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Like a Boss

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114 episodes — Page 3 of 3

Segunda Temporada Comentada

Grupo exclusivo dos ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Terminamos a segunda temporada do Like a Boss! Nesse episódio, fizemos as reflexões de sempre e trouxemos no bate papo, o que mais impactou a gente nas histórias com os empreendedores dessa temporada. A HSM apoiou novamente nossa jornada. Entrevistamos nessa segunda temporada, os empreendedores: Julio Vasconcellos; Edgard Corona; Candice Pascoal; Pedro Conrade; Vinicius Roveda; Tiago Dalvi. Nessa não foi diferente, fizemos outra faculdade. Colocamos abaixo alguns dos pontos citados por cada um e links sobre. Citações dos episódios 1. Julio Vasconcellos Conheça o fundo de investimentos co-fundado pelo Julio: Canary.Vc; Conheça a Prefer: prefer.com 2. Edgard Corona Livro citado pelo Edgard: The Innovator’s Dilemma; Assista ao Day1 do Edgard no evento da Endeavor, clique aqui. 3. Candice Pascoal Livro da Candice: Seu Sonho tem Futuro; Projeto Social no qual ela participou antes da Kickante: Putumayo.com. 4. Pedro Conrade Depois dos desafios enfrentados pelo time do Neon, achamos legal colocar aqui o pronunciamento do próprio Pedro. Assista agora. 5. Vinicius Roveda Quer conhecer mais sobre a Conta Azul e sobre o Vinicius? Assista a entrevista dele no Man in the Arena. Clique aqui. 6. Tiago Dalvi Assista ao pitch do Tiago Dalvi, feito em 2015 em São Francisco (é um dos melhores que a gente conhece). Clique aqui. Se você ouviu todos episódios, comente com a gente e cite o que mais gostou também. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Produção e conteúdo:Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Vindi – https://www.vindi.com.br/Edição e sonorização: Radiofobia Podcast e MultimídiaCompartilhe nas suas redes sociais:FacebookGoogleTwitterLinkedinO post Segunda Temporada Comentada apareceu primeiro em Like a Boss.

May 24, 201826 min

Tiago Dalvi, CEO da Olist. Conectando empreendedores a grandes varejistas online

Tiago Dalvi é o fundador e CEO do Olist, uma plataforma que conecta empreendedores a grandes varejistas online. Antes de fundar a startup, Tiago teve uma loja de shopping de produtos artesanais em 2007, a Solidarium, que foi o laboratório para a entrada no mundo online. Anos depois, essa empresa migrou para a internet e foi até certo tempo, um dos mais bem sucedidos marketplaces de produtos artesanais do país. “Não foi do dia para a noite, levamos 12 anos para entender nosso real papel como empresa“ -Tiago Dalvi. A Solidarium, que se transformou em Olist em 2015, é um dos cases mais interessantes de pivot e de transformação de negócios que se teve notícias no país. Vencedora de prêmios com o Proxxima Startup, Exame PME, Prêmio Ecommerce Brasil entre outros, a startup é uma das mais promissoras dessa nova geração. Empreendedor Endeavor, Tiago lidera em Curitiba, uma equipe de centena de pessoas e conecta milhares de empreendedores aos maiores varejistas do país. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Transcrição do episódio Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Tiago, o que é a Olist e que problema ela resolve? O Brasil ainda é um mercado extremamente fragmentado no que tange e-commerce, talvez o maior desafio do empreendedor offline que deseja expandir suas vendas físicas e acessar o mundo digital, é justamente entender qual é o melhor caminho para ele seguir. Assim, ele tem hoje dois grandes caminhos que pode seguir, o primeiro deles é quem sabe montar seu próprio e-commerce e ele vai ter que entender de marketing, aquisição de clientes, tecnologia, operação e construir todo aquele conhecimento para empreender no mundo do e-commerce. Um outro caminho talvez a seguir o caminho de Marketplace, que neste caso o desafio é toda vez que ele quer expandir essa participação para mais de um canal, o processo se torna mais complexo, pois ele terá que contactar cada um desses marketplace, construir seu acordo comercial, sua integração. E para construir essa integração ele tem que entender de tecnologia, entender especificidades e particularidades de cada um desses MarketPlace, como cada um deles trabalha e ao mesmo tempo ele vai ter que construir a sua reputação, ao final de um ano ele vai ter pelo menos sete sistemas para serem gerenciados. Então, o Olist surgiu como uma camada de tecnologia entre lojistas que querem vender algo e os MarketPlace, entre os canais de venda digitais, para facilitar todo esse processo e a gente acaba funcionando como um enabler, para quê o lojista que está no mundo offline, possa acessar o mundo digital sem necessariamente ter que utilizar diversas ferramentas diferentes para poder expandir suas vendas. Assim, a empresa está no ar a mais ou menos três anos, começamos com cinco pessoas, hoje somos 135, com crescimento acelerado, e analiso que acertamos no modelo de negócio, hoje a estratégia principal da companhia, é o que chamamos de, Olist Store, que é a loja Olist dentro dos principais marketplaces do Brasil. Então você vai ver a marca Olist dentro do Mercado Livre, da B2W, da Via Varejo, da Amazon ,do Walmart em cada um desses marketplaces hoje o consumidor se identifica com nossa loja, temos um modelo de negócio que busca simplificar a vida do Empreendedor, a vida do Marketplace, a vida do Consumidor, esse é o nosso papel no mercado hoje. E nosso modelo é simples, ele cobra uma comissão em cima das vendas ,mais uma subscription, então somos no final do dia o Marketplace, dentro dos marketplaces hoje. Quando a Olist foi fundada e como você tirou a ideia do papel e transformou ela em realidade? Levou doze anos para chegar no modelo do Olist, no meu último ano da faculdade, montei a minha primeira empresa, que era uma loja no Shopping, comecei a trabalhar em uma organização que apoiava empreendedores, e a gente viu que aqueles empreendedores muitas vezes tinha um produto bom, tinha designer, um preço, mas não sabiam vender. Comecei a apresentar esses empreendedores para pequenas lojas, para varejistas, foi aí que nasceu a intenção de montar a loja como canal de distribuição de verdade para aquele tipo de produto. Essa fase foi super importante para entender as dores de ser um varejista no mundo físico no Brasil, mas obviamente não era o melhor modelo de negócio para poder escalar depois do primeiro ano. Eu estava com 19 anos de idade na época, eu ficava no balcão, vendia, comprava, buscava no produtor, trazia pessoas para me ajudar, mas o modelo de negócio não era bom. Depois do primeiro ano como loja, a gente percebeu que nesse modelo não ia para frente, decidimos fechar a loja no shopping, e focar no que já tinha construído escala no Brasil no varejo, que eram as grandes redes varejistas empresas como Walmart, Tok Stok, Renne

Apr 26, 201837 min

Vinicius Roveda, CEO da ContaAzul. Software como serviço de classe mundial.

