
A História repete-se
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Quando o nordeste do Brasil foi holandês (1630-1654)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o tempo em que os “holandeses” (como os habitantes das Províncias Unidas eram conhecidos) permaneceram no nordeste do Brasil, sobretudo em Pernambuco. Em 1624, três anos depois do fim das tréguas entre as Províncias Unidas e Espanha, os holandeses tomaram a cidade de Salvador da Baía, então capital do Brasil português. Esta foi retomada no ano seguinte por uma armada vinda da Península Ibérica. No entanto, os holandeses não desistiram de concorrer com os portugueses pelo negócio do açúcar no Brasil e pelo comércio de escravos. Em 1630, os holandeses tomaram Olinda e Recife, em Pernambuco, onde fundaram a Nova Holanda. Poucos anos depois, em 1636, a Companhia Holandesa das Indias Ocidentais nomeou João Mauricio de Nassau para governar este território. O seu governo (1637-1644) resultou no período áureo da Nova Holanda. Depois da sua partida, os portugueses (alguns já de segunda e terceira geração no Brasil), com escravos libertos e índios, conseguiram derrotar os holandeses (batalhas dos Guararapes de 1648 e 1649) e, por fim, reconquistar o Recife. Foi o ponto final do Brasil holandês, sendo que, no Índico e na Ásia, os holandeses levaram a melhor sobre os portugueses na sua disputa pelo controlo das rotas comerciais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 5O Teatro é o parente pobre da obra de Camões?
No quinto episódio do podcast 'Camões: 500 anos de História e de Lenda', gravado ao vivo na Biblioteca Nacional, a encenadora Silvina Pereira e o investigador José Camões debatem o teatro camoniano, frequentemente esquecido face à épica e à lírica. Moderado por Vanda Anastácio, o encontro destacou a atualidade das três peças atribuídas a Camões — “Filodemo”, “Os Anfitriões” e “El-Rei Seleuco” — e defende a sua relevância estética e dramatúrgica. Entre reflexões sobre amor, melancolia e crítica social, os intervenientes sublinham a urgência de recuperar este repertório para os palcos contemporâneos, desafiando preconceitos e promovendo uma dramaturgia nacional mais rica e vibrante.See omnystudio.com/listener for privacy information.

D. António, Prior do Crato foi, ou não, Rei de Portugal?
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a vida e a “causa” de D. António, prior do Crato. Filho do Infante D. Luís, duque de Beja, e de Violante Gomes, apelidada de “A Pelicana”, D. António foi candidato à sucessão de D. Sebastião depois da morte deste rei na Batalha de Alcácer Quibir. Então, argumentou que os seus pais tinham-se casado em segredo, o que lhe dava precedência na linha de sucessão sobre o cardeal D. Henrique, que efetivamente herdou o trono. Dois anos depois, aquando da morte do Cardeal-Rei (janeiro de 1580)voltou a reclamar os seus direitos à coroa portuguesa, sendo então derrotado pelo exército comandado pelo duque de Alba que Felipe II de Espanha mandou para Portugal. Entre 1582 e 1583, a causa de D. António manteve-se viva nos Açores, sendo então reconhecido como Rei na Ilha Terceira. No entanto, as forças de D. António foram vencidas pelas do marquês de Santa Cruz em 1583. A partir de então, e até à sua morte em 1595, D. António viveu entre França e Inglaterra, onde procurou manter viva a sua “causa”, apoiada sobretudo pela comunidade cristã-nova. Quem foi D. António, prior do Crato? Qual a validade das suas pretensões ao trono de Portugal? E será que chegou a ser Rei de Portugal, mesmo que por tempo breve?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 4O que é que se sabe sobre a presença de Camões no Oriente?
A partir da pergunta “Que Oriente é que encontramos nos Lusíadas?”, o professor e ensaísta António Vasconcelos de Saldanha e a investigadora Cristina Costa Gomes exploram as representações do Oriente na obra de Camões, entre a experiência vivida e a construção ideológica do Império.Moderada por Rui Loureiro, a conversa percorre temas como a presença de Camões na Ásia e a imagem da China como império modelo. O debate destaca ainda a forma como Camões equilibra aquilo que leu nos livros e o que observou diretamente. O episódio foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Granada: o último estado muçulmano da Península Ibérica (1238-1492)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o Emirado de Granada, o último estado muçulmano da Península Ibérica. Fundado em 1238, depois da desintegração do poder dos Almóadas na Península Ibérica, o Emirado de Granada permaneceu durante mais de 250 anos como o único reduto muçulmano na Península Ibérica, herdeiro de uma presença secular que remonta ao século VIII. Durante este tempo, Granada “comprou" a paz com os reinos cristãos mediante o pagamento de párias (tributos), comerciou com estes mesmos reinos, com o Magreb e com os genoveses, e semeou um legado cultural florescente, cujo principal símbolo é o conjunto arquitectónico civil e militar da Alhambra. Nas últimas décadas do século XV, os “reis católicos”, Isabel e Fernando de Castela e Aragão, iniciaram uma campanha militar que culminaria com a conquista de Granada, no ano de 1492. Qual a História do Emirado de Granada? Como conseguiu manter a sua independência durante mais de dois séculos e meio? Como foi conquistado, qual o seu legado e o que sucedeu à população muçulmana que o habitava?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 3Como ensinar Camões hoje?
A partir da pergunta “Como ensinar Camões hoje e com que objetivo?”, os professores José Augusto Cardoso Bernardes e Rui Mateus refletem sobre os desafios e as possibilidades do ensino do poeta nas escolas e abordam questões como a interpretação literária e a necessidade de atualizar os programas escolares. Moderada por Cristina Costa Gomes, a conversa percorre temas como a formação de professores, a presença de Camões nos manuais escolares, o papel da literatura como educação artística e a importância de adaptar os conteúdos às novas realidades culturais e sociais dos alunos. Subscreva o podcast "Camões: 500 anos de História e de Lenda", gravado na Biblioteca Nacional de Portugal, no âmbito das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vale a pena voltar a ouvir: De Império a Teocracia, a história do Irão no século XX
bonusNeste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a História recente da Pérsia (Irão desde 1934), que teve o petróleo e a relação com o Ocidente como pontos de tensão fundamentais. Porque razão apoiou o Ocidente a subida ao poder de Reza Xá? E porque motivo contribuiu depois para o seu afastamento? O que foi a “revolução branca” do seu filho Reza Pahlavi? E como passou o país de império secular a teocracia islâmica? Episódio originalmente lançado em 8 de novembro de 2023.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quem foi D. Jorge da Costa, o cardeal português que quase chegou a Papa? (1416-1508)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a longa e intrigante vida de D. Jorge da Costa, mais conhecido por Cardeal de Alpedrinha. A sua biografia apresenta muitas interrogações. O futuro cardeal nasceu em Alpedrinha, concelho do Fundão, provavelmente em 1416. Ainda muito novo, deu mostras de grande inteligência e sagacidade, qualidades que o fizeram rumar a Lisboa, onde estudou sob a proteção do padre João Rodrigues. Mais tarde, foi nomeado confessor e capelão do rei D. Afonso V e mestre das infantas suas irmãs. Depois, ascendeu aos mais altos cargos eclesiásticos portugueses, tendo, entre outros, sido nomeado bispo de Évora, arcebispo de Lisboa e arcebispo de Braga. Em 1476, foi nomeado cardeal pelo papa Sisto IV, tendo partido para Roma por volta de 1480 e nunca mais regressado a Portugal. Terá sido para escapar à ira do príncipe D. João (futuro D. João II) ou, pelo contrário, para ser um seu agente diplomático, com intervenção em processos tão importantes quanto a negociação do tratado de Tordesilhas?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 2Como se constrói uma biografia de Camões?
