
#Soneto65: Hyesu Wiedmann / Compositora e Orquestradora (Portuguese transcription)
Atenção: Este PodCast possui transcriação para acessibilidade há deficientes auditivos, role a página para baixo. Or click here to read the transcript in English. Bom dia, boa tarde, boa noite! Neste Podcast Josisley de Souza,
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Show Notes
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Bom dia, boa tarde, boa noite!
Neste Podcast Josisley de Souza, e Felipe Xavier do Podcast CoffeeX, a Maestrina, Orquestrado e Compositora Hyesu Wiedmann, natural da Coréia e naturalizada Americana, conversa conosco diretamente de Los Angeles, sobre sua biografia, carreira e realizações.
Conhecendo Hyesu Wiedmann
Depois de ter tocado piano clássico desde pequena e ao longo de toda a sua juventude, quando ganhou inúmeros
prêmios e realizou concertos, incluindo concertos com orquestras sinfônicas, desenvolveu amor e curiosidade por música de cinema, o que levou a mudança da Coréia para os EUA, onde ingressou na Berklee College of Music, e USC para estudar música de cinema,0 que mudou a direção de sua carreira.
Possui mais de 80 créditos de grandes filmes de estúdio, como Warner Bros, Lionsgate, Disney, Sony, 20th Century Fox, como compositora, orquestradora e maestrina. Alguns de seus projetos incluem “Night house” estrelado por Rebecca Hall, “How I met your mother” (Programa de TV) estrelado por Neil Patrick Harris como orquestradora, “Three Hikers” (Documentário), “Girando Point” (Documento da BYU – Series), “Team Work” (série da Web), ela também teve sua música em “Alone” estrelando Donald Sutherland e Tyler Posey, para citar alguns.
Seu trabalho publicado varia de música orquestral a pop, rock e EDM.
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No Ritmo da Vida. Na Batida do Coração!
Equipe Toque2
QUEM FEZ?
Vinheta: Josisley de Souza
Arte da Vitrine: Josisley de Souza
Vírgula Sonora: Débora Meneses
Abertura: Dreams Can Come True / Hyesu Wiedmann
Toca na Pista: In Light of Darkness / Gemma Kyle & Frederik Wiedmann
Edição: Eduardo de Oliveira
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#Hyesu Wiedmann
Compositora / Orquestradora
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DICA CULTURAL
Filme: O Ataque dos Vermes Malditos / 1990 (Clique Aqui)
Filme: No Ritmo do Coração / 2021 (Clique Aqui)
Filme: Minari: Em Busca da Felicidade / 2020 (Clique Aqui)
Livro: Dedicated: The Case for Commitment in an Age of Infinite Browsing / Peter Davis (Clique Aqui)
SIGA OS CONFRADES DO TOQUE2
#Josisley de Souza
Podcaster / Trombonista
#Fabiano André
Professor / Euphonista
#Felpe Sangali
Professor / Trombonista
#Wellington Castro
Professor / Compositor
Transcrição do PodCast para acessibilidade há deficientes auditivos:
INÍCIO
Vinheta de Abertura: Podcast Soneto. Música em palavras. Uma produção do site Toque 2 Bandas e Fanfarras.
Áudio do Youtube: Áudio da música …
ABERTURA:
Josisley de Souza: Bom dia, boa tarde, boa noite. Sejam bem-vindos a mais um Toque Dois Podcast, bandas e fanfarras, no ritmo da vida, na batida do coração, diretamente de Ribeirão Pires, São Paulo. Eu sou o Josisley e hoje, nesse podcast internacional, está com a gente aqui o meu grande amigo, tradutor, músico, multi-instrumentista, triglota, cantor, diretamente de Uberlândia, em Minas Gerais, do podcast de CoffeeX, olha quanta coisa esse cara tem, hein? Felipe Xavier, ou Bóris. Seja bem-vindo, Felipe.
Felipe Xavier: E aí, pessoal, tudo bem? Bom estar de volta aqui. O Josisley ficou muito tempo sem me chamar para gravar isso aqui de novo. É um prazer, prazer, cara, estar aqui de novo. A ideia seria que a minha esposa fizesse, só que eu falei com ela e ela ficou um pouco insegura. Vou falar, vamos tentar fazer em um outro momento, ela participando e ouvindo, e aí depois ela faz.
Josisley de Souza: Está bom.
