
A História repete-se
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Fim de capítulo e passagem de testemunho: obrigado, Henrique e bem-vinda, Margarida!
bonusNeste episódio especial, o último de 2025, Henrique Monteiro despede-se da coautoria de “A História repete-se” e “passa o testemunho” à historiadora Margarida de Magalhães Ramalho. Os dois, mais Lourenço Pereira Coutinho, conversam sobre História sem roteiro prévio, porque também “são assim as boas conversas”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Como vivia a Família Real portuguesa no Palácio da Ajuda?
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Maria João Burnay, conservadora do Palácio Nacional da Ajuda, para conversar sobre a vida da família real nesta sua residência, sobretudo durante o seu período áureo, no tempo dos reis D. Luís I e D. Maria Pia.Em que locais residiu a família real portuguesa entre o terramoto de 1755 e a proclamação da República em 1910? Como era o seu quotidiano nas últimas décadas do século XIX? E o que não podia faltar à mesa real? Por fim, qual o contributo da rainha D. Maria Pia para o património e decoração do Palácio da Ajuda?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão & Cª: Os “Vencidos da Vida”
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os “Vencidos da Vida”, grupo informal “jantante”, nas palavras de Eça de Queiroz, que entre 1887 e 1894 reuniu algumas das figuras mais conhecidas do meio intelectual, social e político português, como o próprio Eça de Queiroz, Oliveira Martins, ou Ramalho Ortigão. Quem eram os “Vencidos da Vida”, o que os unia e qual o seu percurso? Qual o objectivo das suas reuniões e como eram publicitadas? Por fim, qual o impacto real e simbólico dos “Vencidos da Vida” na sociedade portuguesa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

O complexo processo de admissão de Portugal na ONU (14 de dezembro de 1955)
Qual o enquadramento de Portugal no pós II Guerra mundial? Qual a posição de Salazar sobre a entrada de Portugal na ONU? Porque motivos Portugal apresentou pela primeira vez o pedido de admissão em 1946 e este só se concretizou em 1955? Por fim, quais os desafios, quem foram os aliados e quem foram os opositores na ONU do regime ditatorial português nos tempos seguintes à admissão?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Marquês de Sá da Bandeira: um militar e político liberal e progressista que lutou pelo fim da escravatura (com o major-general Vieira Borges)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o major-general João Vieira Borges, antigo comandante da Academia Militar, Presidente da Comissão Portuguesa de História Militar e biógrafo de Sá da Bandeira, para conversar sobre esta figura histórica, um político e militar liberal e progressista que se bateu pelo fomento do ensino e pela abolição do tráfico de escravos e da própria escravatura. Quem foi Bernardo de Sá Nogueira, um militar que assentou praça com 14 anos, foi dado como morto no campo de batalha em 1814 e, mais tarde, perdeu um braço durante a guerra civil? Quais foram as suas causas e qual o seu posicionamento na complexa política da época? Em que contextos foi por várias vezes ministro e, também, por cinco vezes presidente do Ministério? Por fim, qual o seu contributo para a abolição do tráfico de escravos e para a definitiva abolição da escravatura no território português?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Do ditador Franco ao rei Juan Carlos: os 50 anos do início da “transição” em Espanha
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os últimos anos do franquismo e o início do complexo processo da “transição” em Espanha. Esta fase histórica arrancou após a proclamação de Juan Carlos I como rei de Espanha, o que aconteceu a 22 de novembro de 1975, passam por estes dias 50 anos. Como era Espanha em novembro de 1975? Como foi que o príncipe Juan Carlos de Borbon sucedeu ao ditador Francisco Franco? Quem apoiou e quem se opôs à “transição”? Por fim, quem foram os seus protagonistas e como foi que transformaram pela via reformista uma ditadura numa democracia?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os “retornados” de Angola e Moçambique: histórias que a História quase esqueceu (com Marta Martins Silva)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a jornalista e editora Marta Martins Silva, autora de “Retornados” e “África para sempre minha”, para conversar sobre o fenómeno dos “retornados” e sobre as histórias de alguns dos mais de 500 mil portugueses que, há 50 anos, tiveram de partir de Angola e Moçambique. Será o termo “retornado” adequado para qualificar estas pessoas? E em que contextos partiram? Tinham opiniões políticas semelhantes? O que deixaram em África, como foram acolhidos e se integraram em Portugal, e como refizeram as suas vidas?See omnystudio.com/listener for privacy information.

O 25 de novembro de 1975: será que Portugal estava à beira da guerra civil? (com Filipe Garcia)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Filipe Garcia, autor do livro “Breve História do 25 de novembro” para conversar sobre esta data histórica, que ainda tem muito por perceber. Será que o 25 de novembro foi uma tentativa de golpe de Estado ou, antes, uma espécie de pronunciamento militar? Qual o papel do Presidente da República, general Costa Gomes? E de Otelo Saraiva de Carvalho e do PCP? Por sua vez, quem eram os militares “moderados”, comandados operacionalmente pelo então tenente-coronel Ramalho Eanes, e quem os apoiava? Por fim, será que Portugal esteve então à beira de uma guerra civil?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Domingos Sequeira, um pintor excepcional que experimentou a clausura, a prisão e o exílio (com António Filipe Pimentel)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador de arte António Filipe Pimentel, antigo diretor do Museu Nacional de Arte Antiga e atual diretor do Museu Calouste Gulbenkian, para conversar sobre Domingos Sequeira, um artista excepcional que viveu na transição do antigo regime para o liberalismo, pintou reis, revolucionários e anónimos, e experimentou a clausura, a prisão e o exílio. Qual o percurso de Domingos Sequeira e quem foram os seus mecenas? Como foi que se relacionou com o poder numa época de transformação política? E qual o seu papel e legado na História da arte portuguesa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Libertar a sociedade civil e caminhar para a CEE: os governos de Francisco Pinto Balsemão (1981-1983)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os dois governos liderados por Francisco Pinto Balsemão, que decorreram entre janeiro de 1981 e junho de 1983. Como foi que Pinto Balsemão ascendeu a primeiro-ministro, no contexto dramático posterior à tragédia de Camarate, que vitimou o primeiro-ministro Sá Carneiro e o ministro da defesa, Adelino Amaro da Costa? Quais os principais objectivos dos governos de Pinto Balsemão? Quem foram os seus principais opositores internos e externos e como se manifestaram? Quais os sucessos e fracassos destes governos? Por fim, quais as causas próximas do fim do governo Balsemão e da coligação AD, e qual o balanço deste tempo histórico?See omnystudio.com/listener for privacy information.

