Show overview
Mais lento do que a luz has been publishing since 2023, and across the 3 years since has built a catalogue of 97 episodes. That works out to roughly 55 hours of audio in total. Releases follow a fortnightly cadence, with the show now in its 3rd season.
Episodes typically run twenty to thirty-five minutes — most land between 31 min and 36 min — and the run-time is fairly consistent across the catalogue. None of the episodes are flagged explicit by the publisher. It is catalogued as a PT-PT-language Science show.
The show is actively publishing — the most recent episode landed 5 days ago, with 22 episodes already out so far this year. Published by David Marçal e Carlos Fiolhais.
From the publisher
Uma conversa sobre ciência, o Universo e tudo o resto com David Marçal e Carlos Fiolhais. O som é muito mais lento do que a luz: 340 m/s em contraste com os estonteantes 300 000 km/s da luz, a sua velocidade no vazio. A voz dos convidados deste podcast chegará aos microfones à velocidade da som e daí seguirá, mais lento do que a luz no vazio, através dos cabos de fibra óptica, que formam a Internet hoje.
Latest Episodes
View all 97 episodesOnde a ciência encontra as empresas
O chão que se move, com o geólogo João Duarte
Desregulados, com Beatriz Subtil
A ciência do envelhecimento, com Cláudia Cavadas
A Academia das Ciências de Lisboa, com José Francisco Rodrigues
As alterações climáticas vistas de Portugal, com Miguel Miranda
O eclipse é o máximo, com Máximo Ferreira
David Aragão: fotografar proteínas com alta definição
Ruxanda Lungu: o que a genética pode dizer-nos
O que se passa acima das nossas cabeças, com Elisabete da Cunha
Riso, humor e... matemática, com Cláudia Custódio
Engolir sapos engorda, com Conceição Calhau
Da nutrição à astrofísica: os livros de ciência a não perder este ano
Luísa Ferreira Nunes e as lições da Natureza
Rui Agostinho e a Artemis II: o regresso da humanidade à Lua

S3 Ep 50Os Açores debaixo de água, com João Pedro Barreiros
O nosso convidado é João Pedro Barreiros, professor na Universidade dos Açores e investigador em biodiversidade, biogeografia e conservação. Especialista em comportamento animal e ecologia marinha, o seu trabalho é muitas vezes feito debaixo de água! A nossa conversa começou, como é habitual, pelo seu percurso - como nasceu o seu interesse pela biologia marinha, - e continuou com a sua actividade presente - como é fazer ciência no mar a navegar e mergulhar. Falámos ainda do Guia Prático da Flora e Fauna Marinha dos Açores, livro recentemente publicado, no qual colaborou, e do seu trabalho de ilustração científica.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S3 Ep 49Que mitos esconde a psicologia?
Francisco Miranda Rodrigues, psicólogo com uma longa carreira na psicologia do trabalho e das organizações, antigo bastonário da Ordem dos Psicólogos e actual director executivo da Ordem dos Médicos Dentistas, é o convidado deste episódio de Mais Lento do Que a Luz. Autor de Mitos da Psicologia, o seu mais recente livro, saído na Manuscrito, traz para a conversa uma reflexão informada sobre aquilo que sabemos acerca da mente humana. Começamos por falar do seu trajecto profissional e discutimos o papel da psicologia nas organizações. O foco principal da nossa conversa é, contudo, o seu livro: uma desmontagem rigorosa de ideias feitas que persistem no senso comum, desde o mito de que usamos apenas 10% do cérebro até ao alegado “efeito Mozart” ou à crença no poder mágico ou quase do pensamento positivo. Discutimos também algumas consequências práticas desses equívocos. Dando exemplos concretos, este episódio ajuda-nos a pensar e a decidir melhor.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S3 Ep 48Fernando Seabra Santos e as cheias no Mondego
O nosso convidado é Fernando Seabra Santos, professor catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Engenheiro civil formado em Coimbra e doutorado pela Universidade de Grenoble, em França, Seabra Santos desenvolveu uma carreira científica na área da engenharia de recursos hídricos, hidráulica e ambiente, tendo contribuído para o desenvolvimento desta área em Portugal. Para além do seu percurso na investigação e ensino, teve também uma carreira marcante na gestão universitária: foi reitor da Universidade de Coimbra entre 2003 e 2011 e presidiu ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. Como Reitor teve várias iniciativas institucionais relevantes, como a criação do Instituto de Investigação Interdisciplinar e do Colégio das Artes, e o início e desenvolvimento do processo que levou a Universidade de Coimbra a tornar-se em 2013 Património Mundial da UNESCO. A conversa começou pelo seu trajecto académico, mas centrou-se sobretudo num tema particularmente actual: a gestão da água e o risco de cheias, em particular na bacia do rio Mondego, que Seabra Santos tem estudado. A propósito das recentes cheias do Mondego, associadas a um «comboio» de tempestades, discutiram-se as causas destes episódios extremos e o modo como as suas consequências envolvem variabilidade climáticas, gestão de barragens e ordenamento do território. Foram as maiores cheias do rio Mondego? Até que ponto esteve a Baixa de Coimbra perto de ser inundada? O que correu bem e o que correu mal? A conversa abordou em particular o papel das infra estruturas hidráulicas, como as barragens, a montante de Coimbra, e os sistemas de diques, a jusante, na mitigação do risco de cheias, e a proposta da barragem de Girabolhos, em Seia. Quais são as suas vantagens? Será realmente necessária para proteger Coimbra?See omnystudio.com/listener for privacy information.

