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Arquicast

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Arquicast 135 – O Papel da Arquitetura na Imagem do Brasil

A arquitetura é uma disciplina que articula diferentes campos e práticas e se manifesta na conceituação física e teórica de estratégias de ação sobre o ambiente humano. Essa ação sobre o território envolve a aplicação de conhecimentos artísticos, sociais e tecnológicos que, quando conjugados, são sempre reflexos de uma determinada cultura ou de uma ideologia dominante. Neste sentido, arquitetura é, também, uma imagem que transmite significado. Um ícone arquitetônico ou urbano traz consigo, portanto, a responsabilidade de comunicar valores que vão além daqueles relacionados à sua utilidade ou apelo estético. Conseguem reunir atributos que qualificam o tempo através do espaço, tornando-se parte ativa da construção cultural de uma sociedade. Os livros de história estão aí para comprovar quão duradoura é a associação que fazemos entre acontecimentos e figuras importantes com os lugares que os abrigaram, ao ponto de relacionarmos sentimentos positivos ou negativos às imagens que, ao longo do tempo, cristalizaram esses eventos. Mas quando falamos sobre transmitir valores que são compartilhados por um número enorme de pessoas, como aqueles que identificam uma nação, pensar arquiteturas e cidades como símbolos nacionais faz ainda mais sentido. O Brasil tem na sua história uma arquitetura reconhecida e aclamada no mundo todo. Mas como se constrói a associação entre ícones arquitetônicos e imagem nacional? Esta construção conjunta de uma ideia de nação através da arquitetura que move os interesses deste episódio. E para tornar possível esta nada simples tarefa, convidamos profissionais de referência que trazem, a partir de seus saberes específicos, sua valiosa contribuição. Tudo isso, claro, num bate-papo informal e acessível! Pelo seu conhecimento na área de arquitetura, mas, mais ainda, pela prática profissional que extrapola e complementa os limites da disciplina, convidamos o embaixador do Brasil na Índia, André Correa do Lago. Além da carreira como diplomata, André foi curador do Pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2014, é autor de livros sobre arquitetura e desenvolvimento sustentável. E hoje é o primeiro brasileiro no corpo do júri do Prêmio Pritzker. Junto com André, convidamos Gabriel Kogan, jovem arquiteto, mas com currículo de peso e muito conhecimento sobre a arte da arquitetura, sua história e significado cultural. Gabriel é doutorando na FAU-USP, já escreveu na Folha de São Paulo, Revista Bamboo, nas revistas japonesas GA House e A+U, além de ser professor na Escola da Cidade e palestrante convidado na Politécnica de Milão. Reforça o trio de especialistas o arquiteto mineiro Bruno Sarmento, pós-graduado em gestão empresarial, professor de história da arquitetura e um apaixonado sobre o tema. Num contexto onde a velocidade de propagação de imagens acaba por distorcer e suavizar significados, pensar criticamente sobre a arquitetura e as cidades como uma forma de comunicar valores intrínsecos nos parece não só oportuno, mas necessário! Ótimo cast e até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Under Construction Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e participe da oficina do Arquicast, o grupo de wzap dos ouvintes! Para mais conteúdo extra, se inscreva em nosso grupo no Telegram, clique aqui! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

May 31, 20211h 25m

Arquicast Especial – Resultado Final – Concurso Senac BH

Este é mais um episódio especial em que abordamos, com muito orgulho, o concurso SENAC BH. Com o apoio do Instituto dos Arquitetos do Brasil, o concurso foi concluído recentemente e nós tivemos o privilégio de conversar com a organização sobre a avaliação de todo o processo, e com os arquitetos premiados em 1º lugar, que trouxeram sua visão sobre o edital, informações de bastidores e sua expectativa com o desenvolvimento do projeto. O concurso teve como objetivo a requalificação do complexo de edifícios SENAC BELO HORIZONTE, composto por dois edifícios finalizados na década de 1970. A ideia norteadora para o edital e o termo de referência eram a busca por propostas capazes de promover o diálogo com o contexto imediato, respeitando a condição urbana e arquitetônica do Hipercentro de Belo Horizonte, além, de resolver questões funcionais e de operação do conjunto. Participam do programa a arquiteta e urbanista Cláudia Pires, conselheira do IAB e coordenadora do concurso, além da presidente do júri, a arquiteta Du Leal. Como representantes do Senac BH convidamos Maurici Pizzi e Ivanil José da Costa Junior, que também participaram dos episódios anteriores. A equipe vencedora foi a do escritório Hiperstudio, de São Paulo, que nesta conversa está representada pelos arquitetos Ricardo Gonçalves, Matheus Marques e Rolando Figueiredo. Dentre outras falas extremamente importantes, o episódio aborda a responsabilidade dos organizadores e do júri em definir critérios que sejam incentivadores de novos olhares sobre os problemas da metrópole em geral, e dos centros urbanos consolidados, em específico. A importância de edifícios de uso coletivo, que apoiem a sociabilidade nas ruas centrais, fortalecendo vínculos com a urbanidade existente e contribuindo para uma maior segurança e conectividade no tecido, foi, por exemplo, um dos diferenciais da proposta vencedora e requisito fundamental para os jurados. Da mesma forma, é bastante esclarecedora a colocação dos arquitetos sobre os desafios em participar de um processo de tamanha complexidade, em que há uma quantidade enorme de informação a ser interpretada e uma demanda bastante clara, embasada por uma instituição que conhece profundamente a dinâmica de funcionamento de suas atividades, como é o caso do SENAC. Além disso, a oportunidade de aprofundar a proposta, dividida em duas fases distintas de desenvolvimento pelo edital, se mostrou uma aprendizagem quanto ao processo de projeto em si, uma vez que o detalhamento de determinadas ideias impôs escolhas importantes sobre quais aspectos enfatizar e de quais premissas abrir mão, sem perder a coerência conceitual da proposta. Uma verdadeira aula de projeto de arquitetura! Mesmo diante de árdua tarefa, os arquitetos são unânimes em ressaltar que o concurso oferece uma oportunidade única de trabalhar com a escala urbana, num projeto que tem uma clara abrangência pública e, consequentemente, social. Não deixe de ouvir o episódio, e se informar mais sobre o projeto vencedor em nossas redes sociais e no site do concurso. Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Concurso de Arquitetura Senac BH | SITE OFICIAL Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

May 25, 202153 min

Arquicast Especial – O Futuro do Trabalho

Ainda que a história – e o momento atual - nos mostre que os espaços de trabalho mudam constantemente, a atuação profissional é parte formadora da sociedade e deve, por isso, ser objeto de nossa reflexão sobre o ambiente construído. Neste sentido, a transformação das cidades e da arquitetura pode ser vista, também, pelo prisma da evolução das relações de trabalho. Isso porque tais relações são, ao mesmo tempo, causa e consequência dos espaços construídos que as acomodam, o que inclui os diferentes contextos onde se desenvolvem as atividades urbanas e os equipamentos que lhes dão suporte. Esta é a reflexão que convidamos você a fazer com a gente neste episódio! Pensar no trabalho e sua relação com a arquitetura é pensar nos ambientes, nas tecnologias e nos equipamentos que apoiam a atividade profissional. Mas relações profissionais são, também, relações entre pessoas. Pessoas que vivem num tempo determinado e são reflexo de uma determinada cultura. E o que a cultura atual nos diz sobre os espaços de trabalho hoje? A pandemia certamente acelerou alguns processos, mas a busca por maior autonomia e flexibilidade são ideais que já estavam no radar de empresas e de funcionários. De constante mesmo, só parece haver a mudança! Pesquisas já apontavam (https://www.hermanmiller.com/pt_br/research/categories/white-papers/whats-the-future-of-the-office/), anteriormente à pandemia, um movimento das empresas na densificação dos ambientes de trabalho, como reação à instabilidade financeira do cenário mundial e do mercado imobiliário, muitas vezes com práticas de preços que inviabilizam investimentos em estruturas físicas muito grandes. Ao mesmo, a própria tecnologia de informação permite uma sincronicidade na produção das atividades que cada vez mais independe do compartilhamento físico do espaço. Tais movimentos parecem apontar ora para a centralização e densificação de processos e pessoas; ora para o ambiente distribuído, mais pertinente ao desempenho específico de cada atividade e indivíduo. Para nós, arquitetos, que precisamos ajudar a pensar os espaços que melhor acomodem tanta diversidade, é um desafio! Mas só é capaz de inovar quem conhece a fundo um problema. Por este motivo, neste episódio estamos acompanhados de duas referências no exercício de pensar os espaços de trabalho nos seus diferentes tempos: Maria Paula Zajar, administradora de empresa e Gerente de Produto da América Latina na empresa Herman Miller; e o arquiteto Antônio Mantovani, da Pitá Arquitetura, com vasta experiência em projetos corporativos. Há muito mais informação sobre este tema, ao mesmo tempo clássico e atual, neste cast especial! Faça uma visita ao site https://www.hermanmiller.com/pt_br/ para ter acesso a um universo de pesquisas e soluções sobre o assunto, ou entre em contato direto com a empresa no email: [email protected]. Até a próxima! Participam do episódio: Antonio Mantovani Neto, arquiteto na Pitá Arquitetura | https://www.pita.arq.br/ Maria Paula Zajar, Portfolio Lead America Latina | https://www.hermanmiller.com/pt_br/ Administradora de Empresas com MBA em gestão Estratégica Internacional em Change Management. ingressou na equipe global de produto da Herman Miller em 2015. É responsável pela estratégia do portfolio de produtos na América Latina. Colombiana com experiência de trabalho em diferentes países como Canadá, Estados Unidos, Chile, Argentina. Atualmente reside em São Paulo, Brasil. Tem 20 anos de experiência na indústria de Design de Produtos, foi conferencista em eventos internacionais como Sustainable Brands, Bienal de Arquitetura de Belo Horizonte, INFRA o maior evento para facility managers da região. Apaixonada pelo estudo do ambiente de trabalho, Maria Paula é porta-voz dos estúdios da Herman Miller sobre as tendências o Futuro do Trabalho em toda a região. Dicas e comentados no episódio: Acesse o site para ter acesso aos produtos e pesquisas realizadas pela Herman Miller: https://w...

May 21, 202141 min

Arquicast 134 – Entrevista Marcelo Ferraz (Brasil Arquitetura)

O novo episódio da nossa série de entrevistas está no ar. Conversamos com o arquiteto Marcelo Ferraz, sócio fundador, juntamente com Francisco Fanucci, do Brasil Arquitetura, escritório que vem acumulando prêmios nacionais e internacionais, frutos do reconhecimento por seus projetos extremamente sensíveis ao lugar, e ainda sim, contemporâneos em sua essência. Marcelo é personagem ativo na produção e valorização da arquitetura e do urbanismo no Brasil. Mineiro, formou-se pela FAU/USP e traz em seu currículo e prática projetual a notável contribuição de mestres como Lina Bo Bardi e Oscar Niemeyer, com quem teve o privilégio de trabalhar. Esta influência se faz perceber no imponente repertório de projetos realizados, muitos de caráter institucional e público, focados em programas culturais de diversas escalas e em diferentes partes do país, mas sempre contextualizados com as tradições e características locais. Para citar alguns projetos que ilustram o trabalho da equipe, destacamos o Conjunto KKK, em Registro, SP; o Museu Rodin, em Salvador, BA; o Museu do Pão, em Ilópolis, RS; a Villa Isabella, na Finlândia; e a premiadíssima Praça das Artes, em São Paulo. O Brasil Arquitetura destaca-se por uma abordagem projetual, uma personalidade, como nos conta Marcelo, muito influenciada pela pesquisa cuidadosa de cada um dos programas a que se dedicam, o que se reflete no envolvimento dos arquitetos em questões decisórias que vão além do escopo tradicional do projeto. Muitas vezes, a sugestão do projeto partiu dos próprios arquitetos, sempre atentos ao patrimônio material e imaterial que compõe a paisagem cultural brasileira. O comprometimento com cada projeto e o entendimento da arquitetura como mecanismo de mudança social é fruto, também, da própria formação de Marcelo e Francisco, ambos ex-alunos da FAU/USP, num contexto de luta por direitos e liberdades como reação à ditadura militar. Apesar da ausência de nomes como Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha, cassados pelo regime à época da graduação, os ensinamentos sobre o rigor – metodológico, construtivo, formal -, como postura ética do arquiteto frente ao projeto, influenciaram a visão dos sócios sobre seu papel na sociedade. O interesse em explorar as relações entre preservação e contemporaneidade se manifesta nas soluções espaciais que enfatizam o diálogo entre o novo e o antigo, na compreensão do programa arquitetônico como um elemento agregador de valor ao projeto e na materialidade genuína, transmitida no tratamento dos volumes e nos processos construtivos, empregados com conhecimento e respeito à tradição. Todos estes assuntos, e várias outras curiosidades, estão relatados neste bate-papo intimista e fundamental para quem se interessa por arquitetura e por cultura brasileira em geral! Imperdível! Até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Under Construction Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

May 17, 202153 min

Arquicast Especial – Instituto Tomie Ohtake

Hoje faremos uma ponte com o campo das artes sem claro, deixar de lado a importância da arquitetura. Alguns institutos artísticos existem para se tornarem verdadeiros agentes de promoção social. Além dos seus programas de exposições, alguns deles conseguem repercutir em outras atividades como debates, pesquisa, produção de conteúdo, documentação e edição de publicações. Hoje temos o orgulho de conhecer uma pouco mais do Instituto Tomie Ohtake, inaugurado 2001 e responsável por uma série de projetos que estimulam o desenvolvimento da produção contemporânea, além de ser também arquitetonicamente marcante para a cidade de São Paulo. Tomie Ohtake, que dá nome ao instituo e dispensa apresentações, é uma espécie de embaixatriz das artes e da cultura no Brasil, e durante toda sua vida recebeu grandes personalidades internacionais, como a Rainha Elizabeth, o Imperador, a Imperatriz e o Príncipe do Japão, a artista Yoko Ono e o escritor José Saramago, entre muitos outros. Nos acompanha nesse bate-papo Felipe Arruda, pós-graduado em Gestão e Políticas Culturais, com mais de 15 anos de experiências em programas de arte e cultura, e atual diretor do Núcleo de Cultura e Participação do Instituto. Bom cast e até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Prêmio de Design Tomie Ohtake | site Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake | site | edital sai em julho Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

May 10, 202142 min

Arquicast 133 – João Filgueiras Lima (Lelé)

Este arquiteto carioca formou-se depois de ter passado pelo time juvenil do Vasco da Gama. Teve contato com os grandes nomes da arquitetura e das artes no Brasil, como Oscar Niemeyer, Carlos Leão e o artista Cândido Portinari. Sua atuação, desde o início de sua carreira, está ligada a pré-fabricação arquitetônica, fazendo com que sua prática tivesse rigor técnico e apreço à modulação. Outra marca registrada de seu trabalho é a construção de hospitais. Neles, o arquiteto demonstra uma preocupação ambiental, além de exercitar a experimentação e o aperfeiçoamento projetual de suas obras. Mas sua importância vai além desses pontos, e estamos aqui pra tentar fazer um apanhado de sua carreira, assim como fazemos na série de episódios onde discutimos sobre nomes importantes da arquitetura. E o arquiteto em questão é o João Filgueiras Lima, mais conhecido como Lelé! E, para falar sobre ele, chamamos três pessoas especiais para a conversa: Ceila Cardoso, que é doutora e professora da UFBA e pesquisadora da obra de Lelé na Bahia; Jose Fernando Marinho Minho, que é professor na UFBA e trabalhou com Lelé durante vários anos; e André Marques, doutor pela Mackenzie e acaba de lançar um livro sobre Lelé pela editora Romano Guerra. Bom proveito e até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Concurso Habitação de Interesse Sustentável Editora Romano Guerra | site Livro: Lelé: diálogos com Neutra e Prouvé (versão brochura ou ebook) | link para site Palestra Lelé: Baú da cidade | youtube Artigo Vitruvius: "João Filgueiras Lima, ecologia e racionalização" | André Marques e Abílio Guerra | site Episódios Arquicast que abordam as relações entre arquitetura, urbanismo, ensino e pandemia: Arquicast 115, Arquicast 113, Arquicast 109, Arquicast 105 Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

May 3, 20211h 6m

Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep06): O Mercado de Luxo em Arquitetura