Felipe Xavier: Eu ficaria honrado também, seria muito legal.
Josisley de Souza: Muito bem. Pessoal, agora a coisa ficou pequena para o meu lado aqui, porque a nossa convidada tem mais de 80 créditos em filmes de estúdios como Warner, Lionsgate, Disney, Sony, Twentieth Century Fox como compositora, orquestradora e maestrina ou conductor, diretamente de Los Angeles, Estados Unidos, a compositora Hyesu. Seja bem-vinda ao Toque Dois.
Hyesu Wiedmann: Hi. You made me sound so, I felt like I had to come in with this, like, fixture like okay. Hi, nice to meet you. I’m Hyesu Wiedmann, I’m a conductor, orchestrator, and composer who works and lives in Los Angeles.
Felipe Xavier: Ela falou assim que você deu uma introdução tão grandiosa para ela que ela ficou até meio sem jeito de como se apresentar depois disso, mas ela está muito feliz em estar participando aqui. Ela falou que ela é uma condutora, compositora e maestra, e ela mora e trabalha em Los Angeles. Eu falei maestra, mas nem sei se tem essa palavra em português.
Josisley de Souza: Sim, sim, está correto. Maestra também vale a pena. Pessoal, para vocês terem uma ideia, são cinco horas de fuso horário, então imaginem como foi bacana fazer essa organização para essa gravação. E eu estou assim tinindo e a gente vai conhecer um pouco mais da história da Heysu logo depois da nossa vírgula sonora. Muito bem, esse ano o Toque Dois está fazendo seis anos; eu falei, para a gente fechar com chave de ouro esse mês das mulheres, seria muito legal se a gente conversasse como uma compositora de filmes, até porque está muito em voga isso, ultimamente muitas compositoras têm tomado esse espaço, inclusive com recentemente uma compositora que ganhou o Oscar de melhor trilha sonora. E nós conseguimos então contato com a Heysu e aqui estamos nós. Para a gente começar esse soneto, a gente vai fazer essas perguntas básicas para ela, que é qual o nome completo dela, se o nome dela é esse, se é o nome artístico, a idade, a profissão e a nacionalidade. Vocês não estão vendo, mas ela tem traços orientais, então eu queria saber se ela é uma americana, de onde que vêm esses traços orientais dela. Felipe.
Felipe Xavier: Ok, Hyesu. We always start our podcast with an introduction about whoever we are interviewing, and we have standard questions, so we ask the full name, age, occupation, and nationality, because sometimes we interview people from all around the world, so we want to know.
Hyesu Wiedmann: My god, you guys ask women their age?
Felipe Xavier: Ela falou que a gente pergunta a idade para mulher.
Hyesu Wiedmann: I have nothing to hide. My full name is (Emma) [00:03:54] Hyesu Wiedmann, so I basically go by my middle name for work. And I am 41 years old, and my nationality is American, but I am of Korean heritage, as you can see from my middle name, that’s why I chose to go with my middle name, that shows my heritage for work.
Felipe Xavier: Ela falou que o nome completo dela é (Emma) Hyesu Wiedmann, e aí ela falou que usa o segundo e o terceiro nome para ressaltar a herança dela, porque ela é americana, mas ela tem família coreana. Ela mora em Los Angeles e a ocupação são as três que ela falou no começo: compositora, maestra e condutora.
Josisley de Souza: Muito bem, aí a pergunta óbvia: com essa tradição oriental, a música é algo que parece que vem da alma do Oriente. Então de onde veio essa inspiração para a música, onde começou essa inspiração para a música?
Felipe Xavier: We talk a lot about inspiration and where the musicians get their inspiration from. Where does your come from? Is it from family? Where is it from? Do you have other musicians in your family?
Hyesu Wiedmann: Well, I’m married to another film composer, Friedrich Wiedmann, you may have heard his name from other sources. But the family that I come from, there’s no other musician. In the end, as in terms of inspiration, I work in film music, so normally what I’m doing is to assist the film to tell the story, so I draw my inspiration from the story that I’m trying to help tell, you know? It could be the writing, the background, sometimes various factors of the project. Usually that’s where I get my inspiration for film music. But when I write, I also write songs and sometimes just for myself too. And those cases, it’s different, because it’s all my own. So, I think in those cases I try to draw inspiration from my past. I have a lot of stories to tell, which I don’t necessarily want to talk about verbally.
