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Francisco Pinto Balsemão (1937-2025): “Não me apetece morrer, mas estou consciente de que o meu comboio está a chegar à estação. Estou preparado para isso”

Francisco Pinto Balsemão (1937-2025): “Não me apetece morrer, mas estou consciente de que o meu comboio está a chegar à estação. Estou preparado para isso”

Deixar o Mundo Melhor · Francisco Pinto Balsemão

October 21, 202556m 32sbonus

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Show Notes

Nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1937 e foi no jornalismo e na comunicação que, verdadeiramente, se encontrou a nível profissional: "Ainda hoje me considero jornalista. Tenho carteira profissional, tenho muito orgulho em tê-la, e tem o número 18" disse, em janeiro de 2023, o fundador do Expresso e da SIC ao diretor do semanário, João Vieira Pereira. Deixou-nos hoje, dia 21 de outubro de 2025.

Estreou-se nestas lides no vespertino Diário Popular, "um jornal que infelizmente já desapareceu", do qual era acionista o seu tio Francisco Pinto Balsemão. Nascido em berço de ouro, mas ciente das responsabilidades sociais que isso lhe dava, o Conselheiro de Estado Francisco José Pereira Pinto Balsemão começou na política como deputado da Ala Liberal nos últimos anos do Estado Novo e, depois do 25 de Abril de 1974, fundador do PSD, deputado na Assembleia Constituinte e na Assembleia da República. Tornou-se primeiro-ministro depois da morte trágica de Francisco Sá Carneiro: "Foi um dos momentos mais tristes, mais trágicos, mais difíceis da minha vida. Tive de o enfrentar, e acho que fiz tudo o que podia para saber enfrentá-lo". Desta fase da vida política portuguesa, orgulha-se da "revisão Constitucional de 1982 e do avanço decisivo que conseguimos nas negociações para a entrada de Portugal na Europa".

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Nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1937 e foi no jornalismo e na comunicação queverdadeiramentese encontrou a nível profissional: "Ainda hoje me considero jornalista. Tenho carteira profissionaltenho muito orgulho em tê-lae tem o número 18" disseaos 85 anoso fundador do Expresso e da SIC ao diretor do semanárioJoão Vieira Pereira. Deixou-nos hojedia 21 de outubro de 2025. Estreou-se nestas lides no vespertino Diário Popular"um jornal que infelizmente já desapareceu"do qual era acionista o seu tio Francisco Pinto Balsemão. Nascido em berço de ouromas ciente das responsabilidades sociais que isso lhe davao Conselheiro de Estado Francisco José Pereira Pinto Balsemão começou na política como deputado da Ala Liberal nos últimos anos do Estado Novo edepois do 25 de Abril de 1974fundador do PSDdeputado na Assembleia Constituinte e na Assembleia da República. Tornou-se primeiro-ministro depois da morte trágica de Francisco Sá Carneiro: "Foi um dos momentos mais tristesmais trágicosmais difíceis da minha vida. Tive de o enfrentare acho que fiz tudo o que podia para saber enfrentá-lo". Desta fase da vida política portuguesaorgulha-se da "revisão Constitucional de 1982 e do avanço decisivo que conseguimos nas negociações para a entrada de Portugal na Europa". O único português com assento no Clube de Bildeberg é um verdadeiro homem dos sete instrumentos - incluindo umas incursões pela bateria e pelo piano - tem horror ao desperdícionão esquece o nome de quem traiu a sua confiançagosta de jogar golfe e de aprendergostava de ter tempo para ler mais romances e poesiae sente que ainda tem "muito para fazer e para dar".