
Deixe o celular de castigo e viva em modo tela cheia
sexta/filosofal · RENATO STEFANI
August 24, 201812m 1s
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“Chega.
Basta.
Não dá mais.
Chega de viver no mundo virtual.”
Essa foi a sentença que meu general interno 👮 deu quando, mais uma vez, dei uma longa “surfada” no instagram.
Mais uma vez sucumbi a uma inexplicável vontade de ver mais e mais sobre a vida dos outros.
Aceitando todo e qualquer pensamento que aparecia em minha mente ao me comparar com fulano escritor, ciclano empreendedor e beltrano artista.
Felizmente durou só 15 minutos, mas foi o suficiente para perceber quão longe estava ficando da minha própria vida e do meu caminho.
Uma grande dose de anestesia, que novamente fez meu ser voltar à programação de medo e escassez.
De focar na distração, e não na necessidade.
De focar no ego, e não na essência.
Comecei inocente: abri o instagram para colocar um conteúdo que faria a diferença na vida das pessoas….eee…. de repente……PAAA!
15 minutos se foram.
15 minutos onde foram poucos os sentimentos e insights de leveza, alegria, pureza e simplicidade.
15 minutos onde imperaram sentimentos de comparação, menos-valia de mim mesmo, distração, de querer desesperadamente fazer com que meu perfil na rede social seja “tão maneiro” quanto fulano, ciclano e beltrano.
Quanto mais ficava na rede social, pior ficava.
Curiosamente é o mesmo título de um estudo que saiu na Harvard Business Review:
“Quanto mais você usa o Facebook, pior você fica.”
Pera… será que eu desenvolvi um vício em redes sociais?
Mas.. por que? Se elas me trazem sentimentos “ruins”?
Será que é isso? Será que estou viciado em “ficar mal”?
Percebi que, de certa maneira, sim.
Observei uma parte na minha psique que ADORA sofrer.
Adora ficar no jogo da vítima. 😩
Que se alimenta dos pensamentos de “estou cansado”, “estou com preguiça”, “meu deus, tem muito a ser feito”, “não vou dar conta”.
E parece que quando ativo o modo “zumbi”, quando apenas olho sem enxergar para as redes sociais a esmo, eu alimento essa espiral negativa.
Uma espiral que se alimenta das notificações do celular + tempo em redes sociais.
E se você está lendo até agora, imagino que também sofra dessa programação doentia do inconsciente coletivo.
Se sim, te convido a olhar para o seu celular agora.
Quantos aplicativos lhe enviaram notificações nos últimos 5 minutos? E na última hora?
Melhor ainda: quantas vezes você olhou para a tela do seu celular nos últimos 5 minutos? E na última hora?
Em um dos encontros online do método Hack Life, trabalhamos sobre o “custo benefício” das notificações do celular.
As notificações propiciam doses instantâneas de dopamina para seu macaquinho.
Uma notificação ou interrupção acontece em um instante, mas traz com ela consequências destrutivas.
Estudos comprovam que, a cada distração, demoramos 20 minutos para voltar ao foco no que estávamos fazendo.
O Fernando, um dos astronautas da turma 6, trouxe um insight ainda mais valioso para a discussão:
“Poxa, se eu pego o celular 10 vezes por dia para me distrair, eu instantaneamente “perco” 200 minutos do meu dia.”
Isso mesmo, querido(a) leitor. 200 minutos.
Para facilitar a matemática, são 3 horas e 20 minutos.
E isso para quem pega o celular “apenas” 10 vezes por dia.
Mas é mais fácil falar que você está sem tempo, não é mesmo?
É mais fácil continuar agindo a partir da vítima, do “coitadinho(a)” que não tem tempo para nada.
Não é mesmo?
This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit renatostefani.substack.com
“Chega.
Basta.
Não dá mais.
Chega de viver no mundo virtual.”
Essa foi a sentença que meu general interno 👮 deu quando, mais uma vez, dei uma longa “surfada” no instagram.
Mais uma vez sucumbi a uma inexplicável vontade de ver mais e mais sobre a vida dos outros.
Aceitando todo e qualquer pensamento que aparecia em minha mente ao me comparar com fulano escritor, ciclano empreendedor e beltrano artista.
Felizmente durou só 15 minutos, mas foi o suficiente para perceber quão longe estava ficando da minha própria vida e do meu caminho.
Uma grande dose de anestesia, que novamente fez meu ser voltar à programação de medo e escassez.
De focar na distração, e não na necessidade.
De focar no ego, e não na essência.
Comecei inocente: abri o instagram para colocar um conteúdo que faria a diferença na vida das pessoas….eee…. de repente……PAAA!
15 minutos se foram.
15 minutos onde foram poucos os sentimentos e insights de leveza, alegria, pureza e simplicidade.
15 minutos onde imperaram sentimentos de comparação, menos-valia de mim mesmo, distração, de querer desesperadamente fazer com que meu perfil na rede social seja “tão maneiro” quanto fulano, ciclano e beltrano.
Quanto mais ficava na rede social, pior ficava.
Curiosamente é o mesmo título de um estudo que saiu na Harvard Business Review:
“Quanto mais você usa o Facebook, pior você fica.”
Pera… será que eu desenvolvi um vício em redes sociais?
Mas.. por que? Se elas me trazem sentimentos “ruins”?
Será que é isso? Será que estou viciado em “ficar mal”?
Percebi que, de certa maneira, sim.
Observei uma parte na minha psique que ADORA sofrer.
Adora ficar no jogo da vítima. 😩
Que se alimenta dos pensamentos de “estou cansado”, “estou com preguiça”, “meu deus, tem muito a ser feito”, “não vou dar conta”.
E parece que quando ativo o modo “zumbi”, quando apenas olho sem enxergar para as redes sociais a esmo, eu alimento essa espiral negativa.
Uma espiral que se alimenta das notificações do celular + tempo em redes sociais.
E se você está lendo até agora, imagino que também sofra dessa programação doentia do inconsciente coletivo.
Se sim, te convido a olhar para o seu celular agora.
Quantos aplicativos lhe enviaram notificações nos últimos 5 minutos? E na última hora?
Melhor ainda: quantas vezes você olhou para a tela do seu celular nos últimos 5 minutos? E na última hora?
Em um dos encontros online do método Hack Life, trabalhamos sobre o “custo benefício” das notificações do celular.
As notificações propiciam doses instantâneas de dopamina para seu macaquinho.
Uma notificação ou interrupção acontece em um instante, mas traz com ela consequências destrutivas.
Estudos comprovam que, a cada distração, demoramos 20 minutos para voltar ao foco no que estávamos fazendo.
O Fernando, um dos astronautas da turma 6, trouxe um insight ainda mais valioso para a discussão:
“Poxa, se eu pego o celular 10 vezes por dia para me distrair, eu instantaneamente “perco” 200 minutos do meu dia.”
Isso mesmo, querido(a) leitor. 200 minutos.
Para facilitar a matemática, são 3 horas e 20 minutos.
E isso para quem pega o celular “apenas” 10 vezes por dia.
Mas é mais fácil falar que você está sem tempo, não é mesmo?
É mais fácil continuar agindo a partir da vítima, do “coitadinho(a)” que não tem tempo para nada.
Não é mesmo?
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