Felipe Xavier: Cool.
Hyesu Wiedmann: I try to express it through the music that I compose or songs I write.
Felipe Xavier: That’s beautiful.
Hyesu Wiedmann: The film music, it’s the project. They have enough of inspiration.
Felipe Xavier: Ela falou que ela é casada com um outro compositor também, mas que na família dela não tem nenhum músico, ela é a primeira. E a inspiração, ela falou que, como ela faz muito música para filme, ela se inspira bastante nas histórias. Então pode ser no roteiro que foi escrito, pode ser num background de um filme, em uma imagem que ela vê. Então a inspiração nesse sentido para ela vem de querer ajudar a contar a história, compor junto com a história que está sendo dita ou mostrada. Ela tenta fazer isso com a música. E também ela compõe músicas que são dela, não necessariamente só uma música para um filme. E quando ela faz as músicas dela, ela tenta pegar de histórias também, só que histórias do passado dela, que não necessariamente ela quer contar com palavras; ela traduz isso em música.
Josisley de Souza: Eu acho que eu usei a palavra errada. Na verdade, eu queria saber de onde que se iniciou esse gosto pela música. Quando a gente falou para ela sobre a questão da família, eu achei que ela ia comentar sobre se foi um pai, a mãe, onde ela iniciou os estudos da música dela, como ela teve esse contato com a música.
Felipe Xavier: Legal. Da família ela já falou que não, então vamos pensar sobre o contato. What was your first contact with music? When did you first start this path of making music, of pursuing your art?
Hyesu Wiedmann: This may be a little bit of a cheesy story that you’ve heard many times. I was a classical pianist before I changed my major into film music. So, how I started music was I was taking piano lesson at age of four, and the teacher saw something in me, so she convinced my parents to give me a proper music education. So, they decided that I would become a classical pianist, which I did for over a decade, until I found my passion in film.
Felipe Xavier: Ela disse que a história é brega, você já deve ter ouvido várias vezes, mas ela começou a ter aulas de piano clássico com quatro anos de idade. E aí o professor dela viu que ela tinha algo a mais e pediu para que os pais dela, de verdade, investissem na carreira dela. E aí eles começaram a investir nesse plano de fazer com que ela se tornasse uma pianista clássica. Ela fez muitas aulas, ela entrou na faculdade e ela foi pianista clássica por dez anos, até ela trocar para música de filme. Parece que tem uma graduação lá que é film music, enfim, música de cinema. Talvez seja uma especialização.
Josisley de Souza: Bom, ela falou que tem essa ligação com a Coreia. Ela já esteve na Coreia, ela vivencia essa cultura coreana na vida dela? E ela tem, aí sim, inspirações desses ancestrais, dessa cultura coreana que ela traz com ela?
Felipe Xavier: So, you are American, but I would like to know if you draw any inspiration from your heritage, if you if you go back to your roots, if there is any connection?
Hyesu Wiedmann: Oh, absolutely. I think I was one erased most of my childhood there in Korea. So, you know, I’m 100% Korean, even though I’m American now and I live in America, I mean, I have lived in America longer than I have lived in Korea. But I feel like no matter how long I live here in America, I’m still, you know, culturally I’m deeply connected to Korea because that’s where I spent my childhood, you know, during which most of your people’s brain and all this like, you know, set of standards get formed. So, yeah, I think even in the corners that I don’t really realize, I think I’m connected to Korea and Korean culture.
Felipe Xavier: Ela falou que ela nasceu e foi criada, passou a infância dela toda na Coreia. Ela falou que hoje ela já vive há muito mais tempo nos Estados Unidos do que ela viveu na Coreia, mas ela falou que inconscientemente ela é muito influenciada pela cultura e por essa herança que veio da infância dela. Então ela falou até alguns princípios ela aprendeu quando criança e ela simplesmente vive por eles, ela não consegue desgarrar dessa cultura. E ela falou que é bem influenciada, inclusive na música que ela faz.
Josisley de Souza: Para justificar o que eu vou perguntar agora, se você quiser contextualizá-la, eu entrevistei um professor que dava aula de música para pessoas surdas, então existe uma nomenclatura de nomes de notas e figuras musicais para que eles possam entender que essa nomenclatura é, obviamente, pela linguagem de sinais. Quando eu ensino música aqui na nossa igreja, eu falo para os meus alunos que a música é universal, que se eles forem para o Japão, para uma Coreia e sentarem ali, eles vão conseguir tocar com música, porque essa linguagem universal. Então eu queria saber se os ensinos musicais dela, se iniciaram na Coreia, se existiam alguma diferença com o que ela encontrou no mundo musical nos Estados Unidos.