O “caso Dreyfus”: antissemitismo e teorias da conspiração na Europa da “Belle Époque”
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho partem do célebre “caso Dreyfus”, que durante dez anos, entre 1896 e 1906, dividiu a opinião pública francesa e europeia, para falarem sobre o primeiro capítulo do antissemitismo contemporâneo, desde meados do século XIX até ao fim da I Guerra Mundial. Quem foi o capitão francês de origem judaica Alfred Dreyfus, acusado de passar informação militar secreta aos alemães, e qual o enquadramento do seu “caso”? Qual a origem teórica do antissemitismo contemporâneo? Que perseguições e que teorias da conspiração surgiram na época da “Belle Époque” contra os judeus?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Portucale e Galiza, dois irmãos separados por acasos
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a longa e rica História comum de Portucale e Galiza, desde os tempos em que integraram a província da Galécia, na Hispânia romana, até ao século XII, quando Portucale se expandiu para sul e evoluiu para o reino de Portugal, e a Galiza foi definitivamente integrada na coroa de Leão, depois na de Castela, e por fim na Espanha. O que une e o que divide estes territórios, ligados e separados pelo rio Minho? Qual a sua História comum? Que acasos e que factos deliberados contribuíram para que evoluíssem a partir do século XII em unidades políticas distintas?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guerra, alianças e paz: a diplomacia da época da Restauração, do 1.º de dezembro ao Tratado de Madrid-Lisboa (1640-1668), com Ana Leal de Faria
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Ana Leal de Faria, Professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para conversar sobre o longo e complexo processo diplomático iniciado após o 1.º de dezembro de 1640 e que culminou, em 1668, com o reconhecimento por Espanha da dinastia de Bragança e da independência de Portugal. Qual a estratégia da nova dinastia de Bragança para conseguir o seu reconhecimento pelas potências? Quem foram os seus aliados preferenciais e como foi que evoluiu a sua política de alianças? De que forma a política europeia da altura influiu na situação de Portugal? Por fim, quem foram os protagonistas diplomáticos desta época histórica?See omnystudio.com/listener for privacy information.

“Nasci português, português quero morrer”: o caso da candidatura de um rei português ao trono de Espanha (1868-1870)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre um episódio pouco conhecido da História de Portugal: quando, depois da deposição da rainha Isabel II de Bourbom, os nomes dos reis portugueses D. Fernando II e seu filho D.Luis I foram referidos pela imprensa europeia como candidatos a ocupar o trono de Espanha. Qual o contexto destas candidaturas? E quem foram os seus principais apoiantes? Como foi que este episódio evoluiu e qual a reação destes reis de Portugal perante a hipótese?See omnystudio.com/listener for privacy information.

História breve do Ultramar português, com David Moreira
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram David Moreira, autor de “A mais breve História do Ultramar”, para conversar sobre este tema. Qual a História da relação de Portugal com o além Mar? Como foi que, em finais do século XIX, Portugal assegurou e estruturou as suas colónias em África? E em que moldes a Ditadura Nacional e depois o Estado Novo reescreveram esta História para criar o “Império Colonial português”? Por fim, como foi que o Estado Novo se adaptou ao contexto do pós II Guerra Mundial e até que ponto modificou a sua abordagem? E como foi que esta História acabou, já depois do 25 de Abril?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Exploração e violência: a História do Estado Livre do Congo, “propriedade” de Leopoldo II, rei dos belgas (1885-1909)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a dramática e singular História do Estado Livre do Congo, reconhecido na Conferência de Berlim, em 1885, como na prática território pertencente a título particular ao rei Leopoldo II, da Bélgica. Por que razão foi este território entregue a título pessoal a um soberano europeu? Como foi governado, que atrocidades foram cometidas, e por quem foram denunciadas? E como foi que o Estado Livre do Congo passou, em 1909, a ser uma colónia da Bélgica, com o nome de Congo belga?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fausto de Figueiredo, o primeiro empresário turístico português e o “inventor” do Estoril, com Maria João Lopo de Carvalho
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora Maria João Lopo de Carvalho - autora de “O Estoril não caiu do Céu”, uma biografia romanceada de Fausto de Figueiredo - para conversar sobre esta personagem, o primeiro verdadeiro empresário turístico de Portugal e o “inventor” do Estoril como estância cosmopolita e moderna. Quem foi Fausto de Figueiredo, um homem que nasceu em Baraçal, Celorico da Beira, no ano de 1880, e que chegou a Lisboa para trabalhar como ajudante de farmácia? Como foi que se interessou pelo Estoril e qual o projecto turístico que tinha para esta localidade? Quais os obstáculos e sucessos até transformar o Estoril, na década de 1940, num destino de referência, que acolheu reis destronados, espiões, e celebridades?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Kamikazes, harakiris e as bombas atómicas: a II Guerra Mundial no Pacífico e a capitulação do Japão (1941-1945)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Rui Cardoso, um estudioso da História Militar da época da II Guerra Mundial, para conversar sobre a guerra no Pacifico entre Estados Unidos e Japão, e sobre a capitulação dos nipónicos, assinada ao largo de Tóquio, no couraçado norte-americano “Missouri”, a 2 de setembro de 1945, passaram por estes dias 80 anos. Que motivos levaram o Japão a iniciar uma guerra contra os Estados Unidos? Quais as fases e como se desenvolveu este conflito? O que levou o presidente norte-americano Truman a decidir-se pelo lançamento de duas bombas atómicas sobre o Japão? Como acabou e quais as consequências desta guerra?See omnystudio.com/listener for privacy information.

