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Tempo ao Tempo

Tempo ao Tempo

Um podcast de histórias da História, de Passado, Presente e Futuro, e da mudança da Memória no Tempo.

Rui Tavares · Joana Beleza

69 episodesPT-PT

Show overview

Tempo ao Tempo launched in 2025 and has put out 69 episodes, alongside 4 trailers or bonus episodes in the time since. That works out to roughly 30 hours of audio in total. Releases follow a weekly cadence.

Episodes typically run twenty to thirty-five minutes — most land between 22 min and 33 min — though episode length varies meaningfully from one episode to the next. None of the episodes are flagged explicit by the publisher. It is catalogued as a PT-PT-language History show.

The show is actively publishing — the most recent episode landed 5 days ago, with 28 episodes already out so far this year. Published by Joana Beleza.

Episodes
69
Running
2025–2026 · 1y
Median length
29 min
Cadence
Weekly

From the publisher

Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos.  Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa.  A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos. 

Latest Episodes

View all 69 episodes

O Queijo e os Vermes: o legado Carlo Ginzburg nos modos modernos de fazer e pensar a história

Jun 25, 202614 min

Magnífica Humanitas: o que a encíclica de Leão XIV nos diz sobre a IA e o futuro da humanidade

Jun 18, 202635 min

O dia de Camões e a história do futuro

Jun 11, 202628 min

Especial dia da Criança: A história de todas as histórias começa sempre com um menino, uma árvore e um bicho

Jun 5, 202633 min

O outro 28 de maio: um agradecimento a Carolina Beatriz Ângelo

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A História de Thomas Chase, um sobrevivente do terramoto de 1755

May 21, 202627 min

Flora Tristan: a mulher que antecipou o sindicalismo e o feminismo no século XIX

May 14, 202636 min

O caminho para a paz na Europa segundo Robert Schuman e um hino à alegria composto por um Beethoven surdo

May 7, 202625 min

O Princípio da Inquietação: Expresso lança podcast que quer pôr os portugueses a pensar

Apr 30, 20263 min

O tempo em que havia três papas: e se houvesse um anti-papa em Mar-a-lago?

Apr 30, 202630 min

Há quanto tempo a nossa imaginação vai à Lua? Luciano Samósata e o poder da fantasia

Apr 23, 202632 min

O julgamento de Sócrates: aprender a morrer

Apr 16, 202617 min

S1 Ep 51A história da longa resistência a uma muito longa ditadura

Quando e como começou, afinal, a ditadura a revelar-se? Na senda dos episódios anteriores sobre a aproximação ao 28 de maio de 1926, Rui Tavares elege os sinais que anunciam o colapso da Primeira República, o momento em que o golpe deixou de parecer um episódio passageiro e em que a ditadura começou a revelar a sua verdadeira natureza opressiva. E como, perante isso, se desencadeou a resistência que lhe faria frente durante décadas. Da Semana Antifascista de março de 1926, às revoltas do Porto e de Lisboa em fevereiro de 1927, passando pela formação da Liga de Paris, percorremos a construção da resistência à ditadura — dentro e fora do país, entre exílio, prisão e propaganda internacional. Revisitamos importantes figuras como Jaime Cortesão, Raul Proença, Afonso Costa, Mário Castelhano, Elina Guimarães e Hélder Ribeiro, entre muitos outros, e percebemos como se formaram redes de oposição que enfrentaram uma repressão cada vez mais violenta. Entre esperança, desilusão e coragem, este é um episódio sobre a história da longa resistência a uma muito longa ditadura.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 9, 202621 min

S1 Ep 50É mais fácil governar um rebanho de ovelhas ou um rebanho de pessoas? Xenofonte e a sua Ciropédia

Neste episódio Rui Tavares volta à Persia e recua à Grécia antiga para falar de um livro que foi, durante séculos, uma referência incontornável na reflexão sobre poder, educação e liderança: a  Ciropédia, de Xenofonte. Escrita no século IV a.C., esta obra apresenta a educação do rei persa Ciro, e transforma a figura histórica num modelo de governante justo, inteligente e pedagógico. Embora hoje seja pouco lida, a sua influência foi enorme: marcou leitores como Júlio César, Maquiavel, Montesquieu, Rousseau, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson. A Ciropédia não é apenas um relato sobre a Pérsia antiga. É também uma meditação sobre o que significa governar, aprender a liderar e formar o carácter. Xenofonte — ateniense, discípulo de Sócrates e autor de textos célebres como a Anábase — usa a infância e a formação de Ciro para pensar a relação entre disciplina, observação, respeito pelos outros e autoridade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Apr 1, 202621 min

S1 Ep 49A semana antifascista de 1926: se havia a iminência de uma ditadura, porque é que ninguém fez nada para a impedir?