Neste episódio, falamos dos mistérios e desafios que envolvem a vida de Luís de Camões. A partir desta pergunta central - como se constrói uma biografia? - reunimos especialistas para discutir os limites entre a história e a lenda que cercam o poeta maior da língua portuguesa. Com moderação do historiador João Alves Dias, a conversa conta com a professora Vanda Anastácio e o livreiro e biógrafo Carlos Bobone, autor de uma recente obra sobre Camões. Gravado no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, o episódio explora a escassez de documentos, as dificuldades em estabelecer dados biográficos seguros e a forma como a imagem de Camões foi sendo moldada ao longo dos séculos. Subscreva o podcast "Camões: 500 anos de História e de Lenda", gravado na Biblioteca Nacional de Portugal, no âmbito das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Joana d’Arc, de “herege” a Santa: a “donzela de Orleans” que impulsionou a vitoria francesa na “guerra dos 100 anos”
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Joana d”Arc e a sua época, quando Valois e Plantagenetas (estes, reis de Inglaterra e duques da Aquitania) disputavam o trono de França. Conhecida por “donzela de Orleans”, Joana d‘Arc nasceu por volta de 1412 numa família de pequenos proprietários rurais. A partir dos treze anos, começou a ter “visões” que lhe indicaram que Carlos de Valois deveria ser coroado Rei de França na Catedral de Reims. Depois de ter presenciado a libertação de Orleans do cerco montado pelos ingleses e outras operações militares, e de ter assistido à coroação de Carlos de Valois (Rei Carlos VII), Joana d’Arc foi capturada pelos aliados dos ingleses, julgada e condenada à morte por heresia (1431). A “donzela de Orleans” tinha então 19 anos. Anos depois, o seu processo foi reaberto e, em 1920, o papa Bento XV canonizou-a, sendo hoje uma das padroeiras de França. Qual o contexto da “guerra dos 100 anos? De que foi acusada Joana d”Arc? Qual o seu contributo para o desfecho da “guerra dos 100 anos”?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 1Comemorar Camões: Porquê? Para quê?
Neste episódio inaugural, João Pedro George e Diogo Ramada Curto lançam o debate sobre os sentidos e os usos da celebração de Camões. Entre o culto cívico e a apropriação política, discutem como o poeta se tornou símbolo nacional, mártir literário e figura disputada entre instituições e o povo. Um olhar crítico e atual sobre a memória camoniana. Subscreva o podcast "Camões: 500 anos de História e de Lenda", gravado na Biblioteca Nacional de Portugal, no âmbito das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bianca de Carvalho Gonçalves, a melhor aluna de História do ensino secundário
Neste episódio especial, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a aluna Bianca de Carvalho Gonçalves, que no ano letivo passado frequentava o Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, no Bombarral, e foi vencedora do prémio Alexandre Herculano, para o melhor aluno de História do ensino secundário, distinção atribuída pela Academia das Ciências de Lisboa, com o apoio da Fundação Amélia de Mello. Qual a opinião desta jovem sobre o ensino de História no secundário? Como foi que começou a interessar-se por História? Quais os seus temas e épocas preferidos? E será que estudou muito para obter a melhor classificação nos exames nacionais de História em 2023/24?See omnystudio.com/listener for privacy information.

500 Anos de Camões: oiça aqui a apresentação do novo podcast do Expresso
trailerCinco séculos depois do nascimento de Luís de Camões, o Expresso convida-o a redescobrir o maior poeta da língua portuguesa. Quem foi, afinal, Camões? Um génio literário, um aventureiro incansável ou uma figura mitificada ao longo dos séculos? Neste podcast especial, gravado na Biblioteca Nacional de Portugal, damos a ouvir um ciclo de debates que explora a vida, a obra e os mistérios que ainda envolvem o autor de Os Lusíadas. Uma viagem sonora pela história e lenda de uma das figuras mais fascinantes da lusofonia. Disponível a partir de 10 de junho no Expresso e nas principais plataformas de podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O “outro” congresso de Berlim: a independência da Sérvia, Montenegro e Roménia, do império Otomano (1878)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a complexa diplomacia europeia da segunda metade do século XIX, sobretudo sobre a evolução política da região balcânica. Esta teve a crise do império Otomano como pano de fundo, e refletiu a rivalidade entre Rússia e Áustria-Hungria pela influência sobre os territórios balcânicos, e entre a Rússia e o Reino Unido pelo controlo do Mediterrâneo oriental. No início de 1878, os russos derrotaram os otomanos, impondo-lhes a formação da “grande Bulgária”, que se estendia do mar Egeu ao Mar Negro. A perspectiva da formação de um grande estado pro russo na região alarmou o Reino Unido e motivou a realização de um congresso em Berlim, com a participação, entre outros, de Reino Unido, Rússia e Austria-Hungria, e moderado pelo chanceler alemão Otto von Bismarck. O congresso de Berlim de 1878 realizou-se entre 13 de junho e 13 de julho de 1878 e determinou a nova configuração política dos balcãs, que ficaram divididos em estados de média dimensão e rivais entre si, situação que se mantinha nas vésperas da I guerra mundial. Quais as consequências do congresso de Berlim de 1878? Será que foi uma das causas remotas do início da I guerra Mundial?See omnystudio.com/listener for privacy information.