“Força, força, companheiro Vasco!”: o “gonçalvismo” e o verão quente de 1975
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o chamado “verão quente” de 1975 e sobre um dos seus principais protagonistas, o então primeiro ministro, general Vasco Gonçalves. Quais os principais acontecimentos políticos do verão de 1975? Quais as principais alianças e oposições daquele tempo histórico? Qual o papel do presidente da República general Costa Gomes, de Otelo Saraiva de Carvalho, do MFA, do PCP, e do PS e seus aliados, na ascensão e queda de Vasco Gonçalves?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Verões de outros tempos e a moda de “ir a banhos”
Neste episódio especial de verão, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre os verões do passado e a evolução da moda de “ir a banhos”. Esta começou na segunda metade do século XIX, numa altura em que os banhos de mar eram receitados com fins terapêuticos. Em Portugal, a “temporada de banhos” tornou-se moda a partir da década de 1870, quando os reis D. Luís e D. Maria Pia começaram a frequentar a praia de Cascais, sendo seguidos pela Corte, pela chamada “boa sociedade” e, ainda, por pessoas “desconhecidas” mas endinheiradas, desejosas de “verem e serem vistas”. Então, a temporada de banhos começava no final do verão e estendia-se pelo mês de outubro. As pessoas iam vestidas para a praia, não se expunham ao sol e evitavam o calor. A praia era frequentada de manhã e, da parte da tarde, os “banhistas” entretinham-se com burricadas e piqueniques. A partir da década de 1960, a generalização da “ida a banhos” e a “descoberta” das praias do sul, genericamente mais quentes que as do norte, contribuíram para modificar os hábitos balneares dos portugueses.See omnystudio.com/listener for privacy information.

D. José, o “Rei-sombra” do Marquês de Pombal
Neste episódio, excepcionalmente sem Henrique Monteiro, Lourenço Pereira Coutinho convidou Nuno Gonçalo Monteiro, historiador e biógrafo do rei D.José, para conversar sobre esta enigmática personagem histórica. D. José nasceu em 1714 e subiu ao trono em 1750, com a idade de 36 anos. Enquanto foi príncipe do Brasil e herdeiro da Coroa, o seu pai, o rei D. João V, nunca lhe deu espaço para demonstrar a sua aptidão para a governação. Tendo deixado pouca correspondência, de D. José pouco mais se sabe de certo para além do seu gosto pela ópera e pela caça. O seu reinado, que decorreu entre 1750 e 1777, ficou marcado pelo controverso “consulado” do Marquês de Pombal. Qual foi o verdadeiro papel de D. José na política e polémicas do seu tempo? Será que o Marquês de Pombal foi um mero executor da vontade do Rei, ou será que este abandonou a governação nas mãos daquele?See omnystudio.com/listener for privacy information.

“Deus quer!”: a História das “cruzadas” medievais
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre as chamadas “cruzadas”, que foram as oito expedições militares cristãs ocidentais à Terra Santa, que se prolongaram por mais de dois séculos, entre 1096 e 1270. No final do século XI, centenas de cavaleiros, sobretudo francos e flamengos, avançaram para o próximo oriente enquanto exclamavam “Deus Vult” (“Deus quer” em latim). Tal foi a resposta ao apelo do papa Urbano II e do imperador Bizantino Aleixo I. O objectivo inicial destes cruzados era tornar o caminho para Jerusalém, dominado a partir das fronteiras do império bizantino pelos turcos seljúcidas, seguro para as peregrinações cristãs. Contudo, este objectivo transformou-se rapidamente na vontade de conquista e ocupação do território. Em 1099, os cruzados conquistaram Jerusalém e já tinham fundado outros três estados feudais: Edessa, Trípoli e Antioquia. Este seria o princípio de um longo e intermitente conflito entre cristãos e muçulmanos pelo domínio de Jerusalém e de outros pontos estratégicos do próximo oriente, que só terminaria em finais do século XIII e com vantagem para os muçulmanos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 9De mão em mão: como é que a poesia de Camões circula e acaba canonizada entre os séculos XVI e XVIII? (Último episódio do podcast)
Neste último episódio do podcast Camões: 500 anos de História e de Lenda, os investigadores José Miguel Martínez Torrejón e Gil Teixeira exploram os caminhos da transmissão manuscrita e impressa da obra de Camões. Como é que a sua poesia circula, é copiada, comentada, apropriada e também canonizada entre os séculos XVI e XVIII? A conversa, moderada por Luís Fardilha, sublinha como foi importante o papel das edições, das traduções e das leituras escolares na consolidação da figura de Camões como grande poeta nacional. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

