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Canal Café Brasil

Canal Café Brasil

2,463 episodes — Page 28 of 50

Cafezinho 235 – Pedrinha no Lago

Cafezinho 235 – Pedrinhas no lago César Zama, um médico, político e escritor brasileiro de quem você nunca ouviu falar, durante a elaboração da primeira constituição republicana em 1890, defendeu o voto universal. Ele queria que as mulheres pudessem participar da política. Ouviu um monte de gente dizendo que nada ia mudar, mas se manteve na luta. Aos poucos, outros abnegados foram aderindo e um dia, em 1933, 23 anos depois da sua morte, as mulheres ganharam o direito de votar. Tudo começou lá atrás, com a ação individual de um não cético que lançou uma pedrinha no lago: ploc! Cada um de nós cria, geralmente sem ter consciência, círculos concêntricos de influência que podem afetar outras pessoas por anos ou até gerações. Nosso impacto e influência sobre uma pessoa pode ser passado para outras, da mesma forma que as ondas formadas por uma pedra atirada num lago vão crescendo, crescendo, perdendo a força até desaparecer. São os mais ativos que convencem os menos ativos, quase sempre num trabalho de formiguinha, jogando pedrinha após pedrinha no lago. Ploc! Ploc! Ploc! Você que está de saco cheio com as pessoas que pregam a não ação ou se dedicam a não deixar fazer, filtre seu círculo de relacionamento. Procure gente que valoriza o pensamento, que puxa para cima, que foca no que realmente importa. E vá jogando muitas pedrinhas no lago. Desistir só é opção para os fracos. Os fortes são mais chatos, insistem, escolhem o menos ruim agora para escolher outro menos ruim depois, e outro menos ruim em seguida, num processo de depuração que um dia chegará ao bom. E jamais param de jogar pedrinhas no lago. Ploc! Pronto. Joguei mais uma. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 6, 20192 min

Café Brasil 694 – Maus Professores – Revisitado

Você é dos que acham que o mundo vai de mal a pior nas mãos de uma nova geração despreparada para os desafios morais da sociedade? Acha que no seu tempo é que era bom? Acha que vamos acabar com a humanidade? Bem, é sobre isso que vamos refletir neste programa, que a revisita ao Café Brasil 311, publicado em 2012.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 4, 201927 min

Cafezinho 234 – Oportunismo Disciplinado

Quando decidi seguir a carreira de executivo de multinacional, adotei um estilo de administração que chamo de “Oportunismo Disciplinado”. Trabalho com a equação “sessenta por quarenta”. Meus planos têm 60% das variáveis sob controle e as outras 40% eu guardo para as oportunidades. Você pode dizer que eu deixo com a sorte, é um ponto de vista. Eu vejo como ficar antenado para a aleatoriedade. Ter um plano, mas manter-se antenado todo o tempo. De repente aparece algo que não estava no plano ou no orçamento, mas é tão bom que tem de ser aproveitado. Ora, encaixe-se no plano!   Meu plano é flexível, aberto às oportunidades. E como essa atitude não faz “parte do plano”, mas “É” o plano, as oportunidades surgem naturalmente.  Mais que isso: eu conto com elas. Foi assim que, no ano 2000 quando eu já era Diretor de Comunicação de uma multinacional, decidi que poderia fazer muito mais. E fiz uma caminhada ao Campo Base do monte Everest, no Nepal. Quando voltei, tinha decidido que abriria outras frentes. Surgiu meu livro Brasileiros Pocotó. Minhas palestras. O meu site www.lucianopires.com.br. Surgiu meu programa de rádio... os podcasts e centenas e centenas de coisas que fiz. Se meu plano fosse 100% focado em “ser um executivo de sucesso”, ao qual eu ficasse amarrado, duvido que eu estivesse aqui, escrevendo estas linhas. Talvez eu fosse hoje um alto executivo de multinacional, trabalhando nos EUA e cuidando de atividades globais. Bem colocado na vida, respeitado, celebrado e... provavelmente infeliz. Foi o “oportunismo disciplinado” que me transformou no que hoje sou. Mais que resultado daqueles 60% de organização e controle, eu sou os 40% flexibilizados, improvisados e irreverentes. Mas disciplinados. Pois é. Mas tem quem diga que o que eu tenho é sorte...   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 2, 20192 min

Cafezinho 233 – Na raiz dos problemas

Você já ouviu que “nunca o mundo teve tantas inovações” ou “jamais evoluímos na velocidade de hoje”, não é? É só observar de 20 anos para cá: celular, caixa eletrônico, internet, NetFlix, Uber... Viagra. Que loucura, não? Mas se voltarmos para 1870, veremos o surgimento das máquinas de calcular e de escrever, o telefone, a lâmpada elétrica, os guarda-chuvas, a fotografia. Em 1880 chega a privada com descarga, os motores a combustão, lâminas de barbear, ferro de passar, gramofone, pneus. Nos anos 1920 surgiram a comida congelada, aerosol, insulina, penicilina, televisão, barbeadores elétricos, cinema com som. E ao longo dos anos 1960 e 1970, hein? O homem na lua, os aviões supersônicos na aviação civil, a televisão em cores, comunicação por satélite, computador. E olha, eu fui bem econômico. A capacidade do homem de encontrar soluções é a mesma desde que descemos das árvores. A evolução tecnológica faz parecer mais sofisticado, mais rápido, mais abrangente. Mas é a mesma. E é aí que mora o perigo: a evolução tecnológica sempre seguiu à frente da evolução das ideias do homem sobre como viver em sociedade. Não é preciso muito pra perceber que na raiz dos maiores problemas que nos afligem estão os mesmos problemas que afligiam os gregos, milhares de anos atrás. Nada do que me preocupa tem como pano de fundo a tecnologia, mas sim a inveja, a ganância e a sede pelo poder. Época triste esta nossa, quando é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito. Quem disse isso foi Albert Einstein, uns 70 anos atrás. O que será que ele diria hoje?   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 29, 20192 min

LíderCast 180 – Marco Aurélio Mammute

De Pastor para adolescentes para um mentor que desenvolve líderes, integra pessoas e constrói equipes de alta performance See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 28, 20191h 22m

Café Brasil 693 – O influencer e o manipulator

Existe uma disciplina chamada Psicologia Social, que é o estudo científico sobre como pensamos, influenciamos e nos relacionamentos uns com os outros. Ela nos ensina sobre a influência que outras pessoas exercem sobre nós. E sobre manipulação. É nessa praia que vamos hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 27, 201929 min

Cafezinho 232 – Meu adversário

Terminada minha palestra O Meu Everest, saio para confraternizar com as pessoas. E de repente, aparece o Zetti, o grande goleiro do Palmeiras e do São Paulo, para tirar uma selfie. Sempre admirei o Zetti, apesar de ser corinthiano. Fizemos as brincadeiras de praxe e vieram as provocações, que eu respondi assim, olha: se eu fosse o presidente do Corinthians, mandaria construir um museu lá no Itaquerão. Dentro dele eu faria áreas dedicadas a adversários. Teria uma foto imensa do Zetti, do Marcos, dos grandes goleiros e jogadores de times que o Corinthians enfrentou. Sabe por quê? Porque o Corinthians só é um dos maiores clubes do mundo por causa do Zetti, do Palmeiras, do São Paulo, do Flamengo, do Grêmio, dos grandes adversários que enfrentou.   O que nos faz sentir vivos é vencer grandes desafios. O Batman só é herói porque existe o Coringa. Pense comigo, olha, três ou quatro anos atrás, se alguém dissesse para você que políticos, donos das construtoras e até um senador em exercício, seriam presos você acreditaria? É claro que não! O Brasil está mudando! Talvez não na velocidade que desejamos, mas está! E os adversários, apesar de demonstrar sinais de desorganização, de perda da capacidade de mobilização, ainda estão no poder. Ainda contam com o aparelhamento de várias instâncias dos três poderes e de parte da imprensa. E não lutam como num UFC cheio de regras. É briga de rua mesmo… Então levanta aí, meu. Vamos pra luta! Do jeito que você puder: pelo Facebook, pelo Whatsapp, batendo panelas, indo às ruas, pressionando o político mais próximo, processando os bandidos, mobilizando mais gente. O que nos define são os adversários que vencemos. E quanto maiores, mais fortes, mais organizados, mais preparados eles forem, melhor nós temos de ser para vencê-los. Obrigado, Zetti, por ter sido um adversário tão bom.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 25, 20192 min