A conquista de Constantinopla, um marco simbólico na História universal (1453)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a conquista otomana da cidade de Constantinopla e a consequente queda do milenar império Bizantino, ocorrida a 29 de maio de 1453, passam por estes dias 572 anos. Fundada em 330 dc pelo imperador romano Constantino com o nome de “Nova Roma”, Constantinopla, a atual Istambul, foi alvo de 22 cercos ao longo da sua História milenar. Em 1204, a cidade foi ocupada pelos cristãos ocidentais no enquadramento da quarta cruzada para, em 1262, ser novamente recuperada pelos bizantinos (os “romanos do oriente”). Contudo, a reconquista de Constantinopla não devolveu o império bizantino aos seus tempos áureos. Até 1453, os bizantinos viveram sob quase permanente ameaça dos seus inimigos, sobretudo dos turcos otomanos. A 6 de abril de 1453, o sultão otomano Maomé II montou cerco terrestre e naval a Constantinopla com um exército de cerca de 100 mil homens e uma nova arma de guerra: um canhão com quase 9 metros de comprimento, que disparava balas com cerca de 500 quilos. Como decorreu a conquista de Constantinopla? O que aconteceu a Constantino XI, o último imperador, e aos bizantinos? E qual o papel dos ocidentais neste conflito entre otomanos e bizantinos? Por fim, qual a importância do legado bizantino?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Leão XIII, o Papa da doutrina social da Igreja que inspira o novo Papa Leão XIV
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a época e o pontificado de Leão XIII, o Papa que inspirou a escolha do nome do cardeal Robert Francis Prevost, Papa Leão XIV, eleito a 8 de maio de 2025. Leão XIII, de seu nome Gioacchino Vincenzo Pecci, foi eleito Papa em 1878, também na sequência de um conclave breve. A Santa Sé enfrentava então desafios complexos, como o fim do seu poder temporal (1870), e muitos esperavam uma resposta à então chamada “questão social”. Leão XIII foi um Papa bem preparado e com experiência diplomática, capaz de construir pontes e empenhado na conciliação entre fé e razão. A 15 de maio de 1891, passam por estes dias 134 anos, foi publicada a sua encíclica “Rerum Novarum” (Das coisas novas), que constitui a base da doutrina social da Igreja. Leão XIII foi também o primeiro Papa a ser filmado, isto em 1896, e a ter a sua voz gravada. Morreu em 1903, aos 93 anos, depois de um longo e decisivo pontificado de 25 anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A Corte renascentista das mulheres em Portugal
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador André Canhoto Costa para uma conversa em torno do seu mais recente livro, “A Corte das Mulheres”. Tal como referido na sua contracapa, esta obra narra a “História da ascensão e queda de uma corte iluminada pela presença das mulheres, cuja existência o tempo quis eliminar”. Esta “corte” de humanistas tinha por principal figura a Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I e de sua terceira mulher, Leonor de Áustria. Quem foi esta princesa erudita e quem frequentava a sua Corte? Qual o contributo das humanistas para o renascimento português? Por fim, quem se opunha a esta Corte e porque se deu o seu ocaso?See omnystudio.com/listener for privacy information.

A ditadura de Miguel Primo de Rivera em Espanha (1923-1930)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a ditadura do general Miguel Primo de Rivera em Espanha (1923-1930), que influenciou a ditadura portuguesa de 1926-1933. No inicio da década de 1920, Espanha vivia em permanente instabilidade política e social. Os governos sucediam-se, assim como os confrontos sociais e a violência política. A este contexto, acresceu o desastre do exército espanhol no Norte de África, em 1921, que pôs em causa as chefias militares e até o próprio rei, Afonso XIII. Ganhou então força a corrente que apoiava uma ditadura militar como forma de estabilizar o país. A 13 de setembro de 1921, o general Miguel Primo de Rivera, capitão general da Catalunha, liderou um pronunciamento militar que resultou na suspensão da Constituição liberal de 1876 e na formação de um diretório militar. De inicio, a solução contou com o apoio do rei e de parte da sociedade espanhola, inclusive com a benevolência do PSOE e da organização sindical da UGT. Até 1927, Primo de Rivera beneficiou de conjuntura internacional favorável para estruturar um regime ditatorial inspirado pelo corporativismo que anulou a autonomia catalã e que, economicamente, pretendia tornar a Espanha auto suficiente. O governo de Primo de Rivera foi depois abalado pela crise económica de 1929, pelo afastamento do PSOE e UGT, e pelo abandono dos seus antigos aliados: desde os industriais catalães às chefias militares. Por fim, quando Primo de Rivera percebeu que também deixara de ter o apoio de Afonso XIII, decidiu demitir-se e partir para o exílio em Paris (janeiro de 1930). O reinado de Afonso XIII, profundamente comprometido com o ditador, ficara porém com os dias contados. Em abril de 1931, cerca de uma ano e meio depois da demissão de Primo de Rivera,foi proclamada a II República espanhola.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 5As Origens Intelectuais do 25 de Abril (V): quais foram os livros ligados ao Jornalismo e ao Ensaísmo português que marcaram a Revolução?
No quinto e último episódio, abrimos a porta à discussão de obras marcantes no campo do jornalismo e do ensaísmo. Exploramos livros que foram amplamente lidos e reeditados rapidamente, como "Sociedades e Grupos em Portugal" (1973) de Maria Belmira Martins e "Investimentos estrangeiros em Portugal" (1973) de Luís Salgado de Matos. Discutimos também obras apreendidas e reeditadas após abril de 1974, como "Emigração e crise no nordeste transmontano" (1973) de António Modesto Navarro, e os livros de Raul Rêgo, "Os políticos e o poder económico" e "Diário Político", ambos de 1969, reeditados em 1974. Destacamos livros cuja apreensão revelou o desconforto que provocaram, como "Raízes da nossa força" (1973) de Helena Neves e Alfredo Cunha, e "Portugal sem Salazar" (1973) de Mário Mesquita, que divulga as visões políticas de exilados como Manuel de Lucena, José Medeiros Ferreira e António Barreto. Abordamos ainda obras preteridas pela editora original por medo de apreensão, como "A Censura e as leis de Imprensa" (1973) de Alberto Arons de Carvalho, e livros que começaram como peças publicadas em jornais, como "França: a emigração dolorosa" (1965) de Nuno Rocha e "Revolução, meu amor" (1970) de Maria Antónia Palla. Para iniciar o debate, propomos "Angola, os dias do Desespero" (1961) de Horácio Caio, que chegou a 12 edições em menos de dois meses, oferecendo uma visão do regime sobre a guerra, a censura e o projeto colonial português. Mais do que discutir os méritos de cada título, desejamos uma discussão integrada sobre censura, guerra colonial, emigração, estrutura económica do regime e mudanças sociais. Quais foram as origens intelectuais da revolução no jornalismo? A moderação desta sessão final na Biblioteca Nacional é de Rita Luís, com a participação dos convidados Isabel Ventura, Afonso Dias Ramos, Helena Neves e Ricardo Noronha. See omnystudio.com/listener for privacy information.