“A terra a quem a trabalha”: os 50 anos da Lei da Reforma Agrária, com António Barreto
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram António Barreto, sociólogo e professor universitário, para conversar sobre a Lei da Reforma Agrária, decretada em pleno PREC pelo IV governo provisório, liderado pelo coronel Vasco Gonçalves, e promulgada a 29 de julho de 1975, passam por estes dias 50 anos. Esta lei inspirou-se na teoria e prática marxista e foi responsável por uma mudança radical da estrutura de propriedade na chamada “zona de intervenção da reforma agrária”. Assim, passou à História como um dos momentos capitais do “Verão quente” de 1975. Cerca de dois anos mais tarde, António Barreto foi, enquanto ministro da Agricultura e Pescas do I governo constitucional, liderado por Mário Soares, responsável pela lei 77/77, mais conhecida por “lei Barreto”, que deu inicio à reversão do processo de reforma agrária iniciado em 1975, em pleno período revolucionário.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 8De Lisboa a Goa: o que contam as cartas de Camões?
“Que cartas escreveu Camões?” - é a partir desta pergunta que os investigadores Gil Teixeira e Filipe Saavedra exploram o universo epistolar camoniano, e debatem a autoria, assim como o valor literário, das cartas atribuídas ao poeta. A sessão, moderada por Luís Fagundes Duarte, desafia-nos a pensar o lugar das cartas na obra de Camões e na construção da sua imagem pública e literária. Estas cartas revelam um Camões multifacetado, entre o humor e o desengano, entre o homem e o mito. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal no dia 21 de maio de 2025.See omnystudio.com/listener for privacy information.

“Alá é nosso Deus e Maomé o seu profeta”: a História do islamismo, com Paulo Mendes Pinto
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Paulo Mendes Pinto, professor universitário e especialista em História das religiões, para conversar sobre a longa e complexa História do islamismo. Quem foi Maomé e como lhe foram reveladas “as palavras de Deus”? Porque se dividiram os muçulmanos em sunitas e xiitas? Qual a relação histórica do islamismo com as outras religiões monoteístas, o judaísmo e o cristianismo?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 7Como é que lemos Camões hoje? Novas perspetivas sobre os estudos camonianos
Como é que lemos Camões hoje? É com esta pergunta que começa o debate entre os investigadores Filipa Araújo e Hélio Alves, num episódio sobre velhas e novas perspetivas dos estudos camonianos. Camões é mesmo assim tão único ou ao longo do tempo fomos esquecendo outros grandes nomes da literatura? A conversa, moderada por Isabel Almeida, percorre temas como a necessidade de contextualizar o poeta no seu tempo, em diálogo com outros autores do século XVI. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

A “imaculada” D. Estefânia: a última rainha amada pelos portugueses
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora e jornalista Isabel Stilwell, autora de “Estefânia, A rainha virgem”, para conversar sobre a curta vida desta rainha de Portugal. Nascida em Sigmarinen, Alemanha, em 1837, Estefânia era filha do príncipe Carlos António de Hohenzolern Sigmarinen e de sua mulher, Josefina Frederica de Baden. De perfil austero e personalidade sensível, Estefânia chegou a Portugal em maio de 1858 para casar-se com o Rei D. Pedro V. A jovem rainha, que dedicou especial atenção a obras de assistência aos desfavorecidos, teve dificuldade em adaptar-se a Portugal, ao seu clima, à sua paisagem e à sociedade portuguesa. Em paralelo, viveu um amor ao que tudo indica apenas platónico com D. Pedro V, um rei austero, exigente e introspectivo. A rainha D. Estefânia morreu precocemente, a 17 de julho de 1859, em consequência de uma difteria. Tinha apenas 22 anos. A sua morte deixou D. Pedro V devastado e um sentimento de tristeza por todo o país. D. Estefânia foi, possivelmente, a ultima rainha verdadeiramente amada pelos portugueses.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 6Como se determina a autenticidade dos textos atribuídos a Camões?
Neste sexto debate, os investigadores Luís Sá Fardilha e Micaela Ramon exploram os caminhos da tradição manuscrita e impressa da poesia camoniana, revelando os desafios da fixação do cânone, da autenticidade dos textos e da organização editorial das edições quinhentistas. A conversa, moderada por Zulmira Santos, percorre temas como a circulação manuscrita da poesia no século XVI, os critérios para a atribuição de autoria e a importância dos cancioneiros na preservação e transmissão da obra. É possível reconhecer o estilo de escrita de Camões? Oiça aqui o debate gravado na Biblioteca Nacional de Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quando o nordeste do Brasil foi holandês (1630-1654)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o tempo em que os “holandeses” (como os habitantes das Províncias Unidas eram conhecidos) permaneceram no nordeste do Brasil, sobretudo em Pernambuco. Em 1624, três anos depois do fim das tréguas entre as Províncias Unidas e Espanha, os holandeses tomaram a cidade de Salvador da Baía, então capital do Brasil português. Esta foi retomada no ano seguinte por uma armada vinda da Península Ibérica. No entanto, os holandeses não desistiram de concorrer com os portugueses pelo negócio do açúcar no Brasil e pelo comércio de escravos. Em 1630, os holandeses tomaram Olinda e Recife, em Pernambuco, onde fundaram a Nova Holanda. Poucos anos depois, em 1636, a Companhia Holandesa das Indias Ocidentais nomeou João Mauricio de Nassau para governar este território. O seu governo (1637-1644) resultou no período áureo da Nova Holanda. Depois da sua partida, os portugueses (alguns já de segunda e terceira geração no Brasil), com escravos libertos e índios, conseguiram derrotar os holandeses (batalhas dos Guararapes de 1648 e 1649) e, por fim, reconquistar o Recife. Foi o ponto final do Brasil holandês, sendo que, no Índico e na Ásia, os holandeses levaram a melhor sobre os portugueses na sua disputa pelo controlo das rotas comerciais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 5O Teatro é o parente pobre da obra de Camões?
No quinto episódio do podcast 'Camões: 500 anos de História e de Lenda', gravado ao vivo na Biblioteca Nacional, a encenadora Silvina Pereira e o investigador José Camões debatem o teatro camoniano, frequentemente esquecido face à épica e à lírica. Moderado por Vanda Anastácio, o encontro destacou a atualidade das três peças atribuídas a Camões — “Filodemo”, “Os Anfitriões” e “El-Rei Seleuco” — e defende a sua relevância estética e dramatúrgica. Entre reflexões sobre amor, melancolia e crítica social, os intervenientes sublinham a urgência de recuperar este repertório para os palcos contemporâneos, desafiando preconceitos e promovendo uma dramaturgia nacional mais rica e vibrante.See omnystudio.com/listener for privacy information.

