
Tempo ao Tempo
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S1 Ep 33A interessante vida de Albert Otto Hirschman, o economista que não se limitou a cumprir ordens
Albert Otto Hirschman destacou-se como economista e pensador de importância reconhecida, mas sobretudo como uma figura singularmente interessante. O próprio conceito de “interesse” percorre a sua obra “Paixões e Interesses”, servindo de fio condutor para uma visão inovadora sobre a génese dos valores sociais e económicos. Neste episódio, a vida de Albert Hirschman é revisitada sob o olhar de Rui Tavares, que percorre a genealogia do termo “interessante” e seus múltiplos sentidos, desde o Renascimento até à contemporaneidade. No entanto, o verdadeiro interesse da trajetória de Hirschman está além da dimensão académica. Testemunha dos horrores do nazismo, exilado pela guerra, combatente na Guerra Civil de Espanha e interventor decisivo na fuga de intelectuais judeus durante a Segunda Guerra Mundial, Hirschman deixa-nos uma lição de humanidade difícil de esquecer. No dia em que se evocam os 80 anos do início dos Julgamentos de Nuremberga, recordar Albert Otto Hirschman é invocar uma memória de resistência, empatia e ética imperiosa para os valores humanos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 32De Salazar a Shakespeare: o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente?
Será o poder capaz de corromper qualquer pessoa, ou apenas revela o lado sombrio que já existe no ser humano? Ou, na provocação de Shakespeare: “O poder muda o propósito?“. Neste episódio, voltamos ao teatro, à peça “Medida por Medida”, para explorar as tensões entre caráter, verdade, mentira, medo e confiança nos sistemas de poder. Rui Tavares mergulha no cinismo que marca a relação atual com a política e questiona: estaremos condenados, como sugere Maquiavel, a desconfiar de todos, acreditando que o poder corrompe inevitavelmente? Assumimos que a aparência substitui a verdade e, perante a mentira, desistimos de procurar algo além do óbvio? Mas e se, como sugere Montaigne, a política puder ser mais do que temor — um espaço para à confiança, ao reconhecimento e até ao amor cívico? Este episódio é um convite a pensar se ainda há esperança no espaço político. Agradecimento ao compositor Carlos Azevedo pela autorização de utilização da peça “Labirintho“, interpretada por Teresa Valente.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 31“A Morte de Danton” de Georg Büchner: as revoluções não mudam apenas as sociedades, mas também a perceção do tempo
No episódio anterior, Rui Tavares dava-nos conta que o jovem Orson Welles estava a ensaiar a peça “A Morte de Danton” quando gravou a sua versão de “A Guerra dos Mundos”. O que é que esse texto clássico de Georg Büchner sobre a Revolução Francesa nos pode dizer sobre a percepção que temos do tempo durante as revoluções? Georg Büchner morreu com 23 anos, a idade que tinha então Orson Welles quando representou a peça de teatro “A Morte de Danton”, que conta a história de Georges Danton, um dos líderes da Revolução Francesa. O texto é considerado um percursor do teatro documental, algures entre o romantismo e o realismo. Apesar de hoje ser considerado um texto fundamental da literatura alemã, a peça só foi encenada pela primeira vez em 1902, muitos anos depois da morte do seu autor. Neste episódio, Rui Tavares traça o contexto histórico da peça, fazendo um paralelo com a percepção do tempo na história, nomeadamente em tempos de revolução:‌ se a textura do tempo muda, que diferença faz vivê-la ao longo de uma vida ou concentrar toda a sua essência em poucos anos de vida, com significado superlativo?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 30Se a campainha tocar ninguém atender, não é um marciano: é Orson Welles e uma emissão de rádio num mundo à beira da guerra em 1938
No dia 30 de outubro de 1938, Orson Welles fez história ao transmitir a célebre encenação radiofónica de “A Guerra dos Mundos”. Um episódio marcante da história da rádio, da cultura popular e da sociologia, porque em todas estas dimensões permanece como mito e advertência Na véspera da véspera de Halloween, o mundo parecia protegido de grandes ameaças. Mas era um tempo envolto por um ambiente propício a terrores imaginados, criaturas alienígenas, suspense e inquietação. A partir desse momento, a crónica do pânico que se seguiu tornou-se lendária: multidões inteiras confundiram o real com o fabricado, angustiadas pelo medo propagado pelas ondas do rádio. Ou não terá sido bem assim? Ou terá tudo não passado de uma hipérbole mediática? Certo é que este episódio não foi indiferente e resiste até hoje no imaginário coletivo do que é a manipulação de massas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 29Joel Mokyr, o historiador laureado com o Nobel da Economia