Vinicius Roveda fundou a ContaAzul em Joinville, em 2011, com a pretensão de ajudar pequenos empresários a fazer gestão. E deu certo! Engenheiro de software de formação, o empreendedor é CEO de uma das startups de maior sucesso no país e comanda um time de mais de 250 pessoas, com foco em distribuir ERP de forma simples (e descomplicada) para pequenos empresários. Depois da ContaAzul, o mercado de ERP para pequenos empresários mudou. “Toda empresa precisa de gestão, independente do tamanho” – Vinicius Roveda Vinicius coordena a empresa desde 2011 (quando ainda se chamavam Ágil ERP), onde já passou por todas fases de um fundador de uma startup que cresce muito: fundação (MVP), aceleração, investimento de venture capital e escala. Recentemente, a empresa captou cerca de R$100 milhões em investimentos. Super premiada, a ContaAzul é um dos cases SaaS mais bem sucedido em termos de escala, produto e fundraising do Brasil. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Transcrição do episódio Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Vinicius, eu queria saber um pouco sobre a trajetória da ContaAzul, como ela nasceu, e qual o problema que você estava querendo resolver? A gente começou a ContaAzul em Joinville, uma cidade onde tem uma cultura muito forte de software, tecnologia e foi o que me trouxe até aqui. Eu vim cursar Ciência da Computação, na Universidade do Estado de Santa Catarina. Aqui é muito forte nas verticais de software, então foi muito normal entender a dinâmica desse mercado. E o que me deu estalo de empreender foi a combinação de alguns fatores, além desses de Joinville, como as empresas que trabalhei, o meu desejo de entender culturas diferentes, da forma de entender como as coisas acontecem para se construir uma empresa. Eu percebi que é muito difícil mudar a cultura de uma empresa, e era mais fácil construir a que eu acreditava. Quando eu estava terminando MBA, lembro que na família da minha esposa tinha uma série de donos pequenos negócios, e eles sempre me perguntavam se eu conhecia alguma solução para ajudar eles a se organizarem, ter mais controle da sua empresa. Eu tentei ajudar, mas da forma com que eu acreditava que deveria ser não tinha, foi que quis conhecer melhor esse mercado, ver se era atrativo, e vi que era muito grande, o mercado brasileiro hoje tem 20 milhões de empresas e realmente existe uma lacuna para essas pequenas empresas cuja experiência ideal para eles ainda não foi entregue e na tentativa de resolver esse problema que achei aqui teria aí uma oportunidade, disso tudo nasceu a ContaAzul. Em que ano foi isso? Essa ideia inicial foi entre 2007 e 2008 de uma maneira bem artesanal, junto com José Carlos Sardagna, mas a princípio não tivemos êxito. Nos unimos a dois amigos que estavam vivendo o mesmo problema e iniciamos a primeira versão do que é hoje ContaAzul. Em Janeiro de 2012 lançamos a ContaAzul mercado, mas um pouco antes disso, em 2011 tivemos um capítulo importante foi a ida para o Vale do Silício, e com um investimento relativamente baixo conseguimos construir a estrutura de marca que temos hoje. Explica pra nós, o que faz a ContaAzul hoje? O propósito da ContaAzul é impulsionar o sucesso do dono de negócio, criamos uma plataforma onde de um lado o dono do negócio consegue uma maneira muito rápida e fácil de organizar sua empresa, ter mais controle. Então, por isso, ele economiza 60% do tempo que usa para fazer a gestão do negócio e fica muito mais tempo para vender, para fazer o negócio crescer, ele tem muito mais controle e seu negócio é muito mais organizado. Por outro lado, a plataforma coloca também o contador trabalhando junto com o seu cliente, significa que todos insumos que o escritório contábil precisa receber para fazer a contabilidade, já está dentro do ContaAzul, gerando mais produtividade. Assim, ele tem mais tempo para se dedicar para o seu cliente, entregar os serviços que realmente fazem sentido, o contador se torna um parceiro de negócios. A plataforma conecta o dono do negócio com o contador para impulsionar o crescimento da empresa. Com isso, se cria uma melhor relação com o banco, ele passa oferecer produtos personalizados para seu cliente, a gente os integra também com vários softwares e também com as fintechs que estão entregando diferentes soluções para as pequenas empresas. Além da integração com o governo do Brasil, que é muito digital, então a gente pode facilitar muito a vida do empresário, comunicando de uma maneira automatizada e coletando as informações do governo que ele precisa. Qual o maior desafio hoje do ContaAzul como software? O mercado é muito grande e fragmentado, e somente 22% das empresas usam software de gestão. Na prática que acontece no dia a dia do negócio, é que ele

Apr 19, 201834 min

Pedro Conrade, CEO do Neon. O banqueiro de 26 anos.

Pedro Conrade é o fundador e CEO do Neon, um dos primeiros bancos digitais do país. Com apenas 26 anos, é também um dos banqueiros mais novos que se teve notícia. Antes disso, fundou startups em uma venture builder em São Paulo e teve uma loja de biquínis em Santos, sua cidade natal. Empreendedor nato, criou o app de cartão pré-pago Control.ly, que virou o Neon posteriormente, que tem a proposta do tão sonhado banco simples. “Eu não herdei um banco, montei um.” – Pedro Conrade Apesar da pouca idade, Pedro é um dos CEOs da nova geração com maior execução no país. Brigando contra gigantes, escalando time e se relacionando com reguladores, sem se deixar levar pelo frisson da mídia nas fintechs. Conduz como ninguém, uma operação com centenas de pessoas, dentro de um novo tipo de banco. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Transcrição do episódio Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Pedro, de onde surgiu o banco Neon, qual problema você estava querendo resolver? Na verdade, o Neon começou muito mais simples do que a gente imaginava que estaria agora. Por insatisfações com tarifas e serviços do meu banco, eu comecei a estudar os modelos que existiam lá fora e vi que o mercado de pré-pagos era um caminho para chegar onde a gente queria, assim nasceu a Controly. A Controly consistia na ideia de gerar um cartão pré-pago atrelado a uma conta que proporcionava uma experiência de se ter uma conta corrente, mas, não era suficiente. Pois com um cartão pré-pago você não conseguia ainda substituir tudo que você teria em uma conta corrente, como por exemplo, investir seu dinheiro, acesso a produto de crédito, receber transferências de um outro CPF. Mesmo com essas limitações e com um time de oito pessoas, a gente conseguiu ter 10.000 clientes, o que pra nós, foi excepcional. Mas, o que ocorria é que o cliente chegava, gostava do discurso, da proposta, mas, não era suficiente para ele ficar lá dentro e ele saía. Até a gente diagnosticar isso demorou um pouquinho, mas ao mesmo tempo a gente começou a amadurecer, ganhar mercado e as pessoas começaram a conhecer a Controly até o momento que saímos na capa do Estadão com a manchete “a startup que não vai deixar os bancos dormirem”. Com isso, muitos bancos começaram a vir até a gente, e vimos que estava na hora de dar o próximo passo. Fomos conversando com os bancos pequenininhos até sermos encontrados por um banco em Minas Gerais, que é o antigo Potencial, e então fizemos essa junção, onde o antigo Controly e o antigo Potencial formaram o Banco Neon. Assim, agora a gente tinha a base que precisávamos para lançar todos os serviços que queríamos oferecer aos nossos clientes, e nossa missão de longo prazo é substituir por completo a vida financeira de um cliente Neon. Montar um banco é um grande desafio, mas você já tinha uma experiência empreendedora anterior? Sim, mas eu não tive um background. Minha primeira empresa foi uma loja de biquíni em Guarujá. Meu pai me ajudou a montar, a gente vinha até São Paulo, comprava as roupas e vendia no Guarujá, parece pequeno mas foi uma super experiência pra mim, porque você está ali frente a frente um cliente, você aprende a vender, a se virar, na loja fiquei dos 16 até os 18, quando saí para fazer faculdade. Eu estudei na Fundação Getúlio Vargas, administração de empresas e aprendi muito sobre marketing digital, startups, bancos de investimentos, então eu fui pegando muito gosto pela área. Assim, tive minha primeira empresa digital, junto com outro sócio, de compras coletivas, em oito meses fizemos escolhas ruins, deu tudo errado, e a gente quebrou. Logo depois eu fui para Babson College em Boston, onde fiz um Summer Course, tranquei a faculdade e passei oito meses na Alemanha, quando eu voltei ao Brasil fiquei dois anos na Startup House que foi uma enorme experiência, no término desse ciclo foi coincidentemente no mesmo momento que eu tive aquelas insatisfações com branco que deu início a minha trajetória de começar a Controly. Então se já tive algumas empresas já me virei um pouquinho e continuo me virando aqui no Neon. Você encara o Neon como um banco que possui todos os serviços financeiros que um cliente precisa? Quando você pensa no banco hoje, você tem mais de 90% do mercado do varejo na mão de grandes cinco bancos, eles oferecem mais de 4 mil produtos. A nossa visão é que, o nosso cliente não precise ter mais nenhum tipo de relacionamento com outra instituição financeira. Talvez a gente não consiga fazer o melhor financiamento imobiliário do Brasil, por exemplo, mas pode ser que daqui dez anos nós consigamos. Hoje boa parte dos nossos clientes precisam de serviços básicos, como um cartão de débito, pagamento de boletos, mas daqui um tempo ele pode precisar comprar u