D. António, Prior do Crato foi, ou não, Rei de Portugal?
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a vida e a “causa” de D. António, prior do Crato. Filho do Infante D. Luís, duque de Beja, e de Violante Gomes, apelidada de “A Pelicana”, D. António foi candidato à sucessão de D. Sebastião depois da morte deste rei na Batalha de Alcácer Quibir. Então, argumentou que os seus pais tinham-se casado em segredo, o que lhe dava precedência na linha de sucessão sobre o cardeal D. Henrique, que efetivamente herdou o trono. Dois anos depois, aquando da morte do Cardeal-Rei (janeiro de 1580)voltou a reclamar os seus direitos à coroa portuguesa, sendo então derrotado pelo exército comandado pelo duque de Alba que Felipe II de Espanha mandou para Portugal. Entre 1582 e 1583, a causa de D. António manteve-se viva nos Açores, sendo então reconhecido como Rei na Ilha Terceira. No entanto, as forças de D. António foram vencidas pelas do marquês de Santa Cruz em 1583. A partir de então, e até à sua morte em 1595, D. António viveu entre França e Inglaterra, onde procurou manter viva a sua “causa”, apoiada sobretudo pela comunidade cristã-nova. Quem foi D. António, prior do Crato? Qual a validade das suas pretensões ao trono de Portugal? E será que chegou a ser Rei de Portugal, mesmo que por tempo breve?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 4O que é que se sabe sobre a presença de Camões no Oriente?
A partir da pergunta “Que Oriente é que encontramos nos Lusíadas?”, o professor e ensaísta António Vasconcelos de Saldanha e a investigadora Cristina Costa Gomes exploram as representações do Oriente na obra de Camões, entre a experiência vivida e a construção ideológica do Império.Moderada por Rui Loureiro, a conversa percorre temas como a presença de Camões na Ásia e a imagem da China como império modelo. O debate destaca ainda a forma como Camões equilibra aquilo que leu nos livros e o que observou diretamente. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Granada: o último estado muçulmano da Península Ibérica (1238-1492)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o Emirado de Granada, o último estado muçulmano da Península Ibérica. Fundado em 1238, depois da desintegração do poder dos Almóadas na Península Ibérica, o Emirado de Granada permaneceu durante mais de 250 anos como o único reduto muçulmano na Península Ibérica, herdeiro de uma presença secular que remonta ao século VIII. Durante este tempo, Granada “comprou" a paz com os reinos cristãos mediante o pagamento de párias (tributos), comerciou com estes mesmos reinos, com o Magreb e com os genoveses, e semeou um legado cultural florescente, cujo principal símbolo é o conjunto arquitectónico civil e militar da Alhambra. Nas últimas décadas do século XV, os “reis católicos”, Isabel e Fernando de Castela e Aragão, iniciaram uma campanha militar que culminaria com a conquista de Granada, no ano de 1492. Qual a História do Emirado de Granada? Como conseguiu manter a sua independência durante mais de dois séculos e meio? Como foi conquistado, qual o seu legado e o que sucedeu à população muçulmana que o habitava?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 3Como ensinar Camões hoje?
A partir da pergunta “Como ensinar Camões hoje e com que objetivo?”, os professores José Augusto Cardoso Bernardes e Rui Mateus refletem sobre os desafios e as possibilidades do ensino do poeta nas escolas e abordam questões como a interpretação literária e a necessidade de atualizar os programas escolares. Moderada por Cristina Costa Gomes, a conversa percorre temas como a formação de professores, a presença de Camões nos manuais escolares, o papel da literatura como educação artística e a importância de adaptar os conteúdos às novas realidades culturais e sociais dos alunos. Subscreva o podcast "Camões: 500 anos de História e de Lenda", gravado na Biblioteca Nacional de Portugal, no âmbito das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vale a pena voltar a ouvir: De Império a Teocracia, a história do Irão no século XX
bonusNeste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a História recente da Pérsia (Irão desde 1934), que teve o petróleo e a relação com o Ocidente como pontos de tensão fundamentais. Porque razão apoiou o Ocidente a subida ao poder de Reza Xá? E porque motivo contribuiu depois para o seu afastamento? O que foi a “revolução branca” do seu filho Reza Pahlavi? E como passou o país de império secular a teocracia islâmica? Episódio originalmente lançado em 8 de novembro de 2023.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quem foi D. Jorge da Costa, o cardeal português que quase chegou a Papa? (1416-1508)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a longa e intrigante vida de D. Jorge da Costa, mais conhecido por Cardeal de Alpedrinha. A sua biografia apresenta muitas interrogações. O futuro cardeal nasceu em Alpedrinha, concelho do Fundão, provavelmente em 1416. Ainda muito novo, deu mostras de grande inteligência e sagacidade, qualidades que o fizeram rumar a Lisboa, onde estudou sob a proteção do padre João Rodrigues. Mais tarde, foi nomeado confessor e capelão do rei D. Afonso V e mestre das infantas suas irmãs. Depois, ascendeu aos mais altos cargos eclesiásticos portugueses, tendo, entre outros, sido nomeado bispo de Évora, arcebispo de Lisboa e arcebispo de Braga. Em 1476, foi nomeado cardeal pelo papa Sisto IV, tendo partido para Roma por volta de 1480 e nunca mais regressado a Portugal. Terá sido para escapar à ira do príncipe D. João (futuro D. João II) ou, pelo contrário, para ser um seu agente diplomático, com intervenção em processos tão importantes quanto a negociação do tratado de Tordesilhas?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 2Como se constrói uma biografia de Camões?
Neste episódio, falamos dos mistérios e desafios que envolvem a vida de Luís de Camões. A partir desta pergunta central - como se constrói uma biografia? - reunimos especialistas para discutir os limites entre a história e a lenda que cercam o poeta maior da língua portuguesa. Com moderação do historiador João Alves Dias, a conversa conta com a professora Vanda Anastácio e o livreiro e biógrafo Carlos Bobone, autor de uma recente obra sobre Camões. Gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, o episódio explora a escassez de documentos, as dificuldades em estabelecer dados biográficos seguros e a forma como a imagem de Camões foi sendo moldada ao longo dos séculos. Subscreva o podcast "Camões: 500 anos de História e de Lenda", gravado na Biblioteca Nacional de Portugal, no âmbito das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Joana d’Arc, de “herege” a Santa: a “donzela de Orleans” que impulsionou a vitoria francesa na “guerra dos 100 anos”
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Joana d”Arc e a sua época, quando Valois e Plantagenetas (estes, reis de Inglaterra e duques da Aquitania) disputavam o trono de França. Conhecida por “donzela de Orleans”, Joana d‘Arc nasceu por volta de 1412 numa família de pequenos proprietários rurais. A partir dos treze anos, começou a ter “visões” que lhe indicaram que Carlos de Valois deveria ser coroado Rei de França na Catedral de Reims. Depois de ter presenciado a libertação de Orleans do cerco montado pelos ingleses e outras operações militares, e de ter assistido à coroação de Carlos de Valois (Rei Carlos VII), Joana d’Arc foi capturada pelos aliados dos ingleses, julgada e condenada à morte por heresia (1431). A “donzela de Orleans” tinha então 19 anos. Anos depois, o seu processo foi reaberto e, em 1920, o papa Bento XV canonizou-a, sendo hoje uma das padroeiras de França. Qual o contexto da “guerra dos 100 anos? De que foi acusada Joana d”Arc? Qual o seu contributo para o desfecho da “guerra dos 100 anos”?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 1Comemorar Camões: Porquê? Para quê?
Neste episódio inaugural, João Pedro George e Diogo Ramada Curto lançam o debate sobre os sentidos e os usos da celebração de Camões. Entre o culto cívico e a apropriação política, discutem como o poeta se tornou símbolo nacional, mártir literário e figura disputada entre instituições e o povo. Um olhar crítico e atual sobre a memória camoniana. Subscreva o podcast "Camões: 500 anos de História e de Lenda", gravado na Biblioteca Nacional de Portugal, no âmbito das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bianca de Carvalho Gonçalves, a melhor aluna de História do ensino secundário
Neste episódio especial, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a aluna Bianca de Carvalho Gonçalves, que no ano letivo passado frequentava o Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, no Bombarral, e foi vencedora do prémio Alexandre Herculano, para o melhor aluno de História do ensino secundário, distinção atribuída pela Academia das Ciências de Lisboa, com o apoio da Fundação Amélia de Mello. Qual a opinião desta jovem sobre o ensino de História no secundário? Como foi que começou a interessar-se por História? Quais os seus temas e épocas preferidos? E será que estudou muito para obter a melhor classificação nos exames nacionais de História em 2023/24?See omnystudio.com/listener for privacy information.

