúdo e Relacionamento do evento. A mostra começou em 1987 na Rua Dinamarca e foi, ao longo de todo esse período, se adaptando às demandas do mundo do design e às agendas sociais. Idealizada por Yolanda Figueiredo e Angélica Rueda, a mostra surgiu com o intuito de ser também um evento social, cultural e benemérito. A exposição era itinerante, acontecendo em diversos endereços, até que em 2006 o Jockey Club de São Paulo se tornou a sede oficial da mostra, permitindo o aprimoramento da estrutura e do negócio, até que em 2020, com a COVID-19, o evento precisou se adaptar, foi então que o projeto Janelas CASACOR que, por meio de vitrines instaladas em contêineres, ocupou praças, parques e ruas de 11 cidades brasileiras onde a marca mantém suas franquias. Esse formato de evento permitiu que a mostra fosse para outros estados, como Tocantins, além de possibilitar que a marca ampliasse, mesmo em tempos de isolamento, seu público, levando exposições gratuitas para algumas novas comunidades. Esse formato consolidou a presença física e digital da marca, abrindo um novo panorama para o segmento de eventos. Em 2021, a mostra ocupou o Parque Mirante, espaço anexo ao Allianz Parque, voltando novamente para o formato itinerante, e agora, em comemoração aos 35 anos a mostra acontecerá no Edifício Conjunto Nacional na Avenida Paulista em São Paulo. A CASA COR, ao longo desses anos, revelou diversos profissionais de relevância para o mercado. A curadoria é feita de forma a equilibrar a presença de grandes nomes e a identificação de novas promessas. Com isso, é nítida a contribuição da mostra para a modelagem desse nicho de mercado, pois em paralelo, a indústria também fica atenta às inovações e proposições presentes nos ambientes da mostra, retroalimentando seu planejamento, o que mostra a importância desse tipo de evento para a evolução do mercado de arquitetura, design de interiores, design de produto e paisagismo. A mostra acontecerá entre 5 de julho e 11 de setembro de 2022, com a novidade de utilização de mais duas operações de alimentação na cobertura do edifício, estendendo o horário de funcionamento até às 1h da manhã. Se você quer saber um pouco mais sobre, basta ouvir o episódio aqui. Até a próxima e bom divertimento! Dicas: Mais sobre o evento: https://casacor.abril.com.br/mostras/sao-paulo/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 178 – Documentário: A Arquitetura da Tetro
A conversa de hoje foi motivada pelo belíssimo documentário “From the Ground Up: The Architecture of Tetro”, com lançamento previsto para 26 de junho de 2022, que retrata a trajetória do escritório mineiro Tetro Arquitetura, em especial, da Casa Açucena em Nova Lima (MG). A película foi dirigida por um dos maiores nomes do mercado mundial de conteúdo audiovisual para arquitetura, o diretor Augusto Custódio. O documentário fará parte do acervo de uma nova plataforma de streaming, a “Gallery Originals”, que pretende se tornar referência global na produção e exibição de conteúdos de cultura, arte e “lifestyle”. Nos últimos anos, é notável o aumento na oferta de conteúdos de arquitetura em vídeo, tanto na TV aberta quanto no ambiente digital. Não estamos nos referindo às “produções caseiras” ou às “lives” que proliferaram nas redes em tempos de distanciamento social. Estamos falando de uma abordagem artística, dinâmica e super bem-produzida, criando uma experiência fílmica poética das obras, bem como um relato audacioso sobre as pessoas responsáveis por elas. E os protagonistas dessa história nos deram a honra de participar de uma conversa especial com o Arquicast. Igor Macedo e Carlos Maia, arquitetos da Tetro, e o diretor de criação e produtor, Augusto Custódio, contaram sobre a produção dessa peça especial para a arquitetura brasileira, dado à relevância mundial de outros nomes que também fazem parte do mesmo projeto, como Álvaro Siza Vieira e Manuel Aires Mateus. Augusto Custódio aponta que todo processo, mesmo aberto às imprevisibilidades naturais de um produto artístico, conta com um planejamento muito estruturado incluindo, dentre diversos levantamentos, uma visita técnica ao escritório para melhor entendimento das rotinas e metodologias. Depois de todo roteiro elaborado e ajustes de produção, a equipe mergulhou durante uma semana nas gravações. Intensidade que é facilmente percebida nos momentos emocionantes da narrativa. Toda essa dedicação é possível ser vista na tela, em um documentário que extrapola a descrição de uma belíssima obra de arquitetura, revelando a sinergia de três profissionais que conseguiram encontrar um caminho fértil entre a imaginação e a consistência técnica, quase que disruptiva, nas palavras do próprio Augusto. A Tetro já é conhecida da nossa audiência, no Arquicast #160 fizemos uma entrevista com o trio, dentre as muitas curiosidades, descobrimos que os altos e baixos da profissão moldaram a posição de cada um dentro dos processos internos de projeto, além de revelar o devido cuidado dado à cada elemento na sua concepção, sua representação e tectônica. Esperamos que vocês gostem dessa conversa e estejam preparados para essa experiência fílmica incrível, que nos ajuda a compreender melhor o porquê da Tetro estar, hoje, entre os grandes nomes da arquitetura mundial. Para ouvir toda a conversa, basta acessar aqui. Até a próxima e bom divertimento! Dicas: Músico Fernando Rocha | Canal Youtube Artista Leandro Caram Canal YouTube: Arq.Doc Livro: "A chama de uma vela" | Bachelard | Amazon Video Canal Vox: "Who made these circles in the Sahara?" CANAL GALLERY ORIGINALS | https://www.thecollection.gallery/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 177 – Entrevista Estúdio 41
Formado pelos arquitetos João Gabriel Rosa, Martin Kaufer Goic, Eron Costin, Emerson Vidigal, Fabio Henrique Faria, o Estúdio 41 possui um trabalho muito diversificado, tanto em escala quanto em programas. Essa característica foi conquistada ao longo de mais de 10 anos investidos na participação de concursos nacionais e internacionais de arquitetura, com presença marcante entre os finalistas e as menções honrosas, além das vitórias expressivas, como no edital para a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz em 2013. Essa postura ativa dedicada ao risco e ao desafio também permitiu à equipe, nos últimos anos, contribuir na prática para o pensamento teórico que norteiam suas inquietações. Além da Estação Comandante Ferraz, a equipe também venceu o concurso para a sede da Fecomércio, Sesc e Senac do Rio Grande do Sul em 2011. Foi ali, segundo Eron, nosso entrevistado, depois de 7 anos de tentativas, a grande virada para a consolidação dessa estratégia de participação contínua em concursos, objetivando ampliar as possibilidades de trabalho em um mercado competitivo. Com sede em Curitiba, o Estúdio 41 acredita em uma influência natural do ambiente da cidade para as reflexões exercidas nos seus projetos, como indica o próprio texto de apresentação da equipe em seu site: “boas cidades são construídas também pelos seus bons edifícios, e bons edifícios são aqueles que estabelecem relações francas com os espaços públicos”. O escritório é conhecido por ganhar importantes concursos, mas essa história é não é constituída apenas de vitórias, muito pelo contrário, das quase 50 propostas desenvolvidas ao longo desses anos de formação do escritório, a equipe venceu “apenas” 8 delas, ou seja, 16% de taxa de sucesso. Isso mostra a resiliência do grupo e, acima de tudo, uma vontade de continuar aprendendo através dessa experiência, além de pragmaticamente proporcionar a ampliação do portifólio da empresa. Atualmente o Estúdio 41 está passando por uma nova fase, pois dos 8 projetos vencedores dos concursos, 6 deles tornaram-se contratos, ou seja, 75% dos concursos vencidos se desdobraram em contratações subsequentes, número que o arquiteto comemora diante de um cenário de incertezas nacional. Constituído por arquitetos de gerações distintas da UFPR (Universidade Federal do Paraná), entre 1997 e 2013, além dos diversos colaboradores que já passaram pelo escritório, é possível notar, no conjunto de suas obras, uma variação estética em seus projetos, evidenciando que a identidade de trabalho emerge não de uma filiação plástica, mas sim de um método de trabalho horizontal onde a opinião de cada projetista é importante e, no caso dos concursos, deve sempre passar pelo crivo de toda a equipe, produzindo uma arquitetura que consegue ser competitiva no cenário das disputas dos editais. Uma curiosidade: para a escolha de um concurso o escritório avalia não só a premiação, a complexidade dos temas e os prazos, mas também o perfil do júri para decidirem de devem participar ou não de determinada seleção. Além de compartilhar sobre a dinâmica de trabalho, Eron ainda traz uma importante reflexão sobre o projeto e a autoria, evidenciando as dificuldades e benefícios de trabalhar em grupo para o aprimoramento das ideias em projeto. Para ouvir toda a entrevista, basta acessar aqui. Até a próxima e bom cast! Dicas: Site de concursos: https://bustler.net/ Documentário "Concurso como Prática: A Presença da Arquitetura Paranaense”: https://www.youtube.com/watch?v=F1VV-OC41zc Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 176 – Pedregulho
Atendendo a pedidos dos nossos ouvintes, trazemos neste episódio a história de um projeto que representa o que há de melhor na produção arquitetônica modernista brasileira. Conversamos sobre o “Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes”, mais conhecido como Pedregulho, projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy em 1947, para abrigar funcionários públicos do então Distrito Federal. Localizado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, o Pedregulho marca um momento de reconhecimento internacional das obras arquitetônicas e urbanísticas de Reidy, além de ser mais uma obra que mostra a grande parceria que tinha com Carmem Portinho. O conjunto é uma daquela obras em que a arquitetura reflete claramente os anseios de uma sociedade em pleno desenvolvimento. Num momento especial da atividade profissional do arquiteto no Brasil, o Pedregulho catalisa os temas da habitação, da educação, do bem-estar e da inovação, trabalhando todos eles em sinergia em busca de uma ideal/real transformação da sociedade. Para conversar com a gente convidamos HELGA SANTOS DA SILVA, arquiteta pela Universidade Federal Fluminense, com mestrado e doutorado no PROARQ da UFRJ. A Helga é uma das principais estudiosas do Pedregulho, inclusive morou no conjunto durante seus estudos e formação em arquitetura, do seu TFG até a finalização do doutorado. O Pedregulho foi parte de um contexto de transformação nas diretrizes de políticas públicas voltadas à habitação. Através do Departamento de Habitações Proletárias (DHP), o Estado estruturou os mecanismos burocráticos e financeiros para viabilizar seu projeto desenvolvimentista de país, atuando, junto à profissionais gabaritados, de forma inovadora na concepção de um novo paradigma sobre as condições qualitativas do habitar urbano. A Arquitetura, nesse sentido, teve papel fundamental. A inovação programática do conjunto, ampliando o escopo do habitar para além da moradia, foi associada a uma crescente indústria da construção civil, que fornecia os subsídios materiais à construção do ideal modernista, já consolidado na imagem do país e de sua arquitetura. A intenção era produzir em massa projetos habitacionais de grande sofisticação espacial. A resiliência do Pedregulho, enquanto espacialidade social e arquitetônica, faz do conjunto objeto consolidado de admiração e estudo por parte de estudantes e profissionais do campo. Ao longo dos anos, tudo mudou: atividades, moradores e administradores. Mas, para nossa sorte, as premissas que orientaram as decisões de projeto à época da sua concepção, parecem ainda manter sua importância para aqueles que, hoje, se apropriam e dão sentido ao lugar. Até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Under Construction Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 175 – Mobilidade e Planejamento urbano
Neste episódio voltamos a conversar sobre nossa mais recente série, Mobilidade Urbana! E como mobilidade é também um problema de escala, a gente resolveu começar pensando grande, focando no papel da mobilidade para o planejamento da cidade. Planejamento urbano é do interesse de todos, mas não é assunto para iniciantes. Por isso mesmo, convidamos profissionais que contribuem diretamente para o campo através de muita pesquisa e experiência prática! Participam com a gente Roberto Ghidini, engenheiro, observador urbano, fundador da Sociedad Peatonal e doutor em Urbanismo pela UPM (universidade politécnica de Madri); e João Flávio Folly, arquiteto, mestre em Urbanismo pela UFF e doutorando em mobilidade e Urbanismo pelo PROURB/UFRJ. Nosso deslocamento pela cidade envolve questionamentos do tipo: para onde eu quero ir, como eu vou chegar lá, se é seguro e acessível e quanto tempo vai levar! Perceber a influência de tomadas de decisão como essas na formação de hábitos de circulação da população nos indica que planejar mobilidade vai muito além de apenas desenhar um sistema de vias. Envolve conhecer as pessoas, seu estilo de vida e como se relacionam com o território! Além disso, envolve tecnologia, equipamentos de suporte, sinergia com os demais serviços urbanos e compromisso com políticas de longo prazo. Portanto, é melhor não improvisar! A compreensão da macro escala característica do planejamento urbano nos ajuda a perceber como várias esferas do nosso cotidiano estão relacionadas. Para dar um exemplo, basta pensarmos que o perfil geográfico do território, por si só, influi diretamente no desenho das vias e na definição dos modais de transporte. Tanto o desenho viário quanto os modais influenciam as diretrizes de parcelamento do solo, impactando no dimensionamento dos lotes, os quais induzem o estabelecimento de determinados usos e atividades que, por sua vez, motivam os deslocamentos dos habitantes. Planejar a mobilidade significa dar conta dessas dinâmicas, equilibrando dados atuais e expectativas futuras. Mas a complexidade do tema vem acompanhada por séculos e séculos de conhecimento acumulado na construção de habitats humanos cada vez mais adensados em termos populacionais. Muito já foi feito em diferentes contextos e por profissionais de diferentes campos, ampliando a gama de soluções e a troca de experiência. O que faz da mobilidade um tema fascinante e surpreendente. Entre demandas coletivas e individuais, interesses públicos e privados e metas de médio e longo prazo, acompanhe nossa conversa em mais um episódio desta série. Bom cast e até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Livro: "Futuro, ¿qué futuro?" Claves para sobrevivir más allá de la pandemia | Santiago Niño-Becerra | https://www.planetadelibros.com/libro-futuro-que-futuro/346898 Programa: Diálogos Impertinentes - A UTOPIA | com Rubem Alves e Darcy Ribeiro | https://www.youtube.com/watch?v=Xp6VW1jwnRM Livro: "Espaço intra-urbano no Brasil" Flávio Villaça | Amazon Série: Grand Designs | https://www.channel4.com/programmes/grand-designs Episódios do Arquicast que tangenciam o tema da mobilidade Arquicast Brasília #161 Arquicast de cinema: NomadLand #140 Arquicast Livros Clássicos: A. com Las Vegas #125 e A cidade como um jogo de Cartas #108 Artigo: "Curitiba, cidade do amanhã: 40 depois. Algumas premissas teóricas do Plano Wilheim-IPPUC" de Salvador Gnoato | https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.072/351 Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 174 – Pritzker 2022: Francis Kéré
