
Deixar o Mundo Melhor
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Um Homem à Frente do Seu Tempo: Francisco Pinto Balsemão
bonusEm dia de aniversário, o Expresso publica na íntegra o áudio da apresentação do livro 'Um homem à frente do seu tempo'. Numa sentida homenagem a Francisco Pinto Balsemão, família, amigos, autores e figuras públicas estiveram reunidos para celebrar o legado de um dos grandes pioneiros da democracia e dos media em Portugal. A conversa, moderada por Francisco Pedro Balsemão, contou com intervenções de José Manuel Durão Barroso, Ângela Silva e Henrique Raposo, que partilharam memórias e reflexões sobre a vida e a curiosidade intelectual de Balsemão. A sessão aconteceu na tarde de 17 de dezembro de 2025. Um Homem à Frente do Seu Tempo foi publicado pela Avenida da Liberdade Editores.See omnystudio.com/listener for privacy information.

“Muitos dos valores que as pessoas conhecem também procurou sempre transmitir em casa”: Francisco Pinto Balsemão nas palavras de Francisco Pedro Balsemão
bonus"Houve alturas em que esteve para desistir e não desistiu. Manteve-se sempre até ao fim a lutar no que acreditava que era a liberdade", conta Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo Impresa e autor do podcast Geração 80, nas suas primeiras declarações públicas sobre o falecimento de Francisco Pinto Balsemão, pai, marido, avô, jornalista, empreendedor e fundador do Expresso e da SIC. "Hoje vi aqui muitos sorrisos, mas vi muitas lágrimas também. É gratidão que nos vai na alma pela onda de agradecimento das pessoas pelo que Francisco Pinto Balsemão fez pelo país", relata o CEO da Impresa sobre a figura histórica, ex-primeiro-ministro de Portugal, e sobre "um pai que sempre quis que os filhos fossem unidos, fortes e divertidos, à imagem dele". Sempre à frente do seu tempo e na vanguarda das novas tecnologias aplicadas ao jornalismo e à liberdade de imprensa, era "a pessoa mais antiga da empresa, mas era a pessoa mais curiosa e aquele que mais nos desafiava, mais exigia de nós para pensarmos de forma mais universal e abrangente", considera Francisco Pedro. "Temos muito orgulho dele", relembra o filho mais novo de Francisco Pinto Balsemão, em direto na SIC Notícias, sobre o legado do fundador da Impresa, falecido a 21 de outubro de 2025, aos 88 anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Francisco Pinto Balsemão (1937-2025): “Não me apetece morrer, mas estou consciente de que o meu comboio está a chegar à estação. Estou preparado para isso”
bonusNasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1937 e foi no jornalismo e na comunicação que, verdadeiramente, se encontrou a nível profissional: "Ainda hoje me considero jornalista. Tenho carteira profissional, tenho muito orgulho em tê-la, e tem o número 18" disse, em janeiro de 2023, o fundador do Expresso e da SIC ao diretor do semanário, João Vieira Pereira. Deixou-nos hoje, dia 21 de outubro de 2025. Estreou-se nestas lides no vespertino Diário Popular, "um jornal que infelizmente já desapareceu", do qual era acionista o seu tio Francisco Pinto Balsemão. Nascido em berço de ouro, mas ciente das responsabilidades sociais que isso lhe dava, o Conselheiro de Estado Francisco José Pereira Pinto Balsemão começou na política como deputado da Ala Liberal nos últimos anos do Estado Novo e, depois do 25 de Abril de 1974, fundador do PSD, deputado na Assembleia Constituinte e na Assembleia da República. Tornou-se primeiro-ministro depois da morte trágica de Francisco Sá Carneiro: "Foi um dos momentos mais tristes, mais trágicos, mais difíceis da minha vida. Tive de o enfrentar, e acho que fiz tudo o que podia para saber enfrentá-lo". Desta fase da vida política portuguesa, orgulha-se da "revisão Constitucional de 1982 e do avanço decisivo que conseguimos nas negociações para a entrada de Portugal na Europa".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Memórias de Francisco Pinto Balsemão: Introdução
trailer'Memórias' é uma janela aberta para a vida de Francisco Pinto Balsemão e uma visita guiada pelo seu caminho e pela sua obra. Editado pela agência de inovação Instinct a partir da voz de Francisco Pinto Balsemão, contou com sonoplastia de João Luís Amorim, coordenação de Mónica Balsemão e Joana Beleza e direção de João Vieira Pereira. Baseado na obra homónima publicada pela Porto Editora, teve ainda a participação especial de Clara de Sousa. Todo o livro é reproduzido em quatro temporadas de podcast, num total de 24 episódios. Oiça aqui o trailer e subscreva o podcast. See omnystudio.com/listener for privacy information.

S1 Ep 12A Próxima Vaga. A Inteligência Artificial veio mesmo para ficar, mas vamos poder confiar totalmente nela?
bonusArlindo Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico, autor de várias obras sobre tecnologia e consultor científico deste podcast, faz um ponto de situação sobre os avanços atuais na Inteligência Artificial e as grandes pistas abertas neste campo de inovação e disrupção. Oiça aqui a conversa com Francisco Pinto Balsemão, originalmente publicada a 12 de abril de 2024. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 11A Próxima Vaga. Segurança nacional e Inteligência Artificial: como podemos controlar uma máquina que é capaz de aprender e de ultrapassar os humanos?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. A inteligência artificial (IA) tem se desenvolvido rapidamente nos últimos anos, com inúmeras oportunidades para a sociedade, mas também grandes desafios e preocupações, especialmente quando se trata da segurança dos países. A IA pode potencialmente melhorar a eficiência das operações de segurança, ajudar na identificação de ameaças e até mesmo antecipar ataques, mas estes sistemas de IA também podem cometer erros fatais, facilitar a existência de ataques cibernéticos avançados e dar lugar a armamento autónomo, sem controlo humano. Quais são as implicações éticas e legais dos avanços da IA na segurança nacional? E como podemos equilibrar a necessidade de segurança e vigilância com a privacidade dos cidadãos? Para responder a estas e outras questões sobre tecnologia, inovação e regulamentação da IA foram convidados do podcast A Próxima Vaga o Almirante Henrique Gouveia e Melo e Pedro Domingos, professor de Ciências da Computação na Universidade de Washington, nos EUA, e autor do livro 'O Algoritmo Mestre'. Oiça aqui o último episódio de Francisco Pinto Balsemão, originalmente publicado a 28 de março de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 10A Próxima Vaga. Banca e Inteligência Artificial: os algoritmos podem levar-nos a decisões injustas na análise de crédito ou outros processos bancários?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. A integração da Inteligência Artificial (IA) na banca já está a acontecer e enfrenta uma série de desafios importantes, na área da regulamentação, segurança e transparência. Neste como noutros setores, é essencial estabelecer normas que garantam a ética e a responsabilidade no uso da IA, além de proteger a privacidade dos clientes e dos seus dados financeiros. A adoção generalizada da IA na banca requer a confiança dos clientes e para isso é preciso garantir que a análise de grandes volumes de dados por esta tecnologia seja imparcial e favoreça a igualdade de oportunidades. Algumas das grandes questões neste domínio são: como é que a IA pode melhorar a experiência do cliente no setor bancário? Quais são os riscos associados ao uso da IA na tomada de decisões financeiras importantes e como é que esses riscos podem ser mitigados? Que funções e processos podem ser automatizados e quais são as possíveis consequências para os funcionários bancários? Para responder a estas e outras perguntas foram convidadas Isabel Guerreiro, Engenheira Informática e de Computadores, responsável pelos pelouros pelouros da Transformação, IT e área comercial do Banco Santander Portugal, e Madalana Talone, administradora executiva da Caixa Geral de Depósitos, com responsabilidade pelas áreas de Transformação, Inteligência Artificial, Tecnologia e Sistemas de Informação, Banca Digital e Operações. O 10º debate do podcast 'A Próxima Vaga' foi moderado por Francisco Pinto Balsemão, originalmente publicado a 21 de março de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 9A Próxima Vaga. Direito e Inteligência Artificial: como é que se pode legislar um 'alvo' em movimento e constante evolução como o robô?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. À medida que a IA se torna mais omnipresente em vários setores, surgem desafios e preocupações que exigem a implementação de leis e regulamentos específicos para estruturar a sua utilização. A legislação deve abordar questões de responsabilidade legal em casos de danos ou consequências adversas causadas por sistemas de IA, o que envolve a definição de responsabilidades para os fabricantes, programadores e utilizadores de sistemas de IA. Mas como criar leis para uma matéria em constante mutação e evolução? A União Europeia tem sido pioneira nesta matéria e os eurodeputados debatem esta terça-feira, 12 de março, e vão aprovar na quarta-feira o acordo que estabelece obrigações para a inteligência artificial (IA) com base no seu potencial risco e nível de impacto. Para nos falar sobre isto mas também sobre até que ponto a inteligência artificial pode substituir o trabalho humano no setor jurídico e como podemos garantir a transparência e a responsabilidade na tomada de decisões automatizadas, foram convidadosa eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques, licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e doutorada em Economia pela Faculdade de Economia da mesma universidade, e Luís Barreto Xavier, professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, onde leciona e investiga nas áreas de Direito Internacional Privado e do Direito Digital (desde 2019, leciona uma disciplina de Direito da Inteligência Artificial (IA) na licenciatura). Oiça aqui o debate moderado por Francisco Pinto Balsemão. Este é o 9º de 11 episódios dedicados ao impacto da Inteligência Artificial em diversos setores da sociedade, originalmente publicado a 14 de março de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 8A Próxima Vaga. Ética e Inteligência Artificial: como podemos garantir que esta tecnologia é usada para o bem da Humanidade e não para fins maliciosos?