Apr 12, 201832 min

Candice Pascoal, CEO da Kickante. O nome do financiamento coletivo no Brasil.

Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Candice Pascoal, CEO da Kickante, é uma das maiores vozes do empreendedorismo feminino no Brasil. Nasceu em Juazeiro (na Bahia) e ganhou o mundo, ajudando causas de diversos setores: sociais e artísticas. Antes de fundar a Kickante, maior case de financiamento coletivo (crowdfunding) do país, a empreendedora foi uma das responsáveis pelo projeto Putumayo World Music, que dá voz para músicos de todos lugares do mundo. Trabalhou no World Trade Center Association e ajudou diversas ONGs internacionais como CruzVermelha, WWF, Anistia Internacional, Médico sem Fronteiras e outras, a captarem recursos. “Pare de ler livros do Vale do Silício e olhe para seu mercado. E segue seus passos…” Candice Pascoal, CEO da Kickante. Candice mora em Amsterdam e comanda uma equipe de pessoas espalhadas por São Paulo, Porto (Portugal), Salvador e Nova York (USA). É autora do livro Seu Sonho tem Futuro e em 2017 recebeu o prêmio Cartier Women’s Initiative Awards, um dos mais importantes prêmios de empreendedorismo feminino mundial. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Candice a gente queria começar sabendo qual que foi o problema inicial que a Kickante queria resolver? por que você criou esse empreendimento? Candice Pascoal: a Kickante veio de duas angústias que eu tinha, o primeiro é que já havia muito tempo que eu estava fora do Brasil, e eu queria retornar com um projeto, fazer algo pelo meu país. O segundo ponto é que na minha carreira internacional eu vi muitos artistas maravilhosos sem a chance de visibilidade, além disso, também trabalhei com organização de fundos para ONGs e em uma de minhas visitas à Índia ao observar uma menina dormindo no chão eu senti que de uma certa maneira ela me dizia que o impacto que eu fazia no mundo era bom, mas não é o bastante. Então eu precisava fazer algo pelas pessoas, pelos artistas, pelo meu país. Assim, a Kickante nasce dessa angústia de dar oportunidade às pessoas que estão no Brasil, uma empresa promovendo o empreendedorismo social Mas por que você saiu do Brasil? Candice Pascoal: eu estudei administração com comércio exterior, quando eu estava ainda na faculdade, eu fui estagiar na World Trade Center Association, e seu fundador Guy Tozzoli, tornou-se o meu mentor. Ele notou todo meu esforço e me destaquei no que estava fazendo, assim todos os dias eu tinha uma hora de mentoria com ele. Eu era muito nova, não tinha ideia de onde estaria no futuro, mas sabia que queria trabalhar no mercado internacional. Ele identificou isso em mim e me deu uma grande mentoria de liderança feminina, com ensinamentos que eu guardo até hoje, e que já serviu para inspirar muitas pessoas que trabalharam comigo. Você acabou montando um crowdfunding, você pode explicar o que é esse modelo e como ele funciona? Ele possui três nomes, crowdfunding, financiamento coletivo ou vaquinha, então se você já ouviu algum desses nomes a gente tá falando da mesma coisa. É um serviço em que você pode captar fundos para os seus projetos com a força da multidão, com apoio do povo. Na Kickante você vai ter uma verdadeira aula de marketing digital, porque é importante você usar suas redes e saber algumas técnicas para ter sucesso. Aprendendo conceitos importantes de marketing digital, vai possibilitar a continuidade ao projeto, assim, seguindo os passos do nosso plano de marketing, vamos conseguir multiplicar seus resultados. Além disso, durante a sua campanha a primeira doação é da Kickante, ou seja, você não vai enviar para o seu futuro contribuidor uma campanha zerada, as pessoas vão saber que nós já apostamos em seu projeto isso tem um impacto muito forte, é nosso diferencial. Somos uma comunidade de um milhão de brasileiros que quer apoiar projetos e tirá-los do papel por meio do financiamento coletivo, com a menor taxa do mercado que é 12% tendo meta batida ou não, dessa forma é mais dinheiro pro seu bolso. Qual foi o primeiro projeto que a Kickante lançou e qual foi o de maior impacto na plataforma? Consegui captar um investimento inicial de um milhão de dólares para lançar o projeto, depois disso eu convidei o meu irmão, Diogo Pascoal e assim começamos a empresa. Nos seis primeiros meses montamos a plataforma e coloquei com meta de lançar a plataforma com 18 clientes, pois a concorrência que já operava no país há três anos, tinha de 18 a 20 clientes por mês, então eu falei eu vou lançar no mínimo com isso quando a Kickante nasceu, não tivemos um primeiro cliente, mas sim dezoito. E eu quem fui atrás desses clientes, o primeiro com quem eu falei está até hoje conosco na Kickante, e sempre ao explicar o que era a crowdfunding eu dizia, é descomplicar, eu falo muito para os empreendedores que ve

Apr 5, 201839 min

Edgard Corona, CEO da Smartfit. A mente do maior grupo fitness da América Latina.