Felipe Xavier: OK. So I’m going to explain to you something about the next question and then I’ll ask the next question. He interviewed a music professor a while ago who taught music to deaf people. He taught through sign language, right? And Josisley said that when he teaches music, he says that music is a universal language because you can play with anybody in the world; if you sit by a musician, you will be able to play with him or her, so it leads to the question that I think you started studying music in Korea and then you came to the U.S., right? Am I right?
Hyesu Wiedmann: Yes.
Felipe Xavier: Do you see any difference in the way that music is taught and that music is made in the two countries?
Hyesu Wiedmann: I can’t tell. I have really nothing to say about that matter, just because in Korea, I learned classical music, I was a classical pianist. So, I would learn history and I would spend hours and hours practicing in a small room, you know, something that you would expect from a regular classical performer. And then I came here and then I started, this is where I studied film music, and I studied writing, so these are two very, very different settings for me. It was very new, but not because they necessarily had different style of teaching, but I was in a completely different area of music. I’m sorry, I don’t think I can answer.
Felipe Xavier: It’s like classical and popular music.
Hyesu Wiedmann: Yeah, and film music covers so many genres, right?
Felipe Xavier: Yeah.
Hyesu Wiedmann: It’s like every, and so there’s a performer’s point of view, where I interpret what the composers wrote as a performer, and here, while I was studying film music, I started thinking as now writer, composer. So it’s a very, very different thing. I’m not sure how I could answer that.
Felipe Xavier: Ela falou que é bem diferente porque ela estudou música clássica na Coreia, e ela estudava não só a música clássica, mas ele estudava história da música. Ela estudava para se tornar uma performer, então ela ficava por muitas horas no quarto praticando, e quando ela foi para os Estados Unidos, ela foi para uma área completamente diferente da música. Então ela falou que não é nem o jeito de se ensinar, porque talvez ela não consiga explicar essa diferença porque ela não estudou música clássica nos Estados Unidos. Ela estudou música clássica na Coreia e nos Estados Unidos ela estudou todas as outras áreas de música, porque música de cinema engloba tudo praticamente. Então ela não consegue, ela até falou: “Eu não sei se eu tenho muito a acrescentar nesse sentido, porque são duas coisas, são dois universos muito diferentes e eu não experienciei os dois para te dizer se tem uma diferença de fato”.
Josisley de Souza: Felipe, eu vou entrar agora na parte da carreira dela. E aí você fica à vontade também se você quiser perguntar alguma coisa. Como você é um cara mais pop, talvez agora essa parte fique mais fácil para você. Eu queria entrar nessa parte da carreira justamente perguntando a ela como se deu essa transição, quais foram as primeiras oportunidades que ela teve e colocar um ponto aí; no ano 2000, saiu o filme Chocolate, com Johnny Depp, e a trilha sonora foi da Rachel Portman. Ela é a única compositora que eu conhecia na época, até porque a internet era um pouco limitada, ok? 20 anos depois tem muitas outras compositoras. Já havia esse mercado aberto ou realmente agora as mulheres estão dominando mais esse espaço das orquestrações, das regências e das composições de trilhas sonoras? Entendeu? Então como se deu a entrada dela nesse mundo e esse parâmetro do que era 20 anos atrás para agora, se já existia ou se realmente está havendo essa ascensão.
Felipe Xavier: Okay, os first we would like to understand how you entered in the world of cinema, of film music. I have another question with that, but answer that first and then we go to the other one.
Josisley de Souza: Okay.
Hyesu Wiedmann: Sure. So, I was training as a classical pianist during my teenage teenager, and in my high school years, I developed, like junior high to high school years, I develop my love for film music. Even before then, you know, I didn’t even know such things as music, you know? Orchestral music is like classical music, that’s how I thought when I was a very little. But then at the junior high, all these pieces of music that I really love listening to were film music. So, I said: “Okay, well, I didn’t even know such thing existed”. I started listening to a lot of the music radio which, by the way, was very scare because it was not very that popular, like early 1990. Then, in my high school years, I started looking at schools that teach film music. And back then, like late 1990, Berklee College of Music was the only college did provide an undergraduate program in film scoring. And my C had it, but it was media music and I think it was like a graduate program. So, all I could find was Berklee that provided undergraduates. I had to fight my parents because they still wanted me to be a classical pianist; it took me some time, but they finally said: “Fine, you can switch”. So I went and started studying film music, and I was sure that this is what I wanted to do because it was so much fun. So, when I graduated from Berklee, I came to L.A. and attended USC. They have the graduate scoring program, and then I just never left. I stayed here.