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. À medida que a inteligência artificial continua a evoluir, é preciso garantir que seja desenvolvida e implementada de forma responsável, tendo em conta o a responsabilidade e o bem-estar humano. Mas como podemos equilibrar a autonomia dos sistemas de IA com o controlo humano? E como podemos garantir a transparência dos algoritmos para evitar decisões injustas? Para responder a estas e outras perguntas, foram convidados a Professora Catedrática de Ética, Maria do Céu Patrão Neves, Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, perita em ética e avaliadora de projetos pela Comissão Europeia, e ainda Afonso Seixas Nunes, padre jesuíta, professor de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Saint Louis nos EUA e especialista em Direito Internacional e Direito da Guerra. Oiça aqui o oitavo episódio do podcast A Próxima Vaga, moderado por Francisco Pinto Balsemão, originalmente publicado a 1 de março de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 7A Próxima Vaga. Media e Inteligência Artificial: como é que o jornalismo sobrevive na era dos 'deepfakes' e da fragmentação do consumo digital?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. Muitos orgãos de comunicação social já estão a usar a inteligência artificial (IA), tanto na transcrição e tradução de entrevistas como na criação de notícias simples e objetivas com o uso de dados estatísticos. A IA tem uma enorme capacidade para analisar grandes volumes de dados e, nesse sentido, pode ajudar a acelerar o processo de produção de notícias, permitindo que os jornalistas acedam a informações relevantes mais rapidamente, realizem análises de dados complexas com mais eficiência e venham até a personalizar a entrega de notícias aos leitores com base nos seus interesses e preferências. Mas nesta era dos algoritmos, são várias as questões éticas que se levantam: como podemos garantir a transparência e a responsabilidade no uso da IA no jornalismo? Como é que a IA pode ajudar na verificação de factos e na detecção de notícias falsas? E até que ponto a IA pode substituir os jornalistas humanos na produção de notícias? Para responder a estas e outras perguntas, foram convidados Isabel Trancoso, professora catedrática do Técnico, especialista em 'processamento da língua natural', e Ricardo Costa, diretor-geral de Informação da Impresa (Expresso e SIC). Oiça aqui o sétimo episódio do podcast A Próxima Vaga, com moderação de Francisco Pinto Balsemão, originalmente publicado a 29 de fevereiro de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 6A Próxima Vaga. Arte e Inteligência Artificial: o grande artista do futuro não será humano?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. A inteligência artificial (IA) está a invadir o campo da criatividade, da cultura e das artes, com grande impacto neste mercado de trabalho. Encarada por uns como uma ferramenta poderosa que amplia a criatividade humana, outros têm preocupações sobre a perda de singularidade e autenticidade na arte. A IA é capaz de ser criativa? Ou a criatividade é um traço exclusivamente humano? As obras de arte geradas por IA têm o mesmo valor que as criadas por artistas humanos? O uso desta ferramenta vai ampliar a diversidade artística ou pode levar à sua redução? Para responder a estas e muitas outras perguntas, foram convidados Leonel Moura, artista pioneiro na aplicação da Robótica e da Inteligência Artificial na arte, e Penousal Machado, docente do Departamento de Informática da Universidade de Coimbra e investigador do CISUC (Centro de Informática e sistemas da Universidade de Coimbra e LASI (Laboratório Associado de sistemas Inteligentes), especialista em Computação Evolutiva, Criatividade Computacional, Inteligência Artificial e Visualização da Informação. Episódio originalmente publicado a 22 de fevereiro de 2024. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 5A Próxima Vaga. Indústria e Inteligência Artificial: o que vão fazer os trabalhadores humanos em ambientes de trabalho cada vez mais automatizados?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. Com o avanço da IA, muitos trabalhadores temem a substituição dos seus empregos por tecnologia. A colaboração com máquinas muitas vezes requer que os trabalhadores aprendam novas habilidades e competências e isso pode ser desafiador para aqueles que estão acostumados a métodos de trabalho mais tradicionais. Como é que a inteligência artificial pode impactar o mercado de trabalho e as taxas de emprego na indústria? A IA pode ser usada para melhorar as condições de trabalho, aumentar a eficiência, a produtividade e potencialmente criar novos tipos de empregos na indústria? Para responder a estas perguntas, Francisco Pinto Balsemão convidou José Teixeira, empresário e administrador de diversas empresas do DST Group, e Paulo Dimas, Vice-Presidente de Inovação da Unbabel e CEO do Centro para IA Responsável, um consórcio liderado pela Unbabel formado por startups, centros de investigação e líderes de indústria com a missão de criar a próxima geração de produtos de IA baseados nos princípios e tecnologias da IA Responsável. Oiça aqui o quinto episódio do podcast A Próxima Vaga, dedicado ao impacto da IA na Indústria e na Sustentabilidade, originalmente publicado a 15 de fevereiro de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 4A Próxima Vaga. Mobilidade e Inteligência Artificial: os veículos autónomos já andam aí, mas até que ponto vão conseguir alterar a indústria dos transportes?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. A inteligência artificial já está a mudar a mobilidade, com o uso de algoritmos que conseguem analisar uma grande quantidade de dados, prever congestionamentos e sugerir rotas alternativas. O caminho para os veículos autónomos está aberto, com a chegada ao mercado de carros cheios de sensores, câmaras e radares, que permitem tomar decisões em tempo real, como a velocidade adequada e a mudança de faixa. No futuro vamos todos deixar de conduzir? Oiça aqui o debate com Joana Baptista, vereadora da câmara de Oeiras, e João Barros, engenheiro e empresário nesta área, moderado por Francisco Pinto Balsemão no quarto episódio do podcast A Próxima Vaga, originalmente publicado a 8 de fevereiro de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 3A Próxima Vaga. Ensino e Inteligência Artificial: os chatbots vão tornar os alunos mais preguiçosos e com menos pensamento crítico?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. A inteligência artificial (IA) vai ter um impacto significativo no ensino do futuro e uma das principais áreas é a personalização da aprendizagem. Os modelos de linguagem de larga escala podem analisar os dados dos alunos e adaptar o conteúdo e as estratégias de ensino de acordo com as necessidades individuais de cada estudante. A educação será cada vez mais personalizada e adequada ao ritmo e às capacidades de cada um, mas estes avanços trazem também desafios e riscos. Os assistentes virtuais vão tornar os alunos mais preguiçosos? Para Goreti Marreiros, presidente da Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial (APIA), e Ana Paiva, professora catedrática de IA, é importante garantir que a implementação desta tecnologia no ensino seja feita de forma ética e responsável. A equidade no acesso e a necessidade de manter uma presença humana nos processos de educação são essenciais para garantir a interação e o desenvolvimento do espírito crítico dos alunos. Oiça aqui o terceiro debate do podcast A Próxima Vaga, moderado por Francisco Pinto Balsemão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 2A Próxima Vaga. Medicina e Inteligência Artificial: o médico do futuro será um robô?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. A Inteligência Artificial começa a ter um impacto significativo na medicina e tudo indica que vai permitir diagnósticos cada vez mais precisos e personalização de tratamentos, graças à análise de grandes volumes de dados médicos a alta velocidade. Mas será que os modelos de linguagem de larga escala só vão ajudar a melhorar a prestação de serviços de saúde? Os médicos correm o risco de virem a ser substituídos completamente pelas máquinas? Mário Figueiredo, Professor Catedrático de Engenharia Electrotécnica e de Computadores no Instituto Superior Técnico, especialista em aprendizagem automática, optimização e processamento de sinais, e Miguel Nobre Menezes, médico cardiologista no Hospital de Santa Maria e doutorando na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa com o Projecto “Inteligência Artificial Aplicada à Coronariografia e Fisiologia Coronária”, respondem a estas e outras perguntas sobre a revolução que a IA está a operar na área da Medicina. A moderação esteve a cargo de Francisco Pinto Balsemão. Oiça aqui o debate na íntegra, originalmente publicado a 25 de janeiro de 2024. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ep 1A Próxima Vaga por Francisco Pinto Balsemão. Geopolítica e Inteligência Artificial: esta tecnologia vai alterar a ordem mundial?