Cafezinho 231 – A frouxidão nossa de cada dia

Olha, eu juro que nunca vi tanta gente mimizenta, ofendidinha, tanta gente mole, viu? Especialmente muitos homens jovens, que apresentam aquele horror politicamente correto pasteurizado dos justiceiros sociais. Tudo dói. Tudo ofende. Parece que eles não têm maturidade para suportar serem contrariados. O escritor e jornalista Georges Bernanos, conhecido como o "Dostoiévski francês", externava em seus livros uma visão trágica e melancólica, mas ao mesmo tempo, repleta de esperança cristã por milagres e santidade. E um dia ele escreveu assim: “Já acredito há muito tempo que, se a eficiência cada vez maior da tecnologia de destruição um dia fizer que nossa espécie desapareça da Terra, não terá sido a crueldade a responsável por nossa extinção. Menos ainda a indignação que a crueldade desperta ou as represálias e vinganças que ela atrai (...)   Terá sido a docilidade, a falta de responsabilidade do homem moderno, sua desprezível aceitação subserviente de qualquer decreto comum. Os horrores que já vimos, os horrores ainda maiores que logo veremos, são sinal não de que os homens rebeldes, insubordinados e indomáveis estejam aumentando em número no mundo todo, e sim de que aumenta constantemente o número de jovens obedientes e dóceis.” Georges Bernanos, oitenta anos atrás, mostrava sua preocupação com uma geração de gente frouxa que estava chegando. Oitenta anos atrás. Nos anos 1930, 1940. Você sabia que naquela época as chuteiras eram feitas de couro duro, que machucava para valer os pés dos jogadores? Por isso, quem jogava com chuteiras novas eram os garotos dos times aspirantes, a molecada de 16, 17 anos. Assim amaciavam as chuteiras que seriam depois usadas confortavelmente pelos profissionais, os mais velhos. Entendeu? Quem arrebentava os pés nas chuteiras duras era a molecada que estava se esforçando para subir para as categorias profissionais onde muitos se tornaram craques mitológicos. Pergunta se tinha mimimi. Agora imagine hoje, se descobrem que os pés de anjo de nossas crianças estão sendo incomodadinhos por uma chuteira apertada... dá demissão, dá boicote... E cria uma geração de pezinhos de anjo. Bonitinhos, animadinhos e frouxos. Por isso vou repetir. Nossa desgraça não será causada pela crueldade nem pela indignação que a crueldade desperta ou as represálias e vinganças que ela atrai. Nossa desgraça será causada pela docilidade e falta de responsabilidade do homem moderno. Pela frouxidão.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 22, 20193 min

LíderCast 179 – Varlei Xavier

Professor, que levou a figura do palhaço para a sala de aula para, ao lado dos alunos, aprender com mais eficiência.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 21, 20191h 17m

Café Brasil 692 – Jabustiça

Justiça... onde é que a gente encontra a justiça? Nos tribunais? Nas leis? Na Constituição? Pelo que estamos assistindo, os sistemas sociais desenhados para nos garantir Justiça parece que não estão funcionando adequadamente. Nossa Justiça anda como um Jabuti. É a Jabustiça. Mas afinal de contas, Justiça lenta, é Justiça? E por que tão lenta? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 20, 201934 min

Cafezinho 230 – Onde começam as grandes causas

O Cafezinho de hoje traz uma adaptação de um texto de Timothy Ferriss, no livro “Trabalhe 4 Horas por Semana”: “Servir, para mim, é simples: fazer algo que melhore alguma vida além da sua. Não é a mesma coisa que filantropia. (...) O mundo não existe somente para a melhoria e multiplicação da humanidade. Mas antes de começar a me acorrentar a árvores e a salvar micos leão-dourados, no entanto, deixe-me dar um conselho: não se torne um esnobe por conta de sua causa. Como você pode ajudar as crianças famintas da África quando há crianças famintas aí em sua cidade? Como você pode salvar as baleias quando há pessoas sem-teto morrendo congeladas? Como fazer pesquisa voluntária sobre a destruição dos corais ajuda as pessoas que precisam de ajuda agora? Crianças, por favor. Tudo lá fora precisa de ajuda, então não caia em argumentos que não tem respostas correta, do tipo “minha causa é mais importante do que a sua”. Não há comparações qualitativas ou quantitativas que façam sentido. A verdade é: as milhares de vidas que você salva podem contribuir com a fome que mata milhões. Aquele arbusto na Bolívia que você ajudou a proteger pode conter a cura do câncer. Os efeitos desencadeados são desconhecidos. Faça o seu melhor e torça pelo melhor. Se você está melhorando o mundo – seja lá como você define isso – considere seu trabalho como muito bem-feito. Servir não está limitado a salvar vidas ou o meio ambiente. Também tem a ver com melhorar vidas. Se você é um músico e põe sorrisos nos rostos de milhares, ou de milhões, eu vejo isso como uma forma de servir. Se você é um mentor e muda para melhor a vida de uma criança, o mundo ficou melhor. Melhorar a qualidade das vidas no mundo não é de forma alguma inferior a acrescentar mais vidas. Servir é uma atitude. Encontre a causa ou o meio que lhe interessa e não arrume desculpas.” O resumo do texto de Timothy Ferris é o seguinte: você tem a força. Mas antes de colocá-la nas grandes causas da humanidade, dê uma olhada no seu quintal, na sua vizinhança. As grandes causas começam ali.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 18, 20192 min

Cafezinho 229 – Manicômio Legal

Pra quem ainda não entendeu o contexto: é somente nas instâncias ordinárias (Varas, Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais), em primeira instância, que se define se o réu é ou não culpado. Se culpado, ele apela para a segunda instância, que confirma ou não a condenação. Confirmada, ele apela para a o Superior Tribunal de Justiça e depois para o Supremo Tribunal Federal, instâncias onde a discussão é restrita a questões legais ou constitucionais, que definirão se o processo respeitou todo o rito necessário para a condenação do culpado. Entendeu? O que pode acontecer é alguma providência burocrática ter de ser revista. E se for algo importante, todo o processo pode ser cancelado. E essa caminhada pelas instâncias pode ser interminável. Ouça só o que disse o Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, em 2016. “… e na pauta de hoje, o último processo é um processo da relatoria da Ministra Rosa Weber, quase que aleatoriamente, um processo criminal. E aqui a hipótese, Presidente, é de um crime de homicídio. Vinda a sentença de pronúncia, houve um recurso em sentido estrito. Posteriormente, houve a condenação pelo tribunal do júri e foi interposto um recurso de apelação. Mantida a decisão, foram interpostos embargos de declaração. Mantida a decisão, foi interposto recurso especial. Decidido desfavoravelmente o recurso especial, foram interpostos novos embargos de declaração. Mantida a decisão, foi interposto recurso extraordinário. Isso nós estamos falando de um homicídio ocorrido em 1991, que o Supremo está julgando em 2016. Porém, do recurso extraordinário, o Ministro Ilmar Galvão inadmitiu o extraordinário. Contra a sua decisão, foi interposto um agravo regimental. O agravo regimental foi desprovido pela primeira turma. E aí foram interpostos embargos declaratórios, igualmente desprovidos pela primeira turma. Desta decisão, foram interpostos novos embargos de declaração, redistribuídos ao Ministro Carlos Ayres Britto. Rejeitados os embargos de declaração, foram interpostos embargos de divergência, distribuídos ao Ministro Gilmar Mendes. E da decisão do Ministro Gilmar Mendes, que inadmitiu os embargos de divergência, foi interposto agravo regimental, julgado pela Ministra Ellen Gracie. Não parece nem uma novela, parece uma comédia. E em seguida, da decisão da ministra Ellen Gracie, foram interpostos embargos de declaração, conhecidos como agravo regimental, aos quais a segunda turma negou provimento. Não obstante isso, nós estamos com embargos de declaração no plenário. Portanto, mais de uma dúzia de recursos, quase duas dezenas de recursos e portanto, um homicídio cometido em 1991 até hoje a sentença não transitou em julgado. Portanto, é impossível nós não reagirmos a isso, é impossível nós não nos sentirmos constrangidos com um sistema que permita esse tipo de descalabro. Que tipo de satisfação se deu à sociedade, às vítimas, que tipo de incentivo se deu às pessoas para não delinquir.” Pois é. É nesse manicômio legal que estamos presos. Aliás, estamos, não. Só quem não tem grana está.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 15, 20194 min