Nosso tradicional episódio sobre o Prêmio Pritzker já está disponível. Como já se sabe, o grande premiado foi o arquiteto africano Diébédo Francis Kéré, conhecido mundialmente pelo trabalho pautado na visão social da arquitetura e na prática do projeto como instrumento de inclusão e transformação. Nossos parceiros nesta conversa são Caio Dias e Bruno Sarmento, a dupla que vem nos acompanhando nas análises sobre as escolhas do júri e sua implicação para a cultura arquitetônica em geral. A história da premiação pode ser dividida em diferentes períodos, marcados por mudanças, mais ou menos anunciadas, nos critérios levados a cabo pelo júri. Entre sua primeira edição, em 1979, até meados da década de 90, o Pritzker se caracterizou por ser uma premiação voltada a consagração de arquitetos e arquitetas cujo conjunto da obra fosse reconhecido pelo mainstream da crítica arquitetônica mundial. Porém, na última década, temos observado um redirecionamento para a valorização de profissionais não necessariamente conhecidos ou com extensa produção, mas socialmente comprometidos com seus contextos e inovadores na abordagem que fazem dos problemas urbanos contemporâneos. Para além da criação de objetos arquitetônicos excepcionais, o processo de projeto e a geração de conhecimento a partir dele têm se destacado como características diferenciais dos últimos premiados. Francis Kéré, nesse sentido, não poderia ser uma escolha mais acertada. Além de uma capacidade de responder de forma eficiente a demandas contemporâneas globais, como escassez de materiais e o impacto das mudanças climáticas no ambiente urbano, Kéré assume uma abordagem projetual que considera as comunidades locais como parte do processo criativo e construtivo, e a cultura material e simbólica de um lugar como ponto de partida de sua elaboração conceitual, orientando escolhas sobre as técnicas construtivas, a materialidade e espacialidade desejada. Com bases em Burkina Faso e Berlim, Kéré e sua equipe buscam equilibrar o compromisso com o trabalho social com projetos que o ajudem a viabilizar economicamente essa escolha. Atuando incessantemente em obras em seu país de origem, conduzindo workshops e espaços de aprendizagem, interessa à Kéré produzir e compartilhar conhecimento, atuando, em suas palavras, na “intersecção entre a utopia e o pragmatismo”. Quer saber mais sobre a obra de Kéré e como a premiação repercutiu no universo da arquitetura? Escute o episódio e até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Programa Rolex de Mestres e Discípulos | https://www.rolex.org/pt-br/rolex-mentor-protege Site - Jaime Lerner | https://www.jaimelerner.com/ Entrevista com Bial – Frances Keré | https://globoplay.globo.com/v/9413069/ Arquicast 152 – Fazendinhando (Ester Carro) | http://www.arquicast.com/2021/10/11/arquicast-152-entrevista-fazendinhando-ester-carro-eric-luan-e-kamilla-bianca/ Entrevista MPG - Kéré | Parte 01 - https://www.youtube.com/watch?v=3M6bKf4qp8M | Parte 02 - https://www.youtube.com/watch?v=vn0zSwEKFSQ Site - Rural Studio | http://ruralstudio.org/ Artigos - Archdaily | https://www.archdaily.com/603169/7-architects-designing-a-diverse-future-in-africa | https://www.archdaily.com.br/br/879449/conheca-a-arquitetura-contemporanea-africana-alem-dos-esteriotipos Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 173 – 20 Anos da Expo Revestir
A Expo Revestir, a maior feira de revestimentos e acabamentos da América Latina, completou 20 anos em 2022. E nós, do Arquicast, não ficaríamos de fora dessa festa! O episódio 173 é sobre este fundamental evento para a construção civil. Além da exposição em si, acontece em paralelo o Fórum internacional de Arquitetura, Design e Construção, com foco na renovação de conhecimento e, claro, na criação de um ambiente propício às trocas e negócios entre diferentes profissionais que fazem parte deste universo. Quem nos conta sobre o evento, seus bastidores e o que de melhor aconteceu nessa última edição é Simões Neto, jornalista e assessor de imprensa da Expo. A Expo Revestir é um projeto que já nasceu grande. Desde a primeira edição, em 2003, a feira já ocupava três pavilhões do Transamérica Expo Center, um dos centros de convenções mais importantes de São Paulo. Nesta edição histórica, foram 7 os pavilhões reservados para os expositores e para a programação presencial. Além das novidades na indústria de revestimentos e acabamentos, a inovação também marca o formato do da feira. Retomando experiências bem-sucedidas nos anos anteriores, os organizadores ofereceram duas modalidades de participação, uma presencial e outra digital, investindo na condição mais democrática que o formato híbrido permite. O Fórum, por sua vez, se manteve 100% digital e permitiu a colaboração de palestrantes nacionais e internacionais, trazendo uma perspectiva atual e global do mercado para toda a cadeia produtiva da construção civil. Por trás da idealização e organização da Expo está a Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (ANFACER). A entidade representa a indústria de cerâmica brasileira há 35 anos e é peça fundamental na consolidação do evento como o maior da América Latina em seu setor. Tamanho investimento em inovação, networking e conhecimento se reflete na excelente posição do Brasil entre os maiores produtores, consumidores e exportadores de produtos cerâmicos no mercado mundial. No ano de 2023, a feira promete trazer novidades. Uma delas é a mudança do local, já que ela será realizada no São Paulo Expo, com mais conforto para os expositores e visitantes. A próxima edição acontece de 14 a 17 de março de 2023. E, para saber ainda mais sobre o que move essa indústria e os bastidores de um evento desta magnitude, escute o episódio. Até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Site ofical ExpoRevestir | https://www.exporevestir.com.br/ Série: | "Diários de Andy Warhol" | Netflix | https://www.netflix.com/br/title/81026142 Livro: "Clarice Lispector - todos os contos" | Amazon (capa dura) Livro: " A Boa-vida" | Inaki Abalos | Amazon | Estante Virtual Canal You Tube | "Corredor 5" | Entrevista Ney | Entrevista Kamila Fialho Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 172 – Arquitetura e Cinema: The Batman (2022)
E hoje vamos de cinema! O filme do momento faz parte de uma consagrada franquia que tem a cidade como um de seus principais personagens. O grande protagonista é um dos nossos super-heróis favoritos, mas não dá para falar em Batman sem falar de Gotham City! Neste episódio, conversamos sobre a versão mais recente da saga do homem-morcego em sua jornada para salvar Gotham das mãos do crime organizado e restabelecer algum sentido de cidadania que traga união e esperança para a desigual e maltratada população da cidade. Os elementos chave da trama estão todos lá: os vilões, a mocinha – nada indefesa – o mordomo Alfred, o Batmóvel e, claro, o eterno parceiro Inspetor Gordon. Mas quem brilha mesmo em quase todas as cenas é ela, Gotham! Uma mistura de várias cidades que conhecemos e mais atual do que gostaríamos! Os arquitetos Bernardo Vieira e Gustavo Novais, figuras frequentes no Arquicast, participam com a gente da conversa. A mística a respeito de Gotham nasce já nas diferentes versões sobre a sua origem. Para alguns, a inspiração clara é a cidade de Nova York, sua imagem metropolitana e seu símbolo como um lugar de disputa entre diferentes povos. Já para outros, o nome da cidade e a caracterização de uma sociedade à beira de um surto coletivo, são emprestados de uma pequena vila na Inglaterra que, há mais de 800 anos, ficou conhecida pela astúcia de seus moradores - e certo talento para a dramatização - ao enganar o rei, burlar a lei e evitar a cobrança de impostos. A história de Bruce Wayne antecede a criação da cidade nos quadrinhos. Mas, desde que foi mencionada pela primeira vez, Gotham acompanha a evolução dos personagens e já foi objeto de interpretação artística de vários autores e, posteriormente, diretores de cinema. Diferentemente de outros super-heróis, os desafios e os inimigos enfrentados por Batman são extremamente factíveis, surpreendentemente contemporâneos e essencialmente urbanos. As questões éticas e morais que costumam embalar as tramas são constantemente explicitadas no dilema dos personagens, mas também nos cenários, na imagem da cidade que é um reflexo da sua sociedade. E as diferentes versões apresentadas ao longo dos anos por Tim Burton, Joel Schumacher e Christopher Nolan exemplificam bem o potencial imagético e as nuances da relação do herói com a cidade que precisa salvar. Pelas mãos de Matt Reeves, diretor da mais recente adaptação, Gotham é vista pelo ponto de vista de Batman, uma cidade explorada ao nível do térreo, entre luzes vermelhas, chuva e sobretudo sombras. Um olhar inovador, lançado sobre uma história clássica. Vale a pena conferir o filme, e, claro, nosso episódio! Bom cast e até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Documentário "Batman e Bill" | Resenha NerdCast Quadrinhos | Batman Ano1 | A Piada Mortal | Batman: Silêncio Batman: The Destroyer | DC Data Filme: "Batman Ninja" | Netflix: https://www.netflix.com/ca/title/80244455 Artigo ArchDaily | Dia Internacional da Mulher | "Dia Internacional da Mulher 2022: sobre o reequilíbrio das forças e o ajuste das narrativas" Série animada "Injustice: Gods Among Us" | Trailer YouTube Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 171 – Habitação de Interesse Social
Todos os temas urbanos estão ligados, direta ou indiretamente, à moradia: seja nos deslocamentos do dia a dia, na construção de identidades locais, nas formas de ocupação do território e até nos programas de financiamento. Mas, quando falamos em habitação social, nos referimos a um debate presente no país há mais de um século e cuja viabilização se deu de variadas formas, envolvendo agentes públicos e privados e à luz de diferentes agendas políticas. Cada uma delas tentou, da sua maneira, diminuir o déficit habitacional, mas poucas foram bem-sucedidas e, mesmo assim, por curto espaço de tempo. Quem nos ajuda a compreender essa questão é a arquiteta Maristela Siolari, doutora em Teoria e História da arquitetura e urbanismo e professora da UFV (Universidade Federal de Viçosa). Qualquer tentativa de sintetizar a história da habitação de interesse social no Brasil corre o risco de simplificar demasiadamente a compreensão do problema. Mas uma abordagem cronológica ajuda a organizar temporalmente alguns conjuntos de experiências que, por suas diretrizes norteadoras, definiram a produção de moradia em distintos momentos do Brasil urbano. O final do século XIX é considerado um desses marcos e dá início ao debate que se estende até hoje. E uma de suas principais características é a presença da iniciativa privada como o agente promotor da habitação. A boa qualidade de muitas vilas operárias construídas neste período, que incluía a oferta de equipamentos comunitários essenciais à constituição das famílias nos arredores do local de trabalho, não impediu, entretanto, o estabelecimento de uma relação de dependência entre patrão e empregado, onde o segundo é sempre subjugado aos interesses do primeiro. A presença do Estado como agente mediador e equilibrador das dinâmicas de oferta e demanda só ocorre de forma efetiva a partir de 1930. E é neste período que os arquitetos começam mais fortemente a participar desse processo. O crescimento demográfico sem precedentes que o século XX presenciou foi acompanhado pela industrialização da construção civil, favorecendo um período de produção acelerada de equipamentos voltados à habitação social, porém, através de parcerias entre o Estado e as instituições de classe. O primeiro programa público habitacional voltado exclusivamente para a população em geral foi o da Fundação da Casa Popular, de 1946. Entretanto, nasce também com este programa um modelo de produção de moradia estruturado em alguns pilares que acabaram por moldar uma cultura de política pública que impôs desafios à busca de justiça social através da transformação do espaço urbano. Durante as próximas décadas o Brasil coloca em prática, como solução de estado quase que exclusiva para o complexo problema do déficit habitacional, a produção em massa de novas moradias unifamiliares, em contextos pouco infra estruturados e através do financiamento de imóvel próprio. O extinto BNH (Banco Nacional de Habitação) é um exemplo desse modelo. Até chegamos ao desenho mais recente de políticas públicas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida (2008) e o atual programa Casa Verde Amarela (2020), foram 20 anos de pouca coesão entre diferentes iniciativas, mas de muita experimentação e avanço em termos de novas práticas projetuais, processos participativos e consolidação de movimentos populares pelo direito à moradia e à cidade. São esforços importantes, mas que, infelizmente, parecem ficar em segundo plano diante dos resultados numéricos expressivos alcançados com o MCMV, apesar das críticas contundentes ao modelo. Estes são os tópicos que percorremos com interesse e muita informação, para começar uma conversa sobre Habitação de Interesse Social no contexto brasileiro. Até a próxima! Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 170 – Rua, Cidade e Carnaval
E como disse o grande Jorge Ben Jor: em fevereiro tem carnaval! Mesmo quem não é fã da folia não consegue deixar de ser impactado pelas festas de rua. A cidade se transforma! E as pessoas, também! Mas fantasias e alegorias sozinhas, não fazem um carnaval. A maior festa de rua do planeta só é possível porque envolve um consenso coletivo, uma vontade social que consegue mobilizar agentes políticos e econômicos na transformação de espaços públicos e da paisagem! Pena que só dure 4 dias... E sabe o que carnaval e festas de rua tem a ver com arquitetura e urbanismo? TUDO! Quem nos ajuda a entender o porquê é uma autoridade no assunto. Está aqui com a gente o Luiz Antônio Simas: Escritor, professor, historiador, compositor e um dos mais renomados pesquisadores de samba do país. Dentre os livros que escreveu, destacamos “Pedrinhas miudunhas: ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros” (2013), “O Corpo Encantado das Ruas” (2019) e “Dicionário da História Social do Samba” (2015), que ganhou o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de não ficção, com Nei Lopes. Bom carnaval! Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 169 – Mobilidade Urbana
Neste episódio damos início a uma série de conversas que terá a Mobilidade Urbana como tema principal. Basta uma pesquisa rápida para percebermos que há muito “pano pra manga” em termos de conhecimento, experiências e novidades no universo que envolve a mobilidade nos centros urbanos e entre cidades. E para nos acompanhar nesta aguardada estréia convidamos dois especialistas no assunto: o arquiteto Fernando Lima e Rodrigo Tortoriello. A intenção neste cast foi introduzir alguns tópicos que iremos aprofundar ao longo e outros episódios. E nos pareceu pertinente começar do princípio: o que significa, de fato, isso que chamamos de mobilidade? A necessidade de circular e distribuir está diretamente ligada à própria origem da cidade e a forma como nossa sociedade se organizou ao longo dos séculos. O desejo de reunião e concentração que caracteriza e justifica os primeiros núcleos urbanos impôs também uma organização espacial que permitisse o melhor desenvolvimento das atividades e das trocas entre as pessoas. Na medida em que as cidades foram crescendo, horizontal e verticalmente, a lógica de fluxos e conexões foi se tornando cada vez mais complexa e falar em mobilidade hoje envolve muito mais que pensar em sistema viário. É um dos principais desafios para a manutenção da qualidade nas grandes cidades contemporâneas e elemento chave no planejamento de diferentes regiões. Dentro deste universo, há vários pontos de vista que precisam ser levados em conta. O transporte público é um dos elementos principais e está diretamente ligado à questões de desigualdades sociais espacialmente identificáveis. Aliás, as políticas de mobilidade muito têm a contribuir nesse sentido. Assim como uma necessária mudança de paradigma na cultura do automóvel que marca a história das cidades latino-americanas em geral. Mas há vários outros elementos desta complexa dinâmica do ir e vir. O lugar do veículo privado e áreas de estacionamento; as tecnologias e sua relação com a criação e a operação de novos modais de transporte; a caminhabilidade como opção efetiva de deslocamento urbano; bicicletas, patinetes e suas redes de apoio; a experiência da mobilidade vista por diferentes atores sociais, incluindo crianças, idosos e jovens; e muito mais. Dá ou não dá uma série? Então acompanhe a gente nesta primeira edição e nos ajude a construir as próximas pautas. Bom Cast! Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 168 – Tendências para o Mercado de Arquitetura em 2022