Participe da nossa comunidade e tenha os melhores insights sobre empreendedorismo: http://bit.ly/Likeabossgrupo – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Edgard Corona, CEO da Smartfit, é o principal nome do segmento fitness no país. E não somente isso, é o comandante do grupo Bio Ritmo & Smartfit, que com 480 academias, faturou cerca de R$1 bilhão em 2017. Edgard fundou a rede Bio Ritmo em 1996, em Santo Amaro (bairro paulista) com uma única unidade e sem conhecer nada do setor. Desde então, é o CEO e principal nome do grupo. Antes disso, o empreendedor era um engenheiro químico de formação, que cuidava das usinas de açúcar da família Corona. Também teve um laboratório químico. “A gente matou nosso próprio negócio, para criar outro” – Edgard Corona ao citar a criação da Smartfit dentro do Grupo Bio Ritmo. Com presença em países como México, Chile, Colômbia, Peru, Equador e República Dominicana, a Smartfit consolidou o mercado na América Latina, com a marca de 1,6 milhões de alunos. Para se ter uma ideia do número: a Estônia tem menos gente, que as academias da rede de Corona. A “Smart”, remodelou a forma como as pessoas fazem exercícios no país, pressionando inclusive, todo o mercado a mudar. Com tecnologia, um modelo infalível de escala (recorrente) e um serviço adequado, é um dos maiores cases da Economia da Recorrência. Embaixador da Endeavor, Edgard, que tem 61 anos, é o “cabeça” do 4º maior conglomerado fitness no mundo. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Eu queria saber um pouco sobre o nascimento da Bio Ritmo, uma academia muito conhecida em São Paulo e em outras regiões do país. Se você puder contar um pouco da história e o motivo pelo qual você começou a empreender. Edgard Corona, CEO da Smartfit: na verdade, é o seguinte. Minha característica sempre foi empreender, na faculdade eu tive um laboratório de análises de materiais, em seguida eu montei uma confecção com lojas próprias. Vendi esses dois negócios e fui trabalhar em uma usina de açúcar da família, no interior de São Paulo. Eu entrei de sócio em uma academia que iria ser construída, achei um bom investimento e entrei ainda quando estava na usina. Era a primeira academia Bio Ritmo, Santo Amaro. Enquanto construía a academia, eu resolvi sair da empresa. Tive um acidente de esqui e precisava fazer fisioterapia o dia inteiro, então eu preferi sair da empresa. Fui fazer fisioterapia na minha academia e, como estava sem emprego, fui cuidar desse negócio. Isso foi em 1995, 1996 o acidente. E fui para academia ver a quantidade de bobagem que a gente tinha feito. Naquela época o Brasil tinha acabado de ter o Plano Real, com o Fernando Henrique Cardoso. Então, a economia estava indo bem. Mesmo com erros de concepção, a empresa ia bem porque a economia estava bem. A academia de Santo Amaro foi uma sucessão de erros, por 12 anos perdemos dinheiro e quando conseguimos adequar, e começamos a ganhar dinheiro, o metrô desapropriou o local e perdemos a academia. E depois disso teve outras unidades, da Bio Ritmo mesmo? Edgard Corona, CEO da Smartfit: a primeira boa conversa, você nunca pode entrar muito justo de grana no negócio. Todo negócio ele aparentemente é muito bom, depois ele aparentemente fica muito ruim e depois ele vira um negócio normal. É uma curva. Todo negócio você acha ele brilhante até você começar a colocar ele no ar. Quando você põe ele no ar, descobre que tem um monte de coisas que você não imaginou. É a curva de aprendizado. Você entra no ramo achando que entende, que é fácil e o ramo tem características muito complicadas. Curioso que na época, ser dono de academia não era um grande negócio. Pouquíssimas pessoas faziam academia. Edgard Corona, CEO da Smartfit: não era assim. Tinha companhia atlética, moda atlética. E veio o grande advento, com a Forma como a primeira grande academia do Brasil, em um shopping. E, a cidade de São Paulo tinha uma característica. Sair do Alpes da Cantareira para ir ao Shopping Eldorado, onde era a academia, levava 15 minutos. Aqui já foi uma cidade que se circulava como nos EUA. Tinha um trânsito muito fluido. Então, as academias captavam muitos alunos, de todas as regiões. Parecia ser um ótimo negócio. Em 1994, o câmbio estava sendo administrado de 1 para 1, em 2002 isso explodiu e foi de 1 para 2,20. Então o que se podia investir era serviço e montar academia parecia um ótimo negócio. Mas a gente fez muita coisa errada, mas é com os erros que se aprende. O que não pode, é ficar pulando de galho em galho. Se vai mexer com software, estude e aprende, vai er

Mar 29, 201840 min

Julio Vasconcellos, CEO da Prefer e ex-Peixe Urbano. Serial, incansável e fundador novamente.

Grupo exclusivo dos ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Antes de fundar a Prefer, Julio co-fundou, em 2010, o Peixe Urbano. Nascia ali, um dos cases pioneiros de startups de sucesso no país. Em 2014, vendeu sua startup para um dos maiores grupos online da China. E investiu em startups como VivaReal, IDwall, Quinto Andar, Méliuz, entre outras dezenas. “O produto que funciona bem para mil pessoas, não é o mesmo que funciona bem para 1 milhão” – Julio Vasconcellos Empreendedor (e agora investidor também) ele está fazendo todos os passos de sua primeira startup, novamente. Criando um produto do zero (só que agora nos EUA), falando com usuários, levantando investimento e montando um time na Prefer, seu marketplace de serviços profissionais focado em autônomos. Incansável, Julio também montou com outros empreendedores, o fundo Canary.vc. A vida no Vale do Silício, a venda do Peixe Urbano para o grupo chinês Baidu em 2014, a atuação como investidor anjo e a formação acadêmica do empreendedor, moldaram um dos CEOs brasileiros mais importantes da nova geração. E isso está claro. Tanto na Canary, quanto na Prefer. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Para começar a conversa, a gente queria saber um pouco sobre a startup que você fundou nos Estados Unidos. Qual problema ela resolve e o que você queria resolver de problema seu? A gente montou um produto, e estamos desenvolvendo com objetivo de ajudar profissionais independentes. Pode ser desde um advogado, um contador, um médico, um personal trainer. Qualquer pessoa que preste um serviço e trabalhe de forma independente. O objetivo é ajudar esses profissionais a crescerem os negócios deles. Em outras palavras: se eu sou um advogado e preciso arrumar novos clientes, como é que eu consigo arrumar esses clientes? O que a gente percebeu no mercado é que a forma que esses profissionais crescem enquanto negócios é através de indicações. Indicações de clientes satisfeitos e indicações de outros profissionais. Então é isso que a gente queria resolver. Você, enquanto profissional, consegue ter um maior volume de indicações através de pessoas que te conhecem e indicam o seu serviço. E, de fato, esse é o melhor tipo de cliente para você receber. E como você torna isso um pouco mais previsível? Hoje, quando você está esperando por indicações para crescer o seu negócio como profissional, é um processo muito incerto. O que a gente começou a desenvolver com a Prefer, é uma forma de profissionais poderem se juntar a outros profissionais, na própria rede. E isso gerando uma rede de contatos, uma rede de profissionais independentes. E, através dessa rede indicarem potenciais clientes uns para os outros. A gente já via muito isso do fisioterapeuta indicando o personal trainer, o professor de yoga. Ou o contador indicando um advogado e talvez um banco. E a gente quis pegar esse tipo de relacionamento do mundo offline e trazer para o mundo online. E torná-lo mais eficiente e eficaz. E, a visão de longo prazo, é realmente pensar em como a gente consegue montar quase que a firma do futuro. Atualmente o que mais vemos são profissionais trabalhando de forma independente. Então, a gente queria substituir o valor e importância de uma empresa para esses profissionais que trabalham de forma independente. Começamos querendo gerar mais negócios, com mais clientes de maneira qualificada. Mas, com a visão de longo prazo de resolver esses problemas que os profissionais independentes tem. No nosso mercado, os EUA, cerca de 30% da força de trabalho é de profissionais independentes. É um número crescente, até 2022 mais de 50% da força de trabalho será de profissionais independentes. Então a gente pensa em como vamos conseguir apoiar o futuro do mercado de trabalho. E fazer isso através de softwares e tecnologia. E, obviamente, você vai tentar bancarizar, usar outros recursos para legalizar esse profissional autônomo? Atualmente, mais aqui nos EUA do que no Brasil, a maioria desses trabalhadores são legalizados. Trabalham como uma pequena empresa. O maior desafio é ajudar esses profissionais. A maioria desses trabalhadores, se tornaram trabalhadores independentes porque gostavam muito daquela atividade. Boa parte desses empreendedores, acabaram com essa função não porque queriam empreender, mas porque queriam exercer uma paixão, uma profissão de forma independente. A gente tenta aliviar a necessidade de você tocar o próprio negócio e ser um empreendedor, para você focar naquilo que você entende e gosta de fazer. E que estágio está o Prefer? A gente começou a empresa há uns dois anos. A primeira versão do produto, entre pessoas que a gente conhecia, nós lançamos no final de 2016. Mais ou menos 9 meses depois de ter começado a empre