Neste episódio, é com especial regozijo que Rui Tavares celebra a rara distinção de um colega pela Real Academia Sueca das Ciências: Joel Mokyr, historiador reconhecido internacionalmente pela sua investigação sobre a história da ciência e da tecnologia. O trabalho de Mokyr, cuja relevância e originalidade foram agora distinguidas com o Prémio Nobel da Economia, reflete o profundo impacto do conhecimento científico e tecnológico no progresso económico e social. Mas o que torna um historiador uma referência incontornável na economia? Neste podcast, ficamos a conhecer o pensamento de Joel Mokyr, a forma como analisa a evolução científica e tecnológica e o papel crítico dessas transformações no desenvolvimento dos sistemas económicos modernos. A reflexão de Mokyr ilumina a ligação entre passado e futuro, mostra como o avanço do conhecimento moldou as sociedades e os mercados ao longo da história.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 28O único dia em que Espinosa se irritou: os filósofos também se passam
Que episódio insólito provocou a ira de Bento Espinosa, ou Baruch Spinoza, o filósofo do século XVII judeu português? Rui Tavares mergulha na extensa biografia escrita pelo historiador Jonathan Israel para tentar responder à pergunta: Terá Espinosa inventado a modernidade? Um dos mais influentes historiadores do Iluminismo, Jonathan Israel, professor britânico que integrou o Institute for Advanced Study de Princeton, publicou recentemente “Spinoza, Life and Legacy”, uma impressionante biografia de Bento Espinosa, a quem Israel atribui o título de verdadeiro fundador do Iluminismo Radical — corrente filosófica que lançou as bases das ideias modernas de democracia. Baseando-se nas mais de 1300 páginas desta extensa obra, Rui Tavares detém-se num episódio que Israel optou por omitir: aquele em que Espinosa, ao confrontar um crime bárbaro de motivação política, revela uma faceta intensamente humana e apaixonada, perdendo as estribeiras. Que evento terá provocado tamanha irritação no autor do “Tratado Teológico-Político”? Neste episódio, somos convidados a redescobrir a biografia, o pensamento e a pertinência do legado filosófico e político de Espinosa, trazendo à luz uma reflexão que ressoa nos desafios contemporâneos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 27O suicídio de um parlamento: o dia em que o Reichstag se rendeu a Hitler
Diferente de outros momentos perdidos na memória, o colapso da democracia alemã em 23 de março de 1933 tem uma particularidade: podemos ouvi-lo. A gravação sonora da sessão plenária do Reichstag, registada naquele dia decisivo, captura o instante em que o Parlamento alemão concedeu ao Partido Nazi plenos poderes. Este documento sonoro torna tangível uma realidade que normalmente se imagina apenas em relatos escritos ou análises históricas: o som do consentimento que silencia a liberdade. Nesse ambiente carregado, as vozes sobrepõem, resistem e, por fim, emudecem. Mas ainda ecoa a voz de Otto Wels, deputado social-democrata, cuja voz proferiu a frase emblemática: “Podem tirar-nos a liberdade, podem tirar-nos a vida, mas a honra não.” Rui Tavares convida a experimentar a história de forma sensorial: não apenas pelas palavras, mas pelo vazio, pela tensão e pelo silêncio contidos na gravação – o próprio som do instante frágil em que um parlamento sucumbe e a democracia colapsa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 26Como se cria um mártir para a causa Nazi? A história de Horst Wessel
Como se cria um mártir? Qual o poder político da narrativa do sacrifício pela ideologia? Rui Tavares relata a sucessão de episódios que, não sendo directamente de natureza política, foram instrumentalizados pela propaganda do partido Nazi para a criação da sua narrativa. Conheça a história de Horst Wessel, o nazi que imortalizou a ascensão de Hitler O que foi anunciado como sacrifício de Horst Wessel, membro do Partido Nazi, em 1930, esteve na base da narrativa de perseguição ideológica, e na diabolização da esquerda na Alemanha nos anos seguintes. A morte de Wessel como evento, a performance política ao redor do seu funeral, um hino que o imortalizou, e um oportuno incêndio no Parlamento serviram o mote que faltava na narrativa épica do Partido Nazi. Às portas da ascensão de Hitler ao poder, qual o papel de Horst Wessel? Partindo deste evento no início do ano de 1930, Rui Tavares traça o caminho que, nos três anos seguintes fortaleceram a popularidade da ideologia nazi e levaram à tomada política do Reichstag.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 25Churchill em cuecas, um bife com cebolada e um mundo igualitário: A história da ONU