Felipe Xavier: Cool. Ela falou que ela sempre gostou muito de música de filme, mas ela não sabia que existia uma área de gente que produzia trilha sonora, porque a maioria das trilhas sonoras que ela escutava, ela falava: “É música clássica, não existe uma outra indústria disso”. Só que quando ela descobriu que existia de fato, ela começou a escutar muita rádio, que nem era muito popular na época, mas ela falou que tinham rádios de música de cinema e ela começou a escutar isso e ela começou a gostar muito. E ela começou a procurar universidades que tivessem programas de música de cinema, e a Berklee foi a única universidade que tinha um programa de graduação em música de cinema. Ela estudou em Berklee e depois que ela estudou em Berklee, ela foi para a USC que, se eu não me engano, é em Los Angeles, que ela falou que é onde ela está, e ela falou que ela nunca foi embora. Ela começou a estudar lá nessa época e ela já entrou na indústria e nunca mais saiu.
Josisley de Souza: Legal.
Felipe Xavier: Agora vou puxar a outra pergunta que você falou sobre a diferença dos 20 anos e tal.
Josisley de Souza: Okay.
Felipe Xavier: Josisley also said that 20 years ago, there was this film called Chocolate with Johnny Depp, and the composer of the soundtrack is Rachel Portman, and he said that she was the only woman that he knew because, let’s remember, this was 20 years ago, internet in Brazil was a little bit scarce yet, so it was not easy to find that information. The idea is that the women conquered their way into music scoring right now; were there always women in that and there were no opportunities, or is it now that you guys are just taking your space right now in music? It’s interesting, because just last year, I think in 2019, the composer for Joker was a woman…
Hyesu Wiedmann: Yeah.
Felipe Xavier: …and I think she was, I’ve never seen a woman winning the Oscars in soundtrack. I think it was the first time that I started watching the Oscars that that happened. So what do you think about that?
Hyesu Wiedmann: Yeah, Rachel Portman was definitely more known women composer, but even in a smaller number, women composers always existed. And I felt like, you know, we’re finally getting recognition, you know? When Rachel Portman, I’m like totally blanking out on the name… Shirley, let’s scratch that. There were always women composers that were constantly working, but we were not as well-known as men composers of the same caliber, I would say. And there are more and more women in the spotlight now, I think it’s encouraging younger girls to get inspired by not just film music, but, you know, watching film musician, film composers like Shoulder, who won Oscar last year. Was it last year or two years ago?
Felipe Xavier: I think it was 2021, because Joker was to 2019, so 2020 I guess.
Hyesu Wiedmann: Okay. Yeah.
Felipe Xavier: So the year before… it’s the pandemic, it’s all mixed up.
Hyesu Wiedmann: Right? It’s not just me, right? Oh, so yeah. I’m glad to see the changes, but yeah, we were always, you know, we always existed.
Felipe Xavier: And that’s good you’re taking up this space right now, because we are getting so, so much great music right now.
Hyesu Wiedmann: Thank you.
Felipe Xavier: Ela falou que a Rachel Portman de fato foi uma das grandes compositoras e que eram reconhecidas nesse mar de homens, mas ela tentou lembrar o nome de uma outra que ela não conseguiu lembrar, mas ela falou que elas estiveram sempre aí, só que agora, com o reconhecimento de algumas outras compositoras atuais, outras mulheres estão tendo mais coragem de se expor, de correr atrás e tomar esses espaços que foram dominados geralmente por homens, principalmente agora, quando, como ela falou, a compositora do Coringa que ganhou o Oscar. Então ela falou: “Nós estivemos sempre aqui. A gente só não era reconhecida, mas estamos aí desde sempre”.
Hyesu Wiedmann: I remembered the name that I blanked out, last year. Shirley Walker. She was just like a pioneer as a woman composer.
Felipe Xavier: You said Shirley Walter?