Este verão o Expresso recupera o melhor do primeiro semestre de 2024: oiça aqui o podcast de Francisco Pinto Balsemão sobre Inteligência Artificial. A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia emergente e é difícil prever como irá afetar a ordem mundial a longo prazo, mas com aquilo que se sabe hoje é possível afirmar que a IA tem o potencial de alterar de forma profunda o equilíbrio de poder global e a dinâmica entre as grandes potências mundiais. No futuro, os países que liderarem o desenvolvimento da IA terão uma vantagem significativa na competição geopolítica? E até que ponto é que os modelos de linguagem de larga escala podem ser usados para fins militares ou para promover a desigualdade social? Estas e outras questões são respondidas neste episódio pelos convidados Arlindo Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico e autor de várias obras sobre tecnologia e sociedade, e Miguel Poiares Maduro, professor de Direito e ex-ministro. A moderação esteve a cargo de Francisco Pinto Balsemão. Oiça aqui o debate na íntegra, originalmente publicado a 18 de janeiro de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Francisco Pinto Balsemão
Nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1937 e foi no jornalismo e na comunicação que, verdadeiramente, se encontrou a nível profissional: "Ainda hoje me considero jornalista. Tenho carteira profissional, tenho muito orgulho em tê-la, e tem o número 18" diz, aos 85 anos, o fundador do Expresso e da SIC. Estreou-se nestas lides no vespertino Diário Popular, "um jornal que infelizmente já desapareceu", do qual era acionista o seu tio Francisco Pinto Balsemão. Nascido em berço de ouro, mas ciente das responsabilidades sociais que isso lhe dava, o Conselheiro de Estado Francisco José Pereira Pinto Balsemão começou na política como deputado da Ala Liberal nos últimos anos do Estado Novo e, depois do 25 de Abril de 1974, fundador do PSD, deputado na Assembleia Constituinte e na Assembleia da República. Tornou-se primeiro-ministro depois da morte trágica de Francisco Sá Carneiro: "Foi um dos momentos mais tristes, mais trágicos, mais difíceis da minha vida. Tive de o enfrentar, e acho que fiz tudo o que podia para saber enfrentá-lo". Desta fase da vida política portuguesa, orgulha-se da "revisão Constitucional de 1982 e do avanço decisivo que conseguimos nas negociações para a entrada de Portugal na Europa". O único português com assento no Clube de Bildeberg é um verdadeiro homem dos sete instrumentos - incluindo umas incursões pela bateria e pelo piano - tem horror ao desperdício, não esquece o nome de quem traiu a sua confiança, gosta de jogar golfe e de aprender, gostava de ter tempo para ler mais romances e poesia, e sente que ainda tem "muito para fazer e para dar".See omnystudio.com/listener for privacy information.

António Costa (1ª parte)
Nasceu em Lisboa a 17 de julho de 1961, filho do poeta e escritor comunista Orlando da Costa e da jornalista Maria Antónia Palla que, desde cedo, se destacou na luta pelos direitos das mulheres. António Luís dos Santos Costa, 'babush' para a família e amigos muito antigos, recorda com saudade a "experiência extraordinária" que viveu no ciclo preparatório no Conservatório Nacional: "A escola era perto de casa e os meus pais queriam que eu tivesse educação musical, mas eu preferia jogar futebol. Não aprendi nenhum instrumento, um desperdício." Adolescente de Abril, andou na rua "a ver a Revolução, o Caso República foi a primeira manifestação do PS" em que participou, pouco depois de ter acompanhado o pai a um comício de apoio ao general Vasco Gonçalves e não ter gostado do "ar quase religioso" com que os comunistas cantavam o Avante. Criado entre o Bairro Alto e São Mamede, andou de autocarro pela primeira vez quando se inscreveu na Faculdade de Direito de Lisboa. Foi aluno do atual Presidente e, Marcelo Rebelo de Sousa, deu-lhe um 17, a melhor nota que teve na licenciatura. Foi monitor na Faculdade, fez o estágio de advocacia no escritório de Jorge Sampaio e Vera Jardim - do qual era sócio o seu tio, Jorge Santos - mas cedo guinou para a política, sua verdadeira motivação, para a qual está talhado com uma vocação instintiva. Foi deputado, eurodeputado, líder parlamentar do PS - função da qual não gostou - mas adora "funções executivas". "Adorei ser presidente da Câmara, adorei ser ministro da Justiça, adorei ser ministro de Estado e da Administração Interna. Gosto muito das funções que atualmente exerço, portanto, tenho tido felicidade", confessa o primeiro-ministro. "Se os calendários eleitorais se cumprirem trabalharei com um terceiro Presidente", afirma. O futuro político será público quando o laico, intuitivo e hábil negociador António Costa achar oportuno anunciá-lo. O atual mandato é para cumprir até ao fim, garante o primeiro-ministro. Nota: esta entrevista foi gravada a 21 de dezembro de 2022.See omnystudio.com/listener for privacy information.

António Costa (2ª parte)
Nasceu em Lisboa a 17 de julho de 1961, filho do poeta e escritor comunista Orlando da Costa e da jornalista Maria Antónia Palla que, desde cedo, se destacou na luta pelos direitos das mulheres. António Luís dos Santos Costa, 'babush' para a família e amigos muito antigos, recorda com saudade a "experiência extraordinária" que viveu no ciclo preparatório no Conservatório Nacional: "A escola era perto de casa e os meus pais queriam que eu tivesse educação musical, mas eu preferia jogar futebol. Não aprendi nenhum instrumento, um desperdício." Adolescente de Abril, andou na rua "a ver a Revolução, o Caso República foi a primeira manifestação do PS" em que participou, pouco depois de ter acompanhado o pai a um comício de apoio ao general Vasco Gonçalves e não ter gostado do "ar quase religioso" com que os comunistas cantavam o Avante. Criado entre o Bairro Alto e São Mamede, andou de autocarro pela primeira vez quando se inscreveu na Faculdade de Direito de Lisboa. Foi aluno do atual Presidente e, Marcelo Rebelo de Sousa, deu-lhe um 17, a melhor nota que teve na licenciatura. Foi monitor na Faculdade, fez o estágio de advocacia no escritório de Jorge Sampaio e Vera Jardim - do qual era sócio o seu tio, Jorge Santos - mas cedo guinou para a política, sua verdadeira motivação, para a qual está talhado com uma vocação instintiva. Foi deputado, eurodeputado, líder parlamentar do PS - função da qual não gostou - mas adora "funções executivas". "Adorei ser presidente da Câmara, adorei ser ministro da Justiça, adorei ser ministro de Estado e da Administração Interna. Gosto muito das funções que atualmente exerço, portanto, tenho tido felicidade", confessa o primeiro-ministro. "Se os calendários eleitorais se cumprirem trabalharei com um terceiro Presidente", afirma. O futuro político será público quando o laico, intuitivo e hábil negociador António Costa achar oportuno anunciá-lo. O atual mandato é para cumprir até ao fim, garante o primeiro-ministro. Nota: esta entrevista foi gravada a 21 de dezembro de 2022.See omnystudio.com/listener for privacy information.