25 de abril de 1975: as primeiras eleições democráticas em Portugal foram há 50 anos
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o contexto em que se realizaram as primeiras eleições democráticas em Portugal, que ocorreram a 25 de abril de 1975, passam por estes dias 50 anos. As eleições para a Assembleia Constituinte estavam inicialmente marcadas para 12 de abril de 1975. No entanto, os acontecimentos do 11 de março justificaram o seu adiamento por 12 dias, sendo que alguns setores extremistas reclamavam, inclusive, o seu adiamento “sine die”. Valeu na altura a intervenção decisiva do Presidente da República, general Costa Gomes, que era favorável à realização de eleições, aliás, como constava do programa do MFA, e foi depois confirmado pela Junta de Salvação Nacional. A campanha eleitoral começou a 2 de abril de 1975 num ambiente complexo e de radicalização política. Dias depois, a 11 de abril, foi assinado o primeiro pacto MFA-Partidos, que garantia um papel político central na futura ordem constitucional aos orgãos do MFA então recentemente instituídos: o Conselho da Revolução e a Assembleia do MFA. As eleições para a Constituinte realizaram-se assim num contexto de tensão entre duas legitimidades: a democrática e a revolucionária. Apesar destas condicionantes, decorreram de forma exemplar e constituíram um passo decisivo no processo de construção da democracia em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 4As Origens Intelectuais do 25 de Abril (IV): em que medida os poetas, escritores e dramaturgos portugueses ajudaram a produzir as sementes da revolução?
Neste quarto episódio sobre as origens intelectuais da Revolução Portuguesa foram escolhidas cinco obras do campo do teatro, da poesia e da ficção como maneira de interrogar a relação entre os livros e o 25 de Abril. A professora Ana Isabel Queiroz traz para a mesa as 'Terras do Demo', de Aquilino Ribeiro, e a investigadora Ana Margarida Martins analisa 'As Novas Cartas Portuguesas', de Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno. O sociólogo João Pedro George fala sobre “O libertino passeia por Braga a Idolátrica o seu Esplendor”, de Luiz Pacheco. Rui Lopo destaca o trabalho de Natália Correia na organização da 'Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica'. E, por fim, Rui Pina Coelho destaca a importância da obra “Teatro Moderno, caminhos e figuras”, de Luís Francisco Rebello, a mais importante história do Teatro da primeira metade do Século XX. São cinco livros, mas são mais autores, uma vez que em dois casos se trata de antologias e, portanto, estão aqui representadas muitas vozes e textos, tentando responder a várias interrogações: Em que medida estes poetas, escritores e dramaturgos produziram ou ajudaram a produzir as sementes da revolução de abril? E em que medida os seus personagens, contextos, paisagens e temas foram criadores de novidade, agitação, rutura, novo pensamento ou até denúncia de um certo país ocultado? É o que vamos descobrir, neste debate moderado por Inês Brasão na Biblioteca Nacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

São Francisco de Assis: pobreza e igualdade por amor a uma fé e ao próximo
Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a vida de Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido por São Francisco de Assis, que viveu entre 1182 e 1226 e foi uma das figuras mais impactantes da época medieval. Francisco de Assis nasceu num tempo em que a Santa Sé enfrentava vários movimentos, alguns considerados “heréticos”, que reclamavam um maior despojamento do Clero e o regresso aos ideais do cristianismo primitivo. Por volta de 1205, Francesco, ou “pequeno francês”, sentiu um apelo interior, que identificou como a voz de Jesus Cristo, e que o estimulou a despojar-se dos seus bens materiais e viver para pregar o Evangelho e assistir os pobres. O seu carisma e convicção tornou-o a figura central de uma comunidade que vivia, nos seus primórdios, de forma errante e em pobreza absoluta. S. Francisco, o fundador da “ordem dos irmãos menores”, rejeitou que esta tivesse uma hierarquia ou bens materiais. Tal provocou várias debates no interior da Ordem, pois alguns irmãos sustentavam que esta devia oferecer condições mínimas para os seus integrantes poderem cumprir a sua missão e, até, dedicar-se ao trabalho intelectual. Em 1223, a Santa Sé aprovou por fim a regra da Ordem dos Irmãos menores, enquadrando-a definitivamente na ortodoxia religiosa, algo que, de resto, S. Francisco nunca contestou. A partir de então, S. Francisco viveu os seus últimos anos de vida sobretudo em ermitérios e meditação, alturas em que passava por estados de êxtase. Morreu em 1226, com aura de santidade e fama de milagreiro, tendo sido canonizado dois anos depois pelo Papa Gregório IX, que, enquanto cardeal, fora responsável por fixar a regra dos franciscanos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 3As Origens Intelectuais do 25 de Abril (III): a História e as Ciências Sociais foram uma arma contra o Estado Novo?