LíderCast 178 – Tristan Aronovich

Ator, músico, escritor, diretor e produtor de cinema, acima de tudo um empreendedor, que atua no Brasil e nos Estados Unidos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 14, 20191h 24m

Café Brasil 691 – Os agilistas

Conversei com o Marcelo Szuster no LíderCast 175, um papo muito interessante, que acabou se desdobrando. O Marcelo trouxe a sua empresa, a DTI Digital, para patrocinar o Café Brasil e eles me convidaram para ir a Belo Horizonte participar de uma edição do podcast Os Agilistas, que é muito bom. Focado em negócios, Os Agilistas trata dos valores em torno da agilidade, abrindo espaço para diversas abordagens. No meu caso, eles queriam falar do livro Antifrágil, que eu sumarizei no Café Brasil Premium. Até começamos falando disso, cara, mas o papo com o Marcelo, o João e a Denise, acabou indo para muitos lados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 13, 20191h 27m

Cafezinho 228 – O medo permanente

O Cafezinho de hoje é uma adaptação de um texto de autoria de Roberto Motta, que há muito trabalha para transformar o Brasil em um país seguro. Ele diz assim: Primeiro criaram a "progressão de regime", reduzindo as penas dos criminosos a 1/6 da sentença, e nós ficamos calados. Depois estenderam a "progressão de regime" aos crimes hediondos. Achamos estranho, mas continuamos em silêncio. Criaram a "visita íntima" para que os criminosos fizessem sexo na prisão, e ficamos quietos. "Eles também têm direito", nos disseram. Até os estupradores. Criaram a "remissão de pena por leitura" para reduzir ainda mais a pena para cada livro "lido" pelo preso, e achamos interessante. Depois criaram as "saidinhas temporárias" em 7 feriados por ano, e nada dissemos. Criaram o “auxílio reclusão”, maior que um salário mínimo, a ser pago aos criminosos presos, e muitos de nós o defenderam como uma medida justa. Quando o Conselho Nacional de Justiça criou a "audiência de custódia", com a única finalidade de verificar o bem-estar do preso e livrá-lo da cadeia em 24 horas, nem fomos informados. Depois criaram o ECA e a Lei do SINASE, garantindo a impunidade dos criminosos com menos de 18 anos. Nem ousamos sussurrar qualquer protesto, temendo ser acusados de querer "encarcerar nossas crianças". As ONGs dos "Direitos Humanos" se uniram contra a construção de presídios. Depois, diante das celas superlotadas, pediram piedade para os criminosos. "O Brasil prende demais", anunciaram em uma grande campanha. Acreditamos em tudo isso. Esquecemos das vítimas. Demonizaram a polícia, e assistimos passivos à caça aos policiais. Ensinaram às nossas criança, por todos os meios possíveis – até na escola - que drogas são inofensivas, e fazem parte de um estilo de vida descolado e moderno. Depois glamourizaram os traficantes - "meros comerciantes varejistas" - e continuamos assistindo às novelas, minisséries e filmes sem protestar. Proibiram o cidadão de portar armas, ao mesmo tempo em que facções passaram a portar armamento de guerra - e nos convenceram que assim estávamos mais seguros. Enquanto destruíam nosso sistema de justiça criminal estávamos ocupados trabalhando, criando nossos filhos e pagando boletos. Até que passamos a viver com medo permanente. Até o dia em que o STF declara que só vai ser preso quem não tem um bom advogado. Até o dia em que soltam um político criminoso que chegou ao mais alto cargo do país e mergulhou a nação na lama. Esse dia chegou. E os protagonistas somos nós.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 11, 20193 min

Cafezinho 227 – Paralisia por análise

Um potencial patrocinador dos meus podcasts pediu informações sobre minha audiência. Mandei. Aí pediu mais informações sobre downloads. Mandei. Então pediu informações sobre os posts nas mídias sociais. Mandei. E aí pediu sobre o site... Pô, aí eu reclamei. Chega, né? As informações solicitadas não têm qualquer relevância! A resposta? “Estamos analisando.” Cara, mas que tanto analisam? E enquanto analisam a coisa fica empatada. Meses. Recebi um e-mail interessante do amigo leitor Pedro Lanzoni, que me apresentou um conceito delicioso que explica o que acontece: "...minha percepção quanto ao desaparecimento acelerado daquilo que se pode qualificar como visão estratégica é a mesma que a sua. Esses rapazes e moças poliglotas, recém-saídos de cursos de MBA, são extremamente eficientes em fazer coisas. Desde que alguém lhes diga o que fazer. Deixados à própria sorte para tomar decisões, não as tomam. Há uma expressão que usávamos em outra empresa, onde trabalhei por muito tempo, para demonstrar a maneira pela qual projetos não avançavam - paralisis by analysis.” Paralisia por análise, que delícia! A falta de experiência e repertório dessa moçada impetuosa e um medo terrível de correr riscos causam a paralisia pela análise. No afã de resolver o assunto, mais gente é colocada no processo: se é pra errar, que seja em conjunto. Assim a responsabilidade é compartilhada. E lá vem mais opiniões inseguras. Mais dados a serem coletados e analisados, analisados, analisados... E a dança em círculos torna-se permanente, com as decisões sendo postergadas, os processos avolumando-se e todo mundo ocupado demais... analisando. Qual é o problema de dizer "não queremos" ou "não nos serve" ou até mesmo um "não gostamos", hein?? Qualquer retorno é melhor que nenhum. Mesmo uma negação é um alívio, pois acaba com a paralisia e abre caminho para que nossa energia seja focada em outras frentes. Mas não. Não vem nem um sim, nem um não. Só um "estamos analisando". Paralisia por análise. Acontece com você?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 8, 20192 min

LíderCast 177 – Rodrigo Ricco

CEO da Octadesk, empresa focada na gestão de relacionamento com clientes, que ajuda as empresas a colocar seus clientes no centro de sua estratégia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 7, 20191h 20m

Café Brasil 690 – Vale quanto?

Cara, você aceita pagar pelo ingresso de um show a metade do salário mensal de um professor ou policial militar? Ou 9 mil reais por um iPhone? Por que tem tanta gente ganhando tanto quando tantos outros ganham tão pouco? O que é que faz alguém ou algo valer mais ou menos?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 6, 201926 min