Qual é, afinal, o propósito da Organização das Nações Unidas? Perante esta questão, que ecoou na abertura da Cimeira de ontem, Rui Tavares leva-nos a revisitar os motivos fundadores desta instituição, criada em 1945, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, quando o mundo ansiava por paz, justiça e cooperação internacional. Por que razão o português abre, invariavelmente, a Cimeira das Nações Unidas, se não é uma das seis línguas oficiais da organização? Qual foi o contributo central das mulheres na elaboração da Declaração Universal dos Direitos Humanos? Quem foi Berta Lutz, que se debateu pela inclusão de ambos os géneros nos documentos oficiais das Nações Unidas, ao lado de Eleanor Roosevelt?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 24Como os franceses reiniciaram o tempo em 1792: o calendário republicano esquecido no tempo
A Revolução Francesa teve, sem dúvida, um impacto extraordinário no curso da história, mudando profundamente diversas dimensões do tempo e da cultura. A partir do dia da Festa do Génio, efeméride que se comemora hoje, Rui Tavares revela-nos um aspecto particular, singular e literal desse impacto no tempo, que talvez passe despercebido para a maioria: o calendário. Em específico, a criação do calendário republicano francês e a revolução no modo como o tempo passou a ser contado nos anos de fervor revolucionário. Neste episódio, vamos conhecer a forma única com que os franceses decidiram assinalar um novo começo — uma ruptura simbólica e prática — conquistada pela Revolução: o reinício da contagem dos dias e dos meses do ano. Rompendo com o antigo calendário gregoriano, França afirmou seu tempo ao adotar o Calendário Republicano. O calendário revolucionário começou em Primidi de Vendemiário, que corresponde ao dia 22 de setembro de 1792 no calendário gregoriano tradicional, data que marca o início do Ano I da República e coincide com o equinócio de outono no hemisfério norte. Mas que novo tempo é este? Como se organizam os dias e as semanas? Como se nomeiam os meses ou as estações do ano? Ficamos, neste episódio, a saber um pouco mais sobre a Revolução Francesa, sobre o espírito revolucionário, e sobre como é possível revolucionar tempo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 23O que têm em comum o arquiteto das Torres Gémeas Minoru Yamasaki e bin Laden? A história de Minoru Yamasaki, o arquiteto esquecido
O arquitecto das Torres Gémeas, Minoru Yamasaki, não é muito falado quando se aborda o ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001. Yamasaki, curiosamente, já tinha visto um outro projeto seu ser demolido propositadamente: o empreendimento de Pruitt-Igoe no Missouri. Há muito para descobrir na vida e na obra deste arquiteto “azarado”, inclusive uma relação com a arquitetura islâmica. Oiça mais um episódio de Tempo ao Tempo por Rui Tavares. Será que se devia dar mais importância ao arquiteto das Torres Gémeas? Neste 11 de setembro, recordemos a vida e a obra do arquiteto mais azarado do mundo e exploremos a sua obra mais emblemática.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 22Madame Brouillard: a vidente lisboeta que fez fortuna no início do século XX
Há cem anos morria Virginia Rosa Teixeira, aliás, Madame Brouillard, a quiromante que, a partir do seu consultório luxuoso no Chiado, dava consultas e previa o futuro de personalidades da esfera pública e privada do início do século XX. Os seus anúncios nos jornais ficaram icónicos mas a sua vida não é assim tão conhecida. Regressemos aos anos da Primeira República para conhecer esta misteriosa figura de LisboaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 21A “ignóbil porcaria” e o regime estável e bipartidário que durou 50 anos
Portugal teve em tempos um regime relativamente estável que durou 50 anos e que resultou num sistema de alternância entre dois partidos: um de centro-direita, o outro de centro-esquerda. Rui Tavares leva-nos até ao início do século XX para falar da “ignóbil porcaria”, o nome popular dado ao decreto eleitoral de 1901 emitido pelo segundo governo de Hintze Ribeiro. E sim, os regimes relativamente estáveis podem acabar quando os seus principais políticos cometem erros. E a falta de imaginação é a pior conselheira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 20Um tempo de novos monstros: dois mil anos de guerras culturais e de “hipocritões e olhigarcas”
Um grafito com 2 mil anos em Pompeia é o ponto de partida desta viagem onde Rui Tavares nos leva por duzentos séculos de guerras culturais a partir do seu livro “Hipocritões e Olhigarcas” Marshall McLuhan dizia que “O meio é a mensagem”, mas Rui Tavares propõe uma visão alternativa: e se as mensagens revolucionárias forem apenas aquelas que são capazes de saltar de meio para meio? É este o ponto de partida para diversas guerras culturais que saltam de tempo para tempo e de língua para língua, tal como a história do Minotauro que inspirou o grafito que uma criança desenhou numa parede em Pompeia há duzentos séculos atrás.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 19Sem mãe, nem pai, nem país: Joseph Conrad, o escritor que antecipou a globalização
