PLAY PODCASTS
Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa. Da paixão pelo grunge ao 40º aniversário da BLITZ

Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa. Da paixão pelo grunge ao 40º aniversário da BLITZ

Blitz Posto Emissor · Expresso

November 6, 20241h 10m

Audio is streamed directly from the publisher (traffic.omny.fm) as published in their RSS feed. Play Podcasts does not host this file. Rights-holders can request removal through the copyright & takedown page.

Show Notes

No dia em que a marca BLITZ celebra 40 anos de existência, o convidado do podcast Posto Emissor é Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo Impresa, proprietária da BLITZ. O responsável máximo pelo maior grupo de media em Portugal fala sobre a sua paixão pela música, lembra o primeiro espetáculo ao vivo a que assistiu, os artistas que mais o marcaram, dos Nirvana aos Xutos & Pontapés, e os tempos em que, nas páginas da BLITZ, escreveu sobre os concertos da sua vida. Destaque ainda para dois momentos BLITZ 40 anos: a revista especial que está quase aí e a grande festa na Meo Arena em dezembro.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Topics

No dia em que a marca BLITZ celebra 40 anos de existênciao convidado do podcast Posto Emissor é Francisco Pedro BalsemãoCEO do grupo Impresaproprietária da BLITZ. O responsável máximo pelo maior grupo de media em Portugal fala sobre a sua paixão pela músicalembra o primeiro espetáculo ao vivo a que assistiuos artistas que mais o marcaramdos Nirvana aos Xutos & Pontapése os tempos em quenas páginas da BLITZescreveu sobre os concertos da sua vida. Destaque ainda para dois momentos BLITZ 40 anos: a revista especial que está quase aí e a grande festa na Meo Arena em dezembro.Francisco Pedro BalsemãoCEO da Impresa. Da paixão pelo grunge ao 40º aniversário da BLITZFrancisco Pedro Balsemão é o convidado da 214ª edição do Posto Emissor. No podcast da BLITZo CEO do grupo Impresaproprietário da BLITZfalou com Luís Guerra (editor) e Miguel Cadete (diretor) sobre a importância que a música sempre teve na sua vidados discos que marcaram as maiores descobertas na adolescência aos concertos a quedesde muito cedoassistiu. Uma conversa que passa por clássicos do grungede Nirvana a Pearl Jammas também pela música portuguesa quea partir de certa alturatambém o moldou. A sua relação com a BLITZtítulo adquirido pelo paiFrancisco Pinto Balsemãono início dos anos 90 (ainda em formato jornal)primeiro como leitor e depois como colunista (assinou durante vários anos uma rubrica mensal na revista sobre os concertos que mais o marcaram)foi também tema de conversa. Discutiu-se ainda o presente e o futuro da mais importante marca de informação sobre música em Portugalque passaráno plano imediatopor uma revista especial de 132 páginas que chega às bancas a 29 de novembro (ondecom a ajuda de um júri composto por centenas de personalidadesse divulgará a eleição dos 40 melhores álbuns da música portuguesa dos últimos 40 anos) e uma grande festa da música portuguesa na Meo Arenaem Lisboaa 12 de dezembrocom atuações de Xutos & PontapésGisela JoãoCapitão Fausto e MARO. Neste Posto Emissor recordamos Joaquim Pintofundador dos Mão Morta falecido na segunda-feirae também Quincy Joneso produtorcompositor e empresário norte-americano que partiu no mesmo dia. Não esquecemoscomo sempreos concertos mais próximoscom destaque para os espetáculos comemorativos do 30º aniversário de “Viagens”de Pedro Abrunhosano Porto e em Lisboa.POSTO EMISSOR #214 Francisco Pedro Balsemão INDICATIVO INTRODUÇÃO Olásejam bem-vindos à edição número 214 do podcast Posto Emissor. Estamos em Paço de Arcosa 5 de novembro de 2024véspera do 40º aniversário da marca BLITZ. O meu nome é Luís Guerracomigo está hoje Miguel Cadetediretor da BLITZe o nosso convidado desta edição especial BLITZ 40 anos é Francisco Pedro Balsemãocasa da BLITZque a 6 de novembro de 1984então em papel jornalvia pela primeira vez a luz do dia. Uma história que chega ao ano de 2024 e que é motivo de festejo. Franciscoobrigado por ter aceitado o nosso convite e seja bem-vindo ao Posto Emissor. FIM DO INDICATIVO ENTREVISTA ÁUDIO: Leonard Cohen – ‘First We Take Manhattan’ https://www.youtube.com/watch?v=PcUPMi_iOAQ 1. Costumamos mais frequentemente celebrar os feitos e as glórias dos grandes da músicamas desta vez permitimo-nos olhar também para dentro e para o papel que a BLITZ teve ao longo destes 40 anosno acompanhar dessa coisa verdadeiramente essencial que é a música. Franciscovou começar por aíquando é que na sua vida se deu conta de que a BLITZ existia? Por onde é que começou esta relação? 