Cafezinho 226 – O MCSC

No ano em que nasci, em 1956, enquanto fabricávamos nossos primeiros automóveis no Brasil, os chineses andavam de carro de boi; os indianos, de elefante; os coreanos, a pé. E andavam em estradas destruídas pelas guerras. Aqueles países eram conhecidos pela miséria industrial, política e econômica. Gigantescos fracassos, que se apagavam diante da exuberância de um Brasil emergente. Qualquer um apostaria em nós! Pois é... Levamos quase setenta anos para inverter as apostas. E hoje importamos automóveis da China, da Índia e da Coréia. A expectativa dos loucos chineses, indianos e coreanos é de conquistar o mundo, como queriam os brasileiros de sessenta, setenta anos atrás. A expectativa dos normais brasileiros de 2019 é ter um dinheirinho pra comprar um carrinho. De preferência chinês, que é mais baratinho. E até bonitinho. É a expectativa de quem vive na média, acostumado com o que é meio-bom, meio-suficiente, meio-competente, meio-confortável, meio-saudável. A expectativa de quem é meia-boca, de quem não percebe que meio-bom é meio-ruim, meio-honesto é meio-desonesto, meio-competente é meio-incompetente. Com que metade você fica? Mas uma pequena chama de esperança se acende. Nunca falamos tanto de política. Nunca explicitamos de forma tão clara nossa insatisfação. Nunca tantos figurões estiveram na cadeia. Nunca ficou tão explícita a falácia do "país dividido!". Nunca a mentira foi exposta com tanta clareza. Nunca se aplaudiu como hoje o combate à corrupção. Nunca ficou tão claro que o mal feito, seja da cor, partido, sexo, ideologia que for, merece punição. Apesar da gritaria de uma minoria perigosa e infeliz, que luta desesperadamente pelo retrocesso, parece que o movimento na direção do país que queremos é irreversível. Um movimento que independe de partidos, de políticos, de líderes visionários, de gurus salvadores da humanidade. Um movimento de quem está de saco cheio com o meia-boca. Pois vou lançar a hashtg: #AquiNão pra gente usar quando ouvir o nhémnhémnhém do "sempre foi assim", "mas", "e o fulano?". E lançar também o MCSC - Movimento dos Com Saco Cheio, composto dos que não se contentam com o meio, dos que querem o Brasil inteiro. Mas é bom andar logo, viu? Os chineses também querem.   De onde veio este Cafezinho tem muito mais, como palestras, podcasts, videocasts e textos. Acesse lucianopires.com.br e mergulhe no fitness intelectual.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 4, 20193 min

Cafezinho 225 – O Meu Everest

Em 1953, Edmund Hillary e Tenzing Norgay pela primeira vez colocaram os pés de um ser humano no topo da montanha mais alta do mundo, o Everest, com 8850 metros de altura! Um feito gigantesco, em nome do qual pelo menos duas centenas de pessoas já morreram. Que força terá aquela montanha para marcar dessa forma a vida das pessoas? Ou não será a montanha? Pois em abril do ano 2000, resolvi que partiria atrás de um sonho antigo: chegar até o Campo Base do Everest, passando por altitudes de até 5.700 metros, na Cordilheira do Himalaia, no Nepal. Mas eu tinha um problema: era um executivo de uma grande empresa global. Sedentário. Casado. Com filhos. Estressado. Sem tempo... Minha experiência com caminhadas com mochilas às costas? Nenhuma. Com altitudes? Bariloche, por volta dos 3 mil metros. Mas eu resolvi que ia e parti atrás de meu sonho. Coloquei como objetivo viajar em abril de 2001, assim eu teria um ano para me preparar. E acabei fazendo a maior viagem da minha vida, uma aventura transformadora, que determinou o que aconteceria comigo no futuro. Um dos pontos altos da viagem foi quando cheguei no mosteiro de Tengboche.No meu diário escrevi assim: "Quanto tempo passei imaginando este momento... Assistindo aos raios de sol mudando a cor da montanha. É só um pedaço de pedra, mas deixa todo mundo hipnotizado. Vejo todos em pé, assistindo em silêncio. De trás das nuvens, vem a lua cheia... Flocos de neve caem sobre a gente. Agora o sol baixou e a única montanha iluminada é o Everest. Estou morto de cansaço, com dores pelo corpo, nariz entupido, saudades de casa, mas nada disso impede que eu me deslumbre aos pés do Ama Dablam." É tudo isso que pretendo contar no dia 20 de novembro próximo, quando farei a minha palestra O Meu Everest dentro do Positive-se Talks, em São Paulo. Falarei sobre onde queremos chegar, como vamos para lá e o que é preciso para ir até lá. Nos livros, isso tem o nome de planejamento estratégico. Completa-se com motivação e com a capacidade de praticar a “acabativa”, que é sair do sonho e do blábláblá para a ação. Vamos nessa? Acesse bit.ly/meueverest19 e participe de uma noite de inspiração, provocação e ação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 1, 20193 min

LíderCast 176 – Willians Fiori

Professor, podcaster e profissional de marketing e vendas da área de saúde, que se especializou em Gerontologia. Uma conversa fascinante sobre aquilo que alguns chamam de “melhor idade”, mas que é na verdade a envelhescência.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 31, 20191h 22m

Café Brasil 689 – A Missão

De quando em quando publicamos no Café Brasil a íntegra de algum bate-papo que realizamos no LíderCast. Fazemos isso sempre que encontramos conversas tão inspiradoras que precisam ser ouvidas por mais gente. É o caso do programa de hoje, com Henrique Prata, que está à frente do Hospital de Amor de Barretos. Que história inspiradora... que missão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 30, 20192h 0m

Cafezinho 224 – Sobre Doação de Órgãos

Hoje quero reproduzir um texto do poeta norte americano Robert Noel Test, que morreu em 1994. Ele foi um dos pioneiros na promoção da doação de órgãos e escreveu em 1976 assim:   Numa hora qualquer, um médico determinará que meu cérebro parou de funcionar e que, para todos efeitos, minha vida acabou.   Quando isso acontecer, não tente enfiar vida artificial em meu corpo usando uma máquina. E não chame isto de meu leito de morte. Chame de leito de vida, e deixe que meu corpo seja levado para ajudar que outras pessoas vivam suas vidas plenamente.   Dê minha visão para um homem que nunca viu um nascer do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher.   Dê meu coração para uma pessoa cujo coração causou nada além de dias de sofrimento.   Dê meu sangue para o jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele viva para ver seus netos brincarem.   Dê meus rins para alguém que depende de uma máquina para existir, semana após semana.   Pegue cada osso, cada músculo, cada fibra e nervo de meu corpo e descubra uma forma de fazer uma criança aleijada caminhar. Explore cada canto de meu cérebro. Pegue minhas células, se necessário e faça-as se reproduzirem para que um dia um garoto mudo grite ao ver um morcego e uma menina surda ouça o barulho da chuva em sua janela.   Pode cremar o que sobrar de mim e espalhe minhas cinzas ao vento para ajudar as flores a crescer.   Se você tiver de enterrar alguma coisa, que sejam minhas falhas, minhas fraquezas e meus preconceitos contra meus amigos.   Dê meus pecados para o diabo. Dê minha alma para Deus. E se, por acaso, você desejar se lembrar de mim, faça isso com um ato ou palavra de bondade para alguém que precisa de você.   Se você fizer tudo que eu pedi, eu viverei para sempre.   Ouça o Podcast Café brasil 668 – Sobre doação de órgãos. Doar órgãos é doar vida.       Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 28, 20192 min

Cafezinho 223 – Sobre pesos e contrapesos

O advogado, poeta e dramaturgo francês François Andrieux escreveu um poema chamado “O Moleiro de Sans-Souci”, que ilustra muito bem as ideias de outro francês, o Barão de Montesquieu que, em sua obra “O Espírito das Leis”, consagrou a Teoria da Separação dos Poderes, também conhecida como Sistema de Freios e Contrapesos. Montesquieu acreditava que para evitar governos absolutistas e tirânicos, seria fundamental estabelecer a autonomia e os limites dos poderes. O Legislativo, o Executivo e o Judiciário sendo autônomos em suas funções, mas um contendo os abusos do outro de forma que se equilibrassem. Funções distintas, mas harmônicas e independentes. No poema, Andrieux conta que Frederico II, rei da Prússia, construiu um belo palácio numa região chamada Sans-Souci, que significa “sem preocupação”, próxima a Berlim. Imagine a maravilha que um lugar chamado “sem preocupação” deve ser... Mas havia no local um velho moinho de vento que impedia a visão do rei e atrapalhava a ampliação de seu palácio. O rei tentou demolir o moinho, oferecendo compensações para o moleiro, mas sem sucesso. Chamado para uma conversa, o moleiro disse que ele, seu pai e seu avô trabalharam a vida toda naquele moinho, e que seu filho faria o mesmo. Não venderia o moinho de jeito nenhum. Frederico II, disse então: “Sabes que se eu quisesse, poderia expropriar o moinho, sem lhe dar nenhuma compensação, não sabes?” E o moleiro respondeu: “O senhor? Tomar-me o moinho? Só se não existissem juízes em Berlim!” Encantado que, sob seu reinado, alguém acreditasse em justiça, o monarca riu, se voltou para alguns súditos e disse: "Bem, meus senhores, eu acho que devemos mudar nossos planos. Vizinho, mantenha o seu bem. Eu amo sua resposta. " Dessa história veio a frase “Ainda existem juízes em Berlim”, como símbolo da independência, isenção e equilíbrio da Justiça, que não veria diferença alguma entre o humilde moleiro e o poderoso monarca. A Justiça verdadeira limita o poder absoluto dos governantes. Por isso estamos assistindo nestes dias o Supremo Tribunal Federal dando ordens ao Executivo e legislando no lugar do Legislativo. São os freios e contrapesos. Mas quem é que controla os juízes de Brasília?   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 25, 20192 min

