
Canal Café Brasil
2,438 episodes — Page 28 of 49

Café Brasil 688 – Doar órgãos é doar vida
A doação de órgãos é um ato de generosidade, é o supremo desprendimento de dar uma parte de si para que outra pessoa viva. Hoje é com um desconhecido, mas amanhã pode ser com algum amigo, parente próximo ou até mesmo você. Doar órgãos é doar vida.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 222 – Sobre princípios e pragmatismo
Olha, parece que está cada dia mais difícil tomar posição sobre as grandes questões em debate na sociedade, viu? A gente lê uma argumentação brilhante e concorda com ela. Segundos depois lê uma contra argumentação tão brilhante quanto e também concorda com ela. Sem contar as fake News... Dá a impressão que antigamente as coisas eram mais claras, não é? Que havia o preto e o branco, o bem e o mal em contraste evidente e não era difícil escolher de que lado ficar. Mas será que aquela “facilidade” de definir o bom e o ruim não acontecia apenas porque antigamente, mais jovens e inexperientes, nosso raciocínio era simplório e escolhia de forma superficial, pelas aparências? Conforme evoluímos, ouvindo e lendo mais, refinando nossa capacidade de análise crítica, reparamos nos detalhes sutis, entendendo as argumentações sofisticadas e a multiplicidade de pontos de vista. E aquele mundo que a nossa ignorância transformava em preto ou branco, fica cinza... Por exemplo, tenho como princípio não roubar. Qualquer ação que eu decida praticar tem que estar de acordo com esse princípio, do qual não abro mão. Mas então surge o pragmatismo, que subordina a verdade à utilidade. Eu não roubo, mas se a vida de meu filho depender de roubar, roubarei, sim. O princípio do “não roubar” foi atropelado por um princípio mais forte: o da preservação da vida. E a minha decisão terá sido pragmática. Lula abraçado a Sarney ou Collor é um exemplo do pragmatismo que se sobrepõe a princípios. Bolsonaro indicando um petista para Procurador Geral da República é outro exemplo. Muitos dirão que Lula e Bolsonaro traíram seus princípios. Outros dirão que se não for assim, não governam. Para exercer política é necessário ser pragmático. E então passamos a aceitar certos deslizes como sendo “parte do jogo”. É desconfortável? Para muita gente, é. Uma luz de alarme que se acende e baixa a dúvida com a qual abri esta reflexão. Afinal, o que é que você leva em consideração ao escolher um amigo ou amiga, um parceiro, uma parceira? O então para eleger um político? Os princípios ou pragmatismo deles? Pois é... O mundo ficou cinza. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 221 – Desemprego Qualificado
Li uma pesquisa chamada “Falta de Talentos” realizada pela Manpower, uma das grandes empresas globais na área de Recursos Humanos. A pesquisa aconteceu em 23 países, envolvendo 33 mil empregadores. O objetivo era determinar o impacto que a ausência de candidatos qualificados está causando no mercado de trabalho. Os resultados revelam que 40% dos empregadores têm dificuldades para ocupar posições, por falta de talentos em seus mercados. O presidente da Manpower, Jeffrey Joerres diz: "A escassez de talentos está se transformando em realidade para uma grande quantidade de empresas no mundo todo, e se agravará nas próximas décadas. Mudanças demográficas e outros fatores continuam reduzindo a quantidade de pessoas que estão esperando uma vaga e têm talento para participar da força de trabalho". As dez categorias em que os empregadores pesquisados encontraram mais dificuldade para recrutar foram: Representantes de vendas, Engenheiros, Técnicos (principalmente de produção/operações, de engenharia e manutenção), Operadores de produção, Operários qualificados e artesãos como carpinteiros, soldadores e encanadores, Pessoal de TI (programadores/analistas), Assistentes administrativos e Pessoais, Motoristas, Contadores e Gerentes e executivos. A Manpower alerta para as consequências a médio prazo. Diz que em dez anos veremos muitos negócios fracassarem por não saberem planejar com antecipação a maneira como encarar a escassez de talentos. E afirmam que esta não é uma tendência cíclica como no passado. “Desta vez a escassez de talentos é séria e durará por várias décadas", ressaltou o presidente da empresa. Aí um amigo meu, excelente profissional, diz que isso é conversa, que ele tem todas as qualificações, mas está desempregado há mais de 10 meses. Quando se candidata a uma vaga invariavelmente recebe a informação de que está super qualificado. E que está velho demais... Pois é. A situação de meu amigo apenas comprova a pesquisa: faltam talentos nas posições. Quem está fazendo o recrutamento e a seleção nas empresas é gente limitada a seguir “scripts”. Gente incapaz de reconhecer o potencial de um profissional maduro e buscando o impossível: um jovem recém-formado, que tenha “pelo menos cinco anos de experiência profissional”. No Brasil só discutimos a quantidade do desemprego. Ta na hora de discutir a qualidade do desemprego. Ah, a tal pesquisa é de 2006, viu? Já estamos no futuro que ela previa. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 174 – Eduardo Albano
Diretor de conteúdo da Ubook, plataforma que está revolucionando o consumo de áudio livros – e não só deles - no Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 687 – A herança maldita
Uma apresentação, com números, do descompromisso, a desonestidade e falta de responsabilidade dos que pintam o futuro de azul e têm respostas prontas para tudo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 220 – Mulheres gostosas fazem sexo e morrem no Everest
Vira e mexe recebo comentários de ouvintes que não se conformam com a pouca quantidade de acessos a meus canais e ao conteúdo que distribuo. Ficam indignados com certos canais que têm centenas de milhares, até milhões de seguidores, e que distribuem irrelevância, desinformação e treta. Assim como dinheiro atrai dinheiro, popularidade atrai popularidade. E isso tem muito pouco a ver com a qualidade do conteúdo distribuído. É mais forma, irreverência e o apelo a certos instintos básicos do ser humano. O editor da revista de escaladas Rock And Ice escreveu assim: “Porque monitoramos nosso site, temos uma boa ideia do que as pessoas gostam de clicar e os resultados podem ser resumidos em: sexo, morte e Everest. Qualquer post sobre mulheres, alguém morrendo ou desafiando a morte, ou a maior montanha do planeta, conseguirá uma grande quantidade de acessos. Nos dias de menor tráfego, sempre me pego fantasiando sobre o dia em que finalmente publicarei uma história que combine as quatro coisas: Mulheres Gostosas Fazem Sexo e Morrem no Everest. Até esse dia, tenho de me virar com o que temos.” Sexo e situação de risco que pode levar à morte. Eros e Thanatos, os instintos de vida e morte que Freud definiu quase um século atrás. Foi isso que despertou seu interesse por este texto aqui, não é? Mas se veio procurar mulher gostosa, sexo e morte no Everest, pode parar que não tem. O título foi só para demonstrar a tese. Muito tempo atrás fiz uma escolha entre quantidade e qualidade. Não busco uma audiência de milhões, só me interessam aqueles mil leitores ou ouvintes certos. Gente interessada em apreciar o conteúdo, acrescentar, contestar. Gente que não tem medo de textão e não está cega por rótulos fáceis. Gente que me obriga a ficar esperto e que me mostra outras janelas pelas quais ver o mundo. Gente que me ajuda a crescer. Distribuir conteúdo pela internet é uma função nobre, que corre numa via de duas mãos. Assim faço um convite para a troca de ideias, para construir um caminho. É essa a audiência que me interessa. Quem quer ver mulher gostosa fazendo sexo e morrendo no Everest está no canal errado. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 219 – Brasil recusado na OCDE
A Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico a OCDE, foi fundada em 1961, e reúne países com elevados índices de desenvolvimento humano e econômico. O colegiado, formado por 36 membros, tem como objetivo coordenar políticas econômicas entre eles. Os diálogos para admissão do Brasil começaram em dezembro de 2017, com a formalização do pedido durante o Global Forum on Competition em Paris. Em março de 2018 O Brasil recebeu sinal positivo e começou a se preparar para preencher os requisitos. Em média os países levam de dois a três anos para passar pelo processo e se tornarem membros, e é preciso ter aprovação de todos os outros membros da organização. Durante esse período, os candidatos precisam ajustar sua legislação de acordo com as regras. O Brasil já tinha adotado em março cerca de 30% dos instrumentos necessários para ingressar no bloco. A sequência e velocidade com que cada país é aceito segue uma ordem de avaliação por um conselho, baseado num processo estruturado. Além do Brasil, estão na fila Argentina, Romênia, Croácia, Hungria e Bulgária. Em março, o presidente Donald Trump anunciou que ajudaria o Brasil a ingressar no bloco, para atrair mais investimentos e se colocar entre os países mais desenvolvidos do mundo. A agência Bloomberg teve acesso a uma carta de 28 de agosto na qual Mike Pompeo, Secretário de Estado americano apoiou pedido da Argentina e Romênia. A Bloomberg reportou o caso assim: "O governo dos EUA se recusou a endossar a tentativa do Brasil de ingressar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, marcando uma reviravolta após meses de apoio público por parte das principais autoridades norte-americanas. (...) Os EUA apoiam a ampliação comedida da OCDE e um eventual convite para o Brasil, mas estão trabalhando primeiro para as entradas da Argentina e Romênia, tendo em vista os esforços de reforma econômica e o compromisso com o livre mercado desses países, disse uma autoridade sênior dos EUA”. Pronto. E o que é que a maioria da imprensa está gritando para você? Que o Brasil foi recusado. Para essa gente, o Brasil não pode dar certo. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 173 – Henrique Prata
o homem que fundou o Hospital do Câncer de Barretos, hoje Hospital de Amor. Uma história de empreendedorismo, mas, acima de tudo, de fé e de amor ao próximoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 686 – O Meu Everest
Em 2001 eu fiz talvez a maior viagem da minha vida. Caminhei pela cordilheira do Himalaia até o Campo Base do Everest, aos pés da maior montanha do mundo. E aquela foi uma viagem transformadora, que agora você poderá conhecer. Ao vivo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 218 – Ignorância Pluralística
Em 1990 os psicólogos Deborah Prentice e Dale Miller foram chamados para tentar resolver um problema na Universidade de Princeton. A garotada estava entrando de cabeça na bebida, o consumo de álcool estava atingindo proporções alarmantes com as consequências conhecidas. Após conversar com a garotada que enchia a cara, os psicólogos descobriram que, individualmente, os garotos e garotas concordavam que a bebida era um problema, que o consumo era excessivo e que deveria haver algum tipo de controle no campus. Mas esses garotos e garotas achavam que essa era a opinião deles, que a maioria achava que o consumo de álcool estava certo, portanto eles nada diziam ou faziam. Vem daí o conceito da Ignorância Pluralística: todo mundo tem seu pensamento próprio a respeito de algum fato ou atitude, mas está convencido que sua opinião é a única. E, com medo de ser atacado, humilhado ou expulso do grupo, cala a boca. A única forma de evitar a Ignorância Pluralística é interagir com indivíduos, da forma mais neutra possível. Durante as eleições fiz uma experiência com motoristas, balconistas e frentistas. Quando eu perguntava em quem a pessoa votaria, a resposta de 8 em cada 10 era: “eu não sei, tem que ver…”. E assim que eu demonstrava que não tinha restrições ao nome do Bolsonaro, 7 dos 8 se abriam para a possibilidade de votar nele. As pessoas temiam ser a opinião minoritária, arrumar encrenca e, portanto, expressavam seu “em cima do murismo”. Preste atenção: quando alguém aparecer com alguma ideia, veja se não está a apresentando como algo já estabelecido na sociedade. Veja se a pessoa não está fazendo com que todos pensem que todo mundo concorda com a ideia, mesmo que seja a primeira vez que você está ouvindo a tal ideia. Repare se a discussão dessa ideia acontece em grandes grupos, provoca altos debates em redes sociais, sempre envolvendo muita gente…num grupinho. Veja se você de repente não se sentiu sozinho ou sozinha. Talvez alguém esteja tentando jogar você na Ignorância Pluralística… Colocando em você o medo de ser apontado como o único ou única que não concorda com a maioria. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 217 – Os sinais
Olha, os sinais já estavam em 2002, no filme Cidade de Deus, passado nas favelas do Rio. Em meio a bandidos, policiais corruptos e violência, Buscapé é um garoto bom, que só quer trabalhar para vencer na vida. Todos os bandidos se dão mal e Buscapé termina bem. O filme é um dos maiores sucessos do cinema brasileiro. Enquanto isso, nas novelas da Globo, eram os bandidos que se davam bem e as famílias tradicionais eram repletas de gente ruim, falsa e desonesta. Uma agenda progressista passa a ser empurrada pela goela do povo e as novelas começam a perder relevância. Ao mesmo tempo, a audiência de programas policiais que esculachavam bandidos explodia. Em 2007, chega Tropa de Elite, outro marco do cinema brasileiro. O público vibra com o Capitão Nascimento, policial honesto e disposto a defender seus valores a sangue e fogo. Tanto o ator quanto o diretor ficam constrangidos com o sucesso do personagem. O povo se identifica com o herói que tratava os bandidos na porrada. Em 2013, um movimento que começa como uma luta artificial contra aumento de passagens se desdobra, colocando milhões nas ruas contra a corrupção e os péssimos serviços do Estado. Ao mesmo tempo, autores, jornalistas e personalidades com discursos frontalmente contra a opinião publicada, começam a despontar, vendendo livros, dando audiência e pregando ideias como valores familiares, honestidade, patriotismo e obediência à lei e à ordem. A imprensa não percebe os sinais, seu discurso se dissocia do povo. Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan, percebe que há uma carência de ideias em conformidade com aquele povo que despertava. Ele muda a programação e o viés da rádio. Enquanto a maioria puxava o saco do governo, a Jovem Pan batia, e batia com gosto, aos poucos atropelando dinossauros como a CBN ou a Bandeirantes, apegados à agenda progressista. Deu no que deu. A Jovem Pan é a maior audiência do rádio brasileiro e até mesmo do Youtube, com uma pegada diferente das outras mídias. Tutinha percebeu os sinais dados por Buscapé, pelo Capitão Nascimento, pelas patinadas da Globo, por Olavo de Carvalho do True Outspeak e por um Reinaldo Azevedo que não existe mais. Goste você ou não, o brasileiro é conservador. Quem não entendeu, já quebrou. Ou vai quebrar. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 172 – Paulo Vieira
Paulo Vieira está à frente da Next Academy, maior empresa de desenvolvimento de atletas da América Latina, que leva jovens brasileiros para times em todo o mundo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 685 – Entrevista no Ranking dos Políticos
O Ranking dos Políticos é uma iniciativa civil para avaliação da performance das pessoas que escolhemos para nos representar lá em Brasília. E eles me convidaram para um bate-papo. É o que você ouvirá neste programa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 216 – Curriculum Mortis