Neste episódio especial, gravado ao vivo na Biblioteca Nacional, exploramos as raízes intelectuais que moldaram a Revolução de 25 de Abril de 1974. Com a moderação de Victor Pereira, o debate reúne os ilustres convidados João Leal, Jorge Pedreira, Maria de Lurdes Rosa e Miriam Halpern Pereira para discutir as influências e inovações historiográficas que desafiaram o regime ditatorial do Estado Novo. O ponto de partida é o manifesto de Ernesto Melo Antunes, lido em Cascais a 5 de março de 1974, onde se defende que a solução para o problema ultramarino é política e não militar. Esta ideia, também expressa por António de Spínola em "Portugal e o Futuro", reflete os verdadeiros interesses do povo português e os seus ideais de justiça e paz. Durante o Estado Novo, muitos cientistas sociais, tanto em Portugal como no exílio, desafiaram a visão imposta pela ditadura. Eles investigaram a história e a sociedade portuguesa, desvendando os bloqueios e desigualdades, e desconstruindo a propaganda do regime. Apesar das adversidades, as suas obras circularam amplamente, influenciando o pensamento crítico e preparando o terreno para a revolução. Neste episódio, discutimos as contribuições de António Borges Coelho, António Henrique de Oliveira Marques, Miriam Halpern Pereira e Vitorino Magalhães Godinho, e como as suas pesquisas moldaram a compreensão da história de Portugal durante um período de grandes mudanças sociais e económicas. Também exploramos a recepção dessas obras nas vésperas do 25 de Abril e o impacto duradouro que tiveram na sociedade portuguesa. Oiça aqui o debate gravado na Biblioteca Nacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A derrota dos nazis: os últimos meses da II Guerra Mundial na Europa
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Rui Cardoso, jornalista e estudioso da II Guerra Mundial, para conversar sobre a última fase deste conflito na Europa. No princípio de 1945, as forças aliadas comandadas pelo general americano Dwight D. Eisenhower chegavam às margens do rio Reno, enquanto, a leste, o Exército Vermelho liderado pelo marechal Zhukov avançava em passos largos até Berlim, depois de derrotar os nazis na Polónia e de comprovar o horror dos campos de extermínio que aqueles abandonaram precipitadamente. No campo político e diplomático, os lideres dos então chamados “três grandes” - Roosevelt, presidente dos Estados Unidos; Estaline, secretários geral do PCUS; e Churchill, primeiro-ministro britânico - reuniram-se em Yalta entre 4 a 11 de fevereiro de 1945 para discutir o pós-guerra, sendo já evidentes as suas diferentes abordagens e objectivos. Em abril, no mesmo mês em que Roosevelt morreu e foi substituído na presidência dos Estados Unidos por Henry Truman, o Exército Vermelho avançou para a conquista de Berlim, isto já com os aliados ocidentais dentro da fronteira alemã. De forma insana, Hitler, refugiado no seu bunker, exortou os berlineses a continuarem a lutar. A capital alemã foi então defendida com recurso a crianças e jovens da juventude hitleriana, e a milícias de cidadãos que não tinham treino militar. A 30 de abril, Hitler suicidou-se no bunker da chancelaria do Reich e a 2 de maio Berlim rendeu-se ao Exército Vermelho. Por fim, a capitulação incondicional dos nazis chegou a 7 e 8 de maio, por intermédio do general Alfred Jodl. Depois de milhões de mortes, de um sofrimento indescritível, e de um rasto de destruição, a guerra terminara na Europa e o pesadelo nazi chegava ao fim.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 2As Origens Intelectuais do 25 de Abril (II): que papel desempenharam no 25 de Abril os livros africanos, franceses e ingleses sobre o colonialismo?
Depois do primeiro episódio em que ouvimos falar sobre livros portugueses que contribuíram para o processo revolucionário do 25 de Abril, vamos agora focar a nossa atenção na literatura anticolonial, cujos contornos são mais internacionais, mas mais difíceis de definir. A lista de livros a discutir começa pelas obras do jornalista Basil Davidson da década de 1950, do antropólogo norte-americano Marvin Harris, Portugal's African "Wards" - A First-Hand Report on Labor and Education in Moçambique (1958) e de James Duffy, Portuguese Africa (1959). A esta configuração anglo-americana pertencem, igualmente: o livro do jornalista português António de Figueiredo, que terá sido ajudado, tanto por Harris como por Davidson, na publicação do seu livro intitulado Portugal and its Empire: the Truth (1961); bem como o de Perry Anderson, Portugal and the End of Ultra-Colonialism (1962). Do lado francês, a revista Présence Africaine acolheu nacionalistas angolanos nas suas lutas pela independência, como foi o caso de Mário Pinto de Andrade e do escritor Castro Soromenho. O Padre Robert Davezies, conhecido por ter denunciado as atrocidades da Guerra da Argélia, emprestou a sua voz à causa de Angola, num primeiro livro Les Angolais (1965), a que se seguiu La Guerre d'Angola (1968). São também lembrados os textos de dois combatentes pela libertação da Guiné e de Moçambique: é o caso de Amilcar Cabral, que escreveu a introdução à obra de Basil Davidson, The Liberation of Guiné: Aspects of an African Revolution (1969), bem como de Eduardo Mondlane, The Struggle for Mozambique (1969). Nesta sequência, é ainda considerada a intervenção do Padre Hastings na denúncia do massacre de Wiriamu, ocorrido em 1972. São ainda referidas obras mais dispersas e até de certa forma híbridas, como é o caso de ‘Negritude e humanismo’, um opúsculo publicado pela Casa dos Estudantes do Império em 1964, de Alfredo Margarido. O escritor e investigador construiu uma articulação rara entre produção literária e investigação histórica e antropológica. Esta última tinha, aliás, raízes na criatividade dos surrealistas, representados na passagem de Cruzeiro Seixas por Angola, iniciada na década de 1950. Paralelamente, a tradução portuguesa de Os condenados da terra de Frantz Fanon, com prefácio de Jean-Paul Sartre, aponta para um outro facto editorial conseguido na contra-corrente da censura, em meados da década de 1960. O debate é moderado por Isabel Castro Henriques e conta com a participação de Aurora Santos, Bernardo Cruz, José Augusto Pereira, Manuela Ribeiro Sanches, Nuno Domingos e Víctor Barros. See omnystudio.com/listener for privacy information.

A Abrilada de 1961 ou “Golpe Botelho Moniz”: uma tentativa de afastar Salazar e evitar a guerra em África
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o chamado “golpe Botelho Moniz”, ocorrido a 13 de abril de 1961, e que consistiu na tentativa de levar o Presidente da República a demitir Salazar da presidência do Conselho. O general Júlio Botelho Moniz era ministro da Defesa desde a remodelação governamental de 1958. Antes, tinha sido ministro do Interior e adido militar em Washington e Madrid. O contacto com a realidade internacional levou-o a perceber que a posição de Portugal sobre as suas então designadas “províncias ultramarinas” era insustentável. A convicção de Botelho Moniz reforçou-se em janeiro de 1961, aquando da eleição de JF Kennedy para a presidência dos Estados Unidos, pois este era a favor da autodeterminação dos povos. Durante os meses seguintes, o general Botelho Moniz procurou convencer Salazar a rever a política colonial de Portugal. Depois de perceber que os seus esforços eram vãos, resolveu apelar ao Presidente da República, almirante Américo Tomás, pedindo-lhe que demitisse Salazar. Perante a recusa deste, Botelho Moniz decidiu avançar para uma discreta demonstração de força dos altos comandos militares. No entanto, o seu plano foi anulado pela rápida reação de Salazar, que afastou-o aos microfones da Emissora Nacional, no mesmo famoso discurso em que declarou: “Para Angola, rapidamente e em força”. Era o início de uma guerra a que o regime ditatorial não conseguiu por fim.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 1As Origens Intelectuais do 25 de Abril: as Opções Políticas dos Livros que ajudaram a fazer a Revolução Portuguesa
Portugal conheceu, a partir da década de 1960, os grandes dilemas que vão anunciar a mudança política que desembocou no 25 de Abril de 1974: um acelerado processo de crescimento económico e de mudança social, marcado sobretudo pelo reforço dos laços com a então chamada Europa Ocidental; o desenvolvimento do colonialismo tardio e de Guerras Coloniais; e, finalmente, o crepúsculo do Ditador e a sua substituição por Marcelo Caetano, que protagonizou as contradições de uma modernização autoritária falhada. Desenharam-se nessa década as “opções políticas” que iriam marcar o processo de transição para a democracia. Neste primeiro debate, dedicado às “opções políticas”, percorremos algumas obras marcantes da fase final da Ditadura, expressando a diversidade política e ideológica que marcava o autoritarismo tardio: ‘Portugal Amordaçado’, ‘Na Hora da Verdade’, ‘Católicos e Política’, ‘Rumo à Vitória’, ‘Portugal e o Futuro’ e ‘As conversas de Marcello Caetano’ são os livros em destaque no primeiro episódio do podcast ‘As Origens Intelectuais da Revolução’. Oiça aqui a sessão gravada no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal com António Araújo, Jaime Nogueira Pinto, Rita Almeida Carvalho, Tiago Fernandes e António Costa Pinto. See omnystudio.com/listener for privacy information.