LíderCast 175 – Marcelo Szuster

O cara do “Business Agility, que trata da capacidade das empresas de sobreviver em ambientes altamente instáveis e voláteis. Ele está à frente do podcast Os Agilistas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 24, 20191h 18m

Café Brasil 688 – Doar órgãos é doar vida

A doação de órgãos é um ato de generosidade, é o supremo desprendimento de dar uma parte de si para que outra pessoa viva.  Hoje é com um desconhecido, mas amanhã pode ser com algum amigo, parente próximo ou até mesmo você. Doar órgãos é doar vida.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 23, 201930 min

Cafezinho 222 – Sobre princípios e pragmatismo

Olha, parece que está cada dia mais difícil tomar posição sobre as grandes questões em debate na sociedade, viu? A gente lê uma argumentação brilhante e concorda com ela. Segundos depois lê uma contra argumentação tão brilhante quanto e também concorda com ela. Sem contar as fake News... Dá a impressão que antigamente as coisas eram mais claras, não é? Que havia o preto e o branco, o bem e o mal em contraste evidente e não era difícil escolher de que lado ficar. Mas será que aquela “facilidade” de definir o bom e o ruim não acontecia apenas porque antigamente, mais jovens e inexperientes, nosso raciocínio era simplório e escolhia de forma superficial, pelas aparências? Conforme evoluímos, ouvindo e lendo mais, refinando nossa capacidade de análise crítica, reparamos nos detalhes sutis, entendendo as argumentações sofisticadas e a multiplicidade de pontos de vista. E aquele mundo que a nossa ignorância transformava em preto ou branco, fica cinza... Por exemplo, tenho como princípio não roubar. Qualquer ação que eu decida praticar tem que estar de acordo com esse princípio, do qual não abro mão. Mas então surge o pragmatismo, que subordina a verdade à utilidade. Eu não roubo, mas se a vida de meu filho depender de roubar, roubarei, sim. O princípio do “não roubar” foi atropelado por um princípio mais forte: o da preservação da vida. E a minha decisão terá sido pragmática. Lula abraçado a Sarney ou Collor é um exemplo do pragmatismo que se sobrepõe a princípios. Bolsonaro indicando um petista para Procurador Geral da República é outro exemplo. Muitos dirão que Lula e Bolsonaro traíram seus princípios. Outros dirão que se não for assim, não governam. Para exercer política é necessário ser pragmático. E então passamos a aceitar certos deslizes como sendo “parte do jogo”. É desconfortável? Para muita gente, é. Uma luz de alarme que se acende e baixa a dúvida com a qual abri esta reflexão. Afinal, o que é que você leva em consideração ao escolher um amigo ou amiga, um parceiro, uma parceira? O então para eleger um político? Os princípios ou pragmatismo deles? Pois é... O mundo ficou cinza.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 21, 20192 min

Cafezinho 221 – Desemprego Qualificado

Li uma pesquisa chamada “Falta de Talentos” realizada pela Manpower, uma das grandes empresas globais na área de Recursos Humanos. A pesquisa aconteceu em 23 países, envolvendo 33 mil empregadores. O objetivo era determinar o impacto que a ausência de candidatos qualificados está causando no mercado de trabalho. Os resultados revelam que 40% dos empregadores têm dificuldades para ocupar posições, por falta de talentos em seus mercados. O presidente da Manpower, Jeffrey Joerres diz: "A escassez de talentos está se transformando em realidade para uma grande quantidade de empresas no mundo todo, e se agravará nas próximas décadas. Mudanças demográficas e outros fatores continuam reduzindo a quantidade de pessoas que estão esperando uma vaga e têm talento para participar da força de trabalho". As dez categorias em que os empregadores pesquisados encontraram mais dificuldade para recrutar foram: Representantes de vendas, Engenheiros, Técnicos (principalmente de produção/operações, de engenharia e manutenção), Operadores de produção, Operários qualificados e artesãos como carpinteiros, soldadores e encanadores, Pessoal de TI (programadores/analistas), Assistentes administrativos e Pessoais, Motoristas, Contadores e Gerentes e executivos. A Manpower alerta para as consequências a médio prazo. Diz que em dez anos veremos muitos negócios fracassarem por não saberem planejar com antecipação a maneira como encarar a escassez de talentos. E afirmam que esta não é uma tendência cíclica como no passado. “Desta vez a escassez de talentos é séria e durará por várias décadas", ressaltou o presidente da empresa. Aí um amigo meu, excelente profissional, diz que isso é conversa, que ele tem todas as qualificações, mas está desempregado há mais de 10 meses. Quando se candidata a uma vaga invariavelmente recebe a informação de que está super qualificado. E que está velho demais... Pois é. A situação de meu amigo apenas comprova a pesquisa: faltam talentos nas posições. Quem está fazendo o recrutamento e a seleção nas empresas é gente limitada a seguir “scripts”. Gente incapaz de reconhecer o potencial de um profissional maduro e buscando o impossível: um jovem recém-formado, que tenha “pelo menos cinco anos de experiência profissional”. No Brasil só discutimos a quantidade do desemprego. Ta na hora de discutir a qualidade do desemprego. Ah, a tal pesquisa é de 2006, viu? Já estamos no futuro que ela previa.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 18, 20192 min

LíderCast 174 – Eduardo Albano

Diretor de conteúdo da Ubook, plataforma que está revolucionando o consumo de áudio livros – e não só deles - no Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 17, 20191h 21m

Café Brasil 687 – A herança maldita

Uma apresentação, com números, do descompromisso, a desonestidade e falta de responsabilidade dos que pintam o futuro de azul e têm respostas prontas para tudo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 16, 201954 min

Cafezinho 220 – Mulheres gostosas fazem sexo e morrem no Everest

Vira e mexe recebo comentários de ouvintes que não se conformam com a pouca quantidade de acessos a meus canais e ao conteúdo que distribuo. Ficam indignados com certos canais que têm centenas de milhares, até milhões de seguidores, e que distribuem irrelevância, desinformação e treta. Assim como dinheiro atrai dinheiro, popularidade atrai popularidade. E isso tem muito pouco a ver com a qualidade do conteúdo distribuído. É mais forma, irreverência e o apelo a certos instintos básicos do ser humano. O editor da revista de escaladas Rock And Ice escreveu assim: “Porque monitoramos nosso site, temos uma boa ideia do que as pessoas gostam de clicar e os resultados podem ser resumidos em: sexo, morte e Everest. Qualquer post sobre mulheres, alguém morrendo ou desafiando a morte, ou a maior montanha do planeta, conseguirá uma grande quantidade de acessos. Nos dias de menor tráfego, sempre me pego fantasiando sobre o dia em que finalmente publicarei uma história que combine as quatro coisas: Mulheres Gostosas Fazem Sexo e Morrem no Everest. Até esse dia, tenho de me virar com o que temos.” Sexo e situação de risco que pode levar à morte. Eros e Thanatos, os instintos de vida e morte que Freud definiu quase um século atrás. Foi isso que despertou seu interesse por este texto aqui, não é? Mas se veio procurar mulher gostosa, sexo e morte no Everest, pode parar que não tem. O título foi só para demonstrar a tese. Muito tempo atrás fiz uma escolha entre quantidade e qualidade. Não busco uma audiência de milhões, só me interessam aqueles mil leitores ou ouvintes certos. Gente interessada em apreciar o conteúdo, acrescentar, contestar. Gente que não tem medo de textão e não está cega por rótulos fáceis. Gente que me obriga a ficar esperto e que me mostra outras janelas pelas quais ver o mundo. Gente que me ajuda a crescer. Distribuir conteúdo pela internet é uma função nobre, que corre numa via de duas mãos. Assim faço um convite para a troca de ideias, para construir um caminho. É essa a audiência que me interessa. Quem quer ver mulher gostosa fazendo sexo e morrendo no Everest está no canal errado.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 14, 20192 min