Compareci a um jantar em homenagem a um colega que estava se aposentando após dirigir por anos uma empresa que fazia parte do grupo no qual trabalhei por 26 anos. Fui recebido com uma profusão de sorrisos e abraços, cabelos brancos, barrigas e traços envelhecidos, mas o mesmo velho calor humano. Quando entrei na sala de jantar fui encaminhado para uma mesa reservada. A mesa da velha guarda. “Velha guarda” foi uma bofetada. Enquanto eu assistia ao vídeo em homenagem ao colega que deixava a empresa, minha carreira passava diante de meus olhos. Lembrei-me da ansiedade com que, aos 26 anos de idade, caprichei na feitura de meu “curriculum vitae” para tentar emprego numa multinacional, quase quarenta anos atrás! Então veio à minha mente Rubem Alves, sempre ele, que um dia escreveu assim: “Um curriculum vitae é uma enumeração dos lugares por onde se passou, na correria da vida. As coisas que ele registra não existem mais. O que é passado está morto. Assim, na minha homepage, ao invés de curriculum vitae eu escrevi curriculum mortis, porque eu não sou o meu passado. Eu sou o meu agora”. Naquele momento eu mudei minha atitude. Para mim, aquela deixou de ser a mesa da velha guarda para ser a mesa onde estavam velhos amigos cheios de planos, sonhos e com energia para fazer acontecer. Tudo que fiz em minha carreira serviu para construir a minha história, para definir quem eu sou e do que sou capaz. Sou grato àqueles que me homenageiam pelo meu passado, que reconhecem minha contribuição, aos que valorizam o tempo que permaneceram ao meu lado, aos que acham que aprenderam algo comigo. Mas isso passou. Não existe mais. O que importa é o que eu farei amanhã. Me aguardem. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 215 – Foi mal
Então o piscineiro faz seu trabalho semanal e vai embora largando um registro aberto. Inunda a casa de máquinas e o motor vai pro brejo. Protestei, e vem a resposta: – Foi mal... No estacionamento, o manobrista me entrega o carro com um lindo risco na lateral. Chamo o gerente, que dá a resposta definitiva: – Foi mal... Eu pensei em dar aqui um exemplo de companhia aérea, mas nem precisa, né? – Foi mal. Foi mal. Foi mal... Pois é. Essa é a grande encrenca da prestação de serviços. Você só sabe se o serviço é bom depois que recebe. Não dá pra ver antes, pra cheirar, experimentar, saber que peso tem, de que tamanho é... Precisa encomendar e torcer pra receber algo que preste. Ou então se preparar para ouvir um... - Foi mal! Pois o ouvinte Caio Márcio Rodrigues manda uma ideia deliciosa que, se não é a solução, ao menos nos daria um saborzinho de vingança contra a turma do “foi mal”: o Real Flutuante. Olha só, ele me escreveu assim: “Outro dia, o dono da empresa que trocou o telhado de minha casa, ao terminar a labuta de uns 15 dias, tascou: – Então, seu Caio, desculpe alguma coisa, tá? – Ué, mas se você fez algo para se desculpar, vai lá e arruma, tá? ... Ainda dá tempo! Não deu tempo: em vez de me pegar pelo braço e mostrar orgulhosamente sua obra, as qualidades, modo de usar, tecer comparações entre o prometido e o realizado, ele entrou no carro e se mandou. Aí fiquei pensando: já ouvi essa frase algumas vezes nos últimos tempos. Parece que ela está ficando comum. No Brasil, em vez de fazer o serviço direito, o sujeito faz de qualquer jeito e então pede desculpas por alguma coisa. Pensei em propor ao Banco Central a criação de uma moeda flexível: um Real que valesse mais ou menos, conforme a qualidade do serviço que estamos pagando. Essa moeda de escala flexível funcionaria assim: um serviço impecável você pagaria com um Real "A" bom, firme. Um serviço mais ou menos você pagaria com o Real "B" roto, com o qual só dá para comprar metade das coisas. Seria legal, não? A moeda correspondendo à qualidade do serviço prestado.” Que tal? Genial a proposta do Caio, não é? Você já pensou na cara do sujeito? – Pô, seu Luciano, mas o senhor me pagou com o Real de merda! – Ô, vai desculpando aí... Foi mal... Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 171 – Fabiana Salles
Uma empreendedora que, a partir da criação de um aparelho de eletrocardiograma à distância vai “pivotando” seus negócios até tornar-se co-fundadora e CEO da GESTO, empresa do segmento de consultoria de benefícios que atua com corretagem de seguro saúde baseada em ciência de dados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 684 – Susceptibilidade à negatividade
Você está na boa, trabalhando ou fazendo suas coisas, quando alguém lhe dá uma palavra crítica. Abaixa então aquela sensação negativa. E pronto, cara! Seu dia acabou. Isso pode ser chamado de “susceptibilidade à negatividade”. E vamos nessa praia hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 214 – Entropia 2
Num cafezinho anterior eu falava da entropia, o processo universal de deterioração de todos os sistemas naturais ou feitos pelo homem. E dizia que a única coisa que podemos fazer é cuidar da manutenção dos sistemas para controlar a velocidade da deterioração. O problema é quando a entropia ataca os processos sociais e morais. Precisa de gente capaz de perceber o problema e com coragem para apertar o botão de alarme acionando a equipe da manutenção. Essa gente está aí,ó, do seu lado. Uma delas, com certeza, é você, que talvez nunca tenha considerado essa responsabilidade como o agente que abre os olhos da sociedade para o nível de degradação a que ela está chegando. E isso é até compreensível, viu? Precisa de tempo. Coragem. Generosidade. Perseverança. Ah, e você pode dizer que não tem os conhecimentos necessários, né? Pois saiba que a formação da gente capaz de perceber os sinais de entropia se dá por meio de umas besteiras aí que deixamos de lado: educação e cultura, que geram um olhar crítico, imune aos apelos comerciais da mídia e ao blábláblá dos marqueteiros e políticos. E é então que se percebe o buraco em que estamos caindo. A gente olha em volta e só vê gente como a gente, desorientada, perdida... Aqui e ali surgem uns que parece, repare bem, parece que sabem o caminho. E a gente vai cegamente atrás. Para descobrir lá na frente que esses visionários também estavam perdidos. Entropia precisa de manutenção, de consertar o que é possível, de aproveitar as partes boas e corrigir o que está errado. Desconfie de todos que aparecem dizendo pra você derrubar a casa, jogar tudo fora, sucatear as coisas e começar de novo, do zero. Esses aí devem estar tentando te vender alguma coisa, que provavelmente você não quer. Não terceirize o papel de zelador de sua vida, de sua empresa, de sua cidade, do seu país. Não passe pelo lixo no chão, pela goteira, pela rachadura, como se não fosse problema seu. Grite, reclame, mostre sua indignação, aponte para o problema faça um escândalo! Aperte o botão de alarme, pô! Ele tá aí na sua cara. Tá escrito “enter” nele. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 213 – Entropia
Entropia é a tendência generalizada de todos os sistemas, naturais ou feitos pelo homem, de se deteriorar com o tempo. O corpo humano passa por um processo de entropia: ele vai envelhecendo e um dia morre. O automóvel também. Vai ficando velho, desgastando as peças e um dia vira sucata. Essa camisa que você usa. Essa rua por onde anda. A casa onde mora. A lâmpada que lhe dá luz... Tudo isso um dia acabará, por um processo natural de entropia, de desgaste, inevitável. A única coisa que podemos fazer é tentar reduzir a velocidade com que a entropia acontece. É na manutenção bem feita que está o segredo para retardar o processo de entropia que um dia nos levará ao fim. Você, cuidando da alimentação e praticando exercícios físicos, retarda os efeitos do envelhecimento. A manutenção, limpando o chão, pintando a parede periodicamente, trocando as telhas quebradas, prolonga a vida da casa. E é fundamental a existência de instrumentos que nos mostrem quando o processo de entropia está atingindo índices perigosos. Uma luz tem que acender. A sirene tem que tocar para que a equipe de manutenção seja acionada e as providências para reduzir a velocidade da deterioração, executadas. Mas... Encontrar e consertar uma goteira ou uma trinca é fácil. O bicho pega quando o problema é social. Moral. Ético. Quando um desvio de conduta passa a ser considerado “normalzinho”. Nesses casos, os instrumentos capazes de acionar o alarme não são máquinas, são pessoas. Gente treinada para perceber quando os índices de deterioração moral da sociedade atingem níveis perigosos e com coragem para apertar o botão de alarme acionando a manutenção. Mas a combinação de quarenta anos de educação deteriorada; a cultura ao Deus dará; a mídia descompromissada; a incompetência generalizada; a confusão ideológica e o foco no curto prazo nos tornaram cegos para as luzes e surdos para as sirenes. - O volume da televisão tá alto demais, não me deixa ouvir... E, pra piorar, neste Brasil da entropia sem controle, quem aciona o alarme é chamado de subversivo pelos oportunistas que influenciam a maioria cega e surda. E aí a gente cansa. Em vez do botão de alarme, apertamos aquele outro botão, que começa com a letra F. E aí, meu, já era... Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 170 – Rodrigo Galvão