A arquitetura é uma área de atuação profissional conhecida pela pluralidade de conhecimentos que agrega e pela abrangência de seu campo de ação. Há oportunidades de trabalho em diferentes frentes - como a docência, o urbanismo e a construção civil – e há clientes potenciais de todos os extratos sociais e econômicos que compõe a nossa multifacetada sociedade. Pensando nisso, o Arquicast traz para a pauta um nicho profissional bastante peculiar: o mercado de projetos de alto padrão, também conhecido como mercado de luxo na arquitetura. Muitas são as variáveis que ajudam a caracterizar um projeto como de alto padrão e a própria palavra “luxo” traz consigo uma gama de interpretações possíveis. Luxo para alguns pode não ser luxo para outros. E o que antes foi considerado luxuoso, hoje pode não ter o mesmo valor. A cultura muda e ajuda a definir novos padrões. Mas o que nossa cultura atual entende como mercado de luxo na arquitetura? Quais oportunidades esse mercado pode abrir para o arquiteto? Convidamos dois profissionais que transitam neste universo exclusivo para compartilhar suas experiências, em suas respectivas áreas. A arquiteta Renata Zappellini, é uma catarinense com pós-graduações em institutos europeus renomados, com foco em design de interiores, arte e cenografia. Renata hoje trabalha com Arquitetura de Interiores, desenvolve um pioneiro negócio online e é uma referência quando o assunto envolve tendências para o mercado de Arquitetura! Junto com Renata, convidamos o comunicador e especialista em marketing pessoal, Adriano Tadeu Barbosa. Formado em Administração de Empresas, Adriano se especializou nos movimentos do mercado de luxo, com especial interesse por arquitetura e pelo setor imobiliário, conhecimento que compartilha em diferentes plataformas e em cursos e palestras por todo o Brasil. Em termos gerais, em diferentes dicionários a palavra “luxo” remete a algo cuja qualidade de execução excede o mínimo necessário para sua utilidade. E, muitas vezes, tornar algo luxuoso pode ser visto como um ato de ostentação e futilidade. Mas nem sempre. Valores como conforto, bem-estar, exclusividade e excelência também estão associados ao conceito e podem, para a arquitetura, significar um incremento de qualidade ao desenvolvimento de projeto. Buscar a excelência na execução de projetos é também uma forma de valorização de um conjunto de profissionais altamente especializados no que fazem. Neste sentido, o mercado de luxo é também um mercado focado na qualidade da experiência do usuário, na valorização do artesanal e no comprometimento com processos de produção conscientes e transparentes. Uma forma de fazer que pode significar um diferencial para o profissional e para seu cliente. Há muito mais informação esperando por você. Escute o episódio para conhecer mais sobre as oportunidades de atuação no mercado de alto padrão de arquitetura, e o que este perfil de trabalho pode nos ensinar sobre relacionamentos interpessoais e excelência técnica! Até a próxima! Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo). Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Apr 26, 202140 min

Arquicast 132 – Entrevista: Francisco Spadoni

A série Arquicast Entrevista tem por intenção tanto apresentar o trabalho de escritórios de arquitetura de diferentes partes do Brasil, quanto trazer à tona um olhar novo sobre arquitetos já consagrados, através de conversas leves sobre o cotidiano profissional, bastidores e curiosidades dos seus projetos e experiências pessoais que, de alguma maneira, ajudaram a formar suas visões de mundo. Temos tido a sorte e o privilégio de conversar com pessoas tão interessantes e apaixonadas pelo que fazem, ao ponto destes episódios estarem se caracterizando por uma maior duração, pela informalidade e pela promessa de novos encontros. Foi nesse clima intimista e estimulante que conversamos com Francisco Spadoni, da Spadoni & Associados Arquitetura. Fundado em 1996, quando nosso convidado voltou de Paris após trabalhar com Kenzo Tange, o escritório é liderado por Spadoni e Tiago de Oliveira Andrade, e participa regularmente de concursos de arquitetura no Brasil e no exterior, obtendo êxito em diversos deles. Seus projetos caracterizam-se pelo enfrentamento dos problemas e complexidades em diversas escalas, sempre com um ponto de vista reflexivo e crítico. Além da atuação na prática projetual, Spadoni traz a experiência como docente e pesquisador, atuando no Departamento de Projeto da FAU/USP e coordenando a Pós-Graduação em Projeto de Arquitetura. Também professor da Mackenzie em São Paulo, participou em diversas instituições nacionais e internacionais como conferencista ou professor convidado, como a IUAV Veneza, QAM Montreal, Politécnico de Milão, ESAP Portugal, FADU Buenos Aires e UDLAR Montevidéu. Seu trabalho já foi reconhecido em diversos prêmios de arquitetura, como o Parque da Vitória, Brasil, em 2007; Porto Olímpico, Rio de Janeiro, em 2011; e Centro Cultural SESC em 2014, mesmo ano de seu projeto para o Centro Paula Souza recebe o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como Obra Referência do Ano. A Revista Monolito lançou uma edição especial, número #22, dedicada ao seu trabalho em 2014. Spadoni compartilha com a gente sua experiência como estudante, o trabalho conjunto com seus colegas de graduação – todos nomes de referência na crítica e na produção arquitetônica nacional -, seus métodos de trabalho, sua dedicação aos concursos e muitas outras experiências pessoais, que, em conjunto, sensibilizam seu fazer arquitetônico e deixam claro sua paixão pela profissão, exercida nas diferentes frentes de trabalho ao alcance do arquiteto. Conversa imperdível! Bom proveito e até a próxima! Dicas e comentados no episódio: Concurso Habitação de Interesse Sustentável Semana Aberta UIA2021 Livro: O deserto dos tártaros (Dino Buzzati) | Amazon Filmes: Faroestes Irmãos Coen: matéria hypeness Livro: Capitalismo e Colapso ambiental (Luiz Marques) | Editora Unicamp Livro: 24/7 Caitalismo tardio e os fins do sonho (Jonathan Crary) | Ubu Editora | Amazon Livro: Pós-História: Vinte Instantâneos e um Modo de Usar (Vilém Flusser) | Amazon Série: The Walking Dead | Netflix Livro: O mundo codificado (Vilém Flusser) | Estante Virtual Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Apr 19, 20211h 18m

Arquicast Especial – Resultado da 1º Etapa do Concurso Senac BH

Estamos aqui para mais um episódio da série ARQUICAST ESPECIAL. Desta vez, para apresentarmos os resultados da primeira etapa do concurso de Arquitetura SENAC BH. Com apoio e coordenação do Instituto dos Arquitetos do Brasil, o objetivo das propostas avaliadas era propor a requalificação do complexo de edifícios SENAC BH, estabelecendo um diálogo entre as unidades existentes e o entorno do Hipercentro de Belo Horizonte. Este episódio, diferente dos demais que fizemos, apresentará uma visão do processo em andamento, e será bem interessante para que vocês conheçam de forma mais abrangente como se dá a condução de um concurso de arquitetura e urbanismo no Brasil. Participam hoje desse especial o júri e a coordenação do concurso, para que possamos conhecer a aplicação dos critérios de seleção, a opinião dos membros do júri, e também para que se possa apontar quais são as expectativas para a Etapa 2, fase final do concurso que se encerrará em maio desse ano. Participam: Cláudia Pires, representando a coordenação do concurso, e os jurados: Francisco Spadoni; Maria Edwirges Sobreira Leal; Ivanil José da Costa Júnior; Maurici Pizzi. Escutem, divulguem para os colegas e claro, acompanhem o desenvolvimento do concurso! Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Concurso de Arquitetura Senac BH | SITE OFICIAL Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Apr 12, 202141 min

Arquicast 131 – Pritzker 2021: Lacaton & Vassal

Chegou o momento de falar sobre a principal premiação da área de arquitetura, o Prêmio Pritzker 2021. Como é de costume, dedicamos um episódio inteiro para conversar, conhecer e refletir sobre os ganhadores, sobre o conjunto de sua obra e sobre a justificativa do júri. E abordamos a conversa através de uma visão sempre ampliada, ponderando também sobre a história da premiação e as possíveis agendas por trás de um conjunto, nem sempre coeso, dos antigos laureados. Quem nos ajuda nessa enriquecedora empreitada são os arquitetos Bruno Sarmento e Caio Dias. Os premiados de 2021 são os franceses Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, da Lacaton e Vassal. Josep Maria Montaner, crítico de arquitetura, descreve o trabalho da dupla como uma continuidade do racionalismo e princípios modernistas, já que permanecem fiéis aos aspectos sociais da modernidade pela sua posição ética e radical. Nas palavras do júri do Prêmio Pritzker, os arquitetos refletem o espírito democrático da arquitetura. A premissa sociológica talvez seja a característica mais marcante do escritório, pois é dela que partem decisões iniciais definidoras de seus projetos. A observação profunda das dinâmicas existentes no contexto de cada projeto, contemplando as diversas dimensões de interação possíveis, como as culturais, econômicas, espaciais e materiais, é que permite aos arquitetos tomar partido pela não demolição, pela não construção, pelo reaproveitamento e pela abordagem cirúrgica no escopo de suas intervenções. E justamente esse diferencial de sua obra, que faz da finalidade social e ambiental parâmetro fundamental e primeiro, em detrimento, inclusive, de intenções plásticas e estéticas, que se destoa dos demais laureados pela premiação, em anos anteriores. Apesar do prêmio não ter por intenção a indicação de tendências, é razoável imaginarmos que há alguma mensagem por trás de seus resultados. Ainda mais ao pensarmos que, historicamente, o Pritzker é associado a valorização da arquitetura enquanto uma arte e que, por esse motivo, precisava de uma premiação que trouxesse a mesma visibilidade encontrada nos eventos de celebração dos demais segmentos artísticos, como as artes plásticas. Uma arquitetura que, como nos relata Bruno Sarmento, é mais difícil de ser consumida enquanto imagem, precisa ser explorada sem superficialismos e sem preconceitos. E é um pouco esse exercício que fazemos nesse papo informal, mas bastante elucidativo. Para saber mais a composição do júri, os bastidores da escolha e dos procedimentos de decisão, além de conhecer mais sobre essa abordagem tão peculiar, nos acompanhe neste episódio! Bom proveito e até a próxima! Apoio: clique aqui para acessar a página do concurso! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Apr 5, 20211h 30m

Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep05): BIM e o Mercado de Trabalho

Neste episódio especial, voltamos a falar sobre a tecnologia que vem mudando a rotina dos escritórios e a maneira de se pensar o projeto e a obra. Estamos falando do BIM, sigla usada para Building Information Model. Mais do que um software, o BIM representa todo um conceito sobre como representar, modelar e gerenciar uma construção, levando em consideração diferentes dimensões e parâmetros de qualidade na concepção de um edifício e de seu posterior uso, como, por exemplo, o projeto arquitetônico, orçamento da obra, gerenciamento de processos, desempenho térmico e impacto ambiental dos materiais e de sua aplicação. O pensamento projetual através do BIM precisa ser implantado desde as ideias iniciais e é melhor empregado quando influencia toda a cadeia de tomadas de decisão que configura o projeto, incluindo análises pós-ocupação. Mas, apesar da comprovada eficiência do sistema, sua implantação e adoção pelos escritórios de arquitetura, assim como por empresas que prestam serviços complementares ao desenvolvimento de projetos na construção civil, tem se mostrado gradual e, muitas vezes, sofre com certa resistência à mudanças nos hábitos de trabalho das equipes. Neste sentido, convidamos o arquiteto Luiz Augusto Contier, da Contier Arquitetura, para dividir sua experiência pioneira na implantação do BIM e no uso do Revit no Brasil. Além dele, nosso outro convidado, Ricardo Bianca, arquiteto e especialista Técnico da Autodesk para Arquitetura, Engenharia e Construção, nos ajuda a vislumbrar oportunidades e desafios de um mercado que tem no dinamismo tecnológico e na inovação duas de suas principais características. Dentre os assuntos conversados, Contier traz em sua fala o ponto de vista de quem optou por uma mudança radical na sistemática de trabalho, definindo o BIM como processo central do desenvolvimento dos projetos de seu escritório há mais de uma década. Naquela época, não havia no mercado profissionais especialistas em BIM, como parece ser tendência atualmente. Pelo contrário, sua equipe precisou aprender na prática mesmo, o que fez do escritório uma referência no uso do BIM e dos diferenciais que ele permite imprimir em projetos complexos, quando é bem aproveitado. Outra questão fundamental, a adoção da tecnologia implica um investimento por parte dos escritórios, nas licenças de uso de softwares compatíveis necessários à execução plena do sistema. O que não é novidade para os escritórios em geral, no uso de tecnologias mais tradicionais de desenho arquitetônico. Ainda assim, programas piratas não são incomuns e acabam afetando a forma como as empresas oferecem seus serviços aos escritórios e sua capacidade de inovação e melhoria dos produtos. Muita informação, dicas de uso e tendências voltadas ao universo projetual do BIM estão a um clique de distância! Bom proveito e até a próxima! Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo). Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Mar 29, 202155 min

Arquicast 130 – Entrevista: Archademy

Para arquitetos e arquitetas que optam por ter seu próprio escritório de projeto, há a necessidade de desenvolver habilidades pouco exercitadas na graduação e pouco associadas à figura do profissional criativo e disciplinarmente focado no objeto a ser construído. O sucesso de uma decisão profissional como esta muitas vezes está mais relacionado à capacidade de encarar o escritório de arquitetura como uma empresa, traçando planos para seu crescimento, do que na genialidade com que soluciona problemas de projeto. Estamos falando exatamente daquele diferencial que ninguém te ensina na faculdade, mas que fará a diferença entre você viver bem de arquitetura, ou simplesmente pagar as contas do escritório. A boa notícia é que alguns negócios da nossa área focaram exatamente em oferecer suporte logístico e complementação de conteúdo para ajudar os escritórios a prosperarem e para fazer do arquiteto autônomo um profissional mais completo e com independência financeira. É o caso da Archademy, aceleradora de negócios na área de arquitetura e design e que tem como sócios, curiosamente, o engenheiro Raphael Tristão e a advogada Anna Rafela. E são eles que conversam hoje com a gente! Talvez por não serem da área de arquitetura tenham conseguido olhar para o mercado com um pragmatismo que costuma faltar aos recém ingressados no campo. Perceberam a possibilidade de investir em uma potencial demanda de escritórios de pequeno porte, voltados à projetos de interiores e reformas, com enorme capacidade de movimentação econômica na indústria da construção civil, mas prejudicados por uma desarticulação da própria cadeia produtiva, e também pela ausência de conhecimento voltado ao gerenciamento empresarial. E é neste sentido que a dupla estruturou a Archademy, gerando troca de experiências e criando oportunidades entre os diferentes atores deste complexo universo profissional. Os sócios descrevem a estruturação do negócio a partir de três dimensões: estática, dinâmica e digital. A estática diz respeito à oferta do suporte físico de ambientes de trabalho e troca de experiências, e onde se consolida a logística de uma comunidade de arquitetos com acesso a serviços e oportunidades exclusivos. A dimensão dinâmica ganha forma através da promoção de eventos em diferentes cidades, em todo o país, e que já conta com um calendário anual de robusta programação e conteúdo. Naturalmente, a pandemia atual forçou modificações neste formato. E o terceiro pilar, o digital, se organiza através da plataforma online de educação, a qual traz cursos e palestras com nomes de referência na área. Ficou curioso? Escute esse bate-papo inspirador e tenha uma nova visão sobre escritórios de arquitetura. Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Mar 22, 202151 min

Arquicast Especial – Atualizações sobre a UIA2021RIO

O Arquicast de hoje vai atualizar você sobre as novidades do maior evento internacional de arquitetura: o 27º Congresso Mundial de Arquitetos que acontecerá no Rio de Janeiro em julho deste ano. Programado inicialmente para ocorrer em 2020, o congresso teve de ser adiado em função da pandemia e muita coisa mudou de lá pra cá. Os desafios trazidos pelo distanciamento social e as limitações impostas pelos diferentes países forçaram a organização do evento a se reinventar. Vamos entender melhor como eles estão se preparando pra isso, e o que você precisa saber para participar, ainda que remotamente. Participa do episódio Elisabete França, coordenadora do Comitê Científico da UIA 2021 Rio. INSCREVA-SE PARA A SEMANA ABERTA | MARÇO 22 A 25 | FRAGILIDADES E DESIGUALDADES | clique aqui! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Mar 15, 202133 min