As Origens Intelectuais do 25 de Abril. Oiça aqui a apresentação do novo podcast do Expresso
trailerQuais foram os livros que influenciaram o 25 de Abril? Como podemos interpretá-los e avaliar a sua relevância para o movimento revolucionário? Com base num ciclo de debates gravados na Biblioteca Nacional de Portugal, o Expresso apresenta um podcast especial de cinco episódios que o leva à descoberta das obras literárias que abriram caminho ao processo revolucionário.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mónaco, Liechtenstein ou Andorra: as Histórias dos microestados da Europa e de como conservaram a sua independência
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre as Histórias dos seis microestados do continente Europeu: Vaticano, Malta, Andorra, Liechtenstein, San Marino e Mónaco. Estes são estados de origens e passados diversos, mas que têm em comum áreas inferiores a 500 km2. Também, e cada um de sua forma, estes territórios são representantes de um tempo anterior à Idade Contemporânea, quando a Europa era composta por estados de pequena dimensão e diferentes graus de soberania: principados, bispados, ducados, senhorios, repúblicas aristocráticas, ou cidades-estado. Como foi que os atuais microestados europeus sobreviveram a guerras e partilhas e chegaram à época contemporânea?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quando a Polónia perdeu a sua independência e foi “retalhada” pela Rússia, Prússia e Áustria (1772-1795)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a rica e dramática História da Polónia, com foco no processo que conduziu à perda da sua independência, em finais do século XVIII.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A moção de confiança que provocou a queda do primeiro governo de Mário Soares (dezembro de 1977)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o contexto da moção de confiança apresentada pelo I governo constitucional, executivo minoritário liderado por Mário Soares, a 7 de dezembro de 1977, e que acabou rejeitada por PPD, CDS, PCP e UDP. Este governo resultou das eleições legislativas de 25 de abril de 1976, as primeiras realizadas em Democracia, e tomou posse a 23 de julho. O contexto era complexo, pois Portugal absorvia o impacto económico e social do PREC, sobretudo das nacionalizações e da reforma agrária. Durante cerca de um ano e meio, o I governo constitucional concretizou medidas relevantes, como o pedido de adesão de Portugal à CEE, e a aprovação da “lei Barreto”, que começou a reverter a “reforma agrária” do tempo do PREC. No entanto, a crise económica obrigou o ministro das Finanças, Medina Carreira, a pedir um empréstimo ao FMI. A política económica foi justamente a causa próxima da moção de confiança apresentada pelo governo. Após a sua rejeição, o Presidente da República, general Ramalho Eanes, optou por não dissolver a AR, e por dar posse a um governo que resultou de um acordo de incidência parlamentar entre PS e CDS, também liderado por Mário Soares.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Luis II, o rei “louco” da Baviera (1845-1886)
Luis II da Baviera, apelidado de “rei louco”, ou “rei lua”, por contraste sombrio com o “rei sol” Luis XIV, tinha uma personalidade excêntrica para os padrões da sua época. Subiu ao trono em 1864, numa altura em que Áustria e Prússia disputavam a hegemonia no espaço alemão, onde pairava uma atmosfera bélica. Contudo, Luis II preferia a literatura, o teatro e a música a temas militares. A 10 de junho de 1886, Luis II foi deposto pelo governo da Baviera, que o considerou mentalmente incapaz para continuar a reinar. Três dias depois, foi encontrado morto, juntamente com o seu psiquiatra, no lago de Starnberg. O mistério da sua morte contribuiu para o nascimento da sua lenda. Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a sua vida e época. See omnystudio.com/listener for privacy information.

A “guerra dos sete anos”, um conflito setecentista à escala global (1756-1763)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a chamada “guerra dos sete anos” considerada por Winston Churchill como a verdadeira primeira guerra mundial.See omnystudio.com/listener for privacy information.