Mar 22, 201839 min

Primeira Temporada Comentada

Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Nesse episódio, a gente fez algumas reflexões através dos principais pontos dos seis episódios dessa primeira temporada do Like a Boss. A HSM foi a apoiadora dessa temporada e por isso, convidamos o Thomaz Castilho, responsável por conteúdo na empresa, para comentar com a gente. Entrevistamos nessa ordem: David Vélez Thomaz Srougi; Bedy Yang; Diego Gomes; Eric Santos; Lincoln Ando. Os insights foram muito bons e foi uma verdadeira aula para nós. Por isso, decidimos fazer esse episódio “Temporada Comentada” e citar os principais aprendizados de cada episódio. Citações dos entrevistados 1. David Vélez Conheça melhor o Nubank (e o David) nesse vídeo. 2. Livros citados pelo Thomaz Srougi Richistan 3. Bedy Yang Conheça um pouco mais a 500 Startups. 4. Livros citados pelo Diego Gomes Deep Work Focused Success Distracted e; Getting Things Done Stree Free Productivity. 5. Link citado pelo Eric Santos What does it take to raise capital – sobre captação de investimentos. 6. Link solicitado pelo Lincoln Ando Carreira no IDwall – tem vaga lá. Se você ouviu todos episódios, comente com a gente e cite o que mais gostou também. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Produção e conteúdo:Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Vindi – https://www.vindi.com.br/Edição e sonorização: Radiofobia Podcast e MultimídiaCompartilhe nas suas redes sociais:FacebookGoogleTwitterLinkedinO post Primeira Temporada Comentada apareceu primeiro em Like a Boss.

Dec 20, 201750 min

Lincoln Ando, fundador do IDwall. O prodígio dos dados.

Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Lincoln Ando é o co-fundador da startup IDwall e fez seu primeiro site, aos 12 anos. Empreendedor desde os 20 anos, vendeu uma empresa de jogos, trabalhou na primeira etapa da fundação do primeiro banco digital do país, fundou o marketplace VaiVolta (startup que deixou em 2015), antes de fundar a IDwall. A startup tem pouco menos de 2 anos e já chacoalhou o mercado de fintechs e marketplaces no Brasil, solucionando a parte credencial e de prevenção a fraudes. A IDwall, o Lincoln e o Raphael (outro co-fundador), são “a nova cara” dos empreendedores de tecnologia no país: sem estereótipos. Disputada por investidores, bancos e empreendedores com problemas de fraude e credenciamento, a IDwall já desponta como uma grande promessa no país, especialmente na revolução financeira. Bancos, empresas de crédito, marketplaces, conta pj para startups e diversas consultorias usam a solução da IDwall. “Eu não trago pessoas para eu falar o que fazer, trago pessoas boas, para elas me falarem o que eu devo fazer.” – Lincoln Ando Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Lincoln, você pode contar para a gente qual foi o problema inicial que a IDWall tentou atacar? Você tinha visto esse problema em algum lugar, você viu que não estava sendo bem atendido?Sim. Em 2011, mais ou menos, eu estava trabalhando em um banco que estava fazendo um flip de banco de investimento para banco de varejo. Mas, esse banco de varejo queria ser 100% automatizado e eu comecei a perceber como parte das soluções do banco, quais seriam os desafios que iria enfrentar. Desde a parte de validação de documentos, de maneira automatizada, até a parte de back-office. Se a gente quisesse automatizar todo o processo, deveríamos ter ferramentas que possibilitassem isso. Na época da conta digital eu procurei soluções de mercado e não encontrei nada, e tentamos resolver algumas coisas dentro de casa, mas não deu muito certo. No final, o que a gente acabou fazendo foi um mix de várias tecnologias, com dezenas de integrações, para resolver esse problema. Mas mesmo assim a gente percebeu que teria que contratar um back office externo para realizar grande parte do processo. E aí a gente viu que não estávamos conseguindo viabilizar o que queríamos exatamente, por conta desse problema. Foi onde eu comecei a perceber o problema. E, depois, eu tive uma empresa, a Vai e Volta. Lá eu percebi que esse problema não era específico do banco. De forma geral era como criar um relacionamento de confiança. Porque, no marketplace de locação de equipamentos que eu tinha, não adiantava conectar uma construtora a uma locadora em 1 segundo, sendo que elas demoravam 4 dias para entender quem era o cliente. Então eu percebi que, no fundo, o que a gente precisava era criar uma forma instantânea de gerar confiança entre partes, e foi aí que começou a ideia. A IDWall nasceu em 2016, com o intuito de resolver problemas de confiança. Mas no momento de lançamento da empresa, qual foi o primeiro produto que você ofereceu? A gente identificou o problema e começamos da forma mais simples para tentar viabilizar o produto. Então, o que a gente fez foi verificar o mínimo que poderíamos desenvolver. A gente desenvolveu um dashboard em uma semana, com algumas fontes que a gente precisava consultar e, em duas semanas no total, a gente lançou a primeira versão do produto para testar se daria certo ou não. E aí, a gente bateu na porta de algumas empresas e percebemos que aquilo fazia sentido. Embora o produto fosse muito simples, já começaram os primeiros clientes. E daí começou o produto IDWall como um todo. Que história interessante, vocês desenvolveram um MVP em duas semanas, foram visitar bancos, fintechs, foi isso? Exato. Até antes do MVP, a primeira coisa que a gente fez foi criar uma landing page, que a gente fez no mesmo dia, e eu enviei para algumas pessoas que eu confiava naquele mercado. E essas pessoas me deram um retorno muito positivo sobre esse produto, se seria positivo ou não. Então foi baseado nesses feedbacks que a gente desenhou nosso MVP, em duas semanas, e começou a vender para essas empresas, que deram posicionamento positivo. E quem estava com você na fundação da empresa? Era uma pessoa que já trabalhou com você no passado, como foi? O Rafael estudou comigo na Unicamp, a gente fez Computação e depois ele trabalhou comigo na Original. Então, a gente tem, mais ou menos, uns 8 oito anos que a gente se conhece, e a gente sempre trabalhou junto. Ele trabalhava na equipe de inovação, no banco, e eu trabalhava na equipe de arquitetura de soluções, a gente trabalhava de forma complementar. Tinha também o Renan, uma indicação do meu irmão, que trabalhava na

Dec 13, 201724 min

Eric Santos, CEO da Resultados Digitais. A máquina de vendas mais eficiente do país.

Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Eric Santos é co-fundador e CEO da Resultados Digitais. Fundou a empresa em 2010, depois de criar uma empresa de soluções de mobile marketing, a Praesto. Em 7 anos, a “RD”, como é carinhosamente chamada, se tornou a maior referência de marketing digital da América Latina. Com um processo de produção de conteúdo fenomenal e uma máquina de vendas invejável, a empresa ultrapassou 10.000 clientes recentemente. Essa foi a estratégia inclusive, que afastou do país, concorrentes internacionais gigantes. “Antes de lançar um produto, a gente tinha 10.000 leads para trabalhar“ – Eric Santos Empreendedor Endeavor, Eric (e a RD) estão ajudando milhares de empresas a entender e produzir marketing digital no Brasil e no mundo, através de uma plataforma SaaS de automação de marketing. A empresa de Florianópolis (SC) começou a internacionalização no ano passado e já acumula cerca de 300 clientes fora do país, 80 milhões de investimentos e 600 colaboradores. Ouça a mente por trás da revolução do inbound marketing brasileiro. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Eric, como nasce a Resultados Digitais? Você estava tentando resolver qual problema? Era um problema seu? A origem da Resultados Digitais, ou RD como a gente carinhosamente chama. Veio, na verdade, da minha empresa anterior. Eu sou empreendedor na área de tecnologia há quase 15 anos, e a empresa anterior era na área de mobil e nós vendíamos projetos de aplicativos e sites mobil para diferentes marcas, através das agências. Era um processo que, na época, exigia criação de autoridade e educação desse mercado. Era uma época anterior ao lançamento do iPhone, então pouca gente sabia o que era possível do celular fazer, do ponto de vista de engajamento. A única saída que a gente teve no momento foi educar o mercado, e fazer isso via marketing digital. Mas era difícil fazer isso dentro de casa, porque a gente tinha uma infinidade de ferramentas que eram totalmente diferentes do que aquilo que a gente encontra hoje. E eu tinha que dedicar recursos preciosos do time de desenvolvimento para fazer integração das ferramentas. Foi então que eu comecei a sentir a dor de ter uma plataforma integrada de marketing digital. Nós então decidimos começar a RD para resolver esse problema, entregar uma plataforma integrada, intuitiva e poderosa de marketing digital, especialmente para médias e pequenas empresas. Quem fundou a RD com você? Eram seus amigos, estudaram com você? Como foi o momento inicial da empresa? Eric Santos Resultados Digitais: tanto os fundadores, quanto os primeiros funcionários, a gente tem a felicidade de ter pessoas que trabalharam juntos por muito tempo. Eu trouxe dois funcionários da minha empresa anterior, o Pedro e o André, e pouco tempo depois consegui trazer o Guilherme e o Bruno, que já tinham trabalhado comigo em outras iniciativas. Então a gente considera os cinco como co-fundadores, e foi uma característica parecida dos primeiros funcionários da RD. Muita gente fala RD ao invés de Resultados Digitais. Eu queria voltar para o momento em que você lança a plataforma, ao invés de falar o que você oferece hoje — que é uma gama muito grande de serviços —, o que você oferecia no primeiro e segundo ano de vida da Resultados Digitais? O que era a plataforma e o que ela ajudava no marketing digital de uma empresa. Eric Santos Resultados Digitais: É uma pergunta bem importante, porque dentro da proposição de valor que a gente tinha, que era entregar uma plataforma completa e integrada, tecnicamente falando, isso não é fácil de fazer e demora para ter uma versão minimamente apresentável de um software como esse. Então, a gente tomou uma decisão super importante na época, que foi fazer um processo em que eu vendia, ia na rua e vendia efetivamente o que software algum dia ia fazer. Mas eu fazia na mão para o cliente o que o software não entregava ainda, no começo não tinha uma linha de código entregável. Isso para nós foi muito importante, porque demorou basicamente 18 meses para a gente lançar o software a partir do começo da empresa. O que foi super fundamental, não só provar a demanda mas também para calibrar a dor específica deles. A primeira ação que a gente fez, como empresa, foi colocar um post, em um blog, no ar e começar a ensinar marketing digital. Ensinar as coisas que a gente já sabia. E isso também foi super importante, não só ajudou a criar uma metodologia para os clientes usarem depois, mas também foi o esboço da criação da máquina de aquisição de clientes, que hoje é uma parte fundamental da empresa. Quando nós lançamos o produto, em agosto de 2012, já tinha um pouco mais de 10 mil leads na base, que foi naturalment

Dec 6, 201732 min

Diego Gomes, co-fundador da Rock Content. O poder do conteúdo.

Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Diego Gomes é “o nome” do marketing de conteúdo no país. Co-fundou a Rock Content em 2013. De lá para cá, a startup realizou um trabalho de educação e produção de conteúdo, através de uma plataforma SaaS de gerenciamento e contratação de freelancers, que já impacta milhares de empresas no país. E com isso, “a Rock” se transformou no maior case de marketing de conteúdo do país. Antes de ser responsável pelo marketing da empresa, Diego foi o líder de vendas da empresa. “TRABALHAR EM STARTUP, ONDE TUDO MUDA O TEMPO TODO, O CARA PRECISA SER UMA “ESPONJA”. SE O CARA NÃO APRENDE RÁPIDO E NÃO GOSTA DE ESTUDAR, ELE NÃO VAI DAR MUITO CERTO” – Diego Gomes Além disso, Diego é fundador do app 12 minutos, fenômeno de vendas dos últimos meses, idealizador do Saasholic (ponto de encontro do mercado SaaS no país), investidor anjo de startups (Construct, Meetime, Light e Gocache) e um dos mantenedores do Dealbook, plataforma de informação de investimento em startups brasileiras. Growth Hacker, workhaolic e estudioso do mercado SaaS, Diego é uma das “pratas” do empreendedorismo no país. É respeitado por investidores, empreendedores e empresas. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer Transcrição do episódio Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Diego, tenta explicar para gente o que é marketing de conteúdo e o que a Rock Content faz. A Rock Content é uma empresa de marketing de conteúdo. O marketing de conteúdo parte da premissa de que o consumidor, para começar a se relacionar com a marca, com a empresa, busca aprender mais sobre ela. Ele busca consumir conteúdo, estudar um pouco sobre aquilo que ele está comprando. Eu, por exemplo, já comprei um curso na Caelum, conheci vocês através de podcast e afins, sou leitor assíduo do blog da Vindi, sobre pagamentos recorrentes. E a ideia é essa. A ideia do marketing de conteúdo é que você vai pesquisar e se informar. E as empresas têm a chance de influenciar na sua decisão de compra muito antes. Basicamente criando conteúdo, publicando, tendo um controle ativo da sua marca no digital, e não apenas comprando banners e investindo em AdWords. A Rock Content acredita muito em marketing de conteúdo. Nós começamos como um blog. Ao contrário da maioria das startups, que passam um tempo desenvolvendo software para lançar, a gente começou a vender o nosso produto sem software. Criamos um blog, chamado Marketing de Conteúdo.com e lá a gente escrevia sobre esse jeito de fazer marketing que a gente acredita. A Rock Content, como empresa, tem três negócios independentes. E são três unidades principais. A primeira é a nossa plataforma de Marketing de Conteúdo – um software que permite que você organize seus fluxos de criação de conteúdo, delegue tarefas de conteúdo para seu time e interaja com seu time no processo de aprovar, reprovar, publicar, planejar e analisar os resultados do seu conteúdo. O segundo produto que a gente tem é um marketplace de freelancer. Hoje a gente tem nesse marketplace mais de 10.000 escritores freelancers e criadores de conteúdo, até de outras especialidades também que produzem conteúdo para os nossos clientes. E, por fim, a gente tem alguns serviços de consultoria onde a gente ajuda as empresas com estratégias de marketing de conteúdo, aconselhamento, monitoramento de métricas. Como começou essa história de conteúdo? Conta um pouco sobre vocês, se foi uma ideia sua que chamou outros fundadores ou vice-versa. Conheci meus sócios bem antes da gente empreender. O Vitor Peçanha fez faculdade comigo na UFMG, e o Edmar, a gente trabalhou junto em uma outra startup, chamada Via 6. Ele cuidava da área de engenharia, eu cuidava da área de produtos. Foi lá nesse trabalho que tive oportunidade de aprender bastante sobre SEO, geração de tráfego, como o Google funciona e tudo mais. Então, quando a gente começou a pensar sobre montar uma empresa de conteúdo, a primeira coisa que a gente fez foi pensar em como fazer – fomos testar as nossas premissas, para ver como funciona de verdade. A ideia não era fazer uma empresa que vendesse conteúdo ou tecnologia de conteúdo para outras empresas. Era criar um site de conteúdo em escala e ganhar dinheiro com esse site. O primeiro site que a gente fez é um site chamado Como Faz. Ele era um concorrente de um outro site, nos EUA. Foi muito legal porque, em três meses, já tinha 100 mil visitas. Em um ano, já tinha quase 2 milhões de acessos por mês. E, depois disso, a gente viu que funcionava e resolvemos fazer um portal focado em marketing. Criar um produto em cima disso e vender para outras empresas. Foi assim que surgiu, e a gente acabou se juntando. Que outros exemplos você pode dar de content marketing para empresas mais

Nov 29, 201733 min

Bedy Yang, sócia da 500 Startups. A maior investidora de startups do país.

Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Bedy Yang é uma das mulheres mais admiradas (e ativas) no movimento de startups no país. Antes de virar investidora, foi dona de uma loja que vendia produtos artesanais brasileiros, em São Francisco (USA). “O SUCESSO MUITAS VEZES ACONTECE, PORQUE AS PESSOAS REALMENTE ACREDITAM QUE O SUCESSO VAI ACONTECER” – Bedy Yang. Filha de chineses e brasileiros, a paranaense fez da sua própria história, uma ponte para conectar empreendedores brazucas com investidores americanos. Bedy investiu em empresas como VivaReal, ContaAzul, Descomplica, Ingresse, IDwall e outras dezenas mais, através da 500 Startups, uma das maiores aceleradoras do mundo. Fundou em 2009, o evento BRNewTech e a rede +Innovators, que conecta startups promissoras aos maiores investidores do Vale do Silício. À frente da 500 Startups, Bedy comanda os investimentos do fundo no Brasil e na América Latina. E isso já ultrapassa centenas de startups. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Transcrição do episódio Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. Bedy, você pode falar para gente o que é venture capital e o que faz uma empresa como a 500 Startups? Venture Capital é um capital de risco. Então, basicamente, seja individualmente como investidor-anjo ou institucional como fundo de investimento, é quando você entra sem saber se pode ter retorno. Eu tenho uma curiosidade. Como que se forma um investidor? Você lembra, ou consegue contar com um pouco de detalhe, qual foi o seu primeiro investimento e como foi? Para falarmos um pouquinho mais de capital de risco, de venture capital, é importante entender que estágio de investimento os investidores têm interesse. Seja capital-semente, que está no começo, algumas vezes na ideia, quando o empreendedor tem um produto. Ou em estágios posteriores. Quando você pensa em capital de risco, tem o capital semente, que é seed capital, e depois começa série A, série B, série C – até a saída da empresa, que pode ser em mercados públicos ou uma saída de venda para uma outra empresa. Então, a cadeia de investimento funciona acompanhando, muitas vezes, a cadeia de desenvolvimento da empresa e das startups. E as startups têm um crescimento, muitas vezes, extremamente acelerado. Você pode ter um grupo de empreendedores que, em pouquíssimos meses, de 4 a 6 meses, criam um produto, um protótipo. E em um ano, fazer a distribuição e ter uma escala muito acelerada e rápida dentro disso. Enquanto investidor, a gente quer capturar antes do crescimento, antes que o valor de mercado seja totalmente evidente para os outros. Portanto, como investidor, é importante, em primeiro lugar, entender em que estágio de investimento você está interessado, qual o risco. Do ponto de vista de investimento, tudo é risco. Risco da equipe fundadora não dar certo, não ter a capacidade de execução. Risco de produto, de não ter usabilidade ou resultados que previam. E risco de mercado, pode ser questão regulatória, competidores entrando sem você esperar. O investidor precisa entender que tem muitos riscos. A Bedy enquanto investidora faz investimento em capital semente, em que quase todos os componentes são riscos. Eu olho mundo quem é o time, que é quem eu tô investindo antes de mais nada. O primeiro investimento que eu fiz, com a 500 Startups, foi com a Viva Real. Ela é uma empresa que começou na Colômbia com três empreendedores: um americano, um alemão e um brasileiro. Foi logo que eles entraram no Brasil. E aqui, o que lá fora é considerado um capital semente é considerado como uma série A aqui. Entramos em uma rodada bem razoável, e foi quando eles começaram a montar a operação no Brasil. Você entrou em um case, que virou um case não só de empreendedorismo mas também de fan case. Começou desde o zero sendo muito bem feito, nos momentos certos da empresa. Hoje eu sou managing partner no fundo de investimento, mas antes disso eu entrei na 500 Startups por volta de 2011. Em 2010 eu criei a Brazil Innovators. Ela é a base para encontrar os empreendedores. Eu fazia muito a conexão dos empreendedores no Brasil com o Vale do Silício. E nessa de ajudar os empreendedores, o Brian Requarth, que é CEO do Viva Real, me procurou, falando que queria fazer uma rodada de investimento nos EUA. Eles já tinham alguns anjos, já tinha alguns investidores que tinham juntado antes, e agora estavam preparados para uma rodada um pouco maior. Nos EUA, comecei a fazer muitas apresentações para fundos distintos. E, em uma dessas apresentações, era a 500 Startups. Foi ali o começo da razão da minha entrada na carreira de investimento. Eles fizeram a rodada e acabaram fazendo uma rodada no tamanho de série A, aqui no Brasil. Depois fizeram em um estágio

Nov 22, 201736 min

Thomaz Srougi, CEO do dr. consulta. A democracia da saúde.

Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Filho de médico urologista, Thomaz Srougi é o fundador e CEO do dr. consulta. Ele fundou a primeira clínica da empresa em 2011, depois de uma carreira sólida no mercado financeiro (inclusive fora do país). O foco do projeto era atender a população de baixa renda, que sofre com a falta de infraestrutura médica no país. Três anos depois, o projeto estava validado e pronto para a nova fase, que era escalar para 45 clínicas pelo país e atender milhares de pessoas ao mesmo tempo. “SE A GENTE FOR TRATAR INDIVÍDUO NO HOSPITAL, A GENTE JÁ PERDEU. O QUE A GENTE ESTÁ FAZENDO É: CONSTRUINDO TODA ESTRUTURA PARA SE COLOCAR DO LADO DO PACIENTE, DE FORMA CONTINUADA.” Thomaz Srougi A tese de Thomaz e da cia é priorizar pacientes e médicos, num atendimento de alto nível a um preço acessível, que nunca vimos antes no país. É a verdadeira democracia da saúde. Num país onde 100 milhões de brasileiros não têm acesso a saúde, o dr. consulta é um dos maiores cases do setor e de empreendedorismo dos últimos anos. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Richistan, livro citado pelo Thomaz. Transcrição do episódio Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. “Se a gente for tratar indivíduos no hospital, a gente já perdeu. O que estamos fazendo é construir toda uma estrutura para se colocar do lado do paciente, de forma contínua ao longo vida dele, não só fazer um atendimento e acabar a relação. A gente quer proteger as pessoas, se colocar ao lado das pessoas para que elas possam, em alguns casos, envelhecer, mas de forma saudável.” Like a Boss: Para começar, eu queria que você descrevesse o que é o Dr. Consulta. Quem mora em São Paulo e trabalha com tecnologia, conhece bem. Mas, quem está por fora, em outra cidade, não tem ideia da dimensão e do que vocês estão querendo atacar. Como você define e qual é o serviço que o Dr. Consulta oferece? Thomaz Srougi: O Dr. Consulta é um companhia de gestão de saúde, desenvolvida em cima de centros médicos proprietários, de alta performance. Nós nos propomos a ajudar as pessoas a envelhecer de forma saudável. Hoje oferecemos consultas, em mais de 56 especialidades, com todos os tipos de especialistas. Todos médicos da Medicina da USP, UNIFESP, os melhores médicos do Brasil. Oferecemos exames de laboratório, exames de imagens e exames clínicos para subsidiar o diagnóstico médico e procedimentos de baixa complexidade. Hoje não realizamos cirurgias dentro dos centros médicos, mas realizamos cirurgias em hospitais parceiros. É isso que oferecemos. Quanto tempo tem o Dr. Consulta? Ele foi fundado em 2011. E qual problema você tentou atacar? Você passou por algum problema, para fazer uma consulta, para ter atendimento? A gente quer saber a experiência da fundação da empresa. Eu venho de uma família de médicos. Pai médico, irmão médico, sempre cresci dentro de hospitais. Participei de muita cirurgia de cachorro, porco. Então eu acompanhei e sei como é sofrida a vida do médico. Por outro lado, o médico trabalha muito e a população não tem atendimento. Há 7 anos eu descobri que 100 milhões de pessoas não têm acesso à saúde no Brasil. E depois eu descobri que esse é um problema global, não é só aqui. Tem alguma coisa errada nisso. São 100 milhões de brasileiros que não têm acesso à saúde? 100 milhões de pessoas. 150 milhões de pessoas dependem do SUS, 50 milhões tem plano de saúde. Daqueles que tentam acessar o sistema público de saúde, 100 milhões não conseguem dentro de 12 meses. Dos que conseguem, o acesso é pouco qualificado. E, mesmo quem tem plano de saúde, não conseguem acesso ao médico na hora que precisa. Então, do ponto de vista logístico, o sistema está completamente desestruturado. E, quando se para entender, o maior desafio que o Brasil tem hoje é o acesso. E o segundo maior desafio é o custo. Quando você consegue o acesso, o custo é muito caro. O Dr. Consulta se propõe a resolver isso. Queremos levar a melhor medicina do mundo para todos os brasileiros. Não importa renda, idade e sexo, é para todos. Hoje quantificamos riscos e indivíduos e ajudamos essas pessoas a neutralizar esses riscos e viverem da melhor forma possível. E o que diferencia a forma como vocês trabalham, que eu vejo muito como um marketplace, mas que tem uma estrutura física. É difícil encaixar a gente na caixinha. Isso, e me mostra que é um desafio, vocês envolvem espaço físico, marketplace, médicos… Na verdade, a gente sempre soube que saúde é dados. Não tem como dissociar saúde de coleta e utilização inteligente de dados. Mas sempre soubemos que hoje, no país, não existem provedores qualificados. Seja para permitir a experiência do paciente superior ao que tem hoje, ou para coletar dados e dispo

Nov 15, 201728 min

David Vélez, CEO do Nubank. A criação de um novo banco

Participe da nossa comunidade e tenha os melhores insights sobre empreendedorismo: http://bit.ly/Likeabossgrupo – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – David Vélez é o co-fundador e CEO do Nubank, a maior fintech brasileira. Vélez, antes de fundar a super fintech em 2013, era o principal investidor do fundo Sequoia no país. E fez uma transição não usual, largando a atribuição de investidor para ser um dos empreendedores mais admirados do Brasil. Numa espécie de luta de Davi x Golias, a empresa conseguiu, com uma estratégia de growth hacking e experiência do usuário, desafiar o modelo tradicional dos bancos na entrega de serviços financeiros. Especialmente no serviço de cartão de crédito. “SE É DIFÍCIL FAZER, É ÓTIMO QUE SEJA DIFÍCIL, POIS SÓ VOCÊ VAI CONSEGUIR FAZER”– David Vélez Recentemente, a empresa anunciou a NuConta, a conta digital da fintech para todo o mercado. O movimento foi um grande sinal para a revolução financeira que virá pela frente. David é o convidado do primeiro episódio do Like a Boss. Você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Spotify IOS (iPhone) Amazon Music Google Podcasts Deezer Grupo exclusivo ouvintes do Like a Boss: https://t.me/grupolikeaboss. Transcrição do episódio Este episódio foi transcrito e editado com apoio da Conta Simples, conta digital PJ e melhor plataforma brasileira focada em cartões corporativos. “Há quatro anos, quando comecei a falar que queria montar um banco sério, muita gente falava que era muito difícil, como se fosse ruim o fato de ser difícil. Eu achava ótimo que fosse difícil, porque se é difícil você conseguir fazer, só você vai fazer. Não vai ter concorrência.” David Vélez é CEO e fundador do Nubank. É formado em engenharia em Stanford e é o boss de hoje. Um convidado muito especial no 1º episódio da 1ª temporada do Like a Boss. Atenção​: logo abaixo você encontrará a transcrição do áudio da entrevista. Mas você também pode ouvir o Like a Boss nas plataformas: Like a Boss: David, eu li que você teve dificuldades para abrir uma conta telefônica e uma conta bancária quando chegou no Brasil. E veio daí a ideia de criar o Nubank. Não sei o quanto é história e o quanto é fábula. Queria que você falasse um pouco disso e, em especial, o que você acha de um empreendedor, como você, que cria um business para resolver um problema que ele mesmo teve. O quão importante é você passar pelo problema que quer resolver? David Vélez: Eu sempre quis empreender e, quando vim morar no Brasil com o chapéu de investidor, estava trabalhando para um fundo de investimento do Vale do Silício. Mas, cada vez que eu falava com algum empreendedor, eu pensava que queria ser igual a ele. Se ele conseguiu fazer isso, por que não eu? Então, muitas das ideias de investimento que a gente olhou, eu continuava pensando o que queria fazer. Sabia que sairia do fundo para empreender. No final de 2012 eu já tinha tomado a decisão. Tinha chegado o momento em que tinha aprendido o suficiente como investidor e realmente precisava ter a experiência de empreendedor. Estava caminhando no Brasil e pensando o que iria fazer, qual seria a teoria da startup. E realmente tive a experiência com o banco. Estava tentando abrir uma conta bancária e tive que ir cinco vezes ao banco. Cada vez que eu tinha que ir era a mesma experiência: deixar celular, deixar carteira, deixar chaves; deixar tudo para passar na porta à prova de balas, com um guarda armado olhando você; pega fila, aguardar 30 minutos para resolver qualquer problema. Então era uma frustração como consumidor. Eu não entendia o porquê as pessoas passavam por essa experiência. Por outro lado, eu tinha começado a estudar o mercado financeiro do Brasil, claramente aparecia como um dos mais rentáveis do mundo. Então, a pergunta que eu cheguei foi: como é possível que, no Brasil, os consumidores paguem algumas das maiores taxas bancárias do mundo e recebam essa experiência? É como se todos os consumidores aqui estivessem pagando por um ticket de primeira classe e estivessem viajando de ônibus. Essa foi a oportunidade que captou meu interesse. Foquei e mergulhei nela para entender bem, para saber como atacar, como criar um negócio relacionado a isso. A ideia foi sua de criar o Nubank? “Vou montar um serviço financeiro no Brasil”, foi sua a ideia? Começou com o geral, do serviço financeiro, até optar pelo serviço de cartão de crédito como ponto inicial? Foi sim. Eu entrei em um processo de entender quais os diferentes produtos, como seria para começar a parte regulatória. Eu falei com muitas pessoas do mercado e muitos ex-presidentes de bancos. Todos me falavam que era impossível. Falavam que eu, como estrangeiro, não entendia do Brasil. Aqui não dava para começar um banco do zero. Um ex-presidente de banco me falou que aqui não tinha internet e que era muito devagar. E, no

Nov 8, 201731 min