
De uma aldeia sem electricidade ao Museu Faraday no Técnico, com Moisés Piedade
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Show Notes
Neste episódio do Mais Lento do Que a Luz, o nosso convidado é o engenheiro electrotécnico Moisés Piedade, professor catedrático aposentado do Instituto Superior Técnico e investigador emérito do INESC. Nascido em 1947 na aldeia de Marquinho, no concelho de Ansião — na altura um lugar sem electricidade, rádio ou livros — Moisés Piedade cresceu num contexto em que estudar era uma excepção e seguir uma carreira científica uma improbabilidade. O seu percurso escolar levou-o a Pombal, Leiria e Lisboa, sempre com classificações de excelência, apoiado pelo esforço dos pais e por bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, até chegar ao Técnico, onde viria a ascender a professor catedrático, especializado na área da electrónica.
Ao longo de décadas, acompanhou e ajudou a construir entre nós a revolução electrónica que transformou o mundo — dos primeiros rádios e circuitos analógicos aos aparelhos de electrónica digital e aos satélites miniaturizados. Depois da aposentação, em 2012, decidiu dedicar-se a outra sua grande paixão: o património tecnológico. A sua colecção pessoal de instrumentos históricos de ciência e tecnologia esteve na origem do Museu Faraday, inaugurado em 2017, do qual é hoje Director Honorário. A nossa conversa passou pela génese do museu, pelos seus objectos mais curiosos — como uma régua de cálculo gigante, um telefone do século XIX ou o minisatélite ISTSat-1 — e pelos desafios de conservar e divulgar este património.
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