500 Anos de Camões: oiça aqui a apresentação do novo podcast do Expresso
trailerCinco séculos depois do nascimento de Luís de Camões, o Expresso convida-o a redescobrir o maior poeta da língua portuguesa. Quem foi, afinal, Camões? Um génio literário, um aventureiro incansável ou uma figura mitificada ao longo dos séculos? Neste podcast especial, gravado na Biblioteca Nacional de Portugal, damos a ouvir um ciclo de debates que explora a vida, a obra e os mistérios que ainda envolvem o autor de Os Lusíadas. Uma viagem sonora pela história e lenda de uma das figuras mais fascinantes da lusofonia. Disponível a partir de 10 de junho no Expresso e nas principais plataformas de podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O “outro” congresso de Berlim: a independência da Sérvia, Montenegro e Roménia, do império Otomano (1878)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a complexa diplomacia europeia da segunda metade do século XIX, sobretudo sobre a evolução política da região balcânica. Esta teve a crise do império Otomano como pano de fundo, e refletiu a rivalidade entre Rússia e Áustria-Hungria pela influência sobre os territórios balcânicos, e entre a Rússia e o Reino Unido pelo controlo do Mediterrâneo oriental. No início de 1878, os russos derrotaram os otomanos, impondo-lhes a formação da “grande Bulgária”, que se estendia do mar Egeu ao Mar Negro. A perspectiva da formação de um grande estado pro russo na região alarmou o Reino Unido e motivou a realização de um congresso em Berlim, com a participação, entre outros, de Reino Unido, Rússia e Austria-Hungria, e moderado pelo chanceler alemão Otto von Bismarck. O congresso de Berlim de 1878 realizou-se entre 13 de junho e 13 de julho de 1878 e determinou a nova configuração política dos balcãs, que ficaram divididos em estados de média dimensão e rivais entre si, situação que se mantinha nas vésperas da I guerra mundial. Quais as consequências do congresso de Berlim de 1878? Será que foi uma das causas remotas do início da I guerra Mundial?See omnystudio.com/listener for privacy information.