Arquicast 129 – Entrevista: Nelson Kon

Nas palavras de Eduardo Costa e Sonia Milani, este arquiteto “se consolidou como fotógrafo de arquitetura e é, hoje, sem dúvida, um dos poucos que conseguem traduzir em imagens as palavras, desenhos e conceitos de arquitetos, em especial daqueles com quem comunga ideias”. O Arquicast desta semana, mais um da série de entrevistas, traz toda a experiência do arquiteto e fotógrafo Nelson Kon, num bate-papo de rara honestidade e acesso às vivências pessoais deste grande artista brasileiro. Arquiteto e também dedicado à fotografia, além de admirador do trabalho de Nelson, Manuel Sá nos acompanha na conversa e nos ajuda a compreender o que faz de Nelson Kon uma referência para diferentes gerações de arquitetos e fotógrafos em todo o mundo. Formado na FAU USP em 1983, trouxe a discussão sobre a fotografia como linguagem já nos tempos de estudante. Profissional consagrado, suas fotos ajudam na construção da imagem de diversas revistas, sites especializados e perfis de grandes arquitetos, que confiam no seu apuro técnico e sensibilidade. Inclusive, livros emblemáticos da bibliografia de qualquer arquiteto brasileiro trazem nas capas das primeiras edições o olhar atencioso de Nelson, como, por exemplo, “Lições de Arquitetura”, de Herman Hertzberger e “Complexidade e Contradição em Arquitetura”, de Robert Venturi. O ingresso na faculdade de arquitetura foi evento que aconteceu quase naturalmente para Nelson, pela influência da prática profissional de seu pai. O fotógrafo nos conta que não nutria um afeto especial pela arquitetura, sendo esse afeto construído ao longo do curso e dentro do laboratório de fotografia. O processo de revelar as fotos, ainda no modo analógico, com uma temporalidade própria, foi, em grande parte, responsável pelo seu encantamento com a fotografia e pelo grande tempo despendido na sala escura de revelação, superando em muito o tempo que como aluno dedicava às pranchetas das disciplinas de ateliê. Antes de se formar, Nelson já havia definido que iria trabalhar como fotógrafo de arquitetura. Com uma visão crítica e consciente do papel da imagem na construção de narrativas dominantes em nosso campo, Nelson comenta sobre a evolução do ato de fotografar como um ato ideológico, opinativo, na medida em que se coloca a favor de alguma linguagem, destaca voluntariamente alguns atributos específicos de uma determinada visão do espaço e da arquitetura. Foi assim na bem-sucedida relação entre a fotografia e o Movimento Moderno, e é assim até hoje. Com uma franqueza marcante, Nelson questiona a responsabilidade dos registros arquitetônicos na consagração de obras e autores, assim como seu papel no resgate de arquitetos muitas vezes esquecidos pela historiografia oficial. Dentre os muitos assuntos conversados, o artista compartilha com a gente sua visão sobre a profissão, seu conhecimento técnico, além de experiências pessoais, como a influência de seu trabalho como fotógrafo na apreciação e reconhecimento do legado de seu pai, o arquiteto João Kon. Fala ainda sobre as dificuldades e oportunidades em ter sido pioneiro num campo de atuação profissional que hoje se encontra consolidado, e sobre a sua reconhecida resistência às redes sociais como forma de divulgação de seu trabalho. Para saber mais, acesse nosso site e se prepare para vários minutos de muita informação e entretenimento! Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Dicas do Episódio: Filme: Visual Acoustics | THE MODERNISM OF JULIUS SHULMAN | https://juliusshulmanfilm.com/ Livro: "Looking at Architecture" Kidder Smith | Amazon | Amazon Música: Mateus Aleluia | Spotify | Instagram Evento: Fuckup Nights | site | Youtube Vídeos de música: Louisiana Channel | site Música: Spin Doctors | Pocket Full of Kryptonite | 30 anos! | Spotify App: Divisão de contas | Splitwise Siga nosso canal no YouTube

Mar 8, 20211h 16m

Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep04): Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS)

“Só ficou elefante branco, não ficou nada de bom.” (Luis Fernando Pereira) Hoje é dia de mais um episódio especial, preparatório para a UIA2021RIO EXPO. Vamos falar sobre Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social, a ATHIS. Mais do que entrarmos nas suas questões legais, abordaremos o tema a partir das experiências de dois grupos que atuam nesse segmento, estamos falando do Coletivo Arquitetos da Favela e da empresa ATOS Colaborativos. A lei de assistência técnica é um instrumento de planejamento e transformação legal que poderia aproximar a prática de arquitetura e urbanismo das pessoas e dos lugares onde sua ausência é mais sentida: nos bairros em territórios fragilizados. Dessa forma, auxiliaria no acesso à moradia digna e orientaria melhores práticas para que os recursos fossem utilizados de forma eficaz e precisa. Sancionada em 2008, a lei federal 11.888 é resultado direto do trabalho de Clóvis Ilgenfritz da Silva, pioneiro na defesa da Assistência Técnica pública e gratuita para as habitações de interesse social. Seu trabalho foi fundamental para orientar o foco da discussão sobre moradia para uma população desassistida por décadas. Mas, para que a aplicação da lei seja de fato efetiva, são necessárias as regulamentações municipais, prevendo-a na dinâmica de planejamento orçamentário e urbano das cidades. Basicamente a ATHIS se apoia em três grandes iniciativas, que é o diagnóstico participativo, a importância da capacitação no canteiro de obras e as estratégias para a viabilização financeira das ações. É fundamental que esse debate se torne prioritário na esfera acadêmica, através de projetos de pesquisa e extensão, para que novos métodos sejam desenvolvidos e convertidos em uma visão atualizada dos problemas urbanos que tangem as estruturas do habitar. A arquiteta Ana Paula Luz, fundadora e coordenadora da Atos Colaborativos, conta que iniciou seus trabalhos pela vontade de oferecer à sociedade um trabalho qualificado, mas que também pudesse ser devidamente remunerada pelo seu ofício. Para isso, elaborou oficinas com estudantes, criando mais uma fonte de recurso para as obras, além dos investimentos de apoiadores locais. Os valores arrecadados eram destinados diretamente para as reformas, que tinham um processo minucioso de escolha das famílias a serem atendidas. Representando o Coletivo Arquitetos da Favela, participaram do episódio o arquiteto Eric Alves Gallo, também co-fundador do Urbanistas nas Ruas, e o aluno Luis Fernando Gomes Pereira, estudante de arquitetura e urbanismo na Santa Úrsula, Rio de Janeiro. Ambos nos apresentaram um olhar diferente do “olhar estrangeiro" quando o assunto é atuar nas favelas, Luis Fernando descreve seu aprendizado do ponto de vista do morador, filtrando e transformando sua breve experiência acadêmica pela sua vivência cotidiana, e nos revela a imensa satisfação em compartilhar isso com os demais alunos no ambiente de ensino. Do outro lado, ficou evidente que para atuar em uma realidade que não é a sua, a escuta ativa se torna fundamental para a compreensão dos problemas, dos desejos e dos anseios de uma população sem acesso aos seus direitos básicos constitucionais. A construção de um olhar técnico renovado só é possível a partir da consolidação de novos processos de ensino e aprendizado em arquitetura no Brasil. As estruturas curriculares atuais, que foram sedimentadas pela cultura de um saber técnico secular, não devem ser descartadas em busca de uma nova ordem, claro, mas poderiam ser transmutadas por práticas advindas da colaboração, empatia e inovação. Eric Gallo enfatiza a necessidade de uma comunicação que alcance outros grupos, para além da “bolha” dos estudantes e profissionais já interessados em ATHIS. Esse movimento exigirá a inserção de novos propósitos para a prática da assistência técnica, que talvez possam ser revelados pela potência econômica que é o mercado da construção que diariamente opera nessas localidades,

Mar 1, 202142 min

Arquicast 128 – Paisagismo e Arquitetura Paisagista

Atualmente, um dos campos mais promissores para quem trabalha com projetos é aquele que envolve o planejamento das áreas livres, naturais e urbanizadas, que fazem parte da paisagem das cidades. O frágil equilíbrio dos sistemas hídricos urbanos e as consequências sociais da crise climática mundial são exemplos em larga escala dos impactos que a ausência de uma consciência sobre a importância dos ecossistemas naturais tem para a qualidade de vida nas cidades. E é neste sentido que devemos olhar com atenção para o papel do Projeto Paisagístico e da Arquitetura Paisagista. No episódio de hoje, convidamos dois profissionais com formações diferentes, mas complementares, para nos ajudarem a entender que o projeto da paisagem vai muito além da composição de jardins e pode, de fato, contribuir para um futuro urbano ambientalmente mais equilibrado e socialmente mais justo. Nossos convidados são a arquiteta e urbanista carioca Lucia Costa, doutora em Paisagismo pela University College, em Londres, e uma das fundadoras do Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagista, no PROURB-UFRJ; e o arquiteto paisagista português Ricardo da Cruz e Sousa, mestre em Arquitetura Paisagista pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, e doutorando em Urbanismo pelo PROURB-UFRJ. De uma forma geral, as disciplinas de Paisagismo e de Arquitetura Paisagista envolvem a concepção, elaboração e execução de intervenções na paisagem, através do projeto e do planejamento, em diferentes escalas e abordagens. A origem da profissão remete ao final do século XIX, quando, inspirado na tradição inglesa, Frederick Law Olmsted realiza nos Estados Unidos projetos de grandes parques públicos como solução para os problemas ambientais das cidades industriais. Mas, como Lúcia faz questão de frisar, o campo do projeto paisagístico sempre se mostrou bastante dinâmico, constituindo hoje um universo disciplinar diferente daquele de quando se formou. Neste sentido, novas temáticas e tecnologias vem ampliando a forma de se compreender e atuar sobre a paisagem, modificando inclusive o próprio conceito, o qual transita em distintos domínios disciplinares como arquitetura, geografia, engenharia, entre outros. Embora sejam ambas disciplinas projetuais que tem a paisagem como objeto de estudo e intervenção, há diferenças na formação e no escopo profissional que cabe ao paisagista e ao arquiteto paisagista respectivamente. A formação em Paisagismo no Brasil está contemplada, desde os anos 30 aproximadamente, nas graduações de Arquitetura e Urbanismo, de Agronomia e em algumas Engenharias. Há um único curso específico de Paisagismo oferecido pela Escola de Belas Artes, na Universidade Federal do Rio de Janeiro desde os anos 70; além de um mestrado profissional pela mesma universidade. As ênfases disciplinares variam de acordo com a graduação, mas, no que se refere à arquitetura, o Paisagismo teve grande influência das figuras de Roberto Burle Marx e Rosa Grena Kliass, os quais, em diferentes contextos e coerentes com seu tempo, trouxeram para a práxis do paisagismo a contribuição de interdisciplinaridades como a Botânica e a própria Arquitetura, no caso de Burle Marx; e a Geografia, Hidrologia e Climatologia, no que se refere à prática projetual de Rosa Kliass. Já a Arquitetura Paisagista é um campo profissional não regulamentado no Brasil, não havendo uma graduação específica para este fim. Portugal é um país com tradição na disciplina e já conta com quase 80 anos de prática profissional. O curso, que é uma graduação separada da Arquitetura, tem em suas origens a influência da escola alemã Landshaft, orientada ao ordenamento territorial e às ciências agrárias; e foi incialmente implantado como uma especialização dentro da graduação em Engenharia Agrônoma. Ao tornar-se um curso autônomo, a Arquitetura Paisagista manteve a ênfase disciplinar baseada nas ciências naturais, associando-as às técnicas e instrumentos das artes clássicas aplicadas ao projeto. Assim como o Paisagismo,

Feb 22, 202143 min

Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep03): Bora na Obra

Um dos grandes desafios para aqueles que ingressam no mercado de projetos de arquitetura é o pouco conhecimento de como esse mercado funciona. Além das dificuldades naturais de todo negócio em estágio inicial, há um sentimento de despreparo por parte dos arquitetos e arquitetas no que tange à realidade do canteiro de obra e todo o passo-a-passo que envolve tirar um projeto do papel e torná-lo concreto. Pode parecer estranho para profissionais de outros campos, mas o fato é que arquitetura é uma atividade bastante complexa e a graduação apenas introduz o aluno neste universo, sendo necessária uma aprendizagem continuada para exercer a profissão nas suas diferentes frentes, de forma eficiente e ética. Mas calma, ninguém está sozinho! Pensando nessa demanda e partindo da própria experiência em montar e sustentar um escritório é que o casal Rafaella e Alex Brasileiro idealizou o Bora na Obra, uma empresa de atividade plural, presente em diferentes plataformas, mas todas com o objetivo de facilitar o cotidiano de quem quer não só projetar, mas executar arquitetura! Esse é mais um episódio especial que antecede o evento da UIA2021RIO. Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo) Até a próxima! Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Feb 15, 202142 min

Arquicast Tecnologia 004 – Casa Inteligente

Oferecimento: Positivo Casa Inteligente O novo episódio da série Arquicast Tecnologia trata de um assunto que há pouco tempo estava apenas no reduto dos aficionados por tecnologia, ou mesmo nos corredores das instituições de pesquisa e desenvolvimento. As conhecidas “smart homes” ou “casas inteligentes” são, agora, uma realidade bastante acessível. É notório que com a popularização dos smartphones e a melhoria do acesso à internet – ainda que para as camadas mais privilegiadas - diversos gadgets surgiram na esteira da conectividade. A casa inteligente é aquela que melhor atenderá uma geração que já nasceu conectada e que passa mais tempo em casa. Funcionalidades até então complexas ganharam novas formas de aplicação versáteis e bastante práticas. Segurança, sistemas de iluminação, conforto e comodidade agora estão literalmente na palma da mão, em um clique no seu celular! Para falar um pouco sobre essas novas possibilidades participam da conversa os arquitetos Lucas Shinyashiki e Franco Faust do SOLO Arquitetos, além de José Ricardo Tobias, responsável pela Positivo Casa Inteligente. O conceito de Casa Inteligente vem de outro paradigma tecnológico da contemporaneidade, o da Internet das Coisas (IoT), que objetiva equipar utensílios da vida cotidiana para se conectarem à uma rede de comunicação. Pensar em uma casa inteligente, portanto, é pensar em soluções controladas digitalmente, através da internet, facilitando o dia a dia dos usuários. Para o campo da arquitetura, o avanço tecnológico voltado à automação dos ambientes influenciou não apenas as possibilidades de especificação, mas também o próprio processo de projeto, muitas vezes simplificando procedimentos de execução. Para saber mais sobre desenvolvimento de casas inteligentes e sobre os produtos mais recentes já disponíveis no mercado, escute aqui o episódio e acesse a página da campanha de iluminação da Positivo Casa Inteligente. Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Feb 12, 202148 min

Arquicast 127 – Entrevista: Gabriela de Matos

Nosso mais novo episódio retoma a série de entrevistas em grande estilo. Nossa convidada foi eleita em 2020 “Arquiteta do Ano” pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio de Janeiro, e é uma das palestrantes convidadas para o 27 Congresso Mundial de Arquitetos, promovido pela UIA2021 RIO. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-MG, especialista em Sustentabilidade e Gestão do Ambiente Construído pela UFMG e cursando o mestrado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas na USP, a jovem arquiteta se destacou pelo importante trabalho à frente do projeto Arquitetas Negras, que desde 2018 mapeia a produção arquitetônica de mulheres negras no Brasil. Reforçando sua dedicação ao tema da igualdade racial e de gênero, ela ainda assina o editorial do livro Arquitetas Negras vol.1, vencedor do prêmio IAB-SP na categoria Publicações de Arquitetura, em 2019. Como se não bastasse, a arquiteta acumula o cargo de vice-presidente do IAB-SP na atual gestão e é sócia-fundadora do escritório Brandão de Matos, desenvolvendo projetos e consultorias desde 2014. Conversamos com a polivalente Gabriela de Matos! A busca por uma formação mais humanista e inclusiva tornou-se um objetivo mais claro para a arquiteta após a conclusão de sua graduação, na prestigiada faculdade particular da capital mineira. Foi o exemplo de pessoas que passou a conviver nos anos iniciais como recém-formada, em grupos voltados a valorização da cultura negra, que, talvez indiretamente, tenha assimilado a necessidade de assumir a luta por igualdade racial como um propósito também profissional. Não que já não fosse consciente do racismo. Como ela mesma aponta, todo negro nasce sabendo o que é ser discriminado. Mas nesses grupos e em sua produção cultural encontrou uma oportunidade de exercitar a voz que não teve na graduação. Foi quando percebeu o ambiente “embranquecido”, em suas palavras, em que estudava, ainda que não tivesse sofrido diretamente nenhum tipo de preconceito por parte dos colegas estudantes e dos professores. Esta parece ser uma questão fundamental nessa discussão: ao nos acostumarmos à ausência de diversidade social, passamos a não enxergar os mecanismos de exclusão que sustentam, algumas vezes não intencionalmente, os ambientes que frequentamos e a toda nossa formação. A arquitetura, neste sentido, é considerada um campo profissional elitista e reprodutor de uma cultura de distinção, como se determinados perfis fossem mais habilitados a exercer a atividade do que outros. Tanto que Arquitetura e Urbanismo é um dos cursos com menor presença de negros, perdendo apenas para Medicina (fonte). O que ocorre é que essa habilidade “natural” provém da valorização de um conhecimento intelectual pouco acessível a camadas sociais mais pobres ou culturalmente distantes das referências teóricas e projetuais que autorizam esse saber. Ou seja, a manutenção da cultura dominante sobre o fazer arquitetônico exclui, de partida, a contribuição e a produção plural de grupos sociais vulneráveis dentro da atual realidade urbana brasileira, o que significa menos espaços para negros, mulheres e classes sociais mais baixas. Para saber mais sobre a história de vida e sobre o ponto de vista de Gabriela sobre estas questões, escute todo o episódio. Temáticas sérias e urgentes, mas trazidas com leveza e empatia neste bate-papo necessário. Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: IAB Rede de Parcerias | https://iab.redeparcerias.com/ Livro: "Arquiteturas Contemporánes en Paraguay" - Goma Oficina | https://gomaoficina.com/projetos/arqpy/ Série: "Pretend it´s a city" | https://www.netflix.com/title/81078137 Banda Black Pumas | https://open.spotify.com/artist/6eU0jV2eEZ8XTM7EmlguK6?autoplay=true Série: Zoey e sua fantástica playlist | https://globoplay.globo.