Cafezinho 219 – Brasil recusado na OCDE

A Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico a OCDE, foi fundada em 1961, e reúne países com elevados índices de desenvolvimento humano e econômico. O colegiado, formado por 36 membros, tem como objetivo coordenar políticas econômicas entre eles. Os diálogos para admissão do Brasil começaram em dezembro de 2017, com a formalização do pedido durante o Global Forum on Competition em Paris. Em março de 2018 O Brasil recebeu sinal positivo e começou a se preparar para preencher os requisitos. Em média os países levam de dois a três anos para passar pelo processo e se tornarem membros, e é preciso ter aprovação de todos os outros membros da organização. Durante esse período, os candidatos precisam ajustar sua legislação de acordo com as regras. O Brasil já tinha adotado em março cerca de 30% dos instrumentos necessários para ingressar no bloco. A sequência e velocidade com que cada país é aceito segue uma ordem de avaliação por um conselho, baseado num processo estruturado. Além do Brasil, estão na fila Argentina, Romênia, Croácia, Hungria e Bulgária. Em março, o presidente Donald Trump anunciou que ajudaria o Brasil a ingressar no bloco, para atrair mais investimentos e se colocar entre os países mais desenvolvidos do mundo. A agência Bloomberg teve acesso a uma carta de 28 de agosto na qual Mike Pompeo, Secretário de Estado americano apoiou pedido da Argentina e Romênia.  A Bloomberg reportou o caso assim: "O governo dos EUA se recusou a endossar a tentativa do Brasil de ingressar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, marcando uma reviravolta após meses de apoio público por parte das principais autoridades norte-americanas. (...) Os EUA apoiam a ampliação comedida da OCDE e um eventual convite para o Brasil, mas estão trabalhando primeiro para as entradas da Argentina e Romênia, tendo em vista os esforços de reforma econômica e o compromisso com o livre mercado desses países, disse uma autoridade sênior dos EUA”. Pronto. E o que é que a maioria da imprensa está gritando para você? Que o Brasil foi recusado. Para essa gente, o Brasil não pode dar certo.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 10, 20192 min

LíderCast 173 – Henrique Prata

o homem que fundou o Hospital do Câncer de Barretos, hoje Hospital de Amor. Uma história de empreendedorismo, mas, acima de tudo, de fé e de amor ao próximoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 10, 20191h 50m

Café Brasil 686 – O Meu Everest

Em 2001 eu fiz talvez a maior viagem da minha vida. Caminhei pela cordilheira do Himalaia até o Campo Base do Everest, aos pés da maior montanha do mundo. E aquela foi uma viagem transformadora, que agora você poderá conhecer. Ao vivo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 9, 201925 min

Cafezinho 218 – Ignorância Pluralística

Em 1990 os psicólogos Deborah Prentice e Dale Miller foram chamados para tentar resolver um problema na Universidade de Princeton. A garotada estava entrando de cabeça na bebida, o consumo de álcool estava atingindo proporções alarmantes com as consequências conhecidas. Após conversar com a garotada que enchia a cara, os psicólogos descobriram que, individualmente, os garotos e garotas concordavam que a bebida era um problema, que o consumo era excessivo e que deveria haver algum tipo de controle no campus. Mas esses garotos e garotas achavam que essa era a opinião deles, que a maioria achava que o consumo de álcool estava certo, portanto eles nada diziam ou faziam. Vem daí o conceito da Ignorância Pluralística: todo mundo tem seu pensamento próprio a respeito de algum fato ou atitude, mas está convencido que sua opinião é a única. E, com medo de ser atacado, humilhado ou expulso do grupo, cala a boca. A única forma de evitar a Ignorância Pluralística é interagir com indivíduos, da forma mais neutra possível. Durante as eleições fiz uma experiência com motoristas, balconistas e frentistas. Quando eu perguntava em quem a pessoa votaria, a resposta de 8 em cada 10 era: “eu não sei, tem que ver…”. E assim que eu demonstrava que não tinha restrições ao nome do Bolsonaro, 7 dos 8 se abriam para a possibilidade de votar nele. As pessoas temiam ser a opinião minoritária, arrumar encrenca e, portanto, expressavam seu “em cima do murismo”. Preste atenção: quando alguém aparecer com alguma ideia, veja se não está a apresentando como algo já estabelecido na sociedade. Veja se a pessoa não está fazendo com que todos pensem que todo mundo concorda com a ideia, mesmo que seja a primeira vez que você está ouvindo a tal ideia. Repare se a discussão dessa ideia acontece em grandes grupos, provoca altos debates em redes sociais, sempre envolvendo muita gente…num grupinho. Veja se você de repente não se sentiu sozinho ou sozinha. Talvez alguém esteja tentando jogar você na Ignorância Pluralística… Colocando em você o medo de ser apontado como o único ou única que não concorda com a maioria.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 7, 20192 min

Cafezinho 217 – Os sinais

Olha, os sinais já estavam em 2002, no filme Cidade de Deus, passado nas favelas do Rio. Em meio a bandidos, policiais corruptos e violência, Buscapé é um garoto bom, que só quer trabalhar para vencer na vida. Todos os bandidos se dão mal e Buscapé termina bem. O filme é um dos maiores sucessos do cinema brasileiro. Enquanto isso, nas novelas da Globo, eram os bandidos que se davam bem e as famílias tradicionais eram repletas de gente ruim, falsa e desonesta. Uma agenda progressista passa a ser empurrada pela goela do povo e as novelas começam a perder relevância. Ao mesmo tempo, a audiência de programas policiais que esculachavam bandidos explodia. Em 2007, chega Tropa de Elite, outro marco do cinema brasileiro. O público vibra com o Capitão Nascimento, policial honesto e disposto a defender seus valores a sangue e fogo. Tanto o ator quanto o diretor ficam constrangidos com o sucesso do personagem. O povo se identifica com o herói que tratava os bandidos na porrada. Em 2013, um movimento que começa como uma luta artificial contra aumento de passagens se desdobra, colocando milhões nas ruas contra a corrupção e os péssimos serviços do Estado. Ao mesmo tempo, autores, jornalistas e personalidades com discursos frontalmente contra a opinião publicada, começam a despontar, vendendo livros, dando audiência e pregando ideias como valores familiares, honestidade, patriotismo e obediência à lei e à ordem. A imprensa não percebe os sinais, seu discurso se dissocia do povo. Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan, percebe que há uma carência de ideias em conformidade com aquele povo que despertava. Ele muda a programação e o viés da rádio. Enquanto a maioria puxava o saco do governo, a Jovem Pan batia, e batia com gosto, aos poucos atropelando dinossauros como a CBN ou a Bandeirantes, apegados à agenda progressista. Deu no que deu. A Jovem Pan é a maior audiência do rádio brasileiro e até mesmo do Youtube, com uma pegada diferente das outras mídias. Tutinha percebeu os sinais dados por Buscapé, pelo Capitão Nascimento, pelas patinadas da Globo, por Olavo de Carvalho do True Outspeak e por um Reinaldo Azevedo que não existe mais. Goste você ou não, o brasileiro é conservador. Quem não entendeu, já quebrou. Ou vai quebrar.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 4, 20193 min