António Guterres
Nasceu em Lisboa a 30 de abril de 1949, aprendeu a ler antes de entrar para a escola, matriculou-se no Instituto Superior Técnico decidido a ser investigador em Física, mas abandonou esse sonho no final da década de 60 do século passado com o trabalho de "ação social em três bairros da Alta de Lisboa - Valeira, Calçada e Bacalhau. Foi um choque profundo constatar níveis de miséria chocantes. Essa experiência criou-me um sentido de obrigação moral, depois de ver que uma parte substancial da população do país vivia em condições horríveis. Senti que poderia ser mais útil a fazer outras coisas. Foi assim que fiz a viragem para a política". Filiou-se no Partido Socialista poucos dias depois do 25 de Abril de 1974, e foi um grande organizador de manifestações nos tempos do PREC: "Aparecíamos às 17h00 junto à estação do Rossio, tapávamos a ligação entre o Rossio e os Restauradores, o pessoal começava a acumular-se para poder ir para o Metro ou para a estação, e nós começávamos a fazer discursos com megafones, a dizer que os comunistas iam fazer isto ou aquilo, e que era preciso irmos todos a Belém". Depois disso foi deputado, secretário-geral do Partido Socialista, primeiro-ministro, presidente da Internacional Socialista, Alto-Comissário para os Refugiados e Secretário-Geral das Nações Unidas, entre outros cargos. Católico, humanista, António Guterres, diz que ser Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados lhe permitiu "estar permanentemente em contacto com o terreno, ir aos pontos onde as pessoas estão em situações terríveis, tomar decisões que se traduzem em vidas salvas, crianças nas escolas, resposta a surtos de fome". "A única parte do meu futuro que me preocupa é acabar este mandato não apenas evitando o pior, mas tentando lançar as bases para que seja possível um multilateralismo mais eficaz do que aquele que temos hoje", abrindo assim o caminho para a paz e o fim da guerra.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Graça Freitas
Nasceu no Huambo a 26 de agosto de 1957 e foi uma presença constante em casa dos portugueses nos tempos duros da pandemia, quando (quase) todos temíamos a propagação do coronavírus. A médica Maria da Graça Gregório de Freitas gosta de ser tratada por Graça - "quando muito Dra. Graça" - não tem planos para o futuro e só gosta de "olhar para o passado colhendo o melhor" que lhe aconteceu, mas sem se demorar muito "porque o passado é passado". O curso de Medicina foi a sua terceira escolha, embora nunca tenha tentado concretizar nenhuma das duas primeiras opções em que pensou. Terminado o liceu matriculou-se na Faculdade de Medicina de Luanda, onde frequentou o primeiro ano. O curso dos acontecimentos ditou a vinda da família para Lisboa e foi nesta cidade que concluiu a licenciatura e fez a especialidade em Saúde Pública. Define-se como uma servidora pública, diz que se deu bem com o Almirante Gouveia e Melo na gestão da pandemia, porque ele coordenava a logística e ela (ou os seus serviços) decidiam o que a ciência deve decidir: "Portugal está bastante bem servido nas suas instituições públicas e privadas. Temos capacidade instalada para fazer face a crises como a que aconteceu". Apesar do balanço do passado recente ser positivo, a Dra. Graça deixa um alerta: "A grande prioridade é prepararmo-nos para as grandes mudanças que iremos enfrentar. Temos pela frente um enorme desafio demográfico com a questão do envelhecimento. É preciso perceber como se comportam as pessoas perante mudanças tão rápidas, tentar perceber o que a sociedade quer, até onde está disposta a ir para defender a saúde pública. Devíamos ter tempo para parar e pensar, para aprender lições com esta pandemia de forma a podermos estar mais preparados para a próxima".See omnystudio.com/listener for privacy information.

José Milhazes
Nasceu na Póvoa de Varzim a 2 de outubro de 1958, quando era criança queria ser padre missionário, frequentou o Seminário dos Combonianos durante três anos, mas um dia teve um sonho com Deus e Deus mandou-o sair do seminário: "Obedeci ao que Deus mandou., no dia seguinte fiz as malas e fui-me embora". O 25 de Abril de 1974 já tinha acontecido quando José Manuel Milhazes Pinto se matriculou no Liceu Eça de Queirós e aderiu à União dos Estudantes Comunistas. A militante do PCP, Helena Medina - mãe do ministro Fernando Medina - abriu-lhe a porta de um novo sonho, quando lhe perguntou se queria ir estudar para um país socialista. O rapaz aceitou sem hesitar e sem saber qual seria o destino. Fez a mala e partiu para Moscovo "no dia 10 de setembro de 1977, com a ideia de que seria possível construir uma sociedade melhor". Não encontrou o paraíso em Moscovo, mas conheceu a mulher com quem casou numa festa na residência de estudantes: "Só por isso valeu a pena ter ido para a União Soviética". Licenciou-se em História, estudou marxismo científico, assistiu ao colapso da União Soviética e, por causa do jornalismo, viveu na Rússia até 2015, ano em que regressou a Portugal. Passou uns maus bocados porque o trabalho escasseava e "tinha de dar de comer à família", mas a sorte bafejou-o no difícil ano de 2022, dez dias antes de começar a guerra da Ucrânia: "Publiquei "A Mais Breve História da Rússia", que deveria ter saído mais cedo, mas atrasou por causa da pandemia. Acabou por sair no momento certo, e fiquei muito surpreendido quando vi o livro no top durante muitas semanas". Ao sucesso do livro sucedeu-se o do programa que faz na SIC com Nuno Rogeiro e, aos 64 anos, o jornalista das barbas espessas e voz tonitruante começou uma nova etapa do seu caminho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ramos-Horta (1ª parte)
Nasceu em Díli a 26 de dezembro de 1949, mas era bebé quando o levaram para a remota aldeia de Laclubar onde ninguém comunicava em português. Filho de uma timorense e de um filho de um sargento português que foi deportado para Timor pelo regime de Salazar, em 1936, na sequência da Revolta dos Marinheiros (Lisboa) contra o Estado Novo e a Guerra Civil de Espanha. O atual Presidente de Timor-Leste diz que "Xanana é o pai da pátria" timorense e sem ele "não teríamos um Timor independente". José Manuel Ramos-Horta aprendeu a falar português aos sete anos na Missão Católica de Soibada, fez o Liceu em Díli e quis ser jornalista. A história trocou-lhe as voltas e, aos 25 anos, já era ministro dos Negócios Estrangeiros do autoproclamado governo da Fretilin após uma declaração unilateral de independência de Timor-Leste, em 1975. No início de dezembro desse mesmo ano, a poucos dias da invasão indonésia, deixou Timor para um longo período de exílio, que repartiu entre Portugal, a Austrália e os Estados Unidos. Foi porta-voz da resistência entre 1975 e 1999, Prémio Nobel da Paz, em 1996 - com o bispo Dom Xímenes Belo -, ministro dos Negócios Estrangeiros depois da independência em 2002, primeiro-ministro, Presidente da República entre 2007 e 2012, eleito em 2022 para um novo mandato. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ramos-Horta (2ª parte)
Nasceu em Díli a 26 de dezembro de 1949, mas era bebé quando o levaram para a remota aldeia de Laclubar onde ninguém comunicava em português. Filho de uma timorense e de um filho de um sargento português que foi deportado para Timor pelo regime de Salazar, em 1936, na sequência da Revolta dos Marinheiros (Lisboa) contra o Estado Novo e a Guerra Civil de Espanha. O atual Presidente de Timor-Leste diz que "Xanana é o pai da pátria" timorense e sem ele "não teríamos um Timor independente". José Manuel Ramos-Horta aprendeu a falar português aos sete anos na Missão Católica de Soibada, fez o Liceu em Díli e quis ser jornalista. A história trocou-lhe as voltas e, aos 25 anos, já era ministro dos Negócios Estrangeiros do autoproclamado governo da Fretilin após uma declaração unilateral de independência de Timor-Leste, em 1975. No início de dezembro desse mesmo ano, a poucos dias da invasão indonésia, deixou Timor para um longo período de exílio, que repartiu entre Portugal, a Austrália e os Estados Unidos. Foi porta-voz da resistência entre 1975 e 1999, Prémio Nobel da Paz, em 1996 - com o bispo Dom Xímenes Belo -, ministro dos Negócios Estrangeiros depois da independência em 2002, primeiro-ministro, Presidente da República entre 2007 e 2012, eleito em 2022 para um novo mandato. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Henrique Gouveia e Melo
Nasceu em Quelimane, no Norte de Moçambique, a 21 de novembro de 1960, e nunca sonhou ser outra coisa que não um militar no ativo. A pandemia da Covid-19 trocou-lhe as voltas e Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo enfrentou o imenso desafio de organizar e vacinar cidadãos para lutarem contra um vírus invisível que amedontrou novos e velhos e (quase) paralisou o mundo. É possível que o homem que escolheu tripular submarinos por serem o maior desafio que a Marinha lhe poderia colocar encare a política como uma viagem nestas embarcações, em que "o espaço é estreito e há sempre muita gente". O ponderado Almirante sabe que o sucesso granjeado pelo sucesso da campanha de vacinação corresponde a um momento da sua história pessoal e da história do país, e é perentório a afirmar: "Nunca desejei nenhum cargo político. Mas houve uma altura que pensei que a minha vida militar poderia terminar e, entre as hipóteses, poderiam estar hipóteses políticas. Não se materializaram, continuei a ser militar, e estou contente. Quanto às sondagens, acho que manifestam a memória que a população tem do processo de vacinação. Confundir isso com uma ação política alargada parece-me perigoso".See omnystudio.com/listener for privacy information.