De jogo de elite a “desporto rei”: a História do futebol
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista e comentador desportivo António Ribeiro Cristóvão para conversar sobre a História e histórias do futebol.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A Academia das Ciências de Lisboa: uma referência do Iluminismo português fundada em 1779
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista e investigador António Valdemar, sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, para conversar sobre a História desta instituição duas vezes centenária, que continua a ser uma importante referência cultural e científica.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O regicídio do Terreiro do Paço (D. Carlos I e Príncipe Real D. Luis Filipe)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o reinado de D. Carlos I e o regicídio que, a 1 de fevereiro de 1908, o vitimou, bem como ao seu filho mais velho e herdeiro, o Príncipe Real D. Luis Filipe. D. Carlos I, que reinou de 1889 a 1908, é um dos reis portugueses mais controversos. Os seus admiradores, salientam o seu patriotismo, o seu voluntarismo, e as suas qualidades diplmáticas, artísticas e científicas. Pelo contrário, os seus detratores consideram-no autoritário, frívolo e arrogante. Qualquer que seja a posição, o seu reinado de 19 anos é quase sempre abordado de forma simplista. Aquele foi um tempo complexo, que seguiu-se ao ultimato britânico e teve a crise económica e financeira por pano de fundo. No campo político, a monarquia constitucional era um regime verdadeiramente liberal (no sentido oitocentista do termo), mas exclusivista, pois a maioria da população não votava, logo, não gozava de cidadania plena.Neste contexto, o que poderia ter feito o rei? Assumir-se como um ator intervertivo, ou apenas como árbitro do sistema político? Procurar tornar o sistema mais representativo, ou apostar em escolhas pessoais? Qual o contexto político que culminou no Regicídio de 1 de fevereiro de 1908? E, para além dos seus executantes, Manuel Buiça e Alfredo Costa, é possível identificar quem foram os seus autores morais?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Irlanda: A longa luta pela independência do Reino Unido
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o complexo processo de independência da Irlanda do Reino Unido. No final do século XIX, surgiram na Irlanda partidos que protagonizaram a longa luta dos irlandeses pelo auto governo do território. O parlamento do Reino Unido respondeu com três Home Rule Acts, que garantiam à Irlanda uma ampla autonomia. Tal foi contestado pelos unionistas, na sua maioria anglicanos que temiam perder privilégios. Em vésperas da grande guerra (1914), os irlandeses estavam profundamente divididos entre republicanos independentistas, que eram sobretudo católicos residentes no sul do território, e unionistas, protestantes residentes nos condados do Norte (Ulster). Na Páscoa de 1916, os republicanos proclamaram a independência da Irlanda. A revolta foi duramente controlada pelos britânicos, que executaram os principais lideres independentistas, como Patrick Pearse. Estas execuções voltaram boa parte da opinião pública irlandesa contra o Reino Unido. A “Easter Rebellion” de 1916 foi um momento marcante na luta dos independentistas por uma Irlanda soberana, processo violento e complexo que continuou com uma guerra contra os britânicos (1919-1921), uma guerra civil entre irlandeses (1922-1923), e que só terminou formalmente em 1949, com a desvinculação da República da Irlanda da Commonwealth.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os Diários de Thomaz de Mello Breyner: um testemunho da história contemporânea de Portugal
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a investigadora Margarida de Magalhães Ramalho, autora do livro “Thomaz de Mello Breyner, Relatos de uma época”, que serviu de base à série recente da RTP2 “Os diários de Thomaz de Mello Breyner”, para conversar sobre este médico e professor universitário, que foi testemunha privilegiado da História recente de Portugal, desde as últimas décadas da monarquia, passando pela I república, a ditadura militar, e os princípios do Estado Novo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quando a monarquia foi restaurada por 25 dias (Monarquia do Norte, Janeiro de 1919)
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a “Monarquia do Norte” - quando a monarquia foi restaurada, durante 25 dias, em boa parte do norte de Portugal -, quando passam por estes dias 106 anos. Este episódio pouco conhecido ocorreu na sequência do assassinato de Sidónio Pais (14 de dezembro de 1918). Então, o campo republicano estava dividido entre os defensores do regresso à “República velha” e à constituição de 1911, e os que defendiam a continuação do regime presidencialista instaurado por Sidónio Pais. No norte, os monárquicos aproveitaram o ascendente que ganharam durante o sidonismo para pegar em armas e proclamar a monarquia (19 de janeiro). Em Lisboa, os monárquicos concentraram-se em Monsanto e hastearam a bandeira azul e branca. Contudo, os monárquicos estavam tão divididos quanto os republicanos: Aires de Ornelas, lugar tenente do rei D. Manuel II, defendia desde Lisboa a monarquia liberal, enquanto Paiva Couceiro, o presidente da "Junta Governativa do Reino", defendia desde o Porto uma "nova de monarquia", livre dos antigos partidos “rotativos” e influenciada pelo "Integralismo Lusitano”. A 14 de fevereiro de 1919, as forças republicanas entraram no Porto, onde restauraram a República, pondo fim à última tentativa de restaurar a monarquia por via das armas. O que foram as “incursões monárquicas” de 1911-1912? Qual a evolução do movimento monárquico durante a “República velha” e o sidonismo? O que foi a “monarquia do norte” e como foi derrotada pelos republicanos?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Especial em direto: a transladação dos restos mortais de Eça de Queiroz para o Panteão Nacional
Numa intervenção especial durante a emissão da manhã na SIC Notícias, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho são convidados para se debruçarem sobre a vida e a obra do escritor realista português, Eça de Queiroz. No dia em que decorreu a transladação do corpo deste símbolo da literatura nacional para o Panteão Nacional, a SIC Notícias abriu um espaço de comentário para homenagear a memória de Eça de Queiroz,1845-1900.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Será que estamos mesmo no ano 2025? Histórias da contagem do tempo
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho aproveitam o início do ano de 2025 para conversar sobre a História da contagem do tempo. Atualmente, a maioria dos países segue o chamado “calendário gregoriano” (do papa Gregório XIII, que o decretou em 1582), aceitando-o como padrão internacional. No entanto, muitos países e comunidades seguem um segundo calendário, que adoptam a nível interno, ou privado. Segundo o calendário hebraico, por exemplo, vivemos no ano 5785 (desde a criação do mundo, segundo a bíblia hebraica), e o primeiro mês do ano coincide com a Páscoa. Já para os muçulmanos, vivemos no ano de 1446 (o calendário começa a contar a partir da Hégira, em 622 dc). A partir de 38 ac, o mundo romano regeu-se pela “era de César” que, desde o século VI dc, coexistiu com a “era de Cristo”. Esta foi estabelecida pelos cálculos do monge e matemático Dioníso. No entanto, o próprio Dioníso enganou-se na identificação do ano do nascimento de Jesus Cristo, que terá ocorrido quatro anos antes do estabelecido, ou seja, em 4 ac. Em rigor, estaríamos pois no ano de 2029, o que só confirma o quanto o tempo é relativo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A Revolução Cubana de Fidel Castro e Che Guevara
A 1 de janeiro de 1959, as forças opositoras ao Presidente Fulgencio Batista, um governante corrupto e oportunista, tomaram o poder em La Havana, capital de Cuba. Entre os insurretos, estavam os guerrilheiros do “Movimiento 26 de Julio” que, desde a Sierra Maestra, resistiram e combateram o regime de Baptista durante mais de dois anos. Estes guerrilheiros eram comandados por dois revolucionários que ficariam célebres: o advogado Fidel Castro e o médico argentino Che GuevaraSee omnystudio.com/listener for privacy information.

O dia de Natal do ano 800: a coroação de Carlos Magno pelo papa Leão III
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Carlos Magno, rei dos francos e dos lombardos, que foi coroado imperador pelo papa Leão III no dia de Natal do ano 800. Carlos Magno foi o primeiro imperador do ocidente desde o ano de 476 dc, quando o imperador Rómulo Augusto foi deposto pelo godo Odoacro. Carlos Magno nasceu num tempo distante, em que, com excepção do mediterrâneo, o mundo urbano quase tinha desaparecido do que é hoje a Europa, e onde pessoas e bens não circulavam. Boa parte da população ainda era pagã, e o bispo de Roma, ou papa, dependente do imperador bizantino, estava condicionado pelos patrícios romanos. Entre 768 e 814, Carlos Magno protagonizou a primeira tentativa de unificação do ocidente desde a chamada “queda do império romano do ocidente”, em 476. Tal valeu-lhe ser coroado imperador em Roma, pelo papa Leão III, no dia de Natal do ano de 800. Qual a importância de Carlos Magno para a História do ocidente medieval?See omnystudio.com/listener for privacy information.