S3 Ep 47Engenharia: criar o que nunca existiu, com Elói Figueiredo e Carlos Matias Ramos
Neste episódio do Mais Lento do Que a Luz, recebemos dois convidados que representam bem a engenharia portuguesa. Elói Figueiredo é engenheiro civil, professor universitário e especialista em saúde de estruturas, com trabalho académico e de divulgação dedicado à forma como avaliamos, mantemos e prolongamos a vida das infra-estruturas. Autor de livros e artigos dirigidos ao grande público, tem procurado aproximar a engenharia da sociedade, explicando o impacto das decisões técnicas no quotidiano. E Carlos Matias Ramos, também engenheiro civil e professor, foi presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e Bastonário da Ordem dos Engenheiros, desempenhando um papel central no planeamento do território, nas políticas de infra-estruturas e na construção de grandes obras públicas em Portugal. A sua experiência cruza o ensino, a investigação e a intervenção pública em temas de engenharia. Partindo do livro que escreveram em conjunto — "A Ciência Descobre, a Engenharia Cria: Uma visão da Engenharia em doze axiomas e meio", recentemente saído na colecção Ciência Aberta da Gradiva — a nossa conversa explorou a ideia provocadora dos autores: enquanto a ciência procura compreender o mundo que existe, a engenharia dedica-se a imaginar e a construir aquilo que ainda não existe. Ao longo do episódio, falámos sobre a distinção entre ciência e engenharia, sobre o modo como as grandes obras moldam o nosso quotidiano e sobre os riscos, responsabilidades e falhas que fazem parte da história da engenharia — do vaivém Challenger à Ponte de Entre-os-Rios. Discutimos os axiomas que estruturam o livro, a simplificação como princípio do pensamento do engenheiro, e a presença, muitas vezes invisível, da engenharia na nossa vida diária.See omnystudio.com/listener for privacy information.

S3 Ep 46Programados para amar, com Luísa Lopes
A nossa convidada é a neurocientista Luísa Lopes. Licenciada em Bioquímica e doutorada em Neurociências, construiu um percurso científico que passou pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, pelo Karolinska Institutet, na Suécia, e pelo centro de investigação da Nestlé, na Suíça, antes de regressar a Portugal. Actualmente lidera um grupo de investigação no Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular, onde estuda a neurobiologia do envelhecimento, isto é, as transformações do cérebro ao longo da vida. É autora do recente livro Programados para Amar (Contraponto), em que analisa o fenómeno do amor do ponto de vista da ciência. A conversa abordou o envelhecimento cerebral. O que significa, do ponto de vista da neurobiologia, envelhecer? Até que ponto o declínio cognitivo é inevitável — e o que sabemos hoje sobre a capacidade de um cérebro envelhecido para aprender, adaptar-se e preservar memórias? Que factores fazem a diferença entre envelhecer com resiliência cognitiva ou com perda acelerada de capacidades? Um outro tema foi o o do seu recente livro. O que acontece no cérebro quando nos apaixonamos, quando estamos a viver um amor duradouro ou quando temos uma experiência dolorosa de separação? Até onde vai a explicação biológica, isto é, onde estão os limites da ciência? Poderá o conhecimento neurocientífico ter implicações práticas na forma como vivemos as nossas relações? Ou, neste domínio, será melhor seguir os nossos instintos?See omnystudio.com/listener for privacy information.