LíderCast 172 – Paulo Vieira

Paulo Vieira está à frente da Next Academy, maior empresa de desenvolvimento de atletas da América Latina, que leva jovens brasileiros para times em todo o mundo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 3, 20191h 26m

Café Brasil 685 – Entrevista no Ranking dos Políticos

O Ranking dos Políticos é uma iniciativa civil para avaliação da performance das pessoas que escolhemos para nos representar lá em Brasília. E eles me convidaram para um bate-papo. É o que você ouvirá neste programa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 2, 201954 min

Cafezinho 216 – Curriculum Mortis

Compareci a um jantar em homenagem a um colega que estava se aposentando após dirigir por anos uma empresa que fazia parte do grupo no qual trabalhei por 26 anos. Fui recebido com uma profusão de sorrisos e abraços, cabelos brancos, barrigas e traços envelhecidos, mas o mesmo velho calor humano. Quando entrei na sala de jantar fui encaminhado para uma mesa reservada. A mesa da velha guarda. “Velha guarda” foi uma bofetada. Enquanto eu assistia ao vídeo em homenagem ao colega que deixava a empresa, minha carreira passava diante de meus olhos. Lembrei-me da ansiedade com que, aos 26 anos de idade, caprichei na feitura de meu “curriculum vitae” para tentar emprego numa multinacional, quase quarenta anos atrás! Então veio à minha mente Rubem Alves, sempre ele, que um dia escreveu assim: “Um curriculum vitae é uma enumeração dos lugares por onde se passou, na correria da vida. As coisas que ele registra não existem mais. O que é passado está morto. Assim, na minha homepage, ao invés de curriculum vitae eu escrevi curriculum mortis, porque eu não sou o meu passado. Eu sou o meu agora”. Naquele momento eu mudei minha atitude. Para mim, aquela deixou de ser a mesa da velha guarda para ser a mesa onde estavam velhos amigos cheios de planos, sonhos e com energia para fazer acontecer. Tudo que fiz em minha carreira serviu para construir a minha história, para definir quem eu sou e do que sou capaz. Sou grato àqueles que me homenageiam pelo meu passado, que reconhecem minha contribuição, aos que valorizam o tempo que permaneceram ao meu lado, aos que acham que aprenderam algo comigo.  Mas isso passou. Não existe mais. O que importa é o que eu farei amanhã. Me aguardem.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.br  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 30, 20192 min

Cafezinho 215 – Foi mal

Então o piscineiro faz seu trabalho semanal e vai embora largando um registro aberto. Inunda a casa de máquinas e o motor vai pro brejo. Protestei, e vem a resposta: – Foi mal... No estacionamento, o manobrista me entrega o carro com um lindo risco na lateral. Chamo o gerente, que dá a resposta definitiva: – Foi mal... Eu pensei em dar aqui um exemplo de companhia aérea, mas nem precisa, né? – Foi mal. Foi mal. Foi mal... Pois é. Essa é a grande encrenca da prestação de serviços. Você só sabe se o serviço é bom depois que recebe. Não dá pra ver antes, pra cheirar, experimentar, saber que peso tem, de que tamanho é... Precisa encomendar e torcer pra receber algo que preste. Ou então se preparar para ouvir um... - Foi mal! Pois o ouvinte Caio Márcio Rodrigues manda uma ideia deliciosa que, se não é a solução, ao menos nos daria um saborzinho de vingança contra a turma do “foi mal”: o Real Flutuante. Olha só, ele me escreveu assim:  “Outro dia, o dono da empresa que trocou o telhado de minha casa, ao terminar a labuta de uns 15 dias, tascou:  – Então, seu Caio, desculpe alguma coisa, tá?  – Ué, mas se você fez algo para se desculpar, vai lá e arruma, tá? ... Ainda dá tempo! Não deu tempo: em vez de me pegar pelo braço e mostrar orgulhosamente sua obra, as qualidades, modo de usar, tecer comparações entre o prometido e o realizado, ele entrou no carro e se mandou. Aí fiquei pensando: já ouvi essa frase algumas vezes nos últimos tempos. Parece que ela está ficando comum. No Brasil, em vez de fazer o serviço direito, o sujeito faz de qualquer jeito e então pede desculpas por alguma coisa. Pensei em propor ao Banco Central a criação de uma moeda flexível: um Real que valesse mais ou menos, conforme a qualidade do serviço que estamos pagando. Essa moeda de escala flexível funcionaria assim: um serviço impecável você pagaria com um Real "A" bom, firme. Um serviço mais ou menos você pagaria com o Real "B" roto, com o qual só dá para comprar metade das coisas. Seria legal, não? A moeda correspondendo à qualidade do serviço prestado.” Que tal? Genial a proposta do Caio, não é?  Você já pensou na cara do sujeito?  – Pô, seu Luciano, mas o senhor me pagou com o Real de merda! – Ô, vai desculpando aí... Foi mal...   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 27, 20192 min

LíderCast 171 – Fabiana Salles

Uma empreendedora que, a partir da criação de um aparelho de eletrocardiograma à distância vai “pivotando” seus negócios até tornar-se co-fundadora e CEO da GESTO, empresa do segmento de consultoria de benefícios que atua com corretagem de seguro saúde baseada em ciência de dados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 26, 20191h 23m

Café Brasil 684 – Susceptibilidade à negatividade

Você está na boa, trabalhando ou fazendo suas coisas, quando alguém lhe dá uma palavra crítica. Abaixa então aquela sensação negativa. E pronto, cara! Seu dia acabou. Isso pode ser chamado de “susceptibilidade à negatividade”. E vamos nessa praia hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 25, 201925 min

Cafezinho 214 – Entropia 2

Num cafezinho anterior eu falava da entropia, o processo universal de deterioração de todos os sistemas naturais ou feitos pelo homem. E dizia que a única coisa que podemos fazer é cuidar da manutenção dos sistemas para controlar a velocidade da deterioração. O problema é quando a entropia ataca os processos sociais e morais. Precisa de gente capaz de perceber o problema e com coragem para apertar o botão de alarme acionando a equipe da manutenção. Essa gente está aí,ó, do seu lado. Uma delas, com certeza, é você, que talvez nunca tenha considerado essa responsabilidade como o agente que abre os olhos da sociedade para o nível de degradação a que ela está chegando. E isso é até compreensível, viu? Precisa de tempo. Coragem. Generosidade. Perseverança. Ah, e você pode dizer que não tem os conhecimentos necessários, né? Pois saiba que a formação da gente capaz de perceber os sinais de entropia se dá por meio de umas besteiras aí que deixamos de lado: educação e cultura, que geram um olhar crítico, imune aos apelos comerciais da mídia e ao blábláblá dos marqueteiros e políticos. E é então que se percebe o buraco em que estamos caindo. A gente olha em volta e só vê gente como a gente, desorientada, perdida... Aqui e ali surgem uns que parece, repare bem, parece que sabem o caminho. E a gente vai cegamente atrás. Para descobrir lá na frente que esses visionários também estavam perdidos. Entropia precisa de manutenção, de consertar o que é possível, de aproveitar as partes boas e corrigir o que está errado. Desconfie de todos que aparecem dizendo pra você derrubar a casa, jogar tudo fora, sucatear as coisas e começar de novo, do zero. Esses aí devem estar tentando te vender alguma coisa, que provavelmente você não quer. Não terceirize o papel de zelador de sua vida, de sua empresa, de sua cidade, do seu país. Não passe pelo lixo no chão, pela goteira, pela rachadura, como se não fosse problema seu. Grite, reclame, mostre sua indignação, aponte para o problema faça um escândalo! Aperte o botão de alarme, pô! Ele tá aí na sua cara. Tá escrito “enter” nele.      Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 23, 20192 min

Cafezinho 213 – Entropia

Entropia é a tendência generalizada de todos os sistemas, naturais ou feitos pelo homem, de se deteriorar com o tempo. O corpo humano passa por um processo de entropia: ele vai envelhecendo e um dia morre. O automóvel também. Vai ficando velho, desgastando as peças e um dia vira sucata. Essa camisa que você usa. Essa rua por onde anda. A casa onde mora. A lâmpada que lhe dá luz... Tudo isso um dia acabará, por um processo natural de entropia, de desgaste, inevitável. A única coisa que podemos fazer é tentar reduzir a velocidade com que a entropia acontece. É na manutenção bem feita que está o segredo para retardar o processo de entropia que um dia nos levará ao fim. Você, cuidando da alimentação e praticando exercícios físicos, retarda os efeitos do envelhecimento. A manutenção, limpando o chão, pintando a parede periodicamente, trocando as telhas quebradas, prolonga a vida da casa. E é fundamental a existência de instrumentos que nos mostrem quando o processo de entropia está atingindo índices perigosos. Uma luz tem que acender. A sirene tem que tocar para que a equipe de manutenção seja acionada e as providências para reduzir a velocidade da deterioração, executadas. Mas... Encontrar e consertar uma goteira ou uma trinca é fácil. O bicho pega quando o problema é social. Moral. Ético. Quando um desvio de conduta passa a ser considerado “normalzinho”. Nesses casos, os instrumentos capazes de acionar o alarme não são máquinas, são pessoas. Gente treinada para perceber quando os índices de deterioração moral da sociedade atingem níveis perigosos e com coragem para apertar o botão de alarme acionando a manutenção. Mas a combinação de quarenta anos de educação deteriorada; a cultura ao Deus dará; a mídia descompromissada; a incompetência generalizada; a confusão ideológica e o foco no curto prazo nos tornaram cegos para as luzes e surdos para as sirenes. - O volume da televisão tá alto demais, não me deixa ouvir... E, pra piorar, neste Brasil da entropia sem controle, quem aciona o alarme é chamado de subversivo pelos oportunistas que influenciam a maioria cega e surda. E aí a gente cansa. Em vez do botão de alarme, apertamos aquele outro botão, que começa com a letra F. E aí, meu, já era...       Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 20, 20192 min

LíderCast 170 – Rodrigo Galvão

Rodrigo Galvão, que aos 35 anos assumiu a posição de CEO da Oracle Brasil e conduz a empresa para um modelo start up com uma visão muito especial sobre gestão de recursos humanos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 19, 201953 min

Café Brasil 683 – O peixe

E aí, hein? Dar o peixe ou ensinar a pescar? Será que se você ensinar a pescar, as pessoas magicamente vão mudar? Ou é preciso ir um pouco mais longe? Olha, a mudança aparece quem a quer. E é nessa praia que vamos hoje. Posso entrar?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 18, 201926 min

Cafezinho 212 – Cérebros roídos

Quando em 2001 decidi começar uma cruzada pessoal contra a miséria intelectual dos brasileiros eu sabia que a briga seria dura, mas que valeria a pena. De lá para cá sabe o que aconteceu? Tornei-me colunista de programas de rádio. Lancei meu livro Brasileiros Pocotó e mais sete na sequência. Realizei minhas palestras centenas, milhares de vezes no Brasil e no exterior. Fiz eventos de lançamento de livros em várias universidades. Ampliei meu cadastro de assinantes do site para mais de 100 mil nomes. Viajei para o Aconcágua e o Pólo Norte. Lancei o podcast Café Brasil que tem milhões de downloads a cada ano. Lancei mais dois podcasts, o LíderCast e o Cafezinho. Tornei-me colunista de dezenas de jornais, revistas e sites. Lancei uma plataforma de educação continuada, o Café Brasil Premium. Ufa! Uma trabalheira danada que recebeu pouquíssima repercussão na grande mídia. O barulho todo veio pela internet. Mas um dia minha hora chegou. Recebi uma ligação para marcar uma entrevista pela televisão, para matéria que foi ao ar no Jornal da Cultura! Vieram me entrevistar em meu escritório! Um jornalista e dois técnicos! Finalmente! Quando o produtor ligou interessado na entrevista, fiquei excitado! Será que finalmente eu poderia tratar de meu trabalho de combate ao emburrecimento nacional? Falar das implicações políticas de nossas decisões do dia a dia? Chamar a atenção para o vácuo de cidadania que vivenciamos neste início de século? Comentar sobre a queda de conteúdo no sistema educacional? Discorrer sobre as raízes da corrupção em nossos pequenos atos diários? Discursar sobre a necessidade de enriquecer nosso repertório para refinar nossa capacidade de tomada de decisão? Argumentar sobre a importância de não ser um bovino resignado destilando ressentimentos passivos? Conclamar o telespectador a conectar-se a outras pessoas interessadas em melhorar o estado das coisas? Provocar a todos pedindo que resistissem caso percebessem que o Brasil está ficando burro? Não. Eles estavam interessados por causa de meu artigo SOBRE UNHAS em que eu comentava a tentativa de superar o hábito de roer unhas desde que comecei aprender a tocar viola caipira. Mais prioritário que o roer de unhas é o roer do cérebro. É ele que está sendo destruído sem que a gente perceba. O problema é que o estrago do cérebro não é visível como as unhas. Não dói como as unhas. E na República das Banalidades, o que não é visto e nem dói, não interessa.     Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 16, 20192 min

Cafezinho 211 – O crítico e o criativo

Cara, esse clima de desalento, mau humor, visão crítica e decepção que anda tomando conta de meus...dos nossos pensamentos me incomoda. Em 2005 tomei a decisão de não mergulhar na “onda”, não escrever sobre aquilo que todo mundo escreve, não fazer parte da massa barulhenta que faz... Barulho. Existe gente mais competente pra reclamar e a reclamação resolve muito pouco. Preferi navegar por outros mares, provocando nas pessoas reflexões sobre suas atitudes diante do mundo. Mas ficou difícil, viu? Percebo que ao soltar a imaginação, invariavelmente sou jogado sobre a “lulificação” do Brasil em todas as suas vertentes, dos absurdos falados em rede de tevê à incompetência crônica dos administradores, passando pela conspiração pelo poder e pela sensação de ser tratado como um idiota. E não me refiro só à política. A mediocrização é generalizada. A questão é como reagiremos a ela. Temos duas opções de encarar a vida. Podemos fazê-lo de forma crítica. Discutimos, analisamos e usamos a lógica para manifestar nossas opiniões e tomar decisões. E isso é importante. A postura crítica tem como pressuposto a negação. Negamos, contestamos, destruímos para depois reconstruir conforme nossos valores. É assim que permanecemos vivos. Mas existe uma outra possibilidade, um outro olhar. O olhar criativo, quando exploramos, desenhamos e percebemos as coisas. O olhar que tem como pressuposto a inspiração. Negação e inspiração, dá pra perceber a diferença? Está em nossas mãos equilibrar os dois olhares, sendo mais críticos ou mais criativos. E o que tenho experimentado é o lento desaparecimento do olhar criativo. Basta uma olhada nos jornais televisivos diários para perceber o inferno no qual estamos vivendo. E quando não é a tragédia na casa do vizinho, é o ônibus repleto de crianças que caiu no rio lá na Índia. E haja inspiração para escapar desse Tsunami de críticas, não é? Pois senti que estou me afundando nele. E que isso não vai me levar a lugar algum. Ou melhor, vai sim: ao leito de um hospital, com pressão alta e veias entupidas. Eu não quero isso. Por isso estou assumindo um compromisso com meus leitores, de desequilibrar a balança dos olhares para o lado criativo. É uma questão de sobrevivência. Este texto eu escrevi em 2007...   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 13, 20192 min

LíderCast 169 – Marília Guimarães e Eduardo Dantas

A dupla responsável pelo canal Entendendo o iPhone que, diretamente de Aracaju, já soma quatro certificações Apple e tornou-se especialista em dispositivos IOS. Marilia tem um jeitinho todo próprio e bem-humorado de ensinar a gente as manhas dos iPhones.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 12, 20191h 36m

Café Brasil 682 – LíderCast 13

É isso que é o LíderCast. Uma homenagem a quem trabalha, para si, para outros, para progredir. Não importa se de direita, de esquerda ou de centro. O LíderCast é Liderança e empreendedorismo na veia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 11, 201927 min