D. Manuel Clemente
Nasceu em Torres Vedras a 16 de julho de 1948, frequentou boas escolas, matriculou-se na Faculdade de Direito de Lisboa mas rapidamente percebeu que preferia o curso de História, mudou para a Faculdade de Letras, licenciou-se em História um ano depois de ingressar no Seminário dos Olivais (1973), numa época em que a procura destas instituições de ensino estava em franco declínio. Manuel José Macário do Nascimento Clemente fez escutismo, trabalhou nas paróquias, foi padre, doutorou-se em Teologia, colaborou com a Rádio Renascença, presidiu à Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais (2005 - 2011), o Papa Bento XVI confirmou-o como Bispo do Porto, e agora é o 17º Cardeal Patriarca de Lisboa. O homem que (quase) todos conhecem por D. Manuel Clemente, procura consensos e fintar as polémicas. Tem fé na "solidariedade", porque "isto tem de chegar para todos", e alerta que as Jornadas da Juventude em 2023 poderão criar problemas de alojamento, porque "em termos logísticos não temos capacidade de alojamento, alimentação e transporte para muito mais" do que um milhão de pessoas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fernando Santos
Nasceu em Lisboa a 10 de outubro de 1954, cresceu na Penha de França e começou a jogar futebol muito cedo, aos 15 anos "já tinha carteira de montador eletricista", inscreveu-se no Instituto Industrial, o 25 de Abril criou condições para acabar com o ensino médio e, Fernando Manuel Fernandes da Costa Santos, acabou licenciado em Eletrónica e Telecomunicações no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. O treinador da Seleção Nacional que em 2016 deu uma alegria coletiva aos portugueses - quando Portugal venceu o Campeonato Europeu de Futebol - está totalmente concentrado no Mundial de 2022, onde a Seleção portuguesa é uma das 32 equipas que participam na competição, e se realiza entre 20 de novembro e 18 de dezembro no Catar. O seguro morreu de velho e o treinador avisa que como "o Mundial este ano é em dezembro, as dificuldades são muitas".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vhils
Nasceu no Hospital de Santa Maria em Lisboa, em 1987, e começou a desenhar na Margem Sul: "Eu era um bocado introspetivo, desenhava muito, divertia-me imenso a fazer aquilo, sem nunca pensar que, uns anos mais tarde, iria começar a pintar nessas paredes. Comecei por desenhar no papel desde pequeno. O graffiti só apareceu pelos meus 12 ou 13 anos, com os meus colegas". Os pais de Alexandre Farto eram trotskistas, o que o fez ouvir muitas conversas que lhe trouxeram "consciência social. Os meus pais são de uma geração que migrou do Alentejo – de Marvão – para a periferia de Lisboa, e a Margem Sul era o sítio mais barato para viver na zona de Lisboa. Foram para o Seixal, Pinhal de Frades, onde ainda havia estradas de terra batida. Ainda me lembro de encontrar uma massa e fazer uma mistura e tentar desenhar numa parede". O acaso brindou-o com as professoras certas no momento certo, "foi com elas que percebi que poderia dar um salto, que comecei a experimentar novas técnicas e processos. Havia artistas muito ligados ao graffiti em Portugal e fora, e essas pessoas também foram importantes. O movimento de graffiti era um grupo de pessoas com interesses comuns que falavam, desenhavam, e se influenciavam umas às outras, e isso fez-me querer ir mais além. Um dia cheguei a um sítio onde estávamos todos a pintar, eu tinha um martelo, e decidi que queria tirar da parede, em vez de adicionar. Foi aí que comecei", e foi aí que esboçou o nome VHILS, o homem que faz arte em paredes em muitas partes do mundo. A tarefa exige 54 colaboradores: "São 18 pessoas no ateliê, oito na galeria, três no Festival Iminente que criei, como também criei a plataforma Underdogs".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ricardo Araújo Pereira
Nasceu três dias depois do 25 de Abril de 1974, estudou em colégios de freiras vicentinas, frades franciscanos e padres jesuítas, é ateu, foi militante do Partido Comunista Português, e ainda hoje acha que a sua "performance não é grande coisa". Ricardo Araújo Pereira, um português que todos conhecem - e de quase todos gostam - desconcertantemente sério nesta entrevista, em que nem sequer tentou fazer rir o entrevistador. Lisboeta, benfiquista e pai de família, licenciou-se na Universidade Católica Portuguesa, porque "era um percurso natural para quem saía do Colégio São João de Brito. Quanto ao curso de Comunicação Social, escolhi-o por não haver um curso para o que queria fazer. Uma pessoa que quer escrever textos humorísticos, tem de fazer o seu próprio curso, e foi isso que fiz. Tinha uma obsessão por ver o que acontece ao rosto de uma outra pessoa quando se ri". Não esqueceu o estágio feito no Jornal de Letras quando tinha 23 anos, a entrevista a Sophia em que a poetisa lhe ofereceu "chá com bolinhos", mas foi no humor que se encontrou profissionalmente. Gosta do riso "porque faz o tal barulho que me pagam para produzir, e porque é uma espécie de válvula da panela de pressão". Do Gato Fedorento ao Isto é Gozar com quem Trabalha, o humorista tornou-se a oposição alternativa ao estado da governação em Portugal. "Rir e chorar podem ser emoções vizinhas que representam um alívio de tensão", e é isto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Rita Blanco
Nasceu em Lisboa a 11 de janeiro de 1963 e é uma das atrizes mais completas da sua geração. Estreou-se no teatro, fez cinema, dobragens de filmes animados, programas de humor, séries televisivas e telenovelas. O seu domínio (quase) perfeito da língua francesa abriu-lhe as portas para a cinematografia de outros países e, embora nunca tinha sido tentada por uma carreira feita fora do país onde nasceu, Rita Blanco é uma das raras atrizes portuguesas que participou num filme galardoado com o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro da Academia de Hollywood (2013) e a Palma de Ouro do Festival de Cannes (2012): "Amour", do realizador austríaco Michael Haneke, é um poema dramático sobre as relações familiares numa casa invadida pela doença de Alzheimer. Humorada, crítica, alegre e profunda, confessa que precisa que gostem dela: "As pessoas têm necessidade de ser gostadas e amadas. Eu tenho, mas não é isso que me faz andar".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Henrique Monteiro
Nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1956, entrou no Colégio Moderno no tempo em que a escola ainda era dirigida por João Soares (pai do ex-Presidente Mário Soares), e de lá seguiu para a Faculdade de Letras de Lisboa onde se licenciou em História, para desgosto do avô, que era advogado. A capacidade oratória poderia ter feito dele um bom causídico mas, Henrique Monteiro assustou-se com "o tamanho dos calhamaços de Direito". Igual a si próprio, gosta de uma boa discussão e de dizer coisas politicamente incorretas, foi maoísta na juventude porque era contra a Guerra Colonial, trabalhou na "Voz do Povo" "quando o jornal já não estava ligado à UDP", passou por "O Jornal" e entrou para o Expresso em 1989. Foi nomeado subdiretor em 1995 - no tempo em que o semanário era dirigido por José António Saraiva - e assumiu o cargo de diretor em 2006, função que exerceu (apenas) cinco anos porque defende que "as pessoas não se devem eternizar nos cargos executivos". Encontrou uma espécie de heteronímia no Comendador Marques de Correia com cujas cartas continua a fidelizar leitores no Expresso. Publicou três romances e mais alguns livros, lamenta que Portugal não tenha jornais regionais com dimensão porque gostaria "de ter feito carreira em Viseu". Assume que é maçon porque - segundo ele - na maçonaria debate-se "o aprender a morrer, a ligação entre os homens, a cadeia de união, coisas utópicas e muito maçónicas. Somos homens bons. Há por lá uns vigaristas, mas também não há nada onde não existam".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ricardo Costa
Nasceu em Lisboa em 1968 e foi nesta cidade que cresceu, estudou, viveu e vive. Filho do escritor Orlando da Costa, cresceu numa casa onde existia uma grande biblioteca e, em criança, conviveu com muitos amigos do pai, que só mais tarde percebeu “a importância e o relevo cultural que tinham”. Aos 21 anos começou a trabalhar no semanário Expresso, num tempo em que se faziam grandes reuniões de redação todas as segundas-feiras e não existiam telemóveis nem internet. O jornalista Ricardo Costa, diretor-geral de informação da SIC, está na estação desde a sua criação, em 1992, com um regresso à direção do Expresso pelo meio: "Regressei quando o jornal começou a vender abaixo dos cem mil exemplares, muita gente estava em estado de choque, era preciso começar a fazer o que agora pomposamente se chama transformação digital. Foi um período muito interessante para se estar no jornal. Agora, a televisão está a passar pelos mesmos problemas que os jornais viveram há uns anos". Tem menos sete anos do que o seu único irmão, o primeiro-ministro António Costa. Se as boas contas fazem os bons amigos - como diz o ditado - as conversas escolhidas constroem boas relações familiares: "Não falo de política com o meu irmão, nem de nada que tenha a ver com a área da comunicação. Quando ele vem à SIC, nunca estou para o receber. Mas convivemos".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Daniel Oliveira
Nasceu a 30 de janeiro de 1981, em Lisboa, filho de pais demasiado jovens e toxicodependentes. O avô amenizou-lhe a infância, deu-lhe muitos conselhos - ainda continua a dá-los - e é um pilar fundador no percurso do rapaz trabalhador e determinado que começou a colaborar com a SIC quando tinha apenas 16 anos. Um quarto de século depois, Daniel Oliveira é Diretor-Geral da área de Entretenimento e Produção de Conteúdos da marca SIC. Pelo caminho passou pela RTP, criou e pôs em marcha dezenas de formatos de que destaca a novela: "Portugal produz muitas novelas, alguns dos melhores técnicos que trabalham a nível internacional em séries e filmes nasceram nas novelas, que dão um grande traquejo aos técnicos, atores e guionistas. As novelas representam uma fatia de audiências muito relevante". O programa de entrevistas 'Alta Definição' é outro marco importante no percurso profissional de Daniel Oliveira. Está há 13 anos no ar, tem quase 600 edições e o entrevistador está grato pelo muito que lhe dão os seus entrevistados. A SIC assinala 30 anos de vida a 6 de outubro de 2022.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Paula Amorim
Nasceu no Porto a 20 de janeiro de 1971 e, por opção própria - alheia a qualquer tipo de dificuldades financeiras - deixou de estudar, e entrou no "mundo dos negócios muito cedo". Aos 19 anos já fazia parte do Conselho de Administração da holding familiar. Paula Amorim é a mais velha das três filhas do empresário Américo Amorim, orgulha-se de pertencer "à quarta geração de um grupo familiar que nasceu em 1870, e que o pai transformou". Mãe de três filhos, o mais novo por gravidez de substituição, teve uma educação "baseada nos princípios do trabalho, na importância do legado para a geração seguinte e na criação de valor". Podia ter-se acomodado a gerir os negócios do pai mas, aos 32 anos, decidiu tentar uma carreira na área do turismo e da moda: "O meu pai não ficou muito contente, mas eu tinha vontade de ter a minha independência. A relação com o meu pai melhorou depois de fazer o meu grupo. Evoluímos para além da moda, somos muito fortes na restauração contemporânea, com espaços grandes que podem estar em qualquer parte do mundo". Sobre o seu trabalho como presidente da Galp diz que o encerramento da refinaria de Matosinhos foi a decisão mais difícil que tomou: "Foi uma decisão muito dura, mexeu com famílias, com postos de trabalho, mas foi importante para a transição energética".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Artur Santos Silva
Nasceu no Porto a 22 de maio de 1941 e cresceu na zona oriental da cidade, "o Porto menos desenvolvido". Filho de um advogado da oposição ao regime do Estado Novo, Artur Santos Silva conta que o pai o matriculou no colégio onde os primos andavam para "não ter de pertencer à Mocidade Portuguesa" - que, à época, era obrigatória no ensino público. O banqueiro que durante muitos anos foi o rosto do BPI - Banco Português de Investimento recorda o seu professor de Francês, Manuel Francisco Rodrigues, que escreveu o livro "Tarrafal, Aldeia da Morte", fala da sua vida na Faculdade de Direito de Coimbra onde se licenciou e foi assistente, dos primeiros anos do BPI, da sua curta passagem pelo PPD (hoje PSD) quando o partido foi criado, e do brinde que fez em casa de Francisco Sá Carneiro no dia 25 de Abril de 1974 com um "champanhe que ele tinha guardado para esta ocasião". Aos 81 anos está à frente da Fundação "La Caixa", cujo trabalho social inclui a criação de uma "rede de cuidados paliativos, porque o sistema de saúde português não estava a funcionar bem nesta área". Foi presidente da Fundação Calouste Gulbenkian (2011-2017) e da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, e secretário de Estado do Tesouro no VI Governo Provisório (1975-1976).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Carlos Pimenta