Hyesu Wiedmann: Walker. W-A-L-K-E-R.
Felipe Xavier: You got cut a little bit.
Hyesu Wiedmann: I think she was an amazing composer, a fierce composer. But, you know, like it is evident, you guys are not familiar with her name, right? So although she deserves every credit, I’m glad that we’re getting recognition.
Felipe Xavier: Oh, I just I just Googled her, and there is a lot of stuff here. Scape from LA, you got a Final Destination.
Josisley de Souza: Premonição.
Felipe Xavier: Yeah, it’s a lot of stuff. There is the Love Bug, from 97.
Josisley de Souza: Batman.
Hyesu Wiedmann: Yeah. Her orchestration is like something that I can, she’s still studied. So good.
Felipe Xavier: Ela falou aí que ela lembrou o nome que ela esqueceu, que é a Shirley Walker, que ela foi uma mulher pioneira compositora. Fez sucesso nos anos 80 e 90. Ela falou que ela é estudada ainda, as pessoas estudam ela em faculdades de música, de música de cinema.
Josisley de Souza: Um comentário aqui para a gente: ela compôs a trilha da Máscara do Fantasma, um dos melhores animes, desenhos animados do Batman que tem.
Felipe Xavier: Pois é. Eu vi essa capinha, eu já vi essa capa várias vezes no streaming e eu nunca assisti essa animação.
Josisley de Souza: Muito boa. Existe uma grande dúvida no mundo da composição, que é o orquestrador. A gente já perguntou isso para o Rosano Galante, depois o Felipe fez um vídeo falando: “Entrevistei o cara dos Vingadores”, e na hora de você explicar também, você se embananou e aí você acabou gerando muitas dúvidas em mim, e aí eu fui ouvir o podcast do Rosano Galante, não ficou claro o que que é, então eu acho que a gente poderia perguntar para ela o que faz o orquestrador, pelo amor de deus.
Felipe Xavier: O orquestrador eu traduziria como orchestrator ou como conductor?
Josisley de Souza: Orchestrador, condutor is a maestrina, maestro.
Felipe Xavier: Okay, okay. There is an unanswered question in the world of musicians that we had an episode with Rosano Galante a few years ago I guess, he’s a music composer also, and we asked him what an orchestrator does, because in the podcast, we asked, then I have my own channel on YouTube where I explained that a while later, and it was still confusing, and now we’re all confused, we want to understand from you: what is an orchestrator, what does and orchestrator actually do?
Hyesu Wiedmann: What we do, what orchestrators do is, to simply put, when we get the file from the composer, you know, music, may be all written, but let’s say that still data. Orchestra cannot look at it and play. So we take the file and spread it out on the music paper so that musicians can read and play, which means taking down the notes, all the notes and all the dynamics and articulations and, you know, possible instruction, how to play certain things. And then a lot of times, because they just use string patches, many string patches at the same time. And computer is not an orchestra, the balance is not the same as real orchestra. So, as an orchestrator, you have to balance the sound out too. Like, for example, you hear loud string and equally loud brass, and if you put the same dynamic on both, the brass will completely eat up the string section, right? Something like that. Like if it’s a solo, let’s say that to understand it easier, there’s it’s like a solo violin, there’s a solo brass, and if you give forte, then it’s going to eat the string up, because there’s different volume, right? So, we balance the music out so that it sounds as close to what the composer intended to. We’re basically moving the digital form onto the analog form.
Felipe Xavier: Well, it got clearer for me. Let’s see if I can make that clear in Portuguese. Ela falou que, para resumir, que quando ela recebe a música do compositor, ou seja, a música mesmo, escrita, são dados, são só nota se tal. O orquestrador traduz isso de um jeito para o condutor conseguir aplicar isso na banda, então o orquestrador seria quem dá dinâmica, quem dá intensidade, quem divide melhor o que é o que em cada momento. Ela deu um exemplo, por exemplo, de às vezes na banda estar rolando um momento em que tem cordas e o brass, que são os instrumentos mais graves, é o brass, Josis?
Josisley de Souza: Brass são instrumentos de metais.
Felipe Xavier: Isso, os metais. E aí tem cordas e metais, e aí ela falou que se os dois estiverem na mesma intensidade, os metais vão cobrir as cordas, porque obviamente o som é mais pesado, mais alto. Então ela fala que o orquestrador é responsável por ajeitar essas arestas, arrumar a dinâmica para que a música consiga sair do digital para o analógico, foi a última coisa que ela falou. Em suma, é isso. “A gente transforma o que são dados na dinâmica da música mesmo”.