Rui Tavares leva-nos até ao território polaco no fim do século XIX onde o escritor Joseph Conrad nasceu, uma terra partilhada por três impérios e muita instabilidade. Oportunidade para tecer considerações sobre o autor de “Coração das Trevas”, o livro que foi adaptado por Francis Ford Coppola no filme “Apocalipse Now”. Cem anos depois da morte do escritor, Rui Tavares traça um perfil através desse território confuso e oferece-nos uma visão sobre os primeiros tempos da globalização.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 18O que fazer quando se tem 1% do PIB nacional guardado em casa? O problema de Alves Reis no verão de 1925
Continuando na década de 20, Rui Tavares volta à personagem de Alves Reis e ao seu plano para conseguir imprimir notas e colocá-las em circulação. Porque não basta imprimir notas, há que saber gastá-las. O que faria com 1% do PIB português em sua casa? Onde se cria dinheiro? Quem cria dinheiro? E quem consegue colocá-lo em circulação? E que tal criar um banco? Foi isso mesmo que fez Alves Reis.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 17O declínio da civilização, Doppelgängers, Primeira Guerra Mundial e um arquivista transgénero
Enquanto a Europa se perdia na Grande Guerra, um conflito que se tornou rapidamente numa guerra de poucos ganhos territoriais mas muita perda humana, Spengler escrevia “O Declínio da Civilização” e dava-nos conta que a civilização europeia já tinha perdido o seu apogeu. A partir do livro de Oswald Spengler, Rui Tavares traça um relato do período entre-guerras, o futuro da Alemanha na república de Weimar e conta como conheceu o “Doppelgänger” de Oswald: Otto Spengler, uma personagem obscura que tem mais a ver com os nossos anos 20 do que os anos 20 de Oswald. Oswald Spengler ficou famoso e até conheceu Adolf Hitler, que achou provinciano e insuportavelmente burguês. Não era esse o “César” que ele esperava para impor um socialismo alemão hierárquico e estatista. Poderão os anos 1920 ditar também os nossos anos 2020? Será a história realmente cíclica?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 16Afonso Costa, o outro governante português acusado de corrupção
Afonso Costa ou até Marquês de Pombal, dois exemplos de governantes com o mesmo peso do ex-primeiro-ministro José Sócrates que foram indiciados ou presos por corrupção. Neste episódio, Rui Tavares explora a história e as circunstâncias da prisão de Afonso Costa e os paralelismos com a operação Marquês.. Contudo, só podemos dizer que José Sócrates não foi o primeiro governante a ser julgado por corrupção se a corrupção não tivesse sido crime à época dos factos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 14O que é, afinal, o dinheiro? Pode o Banco de Portugal emitir notas falsas?
Rui Tavares continua a sua viagem até ao fim dos anos conturbados da Primeira República para nos fazer refletir sobre o dinheiro, o seu papel e o seu valor, partindo da figura de Cunha Leal, um político que viria a fundar o Partido Republicano Nacionalista que questionou a veracidade do Banco de Portugal na emissão de notas e moedas quando disse “O diretor da Casa da Moeda mente!” Não poderia sobre o dinheiro ser dito o mesmo que Santo Agostinho disse sobre o tempo? Ou seja, “Quando não me perguntam o que é, eu sei perfeitamente o que é o tempo e quando me perguntam o que é, eu fico perdido à procura de uma resposta?”See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 13Morrer de tédio: será esse o fim da história? Alexandre Kojève acreditava que sim
A partir das ideias e do sonho de uma Europa unida do filósofo tornado burocrata Alexandre Kojève, Rui Tavares volta às teorias sobre o fim da História, partindo do dia da morte de Kojève em pleno Maio de 1968. O filósofo, conhecido pelas suas interpretações de Hegel, teorizava que o triunfo do pensamento racional e burocrático significaria o fim de uma História, expulsa de conflitos ideológicos Apesar de ter nascido no seio da burguesia russa, Kojève era um cidadão da Europa: estudou na Alemanha e combateu pela França. Encontrava semelhanças nos Estados Unidos e na União Soviética, apesar das enormes diferenças ideológicas e sonhava com uma Europa unida. O que é ser europeu quando se nasce russo, se pensa em alemão e se escreve em francês?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 12Alves dos Reis e as notas falsas: o prego no caixão da Primeira República?