Nasceu em Lisboa a 7 de maio de 1955 conservando uma grata memória do tempo da sua adolescência no Barreiro e das sessões culturais organizadas pelo cantor (e então padre) Francisco Fanhais no colégio Francisco Manuel de Mello. Ambientalista por convicção, Carlos Pimenta, aderiu ao PPD/PSD em 1974 e quatro anos depois foi Presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico. Na década seguinte foi eleito deputado do PSD à Assembleia da República e, posteriormente, nomeado Secretário de Estado do Ambiente (1983-1984) e Secretário de Estado das Pescas (1985). Foi posteriormente deputado no Parlamento Europeu onde manteve o empenho na área do ambiente. Atualmente trabalha numa empresa sedeada no Luxemburgo dividindo igualmente o seu tempo com Portugal e a Austrália, onde nasceu a sua mulher.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vasco de Mello
Nasceu a 27 de outubro de 1956 no seio de uma família de "vocação empresarial", que atravessou regimes e revoluções. Bisneto materno de Alfredo da Silva, o industrial que fundou a CUF no final do século XIX - empresa que começou por produzir sabões, velas e, mais tarde, adubos - Vasco de Mello tinha 17 de anos no 25 de Abril de 1974. Em setembro desse ano, partiu com a mãe e os seus 11 irmãos para a Suíça, por entenderem que a família tinha deixado "de ter condições de segurança para continuar em Portugal". O pai, José Manuel de Mello, permaneceria no país até o grupo CUF ser nacionalizado, em agosto de 1975. Poucos anos depois, recompra a Quimigal, quando a empresa é privatizada, e reconstrói o grupo. Vasco voltaria definitivamente em 1989, para se dedicar aos negócios da família: "Sempre quisemos honrar este legado, é uma responsabilidade, mas sinto-me completamente livre. Revemo-nos na origem do Grupo CUF – falo por mim, pela minha família nuclear, e pelos meus irmãos". Mantém-se no ativo - ainda que menos intensamente - e, nesta conversa, lembra que a primeira unidade de saúde CUF abriu em 1945: "Era um hospital exclusivamente vocacionado para os trabalhadores da CUF, e isto representa bem o que era a responsabilidade social numa altura em que não se falava nesse tema".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nuno Maulide
Nasceu em Lisboa a 17 de dezembro de 1979, é professor catedrático de Química Orgânica na Universidade de Viena e, em 2019, foi distinguido com o Prémio Cientista do Ano da Áustria pela Associação de Jornalistas de Ciência e Educação daquele país. Nuno Maulide, antigo aluno do Instituto Superior Técnico, também foi o mais jovem membro permanente e o único estrangeiro fora dos países germanófonos a integrar a Academia de Ciências Austríaca. Sportinguista de coração, frequentou o primeiro ano do curso de piano da Escola Superior de Música antes de se apaixonar pela Química Orgânica, que tem uma forte "dimensão estética". O céu é o limite para este prodígio da comunicação científica, que diz que "os professores marcam as nossas vidas e as nossas carreiras". Bem-humorado, assume que dá "calinadas" a falar sérvio, mas esta é a única forma que tem para comunicar com os sogros, que só falam a língua do país onde vivem e nasceram.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ana Pinho
Nasceu no Porto a 21 de dezembro de 1967 e cresceu em Vale de Cambra, vila (hoje cidade) onde o seu avô paterno, Arlindo Soares de Pinho, fundou a Arsopi em 1942. Desta empresa de equipamentos para a indústria alimentar sairia "muita indústria que existe" atualmente no concelho. A Arsopi pertence hoje a Armando Pinho, pai da gestora. Ana Pinho Macedo Silva é licenciada em Economia pela Universidade do Porto, fez um MBA em Londres e trabalhou muitos anos na banca de investimentos. Assumiu a presidência do conselho de administração da Fundação de Serralves em 2016 e ali trabalha pro bono — à semelhança dos presidentes que a antecederam —, orientando parte do trabalho para a angariação de novos mecenas. É casada com Nuno Macedo Silva — líder da RAR — e sobrinha do empresário Ilídio Pinho, que criou uma fundação focada na divulgação da ciência e da cultura.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Manuel Aires Mateus
Nasceu em Lisboa a 19 de maio de 1963, é arquiteto, e diz que "a parte mais interessante de um projeto é a relação estreita" que estabelece com quem lhe encomenda a obra. Gosta de fazer casas porque elas exigem "uma relação com as famílias" que as vão habitar. Filho de um alentejano que "teve a coragem" de se licenciar em arquitetura e da pintora Catarina Rocha, Manuel Aires Mateus foi muito influenciado pelo mundo da mãe e sente uma dívida de gratidão por ela ter deixado de pintar para se dedicar em exclusivo aos filhos. Ele e o irmão, Francisco, com quem faz dupla profissional, estão a terminar a construção de um edifício em Lausanne que acolherá "um museu de design no andar de cima. É uma obra gigantesca, cara, complexa, muito difícil de levar até ao fim, que está a ser feita com o engenheiro Rui Furtado, e é uma grande demonstração da engenharia portuguesa". Tem o sonho de projetar uma "igreja católica romana", mas por agora dedica (parte) do seu trabalho ao projeto da Grande Mesquita de Bordéus. Saiba mais em Expresso.ptSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Carlos Monjardino
Nasceu em Lisboa a 22 de dezembro de 1942 numa família da oposição ao Estado Novo. Filho e neto de médicos ilustres, ainda sonhou ser arquiteto naval, mas mudou de rota para a área da gestão e comércio internacional graças a um atraso na matrícula. Em meados da década de 80, Carlos Augusto Pulido Valente Monjardino mudou-se para Macau para evitar recusar - pela terceira vez - um convite de Mário Soares. Nesse território sob administração portuguesa, negociou a renovação do contrato do jogo com o magnata Stanley Ho, que conhecera vinte anos antes quando lhe mostrou a Quinta da Marinha. O jogo era a mais importante atividade do território e, na sequência dessa renegociação, Stanley Ho disponibilizou um fundo que permitiu criar a Fundação Oriente e o respetivo Museu. Monjardino é, desde 1988, presidente do Conselho de Administração da mesma. Com Ana Sofia, sua mulher, já falecida, tutelou oito irmãos oriundos de quatro famílias diferentes, para evitar que essas crianças e jovens fossem separados no momento da adoção. A Fundação Monjardino, criada em 1992, funcionou como chapéu institucional deste projeto de acolhimento de menores. Saiba mais em Expresso.pt See omnystudio.com/listener for privacy information.