Feb 8, 202151 min

Arquicast Especial – Arquitetura e Cinema: NEW LIFE S.A.

O primeiro filme brasileiro a fazer parte da nossa série Arquitetura e Cinema, New Life S/A é também a estreia do diretor recifense André Carvalheira na direção de longas-metragens. O roteiro foi originalmente pensado por André para abordar a especulação imobiliária na cidade do Rio de Janeiro. Mas entre o argumento inicial e a oportunidade de realização do filme, André mudou-se para Brasília e a cidade passou a ser objeto de interesse e de escrutínio do olhar poético do diretor. A construção e a venda do condomínio residencial New Life S/A são o pano de fundo desconcertante que nos permite olhar para a produção da cidade com olhos bem abertos. Participam da conversa o próprio diretor, e a jornalista especializada em cinema, Janaina Pereira. A questão imobiliária já havia sido abordada por André em outros projetos, mas a cidade de Brasília trouxe certa inquietação para o diretor, pela expansão urbana desenfreada e desigual, tão visível para quem habita a cidade para além do cartão-postal. A capital, que conta a história do projeto modernista brasileiro idealizado e tornado real pelos traços de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, também revela a realidade de uma geografia social frágil e distante da imagem de um país comprometido com o progresso. O arquiteto retratado no filme é visto inicialmente como um profissional idealista, que carrega certa utopia e desejo de mudança, sendo uma personagem fundamental para a trama, assim como políticos e empreiteiros. Sua inocência inicial, entretanto, não o impede de participar de esquemas escusos e jogos de poder tão habituais nas grandes cidades, especialmente naquelas que concentram influência política e econômica como Brasília. Naturalmente, o ambiente político da capital permeia todas as ações que se dão no campo ampliado da arquitetura e da construção civil, e toda uma hierarquia social se faz presente na tensa relação entre os diferentes personagens: arquiteto, pedreiros, mestre de obras, engenheiros e até publicitários. Na busca de viabilizar a construção de um condomínio residencial de alto padrão, problemas com remoções e invasão de áreas de preservação trazem para a cena profissionais envolvidos nas diferentes instâncias administrativas responsáveis pela liberação de projetos e pelo próprio planejamento do território. E, neste momento, o arquiteto passa a ser apenas mais uma peça do quebra-cabeça, envolvendo políticos influentes e poderosas figuras do judiciário. O cliente é o personagem que menos interessa nesta história. É um enredo bastante familiar para brasileiras e brasileiros, mas causa incômodo a naturalidade com que aceitamos o desenrolar da história. Usando de uma narrativa sarcástica a fim de enfatizar este desconforto, o diretor acerta em cheio ao desmitificar a imagem do arquiteto como o gênio criativo, colocando-o num lugar de crise necessário para a reflexão sobre nosso papel na construção deste contexto desigual e excludente. A desigualdade social e econômica marca presença nas relações de trabalho no canteiro de obra, nas relações familiares simuladas na produção publicitária do empreendimento, no contexto urbano onde está inserido o condomínio. E em todos estes momentos está presente também uma arquitetura e um modelo de cidade que colaboram para esta realidade. Muitas outras nuances são debatidas no filme, por isso não deixe de assistir e depois vir conversar com a gente. Bom cast e até a próxima! Parceria de divulgação: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Assista o Filme em streaming até 29/01/2021 em: www.bit.ly/queronewlife Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Jan 29, 202150 min

Arquicast 126 – 100 anos do Instituto de Arquitetos do Brasil

Este ano o IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) completa 100 anos, mais precisamente em 26 de janeiro. A comemoração dessa importante data iniciou ano passado com a exposição “Instituto de Arquitetos do Brasil, Rumo ao Centenário”, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, apresentando uma linha do tempo com os fatos marcantes da história da instituição, dentre eles o 1º Congresso Pan Americano de Arquitetos em Montevidéu no Uruguai em 1920, que foi um marco para a criação do instituto no ano seguinte. Desde os primeiro anos o IAB trabalhou na divulgação da arquitetura, com a realização de concursos de projeto, participação em diversos movimentos artísticos, políticos e sociais nas décadas seguintes, sempre com a preocupação em aprimorar, divulgar e defender o exercício profissional. De lá para cá muita coisa mudou no planeta e na sociedade, cada vez mais indicando a urgência da consolidação da classe perante aos desafios do novo milênio. Para contar um pouco dessa história e também apontar caminhos para o futuro do IAB no Brasil, participam do programa a arquiteta e urbanista Maria Elisa Baptista, primeira mulher e atual presidente do IAB nacional, e o arquiteto Luiz Eduardo Sarmento, atual diretor de cultural do instituto. UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Concurso de Arquitetura Senac BH | site Lançamento Filme NEM LIFE S.A. (Pandora Filmes) Direção: André Carvalheira | Assista aqui em streaming entre 27 e 29/01/20201 Livro: "Caminhos que levam a cidade" - Vera Francileite | Travessa Livro: "As Mãos Inteligentes: A Sabedoria Existencial e Corporalizada na Arquitetura" - Juhani Pallasmaa | Amazon Livro: "O templo" - Stephen Spender | Amazon Livro: "Arquitetura Nova: Sérgio Ferro, Flávio Império e Rodrigo Lefèvre, de Artigas aos Multirões" - Pedro Fiori Arantes | Amazon Episódios Arquicast: Arquicast com Caio Santo Amore Arquicast sobre assistência técnica em arquitetura e urbanismo com Ana Paula Luz Podcast Discoteca Básica: https://discotecabasica.libsyn.com/ Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Jan 25, 202157 min

Arquicast 125 – Livros Clássicos: Aprendendo com Las Vegas

Para começar o ano de 2021, trazemos um livro dos mais importantes da história e da crítica em arquitetura e do urbanismo. Com três autores, Robert Venturi, Denise Scott Brown e Steven Izenour, o livro traz uma curiosa abordagem a respeito de uma cidade que viu seu crescimento acontecer em prol do jogo de azar e, dizem, por um grande incentivo da máfia. Las Vegas, cidade repleta de letreiros, estacionamentos e, é claro, cassinos, serviu como a referência para os autores apresentarem um novo ponto de vista sobre a forma da cidade e os caminhos da arquitetura. UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Concurso de Arquitetura Senac BH | site Livro: Um novo Mundo: O despertar de uma nova consciência | amazon Série: O Gambito da Rainha | netflix Filme: Cassino (1995) | imdb Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Jan 18, 20211h 10m

Arquicast Especial – Concurso de Arquitetura Senac BH (IAB/2021)

É com muito orgulho que apresentamos mais um episódio Arquicast Especial. Como vocês já sabem, o objetivo dessa série é divulgarmos ações, eventos, concursos, exposições e tudo mais que for de importante para a nossa audiência. Novamente esse especial chega com o apoio do Instituto dos Arquitetos do Brasil. Após o sucesso do concurso anterior (FÁBRICA MASCARENHAS), divulgamos hoje mais um concurso em Minas Gerais, agora em parceria com o SENAC MINAS: O Concurso de Arquitetura SENAC BH (link para as inscrições) Trata-se de um projeto para requalificar o complexo de edifícios SENAC BELO HORIZONTE, que é composto por dois edifícios localizados na Rua dos Tupinambás, os chamados “Bloco I” e “Bloco II”, ambos finalizados na década de 70.Tendo em vista o potencial do complexo, será selecionada a melhor proposta que seja capaz promover o diálogo com os contextos histórico e cultural nos quais a unidade está inserida, respeitando a configuração espacial urbana e arquitetônica do Hipercentro de Belo Horizonte. Além da atualização geral das instalações da unidade, o retrofit também visa propiciar, por meio da arquitetura, dos mobiliários e dos espaços, o conceito de anytime, anywhere learning (“a qualquer hora, em qualquer lugar, aprendendo", em livre tradução). A biblioteca, o restaurante e o bar, funcionando como espaços de acesso livre ao público, deverão ser o elo entre o cidadão e os espaços do entorno e os espaços interiores do Senac, de forma fluida e natural. O primeiro colocado receberá R$ 70 mil; o segundo, R$ 30 mil e o terceiro, R$ 20 mil. Os responsáveis pelo anteprojeto vencedor vão desenvolver os respectivos projetos executivo de arquitetura, complementares, além da aprovação do projeto legal. O concurso tem previsão de finalização em maio de 2021. Para falar com mais detalhes sobre essa jornada, participam do programa a arquiteta e urbanista Cláudia Pires, conselheira do IAB e novamente coordenadora do concurso. Também representando o IAB, a arquiteta Taís Mascarenhas. Participam como representantes do Senac BH os arquitetos Maurici Pizzi Máximo e Ivanil Costa Junior. Escutem, divulguem para os colegas e claro, inscrevam-se no concurso! Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Concurso de Arquitetura Senac BH | SITE OFICIAL Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Jan 4, 202149 min

Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep02): O mercado da Arquitetura e da Construção em 2020

Como todo final de ano pede, está na hora de fazermos um balanço de como foi 2020 para o mercado de arquitetura. O ano da pandemia trouxe vários desafios e uma nova realidade com a qual o campo da arquitetura e da indústria da construção civil tiveram que lidar. Neste episódio, vamos saber um pouco mais sobre as adaptações que foram necessárias para sobreviver ao ano de 2020, e quais as expectativas do mercado para 2021. Para isso, estamos com dois convidados que entendem do assunto: Celso Rayol, arquiteto, sócio diretor da Cité Arquitetura e presidente da ASBEA do Rio de Janeiro; e Eduardo Machado, superintendente do Casa Shopping, parceiro da UIA2021RIO EXPO. Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo) Até a próxima! Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 31, 202038 min

Arquicast 124 – Outros Problemas da Nossa Profissão

Como diz aquele bom ditado: “o choro é livre!”. Estamos aqui novamente, em formato de power trio, para reclamar um pouco mais e enterrar de vez as mágoas que 2020 fez questão de acentuar. Brincadeira à parte, nada melhor que uma sessão de descarrego! Para que possamos limpar de vez toda negatividade acumulada! 2021 promete e estamos aqui, acima de tudo, para nos divertirmos com as sugestões que vocês nos enviaram. Algumas são do episódio passado, mas resolvemos incluir o pessoal que também mandou e acabaram não sendo mencionados durante o programa. Deita aí no sofá, apaga luz e vem com a gente nessa meditação! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Dica do Lucas Lima (@oxi_emmanuel) : Arquiteta Luisa Miller da @win.arquitetura e @espoarchitecture Livro: Cabro Frio Revisitado - Editora Sophia Livro: Infinito Vão - Editora Monolito Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 28, 202054 min

Arquicast Especial – Resultado do Concurso Fábrica Mascarenhas (IAB/PJF-2020)

Saiu mais um ARQUICAST ESPECIAL, agora para fazer um balanço final do Concurso Fábrica Mascarenhas. Esse concurso - realizado através parceria entre Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, IAB-MG e IAB nacional - foi um sopro de otimismo para reforçar a importância dos vínculos institucionais no planejamento das cidades, além de dar visibilidade à importância dos trabalhos em arquitetura e urbanismo para a sociedade. Estamos hoje aqui novamente com a coordenação do concurso, a arquiteta Cláudia Pires; com o representantes do IAB e presidente da comissão julgadora, Lucas Franco; e claro, com o vencedor, o arquiteto e urbanista Henrique W. Zulian. Aperta o play! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Concurso Nacional de Arquitetura | Fábrica Mascarenhas Link para download das pranchas do projeto vencedor. Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 21, 202040 min

Arquicast 123 – Sessão Terapia: os problemas da profissão

Arquiteta e arquiteto que se preze adora falar sobre a profissão e sua importância para a qualidade de vida das pessoas. Não é pra menos! Sabemos que podemos contribuir na construção de um ambiente urbano mais justo e que nossas atitudes podem impactar diretamente o cotidiano de quem vive na cidade. Mas – e tem sempre um “mas” – não estamos livres de problemas. Ser crítico com nós mesmos e saber reconhecer nossas dificuldades é fundamental para evoluir na carreira e na vida pessoal. Essa auto avaliação pode passar por pontos dos mais pessoais – como o ego ou a maneira de se colocar para os outros – até aqueles que são base do que fazemos, como as fronteiras do nosso campo profissional. Por isso, hoje é o dia de explodir o hatch, de lavar a roupa suja, deitar no divã e refletir sobre quais aspectos de nossa postura profissional como arquitetos e arquitetas merecem mais atenção! Bora ouvir! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Programa Pascquale Cipro Neto CBN | link Filme | Amazon Prime | O mal não espera a noite | link Filme | Amazon Prime | Uncle Frank | link Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Dec 14, 202058 min

Arquicast 122 – Trabalho Final de Graduação

O Arquicast da quinzena traz o Trabalho Final de Graduação (TFG), ou Trabalho Final de Curso (TCC), para o centro do debate. Essa famosa sigla remete a um momento muito importante na educação de todo arquiteto. Para os já formados, é uma das lembranças mais marcantes de toda a faculdade. Para o estudante, pode ser uma etapa com sentimentos conflitantes: a ansiedade pelo desafio que terá pela frente, associada ao entusiasmo de desenvolver um projeto com total autonomia. Esta etapa da formação costuma seguir um ritual que envolve incertezas, expectativas e acima de tudo muito trabalho. Além disso, um TFG bem desenvolvido pode significar uma primeira oportunidade de se apresentar para o mercado profissional, coroando o portifólio de produção acadêmica tão importante na comunicação das habilidades e personalidade do futuro arquiteto. Não por acaso, esta disciplina de projeto é objeto de concursos de alcance nacional e internacional, ajudando a refletir a qualidade do ensino de arquitetura nos diferentes contextos. Muitas faculdades dividem o percurso final do aluno no curso em duas etapas: uma teórica, focada na pesquisa bibliográfica sobre o tema, e outra projetual, onde a pesquisa é aplicada no desenvolvimento do projeto em uma situação hipotética, e na sua expressão gráfica nas diferentes etapas de detalhamento. O formato final da entrega e apresentação do trabalho pode variar bastante entre as instituições, mas normalmente conta com uma banca examinadora, composta por professores internos e convidados externos, o que torna a experiência emocionalmente desgastante para o aluno em avaliação. Apesar do desgaste, é fato que a capacidade de defender ideias frente a um público, equipe e parceiros, é uma das competências mais exigidas do arquiteto no campo profissional. E essa defesa se dá através da organização do conjunto dos documentos gráficos que traduzem o projeto bi e tridimensionalmente, mas também através da clareza e empatia com que os argumentos de projeto são oralmente comunicados pelo arquiteto. O sucesso de um projeto muitas vezes repousa, ainda, na habilidade do profissional em ouvir críticas, assimilar mudanças e reapresentar propostas mais afinadas com a expectativa e necessidade do usuário. Mas qual é o papel do TFG na formação do arquiteto? Quais os objetivos, pedagógicos e metodológicos, que devem pautar a escolha do tema e a condução do processo? Estas perguntas causam acalorados debates entre professores, alunos e acadêmicos. Não há consenso – o que não é necessariamente ruim – sobre quais objetivos priorizar: uma temática mais pragmática, voltada para a compreensão do contexto profissional em que o aluno irá atuar e uma escala que permita maior definição da materialidade e tectônica da intervenção; ou uma abordagem mais experimental, apoiada em parâmetros inovadores e visão mais holística do problema de projeto, contribuindo para o questionamento do campo profissional estabelecido. Qual o equilíbrio entre dinâmicas de conservação e inovação no processo de ensino e aprendizagem do futuro arquiteto? Para saber mais sobre expectativas e preocupações pertinentes ao tema e ouvir um pouco sobre a experiência de quem já passou por este inesquecível momento. Bom cast e até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Concurso TCC | Projetar.org Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Nov 30, 20201h 4m

Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep01)

Hoje iniciaremos mais uma série do Arquicast Especial! No centro do debate está a UIA2021RIO EXPO, a feira de serviços e negócios que faz parte do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, maior evento internacional voltado para o campo da arquitetura, que acontece no Brasil pela primeira vez. Em julho de 2021 a cidade do Rio de Janeiro será o palco deste grande momento de encontro, de troca de conteúdo e de oportunidades de negócios, numa escala e abrangência inéditas para quem é da área da arquitetura, decoração e design. Julho de 2021 pode parecer longe, mas as atividades associadas a feira já estão a pleno vapor! Vários eventos estão programados para todo semestre e as diferentes plataformas de interação com a Feira vão garantir fácil acesso as informações mais atualizadas. Pensando nisso, o Arquicast inaugura a parceria com a UIA2021RIO EXPO, nos tornando o podcast exclusivo do evento e operando como um canal de comunicação das atividades, através de episódios mensais com conteúdo e notícias pertinentes à feira e toda a programação associada. Serão 9 episódios até julho, disponíveis em todos as plataformas Arquicast, no site oficial do evento e também pelo Youtube, no canal EXPO, acessando a playlist Podcast Arquicast/Expo (link). Para dividir com a gente a experiência de organizar um megaevento como este e contar porque esta é uma oportunidade imperdível para quem é da área, convidamos Diego Vidal, Gerente de Projetos; e o arquiteto Anderson Fioreti, Consultor Técnico e Diretor de Conteúdo da UIA2021RIO EXPO. Dentre vários assuntos, falamos sobre o conceito de feira como um lugar de encontro, indo além do entendimento tradicional de um grande ambiente de vendas. As generosas dimensões dos armazéns a serem ocupados pela Expo, no Pier Mauá, receberão atividades que aliam inovação, conhecimento e ocasião de negócios, porém ambientadas em uma atmosfera de entretenimento, contando com programação cultural variada e com o clima de informalidade e celebração característicos da cidade do Rio. O foco é na experiência do arquiteto no universo da Expo. O evento é voltado para arquitetos, designers e estudantes e para isso promove espaços para diferentes perfis, seja expositor ou visitante. Também pela parceria com o congresso, debates e palestras serão promovidos, através de nomes importantes da área, mas com enfoque prático, voltado ao conhecimento aplicado na construção e na produção de projetos. Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo) Até a próxima! Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Nov 23, 202027 min

Arquicast 121 – Arquitetura em Container

O uso de containers como solução projetual tem se mostrado uma forte tendência na prática arquitetônica contemporânea. A adaptação deste objeto utilitário idealizado para transporte de carga em espaços habitados pelo homem tira partido de algumas características como sua capacidade modular, seu adequado dimensionamento e também da estética industrial que carrega, agradando a muitos segmentos do mercado. As vantagens do uso do contêiner como arquitetura vão além de seus atributos materiais e espaciais. Um dos problemas da construção civil tradicional é o excesso de resíduo gerado no canteiro de obras. O reaproveitamento de estruturas já existentes diminui significativamente a produção de entulhos, deixando a obra mais limpa, mais rápida e possivelmente com menor custo, a depender de outras definições de projeto. A ideia de uma construção inovadora, sustentável e economicamente viável é bastante sedutora, mas há limites aos usos possíveis de serem abrigados no container e há especificidades que demandam cuidados nos processos que tratam de sua conversão em objeto arquitetônico. Para esclarecer tais questões e lançar luz sobre outras tantas, convidamos o arquiteto Daniel Assuane (https://www.casacontainermarilia.com.br/) que tem se especializado no uso do container em diferentes projetos, um deles selecionado para o “Building of the Year 2020”, premiação promovida pelo site Archdaily Brasil. O arquiteto Victor Caixeiro também contribui com sua experiência no uso de containers para fins comerciais. Há relatos do reuso de vagões de trem para outros fins desde o século XIX, na Europa. Também no período de guerra, containers chegaram a ser adaptados para abrigos temporários. Mas a contemporaneidade certamente inaugurou uma forma própria de reaproveitamento do equipamento, explorando sua capacidade como unidade compositiva e refinando a rusticidade estética do objeto original. Os projetos que têm no container seu partido inicial não necessariamente precisam se restringir a ele, o que gera uma diversidade de soluções plásticas quase contraditória a lógica de modulação baseada no agrupamento de partes iguais. Outras especificidades podem ser apontadas quanto aos cuidados na hora de escolher qual container comprar, com quais materiais revestir e como os sistemas complementares de funcionamento do edifício dialogam com a estrutura em caixa, usualmente feita em aço cortén. Mas nada que dificulte sua grande aplicabilidade para o projeto arquitetônico e sua execução. Para começar a tirar suas dúvidas e curiosidade a respeito, ouça nosso episódio. Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Tiny Houses no Brasil: site Entender a estrutura do container | artigo Trendwatching.com Série: Atlanta | Netflix Canal "entre para morar" | youtube Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Nov 16, 20201h 2m

Arquicast Tecnologia 003 – Painéis Decorativos

Oferecimento: Mentha Painés Decorativos | Acesse esse link peça seu catálogo físico (para os 10 primeiros!) O Arquicast Tecnologia traz como protagonista de nossa conversa um produto muito versátil e amplamente utilizado em projetos de arquitetura de interiores: os painéis decorativos. Afinados com o que há de mais inovador na indústria 4.0, os painéis são peças fabricadas com alta tecnologia, mas com a vantagem de poder serem feitos sob medida para cada ambiente, dando ao arquiteto grande liberdade nas possibilidades de aplicação. Tamanha versatilidade já é reconhecida como um valor tanto por quem cria, quanto por quem investe no produto. O mercado residencial, por exemplo, que tem sido objeto de intensas transformações recentemente, é um dos tipos de projeto que muito tem a ganhar com soluções práticas, adaptáveis à diferentes demandas, sem cair no risco das generalizações formais típicas da produção em massa. Mas como associar a tecnologia da produção industrial à capacidade de customização típica de processos mais artesanais? Para falar sobre característica do produto, seu processo de fabricação e das possibilidades de aplicação para o mercado de arquitetura, trouxemos convidados que entendem do assunto. Para falar do processo de produção e das características técnicas que qualificam os painéis, convidamos Piero Cerdeira, administrador de empresas, especialista em governança corporativa e planejamento estratégico e hoje é sócio proprietário da Mentha Paineis. Para nos ajudar a visualizar o universo de possibilidades de uso desse material, convidamos a arquiteta Ana Maria Miranda (Art 2A Arquitetura), que há 13 anos trabalha com projetos comerciais e residenciais de alto padrão e que acumula experiência na aplicação de painéis em seus projetos. A aparente simplicidade dos painéis decorativos pode enganar. Para se conseguir um produto de grande durabilidade, fácil manuseio e instalação, toda uma gama de processos precisa ser levada a cabo. O aparato tecnológico por trás da fabricação dos painéis é bastante sofisticado e prima por otimizar o desempenho do material natural, normalmente feito em MDF. Aplicando-se outros processos ao MDF se consegue uma maior resistência e maior capacidade de customização. A possibilidade de personalizar o painel com desenhos de autoria do arquiteto – seja recortando a madeira ou talhando desenhos e formas – faz com que se tornem um recurso de projeto importante, podendo revestir superfícies e mobiliário, além de dividir espaços com maior ou menor permeabilidade visual, de acordo com a especificação. Se interessou? Participe com a gente deste bate-papo! Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Nov 9, 202039 min

Arquicast 120 – Arquitetura e Cinema: Parasita (2019)

O episódio mais recente da nossa série Arquitetura e Cinema trata do premiado e surpreendente filme sul-coreano Parasita (2019). O diretor Bong Joon-Ho nos convida a refletir sobre fatos e estigmas de uma realidade social que, apesar de focada numa determinada cultura, é representativa de contextos urbanos diversos, como o sul-americano. A luta de classes, afinal, é característica das sociedades modernas e se vê refletida nos espaços que abrigam essas sociedades. Neste sentido, Parasita é uma aula sobre como as desigualdades estruturais desenham a qualidade do ambiente onde vivemos. O filme parte de uma premissa relativamente simples: uma família pobre percebe uma oportunidade financeira em trabalhar para uma família rica prestando serviços de todos os tipos. Mas, para que possam otimizar seus rendimentos, precisam manipular a situação a seu favor, criando aparências: falsificam documentos, escondem os vínculos familiares que os unem e mentem sobre suas qualificações. Tampouco parecem se importar com o prejuízo que possam causar aos demais envolvidos, tão absortos que estão em sua própria necessidade. O que começa como uma história quase cômica vai ganhando complexidade e tensão, e rapidamente nada mais é o que parecia ser. Cercada de metáforas visuais e reviravoltas, a trama encontra nas casas de cada uma das famílias o espaço representativo das diferenças culturais e sociais entre elas. Escassez e excesso; confinamento e amplitude são termos que apontam dualidades materializadas nos ambientes de cada cena, fazendo com que a arquitetura e a cidade sejam tão protagonistas desta história quanto as personagens. Para conversar sobre as diferentes dimensões que o filme nos provoca a debater, convidamos uma jornalista especializada em cinema, Janaína Pereira, e o arquiteto Danilo Hideki, entusiasta do filme e das relações entre estas duas artes. Dentre os aspectos trazidos para a conversa estão a condução genial que o diretor dá ao enredo, passeando por diferentes gêneros cinematográficos, além de sutilezas encontradas nas entrelinhas das filmagens, reveladoras de uma visão crítica sobre as condições de possibilidade que cada contexto econômico permite aos diferentes extratos sociais. Cada família é levada ao seu extremo e a arquitetura se coloca como o palco desigual e cruel onde se desenrolam as situações limites de cada uma. Há muitas nuances a serem exploradas sobre a temática universal que o filme aborda. Para participar desta conversa necessária ouça o episódio com a gente! Até a próxima! Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Canal: Binging with babish| Vídeo Lamem | Canal YouTube Vídeo: "The visual architecture of Parasite" | Youtube Podcast Edgar Wright com Bong Joon Ho | link Curzon Parasita no canal do Lincon Center | YouTube Filme: "Assunto de Família (2018)" | Netflix | crítica Metrópoles Livro: "Baudolino" | Umberto Eco | Amazon Oasis: '(WHAT'S THE STORY) MORNING GLORY?' | Spotify Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Nov 2, 20201h 5m

Arquicast Tecnologia 002 – Metais: Design para um bom projeto

Oferecimento: Tigre Metais Se pararmos para pensar nos ambientes que frequentamos cotidianamente e nos elementos que deles fazem parte, iremos perceber que estamos cercados por equipamentos que, em conjunto, possibilitam não só a adequação do espaço a um determinado uso, como lhe confere certa personalidade. Tecnologia, estética, economia, funcionalidade. Muitos são os atributos que, em conjunto, fazem um bom design de produto, o que faz com que sua criação envolva muita pesquisa e sensibilidade na busca por soluções eficientes e afinadas com os desejos dos seus usuários. O segundo episódio da nossa série Arquicast Tecnologia aborda a importância do design na criação de produtos para o mercado de arquitetura, em especial os metais. Presente em diferentes ambientes, são equipamentos de uso cotidiano que demandam resistência, ergonomia e versatilidade. Qualidades almejadas por quem cria e por quem especifica o produto. Para dividir com a gente experiências e refletir sobre tendências, convidamos Vagner Rodrigues, engenheiro de produção especializado em metais sanitários; e a arquiteta Fernanda Rubatino, com mais de 10 anos de prática em projetos corporativos, comerciais e residenciais. A dupla trouxe para a conversa suas diferentes e complementares perspectivas sobre em que medida o bom design pode contribuir para a qualidade de vida das pessoas: desde o processo de criação e desenvolvimento dos metais, até a etapa de projeto arquitetônico. Questões como quais atributos procurar em um produto, em que momento começar a pensar na escolha de metais e qual o papel da estética na definição do estilo dos metais para a composição de determinado ambiente, estão entre os assuntos levantados. Como os demais episódios desta nova série, nossa intenção é trazer informação prática, que contribua efetivamente como conteúdo útil ao dia-a-dia das pessoas, reunindo os melhores profissionais e empresas do campo da arquitetura e construção civil. Veja como podemos agregar conhecimento prático em uma conversa leve e instrutiva! Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Oct 26, 202032 min

Arquicast 119 – Arquitetura no Instagram

Falar de arquitetura e redes sociais é lembrar, imediatamente, do Instagram. O aplicativo, lançado em 2010, desde o princípio se caracterizou por associar o compartilhamento de fotos a funcionalidades típicas das redes sociais. O sucesso foi extraordinário e em questão de horas após o lançamento já figurava como o aplicativo gratuito de fotografia com maior número de downloads. Em 2 meses, o número de usuários cadastrados superava a marca de 1 milhão. Grande parte deste sucesso envolve a facilidade de edição e compartilhamento de fotos, impulsionadas pela evolução dos recursos tecnológicos de celulares focados na qualidade das imagens captadas pela câmera. Mesmo que inicialmente voltada à interação social, a rede foi percebida por diferentes nichos profissionais como uma excelente ferramenta para negócios. Foi o caso para o mercado de arquitetura, o qual sempre contou com o poder da imagem como forma de divulgação do trabalho do arquiteto. Seja para captar clientes, conseguir parceiros de negócio ou simplesmente fidelizar o público com postagens sobre bastidores de obras e projetos, o mundo da arquitetura está cada vez mais presente na rede social. Também o ambiente acadêmico se utiliza da enorme rede de conexões para promover eventos e divulgar diferentes produções; e não faltam perfis dedicados a informar sobre a obra de grandes arquitetos, democratizando conhecimentos muitas vezes restritos ao meio científico. Mas o bom desempenho na plataforma não depende somente da qualidade do trabalho publicado. Há muito a se aprender sobre recursos, frequência e experiência de uso do seu público alvo para poder explorar a ferramenta de forma eficiente e profissional. Um pouco deste conhecimento foi o que os nossos convidados trouxeram para esta conversa. A arquiteta Amanda Ferber, criadora do perfil Architecture Hunter, contribui com a experiência de quem tem mais de 2 milhões de seguidores em diversos países; também o arquiteto Luiz Paulo Andrade nos conta sua mudança de percepção, quando viu seu negócio ganhar novo alcance ao passar a se dedicar mais a construção do seu perfil, ultrapassando atualmente os 30 mil seguidores. Com total transparência, os arquitetos comentam sobre quais estratégias abordam em suas postagens, dicas sobre como organizar o feed e sobre periodicidade de engajamento com o público, entre outras informações privilegiadas que efetivamente resultam em maior visibilidade para a empresa ou profissional. Em tempos de intensa atividade digital, também as tendências trazidas por novos recursos dentro da plataforma foram abordadas no episódio. Não deixe de ouvir e prepare-se para olhar para as redes sociais com outros olhos. Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Game: Pathologic | Steam Conteúdos livres da PixelShow20202 | youtube | site Perfil Detailit | instagram Diretor Marijn Poels | Filme | Paradogma | site | canal youtube Livro Simon Sinek | "O jogo infinito" | amazon Filme "O dilema das redes" | Netflix Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Oct 19, 20201h 10m