No episódio que fecha o mês de janeiro e dá o pontapé inicial no calendário de eventos da nossa área, conversamos sobre algumas tendências para 2022, construídas a partir da visão de três especialistas e parceiros do Arquicast ao longo do ano passado. Participam com a gente Christie Silva Schulka, que é especialista em Neurociência com ênfase em Neuromarketing Digital pela UP e Head de Marketing da Roca Brasil Cerâmica; o arquiteto e urbanista Felipe Guerra, que é sócio do Jaime Lerner Arquitetos Associados, além de cenógrafo e diretor de arte para diversas empresas e festivais; e fechando a trica o arquiteto Carlos Bianco, sócio fundador da Arquitecto, consultor da Roca Brasil Cerâmica. e com 15 anos de experiência na área de design retail em parceria com grandes empresas. A conversa passa por temas que centralizaram os debates em arquitetura ao longo de 2021 e como essas questões estão orientando as expectativas do nosso mercado para este novo ano. Sustentabilidade, inovação, tecnologia e cultura de trabalho estão entre os conceitos abordados e que, de alguma forma, parecem centrais às mudanças que 2022 anuncia! Perpassa por todos estes temas a questão da qualidade e da natureza do relacionamento entre empresas, funcionários e clientes. E a palavra transparência aparece como aquela que melhor caracteriza a busca dos diferentes atores da indústria da construção civil empenhados em implementar as adequações necessárias para se manter à frente de seu tempo e indicar os rumos futuros do nosso campo. Transparência na comunicação entre as partes; transparência nos objetivos e valores das empresas; transparência nos processos de produção; transparência quanto aos desejos e demandas do público em geral. Também um desejo de humanização das relações e dos ambientes parece imperativo, após dois anos de distanciamento social e isolamento trazidos pela pandemia de covid-19. A tecnologia proporcionou a continuidade de uma série de atividades, mas artificializou processos e trocas interpessoais. Entretanto, como nossos convidados nos apontam, a mesma tecnologia parece oferecer alternativas mais sensíveis à experiência sensorial que tanta falta nos tem feito na ausência do contato presencial com o outro. O ambiente virtual do Metaverso, uma rede social em 3D nas palavras de Felipe Guerra, pretende explorar virtualmente experiências de trocas mais imersivas entre as pessoas. Na impossibilidade de grandes feiras internacionais, esta plataforma pretende recriar com uma riqueza impressionante de detalhes, os espaços e o público que costumam figurar nos tradicionais ambientes destes eventos, como estandes e showrooms. A Roca Cerâmica Brasil, em uma estratégia inovadora, apresenta em 2022 o seu tradicional evento de lançamento, a Avant Premiére, no ambiente Metaverso da Roca, criado por arquitetos e programadores para entreter, reunir e, claro, permitir oportunidades de negócios, a todos os convidados. Para saber mais sobre esta novidade e sobre como ela é representativa dos valores que colocamos inicialmente, clique abaixo e ouça nosso papo. Até a próxima! Oferecimento: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 167 – Palácio Gustavo Capanema
Lembrança imperativa para o momento atual, em que a cultura vem perdendo lugar físico e simbólico como prioridade de Estado, conhecer um pouco dessa história pode nos ajudar a traçar estratégias para o presente. Para ouvir, basta acessar aqui (link). Até a próxima!O projeto para o então denominado Ministério da Educação e Saúde Pública foi elaborado no decorrer do ano de 1936 pela equipe integrada pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Afonso Reidy, Jorge Moreira, Carlos Leão e Ernani Vasconcelos, sob coordenação de Lúcio Costa. A pedido do então Ministro Gustavo Capanema e com orientação de Le Corbusier, a equipe de jovens modernistas brasileiros ficou incumbida de dar identidade nacional ao edifício que viria a se tornar um dos maiores ícones de nossa arquitetura, em frontal oposição à estética dominante. A não contratação do projeto original, vencedor do concurso público realizado para este fim, é apenas uma parte desta incrível história, que a gente conta no mais novo episódio do Arquicast. Mais do que um simples edifício público com funções administrativas, o Palácio Capanema, nome que hoje batiza o complexo, é um verdadeiro acervo do que de melhor produziu nossa cultura artística no início do século XX. Fazem parte de sua inovadora espacialidade esculturas de artistas como Lipchitz, Giorgi, Menezes e Adriana Janacopulos, pinturas, afrescos e painéis de azulejos de Portinari e paisagismo de Roberto Burle Marx. Mas tamanho manifesto de modernidade não aconteceu sem antes nutrir disputas políticas e expor diferenças ideológicas entre os principais intelectuais do país. Parte do tumultuado contexto político das décadas de 20 e 30, a ideia da construção do ministério se deu no auge do movimento cultural da Semana de 22, quando os debates sobre a imagem e identidade nacionais ganharam a contribuição dos artistas modernistas em diferentes campos de atuação. Num esforço coletivo de se superar paradigmas culturais, até o próprio campo da educação foi objeto de disputa de narrativa: o famoso embate público entre José Mariano Filho e Lúcio Costa quanto ao futuro da formação em Arquitetura, na Escola Nacional de Belas Artes, foi exemplar da conjunção de forças necessárias para realizar mudanças estruturais em nossa sociedade. Também, a implantação do edifício na Esplanada do Castelo e o posterior reconhecimento de sua excepcionalidade no contexto das demais quadras de ocupação tradicional, é, por si só, uma história de confrontos ideológicos. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN em 1948, o conjunto edificado objeto do processo preserva, além do edifício em si, todo o partido de implantação da quadra, as áreas livres e a quadra fronteira ao Palácio, considerando a necessária preservação de sua perspectiva monumental. As alterações feitas no projeto inicial da equipe brasileira, pelos próprios arquitetos e ao longo do seu processo de desenvolvimento, mostram a busca pelo equilíbrio entre as premissas da linguagem moderna internacional e a atenção às especificidades locais, climáticas, morfológicas e sociais. A busca pela garantia das funções de interesse coletivo e culturais sempre acompanhou os esforços projetuais e os posteriores momentos de ocupação do edifício, em face às mudanças políticas do país, como a mudança da capital para Brasília. Bom Cast! Até a próxima! Apoio: http://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 166 – Entrevista: Indio da Costa A.U.D.T.
Quando pensamos em escritório de arquitetura, nos vem à cabeça a elaboração e desenvolvimento de projetos de variada complexidade e escala, mas tradicionalmente associados ao espaço vivenciado. Seja este espaço para atividades habitacionais, comerciais, institucionais, dentre tantas outras que caracterizam nosso modo de vida urbano. Portanto, é natural o estranhamento ao nos depararmos com um portfólio contendo, ao mesmo tempo, residências, equipamentos náuticos, sistema de transporte público e eletro portáteis, tais como ventiladores de teto, purificadores de ar e espremedor de fruta. O que o escritório Indio da Costa A.U.D.T. nos ajuda a perceber é que não existe limite para mentes criativas focadas no desenvolvimento de soluções que aprimorem nossa relação com o espaço. Como o próprio nome do escritório denuncia, Arquitetura, Urbanismo, Design e Transporte são partes indissociáveis do universo de criação onde transitam os diferentes profissionais que compõe esta equipe. Neste episódio conversamos com o consagrado arquiteto carioca Luiz Eduardo Indio da Costa e com seu filho e sócio, o premiado designer Guto Indio da Costa. A trajetória de Indio da Costa é marcada por distintos momentos, entre o serviço público e a prática privada, entre a escala urbana e a residencial. Entretanto, desde sua formação, na década de 60, até os dias atuais, o arquiteto sempre permitiu que a ocasião guiasse seu caminho, sem traçar metas precisas sobre onde gostaria de chegar profissionalmente. Muito talento e paixão pelo que faz foram fundamentais para que pudesse conduzir a carreira com tranquilidade e sucesso incomuns. Mas, além disso, a inteligência de reconhecer oportunidades de trabalho e novos campos profissionais para serem explorados, estando muitas vezes no lugar certo e na hora certa. A parceria bem sucedida com Guto, associando as habilidades provenientes do design industrial e de produtos, permitiu que o escopo de atuação da equipe, em franca expansão desde sua estruturação inicial, se ampliasse significativamente, alterando, inclusive, as formas de projetar do escritório. Entretanto, a abordagem interdisciplinar que hoje caracteriza vários trabalhos do grupo não foi conquistada automaticamente. Demorou algum tempo, como Guto mesmo nos conta, para que os diferentes saberes – arquitetura, urbanismo, design e transporte – fossem de fato compreendidos de forma íntegra e aplicados holisticamente nos projetos. Parte da herança da modernidade é exatamente a compartimentação dos saberes em campos disciplinares excessivamente demarcados e uma consequente dificuldade em colocar em prática um saber fazer tangencial a diferentes áreas de conhecimento. Até a próxima! Apoio: http://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 165 – Ruy Ohtake
Este episódio especial presta uma homenagem a Ruy Ohtake, arquiteto paulista conhecido internacionalmente, dono de um portfólio expressivo de projetos construídos e responsável por alguns dos edifícios mais icônicos da cidade de São Paulo. Ruy faleceu em novembro de 2021 e tinha 83 anos. Para nos ajudar a contar a história de vida e a trajetória profissional deste filho de imigrantes japoneses, convidamos três grandes nomes, referências quando o assunto é a obra de Ruy, o contexto de sua atuação para a história da arquitetura brasileira e peculiaridades de sua personalidade marcante. Participam com a gente os arquitetos Abílio Guerra, Renato Anelli e Rodrigo Queiroz. Filho da artista nipo-brasileira Tomie Ohtake, figura singular nas artes plásticas e referência fundamental em sua educação intelectual e expressiva, Ruy se forma pela FAU-USP em 1960. Neste contexto, seu pensamento sobre arquitetura, como vários artigos apontam, teve influência primordial de Vilanova Artigas, do qual foi aluno, e do amigo Oscar Niemeyer, com o qual pode conviver e trocar percepções de mundo. Apesar de pertencente à geração modernista e ser considerado, sem dúvida, um homem de seu tempo, Ruy soube assimilar as diferentes dimensões da arquitetura moderna a partir de uma interpretação toda própria dos trabalhos de mestres e colegas. As diferentes fases que marcam sua produção arquitetônica e urbana são um exemplo de sua sensibilidade ao contexto e da investigação projetual voltada à beleza das formas. Tanto o rigor técnico e construtivo da escola paulista, quanto o exercício de liberdade plástica “niemeyeriano”, podem ser encontrados em várias de suas obras. A visibilidade que o arquiteto foi adquirindo, em função de uma atividade projetual intensa ao longo dos anos – há centenas de projetos construídos de sua autoria – por vezes não veio acompanhada do reconhecimento entre seus pares. Ruy, de certa forma, sofreu as consequências de um ambiente acadêmico e profissional muito engessado pelo dogmatismo moderno e de um campo crítico ainda em formação, o qual só recentemente parece ter construído um ferramental teórico adequado para uma análise ampla de sua obra. De toda forma, o elenco de seus projetos fala por si só, assim como os gestos e croquis que costumavam acompanhar suas muitas entrevistas e palestras mundo afora. O jeito simpático e simples que encantava quem convivia com ele era também uma forma de retórica, parte da inteligente argumentação que acrescentava ainda mais valor à sua forma de ver e fazer no mundo. Para participar desta histórica conversa e conhecer um pouco mais sobre o mestre Ruy Ohtake, basta ouvir. Até a próxima! Dicas e comentado no episódio: Podcast Amplitudes| Instituto Tomie Ohtake: https://www.institutotomieohtake.org.br/participe/interna/podcast-amplitudes Exposições Tomie Ohtake: https://www.institutotomieohtake.org.br/exposicoes Dissertação Mestrado Alexandre Leitão Santos | "Paisagem útil: o Rio Tietê e a urbanização paulistana (1966 - 1986)" | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/102/102132/tde-20012015-093731/pt-br.php Visita ao Parque ecológico Tietê | https://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/parques-e-reservas-naturais/parque-ecologico-do-tiete/ Luiz Nassif | GNN | https://jornalggn.com.br/luisnassif/ Exposição Artacho Jurado | https://casacor.abril.com.br/arte/exposicao-artacho-jurado/ Livro: Ruy Ohtake Arquiteto | https://www.archdaily.com.br/br/965415/ruy-ohtake-ganha-livro-monografico-pela-romano-guerra-editora Textos Portal Vitruvius sobre Ruy Ohtake | https://vitruvius.com.br/revistas/read/drops/22.170/8328 | https://vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/20.239/8331 Apoio: http://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected]

Arquicast 164 – Livros Clássicos: Lições de Arquitetura
Este episódio retoma nossa série sobre livros clássicos da Arquitetura e do Urbanismo, trazendo uma obra que é referência quando falamos das diferentes dimensões envolvidas na relação entre espaços públicos e privados. Fazendo uso de exemplos de lugares e projetos reais e com uma linguagem gráfica e textual bastante acessível, a obra se tornou indispensável na educação de arquitetas e arquitetos, fazendo por merecer o título que tem. Estamos nos referindo ao aclamado Lições de Arquitetura, do arquiteto holandês Herman Hertzberger. Como convidado dessa agradável conversa, participa conosco novamente o arquiteto Klaus Chaves Alberto. Klaus é professor associado do curso de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-graduação em Ambiente Construído da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF, além de Doutor em Urbanismo (PROURB-UFRJ) e PhD como Visiting Scholar na Graduate School of Architecture, Planning and Preservation (GSAPP), da Columbia University. Nascido em Amsterdã em 1932, Hertzberger conclui sua formação em Arquitetura pela Delft University of Technology, em 1958. E é nesta mesma escola onde irá atuar como professor até 1999. A carreira docente sempre acompanhou sua prática projetual em arquitetura e ambas demonstram uma sinergia impressionante, no que diz respeito aos preceitos que orientam sua visão sobre a profissão. Pertencente à geração influenciada diretamente pelos preceitos modernistas e sua característica abordagem funcionalista da arquitetura, Hertzberger sempre esteve mais interessado nas maneiras como as pessoas usam os espaços e em como os elementos arquitetônicos podem estimular as diferentes interações humanas. Mais do que um abrigo, ele vê a arquitetura como um agente ativo na dinâmica social e sua espacialização. A postura investigativa que aplica ao processo de projeto o levou a desenvolver estratégias espaciais que partem de conceitos como centralidade dos elementos de circulação, flexibilidade funcional e adaptabilidade formal à diferentes culturas e temporalidades. Temas que na contemporaneidade nos parecem familiar, mas que foram desenvolvidos exaustivamente por Hertzberger ao longo de décadas de atividade profissional, projetual e acadêmica. Dentre seus projetos mais conhecidos, os quais são objeto de análise em suas muitas publicações, podemos citar a Montessori School Delft (1966) e o Centraal Beheer Offices, em Apeldoorn (1972). Ambos os projetos partem da compreensão de unidades de convivência, agrupadas em diferentes arranjos que, quando articulados por elementos de circulação vertical e/ou horizontal, permitem a configuração de espacialidades de diferentes naturezas, como áreas de transição entre domínios público e privado. Lógica que facilita futuras adaptações de uso sem perda da identidade formal do conjunto. Estes e outros aspectos são explorados ao longo deste bate-papo imperdível! Até a próxima! Dicas e comentado no episódio: Site | J. Habraken: https://www.habraken.com/ Livro | "Tadao Ando Arquiteto": https://bei.com.br/livro/tadao-ando-arquiteto/97 Série | "The Chosen" | App: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.vidangel.thechosen&hl=pt_BR&gl=US Série | "O Caso Evandro" | GloboPlay: https://globoplay.globo.com/o-caso-evandro/t/1z5m5PxLkK/ Apoio: http://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 163 – Dia do Arquiteto e Urbanista
Dezembro é um mês de comemorações. Uma delas, especialmente importante para nós, é o dia do Arquiteto e Urbanista, comemorado no dia 15 de dezembro e que marca ainda o aniversário de Oscar Niemeyer e a instalação do CAU, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Para nós, do Arquicast, uma oportunidade de refletir sobre a profissão, sem perder a leveza de uma conversa entre amigos. E quem nos acompanha neste episódio são Vanessa Paiva, arquiteta e urbanista, sócia do escritório Paiva e Passarini Arquitetura, além de atual Diretora da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura, a ASBEA; o arquiteto e Urbanista Felipe Guerra, sócio do Jaime Lerner Arquitetos Associados e com reconhecida atuação em diferentes áreas projetuais, como Cenografia e Design de Jóias. Além deles, nossa parceira de conteúdo Christie Silva Schulka, trazendo todo o saber fazer de quem, mesmo com outra formação, convive e produz junto ‘a arquitetas e arquitetos. Christie tem formação em Marketing e é atual Head de Marketing da Roca Brasil Cerâmica. Um dos tópicos da nossa conversa, aproveitando as diferentes áreas de atuação dos nossos convidados, é exatamente a diversidade de habilidades que a formação em Arquitetura e Urbanismo nos demanda. Isso não é novidade, mas é, sim, um grande diferencial de nossa disciplina. E neste episódio abordamos isso na prática. Seja na atuação direta em projetos – que podem variar da escala urbana ao objeto, arquitetônico ou não –, seja na capacidade de análise, síntese e proposição de soluções, são muitos os campos de atuação que se abrem às arquitetas e arquitetos, apesar de nem todos terem consciência disso. Ainda que a educação formal priorize algumas competências em detrimento de outras, como fica claro em nossa conversa, o exercício do olhar, da observação atenta do espaço e sua apropriação é algo inerente ao pensamento projetual e, consequentemente, à Arquitetura. E essa capacidade de identificar problemas e potencialidades visando a transformação física e social vem se mostrando fundamental e urgente para a qualidade de vida presente e futura. Parte das respostas que precisamos ajudar a construir devem priorizar soluções simples, de fácil implementação e grande alcance, como nos ensinaram mestres como Jaime Lerner. A realidade cobra, ao mesmo tempo, uma aplicação imediata do saber fazer arquitetônico e a capacidade antecipatória para planejar formas mais justas de desenvolvimento. Tarefa nada simples, mas motivadora. Tais desafios não são só do nosso campo, são característicos da contemporaneidade. Assim como a falta de tempo para nos dedicarmos a cada trabalho, a instabilidade financeira e profissional, os novos empregos e relações de trabalho e as novas – sempre novas – tecnologias. Ufa! Vem com a gente conversar um pouco sobre tudo que envolve sermos arquitetas e arquitetos hoje! Oferecimento: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 162 – A Crítica de Arquitetura