Rodrigo Galvão, que aos 35 anos assumiu a posição de CEO da Oracle Brasil e conduz a empresa para um modelo start up com uma visão muito especial sobre gestão de recursos humanos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 683 – O peixe
E aí, hein? Dar o peixe ou ensinar a pescar? Será que se você ensinar a pescar, as pessoas magicamente vão mudar? Ou é preciso ir um pouco mais longe? Olha, a mudança aparece quem a quer. E é nessa praia que vamos hoje. Posso entrar?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 212 – Cérebros roídos
Quando em 2001 decidi começar uma cruzada pessoal contra a miséria intelectual dos brasileiros eu sabia que a briga seria dura, mas que valeria a pena. De lá para cá sabe o que aconteceu? Tornei-me colunista de programas de rádio. Lancei meu livro Brasileiros Pocotó e mais sete na sequência. Realizei minhas palestras centenas, milhares de vezes no Brasil e no exterior. Fiz eventos de lançamento de livros em várias universidades. Ampliei meu cadastro de assinantes do site para mais de 100 mil nomes. Viajei para o Aconcágua e o Pólo Norte. Lancei o podcast Café Brasil que tem milhões de downloads a cada ano. Lancei mais dois podcasts, o LíderCast e o Cafezinho. Tornei-me colunista de dezenas de jornais, revistas e sites. Lancei uma plataforma de educação continuada, o Café Brasil Premium. Ufa! Uma trabalheira danada que recebeu pouquíssima repercussão na grande mídia. O barulho todo veio pela internet. Mas um dia minha hora chegou. Recebi uma ligação para marcar uma entrevista pela televisão, para matéria que foi ao ar no Jornal da Cultura! Vieram me entrevistar em meu escritório! Um jornalista e dois técnicos! Finalmente! Quando o produtor ligou interessado na entrevista, fiquei excitado! Será que finalmente eu poderia tratar de meu trabalho de combate ao emburrecimento nacional? Falar das implicações políticas de nossas decisões do dia a dia? Chamar a atenção para o vácuo de cidadania que vivenciamos neste início de século? Comentar sobre a queda de conteúdo no sistema educacional? Discorrer sobre as raízes da corrupção em nossos pequenos atos diários? Discursar sobre a necessidade de enriquecer nosso repertório para refinar nossa capacidade de tomada de decisão? Argumentar sobre a importância de não ser um bovino resignado destilando ressentimentos passivos? Conclamar o telespectador a conectar-se a outras pessoas interessadas em melhorar o estado das coisas? Provocar a todos pedindo que resistissem caso percebessem que o Brasil está ficando burro? Não. Eles estavam interessados por causa de meu artigo SOBRE UNHAS em que eu comentava a tentativa de superar o hábito de roer unhas desde que comecei aprender a tocar viola caipira. Mais prioritário que o roer de unhas é o roer do cérebro. É ele que está sendo destruído sem que a gente perceba. O problema é que o estrago do cérebro não é visível como as unhas. Não dói como as unhas. E na República das Banalidades, o que não é visto e nem dói, não interessa. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 211 – O crítico e o criativo
Cara, esse clima de desalento, mau humor, visão crítica e decepção que anda tomando conta de meus...dos nossos pensamentos me incomoda. Em 2005 tomei a decisão de não mergulhar na “onda”, não escrever sobre aquilo que todo mundo escreve, não fazer parte da massa barulhenta que faz... Barulho. Existe gente mais competente pra reclamar e a reclamação resolve muito pouco. Preferi navegar por outros mares, provocando nas pessoas reflexões sobre suas atitudes diante do mundo. Mas ficou difícil, viu? Percebo que ao soltar a imaginação, invariavelmente sou jogado sobre a “lulificação” do Brasil em todas as suas vertentes, dos absurdos falados em rede de tevê à incompetência crônica dos administradores, passando pela conspiração pelo poder e pela sensação de ser tratado como um idiota. E não me refiro só à política. A mediocrização é generalizada. A questão é como reagiremos a ela. Temos duas opções de encarar a vida. Podemos fazê-lo de forma crítica. Discutimos, analisamos e usamos a lógica para manifestar nossas opiniões e tomar decisões. E isso é importante. A postura crítica tem como pressuposto a negação. Negamos, contestamos, destruímos para depois reconstruir conforme nossos valores. É assim que permanecemos vivos. Mas existe uma outra possibilidade, um outro olhar. O olhar criativo, quando exploramos, desenhamos e percebemos as coisas. O olhar que tem como pressuposto a inspiração. Negação e inspiração, dá pra perceber a diferença? Está em nossas mãos equilibrar os dois olhares, sendo mais críticos ou mais criativos. E o que tenho experimentado é o lento desaparecimento do olhar criativo. Basta uma olhada nos jornais televisivos diários para perceber o inferno no qual estamos vivendo. E quando não é a tragédia na casa do vizinho, é o ônibus repleto de crianças que caiu no rio lá na Índia. E haja inspiração para escapar desse Tsunami de críticas, não é? Pois senti que estou me afundando nele. E que isso não vai me levar a lugar algum. Ou melhor, vai sim: ao leito de um hospital, com pressão alta e veias entupidas. Eu não quero isso. Por isso estou assumindo um compromisso com meus leitores, de desequilibrar a balança dos olhares para o lado criativo. É uma questão de sobrevivência. Este texto eu escrevi em 2007... Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 169 – Marília Guimarães e Eduardo Dantas
A dupla responsável pelo canal Entendendo o iPhone que, diretamente de Aracaju, já soma quatro certificações Apple e tornou-se especialista em dispositivos IOS. Marilia tem um jeitinho todo próprio e bem-humorado de ensinar a gente as manhas dos iPhones.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 682 – LíderCast 13
É isso que é o LíderCast. Uma homenagem a quem trabalha, para si, para outros, para progredir. Não importa se de direita, de esquerda ou de centro. O LíderCast é Liderança e empreendedorismo na veia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 210 – Gosto médio
Separei os primeiros CDs de Djavan, Fagner e Simone e, ao ouvi-los, fiquei entusiasmado com a proposta, a “rusticidade” das músicas e interpretações. Havia naqueles CDs uma originalidade, uma experimentação, um tipo de conteúdo que se perdera nos trabalhos seguintes. A cada CD lançado por esses artistas, senti uma perda. Até se transformarem em grandes estrelas da MPB, insossas, com uma pálida lembrança do que foram um dia. Cada um desses artistas, ao surgir, tinha um trabalho próprio, uma identidade, um talento que o projetou, despertando o interesse dos fãs e das gravadoras. Com a chegada do sucesso, vieram os produtores. Os marqueteiros. As ideias das gravadoras para mais sucesso. “Não fale isso, fale aquilo...”. “Vista-se assim e assado...”...“Não grave isso, grave aquilo...”. E assim foi, aos poucos, descaracterizada a proposta inicial de cada artista. Em nome de um “gosto médio” que catapultaria as vendas dos CDs. De dezenas de milhares passaram a vender centenas de milhares – até milhões – de CDs. Viraram estrelas. Cantando um nhém-nhém-nhém, mas estrelas... Li recentemente uma biografia de Charles Chaplin e o que mais me chamou a atenção foi que ele escrevia, dirigia, produzia, musicava e interpretava seus filmes. Daí o resultado genial. Era 100% do talento do artista. Sem concessões. Não havia um comitê nivelando por baixo, buscando o “gosto médio”. Essa ditadura do comitê está acabando com a expressão artística, política, social da humanidade. Ela exige concessões. E mais concessões. E concedendo, deixamos de ser nós mesmos... Passamos a ser os outros. E aí fica fácil, muito fácil, perder a identidade. O valor. No entanto, é impossível viver em sociedade sem concessões. Não dá. Quem faz assim – na verdade tenta - são os terroristas, os ermitões. Vida em sociedade implica no exercício diário da política, da negociação, da concessão. Mas tenho minhas dúvidas... Não pode haver democracia na manifestação artística. “Gosto médio” não existe. Portanto, avalie, reflita, valorize suas concessões, pois cada uma delas vai levar embora um pouquinho de você. Cada uma delas vai violentar um pouquinho a sua proposta inicial. Cada uma delas vai tentar te empurrar para o “gosto médio”. E lembre-se sempre: - “Gosto médio” não tem gosto. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 209 – Sobre fatos e desejos
Lendo os comentários nas redes sociais, me lembrei de uma piada judia, quando dois caras se cruzam na rua. O Efraim diz: “Moshe, é você? O que aconteceu? Você mudou muito! Você era alto e agora está baixinho! Era magro e ficou gordo! Era cabeludo e ficou careca! O que aconteceu?” E o outro responde: ”Não sou Moshe. Sou Samuel.” Efraim então diz: “Ué? Mudou de nome também?” Pois é... Houve um tempo em que “percepção” sugeria o ato de perceber as coisas com nitidez. Depois passou a ser “noção”, o conhecimento elementar ou superficial acerca de algo. E hoje, percepção está muito mais perto de “ilusão”, o engano dos sentidos ou da mente. Entendeu? Percepção passou a ser noção e depois ilusão. As pessoas estão se agarrando a realidades paralelas e vivendo dentro delas, não importam mais os fatos, mas a percepção que elas têm dos fatos. Aí fica difícil, viu? Quem não tem capacidade para diferenciar a realidade dos desejos, abraça mentiras como verdades, e adota rótulos, inclusive para desejos comuns que numa sociedade normal seriam considerados neutros, que passam a ser de direita ou de esquerda. Do mal ou do bem e vice-versa. Por isso vou morrer dizendo: procure as fontes primárias. Busque o fato onde ele aconteceu. Leia a declaração original completa, assista o vídeo completo, entenda o contexto. Não se apresse achando que todo mundo é burro, só você é esperto. Que a escolha desastrada que alguém fez, foi desastrada só porque você achou desastrada. Talvez aquela pessoa saiba mais que você. Talvez ela esteja enxergando o problema de um ângulo diferente do seu. Não julgue o ato tentando adivinhar a intenção e desconhecendo as circunstâncias. Entendeu? Quem mostra a você o ato, conclui a intenção e sonega a circunstância, não está querendo informar. Está tentando transformar sua percepção em ilusão, fazendo com que você acredite numa realidade paralela e, assim, a ajude a obter algo que ela quer. Que quase nunca é o que você quer. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 168 – Pedro Hipólito
CEO da Five Thousand Miles, empresa portuguesa que se especializou em facilitar o desenvolvimento de negócios internacionais. Um cara globalizado, uma conversa muito nutritiva.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 681 – Agrotóxicos: remédio ou veneno
Agrotóxicos surgiram na Segunda Guerra Mundial, para funcionar como armas químicas. Depois da Guerra o produto passou a ser utilizado como defensivo agrícola, também conhecido como pesticida, praguicida ou produto fitossanitário. Na legislação brasileira, o termo utilizado é agrotóxico. E acaba de ser aprovado um projeto que flexibiliza a liberação e uso dos agrotóxicos. Vixe... será que vamos todos morrer envenenados?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 208 – O Mas
O “mas” é uma conjunção coordenativa adversativa que liga duas orações ou palavras e expressa a ideia de contraste, de diferença. Vou explicar usando uma matéria do G1: “Desemprego cai para 11,8% em julho e atinge 12,6 milhões de pessoas”. Esse é o fato. E o G1 escreveu assim: “Desemprego cai para 11,8% em julho, mas atinge 12,6 milhões de pessoas”. Notou diferença? No primeiro enunciado, “desemprego cai e atinge 12,6 milhões”, ou “e” significa que o desemprego está em queda e dá a entender que 12,6 milhões de pessoas é uma redução. Portanto devemos comemorar o avanço. No segundo enunciado, “desemprego cai, mas atinge 12,6 milhões de pessoas”, esse “mas” dá a entender que o desemprego está em queda, mas isso não quer dizer muito, pois 12,6 milhões de desempregados é muito alto. Portanto, não há nada para comemorar, nenhum mérito a dar. Esse é o “mas” como oposto, como contraste, que conhecemos de sobra. O problema é que nestes tempos de manipulação da opinião pública, o “mas” passou a ser aquilo que chamo de Conjunção Coordenativa Escusativa: “Os mensaleiros meteram a mão no dinheiro público, mas foi por uma boa causa”;“O MST invadiu e destruiu a fazenda, mas aquelas terras são consideradas improdutivas”;“O hacker invadiu o celular do ministro, mas ele não deveria ter conversado com o procurador”. E esse “mas” pode ser também Conjunção Coordenativa de Negação. “PIB Cresce 0,4% e surpreende, mas retomada é lenta”; “PIB reage, mas previsão para o ano ainda fica em 1%”; “Investimento empurra PIB, mas recuperação segue lenta”. Essas são manchetes dos jornais falando do anúncio de que o PIB brasileiro subiu 0,4% no primeiro trimestre do ano, o que deveria ser uma excelente notícia, não pelo número absoluto, mas pela reversão da queda. O “mas” como Conjunção Coordenativa Escusativa prepara a escusa, a desculpa. Transfere responsabilidades para terceiros, justifica desmandos, atenua consequências e torna normal e aceitável aquilo que deveria ser rechaçado por imoral, ilegal e desonesto. O “mas” como Conjunção Coordenativa de Negação, elimina qualquer mérito por coisas boas, liquida a esperança na melhora, valoriza o torto, o erro. E então temos o ”Roubou, mas quem não roubou antes?” “A boate pegou fogo, mas os que morreram sabiam que era um local arriscado”, “A moça foi estuprada, mas estava usando uma saia curtíssima”. Entendeu? Preste atenção em quem usa o “mas” como desculpa ou como negação. Jamais perca de vista que quem escolhe, defende e protege o ruim porque antes era pior, continua escolhendo o ruim. E quem usa o “mas” para esconder algo bom só porque não gosta de quem o fez, é burro. Ou canalha. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 207 – As Tiriricas
Cerca de vinte anos atrás tive o privilégio de conviver com Orlando Villas Boas enquanto trabalhei num livro sobre ele e seu irmão Cláudio. Orlando era uma figura fascinante. Os irmãos Villas Boas tornaram-se respeitados no mundo todo e deixaram um legado precioso para o Brasil. Quando Orlando faleceu os índios perderam um pai. E ganharam dezenas de padrastos. E em meio à histeria dos últimos dias, me lembrei especialmente de uma das conversas com ele, quando lhe perguntei do interesse que estrangeiros teriam sobre as regiões demarcadas para os índios. O velho sertanista contou que havia muitos anos o fluxo de estrangeiros na região era intenso. Que dezenas de "pastores", com a desculpa de realizar trabalhos humanitários, estavam mapeando nossas riquezas. Em determinado momento ele disse mais ou menos assim: "Luciano, sabe o que vai acontecer? Esses 'pastores' vão levar jovens índios para o exterior, educá-los e formá-los para que sejam os novos líderes em suas tribos. E quando retornarem ao Brasil esses líderes começarão a requisitar novas terras e a se organizar. Conseguirão demarcar reservas gigantescas e logo formarão uma 'nação' que pedirá sua independência. E a ONU reconhecerá essa independência. E então eles terão toda facilidade para negociar as riquezas com os 'pastores' que os educaram." Ouvi as profecias, mas fiquei tranquilo. Afinal, quem me contava era Orlando Villas Boas. Alguém haveria de ouvi-lo. Jamais passou por minha cabeça que Orlando, como tantos outros, era considerado por quem detinha poder como "apenas um técnico". Não tinha mais força política para se fazer ouvir e provocar mudanças reais. Não estava incluído nos círculos estratégicos do poder. Quem o ouvia, quem o respeitava, quem o admirava não tinha poder. Orlando era apenas um conselheiro. Mais de duas décadas depois suas previsões chegam perigosamente próximas da realidade. Um grupo de pessoas contaminado por uma perigosíssima mistura de ideologia com comércio, embalado em ações humanitárias e defesa da flora e fauna, luta para manuter o poder. Esse grupo tem voz ativa. Pauta a mídia. Manipula a opinião pública. E quando isso acontece, dá no que dá: os técnicos, como Orlando Villas Boas, só são ouvidos se servirem aos objetivos do tal grupo. Então são exibidos como ícones, como os sábios que tranquilizam e mostram o acerto das políticas e estratégias adotadas. Mas se não servirem, são tratados com falsa reverência, homenageados, aparentemente respeitados e isolados. A sabedoria de suas palavras vai-se com Pôlo, o deus indígena do vento. E ficam as Tiriricas, as deusas indígenas da raiva, do ódio e da vingança. E aí é isso que você está assistindo. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 167 – João Kepler
Especialista em empreendedorismo, startups, marketing e vendas; premiado como melhor Investidor Anjo do Brasil pelo Startup Awards.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 680 – Nova Previdência 2
A Nova previdência é o primeiro passo para colocar o Brasil nos trilhos. E como toda grande mudança, traz dúvidas, desconforto e medo. Mas também esclarecimentos. Por isso voltei ao Ministério da Economia em Brasília para conversar novamente com Bruno Bianco, secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho. Vamos atualizar as informações...See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 206 – Desconfio
1988. Meu filho tinha quatro anos e estávamos na piscina da chácara. Ele ensaiando saltar em meus braços, com todo o medo da situação de risco. Eu o incentivava e ele hesitava. “Pula! Papai está aqui! Pode pular!” E então ele saltou. Voou pelo ar até cair na piscina, com o torso fora d´água graças às minhas mãos que o “salvaram”. E, passado o medo, o bichinho gostou da brincadeira. ”Di novo!” E lá ia ele correndo e saltando, cada vez com maior desenvoltura. Até que, num dos saltos, propositalmente deixei que ele caísse na água e afundasse uns centímetros. Puxei-o para fora e ele estava apavorado. Olhos arregalados, cabelo na testa, as mãozinhas na boca e agitando as perninhas... “Calma, ta tudo bem, o papai está aqui!” Depois de choramingar ele voltou para os saltos. Mas não eram mais os mesmos saltos. A cada vez que ia saltar, parava e me perguntava: “Você vai deixar eu cair?” Trinta anos atrás naquela piscina aprendi como é fácil destruir laços de confiança. Como é fácil incutir o medo na cabeça dos outros. Como é fácil alimentar o descrédito. Como fui um idiota... Agora repare como você está sendo treinado a não acreditar mais em coisa alguma. Como os elos de confiança que você tinha quando jovem, estão sendo quebrados, um a um. E sabe como? Com anos de decepções. Com a enxurrada de escândalos. A cara de pau com que as celebridades de todas as áreas aparecem na mídia contando mentiras. O desnudamento das técnicas de marketing para nos convencer a comprar o que não queremos nem precisamos. Com os valores morais e éticos discutíveis da grande imprensa e seus interesses econômicos. Com a exposição diária do lado torto da sociedade. Com a eliminação das referências... A cada fato ou momento assim, me sinto como meu filho, traído, caindo na piscina e me tornando descrente. O Brasil tem indicadores positivos? Não acredito. Nunca estivemos tão mal. A Globo é uma das redes de televisão mais profissionais do mundo? Não acredito. Manipula conforme seus interesses. A justiça está funcionando? Não acredito. Não acredito no Bolsonaro. Não acredito no INPE nem na Nasa. Não acredito no Willian Bonner. Não acredito no padre. Não acredito no pastor. Não acredito no polícia. Não acredito no juiz. Não acredito no professor nem no zelador. Não acredito... Putz... me transformei num ser que desconfia de tudo. Incapaz de entregar-se a uma causa em sociedade, um objetivo em grupo, afinal, alguém vai se aproveitar de minha confiança. Você, por acaso, também se sente assim? Que triste... Mas quer saber? Tem coisa na qual eu acredito sim. Acredito em mim. Acredito em minha família. Acredito nos valores que meus pais me passaram. Acredito que dá para contribuir para este país dar certo. E acredito que outros milhões de brasileiros acreditam nisso também. Brasileiros que não são trouxas. Que pensam e buscam o melhor. Que unidos podem mudar o futuro. Mas eles andam tão calados... Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 205 – Agrotóxicos – melhor seria não usar V
Este Cafezinho, último da série sobre agrotóxicos, não encerra o assunto, eu vou continuar em outros lugares, como o Podcast Café Brasil. O que aprendi? Primeiro que se houvesse uma opção economicamente viável para os defensivos agrícolas, todo mundo optaria por ela. Não há. Segundo: a discussão é contaminada por ideologias, que impedem que se chegue a consensos. E isso não mudará. Comentei que o problema dos agrotóxicos eram as intoxicações por contato indevido. Veja que curioso: o consumo de defensivos agrícolas era de 140 mil toneladas no ano 2000. Cresceu para 551 mil toneladas em 2016. Quase 300%! No mesmo período, entre os anos de 2000 a 2005, a média anual de notificações de intoxicações por contato foi de 5.680. Entre 2010 a 2016, caiu para 4.238. O consumo de defensivos cresceu quase 300% e os relatos de intoxicação por contato caíram mais de 20%. Ué. Não era pra ter aumentado? Com filas nos hospitais? Apareceram comentários sobre a morte de milhões de abelhas no sul do Brasil, por causa dos agrotóxicos usados na cultura da soja. Fui atrás das fontes primárias do caso relatado e encontrei: "Na representação encaminhada às promotorias, a ApisBio – a Articulação pela Preservação da Integridade dos Seres e da Biodiversidade - relata que uma aplicação aérea de agrotóxico no dia 12 de outubro parece ter relação com a mortandade das abelhas registrada inicialmente no município de Mata, na região central do Rio Grande do Sul. No mesmo dia, o hospital local também atendeu pacientes com sintomas de contaminação por agentes químicos. A aplicação aérea do fipronil é proibida desde 2012 conforme portaria do Ibama." Entendeu? O problema parece ter sido causado pela aplicação do produto DE FORMA IRREGULAR. Outros leitores enviaram matéria da TV Record mostrando um camponês definhando por ter trabalhado a vida toda com agrotóxicos. Hoje é a esposa que espalha defensivos diariamente, SEM QUALQUER PROTEÇÃO. O camponês disse que foi assim que ele trabalhou a vida toda. Sem qualquer proteção. Outra contestação que recebi de leitores: existe contrabando de produtos e falsificação e muita gente usa PRODUTOS ILEGAIS. E as regras para venda são BURLADAS. Você está entendendo? Agrotóxicos são venenos, perigosos e mortais se usados sem cuidados. Cabe a nós combater a ignorância indo atrás de fontes primárias e conversando com as pessoas no interior do agronegócio, não para ignorar os problemas, mas para separar a histeria da realidade. Eu fiz isso. Os defensivos são essenciais e cada vez mais modernos. As regras para compra, venda e manipulação são extremamente restritivas. Problemas existem pela aplicação de FORMA IRREGULAR, SEM PROTEÇÃO, PRODUTOS ILEGAIS e BURLA. Ou seja, gente quebrando leis e regras. Conclusão? O problema do agrotóxico no Brasil não é dos Ministérios da Agricultura ou Meio Ambiente. É do Ministério da Justiça. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 166 – Juliana e Abbey Alabi
O Abbey é um imigrante africano, que chegou ao Brasil para estudar, quebrou a cara, e hoje abre oportunidades de futuro para pessoas de classes mais baixas. E a Juliana é o porto seguro, o braço direito e a esposa, que divide com ele os sonhos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 679 – Será que acordamos?
Adalberto Piotto apresenta o programa Cenário Econômico na TV Brasil, e convidou Luciano Pires para conversar sobre a participação popular na discussão dos temas brasileiros. Será que finalmente acordamos a ponto de tomar conta do Brasil? Ou estamos fadados a chorar sobre o leite derramado?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 204 – Agrotóxicos – melhor seria não usar IV
Olha, esta série de Cafezinhos sobre agrotóxicos mobilizou muitos leitores e ouvintes, viu? E é impressionante como a desinformação contribui para que se construam narrativas para um clima de histeria que serve para tudo, menos para o entendimento da questão. Fui apresentado para o trabalho do pesquisador Angelo Zanaga Trapé, que é Doutor em Saúde Coletiva pela Unicamp com a tese “Doenças Relacionadas aos Agrotóxicos - Um Problema de Saúde Pública”. Há 40 anos, como médico do trabalho, ele estuda os efeitos relacionados ao uso dos defensivos. Ele diz: “Há 40 anos tínhamos menos conhecimento da toxicidade dos produtos e como eles agiam nos seres humanos. O interesse comercial superava o setor técnico das empresas. Isso prejudicava muito porque queria se vender uma quantidade grande de produtos, muitas vezes sem necessidade, mas era aquela história: ‘preventivamente ‘evite que a praga chegue a sua lavoura’… e isso foi mudando na medida que o próprio setor percebeu que era necessário um trabalho socialmente mais responsável. Você encontrava agricultores com intoxicação, óbitos por exposição indevida…Hoje temos um número muito baixo. Ninguém quer gastar dinheiro à toa, não existe ‘despejar’ agrotóxico mundo afora. É um produto caro, então hoje existe a tecnologia da precisão, onde a aplicação é muito mais reduzida, tanto que o Brasil é o 7º no mundo por hectare, o 1º é o Japão. Faz 10 anos que o Centro de Controle de Intoxicações da Unicamp não registra nenhum caso de intoxicação aguda de origem ocupacional. Pelos dados que vêm do Sistema Nacional de Informação Toxicológica, o número de intoxicação está entre 1000, 1200 casos, sendo que 900 ou 1000 são tentativas de suicídio. Isso no Brasil inteiro. O país parou de ser tupiniquim para ser um Brasil realmente em desenvolvimento. Ainda existe hoje uma cultura, muito estimulada por ONGs e pela mídia, sobre situações que muitas vezes não são embasadas cientificamente. Eu vejo profissionais, indivíduos de nível superior falando coisas bem absurdas sobre agrotóxicos. Os dados do programa de análise e resíduos de agrotóxicos em alimentos mostram uma extrema segurança química nos alimentos produzidos na agricultura brasileira. Então, isso vem dessa época. A mudança ainda é muito tênue, mas temos que perseverar em informações técnicas e científicas que vêm pela experiência acumulada na área de saúde e agricultura.” O Dr. Ângelo está dizendo que agrotóxicos são inofensivos? Não. Que os problemas não existem? Não. Ele está dizendo, com bases científicas, que a maioria das intoxicações ocorrem pelo contato indevido com as substâncias. Contato indevido. Esse é o tema do próximo cafezinho, que será o último desta série. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 203 – Agrotóxicos – melhor seria não usar III
Bem, já deu pra sacar que estou fazendo uma série de Cafezinhos só sobre agrotóxicos, não é? No primeiro falei de como é regulada a compra e venda dos defensivos agrícolas. Pela lei, quem burlar a receita ou a venda, vai tomar uma multa gigantesca e pode até ir preso. No segundo, falei de como são caros. Não é do interesse de nenhum produtor usar mais defensivos do que o necessário. Se fizer isso, está rasgando dinheiro. Hoje uma passada rápida sobre a questão da liberação de novos produtos. Se você acreditar no que sai na imprensa a conclusão é que o Brasil está liberando venenos proibidos no resto do mundo. Não é bem assim. É exatamente como remédios: toda hora surge uma nova fórmula, mais moderna e muito mais eficiente para atacar as causas das doenças. Portanto, ter acesso aos mais modernos produtos é essencial. Para o lançamento de um novo produto químico no mercado agrícola é necessária sua passagem por um longo processo de aprovação e registro em três etapas. Primeiro a avaliação técnica e de eficiência agronômica. Em diversos países, essa etapa não é utilizada, pois considera-se que se o produto não for eficiente, será rejeitado pelo mercado. Na sequência, o produto deve receber a aprovação toxicológica pela ANVISA e a aprovação ambiental pelo IBAMA. O produto só será aprovado para registro e comercialização se tiver parecer positivo desses órgãos. A emissão do registro final fica a cargo do Ministério da Agricultura. Até pouco tempo, no Brasil levávamos em média 9 anos para aprovar um novo defensivo para a cultura da soja, por exemplo. Nove anos! Nos Estados Unidos o prazo é de um ano. Quando um defensivo moderno, mais eficiente, menos agressivo, começa a ser usado no Brasil, os norte-americanos já usam há pelo menos oito anos. Sabe o que significa isso? Um ganho de eficiência imenso. Quanto mais complexo o ambiente regulatório, maior a necessidade de recursos financeiros e humanos para o controle do processo. O que o governo começa a fazer é reduzir a complexidade desse ambiente, diminuindo o tempo para aprovação de novas fórmulas. Portanto, quando você ler ou ouvir por aí que o governo liberou novos defensivos, tenha em mente que o que está chegando é mais moderno e eficiente, substituindo produtos menos seguros. E a maioria do que foi liberado é composta por genéricos de compostos já utilizados por aqui. As empresas que produzem os defensivos investem bilhões de dólares para criar produtos mais eficientes, menos agressivos ao meio ambiente e aos seres humanos. E não fazem isso porque são boazinhas. Fazem porque não são burras. Quem é o idiota que quer deliberadamente envenenar seus clientes? Calma. Ainda tem mais uns dois cafezinhos dessa série. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 165 – Ícaro de Carvalho
Um dos mais influentes profissionais de comunicação especializado na internet, mídias sociais e em construir negócios.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 678 – Dominando a Civilidade
Vivemos uma epidemia de incivilidade que silenciosamente toma conta das pessoas, organizações e nossa economia. Desrespeito, falta de sensibilidade e comportamentos rudes estão presentes, fazendo com que, mesmo quem quer performar bem, não consiga. Além da questão moral, a incivilidade reduz lucros! É nessa praia que vamos hojeSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 202 – Agrotóxicos – melhor seria não usar II
Continuo tratando de agrotóxicos. É, eu gosto de me incomodar... Vou começar mudando o nome para defensivos agrícolas. Se não bastassem as dificuldades para comprar, transportar e armazenar, como comentei no Cafezinho anterior, eles não são nada baratos. Variam de 15 a 200 reais o litro, dependendo do princípio ativo. E quando falamos de agronegócio, não estamos falando na plantação de alface na chácara do seu João, mas de altas produções, onde os números são sempre muito grandes. Ali se fala em milhões. Não é aquele saquinho de BHC da sua infância que resolve... Em minha palestra Geração T apresento um gráfico que mostra que entre 1998 e 2016, enquanto a produtividade do agro cresceu 28% e o custo de produção cresceu 178%, o custo com defensivos cresceu 234 %. Na safra 2016/17, o custo com fungicidas na produção da soja alcançou 8,3 bilhões de reais, sendo 96% só para o controle da ferrugem da soja. Somando os 6,2 bilhões de reais de inseticidas e os 4,8 bilhões de reais de herbicidas, chega-se a 19,3 bilhões de reais. Esse valor correspondeu a 16,5% do custo total de 117 bilhões com a produção de soja no país. O Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, simulou que se não se utilizasse fungicidas para controlar a ferrugem, a economia seria de 5,75 bilhões de reais. Em compensação, a quebra na safra de soja por causa da ferrugem alcançaria por volta de 30%, resultando em perdas de 18 bilhões de reais em faturamento externo para os produtos do complexo da soja. Economiza 5,75 e perde 18. Se fosse possível compensar essa perda em produtividade, expandindo a área cultivada, seriam gastos 33 bilhões de reais em recursos adicionais envolvendo terra, trabalho e capital privados, sem abertura de novas áreas. Economiza 5,75, gasta 33. Os defensivos agrícolas são a forma mais econômica de lidar com a produtividade, inclusive em termos de proteção ao meio ambiente. Agrotóxicos não são acessíveis, muito menos baratos. Não podem nem devem ser usados indiscriminadamente, ainda mais em um país onde valores pequenos tornam-se imensos no resultado de safras inteiras. Agrotóxicos são perigosos quando mal utilizados, como qualquer droga que você conhece. Mas quando bem aplicados, seguindo o que já está na lei, aumentam a produção e geram valor e sustentabilidade. Pronto. Agora que você ouviu, pode voltar a gritar. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 201 – Agrotóxicos – melhor seria não usar
Agrotóxicos são a bola da vez. Da forma como é espalhada a informação, parece que defensivos agrícolas estão à disposição de qualquer cidadão, como um remédio na farmácia, não é? Bem, fiquei curioso e fui ver como é que faz pra comprar. Agrotóxicos precisam de receita emitida por um técnico ou agrônomo registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de seu estado, seguindo um padrão rígido com informações sobre doses máximas e mínimas e o tempo de utilização dos defensivos. Se burlarem as regras, esses técnicos podem ter seus registros cassados. Depois o agricultor terá de se encaixar em alguns requisitos. É produtor rural com registro na secretaria da agricultura do seu município? Possui talão de notas para venda de produtos agrícolas? Sua plantação é comercial? Sua plantação encontra-se em áreas urbanas? Todas essas informações ficam gravadas em um sistema online estadual, para consulta dos órgãos de controle. Estando tudo certinho o agricultor se dirige até uma loja especializada e apresenta as 5 guias – sim, são cinco guias - do documento para a compra do defensivo. O proprietário da loja é obrigado por lei a seguir uma série gigantesca de obrigações legais, envolvendo até a construção de depósitos de defensivos seguindo normas técnicas. Ele é obrigado também a ter licenças ambientais, alvarás e licenças de funcionamento. Tudo com validade limitada a no máximo 3 anos e com taxas de renovação anuais que vão de 100 a 500 reais para cada licença expirada. Ao vender o defensivo o comerciante retém 3 das 5 guias do receituário e fornece o produto conforme a marca e princípio ativo descritos. Se não seguir as normas das guias, o comerciante pode ser multado e ter seu alvará suspenso ou mesmo ir preso. As multas começam em 1.000 reais e podem crescer até onde a imaginação alcança. E ainda existe a questão do transporte. Quem for carregar tem de ter um curso para transporte de cargas perigosas e, dependendo do volume transportado, o veículo tem de ser sinalizado com placas indicativas e carregar um kit para acidentes com cone, pá, material absorvente, etc. Depois do uso, o agricultor tem o prazo de um ano para devolver 100% das embalagens lavadas para reciclagem. No período em que o defensivo fica na propriedade tem de haver uma estrutura especial para armazenar o produto e outra para armazenar as embalagens vazias. Em resumo, defensivos agrícolas não se compram em prateleiras de supermercados. E para lidar com eles, tem de ter um monte de certidões e registros, O melhor cenário seria NÃO utilizar agrotóxicos! E ainda tem o aspecto econômico, mas esse fica para outro Cafezinho. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 164 – Artur Motta
Professor que fez transição de carreira e usa podcasts em sala de aulaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 677 – Teorias da Conspiração
Vivemos numa sociedade assolada por grandes acontecimentos. Acidentes, tragédias e guerras, dando origem a teorias da conspiração, que lidam com alguns de nossos desejos, medos e suposições mais profundos sobre o mundo. Ao acreditar que eventos são controlados por entes poderosos, as teorias da conspiração dão suporte para aquela nossa sensação de que grandes acontecimentos têm grandes causas. E ajudam a explicar o que acontece em torno de nós. Mas tem quem exagera... See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 200 – Food For Fish
"Food for fish"- Comida Pra peixe - é uma expressão que os norte-americanos usam quando se referem a ações usadas para distrair a atenção de outras pessoas que podem prejudicar um projeto ou evento. É muito utilizada no ambiente corporativo quando os caras de marketing colocam dentro de um projeto algum elemento que diga respeito, por exemplo, aos caras de TI. Imediatamente a atenção do TI vai para aquele ponto, e eles esquecem todo o restante do projeto, portanto não atrapalham onde é mais importante. É o mesmo conceito do Boi de Piranha: quando os rebanhos precisam passar por um rio infestado de piranhas os vaqueiros sacrificam um animal rio abaixo e todas as piranhas, sentido o cheiro do sangue, correm para onde o animal morto está. E assim livram o caminho para a manada passar. No item 3.1.5 do Manual de Campanha do Exército Brasileiro, está escrito assim: O comandante tático deve evitar a parte mais forte do dispositivo inimigo, atraí-lo para fora de suas posições defensivas, isolá-lo de suas linhas de suprimento e forçá-lo a lutar numa direção não planejada e em terreno não preparado para a defesa. Sempre que possível, deve-se procurar atuar sobre o flanco e a retaguarda do inimigo. Somente em situações excepcionais devem ser realizadas manobras frontais. E como é que se atrai o adversário para fora de suas posições? Com Food For Fish! É exatamente isso que Jair Bolsonaro tem feito há seis meses. Enquanto sua equipe está trabalhando para aprovar mudanças importantes, ele diz uma barbaridade, ameaça aprovar uma doideira ou comete uma impropriedade. Todas relacionadas a temas que não têm impacto direto ou imediato sobre a sociedade. Na maioria das vezes, bravatas sem qualquer consequência, mas suficientes para atrair toda a mídia e a esquerda, que como as piranhas do exemplo, correm para a isca. Enquanto isso, o que interessa vai sendo aprovado. Tenho dito isso no grupo do Telegram da Confraria Café Brasil há pelo menos quatro meses. Lá a turma já entendeu o jogo. Não comemos food for fish. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 199 – A marcha da insensatez
A política no Brasil definitivamente virou uma mixórdia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

LíderCast 163 – Amanda Sindman
Profissional de comunicação, jornalista e mulher trans. Um papo sobre comunicação, desafios, sair do armário e... conservadorismo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil 676 – Homem na Lua 2
Cinquenta anos atrás o homem pousou na Lua. Mas parece que cada vez mais gente não acredita nisso. Enquanto eram os anciãos da antiga, era só uma piada. Mas agora é uma molecada, a maioria nascida depois do pouso do homem na Lua, espalhando suas teorias por centenas de blogs, páginas e vídeos... Que dureza... See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho 198 – Infraestrutura
Fechei com minha palestra O Meu Everest as comemorações dos 159 anos do Ministério da Infraestrutura em Brasília. Na plateia, cerca de 120 a 150 pessoas da equipe do Ministério, dos mais humildes aos mais graduados.See omnystudio.com/listener for privacy information.