Arquicast Tecnologia 001 – Especificação de Metais: Economia e Sustentabilidade

Oferecimento: Tigre Metais Dando início a uma nova série de episódios, focada em tendências e inovação da indústria da construção civil para o mercado de arquitetura, está no ar o primeiro Arquicast Tecnologia. Há uma demanda por informação mais aplicada ao campo da prática arquitetônica e nos interessa, nesse sentido, ampliar o debate entre diferentes áreas que participam do processo construtivo nas suas múltiplas etapas. Como primeiro tema, trazemos a questão da sustentabilidade no processo de projeto e sua implicação nas decisões projetuais de curto e médio prazo. A consciência ambiental é um valor já assimilado pelos profissionais da construção civil, que não podem se furtar em dar respostas para uma sociedade cada vez mais esclarecida e exigente. Dos primeiros traços no papel ao canteiro de obras, muitas são as estratégias para conceber e realizar edifícios eficientes, fazendo uso responsável dos recursos disponíveis e de tecnologias que melhor se aplicam a cada caso. Dentro do campo da arquitetura de edificações, o momento parece indicar uma preocupação com o aumento do consumo de água e energia elétrica nas tipologias residenciais, tornando pertinente o debate sobre de quais recursos dispõe o arquiteto no objetivo de racionalizar a obra e o funcionamento do edifício, sem deixar de compreender o desejo do cliente e sem comprometer a qualidade do projeto. Neste sentido, uma estratégia importante é a correta especificação de materiais e produtos, que precisa levar em conta aspectos como durabilidade, desempenho, economia e facilidade de manutenção ao longo do tempo. E quando pensamos na água como recurso natural cada dia mais escasso, os metais se tornam aliados importantíssimos do arquiteto, podendo contribuir para a criação de ambientes mais sustentáveis, mesmo num cenário de crescente demanda, como o que se apresenta atualmente. Para garantir um bom desempenho dos metais e dos demais componentes responsáveis pela distribuição da água pelo edifício, são necessários muita pesquisa na concepção dos produtos, tecnologia para sua fabricação e mão-de-obra consciente para a correta instalação dos mesmos. Pensando nisso, trouxemos para nossa conversa um grupo de profissionais heterogêneo, afim de elucidar como as diferentes competências contribuem neste processo: uma arquiteta especialista em sustentabilidade, um técnico hidráulico com mais de 30 anos de experiência no mercado e um engenheiro civil especializado em projeto hidráulico e normas de desempenho. Acesse o episódio aqui mesmo e comece já a compartilhar desta informativa troca de experiências. Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Oct 12, 202038 min

Arquicast 118 – Games e Arquitetura

A indústria dos videogames é uma das mais lucrativas do mundo e envolve uma constante busca por inovação e criatividade. O campo conhecido como Game Design envolve a criação e o planejamento dos elementos, regras e dinâmica dos videogames. Faz parte deste processo pensar nos ambientes virtuais onde a ação do jogo se desenrola, posicionando o jogador em contextos virtualizados ricos em detalhes e cheios de personalidade. Seja na reprodução minuciosa de cidades reais e conhecidas, seja na criação de lugares totalmente novos, a arquitetura e o urbanismo são aliados do profissional que desenha estes produtos, o game designer. O arquiteto, por sua vez, tem a tecnologia como ferramenta de trabalho. Muitas vezes uma ferramenta nova altera as formas de pensar e fazer arquitetura e há bons exemplos de aparatos digitais, provenientes do universo gamer, que hoje fazem parte da prática so arquiteto, no processo de assimilar novas tecnologias para representar e estudar cidades e arquiteturas, como softwares de renderização e realidade virtual.. E é por isso que o Arquicast desta semana convidou o game designer João Marcelo Beraldo, da INSANE, para conversar sobre afinidades entre esses diferentes profissionais. Dar forma ao ambiente virtual onde o jogo acontece é crucial no desenvolvimento de games. O espaço do jogo é onde o jogador está e é necessário que este espaço o ajude a compreender os desafios que terá que enfrentar, participando ativamente da narrativa por trás da ação em si. Este contexto virtual dá o tom da história a ser contada e influi psicologicamente nas decisões que o jogador tomará em diferentes momentos. Assim como num livro, onde o escritor, através do texto escrito, envolve os personagens descrevendo os lugares suportes da história, o game designer também precisa transmitir determinada ambiência que o ajude a organizar espacialmente o roteiro previsto para o jogo. Este processo envolve decisões relativas tanto ao conteúdo do jogo, quanto aos recursos mecânicos que irão viabilizá-lo. Este equilíbrio entre a história do jogo e os recursos técnicos empenhados culmina na criação de cenários usados como dispositivos psicológicos que direcionam o jogador no desenvolvimento das tarefas necessárias à conclusão de cada fase. Como na vida real, reagimos instintivamente a determinados estímulos e somos influenciados pelo ambiente. No videogame, os espaços induzem comportamentos sem tutoriar excessivamente as escolhas de cada jogador, mantendo sua autonomia na partida. Há vários tipos de jogos e o uso de dispositivos arquitetônicos varia de acordo com o objetivo. E mesmo dentro de um único jogo, há diferentes dimensões que precisam ser contempladas em paralelo à ambientação dos cenários em si, como aspectos econômicos, relativos a formas de monetização, ou critérios de nivelamento das fases na medida que se progride dentro do jogo. Na busca por ambientar os diversos desafios e sustentar a atenção dos jogadores num mercado extremamente competitivo, a pesquisa histórica se torna uma aliada, na medida em que oferece farto conteúdo imagético sobre lugares reais e ativos na memória coletiva de determinada cultura. É o caso do recurso às cidades e obras greco-romanas ou medievais, e os valores com as quais são associadas. Sem o compromisso de reconstruir fielmente os ambientes, o game designer atua com grande liberdade, lançando mão de referências arquitetônicas de distintos momentos históricos para a criação de contextos completamente novos. Também as cidades e suas lógicas de crescimento são objeto de interesse para o designer, na medida em que é preciso programar como os vários usuários podem construir suas realidades dentro de uma mesma plataforma. Parece super interessante, não é? E é! Para saber mais desse universo em expansão, ouça o cast com a gente! Aproveite e até a próxima! Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui

Oct 5, 20201h 22m

Arquicast 117 – Entrevista: Miguel Pinto Guimarães (MPGAA)

O mais recente episódio da nossa série Arquicast Entrevista traz como convidado o arquiteto Miguel Pinto Guimarães, um dos palestrantes confirmados para o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, promovido pela UIA, que acontece no Rio, em julho de 2021. Formado pela UFRJ em 1997, Miguel acumulou experiência trabalhando com projetos em parcerias importantes, como as sociedades com Thiago e Claudio Bernardes. Mas desde 2003 está à frente do MPG Arquitetos Associados, onde pôde buscar um repertório próprio com a ajuda de suas sócias Adriana Moura e Renata Duhá. Quem também participou do bate-papo foi outro arquiteto carioca, Alexandre Pessoa, doutor e professor na FAU-UFRJ, amigo e contemporâneo à Miguel na graduação. Numa conversa bastante despojada, bem característica do perfil de nossos convidados, comentamos sobre o “jeito carioca” de ser arquiteto. Na expectativa de compreender como a cidade influencia sua visão sobre arquitetura, a resposta de Miguel nos levou bem além do projeto e apontou exemplos dessa identidade em diversas outras situações profissionais, como por exemplo o relacionamento com o cliente, a dificuldade – ou um certo estranhamento – em trabalhar em cidades de cultura diferente, como São Paulo, onde o escritório também atua e onde o “jeito paulista” de ser, mais objetivo nas palavras de Miguel, define as dinâmicas de trabalho. Certo é que a cultura carioca está representada na arquitetura, nos processos de trabalho e nos interesses de Miguel e de toda sua geração. O arquiteto sempre se destacou no mercado de edifícios residências e mostra apreço pela oportunidade que esta tipologia traz ao demandar uma relação mais próxima com o cliente, de cunho mais emocional, diferente de projetos comerciais, por exemplo. E nisso a facilidade de comunicação e uma certa informalidade, associadas ao carioca em geral, são vistas como pontos positivos e que Miguel conscientemente aplica em suas relações profissionais. Com uma equipe entrosada, a dinâmica de trabalho envolve uma constante troca de ideias, grande dedicação e muita autonomia no desenvolvimento dos projetos, permitindo ao escritório assumir várias frentes de trabalho e com uma crescente diversidade programática. Mesmo com uma carreira consolidada, Miguel não deixa de comentar sobre obstáculos à prática de arquitetura no Brasil, no mercado da construção civil. Como a dificuldade de precificar os serviços de acordo com as tabelas profissionais e o desafio em se fazer pertinente numa sociedade pouco habituada à espaços de notável qualidade, seja no ambiente público ou privado. Mesmo com uma atuação majoritariamente voltada para arquitetura, Miguel compartilhou seu pensamento sobre cidade, urbanismo e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano. E, sem cerimônia, aponta o que considera uma inversão de valores numa super valorização da arquitetura privada em detrimento do edifício institucional e das áreas livres públicas em geral. O que difere o Brasil de outros mercados, onde projetos públicos são extremamente valorizados. Vários casos pessoais, muitas risadas e assuntos não previstos pela nossa pauta estão neste cast. Mas que traz, acima de tudo, cultura arquitetônica de qualidade. Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: MPGAA Arquitetos | site Livro: "Dentro do Nevoeiro" Guilherme Wisnik | e-book Amazon Livro: "Espaço em obra: cidade, arte, arquitetura" Guilherme Wisnik | Amazon Livro: "Tudo que é sólido desmancha no ar" Marshall Berman | Amazon Livro: "Colapso" Jared Diamond | Amazon Livro: "A enxada e a lança: A Africa antes dos Portugueses" Alberto da Costa e Silva| Amazon Livro: "O terceiro chimpanzé: A evolução e o futuro do ser humano" Jared Diamond | Amazon Filme: "O barbeiro do presidente" | Netflix Série: "Trotsky" | Netflix

Sep 21, 20201h 15m

Arquicast Especial – Concurso Fábrica Mascarenhas (IAB/PJF-2020)

É com muito orgulho que apresentamos o nosso primeiro episódio da série Arquicast Especial. Com o intuito de divulgarmos, ações, eventos, concursos, exposições, lançamentos, palestras, instituições, e tudo mais que for de extrema importância para o nosso meio, o primeiro especial chega com o apoio do Instituto dos Arquitetos do Brasil. Para inaugurar a série, divulgamos hoje o mais novo concurso realizado pelo IAB Nacional, com coordenação do IAB/MG, em parceria com a Prefeitura de Juiz de Fora, nossa cidade natal. O Concurso FÁBRICA MASCARENHAS. (link para as inscrições) Trata-se de um projeto de requalificação, que inclui o Complexo Turístico e Cultural Bernardo Mascarenhas e Rua Paulo de Frontin. Nele, somam-se atividades culturais junto a um espaço urbano numa área privilegiada e central da cidade. Essa iniciativa pretende tornar o local mais atrativo à população e para aqueles que visitam a cidade. E nada melhor que um concurso de arquitetura, que vai até a etapa de Anteprojeto, para incentivar a profissão e promover a discussão do projeto de arquitetura e urbanismo como ferramenta para melhorar nossas cidades. São objetivos gerais desse concurso, conforme termo de referência: Contribuir para a preservação, valorização e contextualização urbanística do patrimônio histórico arquitetônico e urbanístico; Tornar o Espaço Mascarenhas o mais atrativo destino da população e dos que visitam a cidade; Fomentar o uso do Espaço Mascarenhas como polo de Economia Circular e Criativa; Valorizar o entorno dos edifícios do Espaço Mascarenhas, reforçando a mobilidade a pé e o uso dos espaços públicos; Proporcionar a democratização das oportunidades de exercício profissional e valorização do trabalho do Arquiteto e Urbanista na concepção e desenvolvimento de projetos desta natureza. Para falar mais detalhes sobre esse concurso participam do programa o arquiteto e urbanista Nivaldo Andrade, presidente do IAB Nacional, Cláudia Pires, conselheira do IAB e coordenadora do concurso. E representando a Prefeitura de Juiz de Fora, Romulo Veiga, Secretário de Planejamento e Gestão. Escutem, divulguem para os colegas e claro, inscrevam-se no concurso! Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Concurso Nacional de Arquitetura | Fábrica Mascarenhas Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Sep 20, 202049 min

Arquicast 116 – Arquitetura e Urbanismo na América Latina

Falar sobre a história das cidades e da arquitetura na América Latina demanda um exercício de desconstrução. A narrativa oficial e mais difundida se concentra na compreensão das consequências da ocupação do continente americano – norte, centro e sul – pelos colonizadores europeus, em detrimento do reconhecimento das diversas culturas, técnicas e economias que há mais de mil e quinhentos anos definiam modos de vida e produção do espaço através de diferentes tradições construtivas, tão pertinentes ao contexto multifacetado do continente mais “vertical”, onde cabem mais latitudes que qualquer outro. O termo cunhado pelos franceses, “América Latina”, separa aquilo que a geografia define como uma unidade continental, reforçando a leitura de subcontinentes e distinguindo a América do Norte das demais. Mesmo que muitos considerem esta distinção coerente com as histórias dos países e suas heranças culturais, associado ao termo “latino” há velados preconceitos e, acima de tudo, muito desconhecimento. O arquiteto Fernando Lara, um grande estudioso sobre o tema, nos acompanha nessa conversa, buscando trazer a arquitetura e a cultura urbana latino-americanas para o centro do debate. O conhecimento sobre as culturas pré-colombianas varia bastante entre os países, muito em função das dinâmicas de colonização e da capacidade de resistência dos povos nativos, na medida em que muitos povos foram completamente dizimados, dificultando o acesso à informação sobre os atributos originais do saber fazer em cada localidade, sempre muito relacionado às especificidades geográficas e sociais. Entretanto, a produção arquitetônica contemporânea tem demonstrado crescente interesse em compreender essas raízes, com exemplares de arquiteturas extremamente originais. Como comenta Fernando Lara, não existe cultura pura. A cultura é sempre um híbrido entre diferentes tradições. E as arquiteturas latino-americanas são, neste sentido, símbolos concretos dessa hibridização, que está longe de resultar homogênea, ainda que num mesmo país. O Brasil é um grande exemplo disso. Na primeira metade do século XX, época dos preceitos dogmáticos do movimento moderno, a produção em nosso continente se destacou pela interpretação original que fez da doutrina corbusiana, ganhando maior notoriedade no exterior, apesar de ainda haver pouco diálogo entre os arquitetos latino-americanos propriamente. O direcionamento pragmático para a inovação e a necessidade de refletir uma imagem progressista de nação permitiram à arquitetura moderna, em especial a brasileira, um descolamento das preexistências que até então serviam como referencial urbano e arquitetônico. A troca de conhecimento sobre arquitetura e sobre as práticas no interior do continente é algo bastante recente. Mas, uma vez que se voltem os olhos para ela, nossa cultura arquitetônica se mostra vigorosa, contextualizada e, por isso mesmo, bastante plural. Não faltam bons exemplos para demonstrar isso, e você pode descobrir aqui em nosso programa. Até a próxima! Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio: Concurso Nacional de Arquitetura | Fábrica Mascarenhas Max Bill | vida e obra Livro: "Arquitetura nova" | link amazon Sobre Ailton Krenak | amanhã após pandemia Sobre Conceição Evaristo | literatura afro-brasileira Artigo Fernando Lara | vitruvius Siga nosso canal no YouTube Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Sep 7, 20201h 10m