A conquista de Constantinopla, um marco simbólico na História universal (1453)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a conquista otomana da cidade de Constantinopla e a consequente queda do milenar império Bizantino, ocorrida a 29 de maio de 1453, passam por estes dias 572 anos. Fundada em 330 dc pelo imperador romano Constantino com o nome de “Nova Roma”, Constantinopla, a atual Istambul, foi alvo de 22 cercos ao longo da sua História milenar. Em 1204, a cidade foi ocupada pelos cristãos ocidentais no enquadramento da quarta cruzada para, em 1262, ser novamente recuperada pelos bizantinos (os “romanos do oriente”). Contudo, a reconquista de Constantinopla não devolveu o império bizantino aos seus tempos áureos. Até 1453, os bizantinos viveram sob quase permanente ameaça dos seus inimigos, sobretudo dos turcos otomanos. A 6 de abril de 1453, o sultão otomano Maomé II montou cerco terrestre e naval a Constantinopla com um exército de cerca de 100 mil homens e uma nova arma de guerra: um canhão com quase 9 metros de comprimento, que disparava balas com cerca de 500 quilos. Como decorreu a conquista de Constantinopla? O que aconteceu a Constantino XI, o último imperador, e aos bizantinos? E qual o papel dos ocidentais neste conflito entre otomanos e bizantinos? Por fim, qual a importância do legado bizantino?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Leão XIII, o Papa da doutrina social da Igreja que inspira o novo Papa Leão XIV
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a época e o pontificado de Leão XIII, o Papa que inspirou a escolha do nome do cardeal Robert Francis Prevost, Papa Leão XIV, eleito a 8 de maio de 2025. Leão XIII, de seu nome Gioacchino Vincenzo Pecci, foi eleito Papa em 1878, também na sequência de um conclave breve. A Santa Sé enfrentava então desafios complexos, como o fim do seu poder temporal (1870), e muitos esperavam uma resposta à então chamada “questão social”. Leão XIII foi um Papa bem preparado e com experiência diplomática, capaz de construir pontes e empenhado na conciliação entre fé e razão. A 15 de maio de 1891, passam por estes dias 134 anos, foi publicada a sua encíclica “Rerum Novarum” (Das coisas novas), que constitui a base da doutrina social da Igreja. Leão XIII foi também o primeiro Papa a ser filmado, isto em 1896, e a ter a sua voz gravada. Morreu em 1903, aos 93 anos, depois de um longo e decisivo pontificado de 25 anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A Corte renascentista das mulheres em Portugal
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador André Canhoto Costa para uma conversa em torno do seu mais recente livro, “A Corte das Mulheres”. Tal como referido na sua contracapa, esta obra narra a “História da ascensão e queda de uma corte iluminada pela presença das mulheres, cuja existência o tempo quis eliminar”. Esta “corte” de humanistas tinha por principal figura a Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I e de sua terceira mulher, Leonor de Áustria. Quem foi esta princesa erudita e quem frequentava a sua Corte? Qual o contributo das humanistas para o renascimento português? Por fim, quem se opunha a esta Corte e porque se deu o seu ocaso?See omnystudio.com/listener for privacy information.

