
Isabel Nery | O que sentimos ao ler reportagens escritas como livros?
Pergunta Simples · Jorge Correia
January 25, 20221h 2m
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Show Notes
Este é um programa cheio de histórias e narrativas cruzadas.Não fora a convidada uma jornalista, escritora e investigadora do jornalismo que se faz.Isabel Nery escreveu, por exemplo, a biografia de Sophia de Mello Breyner e como doente, súbita e urgente, descreveu o que sentiu deitada numa maca, sem ninguém acertar com o diagnóstico.Durante vários anos escreveu na Visão.E escreveu num modo que junta factos, dos quais os jornalistas são escravos, com uma escrita praticamente literária.Estes rios de experiências, formas de ver e contar o mundo, redundaram na tese de doutoramento que defendeu recentemente.A tese avalia o impacto que os textos jornalísticos têm em nós.Comparando textos escritos da forma mais comum, das notícias do dia-a-dia, com textos do chamado jornalismo literário.São, por exemplo, as crónicas escritas em grandes reportagens.Se leram Ernest Hemingwey está lá tudo.Todavia não são romances. São descrições de factos e emoções reais.Neste caso usando uma das mais belas descrições de um dos mais terríveis acontecimentos da humanidade: o retrato da vida dos sobreviventes (e vítimas) da bomba atómica em Hiroxima, no Japão.Este é um programa sobre a honestidade subjetiva da fórmula jornalística moderna.
A foto de Isabel Nery foi tirada por Marcos Borga