Arquicast 115 – O Ensino de Arquitetura e a Pandemia

O ensino de Arquitetura e Urbanismo, assim como todas as outras áreas do saber, sofreu um grande impacto com a pandemia. Obrigados a ficar em casa, alunos e professores se viram em um tremendo desafio imposto pelo distanciamento físico: como manter a qualidade da prática do ensino? A maioria das faculdades federais suspenderam as atividades presenciais, mas disponibilizaram seu espaço institucional e parte do corpo docente e de pesquisadores para o enfrentamento da pandemia. Atividades de pesquisa e orientações foram adaptadas para o ambiente remoto e outras atividades complementares foram programadas, de forma a oferecer alternativas à paralisação abrupta da educação presencial. Os cursos que se dispuseram a dar continuidade ao calendário letivo tradicional tiveram que migrar conteúdos e flexibilizar convicções para se adequarem ao ambiente virtual de aprendizagem em um brevíssimo espaço de tempo. Já os cursos particulares, na necessidade de continuar a oferecer os serviços a que foram contratados, apostaram no ensino 100% à distância, apoiados nas decisões do Ministério da Educação, que reconheceu o momento de exceção. Muitas instituições particulares já ofereciam parte do currículo na modalidade EaD, o que facilitou a transição em termos de organização de conteúdo em plataformas e dinâmicas de interação entre aluno e professor. Mas não sem prejuízo para o corpo docente, em especial, que teve uma ampliação de carga horária imediata sem garantias de remuneração e sob o risco de demissões em massa pela evasão de alunos e queda de arrecadação de seus empregadores. Várias entidades, como o IAB-BR, ABEA, FeNEA e o próprio CAU-BR, já faziam ressalvas à adoção do EaD para o ensino de arquitetura e urbanismo antes da chegada da pandemia, por diversos motivos relacionados à natureza disciplinar do curso e aos diferentes alcances que a abordagem pedagógica presencial consegue oferecer. Além disso, as desigualdades sociais e econômicas, já tão agudas, ficam ainda mais evidentes na medida em que aprender remotamente só é uma opção viável para quem dispõe de um lugar adequado para acompanhar as aulas, equipamentos atualizados e muitos dados de internet. Mas a indeterminação quanto ao tempo de duração do isolamento forçou tomadas de decisão e acelerou processos que só poderão ser avaliados no futuro. O cast desta quinzena traz a experiência e as angústias de três arquitetos que, em diferentes papéis, participam do contexto acadêmico e precisam, no seu dia-a-dia, assumir posturas e adaptar rotinas na busca de compreender o que é possível ser feito pelo ensino de arquitetura neste contexto excepcional e quais aprendizagens esta pausa nos revela sobre a maneira como estávamos ensinando e aprendendo antes da pandemia. Mariana Wilderom (IAB-SP), Carlos Eduardo Nunes-Ferreira (ABEA) e Pedro Fiori Arantes (UNIFESP) são nossos convidados nesta importante conversa, sugerindo boas perguntas para este necessário momento de questionamento sobre a educação do arquiteto e urbanista. Até a próxima! Apoio: Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no episódio: Matéria ArchDaily | link | "Arquiteturas da distância: o que a pandemia pode revelar sobre o ensino de Arquitetura e Urbanismo" Siga nosso canal no YouTube Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Aug 24, 20201h 16m

Arquicast 114 – Entrevista: Gru.a Arquitetos

Depois de algum tempo ausente, está de volta o Arquicast Entrevista. E para retomar nossa série, convidamos um grupo de jovens arquitetos que, apesar da pouca idade, conseguiram construir um portfólio bastante consistente! Com sete anos de atuação no mercado e sediados na cidade do Rio de Janeiro, o Gru.a Arquitetos contabiliza obras e intervenções em diferentes partes do mundo. São projetos arquitetônicos, urbanos e de instalações artísticas que, em conjunto, qualificam o trabalho do grupo de forma bastante distinta do tradicional. Além de todos os projetos já construídos, também chama a atenção a produção acadêmica dos sócios Pedro Varella e Caio Calafate, com publicações premiadas no currículo e participação em projetos de pesquisa que tem o processo projetual como objeto de investigação. Essa inquietude criativa pode ser conferida, por exemplo, nos projetos de concurso dos quais participaram, muitos dos quais sendo premiados! Entre eles citamos o 1º lugar no Prêmio de Arquitetura 2015 do Instituto Tomie Ohtake; o 1º lugar no concurso de ideias para o edifício acervo e pavilhão de exposições Casa de Rui Barbosa, em 2013. O Gru.a conta, além dos sócios-fundadores, com um quadro fixo de arquitetos bastante enxuto e qualificado. Este formato, entretanto, costuma variar em função das demandas dos diferentes projetos, opção pertinente e cada vez mais frequente entre escritórios que priorizam a diversidade programática e a experimentação. Parcerias com outros arquitetos com os quais compartilham afinidades viabilizam a incursão em oportunidades de trabalho pouco convencionais ao mercado, como editais de intervenções temporárias, festivais de arte, entre outros. A atividade de pesquisa é parte da rotina dos arquitetos, incentivada pela proximidade de ambos com o meio acadêmico, seja na educação continuada em pós-graduação, seja na prática docente em sala de aula. E esta postura curiosa e investigativa parece pautar também a prática projetual do grupo e pode ser percebida na forma com que organizam sua produção, sempre respaldada por textos cuidadosos e diagramas exploratórios das lógicas compositivas e programáticas do partido. A produção textual não se restringe a memoriais explicativos, sendo praticada como uma forma de refletir sobre o projeto para além do desenho e constituindo, por si só, valiosa contribuição. Acompanhe esta conversa e conheça mais sobre a história e os bastidores do trabalho destes arquitetos. Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no episódio: Livro: "O oráculo da noite: A história e a ciência do sonho" | Sidarta Ribeiro - Amazon Livro: "Verdade Tropical" | Caetano Veloso - Amazon Live: "Mesa 6: Sonhos para adiar o fim do mundo, com Ailton Krenak e Sidarta Ribeiro" | Youtube Siga nosso canal no YouTube Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Aug 10, 20201h 14m

Arquicast 113 – Espaço Público

Das privações que temos enfrentado em função da pandemia, uma das mais reconhecidas é, talvez, a da liberdade de usufruir das áreas livres públicas. Caminhar numa rua de pedestre, encontrar com amigos numa praça, se exercitar em grandes parques ou praias, usufruindo de uma natureza que é, também, urbana. Além do desejo de encontrar com alguém, há o desejo de encontrar em algum lugar, para além do espaço de domínio privado e íntimo. Inúmeras são as atividades sociais que têm como palco os espaços públicos. A própria origem da cidade se relaciona com a vontade de um espaço comum, compartilhado por pessoas diferentes, com diferentes objetivos. O episódio 113 fala sobre essa vontade e sobre as espacialidades onde ela se manifesta. Os arquitetos Nivaldo Andrade e Carlos Alberto Maciel compartilham com a gente reflexões sobre o significado do espaço público para a dinâmica urbana, para o sentido de coletividade e como instrumento da democracia. As cidades brasileiras nem sempre trataram bem seus espaços públicos. E não é incomum o entendimento de que o que é público não pertence a ninguém e que cabe ao Estado, e somente à ele, a responsabilidade pela manutenção e gestão daquilo que não é privado. Mas até onde vai nossa participação na determinação do sucesso ou do fracasso de um espaço público? Quais desses lugares podem ser apropriados pela população? Qual a função deles na qualidade de vida que temos nas cidades? Ruas, praças, parques, são diferentes tipologias de espaços públicos. Há quem entenda que também arquiteturas, mesmo configurando áreas de acesso controlado, desempenham papel ativo na viabilização dos encontros que reforçam o sentido de coletividade. A dinâmica urbana não é fenômeno de simples apreensão. Como também não é simples o projeto que a contempla. Diferentemente do projeto arquitetônico, projetar para o urbano implica em lidar com espaços abertos, sem limites claros, sem programa definido e com a pretensão de atender a expectativas diversas, muitas vezes conflitantes entre si. Apesar dos desafios que impõe ao arquiteto e urbanista, os espaços públicos são elementos fundamentais da vida na cidade e precisam ser compreendidos cada um à sua maneira. Praças secas europeias ativam uma memória afetiva, mas não são desenhos apropriados para todos os lugares; grandes parques arborizados oferecem uma oportunidade única para o lazer, mas não “cabem” em qualquer cidade ou bairro. Cada escala e contexto demanda uma certa abordagem e cabe ao arquiteto ter a sensibilidade de enxergar as diferentes nuances do lugar e da cultura das pessoas que nele convivem. O respeito e compreensão das singularidades é que permitem às áreas públicas serem de fato o palco democrático onde a cidadania se manifesta. E neste sentido, o domínio “público” não se garante apenas no limite legal que a palavra denota, mas também no projeto urbano que amplia o acesso e acata a diversidade ao dar forma concreta aos espaços livres públicos da cidade. Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no episódio: Under Construction Siga nosso canal no YouTube Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Jul 27, 20201h 27m

Arquicast 112 – Arquitetura e Cinema: Gattaca (1997)

Num futuro não tão distante, apesar de avanços tecnológicos e científicos significativos, a humanidade ainda estará dividida em grupos sociais de privilegiados e desprivilegiados. A desigualdade social é um dos temas centrais do filme que abordamos neste cast, mas as causas que diferem os que têm muito dos que têm pouco deixou de ser a pertença à uma classe dominante culturalmente, ou o acesso ao capital financeiro. Ao menos, não à primeira vista. É o determinismo genético que cumpre este papel. Estamos falando de Gattaca, filme de Andrew Niccol rodado em 1997. Parte das questões trazidas pelo filme trata das consequências de uma sociedade oprimida pelo controle genético de sua população: nascimentos, empregos e até relacionamentos são ditados pelo seu DNA. A história que se desenrola neste contexto é exatamente a de um homem comum que, em busca de seu sonho e de maior reconhecimento social, tenta burlar as regras de contratação de uma grande empresa se fazendo passar por uma pessoa geneticamente perfeita. Os “válidos” são exatamente o grupo de indivíduos que tiveram seus genes alterados antes do nascimento, excluindo possíveis imperfeições (físicas e cognitivas) e maximizando características valorizadas pela sociedade e pelo mercado de trabalho. Este futuro nada improvável é retratado pelo diretor através de uma estética do passado, em que carros e roupas da primeira metade do século XX se harmonizam com arquiteturas minimalistas, com destaque para o edifício-sede da empresa onde a trama se dá, projeto de F.L. Wright para o Marin County Civic Center, feito em 1957 pouco antes de sua morte. O grande edifício é caracterizado por uma linguagem de extrema racionalidade, com espacialidades e elementos construtivos compondo cenários de grande pureza geométrica. O resultado final reflete a visão de F.L.W. sobre como seriam as cidades no futuro. Tal uso da racionalidade compositiva também pode ser observado no edifício residencial onde moram os protagonistas. Projeto de Antoine Predock, o CLA Building é parte do campus universitário da California State Polytechnic University, mas, apropriado por Niccol e seus personagens, transmite a objetividade e certa imparcialidade de blocos residenciais que abrigam o habitar como atividade meramente protocolar. Com uma arquitetura “do passado” cumprindo seu papel como elemento representativo de determinada cultura, Gattaca explora questões futuras que já se fazem importantes nos debates atuais de nossa sociedade, como a ética na ciência, a exclusão social e o papel da tecnologia mediando as relações entre os homens. Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no episódio: Under Construction Archdaily | Plano Crítico | Ciência Viva | Vitruvius Siga nosso canal no YouTube Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Jul 13, 20201h 15m

Arquicast 111 – A obra de Niemeyer no Instagram

Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Perfil Instagram: @oscarniemeyerworks | Perfil Rolando Piccolo Figueiredo: @rpfigueiredo Surgido a partir do encantamento e interesse genuíno de um engenheiro mecânico na obra de Oscar Niemeyer, o perfil “Oscar Niemeyer Works”, da rede social Instagram, é hoje uma referência sobre o arquiteto modernista e também sobre como comunicar conteúdos teóricos em arquitetura sem ser maçante. O agora estudante de arquitetura Rolando Figueiredo é o responsável pela façanha e conseguiu unir dois mundos aparentemente distantes: pesquisa científica e entretenimento. Não por acaso, sua conta acumula mais de 87 mil seguidores, entre pesquisadores, instituição de ensino, escritórios de renome e críticos de arquitetura. Abordar o trabalho de Niemeyer sem cair no clichê é um dos méritos de Rolando, que traz a público obras menos conhecidas, mas com abundante documentação, as quais muitas vezes demandaram um verdadeiro trabalho de investigação científica e patrimonial. Muitas das informações que se vê nas postagens, incluindo os textos explicativos sempre valiosos das legendas, constituem material de valor histórico reconhecido que não estava facilmente acessível, sendo o esforço em recolher, organizar e recuperar tais documentos uma grande contribuição à história da arquitetura moderna brasileira. Certamente, não se trata de “mais um blog”. A paixão pela pesquisa arquitetônica tornou-se vocação e está em vias de se tornar atividade profissional, uma vez que Rolando, apesar de graduado em engenharia mecânica, está no último período do curso de arquitetura. O estudo dedicado à obra de autor trouxe para o pesquisador um olhar atento sobre o valor dos detalhes, do contexto em que a obra foi realizada, da mão-de-obra empegada em cada projeto, do acompanhamento da execução. Muito dos bastidores do processo de projeto e construção de alguns ícones da carreira de Niemeyer estão registrados no cast, na fala cuidadosa de quem reconhece a importância da experiência presencial e do saber histórico para a valorização do trabalho do arquiteto. Outra curiosidade é o impacto da própria ferramenta, a rede social, na construção de uma identidade profissional reconhecida e respeitada pelos colegas de diferentes áreas. Entre tantos perfis disponíveis, na abundância de imagens e informações superficiais a que estamos submetidos, não é simples se destacar. O trabalho sério é recompensado pelo acesso à oportunidades de relacionamento e parcerias com profissionais de peso, no Brasil e exterior, que compartilham um mesmo interesse: o amor pela arquitetura. Referências e Comentados no episódio: Wimpy | A casa do bacalhau | site | tripadvisor Série | Crazy ex-Girlfriend | Netflix Visite! Escola Estadual Milton Campos | Archdaily Livro clássico: "Arquitetura contemporânea no Brasil" | vitruvius Livro Carlos Lessa | "Os lusíadas na aventura do Rio Moderno | Livraria Travessa Siga nosso canal no YouTube Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

Jun 29, 202054 min

Arquicast 110 – Lúcio Costa

Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! A cidade brasileira está no centro dos debates atuais sobre qualidade de vida e justiça social em função do quadro pandêmico generalizado em que se encontram nossos núcleos urbanos. Há muito tempo, tanto a relevância do planejamento urbano, quanto o valor do bom projeto habitacional, não tinham o protagonismo que estão tendo hoje, para além dos ambientes sociais e técnicos onde atua o arquiteto. É como se tivéssemos esquecido que a cidade em que vivemos é de nossa responsabilidade e que o descaso é também uma forma de projeto. Agora a realidade cobra o seu preço. Mas nem sempre foi assim. A história nos mostra que o campo da arquitetura e do urbanismo no Brasil pode sim produzir mudanças estruturais positivas para a sociedade, quando se articula na priorização de um projeto de nação que tem como foco o interesse da coletividade e a valorização da plural cultura nacional. O Arquicast 110 traz como tema a lembrança da atuação multidimensional de Lucio Costa (1902-1998), arquiteto e urbanista franco-brasileiro mundialmente conhecido pelo projeto do Plano Piloto de Brasília, e cujos ensinamentos vão muito além da brilhante capacidade de síntese projetual expressada nos traços gráficos precisos que desenharam a capital federal. Quem nos acompanha nesta imersão sobre a ampla contribuição de Lucio à cultura arquitetônica, urbana e patrimonial brasileira são os arquitetos e historiadores Ana Luiza Nobre (link lattes) e Guilherme Wisnik (link lattes), ambos autores essenciais na bibliografia que contempla o arquiteto. Filho de pais brasileiríssimos (o pai, de Salvador; e a mãe, de Manaus), Lucio Costa nasceu em Toulon, na França, onde pode naturalizar muito da cultura urbana europeia, o que certamente lhe permitiu cultivar um olhar atencioso à importância da construção identitária do Brasil através de seu patrimônio material e imaterial. Suas raízes brasileiras se revelaram desde cedo, tanto na valorização de nosso passado arquitetônico, manifesta em sua atuação junto ao SPHAN, quanto na busca de um futuro moderno para o Brasil, através de sua atuação na tradicional Escola Nacional de Belas Artes, onde propõe, quando diretor, a reforma curricular da faculdade de arquitetura, introduzindo novas disciplinas, técnicas e lógica compositiva. Sempre competente e firme em suas opiniões, através de sua formação historicista e curiosidade inata, atuou como um arquiteto eclético por vários anos em escritório próprio e de parceiros, tornando-se um profissional de muito prestígio entre seus pares e clientes. Tudo isso muito cedo na carreira, quando ainda não havia adotado o modernismo como paradigma para sua visão sobre arquitetura e sobre a cidade. Quando decide se “converter” ao Movimento Moderno, o faz de forma abrupta e definitiva, negando aos clientes os projetos historicistas pelos quais era conhecido, ao ponto de faltar-lhe trabalho por alguns anos. O concurso de Brasília, sua amizade e parceria com Oscar Niemeyer, o projeto para o Ministério da Educação e Saúde, são apenas parte da abundante produção de Lucio Costa. Sua sensibilidade para com os fundamentos da arquitetura e do urbanismo e sua função civilizatória nos servem hoje como motivação para refletir nossa contribuição na transformação da realidade. Não perca nenhum detalhe dessa história. Referências e Comentados no episódio: Livro: "Registro de uma vivência" | Lucio Costa | amazon Livro: "Encontros: Lúcio Costa" | Ana Luiza Nobre | amazon Documenário: "O Risco | Youtube Livro: La autopista der Sur | amazon Tese José Barki | O Risco e a Invenção Texto Alvorada vermelha em Brasilia | Vitruvius Filme Los Angeles por ela mesma | filme Palestra: Lucio Costa e a construção do patrimônio nacional | YT Entrevista Jorge Wilheim | Roda Viva Siga nosso canal no YouTube Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020!