Josisley de Souza: Nesse ponto, aí me vem uma pergunta assim que a gente está falando de arte. O roteirista escreve uma história, só que o diretor, no momento que vai filmar aquilo, eventualmente, ele mexe ali e não necessariamente o que está escrito é o que está sendo filmado. A impressão do que vê no filme é diferente. Então me parece que ocorre o que? O compositor tem a ideia, ele faz daquela grade, mas não necessariamente o que ele está escrevendo ali vai 100% se transformar em música, ela vai modificar isso de alguma forma. Aí eu gostaria do comentário dela, se isso é normal nesse ambiente de cinema, se não tem aquela coisa: “Olha, o que está escrito aqui é como tem que ser”, se ela tem que devolver para uma aprovação do compositor. Você entendeu o que eu quero dizer não é? Eu quero entender se realmente não, isso aqui é só um trabalho, o que o orquestrador fez é o que está valendo, tudo bem, não ligo.
Felipe Xavier: Still trying to understand this idea. So, not every single thing that the composer wrote is going to sound exactly as he or she wrote, right? Because you’re going to have the orchestrator pulling these parts, giving these dynamics. Is it what happens? After the orchestrator, does it have to go back to the composer to see if everything worked out? How does that work?
Hyesu Wiedmann: So, what we’re trying to achieve is to get the music written as close as how the composer intended. Yeah, that’s my job, because when I get the final, usually they send me an amplitude through the audio file or with the MIDI file. So, I would know what he wants, what they want to achieve. But sometimes the mix is so rough that what they want to achieve is a little different than what they can give me at the moment, because, let’s say, they’re under a time crunch or something, and then the music is not fully mixed the way that he wants his cue to sound. But they give me a brief explantai-o or like a reference cue to achieve. Then, I just have to use my imagination to go on what I have to make to sound the way he wants. And we usually find out at the recording session. There was no single time that the composer was a 100% unhappy, an occasion like that. I mean, I am not saying that I am that good, but it’s basically the job description for orchestrators.
Felipe Xavier: Yeah, it’s your job. So, it’s our job to make the composer happy with making it sound like he wrote it, right?
Hyesu Wiedmann: Yeah. I mean, they’re my clients, so I have to make them happy.
Felipe Xavier: Ela falou que o trabalho dela, Josis, é basicamente tentar soar o mais próximo do que o compositor quis de fato. Ela falou que não teve nenhuma vez que ela em que o compositor chegou para ela e falou: “Nossa, está horrível, está ruim”, porque às vezes ele vai mandar a música, às vezes ele vai mandar o áudio com a faixa MIDI também, ele manda muito informação para ela para que chegue o mais próximo do que o que ele quer. O que acontece às vezes é por causa de tempo. Às vezes, o próprio compositor está sendo espremido por causa do tempo que ele tem que entregar e às vezes ele não dá o tanto de informação que ele deveria dar para ela, então, às vezes, nesse sentido, precisa ir e voltar mais vezes do que o normal. Mas ela até falou: “Eu não estou tentando soar arrogante, não, mas é porque esse é o meu trabalho. Então o meu trabalho é fazer com que a música soe o mais próximo do que o compositor quer, e a gente só descobre isso de fato nas sessões de gravação”.
Josisley de Souza: Okay, legal. Ela tem trabalhos para filmes, ela tem trabalhos com animações e ela tem trabalhos com documentários. Um documentário muito bacana que ela trabalhou, como compositora, inclusive, foi o Turning Point para a Netflix. Os Estados Unidos é um país que a abraçou, então eu gostaria de saber dela se tem alguma diferença fazer trilha para essas diferentes formas de cinema e, acho que seriam duas perguntas, se tocou muito nela a questão de fazer a trilha para essa série, Turning Point, para esse documentário, no caso.
Felipe Xavier: Ok, so you write music for films, for animated films, and for documentaries, right? Recently, you made a movie, a documentary film called Turning Point, right? By Netflix.
Hyesu Wiedmann: No, no, no, no. That’s not my project.
Felipe Xavier: It’s not your project?
Hyesu Wiedmann: No. Mine is called Turning Point, but not the one on Netflix. Mine is from a cable TV channel called Brigham Young University Channel, BYU Channel.