Já há algum tempo a gente queria falar sobre papel da crítica no campo da arquitetura e urbanismo. Incentivados por 5 artigos publicados no Archdaily, finalmente encaramos esse desafio e convidamos dois colegas que se empenham, e muito, em pensar a produção de arquitetura para além da sua dimensão produtivista. Participam com a gente os arquitetos Gabriel Kogan e Caio Smolarek. Gabriel parte da sua experiência pessoal, que passa pela formação em jornalismo, complementar à formação em arquitetura. Quando em 2002 começou a escrever críticas de arquitetura para veículos de maior circulação, era um entre muito poucos profissionais dedicados a essa tarefa. Para Gabriel, uma das características fundamentais do exercício crítico e do jornalismo de arquitetura é a capacidade de associar a reflexão teórica à prática profissional. Caio também sempre buscou, na atividade de escrever, uma forma de pensar sobre sua prática projetual. Além do conhecimento teórico, a atitude reflexiva demanda a habilidade em comunicar claramente uma visão de mundo. Atualmente, há diferentes maneiras de se manifestar um pensamento crítico sobre as formas de fazer arquitetura. As redes sociais costumam representar um universo de comunicação no qual conhecimento pode ser confundido com mera opinião. E é importante que, ao expressar um pensamento, aquele autor se comprometa a entregar conteúdos que tenham certa permanência e estabilidade, estendendo sua utilidade no tempo e ampliando sua aplicabilidade a diferentes contextos. O próprio ensino envolve uma postura crítica, avaliativa, mas se difere da atividade crítica pura e simples pela responsabilidade da aprendizagem, pela priorização de processos cognitivos que objetivam diferentes contribuições ao conhecimento arquitetônico e urbano. A história da arquitetura é um campo onde a crítica é bastante consolidada. Mais do que relatar períodos e estilos, crítica historiográfica deve ajudar a iluminar questões contemporâneas, dando substância concreta à análise do presente. Porém, um historiador não é necessariamente um crítico e, muitas vezes, os métodos de cada um podem diferir significativamente, ao ponto de representarem abordagens bastante contrastantes. O compromisso da crítica é trazer conhecimentos novos sobre um determinado problema, seja abordando um assunto novo, seja lançando um olhar novo sobre questão paradigmáticas de seu campo de análise. Pressupões uma atitude sempre propositiva sobre a realidade. Mas isso é só o início da conversa. Para saber mais, acompanhe um dos papos mais longos que já fizemos, mas, por isso mesmo, rico em reflexões super pertinentes ao momento atual! Claro, sem perder a leveza de uma boa conversa. Bom episódio! Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 161 – Brasília
E hoje o episódio é ao vivo! Corre lá para o YouTube (http://www.youtube.com/arquicast) para assistir na íntegra o programa, com muitas imagens e bom humor! Falar sobre Brasília nos pareceu uma ótima oportunidade para voltar a gravar também em vídeo. Não só a história da cidade é uma história sobre a imagem de um país, como também nos oferece uma enormidade de fotografias, mapas, plantas, entre outros tipos de registro iconográficos de uma qualidade incrível. Pensando nisso, chamamos o arquiteto Matheus Seco, carioca da Bloco Arquitetura, mas que mora em Brasília já há alguns anos, para nos acompanhar nesse bate-papo, onde falamos da cidade como uma ideia e da cidade como uma realidade. O projeto da capital, como se sabe, representa o ápice das concepções urbanas e arquitetônicas defendidas pelo Movimento Moderno. Mas a ideia de uma capital no interior do país, longe da vulnerabilidade defensiva do litoral, vem desde o século XIX. Desde então o Planalto Central foi objeto de estudos, afim de informar as mentes e os traços que definiriam seu desenho. O concurso nacional para definir o projeto urbano da futura capital é, até hoje, fonte de pesquisa para compreender as ideologias da época e para buscar referências de qualidade nas sugestões trazidas pelos grandes arquitetos que participaram da seleção. A profícua parceria entre Lúcio Costa e Niemeyer também é assunto de nossa pauta. Entre lendas e fatos verídicos, há muitas histórias sobre a dinâmica de implantação desse projeto, de proporções impressionantes, até para o horizonte progressista e economicamente favorável daquele período. A fundamental participação do calculista Joaquim Cardoso, que recebia os projetos diretamente da prancheta de Niemeyer, permitiu a tradução da ideia para o canteiro de obras, que mantinha uma velocidade de execução incomum para atender à visão desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek. A imagem da capital hoje não deixa negar os limites do projeto urbano frente à uma realidade social e econômica de extrema fragilidade. No último bloco, exploramos as dores e as delícias de Brasília como cidade vivida, para além da utopia. A situação urbana das cidades satélites, a presença e o impacto do poder político na região e a contínua busca por uma identidade comum entre as diversas culturas que habitam esse território. Bom Cast! Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 160 – Entrevista: Tetro Arquitetura
Formada em 2004 pelos ainda estudantes de arquitetura Carlos Maia, Débora Vieira Mendes e Igor Macedo, a Tetro Arquitetura tem um portifólio de projetos que abrange obras em grande parte do território brasileiro e que, ainda sim, mantém uma notável coerência de abordagem. Esta identidade plástica e conceitual que marca o trabalho do grupo, na opinião de alguns críticos de arquitetura, se deve, em parte, à influência da tradição modernista brasileira. Será? Esta e outras questões estão neste papo descontraído com este trio de mineiros nada convencionais. É possível notar, no conjunto de suas obras, a presença de elementos arquitetônicos e estratégias espaciais características do modernismo brasileiro. Mas ainda mais forte é o traço contemporâneo de sua abordagem, atualizando este repertório numa leitura sempre muito afinada e respeitosa ao contexto. Não por acaso, o escritório vem recebendo prêmios e reconhecimento internacional, como o recente convite para expor em Veneza, num dos eventos paralelos à Bienal de Arquitetura. Umas das curiosidades de alunos e recém-formados é sempre quanto à dinâmica cotidiana de trabalho dos escritórios de referência. Sua relação com clientes, o processo de concepção e desenvolvimento dos projetos e toda a logística que viabiliza a prática profissional. Neste papo com a Tetro, Carlos, Débora e Igor são extremamente francos e abrem o jogo sobre os altos e baixos de sua trajetória. Desde os tempos da UFMG, onde todos estudaram e onde se conheceram, até o momento atual, a história do trio é marcada por muita sinergia, muitas madrugadas passadas nas casas de familiares – e onde fosse possível projetar com pouco custo – alguns retrocessos, mas, acima de tudo, uma crença genuína na forma como concebem arquitetura. Aliás, os momentos mais desafiadores, como nos contam nossos convidados, também serviram para o grupo refletir e apostar ainda mais forte na proposta de trabalho que acreditavam. Inquietos e apaixonados pelo que fazem, as habilidades de cada um se complementam, produzindo uma arquitetura que consegue ser sensível ao cliente, ao lugar e ao programa, com marcada ousadia tectônica, e ainda manter processos criativos artesanais como estratégia habitual de desenvolvimento projetual. As maquetes de processo, programa e as maquetes finais, representam a abordagem cuidadosa que adotam no seu fazer arquitetônico. Além de compartilhar sobre a dinâmica de trabalho, o grupo ainda traz as repercussões do recente sucesso internacional e de como isso tem afetado a vida de cada um. Imperdível. Até a próxima! Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 159 – Ecoeficiência no Design de Produtos
Este episódio traz novas contribuições sobre um assunto que é sempre pauta-quente: a sustentabilidade ambiental aplicada na criação e execução de produtos eco eficientes para o mercado de Arquitetura. Quem conversa com a gente sobre isso é a Sami Meira, arquiteta formada pela Florida Atlantic Universtity e especialista em Estratégia Empresarial Sustentável e Saúde dos Materiais. Desde 2017 a Sami é sócia-proprietária na UGREEN, atuando no Brasil e no mundo com educação e consultorias em sustentabilidade para construção civil. Além da Sami, está aqui com a gente a Christie Silva Schulka. A Christie é graduada em Propaganda, tem MBA em Marketing pela FGV e é em especialista em Neurociência com ênfase em Neuromarketing Digital. Hoje é Head de Marketing da Roca Brasil Cerâmica. A gente sabe que é possível criar hábitos mais sustentáveis no nosso dia a dia e muitas dessas mudanças são simples de fazer. Levar sua sacola ecológica para fazer compras, usar lâmpadas mais econômicas, reciclar o lixo. Nos projetos de arquitetura também não faltam tecnologia e informação para tornar o processo de criação mais comprometido com o impacto que causa ao meio ambiente. As grandes empresas também não ficam de fora, precisam promover mudanças mais estruturais, que vão desde uma conscientização e treinamento dos profissionais, até a adequação total do processo produtivo à novas tecnologias e procedimentos. E estes são apenas alguns dos tópicos que permearam nossa conversa. A sociedade, munida de mais informação, é mais exigente quanto aos produtos que consome, aos serviços que contrata e quanto às empresas que privilegia. E essa preocupação tem refletido nas formas de produção da indústria da construção civil, um nicho cujas atitudes impactam em grande escala no equilíbrio ambiental. Já é possível perceber os reflexos dessa tomada de consciência, mas não é simples implementar processos efetivamente mais ecológicos, nem mudar a cultura das pessoas. Além de adequar as formas de fazer, é preciso também implementar uma nova forma de pensar, e isso envolve promover uma conscientização de toda a equipe de trabalho. Neste sentido, consultorias, cursos e capacidade de comunicação são fundamentais para ajudar a dar concretude cotidiana às questões ambientais urgentes. E isso é também um assunto que interessa aos arquitetos e arquitetas diretamente, pois podem ser eles os mediadores dessa mudança, como nos mostram nossas convidadas. Outro aspecto abordado é a necessidade de o profissional orientar seu/sua cliente, auxiliando na compreensão de um vocabulário ambiental para que ele/ela possa fazer escolhas mais responsáveis. As certificações ambientais, por exemplo, funcionam também como mecanismos de linguagem que ajudam a traduzir em siglas e símbolos as especificidades técnicas com quais as empresas se comprometem, facilitando a identificação de parceiros ecologicamente responsáveis. Ficou interessado/a? Escute todo o episódio! Até a próxima! Convidadas: Sami Meira, arquiteta formada pela Florida Atlantic Universtity e especialista em Estratégia Empresarial Sustentável e Saúde dos Materiais. Desde 2017 a Sami é sócia-proprietária na UGREEN, atuando no Brasil e no mundo com educação e consultorias em sustentabilidade para construção civil. Christie Silva Schulka, é graduada em Propaganda, tem MBA em Marketing pela FGV e é especialista em Neurociência com ênfase em Neuromarketing Digital pela UP e em Futures Thinking pelo Institute for the Future. Hoje, é Head de Marketing da Roca Brasil Cerâmica. Não deixe de ouvir. Ótimo cast e até a próxima! Oferecimento: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 158 – Entrevista: Casacadabra
Nosso mais recente episódio é sobre uma dupla muito especial que com determinação e criatividade conseguiu conectar os conteúdos e práticas do nosso campo com a arte de Educar! Bianca Antunes e Simone Sayegh integram uma equipe multidisciplinar que acredita no ensino e na transmissão de conceitos técnicos e sociais da arquitetura e do urbanismo de forma leve e divertida, incentivando sempre o olhar crítico de pessoas de todas as idades - e especialmente das crianças – na construção da cidade e de seus espaços. Elas são as fundadoras do projeto CASACADABRA e, como elas mesmas descrevem, querem que “a arquitetura e o urbanismo comecem a ser ensinados desde o princípio: nas aulas de ensino básico, fundamental, médio e não apenas nas salas de aula das faculdades de arquitetura. ” Partindo de formações diferentes, mas compartilhando competência e muita experiência em comunicar informações sobre arquitetura, a dupla se voltou para o público infantil e para a produção colaborativa, quebrando paradigmas no mercado editorial com o lançamento de sua primeira publicação, o “Invenções para morar”. Com financiamento pela plataforma Catarse, o livro reúne 10 casas icônicas da produção arquitetônica internacional que traduzem o espirito de épocas e contextos diferentes. Essa estratégia, associada à uma qualidade artística e editorial evidentes, ajuda a ampliar o significado da arquitetura enquanto um instrumento de transformação social e culturalmente pertinente. Ao longo do tempo, o Casacadabra cresceu e se transformou num verdadeiro núcleo de incentivo e geração de ideias voltadas à dimensão pedagógica da arquitetura e do urbanismo. Hoje é possível você encontrar cursos, palestras, livros e equipamentos didáticos, além de uma comunidade de pessoas vocacionadas à facilitar o entendimento e a comunicação dos problemas urbanos para um público mais abrangente e leigo. Nessa conversa franca e entusiasmante, elas compartilham com a gente os desafios da empreitada que assumiram, as oportunidades que começam a surgir pelo reconhecimento que vêm tendo junto às instituições mais importantes da nossa área, além dos planos para o futuro. Para conhecer mais o projeto Casacadabra e se deixar inspirar, escute o episódio. Até a próxima! Convidadas: BIANCA ANTUNES: Mestre em Desenvolvimento Urbano e Cooperação Internacional (TU Darmstadt/UIC Barcelona), é jornalista formada e mestre pela ECAUSP (2000 e 2008). Atua há 18 anos na difusão da arquitetura. Foi editora da revista AU – Arquitetura e Urbanismo (Editora PINI) de 2009 a 2016, e editora-assistente da mesma revista (2004 a 2009). SIMONE SAYEGH: Arquiteta formada pela FAUUSP (1995) e pedagoga. Trabalha há 21 anos na difusão da arquitetura em revistas especializadas e sites para o público final, como revista AU – Arquitetura e Urbanismo (Editora PINI) e UOL. Seus textos constam em livros de arquitetura e livros técnicos. Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Apoio: Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 157 – Livro: Política e Arquitetura (com Josep Maria Montaner e Zaida Muxí)
Hoje trazemos pra pauta um assunto que vem se tornando crítico nas discussões sobre como nós, arquitetos e urbanistas, deveremos atuar para transformar as cidades. E essa atuação, sem dúvida nenhuma, passa pela política. Num mundo tão fragmentado e polarizado, onde as diferenças sociais são cada vez mais discrepantes, como os arquitetos e urbanistas devem se posicionar frente aos problemas da nossa sociedade? Segundo os autores desse livro, que é a nossa pauta de hoje, a mudança dessa realidade, em todos os aspectos, passa pela administração da cidade, numa perspectiva cotidiana e ecofeministra, onde as mulheres e a busca por uma realidade mais sustentável são uma possível resposta. Hoje, trazemos uma conversa sobre o livro recém-lançado pela editora Olhares: Política e arquitetura – por um urbanismo do comum e ecofeminista dos autores Josep Maria Montaner e Zaida Muxi e que, com muito orgulho estão aqui com a gente, junto com Laís Bronstein. Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Apoio: Apoio: Editora olhares | https://editoraolhares.com.br/ | Utilize o cupom ARQUICAST20 Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 156 – Formei, e agora?