Continuando na história do início do século XX, Rui Tavares faz um retrato das circunstâncias que deram origem à maior fraude económica da história de Portugal a partir de uma teoria do economista Henry Wigan, que traça uma relação direta entre as notas falsas de Alves dos Reis e o fim da Primeira República. Oiça mais um episódio de Tempo ao TempoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 11Quantos fins terá, afinal, a História?
A partir do livro “O Fim da História” de Francis Fukuyama, Rui Tavares traça uma visão da história, das histórias, a partir do livro de 1992 do filósofo que afirmava que o liberalismo democrático e o capitalismo podem ter já assinalado o fim da evolução sociocultural da humanidade, referenciando também os filósofos Ray Kurzweil e Toby Ord.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 10O caso Alves dos Reis ajudou à queda da Primeira República? Uma viagem até 1925 e ao escândalo das notas falsas
As notas falsas de Alves dos Reis provocaram estragos no Portugal de 1925. Uma das maiores fraudes financeiras de sempre, o caso das notas falsas provocou tantos estragos na sociedade portuguesa que pode ter mesmo acentuado a queda da Primeira República. Rui Tavares regressa até 1925 para analisar os jornais da época e mergulhar nos últimos dias da Primeira República PortuguesaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 9Como se perde uma república? Uma viagem até à primeira sessão do último parlamento da Primeira República Portuguesa
A partir de um texto do Diário de Lisboa que relatava o primeiro dia de uma sessão parlamentar daquela que viria a ser a última legislatura da Primeira República, Rui Tavares traça-nos um retrato daquela época e da constituição da Assembleia daqueles tempos conturbados. Havia já sinais que poderíamos estar prestes a entrar numa ditadura militar? Oiça neste episódio do podcast Tempo ao Tempo. Existem diversas curiosidades nesta crónica, a começar pelo uso de cravo na lapela pelos “canhotos”, da ala esquerda, e pela confusão instalada por não terem lugar para se sentarem no hemiciclo. Uma viagem a um tempo de instabilidade política que depois deu origem a uma longa ditadura em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 8O antídoto do medo de Roosevelt: como a rádio ajudou a criar e a destruir democracias
Neste regresso do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares leva-nos aos tempos da telefonia e recorda-nos a importância deste meio de comunicação, das conversas à lareira de Roosevelt ao discursos de Hitler e Mussolini. Como é que a rádio moldou a sociedade ao longo dos tempos?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 7Um deputado à frente do seu tempo: Fernão Botto Machado e as suas ideias modernas durante a Primeira República
Fernão Botto Machado foi deputado durante a Primeira República, na Assembleia Constituinte de 1911, mas as suas ideias e reformas podiam bem ser de hoje: um projeto de lei para a abolição das touradas ou a criação de uma conta-poupança para as lotarias para que o apostador pudesse recuperar o seu dinheiro. Rui Tavares conta-nos a fascinante história deste deputado à frente do seu tempo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 61816: o ano sem verão que deu origem ao Frankenstein de Mary Shelley
Neste episódio, Rui Tavares leva-nos até 1816 e conta-nos a história da história de Frankenstein, o monstro sem mãe, e de como, num contexto masculino, junto dos consagrados nomes do cânone da poesia ocidental Lord Byron e Percy Shelley, a imaginação de Mary imaginação se destacou e criou o talvez o mais inspirador e comovente monstro dos monstrosSee omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 51924, o ano em que poderia ter corrido tudo bem
Há anos que ficam na história, outros que são esquecidos. Neste episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares faz um exercício de memória acerca de um ano que, não tendo ficado na história, foi determinante para os que o sucederam.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Há cem anos como agora, a crise do país político
Em 1925, num mundo e num Portugal muito diferentes, vivia-se um vazio político, pois Afonso Costa, que tinha sido o político mais influente do Regime, tinha ido para um cargo na Europa. Estava um Governo prestes a cair com uma moção de desconfiança, falava-se dos preços das casas e de roubo de malas nos Correios. Qualquer coincidência, é puara realidade. See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 4A guerra esquecida? Crimeia, 1853-1856: um conflito com muitos paralelos com o nosso presente