Josisley de Souza: Não foi o dela?
Felipe Xavier: Okay, let me just explain that to him. Ela falou que o documentário chama Turning Point, mas não é o da Netflix.
Josisley de Souza: Oh, OK. The editor will cut this part, sorry, sorry.
Hyesu Wiedmann: No, no. It’s been a few years since I’ve stopped working, I mean, they stopped making those Turning Points documentary, which was a great story. It’s about how who do good things change other people’s lives. It was really nicely done. When I first saw, like I turned on Netflix a few months ago and then I saw Turning Points, I was like: “Wait, what?”. Because it had the same tittle, but I read the description: “Oh my god, it’s not mine”. You and I were confused.
Felipe Xavier: Aren’t there rights on the title for that? Okay.
Felipe Xavier: Ela falou assim que tudo bem confundir, porque até ela confundiu; porque ela fez o Turning Point há alguns anos atrás e ela explicou sobre o Turning Point que ela fez. Ela falou que é sobre como pessoas que fazem boas ações impactam na vida de outras pessoas. E aí ela falou que quando ela viu o Turning Point na Netflix, ela falou: “Eita, espera aí, aqui?”. Aí ela leu a sinopse, ela falou: “Não, não. Esse não é o meu”.
Josisley de Souza: Não é o meu. Okay. Bom, de qualquer forma, eu gostaria que ela falasse das diferenças, se é que há, entre animação, documentário e filmes, se há alguma diferença, e para séries.
Felipe Xavier: Is there a difference when you are writing for an animated film, or a documentary, or a series, or a live action film? What are the differences between each project?
Hyesu Wiedmann: Oh, I think that completely depends on the story that they want to say and the style that each project is made in. I think I personally feel that there’s a lot more freedom in animation, because the boundary of creativity is so vast, given they are not bounded by anything, so it can go anywhere. So, I think music also can go anywhere, just, you know, following the story. But other than that, I think it depends on the project, how the sound pallet of the creators, the producers want for the project.
Felipe Xavier: And do you have a favorite one to write for?
Josisley de Souza: Dangerous question.
Felipe Xavier: That was my question, it was not Josisley’s, just out of curiosity.
Josisley de Souza: I loved it.
Hyesu Wiedmann: I like hybrid, I like hybrid between the conventional orchestral sound with electronic synth. I think those two give me so much more freedom to write the way I want, or, yeah. I like hybrid the best. Junkie XL, he is my hero.
Felipe Xavier: Junkie XL?
Hyesu Wiedmann: Yeah.
Felipe Xavier: I really like him.
Hyesu Wiedmann: I mean, there’s nothing he cannot do.
Felipe Xavier: Yeah. Então, a pergunta que foi feita antes, quase que eu me perdi aqui, a pergunta que foi feita antes foi sobre se tem diferença, e aí ela falou que existe diferença dependendo não necessariamente do formato, mas da história que cada um quer contar. Ela falou, ela usou uma palavra que eu nunca tinha ouvido. Eu já ouvi isso falando de cores, não de música, ela falou assim: “Depende muito da paleta de sons que o diretor, enfim, a produção quer imprimir em cada um dos projetos”, mas que, de novo, não depende necessariamente do formato. Depende da história a ser contada. E aí eu perguntei se algum desses é o preferido dela, qual que é o preferido dela. E ela falou que o preferido dela é quando ela consegue fazer um híbrido entre música clássica e outras coisas que se misturem, então ela citou o Junkie XL, que é um cara, eu nem sei se é um cara, se é um grupo, mas eu imagino que seja um cara. Ele fez a trilha sonora do Deadpool, em que ele mistura um tanto de coisa, então ele mistura coisa clássica com eletrônica, com rap; ele faz uma massa de coisas. Se eu não me engano, ele fez a trilha sonora do Batman vs Superman com o Hans Zimmer também, existem algumas collabs ali entre os dois, misturando os dois estilos. Então ela falou que o Junkie LX consegue fazer qualquer coisa, que o cara consegue misturar tudo e sair um resultado bom.
Josisley de Souza: I will try, vou tentar falar alguma coisa for descontration – é descontração, tá? Eu não sei como é, como que fala descontração?
Felipe Xavier: Cara, a palavra descontração… me dá um contexto.
Josisley de Souza: Para descontrair, vamos lá. To unwind.
Feli