Uma questão sempre muito comentada por nossos ouvintes é sobre as dúvidas que pairam após a conclusão da graduação. Já vai o tempo em que, logo ao formar, tínhamos um cenário profissional relativamente estável e a possibilidade de colocar um planejamento de carreira em ação. Hoje, uma realidade bem menos legível aguarda o recém-formado. E ela traz boas e más notícias. O Arquicast convidou arquitetas e arquitetos que se formaram a menos de 5 anos para comentar sobre suas experiências deste momento desafiador e fundamental de nossas vidas. Participam Achilles Barino e Thaynara Faria, sócios da Nó Arquitetura, trazendo a perspectiva de quem optou por trabalhar com projetos; e Larissa Fioravante, mestranda em Ambiente construído pela UFJF, que compartilha as angústias e delícias do início de uma carreira acadêmica na Arquitetura. Nossas escolas de formação e nossas experiências ainda como estudantes influenciam as tomadas de decisão que faremos futuramente. A conversa começa abordando exatamente como a faculdade influenciou na visão de mundo de nossos(as) convidados(as). Escolas mais técnicas, voltadas à formação de um perfil mais profissionalizante, podem indicar caminhos mais atrelados à atividade projetual, autônoma ou atrelada ao serviço público. Cursos que dão maior ênfase a pesquisa tendem a direcionar seus alunos para oportunidades de trabalho que valorizem essa atividade. Isso se mostra, também, nas prioridades que dão a exigências de estágio profissional, projetos de pesquisa e extensão. Essas experiências têm o potencial de instigar decisões de longo prazo mais na frente. Naturalmente, após a conclusão da graduação, os próximos passos dependem muito do cenário econômico e político do contexto em que se atua. Tal cenário pode ajudar na execução dos planos feitos ou podem inviabilizá-los. Este é outro tópico que abordado no episódio. Faz parte do processo de navegar em águas desconhecidas a necessidade de lidar com frustrações e saber se adaptar. A importância de uma rede de relações e suporte para encarar esses desafios é algo que se mostra uma constante nas diferentes experiências. E, não bastasse as incertezas tradicionais desse momento de vida, os profissionais que se formaram recentemente ainda tiveram que lidar com o momento pandêmico extraordinário que vivemos. Para uns, a excepcionalidade da pandemia pode ter indicado oportunidades não previstas; para outros, o distanciamento social e o home-office compulsório foi uma verdadeira alteração de rumo. Certo é que nada parece muito certo no futuro. Mas vale lembrar a característica generalista de nossa formação e a crescente demanda por contribuições para a qualidade do meio ambiente em que vivemos. Ambas, informações que sinalizam aos futuros profissionais mais razões para se motivarem e seguirem na busca por conhecimento e experimentação no campo da Arquitetura e Urbanismo. Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Apoio: Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast Especial – Sustentabilidade no Design de Interiores
Este episódio especial vai falar sobre como a agenda da SUSTENTABILIDADE influi diretamente nos projetos de arquitetura, em especial no design de interiores. As transformações dos meios de produção e modos de vida ao longo das últimas décadas impactaram negativamente nas relações que desenvolvemos com o Planeta Terra. O tema da sustentabilidade atravessa diversas camadas desses problemas e não poderia ser diferente quando o assunto é a arquitetura, o design e o mercado da construção. Quais artifícios os projetistas e a indústria estão utilizando para ajustar suas práticas a esse novo desafio da humanidade? Como o campo do design pode contribuir para redefinirmos nossa relação com o ambiente natural e construído? E como essas renovações chegam nos interiores dos espaços que habitamos? Para tentar responder às essas questões convidamos para o episódio de hoje o arquiteto Lula Gouvêia, do Superlimão, studio de arquitetura que atua de forma inovadora quando o assunto é sustentabilidade; e Marcela Del Guerra, coordenadora de Marketing e showroom da Herman Miller, marca referência mundial em ações que buscam mitigar os impactos ambientais. Um dos pontos abordados na conversa é sobre como a nova agenda de sustentabilidade impacta na cultura arquitetônica. Como nos conta Lula Gouvêia, tal agenda não introduz necessariamente novas práticas, mas uma retomada de abordagem projetual conectada com as potencialidades locais, atenta as especificidades do sítio, como na arquitetura vernacular de antigamente. A ausência de tecnologia para controle artificial de condicionantes climáticas e a pouca acessibilidade à materiais e técnicas estrangeiras ao lugar do projeto são dois exemplos que induziam as soluções arquitetônicas a serem mais sustentáveis. Naturalmente, a tecnologia, a globalização das comunicações e processos trouxe também poderosos instrumentos para que a informação quanto à conscientização ecológica pudesse circular e operar mudanças significativas em comunidades, empresas e governos comprometidos com o desenvolvimento humano. E este é outro tópico importante no episódio. A conexão entre as comunidades e lideranças locais, conscientes de suas demandas, e a indústria produtiva, que detém os mecanismos financeiros e tecnológicos capazes de implementar transformações efetivas na cultura e no meio ambiente físico. Daí a necessidade de conversas que ajudam a criar pontes entre os diferentes agentes do universo da arquitetura, do urbanismo e do design, uma vez que é na construção de soluções concretas que melhor empenhamos nossas competências. O que faz este bate-papo uma oportunidade imperdível para avançarmos nesse sentido. Não deixe de ouvir. Até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Acesse o site para ter acesso aos produtos e pesquisas realizadas pela Herman Miller: https://www.hermanmiller.com/pt_br/ Oferecimento: Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 155 – Arquitetura e Cinema: O Homem ao Lado
Neste episódio conversamos sobre um filme que, apesar de ambientado no único projeto de Le Corbusier efetivamente construído em toda a América Latina, tem toda sua trama centrada em um elemento arquitetônico, digamos, quase secundário, do ponto de vista compositivo da obra: o muro da divisa dos fundos. Estamos falando do premiado filme argentino O Homem ao Lado. As relações de vizinhança e a própria arquitetura servem de ponto de partida para os diretores falarem de temas espinhosos como direito de propriedade, desigualdade social, cultura e intolerância. Quem nos acompanha nessa empreitada é a arquiteta Paula Vilela, sócia fundadora da produtora Filmes de Bolso e mestre em Cenografia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Junto com a Paula, participa ainda o arquiteto Gustavo Novais, presença frequente em nossos casts. “O Homem ao Lado”, dirigido por Mariano Cohn e Gastón Duprat, conta a história do premiado designer industrial Leonardo (Rafael Spreguelburd), que mora na famosa casa com sua esposa e filha, e sua relação nada amigável com seu vizinho de fundos, Victor (Daniel Aráoz). Os conflitos começam quando Victor abre uma janela exatamente no muro que faz a divisa de fundos entre os dois terrenos, onde, por lei, não é permitida nenhuma abertura. Mas o filme vai muito além da legislação urbana. Tratada como uma obra de arte, a casa é entendida como um espaço imaculado e qualquer alteração não prevista interfere na apreciação e vivência deste espaço. Ao menos, pelo ponto de vista de Leonardo e sua família. E é neste sentido que a arquitetura desempenha um papel central na trama. O projeto de Le Corbusier, conhecido como Casa Curutchet devido ao nome de seu primeiro morador, segue à risca os preceitos modernistas e o filme explora amplamente o resultado espacial da conjugação dos 5 pilares fundamentais do Movimento Moderno: planta livre, janela em fita, fachada livre, terraço-jardim e a estrutura independente, com pilotis. As medidas internas da casa foram adaptadas tendo o Modulor como parâmetro. O projeto final, como vemos no filme, teve ainda a colaboração do arquiteto argentino Amancio Williams, responsável pelo acompanhamento da obra, uma vez que Le Corbusier não chegou a visitar o local. Durante todo o filme é possível perceber a relação das pessoas com o espaço projetado e como os arquitetos souberam tirar partido dos elementos arquitetônicos modernistas para lidar com um terreno de uso residencial, num lote de miolo de quadra, cercado por edificações mais altas. A busca por luz e pela qualidade do ambiente interno é o grande motivador das ações dos personagens e simboliza as diferenças entre as posições econômicas e culturais dos protagonistas. Os diretores não economizam na crítica à dimensão objetual da arquitetura e em como a exacerbação de um determinado padrão de beleza e comportamento pode ser extremamente excludente e, no caso do filme, até mesmo perigoso. Ficou curioso(a)? Então não deixe de ouvir! Ótimo cast e até a próxima! Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 154 – A Jornada do Projeto de Interiores
Hoje trazemos um assunto que há algum tempo a gente não conversa aqui no Arquicast: o Projeto de Interiores e o dia a dia do profissional da área. No mês de comemoração do Designer de Interiores, é sempre bom lembrar não só as atribuições desse profissional, mas também a gama de conhecimentos que é preciso para se fazer um bom projeto. A ideia do nosso papo é mostrar como todo esse processo acontece, da pesquisa de tendência à execução, envolvendo uma gama de conhecimentos e habilidades. Participam da nossa conversa as convidadas: Silvana Carminatti, Designer de Interiores formada pela Universidade de Belas Artes de São Paulo, Especializada em Gestão Empresarial e Liderança de Pessoas nos seus 26 anos de experincia em importantes empresas do varejo de design e decoração, e é presidente da ABD, Associação Brasileira de Design de Interiores. Christie Silva Schulka, é graduada em Propaganda, tem MBA em Marketing pela FGV e é especialista em Neurociência com ênfase em Neuromarketing Digital pela UP e em Futures Thinking pelo Institute for the Future. Hoje, é Head de Marketing da Roca Brasil Cerâmica. Não deixe de ouvir. Ótimo cast e até a próxima! Oferecimento: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 153 – Rosa Kliass
Em mais um episódio de nossa série Perfil, que faz um balanço da vida e obra de nomes consagrados da Arquitetura e Urbanismo, hoje temos a honra e o privilégio de falar sobre uma arquiteta brasileira que, tomando emprestado suas próprias palavras, inventou uma profissão, da qual se tornou uma referência mundial. Com sua postura corajosa e engajada, extrapolou suas obrigações profissionais para dar uma contribuição inestimável à valorização de toda uma classe de arquitetas e arquitetos dedicados ao estudo e atuação sobre a paisagem brasileira. Estamos falando da arquiteta e paisagista Rosa Grena Kliass. E nossas convidadas, companhias de luxo nessa jornada, são grandes estudiosas do trabalho de Rosa e autoras do belíssimo livro, lançado em 2020 pela Editora Romano Guerra, intitulado “O livro da Rosa: Vivências e Paisagens”. Estamos falando da arquiteta e paisagista paulista Maria Cecília Barbieri Gorski. Ciça, como é conhecida, é formada pela FAU-Mackenzie, atua com grande experiência em projetos paisagísticos no escritório Barbieri & Gorski, da qual é uma das fundadoras, e trabalhou com Rosa entre 1977 e 1980. Participa também a arquiteta e paisagista carioca Lúcia Costa, doutora em Paisagismo pela University College em Londres, e uma das fundadoras do Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagística na UFRJ, onde também dá aulas. Bom cast! Adquira: O livro da Rosa: vivência e paisagens Romano Guerra | http://www.romanoguerra.com.br/pd-7124bf-o-livro-da-rosa-vivencia-e-paisagens.html Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Evento imperdível! | Acesse o link: https://www.architectsnotarchitecture.com/event/vwt-brazil/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 152 – Entrevista: Fazendinhando (Ester Carro, Erik Luan e Kamilla Bianca)
O ARQUICAST 152 chama para a conversa uma turma super especial, que é a expressão de uma nova visão sobre a arquitetura e seu poder articulador para idealizar e executar projetos transformadores. São pessoas que fazem parte de uma geração de profissionais que, sem dúvida, irá mudar o eixo de interesse pelo nosso ofício e serão exemplos para muitos jovens brasileiros que sonham em cursar uma faculdade de arquitetura e urbanismo ou mesmo outras disciplinas que podem contribuir para uma nova prática nos seus lugares de origem e afeto. Estamos falando de Ester Carro, da ONG Fazendinhando, criada no Jardim Colombo em Paraisópolis, São Paulo. Participam também o diretor financeiro da ONG, Erik Luan e Kamilla Bianca responsável pelo Marketing do projeto. O trabalho deles ganhou muita visibilidade quando o apresentador Luciano Huck conectou a história da ONG com a da Vó Tutu, e mostrou a todo o Brasil o que é possível fazer quando direcionamos vocação profissional para ações cidadãs. Associando enorme força de vontade à uma postura proativa e crítica quanto ao papel social da arquitetura, a ONG mostra que é possível reduzirmos a distância entre sonho e realidade, quando se trata de efetivamente melhorar a vida das pessoas. A história de construção da Fazendinhando é, por si só, uma vitória. O fato de a Arquitetura, enquanto um campo cultural, ser associada a uma classe privilegiada, foi quase um desestímulo para a Ester escolher cursar a faculdade. Mas ela teve alguns incentivos e exemplos de profissionais que a ajudaram a romper com os paradigmas que sempre estruturaram socialmente a disciplina. Erik, o diretor financeiro da ONG, ressalta a importância de sua experiência em morar na periferia para que pudesse desenvolver a percepção de que projetos sociais voltados para o desenvolvimento humano e urbano das comunidades mais vulneráveis podem, sim, fazer toda a diferença. Assim como Erik, Kamilla também cresceu na periferia e tem vínculos afetivos com a Vila Colombo, bairro onde a ONG atua. Trabalhar com cultura sempre chamou a sua atenção e foi como entrou para o grupo, ajudando a implementar o Projeto Parque Fazendinha, iniciado em 2017. O projeto do Parque Fazendinha surge com o envolvimento da população da Vila, mas não aconteceu de forma instantânea. Foi uma confiança que veio crescendo ao longo do tempo e precisou de uma série de iniciativas, como os mutirões e os festivais de cultura, até que se tornasse uma colaboração consolidada. A diversidade de pensamento e a participação comunitária são princípios fundamentais de projetos sociais bem-sucedidos, mas de difícil implementação efetiva. É preciso querer ouvir e é preciso querer muito! Não deixe de ouvir o cast e saber mais sobre esta experiência transformadora que, certamente, modifica em cada novo desafio os diferentes atores e agentes que dela fazem parte. Um exemplo e uma lição para todas(os) nós, em qualquer idade e momento de nossas vidas. Acesse aqui e até a próxima! Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 151 – 21 Carreiras Além da Arquitetura