Não há factos irrelevantes, diz-nos Rui Tavares neste episódio do podcast Tempo ao Tempo, que nos traça o roteiro da esquecida guerra da Crimeia, não a guerra de hoje (que também ali começou), mas da primeira Guerra da Crimeia entre 1852 e 1856.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 3O menino que nasceu sozinho na ilha de Waq-waq: Ibn Tufayl e o seu 'Filósofo Autodidata'
Uma ilha remota, um bebé humano, e um animal que o instrui nos caminhos da vida. Neste episódio, Rui Tavares dá-nos a conhecer um livro que, não sendo um clássico, é um tesouro – Vivo o filho do Acordado ou o Philosophus Autodidactus, O Filósofo Autodidata, escrito pelo filósofo Ibn Tufayl que viveu no século XII, entre a Península Ibérica e o Norte de África. Perseguindo a história da vida da personagem Hay, Ibn Tufyal reflete sobre a essência da Humanidade, sobre o que nos torna humanos, o que, na natureza, nos distingue pela ascensão da consciência e do pensamento filosófico. Poderá uma criança crescer na natureza, em comunhão com os animais, e ser um sábio? Um episódio que nos lembra da nossa natureza animal e da importância de crescermos num ecossistema complexo e sustentável, mas que aponta o que em nós é espiritual, o que, neste ecossistema, distingue a natureza humana.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O tratado de Munique e os três dias que mudaram o tecido da Europa
bonusAs negociações de Munique que levaram à anexação da Checoslováquia por parte da Alemanha de Hitler mudaram o tecido da Europa. Esta semana, Rui Tavares recorda os erros de Neville Chamberlain e fala sobre as lições que se podem extrair desses três dias de fevereiro de 1938 no que toca à responsabilidade dos líderes mundiais. See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 2“A voz do futuro”: de Dune a Ibn Khaldun
Neste episódio, Rui Tavares dá-nos a conhecer a vida e as inquietações de Ibn Khaldun. Nascido num tempo histórico e numa geografia pautada pela encruzilhada de civilizações e religiões, entre o norte de África, a Península Ibérica, e o Mediterrâneo Oriental, Ibn Khaldun escreveu no século XIV uma obra fundadora da reflexão acerca da História. O que vemos nas nossas ruínas? O que nos dizem sobre o nosso presente? O que nelas podemos adivinhar do nosso futuro? Sob o signo da narrativa do filme Dune, somos levados a refletir sobre o ciclo da história das civilizações, da sua construção, e das forças que as depõem, dando lugar a novos, e por vezes sombrios tempos. Mais do que um episódio sobre o passado, esta é uma reflexão sobre a voz do futuro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Da Palestina à Guerra na Crimeia, o conflito em que Portugal quase participou com 6 mil soldados
bonusRui Tavares analisa a atualidade sobre uma perspetiva histórica, na antena da SIC Notícias. Na estreia de “Tempo ao Tempo”, o político e historiador explica o que levou à Guerra na Crimeia e como os acontecimentos do passado moldaram as questões do presente. Portugal quase enviou “6 mil portugueses para a Crimeia”, mas acabou por ficar fora deste conflito. Como figura da semana, Rui Tavares elege a atriz Amélia Rey Colaço, que há cem anos protagoniza a peça de grande sucesso “A Mulher Nua”. Um título escandaloso para o século XX, época em que foi a “diva do teatro português”. Oiça “Tempo ao Tempo” em podcast, emitido na SIC Notícias a 14 de fevereiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 1“Enquanto viveres, brilha”: de Pulp Fiction a Santo Agostinho
Pulp Fiction, Dick Dale, uma jovem egípcia, um viúvo saudoso, um santo que gostava de jogar à bola e uma pergunta: durante dois mil anos, as pessoas amaram da mesma forma? No primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares propõe uma viagem no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois milénios mas que estão ligadas pela música. Do filme “Pulp Fiction” até à Grécia Antiga há muita história que se liga pela linguagem e pelo amor.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Tempo ao Tempo: Apresentação do novo podcast de Rui Tavares no Expresso
trailerTempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos. Oiça e subscreva o podcast Tempo ao Tempo. Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares. E ao sábado, um episódio extra emitido na SIC Notícias e em podcast. See omnystudio.com/listener for privacy information.