A ditadura de Miguel Primo de Rivera em Espanha (1923-1930)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a ditadura do general Miguel Primo de Rivera em Espanha (1923-1930), que influenciou a ditadura portuguesa de 1926-1933. No inicio da década de 1920, Espanha vivia em permanente instabilidade política e social. Os governos sucediam-se, assim como os confrontos sociais e a violência política. A este contexto, acresceu o desastre do exército espanhol no Norte de África, em 1921, que pôs em causa as chefias militares e até o próprio rei, Afonso XIII. Ganhou então força a corrente que apoiava uma ditadura militar como forma de estabilizar o país. A 13 de setembro de 1921, o general Miguel Primo de Rivera, capitão general da Catalunha, liderou um pronunciamento militar que resultou na suspensão da Constituição liberal de 1876 e na formação de um diretório militar. De inicio, a solução contou com o apoio do rei e de parte da sociedade espanhola, inclusive com a benevolência do PSOE e da organização sindical da UGT. Até 1927, Primo de Rivera beneficiou de conjuntura internacional favorável para estruturar um regime ditatorial inspirado pelo corporativismo que anulou a autonomia catalã e que, economicamente, pretendia tornar a Espanha auto suficiente. O governo de Primo de Rivera foi depois abalado pela crise económica de 1929, pelo afastamento do PSOE e UGT, e pelo abandono dos seus antigos aliados: desde os industriais catalães às chefias militares. Por fim, quando Primo de Rivera percebeu que também deixara de ter o apoio de Afonso XIII, decidiu demitir-se e partir para o exílio em Paris (janeiro de 1930). O reinado de Afonso XIII, profundamente comprometido com o ditador, ficara porém com os dias contados. Em abril de 1931, cerca de uma ano e meio depois da demissão de Primo de Rivera,foi proclamada a II República espanhola.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 5As Origens Intelectuais do 25 de Abril (V): quais foram os livros ligados ao Jornalismo e ao Ensaísmo português que marcaram a Revolução?
No quinto e último episódio, abrimos a porta à discussão de obras marcantes no campo do jornalismo e do ensaísmo. Exploramos livros que foram amplamente lidos e reeditados rapidamente, como "Sociedades e Grupos em Portugal" (1973) de Maria Belmira Martins e "Investimentos estrangeiros em Portugal" (1973) de Luís Salgado de Matos. Discutimos também obras apreendidas e reeditadas após abril de 1974, como "Emigração e crise no nordeste transmontano" (1973) de António Modesto Navarro, e os livros de Raul Rêgo, "Os políticos e o poder económico" e "Diário Político", ambos de 1969, reeditados em 1974. Destacamos livros cuja apreensão revelou o desconforto que provocaram, como "Raízes da nossa força" (1973) de Helena Neves e Alfredo Cunha, e "Portugal sem Salazar" (1973) de Mário Mesquita, que divulga as visões políticas de exilados como Manuel de Lucena, José Medeiros Ferreira e António Barreto. Abordamos ainda obras preteridas pela editora original por medo de apreensão, como "A Censura e as leis de Imprensa" (1973) de Alberto Arons de Carvalho, e livros que começaram como peças publicadas em jornais, como "França: a emigração dolorosa" (1965) de Nuno Rocha e "Revolução, meu amor" (1970) de Maria Antónia Palla. Para iniciar o debate, propomos "Angola, os dias do Desespero" (1961) de Horácio Caio, que chegou a 12 edições em menos de dois meses, oferecendo uma visão do regime sobre a guerra, a censura e o projeto colonial português. Mais do que discutir os méritos de cada título, desejamos uma discussão integrada sobre censura, guerra colonial, emigração, estrutura económica do regime e mudanças sociais. Quais foram as origens intelectuais da revolução no jornalismo? A moderação desta sessão final na Biblioteca Nacional é de Rita Luís, com a participação dos convidados Isabel Ventura, Afonso Dias Ramos, Helena Neves e Ricardo Noronha. See omnystudio.com/listener for privacy information.

25 de abril de 1975: as primeiras eleições democráticas em Portugal foram há 50 anos
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o contexto em que se realizaram as primeiras eleições democráticas em Portugal, que ocorreram a 25 de abril de 1975, passam por estes dias 50 anos. As eleições para a Assembleia Constituinte estavam inicialmente marcadas para 12 de abril de 1975. No entanto, os acontecimentos do 11 de março justificaram o seu adiamento por 12 dias, sendo que alguns setores extremistas reclamavam, inclusive, o seu adiamento “sine die”. Valeu na altura a intervenção decisiva do Presidente da República, general Costa Gomes, que era favorável à realização de eleições, aliás, como constava do programa do MFA, e foi depois confirmado pela Junta de Salvação Nacional. A campanha eleitoral começou a 2 de abril de 1975 num ambiente complexo e de radicalização política. Dias depois, a 11 de abril, foi assinado o primeiro pacto MFA-Partidos, que garantia um papel político central na futura ordem constitucional aos orgãos do MFA então recentemente instituídos: o Conselho da Revolução e a Assembleia do MFA. As eleições para a Constituinte realizaram-se assim num contexto de tensão entre duas legitimidades: a democrática e a revolucionária. Apesar destas condicionantes, decorreram de forma exemplar e constituíram um passo decisivo no processo de construção da democracia em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 4As Origens Intelectuais do 25 de Abril (IV): em que medida os poetas, escritores e dramaturgos portugueses ajudaram a produzir as sementes da revolução?
Neste quarto episódio sobre as origens intelectuais da Revolução Portuguesa foram escolhidas cinco obras do campo do teatro, da poesia e da ficção como maneira de interrogar a relação entre os livros e o 25 de Abril. A professora Ana Isabel Queiroz traz para a mesa as 'Terras do Demo', de Aquilino Ribeiro, e a investigadora Ana Margarida Martins analisa 'As Novas Cartas Portuguesas', de Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno. O sociólogo João Pedro George fala sobre “O libertino passeia por Braga a Idolátrica o seu Esplendor”, de Luiz Pacheco. Rui Lopo destaca o trabalho de Natália Correia na organização da 'Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica'. E, por fim, Rui Pina Coelho destaca a importância da obra “Teatro Moderno, caminhos e figuras”, de Luís Francisco Rebello, a mais importante história do Teatro da primeira metade do Século XX. São cinco livros, mas são mais autores, uma vez que em dois casos se trata de antologias e, portanto, estão aqui representadas muitas vozes e textos, tentando responder a várias interrogações: Em que medida estes poetas, escritores e dramaturgos produziram ou ajudaram a produzir as sementes da revolução de abril? E em que medida os seus personagens, contextos, paisagens e temas foram criadores de novidade, agitação, rutura, novo pensamento ou até denúncia de um certo país ocultado? É o que vamos descobrir, neste debate moderado por Inês Brasão na Biblioteca Nacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.