José Maria Neves
Nasceu a 28 de março de 1960 em Santa Catarina, no interior da ilha de Santiago e, quando terminou a 4ª classe, queria ser padre para "ajudar as pessoas. Havia muita pobreza à minha volta, uma grande escassez de água, e pensei que ser padre seria uma forma de ajudar os mais pobres". José Maria Neves não foi admitido no Seminário por ser filho de mãe solteira, numa época em que os preconceitos sociais eram fortemente discriminatórios, e Cabo Verde uma colónia portuguesa. Desfeito o sonho de criança, inscreveu-se no Liceu Adriano Moreira, licenciou-se em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas (Brasil), foi presidente da Câmara de Santa Catarina, deputado, primeiro-ministro durante 15 anos e, em novembro do ano passado, foi eleito Presidente da República do seu país insular. No dia em que publicamos este podcast, José Maria Neves está de visita oficial a Portugal para reforçar laços e lembrar que a "mistura" é uma das "grandes riquezas" de Cabo Verde: "Temos os judeus, os cristãos-novos que foram de Portugal e de Espanha. E temos os sefarditas que foram de Marrocos, guardaram os seus nomes e têm uma forte influência política e económica em Cabo Verde. A própria população de Cabo Verde resulta desse cruzamento entre os escravos africanos e os colonos europeus, particularmente portugueses".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Arlindo Oliveira
Nasceu em Angola a 4 de junho e há muito que vive fascinado pela ideia de "fazer as máquinas aprenderem". Arlindo Oliveira, ex presidente do Instituto Superior Técnico - a instituição mais importante da sua vida - estuda a "subárea da inteligência artificial e a ideia de fazer os computadores aprenderem a partir da experiência". Encara as máquinas como "uma espécie de papagaios que papagueiam muito bem, [e que] aprendem as estatísticas, as relações entre as palavras, os conceitos e as ideias". Para este investigador, apaixonado por xadrez, o "cérebro humano também é uma máquina estatística que parece inteligente, só que a nossa estatística é muito mais complexa" do que a das máquinas. O académico, que tem dedicado parte da carreira à gestão, lembra que em Portugal, a "burocracia no sistema público é muito pesada, [sendo] mais fácil criar uma instituição privada [para] investigadores e professores aí desenvolverem a sua atividade profissional. Por exemplo, comprar uma viagem [de trabalho], um reagente, ou um equipamento, é muito mais fácil numa instituição privada do que numa instituição pública. E isso é a razão essencial pela qual se criaram as instituições mais ágeis e mais eficazes" para fazer investigação. Está de partida para o Japão para um projeto de investigação que irá durar cerca de dois meses. Saiba mais em Expresso.ptSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Marcelo Rebelo de Sousa (3ª parte)
"As declarações que faço são todas intencionais e visam picar balões e controlar preventivamente acontecimentos, numa altura em que pode resvalar rapidamente. Nós, nas democracias, estamos há muito tempo muito emocionais, muito pouco racionais." Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em Lisboa a 12 de dezembro de 1948. Assume-se como católico e 'fatimista', tem 2 filhos e 5 netos, sendo um destes um dos poucos conselheiros políticos que ouve com regularidade. Na terceira e última parte da entrevista a Francisco Pinto Balsemão, o atual presidente da República assume-se como um solitário "cada vez mais só em Belém", fala da pandemia como o fator que o "obrigou" a candidatar-se a um segundo mandato, o gosto especial pela política externa, a agenda sobrecarregada e "pica-balões", a relação com António Costa, que conhece desde os 19 anos deste, e a boa relação com os portugueses nas ruas: "Já alguém o insultou? Por exemplo, nunca ninguém lhe chamou lelé da cuca? Não, não." Saiba mais em Expresso.ptSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Marcelo Rebelo de Sousa (1ª parte)
"Deito-me tardíssimo. Durmo pouco, três horas e meia, quatro excepcionalmente. [...] E sou hipocondríaco, assumido e teórico. Entro numa farmácia e pergunto o que há de novidades." Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em Lisboa a 12 de dezembro de 1948. Assume-se como católico e 'fatimista', tem 2 filhos e 5 netos, sendo um destes um dos poucos conselheiros políticos que ouve com regularidade. Na primeira parte da entrevista a Francisco Pinto Balsemão, o atual presidente da República fala do núcleo familiar espalhado pelo mundo, a hipocondria crónica, o percurso escolar com notas brilhantes, o convite para entrar no Expresso e a vivência do 25 de abril a partir da redação, e ainda a fundação do PSD e os primeiros passos na expansão do partido pelo país. Saiba mais em Expresso.pt See omnystudio.com/listener for privacy information.

Marcelo Rebelo de Sousa (2ª parte)
"Nunca aderi à Opus Dei porque sou muito livre, muito independente, muito rebelde. Não sou um católico ortodoxo." Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em Lisboa a 12 de dezembro de 1948. Assume-se como católico e 'fatimista', tem 2 filhos e 5 netos, sendo um destes um dos poucos conselheiros políticos que ouve com regularidade. Na segunda parte da entrevista a Francisco Pinto Balsemão, o atual presidente da República fala do mandato de deputado à Assembleia Constituinte em 1976, a participação no VIII Governo Constitucional como Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e, depois, como Ministro dos Assuntos Parlamentares, a carreira "improvável" como líder partidário, o comentário político primeiro em jornais e depois na televisão, a ligação à Opus Dei e o 'apelo da Providência Divina', que sente profundamente e que - assume - marca todas as escolhas que fez na vida. Saiba mais em Expresso.ptSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Patrícia Mamona
Filha de pais angolanos, nasceu em Lisboa a 21 de novembro de 1988 e tem uma imensa vontade de ir a Angola conhecer os familiares que lá vivem. Patrícia Mamona ainda não cumpriu este desejo, porque o atletismo de alta competição é incompatível com um mês seguido de férias e, por agora, o encontro com as raízes continua adiado, assim como o projeto de ser mãe. Não só o clube Juventude Operária Monte Abraão (JOMA) teve um papel decisivo no início da sua carreira, mas também o treinador José Uva, que a convidou para treinar quando a viu derrotar rapazes num corta-mato da escola. Grata pela amizade do "professor", a campeã europeia do triplo salto em 2016 diz que o treinador "é quase como um pai, que a conhece desde pequena e sabe a [sua] personalidade. Damo-nos muito bem, conhece a minha família, eu conheço a família dele. É uma pessoa muito generosa, que sabe conciliar a parte profissional, a parte familiar, a parte emocional". A mulher que quer "representar o país da melhor forma" nos Jogos Olímpicos de 2024 diz que "regra geral, o atletismo é um desporto que não é bem remunerado", apesar de em Portugal existirem grandes atletas de alta competição e nomes como os de Rosa Mota, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Naide Gomes, Francis Obikwelu e tantos outros, que muitas medalhas e "visibilidade" trouxeram para Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Simone de Oliveira
Nasceu a 11 de fevereiro de 1938, em Lisboa, e é mulher de combate, que enfrenta perdas e ganhos como acontecimentos da vida. Estreou-se como cantora no primeiro Festival da Canção Portuguesa - que se realizou no Cinema Império em 1958 - e, na década seguinte, foi a vencedora deste festival, representando Portugal na Eurovisão em 1965 com a canção "Sol de Inverno", e, em 1969, em Madrid com "Desfolhada", um dos momentos altos da sua carreira. A canção não ficou bem classificada na Eurovisão, mas o público português gostou de ouvir Simone que, no regresso, encontrou mais de 20 mil pessoas à sua espera na estação de Santa Apolónia. Teve amores e desamores, mas é nos pais, nos filhos - Maria Eduarda e António Pedro - nos quatro netos [rapazes] e no Varela [Varela Silva], companheiro e marido de muitos anos, que concentra os seus afetos. Desafiou convenções, perdeu a voz, trabalhou no balcão de uma empresa para sobreviver, foi locutora e atriz, tirou um peito e metade do outro com alguns anos de diferença, aprendeu a cantar sem os agudos que a lançaram, mas nunca desistiu de viver. Simone gosta das rugas que tem, porque gosta da vida que viveu.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Miguel Albuquerque
Nasceu a 4 de maio de 1961 no Funchal, nos tempos de juventude viajou de comboio pela Europa, mas só viveu fora da (sua) ilha da Madeira quando tirou o curso de Direito, em Lisboa. Teve uma vida noturna "intensa", aos 14 anos já tocava em público nas férias dos músicos que habitualmente trabalhavam nos bares dos hotéis. Gosta de botânica e foi dono de um roseiral que funcionava em modos empresariais. Miguel Albuquerque fez muita advocacia generalista antes de ser presidente da Câmara do Funchal e — desde abril de 2015 — é o presidente do Governo Regional da Madeira, que anda a tentar dar-se bem com o Executivo nacional. Teve algumas “brigarias” com Alberto João Jardim, o seu histórico antecessor na presidência do Governo Regional, e diz que quer fazer mais um mandato para poder assegurar a conclusão do novo hospital do Funchal. Fora da ilha, não exclui uma futura candidatura à liderança nacional do Partido Social-Democrata.See omnystudio.com/listener for privacy information.

António Horta Osório
Nasceu em Lisboa a 28 de janeiro de 1964 e é um dos gestores mais bem cotados (e bem pagos) no mercado bancário internacional. Como a vida não são só histórias de sucesso e salários milionários, António Horta Osório, fala abertamente do seu “burnout” causado pelo excesso de stress e trabalho que o obrigou a ser internado numa clínica onde fez uma cura de sono. Amante militante da prática desportiva, sobretudo do ténis, acredita que a boa forma física lhe salvou a saúde e a carreira. Sir António (a Rainha Isabel II nomeou-o cavaleiro, com o título Knight Bachelor em 2021) agradece “os valores do trabalho, do evitar o desperdício, da honra, e do espírito de amizade”, que lhe foram transmitidos pelos jesuítas nos onze anos que passou no Colégio São João de Brito. A paixão pelo futebol também vem desse tempo e da influência do padre Alberto, “um fanático por futebol.” Sportinguista convicto, é filho de um campeão de pingue-pongue e neto materno de Carlos Góis Mota, ex-presidente do clube de Alvalade na década de 50. Só aceita novos desafios profissionais depois de consultar a mulher.See omnystudio.com/listener for privacy information.