Neste episódio, regressamos a março de 1926, quando intelectuais da Seara Nova, os “searistas” Júlio Proença, António Sérgio, Jaime Cortesão, anarquistas do jornal A Batalha e republicanos radicais organizaram a Semana Antifascista, uma semana de comícios e conferências alertando para a ameaça dos fascismos que chegam da Europa com Mussolini ou Primo de Revera. Mas se estes activistas viram o fascismo chegar, porque falharam? A resposta será confusão política. Como Rui Tavares nos tem vindo a contar: a ditadura já era banal: golpes, e golpes dentro dos golpes eram impunes, as esquerdas dividiam-se e a tecnocracia seduzia os mais crédulos. Não basta clarividência quando o inimigo se irrompe na confusão. De Lisboa a Moçambique, a convergência antifascista parecia invencível. Mas o tempo deu 47 anos, 10 meses e 3 dias de obscuridão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 26, 202640 min

S1 Ep 48Mendes Cabeçadas: o político paradoxal que ajuda a implantar e a derrubar a República

Filho de comerciantes de cortiça, Mendes Cabeçadas trocou Faro por Lisboa, liceu por quartel. Enquanto capitão‑tenente no Adamastor, Cabeçadas bombardeou o Palácio das Necessidades para implantar a República. Averso ao caciquismo de Afonso Costa, conspirou contra a instabilidade. Quando infiltrações monárquicas e integralistas começaram a ameaçar o espírito republicano que queria salvar, reagiu com um golpe dentro do golpe: afastou Gomes da Costa e governou 17 dias, com Salazar como ministro das Finanças por escassas horas.Já em plena ditadura, Cabeçadas nutre crescente descrença por Salazar e conspira contra ele em 1946–47 (sem sucesso), sendo vigiado pela PIDE quase até à morte. Morre em junho de 1965 – o homem que ajudou a criar o monstro que quis desfazer.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 19, 202629 min

Quatro décadas de SIS contadas por dentro: oiça aqui o trailer do novo podcast do Expresso

trailer

O Expresso apresenta “SIS: 40 anos de segredos”, um podcast documental onde se conta a história do Serviço de Informações de Segurança. Pela voz de quem o desenhou, instalou e dirigiu, é explicada de forma inédita como funcionam e foram evoluindo as vertentes da formação e da fiscalização. Siga esta investigação jornalística de Celso Paiva Sol, contada em seis episódios. Novo episódio todas as terças-feiras já a partir de 24 de março.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 16, 20262 min

S1 Ep 47Como se pode ser persa? O Irão e a herança de uma civilização milenar

Quase meio século depois da Revolução Islâmica ter instaurado no Irão um poder teocrático tão duradouro quanto a ditadura em Portugal, o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel derrubou o regime dos aiatolas e vem abrir uma nova frente de guerra no Médio Oriente. Enquanto mísseis e drones atingem Teerão, paira a pergunta sobre esta República Islâmica que derrubou uma monarquia em nome da fé: é o Irão apenas um regime dos aiatolas, ou é herdeiro de uma civilização persa milenar, ponte histórica entre Europa e Ásia, marcada por encontros sucessivos com o mundo grego, romano e europeu? A partir desta atualidade Rui Tavares recua ao século XVIII para revisitar uma embaixada persa enviada a Luís XIV e a reação fascinada e perplexa da corte francesa diante daqueles “exóticos” orientais. Deste choque de culturas nasceu o livro Cartas Persas, onde Montesquieu inverte o ponto de vista exótico e imagina como seriam os persas a descrever os europeus. Em Cartas Persas, Montesquieu inaugura o jogo de estranhamento que está na origem do Iluminismo e da crítica às certezas religiosas e políticas da Europa. Este episódio de Tempo ao Tempo propõe ler o Irão de hoje à luz dessa longa história de encontros, mal‑entendidos e espelhos: talvez, sugere Rui Tavares, não se possa compreender o que significa ser europeu sem ser, pelo menos um pouco, persa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 12, 202625 min

S1 Ep 46Ucrânia: a guerra mais antiga da Europa dos últimos 300 anos

No final de fevereiro completaram‑se quatro anos do início da guerra na Ucrânia. Contudo, se contarmos o seu início em 2014, com a anexação da Crimeia e a guerra no Donbas, e não apenas a invasão em larga escala de 2022, este é o conflito europeu mais longo desde a Guerra dos Trinta Anos. A partir desta constatação, Rui Tavares recua quatro séculos para usar a Guerra dos Trinta Anos e a Guerra da Sucessão Espanhola para ler as guerras europeias não como eventos isolados, mas como “guerras civis” dentro de uma mesma república europeia de Estados. Seguindo Voltaire e o seu “Siècle de Louis XIV”, o episódio explora esta ideia de Europa como república de facto: um espaço político partilhado por monarquias, repúblicas e Estados mistos, unidos por um fundo comum de direito público, práticas diplomáticas e interesses que tornam as guerras menos conquistas imperiais e mais mecanismos de contenção de hegemonias excessivas. Será que este conflito se inscreve neste padrão?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mar 5, 202631 min

S1 Ep 45Um comboio de tempestades em Portugal e a primeira catástrofe moderna

Rui Tavares regressa ao Terramoto de Lisboa de 1755, reconhecido como primeira catástrofe moderna. O epíteto não lhe cabe pela dimensão da catástrofe, mas pela resposta política organizada no seu rescaldo: inquérito sistemático ao reino, códigos de construção inovadores e reconstrução planeada em nova escala. Este pensamento organizado perante a destruição e a necessidade de reconstrução no século XVIII, inaugurou, segundo o sociólogo Enrico Quantarelli, práticas de prevenção que hoje reconhecemos como modernas. Se tais raízes existem, cabe reflectir por que as ignoramos – em vez de as actualizar para o presente. Como usamos o conhecimento de catástrofes passadas e recentes? Transformamo-las em acções concretas ou em fatalismos comparativos?  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 26, 202631 min
2026 Expresso