O episódio 151 fala sobre competências e habilidades na formação do arquiteto e urbanista que podem ser aproveitadas em atividades profissionais que ultrapassam o campo da arquitetura. Divididas em 3 categorias, as 21 carreiras trazidas no artigo de Ariana Zilliacus – traduzido por Romullo Baratto – para o Archdaily demostram a amplitude de opções disponíveis para a atuação de arquitetos e arquitetas, e uma alternativa real de driblar a concorrência no mercado. O caráter generalista é uma das marcas da educação formal em arquitetura e urbanismo. Os decretos que regulam a prática e orientam o ensino determinam legalmente esse direcionamento e as diferentes áreas do saber que compõe a grade curricular na graduação são um reflexo disso. Temos disciplinas de natureza teórica, prática, técnica e histórica, perpassando conteúdos tangenciais a campos do conhecimento como sociologia, geografia, engenharia, ciências ambientais e design. Uma das consequências dessa complexa rede de saberes e da sua desafiadora estruturação no âmbito do ensino é enorme carga horária demandada para conclusão do curso e o fato de que uma grande porcentagem dos alunos leva tempo superior ao indicado – 5 anos – para concluir os estudos na área. Mas uma base de conhecimento ampla e integrada é também um dos trunfos de arquitetas e arquitetos, habilitando-os a exercer atividades em áreas não restritas à prática de arquitetura tradicional. A autora chama atenção para três grandes grupos profissionais: carreiras em Arquitetura, carreiras em Arte e Design e carreiras fora do Design. E nossa conversa gira exatamente em torno dessas atividades e sua relação com a qualificação em arquitetura. Entre as carreiras no campo da Arquitetura, a autora elenca Paisagismo, Planejamento Urbano, Restauração, Pesquisa, Projeto de Iluminação, Arquitetura Política e Arquitetura Extrema. Algumas dessas são bastante conhecidas dos arquitetos, correspondem a disciplinas específicas na graduação e são áreas de atuação consolidadas. Outras, nem tanto. Entre as carreiras em Arte e Design, destacam-se Artes, Design Industrial, Design de Mobiliário, Design Têxtil, Design Gráfico, Design de Vídeo Games, Fotografia e Design de Produção. O design, ou o pensamento projetual, é o que caracteriza a atribuição diferencial em arquitetura e urbanismo, uma vez que o conhecimento é aplicado no desenvolvimento de projetos – construídos ou não – que intencionam a transformação física e social do espaço urbano. Mas este pensamento projetual pode ser desenvolvido em diferentes escalas e produtos, como demonstra o artigo. No último grupo, a autora destaca as carreiras fora do Design, tais como Ensino, Filantropia, Política, Conservacionismo, Literatura/Escrita e Empreendedorismo. Ainda que todo(a) arquiteto(ta) desempenhe em menor ou maior grau parte dessas atribuições dentro da própria prática em arquitetura, são carreiras que tem autonomia e podem ter um direcionamento totalmente independete da prática projetual. Quer saber mais? Acesse o lik, escute o cast e nos assista também pelo youtube! Até a próxima! Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 150 – As Feiras de Arquitetura e Design
O mundo globalizado e conectado em que vivemos nos oferece uma infinidade de acesso à informação. E quando pesquisamos assuntos que nos interessam profissionalmente, a quantidade de informações que recebemos pode ser bem proveitosa ou uma total perda de tempo. A busca por atualização de informação no campo da arquitetura nem sempre foi digital. Ao longo dos séculos, e na contínua superação da distância física entre as culturas devem um tanto de sua evolução a momentos de comunhão entre diferentes agentes da nossa cadeia produtiva, que envolve pesquisadores, indústrias, distribuidores, críticos, especificadores e usuários. Hoje vamos falar sobre as feiras de arquitetura e design e seu papel como veículos de informação e tendências de consumo. Para conversar com a gente, duas especialistas: Christie Silva Schulka, é graduada em Propaganda, tem MBA em Marketing pela FGV e é especialista em Neurociência com ênfase em Neuromarketing Digital pela UP e em Futures Thinking pelo Institute for the Future. Hoje, é Head de Marketing da Roca Brasil Cerâmica. Renata Zapellini, arquiteta já conhecida aqui do Arquicast. É pós-graduada em Arquitetura Arte e Espaço Efêmero e em arquitetura de interiores, além de Master em Cenografia, todos realizados em diferentes instituições em Barcelona, Espanha. Não deixe de ouvir. Ótimo cast e até a próxima! Oferecimento: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 149 – Arquitetura e Paisagem: diálogo entre Brasil e Portugal
Neste episódio o Arquicast atravessa o Atlântico e dá um mergulho em nossas raízes lusitanas. As relações entre a arquitetura portuguesa e brasileira é tema de constantes reflexões teóricas e já orientou importantes práticas de projeto, como as que Lúcio Costa empreendeu nos primórdios do Movimento Moderno no Brasil, quando buscou uma linguagem arquitetônica nacional, inovadora, mas coerente com suas origens. Hoje, num momento de globalização cultural e de intensa circulação de conhecimento, já sabemos que os diálogos entre Brasil e Portugal se estendem para além da arquitetura, encontrando reflexos também na abordagem ecossistêmica da paisagem e numa visão humanizada do território. Ainda há muito a aprender juntos e nada melhor que aprender dialogando. Por isso, conversam com a gente o arquiteto paisagista lisboeta João Nunes, fundador e diretor do renomado Atelier de Arquitectura Paisagista PROAP, e referência mundial em Projetos de Paisagem, tendo colaborado com os principais nomes da Arquitetura Portuguesa Contemporânea. Outro português e arquiteto paisagista que nos acompanha é Duarte Natário, responsável pelo belo documentário “Tudo é Paisagem” e um dos nomes por trás do Seminário Internacional Paisagens de Aquém e Além Mar, uma parceria entre universidades portuguesas e brasileiras. Quem representa o lado de cá da produção atlântica é o arquiteto e historiador brasileiro João Masao Kamita, uma autoridade no assunto e responsável por várias publicações referenciais, incluindo a do livro que serviu de base para esse episódio, o Arquitetura Atlântica: Deslocamentos entre Brasil e Portugal. Como o título antecipa, nossa conversa traz o relato da prática da Arquitetura Paisagista e como seus métodos e instrumentos de projeto nos ajudam a perceber a paisagem e o meio ambiente com outros olhos, mais sensíveis à complexidade dos diferentes sistemas que influem na qualidade de um lugar. Explorando um pouco da cultura arquitetônica portuguesa, muito associada à obra de mestres como Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura, comentamos sobre a importância da Escola do Porto, através da participação seminal de Fernando Távora, no estabelecimento de uma cultura de projeto atenciosa ao território e à paisagem. Assim como a escola paulista e a carioca ajudaram a desenhar uma determinada postura projetual que influenciou os processos colaborativos entre arquitetos e paisagistas no Brasil. Ao mesmo tempo, como nossos convidados nos ensinam, a própria geografia de cada país, Brasil e Portugal, foi e ainda é bastante determinante na definição da abordagem projetual mais característica em cada cultura. Como se não bastasse, o episódio pode ser apreciado na cadência do “bom e velho” sotaque português. Mas português de Portugal! Não deixe de ouvir. Ótimo cast e até a próxima! Apoio: https://www.rocaceramica.com.br/ Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 148 – Arquitetura e a Mídia (com Raul Juste Lores)
Hoje, o nome do episódio poderia ser: o que será que acontece fora da bolha da arquitetura e do urbanismo? As pessoas sabem como viver na cidade? E como elas enxergam os profissionais da nossa área? Esses e outros assuntos, você vai ver no Globo Repórter de hoje! Brincadeiras à parte, o que vem de fora nos atinge e ajuda a entender nosso lugar no mundo. Nada melhor do que um não arquiteto que fala de arquitetura e cidade pra conversar sobre como nós e a profissão somos retratados e como, ativamente, podemos sair da nossa bolha e trazer mais gente pra conversar. Ele é jornalista e autor do livro São Paulo nas Alturas; já foi correspondente em Washington, Nova York, Pequim e Buenos Aires, além de ter sido redator-chefe da Veja São Paulo. Hoje, tem um canal no YouTube onde apresenta assuntos relevantes de São Paulo e um podcast em vídeo, além de ser comentarista diário na CBN, no programa "Mais São Paulo": Raul Juste Lores. UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 147 – 20 Anos Depois do 11 de Setembro
Nosso mais recente episódio aborda um dos assuntos mais marcantes e trágicos da história recente. Um evento que provocou mudanças radicais nas esferas políticas, sociais e culturais a nível global e que teve como protagonista um ícone arquitetônico americano, cuja simbologia ultrapassou o edifício em si, dando origem a um dos concursos de projetos mais conhecidos mundialmente. Estamos falando do 11 de Setembro de 2001, o dia em que um atentado terrorista matou aproximadamente 3 mil pessoas, feriu mais de 6 mil e colocou abaixo o complexo comercial e empresarial do World Trade Center, do qual faziam parte as mundialmente famosas Torres Gêmeas, em Manhattan, NY. Passados 20 anos do atentado, muita coisa aconteceu. Num esforço retrospectivo, destacamos momentos chave dessa história, que também originou uma operação urbana sem precedentes e ainda em andamento. Os parceiros nesse desafio são duas “pratas da casa”, que trazem diferentes visões e experiências para compartilhar com a gente. Estão aqui o embaixador do Brasil na índia, escritor renomado e um profundo conhecedor de arquitetura, André Corrêa do Lago; e o Caio Smolareck, arquiteto paranaense, sócio fundador do portal projetar.org. O extremo sul da ilha, que hoje conhecemos como Lower Manhattan, sempre foi um território de disputa. Entreposto comercial dominado pelos holandeses quando do início da ocupação da ilha, há várias características que fazem deste lugar um ponto fora da curva – ou fora do grid – na lógica de planejamento predominante nesta porção de NY. Como por exemplo, os nomes das ruas e o próprio traçado urbano, herança da presença estrangeira. E foi neste estratégico local que reinaram, por pouco mais de trinta anos, as famosas Torre Gêmeas, projetadas pelo arquiteto americano descendente de japoneses, Minoru Yamasaki. O complexo original projetado por Minoru era composto por 7 edifícios e envolveu a remodelação viária de todo o local, conexão subterrâneas para pedestres e linhas de metrô. O que se sucedeu após o 11 de setembro, em termos de planejamento e desenho urbanos, é consequência de muitas idas e vindas políticas e econômicas envolvendo a autoridade portuária de NY, a empresa pública que detém a gestão de toda a área, agentes do setor imobiliário, os quais detém o direito de uso dos edifícios, a população em geral e um enorme contingente de arquitetos mundialmente conhecidos, responsáveis pelos projetos nas diferentes escalas dessa grande operação urbana. Isso sem mencionar que todo o processo aconteceu – e ainda acontece – sob o escrutínio da opinião pública mundial. Ou seja, vai muito além do famoso master plan de Daniel Libeskind. Para conhecer detalhes de bastidores dos concursos, análise dos projetos e muito mais, basta acompanhar nossa conversa. Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 146 – Representação Digital em Arquitetura e Urbanismo
O assunto de hoje tem como foco a representação arquitetônica e suas várias possibilidades. Para os arquitetos, a representação de um projeto, além de ser uma forma de se expressar, é a principal ferramenta para transmitir uma informação. E, mesmo a história nos mostre como esse assunto sempre esteve presente na profissão, é pela representação digital que ele ganha um novo grande impulso, alavancada principalmente pelo desenvolvimento tecnológico dos softwares e hardwares, culminando nas renderizações realistas. Por isso, um nicho de trabalho que era bastante específico se tornou uma boa oportunidade. Tanto para melhorarem a forma como representam um projeto ou mesmo explorar esse campo de trabalho, que enchem os olhos literalmente. E pra conversar, trouxemos duas pessoas que são especialistas nesse universo: Diogo Moita, é arquiteto pela USP de São Carlos e sócio fundador da 3DM (https://www.3dm.com.br/), escritório de representação em arquitetura com mais de 150 mil inscritos no seu canal do YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCBz1Pq77a38leompNXI5LqA). E Oliver Uszkurat, arquiteto pela Universidade Positivo (Curitiba) e sócio fundador da Upstairs (https://www.youtube.com/channel/UC1ptLbehYDNqwdnIGwLpysw), plataforma de representação arquitetônica com mais de 260 mil inscritos no YouTube. Bom cast! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 145 – 5 Anos de Arquicast
E o Arquicast está formando!!! Estamos completando 5 aninhos de vida! Praticamente uma graduação! Em 27 de Julho de 2016 lançamos nosso primeiro episódio e olha quanta coisa mudou de lá pra cá! Esse olhar pra trás, pra nossa história, deixou a gente um tanto nostálgicos, e resolvemos fazer uma retrospectiva, ano a ano, de fatos importantes que marcaram o mundo, em especial, o mundo da arquitetura! Fizemos também um compilado dos nossos episódios e dos convidados que passaram por aqui nesses 5 anos! Olha, tem muita história: para ter uma ideia, nesses 5 anos passamos por congressos mundiais, um deles, sediado no Rio - 2 bienais internacionais, museus foram inaugurados e também incendiados; artistas brasileiros, incluindo arquitetos, ganharam destaque mundial; olhamos mais pra diversidade da produção arquitetônica brasileira; trouxemos temas necessários e polêmicos pra nossa pauta, como política pública, feminismo, justiça espacial, sustentabilidade. Além de tudo, estamos há mais de um ano vivendo uma pandemia, a maior do nosso século! Ufa! Vem com a gente, e agora dessa vez em vídeo também! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 144 – Entrevista: Jô Vasconcellos