2. Falando agora da sua ligação à músicagostava de lhe perguntar quais são as suas memórias musicais mais longínquas? Onde e quando é que a música lhe aparece? 3. Tem memória da música que ouvia em casa? O que é que associa a esses tempos de infância? 4. É sabido que o seu painão se dava mal na bateria… Filho de peixe sabe nadar? 5. Que instrumento gostaria de dominar na perfeição? Perante algum executante exímionão surge uma espécie de inveja boa? “Quem me dera saber tocar assim?” Quando pensa em géniospara quem olha? 6. Lembra-se do primeiro concerto a que assistiu? Dire Straits em Alvalade… Elton JohnGenesisMichael Jackson… 7. Dois anos depoisvivia ao lado do Dramático de Cascais mais não foi ao concerto dos Nirvana… 8. Na infânciahavia sempre aqueles discos que recebíamosque até podiam ser mais facilmente aqueles que os nossos paistiosavósqueriam que nós ouvíssemos do que a música que verdadeiramente nos interessava… Quais foram os discos que quis comprar com a firme convicção de que essa era a sua músicaa sua descobertaa afirmação do seu gosto? 9. Esse período formativo é feito de temperaturas um tanto ou quanto inconstantes. Também tenho curiosidade em saber se porventura haveria artistas ou músicas que não suportava… 10. Na adolescência a música faz parte de todo um processo de afirmaçãode definição de gostosaté de posicionamento social em alguns casos. Pertenceu a uma ‘tribo’ ou foi experimentando daqui e dali sem se comprometer com essa pertença mais decisiva? 11. Que discos foram fulcrais no seu crescimento? [OrnatosMonstro; ViagensAbrunhosa; Blind ZeroTrigger; Buraka Som SistemaCapitão FaustoPrimitive ReasonCirco de Feras] 12. Já se enganou? Já pensou coisas como ‘como é que eu fui capaz de gostar disto?’ ou vai arrumando alguns casos mais difíceis nos ‘guilty pleasures’? 13. Esse gosto pela música foi acompanhado pelo gosto em saber mais sobre os génerosos movimentosa história? Quais eram os seus faróisos seus oráculos? 14. A música ao vivo em Portugal ganha um fôlego com o aparecimento dos festivais de verãotantas vezes encarados como ritos de passagem. Fizeram parte da sua vida? 15. Uma das discussões que ocuparam o espaço público destes assuntos da música por cá ao longo de várias décadase que hoje em dia está praticamente ultrapassadaandavam em torno da premência de cantar ou não em português – e argumentos esgrimiam-seumas vezes mais alicerçados em critérios estéticosoutros ligados a critérios comerciais. Há algum momento da música cantada em portuguêsou algum grupoalgum artista quede certo modolhe tenha mostrado a luz? 16. Entrevistou alguns músicos no podcast Geração 80. Quem mais o surpreendeu? 17. Durante o período de existência da BLITZ enquanto revistaescreveu mensalmente sobre concertos que o marcaram. Exemplos: RadioheadSigur RósDepeche Mode18. Há algum artistaum génerouma tendência que gostaria de ver com mais presença na BLITZ? 19. Viu o BLITZ começar por jornalviu a BLITZ tornar-se revistavê a BLITZ numa existência eminentemente digital. Agora como CEO da Impresa e não tanto como apaixonado da músicacomo é que vê o papel da BLITZ no presente e o que pensa que a marca poderá vir a ser? Do ponto de vista do CEOo que é que a BLITZ deve ser? SEPARADOR TEMAS DA SEMANA: Quincy JonesMão MortaBLITZ 40 anos ÁUDIO: Mão Morta – ‘Aum’ https://www.youtube.com/watch?v=WLAsGJsskOw Esta semana lamentamos a morte de Joaquim Pintomembro fundador dos Mão Morta e seu baixista nos primeiros sete anosaliáso homem a que a própria banda imputa o epíteto de ‘ideólogo’até porque se deveu a ele a formação do grupo em Bragaem novembro de 1984há 40 anosos mesmos que conta a BLITZdepois de em Berlimum músico dos norte-americanos Swans ter dito a esse mesmo Joaquim Pinto que o português “tinha mesmo cara de baixista”. Porque a música é um assunto muito sérioJoaquim Pinto levou a sério o comentário e mal voltou a Portugal começou a aprender a tocar baixo. E o resto é história… Uma história que começou a ser escrita com Miguel Pedroà guitarrae Adolfo Luxúria Canibalna vozmembros que até hoje persistem nos Mão Morta. Miguelos Mão Morta foram uma banda com uma cobertura constante pelo e pela BLITZda qual até foram capa. Também esta semana o mundo da música perdeu Quincy Joneso lendário produtor e compositor quenão desmerecendo outros brilharetesesteve intimamente ligado à revelação de Michael Jackson enquanto estrela pop: Jones foi mais do que um simples produtor de discos como “Off the Wall” e “Thriller”absurdos sucessos de vendas e álbuns essenciais para uma certa ideia de pop queentre o final dos anos 70 e início dos anos 80partindo do R&Bdo funk ou da soul se viria a tornar verdadeiramente dominadora e capaz de um alcance global. Não posso deixar de lembrar que é tempo de comemorar! A 29 de novembro chega às bancas uma edição única da revista BLITZem papel e formato especiaisque celebra o nosso 40º aniversário. Trata-se de uma edição para colecionar que assinala não só os 40 anos volvidos sobre a primeira edição do (então jornal) BLITZcomo as últimas quatro décadas de música portuguesa. Além de recuperar os grandes momentos do jornalda revista e do site BLITZ ao longo da sua históriacoloca em grande destaque a escolha dos 40 melhores discos da música portuguesa publicados entre 1984 e 2023. Essa eleição foi feita por uma Academia composta por centenas de pessoas ligadas ao meio da música entre artistaseditoresagentesmanagerspromotores e jornalistas. As comemorações não ficamcomo já é conhecidopor aqui: o 40º aniversário contará também com uma Grande Festa da Música Portuguesa na Meo Arenaa 12 de dezembro. Quatro grandes artistas de diferentes gerações protagonizam uma noite onde se recordará a história e contará o futuro da música em Portugal. Xutos & PontapésMARO e Gisela João juntam-se à BLITZ para uma comemoração em grande. Franciscoque lhe parece este cartaz? SEPARADOR CONCERTOS ÁUDIO: Jorge Palma – ‘Vida’ https://www.youtube.com/watch?v=5LKfPcRUcLA Falemos agora dos concertos que aí vêm. Estamos perante uma semana bem recheada. Dia 6Jorge Palma leva a sua “Vida Nova” ao Sagres Campo Pequenoem Lisboa. Na Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Motano PortoPedro Abrunhosa dá quatro concertos das suas “Viagens 3.0”espetáculos comemorativos do 30º aniversário de “Viagens”um dos álbuns mais importantes da música feita em Portugal: são a 789 e 10com Lisboa a receber o mesmo espetáculomais adiantea 23. Rui Veloso atua no Coliseu do Porto no dia 8também com um grande concerto no Altice Forum Braga mais para a frentea 22. Os ingleses Tindersticks começam dia 8 na Covilhã uma digressão de 5 concertos em Portugal: seguem-se LeiriaAveiroPorto e Lisboaem dias consecutivos. Adeptos de sons mais densos terão no Hard Clubo festival Amplifest a 9 e 10 – Chelsea Wolfe é um dos nomes cimeiros. Kim Gordonex-Sonic Youthvai dia 11 ao Capitólioem Lisboa. E Bernard Butlerque era o guitarrista dos Suede nos primeiros álbunstoca em Setúbal a 14e no Porto a 17. SEPARADOR DESPEDIDAS E LEITURA ÁUDIO: Nirvana – “D-7” https://www.youtube.com/watch?v=skNDBE1Pibc Chegamos ao final de mais uma edição do Posto Emissorum edição especial sob a tónica do 40º aniversário da BLITZ. Muito obrigado a Francisco Pedro Balsemão por ter estado connosco. Eu chamo-me Luís Guerracomigo nesta edição esteve também Miguel Cadetedirector da BLITZos temas de abertura e conclusão são da autoria de Legendary Tigerman e a sonoplastia e edição multimédia esteve a cargo de João Martins. Como é hábitoterminamos com uma breve leitura à escolha do nosso convidado. Francisco Pedro Balsemãoo que é que nos traz?