Jun 15, 20201h 10m

Arquicast 109 – A rotina do Home Office

Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Em meio à pandemia, estima-se que 900 milhões de pessoas estão ou já estiveram em situação de quarentena domiciliar neste primeiro semestre de 2020. A quarentena, imposta pela necessidade do distanciamento físico, demandou uma reorganização da rotina, das relações de trabalho e, consequentemente, dos espaços que até então acomodavam essas dinâmicas. O home office – trabalhar de casa – não é novidade em muitas profissões, inclusive para parte dos arquitetos, adaptados à pratica autônoma de projeto ou à pesquisa. Entretanto, a excepcionalidade do contexto da epidemia trouxe uma série de desafios ao desempenho de diferentes funções que agora precisam ocorrer num mesmo local, ao mesmo tempo e, muitas vezes, por diferentes membros da família (pais, filhos, avós). O Archdaily Brasil recentemente publicou o artigo “Conselhos para trabalhar em casa durante a pandemia de COVID-19”. Este episódio parte dos tópicos sugeridos pelo texto e traz ainda as experiências pessoais de 3 arquitetos nesses dois meses de adaptação programática e espacial do espaço habitacional à complexidade de nossa rotina urbana. Participaram conosco os arquitetos Alexandre Pessoa, doutor em urbanismo e professor da FAU/UFRJ; e o casal Victor Caixeiro e Natália Torres, que trabalham com projetos comerciais e residenciais. São cinco os conselhos que o artigo sugere para contribuir na manutenção da integridade física e mental das pessoas, durante à forçada adaptação dos modos de vida num cenário de pandemia. São eles: siga as diretrizes apontadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS); limite a quantidade de notícias que acessa ao longo do dia; mantenha uma rotina de horários e funções; mantenha-se conectado socialmente; e promova a tranquilidade. Não é simples, mas parece factível, certo? Só faltou “combinar com os russos”! Para quem não mora sozinho, qualquer cronograma precisa ser acordado e seguido por todos, o que nem sempre acontece, como relatam nossos convidados sobre a vivência com os filhos, por exemplo. Há relatos sobre ganho de tempo útil trazido pela condição de quem trabalha em casa. O tempo gasto com deslocamentos, necessários e desnecessários, é um fato da vida urbana contemporânea que agora pode ser revertido para outras atividades. As tarefas relacionadas à manutenção da casa, na medida em que vão sendo automatizadas, também permitem um tempo de reflexão sobre o trabalho a ser feito, como organizá-lo. Ao mesmo tempo, a não separação física dos ambientes domésticos e de trabalho pode gerar um excesso de horas mentalmente dedicadas às responsabilidades profissionais, ocasionando um cansaço maior. A tecnologia minimiza algumas ausências, como a perda da conexão social com amigos e familiares, e facilita algumas dinâmicas de trabalho. Mas também aumenta a quantidade de informação recebida, a qual é mais difícil de ser filtrada quando estamos o dia todo diante do computador e do celular. Novas oportunidades de trabalho também serão geradas pela necessidade de ficar mais em casa, como o aumento da demanda de projetos residenciais e de reformas adaptando o espaço da casa ao trabalho e ensino remoto. O mercado deve mudar, apesar de ainda ser cedo para qualquer previsão. Mas, para além de toda preocupação relativa ao futuro profissional, o presente nunca esteve tanto em nossas reflexões e conversar sobre isso ajuda a acalmar a mente e compartilhar angústias e esperanças. Referências e Comentados no episódio: Matéria Archdaily Perfil MPG Arquitetura instagram | lives Faça atividade física! | app adidas Rossandro Klinjey | site Show Legião Urbana | 1965 - Duas tribos | YouTube Série UPLOAD | Amazon Prime | resenha Siga nosso canal no YouTube Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected]

Jun 1, 20201h 12m

Arquicast 108 – Livros clássicos: A cidade como um jogo de cartas

Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Está no ar o Arquicast 108 que traz para o debate temáticas de grande relevância na atualidade: o desafio da desigualdade que caracteriza o contexto urbano brasileiro, a importância do papel social do arquiteto e a necessidade de gerar maior engajamento por parte da população, a começar pelos próprios arquitetos, no compromisso de construir cidades mais justas e preparadas para o futuro incerto que se avizinha. Certo é que a cidade é e ainda será o locus preferencial das trocas sociais, culturais e econômicas. Por isso é fundamental falarmos sobre ela. Quem nos acompanha neste episódio é o arquiteto e urbanista Washington Fajardo Nesta proposta de refletir sobre a cidade, buscamos na produção bibliográfica do arquiteto e antropólogo Carlos Nelson Ferreira dos Santos o apoio teórico e metodológico oferecido em sua obra “A cidade como um jogo de cartas”. O livro é resultado do trabalho de Carlos Nelson e sua equipe à frente do Centro de Pesquisas Urbanas, pertencente ao Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), na oportunidade de desenhar 6 novas cidades no ainda virgem Território de Roraima na década de 80. O livro, que tem edição esgotada, é de 1988, mas é importante voltar às experiências prévias que muito explicam a visão do autor sobre a atuação do arquiteto. Visão esta refletida nas suas obras escritas, na prática docente e na sua prática projetual. Carlos Nelson formou-se pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, em 1966, no Rio de Janeiro. A institucionalização da FNA em 1945 se deu com a extinção da anterior Escola Nacional de Belas Artes e foi marcada pela reforma do ensino proposta por Lucio Costa nos anos 30, com a introdução de conteúdos de Urbanismo e Paisagismo na grade curricular. Esse movimento em direção a um maior conhecimento sobre a cidade se explicava pelo contexto de intensa urbanização do território brasileiro, acompanhado por um adensamento habitacional nas principais capitais. Era tal o cenário para essa geração de profissionais do urbano. Naturalmente influenciado pelo contexto nacional, Carlos Nelson dedicou-se ao urbanismo de diferentes formas. Após experiências em favelas, nas quais trabalhou junto com outros arquitetos (Quadra Arquitetos Associados Ltda.) rompendo os paradigmas da política habitacional no Brasil, ingressou no Mestrado em Antropologia. As ciências sociais são uma marca de sua atuação como arquiteto, ao ponto dele se autonomear como um “antropoteto”. Além disso, foi docente ativo do curso de Arquitetura da Universidade Federal Fluminense, o que transparece na forma didática como teoriza sobre assuntos complexos em suas diversas produções textuais. O livro “A cidade como um jogo de cartas” se propõe a um duplo desafio: dar subsídio técnico para os profissionais atuarem no campo do planejamento urbano; e traduzir de forma didática os processos de formação das cidades para estudantes do ensino fundamental. A analogia com o jogo de cartas, associada a um profundo conhecimento teórico explicitado nos capítulos iniciais, consegue cumprir os objetivos propostos e, por isso mesmo, fez da obra uma referência nas escolas de arquitetura no Brasil. Não poderia ser mais atual. Quer saber um pouco mais? Escute o cast! Bom proveito e até a próxima! Referências e Comentados no episódio: A cidade como um jogo de cartas | PDF | Link Fau.USP Documentário Netflix: "Arremesso Final" | link Livro: "A desumanização" Valter Hugo Mãe | Amazon Proposta ONU-Habitat | Link Série: "Show me a Hero" | linkHBO Livro: "Favela: quatro décadas de transformações no Rio de Janeiro" Janice Perlma | Editora FGV Siga nosso canal no YouTube Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed

May 18, 20201h 21m

Arquicast 107 – Archiculture e a cultura do ateliê

Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Em 2014, um documentário chamado “Archiculture” apresenta em 25 minutos o funcionamento de um ateliê de projeto. Nele, acompanhamos a vida dos estudantes de uma faculdade americana no processo de aprendizado e desenvolvimento de projeto: noites mal dormidas, dificuldade com as maquetes, vida social afetada e duras críticas a que são submetidos. Impactante no documentário é perceber como arquitetos, desde cedo, estão extremamente envolvidos em um processo de muita dedicação física e mental. Apesar de ser um registro de uma faculdade norte-americana, qualquer estudante ou professor brasileiro se identifica em grande parte com o que é documentado, nos levando a refletir sobre os desafios do ensino e da aprendizagem em projeto, arquitetônico ou urbanístico. O episódio começa a discutir sobre as metodologias das aulas de projeto, mostrando que o processo de aprendizagem pode ser múltiplo, afinal, os temas e os problemas enfrentados pelos alunos podem ser de natureza muito distintas, por exemplo, questões de tecnologia, de compreensão social, de aspectos históricos e artísticos. Além disso, a discussão sobre criatividade e capacidade de inovação impacta nas escolhas de quais procedimentos serão desenvolvidos em sala de aula. Um dos assuntos debatidos diz respeito à necessidade urgente de compreender que projeto é processo, ou seja, que o desenvolvimento contínuo das habilidades pode ser infinitamente mais eficaz do que a busca pela execução de um produto pronto para o mercado. Fica evidente, nesse momento, uma contradição que o documentário aponta: estamos formando arquitetos que desconhecem a realidade da profissão? Estamos priorizando uma formação que estimula a criação de uma consciência crítica, esquecendo que futuramente esse aluno irá trabalhar, na maioria das vezes, com pequenas partes de grandes projetos. Por outro lado, transformar o ambiente acadêmico de ateliê em um simulacro de um escritório de arquitetura reduz drasticamente as possibilidades de desenvolver no aluno uma autonomia crítica, necessária para que ele seja capaz de enfrentar o mercado de forma mais competitiva. Como comentado anteriormente, apesar do documentário retratar a realidade norte americana, muitos dilemas e embates são similares aos vivenciados nas escolas brasileiras, tal como, lidar com a avaliação do seu projeto sem que isso interfira na relação interpessoal é tarefa quase que impossível. Por fim, a conversa indica que, em tempos de distanciamento social, novas práticas de ensino remoto mudarão drasticamente as rotinas dos ateliês. Se você quiser acompanhar mais sobre esse assunto clique aqui e escute o episódio. Até lá! Referências e Comentados no episódio: under construction Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877 | Clique aqui e entre no grupo!

May 4, 20201h 27m

Arquicast 106 – Arquitetura e Cinema: No topo do poder

Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Mais um novo episódio do Arquicast da série Arquitetura e Cinema! Dessa vez o filme debatido é “High Rise”, no Brasil conhecido como “No Topo do Poder”. A obra é uma adaptação do livro homônimo de James Graham Ballard, e explicitamente faz uma dura crítica social e econômica das formas de organização da sociedade. Dirigido por Ben Wheatley, conta com um elenco de estrelas como: Tom Hiddleston (o Loki da franquia de heróis da Marvel), Jeremy Irons, Sienna Miller, Luke Evans e Elisabeth Moss (da série “Mad Men” e “The Handmaid’s Tale”). Lançada em 2016, a película foi um sucesso de crítica, no entanto, um fracasso de bilheteria. Fato que não atrapalha a experiência, pelo contrário! Um médico legista se muda para um edifício em construção, e aos poucos começa a conhecer seus vizinhos, bem como iniciar um convívio com eles. Nós espectadores vamos desvendando junto com a personagem as nuances daquele ambiente. O edifício funciona como uma grande engrenagem, além dos apartamentos, o complexo possui supermercado, academia, piscina e outros equipamentos. Existe um certo clima de desconfiança, revelado pelas expressões do médico, dessa arquitetura de tipologia Modernista. O edifício pode ser visto como uma espécie de alegoria da sociedade, simulando uma cidade disforme e disfuncional, seus moradores vivem em camadas, estratos sociais divididos pelos pavimentos. Aparentemente, todos se comportam bem nessa megaestrutura, a “criatura” vertiginosa parece atender perfeitamente aos anseios dos seus moradores. Todos saem pela manhã rumo ao trabalho, e desempenham ordinariamente a rotina típica das famílias norte-americanas da década de 1960. Mesmo não sabendo muito bem para onde vão em suas saídas, interessa ao diretor nos passar a percepção de uma sociedade mecanizada, num primeiro momento. O arquiteto que projetou a edificação mora na cobertura, onde supostamente está controlando tudo. Seu apartamento curiosamente simula uma paisagem não-urbana, e fica evidente seu desconhecimento em relação àquelas vidas que ocupam a sua obra. É interessante assistir ao filme entendendo que o protagonista da história tanto pode ser o médico quanto o próprio edifício. Com essa proposta, o filme nos induz a uma série de reflexões e interpretações dos temas estruturados pelo roteiro. Podemos, com essa obra, discutir o problema da arquitetura e a suas assimetrias com o convívio social, ou mesmo o filme pode nos levar ao abismo da psique humana. Bem, você pode acompanhar mais dessa discussão escutando todo o nosso episódio nesse link. Boa diversão! Referências e Comentados no episódio: under construction Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877 | Clique aqui e entre no grupo!

Apr 20, 20201h 13m

Arquicast 105 – Arquitetos e Urbanistas contra o Coronavírus

Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp | Plano emergencia IABsp COVID-19 | Urbanistas contra o Corona Vírus Coronavírus (COVID-19): uma doença infecciosa causada por um novo vírus agora identificado em humanos, ocasionando uma doença respiratória com sintomas de febre, tosse e, em casos mais graves, incapacidade respiratória. Extremamente contagioso, o vírus, até onde se sabe, é transmitido por meio de gotículas de saliva ou coriza. Assim, o principal meio de prevenção é a higienização constante. A inexistência de vacina e a altíssima velocidade de propagação está exigindo, segundo recomendação da OMS, o isolamento permanente da população, com intuito de postergar o contágio entre os humanos, ganhando tempo para que os sistemas de atendimento à saúde não entrem em colapso, ou seja, que não tenham capacidade de atender os casos graves de COVID-19 e de qualquer outra doença existente. Estamos diante de uma Pandemia, um evento que atravessa toda a humanidade e exigirá muitos esforços de todos os campos do saber, incluindo o nosso, arquitetura e urbanismo. Essa crise está revelando todas as fragilidades de um sistema econômico de acesso desigual e, como uma fratura exposta, escancara todos os problemas já vividos pela nossa população como (1) falta de saneamento básico, (2) o acesso à moradia digna, (3) trabalho e renda, nessa ordem, impossibilidade de higienização, dificuldade para o isolamento familiar seguro e incapacidade de se manter em casa durante um período ainda incerto.As próximas semanas serão cruciais e colocarão todos esses inimigos na nossa porta. Hoje estamos aqui para, assim como profissionais de outras gerações fizeram em tempos de crise, pensar e agir. Para isso, precisamos nos organizar, mobilizar, informar e propor, o mais breve possível. Para nos ajudar nesse momento delicado, trouxemos para a conversa a Arquiteta e Urbanista Cláudia Pires, do IABmg e uma das signatárias da Carta Aberta “Urbanistas contra o Corona”, o presidente do IABsp Fernando Túlio e a arquiteta Gabriela de Matos, vice-presidente do IABsp e também coordenadora do coletivo Arquitetas Negras. Ações e campanhas contra o Corona, nos mande a mais próxima de você: Face Shields | UFJF | Juiz de Fora - MG | https://www.instagram.com/laprot.ufjf/ Cartilha para moradores de rua e população em situação de risco Live dia 07/04 | "Coronavírus e população de rua: como eu posso ajudar?" Mapa colaborativo, contribua! Referências e Comentados no episódio: https://www.caubr.gov.br/arquitetos-fazem-cartilha-para-colaborar-na-reducao-da-disseminacao-do-coronavirus/ https://www.archdaily.com.br/br/936598/iabsp-lanca-plano-emergencial-para-arquitetura-em-meio-a-pandemia-de-covid-19 https://urbanismocontraocorona.blogspot.com/ https://urbanismocontraocorona.blogspot.com/2020/03/acoes-emergenciais-para-triagem-e.html https://fundofica.org/ http://iabmg.org.br/site/covid19-e-athis/ https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=1Mp6hCJXvS4ebO_H0Agyb_-w-qIDWC_GT&ll=-22.83319932481292%2C-43.383360490652194&z=11 Acesse o site do evento: https://www.uia2020rio.archi/ Em breve mais notícias da parceria Arquicast+ UIA2020! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para [email protected] Assine o feed: iTunes | Android | Feed Siga nosso canal no YouTube Mande um salve em nosso Whatsapp: (32) 98428-9877 | Clique aqui e entre no grupo!

Apr 5, 20201h 5m