E a conversa de hoje é com uma das arquitetas brasileiras mais importantes da sua geração e cujo trabalho exemplifica muito bem a diversidade de responsabilidades que os arquitetos e arquitetas podem assumir na sua contribuição para a sociedade. Maria Josefina de Vasconcellos, mais conhecida como Jô Vasconcellos, é a convidada de honra deste Arquicast Entrevista, trazendo um pouco da sua história e mais ainda sobre seus planos para o futuro. Jô Vasconcellos atualmente atua e coordena projetos em escritório que leva seu nome, mas mantém o espírito de colaboração que sempre caracterizou sua prática profissional, marcada pela parceria frutífera com outros grandes nomes da arquitetura nacional. Ao lado de seu companheiro Éolo Maia e de Sylvio de Podestá, esteve à frente de iniciativas que ajudaram a romper paradigmas e construir uma identidade projetual condizente com seu tempo. Olhar sua produção anterior e atual nos ensina sobre as diferentes culturas que compõe o quadro da arquitetura brasileira e sobre a importância de se adaptar à novos contextos e demandas. Minas Gerais é parte fundamental de sua história, sendo o lugar onde nasceu, se formou e que oportunizou o ambiente de liberdade e experimentação para toda uma geração de arquitetos mineiros oriundos da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais na década de 70. Apesar das dificuldades inerentes ao período, marcado pela ditadura militar, o grupo foi capaz de produzir não só uma nova arquitetura, mas também a produção de revistas e publicações que buscavam promover a circulação de ideias e debates entre arquitetos e outros profissionais da área. Inquieta, Jô sempre buscou complementar sua formação, seja especializando-se em campos pouco explorados por seus contemporâneos, aprimorando um saber fazer que a distinguiu dos demais; seja na busca por situações de projetos inusitadas e desafiadoras, proporcionadas por concursos das mais variadas escalas e programas. Autora de projetos premiados e reconhecidos internacionalmente, como o Museu da Cachaça, em Salinas (MG) e o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte (MG), Jô se mantém extremamente relevante no cenário atual e não pensa em diminuir o ritmo. Continua sendo procurada para desenvolver projetos de grande porte e impacto social, os quais aborda com um olhar atento à dimensão pública e coletiva. Vem com a gente conhecer mais a fundo todo o talento e humildade desta mineira nada convencional. Bom cast e até aproxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 143 – Algumas Definições Sobre O Que É Arquitetura
Nosso cast mais recente aborda o artigo do Archdaily Brasil, intitulado “121 Definições de Arquitetura”. O artigo é de 2016, de autoria de Romullo Baratto, mas o assunto continua atual. Definir um termo é tarefa sempre complicada, ainda mais quando o termo envolve delimitar um campo de conhecimento vastíssimo e uma ocupação profissional em constante atualização. Para nos acompanhar nessa jornada, convidamos os arquitetos Marina Lage e Alexandre Pessoa. Marina é arquiteta e doutoranda pela UFRJ, e trabalha com projetos na cidade do Rio de Janeiro. Alexandre, já conhecido da nossa audiência, é professor na FAU-UFRJ e doutor pelo PROURB. O artigo propõe uma reflexão sobre os múltiplos significados de arquitetura, a partir da organização de recortes de textos de autoria de diferentes profissionais do campo, totalizando 121 definições. As frases foram extraídas de relatos mais amplos, os quais podem ser acessados por links, acessíveis através do artigo, o que permite a sua inserção dentro do contexto em que foram ditas. Dessas 121 frases, selecionamos algumas e as organizamos em tópicos, a fim de orientar nossa conversa. Dentre os pontos de reflexão trazidos pelo debate há considerações a respeito da arquitetura como uma visão de mundo, as dificuldades características de se fazer arquitetura e sua importância como uma prática social e cultural. Para saber mais, só ouvindo nosso papo. Bom cast e até a próxima! Frases escolhidas: BLOCO 1 - VISÃO DE MUNDO "Arquitetura é dar forma aos lugares onde as pessoas vivem. Não é mais complicado do que isso, mas também não é mais simples do que isso. - Alejandro Aravena "... não é apenas sobre a construção. É um meio de melhorar a qualidade de vida das pessoas." - Diébédo Francis Kéré “... é um ato de otimismo." - Nicolai Ouroussoff “... é uma profissão de otimismo." - Johanna Hurme “A arquitetura está sempre relacionada ao poder e relacionada a grandes interesses, financeiros ou políticos." - Bernard Tschumi "Arquitetura é a combinação entre ciência e ficção." - Winy Maas "A arquitetura está cheia de românticos que pensam que até mesmo pequenas mudanças no ambiente construído criam a aspiração de uma sociedade melhor." - Mark Wigley BLOCO 2 – TUDO MUITO DIFÍCIL "Arquitetura é desnecessariamente difícil. É muito duro." - Zaha Hadid “é muito importante para ser deixada apenas para os homens." - Sarah Wigglesworth "... é a única arte que você não pode deixar de sentir. Você pode evitar pinturas, você pode evitar a música, você pode até mesmo evitar a história. Mas boa sorte se tentar escapar da ...." - Philippe Daverio em Humans of New York "Arquitetura é um esforço muito complexo em todos os lugares. É muito raro que todas as forças que precisam coincidir para realmente fazer um projeto prosseguir aconteçam ao mesmo tempo." - Rem Koolhaas “A arquitetura é sempre uma modificação temporária do espaço, da cidade, da paisagem. Achamos que é permanente. Mas nós nunca sabemos.” - Jean Nouvel "A arquitetura é uma confusão de coisas irreconciliáveis." - Juhani Pallasmaa BLOCO 3 – PERTINÊNCIA; SOCIEDADE "Arquitetura é muito mais do que a construção de um objeto em um terreno: é uma reinvenção do próprio local." - Sean Lally "... é interessante, mas por si só não significa nada." - Massimiliano Fuksas "A arquitetura é tão grande quanto as aspirações de sua sociedade." - Lisa Rochon "A arquitetura é uma expressão de valores - a forma como construímos é um reflexo do modo como vivemos." - Norman Foster "A arquitetura é largamente irrelevante para a grande massa da população mundial, porque os arquitetos escolheram ser assim." - Bruce Mau Comentados no episódio: Under construction UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp ...

Arquicast 142 – Livros Clássicos: NY Delirante
No episódio de hoje trazemos de volta a série Livros Clássicos com uma das obras mais pedidas pelos ouvintes. E esse livro, lançado em 1978, é uma das primeiras obras de seu autor que descreve diversos projetos para a cidade de Nova York, do final do século XIX até a década de 1940. Este modo de pensar o futuro da cidade é chamado pelo seu autor de “manhattanismo”, dado a peculiar maneira com que os projetos de futuro para Nova York são pensados. Com uma maneira pouco ortodoxa e declaradamente parcial, o autor passeia por propostas e ideias de arquitetos e não arquitetos, deixando claro que todas elas são boas e ruins ao mesmo tempo. E, por fim, faz suas sugestões utópicas para a metrópole mais emblemática do mundo ocidental. Estamos falando do livro Nova York Delirante de Rem Koolhaas! Bom Cast! Comentados no episódio: Under construction UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 141 – Entrevista: Bloco Arquitetos
O Arquicast Entrevista traz para a mesa de conversa mais um escritório de peso. Comandado por três arquitetos, todos oriundos da UnB - Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho e Matheus Seco - o Bloco Arquitetos está situado em Brasília, uma das cidades mais emblemáticas e desafiadoras do país. Trabalhando em diferentes escalas e programas, o grupo se caracteriza por uma atuação multidisciplinar, coordenando, além dos projetos do escritório, várias iniciativas que objetivam a valorização da cultura arquitetônica brasileira e da profissão. Quem explica para gente essa dinâmica de trabalho são os sócios Henrique Coutinho e Matheus Seco. O Bloco Arquitetos surge do convívio profissional dos futuros sócios como estagiários em escritórios de terceiros, apesar de serem contemporâneos na Faculdade em Brasília. Como estudantes de arquitetura da UnB durante a década de 90, os arquitetos contam as dificuldades de estarem no centro de um núcleo de produção de conhecimento que estava, naquele momento, sendo questionado por todos, embasados na crítica generalizada que se fazia ao legado modernista e suas premissas dogmatizantes. Uma época marcada pela profusão de abordagens estilísticas experimentais – inovadoras e/ou revisionistas – e pela ausência de um mercado consolidado para absorver a nova geração de arquitetos brasilienses. Apesar do contexto pouco favorável ao estabelecimento de novas iniciativas profissionais, o trio conseguiu se estabelecer, passando por diferentes fases, mas permanecendo ativos e com um espírito prospectivo que os permite experimentar novos formatos e contribuições para a prática projetual. Além do escritório “tradicional”, o Bloco Arquitetos é co-fundador do coletivo Atelier Piloto junto com outros arquitetos brasilienses, onde fazem uma reflexão sobre arquitetura e cidade, promovendo a interação entre estudantes, escolas e profissionais da área, através da promoção de palestras e oficinas de projeto. Os sócios ainda direcionam parte de sua energia à administração da conta Brasília Moderna, um perfil de rede social voltado à valorização do patrimônio modernista da cidade, através da organização de fotos e informações sobre edifícios construídos entre as décadas de 60 e 80. O conjunto de todas essas iniciativas demonstram um compromisso ético com a profissão que vai além da correta prestação de serviços tradicionais, por si só fundamental na qualidade de vida urbana, mas que é apenas uma parte da contribuição que o arquiteto pode dar para o desenvolvimento social e humano. Para saber como podemos fazer mais, vale ouvir o episódio na íntegra. Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 140 – Arquitetura e Cinema: Nomadland (2020)
Mais um episódio da série Arquitetura e Cinema voltando em grande estilo com o vencedor do Oscar de 2021! Nomadland, filme da chinesa nascida em Pequim e radicada nos EUA Chloé Zhao, retrata a vida de uma mulher que perde o marido e as finanças e passa a viver em sua van, cruzando o oeste americano. A vida da personagem também é fruto da crise de 2008, que impactou sua cidade ao eliminar a principal fonte de empregos, uma fábrica de gesso. A jornada da personagem mostra uma paisagem estonteante. Ao longo do caminho, conhece e convive com pessoas com o mesmo tipo de vida, se tornando também um propósito: a liberdade! A independência e o senso de comunidade se fortalece e dá a quem assiste uma outra perspectiva da vida, onde questionamos a ideia de lar, lugar e propósito. Bom cast e até a próxima! Comentados no episódio: Under construction UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 139 – O Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza 2021
O episódio de hoje traz como tema um dos eventos mais tradicionais do mundo das artes: a Bienal de Arquitetura de Veneza. Desde 1895, essa exposição internacional acontece em diferentes espaços da cidade italiana, reunindo o que há de mais representativo em termos de produção arquitetônica de diversos países. O que nós compreendemos como Bienal de Arquitetura de Veneza, na verdade, é a mostra internacional de Arquitetura que faz parte de um conjunto de exposições multidisciplinares. A Bienal de Veneza, enquanto instituição e enquanto evento, envolve a organização e promoção simultânea de mostras e festivais internacionais que incluem, por exemplo, os de Arte, de Cinema, de Dança Contemporânea, de Teatro. Para conversar sobre a importância desse evento e sobre a participação do Brasil nesta que é 17ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal, convidamos os curadores do pavilhão brasileiro, os arquitetos Carlos Alberto Maciel e Paula Zasnicoff Cardoso, que são sócios do Arquitetos Associados, um estúdio colaborativo que conta ainda com Alexandre Brasil, André Luiz Prado e Bruno Santa Cecília. Junto com este coletivo de arquitetos, também participa da curadoria do pavilhão do Brasil o designer visual Henrique Penha. A Arquitetura ganhou departamento próprio dentro da Bienal, pela primeira vez, em 1980, sob a responsabilidade de Paolo Portoguesi. E desde então a instituição vem dando cada vez mais atenção à disciplina, com exposições e eventos representativos de diversas nacionalidades e com uma curadoria sempre precisa e antenada. Este ano, o curador da Mostra de Arquitetura foi o arquiteto Hashim Sarkis, através da provocação trazida pelo tema “Como viveremos juntos?”. O arquiteto propõe que os trabalhos expostos pelos 110 representantes, dos mais de 60 países participantes, tragam a reflexão sobre um novo “contrato espacial”, que busque superar o contexto de desigualdade econômica e lutas políticas. Este foi o desafio assumido pelos nossos convidados: traduzir a provocação original do curador para o pavilhão brasileiro, estruturando conteúdos e formatos que colaborem para lançar luz sobre a produção arquitetônica do país e, mais ainda, sobre a sua realidade urbana concreta. Escolhidos curadores pela Fundação Bienal de São Paulo, entidade responsável por todo o processo de elaboração da participação do Brasil na mostra veneziana, os arquitetos propõe a ocupação do pavilhão em dois momentos, ambos orientados pela temática “Utopias da vida comum”, objetivando, nas palavras de Carlos Alberto Maciel, “Transportar e ressignificar este conceito como um dispositivo para abordar o contemporâneo”. Em duas salas distintas, os curadores exploram a noção de Utopia através de relatos fotográficos, organizados no espaço nomeado como Futuros do Passado (sala menor), e a partir da exibição de vídeos, expostos no núcleo nomeado Futuros do Presente (sala maior). Nada é convencional na abordagem proposta, fazendo com que a Arquitetura seja vista sob diferentes lentes, buscando a sensibilidade de quem dela se apropria. Seja esta apropriação a do artista que a retrata, seja a do indivíduo que dela usufrui. Papo imperdível e, claro, sempre muito divertido! Até a próxima! Comentados no episódio: Under construction UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 138 – Arquitetas e Arquitetos da Ficção
Nós, do Arquicast, adoramos conversar sobre as relações entre arquitetura e o cinema. São dois tipos de arte, com propósitos diferentes, mas que se complementam e influenciam mutuamente, através de atributos comuns como a ativação da memória coletiva, a valorização da imagem como uma forma de linguagem e o poder de provocar sentimentos e sensações nos usuários/expectadores. Gostamos tanto de falar sobre cinema que temos uma série específica sobre isso e já realizamos uma dezena de episódios sobre o assunto. Mas hoje partimos de uma premissa diferente: o foco aqui é o profissional de arquitetura enquanto personagem, visto através das lentes dos diretores e da criatividade dos atores e atrizes empenhados em representar arquitetos e arquitetas na ficção. Segundo artigo em uma revista americana, que abordava os resultados de uma pesquisa interessada em ranquear as profissões mais retratadas pelo cinema, a arquitetura foi considerada a quinta atividade mais frequentemente atribuída aos personagens dos filmes de Hollywood. Surpreendente? Nós também achamos! E, por isso mesmo, convidamos Bernardo Vieira e Gustavo Novais, presenças costumeiras no programa, para explorar o assunto com a gente. Conversamos, dentre outros pontos, sobre quais perfis e personalidades costumam estar associados, no cinema, à imagem do(a) arquiteto(a). E o quanto a ficção pode nos ajudar a entender sobre como o profissional é visto aos olhos da sociedade. Um exercício de curiosidade, mas que revela alguns valores interessantes e que merecem nossa atenção. A profissão de arquitetura envolve a realização de um escopo de atividades e serviços bastante amplo. Há profissionais que atuam em frentes tão distintas quanto Planejamento Territorial, Modelagem Digital ou Mercado Imobiliário. Dentre as habilidades associadas a estas atividades podemos citar tanto capacidade de gestão e liderança, raciocínio abstrato e matemático, quanto criatividade e facilidade comunicacional. Difícil imaginar quais desses perfis de arquitetos e arquitetas têm maior apelo para a arte cinematográfica. Mas este episódio traz algumas dicas e comenta, com muita liberdade e bom-humor, sobre quais possíveis padrões culturais ajudam a construir e, por que não, desconstruir a nossa imagem social, ainda que hipoteticamente! E há de tudo um pouco, pelo que podemos explorar: do arquiteto romântico e idealizador, até o gênio criativo e manipulador. Antes que a gente dê spoiler, escute o cast e traga sua contribuição através nos comentários! Até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Under Construction UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast Especial – Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake Akzonobel
O Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake Akznobel chega a sua 8ª edição! Evento já tradicional no calendário dos profissionais da área, a premiação é voltada a arquitetos e arquitetas que tenham obras construídas nos últimos 10 anos e busca reconhecer as produções arquitetônicas que sejam referência na cena contemporânea brasileira. Além disso, o prêmio promove ações educativas que são um diferencial importante no nosso campo. A premiação é apresentada pelo Ministério do Turismo, pela Secretaria Especial da Cultura, pela AkzoNobel e pelo Instituto Tomie Ohtake. Para aprofundarmos um pouco sobre todo o processo de construção deste belo projeto, convidamos Agata Takiya, arquiteta e coordenadora das Premiações do ITO; o arquiteto Diego Mauro, membro da equipe de curadoria do instituto e jurado na 7ª e 8ª edições; e a arquiteta Cíntia Lins, do escritório Lins Arquitetos, premiada na 7ª edição e, hoje, parte integrante do júri. Como descrito no site do Instituto, um dos objetivos da premiação, e em acordo com os valores e propósitos do ITO, é mapear a produção arquitetônica contemporânea, contribuindo para a divulgação de projetos que se destacam pelo comprometimento com a cultura local, a sustentabilidade e com a criatividade na proposição de ideias, desenvolvimento projetual e soluções construtivas. Este mapeamento, de fato, auxilia na estruturação de uma visão mais plural dos profissionais, e de suas obras, que caracterizam os diferentes contextos de um Brasil heterogêneo e cada vez mais urbano. Participar da premiação envolve muito mais que submeter o projeto a um júri qualificado. Significa ter a chance de fazer parte de um universo abrangente de ações, no intuito de democratizar o acesso a arte e as práticas culturais voltadas à transformação de nossa sociedade. E isso é a mais pura verdade! Os contemplados pela premiação são convidados a participar de uma exposição no Instituto, que contempla de forma equilibrada as diferentes intervenções, além de terem seus trabalhos divulgados em um catálogo que, por si só, vale a inscrição. É uma obra de referência para quem deseja ter uma amostra da produção arquitetônica nacional, para além dos tradicionais veículos de divulgação da área. Aliás, este é um dos diferenciais do prêmio: valorizar projetos que não se pautam especificamente pela escala, localidade ou programa. A diversidade é o foco, assim como o próprio conceito de arquitetura e sua relação com o tempo e o espaço. A linha tênue entre edificação, objeto artístico e intervenção é assumida como possibilidade para novas percepções sobre o ato de construir, como fica claro nos exemplos dos anos anteriores. Para conhecer mais sobre o prêmio e todas as suas nuances, acesse aqui: https://www.institutotomieohtake.org.br/premios/premio_arquitetura_instituto_tomie_ohtake_akzonobel Ótimo cast e até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões: [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 137 – Paulo Mendes da Rocha
No dia 23 de maio de 2021 a arquitetura brasileira ficou menos brilhante. Demos adeus a Paulo Mendes da Rocha, um dos maiores arquitetos brasileiros de todos os tempos. Nascido capixaba, mas paulistano de coração, Paulo era conhecido por um lirismo cativante no trato das palavras e por seu comprometimento com a vocação edificante da arquitetura, em seu sentido mais amplo, atuando em diferentes frentes para comunicar a profissão e sua paixão por ela. Foi o segundo arquiteto brasileiro a ganhar o Prêmio Pritzker e obteve, ainda que tardiamente, o reconhecimento internacional de seus pares, através de outras tantas homenagens. Sua trajetória mostra que, desde jovem, seria um notório arquiteto. Aos 29 anos ganhou seu primeiro prêmio pelo projeto excepcional do Ginásio do Clube Atlético Paulistano. E, junto com Vilanova Artigas, inaugura uma escola de pensamento projetual que contribui para a diversificação e evolução da arquitetura modernista brasileira, influenciando a produção de gerações inteiras de arquitetos. Algumas das premissas que marcam suas obras podem ser traduzidas, nas palavras do crítico Francesco Dal Co, pela busca da “segura racionalidade”, da “essencialidade das soluções construtivas” e no “desprezo pelo supérfluo”. Seus projetos enaltecem o caráter público, a urbanidade, a preocupação com o patrimônio, com a geografia e com a técnica. Para dividir com a gente a responsabilidade de falar sobre tamanho legado, convidamos Renato Anelli, arquiteto, doutor em história da arquitetura e professor da USP de São Carlos, e conselheiro do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo; e André Corrêa do Lago, embaixador do Brasil na Índia, autor de livros referenciais sobre arquitetura e desenvolvimento sustentável, além de ser o primeiro brasileiro no corpo de júri do Prêmio Pritzker. Este episódio, para nós, além de contribuir para a valorização da obra de Paulo Mendes da Rocha e contar um pouco sobre a pessoa e os contextos por trás de cada realização, é também uma forma de agradecimento por todo ensinamento e experiência de vida que o arquiteto compartilhou com todos nós, para além de sua arquitetura, através de suas falas em aulas, palestras e outros registros, sempre valorosas em conhecimento, mas marcadas pela leveza e informalidade, como uma boa conversa. Até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Radio Batuta | Entrevista na Flip em 2014 | https://open.spotify.com/episode/1hys6mrOnCJ7dVWhnsuUZs?si=FHV-ldKCS6iQZxyY0aWrtg&dl_branch=1 Paulo Mendes da Rocha | Ensaios | Baú da Cidade | https://youtu.be/AE9-AshxcQk Roteiros de PMR em SP | https://www.archdaily.com.br/br/805502/roteiro-de-projetos-de-paulo-mendes-da-rocha-em-sao-paulo El croquis | Gustavo Utrabo | https://elcroquis.es/products/207-gustavo-utrabo-2015-2020 Filme: Tudo é Projeto | ficha técnica | https://vimeo.com/ondemand/tudoeprojeto Livro: Residências em São Paulo 1947-1975 de Marlene Acayaba | Esgotado | Estante Virtual | https://www.estantevirtual.com.br/livros/marlene-milan-acayaba/residencias-em-sao-paulo-1947-1975/3981481447 Documentário Netflix: Bo Burnham: Inside | https://www.netflix.com/watch/81289483 Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep07): Projeto Sustentável e Oportunidades
E neste episódio voltamos a falar de um assunto que não é novo, mas que está cada vez mais em nossa cultura, que é o projeto sustentável. Pensar e agir de forma sustentável é uma atitude profissional que não tem campo nem escala definida. Da macro escala metropolitana à microescala da propriedade privada, tudo pode ser objeto de uma postura sustentável. E o que não falta para o arquiteto é oportunidade de projeto! Mas será que você sabe as diferentes formas de participar dessa revolução cultural? Para conversar com a gente e trazer mais informações sobre o assunto, convidamos duas arquitetas premiadas e super atuantes na área: Juliana Rangel, sócia-fundadora do portal Sustentarqui, especialista em Arquitetura Sustentável na Espanha e em BioArquitetura pelo Instituto Tibá, no Brasil; e, além dela, a arquiteta Patricia O’Reilly, pós-graduada em Ecologia da Paisagem e Energias Renováveis por diferentes institutos espanhóis, e sócia-fundadora do premiado Atelier O’Reilly Architecture & Partners, com sede em São Paulo. Bom cast e até a próxima! Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo). Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Arquicast 136 – Entrevista: Laurent Troost
Algumas denominações costumam aparecer na descrição do trabalho deste arquiteto belga, que há 12 anos vive e atua no Brasil. É comum ver seu nome associado a termos como arquitetura amazônica, regionalismo e sustentabilidade. Entretanto, Laurent Troost busca fugir dos rótulos e, com extrema honestidade, conversa com a gente sobre o que realmente o motiva no desenvolvimento de cada projeto. À frente do premiado estúdio que leva seu nome, com projetos como a Casa Campinarana, ganhador do Dezeen Award 2019, e o edifício Manga, finalista do Prêmio Akzonobel Tomie Othake 2020, o arquiteto ressalta a importância de valorizar o contexto real de cada obra, entendendo-o como um conjunto de informações de diferentes naturezas – físico-territoriais, climáticas, políticas, orçamentárias. De acordo com o belga, mais do que ser sustentável, é preciso que o projeto valorize a mão-de-obra e o saber fazer local, evite desperdícios e seja responsivo às qualidades ambientais do lugar. E essa sensibilidade se reflete em suas obras, reconhecidas internacionalmente, e em seus trabalhos junto à Prefeitura de Manaus, como Diretor de Planejamento Urbano entre 2013 e 2020. A história de Laurent com o Brasil, apesar de não ser recente, é posterior a uma atuação significativa junto à importantes nomes da arquitetura mundial. Quando na Europa, após a sua formação pelo Institut Supérieur d'Architecture Intercommunal Victor Horta, em Bruxelas, trabalhou para o Office for Metropolitan Architecture, de Rem Koolhaas, através do qual pode assumir a frente de grandes projetos em diferentes países. Apesar de todo conhecimento adquirido, Laurent comenta sobre dificuldades em se adaptar ao sistema de trabalho de um escritório desta magnitude, enriquecendo nossa conversa com suas experiências pessoais e visão de mundo. Mas foi em Manaus, para onde veio por motivos pessoais, não relacionados à profissão, que Laurent pôde desenvolver as habilidades que hoje marcam a sua produção e lhe conferem tamanha originalidade. Como ele mesmo coloca, não foi simples compreender a dinâmica de projetar na “periferia do Brasil”. Apesar de capital do estado do Amazonas, centro financeiro e cultural da região Norte e cidade mais populosa da Amazônia Brasileira, Manaus se caracteriza pelos desafios impostos pela localização pouco acessível à indústria da construção civil tradicional e pelos contrastes sociais típicos das metrópoles latino-americanas. Parte do que qualifica o trabalho de Laurent é consequência da necessidade de superar tais dificuldades com criatividade e muita racionalidade para equacionar intenção projetual e possibilidade executiva. Outro fator extremamente importante para Laurent é a pesquisa de referências projetuais adequadas ao contexto amazonense. O arquiteto cita diretamente o belo trabalho de Armando de Holanda, no desenvolvimento do guia “Roteiro para Construir no Nordeste”, como um exemplo de conhecimento aplicado à situação local, muito mais pertinente de ser apropriado por quem projeta na região amazônica do que referências de projetos desenvolvidos para o sul e sudeste do país, com características bioclimáticas e culturais bastante diversas das do norte. Com tanta informação em formato de conversa boa, este episódio está imperdível. Até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Podcast: Além do Meme | Spotify: https://open.spotify.com/show/5ZAOBjP8ntoqf8PrfzR71W Obras do professor Silvio Soares Macedo | Tag Amazon | https://www.amazon.com.br/Livros-Silvio-Soares-Macedo/s?rh=n%3A6740748011%2Cp_27%3ASilvio+Soares+Macedo Podcast: Achismos | Spotify: https://open.spotify.com/show/13UuAPyNnP63GWCzn62vpO Músico Nelson D | Spotify: https://open.spotify.com/artist/3hSRbxpRL7fJ64PepWjCof LABVERDE | site: https://pt.labverde.com/ Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram!

Arquicast Especial – Resultado do Concurso: Habitação de Interesse Sustentável
O novo episódio da série ARQUICAST ESPECIAL traz, em mais uma parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil, uma reflexão sobre o recém finalizado concurso de “Habitação de Interesse Sustentável”, fruto da parceria entre a Secretaria Nacional de Habitação/MDR com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), através do projeto “Eficiência Energética para o Desenvolvimento Urbano Sustentável: Foco Habitação Social” (EEDUS). Com apoio e coordenação do Instituto dos Arquitetos do Brasil-DF, vencedor da licitação para a organização, o concurso vem sendo gestado desde 2019 e faz parte de uma mudança de paradigma que envolve a democratização da boa arquitetura através de políticas públicas. Neste sentido, um de seus objetivos é prover ao poder público projetos arquitetônicos de qualidade, atualizando a política habitacional, voltada à população de menor renda, a partir de parâmetros de sustentabilidade. Essa iniciativa contribui, ainda, para a criação de um ambiente inovador para empreendimentos de impacto social, impulsionando-os para uma agenda contemporânea que integra desenvolvimento humano e consciência ambiental. Como parte de nossa visão abrangente e dialógica da Arquitetura, convidamos os diferentes atores que se mobilizaram na conceituação, organização e execução, incluindo os três escritórios premiados em 1º lugar, e que terão seus projetos desenvolvidos. Representando a Secretaria Nacional de Habitação, órgão governamental responsável pelas políticas públicas habitacionais, temos o secretário Alfredo Eduardo dos Santos, que traz a visão de longo prazo da ideia do concurso e sua contribuição para a renovação de paradigmas que orientam o olhar sobre habitação social no Brasil. Pela GIZ, agência alemã que tem um histórico de colaboração técnica com a Secretaria, convidamos o arquiteto Daniel Wagner. Pelo IAB-DF, conversam com a gente as arquitetas Heloísa Moura (Presidente) e Laís Petra. Além dos vencedores, o arquiteto Ricardson Ferreira Ricardo, do Síntese Arquitetura; a arquiteta Paula Vilela ; e os sócios Luís Eduardo Loiola De Menezes e Maria Cristina Motta, da Mira Arquitetos. Tanto na forma como foi organizado, mas especialmente na sua idealização, o concurso explora novas possibilidades de entendimento dos mecanismos que possam garantir, para políticas públicas voltadas à população de baixa renda, acesso a projetos de qualidade, que sejam adaptáveis, replicáveis, de baixo custo e que reorientem as formas de pensar habitação, deixando um legado de ferramentas e soluções que possam ser aplicadas em outros contextos. Para saber mais, escute aqui o episódio! Ótimo cast e até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso canal no Telegram! Clique aqui e entre em no grupo Oficina do Arquicast no Whatsapp (grupo limitado)! Referências e Comentados no Episódio: Concurso Habitação de Interesse Sustentável | http://www.habitacaodeinteressesustentavel.org/resultado Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed