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Canal Café Brasil

Canal Café Brasil

2,438 episodes — Page 27 of 49

Cafezinho 249 – Na vanguarda do atraso

Cafezinho 249 – A vanguarda do atraso Em 1975, recém-chegado do interior, eu era descrito por Álvaro de Campos: eu era nada, nunca seria nada, não poderia querer nada. Mas à parte isso, tinha em mim todos os sonhos do mundo. Entre 1977 e 79, fui para as ruas gritar “abaixo a repressão” e pela “volta do irmão do Henfil”! Eu sonhava com um Brasil livre, justo, com educação, saúde e trabalho digno para todos. Imaginava que quando nossa geração chegasse ao poder, sucedendo aqueles velhos que não compreendiam a voz das ruas, teríamos o país com o qual sonhávamos. E assim, no começo dos anos 2000, as pessoas que em 1979 tinham todas as respostas, assumiram o poder, e... Quarenta anos depois, mesmo com o país mais rico, conectado, globalizado e cheio de oportunidades, aquela harmonia sonhada pela garotada que foi às ruas, não aconteceu. Pior: muitos dos que tinham o discurso da ética e da justiça social protagonizaram os maiores escândalos de corrupção da história deste país. O que é que deu errado, hein? Bem, muitas coisas, mas uma eu acho que foi a principal: depois que aqueles jovens conseguiram o que queriam, foram cuidar de suas vidas, e deixaram a condução do Brasil nas mãos de qualquer um que se interessasse. Qualquer um. Então os desonestos, os aproveitadores, os incompetentes e os manipuladores, tomaram as rédeas e construíram o país de sua conveniência. Até 2013, quando o jogo começou a mudar. Eu discuto isso em detalhes em meu livro Me Engana Que Eu Gosto, que eu escrevi para que, daqui a 40 anos, os jovens que hoje têm ido às ruas pedindo decência, honestidade e justiça, não sintam a mesma sensação de vazio que eu senti. Mudar é só o começo. Manter as coisas mudadas é que é a encrenca. Tem gente demais na vanguarda do atraso.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 24, 20202 min

LíderCast 184 – Michelle Susan

Uma lutadora, que sai do zero para trabalhar em empresas e, depois de um relacionamento abusivo, muda de cidade para encontrar o amor de sua vida, transformar-se em mãe e... bem, ouça o programa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 23, 20201h 30m

Café Brasil 701 – Sorte

E aí? Você se considera uma pessoa sortuda ou azarada? Aliás, sucesso tem a ver com sorte ou com talento? Com os dois? E quanto de cada um? Que perguntas... Bem, chegou a hora de falar sobre sorte. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 21, 202027 min

Cafezinho 248 – O meiostream

Numa conversa sobre os desafios do empreendedorismo no mundo da música, falávamos do “mainstream”, a área onde transitam os artistas que atingiram o megasucesso. No lado oposto está o underground, dos artistas fora das mídias de massa. São as secretárias, as enfermeiras, o comissário de bordo, o professor, a bancária, que nas horas vagas estudam, ensaiam, se apresentam aqui e ali a duras custas, por puro amor à arte. Discutíamos o oito e o oitenta quando, entre o mainstream e o underground, surgiu o termo “meiostream”. No meiostream estão os que, sem atingir o sucesso milionário, vivem de sua arte com dignidade, com fãs fiéis e desenvolvendo o trabalho que amam com competência e tesão. Meiostream. A maioria dos empreendedores sérios que encararem o desafio de investir em seus sonhos, provavelmente viverá a vida no meiostream, sem jamais conseguir comprar um iate, um avião, um apartamento em Paris. Nunca se apresentarão para dezenas de milhares de fãs, não estarão na novela da Globo, não serão reconhecidos nas ruas, nem entrevistados nos programas de economia. Serão simplesmente pais e mães empenhados em conseguir educar os filhos, pagar suas contas, manter seu crédito em dia… gente da classe média. Alguns da média alta, mas nenhum milionário. Sem glamour, sem visibilidade. E o mais interessante: muitos deles perfeitamente confortáveis em permanecer no meiostream. Eles sabem que o preço pago por quem está no mainstream é a  perda do controle sobre sua arte e, em última instância, da liberdade. Outros meiostreamers consideram que não precisam de milhões de fãs nem de centenas de colaboradores, não precisam vender sua start up por bilhões de dólares, não precisam ter dois disto, três daquilo… Consideram-se bem-sucedidos sendo o que são. E como são. Será conformismo? Olha, eu não acho. Acho que é equilíbrio, é a capacidade de calibrar seus esforços, de estabelecer seus limites e, dentro deles, sentir-se realizado. Isso é uma bênção. Me identifiquei imediatamente. Sou parte do meiostream. É possível ser feliz nele.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 20, 20202 min

Cafezinho 247 – Compartilhe!

Olha, há muito acompanho de perto os posts das mídias sociais. Posts polêmicos, que “causam”, dão muitos compartilhamentos e geram comentários. Ou então posts que mostram gente que tinha tudo para ser miserável se dando bem. Sem contar os que têm gatinhos e bichinhos fofinhos. Posts com pegada mais cultural, educada e elegante, dão baixíssimo engajamento. Muita gente diz que o que eu produzo, por exemplo, é indispensável, me enche de elogios, mas não compartilha. Não dá like. Não comenta os posts. Eu não acredito na mobilização de fora para dentro na cultura do compartilhamento. Ficar pedindo pra clicar no sininho, dar uma curtida, compartilhar! Que saco, meu! Isso deveria de vir espontaneamente, de uma combinação de curiosidade com generosidade: “Meu, que coisa legal! PRECISO compartilhar”. Tem de ser hábito. O hábito de compartilhar aquilo que vale a pena. Falo isso com a autoridade de quem já tentou de tudo, menos apelação, para mobilizar as pessoas, mas estou convencido que o tipo de conteúdo que eu produzo e o público que me segue não se presta a esse comportamento de mídias sociais, típico de quem gosta de zoeira ou segue gurus. E eu não sou nem um nem outro. Mas tenho a cabeça tranquila. Meu “case” é exatamente fazer do “inho” um negócio sustentável, sem ter de me render às concessões para ser “ão”. Minha frustração é pela quantidade de recursos, tempo e energia dispensados para porcarias que não trarão qualquer consequência para a vida das pessoas, a não ser tempo de vida desperdiçado. E nessa frustração estão os milhares de poderosos que diariamente escolhem patrocinar porcarias, de olho no curto prazo. É isso que explica a merda eterna na qual o Brasil vive. É isso que me frustra. Mas me mantenho na luta. Eu sou muito mais chato que eles. Você gostou dessa reflexão é? Pô, então compartilhe!   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 17, 20202 min

LíderCast 183 – Antonio Mamede

Ex-executivo de grandes empresas, hoje consultor e palestrante, que mergulhou de cabeça no marketing multinível para se transformar em Triplo Diamante Royal na Polishop. Quer saber o que é isso? Ouça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 16, 20201h 24m

Café Brasil 700 – Girl Power

Bem, você sabe que sempre que chegamos num programa centenário, fazemos um especial, não é? Que toda vez acaba virando um clássico. Vamos tentar outro daqueles hoje? E o tema é... o poder da mulher... existem algumas áreas onde ele aparece muito claramente, como por exemplo... Na música. Vamos tratar de... girl power...See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 15, 20201h 14m

Cafezinho 246 – Setecentos

Sempre que o podcast Café Brasil chega a um episódio centenário, fazemos um programa especial, um musical. E assim produzimos alguns clássicos, como o 300 – Stairway To Heaven, o 400 – Já Que Soul Brasileiro, com a história da soul music no Brasil, o 500 – Caleidoscópio, contando a história dos Mutantes e o 600 – God Save The Queen, com a história da banda Queen. Cada programa desses foi uma catarse, tanto para nós que produzimos como para os ouvintes que conhecem ou não as bandas. Esta semana chegamos ao Café Brasil 700. E a ideia foi falar do talento, deixando de fora as questões ideológicas que têm contaminado todas as discussões em todos os segmentos.   Queríamos falar do talento, da voz, e assim criar um programa que prestasse uma homenagem ao espírito criativo humano. Olha, e eu acho que conseguimos, viu? São 74 minutos de puro deleite, uma viagem no tempo e no espaço que provocará em você um misto de admiração, saudades, prazer e a certeza de que nós, seres humanos, somos criaturas capazes de criar maravilhas capazes de emocionar, arrepiar e acelerar a respiração... Só com a voz. Setecentos episódios é um baita número. São 13 anos, 350 horas de conteúdo, aproximadamente 80 milhões de downloads e um bocado de histórias, provocações e inspiração. Que a gente comemora entregando a você um presente.   Este cafezinho é um convite. Separe uma hora, vá para um lugar tranquilo, coloque seus fones de ouvido – sim, eles são essenciais – e deixe o Podcast Café Brasil 700 fluir por seu ouvido, sua mente e seu coração. Dia 15 de Janeiro, em todos os corações.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 13, 20202 min

Cafezinho 245 – Como censurar o Porta dos Fundos

E o tal especial de Natal do Porta dos Fundos? Olha, não assistirei, não tenho mais saco para adolescentes de 40 anos. Mas me preocupa a intenção de proibir que o filme seja exibido. Democracia é tolerar conviver com quem pensa diferente. Mas democracia não é poder dizer e fazer o que quiser quando quiser. Há um limite, que seus avós ensinaram: a sua liberdade vai até onde começa a liberdade do outro. E termina na letra da lei, que nem sempre é objetiva. Aliás, pelo que temos assistido, parece que nunca é objetiva. E se é subjetiva, por é que o subjetivo de alguém vale mais que o meu? Por causa da hierarquia social? Quem define, na subjetividade, o que é crime ou não? Quem é o juiz? É o que diz que zoar cristão pode, mas gay não? E se disser o contrário? Percebeu a armadilha? Ao abraçar o subjetivo do outro, é tentador cair na armadilha da censura. Quando perceber, estarei calando a voz de quem não gosto. E sujeito a que calem a minha, assim que mudar o subjetivo do juiz. Democracia é a liberdade de dizer “não”, mesmo que você esteja em minoria. Saber conviver com quem pensa diferente é um desafio. Quem não sabe, tenta eliminar aquele que pensa diferente, na porrada ou usando os conceitos da própria democracia para atacá-la. A liberdade da democracia tem de ser defendida ferozmente, mas não como arma contra a liberdade da democracia. Deixem o filme dos quarentões adolescentes lá. Mas não me obriguem a assisti-lo. A mais eficiente forma de censurar ideias é meu direito de solenemente ignorá-las. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 9, 20202 min

LíderCast 182 – Alexis Fontaine

Segunda participação do Deputado Federal do partido Novo por São Paulo, que retorna para contar o que está acontecendo após quase um ano da posse. Vamos aos bastidores da política.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 9, 20201h 34m

Café Brasil 699- Um brasileiro

Como sabemos que muitos ouvintes do Café Brasil não ouvem o LíderCast, vamos reproduzir hoje uma conversa que tivemos num episódio daquele nosso outro podcast, que muita gente considera o mais importante LíderCast já gravado até hoje. Trata-se de uma loooonga conversa com um brasileiro daqueles que não se faz mais. Ozires Silva. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 8, 20202h 56m

Cafezinho 244 – A bomba

Em minha palestra Quanto Você Vale, ao tratar do tema “responsabilidade moral”, mostro que antes de fazer julgamentos, precisamos observar atentamente três esferas: A do ato praticado, a da circunstância e a da intenção. Sem conhecer as três esferas, só é possível supor. Chutar. Dizer “eu acho”. O problema é que o ato é fácil de ser verificado. Por exemplo, alguém lança uma bomba que mata um terrorista poderoso. Ou lança um coquetel Molotov numa produtora. Esse é o ato, objetivo e claro, não há o que discutir. A circunstância já começa a complicar. Se você não está envolvido no problema, apenas consegue imaginar a circunstância, alimentado por fontes que têm distintos interesses. Por exemplo, o terrorista poderia estar planejando um ataque sério. Ou então, o terrorista não era terrorista, era apenas um patriota defendendo sua nação. Ou quem soltou a bomba pode ter sido outra pessoa. Escolha o contexto e você começa a mudar a interpretação do fato. E aí vem a intenção, que é o mais complicado dos três. A intenção pode ser matar o terrorista antes que ele mate centenas de pessoas. Ou pode ser eliminar um obstáculo para sua sede pelo petróleo da região. Ou então criar um clima de guerra para aumentar a venda de armas. Ou transformar um criminoso em vítima. Ou então desviar atenção de um problema interno para uma ameaça externa... Qual foi a intenção? Você sabe? Ou vai escolher a que melhor se adaptar a suas crenças e inclinações ideológicas? Os mais bobinhos vão acreditar na intenção que a narrativa mais forte criar. Como eu não sei do contexto e nem da intenção, só sei da bomba, recolho-me à minha ignorância. Já tem gente demais falando merda.       Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 6, 20202 min

Cafezinho 243 – No lugar do Abílio

Fui a uma palestra de Abílio Diniz, um dos mais bem-sucedidos empresários brasileiros. Ele contou que era filho de um padeiro e que sofria bullying na escola. A diversão da molecada era bater no Abílio. Hoje ele é um bilionário. E num determinado momento, solta esta pérola: “Se hoje eu estou aqui, você também pode estar…” Meu… sabe quando eu vou conseguir estar num lugar como o dele? Nunca. Talvez em outras quatro encarnações. Ou então se eu ganhar sozinho na loteria. A possibilidade de chegar onde o Abílio chegou, existe. Mas a probabilidade é nula. Olha, não acho que exista nada de mal em você se visualizar lá na posição do Abílio. Que bom poder usar alguém como ele como referência. Mas é só como referência. O que é que ele ensina para mim? Que dá para crescer mesmo sem ser filho de rico. Que é preciso trabalhar pra caramba. Que tem de ter disciplina. Que é preciso agir! E que tem de ter... sorte. Pensamento positivo é excelente para focar a nossa energia, nos motivar e abrir o apetite para seguir em frente. Mas só abre o apetite… tem de comer. Pensamento positivo não é pensamento mágico. Não faz que as coisas aconteçam do nada. Pensar positivamente, visualizar onde você quer estar, é como desenhar um mapa. Depois que ele estiver pronto, não basta ficar contemplando. Tem que seguir o caminho. E aí, é disciplina, disciplina, disciplina. Expor-se às oportunidades. Preparar-se e... sorte. Passei a usar o exemplo do Abílio como uma utopia, aquele sonho ideal que mantêm você em movimento. Provavelmente jamais chegarei lá, mas estarei me expondo às oportunidades. À sorte. O sonho me manterá em movimento e, portanto... vivo!   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 3, 20202 min

LíderCast 181 – Christian Gurtner

Christian Gurtner – O homem que leva a gente para viajar por lugares misteriosos, assustadores e repletos de histórias com o podcast Escriba Café. Christian é um dos pioneiros do podcast no Brasil e pela primeira vez conta muito de sua história. A transcrição deste programa é exclusiva para assinantes do www.cafebrasilpremium.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 2, 20201h 17m

Café Brasil 698 – A Mente Moralista

Somos criaturas profundamente intuitivas cujas sensações guiam nosso raciocínio estratégico. Isso torna difícil – mas não impossível – fazer a conexão com quem vive sob outras matrizes morais, geralmente construídas a partir de diferentes configurações dos módulos morais disponíveis. O programa de hoje é um daqueles especiais nos quais abro para os não assinantes, um conteúdo exclusivo do Café Brasil Premium. Vamos com o PodSumário A mente moralista, feito a partir do livro homônimo escrito por Jonathan Haidt.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 1, 20201h 43m

Cafezinho 242 – 1700 anos

Pronto! Este é o último Cafezinho do ano,caminhando para o final da década! Sim, caminhamos para terminar a segunda década do século 21. Ainda não temos carros voadores nem teletransporte, mas temos o GPS, as redes sociais, a Internet das Coisas, os drones, as moedas digitais, o iPhone e os sistemas operacionais mobile, as impressoras 3D, a manipulação genética, os foguetes reaproveitáveis, o Facebook,  o Uber, a mídia streaming que levou ao NetFlix, as fintechs, o bluetooth, os carros sem motorista, a Wikipedia, o touch screen, o coração artificial, os leitores de e-books, os avanços na cura da AIDS, o Bóson de Higgs... cara, não para mais. Tudo que eu acabo de descrever tornou-se realidade prática nos últimos 20 anos. Só 20 anos. E nem dá para imaginar a vida sem essas coisas, não é? Agora, imagine os próximos 20 anos! E têm as consequências, a principal delas sendo a saída de bilhões de seres humanos da miséria. Por outro lado... Entramos no último ano da segunda década do século numa discussão insana sobre como lidar com as mentiras e a manipulação. Como evitar que indivíduos poderosos explorem outros indivíduos. Como lidar com a gula, a avareza, a luxúria, a ira, a inveja, a preguiça e a soberba. Entramos no último ano da segunda década do século 21 a bordo de máquinas maravilhosas sem saber como lidar com problemas registrados no século 4. São 17 séculos, 1700 anos sem conseguir resolver nossos vícios, nossas falhas de caráter, nossos pecados capitais. É por isso que todo final de ano, os votos precisam ser os mesmos, que eu resumo numa só palavrinha: justiça. Que seu 2020 seja justo.        Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 30, 20192 min

Cafezinho 241 – Não entendo.

Cafezinho 241 – Não entendo 2019 ficará marcado para mim como o período em que percebi definitivamente minhas limitações. Descobri que estou rodeado por muito mais coisas que não entendo do que as que entendo. E dizer uma coisa dessas numa sociedade onde o que mais tem é gente que entende, é um desafio. Sim, eu não entendo. E por não entender, me recolho à minha ignorância. Não vou sair por aí falando sobre o que não entendo. E faço isso exatamente no momento em que um monte de gente abre a bocarra e despeja a ignorância pelas redes sociais. E como faz barulho,viu? Eu assumi um compromisso muito tempo atrás de atuar como um curador. Procurar conteúdos legais de outras pessoas e apresentar para quem não conhece. E também produzir conteúdos reflexivos que possam orientar as pessoas sobre como encarar o mundo em que vivem. E faço isso a partir da janela pela qual vejo o mundo. E paro na minha ignorância.   É de Clarice Lispector esta delicia de texto: Não entendo. “Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura se ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo...” Entender que não entende. É essa habilidade que parece que muitos perderam. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 27, 20192 min

Café Brasil 697 – O isentão

Quando você não tem político de estimação é muito bom ser isento. Fez algo errado, não importa o partido, pau nele. Fez certo, não importa o partido, parabéns para ele. Isso é ser isento. Já “isentão” é um xingamento. Vamos tentar entender do que se trata?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 25, 201925 min

Cafezinho 240 – O Mentor

Num cafezinho anterior, perguntei quem garante que seu influenciador não é apenas um idiota experiente? E falei do mentor. Mas o que é um mentor? No ano 1190 a.C., para recuperar Helena, raptada pelo príncipe Páris, os gregos mantiveram Troia sob cerco por dez anos e depois a saquearam e destruíram. Com isso insultaram Poseidon, o deus dos mares, que protegia Troia, e desde então a desgraça abateu-se sobre muitos gregos. Ulisses, responsável pelo cavalo de madeira recheado de soldados que os troianos levaram para dentro das muralhas da cidade, levou a pior: foi condenado a vagar pelos mares sem jamais voltar a ver sua esposa e seu filho. Mas Ulisses havia tomado cuidados. Ao partir para a guerra confiou seu filho, Telêmaco e sua esposa, Penélope a um velho e sábio amigo chamado Mentor. Mentor foi uma importante figura na vida de Telêmaco quando decisões práticas ou escolhas críticas tinham de ser feitas. Veio daí o termo mentor, que designa uma espécie de educador. E sobre educadores, Rubem Alves disse: “Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: ´Veja!´ e ao falar, aponta. O aluno olha e vê o que nunca viu. O seu mundo se expande. Ele fica mais rico, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria, que é a razão pela qual vivemos. Vivemos para ter alegria. O milagre da educação acontece quando vemos um mundo que nunca havíamos visto.” Esse influenciador, digital ou não, que você segue aí, ele faz isso?   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 23, 20192 min

Cafezinho 239 – O número 1

Quarenta anos atrás eu era um jovem cartunista estudando comunicação em São Paulo e fui visitar o 6º. Salão de Humor de Piracicaba. Eu havia mandado um trabalho para o Salão e não sabia se tinha dado em alguma coisa. Andei por entre os painéis com as centenas de cartuns expostos, até fazer uma curva e me ver diante de um painel com apenas um cartum. No alto o título de Vencedor do Prêmio Imprensa, a categoria profissional na qual concorriam grandes cartunistas brasileiros. Cara... Era o meu cartum ali, o vencedor do Prêmio Imprensa! E eu nem havia sido avisado! Fiquei sem palavras, sendo abraçado e com a cabeça voando enquanto balbuciava um “não acredito...”. Hoje, 40 anos depois, revivi aquela sensação. A Podbean é uma plataforma global de publicação e monetização de podcasts sediada em Nova Iorque.  Eles hospedam mais de 320.000 podcasts do mundo todo, entre eles alguns dos mais populares, como o The Joe Rogan Experience. Todo ano eles anunciam a lista dos Top 10 em cada categoria. Hoje pela manhã recebi um e-mail com congratulações, pois o Café Brasil foi classificado entre os 10 primeiros na Categoria Sociedade e Cultura. Dei um salto da cadeira! Como assim? Justo no ano em que perdi mais de 30% dos ouvintes por causa de meu posicionamento político? Entre os 10 mais? Fui olhar o site... e voltei 40 anos no tempo. O Café Brasil não está só classificado entre os Top 10, mas em PRIMEIRO LUGAR, deixando para trás podcasts em inglês e espanhol, que têm penetração global muito maior que os podcasts em português. Aquele mesmo “não acredito” saiu balbuciado, num misto de espanto com orgulho! Um podcast brasileiro reinando na terra dos gringos! Sabe porquê? Por sua causa, seu ouvinte. Sem você, meu podcast não tem sentido. Muito obrigado. Vou lá olhar de novo pra ver se acredito.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 20, 20192 min

Café Brasil 696 – Cachaça, Prosa e Viola

Tem muita gente fazendo podcasts agora, com novos programas surgindo diariamente. E vários programas morrendo também, diariamente. Alguns chamam a atenção, como o programa que eu vou apresentar hoje para você. O Cachaça, prosa e viola.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 18, 201942 min

Cafezinho 238 – Sobre integridade e escolhas

“Integridade vem do latim integritate, é a capacidade de alguém ou algo ser íntegro, pessoa de honra, ética, educada, cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade. Um ser humano íntegro não se vende por situações momentâneas, infringindo as normas e leis, prejudicando alguém por um motivo fútil e incoerente.” O indivíduo íntegro é aquele que se apega a seus valores, que não entra na boiada e vai pra lá ou pra cá só porque todo mundo está indo. Ele não elimina aquela zona cinza, mas a diminui ao não aderir ao relativismo moral que impregna estes tempos. Não gosto, não aceito, não quero, não concordo, não transijo. Isso é integridade. Mas cuidado, viu? Valores morais sem repertório geram gente teimosa. Mas e se você não consegue se apegar a seus valores e não tem certeza da riqueza de seu repertório? Ainda existe uma saída: buscar um mentor, aquela pessoa mais experiente e generosa que pode jogar alguma luz sobre as opções de escolhas. Alguém em quem você confia e que talvez consiga ajudar a perceber o mal e o bem. Mas quem garante que seu mentor ou mentora não é apenas um idiota experiente? Os valores e repertório que você tem. Percebeu? São eles que orientarão seu processo de escolha de um mentor! Então vamos lá: quando você se encontrar na Zona da Indiferença, aquela zona cinza, procure alguém que o ajude a enxergar a situação de outro ângulo, o tal mentor. Mas que seja um mentor do bem, não apenas um influenciador ignorante, mesmo que bem-intencionado. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 16, 20192 min

Cafezinho 237 – O isentão

Quando você não tem político de estimação é muito bom ser isento. Fez algo errado, não importa o partido, pau nele. Fez certo, não importa o partido, parabéns para ele. Isso é ser isento. Já “isentão” é um xingamento. Quando usado da forma mais superficial e vazia de significado, isentão é quem pensa diferente. É um rótulo tão vazio quanto “fascista”, “nazista” e outros istas. Quando usado com um significado real, isentão é, por exemplo, o comentarista esportivo que torce para um time, mas que precisa provar a cada segundo que não torce para time nenhum, ou sua opinião perde a credibilidade. Na primeira oportunidade, ele puxa a sardinha para seu time. Para ter credibilidade, o isentão precisa negar que está alinhado a qualquer vertente político-ideológica. Por isso sempre começa suas frases com parênteses, tipo “Não sou petista (ou lulista, bolsonarista, etc), MAS...”   Se não fizer isso, ele quebra o encanto de seu discurso justiceiro social. O isentão é radicalmente isento contra determinada corrente político-ideológica, mas fica mansinho. mansinho quando fala da corrente oposta. O isentão precisa fazer parecer que está no meio. Você quer deixá-lo doente? Diga que ele está “passando pano” para alguém... O isentão tem uma agenda. A do isentão fingido é fazer você pensar que ele critica a todos, sem perceber que critica menos um lado. A agenda do isentão raiz é fazer você acreditar que não há solução. Nada presta, nada serve, e se servir agora deixará de servir depois. Em resumo: esse isentão, quando não serve pra enganar trouxas, serve para absolutamente nada.       Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 13, 20192 min

Café Brasil 695 – Fake news, mentira e crime

Seguindo a série sobre influenciadores e manipuladores, no programa de hoje vou falar sobre como algumas pessoas estão manipulando o debate em torno das Fake News para obter o que desejam: a proibição de que quem pensa diferente tenha liberdade para manifestar-se nas mídias sociais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 11, 201927 min

Cafezinho 236 – Farinha Pouca

Um dos princípios básicos da gestão envolve a eficácia na aplicação dos recursos e a eficiência na obtenção dos resultados. E para isso precisamos compreender a diferença entre importante e urgente. Importante é aquilo que nos leva a atingir nossos objetivos. Urgente é aquilo que precisa de atenção imediata e que normalmente está associado a atingir os objetivos de outras pessoas. Quando precisamos definir o que é urgente e o que é importante para mais de 200 milhões de habitantes, os conflitos começam. Cada grupo tenta que seu importante se imponha como urgente sobre o importante dos outros. E o que se vê é o Brasil focando nas atividades urgentes impostas por minorias barulhentas e não nas importantes que a sociedade precisa para sair do coma. O momento é atípico. Não dá para passar por ele como se tudo continuasse como sempre. É hora de priorizar as ações importantes E urgentes, depois as importantes, mas não urgentes. Em seguida as não importantes, mas urgentes e só depois as não importantes e não urgentes. Dê uma olhada nas pautas em discussão nas mídias: reforma da previdência, identidade de gênero, Lava Jato, aborto, saúde, legalização da maconha, cultura, terras para índios, educação, juros, maioridade penal, economia, combate à corrupção… Separe esses temas em importantes e urgentes para este momento crucial do Brasil. Você verá quanto tempo perdemos por falta de capacidade de priorização. Por causa das minorias interessadas no velho “farinha pouca, meu pirão primeiro.” Priorizar dói, contraria interesses e deixa muita gente nervosa. Mas é o único caminho para a cura.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 9, 20192 min

Cafezinho 235 – Pedrinha no Lago

Cafezinho 235 – Pedrinhas no lago César Zama, um médico, político e escritor brasileiro de quem você nunca ouviu falar, durante a elaboração da primeira constituição republicana em 1890, defendeu o voto universal. Ele queria que as mulheres pudessem participar da política. Ouviu um monte de gente dizendo que nada ia mudar, mas se manteve na luta. Aos poucos, outros abnegados foram aderindo e um dia, em 1933, 23 anos depois da sua morte, as mulheres ganharam o direito de votar. Tudo começou lá atrás, com a ação individual de um não cético que lançou uma pedrinha no lago: ploc! Cada um de nós cria, geralmente sem ter consciência, círculos concêntricos de influência que podem afetar outras pessoas por anos ou até gerações. Nosso impacto e influência sobre uma pessoa pode ser passado para outras, da mesma forma que as ondas formadas por uma pedra atirada num lago vão crescendo, crescendo, perdendo a força até desaparecer. São os mais ativos que convencem os menos ativos, quase sempre num trabalho de formiguinha, jogando pedrinha após pedrinha no lago. Ploc! Ploc! Ploc! Você que está de saco cheio com as pessoas que pregam a não ação ou se dedicam a não deixar fazer, filtre seu círculo de relacionamento. Procure gente que valoriza o pensamento, que puxa para cima, que foca no que realmente importa. E vá jogando muitas pedrinhas no lago. Desistir só é opção para os fracos. Os fortes são mais chatos, insistem, escolhem o menos ruim agora para escolher outro menos ruim depois, e outro menos ruim em seguida, num processo de depuração que um dia chegará ao bom. E jamais param de jogar pedrinhas no lago. Ploc! Pronto. Joguei mais uma. Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 6, 20192 min

Café Brasil 694 – Maus Professores – Revisitado

Você é dos que acham que o mundo vai de mal a pior nas mãos de uma nova geração despreparada para os desafios morais da sociedade? Acha que no seu tempo é que era bom? Acha que vamos acabar com a humanidade? Bem, é sobre isso que vamos refletir neste programa, que a revisita ao Café Brasil 311, publicado em 2012.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 4, 201927 min

Cafezinho 234 – Oportunismo Disciplinado

Quando decidi seguir a carreira de executivo de multinacional, adotei um estilo de administração que chamo de “Oportunismo Disciplinado”. Trabalho com a equação “sessenta por quarenta”. Meus planos têm 60% das variáveis sob controle e as outras 40% eu guardo para as oportunidades. Você pode dizer que eu deixo com a sorte, é um ponto de vista. Eu vejo como ficar antenado para a aleatoriedade. Ter um plano, mas manter-se antenado todo o tempo. De repente aparece algo que não estava no plano ou no orçamento, mas é tão bom que tem de ser aproveitado. Ora, encaixe-se no plano!   Meu plano é flexível, aberto às oportunidades. E como essa atitude não faz “parte do plano”, mas “É” o plano, as oportunidades surgem naturalmente.  Mais que isso: eu conto com elas. Foi assim que, no ano 2000 quando eu já era Diretor de Comunicação de uma multinacional, decidi que poderia fazer muito mais. E fiz uma caminhada ao Campo Base do monte Everest, no Nepal. Quando voltei, tinha decidido que abriria outras frentes. Surgiu meu livro Brasileiros Pocotó. Minhas palestras. O meu site www.lucianopires.com.br. Surgiu meu programa de rádio... os podcasts e centenas e centenas de coisas que fiz. Se meu plano fosse 100% focado em “ser um executivo de sucesso”, ao qual eu ficasse amarrado, duvido que eu estivesse aqui, escrevendo estas linhas. Talvez eu fosse hoje um alto executivo de multinacional, trabalhando nos EUA e cuidando de atividades globais. Bem colocado na vida, respeitado, celebrado e... provavelmente infeliz. Foi o “oportunismo disciplinado” que me transformou no que hoje sou. Mais que resultado daqueles 60% de organização e controle, eu sou os 40% flexibilizados, improvisados e irreverentes. Mas disciplinados. Pois é. Mas tem quem diga que o que eu tenho é sorte...   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dec 2, 20192 min

Cafezinho 233 – Na raiz dos problemas

Você já ouviu que “nunca o mundo teve tantas inovações” ou “jamais evoluímos na velocidade de hoje”, não é? É só observar de 20 anos para cá: celular, caixa eletrônico, internet, NetFlix, Uber... Viagra. Que loucura, não? Mas se voltarmos para 1870, veremos o surgimento das máquinas de calcular e de escrever, o telefone, a lâmpada elétrica, os guarda-chuvas, a fotografia. Em 1880 chega a privada com descarga, os motores a combustão, lâminas de barbear, ferro de passar, gramofone, pneus. Nos anos 1920 surgiram a comida congelada, aerosol, insulina, penicilina, televisão, barbeadores elétricos, cinema com som. E ao longo dos anos 1960 e 1970, hein? O homem na lua, os aviões supersônicos na aviação civil, a televisão em cores, comunicação por satélite, computador. E olha, eu fui bem econômico. A capacidade do homem de encontrar soluções é a mesma desde que descemos das árvores. A evolução tecnológica faz parecer mais sofisticado, mais rápido, mais abrangente. Mas é a mesma. E é aí que mora o perigo: a evolução tecnológica sempre seguiu à frente da evolução das ideias do homem sobre como viver em sociedade. Não é preciso muito pra perceber que na raiz dos maiores problemas que nos afligem estão os mesmos problemas que afligiam os gregos, milhares de anos atrás. Nada do que me preocupa tem como pano de fundo a tecnologia, mas sim a inveja, a ganância e a sede pelo poder. Época triste esta nossa, quando é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito. Quem disse isso foi Albert Einstein, uns 70 anos atrás. O que será que ele diria hoje?   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 29, 20192 min

LíderCast 180 – Marco Aurélio Mammute

De Pastor para adolescentes para um mentor que desenvolve líderes, integra pessoas e constrói equipes de alta performance See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 28, 20191h 22m

Café Brasil 693 – O influencer e o manipulator

Existe uma disciplina chamada Psicologia Social, que é o estudo científico sobre como pensamos, influenciamos e nos relacionamentos uns com os outros. Ela nos ensina sobre a influência que outras pessoas exercem sobre nós. E sobre manipulação. É nessa praia que vamos hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 27, 201929 min

Cafezinho 232 – Meu adversário

Terminada minha palestra O Meu Everest, saio para confraternizar com as pessoas. E de repente, aparece o Zetti, o grande goleiro do Palmeiras e do São Paulo, para tirar uma selfie. Sempre admirei o Zetti, apesar de ser corinthiano. Fizemos as brincadeiras de praxe e vieram as provocações, que eu respondi assim, olha: se eu fosse o presidente do Corinthians, mandaria construir um museu lá no Itaquerão. Dentro dele eu faria áreas dedicadas a adversários. Teria uma foto imensa do Zetti, do Marcos, dos grandes goleiros e jogadores de times que o Corinthians enfrentou. Sabe por quê? Porque o Corinthians só é um dos maiores clubes do mundo por causa do Zetti, do Palmeiras, do São Paulo, do Flamengo, do Grêmio, dos grandes adversários que enfrentou.   O que nos faz sentir vivos é vencer grandes desafios. O Batman só é herói porque existe o Coringa. Pense comigo, olha, três ou quatro anos atrás, se alguém dissesse para você que políticos, donos das construtoras e até um senador em exercício, seriam presos você acreditaria? É claro que não! O Brasil está mudando! Talvez não na velocidade que desejamos, mas está! E os adversários, apesar de demonstrar sinais de desorganização, de perda da capacidade de mobilização, ainda estão no poder. Ainda contam com o aparelhamento de várias instâncias dos três poderes e de parte da imprensa. E não lutam como num UFC cheio de regras. É briga de rua mesmo… Então levanta aí, meu. Vamos pra luta! Do jeito que você puder: pelo Facebook, pelo Whatsapp, batendo panelas, indo às ruas, pressionando o político mais próximo, processando os bandidos, mobilizando mais gente. O que nos define são os adversários que vencemos. E quanto maiores, mais fortes, mais organizados, mais preparados eles forem, melhor nós temos de ser para vencê-los. Obrigado, Zetti, por ter sido um adversário tão bom.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 25, 20192 min

Cafezinho 231 – A frouxidão nossa de cada dia

Olha, eu juro que nunca vi tanta gente mimizenta, ofendidinha, tanta gente mole, viu? Especialmente muitos homens jovens, que apresentam aquele horror politicamente correto pasteurizado dos justiceiros sociais. Tudo dói. Tudo ofende. Parece que eles não têm maturidade para suportar serem contrariados. O escritor e jornalista Georges Bernanos, conhecido como o "Dostoiévski francês", externava em seus livros uma visão trágica e melancólica, mas ao mesmo tempo, repleta de esperança cristã por milagres e santidade. E um dia ele escreveu assim: “Já acredito há muito tempo que, se a eficiência cada vez maior da tecnologia de destruição um dia fizer que nossa espécie desapareça da Terra, não terá sido a crueldade a responsável por nossa extinção. Menos ainda a indignação que a crueldade desperta ou as represálias e vinganças que ela atrai (...)   Terá sido a docilidade, a falta de responsabilidade do homem moderno, sua desprezível aceitação subserviente de qualquer decreto comum. Os horrores que já vimos, os horrores ainda maiores que logo veremos, são sinal não de que os homens rebeldes, insubordinados e indomáveis estejam aumentando em número no mundo todo, e sim de que aumenta constantemente o número de jovens obedientes e dóceis.” Georges Bernanos, oitenta anos atrás, mostrava sua preocupação com uma geração de gente frouxa que estava chegando. Oitenta anos atrás. Nos anos 1930, 1940. Você sabia que naquela época as chuteiras eram feitas de couro duro, que machucava para valer os pés dos jogadores? Por isso, quem jogava com chuteiras novas eram os garotos dos times aspirantes, a molecada de 16, 17 anos. Assim amaciavam as chuteiras que seriam depois usadas confortavelmente pelos profissionais, os mais velhos. Entendeu? Quem arrebentava os pés nas chuteiras duras era a molecada que estava se esforçando para subir para as categorias profissionais onde muitos se tornaram craques mitológicos. Pergunta se tinha mimimi. Agora imagine hoje, se descobrem que os pés de anjo de nossas crianças estão sendo incomodadinhos por uma chuteira apertada... dá demissão, dá boicote... E cria uma geração de pezinhos de anjo. Bonitinhos, animadinhos e frouxos. Por isso vou repetir. Nossa desgraça não será causada pela crueldade nem pela indignação que a crueldade desperta ou as represálias e vinganças que ela atrai. Nossa desgraça será causada pela docilidade e falta de responsabilidade do homem moderno. Pela frouxidão.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 22, 20193 min

LíderCast 179 – Varlei Xavier

Professor, que levou a figura do palhaço para a sala de aula para, ao lado dos alunos, aprender com mais eficiência.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 21, 20191h 17m

Café Brasil 692 – Jabustiça

Justiça... onde é que a gente encontra a justiça? Nos tribunais? Nas leis? Na Constituição? Pelo que estamos assistindo, os sistemas sociais desenhados para nos garantir Justiça parece que não estão funcionando adequadamente. Nossa Justiça anda como um Jabuti. É a Jabustiça. Mas afinal de contas, Justiça lenta, é Justiça? E por que tão lenta? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 20, 201934 min

Cafezinho 230 – Onde começam as grandes causas

O Cafezinho de hoje traz uma adaptação de um texto de Timothy Ferriss, no livro “Trabalhe 4 Horas por Semana”: “Servir, para mim, é simples: fazer algo que melhore alguma vida além da sua. Não é a mesma coisa que filantropia. (...) O mundo não existe somente para a melhoria e multiplicação da humanidade. Mas antes de começar a me acorrentar a árvores e a salvar micos leão-dourados, no entanto, deixe-me dar um conselho: não se torne um esnobe por conta de sua causa. Como você pode ajudar as crianças famintas da África quando há crianças famintas aí em sua cidade? Como você pode salvar as baleias quando há pessoas sem-teto morrendo congeladas? Como fazer pesquisa voluntária sobre a destruição dos corais ajuda as pessoas que precisam de ajuda agora? Crianças, por favor. Tudo lá fora precisa de ajuda, então não caia em argumentos que não tem respostas correta, do tipo “minha causa é mais importante do que a sua”. Não há comparações qualitativas ou quantitativas que façam sentido. A verdade é: as milhares de vidas que você salva podem contribuir com a fome que mata milhões. Aquele arbusto na Bolívia que você ajudou a proteger pode conter a cura do câncer. Os efeitos desencadeados são desconhecidos. Faça o seu melhor e torça pelo melhor. Se você está melhorando o mundo – seja lá como você define isso – considere seu trabalho como muito bem-feito. Servir não está limitado a salvar vidas ou o meio ambiente. Também tem a ver com melhorar vidas. Se você é um músico e põe sorrisos nos rostos de milhares, ou de milhões, eu vejo isso como uma forma de servir. Se você é um mentor e muda para melhor a vida de uma criança, o mundo ficou melhor. Melhorar a qualidade das vidas no mundo não é de forma alguma inferior a acrescentar mais vidas. Servir é uma atitude. Encontre a causa ou o meio que lhe interessa e não arrume desculpas.” O resumo do texto de Timothy Ferris é o seguinte: você tem a força. Mas antes de colocá-la nas grandes causas da humanidade, dê uma olhada no seu quintal, na sua vizinhança. As grandes causas começam ali.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 18, 20192 min

Cafezinho 229 – Manicômio Legal

Pra quem ainda não entendeu o contexto: é somente nas instâncias ordinárias (Varas, Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais), em primeira instância, que se define se o réu é ou não culpado. Se culpado, ele apela para a segunda instância, que confirma ou não a condenação. Confirmada, ele apela para a o Superior Tribunal de Justiça e depois para o Supremo Tribunal Federal, instâncias onde a discussão é restrita a questões legais ou constitucionais, que definirão se o processo respeitou todo o rito necessário para a condenação do culpado. Entendeu? O que pode acontecer é alguma providência burocrática ter de ser revista. E se for algo importante, todo o processo pode ser cancelado. E essa caminhada pelas instâncias pode ser interminável. Ouça só o que disse o Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, em 2016. “… e na pauta de hoje, o último processo é um processo da relatoria da Ministra Rosa Weber, quase que aleatoriamente, um processo criminal. E aqui a hipótese, Presidente, é de um crime de homicídio. Vinda a sentença de pronúncia, houve um recurso em sentido estrito. Posteriormente, houve a condenação pelo tribunal do júri e foi interposto um recurso de apelação. Mantida a decisão, foram interpostos embargos de declaração. Mantida a decisão, foi interposto recurso especial. Decidido desfavoravelmente o recurso especial, foram interpostos novos embargos de declaração. Mantida a decisão, foi interposto recurso extraordinário. Isso nós estamos falando de um homicídio ocorrido em 1991, que o Supremo está julgando em 2016. Porém, do recurso extraordinário, o Ministro Ilmar Galvão inadmitiu o extraordinário. Contra a sua decisão, foi interposto um agravo regimental. O agravo regimental foi desprovido pela primeira turma. E aí foram interpostos embargos declaratórios, igualmente desprovidos pela primeira turma. Desta decisão, foram interpostos novos embargos de declaração, redistribuídos ao Ministro Carlos Ayres Britto. Rejeitados os embargos de declaração, foram interpostos embargos de divergência, distribuídos ao Ministro Gilmar Mendes. E da decisão do Ministro Gilmar Mendes, que inadmitiu os embargos de divergência, foi interposto agravo regimental, julgado pela Ministra Ellen Gracie. Não parece nem uma novela, parece uma comédia. E em seguida, da decisão da ministra Ellen Gracie, foram interpostos embargos de declaração, conhecidos como agravo regimental, aos quais a segunda turma negou provimento. Não obstante isso, nós estamos com embargos de declaração no plenário. Portanto, mais de uma dúzia de recursos, quase duas dezenas de recursos e portanto, um homicídio cometido em 1991 até hoje a sentença não transitou em julgado. Portanto, é impossível nós não reagirmos a isso, é impossível nós não nos sentirmos constrangidos com um sistema que permita esse tipo de descalabro. Que tipo de satisfação se deu à sociedade, às vítimas, que tipo de incentivo se deu às pessoas para não delinquir.” Pois é. É nesse manicômio legal que estamos presos. Aliás, estamos, não. Só quem não tem grana está.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 15, 20194 min

LíderCast 178 – Tristan Aronovich

Ator, músico, escritor, diretor e produtor de cinema, acima de tudo um empreendedor, que atua no Brasil e nos Estados Unidos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 14, 20191h 24m

Café Brasil 691 – Os agilistas

Conversei com o Marcelo Szuster no LíderCast 175, um papo muito interessante, que acabou se desdobrando. O Marcelo trouxe a sua empresa, a DTI Digital, para patrocinar o Café Brasil e eles me convidaram para ir a Belo Horizonte participar de uma edição do podcast Os Agilistas, que é muito bom. Focado em negócios, Os Agilistas trata dos valores em torno da agilidade, abrindo espaço para diversas abordagens. No meu caso, eles queriam falar do livro Antifrágil, que eu sumarizei no Café Brasil Premium. Até começamos falando disso, cara, mas o papo com o Marcelo, o João e a Denise, acabou indo para muitos lados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 13, 20191h 27m

Cafezinho 228 – O medo permanente

O Cafezinho de hoje é uma adaptação de um texto de autoria de Roberto Motta, que há muito trabalha para transformar o Brasil em um país seguro. Ele diz assim: Primeiro criaram a "progressão de regime", reduzindo as penas dos criminosos a 1/6 da sentença, e nós ficamos calados. Depois estenderam a "progressão de regime" aos crimes hediondos. Achamos estranho, mas continuamos em silêncio. Criaram a "visita íntima" para que os criminosos fizessem sexo na prisão, e ficamos quietos. "Eles também têm direito", nos disseram. Até os estupradores. Criaram a "remissão de pena por leitura" para reduzir ainda mais a pena para cada livro "lido" pelo preso, e achamos interessante. Depois criaram as "saidinhas temporárias" em 7 feriados por ano, e nada dissemos. Criaram o “auxílio reclusão”, maior que um salário mínimo, a ser pago aos criminosos presos, e muitos de nós o defenderam como uma medida justa. Quando o Conselho Nacional de Justiça criou a "audiência de custódia", com a única finalidade de verificar o bem-estar do preso e livrá-lo da cadeia em 24 horas, nem fomos informados. Depois criaram o ECA e a Lei do SINASE, garantindo a impunidade dos criminosos com menos de 18 anos. Nem ousamos sussurrar qualquer protesto, temendo ser acusados de querer "encarcerar nossas crianças". As ONGs dos "Direitos Humanos" se uniram contra a construção de presídios. Depois, diante das celas superlotadas, pediram piedade para os criminosos. "O Brasil prende demais", anunciaram em uma grande campanha. Acreditamos em tudo isso. Esquecemos das vítimas. Demonizaram a polícia, e assistimos passivos à caça aos policiais. Ensinaram às nossas criança, por todos os meios possíveis – até na escola - que drogas são inofensivas, e fazem parte de um estilo de vida descolado e moderno. Depois glamourizaram os traficantes - "meros comerciantes varejistas" - e continuamos assistindo às novelas, minisséries e filmes sem protestar. Proibiram o cidadão de portar armas, ao mesmo tempo em que facções passaram a portar armamento de guerra - e nos convenceram que assim estávamos mais seguros. Enquanto destruíam nosso sistema de justiça criminal estávamos ocupados trabalhando, criando nossos filhos e pagando boletos. Até que passamos a viver com medo permanente. Até o dia em que o STF declara que só vai ser preso quem não tem um bom advogado. Até o dia em que soltam um político criminoso que chegou ao mais alto cargo do país e mergulhou a nação na lama. Esse dia chegou. E os protagonistas somos nós.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 11, 20193 min

Cafezinho 227 – Paralisia por análise

Um potencial patrocinador dos meus podcasts pediu informações sobre minha audiência. Mandei. Aí pediu mais informações sobre downloads. Mandei. Então pediu informações sobre os posts nas mídias sociais. Mandei. E aí pediu sobre o site... Pô, aí eu reclamei. Chega, né? As informações solicitadas não têm qualquer relevância! A resposta? “Estamos analisando.” Cara, mas que tanto analisam? E enquanto analisam a coisa fica empatada. Meses. Recebi um e-mail interessante do amigo leitor Pedro Lanzoni, que me apresentou um conceito delicioso que explica o que acontece: "...minha percepção quanto ao desaparecimento acelerado daquilo que se pode qualificar como visão estratégica é a mesma que a sua. Esses rapazes e moças poliglotas, recém-saídos de cursos de MBA, são extremamente eficientes em fazer coisas. Desde que alguém lhes diga o que fazer. Deixados à própria sorte para tomar decisões, não as tomam. Há uma expressão que usávamos em outra empresa, onde trabalhei por muito tempo, para demonstrar a maneira pela qual projetos não avançavam - paralisis by analysis.” Paralisia por análise, que delícia! A falta de experiência e repertório dessa moçada impetuosa e um medo terrível de correr riscos causam a paralisia pela análise. No afã de resolver o assunto, mais gente é colocada no processo: se é pra errar, que seja em conjunto. Assim a responsabilidade é compartilhada. E lá vem mais opiniões inseguras. Mais dados a serem coletados e analisados, analisados, analisados... E a dança em círculos torna-se permanente, com as decisões sendo postergadas, os processos avolumando-se e todo mundo ocupado demais... analisando. Qual é o problema de dizer "não queremos" ou "não nos serve" ou até mesmo um "não gostamos", hein?? Qualquer retorno é melhor que nenhum. Mesmo uma negação é um alívio, pois acaba com a paralisia e abre caminho para que nossa energia seja focada em outras frentes. Mas não. Não vem nem um sim, nem um não. Só um "estamos analisando". Paralisia por análise. Acontece com você?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 8, 20192 min

LíderCast 177 – Rodrigo Ricco

CEO da Octadesk, empresa focada na gestão de relacionamento com clientes, que ajuda as empresas a colocar seus clientes no centro de sua estratégia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 7, 20191h 20m

Café Brasil 690 – Vale quanto?

Cara, você aceita pagar pelo ingresso de um show a metade do salário mensal de um professor ou policial militar? Ou 9 mil reais por um iPhone? Por que tem tanta gente ganhando tanto quando tantos outros ganham tão pouco? O que é que faz alguém ou algo valer mais ou menos?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 6, 201926 min

Cafezinho 226 – O MCSC

No ano em que nasci, em 1956, enquanto fabricávamos nossos primeiros automóveis no Brasil, os chineses andavam de carro de boi; os indianos, de elefante; os coreanos, a pé. E andavam em estradas destruídas pelas guerras. Aqueles países eram conhecidos pela miséria industrial, política e econômica. Gigantescos fracassos, que se apagavam diante da exuberância de um Brasil emergente. Qualquer um apostaria em nós! Pois é... Levamos quase setenta anos para inverter as apostas. E hoje importamos automóveis da China, da Índia e da Coréia. A expectativa dos loucos chineses, indianos e coreanos é de conquistar o mundo, como queriam os brasileiros de sessenta, setenta anos atrás. A expectativa dos normais brasileiros de 2019 é ter um dinheirinho pra comprar um carrinho. De preferência chinês, que é mais baratinho. E até bonitinho. É a expectativa de quem vive na média, acostumado com o que é meio-bom, meio-suficiente, meio-competente, meio-confortável, meio-saudável. A expectativa de quem é meia-boca, de quem não percebe que meio-bom é meio-ruim, meio-honesto é meio-desonesto, meio-competente é meio-incompetente. Com que metade você fica? Mas uma pequena chama de esperança se acende. Nunca falamos tanto de política. Nunca explicitamos de forma tão clara nossa insatisfação. Nunca tantos figurões estiveram na cadeia. Nunca ficou tão explícita a falácia do "país dividido!". Nunca a mentira foi exposta com tanta clareza. Nunca se aplaudiu como hoje o combate à corrupção. Nunca ficou tão claro que o mal feito, seja da cor, partido, sexo, ideologia que for, merece punição. Apesar da gritaria de uma minoria perigosa e infeliz, que luta desesperadamente pelo retrocesso, parece que o movimento na direção do país que queremos é irreversível. Um movimento que independe de partidos, de políticos, de líderes visionários, de gurus salvadores da humanidade. Um movimento de quem está de saco cheio com o meia-boca. Pois vou lançar a hashtg: #AquiNão pra gente usar quando ouvir o nhémnhémnhém do "sempre foi assim", "mas", "e o fulano?". E lançar também o MCSC - Movimento dos Com Saco Cheio, composto dos que não se contentam com o meio, dos que querem o Brasil inteiro. Mas é bom andar logo, viu? Os chineses também querem.   De onde veio este Cafezinho tem muito mais, como palestras, podcasts, videocasts e textos. Acesse lucianopires.com.br e mergulhe no fitness intelectual.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 4, 20193 min

Cafezinho 225 – O Meu Everest

Em 1953, Edmund Hillary e Tenzing Norgay pela primeira vez colocaram os pés de um ser humano no topo da montanha mais alta do mundo, o Everest, com 8850 metros de altura! Um feito gigantesco, em nome do qual pelo menos duas centenas de pessoas já morreram. Que força terá aquela montanha para marcar dessa forma a vida das pessoas? Ou não será a montanha? Pois em abril do ano 2000, resolvi que partiria atrás de um sonho antigo: chegar até o Campo Base do Everest, passando por altitudes de até 5.700 metros, na Cordilheira do Himalaia, no Nepal. Mas eu tinha um problema: era um executivo de uma grande empresa global. Sedentário. Casado. Com filhos. Estressado. Sem tempo... Minha experiência com caminhadas com mochilas às costas? Nenhuma. Com altitudes? Bariloche, por volta dos 3 mil metros. Mas eu resolvi que ia e parti atrás de meu sonho. Coloquei como objetivo viajar em abril de 2001, assim eu teria um ano para me preparar. E acabei fazendo a maior viagem da minha vida, uma aventura transformadora, que determinou o que aconteceria comigo no futuro. Um dos pontos altos da viagem foi quando cheguei no mosteiro de Tengboche.No meu diário escrevi assim: "Quanto tempo passei imaginando este momento... Assistindo aos raios de sol mudando a cor da montanha. É só um pedaço de pedra, mas deixa todo mundo hipnotizado. Vejo todos em pé, assistindo em silêncio. De trás das nuvens, vem a lua cheia... Flocos de neve caem sobre a gente. Agora o sol baixou e a única montanha iluminada é o Everest. Estou morto de cansaço, com dores pelo corpo, nariz entupido, saudades de casa, mas nada disso impede que eu me deslumbre aos pés do Ama Dablam." É tudo isso que pretendo contar no dia 20 de novembro próximo, quando farei a minha palestra O Meu Everest dentro do Positive-se Talks, em São Paulo. Falarei sobre onde queremos chegar, como vamos para lá e o que é preciso para ir até lá. Nos livros, isso tem o nome de planejamento estratégico. Completa-se com motivação e com a capacidade de praticar a “acabativa”, que é sair do sonho e do blábláblá para a ação. Vamos nessa? Acesse bit.ly/meueverest19 e participe de uma noite de inspiração, provocação e ação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nov 1, 20193 min

LíderCast 176 – Willians Fiori

Professor, podcaster e profissional de marketing e vendas da área de saúde, que se especializou em Gerontologia. Uma conversa fascinante sobre aquilo que alguns chamam de “melhor idade”, mas que é na verdade a envelhescência.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 31, 20191h 22m

Café Brasil 689 – A Missão

De quando em quando publicamos no Café Brasil a íntegra de algum bate-papo que realizamos no LíderCast. Fazemos isso sempre que encontramos conversas tão inspiradoras que precisam ser ouvidas por mais gente. É o caso do programa de hoje, com Henrique Prata, que está à frente do Hospital de Amor de Barretos. Que história inspiradora... que missão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 30, 20192h 0m

Cafezinho 224 – Sobre Doação de Órgãos

Hoje quero reproduzir um texto do poeta norte americano Robert Noel Test, que morreu em 1994. Ele foi um dos pioneiros na promoção da doação de órgãos e escreveu em 1976 assim:   Numa hora qualquer, um médico determinará que meu cérebro parou de funcionar e que, para todos efeitos, minha vida acabou.   Quando isso acontecer, não tente enfiar vida artificial em meu corpo usando uma máquina. E não chame isto de meu leito de morte. Chame de leito de vida, e deixe que meu corpo seja levado para ajudar que outras pessoas vivam suas vidas plenamente.   Dê minha visão para um homem que nunca viu um nascer do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher.   Dê meu coração para uma pessoa cujo coração causou nada além de dias de sofrimento.   Dê meu sangue para o jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele viva para ver seus netos brincarem.   Dê meus rins para alguém que depende de uma máquina para existir, semana após semana.   Pegue cada osso, cada músculo, cada fibra e nervo de meu corpo e descubra uma forma de fazer uma criança aleijada caminhar. Explore cada canto de meu cérebro. Pegue minhas células, se necessário e faça-as se reproduzirem para que um dia um garoto mudo grite ao ver um morcego e uma menina surda ouça o barulho da chuva em sua janela.   Pode cremar o que sobrar de mim e espalhe minhas cinzas ao vento para ajudar as flores a crescer.   Se você tiver de enterrar alguma coisa, que sejam minhas falhas, minhas fraquezas e meus preconceitos contra meus amigos.   Dê meus pecados para o diabo. Dê minha alma para Deus. E se, por acaso, você desejar se lembrar de mim, faça isso com um ato ou palavra de bondade para alguém que precisa de você.   Se você fizer tudo que eu pedi, eu viverei para sempre.   Ouça o Podcast Café brasil 668 – Sobre doação de órgãos. Doar órgãos é doar vida.       Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 28, 20192 min

Cafezinho 223 – Sobre pesos e contrapesos

O advogado, poeta e dramaturgo francês François Andrieux escreveu um poema chamado “O Moleiro de Sans-Souci”, que ilustra muito bem as ideias de outro francês, o Barão de Montesquieu que, em sua obra “O Espírito das Leis”, consagrou a Teoria da Separação dos Poderes, também conhecida como Sistema de Freios e Contrapesos. Montesquieu acreditava que para evitar governos absolutistas e tirânicos, seria fundamental estabelecer a autonomia e os limites dos poderes. O Legislativo, o Executivo e o Judiciário sendo autônomos em suas funções, mas um contendo os abusos do outro de forma que se equilibrassem. Funções distintas, mas harmônicas e independentes. No poema, Andrieux conta que Frederico II, rei da Prússia, construiu um belo palácio numa região chamada Sans-Souci, que significa “sem preocupação”, próxima a Berlim. Imagine a maravilha que um lugar chamado “sem preocupação” deve ser... Mas havia no local um velho moinho de vento que impedia a visão do rei e atrapalhava a ampliação de seu palácio. O rei tentou demolir o moinho, oferecendo compensações para o moleiro, mas sem sucesso. Chamado para uma conversa, o moleiro disse que ele, seu pai e seu avô trabalharam a vida toda naquele moinho, e que seu filho faria o mesmo. Não venderia o moinho de jeito nenhum. Frederico II, disse então: “Sabes que se eu quisesse, poderia expropriar o moinho, sem lhe dar nenhuma compensação, não sabes?” E o moleiro respondeu: “O senhor? Tomar-me o moinho? Só se não existissem juízes em Berlim!” Encantado que, sob seu reinado, alguém acreditasse em justiça, o monarca riu, se voltou para alguns súditos e disse: "Bem, meus senhores, eu acho que devemos mudar nossos planos. Vizinho, mantenha o seu bem. Eu amo sua resposta. " Dessa história veio a frase “Ainda existem juízes em Berlim”, como símbolo da independência, isenção e equilíbrio da Justiça, que não veria diferença alguma entre o humilde moleiro e o poderoso monarca. A Justiça verdadeira limita o poder absoluto dos governantes. Por isso estamos assistindo nestes dias o Supremo Tribunal Federal dando ordens ao Executivo e legislando no lugar do Legislativo. São os freios e contrapesos. Mas quem é que controla os juízes de Brasília?   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 25, 20192 min

LíderCast 175 – Marcelo Szuster

O cara do “Business Agility, que trata da capacidade das empresas de sobreviver em ambientes altamente instáveis e voláteis. Ele está à frente do podcast Os Agilistas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oct 24, 20191h 18m