25 anos da transferência da soberania de Macau para a China
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram António Salavessa da Costa, coronel de Infantaria e antigo secretário adjunto para a comunicação, turismo e cultura do último governo de Macau nomeado pela república portuguesa, para conversar sobre a História de Macau e o processo de transição do exercício de soberania sobre este território de Portugal para a China, que teve o dia 20 de dezembro de 1999 como data culminante. Quais as etapas fundamentais da História de Macau? Qual o legado cultural português e até que ponto se mantém presente em Macau? Como correu e como avaliar o processo de transição ocorrido há 25 anos?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sidónio Pais, o “presidente-rei” da “república nova“
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho, efémero e carismático presidente da República, que foi assassinado na Estação do Rossio, a 14 de dezembro de 1918. A 5 de dezembro de 1917, o major Sidónio Pais, lente da Universidade de Coimbra e embaixador da república portuguesa em Berlim até à declaração de guerra da Alemanha a Portugal (março de 1916), liderou uma revolução que, ao fim de três dias de combate, afastou o governo de Afonso Costa e forçou a resignação do presidente Bernardino Machado. Perante o vazio de poder, Sidónio Pais assumiu-se como o principal protagonista da “República nova”, que significou um corte com os primeiros anos da I República. Chefe do executivo a 11 de dezembro e Presidente interino desde 27 de dezembro, Sidónio Pais passou a andar sempre fardado e compôs uma figura com traços de populismo. A sua ideia era impor um sistema presidencialista e uma República social e ordeira que integrasse todos os afastados pelo exclusivismo de Afonso Costa, entre estes, católicos, socialistas e monárquicos. O regime presidencialista instaurado por decretos ditatoriais não foi porém capaz de contrariar a grave crise económica e social, acentuada pela participação de Portugal na grande guerra. A 14 de dezembro, o presidente Sidónio Pais foi assassinado na Estação do Rossio, onde ia apanhar o comboio para o Porto para procurar acalmar a agitação entre as forças militares do norte do país. Pouco depois da sua morte, correu o boato que terá dito, no momento fatídico em que foi alvejado, “Morro bem, salvem a Pátria!”, o que contribuiu para a construção do mito em torno da figura.See omnystudio.com/listener for privacy information.

100 anos de Mário Soares: 'Portugal Amordaçado', o pensamento e a personalidade do primeiro líder do PS
bonusO que achava Mario Soares do ambiente universitário na década de 1940? E das eleições condicionadas? Que caminho propunha para Portugal? O que pensava de opositores e aliados políticos? E quais os traços distintivos da sua personalidade? A propósito das comemorações do centenário de Mário Soares, o Expresso recupera o episódio originalmente publicado em 27 de dezembro de 2023, no qual Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidam José Manuel dos Santos, coordenador da comissão das comemorações do centenário do socialista, para uma conversa em redor do livro Portugal Amordaçado, escrito por Mário Soares no exílio e recentemente reeditado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O “grande salto em frente” e a “revolução cultural”: a China comunista de Mao Tsé-Tsung (1949-1976)
Este líder do Partido Comunista Chinês ganhou protagonismo após a Longa Marcha, quando conduziu parte do Exército vermelho comunista ao longo de 12 mil quilómetros, por entre provações inimagináveis. Esta eopeia provocou milhares de mortes e um sofrimento atroz, mas livrou o Exército vermelho de uma previsível derrota ante os nacionalistas de Chiang Kai-shek. Depois da rendição japonesa e do reinício da guerra civil, os comunistas levaram surpreendentemente a melhor sobre os nacionalistas. A 1 de outubro de 1949 foi proclamada a República Popular da China, que manteve sempre uma relação tensa com o outro grande estado comunista, a URSS. Sob a liderança de Mao Tsé-Tung, a China comunista procurou por em prática planos económicos e sociais irrealistas e desumanos, como o “Grande Salto em Frente” e a “Revolução Cultural” que, na prática, prolongou-se até à morte de Mao, em 1976. Como foi a guerra civil entre nacionalistas e comunistas? O que foi o “grande salto em frente” e a “revolução cultural”? Qual a importância do papel de Mao Tsé-Tung nas primeiras décadas da República Popular da China?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 100Episódio 100: Qual a importância do 25 de novembro de 1975?, com António Vitorino
No episódio 100 do podcast A História Repete-Se, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram António Vitorino, antigo ministro da defesa, comissário europeu e diretor geral da Organização Internacional para as Migrações para conversar sobre o 25 de novembro de 1975. Nos últimos dias, a data esteve no centro do debate político, mas o que significou em termos históricos? O que estava então em causa? Quem foram os seus protagonistas? Por fim, qual a importância do 25 de novembro para o processo de democratização português?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guerra do Vietname: o grande trauma americano da Guerra Fria
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a guerra do Vietname, um conflito complexo que, numa perspetiva abrangente, durou cerca de 30 anos (1945-1975), e que ganhou mediatismo com o envolvimento direto dos Estados Unidos, o que aconteceu entre 1964 e 1973. Quais as origens da guerra do Vietname? Como é que os Estados Unidos se envolveram no conflito?See omnystudio.com/listener for privacy information.

D. João V, um Rei amado e odiado como símbolo do “Antigo Regime”
Neste episódio, Henrique Monteiro e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Pedra Sena-Lino, autor de “El Rei Eclipse - Biografia de D. João V”, para conversar sobre este Rei de Portugal. D. João V, que nasceu em 1689, começou a reinar em 1706 e morreu em 1750, desperta opiniões contraditórias. Ao longo do tempo, foi enaltecido pelos tradicionalistas e criticado por liberais e republicanos. Quem foi este símbolo do “Antigo regime”? Será que a atenção que deu ao aparato, à construção monumental, como o palácio de Mafra, ou à cultura, compensaram a forma como, gradualmente, Portugal ficou dependente dos britânicos? E a população portuguesa, será que beneficiou por ser governada por um rei apodado de magnânimo? Por fim, e no referente ao Brasil, será que, no reinado de D. João V, os portugueses nada mais fizeram para além de extrair e trazer para a Europa as riquezas deste território?See omnystudio.com/listener for privacy information.